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MARCELO PAIVA PORTUGUÊS PROVAS E CONCURSOS Sumário APRESENTAÇÃO 11 UNIDADE I – ASPECTOS GRAMATICAIS 13 Capítulo 1 – Sinais Gráficos 15 Acentuação gráfica 15 Crase 22 Capítulo 2 – Morfologia 35 Estrutura da palavra 35 Classes de palavras 42 Capítulo 3 – Análise Sintática 81 Período simples 81 Período composto 106 Concordância 124 Regência 145 Pontuação 167 UNIDADE II – ESTUDO DO VOCABULÁRIO 183 Capítulo 4 – Semântica 185 Capítulo 5 – Ortografia 197 UNIDADE III – ASPECTOS TEXTUAIS 213 Capítulo 6 – Interpretação de Texto 215 Capítulo 7 – Técnicas de Redação 281 Gabarito 317 BIBLIOGRAFIA 329 Apresentação A finalidade deste livro é ser prático, dinâmico e direto para facilitar seu estudo e sua aprovação. Leciono há mais de 30 anos para provas e concursos e percebo que o candidato perde muito tempo com conteúdos que não são exigidos pelas bancas organizadoras. Assim, espero que você aprenda o que necessita para gabaritar as questões no dia da prova. Com foco nesse objetivo, o conteúdo foi organizado para que você obtenha o conhecimento necessário e se sinta seguro em relação às regras de nosso idioma. Geralmente, o candidato acredita que deve estudar de forma abrangente o conteúdo de uma matéria. Essa abrangência, no entanto, tem limite. Este livro não objetiva preparar você para uma vida acadêmica com especialização em nossa língua. Nosso interesse é a sua aprovação. Os assuntos são apresentados em linguagem simples e direta. Após cada parte teórica, o livro oferece a prática com questões de provas de diversas bancas organizadoras. Primeiro, estude o conteúdo e, depois, faça muitos e muitos exercícios. Leia e releia sempre que necessário. Desejo que você definitivamente aprenda o português direcionado para concurso público. Acompanho milhares de candidatos e sei que a prática é fundamental para o sucesso na aprovação. No final do livro, acrescentei uma série de questões de provas recentes de diferentes bancas organizadoras. Bom estudo! Marcelo Paiva Unidade I Aspectos Gramaticais Capítulo 1 Sinais Gráficos Acentuação gráfica Poucas línguas no mundo fazem uso de acento gráfico. A Língua Portuguesa tem necessidade desse sinal por três motivos: para identificar a sílaba tônica (oxítona, paroxítona ou proparoxítona), para indicar a sonoridade da vogal (aberta, fechada ou nasal) ou a ocorrência de crase. Estes são os acentos em nosso idioma: Agudo (´): indica a vogal tônica aberta. Grave (`): indica a ocorrência de crase. Circunflexo (^): indica a vogal tônica nasal ou fechada (lâmpada, gênero, bônus, robô). Til (~): indica a nasalidade em a e o (cristã, pães, cãibra; corações, põem). Regras para indicar a sílaba tônica Quanto à tonicidade 1. Proparoxítonas: todas as palavras proparoxítonas recebem acento: sábado, ônibus, câmara, chácara, árabe, cáustico, Cleópatra, esquálido, exército, hidráulico, líquido, míope, músico, plástico, público, rústico, último. Observações: 1. Seguem essa regra as proparoxítonas eventuais, ou seja, as terminadas em ditongo crescente: ministério, ofício, previdência, homogêneo, ambíguo, Ásia, Rondônia. 2. O novo Acordo Ortográfico passou a aceitar acento agudo ou circunflexo nas palavras proparoxítonas, reais ou aparentes, cujas vogais e ou o sejam seguidas de consoantes nasais grafadas (m ou n), conforme o seu timbre aberto ou fechado nas pronúncias: académico/acadêmico, anatómico/anatômico, cénico/cênico, cómodo/cômodo, fenómeno/ fenômeno, género/gênero, topónimo/topônimo; Amazónia/Amazônia, António/Antônio, blasfémia/blasfêmia, fémea/fêmea, gémeo/gêmeo, génio/gênio, ténue/tênue. 2. Paroxítonas: são acentuadas quando terminam em: i(s): júri(s), táxi(s), lápis, tênis; us: bônus, vírus, Vênus; ã(s), -ão(s): órfã, ímã, órfãs, órgão, órgãos, bênção, bênçãos; om, -ons: rádom (ou radônio), iâmdom, nêutron, elétron, nêutrons; um, -uns: fórum, álbum, fóruns, álbuns; l: estável, estéril, difícil, cônsul, útil; n: hífen, pólen, líquen; r: açúcar, éter, mártir, fêmur; x: látex, fênix, sílex, tórax; ps: bíceps, fórceps. Observações: 1. A regra de acentuar paroxítonas terminadas em i ou r não se aplica aos prefixos terminados nessas letras: anti-, semi-, hemi-, arqui-, super-, hiper-, alter, inter- etc. 2. As paroxítonas terminadas em -en não recebem acento se seguidas de s: liquens, hifens, itens, homens, nuvens etc. 3. Oxítonas: são acentuadas quando terminadas em: a(s): guaraná, atrás, Amapá, Pará; e(s): tevê, clichê, cortês, português, pajé, convés; o(s): complô, robô, avô, avós, após; em, -ens: armazém, armazéns, também, (ele) provém (eles) detêm. Observação: As palavras tônicas que possuem apenas uma sílaba (monossílabos) terminadas em a, e e o seguem também esta regra: pá, pé pó, (tu) dás, três, mês, (ele) pôs, má, más; assim também os monossílabos verbais seguidos de pronome: dá-la, tê-lo, pô-la etc. Quanto aos encontros vocálicos 1. Regra dos ditongos abertos tônicos Os ditongos ei, eu, oi têm a primeira vogal acentuada graficamente quando forem abertos e tônicos: papéis, réis, mausoléu, céus, corrói, heróis. Com o Acordo Ortográfico, deixam de ser acentuadas as palavras paroxítonas com esse ditongo na sílaba tônica. Antes Acordo idéia ideia jibóia jiboia heróico heroico Observação: Apenas as paroxítonas deixam de receber acento. Continuam com o acento as oxítonas: réu, herói, céu, chapéu etc. 2. Regra dos hiatos a) Hiatos em i e u tônicos, com ou sem s, recebem acento agudo quando não forem seguidos de nh, não repetirem a vogal e não formarem sílaba com consoante que não seja o s: ensaísta, saída, juízes, país, baú(s), saúde, reúne, amiúde, viúvo. No entanto, rainha (precede nh), xiita (repetição de vogal) e juiz (forma sílaba com consoante que não seja o s) não recebem acento. b) O Acordo Ortográfico retira o acento dos hiatos tônicos paroxítonos após ditongo: feiura, baiuca. Se o termo não for paroxítono, o acento se mantém: Piauí. c) O Acordo Ortográfico retira o acento dos hiatos -eem e -oo(s). Antes Acordo Voo voo Enjoo enjoo abençôo abençoo Creem creem Leem leem Creem creem d) O Acordo Ortográfico não permite mais o acento na vogal u tônica dos encontros gue, gui, que, qui. Antes Acordo apazigúe apazigue averigúe averigue Regra do acento diferencial O Acordo Ortográfico altera significativamente a regra do acento diferencial. Antes do Acordo, a regra valia para os seguintes casos: – têm (eles) para distingui-lo de tem (ele), e vêm (eles), distinto de vem (ele); [(vale nos derivados: eles detêm, provêm, distinto de detém, provém (ele)]; – pôde (pretérito perfeito), distinto de pode (presente); – fôrma (substantivo), distinto de forma (verbo formar); – vocábulos tônicos (abertos ´/fechados ^) que têm homógrafos átonos: Tônicos Átonos côa, côas (v. coar) coa, coas (com a, com as) pára (v. parar) para (preposição) péla, pélas (v. pelar e s.f.) pela, pelas (por + a, por + as) pélo (v. pelar), pêlo, pêlos pelo, pelos (por + o, por + os) péra, péras (pedra), pêra pera (forma arcaica) pôla(s) (vegetal) pola(s) (forma arcaica de por + a) pólo(s) (eixo, jogo); pôlo(s) (gavião) polo(s) (forma arcaica de por + o) pôr (verbo) por (preposição) O Acordo mantém apenas os seguintes casos obrigatórios: – têm (eles) para distingui-lo de tem (ele), e vêm (eles), distinto de vem (ele); [(vale nos derivados: eles detêm, provêm, distinto de detém, provém (ele)]; – pôde (pretérito perfeito), distinto de pode (presente); – pôr (verbo) para diferenciar da preposição por. Dois casos são facultativos: fôrma e dêmos(usados em Portugal). Trema O trema (diérese) foi retirado de nosso idioma. Observe as alterações: Antes Acordo tranqüilo tranquilo cinqüenta cinquenta pingüim pinguim Observação: Conserva-se, no entanto, o trema em palavras derivadas de nomes próprios estrangeiros: Müller, Hübner. Praticando Assinale os termos que devem sofrer modificação na acentuação com o novo Acordo Ortográfico. 1. céu 2. herói 3. chapéu 4. Galiléia 5. geléia 6. heróico 7. réu 8. escarcéu 9. bóia 10. jibóia 11. ideia 12. assembléia 13. boléia 14. vôo 15. abençôo 16. enjôo 17. eles crêem 18. eles vêem 19. eles relêem 20. eles têm 21. eles vêm 22. Piauí 23. feiúra 24. apazigúe 25. pára 26. pólo 27. pêra 28. pôde (passado) 29. tranqüilo 30. líqüido De acordo com as novas regras de acentuação, julgue as próximas questões. 1. Todas as palavras estão corretas em: a) raiz, raízes, saí, saístes, apoio, heroi, Grajau. b) carreteis, pôde, pára, funis, índio, hifens, atrás. c) pôr, jiboia, voo, juriti, ápto, âmbar, difícil, almoço. d) órfã, feiura, creem, afável, cândido, caráter, Cristovão. e) chapéu, rainha, releem, heroico, apazigue, fóssil, conteúdo. 2. Há erro de acentuação gráfica na opção: a) destituído, diluído, conteúdo, país, maçã, pera, abençoo. b) item, hífen, baiuca, fenómeno, árduo, bênção, biquíni. c) francês, inglês, inglesa, jibóia, apazigue, génio, pólo. d) benefício, benemérito, bíblico, preveem, assembleia. e) tamanduá, seda, apoia, ideia, céu, bebé. 3. Todas as palavras devem ser acentuadas em: a) balaustre, Jacarei, faisca, judaismo, heroi, pode (verbo no passado). b) cairdes, leem, galileia, feiura, baia, baus, juizes. c) caistes, sairam, atraiu, Jau, averigue, voo. d) atrairam, Piaui, pera, tem, tainha, raizes, constituia. e) item, hifen, hifens, Avai, Itau, raiz, raizes. 4. Assinale a opção que se apresenta incorreta quanto à acentuação. a) baú, Itu, urubu, enjoo, jiboia, descreem. b) rubrica, gótico, tênis, ideia, cómodo, pode. c) ítem, balaústre, ilustre, feiura, corrói. d) herói, heroico, boia, boi, académico. e) aquém, ímã, irmã, armazém, voo. 5. A opção que apresenta erro quanto à acentuação gráfica em um dos vocábulos é: a) lápis, júri. b) bônus, hífen. c) ânsia, série. d) raízes, amável. e) baú, bambú. 6. Nas opções a seguir, a acentuação gráfica está correta em todas as palavras, exceto: a) jesuíta, caráter, abençoo, glória, polo. b) viúvo, sótão, ideia, céu, céltico, chapéu. c) baínha, raiz, juiz, juízo, hifen. d) náufrago, espádua, Amazónia, tónico. e) gráfico, flúor, preveem, veem. 7. O _____ era grande. Os exportadores de _____tentavam, inutilmente, _____. a) prejuízo, têxteis, reduzi-lo. b) prejuizo, tésteis, reduzilo. c) prejuizo, têxteis, reduzí-lo. d) prejuizo, téxteis, reduzí-lo. e) prejuízo, testis, reduzi-lo. 8. Indique a única opção em que nenhuma palavra é acentuada obrigatoriamente. a) lapis, canoa, abacaxi, jovens, pera, assembleia, reu. b) ruim, sozinho, aquele, traiu, ideia, enjoo, apazigue. c) saudade, onix, grau, orquidea, Piaui, chapeu. d) flores, açucar, album, virus, hifen, polen. e) voo, legua, assim, tenis, veem, creem. 9. Se ela crê, eles não _____ Se ela vê, eles não _____ Opostos em tudo, eles _____ apenas os pais em comum. a) creem, vêm, tem. b) crêem, vêm, têm. c) creem, vem, têm. d) creem, veem, têm. e) crêem, vêem, têm. 10. Dadas as palavras: 1) apóiam 2) baínha 3) abençôo constatamos que está (estão) corretamente grafada(s) conforme o novo Acordo Ortográfico: a) apenas a palavra nº 1. b) apenas a palavra nº 2. c) apenas a palavra nº 3. d) todas as palavras. e) nenhuma das palavras. Crase Crase é a fusão de duas vogais em uma só. Embora exista na versificação literária a crase poética, nosso interesse será apenas a contração indicada pelo acento grave. Casos em que ocorre a fusão da preposição “a” com: 1. O artigo feminino “a” ou “as” Fiz referência a + a revista = Fiz referência à revista. prep.+ art. 2. Locuções adverbiais, prepositivas ou conjuntivas femininas Encontro você às dez horas. Todos estavam à vontade em casa. Estou à disposição. Às vezes, ele me encontra em casa. O amante saiu às pressas da casa. Quem vive à espera de facilidades, encontra falsidades. Amo mais você à medida que a conheço. Observação: Em alguns casos, o acento grave evita ambiguidade na construção. Observe: O rapaz cheirava a bebida (aspirava o cheiro da bebida). O rapaz cheirava à bebida (exalava o cheiro da bebida). Encontrou a prima a tia (construção com ambiguidade). Encontrou a prima à tia (construção sem ambiguidade). A presença do acento grave indica que a tia é objeto direto preposicionado na segunda construção. 3. Os pronomes demonstrativos “aquela”, “aquele”, “as” Fiz referência a + aquele rapaz. = Fiz referência àquele rapaz. Fiz referência a + aquela menina. = Fiz referência àquela menina. Fiz referência a + aquilo. = Fiz referência àquilo. Fiz referência a + a (aquela) que saiu. = Fiz referência à que saiu. Fiz referência a + as (aquelas) que saíram. = Fiz referência às que saíram. Observação: É comum o candidato encontrar certa dúvida no uso do acento grave antes do pronome relativo que. Procure substituir a expressão por a aquela que ou a aquelas que. Esta caneta é igual à que comprei. (Esta caneta é igual a + aquela que comprei). Falei tudo à menina de bolsa e à que entrou. (Falei tudo à menina de bolsa e a + aquela que entrou) Casos que merecem atenção redobrada 1. Antes da expressão “a moda de”, expressa ou subentendida Ele se veste à Caetano Veloso. Ele se veste à moda de Caetano Veloso. Ela fez uma comida à mineira. Ela fez comida à moda mineira. 2. Antes de pronome relativo Pronome relativo é o termo que se relaciona à ideia já apresentada no texto para evitar repetição da palavra. Observe de forma bastante simples no início. O relatório chegou (sem pronome relativo). O relatório que ela preparou chegou (período composto com pronome relativo). Você pode observar claramente a necessidade do pronome que para evitar que se repita o termo relatório. Assim, temos duas orações. • Primeira oração: o relatório chegou. • Segunda oração: ela preparou o relatório. Poderíamos também usar o pronome o qual na construção. O relatório o qual ela preparou chegou. Dificuldade comum é observar a necessidade ou não do uso de preposição antes de pronome relativo. Observe os exemplos: O livro que li sumiu (sem preposição, pois o verbo ler não pede preposição). O livro de que preciso sumiu (com preposição, pois o verbo precisar pede preposição de). O livro a que me refiro sumiu (com preposição, pois o verbo referir pede preposição a). Se o pronome relativo fosse o qual, as construções ficariam assim: O livro o qual li sumiu (sem preposição, pois o verbo ler não pede preposição). O livro do qual preciso sumiu (com preposição, pois o verbo precisar pede preposição de). O livro ao qual me refiro sumiu (com preposição, pois o verbo referir pede preposição a). Agora, faremos as mesmas construções com termo feminino. Observe. A revista a qual li sumiu. A revista da qual preciso sumiu. A revista à qual me refiro sumiu. Você observou que, na primeira construção, não houve acento grave. Na última, sim. Tudo depende do termo que rege o pronome relativo. Observe outros exemplos. As leis as quais o deputado votou são justas (o verbo votar não pede preposição a). As leis às quais o deputado aludiu são justas (o verbo aludir pede preposição a). 3. Antes de nomes de lugares Ocorrerá crase e, portanto, acento grave, se houver necessidade do artigo a para a localidade e termo anterior que peça a preposição a. Vou a Brasília. Venho de Brasília. Observe que não ocorreu crase, pois Brasílianão pede o artigo a. Vou à Bahia. Venho da Bahia. Ocorreu crase, pois Bahia pede o artigo a. Vou a São Paulo. Vou a Lisboa. Vou à África. Vou à Inglaterra. 4. Com a palavra “casa” Se a palavra, no contexto, solicitar ou não a presença do artigo a e ocorrer termo que peça a preposição a, deve-se utilizar o acento grave. No sentido de lar sem qualificação, não há artigo a. Vou a casa. Venho de casa. Qualificada a palavra, o acento grave se torna obrigatório. Vou à casa de meu melhor amigo. Venho da casa de meu melhor amigo. 5. Com a palavra “terra” A palavra terra, em nosso idioma, pode representar, dependendo do contexto, sentidos diversos: terra firme (em oposição à água); lugar determinado; planeta, e, finalmente, o solo. Nos três últimos casos, a regra a ser observada é a geral. No primeiro caso, no entanto, não ocorre crase, pois o vocábulo não pede o artigo a. Os marinheiros foram a terra visitar a família (terra firme). Vou à terra natal (lugar determinado). Da Lua à Terra (planeta). Todos têm direito à terra (solo). 6. Com a palavra “distância” A locução adverbial a distância não recebe o acento grave quando não estiver determinada. Se houver determinação e termo que peça a preposição a, haverá crase. Sedex a distância. Curso a distância. Fique à distância de dois metros (com determinação). Observação: Não há acento grave em construções como as a seguir: Fique a dois metros de distância. Fique a cem metros de distância. 7. Paralelismo O paralelismo pressupõe ideias ou estruturas paralelas. Elementos coordenados devem apresentar a mesma forma por terem o mesmo valor. Certamente, há momentos intencionais em que se deseja romper com o paralelismo por motivos específicos ou literários. No entanto, a boa redação pede construções coordenadas simétricas. Observe exemplo bastante simples. Gosto de filmes e de livros. Há paralelismo em de livros e de filmes. No caso, os elementos são coordenados e não possuem artigo, pois apresentam ideia generalizada. Se o artigo fosse empregado, o paralelismo seria mantido com alteração de sentido. Gosto dos filmes e dos livros. Nota: No caso, a presença do artigo nos dois elementos indica ideia de filmes e livros específicos. A falta de paralelismo pode não ser considerada erro gramatical em muitos casos, mas prejudica o bom texto. Observe casos de falta de paralelismo e a forma indicada: Prefiro brincar a livro (inadequado). Prefiro brincar a ler (adequado). Prefiro brincadeira a livro (adequado). Prefiro trabalho à leitura (inadequado). Prefiro o trabalho à leitura (adequado). Prefiro trabalho a leitura (adequado). O jogador chegou confiante, contente e com muita disposição (inadequado). O jogador chegou confiante, contente e disposto (adequado). O direito a remuneração e ao trabalho (inadequado). O direito à remuneração e ao trabalho (adequado). O direito a remuneração e a trabalho (adequado). Recomendou economizar luz e que elaborasse novos planos (inadequado). Recomendou economizar luz e elaborar novos planos (adequado). Recomendou economia de luz e elaboração de novos planos (adequado). O paralelismo é muito importante no uso do acento grave. Observe. de segunda a sexta. da segunda à sexta. As duas construções estão corretas. No primeiro caso, usou-se apenas preposição no primeiro termo coordenado. Assim, o segundo também apresentará apenas preposição. Diferente do segundo caso. Usou-se preposição e artigo. Assim, o segundo também apresentará preposição e artigo. Veja como fica mais fácil entender com elemento masculino. de segunda a sábado. da segunda ao sábado. Observe outras construções: O direito à vida e à saúde (adequado). O direito a vida e a saúde (adequado). O direito a vida e à saúde (inadequado). O direito à vida e a saúde (inadequado). Crase facultativa 1. Nomes de mulheres Falei o assunto a/à Denise. Refiro-me a/à Paula. Observações: 1. Quando o nome aparecer determinado por uma qualidade ou característica, o artigo será obrigatório. Falei o assunto à Denise, minha irmã. Refiro-me à Paula, minha esposa. 2. Quando o nome aparecer determinado por sobrenome, a indicação é não empregar artigo. Falei o assunto a Denise Moura. Refiro-me a Rosa Paula Rodrigues. 2. Pronomes possessivos adjetivos Falei a/à minha secretária. Refiro-me a/à minha secretária. Observação: Cuidado com o pronome possessivo substantivo, que pedirá crase. Falei à minha secretária e não à sua. 3. Expressão “até” Observe, primeiro, a expressão até seguida de palavra masculina. Vou até o teatro. Vou até ao teatro. Como se observa, o uso da preposição a não é obrigatório. Se o artigo for feminino, o uso do acento grave se torna opcional. Vou até a esquina. Vou até à esquina. Praticando Escolha a opção correta para completar as lacunas. 1. Ela estava ___ disposição e pediu ___ todos que ___ ouvissem com atenção. a) a, a, à. b) à, à, à. c) a, à, a. d) à, a, a. e) à, a, à. 2. O presidente retorna ___ Brasília daqui ___ pouco. a) a, a. b) há, há. c) a, há. d) à, há. e) há, a. 3. Diga ___ elas que estejam daqui ___ pouco ___ entrada principal. a) à, há, a. b) à, a, a. c) a, há, à. d) a, a, à. e) a, a, a. 4. Peço ___ Vossa Senhoria ___ solução ___ respeito do problema ocorrido. a) à, a, à. b) à, a, a. c) a, a, à. d) a, a, a. e) à, à, a. 5. Informe ___ todos que o diretor não autorizou ___ medida, pois não foi encaminhada corretamente ___ diretoria. a) a, a, a. b) à, à, a. c) a, à, a. d) à, a, à. e) a, a, à. 6. Informe ___ secretaria que o relatório chegou e solicite ___ encarregada o código do arquivo ___ que se deve juntar. a) a, a, a. b) a, à, à. c) à, a, à. d) à, à, à. e) à, à, a. 7. Assinale a opção incorreta. a) Trata-se de uma tradição há muito inserida nas práticas legislativas do País e que não deve estar condicionada à deliberação do plenário. b) A publicação constitui a forma pela qual se dá ciência da promulgação da lei à sociedade. c) O presidente vai à sala de reuniões às oito horas dar as informações à todos. d) Com respeito às questões operacionais colocadas pela necessidade de divulgação das leis, é preciso avaliar os custos de implantação de novos parques gráficos. e) Andava à toa pelas ruas, à procura de fictícios amigos. 8. Não se empregará a crase na oração: a) Referiu-se a pessoas que não cheguei a conhecer. b) Fui visitá-lo as quinze horas, mas não o encontrei. c) Compareci a festa em que se coroou a rainha Sissi. d) Dirigiram-se a Policlínica para uma visita a doentes. e) A tarde, iremos a casa de meus pais. 9. Assinale a opção correta. a) O ministro não se prendia à nenhuma dificuldade burocrática. b) O Presidente ia a pé, mas a guarda oficial ia à cavalo. c) Ouviu-se uma voz igual à que nos chamara antes. d) Peço à V. Exª. que considere os fatos em questão. e) Não insista em ir à terra agora: o próximo porto está próximo. 10. Afeito ___ solidão, esquivava-se ___ comparecer ___ comemorações sociais. a) à, a, a. b) à, à, a. c) à, a, à. d) a, à, a. e) a, a, à. 11. Preencha as lacunas do texto abaixo e assinale a opção correta: “Comunicamos ___ Vossa Senhoria que encaminhamos ___ petição anexa ___ Divisão de Fiscalização que está apta ___ prestar ___ informações solicitadas.” a) a, a, à, a, as. b) à, a, à, a, às. c) a, à, a, à, as. d) à, à, a, à, às. e) à, a, à, à, as. 12. Somente ___ longo prazo será possível ajustar-se o mecanismo ___ finalidade ___ que se destina. a) a, à, a. b) à, a, à. c) à, à, à. d) à, a, a. e) à, à, a. 13. Entregue a carta ___ homem ___ que você se referiu ___ tempos. a) aquele, à, á. b) àquele, à, há. c) aquele, a, a. d) àquele, à, à. e) àquele, a, há. 14. Quanto à necessidade ou não de utilização do sinal indicativo de crase,está inteiramente correta a oração: a) Quem está à alguma distância de Campo Grande não pode avaliar à contento o mérito da polêmica à que se refere o texto. b) Não é aqueles que se instalam nos gabinetes oficiais que cabe a interdição do uso de uma língua à cuja preservação estejam devotados milhares de falantes. c) Quem visa à restringir a utilização de uma língua das minorias deveria também se ater à toda e qualquer má utilização das chamadas línguas oficiais. d) As decisões que se tomam à revelia do interesse das populações são semelhantes àquelas tomadas na vigência dos atos institucionais da ditadura militar. e) Quem se manifeste contrário à uma única manifestação de arbitrariedade está manifestando sua hostilidade à todas as medidas arbitrárias. 15. Quanto à necessidade ou não de utilização do sinal indicativo de crase, a frase inteiramente correta é: a) O processo correrá às expensas do denunciante, a menos que a isto se oponha a autoridade do Ministro, de cuja decisão nenhuma parte poderá vir a recorrer. b) Em meio as atribulações do processo, uma das testemunhas recusou-se a comparecer a sessão, alegando à autoridade judicial, num simples bilhete à lápis, que estava acamada. c) À despeito de haver provas contundentes, o juiz decidiu inocentar àquela velha senhora, a quem não falta malícia: viram quando se pôs à soluçar? d) Sem advogado, o rapaz ficou à deriva, enquanto o juiz designava como sua defensora à jovem bacharel, que ainda não se submetera à uma prova de fogo, como aquela. e) Ele ficou à distância, em meio as profundas hesitações que a ausência da testemunha lhe provocou: se ela não chegasse, poderia ele aspirar à que fosse adiada a sessão? 16. O acento indicativo da crase está corretamente empregado em: a) Especificamente à ele, transgressor confesso, muito interessava a leitura dos direitos do réu. b) Não sabia que até o réu tem direito à compulsar os autos durante o interrogatório. c) A sociedade pede lucidez àqueles que podem alterar as regras dos rituais democráticos. d) Esse texto deve ser indicado à todas as pessoas que lidam com o Direito. e) Sociedades pós-modernas quebram formalismos à torto e à direito. 17. Há plena observância da necessidade de utilização do sinal de crase em: a) Não espantou à maioria das pessoas que o caso de Amina tenha chegado à uma solução tão feliz, pois acreditavam que o tribunal nigeriano seria sensível à pressões internacionais. b) Pouco à pouco, a Anistia Internacional e outras organizações congêneres vão ascendendo àquele mais alto patamar de respeitabilidade, à que sempre fizeram jus. c) Não se impute à corte nigeriana qualquer culpa pelo fato de se ater às leis do país, pois é a estas, e não a outras, que lhe cabe dar cumprimento. d) Aqui e ali se verifica, à toda hora, algum tolerado desacato às nossas leis; que faríamos se os nigerianos nos conclamassem a cessação dessa permanente afronta às nossas normas legais? e) Tendo em vista à condenação do acusado de sodomia a morte por apedrejamento, e à falta de indícios positivos, não se confira a absolvição de Amina um significado maior do que o de uma concessão. 18. Em “A população de miseráveis não tem acesso ___ quantidade mínima de alimentos necessária ___ manutenção de uma vida saudável, equivalente ___ uma dieta de 2000 calorias diárias.” a opção que preenche corretamente as lacunas é: a) a, à, a. b) à, à, a. c) à, à, à. d) à, a, a. e) a, a, à. 19. Em “O Brasil é um país favorável ___ ascensão social, ao contrário dos países ricos, onde quem chega ___ uma posição social de prestígio já parte de condições favoráveis ___ essa situação.” as lacunas estão corretamente preenchidas por: a) a, a, à. b) a, à, à. c) à, à, à. d) à, a, a. e) à, à, a. 20. O pobre homem fica ___ meditar, ___ tarde, indiferente ___ que acontece ao seu redor. a) à, a, aquilo. b) a, a, aquilo. c) a, à, àquilo. d) à, à, aquilo. e) à, à, àquilo. 21. Assinale a opção que deveria apresentar sinal indicativo de crase. a) Refiro-me a alunas estudiosas. b) Refiro-me a esta aluna aqui. c) Refiro-me a todas as alunas. d) Refiro-me a uma aluna em especial. e) Refiro-me aquela aluna. 22. Assinale a opção que deveria apresentar sinal indicativo de crase. a) Dirigi a palavra a você. b) Dirigi a palavra a Vossa Majestade. c) Dirigi a palavra a Senhora. d) Dirigi a palavra a minhas tias. e) Dirigi a palavra a quem reclamava. 23. Assinale a opção que deveria apresentar sinal indicativo de crase. a) Faço alusão a meu pai. b) Faço alusão a várias cidades. c) Faço alusão a primeira aluna da turma. d) Faço alusão a alguma aluna. e) Faço alusão a essa cidade aí. 24. Assinale a opção que deveria apresentar sinal indicativo de crase. a) No verão, vamos a casa de meus tios. b) No verão, vamos a Minas Gerais ou a Goiás. c) No verão, vamos a Fortaleza e a Manaus. d) No verão, vamos a Lisboa. e) No verão, vamos para a Bolívia e para a Venezuela. 25. Assinale a opção que deveria apresentar sinal indicativo de crase. a) Saiu a andar a pé. b) Levam as moças a uma fuga. c) Ficou a discorrer a respeito dos estudos. d) A professora não chegou a tempo. e) Só as primeiras horas da noite pôde assistir a cerimônia. Capítulo 2 Morfologia estrutura da palavra Os elementos que compõem uma palavra chamam-se morfemas ou elementos mórficos e podem ser lexicais ou gramaticais. Os lexicais contêm o sentido básico da palavra e os gramaticais indicam noções de gênero, número, pessoa, modo, tempo. Assim, em bela, o morfema lexical é bel-. O a é morfema gramatical que designa o gênero. As palavras que apresentam o mesmo morfema lexical (radical) são chamadas cognatas e pertencem à mesma família etimológica. Houve uma época em que os concursos públicos exigiam muito o conhecimento do assunto. Atualmente, poucas bancas o cobram em suas provas, mas por vezes o assunto aparece. Os elementos mórficos são os seguintes: Radical: é o elemento básico da palavra, responsável por sua significação primária. A ele podem ser acrescidos outros elementos mórficos. Exemplos: legalizar (radical: legal); alto (radical: alt-). Vogal temática: é a vogal acrescentada ao radical. Serve de base para o acréscimo de desinências. Aparece em nomes (substantivos e adjetivos), em pronomes e em verbos. Exemplos: rosa (vogal temática: a); amas (vogal temática: a). Nos verbos, a vogal temática indica a que conjugação pertence o verbo: cantar – vogal temática -a (1ª conjugação) vender – vogal temática -e (2ª conjugação) partir – vogal temática -i (3ª conjugação) O verbo pôr e seus derivados não apresentam esse elemento. Antigamente, a forma do verbo pôr era poer, por isso pertence à 2ª conjugação. Em algumas formas (põe, pões, põem), ainda pode ser encontrada a vogal temática. Tema: é o radical acrescido da vogal temática. Exemplos: pedra (radical: pedr-; vogal temática: a); amar (radical: am-; vogal temática: a; tema: ama). Desinências: elementos de valor gramatical que aparecem no final da palavra. As desinências podem ser: 1. Nominais: indicam o gênero (-a) e o número (-s) dos substantivos e adjetivos. Exemplos: menina (-a é desinência de gênero); cafés (-s é desinência de número). 2. Verbais: indicam tempo, modo, número e pessoa nas formas verbais. Exemplos: amas (-s é desinência número-pessoal); amava (-va é desinência modo-temporal). Afixo: elemento de valor gramatical que se junta ao radical, modificando seu significado. Pode ser prefixo (aparece antes do radical) ou sufixo (aparece depois do radical). Exemplos: infeliz (prefixo in-); desleal (prefixo des-); lealdade (sufixo -dade); utilizar (sufixo -izar). Vogais e consoantes de ligação: são fonemas que não têm valor significativo, apenas facilitam a pronúncia das palavras. Exemplos: gasômetro (vogal de ligação: ô); cafezinho (consoante de ligação: z). Processos de formação das palavras Palavras novas surgem diariamenteem nosso idioma. Seis são os processos principais de formação de palavras: derivação, composição, onomatopeia, abreviação, hibridismo e neologismo. Derivação: é a formação de uma palavra nova a partir de outro vocábulo. Divide-se em: 1. Prefixal: inclusão de um prefixo: infeliz, retornar, contrapor, desleal, intrometer. 2. Sufixal: inclusão de um sufixo: jornaleiro, sulista, civilizar, guerrear. 3. Parassintética: inclusão simultânea de prefixo e sufixo: anoitecer, espernear, empobrecer, despedaçar, desalmado, subterrâneo. 4. Regressiva: é a redução de uma palavra. Ocorre principalmente com substantivos abstratos derivados de verbo: luta (lutar), atraso (atrasar), venda (vender), combate (combater), ataque (atacar), desprezo (desprezar). Existem alguns casos em que o substantivo concreto deriva regressivamente de outro substantivo: boteco (botequim), sarampo (sarampão), burro (burrico), aço (aceiro), bença (bênção), malandro (malandrim), espora (esporão), transa (transação). 5. Imprópria: consiste na mudança da classe gramatical da palavra: Foi um comício monstro (o substantivo passa a adjetivo). O viver é difícil (o verbo passa a substantivo). Eles falavam alto (o adjetivo passa a advérbio). Misericórdia! (o substantivo passa a interjeição). 6. Prefixal e sufixal: é feita com o emprego de prefixo e de sufixo, mas a inclusão não é simultânea: deslealdade, infelizmente, ilegalidade, desconhecimento, desanimado. Alguns gramáticos a consideram também com o nome de progressiva. Cuidado para não confundir com a parassintética. Na progressiva, sempre se consegue retirar o prefixo ou o sufixo. Na parassintética, isso não é possível, pois os dois se incorporam à palavra ao mesmo tempo. Composição: é a união de duas ou mais palavras que formam uma nova. Divide-se em: 1. Justaposição: unem-se palavras sem qualquer alteração no som original: beija-flor, guarda-chuva, amor-perfeito, madrepérola, pontapé, passatempo. 2. Aglutinação: unem-se palavras com alteração no som original: planalto (plano + alto), embora (em boa hora), carroça (carro da roça), outrora (outra + hora), aguardente (água + ardente), fidalgo (filho de algo). Onomatopeia: palavra que reproduz ou procura reproduzir sons: tique-taque, tlintlim, pingue-pongue, tilintar, zunir. Abreviação: redução de uma palavra desde que não interfira na compreensão: moto (motocicleta), pneu (pneumático), foto (fotografia), auto (automóvel), cine (cinema/cinematógrafo). Hibridismo: união de palavras cujos radicais provêm de línguas diferentes: automóvel (grego + latim), burocracia (francês + grego), alcoômetro (árabe + grego), zincografia (alemão + grego). Praticando 1. A sequência de vocábulos em que se observa o mesmo processo de formação de europeia, refazer e malmequer, respectivamente, é: a) desventura, vice-rei, tragicômico. b) histórica, auriverde, suprarrenal. c) prosaico, corpulento, contrapeso. d) inquisitorial, emigrar, pernilongo. e) esforço, reavaliar, sempre-viva. 2. Assinale a opção em que se faz a análise correta dos elementos mórficos, em destaque: a) sentimentos, emancipação: -mento, -ção: sufixos formadores de substantivos a partir de adjetivos; b) minuciosa, empresarial: -osa, -al: sufixos formadores de adjetivos a partir de substantivos; c) irreversível, desprotegidas: -i, -des: prefixos expressando afastamento, separação; d) pesquisa, americana: -a: desinência de gênero feminino; e) psicanalista, masculinizar: vocábulos formados por dois radicais: psican-, mascul-. 3. Observe os termos em destaque das frases a seguir: I. É bom lembrar que os césares contemporâneos vêm efetivamente tentando impor uma ruptura conservadora diante de grave impasse socioeconômico. II. Os críticos, mesmo os mais autorizados, refugiam-se, superficialmente, em considerações de moral política (fisiologismo, oportunismo, narcisismo, ilegitimidade...). III. A laranja ajuda a regular o metabolismo e a combater a anemia. Muita gente desconfia do valor nutritivo do suco pronto para beber em comparação com a laranja espremida na hora. IV. Sabemos que Minas, Paraná e São Paulo, os Estados que levaram mais a sério o desafio de melhorar suas escolas primárias, são justamente aqueles que estão disparando na frente. Os vocábulos destacados são formados pelos processos: a) I. sufixação; II. aglutinação; III. sufixação; IV. derivação imprópria. b) I. sufixação; II. justaposição; III. parassíntese; IV. prefixação. c) I. derivação imprópria; II. sufixação; III. sufixação; IV. derivação regressiva. d) I. derivação imprópria; II. sufixação; III. prefixação; IV. derivação regressiva. e) I. sufixação; II. justaposição; III. sufixação; IV. prefixação. 4. Na construção “Foram-se embora”, o vocábulo embora pertence ao processo de formação: a) composição por justaposição. b) composição por aglutinação. c) derivação prefixial. d) derivação sufixial. e) parassintetismo. 5. Ao crítico deu ele o ronrom. O processo pelo qual se formou a palavra destacada é: a) derivação prefixial. b) derivação parassintética. c) regressiva. d) composição por aglutinação. e) onomatopeia. 6. Assinale a opção em que nem todas as palavras apresentem sufixo de grau diminutivo: a) poemeto, maleta. b) rapazola, bandeirola. c) viela, ruela. d) lugarejo, vilarejo. e) menininho, carinho. 7. O valor semântico de des- não coincide com o do par centralização/ descentralização apenas em: a) Despregar o prego foi mais difícil do que pregá-lo. b) “Belo, belo, que vou para o Céu...” – e se soltou, para voar: descaiu foi lá de riba, no chão muito se machucou. c) Enquanto isso ele ficava ali em Casa, em certo repouso, até a saúde de tudo se desameaçar. d) A despoluição do rio Tietê é um repto urgente aos políticos e à população de São Paulo. e) O governo de Israel decidiu desbloquear metade da renda de arrecadação fiscal que Israel devia à Autoridade Nacional Palestina. 8. Assinale a opção em que foi corretamente utilizada a palavra da mesma família de prescrições, ou de proscrito. a) Repousei, tomei os remédios que o médico proscreveu, e logo minha obediência foi recompensada: recebi alta e pude voltar ao futebolzinho no quintal. b) A lei prescreve a pena de morte para o delito de que eu o incriminei; espero que seja cumprida, pois assim me apossarei de toda a sua fortuna. c) A volta do prescrito agitou a pequena cidadezinha do velho oeste; quereria ele vingar-se dos seus inimigos? d) A proscrição do padre confessor me apavorou: eu teria de rezar mil pais-nossos, mil ave-marias e quinhentos credos, além de acender uma vela para cada vez que estivera com a vizinha. e) O casamento não está de todo prescrito de nossa tribo, mas é inegável que ele contraria o que ordena nosso guru: “Amem fisicamente a todos que puderem”. 9. As palavras molheira, saleiro e sujeira são formadas pela adição de um mesmo sufixo ao radical. Assinale a opção que não apresenta o mesmo sufixo. a) roupeiro. b) queira. c) mosquiteiro. d) fofoqueira. e) lixeira. 10. Assinale a opção em que o prefixo da palavra indica duplicidade. a) circunlóquio. b) ambivalência. c) contradizer. d) adjacente. e) transporte. 11. Assinale a opção em que se observe o mesmo processo de formação de palavras que ocorre em empobrecer. a) apogeu. b) apelar. c) circular. d) crucifixo. e) apedrejar. 12. Assinale a opção em que todas as palavras se formam pelo mesmo processo: a) ajoelhar, antebraço, assinatura. b) atraso, embarque, pesca. c) o jota, o sim, o tropeço. d) entrega, estupidez, sobreviver. e) antepor, exportação, sanguessuga. 13. A palavra aguardente formou-se por: a) hibridismo. b) aglutinação. c) justaposição. d) parassíntese. e) derivação regressiva. 14. Que item contém somente palavras formadas por justaposição? a) desagradável, complemente. b) vaga-lume, pé-de-cabra. c) encruzilhada, estremeceu. d) supersticiosa, valiosas. e) desatarraxou, estremeceu. 15. Sarampo é: a) forma primitiva. b) formado porderivação parassintética. c) formado por derivação regressiva. d) formado por derivação imprópria. e) formado por onomatopeia. 16. Numere as palavras da primeira coluna conforme os processos de formação numerados à direita. Em seguida, marque a opção que corresponde à sequência numérica encontrada: ( ) aguardente 1) justaposição ( ) casamento 2) aglutinação ( ) portuário 3) parassíntese ( ) pontapé 4) derivação sufixal ( ) os contras 5) derivação imprópria ( ) submarino 6) derivação prefixal ( ) hipótese a) 1, 4, 3, 2, 5, 6, 1 b) 4, 1, 4, 1, 5, 3, 6 c) 1, 4, 4, 1, 5, 6, 6 d) 2, 3, 4, 1, 5, 3, 6 e) 2, 4, 4, 1, 5, 3, 6 17. Indique a palavra que foge ao processo de formação de chapechape: a) zunzum. b) reco-reco. c) toque-toque. d) tlim-tlim. e) vivido. 18. Em que opção a palavra destacada resulta de derivação imprópria? a) Às sete horas da manhã começou o trabalho principal: a votação. b) Pereirinha estava mesmo com a razão. Sigilo... Voto secreto ... Bobagens, bobagens! c) Sem radical reforma da lei eleitoral, as eleições continuariam sendo uma farsa! d) Não chegaram a trocar um isto de prosa, e se entenderam. e) Dr. Osmírio andaria desorientado, senão bufando de raiva. 19. Assinale a série de palavras em que todas são formadas por parassíntese: a) acorrentar, esburacar, despedaçar, amanhecer. b) solução, passional, corrupção, visionário. c) enrijecer, deslealdade, tortura, vidente. d) biografia, macróbio, bibliografia, asteroide. e) acromatismo, hidrogênio, litografar, idiotismo. 20. As palavras couve-flor, planalto e aguardente são formadas por: a) derivação. b) onomatopeia. c) hibridismo. d) composição. e) prefixação. Classes de palavras A Nomenclatura Gramatical Brasileira divide as palavras em dez classes: substantivo, adjetivo, conjunção, pronome, verbo, advérbio, preposição, artigo, numeral e interjeição. Substantivo Nome de todos os seres que existem ou supomos existir: janela, muro, trabalho, Deus, alma. Tipos de substantivo Comum: refere-se a todos os seres da mesma espécie: país, aluno, cidade. Próprio: refere-se a um ser específico: Brasil, Marta, Brasília. Simples: possui apenas um radical: amor. Composto: possui mais de um radical: amor-perfeito. Primitivo: termo que dá origem a outros termos: amor. Derivado: origina-se de um termo primitivo: amizade. Concreto: ser de existência independente: casa, vaca, homem. Abstrato: termo que depende de outro para existir: amor, alegria. Observações: 1. Deus, alma, fada, bruxa são substantivos concretos. 2. São substantivos abstratos aqueles que indicam ações (trabalho, casamento, ameaça), estado ou qualidade (riqueza, sonho, morte, inteligência, esperteza). 3. Os substantivos coletivos são classificados como comuns. Gênero dos substantivos Podem ser divididos em dois gêneros: masculino e feminino. A flexão de gênero divide-se em uniforme ou biforme. Uniforme: Epicenos (macho-fêmea): a cobra, o tatu, a onça. Comuns-de-dois (o-a): cliente, colega, dentista, jornalista, jovem. Sobrecomuns (sem flexão de gênero): a criança, a vítima, o cônjuge, o ídolo. Biforme: Flexão na desinência: amigo-amiga, barão-baronesa. Heterônimos: cavalheiro-dama, cavalo-égua. Observações: 1. Cólera é nome feminino em qualquer sentido: ira ou doença. 2. Personagem e usucapião são nomes femininos pela origem, porém já se encontram também como masculinos em diversos dicionários. 3. As siglas que se usam como nomes próprios têm o gênero do nome inicial da locução. Assim Detran (Departamento de Trânsito) é palavra masculina e Cica (Companhia Industrial de Conservas Alimentícias) é palavra feminina. 4. Milhão é nome masculino: um milhão de pessoas; muitos milhões de ações. Plural dos substantivos Quanto à flexão de número, os substantivos podem estar no singular ou no plural. Regra geral: substantivos terminados em vogal ou ditongo fazem o plural acrescentando-se -s ao singular: casas, companheiros, pais, leis. Incluem-se na regra geral os substantivos terminados em vogal nasal representada pela letra -m. Muda-se o -m por -n e acrescenta-se o -s: bens, sons. Regras especiais: 1. Os substantivos terminados em -ão formam o plural de três formas: a) a maioria altera a terminação -ão em -ões: coração – corações, leão – leões. b) Alguns poucos substantivos alteram a terminação -ão em -ães: alemão – alemães. c) Todos os substantivos paroxítonos terminados em -ão e alguns oxítonos com a mesma terminação simplesmente acrescentam o -s: bênção – bênçãos, órgão – órgãos, irmão – irmãos. Observações: 1. Os monossílabos tônicos chão, grão, mão e vão fazem o plural com o -s. 2. Alguns substantivos finalizados em -ão aceitam diferentes formas: ermitão (ermitães, ermitãos ou ermitões), vilão (vilãos ou vilões) etc. 2. Plural com alteração de timbre da vogal tônica. Alguns substantivos cuja vogal tônica é o fechado, além de receberem o -s no plural, alteram também o o fechado para aberto: corpo, fogo, imposto, jogo, tijolo etc. Tal alteração recebe o nome de metafonia. 3. Substantivos terminados em consoantes. a) Os substantivos terminados em -r, -z e -n formam o plural acrescentando -es ao termo singular: mar-mares, reitor – reitores, rapaz – rapazes, raiz – raízes, dólmen – dólmenes. Observação: O plural de caráter é caracteres, com deslocamento da vogal tônica. Também alteram a vogal tônica no plural os termos espécimem, Júpiter e Lúcifer: especímenes, Jupíteres e Lucíferes. b) Os substantivos oxítonos terminados em -s formam o plural acrescentando -es. Os demais substantivos terminados em -s são invariáveis: o país – os países, o lápis – os lápis. Os paroxítonos terminados em -x também são invariáveis: os tórax. c) Os substantivos terminados em -al, -el, -ol e -ul alteram no plural o -l por -is: animal – animais, papel – papéis, álcool – álcoois. Excetuam-se os termos mal e cônsul: males e cônsules. Também o termo real constitui uma exceção, mas atualmente aplicamos a regra geral: reis ou reais. d) Os substantivos terminados em -il alteram o -l em -s: funil – funis, ardil – ardis. e) Os substantivos paroxítonos terminados em -il alteram a terminação por -eis: fóssil – fósseis, réptil – répteis. 4. Plural nos diminutivos formados com o sufixo -zinho(a) ou zito(a). Tanto o substantivo primitivo como o sufixo vão para o plural: balãozinho – balõezinhos, florzinha – florezinha. 5. Substantivos de um só número Existem substantivos que são empregados apenas no plural: anais, fezes, primícias, óculos. 6. Substantivos compostos a) Quando o substantivo composto é formado por palavras que se unem sem o auxílio do hífen, forma o plural como se fosse uma palavra só: pontapé – pontapés, vaivém – vaivéns. b) Quando os termos se unem por hífen e são termos variáveis, os dois seguem para o plural: obra-prima – obras-primas, couve-flor – couves-flores. c) Quando o primeiro termo do composto é verbo ou palavra invariável e o segundo é palavra variável, apenas o segundo aceita o plural: guarda-chuva – guarda-chuvas, bate-boca – bate-bocas. d) Quando os termos se ligam por preposição, só o primeiro aceita o plural: pé-de-moleque – pés-de-moleque. e) Quando o segundo termo da expressão é um substantivo que funciona como determinante específico, apenas o primeiro pode variar (mais culto) ou os dois sofrem variações (coloquial): salário-família – salários-família ou salários-famílias. f) Nas onomatopeias, apenas o último elemento sofre variação: o reco-reco – os reco-recos, o tique-taque – os tique-taques. Observações: 1. No passado, usava-se apenas parabém. Hoje, empregamos no plural: parabéns. 2. Existem substantivos que possuem uma só forma para singular ou plural: conta-gota, ourives, pires, porta-aviões, oásis etc. 3. As siglas fazem o plural mediante o acréscimo de -s, sem o empregode apóstrofo: IPVAs, CPIs. Adjetivo É a palavra que indica qualidade, defeito, estado, característica ou origem de um substantivo. Tipos de adjetivo Uniforme: uma só forma para os dois gêneros: jovem, alegre, feliz. Biforme: uma forma para cada gênero: bom, boa. Simples: possui apenas um radical: estudioso. Composto: possui mais de um radical: anglo-germânico. Variações do adjetivo Gênero: masculino (bom) ou feminino (boa). Número: singular (bom) ou plural (bons). Grau: comparativo de igualdade: Ele é tão alto quanto eu. comparativo de superioridade: Ele é mais alto do que eu. comparativo de inferioridade: Ele é mais baixo do que eu. superlativo absoluto analítico: Ele é muito esperto. superlativo absoluto sintético: Ele é espertíssimo. superlativo relativo de superioridade: Ele é o mais esperto. superlativo relativo de inferioridade: Ele é o menos esperto. Observações: 1. Os adjetivos compostos fazem o feminino com variação apenas do último termo: acordo luso-brasileiro, festa luso-brasileira. 2. Os adjetivos compostos fazem o plural com variação apenas do último termo: política social-democrata, políticas social-democratas. 3. Os adjetivos compostos indicadores de cor não variam quando um dos elementos é substantivo: carro cor-de-rosa, carros cor-de-rosa. Da mesma forma, não ocorre variação com o termo simples: camisa cinza, camisas cinza. 4. O plural de surdo-mudo é surdos-mudos. 5. Alguns adjetivos compostos não sofrem qualquer variação no plural: azul-marinho, azul-celeste. 6. Adjetivos terminados em -io fazem o superlativo com dois ii: sério – seriíssimo. 7. É comum usar-se o adjetivo com valor de substantivo. Basta incluir um artigo antes dele: A bonita chegou. Conjunção Termo que liga expressões ou orações e estabelece relação de subordinação ou coordenação. As conjunções classificam-se em: Coordenativas: aquelas que ligam duas orações independentes ou dois termos que exercem a mesma função sintática dentro da oração. Apresentam cinco tipos: 1. aditivas (adição): e, nem, mas também, como também, bem como, mas ainda; 2. adversativas (adversidade, oposição): mas, porém, todavia, contudo, antes (= pelo contrário), não obstante, apesar disso; 3. alternativas (alternância, exclusão, escolha): ou, ou ... ou, ora ... ora, quer ... quer; 4. conclusivas (conclusão): logo, portanto, pois (depois do verbo), por conseguinte, por isso; 5. explicativas (justificação): pois (antes do verbo), porque, que, porquanto. Subordinativas: ligam uma oração que depende de outra para fazer sentido. Dividem-se em: 1. causais: porque, visto que, já que, uma vez que, como, desde que; 2. comparativas: como, (tal) qual, assim como, (tanto) quanto, (mais ou menos +) que; 3. condicionais: se, caso, contanto que, desde que, salvo se, sem que (= se não), a menos que; 4. consecutivas (consequência, resultado, efeito): que (precedido de tal, tanto, tão etc. – indicadores de intensidade), de modo que, de maneira que, de sorte que, de maneira que, sem que; 5. conformativas (conformidade, adequação): conforme, segundo, consoante, como; 6. concessivas: embora, conquanto, posto que, por muito que, se bem que, ainda que, mesmo que; 7. temporais: quando, enquanto, logo que, desde que, assim que, mal (= logo que), até que; 8. finais: a fim de que, para que, que; 9. proporcionais: à medida que, à proporção que, ao passo que, quanto mais (+ tanto menos). Pronome Termo que substitui ou acompanha um substantivo. Ao substituir o substantivo, recebe o nome de pronome substantivo. Ao substituir o adjetivo, recebe o nome de pronome adjetivo. Pronome pessoal Definição: como o próprio nome esclarece, este pronome está relacionado, geralmente, a pessoas. No entanto, designa também coisas. Observe o quadro abaixo: Retos Oblíquos Átonos Tônicos Eu Me mim, comigo Tu Te ti, contigo ele, ela o, a, lhe, se si, consigo Nós Nos nós, conosco Vós Vos vós, convosco eles, elas os, as, lhes, se si, consigo Características 1. Os pronomes pessoais do caso reto exercem naturalmente a função sintática de sujeito. Ele saiu. Nós voltamos. Elas chegaram. 2. Os pronomes pessoais do caso oblíquo exercem naturalmente a função sintática de complemento. Maria encontrou-nos. O prefeito nos convidou. 3. A língua culta prefere entre si a entre eles, sempre que for possível a posposição do pronome mesmos. Caso o sujeito da construção não esteja na terceira pessoa do plural, usa-se “entre eles”. Os amigos conversavam entre si (entre si mesmos.) Nada ocorreu entre eles. 4. O pronome oblíquo o, a e suas variações adquirem a forma lo, la e suas variações, quando posposto a formas verbais terminadas em r, s e z. Encontrar + o = encontrá-lo. Fizemos + o = fizemo-la. Fez + as = fê-las. 5. Se a forma verbal termina em som nasal, o pronome se transforma em no e suas variações, sem omissão de letra. Encontraram + o = encontraram-no. 6. Os pronomes tônicos com nós e com vós se usam apenas quando precedem palavra de ênfase. O prefeito deseja falar conosco. O prefeito deseja falar com nós (inadequado). O prefeito deseja falar com nós mesmos (adequado). 7. Em alguns casos, o pronome pessoal do caso oblíquo átono exerce a função sintática de sujeito. Isso ocorre na oração infinitivo-latina e, também, recebe o nome de sujeito do infinitivo. A gramática define que tais construções ocorrem com seis verbos: mandar, fazer, deixar, ver, ouvir e sentir. Esses verbos aparecem acompanhados de pronome átono e seguidos de um verbo no infinitivo. Observe o modelo a seguir. mandar fazer deixar + pronome átono + verbo no infinitivo ver ouvir sentir Mandei-o voltar. = Mandei que ele voltasse. Fi-lo ficar. = Fiz que ele ficasse. Deixe-nos explicar. = Deixe que nós expliquemos. 8. Embora o pronome pessoal do caso reto exerça a função de sujeito, pode aparecer na função de complemento, quando ao lado do pronome todo e variações. Todos eles encontrei no quarto chorando. 9. Os verbos pronominais não devem ser empregados com o pronome se na indicação de sujeito indeterminado (estudaremos mais o assunto em análise sintática). Não se deve arrepender pelo que se fez (inadequado). Ninguém deve arrepender-se pelo que fez (adequado). 10. Quando um mesmo pronome oblíquo está relacionado a dois ou mais verbos, deve-se usar o complemento apenas junto ao primeiro. Nós o encontramos e o abraçamos (inadequado). Nós o encontramos e abraçamos (adequado). 11. Quando o pronome átono está na função de objeto direto e é seguido por aposto, este deve ser preposicionado. Encontrei-o, ao verdadeiro ladrão, na casa da namorada. 12. O pronome nós assume o papel de singular em duas situações: plural majestático ou plural de modéstia. Na verdade, é uma pessoa que se manifesta no plural. Nós seremos maiores do que tudo, disse o rei (plural majestático). Nós somos agradecidos a você, disse o ministro (plural de modéstia). 13. A contração de dois pronomes pessoais oblíquos em funções sintáticas diferentes pode ocorrer da seguinte maneira: Não enviaram a revista a ele. = Não lha enviaram. Não enviaram o livro a ela. = Não lho enviaram. Alguém disse os assuntos aos jornalistas. = Alguém lhos disse os assuntos. A mesma regra vale para os pronomes me, te, nos e vos. Pronome possessivo Definição: é o pronome que apresenta ideia de posse: meu, teu, seu, nosso, vosso, seus e variações. Características 1. Os pronomes possessivos concordam em gênero e número com seus referentes. 2. Os pronomes oblíquos átonos me, te, nos, vos, lhe (e variações) podem indicar posse, quando ligados a substantivo e podem ser substituídos por pronome possessivo. Posso beijar-lhe o rosto. = Posso beijar o seu rosto. Quebraram-me o estojo. = Quebraram o meu estojo. 3. Antes de nomes que indicam partes do corpo, peçasde vestuário e estados da razão não há necessidade de possessivo quando se referem à própria pessoa a que se faz referência. Machuquei o dedo (adequado). Machuquei o meu dedo (inadequado). Ela perdeu o juízo (adequado). Ela perdeu o seu juízo (inadequado). 4. É facultativo o uso do artigo antes do pronome possessivo. Encontrei minha /a minha namorada. 5. O uso do artigo antes do possessivo pode alterar o sentido da construção. Aquela casa é minha (induz-se a pensar que tenho outras casas também). Aquela casa é a minha (induz-se a pensar que é a minha única casa). Pronome demonstrativo Definição: o pronome demonstrativo (este, esse, aquele e variações) tem diversas funções dentro da construção: pode indicar a pessoa do discurso, a relação a tempo, o referente adequado, retomar ou antecipar ideia presente no texto etc. Características 1. Em relação à pessoa do discurso, deve-se empregar o pronome demonstrativo da seguinte forma: a) este, esta, isto: refere-se à pessoa que fala ou escreve (apresenta a ideia do aqui). b) esse, essa, isso: refere-se à pessoa que ouve ou lê (apresenta a ideia do aí). c) aquele, aquela, aquilo: refere-se à pessoa que se encontra distante (apresenta a ideia do lá). Este relatório que seguro. Esse relatório que você segura. Aquele relatório que se encontra na outra sala. 2. Em relação à posição da ideia a que se refere, deve-se empregar da seguinte forma: a) este, esta, isto: em relação a uma ideia que ainda aparecerá no texto (termo catafórico). Quero lhe contar isto: não volte mais aqui. b) esse, essa, isso: em relação a uma ideia que já apareceu no texto (termo anafórico). Não volte mais aqui. Era isso que eu queria lhe contar. 3. Em relação a tempo, deve-se empregar da seguinte forma: a) em referência a um momento atual, usa-se este, esta ou isto: Este dia está maravilhoso (dia atual). Esta semana está maravilhosa (semana atual). Este mês está maravilhoso (mês atual). Este ano está maravilhoso (ano atual). Este assunto que conversamos (assunto atual). b) em relação a momento futuro próximo, usa-se também este, esta ou isto: Agora pela manhã chove, mas esta noite promete ser bonita (próxima noite). Esta reunião de hoje à tarde será interessante (a reunião está próxima de ocorrer). Hoje é quinta-feira e neste fim-de-semana viajarei (próximo fim-de-semana). c) em relação a momento futuro distante, usa-se esse, essa ou isso: Um dia você será capaz de entender o que ocorreu. Nesse dia, você me perdoará. d) em relação a momento passado recente, usa-se esse, essa ou isso: Nesse fim de semana, fui a São Paulo (último fim de semana). Nessa reunião, fiquei feliz (reunião que ocorreu recentemente). e) em relação a tempo passado muito distante, usa-se aquele, aquela ou aquilo: Aquele fim de semana foi maravilhoso (fim de semana distante). Naquela reunião, fiquei feliz (reunião que ocorreu há muito tempo). 4. Para diferenciar referentes citados anteriormente, usa-se este, esta ou isto para indicar o mais próximo ao pronome e usa-se aquele, aquela e aquilo para indicar o mais distante. O processo e o parecer já chegaram. Este (o parecer) está ótimo, mas aquele (o processo) ainda está incompleto. 5. Outros usos estilísticos: a) ao iniciar uma oração, desacompanhado de substantivo, que retoma ideia anterior e pode ser substituído por isso, pode-se empregar este, esse ou aquele: Não estudei o necessário. Este (ou esse) foi meu pecado. b) podem-se colocar os pronomes este ou esse e suas variações após o substantivo para indicar ênfase: Encontrei uma linda e inteligente mulher há alguns anos em São Paulo, mulher esta (ou essa) que se tornou minha esposa. c) os pronomes este, esse ou aquele e variações, quando contraídos com a preposição de e pospostos a substantivos, devem ser empregados sempre no plural: Ele resolveu um problema daqueles. Pronome indefinido Definição: refere-se a pessoas ou coisas de maneira imprecisa ou indefinida. Invariáveis: algo, alguém, nada, ninguém, tudo, cada, outrem, que, quem. Variáveis: algum, nenhum, todo, muito, pouco, certo, diverso, vário, outro, quanto, tanto, qual, qualquer, um (quando isolado). São locuções pronominais indefinidas: todo o mundo, cada um, cada qual, qualquer um, todo aquele que, seja qual for, seja quem for, um ou outro, um e outro etc. Características 1. O pronome cada funciona sempre como adjetivo, não devendo ser usado como pronome substantivo. Comprei dois livros a R$ 15,00 cada (inadequado). Comprei dois livros a R$ 15,00 cada um (adequado). 2. Embora muito empregado, é inadequado, segundo a norma culta, o uso de uma palavra negativa e os pronomes indefinidos. Não tenho problema nenhum (inadequado). Não tenho problema algum (adequado). 3. O plural todos (e variações), quando aparece antes de um nome, deve sempre estar acompanhado de artigo. A regra não vale quando antecede outro pronome. Todos os relatórios já chegaram (adequado). Todos relatórios já chegaram (inadequado). Todas essas coisas me fazem bem (adequado). Pronome relativo Definição: aquele que se relaciona com um termo que o antecede. O livro que comprei é bom. que = equivale a livro. A casa onde moro é bonita. onde = equivale a casa. Variáveis: que, quem, onde, como, como, quando. Invariáveis: o qual, cujo, quanto (após os indefinidos tudo, todo e tanto). Características 1. O pronome que pode se relacionar com coisa ou pessoa, mas só pode ocorrer quando sem estar precedido de preposição com mais de uma sílaba. O processo que você leu está interessante (adequado). O processo de que você precisa está interessante (adequado). O processo sobre que você comentou está interessante (inadequado). O processo sobre o qual você comentou está interessante (adequado). 2. As preposições sem e sob devem ser usadas com o pronome o qual e suas variações. O juiz perdeu a caneta sem a qual não conseguia escrever coisa alguma. O sol sob o qual estamos está forte. 3. Quando ocorrerem dois termos anteriores ao pronome relativo e esse produzir ambiguidade em relação ao termo exato a que se refere, deve-se usar o pronome que para indicar o mais próximo e o qual – e suas variações – para indicar o mais distante. O amigo do deputado que está em Brasília é alto (que se refere a deputado). O amigo do deputado o qual está em Brasília é alto (o qual se refere a amigo). O filho do deputado que tem cinco anos está em Brasília (que se refere a filho pois não existe ambiguidade). O filho do deputado o qual tem cinco anos está em Brasília (o qual se refere a filho pois não existe ambiguidade). 4. O pronome quem deve ser usado apenas relacionado a pessoas e antecedido por preposição. Ela é a namorada a quem dedico toda a atenção de minha vida. Ele é o promotor de quem preciso. 5. É chamado de “relativo indefinido” o pronome que aparece sem nome antecedente. Quem não estuda não entende o assunto. 6. O pronome relativo que exprime posse e se relaciona tanto com o termo anterior como com o posterior deve ser representado por cujo e suas variações. Não existe cujo o, cuja a e o cujo. A única possibilidade de ocorrer a cuja é quando se tratar de um a preposição. O carro cujo dono está trabalhando é grande. O artigo cuja editora é nova ficou bom. O prédio cujos moradores saíram é branco. 7. O pronome relativo onde só pode ser usado para indicar lugar. A escola onde estudei fechou (adequado). A situação onde me encontro é terrível (inadequado). A situação em que me encontro é terrível (adequado). 8. Quando funciona como pronome relativo sempre que antecedido por uma ideia de tempo e equivale a em que. Chegará o momento quando resolveremos o problema. Praticando 1. Assinale a opção que completa adequadamente as lacunas da frase seguinte. Os pesquisadores e o Governo frequentemente assumem posições distintas ante os problemas nacionais: _______________se preocupam com a fundamentação científica, enquanto ____________ se guia mais pelos interesses políticos. a) aqueles, este. b) esses, aquele. c) estes, esse. d) estes, aquele. e) aqueles, aquele. 2. Usando os pronomes de tratamento adequados, complete as lacunas do texto: Por favor, passe ____________ caneta que está aí perto de você; _________ aqui não serve para ___________ desenhar. a) aquela, esta, mim. b) esta, esta, mim. c) essa, esta, eu. d) essa, essa, mim. e) aquela, esta, eu. 3. Aponte a opção em que muito é pronome indefinido: a) O soldado amarelo falava muito bem. b) Havia muito bichinho ruim. c) Fabiano era muito desconfiado. d) Fabiano vacilava muito para tomar decisão. e) Muito eficiente era o soldado amarelo. 4. Na frase: “Chegou Pedro, Maria e o seu filho dela”, o pronome possessivo está reforçado para: a) ênfase. b) elegância e estilo. c) figura de harmonia. d) clareza. e) n.d.a. 5. Assinale a opção que apresenta o emprego correto do pronome, de acordo com a norma culta. a) O diretor mandou eu entrar na sala. b) Preciso falar consigo o mais rápido possível. c) Cumprimentei-lhe assim que cheguei. d) Ele só sabe elogiar a si mesmo. e) Após a prova, os candidatos conversaram entre eles. 6. Assinale a opção em que houve erro no emprego do pronome pessoal. a) Ele entregou um texto para mim corrigir. b) Para mim, a leitura está fácil. c) Isto é para eu fazer agora. d) Não saia sem mim. e) Entre mim e ele há uma grande diferença. 7. O pronome está empregado incorretamente em: a) Nada existe entre eu e você. b) Deixaram-me fazer o serviço. c) Fez tudo para eu viajar. d) Hoje, Maria irá sem mim. e) Meus conselhos fizeram-no refletir. 8. “Se é para ____ dizer o que penso, creio que a escolha se dará entre ____.” a) mim, eu e tu. b) mim, mim e ti. c) eu, mim e ti. d) eu, mim e tu. e) eu, eu e ti. 9. A única frase em que há erro no emprego do pronome oblíquo é: a) Eu o conheço muito bem. b) Devemos preveni-lo do perigo. c) Faltava-lhe experiência. d) A mãe amava-a muito. e) Farei tudo para livrar-lhe desta situação. 10. Assinale a opção em que o pronome pessoal está empregado corretamente. a) Este é um problema para mim resolver. b) Entre eu e tu não há mais nada. c) A questão deve ser resolvida por eu e você. d) Para mim, viajar de avião é um suplício. e) Quanto voltei a si, não sabia onde me encontrava. 11. Assinale a opção em que há erro quanto ao emprego dos pronomes se, si ou consigo: a) Feriu-se quando brincava com o revólver e o virou para si. b) Ele só cuidava de si. c) Quando V. Sa vier, traga consigo a informação pedida. d) Ele se arroga o direito de vetar tais artigos. e) Espere um momento, pois tenho de falar consigo. 12. Marque a opção em que houve substituição incorreta do termo destacado. a) Daria a eles uma resposta adequada. Dar-lhes-ia uma resposta adequada. b) Enviamos o presente aos nossos amigos. Enviamos-lhes o presente. c) Mandamos as crianças saírem. Mandamos-as saírem. d) Não pediria isso a você em hipótese alguma. Não lho pediria em hipótese alguma. 13. Quanto ao gênero, os adjetivos podem ser uniformes e biformes. Assinale a opção que apresenta adjetivos uniformes. a) português, cristão. b) feliz, espanhol. c) ateu, judeu. d) comum, feliz. e) corajoso, brincalhão. 14. O plural dos adjetivos compostos está correto nas seguintes opções: 1. Olhos castanho-claros. 2. Vestidos azuis-celestes. 3. Meninos surdos-mudos. 4. Ternos azul-marinho. 5. Camisas verde-musgo. a) 1, 2, 4, 5. b) 2, 3, 4, 5. c) 1, 3, 4, 5. d) apenas 3 e 4. e) Todas estão corretas. 15. Assinale a opção em que o adjetivo está flexionado no grau superlativo absoluto sintético. a) O garoto é tão inteligente quanto sua irmã. b) O aluno é o mais inteligente da sala. c) A cerveja está geladíssima. d) O político é muito influente. e) O leite está melhor que o café. 16. Marque a 2ª coluna de acordo com a 1ª coluna. 1) amargo ( ) docílimo 2) semelhante ( ) simílimo 3) doce ( ) amaríssimo 4) dócil ( ) dulcíssimo 5) frágil ( ) fragílimo A opção correta é: a) 4, 2, 1, 3, 5 b) 2, 1, 3, 5, 4 c) 4, 2, 3, 1, 5 d) 3, 2, 4, 1, 5 e) 1, 5, 3, 4, 2 17. O plural de terno azul-claro e terno verde-mar é: a) ternos azuis-claros; ternos verdes-mares. b) ternos azuis-claros; ternos verde-mares. c) ternos azul-claro; ternos verde-mar. d) ternos azul-claros; ternos verde-mar. e) ternos azuis-claros; ternos verde-mar. 18. “...onde predomina o corte de cabelo afro-oxigenado.” A concordância do adjetivo destacado acima com o substantivo a que se refere manteve-se correta em: a) cabelos afros-oxigenados. b) cabeleiras afras-oxigenadas. c) cabelos afros-oxigenados. d) cabeleiras afra-oxigenadas. e) cabelos afro-oxigenados. 19. O item em que há um adjetivo em grau superlativo absoluto é: a) Está chovendo bastante. b) Ele é um bom funcionário. c) João Brandão é mais dedicado que o vigia. d) Sou o funcionário mais dedicado da repartição. e) João Brandão foi tremendamente inocente. 20. Assinale a única opção que possui substantivo sobrecomum. a) crocodilo. b) colega. c) cavalheiro. d) indivíduo. e) imperador. 21. Marque a opção que possui apenas substantivos femininos. a) formicida, conde, poeta. b) cal, ênfase, guaraná. c) matinê, apêndice, imperador. d) barão, omoplata, caneta. e) derme, gênese, alface. 22. Assinale a opção em que o plural metafônico está incorreto. a) fogo (ô), fogos (ó). b) olho (ô), olhos (ó). c) jogo (ô), jogos (ó). d) esforço (ô), esforços (ô). e) bolo (ô), bolos (ô). 23. Assinale a opção em que os substantivos estão flexionados no plural incorretamente. a) más-línguas, bananas-maçã. b) cachorros-quentes, pombos-correio. c) grão-duques, tico-ticos. d) bananas-maçãs, altos-falantes. e) terças-feiras, pés-de-moleque. 24. Assinale a opção que contenha substantivos, respectivamente, abstrato, concreto e concreto: a) fada, fé, menino. b) fé, fada, beijo. c) beijo, fada, menino. d) amor, pulo, menino. e) menino, amor, pulo. 25. O substantivo composto que está indevidamente escrito no plural é: a) mulas-sem-cabeça. b) cavalos-vapor. c) abaixos-assinados. d) quebra-mares. e) pães-de-ló. 26. A opção que apresenta um substantivo invariável e um variável, respectivamente, é: a) vírus, revés. b) fênix, ourives. c) ananás, gás. d) oásis, alferes. e) faquir, álcool. 27. Assinale o par de frases em que as palavras destacadas são substantivo e pronome, respectivamente: a) A imigração tornou-se necessária. / É dever cristão praticar o bem. b) A Inglaterra é responsável por sua economia. / Havia muito movimento na praça. c) Fale sobre tudo o que for preciso. / O consumo de drogas é condenável. d) Pessoas inconformadas lutaram pela abolição. / Pesca-se muito em Angra dos Reis. e) Os prejudicados não tinham o direito de reclamar. / Não entendi o que você disse. 28. Observe as palavras destacadas da seguinte frase: “Encaminhamos a V. Senhoria cópia autêntica do Edital nº 19/82.” Elas são, respectivamente: a) verbo, substantivo, substantivo. b) verbo, substantivo, advérbio. c) verbo, substantivo, adjetivo. d) pronome, adjetivo, substantivo. e) pronome, adjetivo, adjetivo. 29. Assinale a opção em que a locução destacada tem valor adjetivo. a) “Comprei móveis e objetos diversos que entrei a utilizar com receio.” b) “Azevedo Gondim compôs sobre ela dois artigos.” c) “Pediu-me com voz baixa cinquenta mil reis.” d) “Expliquei em resumo a prensa, o dínamo, as serras...” e) “Resolvi abrir o olho para que vizinhos sem escrúpulos não se apoderassem do que era delas.” 30. Aponte a opçãoem que a palavra destacada é conjunção explicativa. a) Como estivesse cansado, não foi trabalhar. b) Assim que fores ao Rio, não te esqueças de avisar-me. c) Retirou-se antes, já que assim o quis. d) Não se aborreça, que estamos aqui para ouvi-lo. e) Não compareceu, porque não foi avisado. 31. Em “Orai porque não entreis em tentação”, o valor da conjunção do período é de: a) causa. b) condição. c) conformidade. d) explicação. e) finalidade. 32. As expressões destacadas correspondem a um adjetivo, exceto em: a) João Fanhoso anda amanhecendo sem entusiasmo. b) Demorava-se de propósito naquele complicado banho. c) Os bichos da terra fugiam em desabalada carreira. d) Noite fechada sobre aqueles ermos perdidos da caatinga sem fim. e) E ainda me vem com essa conversa de homem da roça. 33. No trecho: “E o azul, o azul virginal onde as águias e os astros gozam, tornou-se o azul espiritualizado...”, as palavras destacadas correspondem morfologicamente, pela ordem, a: a) adjetivo, pronome relativo, substantivo, pronome relativo. b) substantivo, pronome relativo, substantivo, pronome reflexivo. c) adjetivo, advérbio, substantivo, pronome reflexivo. d) substantivo, advérbio, advérbio, pronome relativo. e) adjetivo, conjunção, substantivo, pronome. 34. Na frase “As negociações estariam meio abertas só depois de meio período de trabalho”, as palavras destacadas são, respectivamente: a) adjetivo, adjetivo. b) advérbio, advérbio. c) advérbio, adjetivo. d) numeral, adjetivo. e) numeral, advérbio. 35. Assinale a opção onde aparecem substantivos simples, respectivamente, concreto e abstrato: a) água, vinho. b) Pedro, Jesus. c) Pilatos, verdade. d) Jesus, abaixo-assinado. e) Nova Iorque, Deus. 36. Na frase: “Passaram dois homens a discutir, um a gesticular e o outro com a cara vermelha”, o termo a está empregado, sucessivamente, como: a) artigo, preposição preposição. b) pronome, preposição, artigo. c) preposição, preposição, artigo. d) preposição, pronome, preposição. e) preposição, artigo, preposição. 37. “Podem acusar-me: estou com a consciência tranquila.” Os dois pontos do período acima poderiam ser substituídos por vírgula, explicando-se o nexo entre as duas orações pela conjunção: a) portanto. b) e. c) como. d) pois. e) embora. 38. Assinale a opção correspondente à classe gramatical da palavra a, respectivamente: Esta gravata é a que recebi; Estou disposto a tudo; Fiquei contente com a nota; Comprei-a logo que a vi. a) artigo, artigo, preposição, preposição. b) preposição, artigo, pronome demonstrativo, artigo. c) pronome demonstrativo, preposição, artigo, pronome pessoal. d) pronome pessoal, preposição, artigo, pronome pessoal. e) nenhuma das opções. 39. Assinale a opção cuja relação é incorreta. a) Sorria às crianças que passavam – pronome relativo. b) Declararam que nada sabem – conjunção integrante. c) Que alegre manifestação a sua – advérbio de intensidade. d) Que enigmas há nesta vida – pronome adjetivo indefinido. e) Uma ilha que não consta no mapa – conjunção coord. explicativa. 40. Em “A gente não pode dormir / com os oradores e os pernilongos”, a expressão destacada pode indicar ideia de: a) companhia. b) instrumento. c) consequência. d) modo. e) causa. Colocação pronominal O pronome átono pode ficar antes do verbo (próclise), no meio do verbo (mesóclise) ou após o verbo (ênclise). Embora a próclise seja muito comum na linguagem oral, o texto escrito dá preferência à ênclise. Meu pai me recomendou o livro (oral). Meu pai recomendou-me o livro (escrito). Lembre-se de que não se deve iniciar uma oração com pronome átono. A próclise predomina sobre a mesóclise, que predomina sobre a ênclise. Uso de próclise 1. Interrogações: Quem te contou o fato? 2. Exclamações: Eu te amo! 3. Negações: Ninguém me ama mais. 4. Frases optativas: Deus te conduza! 5. Pronome relativo: O rapaz que te contou o caso. 6. Pronome indefinido: Tudo te fizeram de mal. 7. Pronome demonstrativo: Isso lhe revelaram. 8. Conjunção subordinativa: Quero que me contem tudo. 9. Gerúndio antecedido da preposição em: Em se tratando disso. 10. Advérbio: Sempre te amei. Uso de mesóclise Com verbo no futuro do indicativo, desde que não ocorra atração para próclise: Dar-te-ei meu livro. Contar-te-ia o segredo. Observações: 1. Sujeito expresso pode atrair próclise. O Presidente pediu-me o material. O Presidente me pediu o material. 2. Conjunção coordenativa pode atrair próclise. Ela saiu tarde, mas te encontrou. Ela saiu tarde, mas encontrou-te. 3. Verbo no infinitivo sempre aceita ênclise. Nunca te contar. Nunca contar-te. 4. Expressão intercalada (mesmo que separada por vírgulas) não interrompe a atração de próclise. Quero que, ainda hoje, me tragam o livro. 5. Nas locuções verbais e tempos compostos, pode-se colocar o pronome átono após o primeiro ou o segundo verbo. Quero te contar tudo. Quero contar-te tudo. Após particípio, não existe ênclise. Tinha contado-te (inadequado). Tinha te contado (adequado). Havendo atração de próclise, o pronome átono pode ficar antes da locução verbal ou após. Não te quero contar. Não quero contar-te. 6. Dois atrativos de próclise permitem a colocação do pronome átono após o primeiro ou após o segundo. Quero que não te contem. Quero que te não contem. Praticando Julgue se o item está certo ou errado. 1. Não te julgo, nem te quero julgar. Conheço-te de ontem. 2. Ela já contou-me tudo isso. 3. Seria-nos mui conveniente receber tal orientação. 4. Você é a pessoa que delatou-me. 5. Este casamento não deve realizar-se. 6. Ninguém havia lembrado-me de fazer reservas para a viagem. 7. Não mais justifica-se tal atraso. 8. Bons ventos levem-no para o seu destino. 9. O meu propósito era não encontrá-lo. 10. Ela chegou e perguntou-me algo. 11. Quem te perguntou o assunto? 12. Quem perguntou-te o assunto? 13. O local onde me encontraram era longe. 14. O local onde encontraram-me era longe. 15. Isso lhe perguntaram. 16. Isso perguntaram-lhe. 17. Nada me foi possível. 18. Nada foi-me possível. 19. Gostaria de que me fizessem um favor. 20. Gostaria de que fizessem-me um favor. 21. Em se querendo o livro. 22. Em querendo-se o livro. 23. Alexandre lhe contou o segredo. 24. Alexandre contou-lhe o segredo. 25. Indique a opção com colocação pronominal incorreta. a) Preciso que venhas ver-me. b) Procure não desapontá-lo. c) O certo é fazê-los sair. d) Sempre negaram-me tudo. e) As espécies se atraem. 26. Assinale a opção em que a colocação do pronome pessoal oblíquo está incorreta. a) Essas vitórias pouco importam; alcançaram-nas os que tinham mais dinheiro. b) Entregaram-me a encomenda ontem, resta agora a vocês oferecerem-na ao chefe. c) Ele me evitava constantemente!... Ter-lhe-iam falado a meu respeito? d) Estamos nos sentido desolados: temos prevenido-o várias vezes e ele não nos escuta. e) O Presidente cumprimentou o Vice dizendo: – Fostes incumbido de difícil missão, mas cumpriste-la com denodo e eficiência. 27. Assinale a opção em que a colocação do pronome átono está incorreta é: a) A ferrovia integrar-se-á nos demais sistemas viários. b) A ferrovia deveria-se integrar nos demais sistemas viários. c) A ferrovia não tem se integrado nos demais sistemas viários. d) A ferrovia estaria integrando-se nos demais sistemas viários. e) A ferrovia não consegue integrar-se nos demais sistemas viários. 28. Assinale a opção correta. a) A solução agradou-lhe. b) Eles diriam-se injuriados. c) Ninguém conhece-me bem. d) Darei-te o que quiseres. e) Quem contou-te isso? 29. Indique a estrutura verbal que contraria a norma culta. a) Ter-me-ão elogiado. b) Tinha-se lembrado. c) Teria-me lembrado. d) Temo-nos esquecido. e) Tenho-me alegrado. 30. A colocação do pronome oblíquoestá incorreta em: a) Para não aborrecê-lo, tive de sair. b) Quando sentiu-se em dificuldade, pediu ajuda. c) Não me submeterei aos seus caprichos. d) Ele me olhou algum tempo comovido. e) Não a vi quando entrou. Verbo Termo que exprime ação, estado ou fenômeno. Flexão de número: singular ou plural. Flexão de pessoa: indica a pessoa do discurso (primeira, segunda ou terceira). Flexão de modo: indica a maneira como o fato se realiza (indicativo, subjuntivo ou imperativo). Flexão de tempo: indica o momento em que se realiza o fato (presente, pretérito ou futuro). Classificação dos verbos Regular: não sofre modificação no radical durante a conjugação. Observe a conjugação do verbo cantar. Canto, cantas, canta, cantamos, cantais, cantam. Irregular: sofre modificação do radical na conjugação. Observe a conjugação do verbo ouvir. Ouço, ouves, ouve, ouvimos, ouvis, ouvem. Defectivo: não possui todas as conjugações. Observe a conjugação do verbo abolir (não existe a primeira pessoa). ____, aboles, abole, abolimos, abolis, abolem. Abundante: possui mais de uma conjugação. Observe o verbo aceitar. Aceitado e aceito. Auxiliar: acompanha a conjugação do verbo principal. É o que ocorre com o verbo ser no exemplo: Ele é aplaudido por todos. Pessoal: possui sujeito. Observe o verbo haver com sujeito: Todos haviam tomado a decisão. Impessoal: não possui sujeito. Observe, agora, o verbo haver sem sujeito: Há dois dias que chove. Tempo verbal Quanto ao tempo verbal, eles apresentam os seguintes valores: 1. Presente do indicativo: indica um fato real situado no momento ou época em que se fala; 2. Presente do subjuntivo: indica um fato provável, duvidoso ou hipotético situado no momento ou época em que se fala; 3. Pretérito perfeito do indicativo: indica um fato real cuja ação foi iniciada e concluída no passado; 4. Pretérito imperfeito do indicativo: indica um fato real cuja ação foi iniciada no passado, mas não foi concluída ou era uma ação costumeira no passado; 5. Pretérito imperfeito do subjuntivo: indica um fato provável, duvidoso ou hipotético cuja ação foi iniciada mas não concluída no passado; 6. Pretérito mais-que-perfeito do indicativo: indica um fato real cuja ação é anterior a outra ação já passada; 7. Futuro do presente do indicativo: indica um fato real situado em momento ou época vindoura; 8. Futuro do pretérito do indicativo: indica um fato possível, hipotético, situado num momento futuro, mas ligado a um momento passado; 9. Futuro do subjuntivo: indica um fato provável, duvidoso, hipotético, situado num momento ou época futura. Voz verbal Relação entre o sujeito e o verbo. São três as vozes verbais: Voz ativa: o sujeito é agente em relação ao verbo. Lucas comprou o livro (o sujeito pratica a ação). Voz passiva: o sujeito é paciente em relação ao verbo. Divide-se em analítica e sintética. Analítica (possui locução verbal): O livro foi comprado por Lucas. Sintética (possui partícula apassivadora): Comprou-se o livro. Voz reflexiva: o sujeito é agente e paciente ao mesmo tempo. Lucas cortou-se. Observações: 1. A voz recíproca pertence à voz reflexiva. Ocorre quando um sujeito faz ação a outro sujeito: Lucas e Isabela beijaram-se. 2. Alguns verbos usados em sentido denotativo (nascer, morrer, viver, dormir, acordar, sonhar etc.) não possuem voz verbal em algumas construções, porque não há relação de agente ou paciente com o verbo. Por exemplo, na construção Paulo acordou, não há ação do sujeito sobre o verbo. 3. Algumas construções podem confundir o candidato. Em João levou uma surra, temos um verbo com sentido passivo, mas não existe no caso voz passiva. Voz passiva não aceita objeto direto. No caso, o sujeito é classificado como sujeito em passividade. 4. Apenas verbos com objeto direto na ativa aceitam a transformação da oração em voz passiva. A voz passiva não aceita objeto direto, mas obrigatoriamente pede um verbo transitivo direto na ativa. Locução verbal Conjunto verbo auxiliar + verbo principal. Em análise sintática, a locução verbal corresponde a apenas um verbo. Vou sair = locução verbal Ela está cantando = locução verbal Ela está a cantar = locução verbal Quando o infinitivo pode ser transformado em uma oração, não ocorre locução verbal. Trata-se, na verdade, de período composto. Observe: Roberto finge aprender o assunto. = Roberto finge que aprende o assunto. Penso estar feliz. = Penso que estou feliz. Ela acredita entender tudo. = Ela acredita que entende tudo. Em tais casos, existem duas orações. Formas rizotônicas e arrizotônicas Formas rizotônicas são aquelas com a vogal tônica no radical. Formas arrizotônicas são aquelas com a vogal tônica fora do radical. Amo = rizotônica Amemos = arrizotônica Praticando 1. A forma correta do verbo submeter-se, na primeira pessoa do plural do imperativo afirmativo é: a) submetamo-nos. b) submeta-se. c) submete-te. d) submetei-vos. 2. _________ mesmo que és capaz de vencer; __________ e não __________ . a) Mostra a ti, decide-te, desanime. b) Mostre a ti, decida-te, desanimes. c) Mostra a ti, decida-te, desanimes. d) Mostra a ti, decide-te, desanimes. 3. Depois que o sol se __________, haverão de __________ as atividades. a) pôr, suspender. b) por, suspenderem. c) puser, suspender. d) puser, suspenderem. 4. Não se deixe dominar pela solidão. __________ a vida que há nas formas da natureza, __________ atenção à transbordante linguagem das coisas e __________ o mundo pelo qual transita distraído. a) Descobre, presta, vê. b) Descubra, presta, vê. c) Descubra, preste, veja. d) Descubra, presta, veja. 5. Se __________ a interferência do Ministro nos programas de televisão e se ele __________, não ocorreriam certos abusos. a) requerêssemos, interviesse. b) requiséssemos, interviesse. c) requerêssemos, intervisse. d) requizéssemos, interviesse. 6. Se __________ o livro, não __________ com ele; __________ onde combinamos. a) reouveres, fiques, põe-no. b) reouveres, fiques, põe-lo. c) reaveres, fica, ponha-o. d) reaveres, fique, ponha-o. 7. Se eles __________ suas razões e __________ suas teses, não os __________ . a) expuserem, mantiverem, censura. b) expuserem, mantiverem, censures. c) exporem, manterem, censures. d) exporem, manterem, censura. 8. Se o __________ por perto, __________; ele __________ o esforço construtivo de qualquer pessoa. a) veres, precavenha-se, obstrue. b) vires, precavém-te, obstrui. c) veres, acautela-te, obstrui. d) vires, acautela-te, obstrui. 9. Se ele se __________ em sua exposição, __________ bem. Não te __________. a) deter, ouça-lhe, precipites. b) deter, ouve-lhe, precipita. c) detiver, ouve-o precipita. d) detiver, ouve-o -precipites. 10. Os habitantes da ilha acreditam que, quando Jesus __________ e __________ todos em paz, haverá de abençoá-los. a) vier, os ver. b) vir, os ver. c) vier, os vir. d) vier, lhes vir. 11. Os pais ainda __________ certos princípios, mas os filhos já não __________ neles e __________ de sua orientação. a) mantém, creem, divergem. b) manteem, creem, divergem. c) mantêm, creem, divergem. d) mantém, creem, divirgem. 12. Se todas as pessoas __________ boas relações e __________ as amizades, viveriam mais felizes. a) mantivessem, refizessem. b) mantivessem, refazessem. c) mantiverem, refizerem. d) mantessem, refizessem. 13. __________ graves problemas que o __________, durante vários anos, no porto, e impediram que __________ , em tempo devido, sua promoção. a) sobreviram, deteram, requeresse. b) sobreviram, detiveram, requisesse. c) sobrevieram, detiveram, requisesse. d) sobrevieram, detiveram, requeresse. 14. Eu não __________ a desobediência, embora ela me _________, portanto, não __________ comigo. a) premio, favoreça, contes. b) premio, favorece,conta. c) premio, favoreça, conta. d) premeio, favoreça, contas. 15. Se ao menos ele __________ a confusão que aquilo ia dar! Mas não pensou, não se __________, e __________ na briga que não era sua. a) prevesse, continha, interveio. b) previsse, conteve, interveio. c) prevesse, continha, interviu. d) previsse, conteve, interviu. 16. A locução verbal que constitui voz passiva analítica é: a) Vais fazer essa operação? b) Você teria realizado tal cirurgia? c) Realizou-se logo a intervenção. d) A operação foi realizada logo. 17. O seguinte período apresenta uma forma verbal na voz passiva: “as pessoas comprometidas com a corrupção deveriam ser punidas de forma mais rigorosa”. Qual a opção que apresenta a forma verbal ativa correspondente? a) deveria punir. b) puniria. c) puniriam. d) deveriam punir. 18. A oração “o alarma tinha sido disparado pelo guarda” está na voz passiva. Assinale a opção que apresenta a forma verbal ativa correspondente. a) disparara. b) fora disparado. c) tinham disparado. d) tinha disparado. 19. A oração “o engenheiro podia controlar todos os empregados da estação ferroviária” está na voz ativa. Assinale a forma verbal passiva correspondente. a) podiam ser controlados. b) seriam controlados. c) podia ser controlado. d) controlavam-se. 20. Assinale a oração que não tem condições de ser transformada em passiva. a) As novelas substituíram os folhetins do passado. b) O diretor reuniu para esta novela um elenco especial. c) Alguns episódios estão mexendo com as emoções do público. d) O autor extrai alguns detalhes do personagem de pessoas conhecidas. Passe a frase dada, se for ativa, para a voz passiva, e vice-versa. Assinale a opção que, feita a transformação, substitui corretamente a forma verbal indicada, sem que haja mudança de tempo e modo verbais. 21. Não se faz mais nada como antigamente. a) é feito. b) têm feito. c) foi feito. d) fazem. 22. Saí de lá com a certeza de que os livros me seriam enviados por ele, sem falta, na data marcada. a) iria enviar. b) foram enviados. c) enviará. d) enviaria. 23. Em meio àquele tumulto, ele ia terminando o complicado trabalho. a) foi terminando. b) foi sendo terminado. c) foi terminado. d) ia sendo terminado. 24. Seria bom que o projeto fosse submetido à apreciação da equipe, para que se retificassem possíveis falhas. a) submeteram, retifiquem. b) submeter, retificar. c) submetessem, retificassem. d) se submetesse, retifiquem. 25. Se fôssemos ouvidos, muitos aborrecimentos seriam evitados. a) ouvíssemos, estaríamos. b) formos ouvidos, serão evitados. c) nos ouvissem, se evitariam. d) nos ouvissem, evitariam. 26. Transpondo para a voz passiva a frase: “Haveriam de comprar, ainda, um trator maior”, obtém-se a forma verbal: a) comprariam. b) comprar-se-ia. c) teria sido comprado. d) ter-se-ia comprado. e) haveria de ser comprado. 27. Leia a seguinte passagem na voz passiva: “O receio é substituído pelo pavor, pelo respeito, pela emoção...” Se passarmos para a voz ativa, teremos: a) O pavor e o respeito substituíram-se pela emoção e o receio. b) O pavor e o receio substituem a emoção e o respeito. c) O pavor, o respeito e a emoção são substituídos pelo receio. d) O pavor, o respeito e a emoção substituem-se. e) O pavor, o respeito e a emoção substituem o receio. 28. Assinale a frase que não está na voz passiva. a) “Esperavam-se manifestações de grupos radicais japoneses de esquerda e de direita... .” b) “Foram salvos pelo raciocínio rápido de um agente do serviço secreto... .” c) “Vocês se dão pouca importância nessa tarefa.” d) “Documentos inúteis devem ser queimados em praça pública.” e) “Devem-se estudar estas questões.” 29. Transpondo para a voz ativa a frase: “Os ingressos haviam sido vendidos com antecedência”, obtém-se a forma verbal: a) venderam. b) vendeu-se. c) venderam-se. d) haviam vendido. e) havia vendido. 30. Transpondo para a voz passiva a frase: “Eu estava revendo, naquele momento, as provas tipográficas do livro”, obtém-se a forma verbal: a) ia revendo. b) estava sendo revisto. c) seriam revistas. d) comecei a rever. e) estavam sendo revistas. 31. Transpostos para a voz passiva, os verbos do texto “Que miragens vê o iluminado no fundo de sua iluminação? [...] E por que nos seduz a ilha?” (Carlos Drummond de Andrade), assumem, respectivamente, as formas: a) eram vistas e somos seduzidos. b) são vistas e fomos seduzidos. c) foram vistas e somos seduzidos. d) são vistas e somos seduzidos. e) foram vistas e fomos seduzidos. 32. O verbo da oração: “Os pesquisadores orientarão os alunos” terá, na voz passiva, a forma: a) haverão de orientar. b) haviam orientado. c) orientaram-se. d) terão orientado. e) serão orientados. 33. “Explicou que aprendera aquilo de ouvido.” Transpondo para a voz passiva, o verbo assume a seguinte forma: a) tinha sido aprendido. b) era aprendido. c) fora aprendido. d) tinha aprendido. e) aprenderia. 34. Transpondo para a voz ativa a oração “Os livros seriam postos em um líquido desinfetante”, obtém-se a forma verbal: a) vão pôr. b) íamos pôr. c) põem-se. d) vão ser postos. e) poriam. 35. Transpondo para a voz passiva a oração “Os colegas o estimavam por suas boas qualidades”, obtém-se a forma verbal: a) eram estimadas. b) tinham estimado. c) fora estimado. d) era estimado. e) foram estimadas. 36. Transpondo para a voz passiva a oração: “A assembleia aplaudiu com vigor as palavras do candidato”, obtém-se a forma verbal: a) foi aplaudido. b) aplaudiu-se. c) foram aplaudidas. d) estava aplaudindo. e) tinha aplaudido. 37. “O farol guiava os navegantes”. Transpondo esta frase para a voz passiva, o verbo apresentará a forma: a) guiava-se. b) iam guiando. c) eram guiados. d) guiavam. e) foram guiados. 38. Assinale o trecho que não contém erro na voz passiva. a) Lamentamos que o pouco tempo disponível venha a prejudicar o processo que foi iniciado de forma tão incorreta. b) No quarto, já tinham sido espalhados vários colchões pelo chão, para acomodar os parentes que vinham de longe. c) A distância, viam-se pequenos pontos de luz, a denunciar a presença de casas por ali. d) Assim que começou a cursar medicina, sentiu-se atraído para a área de neurologia. e) A lembrança de sua convivência conosco ia sendo afastada à medida que os afazeres iam nos absorvendo. 39. “Um prólogo a um livro de versos é cousa que se não lê, e quase sempre com razão.” (Sílvio Romero). O verbo “lê”: a) está na voz passiva e seu sujeito é “que”. b) está na voz ativa, seu sujeito é “cousa” e seu objeto direto é “versos”. c) está na voz reflexiva, e o sujeito “versos” pratica e recebe a ação, ao mesmo tempo. d) sugere reciprocidade de ação, pois há troca de ações entre os “versos” e quem os lê. e) funciona acidentalmente como verbo de ligação, com predicativo oculto. 40. A forma passiva correspondente ao enunciado “Vi, no claro azul do céu, um papagaio de papel, alto e largo”, é: a) O garoto viu, no claro azul do céu, um papagaio de papel, alto e largo. b) Um papagaio de papel, alto e largo, estava sendo visto pelo menino, no claro azul do céu. c) No claro azul do céu, era visto um papagaio de papel, alto e largo, por mim. d) Alto e largo, um papagaio de papel foi visto por mim no claro azul do céu. e) Foi visto pelo menino, no claro azul do céu, um papagaio de papel. Capítulo 3 Análise Sintática Sintaxe (do grego syntáxis = arranjo, disposição) é a parte da gramática que estuda a palavra em relação às outras dentro de uma frase. Analisar sintaticamente um texto é observar e classificar as funções desempenhadas por palavras e orações no período. Frase é um enunciado de sentido completo. Frases nominais não apresentam verbo. Frases verbais são as que possuemverbos. Atenção! = frase nominal. Casa vazia e quieta. = frase nominal. Encontrei a casa vazia e quieta. = frase verbal. A frase pode conter uma ou mais orações. O Brasil venceu mais um jogo (uma oração = período simples). O Brasil venceu os jogos, portanto é o campeão (duas orações = período composto). Período simples Sujeito Aquilo ou aquele sobre o qual se declara ou se refere a oração. Sujeito simples: possui apenas um núcleo. O rapaz cantou a música. Os rapazes cantaram a música. Sujeito composto: possui mais de um núcleo. O rapaz e a moça cantaram a música. Sujeito indeterminado: existe um sujeito na oração, mas não se consegue identificar. Duas são as formas para que o sujeito seja indeterminado: a) Com o verbo na terceira pessoa do plural sem referência ao sujeito no contexto. Compraram o livro ontem. b) Com o pronome se como índice de indeterminação do sujeito. Caiu-se na rua. Precisa-se de vocês agora. Só se é feliz aqui. Nunca se foi tão elogiado pelo diretor. Observações: 1. O sujeito indeterminado nunca está representado em forma de palavra na oração por pronome ou termo indefinido. Observe. Alguém saiu com a menina = sujeito simples e não indeterminado. 2. Dúvida terrível para quase todos os candidatos é a diferença entre o se no papel de índice de indeterminação do sujeito e o se como partícula apassivadora. Observe. A partícula apassivadora (ou pronome apassivador) só existe com verbo transitivo direto (ou transitivo direto e indireto) e indica voz passiva sintética (assunto que aprenderemos mais à frente). A regra afirma que, ao ocorrer um se como partícula apassivadora, pode-se transformar a frase em voz passiva analítica. O sujeito na frase sempre estará determinado. Comprou-se a revista = a revista foi comprada. Machucou-se o dedo = o dedo foi machucado. O sujeito no primeiro exemplo é a revista e, no segundo, o dedo. O índice de indeterminação do sujeito ocorre geralmente com os verbos intransitivo, transitivo indireto ou mesmo de ligação. O sujeito é sempre indeterminado. Não se pode transformar a construção em voz passiva analítica. Observe. Vive-se em São Paulo. Gosta-se de livros. Está-se triste hoje. Como você pode perceber, não se consegue descobrir quem vive em São Paulo, quem gosta de livros ou quem está triste hoje. Principalmente, não se consegue transformar em voz passiva analítica. Não se pode escrever ou dizer Em São Paulo é vivido, De livros é gostado ou Triste é estado hoje. Oração sem sujeito: é a oração que possui verbo impessoal. Quase todos os verbos de nossa língua possuem sujeito dentro de uma frase, ou seja, são pessoais. No entanto, em alguns casos, ocorrem verbos sem sujeito. Observe alguns exemplos. a) Verbos que indicam fenômenos da natureza. Ontem ventou muito. Faz invernos rigorosos em Campos do Jordão. b) O verbo haver com o sentido de existir, acontecer, ocorrer e tempo decorrido. Há livros interessantes em casa. Em Brasília, houve festas no Natal. Há semanas que não encontro você. c) Verbo fazer quando indica tempo decorrido. Faz dez anos que estou casado. d) Verbo ser ou estar em situações de tempo, distância ou clima. São dez horas agora. De Brasília a São Paulo, são mais de 900km. Está frio hoje. e) Algumas expressões também são impessoais em nosso idioma: já passa de, chega de, basta de, trata-se de, vai para (relacionada a tempo). Já passa das dez! Chega de bobagem! Basta de tolices! Trata-se de problemas sérios. Vai para dez anos que não viajo. Observações: 1. Os verbos impessoais, quando acompanhados de auxiliares, transmitem a estes sua impessoalidade. Observe. Há pessoas na sala. Deve haver pessoas na sala. Faz dias frios. Deve fazer dias frios. Há respostas no final. Há de haver respostas no final. 2. Os verbos que indicam fenômenos da natureza são impessoais. Quando, porém, ocorrem em construções com sentido figurado possuem sujeito. Choveu muito = impessoal. Choveu dinheiro = pessoal com sujeito simples – dinheiro. 3. Nas orações comparativas é comum aparecer o sujeito com o verbo subentendido. Observe. Isabela é mais bonita do que a amiga (duas orações). 4. Embora condenado por alguns gramáticos, o sujeito oculto aparece em algumas provas. Observe o sujeito do verbo comprar nos dois exemplos a seguir. Comprei o livro ontem (sujeito oculto desinencial). Lígia saiu e comprou o livro ontem (sujeito oculto contextual). 5. A locução expletiva é que e suas variações não apresentam sujeito. Madalena é que é inteligente. Paulo Honório foi que fez aquilo. Seremos nós que falaremos com o diretor. 6. Algumas bancas organizadoras de provas classificam o sujeito oracional como sujeito simples. Convém que você volte cedo (o sujeito de convém é assim classificado como oracional ou simples). 7. Os verbos deixar, mandar, fazer, ver, ouvir e sentir apresentam algumas vezes uma oração como complemento, cujo sujeito pode ser representado por um pronome átono. É o chamado sujeito do infinitivo, que ocorre na oração infinitivo-latina. Observe a construção desenvolvida e, depois, reduzida na oração infinitivo-latina. Lucas deixou o irmão sair. Lucas sujeito de “deixou”. o irmão sujeito de sair. o irmão sair objeto direto oracional de “deixou”. Lucas deixou-o sair. Lucas sujeito de deixou. o sujeito de sair. o sair objeto direto oracional de deixou. Praticando 1. Identifique e classifique o sujeito dos verbos destacados nas orações a seguir: a) simples. b) composto. c) elíptico (oculto). d) indeterminado. e) inexistente (oração sem sujeito). 1. ( ) Boa saúde é fundamental. 2. ( ) Voltaram Ricardo e Alexandre. 3. ( ) Consideram-me egoísta por não concordar com você. 4. ( ) Cantou-se demais em casa. 5. ( ) Ventou bastante naquela noite. 6. ( ) Terminei a confusão ontem mesmo. 7. ( ) Ontem, no clube, falaram muito de você. 8. ( ) Magoa-me que não tenhas vindo mais cedo. 9. ( ) Alguém saiu com a menina ontem. 10. ( ) Tímidas pareciam suas atitudes na festa. 11. ( ) Faz um calor em Brasília. 12. ( ) Grandes e bonitas eram as montanhas no Chile. 13. ( ) Deseja-se o livro ainda hoje. 14. ( ) Perdeu-se o jogo e a cabeça na Argentina. 15. ( ) Necessitava-se de ajuda na Argentina. 16. ( ) Encontraram-se diamantes na Chapada dos Veadeiros. 17. ( ) Ouvi-te chegar tarde. 18. ( ) Encontrei-te na rua. 19. ( ) Um mascarado assaltou o banco. 20. ( ) Brasil e Argentina são os favoritos. 2. Identifique o “se” como partícula apassivadora ou índice de indeterminação do sujeito. a) Partícula apassivadora b) Índice de indeterminação do sujeito 1. ( ) Quebrou-se a porta. 2. ( ) Comprou-se a porta. 3. ( ) Necessita-se da porta. 4. ( ) Comeu-se a torta 5. ( ) Comeu-se da torta. 6. ( ) Está-se feliz aqui. 7. ( ) Está-se aqui. 8. ( ) Vive-se bem em Florianópolis. 9. ( ) Perdeu-se o título. 10. ( ) Ama-se muito o rapaz. 11. ( ) Bebeu-se o vinho. 12. ( ) Bebeu-se do vinho. Tipologia verbal Verbo intransitivo Verbo que apresenta ação e não pede complemento verbal. É muito comum aprendermos como “verbo que apresenta sentido completo”. Tal regra não é adequada para concursos. Paula saiu. João acordou. Observações: 1. Cuidado com alguns verbos (andar, ficar, ser, estar, continuar, permanecer etc.) que ora funcionam como intransitivo ora como de ligação, dependendo do texto. Alexandre andou no parque (intransitivo). Alexandre andava preocupado (ligação). Ricardo ficou em casa (intransitivo). Ricardo ficou feliz com a notícia (ligação). Eu sou como você (intransitivo). Eu sou alto (ligação). Denise está na sala (intransitivo). Denise está bonita (ligação). Rafael continua no hospital (intransitivo). Rafael continua quieto (ligação). 2. Cuidado com os verbos ir, chegar e voltar, pois são naturalmente verbos intransitivos.Guilherme foi a São Paulo. Isabela voltou de Salvador. Lucas chegou a Porto Alegre. Nota: Nos exemplos acima, os termos que aparecem após os verbos são adjuntos adverbiais e não objetos indiretos. Verbo transitivo direto Verbo que pede complemento direto. Paula comprou um livro. Rosália encontrou o quadro. Observações: 1. Objeto direto pleonástico: quando ocorre redundância do objeto em relação ao mesmo verbo para enfatizar o termo ou por vício linguístico. O livro, Pedro comprou-o. 2. Objeto direto preposicionado: quando o autor por estilo inclui uma preposição no complemento direto. Mário comeu do bolo e bebeu do suco. Ele ofendeu a todos presentes. Desta água não beberei; deste pão não comerei. 3. Objeto direto interno: quando ocorre relação semântica desnecessária entre verbo e seu complemento. Marta chorou lágrimas. Maria dormiu um sono tranquilo. 4. São considerados verbos transobjetivos aqueles que exigem, além de um objeto, um predicativo. Observe. Considero minha namorada linda. Considero = verbo transitivo direto. minha namorada = objeto direto. linda = predicativo do objeto. Verbo transitivo indireto Verbo que pede complemento indireto (com preposição). Lúcia gosta de bons livros. Todos precisam de amigos. Observações: 1. Objeto indireto pleonástico: redundância do complemento em relação ao mesmo verbo por ênfase ou vício linguístico. Ao pai, não lhe conto mais nada. 2. Adjunto adnominal ou objeto indireto? Posso tocar-lhe a face (adjunto adnominal). Dei-lhe meu coração (objeto indireto). O adjunto adnominal, quando pronome átono, poderá ser substituído por um pronome possessivo e estará ligado semanticamente a um substantivo. Alguns gramáticos consideram esse pronome átono como objeto indireto de posse (não podendo ser classificado apenas como objeto indireto). O objeto indireto, quando pronome átono, sempre estará relacionado a um verbo para completar o sentido. 3. Alguns verbos admitem dois objetos indiretos. A aluna se queixou da carteira ao diretor. O amigo se desculpou da brincadeira a todos. Verbo transitivo direto e indireto Verbo que pede complemento direto e indireto. João enviou o livro ao pai. Berenice ofereceu aos convidados o bolo. Verbo de ligação Verbo denota estado, qualidade ou condição. Paula é linda = estado permanente. Paula está linda = estado transitório. Paula ficou linda = mudança de estado. Paula continua linda = continuidade de estado. Paula parece linda = aparência. Observações: 1. Todo verbo de ligação apresenta predicativo do sujeito. 2. Toda locução que indicar estado do sujeito indica também um predicativo. Daniel está com sono. Maria ficou pra tia. 3. O predicativo que ocorre com verbo de ligação impessoal pode ser classificado como neutro. São três horas. Está frio. Praticando 1. Classifique os verbos, conforme o código abaixo. a) de ligação (VL) b) intransitivo (VI) c) transitivo direto (VTD) d) transitivo indireto (VTI) e) transitivo direto e indireto (VTDI) 1. ( ) O Brasil é o melhor. 2. ( ) Compraram a mercadoria. 3. ( ) Ela tem presentes de couro. 4. ( ) O rei virou mendigo. 5. ( ) As meninas permanecem bonitas. 6. ( ) O advogado enviou o processo ao juiz. 7. ( ) Bruna saiu ontem de São Paulo. 8. ( ) Ciro ficou chateado. 9. ( ) Ciro ficou no parque. 10. ( ) Rodrigo está com os filhos. 11. ( ) Rodrigo está feliz com os filhos. 12. ( ) Otávio veio de Salvador. 13. ( ) Edilson chorou lágrimas de alegria. 14. ( ) Edilson chorou muito ontem. 15. ( ) Acariciei-lhe o cabelo com amor. 16. ( ) Dei-lhe o livro com amor. 17. ( ) Rafael contou-me tudo. 18. ( ) Rafael quebrou-me o dedo ontem. 19. ( ) O livro foi-me útil na prova. 20. ( ) O professor resolveu-lhe o problema. 2. Classifique os termos destacados, conforme o código abaixo. a) objeto direto b) objeto direto preposicionado c) objeto direto pleonástico d) objeto direto interno e) objeto indireto f) objeto indireto pleonástico g) predicativo do sujeito h) predicativo do objeto 1. ( ) Os alunos descobriram tudo. 2. ( ) Os filhos precisam de permissão para algumas coisas. 3. ( ) Depois de muito trabalho, cumpriu com as obrigações. 4. ( ) Os professores dormiram o sono dos justos e humildes. 5. ( ) O livro, eu ainda o comprarei. 6. ( ) A nós, resta-nos ainda uma saída. 7. ( ) As mulheres, espertas, sempre descobrem os melhores partidos. 8. ( ) O pai deu por encerrada a confusão. 9. ( ) Vaidosa, já não o era mais aos trinta anos. 10. ( ) Aos vencedores deram medalhas de ouro. 11. ( ) Os torcedores chamaram aos atletas de mercenários. 12. ( ) Nesse triste caso, a ambos cabe a culpa. 13. ( ) Os candidatos apareceram sorridentes depois da prova. 14. ( ) As meninas anseiam pelos melhores rapazes. 15. ( ) Venceram os paulistas aos cariocas naquela batalha. 16. ( ) Gosto de você feliz. 17. ( ) Ofereceram-lhe melhor salário. 18. ( ) Basta-nos paz e promessa de melhores dias. 19. ( ) Você sempre nos enganou com seu jeito ingênuo. 20. ( ) Os romanos adoravam a Júpiter. Adjunto Adnominal Termo ou expressão que caracteriza o substantivo. Geralmente, os adjuntos adnominais são artigos, pronomes adjetivos e numerais adjetivos. Observe os termos destacados a seguir. As minhas bonitas primas de São Paulo compraram duas revistas novas. Complemento Nominal Termo preposicionado que completa o sentido de palavras (substantivos, adjetivos ou advérbios) abstratas, quando estas dependem de um complemento para o entendimento da oração. Paula tem necessidade de livros. Ele é bom em Física. O professor agiu favoravelmente aos alunos. O complemento nominal aparece sem preposição quando representado por pronome átono. Tudo lhe foi desagradável. Sou-lhe grato por tudo. O livro me foi útil. Para diferenciar o complemento nominal do adjunto adnominal, observe se a expressão em dúvida funciona como agente ou paciente do substantivo a que está ligada. O amor do pai é grande (adjunto adnominal, pois o pai é agente). O amor ao pai é grande (complemento nominal, pois o pai é paciente). Observações: 1. Procure não confundir objeto indireto e complemento nominal. O primeiro está ligado a um verbo; o segundo, a um nome. Lembrou-se do livro = do livro está ligado a verbo = objeto indireto. A lembrança do livro = do livro está ligado a nome = complemento nominal. 2. Procure não confundir agente da passiva e complemento nominal. O primeiro é agente da locução verbal passiva; o segundo completa o sentido do nome abstrato. A compra de presentes pelo pai me agradou = pelo pai está ligado a nome. Os presentes foram comprados pelo pai = pelo pai está ligado a uma locução verbal. Observe a diferença: O livro foi escrito pelo professor = agente da passiva. A aluna estava apaixonada pelo professor = complemento nominal. No primeiro caso, temos voz passiva analítica. Basta passar para voz ativa. O livro foi escrito pelo professor = O professor escreveu o livro. No segundo caso, não se consegue passar para voz ativa. 3. É comum a confusão entre adjunto adnominal e complemento nominal. Se a expressão em dúvida estiver ligada a um adjetivo ou advérbio, será sempre complemento nominal. Ele é bom em matemática. = complemento nominal. Ele estava longe de casa. = complemento nominal. Se a expressão estiver ligada a um substantivo abstrato, precisaremos aplicar uma regra de agente ou paciente. A doação do amigo foi generosa. = adjunto adnominal. A doação ao amigo foi generosa. = complemento nominal. No primeiro caso, a expressão do amigo é agente em relação ao substantivo, ou seja, o amigo fez a doação. Quando a expressão ligada a substantivo abstrato é agente, trata-se de adjunto adnominal. No segundo caso, a expressão ao amigo é paciente, ou seja, completa o sentidoda palavra. O amigo receberá a doação. Neste caso, tem-se complemento nominal. 4. Pronome átono ligado a adjetivo é sempre complemento nominal. Aquilo me foi difícil. Sou-lhe grato. Nos dois casos acima, o pronome átono está ligado a adjetivo. Pode-se facilmente substituir o pronome átono por um tônico e perceber a relação entre os termos. Aquilo me foi difícil. = Aquilo foi difícil para mim. Sou-lhe grato. = Sou grato a você. Praticando 3 Classifique os termos destacados, conforme o código abaixo. a) adjunto adnominal b) complemento nominal 1. ( ) A construção da ponte foi demorada. 2. ( ) O gosto de Joana por doces é imenso. 3. ( ) A oferta dos amigos foi generosa. 4. ( ) A oferta aos amigos foi generosa. 5. ( ) Ela estava ávida por amor. 6. ( ) Atenciosamente ao caso, ele fez tudo. 7. ( ) O direito do brasileiro é real. 8. ( ) O direito ao voto é real. 9. ( ) A compra do imóvel se tornou realidade ontem. 10. ( ) A compra de meu presente estourou o orçamento. 11. ( ) A compra de natal por meus pais estourou o orçamento. 12. ( ) Estou feliz com a situação. 13. ( ) Quebro-te a cara se não voltares. 14. ( ) Ser-me-á muito útil todo o material. 15. ( ) A certeza da vitória estimulava-me. 16. ( ) A certeza dos jogadores era evidente. 17. ( ) A oferta do dinheiro veio em boa hora. 18. ( ) A oferta do amigo veio em boa hora. 19. ( ) Quero lhe beijar a boca. 20. ( ) Isto lhe foi terrível. Agente da passiva A voz verbal pode ser dividida em: Voz ativa: o sujeito é agente em relação ao verbo. Iuri comprou a moto. Voz passiva: o sujeito é paciente em relação ao verbo. A voz passiva pode ser analítica (quando apresenta locução verbal) e sintética (quando apresenta o se como partícula apassivadora). A moto foi comprada por Iuri = voz passiva analítica. Comprou-se a moto = voz passiva sintética. Voz reflexiva: o sujeito pratica e recebe a ação ao mesmo tempo. Fabiana cortou-se. Voz recíproca: um sujeito faz a ação para outro sujeito. Iuri e Fabiana beijaram-se. Agora, podemos entender melhor o agente da passiva. Ele indica aquele ou aquilo que pratica a ação na voz passiva analítica. A aluna foi elogiada pelo professor. O Brasil foi eleito o melhor time do mundo pelos melhores técnicos. Adjunto adverbial É o termo modificador do verbo, adjetivo ou outro advérbio. O candidato estudou muito. O candidato é muito bom. O candidato escreve muito bem. O advérbio exprime basicamente ideias de circunstâncias: afirmação, negação, dúvida, modo, tempo, lugar, intensidade, causa, companhia, condição, concessão, finalidade, meio, instrumento, referência. Ele é com certeza nosso melhor jogador. = afirmação O jogo será realizado agora. = tempo Todos o esperavam aqui. = lugar Ela comenta muito o assunto. = intensidade Ela fugiu com o barulho. = causa O amigo saiu com o irmão. = companhia Passarei com muito estudo. = condição Apesar da chuva, houve jogo. = concessão Eu a pedi em casamento. = finalidade Vive de esmolas. = meio Ele foi de avião. = instrumento Falamos sobre o assunto. = referência ou assunto Advérbios interrogativos: Como chegou? = modo Onde estava o aluno? = lugar Quando ela chegou? = tempo Por que ela chegou? = causa Quanta demora? = intensidade Praticando 4 Classifique os termos destacados, conforme o código abaixo. a) objeto direto b) objeto indireto c) adjunto adnominal d) complemento nominal e) adjunto adverbial f) agente da passiva 1. ( ) Quem faz tudo correto não teme a Deus. 2. ( ) Os jovens não discordaram dele. 3. ( ) Depois da operação, correu ao espelho para ver como ficou a plástica. 4. ( ) Era conhecida de todos o seu temperamento. 5. ( ) A aluna sempre foi boa em Matemática. 6. ( ) O juiz decidiu contrariamente ao esperado. 7. ( ) Algumas pessoas dizem palavras sem sentido. 8. ( ) Não devemos perder a esperança em dias melhores. 9. ( ) A descoberta do Brasil foi um grande acontecimento político na Europa. 10. ( ) Consta que foi uma descoberta dos portugueses. 11. ( ) As colunas da ponte são de ferro. 12. ( ) Raios de brilho fazem-me lembrar de você. 13. ( ) Os alunos têm aversão à análise sintática. 14. ( ) Ninguém resiste aos encantos da natureza. 15. ( ) O pedido foi feito por alunos. Aposto É o termo ou expressão que explica, especifica, enumera, resume ou distribui. O núcleo de um aposto será um substantivo ou palavra na função de substantivo. Marcela, filha mais velha de meu irmão, é muito bonita. Tipos de aposto: a) explicativo: Lula, o presidente do Brasil, nasceu no Nordeste. b) especificativo: Minha irmã Denise mora em São Paulo. c) enumerativo: Comprei duas coisas ontem: um carro e uma casa. d) resumitivo ou recapitulativo: Dinheiro, poder, glória, nada o seduzia mais. e) distributivo: Paula e Marta são bonitas. Esta é brasiliense; aquela, carioca. Observações: 1. Não se deve confundir aposto com predicativo. Aposto tem valor de substantivo, e o predicativo tem valor de adjetivo. José, feliz, chegou. = predicativo. José, homem feliz, chegou. = aposto. 2. Não exerce a função de aposto, termo ou expressão antecedido por conjunção. Quando homem feliz, José sorria. = oração adverbial. Como amigo, confio-lhe o segredo. = oração adverbial. Vocativo É o termo que indica um chamamento. Também recebe o nome de “apóstrofe”. Alunos, voltem à sala! Deus, ó Deus, ouça-me! Observação: Vocativo nunca é sujeito. Roberto, faça a prova! (Roberto não é o sujeito sintático.) Praticando 5 Classifique os termos destacados, conforme o código abaixo. a) adjunto adnominal b) predicativo c) adjunto adverbial d) aposto e) vocativo 1. ( ) Os meus livros estão em dois quartos separados. 2. ( ) Ela é bonita demais. 3. ( ) Estou sem palavras. 4. ( ) A rainha do campo fez sucesso. 5. ( ) A rainha no campo fez sucesso. 6. ( ) O São Paulo, o melhor time do Brasil, será campeão novamente. 7. ( ) Isabela, volte para mim! 8. ( ) Os alunos inteligentes já entenderam tudo. 9. ( ) Os alunos, inteligentes, já entenderam tudo. 10. ( ) Meu primo José voltou. 11. ( ) Meu primo, José, voltou. 12. ( ) A caneta, o lápis, a borracha, tudo era novo. 13. ( ) Comprei algumas coisas: um carro e uma casa. 14. ( ) O coração, sede dos mistérios, é tão mesquinho. 15. ( ) Serenai, verdes mares! 16. ( ) Ouviremos a palestra do dia. Funções do se A termo se pode desempenhar diversos papéis dentro de um texto. Dessa maneira, observe com muita atenção o contexto para ter certeza de sua função. 1. Conjunção: Não sei se ela já voltou do cinema. Se ela chegar cedo, peça para falar comigo. 2. Termo expletivo ou de realce: Os amigos foram-se embora. Acenou para todos e sumiu-se na multidão. 3. Pronome reflexivo: Isabela cortou-se ontem. O aluno julgava-se bonito. 4. Pronome recíproco: Isabela e Lucas encontraram-se em Brasília. Os carros chocaram-se na estrada. 5. Sujeito do infinitivo: Rafael deixou-se ficar mais um pouco em casa. 6. Partícula apassivadora: Não se viam os rapazes no parque. Oferecer-se-á um troféu ao vencedor. 7. Índice de indeterminação do sujeito: Dormiu-se bem ontem. Nem sempre se é feliz. Precisa-se de você. 8. Parte integrante do verbo: Os alunos se queixavam da falta de aulas aos domingos. Ela se arrependeu de não ido à praia. Praticando 6 Classifique o se nos períodos abaixo. 1. Se subiu, ninguém sabe, ninguém viu. 2. Falam que ela se feria de propósito. 3. Se vai ou fica, todos querem saber. 4. Perguntaram-me se sabíamos ler. 5. Estudou-se o assunto. 6. Ela se suicidou ontem. 7. Aos inimigos não se perdoa. 8. Perdoa-se o erro. 9. Fizeram-se as reformas da casa. 10. Trabalha-se dia e noite. 11. Maria se faz de boba. 12. A menina sorriae olhava-se no espelho. 13. Os atletas cumprimentaram-se com entusiasmo. 14. Vão-se os anéis, ficam os dedos. 15. Nunca soube se era verdade ou não. 16. Se não estudar, não garanto o resultado. 17. Em sonho, Paula viu-se entrar no céu. 18. Se gosta dela, porque não a procura. 19. Guerra se faz com armas. 20. Não se é ministro, se está ministro. predicado São três os tipos de predicado. Verbal: o núcleo é verbo e não apresenta predicativo na oração. Isabela saiu. Bruna comprou o carro. Rafael precisa de dinheiro. Lígia enviou o texto aos alunos. Nominal: ocorre em oração com verbo de ligação e o núcleo é o predicativo. Teresa é linda. Márcia está contente. Verbo-nominal: o núcleo é um verbo e a oração apresenta sempre um predicativo (do sujeito ou do objeto). Os alunos chegaram alegres. O pai considera a filha linda. QUESTÕES DE PROVAS 1. Assinale a frase cujo sujeito se classifica do mesmo modo que o da frase “Faz muito calor no Rio o ano inteiro”. a) Devia haver mais interesse pela boa formação profissional. b) Falaram muito mal dos estimuladores de conflitos. c) Vive-se bem o clima da montanha. d) Almejamos dias melhores. e) Haviam chegado cedo os candidatos. 2. Classifique os verbos quanto à predicação na frase: “Não agradou ao dono da casa o café que a criada fez.” a) transitivo indireto – transitivo direto. b) transitivo indireto – transitivo indireto. c) intransitivo – transitivo indireto. d) transitivo direto – intransitivo. e) transitivo indireto – intransitivo. 3. Em todas as opções, o verbo dar é transitivo, exceto em: a) Tereza dava jantares com mesinhas. b) Ninguém estava mais disposto a dar a pele, a se consumir. c) Aceitava, mas dava-lhe o troco. d) Laura deu uma noiva linda, olhos azuis, cabelos pretos. e) Pediu à Eugênia que me desse umas aulas. 4. “Quando percebi que o doente expirava, recuei aterrado e dei um grito, mas ninguém me ouviu.” A função sintática das palavras doente, grito, ninguém e me, é respectivamente: a) sujeito, objeto direto, objeto direto, objeto indireto. b) objeto direto, sujeito, objeto direto, sujeito. c) sujeito, objeto indireto, sujeito, objeto direto. d) objeto indireto, objeto direto, sujeito, objeto direto. e) sujeito, objeto direto, sujeito, objeto direto. 5. Aponte a análise sintática correta do termo destacado. “Em todas as ruas, cruzavam-se amigos e inimigos anunciando em clima desafinado.” a) objeto direto. b) sujeito simples. c) sujeito composto. d) sujeito indeterminado. e) adjunto adverbial. 6. Assinale o item em que a função não corresponde ao termo destacado. a) Comer demais é prejudicial à saúde – complemento nominal. b) Jamais me esquecerei de ti – objeto indireto. c) A vida da cidade é muito agitada – complemento nominal. d) Ele foi cercado de amigos sinceros – agente da passiva. e) Não tens interesse pelos estudos – complemento nominal. 7. No texto: Acho-me tranquilo – sem desejos, sem esperanças. Não me preocupa o futuro. Os termos destacados são, respectivamente: a) predicativo, objeto direto, sujeito b) predicativo, sujeito, objeto direto c) adjunto adnominal, objeto direto, sujeito d) predicativo, objeto direto, objeto indireto e) adjunto adnominal, objeto indireto, objeto direto 8. Em “Retira-te, criatura ávida de vingança!”, o sujeito é: a) te. b) inexistente. c) oculto. d) criatura. e) indeterminado. 9. Na oração “Mas uma diferença houve”, o sujeito é: a) agente. b) indeterminado. c) paciente. d) inexistente. e) oculto. 10. Identifique a opção em que o verbo não é de ligação. a) A criança estava com fome. b) Pedro parece adoentado. c) Ele tem andado confuso. d) Ficou em casa o dia todo. e) A jovem continua sonhadora. 11. Em “Chamou-se um eletricista para a instalação dos fios?”. O termo destacado é: a) objeto direto. b) sujeito. c) predicativo do sujeito. d) objeto indireto. e) agente da passiva. 12. “Usando do direito que lhe confere a Constituição”, as palavras destacadas exercem a função, respectivamente, de: a) objeto direto e objeto indireto. b) sujeito e objeto indireto. c) objeto direto e sujeito. d) sujeito e sujeito. e) objeto indireto e sujeito. 13. Assinale a opção em que nada funciona como sujeito. a) Nada vi. b) Nada somos. c) Nada me perturba. d) Nada quero. e) n.d.a. 14. Assinale a opção em que ocorre sujeito composto. a) Deus, Deus, que farei? b) Os livros contemplei, os quadros e as outras obras. c) Nós, os homens do futuro, venceremos. d) Foram João e Maria. e) Ontem foi João e José, hoje. 15. “Não se fazem motocicletas como antigamente.” O termo em destaque funciona como: a) objeto direto. b) objeto indireto. c) adjunto adnominal. d) vocativo. e) sujeito. 16. Em “Abandona-me, elemento indesejável”, o sujeito é: a) oculto. b) me. c) indeterminado. d) inexistente. e) elemento indesejável. 17. “Que há entre a vida e a morte?” a) o sujeito do verbo haver é o pronome que. b) tem-se uma oração sem sujeito. c) o sujeito está oculto. d) o sujeito é indeterminado. e) o sujeito é “a vida e a morte”. 18. ___________ fazer cinco meses que não a vemos; __________ existir motivos imperiosos para sua ausência, pois se não os ____________ ela já nos teria procurado. a) Vai, deve, houvessem. b) Vai, devem, houvessem. c) Vão, deve, houvessem. d) Vai, devem, houvesse. e) Vão, devem, houvessem. 19. “Serviu Jacó os primeiros sete anos a Labão.” Na ordem direta: a) Serviu os primeiros sete anos Jacó a Labão. b) A Labão serviu os primeiros sete anos Jacó. c) Os primeiros sete anos serviu Jacó a Labão. d) Os primeiros sete anos Jacó serviu a Labão. e) Jacó serviu a Labão os primeiros sete anos. 20. A partícula apassivadora está exemplificada na opção: a) Fala-se muito nesta casa. b) Grita-se nas ruas. c) Ouviu-se um belo discurso. d) Ria-se de seu próprio retrato. e) Precisa-se de um dicionário. 21. Classifique o se na frase: “Ele queixou-se dos maus tratos recebidos”. a) partícula integrante do verbo. b) conjunção condicional. c) pronome apassivador. d) conjunção integrante. e) símbolo de indeterminação do sujeito. 22. O se é índice de indeterminação do sujeito na frase: a) Não se ouvia o sino. b) Assiste-se a espetáculos degradantes. c) Alguém se arrogava o direito de gritar. d) Perdeu-se um cão de estimação. e) Não mais se falsificará tua assinatura. 23. O se é pronome apassivador em: a) Precisa-se de uma secretária. b) Proibiram-se as aulas. c) Assim se vai ao fim do mundo. d) Nada conseguiria, se não fosse esforçado. e) Eles se propuseram um acordo. 24. “Ele observou-a e achou aquele gesto feio, grosseiro, masculinizado.” Os termos destacados são: a) predicativos do objeto. b) predicativos do sujeito. c) adjuntos adnominais. d) objetos diretos. e) adjuntos adverbiais de modo. 25. A respeito do seguinte texto, faça o que se pede: O lotação ia de Copacabana para o centro, com lugares vazios, cada passageiro pensando na vida; é o gênero de transporte onde menos viceja a flor da comunicação humana. Quando, em Botafogo, ouvia-se a voz de um senhor atrás: – Olhe aqui, vou atender a você, mas não faça mais isso, ouviu? É muito feio pedir dinheiro para os outros. Na sua idade eu já dava duro e ajudava em casa. (Drummond) A vírgula separando a expressão “em Botafogo” foi usada para separar: a) palavra de mesma função sintática. b) uma expressão explicativa. c) o aposto. d) oração adverbial com verbo oculto. e) o adjunto adverbial. 26. Em “E quando o brotinho lhe telefonou, dias depois, comunicando que estudava o modernismo, e dentro do modernismo sua obra, para que o professor lhe sugerira contato pessoal com o autor, ficou assanhadíssimo e paternal a um tempo”, os verbos destacados são, respectivamente: a) transitivo direto, transitivo indireto, de ligação, transitivo direto e indireto. b) transitivodireto e indireto, transitivo direto, transitivo indireto, de ligação. c) transitivo indireto, transitivo direto e indireto, transitivo direto, de ligação. d) transitivo indireto, transitivo direto, transitivo direto e indireto, de ligação. e) transitivo indireto, transitivo direto e indireto, de ligação, transitivo direto. 27. No período “... a nacionalidade viveu da mescla de três raças que os poetas xingaram de tristes: as três raças tristes”, as unidades destacadas exercem, respectivamente, as funções sintáticas de: a) adjunto adverbial, objeto direto, predicativo do objeto, aposto. b) objeto indireto, sujeito, predicativo do objeto, adjunto adverbial. c) objeto direto, objeto direto, adjunto adnominal, adjunto adverbial. d) adjunto adverbial, objeto direto, adjunto adnominal, aposto. e) adjunto adverbial, sujeito, adjunto adverbial, adjunto adverbial. 28. Não serei o poeta de um mundo caduco.”; “Entre eles considero a enorme realidade.”; “Não serei o cantor de uma mulher”; “O tempo é a minha matéria.” As expressões destacadas nos versos do texto exercem, respectivamente, as funções de: a) adj. adnominal – adj. adverbial, complemento nominal, predicativo do sujeito. b) complemento nominal – adj. adverbial, complemento nominal, predicativo do sujeito. c) predicativo do sujeito, núcleo do predicado – adj. adnominal, predicativo do sujeito. d) predicativo do sujeito, núcleo do predicado, complemento nominal, predicativo do sujeito. e) complemento nominal – adj. adverbial, adjunto adnominal, predicativo do sujeito. 29. “Nesse momento começaram a feri-lo nas mãos, a pau.” Nessa frase, o sujeito do verbo é: a) nas mãos. b) indeterminado. c) eles (determinado). d) inexistente ou eles: dependendo do contexto. e) n.d.a. 30. Observe a palavra destacada: “Quem diz o que quer ouve o que não quer.” A função sintática dela é: a) sujeito. b) complemento nominal. c) partícula expletiva. d) predicativo. e) objeto direto. Período Composto O período composto é formado por duas ou mais orações que se relacionam de forma coordenada ou subordinada. Na coordenação, não ocorre dependência sintática entre elas. Exemplo: Isabela comprou o livro,/ foi ao escritório/ e terminou o trabalho. Na subordinação, pelo contrário, há relação de dependência sintática entre as orações. Exemplo: Lucas quer / que você volte ao escritório. Orações coordenadas As orações, na coordenação, podem estar ligadas por conjunções ou simplesmente justapostas, isto é, sem conjunção. Exemplos: Alexandre estudou muito, portanto entendeu o assunto (conjunção conclusiva: portanto). Alexandre estudou muito, brincou pouco, alimentou-se mal (orações justapostas). No período composto por coordenação, as orações podem ser classificadas como sindéticas e assindéticas. 1. Assindéticas quando estão apenas justapostas, sem conjunção. 2. Sindéticas quando se unem por meio de conjunções. Orações coordenadas assindéticas As orações coordenadas assindéticas são separadas por vírgula, ponto-e-vírgula ou dois-pontos. Exemplos: Ricardo andava, falava, ria. Guilherme comprou todos os brinquedos; os filhos choravam no carro; a esposa esperava ansiosa em casa. Encontrei-o em casa: estava triste. Orações coordenadas sindéticas As orações coordenadas sindéticas apresentam conectivos e podem ser divididas em cinco casos. 1. Aditivas (expressam sequência de pensamento em que algo é acrescentado a ideia anterior). Denise falava muito e gesticulava freneticamente. Os espíritos tranquilos não se confundem nem se atemorizam. O candidato não só gabaritou Português como também Informática. Tanto leciono como sou fazendeiro. Ela não só é bonita mas também inteligente. 2. Adversativas (expressam contraste, oposição). O time jogou melhor, mas o resultado foi adverso. Tens razão, contudo não expresses abertamente suas ideias. Ele estudou muito, e mesmo assim não entendeu o assunto. 3. Alternativas (expressam alternância, exclusão, escolha). Ou você estuda muito ou ficará sem o emprego que deseja. Os preços ora sobem, ora baixam. 4. Conclusivas (expressam dedução, conclusão). Ele sempre estudou muito, logo sempre teve boas notas. O lago está na minha fazenda: por conseguinte me pertence. Ele é teu irmão; trata-o, portanto, com amizade. 5. Explicativas (expressam explicação, motivo, razão). Amemos, porque amor é um santo escudo. O cavalo estava cansado, pois arfava muito. Decerto alguém o agrediu, pois o nariz dele sangra. Praticando 1 1. Classifique as orações coordenadas abaixo. a) assindética b) aditiva c) adversativa d) alternativa e) conclusiva f) explicativa ( ) As horas passam, os homens caem, a poesia fica. ( ) Não faz pacto com a ordem; é, pois, um rebelde. ( ) O moleque Nicanor arregalou os olhos e eu pensei em tudo. ( ) Quer ele volte, quer não volte. ( ) A Grécia o seduzia, mas Roma o conquistou. ( ) Insisti no oferecimento, e ele não aceitou. ( ) Não é chuva, nem é gente, nem é vento com certeza. ( ) Estava frio, mas ela não o sentia. ( ) O bode tinha descido com o senhor, ou tinha ficado na ribanceira? ( ) Ou eu me engano muito, ou a égua manqueja. ( ) Camarada, espere um pouco, que isto acaba já. ( ) O vento bateu forte, a chuva caiu a noite toda. 2. Assinale a opção que contém oração coordenada sindética. a) “Esfregou as mãos finas, esgaravatou as unhas sujas.” b) “Naquela noite, jantei sozinho, pois Albérico viajara para Malhadas da Pedra.” c) “A campainha retiniu, entraram no camarote.” d) “Furta cavalos e bois, marca-os de novo, recorta sinais de orelha com habilidade.” e) “Dona Tonica não lustrava as unhas, disso sabiam todos.” 3. Marque a opção que contenha erro na classificação do período. a) A máquina calou-se, dobraram-se as pastas, o juiz levantou-se (coordenação). b) O mormaço adormentara ainda mais o povoado (período simples). c) Quando tocou a primeira valsa, Luís entrou no salão (subordinação). d) Desviei-me para não incomodar o sujeito que vinha atrás de mim (subordinação). e) Tio Emílio sabia que o homem tinha vindo expresso para entabular conversa (coordenação). 4. Classifique as orações em destaque de acordo com o código: 1. assindética 2. aditiva 3. adversativa 4. alternativa 5. conclusiva 6. explicativa I – Recebeu o dinheiro da pensão, mas gastou tudo. II – Ora faz frio, ora faz calor. III – Pagou a dívida, portanto não deve mais nada. IV – Devolva-me o livro, pois estou precisando dele. V – Saíram cedo e ainda não chegaram ao destino. VI – Partiram tristes, depois retornaram felizes. A sequência obtida é: a) 3, 4, 6, 2, 1, 5. b) 3, 4, 5, 6, 1, 2. c) 3, 4, 5, 6, 2, 1. d) 3, 4, 5, 2, 6, 1. e) 3, 4, 1, 5, 2, 6. 5. Não se preocupe que breve estarei de volta. Comece com: Breve estarei... a) para que b) logo que c) porém d) logo e) senão 6. Não posso atendê-lo, porque não é lícito o que requereu. Comece com: Requereu o que não é lícito... a) depois b) porém c) em que d) visto que e) portanto 7. Teimou em contratar os serviços de uma empresa, sem bem que não houvesse necessidade. Comece com: Não havia necessidade... a) porém b) ainda que c) visto que d) portanto e) porque 8. Aponte a opção em que ocorra oração coordenada sindética adversativa. a) Ou você resolve o exercício, ou fica sem nota. b) Ele não resolveu o exercício, logo ficou sem nota. c) Resolva o exercício, porque você ficará sem nota. d) Ele preferia ficar sem nota a resolver o exercício. e) Ele ficou sem nota, mas não resolveu o exercício. 9. “Podem acusar-me: estou com a consciência tranquila.” Os dois-pontos do período poderiam ser substituídos por vírgula, explicitando-se o nexo entre as duas orações pela conjunção: a) portanto. b) e. c) como. d) pois. e) embora. 10. Assinale a opção que contém período por coordenação e subordinação. a) A vida para ele será a eternatortura entre o medo dos homens e a vingança de Deus. b) Agora eles sabem que a fome dá um direito que passa por cima de qualquer direito dos outros. c) O trenzinho recebeu em Maguari o pessoal do matadouro e tocou para Belém. d) A mestra das letras apresentou aquele riso de moça nova e juro que senti seu bafo de flor na sala toda. Orações subordinadas A oração é subordinada quando completa o sentido da principal. Observe o exemplo. Rafael contou ao irmão que os pais haviam saído. Rafael contou ao irmão oração principal. que os pais haviam saído oração subordinada. Em alguns casos, as orações coordenadas podem assumir também o papel de principal. Observe. Eu não disse nada, mas achei que tinham razão. Existem no período três orações: Eu não disse nada oração coordenada assindética. mas achei oração coordenada sindética adversativa em relação à anterior e principal em relação à posterior. que tinham razão oração subordinada substantiva objetiva direta. Num período composto pode haver mais de uma oração principal. Observe. Luísa sabe que a vida é bela, mas também não ignorava que os problemas existem. Luísa sabe oração principal de que a vida é bela. não ignorava oração principal de que os problemas existem. Como se percebe, a oração subordinada é a que depende da principal, completando ou ampliando o significado. Quando se apresenta desenvolvida, vem, geralmente, ligada por conjunção ou pronome relativo. Jorge quer que você entenda o assunto (que é uma conjunção). Encontrei a revista que você perdeu (que é um pronome relativo). Orações subordinadas substantivas Quando a oração subordinada desempenha a função sintática característica de um substantivo, recebe o nome de oração subordinada substantiva. 1. Subjetiva (desempenha a função do sujeito do verbo da oração principal) Andrea saiu (Andrea: sujeito de saiu). Quem estava cansado saiu (Quem estava cansado: sujeito de saiu). A sua participação é necessária (A sua participação: sujeito de é necessária). Que você participe é necessário (Que você participe: sujeito de é necessário). É necessário que você participe (que você participe: sujeito de É necessário). Outros exemplos: Parece que a situação melhorou. Acontece que não o encontrei em casa. Não se sabia se ela vinha. Sabe-se que ele é inteligente. Quem avisa amigo é. Ignora-se como se deu o acidente. Convém que fiquemos aqui. 2. Objetiva direta (desempenha a função de objeto direto do verbo da oração principal). Isabela ignora o assunto (o assunto: objeto direto de ignora). Isabela ignora quem é o rapaz (quem é o rapaz: objeto direto de ignora). Outros exemplos: Juliana esperou que o amigo a encontrasse. O cliente perguntou quanto ficaria a conta. Não sabemos onde ela está. Eu sei por que ela veio. Não posso dizer qual rapaz faltou. Adriana me perguntou de quem era o retrato. 3. Objetiva indireta (desempenha a função sintática de objeto indireto do verbo da oração principal). Não gosto da menina (da menina: objeto indireto de gosto). Não gosto de quem saiu (de quem saiu: objeto indireto de gosto). Outros exemplos: Não me oponho a que você viaje. Lembra-se de quem passou. Aconselho-o a que trabalhe mais. Daremos o prêmio a quem o merecer. 4. Completiva nominal (desempenha a função sintática de complemento nominal de um vocábulo da oração principal). A menina tem necessidade do resultado (do resultado: complemento nominal de necessidade). A menina tem necessidade de saber o resultado (de saber o resultado: complemento nominal de necessidade). Outros exemplos: Ele estava ansioso por que voltasses. Tenho muito receio de que nos encontrem. Tenho dúvida sobre quem você é. Sou grato a quem ensina. 5. Predicativa (desempenha a função de predicativo). Seu receio era a chuva (a chuva: predicativo do sujeito de Seu receio). Seu receio era que a chuva caísse (que a chuva caísse: predicativo de Seu receio). Outros exemplos: O fato foi que o preço aumentou muito. Ele era quem eu esperava. Meu desejo é que me deixem em paz. Não sou quem você pensa. Lucas foi quem trabalhou mais. A esperança era que ele voltasse para mim. 6. Apositiva (desempenha a função sintática de aposto em relação a algum termo da oração principal). Só desejo uma coisa: o livro (o livro: aposto de uma coisa). Só desejo uma coisa: que você volte para mim (que você volte para mim: aposto de uma coisa). Outros exemplos: Só lhe peço isto: honre seu nome. Reconheço-lhe uma qualidade: você é honesto. Só uma coisa sabemos: nada sabemos. 7. Agente da passiva (desempenha a função sintática de agente da passiva da oração principal). A aluna foi elogiada pelo pai (pelo pai: agente da passiva da oração anterior). A aluna foi elogiada de quantos a amavam (de quantos a amavam: agente da passiva da oração anterior). Outros exemplos: O quadro foi comprado por quem o fez. A obra foi apreciada por quantos a viram. O candidato estava rodeado de quem não deseja a sua eleição. Seremos julgados por quem nos criou. Praticando 2 Classifique as orações subordinadas substantivas abaixo: a) subjetiva b) objetiva direta c) objetiva indireta d) completiva nominal e) predicativa f) apositiva g) agente da passiva ( ) Ela deseja que você se recupere. ( ) Os homens sempre se esquecem de que somos todos mortais. ( ) Convinha a todos que você partisse. ( ) Era preciso que ninguém desconfiasse. ( ) O Pascoal tinha medo de que ela voltasse. ( ) O problema foi que chegaste tarde. ( ) Ela viu que o dinheiro terminara. ( ) Lembro-me de que ele só usava camisas brancas. ( ) Ela tinha necessidade de que todos usassem camisas brancas. ( ) É claro que eles virão. ( ) Sabe-se que é um golpe. ( ) Todos gostaram de que tenha voltado. ( ) Tive a impressão de que algo explodiu. ( ) Disse-me algo terrível: que ia casar. ( ) O livro foi escrito por quem não entende de futebol. Orações subordinadas adjetivas As orações subordinadas adjetivas são as que têm a função de adjetivo. São introduzidas, geralmente, pelos pronomes relativos e referem-se a um termo antecedente, que pode ser um substantivo ou pronome. Observe os exemplos. A menina bonita comprou o livro (bonita é adjetivo de menina). A menina que é bonita comprou o livro (que é bonita é uma oração adjetiva de menina). Há lembranças que nos comovem (oração adjetiva introduzida por pronome relativo). Os benefícios persistem na memória de quem os faz (oração adjetiva introduzida por pronome indefinido). Admiro o modo como ele trabalha (oração adjetiva introduzida por advérbio). As orações adjetivas podem ser divididas em explicativas ou restritivas. Os rapazes, que são altos, saíram (todos os rapazes são altos e todos saíram). Os rapazes que são altos saíram (apenas os rapazes altos saíram). Exemplos de orações adjetivas explicativas: Deus, que é nosso pai, nos salvará. Leda, que nasceu bonita, está no trabalho. O Sol, que é a maior estrela de nossa sistema, é bonito. Minha namorada, que é bonita, já chegou. Exemplos de orações adjetivas restritivas: Os animais que são grandes assustam as crianças. O colégio em que estudei era bom. O jornal que você trouxe está molhado. Observação: As orações adjetivas são precedidas de preposição (ou locução prepositiva) sempre que necessária pela regência. O livro que comprei é bom. O livro de que gosto é bom. O livro a que me refiro é bom. O livro por que anseio é bom. Este é o título a que toda moça bonita aspira. Praticando 3 Classifique se a oração adjetiva é restritiva ou explicativa. Choupana onde se ri vale mais que palácio onde se chora. ___________________ Brasília, que é a capital do Brasil, é bonita. ___________________ A Capela Sistina, onde foram realizadas todas as eleições papais nos últimos séculos, era simples. ___________________ O Brasil que vocêconhece é maravilhoso. ___________________ Orações subordinadas adverbiais São as orações que desempenham a função de adjunto adverbial da oração principal. Dividem-se em: 1. Causal: exprime a causa do que se afirma na oração principal. Joel se julga muito importante porque é rico. Como hoje é natal, oremos. Visto que a vida é uma curta viagem, procuremos fazê-la bem. Ela saiu da sala, porque você pediu. 2. Consecutiva: exprime a consequência do que se declara na oração principal. Estou tão cansado que não sairei à noite. Choveu tanto que inundou as ruas. Essa mulher fala que é um turbilhão. A aluna maquiou-se de sorte que ninguém a reconheceu. 3. Comparativa: expressa a ideia de comparação em relação à oração principal. Você é bonita como uma flor do meu jardim. O tricolor paulista é como um trator no gramado. Nada valoriza tanto quanto a honestidade. Trata o amigo cautelosamente como se um dia tivesse de ser teu inimigo. Como se percebe em alguns exemplos, o verbo se encontra subentendido. 4. Concessiva: exprime um fato contrário à principal, mas não suficiente para anular a ideia desta. Embora não tenha estudado, entendeu tudo. Apesar de ter saído tarde, chegou a tempo. Vou dizer toda a verdade, nem que me prendam. 5. Condicional: exprime uma condição ou hipótese necessária para que se realize a ideia da oração principal. Se você estudar muito, entenderá o assunto. Ela o amará, se você agir assim. Desde que não chova fora da estação, o plantio dará ótimos frutos. Trabalha, e estarás salvo. Segue-me, e terás o Reino do Céu. 6. Conformativa: exprime a ideia de conformidade em relação à ideia da oração principal. Cada um colhe conforme semeia. O futebol, como o conhecemos hoje, surgiu na Inglaterra. Segundo ela pensa, tudo é simples. Devemos crescer, consoante prescreve a vida. 7. Temporal: expressa tempo em relação à oração principal. Quando encontrar você, darei o livro que comprei. A gente vive somente enquanto ama. Mal vem ao mundo, o homem já começa a sofrer. 8. Final: exprime a finalidade da oração principal. Levantei-me cedo a fim de chegar a tempo no trabalho. Estudo para passar na prova. Rezemos porque não nos surpreendam os dias ruins. 9. Proporcional: exprime um fato simultâneo e dinâmico ao da oração principal. Quanto mais caminho, mais cansado fico. À medida que estudo o assunto, mais me interesso por ele. O diabo é tanto mais diabólico quanto mais respeitável. A estrela era mais bem vista ao passo que o Sol se punha. Principais conectivos adverbiais Causa: porque, visto que, pois, que, como, porquanto, haja vista. Consecutiva: tão...que, tal...que, tanto...que, de modo que, por conseguinte, de forma que. Comparativa: como, mais que, menos que, assim como, tal qual. Concessiva: embora, ainda que, se bem que, apesar de que, conquanto, posto que, mesmo que. Condicional: se, caso, uma vez que, salvo, sem que, desde que. Conformativa: conforme, segundo, consoante, como. Final: para que, a fim de que, de sorte que, de modo que, porque. Proporcional: à medida que, à proporção que, quanto mais, quanto menos. Temporal: quando, mal, logo que, assim que, sempre que, depois que. Praticando 4 Classifique a oração adverbial conforme o código abaixo: a) causal b) consecutiva c) comparativa d) concessiva e) condicional f) temporal g) proporcional h) conformativa i) final ( ) A aula foi interrompida porque faltou giz. ( ) Nunca chegará ao fim por mais depressa que ande. ( ) Nada dói tanto como um sorriso triste de criança. ( ) O professor falou tanto que ficou rouco. ( ) Como todos tivessem terminado o trabalho, foi-lhes permitido sair. ( ) Iremos à festa se não chover. ( ) Amanhã haverá aula embora seja sábado. ( ) Era total a serenidade da tarde que se percebia o sino distante. ( ) Tudo terminou conforme tínhamos visto. ( ) Quanto mais tento encontrar solução, mais os problemas surgem. ( ) Ele será bem-vindo, desde que peça desculpa. ( ) Como ela estava feia, não foi à escola. ( ) Como eu havia dito, ela era feia. ( ) Ele ficou bonita como a primeira luz da manhã. ( ) Estudou muito para que fosse aprovado. ( ) A inundação aumentava à medida que subiam as águas. ( ) O rapaz ficou pálido quando viu a noiva. Orações reduzidas Oração reduzida é a que se apresenta sem conectivo e com o verbo em forma nominal (infinitivo, gerúndio ou particípio). Observe. O presidente afirmou que não há problemas na economia (oração desenvolvida). O presidente afirmou não haver problemas na economia (oração reduzida). Outros exemplos: Penso que estou preparado. Penso estar preparado. Dizem que estiveram lá. Dizem ter estado lá. Se fizeres assim, conseguirás. Fazendo assim, conseguirás. Quando soube disso, voltou. Sabendo disso, voltou. Não falei porque não tinha certeza. Não falei por não ter certeza. Depois que terminei a prova, fui para casa. Terminada a prova, fui para casa. Como se observa, os primeiros exemplos apresentam orações desenvolvidas, enquanto os segundos, orações reduzidas. Oração reduzida de infinitivo: É necessário ter paciência. Oração reduzida de gerúndio: Havia ali crianças, pedindo esmolas. Oração reduzida de particípio: Abertas as portas, ela saiu. QUESTÕES DE PROVAS 1. Na frase: “Maria do Carmo tinha a certeza de que estava para ser mãe”, a oração destacada é: a) objetiva indireta. b) completiva nominal. c) predicativa. d) conclusiva. e) explicativa. 2. Há oração subordinada substantiva apositiva em: a) Na rua, perguntou-lhe em tom misterioso: onde poderemos falar à vontade? b) Ninguém reparou em Olívia: todos andavam como pasmados. c) As estrelas, que vemos através das folhagens, parecem grandes olhos curiosos. d) Em verdade, eu tinha fama e era valsista emérito: não admira que ela me preferisse. e) Sempre desejava a mesma coisa: que a sua presença fosse notada. 3. Assinale a opção em que há oração na função de objeto direto. a) É evidente que tal indivíduo verá bloqueadas suas oportunidades de ascensão social. b) Não é difícil aumentar essa lista. c) Não é igualmente difícil extrapolar dessa situação individual suas consequências sociais. d) É bem possível que aí se encontre uma das fontes últimas dessa submissão a crítica de parte de nosso povo. e) Sabemos que muita coisa está fundamentalmente errada com o nosso sistema escolar. 4. Em todas as opções, há uma oração subordinada substantiva subjetiva, exceto em: a) Esperam que tomemos uma atitude. b) Parece que o tempo voa; c) Bom seria que todos participassem. d) É preciso que você nos apoie. e) Importa apenas que sejamos felizes. 5. O período que apresenta uma oração subordinada adjetiva restritiva é: a) O conde agarrou minha mão e num italianismo estropiado de napolitano sussurrou que morria de paixão. b) O velho não ouvia ninguém quando ficava assim inspirado. c) Calou-se, mas continuou a dedilhar o violão. d) Fadul ouviu com atenção, prosseguiu na caminhada de ofertas e cobranças. e) Maria conheceu o moço que começou a frequentar a casa no domingo. 6. Assinale a opção que contém oração subordinada adverbial concessiva. a) Já que está aqui, faça-me um favor. b) Embora eu não mereça, faça-me um favor. c) Se eu mereço, faça-me um favor. d) Luto para que me faça um favor. e) Pedi tanto um favor que fiquei rouco. 7. No período “não bate para cortar”, a oração “para cortar” em relação a “não bate” é: a) causa. b) modo. c) consequência. d) explicação. e) finalidade. 8. Classifique as orações em destaque do período seguinte: “Ao analisar o desempenho da economia brasileira, os empresários afirmaram que os resultados eram bastante razoáveis, uma vez que a produção não aumentou, mas também não caiu.” a) principal, subordinada adverbial final. b) principal, subordinada substantiva objetiva direta. c) subordinada adverbialtemporal, subordinada adjetiva restritiva. d) subordinada adverbial temporal, subordinada objetiva direta. e) subordinada adverbial temporal, subordinada substantiva subjetiva. 9. Classifique a oração, por meio dos termos grifados: “Sabendo que seria preso, ainda assim saiu à rua.” a) reduzida de gerúndio, conformativa. b) subordinada adverbial condicional. c) subordinada adverbial causal. d) reduzida de gerúndio, concessiva. e) reduzida de gerúndio, final. 10. Em “O moço ficou tão emocionado que chorou”, a oração subordinada é adverbial: a) comparativa. b) proporcional. c) consecutiva. d) causal. e) temporal. 11. Em que período há oração subordinada substantiva completiva nominal? a) Era preciso que ninguém desconfiasse do nosso conluio para prendermos o Pedro Barqueiro. b) Para encurtar a história, patrãozinho, achamos Pedro no rancho, que só tinha três divisões. c) Quando chegamos, Pedro estava no terreiro debulhando milho, que havia colhido em sua rocinha. d) Pascoal me fez um sinal, eu dei a volta e entrei pela porta do fundo para agarrar o Barqueiro pelas costas. e) Tanto eu como Pascoal tínhamos medo de que o patrão topasse Pedro nas ruas da cidade. 12. Em qual opção está incorreta a análise do período “Jejuo o materialismo, logo amo”? a) o período é composto por coordenação. b) a segunda oração possui adjunto adverbial. c) a primeira oração é coordenada assindética. d) o predicado das duas orações é verbal. e) o verbo da segunda oração é intransitivo. 13. “O homem que confessa a sua ignorância revela-a uma só vez; o homem que tenta ocultá-la, revela-a muitas vezes.” Assinale a análise incorreta. a) período composto por coordenação e subordinação. b) os pronomes relativos exercem função de sujeito. c) a primeira oração adjetiva possui dois adjuntos adnominais. d) a segunda oração adjetiva não possui complemento verbal. e) as orações principais não possuem predicativo. 14. Aponte a opção em que a oração destacada está analisada incorretamente. a) “O homem não é uma ilha que possa viver isolado.” (principal.) b) “O homem que não comete erros geralmente nada fez.” (adjetiva.) c) “Tremo pela minha pátria quando penso que Deus é justo.” (temporal e principal.) d) “Eduquem-se os meninos e não será preciso castigar os homens.” (subjetiva reduzida de infinitivo.) e) “A máscara é tão bonita que sinto medo de tudo.” (causal.) 15. Teimou em contratar os serviços de uma empresa, se bem que não houvesse necessidade. Substituindo a oração destacada, comece com: Não havia necessidade... a) porém b) portanto c) ainda que d) porque e) visto que 16. Em qual das orações o se é conjunção subordinativa integrante? a) Ela se morria de ciúmes pelo patrão. b) A Federação arroga-se o direito de cancelar o jogo. c) O aluno fez-se passar por doutor. d) Precisa-se de pedreiros. e) Não sei se o vinho está bom. 17. “Espere até tarde, que ele aparecerá”. Substituindo a oração destacada, comece com: Ele aparecerá... a) assim que. b) enquanto. c) quando. d) portanto. e) para que. 18. Qual o período composto por coordenação e subordinação? a) Se não és generoso na penúria, não serás generoso na abundância. b) O silêncio diz mais que o longo discurso. c) Palavras fortes e amargas indicam uma causa fraca. d) Tudo que é débil é velho; tudo que é forte é bom. e) Mudamos de paixões, mas não vivemos sem elas. 19. No período: “Ainda que fosse bom jogador, não ganharia a partida”, a primeira oração encerra ideia de: a) causa. b) concessão. c) finalidade. d) condição. e) proporção. 20. Entre as orações abaixo, uma é subordinada causal. Assinale-a. a) Mesmo que parta antes, precisarei do resultado da prova. b) Chegamos tão cedo que o portão da faculdade ainda estava fechado. c) Já que possuo pouco dinheiro, não poderei viajar. d) O público aplaudia euforicamente para que o circo continuasse a apresentação. e) Realizou os exercícios de acordo com as instruções do mestre. Concordância Concordância verbal Regra geral: o verbo concorda com o sujeito em relação a número e pessoa. Casos que merecem nossa atenção: 1. Sujeito composto posposto ao verbo aceita a concordância com o núcleo mais próximo ou com o conjunto. Chegou o relatório e o processo. Chegaram o relatório e o processo. 2. Sujeito composto formado por palavras sinônimas aceita a concordância com o núcleo mais próximo ou com o conjunto. A honestidade e a probidade faz (ou fazem) bem à sociedade. 3. Sujeito composto formado por pessoas gramaticais diferentes concorda o verbo com o conjunto se possuir primeira pessoa. Paula, Pedro, tu e eu saímos. 4. Sujeito composto formado por pessoas gramaticais diferentes sem a primeira pessoa concorda o verbo com o conjunto ou com a terceira pessoa do plural. Paula e tu andais (ou andam). 5. Sujeito composto formado por verbos no infinitivo mantém o verbo da oração principal no singular. Andar e sorrir faz bem à saúde. 6. Sujeito composto formado por verbos no infinitivo com ideias contrárias leva o verbo da oração principal para o plural. Rir e chorar fazem bem à vida. 7. Sujeito composto formado por verbos substantivados entra na regra geral. O andar e o sorrir fazem bem à saúde. 8. Pronome apassivador se: o verbo concorda com o sujeito. Procuram-se novos caminhos (sujeito = novos caminhos). Podem-se reconhecer duas pessoas na foto (sujeito = duas pessoas). 9. Verbo impessoal é aquele que não possui sujeito e é empregado na terceira pessoa. São verbos impessoais: a) fenômenos da natureza: Ventou muito ontem. Choveu à noite. b) o verbo haver no sentido de ocorrer, existir, acontecer ou tempo decorrido: Houve muitos acidentes na estrada. Há processos sobre a mesa. Haverá espetáculos interessantes em Santos. Há dias não chove. c) o verbo fazer no sentido de tempo decorrido ou clima: Faz dez dia que não vejo você. Faz invernos rigorosos na Argentina. d) o verbo ser e o verbo estar no sentido de tempo, clima, estação do ano e distância: São dez horas. É primavera. Está calor. São trezentos quilômetros de Brasília a Goiânia. e) as expressões já passa de, basta de, chega de: Já passa das dez. Basta de bobagens. Chega de tarefas. 10. Verbo acompanhado de partícula apassivadora concorda com o sujeito. Comprou-se o carro. Compraram-se os carros. 11. Verbo acompanhado de índice de indeterminação do sujeito permanece no singular sempre. Precisa-se de novos projetos. Gosta-se de livros. 12. Palavras que terminam com s não determinadas mantêm o verbo no singular. Se determinadas, o verbo vai para o plural. Campinas é um bom lugar para se morar. Lápis se tornou indispensável para a tarefa. Os óculos são indispensáveis para algumas pessoas. Os Estados Unidos foram responsáveis pela guerra. 13. Coletivos partitivos (a maioria, a minoria, grande parte, metade de), seguidos de adjuntos adnominais no plural, concordam o verbo com o núcleo ou com o adjunto. A maioria dos alunos está (ou estão) interessados. Grande parte dos relatórios apresenta (ou apresentam) erros. 14. O pronome que não interfere na concordância. O rapaz que saiu é inteligente. O juiz que determinou a sentença está correto. 15. O pronome quem faz com que o verbo concorde com o pronome ou com o substantivo que o antecede. Fui eu quem fez (ou fiz) o trabalho ontem. 16. A união de dois pronomes com sentido partitivo mantém o verbo no singular, quando o núcleo da expressão está no singular. Qual de nós entregou o trabalho. Algum deles saiu. 17. O verbo aceita a concordância com o núcleo ou com o adjunto, quando a união de dois pronomes possui o núcleo no plural. Quais de nós entregaram (ou entregamos) o trabalho. 18. Pronome de tratamento concorda com o verbo na terceira pessoa do singular. Vossa Excelência entregou o trabalho ontem. 19. A expressão um dos que leva o verbo para o plural. Quando ocorre a expressãocom substantivo no adjunto adnominal, o verbo pode concordar com o núcleo ou com o adjunto. Um dos que saíram. Um dos rapazes que voltou (ou voltaram). 20. A expressão mais de um mantém o verbo no singular. O plural só ocorre se houver sujeito composto com a expressão ou se houver reciprocidade. Mais de um processo já foi liberado. Mais de um processo, mais de um relatório chegaram cedo. Mais de um advogado encontraram-se no corredor. 21. A expressão um e outro e suas variações aceita o verbo no singular ou no plural. Se houver reciprocidade, o plural se torna obrigatório. Um e outro delegado chegou (ou chegaram). Uma e outra menina se abraçaram na festa. 22. A expressão um ou outro e suas representações com substantivos mantém o verbo no singular com ideia de exclusão. O verbo vai para o plural com ideia de adição. São Paulo ou Santos será campeão do Brasil em 2012. Uva ou manga me agradam sempre. 23. Concordância com infinitivo. I – Na oração infinitivo-latina. Mandei-os entrar. Deixai vir a mim os convidados. II – No caso de voz passiva formada com infinitivo regido de preposição de. Coisas difíceis de dizer (= serem ditas). Livros fáceis de ler (= serem lidos). Nota: O pronome se fica elíptico na expressão. III – Infinitivo regido de preposição equivalendo a gerúndio. Estava a falar. IV – Quando o infinitivo regido de preposição vier antes do verbo principal com sujeito próprio ou não, é preferível o emprego pessoal. Para julgarem melhor, estudaram horas. Na certeza de estarmos com direito, fazemos o pedido. Nota: Se o verbo principal vier em primeiro lugar, não há obrigatoriedade de emprego pessoal. Estudaram horas para julgar melhor. Fazemos o pedido na certeza de estar com o direito. V – Quando o infinitivo é empregado como sujeito. Ganharmos é difícil. VI – Quando o infinitivo está na voz passiva, reflexiva ou recíproca é uso corrente personalizá-lo. Esperou esgotarem-se os prazos. A testemunha viu esbofetearem-se os réus. VII – Quando o infinitivo vier com o verbo parecer. As causas parecem justificar os meios. As causas parece justificarem os meios. VIII – Quando entre o verbo principal e o infinitivo vier o sujeito representado por substantivo no plural, usa-se o infinitivo pessoal. Os astrônomos viram as estrelas caminharem no céu. Nota: Se o infinitivo vier junto do verbo principal, a variação não é obrigatória. Os astrônomos viram caminhar as estrelas no céu. Os astrônomos viram caminharem as estrelas no céu. IX – Muitas vezes, o infinitivo vem distanciado do verbo principal. Nesse caso, para determinar a pessoa, usamos o pessoal. Receberam os desembargadores, há dias, os autos a que me referi no memorial para julgarem o caso. Praticando 1. Assinale a concordância verbal errada. a) Já é uma hora da tarde e ele ainda não chegou. b) Fazia três anos que ele viajara para Belém. c) Na reunião só havia cinco representantes do Sindicato. d) Deve existir pelo menos mais três documentos guardados. e) Qual dos três cientistas ganhará o prêmio este ano? 2. Assinale a opção em que a norma culta admite só uma concordância verbal. a) A maioria dos jovens_______ acompanhando pelos jornais as notícias sobre a Croácia. (vem/vêm) b) Naquela guerra entre quadrilhas,_______ um dos chefes e alguns moradores das proximidades. (morreu/morreram) c) Fui eu quem_______ um manifesto contra as irregularidades dessa repartição. (encabeçou/encabecei) d) _______ haver campanhas educativas sobre o trânsito de nossa cidade. (Deveria/Deveriam) e) Quantos de nós_______ realmente dispostos a ajudar o próximo? (estarão/estaremos) 3. Leia as frases a seguir e assinale a opção correta. I – Todos estavam meios cansados, porque já era meio-dia e meia e fazia muito calor. II – Fazem trinta anos que nos conhecemos. III – Nenhum dos presentes à festa souberam dizer se houveram tiros dentro ou fora da casa, durante o assalto. Quanto à concordância nominal e verbal, assinale: a) se apenas I está correta. b) se apenas II e III estão corretas. c) se todas estão corretas. d) se apenas II está correta. e) se todas estão incorretas. 4. Observe a concordância verbal. 1 – Algum de vós conseguirei a bolsa de estudo? 2 – Sei que pelo menos um terço dos jogadores estavam dentro do campo naquela hora. 3 – Os Estados Unidos são um país muito rico. 4 – No relógio do Largo da Matriz bateu cinco horas: era o sinal esperado. a) Somente a frase 1 está errada. b) Somente a frase 2 está errada. c) As frases 2 e 3 estão erradas. d) As frases 1 e 4 estão erradas. e) As frases 2 e 4 estão erradas. 5. Preencha os espaços em branco e assinale a opção adequada. Já ... anos, ... neste local árvores e flores. Hoje, só ... ervas daninhas. a) fazem/havia/existe. b) fazem/havia/existe. c) fazem/haviam/existem. d) faz/havia/existe. e) faz/havia/existem. 6. Qual a opção em que as formas dos verbos bater, consertar e haver nas frases abaixo, são usadas na concordância correta? I – As aulas começam quando _____________ oito horas. II – Nessa loja _____________ relógios de parede. III – Ontem _____________ ótimos programas na televisão. a) batem, consertam-se, houve. b) bate, consertam-se, havia. c) bateram, conserta-se, houveram. d) batiam, conserta-se-ão, haverá. e) batem, consertarei, haviam. 7. Dos itens abaixo, o que contém erro de concordância é: a) Duas léguas é muito para quem vai a pé e é quase nada para quem vai de carro. b) Ainda pode haver obstáculos para aprovação do projeto. c) “Todas se houveram muito bem.” (letra de samba). d) O Fábio trabalhava com consertos em gerais. e) Grande quantidade de candidatos desistiu de fazer a prova. 8. Das frases abaixo, a que contém erro de concordância é: a) Grande número de jornais divulgaram os resultados. b) A maioria das empresas optaram por esse método. c) Hão de existir métodos tão bons quanto esse ou melhores. d) Conferida a carta de cobrança e o ofício destinado à TELERJ, a secretária parou para tomar um cafezinho. e) Devem fazer quatro meses que não fechamos negócios com empresas dessa região. 9. Das frases abaixo, a que contém erro de concordância é: a) Analisando o poema de Mário de Andrade e a carta que ele escreveu a Bandeira, percebe-se uma relação de intertextualidade entre ambos. b) Sempre hão de existir descontentes. c) Vai fazer cinco meses que me dedico a esta pesquisa. d) A maioria dos professores foram favoráveis ao projeto. e) Os dois primeiros itens tem como objetivo sensibilizar o leitor para os perigos da ambiguidade. 10. Do ponto de vista da concordância, a frase correta é: a) Há de existir outras oportunidades como aquelas. b) Não deverão, em qualquer dessas hipóteses, haver prejuízos significativos; c) Nossa empresa negocia com produtos químicos em gerais. d) Superados a crise conjugal e o problema do inventário, Eduardo pôde dedicar-se com mais afinco ao projeto. e) O trabalho de catequese que tem feito os modestos missionários enviados à nossa região é um exemplo de humildade e labor a ser seguido por todos nós. 11. Entre as frases abaixo, colhidas em situação real de comunicação, a que apresenta erro de concordância é: a) Devem ter havido outros motivos para o impeachment. b) De todas as lutas que houve nesse período, essa é a de que a História dos livros didáticos menos se lembra. c) Contornados a situação interna do partido e o impasse criado com a declaração ambígua do senador, podem os membros da comissão falar novamente em uníssono. d) Existem cerca de 170 mil espécies de dicotiledôneas estudadas até hoje. e) Uma série de características exclusivas dos vertebrados constituirão o tema do próximo capítulo. 12. Assinale a opção que admite a variação de concordância apresentada entre parênteses. a) Deve haver mais vagas do que candidatos (devem). b) A maior parte funciona bem (funcionam). c) A multidão corria desesperadamente (corriam). d) Amaioria dos presentes aprovou a ideia (aprovaram). e) Há de haver outras soluções (hão). 13. Assinale a opção incorreta. a) Na juventude tudo são alegrias. b) Os Estados Unidos são um país populoso. c) Convêm descobrir as fórmulas secretas. d) Os Lusíadas são o grande poema épico de Portugal. e) Oitenta por cento dos alunos estão bem preparados. 14. Assinale a opção em que a conjugação do verbo haver desrespeita a norma culta. a) Mesmo assim, os adultos houveram por bem recomendar cautela a todos. b) Dessa maneira, não haveria arrependimentos nem lamentos. c) Naquela situação de tensão, os garotos se houveram com muita discrição e elegância. d) Todos eles já haviam vivido situações de tensão anteriormente. e) Eles sabiam que deviam haver punições para os que violassem as regras. 15. Assinale o item em que há erro de concordância verbal, segundo a norma culta. a) Diríamos que há importantes distinções a fazer entre discurso e história. b) Haveremos de refletir sobre o lugar particular do índio na cultura. c) Os missionários já haviam amansado o índio e o tornado submisso. d) Há vários séculos as línguas indígenas têm tradição apenas oral. e) Devem haver vantagens para o índio no contato com o civilizado. 16. Assinale a opção em que um dos pares fere as regras de concordância da norma culta. a) N. Elias é um dos autores que opõe o conceito de civilização ao de cultura para definir o que é nação ocidental. N. Elias é um dos autores que opõem o conceito de civilização ao de cultura para definir o que é nação ocidental. b) A catequese, a pacificação torna o índio assimilável e oportunizam o avanço do branco. A catequese, a pacificação tornam o índio assimilável e oportunizam o avanço do branco. c) Na literatura missionária, mais de um relato faz distinção entre índio “civilizado” e índio “selvagem”. Na literatura missionária, mais de um relato fazem distinção entre índio “civilizado” e índio “selvagem”. d) Nem o mulato nem o caboclo perde sua identidade frente ao branco, como acontece com o indígena. Nem o mulato nem o caboclo perdem sua identidade frente ao branco, como acontece com o indígena. e) Muitos de nós brasileiros reconhecem que a concepção de nossa identidade vem do branco europeu. Muitos de nós brasileiros reconhecemos que a concepção de nossa identidade vem do branco europeu. 17. Assinale a opção correta quanto à concordância verbal. a) Soava seis horas no relógio da matriz quando eles chegaram. b) Apesar da greve, diretores, professores, funcionários, ninguém foram demitidos. c) José chegou ileso a seu destino, embora houvessem muitas ciladas em seu caminho. d) O impetrante referiu-se aos artigos 37 e 38 que ampara sua petição. e) Fomos nós quem resolvemos aquela questão. 18. A concordância verbal está correta na opção: a) Quando os telefonemas cessaram, era quase duas horas da manhã. b) Não falta motivos para anúncios exóticos. c) Está sendo esperado, nesta semana, o instrutor e o coordenador do curso. d) Fazem três semanas que compraste o carro e já queres vendê-lo. e) Aparelhos de tevê, gravadores, máquina, tudo estavam à venda. 19. A opção em que há erro de concordância verbal, segundo as normas da língua culta, é: a) Descobriram-se muitos inventos novos na última década. b) É preciso que se realizem esforços para se atingir um plano de desenvolvimento integrado. c) Foi necessário que estendesse as providências até alcançar os menos favorecidos. d) Nada se poderia realizar sem que se tomassem novas medidas. e) Desenvolveu-se o novo projeto de que todos estavam necessitados. 20. A opção em que apenas uma das formas verbais entre parênteses pode ser empregada, segundo as normas cultas de concordância verbal é: a) Uma lista extensa de manifestações e produtos (gravita/gravitam) em torno de 68. b) Talvez não (haja/hajam) muitas diferenças entre a atual pasteurização do país e a dos anos 60. c) Não há terremoto na Ásia, rodada de demissões ou pacotaço capazes de (remover/removerem) tamanho otimismo. d) Carla Perez, com outras celebridades da TV, (divide/dividem) hoje com astros do Cinema Novo a “Ilha de Caras”. e) (Persiste/Persistem) atualmente apenas a axé music, o neo-sertanejo e o pagode. 21. Para se atender às normas de concordância, é preciso corrigir a forma verbal destacada na frase: a) Não nos parece que sejam irrelevantes quaisquer medidas que visem à preservação de línguas utilizadas pelas minorias. b) Que não se meça esforços para se preservar ou resgatar um fato cultural que ajude a compreender o nosso passado histórico. c) Tem havido muitas pressões para garantir os direitos das minorias, tais como a utilização e a veiculação de línguas que resistem ao desaparecimento. d) As populações a quem interessa preservar seus direitos históricos devem unir-se e mobilizar-se contra medidas autoritárias. e) Caso politicamente não convenha às autoridades do Ministério das Comunicações proibir o programa “Nheengatu”, este será mantido em sua forma original. 22. A concordância está feita corretamente em: a) Os poucos anos de escolaridade do trabalhador são insuficientes para um bom uso das inovações tecnológicas. b) O número de postos de trabalho geralmente aumentam quando as empresas elevam a produtividade. c) Os trabalhadores que perdem o emprego pode ser admitido em novos postos, dependendo do nível de escolaridade. d) Existe vários efeitos que é resultante da aplicação da tecnologia, capazes de gerar novos empregos. e) A recuperação de novos postos de trabalho nas empresas são possíveis para candidatos com formação adequada a eles. 23. As normas de concordância estão inteiramente respeitadas na frase: a) Muitos julgam imprescindíveis que se consulte os especialistas para que se avalie com precisão os livros de uma velha biblioteca. b) Qualquer um dos que entram desprevenidos numa velha biblioteca podem se defrontar com surpresas de que jamais se esquecerá. c) Mesmo que hajam passado cem anos, as fotos revelam instantâneos de um presente perdido, no qual não se contava com os efeitos do tempo. d) Nada do que se lê nos grandes livros, mesmo quando extinta a época em que foram escritos, parecem envelhecidos para quem os compreende. e) Lá estão, como se fosse hoje, a imagem das jovens e sorridentes senhorinhas daqueles tempos, inteira mente alheias ao passar do tempo. 24. O verbo indicado entre parênteses adotará, obrigatoriamente, uma forma no plural, ao se flexionar na seguinte frase: a) À grande maioria dos livros de uma biblioteca _____________ (caber) um destino dos mais melancólicos. b) É comum que livros antigos, na perspectiva de um herdeiro pouco afeito às letras, ____________ (representar) mais um incômodo do que uma dádiva. c) _____________ (costumar) haver muitas surpresas para quem se propõe a vasculhar uma antiga biblioteca. d) Pouca gente, tendo o compromisso de avaliar uma biblioteca, _____________ (saber) separar com rigor os livros valiosos dos que não o são. e) _____________ (ocorrer) a muitos imaginar que uma velha biblioteca valerá mais pela quantidade do que pela qualidade dos livros. 25. A frase em que há pleno atendimento às normas de concordância verbal é: a) Deve espantar-nos que sejam consideradas crimes, na Nigéria, atitudes que, entre nós, são passíveis de uma simples censura moral? b) É possível que venha a ocorrer, imediatamente após o caso de Amina Lawall, julgamentos relativos à mesma infringência das leis muçulmanas. c) Muitos acreditam que não se deveriam admitir, em nome dos direitos humanos, a aplicação da pena máxima contra desvios de ordem moral. d) É polêmica a proposta de que se confira a um tribunal internacional poderes para intervir em normas jurídico-religiosas estabelecidas em culturas milenares. e) Caberiam aos cidadãos ocidentais, cujas leis se estabeleceram em sua própria tradição cultural, o direito de intervirem nos códigos de outros povos? 26. Quanto às normas de concordânciaverbal, está inteiramente correta a frase: a) Einstein não deseja que se acusem os físicos de se omitirem quanto às suas responsabilidades depois da guerra, para cujo fim deram importante contribuição. b) A todos aqueles que ajudaram a criar a nova e terrível arma devem-se responsabilizar por toda e qualquer omissão diante da construção do futuro da humanidade. c) Não cabem aos físicos, de fato, tomar as medidas que redundem no efetivo controle da utilização da nova arma, o que não significa que eles devam se omitir sobre o assunto. d) Se a quaisquer dos físicos fossem permitido tomar decisões quanto à utilização da nova arma, provavelmente haveria nelas mais sensatez do que nas dos políticos. e) Não se impute aos físicos todas as responsabilidades por alguma desastrosa utilização da nova arma, pois não pertencem a eles as iniciativas políticas. 27. O verbo indicado entre parênteses deverá se flexionar numa forma do plural para preencher adequadamente a lacuna da frase: a) Ao percalço que _____________ (haver) de enfrentar, responderam os romeiros com um ato de fé. b) Aos romeiros não _____________ (convir) dificultar as coisas para a Providência divina. c) Tem gente que só diante dos grandes perigos é que _____________ (persignar-se). d) Aqueles a quem não _____________ (mover) a fé abalam-se pelo temor. e) Não _____________ (queixar-se) das águas fortes quem as cruza com fé maior. 28. O verbo indicado entre parêntenses deverá se flexionar numa forma do plural para completar corretamente a lacuna da frase: a) Por mais que se _____________ (haver) beneficiado com o progresso, os caboclos não deixaram de sofrer algumas de suas desvantagens. b) Em todas as vezes que se _____________ (falar) dos benefícios do progresso, costuma-se omitir o quanto ele pode ser prejudicial. c) Até mesmo às fraldas descartáveis _____________ (ter) acesso, agora, a mulher que vive em Aracampinas. d) Entre as novidades com que se _____________ (entusiasmar) o morador de Aracampinas estão a televisão e o telefone. e) Pouca gente _____________ (poder) censurar a atração que têm os moradores pelas novidades que chegaram a Aracampinas. 29. A frase que está inteiramente de acordo com as normas da concordância verbal é: a) A corrupção dos povos que saem da infância e da juventude parecem fazer parte do nosso destino histórico, segundo o pessimista Rousseau. b) Constituem os males da humanidade um desafio invencível para qualquer providência de natureza jurídica. c) De acordo com Rousseau, devem-se discriminar o que é a vontade geral, diante do que é a vontade de todos. d) Quanto mais contra-sensos houverem na interpretação de Rousseau, menos compreendido será o filósofo. e) Nas teses de Rousseau, a reforma dos costumes sempre tiveram mais importância do que quaisquer remédios jurídicos. 30. Para completar corretamente a lacuna da frase, o verbo indicado entre parênteses deverá adotar uma forma do plural em: a) Não se __________ (dever) atribuir às ideias de Rousseau qualquer grau de ingenuidade. b) Quando se __________ (administrar) aos males da humanidade apenas um remédio jurídico, os efeitos são insignificantes. c) Nunca __________ (faltar) às teorias de Rousseau a preocupação com o destino dos povos. d) O moralismo e o desejo de justiça social de Rousseau sempre o __________ (estimular) a pensar criticamente. e) Foram muitos os pensadores a quem Rousseau __________ (influenciar) com suas preocupações morais. Concordância Nominal Teoricamente, o nome concorda com seu referente em gênero e número. Na prática, devemos tomar cuidado com alguns casos. 1. Adjetivo posposto a substantivos concorda com o núcleo mais próximo ou com o conjunto. Se os substantivos forem antônimos, o adjetivo concorda com o conjunto. Comprei livro e revista nova (ou novos). Sinto por ele amor e ódio eternos. 2. Adjetivo anteposto a substantivos concorda apenas com o núcleo mais próximo. Comprei novo livro e revista. 3. Em alguns casos, o adjetivo posposto a substantivos concorda obrigatoriamente com o mais próximo por questões semânticas. Touro e vaca leiteira me agradam. 4. Em alguns casos, o adjetivo posposto a substantivos concorda obrigatoriamente com o conjunto por questões semânticas. Considero o rapaz e a menina responsáveis. 5. Quando o adjetivo anteposto a substantivos se refere obrigatoriamente ao conjunto pode concordar com o núcleo mais próximo (regra geral) ou com o conjunto. Considero responsável (ou responsáveis) o rapaz e a menina. 6. O termo quite concorda com o referente. Estou quite. Estamos quites. 7. O termo leso concorda com o referente. Crime de lesa-pátria. Crime de leso-patriotismo. 8. A expressão um e outro seguida de substantivo e adjetivo mantém o substantivo no singular e o leva o adjetivo para o plural. Um e outro deputado federais saíram. 9. Obrigado concorda com o referente. Homem diz obrigado, e mulher diz obrigada. 10. Os termos mesmo, próprio, só, junto, anexo, incluso, bastante e meio, quando adjetivos, concordam com o referente. Eles mesmos saíram. Elas mesmas saíram. Nós próprios chegamos. Estou só. Estamos sós. A carta seguiu anexa. O livro seguiu anexo. Comprei bastantes livros. Bebi uma garrafa e meia. Observação: As expressões mesmo, só, anexo, bastante e meio são invariáveis quando advérbios. O juiz determinou mesmo a sentença. Eles só fizeram o trabalho hoje. A prova seguiu em anexo. Os livros seguiram em anexo. Elas estão bastante tristes com o problema. Os funcionários ficaram meio chateados com a demora do pagamento. 11. O predicativo do sujeito fica invariável quando o sujeito não está determinado. Se o sujeito estiver determinado, concorda com ele. Água é bom. A água é boa. É proibido entrada. É proibida a entrada. É necessário reunião. É necessária a reunião. 12. O termo possível fica invariável se fizer parte de uma expressão superlativa no singular (o mais, o menos, o pior, o melhor etc.) ou se estiver ao lado de quanto. Encontrei processos o mais intrigantes possível. Encontrem-me tão rápido quanto possível. 13. Dois ou mais adjetivos podem concordar com um mesmo substantivo. As polícias civil e militar. As bandeiras brasileira e inglesa. O primeiro e o segundo grau. O primeiro e segundo graus. Se o artigo aparecer também antes do segundo adjetivo, a concordância será feita assim: A polícia civil e a militar. A bandeira brasileira e a grega. 14. A expressão “adjetivo + de” concorda normalmente com o termo a que se refere. Coitado do rapaz. Coitados dos rapazes. 15. Adjetivo ou pronome que se refira a substantivos de gêneros diferentes concordará com o masculino. Bruna e Lucas saíram cedo. Eles estão bonitos para a festa. Praticando 1. “Ainda é tempo de restaurar e melhorar as instituições e seus serviços em defesa da própria sociedade.” O item em que a concordância do termo destacado está correta é: a) Eles próprio fizeram o plano. b) As própria funcionárias desmentiram o Ministro. c) Ela dizia para si própria que não agira bem. d) Nós próprias fizemos a carta, diziam os funcionários. e) Elas própria redigiram o documento. 2. A concordância nominal das duas frases está correta em: a) Devemos analisar os defeitos e as virtudes verdadeiras. Devemos analisar os defeitos verdadeiros e as virtudes verdadeiras. b) O pivete não tem ação e julgamento éticos. O pivete não tem julgamento e ação éticas. c) Eram doentias o crime e a brutalidade. O crime e a brutalidade eram doentios. d) A senhora e o adolescente eram violentos. A senhora e a adolescente eram violentos. e) Ele pesquisa o comércio e as finanças brasileiros. Ele pesquisa as finanças e o comércio brasileiras. 3. Nas opções abaixo, a que contém erro no emprego do plural é: a) O governo está estudando novas medidas econômico-financeiras. b) Ao dar prioridade à educação, teremos cidadãosmais conscientes. c) Havia provas bastantes do crime. d) Quaisquer soluções seriam bem recebidas. e) A reunião iria examinar os pró e os contra da questão. 4. A opção em que a lacuna pode ser preenchida, de acordo com a norma culta, por qualquer uma das duas formas nominais indicadas entre parênteses é: a) Encontrei _____ as portas e o portão. (abertos, abertas) b) Julguei-as _____ alunas.(melhor, melhores) c) As cartas e os telegramas seguem _____ . (anexos, anexas) d) Ganhei _____ livros. (bastante, bastantes) e) Ficarão _____ a tua face e os teus lábios. (rubra, rubros) 5. Só está correta, quanto à concordância, a expressão da opção: a) sentimentos anglos-saxões. b) conferências latino-americana. c) sentimentos anglos-saxão. d) civilizações greco-latina. e) conferências latino-americanas. 6. Há erro de concordância nominal, segundo a norma culta, em: a) Ele pulou longos capítulos e páginas. b) Considerou perigosos o argumento e a decisão. c) Remeto-lhe anexo as duplicatas. d) Bastantes alunos foram aprovados. e) Pedro e Tereza partiram sós. 7. “Essas coisas, elementares para quem vive drama judicial, escapam ...” Das alterações processadas na passagem destacada, a que apresenta erro de concordância nominal é: a) Essas coisas o mais elementares possível escapam. b) Essas coisas as mais possível elementares escapam. c) Essas coisas o quanto possível elementares escapam. d) Essas coisas o quanto elementares possível escapam. e) Essas coisas as mais elementares possíveis escapam. 8. A concordância nominal está incorreta no exemplo da seguinte opção: a) Os acordos lusos-brasileiros ficaram prejudicados depois dos últimos acontecimentos. b) Os governos brasileiro e espanhol concluíram um acordo comercial. c) Tínhamos por ele elevada estima e respeito. d) Envio anexas à carta as declarações de renda. e) Cerveja é bom. 9. A única frase em que há erro de concordância nominal na palavra destacada é: a) Essas consultas não ficam baratas. b) As crianças não devem ficar descalças. c) Anexas seguem as informações solicitadas. d) Ficaram decepcionados a juíza, o padre e o réu. e) A discórdia, por qualquer motivos, é sempre um mal. 10. “Criou-se entre nós a ideia equivocada de que um homem só está bem vestido quando abafa o corpo com um paletó e aprisiona a garganta com uma gravata, esse indefectível adereço de cores, tamanhos e estampas variados.” Entre as alterações processadas na passagem acima, a que não se acha correta é: a) ... cores, tamanhos e estampas variadas. b) ... tamanhos, estampas e cores variados. c) ... variadas cores, tamanhos e estampas. d) ... variadas tamanhos, cores e estampas. e) ... variados cores, tamanhos e estampas. 11. Assinale a frase em que a concordância nominal está incorreta. a) Ela mesmo, meia desconfiada, agradeceu o prêmio. b) É necessário prudência quando conduzimos veículos. c) Descobertas médico-científicas contribuem para o bem da humanidade. d) Compreendidos os problemas mais difíceis, a prova tornou-se fácil. e) Anexo à fotografia estava o bilhete que ela me deixou. 12. Assinale a opção em cuja frase a concordância verbal está incorreta. a) O pessoal, ansioso por melhoria, comemorou as promoções. b) Após o desempate, Antônio ou João conseguirão o primeiro lugar. c) Do centro da cidade até minha casa são seis quilômetros. d) Realizam-se no mesmo dia todas as provas escritas. e) Dois meses foi muito tempo de espera e de estudo. 13. Quanto à concordância nominal, a única frase certa é: a) Eles mesmo preencherão a declaração de bagagem. b) Seguem anexo as provas do processo. c) Estamos quite com o fisco. d) A mercadoria estava meio escondida. e) É proibido a entrada de frutas cítricas no país. 14. Anúncios de animais e carteira __________ são _________ frequentes, porém é _________ a oferta de gratificação para que os donos não tenham prejuízo. Assinale o conjunto que completa, corretamente, a frase acima: a) desaparecida, bastantes, necessário. b) desaparecidos, bastante, necessário. c) desaparecidos, bastantes, necessária. d) desaparecida, bastante, necessário. e) desaparecidos, bastante, necessária. 15. Há erro de concordância em: a) atos e coisas más. b) dificuldades e obstáculo intransponível. c) cercas e trilhos abandonados. d) fazendas e engenho prósperas. e) serraria e estábulo conservados. 16. Indique a opção em que há erro. a) Os fatos falam por si sós. b) A casa estava meio desleixada. c) Os livros estão custando cada vez mais caro. d) Seus apartes eram sempre o mais pertinentes possíveis. e) Era a mim mesma que ele se referia, disse a moça. 17. Assinale a frase que encerra um erro de concordância nominal. a) Estavam abandonadas a casa, o templo e a vila. b) Ela chegou com o rosto e as mãos feridas. c) Decorrido um ano e alguns meses, lá voltamos. d) Decorridos um ano e alguns meses, lá voltamos. e) Ela comprou dois vestidos cinza. 18. A frase em que a concordância nominal contraria a norma culta é: a) Há gritos e vozes trancados dentro do peito. b) Estão trancados dentro do peito vozes e gritos. c) Mantêm-se trancadas dentro do peito vozes e gritos. d) Trancada dentro do peito permanece uma voz e um grito. e) Conservam-se trancadas dentro do peito uma voz e um grito. 19. Aponte a opção correta. a) Considerou perigosos o argumento e a decisão. b) É um relógio que torna inesquecível todas as horas. c) Já faziam meses que ela não a via. d) Os atentados que houveram deixaram perplexa a população. e) A quem pertence essas canetas? 20. Vão ___________ à carta várias fotografias. Paisagens as mais belas ___________ . Ela estava ___________ narcotizada. a) anexas, possíveis, meio. b) anexas, possível, meio. c) anexo, possíveis, meia. d) anexo, possível, meio. e) anexo, possível, meia. 21. Vai __________ à carta minha fotografia. Essas pessoas cometeram crime de __________-patriotismo. Elas __________ não quiseram colaborar. a) incluso, leso, mesmo. b) inclusa, leso, mesmas. c) inclusa, lesa, mesmas. d) incluso, leso, mesmas. e) inclusas, lesa, mesmo. 22. Assinale a opção em que há erro de concordância. a) Tinha os olhos e a boca abertos. b) Haviam ratos no porão. c) Tu e ele permanecereis na mesma sala. d) Separamo-nos ela e eu. e) Ouviam-se passos lá fora. Regência Regência é o estudo da relação entre termos sobre a necessidade ou não no uso de preposição. Algumas vezes, determinado termo necessita de uma preposição para se unir a outro termo. Outras vezes, a relação ocorre sem tal necessidade. Ela é diferente de todos os demais. termo regente termo regido Ele gostava de livros dramáticos. termo regente termo regido Principais regências Agradecer, Perdoar e Pagar Apresentam objeto direto relacionado a coisas e objeto indireto relacionado a pessoas. Agradeço aos ouvintes a audiência. Cristo ensina que é preciso perdoar o pecado ao pecador. Paguei o débito ao cobrador. Assistir Transitivo indireto (ver, presenciar). O segurança da empresa assistiu a tudo passivamente. Transitivo direto e indireto (caber direito ou razão) Assiste à requerente o direito de ser imitida na posse do imóvel. Transitivo direto ou transitivo indireto (socorrer, ajudar, confortar) O condutor do veículo não assistiu a (à) vítima. Aspirar Transitivo indireto (pretender, almejar, desejar). Observação: Não se admite a forma pronominal lhe ou lhes, mas apenas a ele ou a eles. O consumidor aspira ao desconto prometido na oferta. Àquele desconto incomparável, o consumidor aspira a ele. Transitivo direto (sorver, respirar) O laudo atesta que a vítima aspirou o próprio líquido. Atender Transitivo direto ou transitivo indireto (acolher, deferir, tomar em consideração) O juiz atendeu a petição inicial. Transitivo direto ou transitivo indireto (responder a chamado, ter em vista) O juiz atendeuo telefonema. O juiz atendeu ao advogado. Transitivo direto ou transitivo indireto (satisfazer, preencher requisitos) O responsável atendia as (às) necessidades do menor. Comparecer Transitivo indireto ou intransitivo (apresentar-se em local determinado) A testemunha compareceu à audiência. A testemunha compareceu na sala de audiências. A testemunha compareceu em juízo. A testemunha compareceu ante/perante o tribunal/juiz Observação: Empregam-se as preposições ante ou perante para órgão judicial ou para autoridade. Conhecer Transitivo direto (ter conhecimento) e transitivo indireto (admitir, acolher causa) A requerida declara que não conhece a vítima. O magistrado não conheceu da pretensão do autor. Constar Transitivo indireto (ser formado – preposição de) Os autos constam de cinco volumes. Transitivo indireto (estar registrado ou escrito – preposição de ou em) A prova do crime consta no laudo pericial. A veracidade dos fatos consta dos autos. Deparar Transitivo direto ou transitivo indireto (encontrar) O juiz deparou falhas no relatório. A polícia deparou com os assaltantes no local da ocorrência. Implicar Transitivo direto (acarretar, originar, produzir) A aprovação do projeto básico implica abertura de procedimento licitatório. Transitivo indireto (antipatizar, discordar) O antigo chefe sempre implicava com este servidor. Verbo pronominal (envolver-se) Toda a equipe implicou-se no desvio de recursos. Informar Apresenta objeto direto ao se referir a coisas e objeto indireto ao se referir a pessoas, ou vice-versa. Informe os novos preços aos clientes. Informe os clientes dos novos preços (ou sobre os novos preços). Observação: Seguem tal regência avisar, certificar, notificar, cientificar, prevenir. Morar, residir, situar-se Transitivo indireto (indicação de local fixo, estabelecido, domiciliado) O indiciado mora na região do entorno. O réu reside em lugar incerto. O advogado será intimado no escritório, sito na avenida comercial. Observação: A norma culta da Língua Portuguesa exige para esses verbos – denominados verbos de quietação –, bem como para os correspondentes adjetivos, a regência indireta com a preposição em, e não com a preposição a. Obedecer e Desobedecer Possuem seus complementos introduzidos pela preposição a. Devemos obedecer aos nossos princípios e ideais. Eles desobedeceram às leis do trânsito. Pedir Transitivo direto e indireto (solicitar) O revisor pediu cópia do documento à diretora. Observação: Quando o objeto direto for oracional, emprega-se a conjunção que; somente se admite a preposição para quando estiver subentendido que se trata de permissão: O presidente pediu à assembleia que fizesse silêncio. O escrivão pediu ao presidente para se ausentar da sessão. (pediu permissão) Preferir Apresenta objeto indireto introduzido pela preposição a. Prefiro qualquer coisa a abrir mão de meus ideais. Prefiro trem a ônibus. Presidir Transitivo direto ou transitivo indireto (dirigir, governar) O desembargador mais antigo presidirá a/à sessão. Proceder Intransitivo (ter fundamento) As declarações do apelante não procedem. Transitivo indireto (originar-se, provir) A testemunha procede do nordeste. Transitivo indireto (dar início, efetuar, realizar, dar sequência) O relator procedeu ao exame do recurso. Observação: Nessa última acepção, considera-se errôneo o emprego do verbo na voz passiva. Não se permitem, pois, construções como: O exame foi procedido; O inventário foi procedido; A perícia foi procedida (errado). Responder Tem complemento introduzido pela preposição a. O objeto indireto indica a quem ou ao que se responde. Respondi ao meu patrão. Respondemos às perguntas. Respondeu-lhe à altura. Solicitar Transitivo direto e indireto (pedir com insistência) O julgador solicitou ajuda à polícia. O julgador solicitou ajuda da polícia. Visar Transitivo direto (mirar) Os bandidos visaram o alvo assim que ouviram a sirene. Transitivo direto (pôr o visto) Os integrantes do conselho visaram a ata. Transitivo indireto (ter em vista, objetivar, pretender) Esta Corte de Justiça visa sempre ao bem da sociedade. Observação: Apesar de alguns gramáticos admitirem a regência direta no último caso, a orientação é manter o emprego formal nos textos oficiais. Regência de outros verbos Ab-rogar VTD no sentido de revogar uma lei, decreto etc. Acarear VTD no sentido de defrontar testemunhas. Acionar VTD no sentido de ação judicial. Acoimar VTD no sentido de infligir, punir. Aconselhar VTDI no sentido de orientar; aconselhar algo a alguém; aconselhar alguém a algo; aconselhar alguém de/sobre algo. Acordar VI no sentido de fazer um acordo, firmar contrato. VTD no sentido de concordar, resolver em comum acordo. Adimplir VTD no sentido de cumprir, executar um contrato. Adjucar VTD no sentido de declarar judicialmente que alguma coisa pertence a alguém. Ad-rogar VTD no sentido de tomar por adoção pessoa sui juris. Agradar VTD (fazer carinho, presentear); VTI com preposição a (satisfazer). Agradecer VTDI – o objeto direto é sempre coisa, e o indireto é sempre pessoa. Agravar VTD no sentido de onerar, sobrecarregar. Agredir VTD. O desempregado agrediu o amigo. Ajudar VTD ou VTI com a preposição a. Anuir VTI ou VI no sentido de concordar O juiz anuiu a seu pedido. Os juízes anuíram. Apelar VTD ou VI no sentido de recorrer buscando ajuda; recorrer por apelação a instância superior para pedir a reforma de sentença de juízo inferior; interpor recurso ou apelação. A defesa apelou da sentença. O promotor apelou. Apenar VTD no sentido de punir, condenar. Apoiar-se VTI (pronominal); apoiar-se ao muro; apoiar-se em documentos; apoiar-se sobre tal coisa. Arrestar VTD no sentido de fazer ou decretar arresto. Arrogar VTD no sentido de apropriar-se de, tomar como seu. VTDI no sentido de exigir ou atribuir-se direitos indevidos. Arrolar VTD no sentido de fazer constar em rol ou lista a relação dos bens de um espólio. Aspirar VTD (sorver, inspirar) e VTI com a preposição a (desejar). Assistir VTD (prestar assistência); VTI com a preposição a (ver, ter direito);VI (morar). Atenção regência nominal com a preposição a ou para. Atender VTD ou VTI com a preposição a para pessoa; VTI com a preposição a para coisa no sentido de dar atenção. Atingir VTD (alcançar o alvo). Autuar VTD no sentido de lavrar um auto. O servidor autuou o processo. VTDI no sentido de exigir ou atribuir-se direito indevido. Avisar, certificar, cientificar, informar VTDI (algo a alguém ou alguém de algo). Avocar VTDI no sentido de chamar, atribuir-se. O presidente avocou a si a decisão sobre o projeto. VTD no sentido de despertar, evocar. Aquelas palavras avocavam bons pressentimentos. Caluniar VTD no sentido de imputar falsamente. Caucionar VTD no sentido de assegurar com caução, dar em garantia. Certificar VTD no sentido de afirmar a certeza, passar a certidão de. O secretário certificará a aprovação no concurso. O médico certificou o óbito. VTDI no sentido de tornar ciente, afirmar. Ele o certificou do julgamento. VTDI (pronominal) no sentido de ter a certeza de, convencer-se. Ele se certificou da verdade. Chamar VTD e VTI com a preposição a (considerar); VTD (convocar, fazer vir); VTDI com a preposição a no sentido de repreender. Chegar, ir, sair, vir Intransitivo. Circundutar VTD no sentido de julgar nula ou sem eficácia uma citação. Citar VTD no sentido de chamar alguém a juízo. Cominar VTDI no sentido de ameaçar com pena ou castigo no caso de infração. Comparecer VI ou VTI no sentido de aparecer, apresentar-se em local determinado ou em juízo perante magistradoou funcionário judicial. Somente as testemunhas de defesa compareceram. A testemunha compareceu perante o juiz. Compartilhar VTD. Competir VTI no sentido de concorrer na mesma pretensão, disputar título, ser da competência ou atribuição, caber, pertencer por direito, ser de obrigação. O candidato mais forte competia com o irmão. Isso não compete ao chefe da seção. Parte dos bens compete aos filhos. Comunicar VTDI com a preposição a. Comutar VTD no sentido de permutar uma pena mais grave por outra mais branda. Conhecer VTI regendo a preposição de, no sentido de juiz ou tribunal ser competente para intervir num processo; dar-se por competente para julgar; acolher a causa. O ministro conheceu do recurso. Consentir VTI com a preposição em (concordar); VTDI com a preposição a (permitir). Consistir VTI no sentido de compor-se; basear-se. O procedimento de apuração consistia em duas etapas. Coonestar VTD no sentido de dar aparência de honestidade. Correger VI no sentido de fazer correição. VTD no sentido de fazer o pagamento do dano ou da indenização. Custar VTI com a preposição a (ser custoso, ser difícil); TDI com a preposição a (causar). Decidir VTD ou VTI no sentido de resolver, determinar, sentenciar, julgar. O ministro decidiu (sobre) a questão rapidamente. Deferir VTD ou VTI no sentido de atender, condescender, anuir (o que se pede ou requer). Ele deferiu o (ao) pedido. VTDI no sentido de outorgar, conferir e conceder. O prefeito deferiu a solicitação à associação de moradores. Deparar deparar-se com; deparar com; deparar-se-lhe algo. Desobedecer VTI com a preposição a. Deliberar VTD ou VTI no sentido de decidir, resolver após exame. A Corte deliberou punir os culpados. O Tribunal deliberou sobre os recursos especiais. Delinquir VI no sentido de cometer crime, delito. Demandar VI no sentido de disputar em juízo. VTD no sentido de intentar ação judicial. Denunciar VTD no sentido de notificar, dar ciência. Deprecar VTI no sentido de requisitar a colega de outra jurisdição a prática de to ou diligência necessária ao andamento de um processo. Derrogar VTD no sentido de revogar parcialmente uma lei, decreto, regulamento. Desaforar VTD no sentido de isentar o pagamento, de um foro ou no sentido de transferir um processo de um foro para outro. É pronominal no sentido de renunciar aos privilégios do foro. Desagravar VTD no sentido de reparar uma ofensa ou insulto. Descriminar VTD no sentido de absolver do crime, excluir a injuridicidade ou condição criminosa. Difamar VTD no sentido de imputar fato ofensivo à reputação de alguém. Dignar-se VTI com a preposição de. Distratar VTD no sentido de anular o ajuste ou contrato. Embargar VTD no sentido de pôr embargos. Ensinar ensinar algo a alguém; ensinar alguém a algo. Equivalente regência nominal com a preposição a ou de. Escoimar; VTD no sentido de livrar pena ou censura. Esquecer VTD ou VTI (com pronome e preposição de). Esqueceu tudo. Esqueceu-se de tudo. Evencer VTD no sentido de desapossar judicialmente a pessoa da propriedade que detém. Falta regência nominal com a preposição a. Faltar VTI com a preposição a (ausentar-se, inexistir). Impedir VTDI com dupla regência algo a alguém ou alguém de algo. Implicar VTD no sentido de requerer, demandar; embaraçar; trazer como consequência, produzir como consequência, acarretar e provocar. A desobediência dos motoristas no trânsito pode implicar sérias consequências. VTDI no sentido de envolver, comprometer. Implicaram-no em crime de furto. VTI no sentido de ter implicância com, ser inconciliável, rege a preposição com. Implicava com o guarda. Inadimplir VTD no sentido de descumprir a obrigação contratual assumida. Indagar indagar de alguém alguma coisa. Indiciar VTD no sentido de proceder a imputação criminal contra alguém. Inquirir VTD no sentido de fazer perguntas, indagar. Insimular VTD no sentido de atribuir crime, denunciar. Interessar algo interessa a alguém; interessar-se por algo. Interpelar VTD no sentido de exigir categoricamente explicações em juízo. Lembrar mesma regra de esquecer. Notificar VTDI ou VTD no sentido de intimar, dar conhecimento de ordem judicial a, informar, comunicar, participar, dar notícia ou conhecimento de. O juiz notificou a sentença ao condenado. O juiz notificou o condenado. Persuadir persuadir alguém a alguma coisa ou pessoa. Preferência regência nominal com a preposição a ou por. Preferir VTDI com a preposição a. Nunca usar prefiro mais e prefiro algo do que outra coisa. Preferível regência nominal com a preposição a. Prescrever VTD no sentido de ordenar, determinar; preceituar, indicar com precisão. O diretor-geral prescreveu normas para a licitação. VTDI no sentido de marcar, fixar, limitar. O setor prescreveu novo prazo aos servidores para entrega de documentos. VI no sentido de ficar sem efeito por ter decorrido certo prazo legal, caducar, cair em desuso; incidir em prescrição. A pena já prescreveu. Presenciar VTD. Os interessados presenciaram a sessão. Presente com a preposição a com nomes abstratos e preposição em com nomes concretos. Prevenir VTD (evitar); VTDI com a preposição de (avisar). Providenciar providenciar algo a alguém; providenciam sobre algo; providencia-se para algo; para providenciar em algo. Prover VTD no sentido de receber e deferir (um recurso), ordenar; dispor. O Colegiado proveu o recurso. VTDI no sentido de dotar, abastecer, nomear alguém para (cargo ou emprego). O ministro da Justiça o proverá para o cargo de secretário-geral. VTI no sentido de ocorrer, acudir, remediar, atender. Ele proverá às despesas. Querer VTD (desejar); VTI com a preposição a (estimar). Recorrer VI ou VTD no sentido de interpor recurso judicial; apelar, dirigir-se pedindo socorro, proteção; lançar mão, valer-se. Renunciar VTD ou VTI com a preposição a. Reparar VTD (consertar); VTI com as preposições em ou para (observar). Ressarcir VTD no sentido de pagar o prejuízo causado. Residente, situado, sito, domiciliado aceitam a preposição em. Residir VI com a preposição em. Resignar a) (renunciar) resignar o cargo; b) (conformar-se) resignar-se com algo; resignar-se a algo. Responder VTDI com a preposição a. Revogar VTD no sentido de anular ou retirar. Sancionar VTD no sentido de dar sanção, aprovação, confirmação. Satisfazer VTD ou VTI com a preposição a (solicitar). Simpatizar simpatizar com algo/com alguém. Socorrer socorrer alguém/algo. Solicitar VTDI. O Ministro solicitou o material ao Tribunal. O nome solícita pede a preposição com. O Ministro é solícito com todos. Substabelecer VTD no sentido de transferir a outrem os poderes conferidos num mandato. Suceder TI com a preposição a (substituir). Sobressair VTI com preposição em. Não é verbo pronominal. Torcer VTI com a preposição por. Usufruir usufruir algo. Principais regências nominais absolvido de, por acessível a, para, por acesso a, de, para adaptado a adjudicado a admiração a, de, por afável a, com, para com aflito com, por, para agradável a, de, para alheio a, de alusão a análogo a, em ânsia de, para, por ansioso de, para, por apto a, para assistido de, por atenção a, com, para (com), sobre atentado a, contra atento a, em, para aversão a, por ávido de, por bacharel em, por benéfico a, para capacidade de, para capaz de, para certeza de, em, sobre compatível com condenado a, como, por (de) consignado a constituído de, por contemporâneo a, de contestação a, de, contra contíguo a, com, entre contrário a, de contravenção a, de curioso a, de , para descontente com, de desejoso de desobrigadode domiciliado em dúvida de, em, sobre empecilho a, para entendido em, por equivalente a, de, em escasso de, em essencial a, de, para estimulado a, em, por estruturação em, sobre estudioso de, em exclusão de extensivo a fácil a, em, de fanático de, por favorável a, para fi el a, em, (para) com fuga de, a, para generoso (para) com, em gosto de, em, a, para, por grato a, por, para hábil em, para habituado a, com, em horror a, de, por igual a, para, com, de imbuído de, em impaciência com, por impróprio para, a, de inclusão de ... em, entre indeciso em, entre, sobre insensível a, para junto a, de, com liberal (para) com, de, em natural de, a, em necessário a, para, em nocivo a, para obediência a, de, para com óbice a ojeriza a, por, contra oportunidade de, para, a paralelo a, com, entre, de parco em, de, com passível de perto de preferência por, a, de, em, para com preferível a prejudicial a prestes a, em, para proeminência sobre propenso a, para propício a, para próprio de, a, para prosseguimento de, em relacionado com, a relativo a residente em resistente a, em respeito a, entre, para com, por rigoroso com, em, para com satisfeito com, de, em, por segurança de, em semelhante a, em sensível a, para sito em, entre situado em, a, entre suspeito de, a Praticando 1. Assinale a opção que contém as respostas corretas. I – Visando apenas os seus próprios interesses, ele, involuntariamente, prejudicou toda uma família. II – Como era orgulhoso, preferiu declarar falida a firma a aceitar qualquer ajuda do sogro. III – Desde criança sempre aspirava a uma posição de destaque, embora fosse tão humilde. IV – Aspirando o perfume das centenas de flores que enfeitavam a sala, desmaiou. a) II, III, IV b) I, II, III e) I, III, IV d) I, III e) I, II 2. Assinale o item em que há erro quanto à regência. a) São essas as atitudes de que discordo. b) Há muito já lhe perdoei. c) Informo-lhe de que paguei o colégio. d) Costumo obedecer a preceitos éticos. e) A enfermeira assistiu irrepreensivelmente o doente. 3. Assinale a opção em que há erro de regência verbal. a) Os padres das capelas que mais dependiam do dinheiro desfizeram-se em elogios à garota. b) As admoestações que insisti em fazer ao rábula acabaram por não produzir efeito algum. e) Nem sempre o migrante, em cujas faces se refletia a angústia que lhe ia na alma, tinha como resolver a situação. d) Era uma noite calma que as pessoas gostavam, nem fria nem quente demais. e) Nem sempre o migrante, cujas faces refletiam a angústia que lhe ia na alma, tinha como resolver a situação. 4. Indique a opção correta. a) Sempre pago pontualmente minha secretária. b) Você não lhe viu ontem. c) A sessão fora assistida por todos os críticos. d) Custei dois anos para chegar a doutor. e) O ideal a que visavam os parnasianos era a perfeição estética. 5. Assinale a opção que apresenta incorreção quanto à regência. a) Nós nos valemos dos artifícios que dispúnhamos para vencer. b) Ele preferiu pudim a groselha. c) O esporte de que gosto não é praticado no meu colégio. d) Sua beleza lembrava a mãe, quando apenas casada. e) Não digo com quem eu simpatizei, pois não lhe interessa. 6. Assinale a opção que apresenta um desvio em relação à regência verbal. a) Simpatizei com toda a diretoria e com as novas orientações. b) Há alguns dos novos diretores com os quais não simpatizamos. c) A firma toda não se simpatizou com a nova diretoria. d) Somente o tesoureiro não simpatizou com a nova diretoria. 7. Assinale a opção em que o significado do verbo apontado entre parênteses não corresponde à sua regência. a) Com sua postura séria, o diretor assistia todos os funcionários dos departamentos da empresa. (ajudar) b) No grande auditório, o público assistiu às apresentações da Orquestra Experimental. (ver) c) Esta é uma medida que assiste aos moradores da Vila Olímpia. (caber) d) Estudantes brasileiros assistem na Europa, durante um ano. (observar) 8. Os trechos a seguir constituem um texto. Assinale a opção que apresenta erro de regência. a) Desde abril, já é possível perceber algum decréscimo da atividade econômica, com queda da produção de bens de consumo duráveis, especialmente eletrodomésticos, e do faturamento real do comércio varejista. b) Apesar da queda da inflação em maio, espera-se aceleração no terceiro trimestre, fenômeno igual ao observado nos dois últimos anos, em decorrência da concentração de aumentos dos preços administrados. c) Os principais focos de incerteza em relação às perspectivas para a taxa de inflação nos próximos anos referem-se a evolução do preço internacional do petróleo, o comportamento dos preços administrados domésticos e o ambiente econômico externo. d) Desde maio, porém, entraram em foco outros fatores: o racionamento de energia elétrica, a intensificação da instabilidade política interna e a depreciação acentuada da taxa de câmbio. e) A mais nova fonte de incerteza é o choque derivado da limitação de oferta de energia elétrica no País, pois há grande dificuldade em se avaliar seus efeitos com o grau de precisão desejável. 9. Assinale a opção que completa corretamente as lacunas das frases a seguir: I – Saíram daqui______ pouco, mas voltarão daqui______ pouco, pois moram apenas ______ dois quilômetros de distância. II – _______foram suas amigas? _______ estarão agora? a) há, a, a, Aonde, Onde. b) há, há, à, Onde, Onde. c) há, a, a, Aonde, Aonde. d) a, a, à, Para onde, Por onde. e) a, há, há, Por onde – Aonde. 10. Eis o professor ________ méritos os alunos prestam homenagem. a) cujos os. b) em cujos. c) cujos. d) de cujos. e) a cujos. 11. A frase que não se completa adequadamente com a forma entre parênteses está na opção: a) Trata-se de leis severas _____ convém à sociologia do direito investigar. (que) b) Trata-se de leis severas, _____ estudo só pode ser feito por esses sociólogos. (cujo) c) Trata-se de leis severas _____ a sociologia do direito deve cuidar. (de que) d) Trata-se de leis severas _____ muitos democratas irão aspirar. (que) e) Trata-se de leis severas _____ muitos democratas chegarão a antipatizar. (com que) 12. Escolha a preposição adequada para ligar o termo regido ao regente: a) Estávamos ansiosos ____ ver o jogo. (a, por) b) Carlos está apto ____ o trabalho. (com, para) c) Mostrou-se solícita ____ todos os colegas. (por, com) d) O cantor era procedente ____ Paris. (em, de) e) Tinha antipatia ____ algumas pessoas. (por, com) 13. Observe as frases a seguir. I – Logo veio a insinuação __________ “algo poderia estar rolando”. II – O jeitinho, a malandragem, a certeza __________ Deus nasceu aqui. III – No dia tinha pressentimento ___________ ia vencer a corrida. IV – O Senador lembra-se de pedir-lhe __________ devolvesse o livro. As lacunas devem ser preenchidas por: a) I. que; II. de que; III. que; IV. para que. b) I. de que; II. que; III. de que; IV. que. c) I. de que; II. de que; III. de que; IV. que. d) I. que; II. que; III. de que; IV. que. e) I. de que; II. de que; III. de que; IV. para que. 14. Assinale a opção incorreta quanto à regência verbal e/ou nominal. a) Admirou-se de ver o amigo tão desanimado com a gravidade de seus problemas e incapaz de resolvê-los. b) Os assessores pediram ao presidente para que lhes dispensasse mais cedo, porque iriam viajar. c) Ninguém se lembrou de avisá-la de que a reunião tinha sido adiada para a semana seguinte. d) Todos acabaram tendo de auxiliá-lo na execução da tarefa que lhe fora atribuída. e) A quantia de que dispúnhamos não foi suficiente para cobrir algumas despesas. 15. Assinalar a opção que completa corretamente as lacunas das seguintes frases: As flores ______ aroma tanto gosto, são efêmeras. Este foi o motivo _____ não lhe telefonei antes. A pesquisa _____ me refiro foi desenvolvida na Itália. São precários os meios _____ dispomos. Este é um fato _____ não devehaver dúvidas. a) de que; sobre o qual; por que; a que; de cujo b) a que; de que; sobre o qual; de cujo; por que c) por que; de cujo; de que; sobre o qual; a que d) de cujo; por que; a que; de que; sobre o qual e) de que; a que; de cujo; sobre o qual; por que 16. Quanto ao emprego dos pronomes relativos e à regência, julgue os itens. I – Os recursos de que disponho no momento são precários. II – O cavalheiro cujo escritório estivemos é advogado. III – Os elementos que ele conta para elaborar sua tese são muito bons. a) se todas as afirmações estão corretas. b) se apenas I está correta. c) se apenas III está correta. d) se apenas II está correta. e) se todas estão incorretas. 17. Quanto à regência, julgue os itens. I – O autor, contra cuja obra todos se manifestaram, concederá entrevista. II – A cidade, cujas estradas os caminhões transitam, está precária. III – O livro, entre cujas páginas deixei aquela fotografia tão querida, desapareceu. a) se todas as afirmações estão corretas. b) se apenas I e III estão corretas. c) se todas estão incorretas. d) se apenas II está correta. e) se apenas II e III estão corretas. 18. Preencha convenientemente as lacunas das frases seguintes, indicando o conjunto obtido: 1. A planta _______ frutos são venenosos foi derrubada. 2. O estado _______ capital nasci é este. 3. O escritor _______ obra falei morreu ontem. 4. Este é o livro _______ páginas sempre me referi. 5. Este é o homem _______ causa lutei. a) em cuja, cuja, de cuja, a cuja, por cuja b) cujos, em cuja, de cuja, cujas, cuja c) cujos, em cuja, de cuja, a cujas, por cuja d) cujos, cujas, cuja, a cujas, por cuja e) cuja, em cuja, cuja, cujas, cuja 19. Assinale a opção que completa corretamente as lacunas da seguinte frase: “O controle biológico de pragas, _______ o texto faz referência, é certamente o mais eficiente e adequado recurso _______ os lavradores dispõem para proteger a lavoura sem prejudicar o solo.” a) do qual, com que b) de que, que c) que, o qual d) ao qual, cujos e) a que, de que 20. Assinale a opção em que o verbo exige a mesma preposição que referir-se em “... a boneca de pano a que me referi”: a) O homem _______ quem conversei há pouco. b) O livro _______ que lhe falei há pouco. c) A criança _______ quem aludi há pouco. d) O tema _______ que escrevi há pouco. e) A fazenda _______ que estive há pouco. 21. Assinale a opção que preenche corretamente as lacunas da frase: “As mulheres, _______ olhos as lágrimas caíam, assistiram a uma cena _______ não gostavam.” a) cujos, que. b) em cujos, que. c) de cujos, de que. d) cujos, de que. e) de cujos, que. 22. Assinale a opção que preenche corretamente as lacunas do período ao lado: “Não nos interessa _______ eles vêm, _______ moram, nem _______ pretendem ir.” a) donde, onde, aonde. b) aonde, onde, aonde. c) donde, aonde, aonde. d) de onde, aonde, onde. e) donde, aonde, onde. 23. O funcionário _______ ele se referiu é pessoa _______ se pode confiar. a) que, da qual. b) a que, quem. c) a quem, em que. d) do qual, que. e) o qual, em que. 24. Assinale a única frase cuja lacuna não deve ser preenchida por um pronome relativo preposicionado: a) O relator da emenda constitucional apresentou proposições _______ todos simpatizavam. b) Recordaram com carinho a ponte _______ trocaram o primeiro beijo. c) Fui ver hoje o filme _______ mais gosto. d) Guimarães Rosa é o escritor brasileiro _______ mais gosto. e) Esta é a região _______ vi ao chegar aqui. 25. O auxiliar judiciário, _______ méritos não se discutem, merece confiança. a) de cujos. b) em cujos. c) cujos. d) cujos os. e) por cujos. 26. Preencha as lacunas. I – O livro _______ me refiro não está traduzido. II – Os candidatos _______ cartões foram extraviados, poderão fazer a prova. Os termos que completam, respectivamente, as lacunas das frases acima são: a) que, cujos os. b) ao qual, dos quais. c) onde, cujos. d) a que, cujos. e) que, dos quais. 27. A desigualdade jurídica do feudalismo _______ alude o autor se faz presente ainda hoje nos países _______ terras existe visível descompasso entre a riqueza e a pobreza. Tendo em vista o emprego dos pronomes relativos, completam-se corretamente as lacunas da sentença acima com: a) a qual, cujas. b) a que, em cujas. c) à qual, em cuja as. d) o qual, por cujas. e) ao qual, cuja as. 28. _______ você estima o orçamento _______ solicitei? a) Quanto, em que lhe. b) Quanto, por que lhe. c) Em quanto, que lhe. d) Em quanto, de que o. e) Em quanto, que o. 29. O que devidamente empregado só não seria regido de preposição na opção: a) O cargo _______ aspiro depende de concurso. b) Eis a razão _______ não compareci. c) Rui é o orador _______ mais admiro. d) O jovem _______ te referiste foi reprovado. e) Ali está o abrigo _______ necessitamos. 30. Os encargos _______ nos obrigaram são aqueles _______ o diretor se referia. a) de que, que. b) a cujos, cujos. c) por que, que. d) cujos, cujo. e) a que, a que. 31. As mulheres da noite _______ o poeta faz alusão ajudam a colorir Aracaju, _______ coração bate de noite, no silêncio. A opção que completa corretamente as lacunas da frase acima é: a) as quais, de cujo. b) a que, no qual. c) de que, o qual. d) às quais, cujo. e) que, em cujo. 32. Alguns demonstram verdadeira aversão _______ exames, porque nunca se empenharam o suficiente _______ utilização do tempo _______ dispunham para o estudo. a) com, pela, de que. b) por, com, que. c) a, na, que. d) com, na, que. e) a, na, de que. 33. Assinale o período em que foi empregado o pronome relativo inadequado: a) O livro a que eu me refiro é Tarde da Noite. b) Ele é uma pessoa de cuja honestidade ninguém duvida. c) O livro em cujos dados nos apoiamos é este. d) A pessoa perante a qual comparecemos foi muito agradável. e) O moço de cujo lhe falei ontem é este. 34. Sendo o carnaval uma das festas _______ mais gosto, achei preferível ir ao baile _______ viajar para a praia. a) que, à. b) que, do que. c) das quais, que. d) de que, a. e) de que, do que. 35. Embora pobre e falto _______ recursos, foi fiel _______ ele, que _______ queria bem com igual constância. a) em, a, o. b) em, para, o. c) de, para, o. d) de, a, lhe. e) de, para, lhe. 36. Indique a opção que completa corretamente as lacunas do seguinte período: “Era um tique peculiar _______ cavalariço o de deixar caído, _______ canto da boca, o cachimbo vazio _______ fumo, enquanto alheio _______ tudo e solícito apenas _______ animais, prosseguia _______ seu serviço.” a) ao, ao, de, a, com os, em. b) do, no, em, de, dos, para. c) para o, no, de, com, pelos, a. d) ao, pelo, do, por, sobre, em. e) do, para o, no, para, para com os, no. 37. Assinale a letra correspondente à opção que preenche corretamente as lacunas da frase apresentada: O projeto, _______ realização sempre duvidara, exigiria toda a dedicação _______ fosse capaz. a) do qual a, que. b) cuja a, da qual. c) de cuja, de que. d) que sua, de cuja. e) cuja, a qual. 38. Preencha as lacunas: I – A arma _______ se feriu desapareceu. II – Estas são as pessoas _______ lhe falei. III – Aqui está a foto _______ me referi. IV – Encontrei um amigo de infância _______ nome não me lembrava. V – Passei por uma fazenda _______ se criavam búfalos. a) que, de que, à que, cujo, que. b) com que, que, a que, cujo qual, onde. c) com que, das quais, a que, de cujo, onde. d) com a qual, de que, que, do qual, onde. e) que, cujas, as quais, do cujo, na cuja. 39. A frase totalmente correta quanto à regência é: a) A imagem do país como guardião de bens da humanidade pode motivar a população de conservar suas construções. b) O paradeiro daquele específico fóssilprovocou-lhe a pôr em discussão a atitude dos museus. c) O convite aos legítimos herdeiros daquela prática a democratizarem seu saber emocionou-os bastante. d) A ocorrência de delitos ao patrimônio nacional é sempre demonstração da necessidade de maior eficiência. e) A demissão contra funcionários negligentes é atitude saudável, útil quando se tenta pulverizar a comportamento indesejável. 40. É adequado o emprego do elemento destacado na frase: a) O advogado cujo é muito conhecido desenvolverá um tema polêmico. b) É preciso distinguir os bons jornalistas com àqueles que só querem a fama. c) Deverá despertar polêmica a palestra cujo tema dá título ao texto. d) O papel de que a imprensa deve exercer é o de informar com isenção. e) As pessoas cuja a conduta é honesta nada têm a temer. Pontuação A pontuação é de fundamental importância no estudo de nosso idioma e em sua expressão adequada. Ela constitui um conjunto de sinais gráficos para facilitar a leitura e a compreensão do texto. Uso da vírgula 1. Separar termos coordenados de uma construção. O relatório apresentou informação inadequada, pouca novidade, nomes incompletos. João, Maria, Pedro saíram. 2. Separar o vocativo. Senhor, gostaria de que me visitasse algumas vezes. 3. Separar o aposto explicativo. O São Paulo, o melhor time do Brasil na atualidade, será campeão novamente. Lula, atual presidente do Brasil, estará em Belo Horizonte amanhã. 4. Separar palavras ou expressões interpositivas: por exemplo, ou melhor, isto é, por assim dizer etc. Ela precisava de duas cartas, ou melhor, três. Ela não falou, isto é, falou pouco. 5. Indicar elipse do verbo. João tem 30 anos; Maria, 26. 6. Separar a localidade da data. Brasília, 16 de janeiro de 2005. 7. Separar a oração adjetiva explicativa. Minha esposa, que é psicóloga, nasceu em Brasília. 8. Pode ocorrer vírgula antes da conjunção e em alguns casos: a) orações com sujeitos diferentes (facultativo). Josebaldo saiu, e Josebalda leu o livro. b) ideia adversativa ou conclusiva (indicada). Ela saiu, e já voltou. Ela estudou muito o ano inteiro, e passou em primeiro lugar. c) polissíndeto (facultativa). E cantava, e pulava, e corria. d) para enfatizar o último elemento de uma coordenação. Comprei um livro, uma revista, e um carro. e) antes de vice-versa. Ele nunca presenteou a esposa, e vice-versa. f) antes das expressões e nem, e nem ao menos, e nem sequer. Ela não sabe falar inglês, e nem sequer bem o português. 9. Ideia adversativa, conclusiva ou explicativa. Ela estudou muito, porém não passou. Ela estudou muito, portanto passou. Ela passou no concurso, pois já está trabalhando no órgão público. 10. Na ordem indireta, temos as seguintes situações: a) sujeito ou objeto deslocado não pedem vírgula. Chegou o relatório ontem. É importante que ela volte. Comprou a bola João. b) se houver pleonasmo representado por nome e pronome, haverá vírgula. O livro, o deputado comprou-o. c) pode-se colocar uma vírgula com o objeto anteposto. O livro, o deputado comprou. d) predicativo do sujeito deslocado pede vírgula. Paula, bonita, saiu. e) Adjunto adverbial deslocado pede vírgula quando se deseja enfatizá-lo. Orações adverbiais deslocadas sempre terão vírgula. Ontem, ela me trouxe o livro (vírgula facultativa). Quando ela chegou ontem, fiquei feliz (vírgula obrigatória). 11. Separar os elementos de uma obra. Português Jurídico, 6ª edição, p. 184. 12. Separar o autor da obra. Machado de Assis, Dom Casmurro. 13. Destacar palavras ou expressões isoladas. Atitude, não apenas palavras, é o que quero. 14. Separar palavras repetidas. Quero ficar com você juntinho, juntinho. 15. Separar elementos de um provérbio. Tal pai, tal filho. 16. Após sim ou não em respostas. Sim, sou feliz. Uso de ponto e vírgula 1. Quando há omissão da conjunção na ideia adversativa, conclusiva ou explicativa. Minha casa não é grande; a sua casa é imensa. 2. Quando ocorre descolamento da conjunção na oração coordenada. Minha casa não é grande; a sua casa, porém, é imensa. Pode-se escrever também usando vírgula entre as orações. Minha casa não é grande, a sua casa, porém, é imensa. 3. Entre orações coordenadas que já possuem vírgula em seu interior. Minha casa não é grande; porém a sua casa, imensa. Pode-se escrever também usando vírgula entre as orações. Minha casa não é grande, porém a sua casa, imensa. 4. Separar termos coordenados em coluna. A ONU determinou as seguintes ações: a) campanha mundial para arrecadar alimentos; b) participação de todas as nações para arrecadar recursos financeiros; c) envio de médicos voluntários ao local da tragédia. 5. Separar orações coordenadas longas ou curtas em trecho longo. “Ser ético é ser íntegro em seus princípios; ser intolerante com corrupção; ser exemplo por meio de sua atitude; ser sábio em suas decisões.” Uso de dois-pontos 1. Antes de uma citação direta. Lula finalmente declarou: “Sou corintiano, porém gostaria de torcer pelo São Paulo”. 2. Antes ou depois de enumeração. Comprei três coisas: livros, revistas, jornais. Livros, revistas, jornais: tudo o que quero. 3. Antes de ideia explicativa ou conclusiva. Ela estudou, estudou, estudou: passou em primeiro lugar. Ela já saiu: não está aqui. Sei apenas isto: nada sei. Aspas 1. No início e no fim de transcrição direta. Machado de Assis afirmou: “Tudo acaba”. Observação: Orienta o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa que a pontuação em relação a aspas deve seguir a seguinte regra: 1. período iniciado e terminado por aspas mantém o ponto antes das últimas aspas. “O Brasil é maior do que todos os problemas.” 2. período iniciado sem aspas mantém o ponto após as aspas. José de Alencar destacou: “O Brasil é maior do que todos os problemas”. 2. Indicar estrangeirismo, arcaísmo, neologismo ou ênfase. Pode-se também usar outro destaque para tais casos (sublinhar, negrito, itálico). Estamos no “hall” no hotel. Ele disse “nonada” para tudo. Ela é “muito” bonita. 3. Indicar ironia. A “sabedoria” do rapaz era impressionante. 4. Indicar citação de obras. “Memórias Póstumas de Brás Cubas” foi escrito por Machado de Assis. Travessão 1. Introduzir orações de elocução. Vamos! – gritou o general. 2. Destacar uma palavra ou expressão. Eu só penso em uma pessoa – você. 3. Substituir as vírgulas em explicação. Brasília – a capital do Brasil – é linda. 4. Início de diálogo. – Por que você voltou? – perguntou o amigo. – Não sei ainda – respondeu o inseguro rapaz. 5. Indicar os extremos de um percurso. A viagem São Paulo-Porto Alegre foi rápida. Praticando 1. Assinale a pontuação correta. a) Quando criança, ele sonhava que seria, um homem famoso e reconhecido, no mundo todo. b) Quando, criança, ele sonhava que iria ser um homem famoso, e reconhecido no mundo todo. c) Quando criança, ele sonhava que iria ser um homem famoso e reconhecido no mundo todo. d) Quando criança ele sonhava que, iria ser um homem famoso e, reconhecido no mundo todo. e) Quando criança ele sonhava, que iria ser um homem famoso e, reconhecido no mundo todo. 2. Assinale a pontuação correta. a) É agradável estar deitado numa rede, à noite sozinho, a olhar, a marcha das estrelas. b) É agradável, estar deitado numa rede à noite sozinho, a olhar a marcha, das estrelas. c) É agradável estar deitado numa rede, à noite sozinho, a olhar a marcha das estrelas. d) É, agradável, estar deitado numa rede à noite, sozinho, a olhar, a marcha das estrelas. e) É, agradável estar deitado numa rede, à noite, sozinho, a olhar, a marcha das estrelas. 3. Sobre a pontuação do período “A menina, conforme as ordens recebidas, estudou”. É correto afirmar que: a) há erro na colocação das vírgulas. b) a primeira vírgula deve ser omitida. c) a segundavírgula deve ser omitida. d) a forma de colocação das vírgulas esta correta. e) deve-se omitir a pontuação. 4. Em que período a vírgula foi empregada para separar oração adverbial que inicia período? a) “Não precisava de menu, não precisava de mesa, não precisava de nada”. b) “Se a manhã seguinte não fosse chuvosa, outra seria a disposição de Sofia”. c) “No quarto de vestir, Sofia levantou o pé e mostrou ao marido o joelho pisado”. d) Amanhã, voltarei cedo. e) Logo ela, logo ela. 5. No período “A mim parece, disse o alienista, que os loucos têm raros momentos de lucidez”; o emprego de virgulas justifica-se porque: a) estas separam orações coordenadas assindéticas. b) trata-se de aposto e elas se isolam. c) separam uma expressão explicativa. d) separam uma oração intercalada. e) foi propositadamente cometido erro de divisão de frase, visando a dar estilo pessoal. 6. “Sentiu o comportamento de Julieta (1) analisou-o (2) viu suas reações diante de cada farda (3) e compreendeu que ninguém lhe provocava maior emoção que um marinheiro”. No período, as vírgulas são obrigatórias nos parênteses de números (s) a) 1. b) 1 e 2. c) 1, 2 e 3. d) 2. e) 2 e 3 7. Das seguintes redações abaixo, assinale a que não está pontuada corretamente. a) Os meninos, inquietos, esperavam o resultado do pedido. b) Inquietos, os meninos esperavam o resultado do pedido. c) Os meninos esperavam, inquietos, o resultado do pedido. d) Os meninos inquietos esperavam o resultado do pedido. e) Os meninos, esperavam inquietos, o resultado do pedido. 8. Assinale a opção que apresenta o período devidamente pontuado. a) Creio, porém, que, ainda admitidas as exagerações do “jornal do Comércio”, pode-se assegurar que a guerra está concluída. b) Creio porém, que ainda admitidas as exagerações do “jornal do Comércio”; pode-se assegurar que a guerra está concluída. c) Creio, porém, que ainda admitidas as exagerações do “jornal do Comércio, pode-se assegurar que a guerra está concluída. d) Creio porém que, ainda admitidas as exagerações do “jornal do Comércio”, pode-se assegurar que a guerra está concluída. e) Creio, porém, que ainda admitidas as exagerações do “jornal do Comércio” pode-se assegurar que a guerra está concluída. 9. Os períodos abaixo apresentam diferenças de pontuação. Assinale a letra que corresponde ao período de pontuação correta. a) O sinal, estava fechado; os carros, porém não pararam. b) O sinal, estava fechado: os carros porém, não pararam. c) O sinal estava fechado; os carros porém, não pararam. d) O sinal estava fechado: os carros porém não pararam. e) O sinal estava fechado; os carros, porém, não pararam. 10. “Estes os meus verdadeiros rendimentos, (1) senhor; (2) salários e dividendos não computados na declaração. (3) Agora estou confortado porque confessei; (4) inventei depressa uma rubrica para incluir esses lucros e taxe-me sem piedade. (5) Multe, se for o caso; pagarei feliz. Atenciosas saudações.” Estão numerados cinco sinais de pontuação. Assinale a opção que contém o número do sinal que permite, gramaticalmente, sua substituição por dois-pontos: a) (1). b) (2). c) (3). d) (4). e) (5). 11. “Considerando as razões apresentadas, penso, que a solicitação será deferida”. No texto, uma das vírgulas separa de forma errada as orações. a) A oração principal e a oração subordinada substantiva objetiva direta. b) O sujeito e o objeto indireto. c) O predicado e a oração subordinada substantiva objetiva indireta. d) O predicativo do sujeito e o gerúndio. e) A oração subordinada adverbial causal e a oração principal. 12. Em “O homem, pássaro e lesma, oscila entre o desejo de voar e o desejo de arrastar” empregou-se a vírgula a) por tratar-se de antítese. b) para separar aposto. c) para separar uma oração adjetiva de valor restritivo. d) para separar vocativo. e) para indicar a elipse de um termo. 13. Assinale a opção em que o texto está corretamente pontuado. a) Eram frustradas, insatisfeitas; alem disso, seus conhecimentos eram duvidosos. b) Eram frustradas; insatisfeitas, além disso seus conhecimentos eram duvidosos. c) Eram frustradas, insatisfeitas, além disso, seus conhecimentos eram duvidosos. d) Eram frustradas, insatisfeitas, além disso seus conhecimentos eram duvidosos. e) Eram frustradas insatisfeitas; além disso seus conhecimentos eram duvidosos. 14. Assinale a opção que apresenta pontuação correta. a) A lua, surgiu brilhante, mas, ele não pôde vê-la pois havia adormecido. b) A lua surgiu brilhante, mas ele não pôde vê-la, pois havia adormecido. c) A lua surgiu, brilhante mas, ele, não pôde vê-la pois, havia adormecido. d) A lua surgiu, brilhante mas, ele, não pôde vê-la pois havia, adormecido. e) A lua surgiu, brilhante, mas ele não pôde vê-la, pois havia, adormecido. 15. O uso dos dois-pontos procede em todas as opções, exceto em: a) Fiquem calmos: ainda há muitas outras oportunidades para todos. b) São palavras de Albert Einstein: “O homem está aqui para o bem do homem”. c) Para vencer é necessário somente isto: competência e esforço. d) Eis os principais problemas nacionais: desnutrição, analfabetismo e má distribuição da renda. e) Uns assistem às aulas atenciosamente: outros, com total desinteresse. 16. A opção em que há erro no uso da vírgula é: a) Fui à faculdade, não o encontrei, porém. b) Depois falaram, o professor, os pais, os alunos e o diretor. c) No dia 15 de novembro, feriado nacional, foi proclamada a República. d) Pelé, o atleta do século, está preocupado com a violência dos estádios. e) Chirac, que é Presidente da França, ainda não suspendeu as experiências nucleares. 17. Assinale a opção que apresenta pontuação correta. a) De que se queixa, se sua vida parece um mar de rosas? b) De que, se queixa, se sua vida parece um mar de rosas? c) De que se queixa se, sua vida, parece um mar de rosas? d) De que, se queixa, se sua vida parece, um mar de rosas? e) De que se queixa se sua vida, parece: um mar de rosas! 18. “Uma ordem, um estatuto pairava sobre os destroços...” a vírgula foi empregada para separar: a) o adjunto adverbial antecipado. b) orações de mesmo valor sintático. c) termos de mesmo valor sintático. d) orações de valor sintático diferente. e) termos de valor sintático diferente. 19. Assinale a opção que apresenta pontuação correta. a) Não há duvida, de que a passagem do real para o imaginário, nasce da tendência para a fantasia, e para o mistério. b) Não há duvida de que a passagem do real para o imaginário nasce da tendência para a fantasia e para o mistério. c) Não há duvida de que a passagem, do real para o imaginário, nasce da tendência, para a fantasia e para o mistério. d) Não há duvida, de que a passagem do real, para o imaginário, nasce da tendência para a fantasia, e para o mistério. e) Não há duvida de que a passagem do real para o imaginário nasce, da tendência, para a fantasia e para o mistério. 20. Assinale a opção que contenha emprego incorreto da vírgula. a) Arrumou as malas, saiu, lançou-se na vida. b) Os visados éramos nós, e eles foram violentamente torturados. c) Eu contesto, a justiça que mata. d) Preciso ouvir, disse o velho ao menino, a causa desse ressentimento. e) O período consta de dez orações, porque esse é o número exato de verbos. 21. Em relação ao emprego dos sinais de pontuação no texto abaixo, assinale a opção correta. O modo solidário de produção e distribuição parece à primeira vista um híbrido entre o capitalismo e a pequena produção de mercadorias. Mas, na realidade, ele constitui uma síntese que supera ambos. A unidade típica da economia solidária é a cooperativa de produção, cujos princípios organizativos são: posse coletiva dos meios de produção pelas pessoas que as utilizam para produzir; gestão democrática da empresa ou por participação direta (quando o número de cooperadores não é demasiado) ou por representação; repartição da receita líquida entre os cooperadores por critériosaprovados após discussões e negociações entre todos; destinação do excedente anual (denominado sobras) também por critérios acertados entre todos os cooperadores. A cota básica do capital de cada cooperador não é remunerada, somas adicionais emprestadas à cooperativa proporcionam a menor taxa de juros do mercado. (Paul Singer) a) Se a expressão à primeira vista (primeiro período) estivesse entre vírgulas, o período ficaria gramaticalmente prejudicado. b) O sinal de dois-pontos (terceiro período) justifica-se por anteceder citação de depoimento alheio ao autor do texto. c) As três ocorrências do sinal de ponto-e-vírgula (terceiro período) têm justificativas gramaticais diferentes. d) Se o emprego dos primeiros parênteses (terceiro período) for substituído por vírgulas, a coerência do texto fica prejudicada. e) Os parênteses que isolam a expressão denominado sobras (terceiro período) podem, sem prejuízo para o texto, ser substituídos por travessões ou por vírgulas. 22. Em relação ao texto, assinale a opção incorreta. Ao contrário da generalização teórica de que mercados tendem a um equilíbrio entre procura e oferta, a partir do qual todos os agentes teriam apenas de reiterar a mesma conduta para continuar participando da divisão social do trabalho, a realidade histórica indica que os mercados apenas passam de um desequilíbrio a outro, em função de fatores naturais e sociais – quantidades de chuva e sol, guerras, expedições, invenções etc. – que afetam a posição relativa de cada agente, beneficiando alguns e arruinando outros. (Paul Singer) a) A expressão do qual está sintaticamente articulada e refere-se a contrário. b) A palavra reiterar está sendo empregada com o sentido equivalente ao de iterar. c) A preposição a em a outro pode ser, sem prejuízo para a correção do período, substituída pela preposição para. d) Os travessões que isolam exemplos no texto podem ser substituídos por parênteses sem alterar a coerência e a correção do período. e) Após o segundo travessão, inicia-se uma oração de caráter restritivo. 23. Assinale a opção incorreta quanto ao emprego dos sinais de pontuação: a) O governo conseguiu uma vitória importante na área dos acidentes de trabalho: o Programa Nacional de Redução dos Acidentes Fatais do Trabalho reduziu em 34,27% o número de mortes entre 1999 e 2001. b) Os ministros comemoraram a redução que só foi possível, devido à ação integrada desenvolvida pelo governo, e amparada no engajamento de toda a sociedade. c) O governo continuará agindo para reduzir ainda mais o número de acidentes e de mortes. Um decreto já encaminhado para exame do Presidente da República, por exemplo, reclassifica os 593 setores da economia de acordo com o grau de risco que oferecem aos trabalhadores. d) Hoje, as empresas contribuem com alíquotas de 1% a 3% sobre a folha de salários para o custeio do acidente de trabalho, de acordo com a atividade que desenvolvem. e) Ao analisar os dados dos últimos quatro anos, a Previdência constatou que muitos segmentos estão classificados erradamente, ou seja, são responsáveis por um grande número de acidentes, mas estão listados, por exemplo, na área de menor risco, com alíquota mínima. 24. Marque o segmento do texto transcrito com total correção das regras de pontuação. a) É crença geral, que os donos do Brasil são aqueles que são donos de alguma coisa: donos de casas, apartamentos, empresas, fazendas, títulos, ações etc. b) É compreensível que assim seja porque todos nós, seres humanos queremos sempre ser donos de mais alguma coisa, o que nos leva a crer que, os que são donos de todas as coisas são os “Donos do Brasil”. c) O que também leva a maioria das pessoas, seja por inveja, seja por uma sensação de injustiça, a hostilizar os empresários, os banqueiros, os fazendeiros, os ricos, os herdeiros, os que são donos das coisas, enfim. d) Curiosamente, essa mesma hostilidade, não ocorre em relação aos que são donos de um talento qualquer, como compor música ou jogar futebol, embora não raro esses “artistas” possam ser donos de mais coisas do que os que são hostilizados como proprietários. e) Talvez seja porque todos nós podemos aspirar a vir a ter aquilo que, os sem um talento explícito, conseguiram ter, e certamente, nenhum de nós imaginaria ser possível vir a ter o talento de um Chico Buarque ou de um Ronaldinho. 25. Marque o segmento do texto transcrito com total correção das regras de pontuação. a) Sabem quais as duas palavrinhas mais proferidas entre economistas e empresários hoje em dia? Volatilidade e instabilidade. b) A impressão que tenho é que estamos todos à espera de tal estabilidade para, aí sim podermos agir e fazer acontecer. c) Acontece que, ninguém sabe, exatamente, o que é estabilidade nos dias de hoje. d) Alguém arrisca um palpite de quando irá acabar, ou pelo menos diminuir, a crise Argentina? Ou ainda, quando teremos paz no Oriente Médio? e) Ninguém sabe. E, quando temos indícios, que nos levam a acreditar que teremos maior estabilidade mundial surgem outros acontecimentos como o atentado terrorista em 11 de setembro. 26. Marque o segmento transcrito com erro de pontuação. a) Amélia, a mulher de verdade, morava num subúrbio do Rio de Janeiro e sustentava sozinha oito filhos, trabalhando como lavadeira. b) Mário Lago nem chegou a conhecê-la. c) Na verdade, ouvir falar dela na casa de Aracy de Almeida. d) Almeidinha, irmão da cantora gostava de falar numa tal Amélia, que “lavava, passava e chuleava...”. e) Um dia, Mário ouviu e pensou: Isso dá samba. Deu mesmo. Ai que saudade da Amélia nasceu em 1942 de uma parceria com o compositor Ataulfo Alves e tornou-se a composição mais conhecida de Mário Lago. 27. Assinale a opção em que o trecho apresenta pontuação correta. a) Foi realizada pelo Ministério do Desenvolvimento e Comércio Exterior, a cerimônia de premiação do “Brasil Premium”. Dez empresas tiveram seus produtos selecionados pelo concurso, que tem o objetivo de promover o produto nacional no mercado externo. b) As empresas cujos produtos não foram classificados também serão beneficiadas, porque vão receber uma consultoria que indicará as medidas para melhorar a produção, de forma a permitir que futuramente recebam o selo de qualidade. c) A premiação permite, que as empresas utilizem os produtos selecionados em ações promocionais, colaborando com o aumento das exportações brasileiras. As empresas selecionadas receberão um diploma e um troféu na cerimônia. d) O projeto tem como objetivo – além de destacar a qualidade e o nível de competitividade internacional do produto brasileiro, dar oportunidade de melhoria dos processos e produtos para as empresas brasileiras, que já exportam ou pretendem exportar. e) O “Brasil Premium” faz parte do Programa de Promoção Comercial do Brasil no exterior: lançado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Até o final de agosto, estarão abertas as inscrições, para o ciclo de premiação de 2003. A expectativa é que aumente o número de produtos premiados. 28. Em relação ao uso dos sinais de pontuação, assinale o trecho correto. a) A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) estabelece normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal, mediante ações que previnam riscos e corrijam os desvios capazes de afetar o equilíbrio das contas públicas. b) Como premissas básicas das ações, preconizadas pela Lei de Responsabilidade Fiscal destacam-se: o planejamento, o controle, a transparência e a responsabilização. c) A Secretaria do Tesouro Nacional tem, entre suas competências as atribuições de normatizar o processo, de registro contábil dos atos e fatos da gestão orçamentária, financeira e patrimonial dos órgãos e das entidades da Administração Pública Federal. d) É também, a Secretaria do Tesouro Nacional que vai consolidar os Balanços da União,dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios e ainda, promover a integração com as demais esferas de governo em assuntos de administração financeirae contábil. e) A LRF cria condições para a implantação de uma nova cultura gerencial na gestão dos recursos públicos e, incentiva o exercício pleno da cidadania, especialmente no que pertine à participação do contribuinte, no processo de acompanhamento da aplicação dos recursos e de avaliação dos seus resultados. 29. Está inteiramente correta a pontuação da seguinte frase adaptada do texto: a) Na chapada do Araripe, com seus 9.000 km2, a fiscalização dos fósseis está a cargo única e exclusivamente, de dois geólogos. b) Uma boa maneira de destruir as formas, que poderiam ser úteis para o desenvolvimento da ciência, é deixá-las fora do controle, de especialistas. c) Considerando o que ocorre no Brasil merece destaque, o descaso com as obras do Aleijadinho; elas estão se esfacelando, ao sabor de intempéries. d) A verdade, é que: todo patrimônio, não só na área paleontológica, deveria merecer zelo e permanente. e) Diante de um fóssil, a preocupação é com o valor científico do achado, por isso seria interessante a atuação permanente do Ministério da Ciência e Tecnologia. 30. A pontuação está totalmente correta na frase: a) Alterações – em qualquer campo do conhecimento – podem ser: bem-vindas, desde que não impliquem, perdas. b) Alterações em qualquer campo do conhecimento, podem ser bem-vindas desde que não impliquem perdas. c) Alterações, em qualquer campo do conhecimento, podem ser bem-vindas, desde que não impliquem perdas. d) Alterações em qualquer campo do conhecimento podem ser bem-vindas, desde que: não impliquem perdas. e) Alterações, em qualquer campo do conhecimento podem ser bem-vindas desde que, não impliquem perdas. 31. Assinale a opção correta em relação à pontuação. a) Precisando de meu auxílio por favor não hesite em chamar-me. b) Precisando, de meu auxílio, por favor não hesite em chamar-me. c) Precisando de meu auxílio, por favor, não hesite em chamar-me. d) Precisando de meu auxílio por favor não hesite, em chamar-me. e) Precisando, de meu auxílio por favor, não hesite, em chamar-me. 32. Assinale a opção correta em relação à pontuação. a) Cada qual tem o ar que Deus lhe deu. b) Cada qual, tem o ar que Deus, lhe deu. c) Cada qual, tem o ar, que Deus lhe deu. d) Cada qual tem o ar, que Deus, lhe deu. e) Cada qual tem, o ar que Deus lhe deu. 33. Assinale a opção correta em relação à pontuação. a) Apesar de toda a atenção o fato passou despercebido a todos. b) Apesar de, toda a atenção, o fato, passou despercebido a todos. c) Apesar de, toda a atenção o fato passou, despercebido a todos. d) Apesar de toda a atenção o fato, passou despercebido, a todos. e) Apesar de toda a atenção, o fato passou despercebido a todos. 34. Assinale a opção em que o texto está pontuado corretamente. a) Matias, cônego honorário e pregador efetivo, estava compondo um sermão quando começou o idílio psíquico. b) Matias cônego honorário, e pregador efetivo estava compondo um sermão quando começou o idílio psíquico. c) Matias, cônego honorário e pregador efetivo, estava compondo um sermão, quando começou o idílio psíquico. d) Matias cônego honorário e pregador efetivo, estava compondo um sermão, quando começou, o idílio psíquico. e) Matias, cônego honorário e, pregador efetivo, estava compondo um sermão quando começou o idílio psíquico. 35. Assinale a opção em que o período está pontuado corretamente. a) Solicitamos aos candidatos que respondam às perguntas a seguir, importantes para efeito de pesquisas relativas aos vestibulares. b) Solicitamos aos candidatos, que respondam, às perguntas a seguir importantes para efeito de pesquisas relativas aos vestibulares. c) Solicitamos aos candidatos, que respondam às perguntas, a seguir importantes para efeito de pesquisas relativas aos vestibulares. d) Solicitamos, aos candidatos que respondam às perguntas a seguir importantes para efeito de pesquisas relativas aos vestibulares. e) Solicitamos aos candidatos, que respondam às perguntas, a seguir, importantes para efeito de pesquisas relativas aos vestibulares. 36. Assinale a opção correta em relação à pontuação. a) O fogo, está apagado; defendeu-se a moça; mas, o almoço está pronto. b) O fogo está apagado, defendeu-se a moça. Mas, o almoço, está pronto. c) O fogo está apagado... defendeu-se, a moça; mas o almoço está pronto. d) O fogo está apagado? Defendeu-se a moça. Mas o almoço, está pronto. e) O fogo está apagado – defendeu-se a moça. Mas o almoço está pronto. 37. Assinale a opção correta em relação à pontuação. a) Quem foi, que me disse, que o Pedro estava à procura, de uma gramática de alemão? b) Quem foi que, me disse, que o Pedro, estava à procura de uma gramática, de alemão? c) Quem foi que, me disse que o Pedro estava à procura de uma gramática de alemão? d) Quem foi que me disse que o Pedro estava à procura de uma gramática de alemão? e) Quem foi, que me disse que o Pedro, estava à procura de uma gramática, de alemão? 38. Assinale a opção correta em relação à pontuação. a) Cada qual, busca a salvar-se , a si próprio. b) Cada qual busca, a salvar-se a si próprio. c) Cada qual, busca a salvar-se a si, próprio. d) Cada qual busca, a salvar-se, a si próprio. e) Cada qual busca a salvar-se a si próprio. 39. Assinale a opção correta em relação à pontuação. a) Justamente no momento em que as coisas iam melhorar, ele pôs tudo a perder. b) Justamente no momento em que as coisas iam melhorar, ele pôs tudo, a perder. c) Justamente, no momento, em que as coisas iam melhorar, ele pôs tudo a perder. d) Justamente no momento, em que as coisas iam melhorar, ele pôs tudo, a perder. e) Justamente, no momento em que as coisas iam melhorar ele pôs tudo, a perder. 40. Assinale a opção correta em relação à pontuação. a) Prezados colegas deixemos agora a boa conversa, de lado! b) Prezados colegas deixemos agora, a boa conversa de lado! c) Prezados colegas, deixemos agora, a boa conversa de lado! d) Prezados colegas deixemos agora a boa conversa de lado! e) Prezados colegas, deixemos agora a boa conversa de lado! Unidade II ESTUDO DO VOCABULÁRIO Capítulo 4 Semântica Semântica é o estudo do sentido das palavras. Alguns tópicos relevantes são: Sinonímia: relação de significados iguais ou semelhantes entre termos de nosso idioma: próximo e perto; bonito e lindo, cômico e engraçado. Dentro de um contexto, deve-se observar se a alteração de vocábulos altera ou não o sentido do texto original. Antonímia: relação de significados opostos, contrários: perto e longe; bonito e feio; bom e ruim. Homonímia: palavras que possuem som e(ou) grafia idênticos As palavras homônimas se dividem em: 1. Homógrafas: palavras iguais na escrita e diferentes na pronúncia. Exemplos: gosto (substantivo) – gosto (1ª pessoa singular presente indicativo do verbo gostar) conserto (substantivo) – conserto (1ª pessoa singular presente indicativo do verbo consertar) 2. Homófonas: palavras iguais na pronúncia e diferentes na escrita. Exemplos: cela (substantivo) – sela (verbo) / cessão (substantivo) sessão (substantivo) – cerrar (verbo) – serrar ( verbo) 3. Perfeitas: palavras iguais na pronúncia e na escrita. Exemplos: cura (verbo) – cura (substantivo) verão (verbo) – verão (substantivo) cedo (verbo) – cedo (advérbio) Paronímia: palavras parecidas, mas com significados diferentes. absolver e absorver comprimento e cumprimento despercebido (não notado) e desapercebido (desacautelado) descrição e discrição Polissemia: palavras que possuem diferentes significados dependendo do contexto. Manga, vara, carteira Denotação: palavra empregada em seu sentido de dicionário. Comprei uma joia para minha namorada. Conotação: palavra empregada em sentido figurado. Você é joia. Neologismo: palavra nova na língua. Mensalão, valerioduto, sexonhei. Arcaísmo: palavra em desuso na língua. Dúvidas comunsA cerca de/acerca de/há cerca de • A cerca de significa a uma distância de: Belo Horizonte fica a cerca de setecentos quilômetros de Brasília. • Acerca de significa sobre, a respeito de: Falavam acerca do processo. • Há cerca de significa faz aproximadamente: Há cerca de duas semanas, o processo foi protocolado. A fim de/afim de • A fim de é locução prepositiva. Indica finalidade e equivale a para: Estamos aqui a fim de trabalhar. • Afim/afins são adjetivos e referem-se ao que apresenta afinidade, parentesco: Ele se tornou inelegível por ser parente afim do prefeito. À medida que/na medida em que • À medida que é locução proporcional e significa à proporção que, ao passo que, conforme: A opinião popular mudava à medida que se aproximava a eleição. • Na medida em que é locução causal e significa porque, porquanto, uma vez que, pelo fato de que: Na medida em que foi constatada a sua inconstitucionalidade, o projeto foi arquivado. • São incorretas as formas à medida em que e na medida que. A partir de • Emprega-se no sentido de a começar, a datar de: Esta lei entra em vigor a partir da data de sua publicação. No sentido de com base em, prefira considerando, baseando-se em, tomando-se por base: Os estudos foram feitos considerando as leis vigentes. A princípio – em princípio • A princípio tem o sentido de “inicialmente”, “no começo”. • Em princípio tem o sentido de “em tese”, “teoricamente”. A princípio não gostei da cidade, porém com o tempo passei a me adaptar muito bem. Ela a princípio não gostava do namorado. O campeonato ainda não terminou. Em princípio o São Paulo será campeão novamente. A princípio, ele agiu sem maldade. = No início, ele agiu sem maldade. Em princípio, ele agiu sem maldade. = Teoricamente, ele agiu sem maldade. Abaixo-assinado/abaixo assinado • Abaixo-assinado refere-se a documento particular assinado por várias pessoas, contendo reivindicação, pedido, manifestação de protesto ou de solidariedade: Sugeriu um abaixo-assinado para solicitar a permanência do diretor no cargo. • Abaixo assinado refere-se a pessoa que assina abaixo: O candidato, abaixo assinado, requer... Ao encontro de/de encontro a • Ao encontro de significa em busca de, em favor de, encontrar-se com, corresponder ao desejo de: Houve entendimento, pois a opinião da maior parte dos estudantes ia ao encontro das propostas da direção. • De encontro a significa oposição, contra, em contradição: Houve divergência, pois a opinião da maior parte dos estudantes ia de encontro às propostas da direção. Ao invés de/em vez de • Ao invés de significa ao contrário de e encerra a ideia de oposição: Os juros, ao invés de baixarem, sobem. • Em vez de significa em lugar de, ao contrário de: Estudou Direito Penal em vez de Direito Constitucional. Em caso de dúvida, use em vez de. Ao nível de/em nível (de) • No sentido de nessa instância, usa-se em nível (de): Isto ocorreu em nível ministerial ou em nível de ministério. • Ao nível de é usado no sentido de à mesma altura: A cidade de Santos está ao nível do mar. • A expressão a nível de constitui modismo e não deve ser usada. Através de/por meio de • No sentido de meio ou instrumento, use por, mediante, por meio de, por intermédio de: O réu pronunciou-se por meio de advogado. • A locução prepositiva através de deve ser usada como significado de um lado para outro, de lado a lado, por entre, no decurso de: Via as pessoas na rua através da janela. Demais/de mais • Demais é advérbio e significa em demasia ou excesso: Trabalhou demais. Está bom demais. Pode ser ainda pronome indefinido: Os demais permaneceram sentados. • De mais opõe-se a de menos: Ganhou dinheiro de mais. • Demais pode também ser conjunção explicativa e significa além disso. Nesse sentido também se empregam as formas ademais, ao demais, de mais a mais e demais disso: Demais disso, espera-se o uso correto da urna eletrônica. Dentre/entre • Dentre é a combinação das preposições de e entre e significa do meio de. Emprega-se quando há exigência das duas preposições, o que ocorre com verbos como tirar, sair, surgir: Dentre os processos, tirou apenas um. Dentre os candidatos, saiu vitorioso o mais comunicativo. Mais uma irregularidade surgiu dentre as inúmeras já constatadas. • Nos demais casos, empregue entre: Entre as autoridades estava o presidente da República. Ele é o mais carismático entre os líderes. Eminente/iminente Eminente significa elevado, nobre, sublime: O eminente líder apresentou sua defesa. Iminente significa próximo, imediato: O perigo era iminente e inevitável. Enquanto Emprega-se a conjunção enquanto nos seguintes sentidos: a) quando, no tempo em que, durante o tempo que: Permaneci naquele emprego enquanto era útil à empresa; b) à medida que, à proporção que: Enquanto se apuravam os votos, a vitória ficava mais certa; c) ao passo que: Você se saiu bem nos exames, enquanto eu me saí mal. O emprego da partícula que seguida à conjunção enquanto torna-se excessivo, por isso deve ser evitado. Face a/em face de • A expressão face a, embora muito comum, não é dicionarizada. Assim sendo, empregue em face de, que significa perante, defronte, em frente de, diante de, em virtude de: Adoto este parecer em face da jurisprudência. • Não se admite também o emprego da expressão em face a, entretanto existe fazer face a, significando opor-se, custear, suprir: Trabalhou muito para fazer face às despesas do curso. Há/a • Há (verbo haver) significa existir, fazer (= tempo decorrido), realizar-se, acontecer: Voto em Brasília há (faz) dois anos. Há (existem) muitos eleitores nesta seção eleitoral. Há (realizam-se) reuniões semanais. • A é preposição: Daqui a dois meses encerra-se o prazo para as inscrições. Haja vista • A expressão haja vista é invariável e significa veja: Haja vista os exemplos já mencionados. Insipiente/incipiente • Insipiente significa ignorante, insensato, imprudente: O homem insipiente não conhece os seus próprios direitos. • Incipiente significa que está no começo, principiante: Lançada a semente, a terra revolvida facilita a vida incipiente das plantas. Junto a • A locução junto a deve ser empregada no sentido de ao lado de, perto de, adido a: O segurança posicionou-se junto ao réu. O embaixador brasileiro junto a Portugal será homenageado. • Nos demais empregos, usa-se a preposição que o verbo pedir: O sindicato mantém as negociações com (e não junto a) a diretoria. Solicitou providências do (e não junto ao) ministério. Entrou com recurso no (e não junto ao) TSE. Mais bem/mais mal • Empregam-se as formas mais bem e mais mal antes de particípio: O processo estava mais bem instruído do que se esperava. Este parecer está mais mal redigido que o outro. • Melhor e pior empregam-se como formas comparativas dos advérbios bem e mal e dos adjetivos bom e mau: Escreve melhor (advérbio) do que fala. O melhor (adjetivo) currículo será escolhido. Mandato/mandado • Mandato significa procuração, delegação, missão, ordem de superior para inferior, poderes políticos outorgados pelo povo a alguém para governar nação, estado ou município ou representá-lo no Legislativo: O deputado não concluiu o seu mandato. • Mandado, como substantivo, quer dizer incumbência, mandamento, ordem emanada de autoridade judicial ou administrativa: O oficial de justiça apresentou-lhe o mandado de prisão. Mesmo(s)/mesma(s) Mesmo pode ser empregado como: a) pronome demonstrativo, quando tem o sentido de idêntico, em pessoa: Tinha o mesmo jeito de sempre. Ela mesma foi à delegacia; b) substantivo, apenas no sentido de a mesma coisa: Ele disse o mesmo ao juiz; c) advérbio, equivalendo a exatamente, justamente, até, ainda, realmente, verdadeiramente: Mesmo os advogados discordaram da sentença. Trabalhou muito mesmo. Constitui erro o uso do demonstrativomesmo em substituição a outro tipo de pronome ou a um substantivo: a) O ministro pediu vista do processo, pois o mesmo precisava analisar melhor a questão (neste caso, omita o mesmo). b) Vou ao gabinete do chefe e com o mesmo tratarei desse assunto (neste caso, substitua o mesmo por ele). c) O processo foi analisado por dois juristas e os mesmos conhecem profundamente o assunto (neste caso, substitua e os mesmos por que). Onde/aonde/donde • Onde, como advérbio interrogativo, significa em que lugar, em qual lugar. Usa-se em referência a situação estática: O eleitor vota onde? O eleitor vota na zona eleitoral. • Aonde (a+onde) significa a que lugar, lugar a que ou ao qual. Usa-se em referência a situação dinâmica e com verbos que pedem a preposição a, como ir a, chegar a: Ele foi aonde? Ele foi ao tribunal. • Donde (de+onde) significa de qual lugar, de que lugar, daí. É usado para indicar situações de procedência, origem, causa, conclusão. A forma de onde também é correta: As reclamações vieram donde? (ou de onde?) Por que/por quê/ porque/porquê 1. Emprega-se por que: a) em frases interrogativas diretas e indiretas, pois o que é pronome interrogativo equivalente a qual, qual razão, qual motivo e flexões: Por que (por qual) maneira o identificaram? Por que (por qual) motivo não houve votação?; b) quando equivale a pelo qual e suas variações: Esse é o motivo por que (pelo qual) foi advertido. Desconhecemos as razões por que (pelas quais) o processo foi arquivado; c) em construções em que o por é regido por verbo, substantivo ou adjetivo e o que é conjunção integrante, equivalendo a para que: Ansiavam por que houvesse melhoria salarial. Estávamos esperançosos por que a reforma fosse logo promulgada. 2. Emprega-se por quê no final de frases: A sessão não se realizou, por quê? Está alegre e não sabe por quê. 3. Emprega-se porque quando conjunção: Prepare-se porque as eleições estão chegando. O processo foi arquivado porque não havia provas. 4. Emprega-se porquê quando substantivado e equivalente a causa, motivo, razão: Sabendo um porquê do caso, saberemos todos os porquês. Se não/senão Emprega-se: a) se não quando se é conjunção e inicia oração subordinada condicional, equivalendo a caso não, quando não: O acusado, se não (caso não) comparecer, será prejudicado. São problemas que, se não (quando não) resolvidos, complicam a situação; b) senão quando esta palavra equivale a exceto, salvo, a não ser, de outro modo, do contrário, mas, mas sim, mas também: Esta eficácia não se opera unicamente em favor do eleitor, senão (a não ser) também dos partidos. Confessa, senão (do contrário) serás preso. Tampouco/tão pouco • Tampouco é advérbio de sentido negativo e significa também não, nem sequer. Por isso dispensa o acompanhamento da partícula nem: Não compareceu à sessão eleitoral, tampouco se justificou. • Em tão pouco, o advérbio tão modifica a palavra pouco, que pode ser advérbio ou pronome indefinido: Argumentou tão pouco (advérbio) que não convenceu os eleitores. Revelou tão pouco (pronome indefinido) interesse pelo assunto. • Como pronome indefinido, pouco flexiona-se concordando com o substantivo a que se refere: Tomou tão poucas decisões. Vultosa/vultuosa • Vultosa é da família etimológica de vulto (volume) e significa volumosa, grande, robusta: • Vendeu o terreno por vultosa soma. Vultuosa é da família de vultuosidade (estado de inchação do rosto, particularmente dos lábios e dos olhos): A face vultuosa do homem chamava a atenção das pessoas. Praticando Indique a opção destacada correta (algumas opções podem apresentar as duas corretas). 1. À medida que/Na medida em que estudo, mais aprendo. 2. O juiz proferiu a sentença a partir dos/com base nos argumentos apresentados. 3. A princípio/Em princípio não gostei da cidade, porém com o tempo passei a me adaptar muito bem. 4. A princípio/Em princípio todos são inocentes. 5. Ela me viu através/por meio da janela de vidro. 6. O sangue corre através/por meio das veias. 7. Ela foi me conhecendo melhor através/por meio dos anos. 8. O projeto será regulamentado através/por meio de novas leis. 9. Não gostava dele enquanto/na condição de ministro da Fazenda. 10. Face o/Em face do ocorrido, os argumentos não se sustentam. 11. O relatório não ficou pronto, haja visto/haja vista o prazo curto solicitado. 12. O trabalho foi melhor/mais bem elaborado. 13. Deixarei o processo junto ao/no protocolo. 14. O parecer chegou e o mesmo/ele apresenta erros de conteúdo. 15. A meu ver/ao meu ver, o processo está encerrado. 16. O réu gastou uma soma vultosa/vultuosa. 17. Devido ao mau/mal tempo, não poderei viajar hoje. 18. Mandei imprimir a propaganda a cores/em cores. 19. Tenho bastante/bastantes assuntos para conversar com você. 20. Os candidatos não sabiam por que/porque estavam ali. 21. O campeonato carioca já não é mais organizado tão pouco/tampouco honesto. 22. Todos estão ao par/a par dos últimos acontecimentos. 23. Face à/Em face de nova legislação, não haverá mais feriado. 24. Não concordo. As ideias vêm de encontro aos/ao encontro dos meus interesses. 25. O local se situa ao lado do prédio, onde/aonde trabalha o senador. 26. O local se situa ao lado do prédio onde/aonde você foi ontem. 27. Tudo foi concluído no prazo, haja visto/haja vista o esforço de todos. 28. Você sabe que é proibido entrada/ a entrada de estranhos ao colégio. 29. Solicitamos (diretoria) a esta/essa presidência que nos apresente a solução. 30. Informei-lhe de que/que não receberia visitas hoje. 31. Ficou clara/claro, pela interpretação do texto, a arrogância da personagem. 32. Ele deve voltar, uma vez que haviam/havia dúvidas sobre o caso. 33. A princípio/Em princípio, ele não gostou do livro, mas depois adorou. 34. Em relação ao assunto acerca/a cerca dos últimos resultados. 35. O jogador do Botafogo joga muito mau/mal. 36. Todos sabem que você realizou um mau/mal negócio naquele dia. 37. Minha irmã não sabe falar inglês, tampouco/tão pouco meu irmão. 38. Tenho tão pouco/tampouco interesse no livro. 39. Em face do/Face ao ocorrido, não viajarei no feriado. 40. Ela concordou. Sua opinião veio de encontro à/ao encontro da minha. 41. Por quê/Por que a prova foi difícil? 42. Segue o termo de recisão/rescisão do contrato. 43. Para saudar/saldar a dívida, você precisará trabalhar muito. 44. O rádio informou ser eminente/iminente a ocorrência de chuvas na região. 45. O eminente/iminente professor retornou à sua rotina. 46. Os trabalhadores que infligirem/infringirem as regras serão punidos. 47. Já houveram/houve rumores sobre você. 48. A prova foi difícil por quê/por que? 49. Ela soube agir com muita descrição/discrição. 50. Em princípio/A princípio não haverá reunião amanhã. 51. Não sei porque/por que ela não entendeu o assunto. 52. Ele foi considerado melhor preparado/ mais bem preparado para a função. 53. Comprei oitocentas/oitocentos gramas de queijo. 54. A casa já foi quitada a/há cinco anos. 55. O jogador foi punido afim de/a fim de servir de exemplo. 56. O diretor não quer mais porquês/por quês. 57. Essas são as razões por que/porque não o visitei. 58. As mudanças ainda não foram absolvidas/absorvidas pelos alunos. 59. Ele está ao ponto de/a ponto de sofrer punições. 60. Devemos condenar toda descriminação/discriminação racial e religiosa. 61. Concordo com tudo, pois vem de encontro ao/ao encontro do que defendo. 62. Sempre tive dúvidas acerca de/a cerca de seus atos. 63. Ao invés de/Em vez de ir nadar, estudou. 64. A menina viu tudo através da/por meio da porta de vidro. 65. Temos de agir com cautela e muita descrição/discrição. 66. A princípio/Em princípio, todos irão a festa amanhã. 67. Não se preocupem, pois já estou ao par/a par de tudo. 68. Ele cometeu o crime a cerca de/há cerca de dois anos. 69. Deve-se infringir/infligir penas aos infratores contumazes. 70. A empresaimpetrou um mandato/mandado de segurança. 71. Estou fazendo a prova sozinho, a fim/afim de mostrar o que sei. 72. Andávamos à tua procura há cerca de/a cerca de vinte minutos. 73. Ontem, a Assembleia realizou duas seções/sessões extraordinárias. 74. Os ladrões abandonaram uma vultuosa/vultosa soma no carro. 75. O mandado/mandato de prisão deve conter a assinatura do juiz. 76. O juiz infligiu/infringiu dura pena ao réu. 77. Ele mora onde/aonde você foi ontem. 78. A nível de/Em nível de Brasília, a qualidade de vida é boa. 79. Senão/Se não voltar cedo, não conseguirá estudar. Capítulo 5 Ortografia Do alfabeto e dos nomes próprios estrangeiros e seus derivados 1o) O alfabeto da língua portuguesa é formado por vinte e seis letras, cada uma delas com uma forma minúscula e outra maiúscula: a A (á) j J (jota) s S (esse) b B (bê) k K (capa ou cá) t T (tê) c C (cê) l L (ele) u U (u) d D (dê) m M (eme) v V (vê) e E (é) n N (ene) w W (dáblio) f F (efe) o O (o) x X (xis) g G (gê ou guê) p P (pê) y Y (ípsilon) h H (agá) q Q (quê) z Z (zê) i I (i) r R (erre) Observações: 1. Além dessas letras, usam-se o ç (cê cedilhado) e os seguintes dígrafos: rr (erre duplo), ss (esse duplo), ch (cê-agá), lh (ele-agá), nh (ene-agá), gu (guê-u) e qu (quê-u). 2. Os nomes das letras acima sugeridos não excluem outras formas de as designar. 2o) As letras k, w e y usam-se nos seguintes casos especiais: a) em antropônimos originários de outras línguas e seus derivados: Franklin, frankliniano; Kant, kantismo; Darwin, darwinismo; Wagner, wagneriano; Byron, byroniano; Taylor, taylorista; b) em topônimos originários de outras línguas e seus derivados: Kwanza, Kuwait, kuwaitiano; Malawi, malawiano; c) em siglas, símbolos e mesmo em palavras adotadas como unidades de medida de curso internacional: TWA, KLM; K-potássio (de kalium), W-oeste (West); kg-quilograma, km-quilómetro, kW-kilowatt, yd-jarda (yard); Watt. 3o) Em congruência com o número anterior, mantêm-se nos vocábulos derivados eruditamente de nomes próprios estrangeiros quaisquer combinações gráficas ou sinais diacríticos não peculiares à nossa escrita que figurem nesses nomes: comtista, de Comte; garrettiano, de Garrett; jeffersónia/jeffersônia, de Jefferson; mülleriano, de Müller, shakespeariano, de Shakespeare. Os vocabulários autorizados registrarão grafias alternativas admissíveis, em casos de divulgação de certas palavras de tal tipo de origem (a exemplo de fúcsia/ fúchsia e derivados, buganvília/ buganvílea/ bougainvíllea). 4o) Os dígrafos finais de origem hebraica ch, ph e th podem conservar-se em formas onomásticas da tradição bíblica, como Baruch, Loth, Moloch, Ziph, ou então simplificar-se: Baruc, Lot, Moloc, Zif. Se qualquer um desses dígrafos, em formas do mesmo tipo, é invariavelmente mudo, elimina-se: José, Nazaré, em vez de Joseph, Nazareth; e se algum deles, por força do uso, permite adaptação, substitui-se, recebendo uma adição vocálica: Judite, em vez de Judith. 5o) As consoantes finais grafadas b, c, d, g e t mantêm-se, quer sejam mudas, quer proferidas, nas formas onomásticas em que o uso as consagrou, nomeadamente antropônimos e topônimos da tradição bíblica: Jacob, Job, Moab, Isaac; David, Gad; Gog, Magog; Bensabat, Josafat. Integram-se também nesta forma: Cid, em que o d é sempre pronunciado; Madrid e Valhadolid, em que o d ora é pronunciado, ora não; e Calecut ou Calicut, em que o t se encontra nas mesmas condições. Nada impede, entretanto, que a dos antopônimos em apreço sejam usados sem a consoante final Jó, Davi e Jacó. 6o) Recomenda-se que os topônimos de línguas estrangeiras se substituam, tanto quanto possível, por formas vernáculas, quando essas sejam antigas e ainda vivas em português ou quando entrem, ou possam entrar, no uso corrente. Exemplos: Anvers, substituído por Antuérpia; Cherbourg, por Cherburgo; Garonne, por Garona; Genève, por Genebra; Jutland, por Jutlândia; Milano, por Milão; München, por Munique; Torino, por Turim; Zürich, por Zurique etc. Do h inicial e final 1º) O h inicial emprega-se: a) por força da etimologia: haver, hélice, hera, hoje, hora, homem, humor. b) em virtude de adoção convencional: hã?, hem?, hum!. 2º) O h inicial suprime-se: a) quando, apesar da etimologia, a sua supressão está inteiramente consagrada pelo uso: erva, em vez de herva; e, portanto, ervaçal, ervanário, ervoso (em contraste com herbáceo, herbanário, herboso, formas de origem erudita); b) quando, por via de composição, passa a interior e o elemento em que figura se aglutina ao precedente: biebdomadário, desarmonia, desumano, exaurir, inábil, lobisomem, reabilitar, reaver; 3º) O h inicial mantém-se, no entanto, quando, numa palavra composta, pertence a um elemento que está ligado ao anterior por meio de hífen: anti-higiénico/anti-higiênico, contra-haste; pré-história, sobre-humano. 4º) O h final emprega-se em interjeições: ah! oh! Da homofonia de certos grafemas consonânticos Dada a homofonia existente entre certos grafemas consonânticos, torna-se necessário diferençar os seus empregos, que fundamentalmente se regulam pela história das palavras. É certo que a variedade das condições em que se fixam na escrita os grafemas consonânticos homófonos nem sempre permite fácil diferenciação dos casos em que se deve empregar uma letra e daqueles em que, diversamente, se deve empregar outra, ou outras, a representar o mesmo som. Nessa conformidade, importa notar, principalmente, os seguintes casos: 1º) Distinção gráfica entre ch e x: achar, archote, bucha, capacho, capucho, chamar, chave, Chico, chiste, chorar, colchão, colchete, endecha, estrebucha, facho, ficha, flecha, frincha, gancho, inchar, macho, mancha, murchar, nicho, pachorra, pecha, pechincha, penacho, rachar, sachar, tacho; ameixa, anexim, baixel, baixo, bexiga, bruxa, coaxar, coxia, debuxo, deixar, eixo, elixir, enxofre, faixa, feixe, madeixa, mexer, oxalá, praxe, puxar, rouxinol, vexar, xadrez, xarope, xenofobia, xerife, xícara. 2º) Distinção gráfica entre g, com valor de fricativa palatal, e j: adágio, alfageme, Álgebra, algema, algeroz, Algés, algibebe, algibeira, álgido, almargem, Alvorge, Argel, estrangeiro, falange, ferrugem, frigir, gelosia, gengiva, gergelim, geringonça, Gibraltar, ginete, ginja, girafa, gíria, herege, relógio, sege, Tânger, virgem; adjetivo, ajeitar, ajeru (nome de planta indiana e de uma espécie de papagaio), canjerê, canjica, enjeitar, granjear, hoje, intrujice, jecoral, jejum, jeira, jeito, Jeová, jenipapo, jequiri, jequitibá, Jeremias, Jericó, jerimum, Jerónimo, Jesus, jibóia, jiquipanga, jiquiró, jiquitaia, jirau, jiriti, jitirana, laranjeira, lojista, majestade, majestoso, manjerico, manjerona, mucujê, pajé, pegajento, rejeitar, sujeito, trejeito. 3º) Distinção gráfica entre as letras s, ss, c, ç e x, que representam sibilantes surdas: ânsia, ascensão, aspersão, cansar, conversão, esconso, farsa, ganso, imenso, mansão, mansarda, manso, pretensão, remanso, seara, seda, Seia, Sertã, Sernancelhe, serralheiro, Singapura, Sintra, sisa, tarso, terso, valsa; abadessa, acossar, amassar, arremessar, Asseiceira, asseio, atravessar, benesse, Cassilda, codesso (identicamente Codessal ou Codassal, Codesseda, Codessoso etc.), crasso, devassar, dossel, egresso, endossar, escasso, fosso, gesso, molosso, mossa, obsessão, pêssego, possesso, remessa, sossegar; acém, acervo, alicerce, cebola, cereal, Cernache, cetim, Cinfães, Escócia, Macedo, obcecar, percevejo; açafate, açorda, açúcar, almaço, atenção, berço, Buçaco, caçanje, caçula, caraça, dançar, Eça, enguiço, Gonçalves, inserção, linguiça, maçada, Mação, maçar, Moçambique, Monção, muçulmano, murça, negaça, pança, peça, quiçaba, quiçaça, quiçama, quiçamba, Seiça (grafia que pretere as errôneas Ceiça e Ceissa), Seiçal, Suíça, terço; auxílio, Maximiliano, Maximino, máximo, próximo, sintaxe.4º) Distinção gráfica entre s de fim de sílaba (inicial ou interior) e x e z com idêntico valor fônico: adestrar, Calisto, escusar, esdrúxulo, esgotar, esplanada, esplêndido, espontâneo, espremer, esquisito, estender, Estremadura, Estremoz, inesgotável; extensão, explicar, extraordinário, inextricável, inexperto, sextante, têxtil; capazmente, infelizmente, velozmente. De acordo com esta distinção convém notar dois casos: a) em final de sílaba que não seja final de palavra, o x = s muda para s sempre que está precedido de i ou u: justapor, justalinear, misto, sistino (cf. Capela Sistina), Sisto, em vez de juxtapor, juxtalinear, mixto, sixtina, Sixto. b) só nos advérbios em –mente se admite z, com valor idêntico ao de s, em final de sílaba seguida de outra consoante (cf. capazmente etc.); de contrário, o s toma sempre o lugar de z: Biscaia, e não Bizcaia. 5º) Distinção gráfica entre s final de palavra e x e z com idêntico valor fônico: aguarrás, aliás, anis, após atrás, através, Avis, Brás, Dinis, Garcês, gás, Gerês, Inês, íris, Jesus, jus, lápis, Luís, país, português, Queirós, quis, retrós, revés, Tomás, Valdés; cálix, Félix, Fénix, flux; assaz, arroz, avestruz, dez, diz, fez (substantivo e forma do verbo fazer), fiz, Forjaz, Galaaz, giz, jaez, matiz, petiz, Queluz, Romariz, [Arcos de] Valdevez, Vaz. A propósito, deve observar-se que é inadmissível z final equivalente a s em palavra não oxítona: Cádis, e não Cádiz. 6º) Distinção gráfica entre as letras interiores s, x e z, que representam sibilantes sonoras: aceso, analisar, anestesia, artesão, asa, asilo, Baltasar, besouro, besuntar, blusa, brasa, brasão, Brasil, brisa, [Marco de] Canaveses, coliseu, defesa, duquesa, Elisa, empresa, Ermesinde, Esposende, frenesi ou frenesim, frisar, guisa, improviso, jusante, liso, lousa, Lousã, Luso (nome de lugar, homônimo de Luso, nome mitológico), Matosinhos, Meneses, narciso, Nisa, obséquio, ousar, pesquisa, portuguesa, presa, raso, represa, Resende, sacerdotisa, Sesimbra, Sousa, surpresa, tisana, transe, trânsito, vaso; exalar, exemplo, exibir, exorbitar, exuberante, inexato, inexorável; abalizado, alfazema, Arcozelo, autorizar, azar, azedo, azo, azorrague, baliza, bazar, beleza, buzina, búzio, comezinho, deslizar, deslize, Ezequiel, fuzileiro, Galiza, guizo, helenizar, lambuzar, lezíria, Mouzinho, proeza, sazão, urze, vazar, Veneza, Vizela, Vouzela. Das sequências consonânticas 1º) O c, com valor de oclusiva velar, das sequências interiores cc (segundo c com valor de sibilante), cç e ct, e o p das sequências interiores pc (c com valor de sibilante), pç e pt, ora se conservam, ora se eliminam. Assim: a) conservam-se nos casos em que são invariavelmente proferidos nas pronúncias cultas da língua: compacto, convicção, convicto, ficção, friccionar, pacto, pictural; adepto, apto, díptico, erupção, eucalipto, inepto, núpcias, rapto. b) eliminam-se nos casos em que são invariavelmente mudos nas pronúncias cultas da língua: ação, acionar, afetivo, aflição, aflito, ato, coleção, coletivo, direção, diretor, exato, objeção; adoção, adotar, batizar, Egito, ótimo. c) conservam-se ou eliminam-se, facultativamente, quando se proferem numa pronúncia culta, quer geral, quer restritamente, ou então quando oscilam entre a prolação e o emudecimento: aspecto e aspeto, cacto e cato, caracteres e carateres, dicção e dição; facto e fato, sector e setor, ceptro e cetro, concepção e conceção, corrupto e corruto, recepção e receção. d) quando, nas sequências interiores mpc, mpç e mpt se eliminar o p de acordo com o determinado nos parágrafos precedentes, o m passa a n, escrevendo-se, respectivamente nc, nç e nt: assumpcionista e assuncionista; assumpção e assunção; assumptível e assuntível; peremptório e perentório, sumptuoso e suntuoso, sumptuosidade e suntuosidade. 2º) Conservam-se ou eliminam-se, facultativamente, quando se proferem numa pronúncia culta, quer geral, quer restritamente, ou então quando oscilam entre a prolação e o emudecimento: o b da sequência bd, em súbdito; o b da sequência bt, em subtil e seus derivados; o g da sequência gd, em amígdala, amigdalácea, amigdalar, amigdalato, amigdalite, amigdalóide, amigdalopatia, amigdalotomia; o m da sequência mn, em amnistia, amnistiar, indemne, indemnidade, indemnizar, omnímodo, omnipotente, omnisciente etc.; o t, da sequência tm, em aritmética e aritmético. Das vogais átonas 1º) O emprego do e e do i, assim como o do o e do u, em sílaba átona, regula-se fundamentalmente pela etimologia e por particularidades da história das palavras. Assim se estabelecem variadíssimas grafias: a) com e e i: ameaça, amealhar, antecipar, arrepiar, balnear, boreal, campeão, cardeal (prelado, ave planta; diferente de cardial = “relativo à cárdia”), Ceará, côdea, enseada, enteado, Floreal, janeanes, lêndea, Leonardo, Leonel, Leonor, Leopoldo, Leote, linear, meão, melhor, nomear, peanha, quase (em vez de quási), real, semear, semelhante, várzea; ameixial, Ameixieira, amial, amieiro, arrieiro, artilharia, capitânia, cordial (adjetivo e substantivo), corriola, crânio, criar, diante, diminuir, Dinis, ferregial, Filinto, Filipe (e identicamente Filipa, Filipinas etc.), freixial, giesta, Idanha, igual, imiscuir-se, inigualável, lampião, limiar, Lumiar, lumieiro, pátio, pior, tigela, tijolo, Vimieiro, Vimioso; b) com o e u: abolir, Alpendorada, assolar, borboleta, cobiça, consoada, consoar, costume, díscolo, êmbolo, engolir, epístola, esbaforir-se, esboroar, farândola, femoral, Freixoeira, girândola, goela, jocoso, mágoa, névoa, nódoa, óbolo, Páscoa, Pascoal, Pascoela, polir, Rodolfo, távoa, tavoada, távola, tômbola, veio (substantivo e forma do verbo vir); açular, água, aluvião, arcuense, assumir, bulir, camândulas, curtir, curtume, embutir, entupir, fémur/fêmur, fístula, glândula, ínsua, jucundo, légua, Luanda, lucubração, lugar, mangual, Manuel, míngua, Nicarágua, pontual, régua, tábua, tabuada, tabuleta, trégua, virtualha. 2º) Sendo muito variadas as condições etimológicas e histórico-fonéticas em que se fixam graficamente e e i ou o e u em sílaba átona, é evidente que só a consulta dos vocabulários ou dicionários pode indicar, muitas vezes, se deve empregar-se e ou i, se o ou u. Há, todavia, alguns casos em que o uso dessas vogais pode ser facilmente sistematizado. Convém fixar os seguintes: a) escrevem-se com e, e não com i, antes da sílaba tônica, os substantivos e adjetivos que procedem de substantivos terminados em -eio e -eia, ou com eles estão em relação direta. Assim se regulam: aldeão, aldeola, aldeota por aldeia; areal, areeiro, areento, Areosa por areia; aveal por aveia; baleal por baleia; cadeado por cadeia; candeeiro por candeia; centeeira e centeeiro por centeio; colmeal e colmeeiro por colmeia; correada e correame por correia. b) escrevem-se igualmente com e, antes de vogal ou ditongo da sílaba tônica, os derivados de palavras que terminam em e acentuado (o qual pode representar um antigo hiato: ea, ee): galeão, galeota, galeote, de galé; coreano, de Coreia; daomeano, de Daomé; guineense, de Guiné; poleame e poleeiro, de polé. c) escrevem-se com i, e não com e, antes da sílaba tônica, os adjetivos e substantivos derivados em que entram os sufixos mistos de formação vernácula -iano e -iense, os quais são o resultado da combinação dos sufixos -ano e -ense com um i de origem analógica (baseado em palavras onde -ano e -ense estão precedidos de i pertencente ao tema: horaciano, italiano, duriense, flaviense etc.): açoriano, acriano (de Acre), camoniano, goisiano (relativo a Damião de Góis), siniense (de Sines), sofocliano, torriano, torriense (de Torre(s)). d) uniformizam-se com as terminações -io e -ia (átonas), em vez de -eo e -ea, os substantivos que constituem variações, obtidas por ampliação, de outros substantivos terminados em vogal: cúmio (popular), de cume; hástia, de haste; réstia, do antigo reste; véstia, de veste. e) os verbos em -ear podem distinguir-se praticamente, grande número de vezes, dos verbos em -iar,quer pela formação, quer pela conjugação e formação ao mesmo tempo. Estão no primeiro caso todos os verbos que se prendem a substantivos em -eio ou -eia (sejam formados em português ou venham já do latim); assim se regulam: aldear, por aldeia; alhear, alheio; cear, por ceia; encadear, por cadeia; pear, por peia; etc. Estão no segundo caso todos os verbos que têm normalmente flexões rizotónicas/rizotônicas em -eio, -eias etc.: clarear, delinear, devanear, falsear, granjear, guerrear, hastear, nomear, semear etc. Existem, no entanto, verbos em -iar, ligados a substantivos com as terminações átonas -ia ou -io, que admitem variantes na conjugação: negoceio ou negocio (cf. negócio); premeio ou premio (cf. prémio/prêmio) etc. f) não é lícito o emprego do u final átono em palavras de origem latina. Escreve-se, por isso: moto, em vez de mótu (por exemplo, na expressão de moto próprio); tribo, em vez de tríbu. g) os verbos em -oar distinguem-se praticamente dos verbos em -uar pela sua conjugação nas formas rizotónicas/rizotônicas, que têm sempre o na sílaba acentuada: abençoar com o, como abençoo, abençoas etc.; destoar, com o, como destoo, destoas etc.: mas acentuar, com u, como acentuo, acentuas etc. Das vogais nasais Na representação das vogais nasais devem observar-se os seguintes preceitos: 1º) Quando uma vogal nasal ocorre em fim de palavra, ou em fim de elemento seguido de hífen, representa-se a nasalidade pelo til, se essa vogal é de timbre a; por m, se possui qualquer outro timbre e termina a palavra; e por n, se é de timbre diverso de a e está seguida de s: afã, grã, Grã-Bretanha, lã, órfã, sã-braseiro (forma dialetal; o mesmo que são-brasense = de S. Brás de Alportel); clarim, tom, vacum; flautins, semitons, zunzuns. 2º) Os vocábulos terminados em -ã transmitem esta representação do a nasal aos advérbios em -mente que deles se formem, assim como a derivados em que entrem sufixos iniciados por z: cristãmente, irmãmente, sãmente; lãzudo, maçãzita, manhãzinha, romãzeira. Dos ditongos 1º) Os ditongos orais, que tanto podem ser tônicos como átonos, distribuem-se por dois grupos gráficos principais, conforme o segundo elemento do ditongo é representado por i ou u: ai, ei, éi, ui; au, eu, éu, iu, ou: braçais, caixote, deveis, eirado, farnéis (mas farneizinhos), goivo, goivar, lençóis (mas lençoizinhos), tafuis, uivar, cacau, cacaueiro, deu, endeusar, ilhéu (mas ilheuzito), mediu, passou, regougar. Observação: Admitem-se, todavia, excepcionalmente, à parte desses dois grupos, os ditongos grafados ae (= âi ou ai) e ao (= âu ou au): o primeiro, representado nos antropônimos Caetano e Caetana, assim como nos respectivos derivados e compostos (caetaninha, são-caetano etc.); o segundo, representado nas combinações da preposição a com as formas masculinas do artigo ou pronome demonstrativo o, ou seja, ao e aos. 2º) Cumpre fixar, a propósito dos ditongos orais, os seguintes preceitos particulares: a) é o ditongo grafado ui, e não a sequência vocálica grafada ue, que se emprega nas formas de 2a e 3a pessoas do singular do presente do indicativo e igualmente na da 2a pessoa do singular do imperativo dos verbos em -uir: constituis, influi, retribui. Harmonizam-se, portanto, essas formas com todos os casos de ditongo grafado ui de sílaba final ou fim de palavra (azuis, fui, Guardafui, Rui etc.); e ficam assim em paralelo gráfico-fonético com as formas de 2a e 3a pessoas do singular do presente do indicativo e de 2a pessoa do singular do imperativo dos verbos em -air e em -oer: atrais, cai, sai; móis, remói, sói. b) é o ditongo grafado ui que representa sempre, em palavras de origem latina, a união de um u a um i átono seguinte. Não divergem, portanto, formas como fluido de formas como gratuito. E isso não impede que nos derivados de formas daquele tipo as vogais grafadas u e i se separem: fluídico, fluidez (u-i). c) além dos ditongos orais propriamente ditos, os quais são todos decrescentes, admite-se, como é sabido, a existência de ditongos crescentes. Podem considerar-se no número deles as sequências vocálicas pós-tônicas, tais as que se representam graficamente por ea, eo, ia, ie, io, oa, ua, ue, uo: áurea, áureo, calúnia, espécie, exímio, mágoa, míngua, ténue/tênue, tríduo. 3º) Os ditongos nasais, que na sua maioria tanto podem ser tônicos como átonos, pertencem graficamente a dois tipos fundamentais: ditongos representados por vogal com til e semivogal; ditongos representados por uma vogal seguida da consoante nasal m. Eis a indicação de uns e outros: a) os ditongos representados por vogal com til e semivogal são quatro, considerando-se apenas a língua padrão contemporânea: ãe (usado em vocábulos oxítonos e derivados), ãi (usado em vocábulos anoxítonos e derivados), ão e õe. Exemplos: cães, Guimarães, mãe, mãezinha; cãibas, cãibeiro, cãibra, zãibo; mão, mãozinha, não, quão, sótão, sotãozinho, tão; Camões, orações, oraçõezinhas, põe, repões. Ao lado de tais ditongos pode, por exemplo, colocar-se o ditongo ui; mas este, embora se exemplifique numa forma popular como rui = ruim, representa-se sem o til nas formas muito e mui, por obediência à tradição. b) os ditongos representados por uma vogal seguida da consoante nasal m são dois: am e em. Divergem, porém, nos seus empregos: • am (sempre átono) só se emprega em flexões verbais: amam, deviam, escreveram, puseram; • em (tónico/tônico ou átono) emprega-se em palavras de categorias morfológicas diversas, incluindo flexões verbais, e pode apresentar variantes gráficas determinadas pela posição, pela acentuação ou, simultaneamente, pela posição e pela acentuação: bem, Bembom, Bemposta, cem, devem, nem, quem, sem, tem, virgem; Bencanta, Benfeito, Benfica, benquisto, bens, enfim, enquanto, homenzarrão, homenzinho, nuvenzinha, tens, virgens, amém (variação de ámen), armazém, convém, mantém, ninguém, porém, Santarém, também; convêm, mantêm, têm (3as pessoas do plural); armazéns, desdéns, convéns, reténs; Belenzada, vintenzinho. Da supressão dos acentos em palavras derivadas 1º) Nos advérbios em -mente, derivados de adjetivos com acento agudo ou circunflexo, estes são suprimidos: avidamente (de ávido), debilmente (de débil), facilmente (de fácil), habilmente (de hábil), ingenuamente (de ingênuo), lucidamente (de lúcido), mamente (de má), somente (de só), unicamente (de único) etc.; candidamente (de cândido), cortesmente (de cortês), dinamicamente (de dinâmico), espontaneamente (de espontâneo), portuguesmente (de português), romanticamente (de romântico). 2º) Nas palavras derivadas que contêm sufixos iniciados por z e cujas formas de base apresentam vogas tónica/tônica com acento agudo ou circunflexo, esses são suprimidos: aneizinhos (de anéis), avozinha (de avó), bebezito (de bebê), cafezada (de café), chapeuzinho (de chapéu), chazeiro (de chá), heroizito (de herói), ilheuzito (de ilhéu), mazinha (de má), orfãozinho (de órfão), vintenzito (de vintém) etc.; avozinho (de avô), bençãozinha (de bênção), lampadazita (de lâmpada), pessegozito (de pêssego). Do hífen em compostos, locuções e encadeamentos vocabulares 1º) Emprega-se o hífen nas palavras compostas por justaposição que não contêm formas de ligação e cujos elementos, de natureza nominal, adjetival, numeral ou verbal, constituem uma unidade sintagmática e semântica e mantêm acento próprio, podendo dar-se o caso de o primeiro elemento estar reduzido: ano-luz, arcebispo-bispo, arco-íris, decreto-lei, és-sueste, médico-cirurgião, rainha-cláudia, tenente-coronel, tio-avô, turma-piloto; alcaide-mor, amor-perfeito, guarda-noturno, mato-grossense, norte-americano, porto-alegrense, sul-africano; afro-asiático, afro-luso-brasileiro, azul-escuro, luso-brasileiro, primeiro-ministro, primeiro-sargento, primo-infeção, segunda-feira; conta-gotas, finca-pé, guarda-chuva. Observação: Certos compostos, em relação aos quais se perdeu, em certa medida, a noção de composição, grafam-se aglutinadamente: girassol, madressilva, mandachuva, pontapé,paraquedas, paraquedista etc. 2º) Emprega-se o hífen nos topônimos compostos, iniciados pelos adjetivos grã, grão ou por forma verbal ou cujos elementos estejam ligados por artigo: Grã-Bretanha, Grão-Pará; Abre-Campo; Passa-Quatro, Quebra-Costas, Quebra-Dentes, Traga-Mouros, Trinca-Fortes; Albergaria-a-Velha, Baía de Todos-os-Santos, Entre-os-Rios, Montemor-o-Novo, Trás-os-Montes. Observação: Os outros topônimos compostos escrevem-se com os elementos separados, sem hífen: América do Sul, Belo Horizonte, Cabo Verde, Castelo Branco, Freixo de Espada à Cinta etc. O topônimo Guiné-Bissau é, contudo, uma exceção consagrada pelo uso. 3º) Emprega-se o hífen nas palavras compostas que designam espécies botânicas e zoológicas, estejam ou não ligadas por preposição ou qualquer outro elemento: abóbora-menina, couve-flor, erva-doce, feijão-verde; benção-de-deus, erva-do-chá, ervilha-de-cheiro, fava-de-santo-inácio; bem-me-quer (nome de planta que também se dá à margarida e ao malmequer); andorinha-grande, cobra-capelo, formiga-branca; andorinha-do-mar, cobra-d’água, lesma-de-conchinha; bem-te-vi (nome de um pássaro). 4º) Emprega-se o hífen nos compostos com os advérbios bem e mal, quando estes formam com o elemento que se lhes segue uma unidade sintagmática e semântica e tal elemento começa por vogal ou h. No entanto, o advérbio bem, ao contrário do mal, pode não se aglutinar com palavras começadas por consoante. Eis alguns exemplos das várias situações: bem-aventurado, bem-estar, bem-humorado; mal-afortunado, mal-estar, mal-humorado; bem-criado (cf. malcriado), bem-ditoso (cf. malditoso), bem-falante (cf. malfalante), bem-mandado (cf. malmandado), bem-nascido (cf. malnascido), bem-soante (cf. malsoante), bem-visto (cf. malvisto). Observação: Em muitos compostos, o advérbio bem aparece aglutinado com o segundo elemento, quer este tenha ou não vida à parte: benfazejo, benfeito, benfeitor, benquerença etc. 5º) Emprega-se o hífen nos compostos com os elementos além, aquém, recém e sem: além-Atlântico, além-mar, além-fronteiras; aquém-mar, aquém-Pirenéus; recém-casado, recém-nascido; sem-cerimônia, sem-número, sem-vergonha. 6º) Nas locuções de qualquer tipo, sejam elas substantivas, adjetivas, pronominais, adverbiais, prepositivas ou conjuncionais, não se emprega em geral o hífen, salvo algumas exceções já consagradas pelo uso (como é o caso de água-de-colônia, arco-da-velha, cor-de-rosa, mais-que-perfeito, pé-de-meia, ao deus-dará, à queima-roupa). Sirvam, pois, de exemplo de emprego sem hífen as seguintes locuções: a) substantivas: cão de guarda, fim de semana, sala de jantar; b) adjetivas: cor de açafrão, cor de café com leite, cor de vinho; c) pronominais: cada um, ele próprio, nós mesmos, quem quer que seja; d) adverbiais: à parte (note-se o substantivo aparte), à vontade, de mais (locução que se contrapõe a de menos; note-se demais, advérbio, conjunção etc.), depois de amanhã, em cima, por isso; e) prepositivas: abaixo de, acerca de, acima de, a fim de, a par de, à parte de, apesar de, aquando de, debaixo de, enquanto a, por baixo de, por cima de, quanto a; f) conjuncionais: a fim de que, ao passo que, contanto que, logo que, por conseguinte, visto que. 7º) Emprega-se o hífen para ligar duas ou mais palavras que ocasionalmente se combinam, formando, não propriamente vocábulos, mas encadeamentos vocabulares (tipo: a divisa Liberdade-Igualdade-Fraternidade, a ponte Rio-Niterói, o percurso Lisboa-Coimbra-Porto, a ligação Angola-Moçambique), e bem assim nas combinações históricas ou ocasionais de topônimos (tipo: Áustria-Hungria, Alsácia-Lorena, Angola-Brasil, Tóquio-Rio de Janeiro etc.). Do hífen nas formações por prefixação, recomposição e sufixação 1º) Nas formações com prefixos (como, por exemplo: ante-, anti-, circum-, co-, contra-, entre-, extra-, hiper-, infra-, intra-, pós-, pré-, pró-, sobre-, sub-, super-, supra-, ultra- etc.) e em formações por recomposição, isto é, com elementos não autônomos ou falsos prefixos, de origem grega e latina (tais como: aero-, agro-, arqui-, auto-, bio-, eletro-, geo-, hidro-, inter-, macro-, maxi-, micro-, mini-, multi-, neo-, pan-, pluri-, proto-, pseudo-, retro-, semi-, tele- etc.), só se emprega o hífen nos seguintes casos: a) nas formações em que o segundo elemento começa por h: anti-higiénico/anti-higiênico, circum-hospitalar, co-herdeiro, contra-harmónico/contra-harmônico, extra-humano, pré-história, sub-hepático, super-homem, ultra-hiperbólico; arqui-hipérbole, eletro-higrómetro, geo-história, neo-helénico/neo-helênico, pan-helenismo, semi-hospitalar. Observação: Não se usa, no entanto, o hífen em formações que contêm em geral os prefixos des- e in- e nas quais o segundo elemento perdeu o h inicial: desumano, desumidificar, inábil, inumano etc. b) nas formações em que o prefixo ou pseudoprefixo termina na mesma vogal com que se inicia o segundo elemento: anti-ibérico, contra-almirante, infra-axilar, supra-auricular; arqui-irmandade, auto-observação, eletro-ótica, micro-onda, semi-interno. Observação: Nas formações com o prefixo co-, este aglutina-se em geral com o segundo elemento mesmo quando iniciado por o: coobrigação, coocupante, coordenar, cooperação, cooperar etc. A Academia Brasileira de Letras publicou, no dia 19 de abril de 2009, Nota Explicativa sobre o Acordo Ortográfico e determinou que o prefixo -co não se unirá por hífen quando o termo seguinte for iniciado por h. Assim, além de perder o hífen, o termo não apresenta também a consoante h: coerdeiro, coabitar, coerança etc. O Acordo especificou apenas uma exceção para a regra do hífen no encontro de vogais: o prefixo -co não apresenta hífen mesmo se a vogal do termo seguinte fosse idêntica: cooperar, cooperação etc. No entanto, na Nota Explicativa da Academia Brasileira de Letras, em seu tópico 10, foram acrescentados também os prefixos átonos -pre, -pro, -re: preencher, proótico, reeleição etc. c) nas formações com os prefixos circum- e pan-, quando o segundo elemento começa por vogal, m ou n (além de h, caso já considerado atrás na alínea a): circum-escolar, circum-murado, circum-navegação; pan-africano, pan-mágico, pan-negritude. d) nas formações com os prefixos hiper-, inter- e super-, quando combinados com elementos iniciados por r: hiper-requintado, inter-resistente, super-revista. e) nas formações com os prefixos ex- (com o sentido de estado anterior ou cessamento), sota-, soto-, vice- e vizo-: ex-almirante, ex-diretor, ex-hospedeira, ex-presidente, ex-primeiro-ministro, ex-rei; sota-piloto, soto-mestre, vice-presidente, vice-reitor, vizo-rei. f) nas formações com os prefixos tónicos/tônicos acentuados graficamente pós-, pré- e pró- quando o segundo elemento tem vida à parte (ao contrário do que acontece com as correspondentes formas átonas que se aglutinam com o elemento seguinte): pós-graduação, pós-tónico/ pós-tônicos (mas pospor); pré-escolar, pré-natal (mas prever); pró-africano, pró-europeu (mas promover). 2º) Não se emprega, pois, o hífen: a) nas formações em que o prefixo ou falso prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por r ou s, devendo estas consoantes duplicar-se, prática aliás já generalizada em palavras deste tipo pertencentes aos domínios científico e técnico. Assim: antirreligioso, antissemita, contrarregra, comtrassenha, cosseno, extrarregular, infrassom, minissaia, tal como biorritmo, biossatélite, eletrossiderurgia, microssistema, microrradiografia. b) nas formações em que o prefixo ou pseudoprefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por vogal diferente, prática esta em geral já adotada também para os termos técnicos e científicos. Assim: antiaéreo, coeducação, extraescolar; aeroespacial, autoestrada, autoaprendizagem, agroindustrial, hidroelétrico, plurianual. 3º) Nas formações por sufixação apenas se emprega o hífen nos vocábulos terminados por sufixos de origem tupi-guarani que representam formas adjetivas, como açu, guaçu e mirim, quando o primeiroelemento acaba em vogal acentuada graficamente ou quando a pronúncia exige a distinção gráfica dos dois elementos: amoré-guaçu, anajá-mirim, andá-açu, capim-açu, Ceará-Mirim. Das minúsculas e maiúsculas 1º) A letra minúscula inicial é usada: a) ordinariamente, em todos os vocábulos da língua nos usos correntes. b) nos nomes dos dias, meses, estações do ano: segunda-feira; outubro; primavera. c) nos bibliônimos (após o primeiro elemento, que é com maiúscula, os demais vocábulos, podem ser escritos com minúscula, salvo nos nomes próprios nele contidos, tudo em grifo): O Senhor do Paço de Ninães, O senhor do paço de Ninães, Menino de Engenho ou Menino de engenho, Árvore e Tambor ou Árvore e tambor. d) nos usos de fulano, sicrano, beltrano. e) nos pontos cardeais (mas não nas suas abreviaturas); norte, sul (mas: SW sudoeste). f) nos axiônimos e hagiônimos (opcionalmente, neste caso, também com maiúscula): senhor doutor Joaquim da Silva, bacharel Mário Abrantes, o cardeal Bembo; santa Filomena (ou Santa Filomena). g) nos nomes que designam domínios do saber, cursos e disciplinas (opcionalmente, também com maiúscula): português (ou Português), matemática (ou Matemática); línguas e literaturas modernas (ou Línguas e Literaturas Modernas). 2º) A letra maiúscula inicial é usada: a) nos antropônimos, reais ou fictícios: Pedro Marques; Branca de Neve, D. Quixote. b) nos topônimos, reais ou fictícios: Lisboa, Luanda, Maputo, Rio de Janeiro; Atlântida, Hespéria. c) nos nomes de seres antropomorfizados ou mitológicos: Adamastor; Neptuno / Netuno. d) nos nomes que designam instituições: Instituto de Pensões e Aposentadorias da Previdência Social. e) nos nomes de festas e festividades: Natal, Páscoa, Ramadão, Todos os Santos. f) nos títulos de periódicos, que retêm o itálico: O Primeiro de Janeiro, O Estado de São Paulo (ou S. Paulo). g) nos pontos cardeais ou equivalentes, quando empregados absolutamente: Nordeste, por nordeste do Brasil, Norte, por norte de Portugal, Meio-Dia, pelo sul da França ou de outros países, Ocidente, por ocidente europeu, Oriente, por oriente asiático. h) em siglas, símbolos ou abreviaturas internacionais ou nacionalmente reguladas com maiúsculas, iniciais ou mediais ou finais ou o todo em maiúsculas: FAO, NATO, ONU; H2O; Sr., V. Exa. i) opcionalmente, em palavras usadas reverencialmente, aulicamente ou hierarquicamente, em início de versos, em categorizações de logradouros públicos: (rua ou Rua da Liberdade, largo ou Largo dos Leões), de templos (igreja ou Igreja do Bonfim, templo ou Templo do Apostolado Positivista), de edifícios (palácio ou Palácio da Cultura, edifício ou Edifício Azevedo Cunha). Observação: As disposições sobre os usos das minúsculas e maiúsculas não obstam a que obras especializadas observem regras próprias, provindas de códigos ou normalizações específicas (terminologias antropológica, geológica, bibliológica, botânica, zoológica etc.), promanadas de entidades científicas ou normalizadoras, reconhecidas internacionalmente. Unidade III ASPECTOS TEXTUAIS Capítulo 6 Interpretação de Texto Para fazer uso competente da língua é preciso habilidade para ler e produzir adequadamente textos diversos, produzidos em situações diferentes e sobre diferentes temas. Pensar em texto é pensar em nossa vida diária. Sempre estamos envolvidos em leituras, escritas, observações e análises. Quantas decisões importantes não dependem, única e exclusivamente, de uma boa leitura ou redação de texto? O que é interpretar um texto? A palavra interpretar vem do latim interpretare e significa explicar, comentar ou aclarar o sentido dos signos ou símbolos. Tal vocábulo corresponde ao grego análysis, que tem o sentido de decompor um todo em suas partes, sem decompor o todo, para compreendê-lo melhor. Interpretar um texto é entendê-lo, penetrá-lo em sua essência, observar qual é a ideia principal, quais os argumentos que comprovam a ideia do autor, como o texto está escrito e outros detalhes. Não é tarefa fácil, pois vivemos em um mundo que não privilegia a compreensão profunda de nossa própria existência. Tentaremos, neste material, auxiliá-lo a fazer uma boa análise do texto em seu concurso para que você obtenha o sucesso esperado. Saber ler corretamente Quando se diz que um candidato deve saber ler, essa afirmação pode parecer banal, a não ser que esclareça melhor o sentido da expressão “saber ler”. Ler adequadamente é mais do que ser capaz de decodificar as palavras ou combinações linearmente ordenadas em sentenças. O candidato deve aprender a “enxergar” todo o contexto denotativo e conotativo. É preciso compreender o assunto principal, suas causas e consequências, críticas, argumentações, polissemias, ambiguidades, ironias etc. Ler adequadamente é sempre resultado da consideração de dois tipos de fatores: os propriamente linguísticos e os contextuais ou situacionais, que podem ser de natureza bastante variada. Bom leitor, portanto, é aquele capaz de integrar esses dois tipos de fatores. Unidade Um texto só pode ser considerado como tal se possuir uma unidade de entendimento. A simples expressão não caracteriza o texto em si. A origem do termo “texto” está relacionada a “novelo”, ou seja, um emaranhado de assuntos. Assim, todo o texto perpassa uma ideia maior desenvolvida em partes. Observe como isso se dá no texto a seguir. Destruir a natureza é a forma mais fácil de o homem se aniquilar da face da terra. Dizimando certas espécies de animais, por exemplo, interfere na cadeia alimentar, causando desequilíbrios que produzirão a extinção de seres essenciais à harmonia do planeta. Jogando diariamente toneladas de produtos químicos poluentes, o ser humano causa a destruição do meio ambiente. Perceba que o texto anterior está dividido em três períodos, cada um com uma ideia específica. No entanto, o tema principal é a destruição do meio ambiente. Aí está a unidade. Geralmente, as bancas exigem do candidato, no concurso, algumas questões relacionadas a esta unidade. Clareza Clareza é mecanismo relevante do qual o autor deve se valer para construir um texto facilmente compreensível pelo leitor. Nem sempre o concurso proporcionará um trecho com clareza. Por isso, muita atenção. Coerência Assuntos relacionados à coerência aparecem com muita frequência nos concursos. Muitos candidatos encontram dificuldade para responder às questões. Isso não ocorrerá com você, uma vez que esclareceremos esse mecanismo para que você não tenha surpresas no momento do concurso. Coerência é a lógica e a organização da estrutura do texto. Ela envolve o texto como um todo de forma que o leitor o entenda. O primeiro aspecto a ser observado é em relação à organização. Observe o texto a seguir. A cidade do Rio de Janeiro já foi sede de três representações significativas do poder público: prefeitura municipal, governo estadual e governo federal. O governo estadual [...]. A prefeitura municipal [...]. O governo federal [...]. O autor citou as três sedes em ordem crescente e abordou de forma desorganizada. Ocorreu, dessa forma, falha de coerência. O segundo aspecto em relação à coerência está na lógica. Observe o trecho a seguir. Brasília é a melhor cidade do Brasil. A qualidade de vida apresenta dados que se destacam no cenário nacional: baixa criminalidade, alto poder aquisitivo e boas opções de lazer. Também o clima propicia agradáveis dias durante o ano inteiro. Infelizmente, muitas pessoas que moram aqui reclamam dos preços cobrados nos aluguéis de apartamentos apertados. O parágrafo aborda inicialmente uma visão positiva em relação à cidade e, no final, explora uma ideia contrária à ideia principal. Relações lógicas no texto: a coerência e A coesão A coerência e a coesão são os tijolos que unem as partes de um texto. É justamente a coesão que une as ideias no texto. Geralmente, ela ocorre com conectivos (portanto, porque, pois, conquanto etc.). Alguns autores a dividemem gramatical e lexical (referencial). O candidato pode ter certeza de encontrar perguntas relacionadas ao assunto em qualquer concurso. Observe alguns elementos de coesão gramatical e referencial. Conjunção: O candidato estudou muito, portanto passou. Pronome relativo: O candidato que estudou passou. Perífrase, antonomásia, epítetos: ocorre com o uso de um termo ou expressão que se relaciona à ideia anteriormente apresentada. Brasília é uma cidade muito boa. A capital do Brasil apresenta uma qualidade de vida que se destaca em todo o Brasil. Xuxa apresentará novo programa. A rainha dos baixinhos pretende inovar com um musical. Nominalização: um substantivo é empregado no sentido de um verbo já usado. O candidato estudou a noite inteira. O estudo o encheu de esperança. Repetição vocabular: como o nome diz, é o uso de termos repetidos. O Congresso acusou o governo de descontrole nos gastos. No entanto, o governo se defendeu no mesmo dia. Um termo síntese: uso de uma expressão que resume a ideia anterior. Doação ilegal de verbas públicas, compras de deputados e senadores, diversas irregulares – o mensalão não pode ocorrer em nosso país. Pronomes: tipo de coesão muito empregado. Isabela e Rosa chegaram. Esta tem 29 anos; aquela, 4. Conheço o rapaz que acabou de chegar. Numerais: eles podem se relacionar a outras ideias no texto. O deputado afirmou duas coisas: a primeira era que não iria renunciar. A segunda, que tudo era mentira. Advérbios: também os advérbios podem retomar ou antecipar ideias. Morarei em Portugal. Lá, conheci uma linda mulher. Elipse: omissão de um termo ou expressão que pode ser facilmente depreendida em seu sentido pelas referências do contexto. Lígia abriu o armário e encontrou seu livro. Repetição de parte do nome próprio: para não repetir o nome inteiro, recorre-se a uma parte que faça referência. Li Machado de Assis ontem. Machado é realmente sensacional. Metonímia: relação lógica entre ideias por extensão. O Congresso acusou o governo de descontrole nos gastos. O Planalto se defendeu no mesmo dia. Termo anafórico: quando o item de referência retoma um signo já expresso no texto. Maria é excelente amiga. Ela sempre me deu provas disso. Termo catafórico: quando o item de referência antecipa um signo ainda não expresso no texto. Só desejo isto: que você não se esqueça de mim. Sinônimo: é obtido pela reiteração de itens lexicais idênticos ou que possuem o mesmo referente. Lucas é meu filho mais velho. Meu primogênito é muito inteligente. Fernando Henrique Cardoso não tem dado muitas entrevistas. O ex-presidente prefere o silêncio. Hiperônimo: quando o termo mantém com o referente uma relação todo-parte, classe-elemento. Pedro comprou uma moto. O veículo é branco com faixa azul. Hipônimo: quando o termo mantém com o referente uma relação parte-todo, elemento-classe. Gosto muito de cidades grandes. São Paulo é maravilhosa. Na fazenda, tenho muitos animais. Tenho uma vaca grande. Erros de leitura Extrapolar Trata-se de um erro muito comum. Ocorre quando o autor sai do contexto, acrescentando ideias que não estão presentes. A interpretação fica comprometida. Frequentemente, relacionamos fatos reais a outros contextos. Reduzir Trata-se de um erro oposto à extrapolação. Ocorre quando se dá atenção apenas a uma parte ou aspecto do texto, esquecendo a totalidade do contexto. Destaca-se, desse modo, apenas um fato ou uma relação que pode ser verdadeira, porém insuficiente se for levado em consideração o conjunto das ideias. Contradizer Ocorre quando se chega a uma conclusão que se opõe ao texto. Associam-se ideias que, embora no texto, não se relacionam entre si. A linguagem A linguagem surgiu da necessidade de expressão e comunicação. Pode-se afirmar que ela é a forma propriamente humana da comunicação, da relação com o mundo e com os outros, da vida social e política, do pensamento e das artes. O estudo da linguagem sempre fascinou filósofos e estudiosos de diversas correntes. Por exemplo, Aristóteles defendia a ideia de que o homem é um animal político, pois, embora outros animais tenham voz, apenas o ser humano tem a capacidade de exprimir valores que viabilizam vida social e política. Em nosso material, no entanto, abordaremos a questão voltada para concursos públicos. Nosso conceito será o de destacar a linguagem como um sistema de sinais usados para indicar a função comunicativa entre pessoas e para a expressão de ideias, valores, intenções e sentimentos. Quanto às características, podemos extrair as seguintes afirmações em relação à linguagem: a) é um sistema estruturado com princípios próprios; b) possui signos ou sinais; c) possui palavras que têm função de apontar coisas que elas significam – função indicativa ou denotativa; d) tem uma função comunicativa – mediante palavras estabelecemos relações com os outros seres humanos; e) exprime pensamentos, sentimentos e valores – função conotativa, ou de conhecimento e expressão. f) permite a compreensão e interpretação do contexto social, econômico e cultural. Linguagem simbólica e conceitual A linguagem simbólica opera por analogias e por metáforas; realiza-se como imaginação; é inerente aos mitos, à religião, à poesia, ao romance, ao teatro; fascina e seduz, por ser fortemente emotiva e afetiva; oferece imagens ou sínteses imediatas; oferece palavras polissêmicas, ou seja, carregadas de múltiplos sentidos simultâneos e diferentes, tanto sentidos semelhantes e em harmonia, quanto sentidos opostos e contrários; faz a criação de um outro mundo, análogo ao nosso, porém mais belo ou terrível do que o real; destaca a memória e imaginação, focalizando um futuro ou passado possíveis. A linguagem conceitual procura dar às palavras sentido direto e não figurado, evitando analogia (semelhança entre palavras e sons) e metáfora (uso de palavras para substituir outras, criando sentido poético para expressão do sentido); evita uso de palavras carregadas de múltiplos sentidos, procurando fazer com que cada palavra tenha sentido próprio e que seu sentido vincule-se ao contexto no qual a palavra é empregada; procura convencer e persuadir por meio de argumentos, raciocínios e provas; busca definir o mundo real, decifrando-o e superando as aparências; busca focalizar o presente, a atualidade. Elementos da comunicação Emissor – emite, codifica a mensagem. Receptor – recebe, decodifica a mensagem. Mensagem – conteúdo transmitido pelo emissor. Código – conjunto de signos usado na transmissão e recepção da mensagem. Referente – contexto relacionado a emissor e receptor. Canal – meio pelo qual circula a mensagem. Funções da linguagem O modelo a seguir foi proposto por Roman Jakobson no livro Linguística e Comunicação. Função emotiva (ou expressiva): centralizada no emissor, revelando sua opinião, sua emoção. Nela, prevalece a 1ª pessoa do singular, interjeições e exclamações. É a linguagem das biografias, memórias, poesias líricas e cartas de amor. Função referencial (ou denotativa): centralizada no referente, quando o emissor procura oferecer informações da realidade. Objetiva, direta, denotativa, prevalecendo a 3ª pessoa do singular. Linguagem usada nas notícias de jornal e livros científicos. Função apelativa (ou conativa): centraliza-se no receptor; o emissor procura influenciar o comportamento do receptor. Como o emissor se dirige ao receptor, é comum o uso de tu e você, ou o nome da pessoa, além dos vocativos e imperativo. Usada nos discursos, sermões e propagandas que se dirigem diretamente ao consumidor. Função fática: centralizada no canal, tendo como objetivo prolongar ou não o contato com o receptor, ou testar a eficiência do canal. Linguagem das falas telefônicas, saudações e similares. Função poética: centralizada na mensagem, revelando recursos imaginativos criados pelo emissor. Afetiva, sugestiva, conotativa, ela é metafórica. Valorizam-se as palavras, suas combinações.É a linguagem figurada apresentada em obras literárias, letras de música, em algumas propagandas etc. Função metalinguística: centralizada no código, usando a linguagem para falar dela mesma. A poesia que fala da poesia, da sua função e do poeta, um texto que comenta outro texto. Principalmente os dicionários são repositórios de metalinguagem. Importante salientar que um mesmo texto pode conter várias funções da linguagem. Procure saber qual a função predominante no texto, para então defini-lo. Níveis de Linguagem A linguagem pode ser classificada em relação a seu contexto social e cultural. Certamente, você não escreveria da mesma forma um texto para um adulto e para uma criança. São pessoas com capacidade de entendimento diferente. Também o seu texto deve ser diferente para cada um deles. É necessário, assim, preocupar-se e muito com quem receberá o seu texto. Veja, a seguir, os diferentes níveis. Linguagem formal, culta ou padrão: utilizam-na as classes intelectuais da sociedade, mais na forma escrita e, menos, na oral. É de uso nos meios diplomáticos e científicos; nos discursos e sermões; nos tratados jurídicos e nas sessões do tribunal. O vocabulário é rico e são observadas as normas gramaticais em sua plenitude. O Supremo Tribunal Federal determinou o bloqueio imediato dos bens de todos os diretores envolvidos no escândalo do Banco do Brasil. A priori, a instituição deverá prestar contas dos gastos de seis diretorias que foram aliciadas por meio de propina para a liberação de verbas a agências publicitárias. Linguagem coloquial, oral ou informal: utilizada pelas pessoas que falam e(ou) escrevem com mais espontaneidade. É a linguagem do rádio, da televisão, meios de comunicação de massa tanto na forma oral quanto na escrita. Emprega-se o vocabulário da língua comum e a obediência às disposições gramaticais é relativa, permitindo-se até mesmo construções próprias da linguagem oral. Observe um texto coloquial. Brother, dentro dessa nova edição do Concurso 500 testes tem tudo para que minha prova role na maior. Só de português são mais 800 questões. Ah, tem uma lista de livros e dicas para todos ficarem por dentro do que é moleza que caiu na prova. Vou encarar este estudo. Gêneros literários Romance: possui um núcleo principal, mas outras tramas se desenvolvem também. É um texto longo, tanto na quantidade de acontecimentos narrados quanto no tempo em que se desenrola o enredo. Novela: é uma narrativa menos longa que o romance e se utiliza de menos enredos paralelos. Conto: é uma narrativa curta. O tempo em que se passa é reduzido e contém poucas personagens que existem em função de um núcleo. Crônica: por vezes é confundida com o conto. A diferença básica entre os dois é que a crônica narra fatos do dia a dia, relata o cotidiano das pessoas, situações que presenciamos e já até prevemos o desenrolar dos fatos. Fábula: é semelhante a um conto em sua extensão e estrutura narrativa. O diferencial se dá, principalmente, no objetivo do texto, que é o de dar algum ensinamento, uma moral. Outra diferença é que as personagens são animais, mas com características de comportamento e socialização semelhantes às dos seres humanos. Parábola: é a versão da fábula com personagens humanas. O objetivo é o mesmo, o de ensinar algo. Para isso são utilizadas situações do dia a dia das pessoas. Apólogo: é semelhante à fábula e à parábola, mas pode se utilizar das mais diversas e alegóricas personagens: animadas ou inanimadas, reais ou fantásticas, humanas ou não. Da mesma forma que as outras duas, ilustra uma lição de sabedoria. Anedota: é um tipo de texto produzido com o objetivo de motivar o riso. É geralmente breve e depende de fatores como entonação, capacidade oratória do intérprete e até representação. Nota-se então que o gênero se produz na maioria das vezes na linguagem oral, sendo que pode ocorrer também em linguagem escrita. Lenda: é uma história fictícia a respeito de personagens ou lugares reais; sendo assim, a realidade dos fatos e a fantasia estão diretamente ligadas. A lenda é sustentada por meio da oralidade, torna-se conhecida e só depois é registrada por meio da escrita. O autor, portanto é o tempo, o povo e a cultura. Normalmente fala de personagens conhecidas, santas ou revolucionárias. Editorial: os editoriais são textos de uma publicação periódica em que o conteúdo expressa a opinião da empresa, da direção ou da equipe de redação, sem a obrigação de se ater a nenhuma imparcialidade ou objetividade. Geralmente, grandes jornais reservam um espaço predeterminado para os editoriais em duas ou mais colunas logo nas primeiras páginas internas. Texto literário e não literário A classificação como literário ou não depende do objetivo principal do autor. A preocupação com a comunicação de dados objetivos, conhecimentos científicos, notícias determina um texto não literário. É o caso do jornalismo, das revistas semanais, das teses acadêmicas, das receitas, do conteúdo que aprendemos em diversas matérias escolares. A função referencial predomina no texto não literário. Já o texto literário não tem essa função nem esse compromisso com a realidade exterior: é expressão da realidade interior e subjetiva de seu autor. São textos escritos para emocionar, que utilizam a linguagem poética. Função emotiva e poética predominam no texto literário. Exemplos de texto literário são o romance, o poema, o conto, a novela. Tipos de discursos Direto: o narrador reproduz a fala da personagem por meio das palavras dela. Ele afirmou: “Não sei se conseguirei!” Indireto: o narrador usa suas palavras para reproduzir uma fala de outrem. Ele afirmou que não sabe se conseguirá. Indireto-livre: o narrador produz um texto em que retira propositadamente o conectivo, provocando um elo psicológico no discurso. A fala da personagem (que seria um discurso direto mantém suas características diretas) é desenvolvida como parte do texto narrativo do narrador e não da própria personagem. Ele afirmou que não era cachorro. Quem ele pensa que é? Quem ele pensa que sou? Estilística Estilística (do alemão Stilistik, pelo francês stylistique) é o ramo da linguística que estuda os recursos de expressão de uma determinada língua. Estudam-se, assim, as características que promovem sugestões e emoções no receptor da comunicação. Alguns estudiosos consideram-na uma parte da gramática. A estilística surgiu como estudo próprio em princípios do século XX, por meio das propostas feitas pelo alemão Karl Vossler e pelo suíço Ferdinand de Saussure, com base em conhecimentos clássicos, como a retórica ensinada pelos gregos. O concurso explora a estilística em seu aspecto de expressão principalmente subjetiva por meio de questões de figuras de linguagem, vícios de linguagem, funções da linguagem. Algumas vezes, cobra-se na prova o texto com a melhor redação e estilística, ou seja, com a gramática correta e melhor expressão. Figuras de estilo Figuras de linguagem (Brasil) ou figuras de estilo (Portugal) são recursos literários que o autor pode aplicar no texto para conseguir um efeito determinado na interpretação do leitor. São formas de expressão mais localizadas em comparação às funções da linguagem, que são características globais do texto. Podem relacionar-se com aspectos semânticos, fonológicos ou sintáticos das palavras afetadas. Por exemplo: Tenho-lhe chamado um milhão de vezes! (Exemplo de hipérbole). As figuras de sintaxe (estilística da frase e da enunicação) podem ser construídas por: Assíndeto: orações ou palavras que deveriam vir ligadas por conjunções coordenativas aparecem justapostas ou separadas por vírgulas: Fere, mata, derriba denodado.... Elipse: omissão de um termo facilmente percebido: O jogo será no Morumbi. Zeugma: termo já expresso no contexto. É um tipo de elipse: José tem 30 anos; Maria, 25. Anáfora: repetição intencional de palavras no início de um período, frase ou verso: Grande no pensamento,grande na ação, grande na glória, grande no infortúnio, ele morreu desconhecido e só. Pleonasmo: repetição da mesma ideia, isto é, redundância de significado: morrerás morte vil. Saiu para fora. Polissíndeto: repetição enfática de uma conjunção coordenativa mais vezes do que exige a norma gramatical (geralmente a conjunção e): Vão chegando as burguesinhas pobres, e as criadas das burguesinhas ricas e as mulheres do povo, e as lavadeiras da redondeza. Hipérbato: inversão de membros da frase: Passeiam, à tarde, as belas na Avenida. Anacoluto: interrupção do plano sintático com que se inicia a frase, alterando-lhe a sequência lógica. A construção do período deixa um ou mais termos desprendidos dos demais e sem função sintática definida: Essas empregadas de hoje, não se pode confiar nelas. Silepse: a concordância não é feita com as palavras, mas com a ideia a elas associada. a) Silepse de gênero: discordância entre os gêneros gramaticais: São Paulo é poluída. b) Silepse de número: discordância envolvendo o número gramatical: Esta gente está furiosa e com medo; por consequência, capazes de tudo. c) Silepse de pessoa: discordância entre o sujeito expresso e a pessoa verbal: Ambos recusamos praticar este ato. Figuras de pensamento As figuras de pensamento são recursos de linguagem que se referem ao significado das palavras, ao seu aspecto semântico. Antítese: aproximação de palavras ou expressões de sentidos opostos: Amigos e inimigos estão, amiúde, em posições trocadas. Paradoxo: não apenas na aproximação de palavras de sentido oposto, mas de ideias que se contradizem. É uma verdade enunciada com aparência de mentira: O mito é o nada que é tudo. Eufemismo: palavra ou expressão empregada para atenuar uma verdade tida como penosa, desagradável ou chocante: Passou desta para uma melhor. Gradação: sequência de palavras que intensificam uma mesma ideia: Ele caminhou, correu, disparou. Hipérbole: exagero de uma ideia, a fim de proporcionar uma imagem emocionante e de impacto: Rios te correrão dos olhos, se chorares! Ironia: pelo contexto, pela entonação, pela contradição de termos, sugere-se o contrário do que as palavras ou orações parecem exprimir. A intenção é depreciativa ou sarcástica: Moça linda, bem tratada, três séculos de família, burra como uma porta: um amor. Prosopopeia: atribuir movimento, ação, fala, sentimento, enfim, caracteres próprios de seres animados a seres inanimados ou imaginários: Um frio inteligente [...] percorria o jardim... . Perífrase/Antonomásia: uso de características para expressar uma ideia: O rei dos animais rugia alto diante da ameaça. Figuras de palavras As figuras de palavras consistem no emprego de um termo com sentido diferente daquele convencionalmente empregado, a fim de se conseguir um efeito mais expressivo na comunicação. Comparação: estabelecer aproximação entre dois elementos que se identificam, ligados por conectivos comparativos explícitos – feito, assim como, tal, como, tal qual, tal como, qual, que nem – alguns verbos – parecer, assemelhar-se e outros: Ela é bonita como você. Metáfora: termo substitui outro por meio de uma relação de semelhança resultante da subjetividade de quem a cria. A metáfora também pode ser entendida como uma comparação abreviada, em que o conectivo não está expresso, mas subentendido: O tempo é uma cadeira ao sol, e nada mais. Metonímia: relação lógica por meio de extensão do significado: Comprei Machado de Assis. Catacrese: uso de um ermo inadequado por esquecimento ou falta do termo original: folha de papel, braço da carteira. Figuras de harmonia (sonoridade) Aliteração: repetição da mesma consoante ou de consoantes similares, geralmente em posição inicial da palavra: Chove chuva choverando. Assonância: repetição da mesma vogal ao longo de um verso ou poema: Sou Ana, da cama, da cana, fulana, bacana. Sou Ana de Amsterdam. Onomatopeia: repetição ou sugestão de um som: miau, au-au. Vícios de linguagem Os vícios podem ser considerados falhas para uma perfeita comunicação. Muitos são usados como recursos estilísticos, principalmente na literatura. São alterações defeituosas que sofre a língua em sua pronúncia e escrita devidas à ignorância do povo ou ao descaso de alguns escritores. São devidas, em grande parte, à suposta ideia da afinidade de forma ou pensamento. Barbarismo: consiste em usar uma palavra errada quanto à grafia, pronúncia, significação, flexão ou formação. Podem ser gráficos (hontem, proesa, conssessiva), ortoépicos (carramanchão, subcistir), prosódicos (rúbrica, filantropo), semânticos (tráfico – por tráfego), morfológicos (cidadões, uma telefonema, proporam). Ambiguidade ou anfibologia: consiste em usar diversas palavras na frase de maneira a causar duplo sentido na sua interpretação. Ex.: Vi seu irmão sair com sua namorada. Cacofonia: encontro ou repetição de fonemas ou sílabas que produzem efeito desagradável ao ouvido. Constituem cacofonias: colisão (Meu Deus não seja já), eco (Vicente mente consantemente), hiato (Ela iria à aula hoje), cacófato (nosso hino, por cada), aliteração (o rato roeu a roupa do rei de Roma), eco (Maria foi à padaria de dia). Arcaísmo: uso de termos em desuso: antanho, oiro. Estrangeirismo: uso de palavras estrangeiras em nosso idioma: abajur, internet. Solecismo: erros que atentam contra as normas de concordância, de regência ou de colocação: a gente vamos, eles assistiram o filme. Obscuridade: consiste em construir a frase de tal modo que o sentido se torne obscuro, embaraçado, ininteligível. Neologismo: palavras novas em nossa língua: mensalão, apagão aéreo. Preciosismo: construção rebuscada. Prolixidade: repetição de ideias sem necessidade. Pleonasmo ou tautologia: redundância de ideias ou termos sem necessidade: a mim me parece. Perífrase: é a reprodução explicativa de um texto ou de unidade de um texto, por meio de uma linguagem mais longa: estarei fazendo amanhã. Plebeísmo: desvio que caracteriza falta de instrução ou exagero de linguagem informal. Exemplo maior de plebeísmo são as gírias. Ideia central e ideias secundárias Um bom texto apresenta uma ideia principal e outras que comprovam, exemplificam ou ampliam (secundárias). Todas as ideias devem estar organizadas e concentradas ao redor de uma ideia central para formar um raciocínio. Observe o exemplo a seguir. Ao cuidar do gado, o peão monta e governa os cavalos sem maltratá-los. O modo de tratar o cavalo parece rude, mas o vaqueiro jamais é cruel. Ele sabe como o animal foi domado, conhece as qualidades e defeitos do animal, sabe onde, quando e quanto exigir do cavalo. O vaqueiro aprendeu que paciência e muitos exercícios são os principais meios para se obter sucesso na lida com os cavalos, e que não se pode exigir mais do que é preciso. Logo no início, o autor procura enfatizar a ideia que abordará no parágrafo. Após a ideia principal, seguem as ideias secundárias que exemplificam a primeira ideia. Observe outro exemplo. A distribuição de renda no Brasil é injusta. Embora a renda per capita brasileira seja estimada em US$ 2.000 anuais, a maioria do povo ganha menos, enquanto uma minoria ganha dezenas ou centenas de vezes mais, conforme informação do IBGE. A maioria dos trabalhadores ganha o salário mínimo, que vale cerca de US$ 65 mensais; muitos nordestinos recebem a metade do salário mínimo. Dividindo essa pequena quantia por uma família onde há crianças e mulheres, a rende per capita fica ainda mais reduzida; contando-se o número de desempregados, a renda diminui um pouco mais. Há pessoas que ganham cerca de US$ 10.000 mensais; outras ganham muito mais, ainda. O contraste entre o pouco que muitos ganham e o muito que poucos ganham prova a distribuição de renda em nosso país é injusta. Agora, o autor apresenta sua ideia principal e busca, por meio de ideias secundárias, argumentar o porquê de sua abordagem inicial. O concurso também exige do candidatoa percepção do que é principal e do que é secundário dentro de um texto. No momento da prova, procure ser muito objetivo e racional para encontrar a ideia principal. QUESTÕES DE COERÊNCIA E COESÃO 1. Assinale a opção que preenche, de forma coesa e coerente, as lacunas do texto abaixo. O fenômeno da globalização econômica ocasionou uma série ampla e complexa de mudanças sociais no nível interno e externo da sociedade, afetando, em especial, o poder regulador do Estado. _________ a estonteante rapidez e abrangência _________ tais mudanças ocorrem, é preciso considerar que em qualquer sociedade, em todos os tempos, a mudança existiu como algo inerente ao sistema social. (Adaptado de texto da Revista do TCU, nº 82) a) Não obstante, com que. b) Portanto, de que. c) De maneira que, a que. d) Porquanto, ao que. e) Quando, de que. 2. Marque a sequência que completa corretamente as lacunas para que o trecho a seguir seja coerente. A visão sistêmica exclui o diálogo, de resto necessário numa sociedade ________ forma de codificação das relações sociais encontrou no dinheiro uma linguagem universal. A validade dessa linguagem não precisa ser questionada, ________ o sistema funciona na base de imperativos automáticos que jamais foram objeto de discussão dos interessados. (Barbara Freytag, A teoria crítica ontem e hoje, pág. 61, com adaptações) a) em que, posto que. b) onde, em que. c) cuja, já que. d) na qual, todavia. e) já que, porque. 3. Leia o texto a seguir e assinale a opção que dá sequência com coerência e coesão. Em nossos dias, a ética ressurge e se revigora em muitas áreas da sociedade industrial e pós-industrial. Ela procura novos caminhos para os cidadãos e as organizações, encarando construtivamente as inúmeras modificações que são verificadas no quadro referencial de valores. A dignidade do indivíduo passa a aferir-se pela relação deste com seus semelhantes, muito em especial com as organizações de que participa e com a própria sociedade em que está inserido. (José de Ávila Aguiar Coimbra, Fronteiras da ética, São Paulo, Editora Senac, 2002) a) A sociedade moderna, no entanto, proclamou sua independência em relação a esse pensamento religioso predominante. b) Mesmo hoje, nem sempre são muito claros os limites entre essa moral e a ética, pois vários pensadores partem de conceitos diferentes. c) Não é de estranhar, pois, que tanto a administração pública quanto a iniciativa privada estejam ocupando-se de problemas éticos e suas respectivas soluções. d) A ciência também produz a ignorância na medida em que as especializações caminham para fora dos grandes contextos reais, das realidades e suas respectivas soluções. e) Paradoxalmente, cada avanço dos conhecimentos científicos, unidirecionais produz mais desorientação e perplexidade na esfera das ações a implementar, para as quais se pressupõe acerto e segurança. 4. Assinale a opção que não constitui uma articulação coesa e coerente para as duas partes do texto. O capital humano é a grande âncora do desenvolvimento na Sociedade de Serviços, alimentada pelo conhecimento, pela informação e pela comunicação, que se configuram como peças-chave na economia e na sociedade do século XXI. _____________, no mundo pós-moderno, um país ou uma comunidade equivale à sua densidade e potencial educacional, cultural e científico-tecnológico, capazes de gerar serviços, informações, conhecimentos e bens tangíveis e intangíveis, que criem as condições necessárias para inovar, criar, inventar. (Aspásia Camargo, Um novo paradigma de desenvolvimento) a) Diante dessas considerações, b) É necessário considerar a ideia oposta de que, c) Partindo-se dessas premissas, d) Tendo como pressupostos essas afirmações, e) Aceitando-se essa premissa, é preciso considerar que, 5. Assinale a opção que não representa uma continuação coesa e coerente para o trecho abaixo. É preciso garantir que as crianças não apenas fiquem na escola, mas aprendam, e o principal caminho para isso, além de investimentos em equipamentos, é o professor. É preciso fazer com que o professor seja um profissional bem remunerado, bem preparado e dedicado, ou seja, investir na cabeça, no coração e no bolso do professor. a) Qualquer esforço dessa natureza já tem sido feito há muitos anos e comprovou que os resultados são irrelevantes, pois não há uma importação de tecnologia educacional. b) Tal investimento não custaria mais, em 15 anos, do que o equivalente a duas Itaipus. c) Esse esforço financeiro custaria muito menos do que o que será preciso gastar daqui a 20 ou 30 anos para corrigir os desastres decorrentes da falta de educação. d) Isso custaria muitas vezes menos que o que foi gasto para criar a infraestrutura econômica. e) Um empreendimento dessa natureza exige como uma condição preliminar: uma grande coalizão nacional, entre partidos, lideranças, Estados, Municípios e União, todos voltados para o objetivo de chegarmos a 2022, o segundo centenário da Independência, sem a vergonha do analfabetismo. (Adaptado de Cristovam Buarque, O Estado de S.Paulo, 9/7/2003) 6. Os trechos abaixo compõem um texto, mas estão desordenados. Ordene-os para que componham um texto coeso e coerente e indique a opção correta. ( ) O primeiro desses presidentes foi Getúlio Vargas, que soube promover, com êxito, o modelo de substituição de importações e abriu o caminho da industrialização brasileira, colocando, em definitivo, um ponto final na vocação exclusivamente agrária herdada dos idos da colônia. ( ) O ciclo econômico subsequente que nos surpreendeu, sem dúvida, foi a modernização conservadora levada à prática pelos militares, de forte coloração nacionalista e alicerçado nas grandes empresas estatais. ( ) Hoje, depois de todo esse percurso, o Brasil é uma economia que mantém a enorme vitalidade do passado, porém, há mais de duas décadas, procura, sem encontrar, o fio para sair do labirinto da estagnação e retomar novamente o caminho do desenvolvimento e da correção dos desequilíbrios sociais, que se agravam a cada dia. ( ) Com JK, o país afirmou a sua confiança na capacidade de realizar e pôde negociar em igualdade com os grandes investidores internacionais, mostrando, na prática, que oferecia rentabilidade e segurança ao capital. ( ) Em mais de um século, dois presidentes e um ciclo recente da economia atraíram as atenções pelo êxito nos programas de desenvolvimento. ( ) Juscelino Kubitschek veio logo depois com seu programa de 50 anos em 5, tornando a indústria automobilística uma realidade, construindo moderna infra-estrutura e promovendo a arrancada de setores estratégicos, como a siderurgia, o petróleo e a energia elétrica. (Emerson Kapaz, Dedos cruzados in: Revista Política Democrática nº 6, p. 39) a) 1º – 2º – 4º – 5º – 6º – 3º b) 2º – 3º – 5º – 1º – 4º – 6º c) 2º – 5º – 6º – 4º – 1º – 3º d) 5º – 2º – 4º – 6º – 3º – 1º e) 3º – 5º – 2º – 1º – 4º – 6º 7. Indique a opção que completa com coerência e coesão o trecho a seguir. Na hierarquia dos problemas nacionais, nenhum sobreleva em importância e gravidade ao da educação. Nem mesmo os de caráter econômico lhe podem disputar a primazia nos planos de reconstrução nacional. Pois, se a evolução orgânica do sistema de um país depende de suas condições econômicas, a) subordina-se o problema pedagógico à questão maior da filosofia da educação e dos fins a que devem se propor as escolas em todos os níveis de ensino. b) é impossível desenvolver as forças econômicas ou de produção sem o preparo intensivo das forças culturais. c) são elas as reais condutoras do processo histórico de arregimentação das forças de renovação nacional. d) o entrelaçamento das reformas econômicas e educacionais constitui fator de somenos relevância para o soerguimento da cultura nacional. e) às quais se associam os projetos de reorganização do sistema educacional com vistas à renovação cultural da sociedade brasileira. 8. Marque o elemento coesivo que estabelece a relaçãológica entre as ideias apresentadas neste texto adaptado de Darcy Ribeiro. Depois escolha a sequência correta. I. O Brasil foi regido primeiro como uma feitoria escravista, exoticamente tropical, habitada por índios nativos e negros importados. ________, como um consulado, em que um povo sublusitano, mestiçado de sangues afros e índios, vivia o destino de um proletariado externo dentro de uma possessão estrangeira. X Paralelamente Y Depois II. Os interesses e as aspirações do seu povo jamais foram levados em conta, _______ só se tinha atenção e zelo no atendimento dos requisitos de prosperidade da feitoria exportadora. X aonde Y porque III. Essa primazia do lucro sobre a necessidade gera um sistema econômico acionado por um ritmo acelerado de produção do que o mercado externo exigia, com base numa força de trabalho afundada no atraso, famélica, _______ nenhuma atenção se dava à produção e reprodução das suas condições de existência. X pois Y cuja IV. ________, coexistiram sempre uma prosperidade empresarial, que às vezes chegava a ser a maior do mundo, e uma penúria generalizada da população local. X Em consequência Y Senão V. Alcançam-se, _______, paradoxalmente, condições ideais para a transfiguração étnica pela desindianização forçada dos índios e pela desafricanização do negro, que, despojados de sua identidade, se veem condenados a inventar uma nova etnicidade englobadora de todos eles. X ao contrário Y assim a) X, X, Y, X, Y b) Y, X, X, Y, X c) X, Y, X, Y, Y d) X, Y, Y, Y, X e) Y, Y, X, X, Y 9. Marque o item em que os dois períodos formam uma sequência coerente e coesa. a) Na virada do século XX ao XXI, um dos grandes modismos concentrou-se na chamada globalização, apesar de há muito os historiadores tratarem de outras muito anteriores. Paradoxalmente, toda civilização, produto de uma ou mais culturas, tende a transbordar ao criar seu ecúmeno, seu universo de interior a exterior. b) Cada globalização caracteriza-se pela tecnologia, meios de produção usados, não só da cultura material, também da intelectual, interagindo uma na outra. Ainda que a lista seja grande, vem da China à Índia, às principais cidades gregas, à Roma, aos mongóis, aos muçulmanos, de início árabes. c) Em suas campanhas hegemônicas, até certo ponto previsíveis, nem por isso aceitáveis por seus alvos, especialistas estadunidenses em países estrangeiros, esmeram-se em condenar, por exemplo, o patrimonialismo de outras sociedades, para assim ainda mais miná-las e enfraquece-las. Enquanto os mesmos especialistas nada dizem, nem escrevem, contra o familismo econômico e político dentro dos Estados Unidos a ponto de dois presidentes fazerem presidentes seus filhos: John Adams a John Quincy Adams e George Bush a George W. Bush. d) Quanto aos Estados, produtos e protetores das culturas e civilizações que os geraram, eles não têm amigos, nem inimigos, e sim aliados e adversários, em alianças, conflitos e alianças cambiantes. Porquanto, as culturas, o que somos, e as civilizações, seus produtos, o que fazemos, convivem – coexistindo, lutando entre si ou convivendo – em ciclos menos ou mais longos conforme suas resistências e fecundidade. e) A defesa da biosfera está no cerne da questão por motivos tão óbvios porém que tanto tardaram a ser entendidos e atendidos: o planeta Terra, no qual a maior parte é água e ar, o planeta Terra é a espaçonave na qual a humanidade viaja. A maior dessa participação política faz parte do referido e fundamental esforço humanista e estratégico, um em nada excluiu o outro, antes se completam indissoluvelmente. (Baseado em Vamireh Chacon) 10. Os trechos abaixo constituem um texto, mas estão desordenados. Ordene-os nos parênteses de forma coesa e coerente e indique a opção correspondente. ( ) Elas surgem dentro de uma estratégia de desenvolvimento em que o acesso ao crédito é fundamental para o avanço da organização econômica e social dos agricultores. ( ) Este debate deve ser realizado constantemente com os agricultores, indicando possíveis caminhos a serem seguidos de acordo com cada realidade. ( ) As cooperativas de crédito não surgem para solucionar de forma definitiva o problema do crédito junto aos agricultores familiares. ( ) Os novos sistemas nascidos desse esclarecimento e desse debate não podem repetir erros históricos do governo e das cooperativas tradicionais em relação ao crédito rural. ( ) Entretanto, ao mesmo tempo em que se pensa nesse tipo de crédito, é preciso ter clareza sobre a realidade do meio rural brasileiro, em que a alternativa para muitos agricultores sem terra ou com pouca terra não passa necessariamente por ele, mas por políticas agrárias (reforma agrária, fundo de terras, crédito fundiário e lei de arrendamento) e de geração de empregos rurais e urbanos. Adaptado de Gilson Alceu Bittencourt a) 1, 3, 5, 4, 2 b) 2, 4, 1, 5, 3 c) 3, 5, 2, 1, 4 d) 4, 2, 3, 1, 5 e) 5, 1, 4, 2, 3 11. Os trechos abaixo constituem um texto, mas estão desordenados. Ordene-os e assinale a opção que apresenta a sequência que organiza o texto de forma coesa e coerente. ( ) Por isso, foi apresentado à Mesa da Câmara o Projeto de Lei 6680/02, que obriga o chefe do Executivo a encaminhar anualmente ao Congresso Nacional, como parte integrante da Prestação de Contas de que trata a Constituição, o mapa da exclusão social brasileira. ( ) O projeto já está na comissão de Seguridade Social e Família, onde o relator apresentará seu parecer no retorno dos trabalhos parlamentares, após as eleições. Depois, será votado conclusivamente pela comissão de Desenvolvimento Urbano e Interior, pela comissão de Constituição, Justiça e Redação. ( ) Tal proposta é classificada pelo seu autor como Lei de Responsabilidade Social, em comparação com a Lei de Responsabilidade Fiscal – que impõe ao Governo determinadas medidas visando atingir metas financeiras. ( ) Para comprovar essa responsabilidade social, o mapa deverá fazer um diagnóstico da exclusão por região e estados, com base nos indicadores sociais, referentes à expectativa de vida, renda, desemprego, educação, saúde, saneamento básico, habitação, população em situação de risco nas ruas, reforma agrária e segurança. ( ) O principal problema que o País enfrenta na hora de definir um planejamento estratégico de combate à exclusão social é a falta de divulgação de informações e estatísticas oficiais sobre a nossa realidade social. ( ) Os dados de cada item serão comparados com os do ano anterior, a fim de avaliar a ação do governo em cada área. a) 1, 3, 5, 2, 4, 6. b) 2, 1, 4, 5, 6, 3. c) 2, 6, 3, 4, 1, 5. d) 3, 4, 1, 6, 2, 5. e) 6, 3, 4, 5, 1, 2. 12. As propostas abaixo dão seguimento coerente e lógico ao trecho citado, exceto uma delas. Aponte-a. “Provavelmente devido à proximidade com os perigos e a morte, os marinheiros dos séculos XV e XVI eram muito religiosos. Praticavam um tipo de religião popular em que os conhecimentos teológicos eram mínimos e as superstições muitas.” a) Entre essas, figuravam o medo de zarpar numa sexta-feira e o de olhar fixamente para o mar à meia-noite. b) Cristóvão Colombo, talvez o mais religioso entre todos os navegantes, costumava antepor a cada coisa que faria os dizeres: “Em nome da Santíssima Trindade farei isto.” c) Apesar disso, os instrumentos náuticos representavam progressos para a navegação oceânica, facilitando a tarefa de pilotos e aumentando a segurança e confiabilidade das rotas e viagens. d) Nos navios, que não raro transportavam padres, promoviam-se rezas coletivas várias vezes ao dia e, nos fins de semana, serviços religiosos especiais. e) Constituíam expressão da religiosidade dos marinheiros constantes promessas aos santos, individuais e coletivas. Reescritura do texto (paráfrase) Solicitação muito comum em provas são as reescrituras de texto com manutenção do sentido original. Podem aparecer com o nome de paráfrase, relações significativas ou manutenção do sentido. 1.Leia os textos abaixo para responder à primeira questão. Texto I Meus oito anos Oh! que saudades que tenho Da aurora da minha vida, Da minha infância querida Que os anos não trazem mais! Que amor, que sonhos, que flores, Naquelas tardes fagueiras À sombra das bananeiras, Debaixo dos laranjais! (Casimiro de Abreu) Texto II Meus oito anos Oh que saudades que tenho Da aurora de minha vida Das horas De minha infância Que os anos não trazem mais Naquele quintal de terra Da Rua Santo Antônio Debaixo da bananeira Sem nenhum laranjais (Oswald de Andrade) O texto II apresenta o seguinte tipo de intertextualidade em relação ao texto I: a) epígrafe. b) citação. c) paródia. d) paráfrase. e) perífrase. 2. Considere o seguinte período: “Na década de 1940, éramos não só atrasados, como não achávamos nada de mais em sê-lo”. Assinale a opção cuja reescrita mantém o sentido do período. a) Na década de 1940, como éramos atrasados, não achávamos nada de mais em sê-lo. b) Éramos atrasados na década de 1940. Por isso não achávamos nada de mais em sê-lo. c) Na década de 1940, embora fôssemos atrasados, não achávamos nada de mais em sê-lo. d) Éramos tão atrasados na década de 1940 que não achávamos nada de mais em sê-lo. e) Na década de 1940, além de sermos atrasados, não achávamos nada de mais em sê-lo. 3. Analise as paráfrases propostas para o período abaixo e assinale a opção em que se preservam as relações semânticas e a correção gramatical. “Não denunciamos com eficácia o desemprego e o desleixo com que tratamos metade da população urbana brasileira que vive em condições subumanas”. a) Não denunciamos com eficácia o desemprego e o desleixo que metade da população urbana é, por nós, tratada e que vive em condições subumanas. b) Tratamos com o desemprego e o desleixo metade da população urbana brasileira vivendo em condições subumanas; não a denunciamos com eficácia. c) Não somos eficazes ao denunciar nem o desemprego nem o desleixo com que tratamos metade da população urbana brasileira que vive em condições subumanas. d) Metade da população urbana brasileira que vive em condições subumanas não é denunciada com eficácia quanto ao desemprego e o desleixo em que a tratamos. e) Não denunciamos metade da população urbana brasileira – que vive em condições subumanas – devido à nossa ineficácia e o desleixo que tratamos o desemprego. 4. Leia o texto a seguir para responder à próxima questão. “A jubarte é uma baleia que mede até 15 metros de comprimento. Ela chega a pesar 45 toneladas. Ela está ameaçada de extinção em todo o mundo. Ela passou novamente a ser vista no arquipélago de Abrolhos. O arquipélago de Abrolhos fica ao sul do litoral da Bahia.” Assinale a opção que melhor conserva o sentido original do texto original. a) Ameaçada de extinção em todo o mundo, a jubarte – uma baleia que mede até 15 metros de comprimento e chega a pesar 45 toneladas, que passou a ser vista no arquipélago de Abrolhos, onde está ao sul do litoral da Bahia. b) A jubarte é uma baleia que está em extinção em todo o mundo, ela mede até 15 metros de comprimento e chega a pesar 45 toneladas, onde passou novamente a ser vista no arquipélago de Abrolhos, os quais ficam ao sul da Bahia. c) Ameaçada de extinção em todo o mundo, a jubarte – uma baleia que mede até 15 metros de comprimento e chega a pesar 45 toneladas – passou novamente a ser vista no arquipélago de Abrolhos, ao sul do litoral da Bahia. d) A jubarte, uma baleia que mede até 15 metros de comprimento e chega a pesar 45 toneladas, passou novamente a ser vista no arquipélago de Abrolhos, ao sul da Bahia, pois está ameaçada de extinção. e) Uma baleia extinta – a jubarte, que mede até 15 metros de comprimento e chega a pesar 45 toneladas – passou novamente a ser vista no arquipélago de Abrolhos, ao sul do litoral da Bahia. 5. Assinale a opção com melhor redação – gramatical e estilisticamente, respeitando as sugestões dadas nos parênteses e as relações de sentido denotadas pelos próprios enunciados. I – A riqueza é uma árvore fatal. (ideia principal) II – Muitos gananciosos adormecem na sua sombra. (oração com valor de adjetivo) III – Eles também morrem na sua sombra (ideia de subordinação e coordenação) a) A riqueza é uma árvore fatal onde muitos gananciosos adormecem e morrem na sua sombra. b) Muitos gananciosos adormecem e morrem na sombra da riqueza; ela é uma árvore fatal. c) A riqueza é uma árvore fatal a cuja sombra muitos gananciosos adormecem e morrem. d) A riqueza, sob cuja sombra muitos gananciosos adormecem e na qual morrem, é uma árvore fatal. e) A riqueza é uma árvore fatal em que muitos gananciosos adormecem na sua sombra e nela morrem. 6. Assinale a opção com melhor redação, respeitando as ideias apresentadas abaixo e com correção gramatical. I – A raposa lembra os despeitados. (ideia principal). II – Atributo dos despeitados: fingem-se superiores a tudo. III – A raposa desdenha das uvas. (oração com valor de adjetivo) IV – Causa do desdenho: não poder alcançar as uvas. a) Porque não pode alcançar as uvas de que ela desdenha, a raposa, fingindo-se superior a tudo, lembra os despeitados. b) A raposa, desdenhando das uvas que não se podem alcançar, lembra os despeitados que se fingem superiores a tudo. c) A raposa, que desdenha as uvas porque não pode alcançá-las, lembra os despeitados, que se fingem superiores a tudo. d) Como não pode alcançar as uvas, a raposa que se finge superior a tudo e as desdenha, lembra os despeitados. e) Fingindo-se superior a tudo, a raposa que desdenha das uvas porque não as pode alcançar, lembra dos despeitados. Ideias explícitas e ideias implícitas O concurso pode apresentar comando que exige do candidato apenas uma percepção do que está literalmente escrito. Geralmente, são escritos assim: no texto, de acordo com o texto, com base no texto, segundo o texto etc. Outras vezes, no entanto, a banca organizadora exige mais. Ela deseja que o candidato não tenha apenas a capacidade de interpretar as informações literais. Ele, agora, deve também observar conexões lógicas possíveis em sua interpretação. A informação desejada pela prova não está escrita, mas pode ser entendida com um bom raciocínio. O cuidado é não extrapolar. Geralmente, nos comandos aparecem as expressões: pode-se inferir, trata-se de uma inferência, pode-se concluir etc. Observe os textos a seguir. Textos com análise literal Texto I No mundo, tal como a Física o descreve, nada pode ocorrer que seja verdadeiramente e intrinsecamente novo. Inventar-se-á, talvez, um novo engenho, mas sempre será possível, através de análise, ver nele uma nova combinação de elementos que serão isto ou aquilo, mas não serão novos. Novidade, em Física, é simples novidade de arranjos e combinações. Em oposição a esse ponto, insiste o historicismo, a novidade social, assim real, irredutível ao novo dos arranjos. Na vida social, os mesmos fatores, postos em arranjo novo, nunca serão realmente os mesmos velhos fatores. Onde nada se pode repetir com exatidão, a novidade real estará sempre emergindo. E sustenta-se que esse é um significativo traço a ter em conta quando se focaliza o desenvolvimento de novos estágios ou períodos da História, cada um dos quais diferirá intrinsecamente de qualquer outro. (Karl Popper, A miséria do historicismo) 1. O texto de Karl Popper nos permite afirmar: a) no mundo, nada pode ocorrer que seja verdadeiramente e intrinsecamente novo. b) em Física, poucas coisas são novas. c) no mundo, tal como a Física o descreve, é possível ver o novo como simples novidade de arranjos e combinações. d) as novidades intrínsecas das leis da Física implicam novidades na vida social. e) a Física e a História descrevem o novo da mesma forma. 2. Podemos também concluir, com base no texto, que: a) o historicismo se apõe às novidades da Física. b) de acordo com o historicismo, a novidade social é novidadereal, irredutível ao novo dos arranjos. c) as novidades da vida social obrigam os físicos a rever suas posições. d) a vida dos físicos é complicada pelas novidades sociais, pois eles estão habituados ao rigor de imutáveis leis da Física. e) o historicismo surgiu após a Física. Texto II O enriquecimento (ampliação) de uma língua consiste em “usar”, “praticar” a língua. As palavras são como peças de um complicado jogo. Jogando a gente aprende. Aprende as regras do jogo. As peças usadas são as mesmas, mas nunca são usadas da mesma maneira. No deixar-se carregar pelo jogo do uso somos levados às inúmeras possibilidades da língua. As possibilidades são sempre diferentes, nunca iguais. Mas todas as diferenças cabem na mesma identidade. Todas as palavras figuram nos vários discursos como diferentes: diferentes são as palavras no discurso científico, literário, filosófico, artístico, teológico. Mas cabem sempre na mesma identidade. São expressões possíveis da linguagem. (Arcângelo R. Buzzi, Introdução ao Pensar) 3. De acordo com o texto: a) as palavras da língua correspondem às peças do jogo. b) as palavras da língua correspondem às regras do jogo. c) as peças do jogo correspondem às regras do jogo. d) jogos diferentes exigem peças diferentes. e) frases diferentes exigem palavras diferentes. 4. Segundo o texto: a) quem joga combina palavras. b) quem joga combina regras. c) quem fala combina peças. d) quem fala combina palavras. e) tanto quem fala como quem joga combina regras. 5. O texto afirma que: a) seria útil aplicar, na aprendizagem das regras do jogo, o mesmo método que se emprega ao aprender uma língua. b) aprender uma língua é tão complicado como aprender as regras de um jogo. c) as línguas são complicadas porque a maioria de suas regras são comparáveis a jogos complexos. d) o conhecimento das regras de jogos complicados facilita o entendimento das regras da língua. e) se chega às possibilidades da língua da mesma forma que às regras do jogo, praticando. Texto III A televisão procura atender ao gosto da população a que se dirige. Assim, acomoda essa grande massa de consumidores a antigos hábitos e tradições, em vez de propor, aos que assistem a ela, inquietações novas e uma visão mais crítica do mundo em que vivem. 6. Segundo o texto: a) porque se dirige a um público desinteressado, a televisão não se preocupa com a qualidade de seus programas. b) a televisão não se preocupa em elevar o nível de seus programas já que o público que a ele assiste não se interessa por problemas sérios. c) embora resulte do gosto de um público inquieto com seus valores, a televisão nega-se a mudar o aspecto formal dos programas. d) o interesse de baixo nível cultural merece uma televisão que não questiona em profundidade os problemas do mundo. e) o interesse do público determina os conteúdos veiculados pela televisão que, assim, se furta às propostas culturas novas. 7. Conclui-se do mesmo texto que: a) a tendência dos espectadores é interessarem-se por programas de televisão que vêm ao encontro de seus hábitos e tradições. b) assistir à televisão implica a aceitação de hábitos e tradições que favorecem o surgimento das ideias que mudam a face do mundo. c) o público normal da televisão prefere que os programas venham de encontro a seus hábitos e tradições. d) o papel principal da televisão consiste em criar inquietações nos telespectadores. e) a televisão em alguns lugares propicia uma visão crítica do mundo. Texto IV Os pais precisariam manter certos valores básicos, que servem como modelos para seus filhos. É preciso transmitir a estes maior noção de responsabilidade e também lhes mostrar que é possível eles próprios, com os mecanismos de que dispõem, mudarem algumas coisas. 8. De acordo com o texto: a) filhos que não são responsáveis perturbam os valores básicos que os pais tentam transmitir-lhes. b) pais que não servem como modelos para seus filhos não mudam nada em sua própria vida, nem na deles. c) para que os filhos mudem, é preciso que primeiro mudem seus pais. d) os filhos podem absorver certos valores, que lhes serão úteis para encontrar seu próprio caminho. e) os filhos só podem mudar alguma coisa em sua vida se aprenderem com a experiência dos pais. Texto V Mas é isso mesmo que nos faz senhores da terra, e esse poder de restaurar o passado, para tocar a instabilidade das nossas impressões e a validade dos nossos afetos. Deixa lá dizer Pascal que o homem é um caniço pensante. Não; é uma errata pensante, isso sim. Cada estação da vida é uma edição que corrige a anterior, e que será corrigida também, até a edição definitiva, que o editor dá de graça aos vermes. 9. De acordo com o texto: a) cabe aos escritores privilégio de registrar e analisar todas as emoções passadas. b) o homem tem a capacidade de visitar novamente e reavaliar, por meio da memória, os tempos já vividos. c) a vaidade e a insegurança emocional do homem fazem com que todas as suas recordações busquem melhorar as imagens anteriores. d) a inteligência humana, em constante progresso no decorrer dos anos, permite a revisão de conceitos filosóficos ultrapassados. e) os erros humanos não diminuem a eterna capacidade de regeneração do homem. Texto VI Desde o momento em que o homem, nos vôos de sua inteligência, se eleva acima das circunstâncias ordinárias da vida, desde que o seu pensamento se lança no espaço, possuído desse desejo ardente, dessa inspiração insaciável de atingir ao sublime, não é possível marcar-lhe um dique, ponto que lhe sirva de marco. 10. Conclui-se do texto que: a) o homem, em vez de procurar conhecer os mistérios do Universo, devia preocupar-se com seus problemas terrenos. b) as circunstâncias da vida impelem o homem a altos vôos de inteligência. c) a tendência do homem ao sublime é a razão de ser de seu espírito religioso. d) o homem se debate entre a mediocridade da vida cotidiana e a sublimidade do espírito. e) o anseio de conhecimento e de perfeição do homem não admite que se tente impor-lhe limites. Textos com análise literal ou por inferência Texto I As condições em que vivem os presos, em nossos cárceres superlotados, deveriam assustar todos os que planejam se tornar delinquentes. Mas a criminalidade só vem aumentando, causando medo e perplexidade na população. Muitas vozes têm-se levantado em favor do endurecimento das penas, da manutenção ou ampliação da Lei dos Crimes Hediondos, da defesa da sociedade contra o crime, enfim, do que se convencionou chamar “doutrina da lei e da ordem”, apostando em tais caminhos como forma de dissuadir novas praticas criminosas, geralmente valem-se de argumentos retóricos e emocionais, raramente escorados em dados de realidade ou em estudos que apontem ser esse o melhor caminho a seguir. Embora sedutora e aparentemente sintonizada com o sentimento geral de indignação, tal corrente aponta para o caminho errado, para o retorno ao direito penal vingativo e irracional, tão combatido pelo iluminismo jurídico. O coro dessas vozes aumenta exatamente quando o governo acaba de encaminhar ao congresso o anteprojeto do Código Penal, elaborado por renomados juristas, com participação da sociedade organizada, com o objetivo de racionalizar as penas reservado a privação da liberdade somente aos que cometerem crimes mais graves e, mesmo para esses, tendo sempre em vista mecanismos de reintegração social, destaca-se o emprego das penas alternativas, como a prestação de serviços à comunidade, a compensação por danos causados, a restrição de direitos etc. Contra a ideia de que o bandido é um facínora que optou por atacar a sociedade, prevalece a noção de que são as vergonhosas condições sociais e econômicas do Brasil que geram a criminalidade; enquanto essas não mudarem, não há mágica: os crimes vão continuar aumentando, a despeito do maior rigor nas penas ou da multiplicação de presídio. (Adaptado de Carlos Weis, Dos delitos e das penas) 1. O autor do texto mostra-se: a) identificadocom o coro das vozes que se levantam em favor da aplicação de penas mais rigorosas. b) identificado com doutrina que se convencionou chamar “da lei e da ordem”. c) contrário àqueles que encontram nas causas sociais e econômicas a razão maior das práticas criminosas. d) contrário à corrente dos que defendem, entre outras medidas, a ampliação da Lei dos Crimes Hediondos. e) contrário àqueles que defendem o emprego das penas alternativas em substituição à privação da liberdade. 2. Considere as seguintes afirmações: I – É uma simples coincidência o fato de que a intensificação das vozes favoráveis ao endurecimento das penas ocorre simultaneamente ao envio ao Congresso do ante projeto do Código Penal. II – A afirmação de que há vozes em favor da manutenção da Lei dos Crimes Hediondos deixa implícito que a vigência futura dessa lei está ameaçada. III – Estabelece-se uma franca oposição entre os que defendem a “doutrina da lei e da ordem” e os que julgam ser o bandido um facínora que age por opção. Em relação ao texto, está correto somente o que se afirma em: a) I. b) II. c) III. d) I e II. e) II e III. 3. Está corretamente traduzido o sentido de uma expressão do texto, considerando-se o contexto, em: a) Embora sedutora e aparentemente sintonizada = Malgrado atrativa e parcialmente sincronizada. b) Forma de dissuadir = modo de ratificar. c) Tão combatido pelo iluminismo jurídico = de tal modo restringindo pelo irracionalismo jurídico. d) A despeito do maior rigor nas penas = em conformidade com o agravamento das punições. e) Mecanismos de reintegração social = meios para reinserção na sociedade. 4. Por “iluminismo jurídico” deve-se entender a a) doutrina jurídica que defende o caráter vindicativo da legislação. b) corrente dos juristas que representam a “doutrina da lei e da ordem”. c) tradição jurídica assentada em fundamentos criteriosos e racionalistas. d) doutrina jurídica que se vale de uma argumentação retórica. e) corrente dos juristas que se identificam com o sentimento geral de indignação. 5. Está correto o emprego da expressão destacada na frase: a) O carro de cujo dono você diz ser amigo está à venda. b) É um carro cujas as prestações estão sendo pagas com dificuldade. c) A manifestação política à qual ele recusou participar será amanhã. d) São graves os momentos em que ela está atravessando. e) As despesas de cujas você me preveniu foram, de fato, muito altas. 6. São complementos verbais ambos os termos destacados na frase: a) Mostrou-se pouco disposto a colaborar conosco. b) É chegada a hora de a onça beber água. c) Não desejo nunca desconfiar de sua amizade. d) Deram-me razão para acreditar nele. e) Se crescer a dívida, não terei como pagá-la. Texto II Veja: O assédio sexual, então, é uma questão menor? Friedan: Não diria isso. A preocupação com o assédio sexual é, apesar de todos os exagerados, uma expressão do poder público e respeito que nós, mulheres, adquirimos nos últimos anos. Não aceitamos mais passivamente abusos sexuais, estupro, nada. Não admitimos mais ser vítimas no trabalho, na escola ou em qualquer outro lugar. Mas não podemos concentrar toda a nossa energia em aspectos que são sintomas, e não causas da desigualdade contra a qual lutamos. 7. Assinale a opção que indica uma dedução possível da entrevista acima. a) Houve, por parte das mulheres, entre as quais a entrevistada se inclui, um momento de aceitação passiva de injustiças. b) O poder público tem demonstrado respeito pelo problema do assédio sexual, apesar da exploração do fato pela imprensa, que exagera bastante. c) O assédio sexual acaba gerando a desigualdade entre os que as mulheres, entre as quais se inclui a entrevistada, continuem lutando pelos direitos conquistados. d) A polêmica sobre o assédio sexual manifesta resquícios de preconceitos contra a mulher, considerada sempre uma vítima na sociedade. e) O assédio sexual, segundo a entrevistada, não deve ser uma questão menor, porque constitui o principal fator agravante da desigualdade entre os sexos. Texto III Porque os homens olhavam demais para a sua mulher, mandou que descesse a bainha dos vestidos e parasse de se pintar. Apesar disso, sua beleza chamava atenção, e ele foi obrigado a exigir que eliminasse os decotes, jogasse fora os sapatos de saltos altos. Dos armários tirou as roupas de seda, da gaveta tirou todas as jóias. E vendo que, ainda assim, um ou outro olhar viril se acendia à passagem dela, pegou a tesoura e tosquiou-lhe os longos cabelos. Agora podia viver descansado. Ninguém a olhava duas vezes, homem nenhum se interessava por ela. Esquiva como um gato, não mais atravessa praças. E evitava sair. Tão esquiva se fez, que ele foi deixando de ocupar-se dela, permitindo que fluísse em silencio pelos cômodos, mimetizada com os móveis e as sombras. Uma fina saudade, porém, começou a alinhavar-se em seus dias. Não saudade de mulher. Mas do desejo inflamado que tivera por ela. Então lhe trouxe um batom. No outro dia um corte de seda. À noite tirou do bolso uma rosa de cetim para enfeitar-lhe o que restava dos cabelos. Mas ela tinha desaprendido a gostar dessas coisas, nem pensava mais em lhe agradar. Largou o tecido numa gaveta, esqueceu o batom. E continuou andando pela casa de vestido de chita, enquanto a rosa desbotava sobre a cômoda. (Marina Colasanti) 8. Assinale a opção incorreta em relação ao texto acima. a) Pode-se inferir do texto que a posição da mulher no lar e na sociedade é muitas vezes definida em contraste com a posição do homem. b) O texto reflete sobre a condição humana, destacando a opressão que a mulher pode sofrer em seu casamento c) O fato de o homem e a mulher não terem sido nomeados pode revelar desejo da autora em dar um tratamento universal ao tema tratado. d) Os eventos narrados obedecem a uma ordem cronológica. e) Em “tosquiou-lhe os longos cabelos” e “nem pensava mais em lhe agradar”, Os dois pronomes átonos possuem a mesma função sintática. 9. Assinale a opção incorreta em relação ao texto anterior. a) Por meio de discurso direto, o leitor conhece a personalidade das personagens deste texto. b) Há exemplo de sinestesia na expressão “fina saudade” e metáfora em “olhar viril”. c) Pode-se inferir que o corte de seda está para sensualidade e o prazer, assim como o vestido de chita está para a repressão da femilidade. d) No segundo período do primeiro parágrafo, a virgula antes do “e” ocorre devido à mudança de sujeito entre as orações. e) O texto de certa forma ironiza as relações em que predominam o ciúme, a vaidade e a submissão. Texto IV Não se sabia bem onde nascera, mas não fora decerto em São Paulo, nem no Rio Grande do Sul, nem no Pará. Errava quem quisesse encontrar nele qualquer regionalismo: Quaresma era antes de tudo brasileiro. Não tinha predileção por esta ou aquela parte de seu país, tanto assim que aquilo que o fazia vibrar de paixão não eram os pampas do Sul com o seu gado, não era o café de São Paulo, não eram o ouro e os diamantes de Minas, não era a beleza da Guanabara, não era a altura da Paulo Afonso, não era o estro de Gonçalves Dias ou o ímpeto de Andrade Neves – era tudo isso junto, fundido, reunido, sob a bandeira estrelada do Cruzeiro. Logo aos dezoito anos quis fazer-se militar; mas a junta de saúde julgou-o incapaz. Desgostou-se, sofreu, mas não maldisse a Pátria. O ministério era liberal, ele se fez conservador e continuou mais do que nunca a amar a “terra que o viu nascer”. Impossibilitado de evoluir-se sob os dourados do Exército, procurou a administração e dos seus ramos escolheu o militar. Era onde estava bem. No meio de soldados, de canhões, de veteranos, de papelada inçada de quilos de pólvora, de nomes de fuzis e termos técnicos de artilharia, aspirava diariamente aquele hálito de guerra, de bravura, de vitória, de triunfo, que é bem o hálito da Pátria. Durante os lazeres burocráticos, estudou, mas estudou a Pátria, nas suas riquezas naturais, na sua história, na sua geografia, na sua literaturae na sua política.Quaresma sabia as espécies de minerais, vegetais e animais, que o Brasil continha; sabia o valor do ouro, dos diamantes exportados por Minas, as guerras holandesas, as batalhas do Paraguai, as nascentes e o curso de todos os rios. Defendia com azedume e paixão a proeminência do Amazonas sobre todos os demais rios do mundo. Para isso ia até ao crime de amputar alguns quilômetros ao Nilo e era como este rival do “seu” rio que ele mais implicaria. Ai de quem o citasse na sua frente! Em geral, calmo e delicado, o major ficava agitado e malcriado, quando se discutia a extensão do Amazonas em face da do Nilo. Havia um ano a esta parte que se dedicava ao tupi-guarani. Todas as manhãs, antes que a “Aurora, com seus dedos rosados abrisse caminho ao louro Febo”, ele se atracava até ao almoço com o Montoya, Arte y diccionario de la lengua guarani ó más bien tupi, e estudava o jargão caboclo com afinco e paixão. Na repartição, os pequenos empregados, amanuenses e escreventes, tendo notícia desse estudo do idioma tupiniquim, deram não se sabe por que em chamá-lo Ubirajara. Certa vez, o escrevente Azevedo, ao assinar o ponto, distraído, sem reparar quem lhe estava às costas, disse em tom chocarreiro: “Você já viu que hoje o Ubirajara está tardando?”. Quaresma era considerado no Arsenal: a sua idade, a sua ilustração, a modéstia e honestidade de seu viver impunham-no ao respeito de todos. Sentindo que a alcunha lhe era dirigida, não perdeu a dignidade, não prorrompeu em doestos e insultos. Endireitou-se, concentrou e pince-nez, levantou o dedo indicador no ar e respondeu: – Senhor Azevedo, não seja leviano. Não queira levar ao ridículo aqueles que trabalham em silêncio, para a grandeza e a emancipação da Pátria. (Lima Barreto, Triste Fim de Policarpo Quaresma. Rio de Janeiro: Record, 1998) 10. Em Triste Fim de Policarpo Quaresma, romance publicado originalmente em 1915, Lima Barreto narra uma história ocorrida durante os primeiros anos da República brasileira. Com base no fragmento dessa obra apresentada acima, assinale a opção correta para uma possível inferência do conteúdo textual. a) Quaresma era, na verdade, carioca, pois vivia na cidade do Rio de Janeiro. b) Quaresma gostava de comer carne do Sul e de tomar café de São Paulo. c) Quaresma era muito religioso, por isso imaginava o Brasil unificado. d) Ao se ver recusado pela junta de saúde do Exército, Quaresma tornou-se conservador, em oposição ao governo que era então liberal. e) Quaresma queria ser militar por causa dos excelentes salários pagos pelo Exército. 11. Tendo como referência as ideias contidas no texto, assinale a opção incorreta. a) Não obstante o seu modo pacato de viver, Quaresma perdia a calma quando se discutiam certos assuntos de seu interesse. b) Quaresma passou a estudar tupi-guarani para poder trabalhar juntos aos índios, incutindo-lhes o sentimento patriótico que o dominava. c) Infere-se do texto que os estudos feitos por Quaresma sobre o Brasil poderiam tê-lo influenciado na assimilação de um sentimento ufanista. d) No quarto parágrafo, o narrador usou aspas para enfatizar o sentimento de posse e de nacionalismo da personagem em relação ao rio Amazonas. e) Quaresma antipatizava com o rio Nilo por ser este mais extenso que o rio Amazonas. 12. Ainda com base no texto, assinale a opção correta. a) Todas as manhãs, Quaresma discutia com Montoya, um colega de trabalho que vivia zombando do interesse do herói pelo estudo do tupi-guarani. b) Infere-se do texto que o antropônimo “Ubirajara” é de origem indígena. c) Quaresma não gostava da língua espanhola, por isso a classificava de “jargão caboclo”. d) Foi o escrevente Azevedo que deu a Quaresma a alcunha de “Ubirajara”. e) Por causa de suas excentridades, Quaresma não gozava do respeito de seus colegas de trabalho. 13. No texto, não constitui qualidade característica de Quaresma a: a) modéstia. b) cultura. c) honestidade. d) jocosidade. e) respeitabilidade. 14. No texto, por uma questão de elegância de estilo, alguns pronomes foram usados em substituição a seus referentes. Assinale a opção que apresenta associação incorreta entre o pronome destacado e o referente. a) “terra que o viu nascer” (segundo parágrafo) / Quaresma. b) “Ai de quem o citasse” (quarto parágrafo) / o rio Nilo. c) “deram não se sabe por que em chamá-lo” (quinto parágrafo) / Quaresma. d) “impunham-no ao respeito de todos” (sexto parágrafo) / Quaresma. e) “Sentindo que a alcunha lhe era dirigida” (sexto parágrafo) / escrevente Azevedo. 15. No que se refere à colocação dos pronomes, seria gramaticalmente correto substituir: a) se sabia (primeiro parágrafo) / por sabia-se. b) o fazia (primeiro parágrafo) / por fazia-o. c) julgou-o (segundo parágrafo) / por o julgou. d) lhe estava (quinto parágrafo) / por estava-lhe. e) Endireitou-se (sexto parágrafo) / por Se endireitou. 16. No que diz respeito à tipologia textual, assinale a opção incorreta. a) Apesar de conter passagens narrativas, o texto é fundamentalmente uma descrição de Policarpo Quaresma. b) Há, no texto, ocorrências de discurso direto. c) Em “do Amazonas em face da do Nilo” (quarto parágrafo), o trecho entre aspas não se identifica com o estilo predominante no texto. d) A expressão “louro Febo” (quinto parágrafo) é uma alusão ao Sol. e) o texto é predominantemente dissertativo com forte argumentação nacionalista. Praticando COM PROVAS DE CONCURSOS Texto I Ganhamos a guerra, não a paz Os físicos se encontram numa posição não muito diferente da de Alfred Nobel. Ele inventou o mais poderoso explosivo jamais conhecido até sua época, um meio de destruição por excelência. Para reparar isso, para aplacar sua consciência humana, instituiu seus prêmios à promoção da paz e às realizações pacíficas. Hoje(*), os físicos que participaram da fabricação da mais aterradora e perigosa arma de todos os tempos sentem-se atormentados por igual sentimento de responsabilidade, para não dizer culpa. E não podemos desistir de advertir e de voltar a advertir, não podemos e não devemos relaxar em nossos esforços para despertar nas nações do mundo, e especialmente nos seus governos, a consciência do inominável desastre que eles certamente irão provocar, a menos que mudem sua atitude em relação uns aos outros e em relação à tarefa de moldar o futuro. Ajudamos a criar essa nova arma, no intuito de impedir que os inimigos da humanidade a obtivessem antes de nós, o que, dada a mentalidade dos nazistas, teria significado uma inconcebível destruição e escravização do resto do mundo. Entregamos essa arma nas mãos dos povos norte-americano e britânico, vendo neles fiéis depositários de toda a humanidade, que lutavam pela paz e pela liberdade. Até agora, porém, não conseguimos ver nenhuma garantia das liberdades que foram prometidas às nações no Pacto do Atlântico. Ganhamos a guerra, não a paz. As grandes potências, unidas na luta, estão agora divididas quanto aos acordos de paz. Prometeu-se ao mundo que ele ficaria livre do medo, mas, na verdade, o medo aumentou enormemente desde o fim da guerra. Prometeu-se ao mundo que ele ficaria livre da penúria, mas grandes partes dele se defrontam com a fome, enquanto outras vivem na abundância. [...] Possa o espírito que motivou Alfred Nobel a criar sua notável instituição, o espírito de fé e confiança, de generosidade e fraternidade entre os homens, prevalecer na mente daqueles de cujas decisões dependem nossos destinos. Do contrário, a civilização humana estará condenada. (Albert Einstein, Escritos da maturidade. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1994) (*) Este texto foi escrito em 1945, logo depois do fim da II Guerra Mundial. 1. Ao escrever esse texto, o grande físico Albert Einstein preocupou-se sobretudo em formular uma grave advertência contra a) a pacificação do mundo por meio da ação de governos totalitários. b) a perigosa instabilidade gerada pelo Pacto do Atlântico. c) o novo potencial belicoso da situação de pós-guerra. d) o poderde devastação representado pelo invento de Alfred Nobel. e) o espírito do armistício assinado pelas grandes potências. 2. Considere as seguintes afirmações. I – A criação e a entrega da mais aterradora e perigosa arma de todos os tempos aos norte-americanos e britânicos se deram em meio a uma perigosa e disputada corrida armamentista. II – Einstein mostra-se insatisfeito quanto aos termos em que se configurou o Pacto do Atlântico, um acordo em si mesmo tímido e incapaz de gerar bons resultados. III – Einstein inclui-se entre os responsáveis pelo término da guerra e pela derrota dos nazistas, mas declina de qualquer responsabilidade quanto a uma futura utilização da nova e devastadora arma. Em relação ao texto, está correto apenas o que se afirma em a) I. b) II. c) III. d) Ie II. e) IIe III. 3. A atitude de vigilância, para a qual Einstein convoca a todos nesse texto, deve materializar-se, conforme deseja o grande físico, a) numa advertência contra os preocupantes riscos representados pela iminente reorganização dos nazistas. b) na conscientização dos vitoriosos quanto à necessidade de se entenderem e de assumirem suas responsabilidades diante do futuro. c) no cumprimento das exigências feitas pelos cientistas quando se propuseram a elaborar as condições do Pacto do Atlântico. d) na manutenção das auspiciosas condições políticas do pós-guerra, marcadas pela derrota dos nazistas. e) na constituição de um novo tratado que, indo de encontro ao Pacto do Atlântico, represente um esforço de real pacificação. 4. Quanto à sua construção interna, as frases Ganhamos a guerra, não a paz e As grandes potências, unidas na luta, estão agora divididas têm em comum apresentam: a) um jogo entre alternativas. b) uma relação de causa e efeito. c) a formulação de uma condicionalidade. d) a articulação de uma hipótese. e) a exploração de antíteses. 5. Considerando-se o contexto, traduz-se corretamente o sentido de uma expressão do texto em: a) numa posição não muito diferente da de Alfred Nobel = em atitude inteiramente similar à de Alfred Nobel. b) para aplacar sua consciência humana = para obliterar seu juízo sobre a humanidade. c) dada a mentalidade dos nazistas = em que pese a consciência dos nazistas. d) vendo neles fiéis depositários = reconhecendo-os como confiáveis guardiões. e) consciência do inominável desastre = concepção inevitável da tragédia. 6. Possa o espírito que motivou Alfred Nobel a criar sua notável instituição, o espírito de fé e confiança, de generosidade e fraternidade entre os homens, prevalecer na mente daqueles de cujas decisões dependem nossos destinos. Observa-se que, na construção do período acima, empregou-se o verbo a) poder como auxiliar do verbo criar. b) criar como auxiliar do verbo prevalecer. c) motivar como auxiliar de prevalecer. d) criar como auxiliar do verbo poder. e) poder como auxiliar do verbo prevalecer. Texto II Ciência e esoterismo A astrologia é muito mais popular do que a astronomia. Um número muito maior de pessoas abre um jornal ou uma revista para consultar uma coluna astrológica do que para ler uma coluna sobre astronomia. E a astrologia não está sozinha: numerologia, quiromancia, cartas de tarô, búzios etc. também são extremamente populares. Como físico, não cabe a mim explicar o porquê dessa irresistível atração pelo que obviamente está além do que chamamos fenômenos naturais. Mas posso ao menos oferecer uma conjectura. O fascínio pelo esotérico vem justamente de seu aspecto pessoal, privado: você paga a um profissional com conhecimentos ou “poderes” esotéricos para que ele fale sobre você, sua vida, seus problemas, seu futuro... O problema com o esoterismo é que não temos nenhuma prova concreta, científica, de que certos fenômenos realmente ocorrem. As “provas” que foram oferecidas até o momento – fotos, depoimentos pessoais, sessões demonstrativas e compilações estatísticas de dados – misteriosamente se recusam a sobreviver quando testadas no laboratório sob o escrutínio do cientista ou após uma análise quantitativa mais detalhada. Uma das grandes armas da ciência contra o charlatanismo é justamente a possibilidade de repetirmos certos experimentos tantas vezes quantas desejarmos. Os cientistas não precisam “acreditar” nos resultados de outros cientistas; basta repetir o experimento em seu próprio laboratório, sob condições idênticas, e os mesmos resultados devem ser encontrados. Seria realmente fascinante se houvesse uma força desconhecida que pudesse influenciar nosso comportamento (ou pelo menos indicar tendências) a partir de um arranjo cósmico em que nós, como indivíduos, participássemos ativamente, uma espécie de astronomia personalizada. Mas, para mim, mais fascinante ainda é seguir os passos de outros cientistas e dedicar toda uma vida ao estudo dos fenômenos naturais, armado apenas com inspiração e razão. Ao compreendermos um pouco mais sobre o mundo à nossa volta, estaremos, também, compreendendo um pouco mais sobre nós mesmos e sobre nosso lugar neste vasto e misterioso Universo. (Marcelo Gleiser, Retalhos cósmicos. São Paulo: Companhia das Letras, 1999) 7. Observando-se alguns dos recursos utilizados na construção do texto, verifica-se que a) o emprego das aspas em “poderes” justifica-se do mesmo modo que em “provas”. b) a falta de marca pessoal na linguagem garante a objetividade da demonstração. c) as expressões astronomia personalizada e basta repetir o experimento são manifestações da ironia do autor. d) o emprego das aspas em “acreditar” deve-se à ênfase atribuída a uma ação afirmativa dos cientistas. e) o emprego da palavra inspiração, no final do texto, revela que o autor reviu e retificou sua posição contrária ao esoterismo. 8. Na argumentação que desenvolve em seu texto, o autor se vale dos seguintes procedimentos: I – Não aceita a suposta popularização das crenças de natureza esotérica, considerando-a uma manipulação dos charlatões que têm interesse em propagar seus falsos poderes. II – Afirma que os fenômenos esotéricos não são comprovados quando submetidos a testes rigorosamente científicos ou a análises largas e detalhadas. III – Admite que a ciência é menos atraente que as práticas esotéricas, já que ela não se propõe a desvendar as grandes incógnitas do nosso Universo. IV – Conclui que a ciência também tem seus encantos, embora aceite que os que a praticam não costumam se valer dos conhecimentos já conquistados dentro da tradição científica. Em relação ao texto, está correto apenas o que se afirma em: a) I. b) II. c) III. d) I e II. e) III e IV. 9. Considerando-se o contexto, traduz-se corretamente o sentido de uma expressão do texto em: a) ao menos oferecer uma conjectura = pleitear, mesmo assim, uma comprovação. b) seu aspecto pessoal, privado = sua verdade íntima, inconfessável. c) arranjo cósmico = pretexto universal. d) sob o escrutínio do cientista = pela análise minuciosa do cientista. e) armado apenas com inspiração e razão = tão-somente com a fé e a perseverança. Texto III O Brasil entrou no século XXI justificando o lugar comum do século passado: continua sendo um país de contrastes. Isso é o que revelam os números iniciais do Censo 2000, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No último ano da década passada, em comparação com o primeiro – 1991 –, muito mais brasileiros estavam estudando, tinham carros, eletrodomésticos, telefones, luz, água encanada, esgoto e coleta de lixo, e muito menos brasileiros morriam antes de completar um ano de vida. A mortalidade infantil caiu 38%: de 48 por mil nascimentos para 29,6. A queda foi maior do que os especialistas haviam projetado no início da década. Isso, a despeito de a maioria da população continuar vivendo com rendimentos franciscanos: pouco mais da metade dos 76,1 milhões de membros da população economicamente ativa ganhava até dois salários mínimos por mês (ou R$ 302,00à data do recenseamento e R$ 400,00 hoje) e apenas 2,4% ganhavam mais de vinte salários mínimos, ou seja, R$ 4 000,00 – um salário relativamente modesto nas sociedades desenvolvidas. Por esse ângulo, pode-se dizer que o Brasil é um país igualitário: ostenta a dramática igualdade na pobreza. Os números agregados escondem que o consumo se distribui de forma acentuadamente desigual pelo território e entre os diversos grupos de renda. Enquanto no Sul e no Sudeste os domicílios com carro somam mais de 40%, no Norte e no Nordeste não chegam a 15%. De certo modo, quem pode consumir bens duráveis acaba consumindo por si e por quem não pode. O desequilíbrio regional e social do consumo acompanha, obviamente, a concentração da capacidade aquisitiva. Os dados que apontam para a intolerável persistência da igualdade na pobreza entre os brasileiros têm relação manifesta com o desempenho da economia. Se é verdade que, em matéria de expansão dos benefícios sociais e do acesso a bens indispensáveis no mundo contemporâneo, como o telefone, os anos 1990 foram uma década ganha, no que toca ao crescimento econômico foram uma década das mais medíocres, desde a transformação do País em sociedade industrial. Entre 1991 e 2000, o Brasil cresceu, em média, parcos 2,7% ao ano. Mesmo em 1994, o melhor ano do período, o Produto Interno Bruto (PIB) não chegou a 6% – muito abaixo dos picos registrados na década de 1970, a do “milagre brasileiro”. É óbvio que a retomada do desenvolvimento é condição sine qua para a elevação da renda do povo. (Adaptado de O Estado de S. Paulo, maio/2002) 10. De certo modo, quem pode consumir bens duráveis acaba consumindo por si e por quem não pode. A afirmação acima aponta para a) a melhoria real do padrão de vida da população brasileira, registrando existência de consumo mesmo entre os mais pobres. b) resultados estatísticos aparentemente otimistas, mas que deixam de mostrar dados pouco animadores da situação econômica e social da população brasileira. c) um equilíbrio final da capacidade de consumo da população nas várias regiões brasileiras, igualando os resultados de cada uma delas. d) o paradoxo que resulta dos dados do último censo, pois eles indicam o consumo de bens duráveis por uma população que não tem poder aquisitivo. e) a falsidade do resultado de certas pesquisas, cujos dados desvirtuam a realidade, especialmente a da classe social mais desfavorecida. 11. Considere as afirmativas abaixo, a respeito do texto. O Censo 2000 I. indica o avanço do Brasil, idêntico ao de algumas sociedades desenvolvidas, especialmente quanto à garantia de emprego, apesar de um valor modesto para o salário mínimo. II. apresenta índices positivos de melhoria na qualidade de vida do povo brasileiro, ao lado de disparidades acentuadas, em todo o território nacional. III. assinala um aumento geral do poder aquisitivo do povo brasileiro, reduzindo a um mínimo as diferenças regionais. Está correto o que se afirma somente em: a) I e II. b) II e III. c) I. d) II. e) III. 12. A afirmação no segundo parágrafo: “Por esse ângulo, pode-se dizer que o Brasil é um país igualitário”. É correto afirmar que a conclusão acima tem um caráter a) acentuadamente irônico, pela constatação que se segue a ela. b) bastante otimista, por ter sido possível constatar melhorias na distribuição de renda. c) de justificado orgulho, pela melhoria da qualidade de vida no Brasil. d) de extremo exagero, considerando-se os dados indicativos do progresso brasileiro. e) pessimista, tendo em vista a impossibilidade de aumento do salário mínimo. 13. A queda foi maior do que os especialistas haviam projetado no início da década. O emprego da forma verbal grifada na frase acima indica, no contexto, a) uma incerteza em relação a um fato hipotético. b) um fato consumado dentro de um tempo determinado. c) a repetição de um fato até o momento da fala. d) uma ação passada anterior a outra, também passada. e) uma ação que acontece habitualmente. 14. O segundo parágrafo do texto está ligado ao primeiro a) por tratar-se de uma explicação das afirmações apresentadas de início. b) pela condição imposta no início desse segundo parágrafo, em relação aos dados observados no Censo. c) por ser uma síntese do que vem sendo desenvolvido. d) pela continuidade da mesma ideia, desenvolvida em ambos. e) por uma ressalva, marcada pelo uso da expressão a despeito de. 15. Há, no texto, relação de causa e efeito entre a) retomada do desenvolvimento e elevação da renda do povo. b) a década do “milagre brasileiro” e a persistência da situação de pobreza do povo. c) situação econômica do Brasil no século XX e a que se apresenta no início do século XXI. d) queda dos índices de mortalidade infantil e valor do salário mínimo. e) consumo maior no Sul e no Sudeste e acentuadamente menor no Norte e no Nordeste. 16. A mortalidade infantil caiu 38%: de 48 por mil nascimentos para 29,6. O emprego dos dois pontos assinala a) uma restrição à afirmação do período anterior. b) a ligação entre palavras que formam uma cadeia na frase. c) a inclusão de um segmento explicativo. d) a citação literal do que consta no relatório do IBGE. e) a brusca interrupção da sequência de ideias. 17. Os números iniciais do Censo 2000 revelam melhorias. A queda das taxas de mortalidade infantil foi maior do que o esperado. Boa parte da população brasileira continua vivendo na pobreza. As frases acima formam um único período, com correção e lógica, em: a) Se as taxas de mortalidade infantil entraram em queda maior do que era esperada, a população brasileira continua vivendo na pobreza, apesar das melhorias que o Censo 2000, revelam em seus dados iniciais. b) A população brasileira em boa parte continua vivendo na pobreza, os números iniciais do Censo 2000 revelam as melhorias, onde as taxas de mortalidade infantil em queda, maior do que se esperava. c) Com a queda das taxas de mortalidade infantil, e os números iniciais do Censo 2000 revela que foi maior que o esperado, mas boa parte da população brasileira continua vivendo na pobreza. d) Os números iniciais do Censo 2000 melhoraram, com a queda das taxas de mortalidade infantil, que foi maior do que se esperavam, onde boa parte da população brasileira continua vivendo na pobreza. e) Boa parte da população brasileira continua vivendo na pobreza, conquanto os números iniciais do Censo 2000 revelem melhorias, como a queda das taxas de mortalidade infantil, maior do que o esperado. Texto IV A farsa — se existe rigorosamente — é, no momento atual, o menor problema que temos de enfrentar. Sabemos, hoje, que a repetição histórica tem-nos conduzido muito mais a novas tragédias — não raro, aproximando-se da barbárie — do que a ações burlescas; ou ao menos há uma certa identificação entre ambas, sendo aquelas mais penosas do que estas. Se tomarmos a globalização como referência, a pantomima atribuída a ela não difere muito de sua face trágica. Mas a última excede a primeira à medida que revela o ângulo visível de sua aparente inocência. Só se percebe o que acontece, efetivamente, quando os olhos (e a razão) dão conta da realidade em toda sua crueza. (Fernando Magalhães, A globalização e as lições da história) 18. Em relação ao sentido das palavras e expressões do texto, assinale a opção correta. a) A palavra “barbárie” está associada à ideia de barbarismo, ou seja, à inadequação de linguagem. b) A expressão “burlescas” está associada à ideia de heroicas. c) A palavra “pantomima” está sendo utilizada em seu sentido conotativo de vanguarda, modernidade. d) A expressão “à medida que” pode ser substituída por à proporção que, sem prejuízo gramatical para o período. e) A expressão “sua crueza” refere-se à palavra “razão”. Texto V Li que a espécie humana é um sucesso sem precedentes. Nenhuma outra com uma proporção parecida de peso e volume se iguala à nossa em termos de sobrevivência e proliferação. E tudo