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LÍNGUA PORTUGUESA PARA O PROCN-DF (TEORIA E EXERCÍCIOS) 
PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA 
Prof. Albert Iglésia www.pontodosconcursos.com.br 1
Hoje, nossa aula é sobre sintaxe de concordância. Essa 
expressão pomposa nada mais significa do que a relação estabelecida, como 
regra geral, entre o verbo da oração e o sujeito dela; entre o artigo, o 
adjetivo, o numeral adjetivo, o pronome adjetivo e o substantivo a que se 
referem. O primeiro tipo de relação é mais conhecido nos manuais de 
gramática e nas salas de aula como concordância verbal; o segundo, como 
concordância nominal. 
Existem muitas regras específicas, detalhes, exceções envolvendo 
esse assunto. Aqui, tentarei abordar um número suficiente de casos. 
Começarei pelos que dizem respeito à concordância verbal. Vamos a eles! 
Casos Gerais de Concordância Verbal 
O verbo e o sujeito de uma oração concordam em número e 
pessoa. 
"O outono é mais estação da alma..." (C. D. A.) 
"Todas estavam ainda verdes." (C. D. A.) 
1. (Funrio/Idene/Analista em Biblioteconomia/2008) Observe a frase: 
“TODOS OS BRASILEIROS TÊM ESSA OPORTUNIDADE ÚNICA DE MUDAR 
PARA UM PAÍS MELHOR.”. 
Empregando o sujeito da oração no singular, mantendo-se o sentido 
original da frase e obedecendo à norma padrão da língua portuguesa 
escrita, o predicado deverá ser 
A) tem essa oportunidade única de mudar o País. 
B) têm essa oportunidade única de mudar o País. 
C) teriam essa oportunidade única de mudarem o País. 
D) tem-se essa oportunidade única de mudar o País. 
E) tivessem essa oportunidade única de mudar o País. 
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Comentário – Eis o sujeito da oração: “Todos os brasileiros”, que se equivale 
à terceira pessoa do plural. O predicado é, pois, tudo o que não é o sujeito: 
“têm essa oportunidade única de mudar para um país melhor”. Nele, o verbo 
TER foi flexionado, em concordância com o sujeito, na terceira pessoa do 
plural, por isso recebeu o acento circunflexo. Alguns detalhes agora devem ser 
observados: 
a) o sujeito transmite-nos a ideia de qualquer brasileiro, 
isto é, todo brasileiro, indistintamente; por isso o seu 
singular não poderia ser todo o brasileiro, construção que 
deixa escapar o sentido original; mas isso não consta nas 
alternativas – menos mal; 
b) com relação ao predicado, bastaria retirar o acento 
circunflexo da forma verbal “têm”: tem essa oportunidade 
única de mudar para um país melhor; mas, repare bem, o 
examinador alterou o sentido da informação: “mudar o 
País” é o mesmo que causar alterações nele, transformá-lo, 
e isso é diferente de “mudar para um país melhor”, que 
implica, além de uma comparação, necessariamente uma 
mudança de domicílio. 
Por isso acredito que a questão devesse ser anulada. Você 
concorda? 
Resposta – A, mas existe controvérsia. 
2. (Funrio/CBM-RJ/Assistente Social/2008) “Dizem as escrituras sagradas 
(...)”, a forma plural do verbo se justifica porque 
A) possui sujeito composto. 
B) inicia a oração principal. 
C) trata-se de sujeito indeterminado. 
D) é caso de impessoalidade verbal. 
E) concorda com sujeito plural. 
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Comentário – O verbo “Dizem” surgiu antes do sujeito; este é representado 
pelo termo “as escrituras sagradas”, que corresponde à terceira pessoa do 
plural. Se você acha melhor, inverta a ordem: As escrituras sagradas dizem...
Resposta – E 
3. (IBFC/Pref. de Campinas-SP/Aux. de Enfermagem/2010 – adaptada) 
Considere o trecho abaixo. 
Entre as sugestões, está a publicação de decreto pela prefeitura 
instituindo multa aos proprietários de terrenos que deixam acumular 
água. 
Se a palavra “publicação” fosse colocada no plural, o verbo estar
permaneceria inalterado. 
Comentário – O núcleo do sujeito do verbo estar é justamente o termo 
“publicação” (representa a terceira pessoa do singular). Como verbo e sujeito 
devem concordar em número e pessoa, se a palavra “publicação” fosse 
colocada no plural, o verbo estar deveria assumir a forma estão (representa a 
terceira pessoa do plural): ...estão as publicações... 
Resposta – Item errado. 
Quando o sujeito é composto, isto é, possuir mais de um núcleo, 
verifica-se o seguinte: 
1. Representado por pessoas gramaticais diferentes Î a primeira pessoa 
(NÓS) prevalecerá sobre as demais, e a segunda (VÓS) terá preferência 
sobre a terceira (ELES). 
Eu, tu e os cidadãos (Nós) saímos. 
Tu e os cidadãos (Vós) saístes. (norma culta) 
Tu e os cidadãos (Vocês) saíram. (norma popular – ocorre que os 
pronomes TU e VÓS, no falar do português do Brasil, são 
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frequentemente substituídos por VOCÊ e VOCÊS, o que leva o 
verbo para a terceira pessoa) 
2. Anteposto ao verbo Î o verbo ficará sempre no plural (concordância rígida 
ou gramatical). 
Pai e filho conversaram longamente. 
As imagens e o som não estavam adequados. 
3. Posposto ao verbo Î o verbo poderá ficar no plural (concordância rígida ou 
gramatical) ou concordará com o núcleo mais próximo (concordância 
atrativa). 
Caíram uma flor e duas folhas. (ou “Caiu”, para concordar apenas 
com “uma flor”) 
Saiu o ancião e seus amigos. (ou “Saíram”, para concordar com 
todos os núcleos) 
Saíste tu e Pedro. (ou “Saístes”, para concordar com todos os 
núcleos; ou “Saíram”, de acordo com a norma popular) 
ATENÇÃO! Quando há reciprocidade, no entanto, a concordância deve ser 
feita no plural. 
Agrediram-se o deputado e o senador. 
Ofenderam-se o jogador e o árbitro. 
4. (Funrio/Prefeitura de Maricá/Inspetor de Alunos/2007) Sobre a 
concordância verbal nos versos: 
“Na minh’alma ficou 
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o samba 
o batuque 
o bamboleio 
e o desejo de libertação...” 
É correto afirmar que: 
A) a regra de concordância foi desrespeitada - o verbo deveria estar no plural 
B) o verbo “ficar” segue uma regra especial - admite o singular nos casos de 
sujeito posposto 
C) a concordância atrativa foi aplicada - o sujeito é composto e posposto ao 
verbo 
D) o sujeito está anteposto ao verbo - o verbo deve ficar, obrigatoriamente, 
no singular 
E) a concordância atrativa é obrigatória, independente da posição e do tipo 
de sujeito 
Comentário – O sujeito é composto e formado pelos núcleos “samba”, 
“batuque”, “bamboleio” e “desejo”. Como ele está posposto ao verbo, a 
concordância realiza-se, facultativamente, com todos os núcleos ou apenas 
com o mais próximo – e isso está longe de ser uma característica especial do 
verbo FICAR, pois diz respeito a todos os verbos pessoais. No primeiro caso, o 
verbo vai para o plural: ficaram; no segundo, ele fica como está. 
Resposta – C 
5. (Funrio/INT/Pesquisador de Biocombustíveis/2008) Verifica-se um caso de 
sujeito posposto ao verbo no seguinte trecho: 
A) “Como saber que faltam casas...” 
B) “Porque a experiência não deve ficar nas favelas do Rio.” 
C) “Pretos pintados de branco teriam mais chances no mercado de trabalho.” 
D) “Deve ser estendida a todo o país.” 
E) “Não saltaria mais aos olhos...” 
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Comentário – Alternativa A: o sujeito “casas” surgiu posposto ao verbo 
unipessoal “faltam”.Alternativa B: o sujeito “a experiência” está anteposto à 
locução verbal “deve ficar”. 
Alternativa C: o sujeito “Pretos pintados de branco” também 
surgiu anteposto ao verbo “teriam”. 
Alternativas D e E: os sujeitos estão ocultados. 
Resposta – A 
6. (Funrio/Invest Rio/Administrador/2010) Dentre as frases abaixo, aquela 
em que o sujeito aparece após o verbo com o qual concorda é 
A) Arrancam-lhe o coração... 
B) ...e a soltou na correnteza bravia. 
C) Não mateis os animais indefesos. 
D) Juntam-se homens para executar a inglória tarefa. 
E) ... o trabalhador venceu a dificuldade. 
Comentário – Somente na frase “Juntam-se homens para executar a inglória 
tarefa.” o sujeito (“homens”) aparece depois do verbo, que está flexionado na 
voz passiva sintética (ou pronominal). 
Na alternativa A o sujeito é indeterminado. Nas opções B e C 
o sujeito não aparece, está oculto. Na última alternativa, o sujeito (“o 
trabalhador”) está antes do verbo. 
Resposta – D 
Casos Particulares de Concordância Verbal 
1. Verbos impessoais Î não possuem sujeito, ficando na terceira pessoa do
singular. 
Choveu muito. 
Deve nevar muito naquelas regiões. 
Verbos que indicam 
fenômenos naturais 
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Aqui faz verões terríveis. 
Deve fazer dez anos que eles chegaram. 
Há anos não o vejo. 
Ia para dez anos que não o via. 
Já passava de dez horas. 
Poderá haver alunos reprovados. 
7. (Funrio/Prefeitura de São José do Vale do Rio Preto/Inspetor de 
Disciplina/2007) Segundo as regras de concordância verbal, verbos 
impessoais são empregados na terceira pessoa do singular. 
O exemplo do texto em que o verbo encontra-se no singular por ser 
considerado impessoal é: 
A) “Não há um dia marcado...” 
B) “... é preciso um processo de convergência...” 
C) “... Portugal não tem motivos para a resistência.” 
D) "Fala-se de uma pressão das editoras...” 
E) “Isso não é desculpa" 
Comentário – Com verbos impessoais, o sujeito é inexistente. Isso ocorre 
apenas na primeira opção, em que o verbo HAVER é usado com sentido de 
EXISTIR. Na letra B , “um processo de convergência” é o sujeito do verbo “é”. 
Na letra C, “Portugal” é o sujeito do verbo “tem”. Na letra D, o pronome “se” 
indetermina o sujeito, que não deve ser confundido com sujeito inexistente. 
Nesse caso, o verbo concorda na terceira pessoa do singular, como se 
confirmará mais adiante. Na letra E, o pronome “Isso” funciona como sujeito 
do verbo “é”. 
Resposta – A 
Verbos que indicam 
tempo decorrido 
Verbo “haver” com sentido 
de “existir”, “acontecer”, 
“ocorrer”. 
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8. (Funrio/Pref. de Niterói/Auxiliar Administrativo/2008) “Há pessoas com 
dois celulares” 
Segundo as regras de concordância verbal, verbos impessoais são 
empregados na terceira pessoa do singular. 
O exemplo do texto em que o verbo encontra-se no singular por ser 
considerado impessoal é: 
A) “Há pessoas com dois celulares.” 
B) “Conheço chefe de empresa que dá de presente ao funcionário de 
confiança um celular...” 
C) “Quem dá mais?!” 
D) " Com um deles, o mais sofisticado, mantém longas conversas com o 
próprio Deus ...” 
E) “Mas se alguém quiser me dar de presente um segundo bichinho 
desses...” 
Comentário – Alternativa A: o verbo HAVER foi utilizado com o sentido do 
verbo EXISTIR, portanto é impessoal, ou seja, não possui sujeito. 
Alternativa B: o sujeito do verbo “Conheço” é o pronome 
oculto EU. O sujeito do verbo “dá” é o pronome relativo “que”, representante 
da expressão “chefe de empresa”. 
Alternativa C: o sujeito é o pronome “Quem”. 
Alternativa D: o sujeito da forma verbal “mantém” é o 
pronome oculto ELE. 
Alternativa E: cuidado! Pronome indefinido não é sinônimo de 
sujeito indeterminado. Aqui o sujeito (simples) é o pronome “alguém”. 
Resposta – A 
9. (Funrio/PM-RJ/Soldado/2008) O significado do fragmento “Em muitas 
cidades litorâneas, há salva-vidas em praias mais freqüentadas e/ou 
perigosas...” não se altera se se substituir o verbo por: 
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A) existe. 
B) existirão. 
C) existem. 
D) existiam. 
E) existiriam. 
Comentário – Agora a situação inverteu-se. Deve-se substituir o verbo HAVER 
pelo verbo EXISTIR. O termo “salva-vidas” passa, então, a sujeito e obriga o 
verbo a flexionar-se no plural: existem, no presente do indicativo, mesmo 
tempo e modo do verbo original. 
Existe não serve por que está no singular, existirão, existiam
e existiriam também não porque estão flexionados, respectivamente, no futuro 
de presente do indicativo, pretérito imperfeito do indicativo e futuro de 
pretérito do indicativo. 
Resposta – C 
10. (Funrio/MDIC/Técnico em Comunicação Social/2009) Na frase “O Acordo 
Ortográfico que entrou em vigor em 2009 parece ter a aprovação de 
alguns usuários, mas existem outros que detectam incoerências com 
respeito ao uso do hífen.”, se o verbo EXISTIR for substituído por HAVER, 
mantendo o mesmo sentido da frase original, a forma resultante será a 
seguinte: 
A) haveria. 
B) há. 
C) havia. 
D) houve. 
E) haverá. 
Comentário – Equivalendo-se ao verbo EXISTIR, o verbo HAVER é impessoal, 
ou seja, não possui sujeito e deve ser utilizado na terceira pessoa do singular. 
Além disso, é necessário levar em consideração o tempo e o modo do verbo 
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EXISTIR: presente do indicativo. Sendo assim, a substituição correta é a 
seguinte: ...mas há outros.... 
Nas outras opções, tem-se respectivamente: futuro do 
pretérito do indicativo, pretérito imperfeito do indicativo, pretérito perfeito do 
indicativo e futuro do presente do indicativo. 
Resposta – B 
11. (Funrio/Depen/Auxiliar de Consultório Dentário/2009) Segundo as regras 
de concordância verbal, verbos impessoais são empregados na terceira 
pessoa do singular. O exemplo do texto em que o verbo se encontra no 
singular por ser considerado impessoal é 
A) “Em dezembro de 2007, havia 422.522 pessoas cumprindo penas 
alternativas...” 
B) “... o número de pessoas cumprindo penas e medidas alternativas no 
Brasil disparou em relação aos presos.” 
C) “... isso não interfere de forma significativa nas estatísticas.” 
D) "Hoje, o número de leis para aplicação de PMAs chega a 12.” 
E) "Aplicar mais penas alternativas não significa...” 
Comentário – Reparou que, na letra A, o verbo HAVER foi empregado com 
sentido de EXISTIR? Pois então ela é a resposta que o examinador espera. 
Nas demais opções, os verbos estão no singular porque os 
respectivos sujeitos ou trazem o núcleo no singular (“número”; “isso”, 
“número”), ou constituem sujeito oracional (“Aplicar mais penas alternativas”). 
Resposta – A 
12. (IBFC/Pref. de Campinas-SP/Aux. de Enfermagem/2010 – adaptada) 
Considere o trecho: 
Cacoal, a cerca de 500 quilômetros de Porto Velho, foi onde houve 
registros de mais mortes, somando cinco vítimas. 
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Há um erro de concordância verbal no texto, já que o correto seria 
“houveram”. 
Comentário – É impressionante como as bancas gostam de explorar a 
concordância do verbo HAVER. Com sentido de existir, ele éimpessoal e deve 
ser usado na terceira pessoa do singular. O termo “registros de mais mortes” 
funciona como objeto direto dele. Caso o verbo usado fosse existir, então o 
mesmo termo funcionaria como sujeito. Aí, sim, o verbo (existir) iria para a 
terceira pessoa do plural. 
Resposta – Item errado. 
13. (IBFC/Pref. de Campinas-SP/Ag. Comunit. de Saúde/2001) Assinale a 
alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas. 
_____ muitas pessoas que já _____ comprado os ingressos 
antecipadamente. 
A) Haviam – havia 
B) Haviam – haviam 
C) Havia – havia 
D) Havia – haviam 
Comentário – Primeira lacuna: Havia. O verbo foi usado com o sentido de 
existir. Portanto é impessoal e se mantém na terceira pessoa do singular. 
Segunda lacuna: haviam. Muito cuidado agora. O verbo 
HAVER integra uma locução verbal. Nela, ele é mero auxiliar; o verbo comprar
é o principal. A pessoalidade do verbo principal é transmitida ao auxiliar, que 
sofre todas as flexões necessárias para concordar com a expressão “muitas 
pessoas”, representada pelo pronome relativo “que”. 
Resposta – D 
2. Verbos unipessoais Î são os que possuem sujeito, ficando na terceira 
pessoa do singular ou do plural; os principais são acontecer, bastar, 
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sujeito 
sujeito
sujeito 
sujeito
caber, constar, convir, faltar, importar, interessar, ocorrer, parecer, 
restar, urgir, etc. 
Basta uma reflexão. 
Faltam apenas quatro linhas. 
3. Sujeito oracional Î se o sujeito for oracional, o verbo da oração principal 
ficará no singular. 
Falta fazer quatro linhas. 
Urge que tomemos uma atitude radical. 
4. Pronome apassivador e índice de indeterminação do sujeito 
Dá-se aula. (com verbos transitivos diretos ou transitivos diretos e 
indiretos, o SE é pronome apassivador e o verbo da oração – “dá” 
– deve concordar com o sujeito – “aula”) 
Dão-se aulas. (pluralizando-se o sujeito – “aulas” –, o verbo deve 
flexionar-se também no plural – “Dão”; e o “se” continua como 
pronome apassivador) 
Precisa-se de professores. (agora, o vocábulo “SE” acompanha 
verbo transitivo indireto – “Precisa” – e, por isso, denomina-se 
índice de indeterminação do sujeito, o que força o verbo a ficar na 
terceira pessoa do singular, situação que se repete com verbos 
intransitivos, de ligação e verbo transitivo direto + SE + 
preposição) 
14. (Funrio/Jucerja/Arquivologia/2008) Leia-se o seguinte fragmento: “Para 
combater esse desvio, instituiu-se o padrão-ouro”. 
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Passando-se o termo “padrão-ouro” para o plural, segundo a norma 
padrão escrita brasileira, esse enunciado teria, necessariamente, de ser 
assim reescrito: 
A) Para combater-se esses desvios, instituiu-se (,,,). 
B) Para se combaterem esses desvios, instituíram-se (,,,). 
C) Para combaterem-se esses desvios, instituiu-se (,,,). 
D) Para combaterem esse desvio, instituiu-se (,,,). 
E) Para combater esse desvio, instituíram-se (...). 
Comentário – O termo “padrão-ouro”, no singular, é sujeito do verbo 
“instituiu-se”, flexionado na voz passiva sintética (ou pronominal). Pluralizando 
esse sujeito, o verbo passa a concordar na terceira pessoa do plural: 
instituíram-se. Então, as letras A , C e D devem ser prontamente descartadas. 
Agora observe a letra B. Qual o problema dela? Certamente, ela não está 
gramaticalmente errada; mas não serve como resposta porque o examinador 
usou a palavra “necessariamente”. Em “Para se combaterem esses desvios”, 
houve mudança da voz verbal: de voz ativa (“Para combater esse desvio”) com 
sujeito indeterminado para voz passiva sintética (ou pronominal), sendo 
sujeito o termo “esses desvios”. 
Resposta – E 
5. Coletivo Î o verbo concordará com o coletivo, estando próximo a ele; 
mas, se estiver distante, o verbo poderá ficar no singular ou no plural, 
conforme se queira destacar mais a idéia dos indivíduos. 
O povo não revelou nada. 
O grupo se dividiu; mais adiante, porém, se reuniram (ou reuniu). 
6. Expressão partitiva Î quando o sujeito é formado por uma expressão 
partitiva (parte de..., metade de..., o grosso de..., a maioria de..., a maior 
parte de..., grande número de..., etc.) seguida de substantivo ou pronome 
no plural, o verbo pode ficar no singular ou no plural. 
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A maioria das crianças não mente. (conc. rígida ou gramatical) 
A maioria das crianças não mentem. (conc. atrativa) 
15. (IBFC/Pref. de Campinas-SP/Ag. Comunit. de Saúde/2011 – adaptada) 
Considere o período abaixo. 
A maioria dos torcedores presentes no estádio, está revoltada com o time. 
Há erro de concordância, pois o correto seria “estão revoltados”. 
Comentário – Esta questão confirma nosso ensinamento. Nela não existe erro 
de concordância, já que é facultativa a concordância no singular (com o núcleo 
da expressão partitiva: “maioria”) ou no plural (com o substantivo: 
“torcedores”). 
Resposta – Item errado. 
7. Quantidade aproximada Î quando houver uma quantidade aproximada 
(perto de..., cerca de..., coisa de..., mais de..., menos de..., etc) seguida 
de substantivo, o verbo obrigatoriamente concordará com o 
substantivo. 
Cerca de dois mil candidatos passaram no concurso. (concordância 
rígida ou gramatical) 
ATENÇÃO! Com a expressão mais de um, devemos ter mais cuidado. O 
verbo só vai para o plural quando há ideia de reciprocidade ou quando a 
expressão surge repetida. 
Mais de uma máquina estava parada. 
Mais de um casal se agrediram. 
Mais de uma flor, mais de uma folha foram arrancadas. 
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8. Pronome relativo que Î se o sujeito for o pronome relativo que, o verbo 
concordará com o antecedente. 
Fui eu que cheguei por último. 
Foste tu que chegaste por último. 
9. Pronome relativo quem Î o verbo concordará com o antecedente ou 
ficará na terceira pessoa do singular. 
Fui eu quem cheguei por último. 
Fui eu quem chegou por último. 
10. Um dos que Î o verbo da oração adjetiva ficará na terceira pessoa do 
singular, concordando com um, ou na terceira pessoa do plural, 
concordando com os (dos = de + os). 
Você é um dos que fala/falam menos. 
O Amazonas é um dos rios que corta/cortam a floresta equatorial. 
ATENÇÃO! Quando houver ideia de exclusão necessária, o verbo ficará no 
singular. 
É uma das tragédias de Racine que se apresentará hoje no teatro. 
Ela é uma das candidatas que preencherá a vaga. 
16. (IBFC/ABDI/Especialista – Administ. e Financ./2008) Considere os 
períodos: 
I. O rapaz foi um dos que se pronunciaram contra a decisão da diretora. 
II. Faz dois anos que ele foi embora. 
De acordo com a norma culta: 
A) somente I está correto 
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B) somente II está correto 
C) I e II estão corretos 
D) Nenhum está correto 
Comentário – Item I: correto. Você percebeu a expressão um dos que? Pois 
com ela é facultativa a concordância verbal no singular (com “rapaz”) ou no 
plural (com “os”). 
Item II: correto. Aqui o verbo fazer é impessoal, pois está 
empregado para comunicar ideia de tempo decorrido. Na dúvida, releia o que 
eu expliquei na página 7. 
Resposta – C 
11. Pronomeindefinido, interrogativo ou demonstrativo + de (dentre) nós, 
vós ou vocês Î o verbo concorda com o pronome (sujeito); mas, se 
este estiver no plural, o verbo poderá concordar com o pronome 
pessoal. 
Algum dentre vós sairá antes? 
Quais de nós sairão (sairemos) antes? 
Falo com aqueles dentre vós que trabalham (trabalhais). 
17. (Funrio/Furp/Assistente de Licitação/2009) Indique a alternativa em que a 
concordância verbal está em desacordo com a variedade padrão da 
Língua. 
A) Muitos de nós reclamou do mau atendimento daquela instituição. 
B) Deve haver possibilidades de recorrer da ação injusta. 
C) Cerca de cem pessoas aproximavam-se ansiosamente do guichê. 
D) Esses vinte por cento de desconto conquistaram a clientela da loja. 
E) Um piquete de bravos defendeu o castelo do nobre aprisionado. 
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Comentário – O erro está logo na primeira alternativa, pois há somente 
opções de o verbo flexionar-se no plural, quer concordando com o pronome 
indefinido “Muitos” (reclamaram), quer com o pronome pessoal “nós” 
(reclamamos). 
Resposta – A 
12. Cada um Î o verbo ficará no singular. 
Cada um de nós estudará para o concurso. 
Cada um de vocês passará. 
13. Pronome de tratamento Î o verbo concordará sempre na terceira 
pessoa do singular ou do plural. 
Vossa Excelência é muito digno. 
Vossas Senhorias são muito exigentes. 
14. Fração Î rigorosamente, o verbo concorda com o numerador; havendo 
parte inteira, o verbo concordará com ela. 
Um terço dos alunos foi embora. 
Dois inteiros e um quarto dos alunos passaram. 
ATENÇÃO! É possível ainda usar o verbo no plural quando o número 
fracionário vier seguido de substantivo no plural. Essa posição é sustentada, 
por exemplo, pelo mestre Cegalla (Novíssima gramática da Língua Portuguesa, 
48ª edição, Companhia Editora Nacional, São Paulo, 2008, página 470) 
 “Um quinto dos homens eram de cor escura.” 
Recomendo que você observe atentamente todas as opções 
apresentadas pelo examinador. 
15. Porcentagem Î o verbo concorda, a rigor, com o numeral. 
Um por cento dos alunos recusou-se a colaborar. 
Vinte e cinco por cento dos candidatos faltaram. 
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Apenas 1,78% votou nesse candidato. 
ATENÇÃO! Bechara (Moderna gramática portuguesa – 37ª edição revista, 
ampliada e atualizada conforme o novo Acordo Ortográfico – Rio de Janeiro: 
Nova Fronteira – 2009 – página 566) nos ensina que “Nas linguagens 
modernas em que entram expressões numéricas de porcentagem, a tendência 
é fazer concordar o verbo com o termo preposicionado que especifica a 
referência numérica”. 
“Trinta por cento do Brasil assistiu à transmissão dos jogos da Copa.” 
Trinta por cento dos brasileiros assistiram aos jogos da Copa.” 
Aqui também recomendo que você observe atentamente todas as 
opções apresentadas pelo examinador, que pode considerar corretas as duas 
possibilidades de concordância. 
18. (Funrio/Furp/Supervisor de Produção Farmacêutica/2010) Segundo o 
padrão formal da língua, há desvio de concordância na opção 
A) 18,2% da população brasileira com mais de 15 anos deixaram o cigarro. 
B) 17,2% dos jovens brasileiro continuam fumando. 
C) 18,2% deixaram de fumar. 
D) 17,2% continuam fumando. 
E) 65% de fumantes pensam em parar de fumar. 
Comentário – Preliminarmente, a banca divulgou a alternativa A como 
gabarito, indicando que – como mestre Bechara – também tende a concordar o 
verbo com o termo preposicionado (“da população brasileira”) que especifica a 
referência numérica. Posteriormente, a banca anulou a questão. 
Observe a letra B. Nela existe um problema de concordância 
entre o substantivo “jovens” (no plural) e o adjetivo “brasileiro” (no singular). 
Resposta – Anulada. 
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sujeito composto aposto resumitivo 
aposto 
resumitivo
sujeito composto 
16. Substantivos sinônimos (ou quase sinônimos) e substantivos em 
gradação Î o verbo concorda gramaticalmente com todos os núcleos 
ou atrativamente com o mais próximo. 
Medo e temor me assusta/assustam. 
Uma palavra, um movimento, um simples gesto 
causava/causavam-lhe medo. 
17. Aposto resumitivo Î se o sujeito composto for resumido por um aposto 
(pronome indefinido), o verbo concordará com o aposto. 
Alunos, professores, diretores, ninguém chegava a um acordo. 
Pelé, Garrincha, Didi, todos foram campeões mundiais. 
18. Infinitivos antônimos ou determinados Î verbo no plural. 
Discordar e apoiar são próprios da democracia. 
O andar e o nadar fazem bem à saúde. 
ATENÇÃO! Se os infinitivos não forem antônimos ou não estiverem 
determinados, o verbo ficará no singular. 
Andar e nadar faz bem a saúde. 
Sujar a roupa de giz e passar a noite corrigindo prova nunca 
desanimou os professores. 
19. Um e outro Î verbo no singular ou no plural. 
Um e outro jogador foi/foram expulsos. 
ATENÇÃO! Havendo ideia de reciprocidade com a expressão um e outro, o 
plural é obrigatório. 
Um e outro insultaram-se. 
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20. Um ou outro; nem um nem outro Î a corrente majoritária indica o 
singular; todavia esses casos suscitam divergências entre consagrados 
autores: 
Um ou outro jogador fez gols. 
Nem um nem outro garoto brigou na rua. 
a) Cunha e Cintra: “As expressões um ou outro e nem um nem 
outro, empregadas como pronome substantivo ou como pronome adjetivo, 
exigem normalmente o verbo no singular: Nem um nem outro havia idealizado 
previamente este encontro.” Prosseguem os mestres: “Não é rara, porém, a 
construção com o verbo no plural quando as expressões se empregam como 
pronome substantivo: Nem um nem outro desejavam questionar.” (Nova 
gramática do português contemporâneo, 5ª edição, Rio de Janeiro: Lexikon, 
2008, página 527); 
b) Pasquale e Ulisses: “Com as expressões um ou outro e nem 
um nem outro, a concordância costuma ser feita no singular, embora o plural 
também seja praticado. (...) Não há uniformidade no tratamento dado a essas 
expressões por gramáticos e escritores.” (Gramática da língua portuguesa, São 
Paulo: Scipione, 1998, página 486); 
c) Bechara: “Com nem um nem outro é de rigor o singular para o 
substantivo e verbo: Nem um nem outro livro merece ser lido.” (Moderna 
gramática portuguesa, 37ª edição revista, ampliada e atualizada conforme o 
novo Acordo Ortográfico, Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009, página 548); 
d) Cegalla: “O sujeito sendo uma dessas expressões [um e outro e 
nem um nem outro], o verbo concorda, de preferência, no plural. Exemplos: 
Nem uma nem outra foto prestavam [ou prestava]” (Novíssima gramática da 
língua portuguesa, 48a. edição revista, São Paulo: Companhia Editora Nacional, 
2008, páginas 556 e 557). 
ATENÇÃO! Recomendo que você mantenha certa flexibilidade ao encarar 
questões desse tipo. 
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19. (Funrio/Prefeitura de Itaboraí/Agente de Trânsito/2007) Assinale a 
alternativa cujo espaço só pode ser preenchido com a 1ª forma verbal que 
se encontra entre parênteses: 
A) a maioria ________ de pé seus candidatos (aplaudiu/aplaudiram) 
B) Luís, o professor e eu _______ de pé (ficarão/ficaremos) 
C) ______muitasreprovações nesta turma (houveram/houve) 
D) no meu bairro, _______água e luz (faltou/faltaram) 
E) nem um nem outro______ minha festa (prestigiaram/prestigiou) 
Comentário – Alternativa A: a única possibilidade de concordância é no 
singular, com o núcleo do sujeito: a maioria aplaudiu. 
Alternativa B: os sujeitos são compostos por pessoas 
diferentes: terceira e primeira. Como esta tem precedência, o verbo vai 
obrigatoriamente para a primeira pessoa do plural: Luís, o professor e eu 
ficaremos. 
Alternativa C: o verbo HAVER é impessoal com sentido de 
EXISTIR, o que o obriga a permanecer na terceira pessoa do singular: Houve 
muitas reprovações. 
Alternativa D: o sujeito é composto e posposto ao verbo, que 
pode concordar gramaticalmente com todos os núcleos (faltaram água e luz) 
ou atrativamente com o mais próximo (faltou água e luz). 
Alternativa E: parece que a banca admitiu as duas formas, 
singular e plural. 
Resposta – A 
21. Sujeitos ligados por ou ou nem Î o verbo ficará, normalmente, no 
plural; mas, se houver ideia de exclusão obrigatória ou sinonímia, o 
verbo ficará no singular. 
Nem Paulo, nem Ana reclamaram do salário. 
Pedro ou Paulo sairão mais cedo. 
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José ou Pedro casará com ela. (apesar de tudo, uma pessoa só 
pode casar com outra, e não com outras ao mesmo tempo – risos) 
Dida ou Júlio César será o goleiro titular. (somente um goleiro 
pode ser titular em um jogo; o outro é o reserva) 
“A Línguística ou Glotologia é a ciência que estuda a evolução da 
linguagem humana.” 
ATENÇÃO! Se houver idéia de retificação, o verbo concordará com o mais 
próximo. 
O ladrão ou os ladrões, não sei ao certo, assaltaram o banco. 
Os ladrões ou o ladrão, não sei ao certo, assaltou o banco. 
22. Sujeitos ligados por com Î o verbo fica no plural, dando ênfase a todos 
os sujeitos. 
O professor com o aluno montaram o equipamento. 
ATENÇÃO: Na oração “O professor, com o aluno, montou o equipamento”, a 
expressão “com o aluno” é, na verdade, adjunto adverbial de companhia; 
por isso o verbo fica no singular. 
23. Haja vista Î essa expressão, no singular, está sempre certa; porém 
pode variar se o seu referente estiver no plural: 
Haja vista o caso. 
Haja(m) vista os casos. 
Haja vista dos (aos) casos. (aqui, a preposição impede que a 
expressão varie) 
24. Títulos de obras e nomes próprios de lugar Î a concordância é feita 
levando-se em conta a presença ou a ausência de artigo. 
Os Lusíadas pertencem a Camões. 
Os Estados Unidos perderam muitos troféus. 
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Minas gerais ganhou todas as competições. 
ATENÇÃO! Quando o sujeito for título de obra, o verbo poderá concordar 
com o sujeito ou com o predicativo. 
Os Lusíadas são/é a obra máxima de Camões. 
20. (Funrio/Funai/Promoção Social/2009) As frases abaixo reúnem algumas 
das considerações que o texto apresenta sobre o papel da imprensa na 
sociedade de hoje, mas, em uma delas, a construção sintática está em 
desacordo com os padrões formais da língua. Assinale-a. 
A) Não deveria haver tantas mentiras e manipulações em nome da grande 
pátria. 
B) Há corporações cujas pressões econômicas levam muitos veículos a omitir 
informações. 
C) Fazem séculos que a liberdade de expressão busca compensar as pressões 
do Estado. 
D) A maioria dos jornalistas pode ser acusada de não contar a verdade para 
seus leitores. 
E) Os Estados Unidos votaram contra a Declaração Universal dos Direitos dos 
Povos Indígenas. 
Comentário – Alternativa A: certa. O verbo principal HAVER transmite sua 
impessoalidade para o verbo auxiliar DEVER, que se flexiona na terceira 
pessoa do singular. 
Alternativa B: certa. O verbo HAVER aqui também é impessoal 
e se mantém na terceira pessoa do singular. 
Alternativa C: errada. O verbo FAZER, por indicar tempo 
decorrido, é impessoal e deve-se manter na terceira pessoa do singular. 
Alternativa D: certa. A concordância pode ser feita no singular 
com “maioria” (exatamente como está) ou no plural com “jornalistas”. 
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Alternativa E: certa. A concordância foi feita levando-se em 
consideração o artigo “Os”. 
Resposta – C 
25. Concordância do verbo ser Î em muitas situações, esse verbo deixa de 
concordar com o sujeito para concordar com o predicativo; em outras, 
pode concordar com um ou com outro, de acordo com o termo que se 
quer enfatizar: 
a) O termo que indica pessoa tem precedência sobre coisa/objeto. 
Maria era as esperanças de todos. 
O mundo são os homens. 
b) O pronome pessoal tem precedência sobre o nome. 
Os culpados éramos nós. 
“O Estado sou eu”. 
c) O pronome pessoal ou nome têm precedência sobre qualquer outro 
pronome. 
Quem és tu? 
Tudo são flores. 
ATENÇÃO! No segundo caso, quando o sujeito é representado pelos pronomes 
tudo, nada, isto, isso, aquilo, considera-se possível também a 
concordância com o pronome. 
Tudo é flores. 
d) O plural tem precedência sobre o singular. 
A casa eram umas folhas. 
A sua paixão eram filmes de terror. 
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ATENÇÃO! Modernamente, já se aceita a concordância com o sujeito, quando 
este é representado coisa/objeto. 
A casa era umas folhas. 
Aquele amor é cacos de um passado. 
e) O verbo SER mantém-se na terceira pessoa do singular nas expressões 
que indicam preço, valor, medida, peso. 
Dois quilos é pouco. 
Vinte mil cruzeiros é demais. 
Três metros é mais do que preciso. 
f) Nas indicações de distância, horas e datas (decurso de tempo), o verbo 
SER concordará com estas. 
Da Tijuca à Barra são oito quilômetros. 
Era uma hora e cinquenta e nove segundos. 
Hoje são 21 de maio. 
21. (Funrio/Fiotec/Técnico em Higiene Dental/2010) Considerando que a 
Declaração Universal dos Direitos Humanos existe desde 10 de dezembro 
de 1948, seria gramaticalmente correto escrever a seguinte manchete 
num jornal publicado em 10 de dezembro de 2008: 
A) FAZEM 60 ANOS QUE A LUTA PELOS DIREITOS HUMANOS COMEÇOU. 
B) DECLARAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS: O SONHO COMEÇOU A 60 
ANOS. 
C) AS NAÇÕES UNIDAS COMEMORA OS 60 ANOS DOS DIREITOS HUMANOS. 
D) PASSOU-SE JÁ 60 ANOS, MAS OS DIREITOS HUMANOS AINDA NÃO 
EXISTEM. 
E) DIREITOS HUMANOS: SÃO 60 ANOS DE ESPERANÇA. 
Comentário – Alternativa A: errada. Nas indicações de tempo decorrido, o 
verbo FAZER é impessoal e se mantém na terceira pessoa do singular: FAZ. 
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Alternativa B: errada. Para exprimir tempo passado usa-se o 
verbo HAVER: HÁ. 
Alternativa C: errada. Faltou harmonia entre o sujeito plural 
“AS NAÇÕES UNIDAS” e o verbo no singular: “COMEMORA”: AS NAÇÕES 
UNIDAS COMEMORAM 
Alternativa D: errada. VTD + SE = voz passiva. O sujeito “60 
ANOS” (ideia de plural) deve concordar em número e pessoa com o verbo 
PASSAR: PASSARAM-SE JÁ 60 ANOS. 
Alternativa E: certa. O verbo SER foi usado para indicar 
decurso de tempo e, mesmo impessoal, concorda no plural com “60 anos”.
Resposta – E 
26. Concordância com os verbos bater, dar e soar Î referindo-se às horas, 
concordam regularmente com o sujeito, que pode ser hora, badalada, 
relógio etc.a) Deram oito horas no relógio da Central. 
b) Tinham batido quatro horas no cartório de tabelião. 
c) Soaram dez horas no sino da igreja. 
ATENÇÃO! Às vezes, hora, badalada, relógio etc. passam a objeto: 
O relógio da Central deu oito horas. 
O sino da igreja soou dez horas. 
22. (Funrio/Pref. de São José do Vale do Rio Preto/Professor de 
Português/2007) 
Eram cinco e meia da tarde (...). 
No trecho acima destacado, pode-se observar a concordância do verbo ser 
— frequentemente desrespeitada na expressão oral. Dentre as 
alternativas a seguir, e consoante a norma culta, qual a que está 
CORRETA no que tange à concordância verbal? 
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A) Já deram cinco e meia da tarde. 
B) Fazem cinco horas e meia que cheguei. 
C) Devem haver cinco horas e meia que cheguei. 
D) Já é cinco e meia da tarde. 
E) Já bateu cinco e meia da tarde no relógio da igreja. 
Comentário – Alternativa A: correta. O verbo concorda com o sujeito “cinco e 
meia da tarde”. 
Alternativa B: incorreta. O verbo FAZER é impessoal nas 
indicações de tempo decorrido. Eis a correção: Faz... 
Alternativa C: incorreta. O verbo auxiliar DEVER sofre o reflexo 
da impessoalidade do verbo HAVER e precisa ser mantido na terceira pessoa 
do singular: Deve... 
Alternativa D: incorreta. O verbo SER, mesmo sendo impessoal 
nas indicações de tempo decorrido, flexiona-se em função do numeral. Eis a 
correção: ...são... 
Alternativa E: incorreta. O verbo BATER deve concordar com o 
sujeito “cinco e meia da tarde”: ...bateram... 
Resposta – A 
27. O verbo PARECER pode relacionar-se de duas maneiras distintas com o 
infinitivo: 
Os dias parecem voar. Î a forma verbal parecem é verbo auxiliar 
de voar; Os dias é o sujeito da oração. 
Os dias parece voarem. Î aqui houve uma inversão da ordem dos 
termos: Parece voarem os dias. Neste caso, o verbo parece é o 
verbo da oração principal, cujo sujeito é a oração subordinada 
substantiva subjetiva reduzida de infinitivo voarem os dias. Se 
desenvolvermos essa oração, teremos: Parece que os dias 
voam. 
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ATENÇÃO! Quando a construção for feita no singular, as duas análises são 
possíveis. 
O dia parece voar. Î não sabemos se aqui o verbo parece é 
auxiliar do verbo voar, ficando no singular por concordar com o sujeito O dia,
ou se a ordem está invertida: Parece o dia voar, sendo a oração o dia voar 
sujeito do verbo Parece. 
A partir de agora, trataremos da concordância nominal. Admito 
que não é fácil selecionar questões sobre este assunto. As bancas 
examinadoras privilegiam os casos de concordância verbal. Por isso o alcance 
aqui será menor, restrito aos casos observados em provas anteriores. 
Meu intuito não é derramar sobre você uma avalanche de 
informações “desnecessárias”, mas sim orientá-lo quanto aos casos mais
prováveis que poderão ser cobrados na sua prova. 
Nesse sentido, partiremos das questões para a teoria. Quando for 
conveniente, ampliarei a explicação para exemplificar outros casos de 
concordância nominal. 
(...) Em comunicado, o grupo 
considerou a medida como parte complementar do corte 
anterior de dois milhões de barris diários, anunciado em 
7 setembro, como uma tentativa de estabilizar a cotação do 
petróleo, que, desde julho, já caiu mais de US$ 100. (...) 
O Globo, 18/12/2008. 
23. (Cespe/IRBr/Bolsa-Prêmio/2009) A forma verbal “anunciado” (L.6) 
concorda com “corte anterior” (L.5-6), por isso está no masculino 
singular. 
Comentário – Por ser uma das formas nominais do verbo e poder se 
comportar como um adjetivo, os verbos no particípio flexionam-se em gênero 
e número para concordar com o substantivo a que se referem. É possível os 
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verbos no particípio surgirem acompanhados de outros verbos (auxiliares), 
formando com eles uma locução verbal. Nesses casos, os verbos auxiliares 
(ser, estar, haver, ter, fica) flexionam-se em pessoa, número, tempo e modo. 
Exemplos: 
Fica autorizado as visitas diurnas às praias desta região. (inadequado) 
Ficam autorizadas as visitas diurnas às praias desta região. (adequado) 
...[sujeito: as visitas diurnas] 
...[núcleo do sujeito: visitas] 
...[visitas: substantivo feminina plural] 
Foram corrigidos o valor das moedas locais. (inadequado) 
Foi corrigido o valor das moedas locais (adequado) 
...[sujeito: o valor das moedas locais] 
...[núcleo do sujeito: valor] 
...[valor: substantivo masculino singular 
Resposta – Item certo. 
Esse tipo de concordância, que envolve a relação entre 
adjetivo-particípio e substantivo, surge frequentemente em provas. 
1 Toda a questão do conhecimento, como desejo 
de penetrar os fenômenos e dizer sua lógica, 
organização e seu funcionamento, pode ser pensada a 
4 partir do que se deve denominar uma filosofia de 
superfície: aquela que se dedica a tratar crítica e 
analiticamente o mundo das superfícies. (...) 
Márcia Tiburi. Uma filosofia da superfície. 
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In: Cult, ano 11, p. 42 (com adaptações). 
24. (Cespe/TCE-AC/Analista de Controle Externo/2009) A flexão de feminino 
em “pensada” (L. 3) deve-se à concordância com “lógica” 
(L. 2). 
Comentário – O vocábulo “pensada”, que surge em forma de adjetivo- 
-particípio, concorda com o substantivo feminino singular “questão”, núcleo do 
sujeito “Toda a questão do conhecimento”. 
Resposta – Item errado. 
Lembre-se também de que, conforme a regra geral de 
concordância nominal, o artigo, o adjetivo, o pronome adjetivo e o 
numeral adjetivo concordam com o substantivo a que se referem em gênero 
e número. 
O aluno discreto não viu aquela moça com duas alianças. 
25. (Funrio/Pref. de Coronel Fabriciano/Agente Sanitário/2008) Se, no 
fragmento “As teias têm várias utilidades para as aranhas”, se fizesse 
referência a apenas uma teia, então a frase teria de ser escrita assim: 
A) A teia tem várias utilidades para as aranhas. 
B) A teia têm várias utilidades para as aranhas. 
C) As teias têm vária utilidade para as aranhas. 
D) As teias tem várias utilidades para as aranhas. 
E) As teia têm várias utilidades para as aranhas. 
Comentário – No singular, o substantivo teia leva tanto o artigo quanto o 
verbo que com ele concordam para o singular: A teia tem... Lembre-se de que 
os verbos TER e VIR recebem acento circunflexo quando conjugados na 
terceira do plural (TÊM e VÊM), mas o perdem na terceira do singular (TEM e 
VEM). 
Resposta – A 
Art. Adj. Pron. 
Adj. 
Num. 
Adj. 
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26. (Funrio/Idene/Analista Em Biblioteconomia/2008) Assinale a alternativa 
em que se observa a norma-padrão de concordância quer nominal quer 
verbal: 
A) A ambições por que se sonha nasce de necessidades comprovadamente 
real. 
B) Ao se perseguirem os objetivos essenciais, as mentes se fortalecem e 
aprimoram. 
C) Em verdade, cultua-se muito pouco os ideais de uma vida simples e 
naturais. 
D) Os desejos e os compromissos vãos é de grande importâncias para o 
indivíduo. 
E) Quando houverem coisas importantes, saberemos reconhecê-las 
adequadamente. 
Comentário – Alternativa A: errada.O artigo “A” e o verbo “nasce” deveria ir 
para o plural em concordância com o substantivo “ambições”: As ambições... 
nascem... Além disso, o adjetivo “real” deveria ser flexionado no plural para 
concordar com o substantivo “necessidades”: necessidades... reais”. 
Alternativa B: certa. Cabe notar que os verbos PERSEGUIR, 
FORTALECER e APRIMORAR estão flexionados na voz passiva sintética (VTD + 
SE; a terceira ocorrência do pronome apassivador está subentendida), 
possuem sujeito no plural e por isso foram conjugados também no plural: 
– Ao se perseguirem os objetivos essenciais (sujeito); 
– as mentes se fortalecem e [se] aprimoram. 
Alternativa C: errada. O verbo CULTUAR, que também está na 
voz passiva sintética deveria ser conjugado na terceira pessoa do plural para 
concordar com “ideais”, núcleo do sujeito: cultuam-se... ideais. O adjetivo 
“naturais” deveria concordar em número com o substantivo “vida”: vida... 
natural. 
Alternativa D: errada. O verbo “e” tem sujeito composto e 
anteposto a ele: “Os desejos e os compromissos vãos”, por isso deve 
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concordar na terceira pessoa do plural: Os desejos e os compromissos vãos 
são. Também não há harmonia entre o adjetivo “grande” e o substantivo 
“importâncias”. 
Alternativa E: errada. O verbo HAVER flexiona-se na terceira 
pessoa do singular no sentido de EXISTIR, ACONTECER e OCORRER: houver. 
Resposta – B 
27. (Funrio/Furp/Assistente de Licitação/2009) Na construção de frases na 
língua portuguesa padrão, é preciso observar a regra de concordância 
segundo a qual o adjetivo concorda com o substantivo em gênero e 
número. É o que ocorre no trecho seguinte: 
A) Um dia os operários cometeram a descortesia de adoecer. 
B) O hábito suja os olhos e baixa-lhes a capacidade de enxergar. 
C) Não admira que o marginal tenha acabado como acabou. 
D) Você sai todo dia, por exemplo, sem esperar por ninguém. 
E) Tenha olhos atentos e limpos para o espetáculo do mundo. 
Comentário – Somente na alternativa E existe adjetivo concordando com 
substantivo. É o caso de “olhos atentos e limpos”. 
Resposta – E 
 (...) 
Tempo, espaço e matéria são, pois, ideias que 
13 penetram o nosso conhecimento das coisas, desde o mais 
primitivo, e que evoluíram por meio das especulações 
filosóficas até as modernas investigações científicas, que as 
16 integraram em um nível mais profundo de síntese, uma 
unificação que levou milênios para ser atingida. 
José Leite Lopes. Tempo = espaço = matéria. In: Adauto Novaes (Org.). Tempo e 
História. São Paulo: Companhia das Letras, 1996, p. 167 (com adaptações). 
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28. (Cespe/Antaq/Especialista – Economista/2009) Por se referir a “um nível 
mais profundo de síntese” (l.16), a expressão “uma unificação que” (l.16-
17) pode ser substituída por o que, sem prejudicar a argumentação ou a 
correção gramatical do texto. 
Comentário – A primeira coisa a fazer é identificar, no texto original, o 
referente do adjetivo atingida: “uma unificação” (expressão representada 
semanticamente pelo pronome relativo “que”). O núcleo “unificação” – 
feminino singular – levou o adjetivo “atingida” a concordar em mesmo gênero 
e número. 
Agora, vamos reescrever a passagem como foi sugerido pela 
banca examinadora: “...um nível mais profundo de síntese, o que levou 
milênios para ser atingida”. Percebeu que o adjetivo “atingida” tem como 
referência o pronome demonstrativo “o”? Semanticamente, ele é representado 
pelo relativo “que”; como elemento de coesão, retoma a expressão “um nível 
mais profundo de síntese”, cujo núcleo é o substantivo masculino singular 
“nível”. Observe que tudo contribui para que o adjetivo “atingida” seja 
empregado no masculino singular. Como isso não ocorreu, houve prejuízo. 
Resposta – Item errado. 
Quando o adjetivo se refere a mais de um substantivo, 
verifica-se o seguinte: 
1. Substantivos do mesmo gênero Æ o adjetivo ficará neste gênero e no 
plural; poderá, ainda, concordar com o núcleo mais próximo. 
Caderno e livro bons. (ou bom) 
Casa e cadeira lindas. (ou linda) 
2. Substantivos de gêneros diferentes Æ o adjetivo ficará no masculino e no 
plural; poderá, ainda, concordar com o núcleo mais próximo. 
Caderno e casa bons. (ou boa) 
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Gravata e terno lindos. (ou lindo) 
3. Substantivos antepostos Æ adjetivo no plural ou no singular, conforme 
exemplos vistos até agora. 
4. Substantivos pospostos Æ a concordância mais notável será a atrativa. 
Tratava-se de inoportuno momento e lugar. 
Tratava-se de inoportuna ocasião e lugar. 
Como “seguro morreu de velho”, apresento agora algumas 
expressões que merecem cuidado especial. 
1. É bom, é necessário, é preciso, é permitido, é proibido Æ quando o 
sujeito dessas expressões estiver determinado (por artigos, pronomes ou 
numerais adjetivos), a concordância será feita normalmente; se, 
entretanto, não existir determinante, a expressão ficará invariável. 
É proibida a entrada. 
É proibido entrada. 
Água é bom para a saúde. 
Esta água é boa para a saúde. 
29. (Funrio/Furp/Supervisor de Controle de Qualidade/2010) Na construção de 
frases na Língua Portuguesa padrão, é preciso observar a regra de 
concordância nominal, segundo a qual o adjetivo concorda com o 
substantivo a que se refere. A concordância está INCORRETA na opção 
A) Três especialistas são bastantes para preparar aquela obra. 
B) Não é permitido a entrada de funcionários estranhos à empresa. 
C) Estou quite com você e você comigo, logo estamos quites um com o 
outro. 
D) Anexos seguem os documentos solicitados para a admissão do 
funcionário. 
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E) Conheci, na solenidade de formatura, as gentis irmã e cunhada de Laura. 
Comentário – Alternativa A: correta. Bastante só não varia quando for 
advérbio de intensidade (= muito), ocasião em que se refere a um verbo, 
adjetivo ou advérbio: Corri bastante. As cordas eram bastante fortes. Moro 
bastante longe. Quando é sinônimo de suficiente, é adjetivo e varia: Duas 
malas não eram bastantes para as roupas da atriz. 
Alternativa B: incorreta. É bom, é necessário, é preciso, é 
permitido, é proibido Æ quando o sujeito dessas expressões estiver 
determinado (por artigos, pronomes ou numerais adjetivos), a concordância 
será feita normalmente; se, entretanto, não existir determinante, a expressão 
ficará invariável. 
É proibida a entrada. 
É proibido entrada. 
Água é bom para a saúde. 
Esta água é boa para a saúde. 
Alternativa C: correta. Mesmo, próprio, leso, incluso, 
obrigado, quite Î concordam com o substantivo a que se referem: 
Ele mesmo falou. 
Elas mesmas falaram. 
Eles próprios falaram. 
Ela própria falou. 
Foi um crime de lesa-pátria. 
Ela praticou um crime de leso-patriotismo. 
Seguem inclusos os documentos. 
Segue inclusa a cópia. 
Muito obrigado, falou José. 
Muito obrigada, falou Maria. 
José está quite. 
Nós estamos quites. 
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Alternativa D: correta. Anexo concorda com o substantivo a 
que se refere: Vai anexo um recibo. Vão anexas duas certidões.
ATENÇÃO! Em anexo =locução adverbial = invariável. Î Em anexo vão 
duas certidões. Anexo = verbo. Î Anexo duas certidões ao processo. 
Alternativa E: correta. Quando o adjetivo desempenha a 
função de adjunto adnominal e se refere a nomes próprios de pessoas ou 
parentescos, a concordância é gramatical. 
As delicadas Maria e Joana participaram do concurso. 
As simpáticas Cíntia e Valéria são irmãs. 
Resposta – B 
30. (IBFC/Pref. de Campinas-SP/Ag. Comunit. de Saúde/2011) Considere as 
orações abaixo. 
I. A garota estava meia irritada. 
II. Segue incluso a cópia do relatório. 
A concordância nominal está correta em: 
A) somente I 
B) somente II 
C) I e II 
D) nenhum 
Comentário – Item I: errado. Quando se refere a adjetivo, o vocábulo meio é 
um advérbio e permanece invariavelmente no masculino singular. Eis a 
correção: A garota estava meio irritada. 
O caso é diferente quando o mesmo vocábulo se refere a um 
substantivo: Ele comeu meia maçã / Já temos meio caminho andado (frase 
popular). Nos dois exemplos anteriores, meio é numeral adjetivo (= metade) 
e, portanto, concorda em número e gênero com o substantivo a que se refere 
(maçã e caminho) 
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Item II: errado. Depois de termos resolvido a questão anterior 
(alternativa C), ficou mais fácil. O adjetivo “incluso” deve assumir o gênero 
feminino por concordar com o substantivo “cópia”: Segue inclusa a cópia do 
relatório. 
Resposta – D 
31. (IBFC/ABDI/Assistente Jurídico/2008) Considere as orações: 
I. É necessário tranqüilidade. 
II. Estou quites com ele. 
De acordo com a norma culta: 
A) somente I está correta 
B) somente II está correta 
C) I e II estão corretas 
D) Nenhuma está correta 
Comentário – Item I: correto. O que foi que apareceu novamente? A 
expressão é necessário com substantivo sem determinante. Então, como já 
foi dito aqui, ela fica invariável. 
Item II: incorreto. O adjetivo quite deve concordar com o 
pronome substantivo oculto eu, ou seja, deve se manter no singular. Eis a 
correção: Estou quite com ele. 
Resposta – A 
2. Todo = totalmente Æ poderá flexionar-se em gênero e número para 
concordar com o (pronome) substantivo a que se refere. 
Ele vinha todo de branco. 
Elas vinham todas de branco. 
CUIDADO! Eles são todo-poderosos. 
Elas são todo-poderosas. 
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Essa expressão pode ter seu segundo elemento flexionado, mas 
não o primeiro. 
3. Ao tratarmos de cores, observaremos o seguinte: 
a) se a cor é representada por adjetivo, varia; 
sapato branco
camisas amarelas 
b) se a cor é representada por substantivo, não varia; 
sapatos cinza
camisas rosa 
c) se a cor é representada por adjetivo + adjetivo, só o último 
elemento varia; 
blusas verde-claras 
camisas azul-escuras 
d) se a cor é representada por adjetivo + substantivo, o composto 
fica invariável. 
blusas verde-limão 
 calças azul-piscina 
Agora você utilizará tudo que aprendeu para resolver as questões 
da banca que elaborará sua prova. 
32. (Iades/SEAP-DF/Professor/2011) Assinale a alternativa correta quanto à 
concordância nominal e ou verbal. 
(A) Eu e meu primo tinham (ter - pretérito imperfeito indicativo) medo e 
temor jamais vistos quando enfrentava-mos (enfrentar - pretérito 
imperfeito do indicativo) a escuridão. 
(B) Você e sua mãe poderam (poder - futuro do presente) fazer hoje o 
trabalho e a produção proposto (proposto) pelo professor. 
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(C) Serenos (sereno) juízo e deliberação sempre demonstraram meu avô e 
minha tia (demonstrar - pretérito perfeito do indicativo). 
(D) Outro tanto não dissem os rapazes (dizer – pretérito perfeito do 
indicativo). 
(E) Ao lado direito havia bancos (haver – pretérito imperfeito do indicativo); 
em cada um poderiam (poder futuro do pretérito do indicativo) sentar-se 
a gosto quatro pessoas no grande jardim. 
Comentário – Alternativa A: errada. O sujeito composto “Eu e meu primo” é 
representado pela primeira e pela terceira pessoa gramatical. Aquela tem 
precedência sobre esta. Portanto o verbo ter deve ser assim flexionado: 
tínhamos. Existe problema também no emprego do verbo enfrentar. A forma 
correta é enfrentávamos (com acento e sem hífen). 
Alternativa B: errada. No futuro do presente e na terceira 
pessoa do plural, para concordar com o sujeito composto, a flexão correta do 
verbo poder é poderão. Também há um erro de concordância nominal em “o 
trabalho e a produção proposto”. O adjetivo ou concorda atrativamente com o 
substantivo “produção” (produção proposta), ou gramaticalmente com os 
dois elementos, caso em que fica no masculino plural (propostos). Lembre-se 
de que o gênero masculino prevalece sobre o gênero feminino. 
Alternativa C: errada. Anteposto aos substantivos, o adjetivo 
sereno concorda atrativamente com “juízo” (Sereno juízo). 
Alternativa D: errada. O verbo dizer deve concordar com o 
sujeito “os rapazes”. Portanto, na terceira pessoa do pretérito perfeito do 
indicativo, deve flexionar-se da seguinte forma: disseram. 
Alternativa E: certa. Tenha cuidado ao analisar a frase. A 
ordem inversa dos termos é proposital e atrapalha bastante. O verbo haver é 
impessoal, pois tem sentido de existir. Nesse caso, fica invariavelmente na 
terceira pessoa do singular. O sujeito da locução verbal “poderiam [...] 
sentar-se” é o termo “quatro pessoas”, por isso o verbo auxiliar foi 
corretamente flexionado na terceira pessoa do plural. 
Resposta – E 
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33. (Iades/PG-DF/Analista Jurídico/2011 – adaptada) No trecho “Nessa 
variabilidade e nesse dinamismo naturalmente se formam ‘padrões’ de 
uso, que, por sua vez, identificam grupos, e, numa apuração mais fina, 
identificam os próprios indivíduos.”, julgue as alternativas em relação aos 
aspectos gramaticais. 
(A) O uso da forma verbal “se formam” no plural, atende às exigências de 
concordância com o termo “padrões” e seriam mantidas a coerência entre 
os argumentos e a correção gramatical do texto se fosse usado o termo 
no singular. 
(B) As formas verbais presentes no trecho acima apresentam dois referentes: 
“padrões de uso” e “grupos”. 
Comentário – Alternativa A: errada. A primeira parte da sentença está 
correta. O problema foi o examinador ter dito que o verbo no singular não 
prejudicaria a passagem. O verbo formar foi flexionado na voz passiva 
pronominal (ou sintética). O sujeito dele é o termo padrões de uso; por isso 
a flexão em terceira pessoa do plural é a única maneira correta. 
Alternativa B: errada. Tudo certo com a referência da forma 
verbal “se formam” (“‘padrões’ de uso”), de acordo com o que expliquei acima. 
Agora cuidado, pois a banca quer induzi-lo ao erro. A forma verbal 
“identificam” tem como referente o mesmo termo; os termos “grupos” e “os 
próprios indivíduos” funcionam como objetos diretos. 
Resposta – Itens errados. 
34. (Iades/CFA/Cargos de Nível Superior/2010 – adaptada) Em “pois os 
afazeres privados difere dos públicos somente em magnitude” (linhas 7 e 
8) há um problema de concordância, pois o verbo deveria concordar com 
seu sujeito que está posposto ao verbo. 
Comentário – Todo cuidado é pouco! Existe realmente um problema de 
concordância entre o sujeito“os afazeres privados” e o verbo “difere”. Este 
deveria estar flexionado na terceira pessoa do plural: diferem. O equívoco da 
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sentença é dizer que o sujeito “está posposto ao verbo”. Isso é uma 
pegadinha. O sujeito está anteposto ao verbo! 
Resposta – Item errado. 
35. (Iades/PG-DF/Técnico Jurídico/2011 – adaptada) Em “Um dos sistemas 
mais complexos que se conhecem, o clima da Terra sempre norteou os 
rumos da humanidade.” (linhas 3 e 4), o verbo conhecer poderia se 
flexionar no singular, uma vez que a expressão em destaque pode 
concordar no plural ou singular, sem que se infringisse a norma 
gramatical. 
Comentário – Você notou a estrutura um dos que? Repare bem: “Um dos
sistemas complexos que... Então, ficou melhor assim? Pois é: o verbo da 
oração adjetiva pode flexionar-se tanto no singular (concordando com “Um”, 
para ressaltar a individualidade) quanto no plural (concordância lógica, 
geralmente preferida, para enfatizar a importância do conjunto). 
Resposta – Item certo. 
36. (Iades/PG-DF/Técnico Jurídico/2011) O texto apresenta coerência quanto 
ao emprego da concordância verbal, exceto em 
(A) “às interrupções no abastecimento que aconteceram entre setembro” 
(linhas 8 e 9). 
(B) “alguns casos chegaram a mais de três dias” (linha 11). 
(C) “As ocorrências afetaram pelo menos 590 mil unidades” (linha14). 
(D) “AES Eletropaulo informou "que”. 
(E) “Após a análise dos documentos, o Procon concluiu que” (linha 20). 
Comentário – Esta veio de graça. Nas indicações de tempo decorrido, 
devemos usar o verbo haver em vez da preposição a: “alguns casos chegaram 
há mais de três dias”. 
Resposta – B 
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Por hoje é só. Bons estudos e que Deus o abençoe! 
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Lista das Questões Comentadas 
1. (Funrio/Idene/Analista em Biblioteconomia/2008) Observe a frase: 
“TODOS OS BRASILEIROS TÊM ESSA OPORTUNIDADE ÚNICA DE MUDAR 
PARA UM PAÍS MELHOR.”. 
Empregando o sujeito da oração no singular, mantendo-se o sentido 
original da frase e obedecendo à norma padrão da língua portuguesa 
escrita, o predicado deverá ser 
A) tem essa oportunidade única de mudar o País. 
B) têm essa oportunidade única de mudar o País. 
C) teriam essa oportunidade única de mudarem o País. 
D) tem-se essa oportunidade única de mudar o País. 
E) tivessem essa oportunidade única de mudar o País. 
2. (Funrio/CBM-RJ/Assistente Social/2008) “Dizem as escrituras sagradas 
(...)”, a forma plural do verbo se justifica porque 
A) possui sujeito composto. 
B) inicia a oração principal. 
C) trata-se de sujeito indeterminado. 
D) é caso de impessoalidade verbal. 
E) concorda com sujeito plural. 
3. (IBFC/Pref. de Campinas-SP/Aux. de Enfermagem/2010 – adaptada) 
Considere o trecho abaixo. 
Entre as sugestões, está a publicação de decreto pela prefeitura 
instituindo multa aos proprietários de terrenos que deixam acumular 
água. 
Se a palavra “publicação” fosse colocada no plural, o verbo estar
permaneceria inalterado. 
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4. (Funrio/Prefeitura de Maricá/Inspetor de Alunos/2007) Sobre a 
concordância verbal nos versos: 
“Na minh’alma ficou 
o samba 
o batuque 
o bamboleio 
e o desejo de libertação...” 
É correto afirmar que: 
A) a regra de concordância foi desrespeitada - o verbo deveria estar no plural 
B) o verbo “ficar” segue uma regra especial - admite o singular nos casos de 
sujeito posposto 
C) a concordância atrativa foi aplicada - o sujeito é composto e posposto ao 
verbo 
D) o sujeito está anteposto ao verbo - o verbo deve ficar, obrigatoriamente, 
no singular 
E) a concordância atrativa é obrigatória, independente da posição e do tipo 
de sujeito 
5. (Funrio/INT/Pesquisador de Biocombustíveis/2008) Verifica-se um caso de 
sujeito posposto ao verbo no seguinte trecho: 
A) “Como saber que faltam casas...” 
B) “Porque a experiência não deve ficar nas favelas do Rio.” 
C) “Pretos pintados de branco teriam mais chances no mercado de trabalho.” 
D) “Deve ser estendida a todo o país.” 
E) “Não saltaria mais aos olhos...” 
6. (Funrio/Invest Rio/Administrador/2010) Dentre as frases abaixo, aquela 
em que o sujeito aparece após o verbo com o qual concorda é 
A) Arrancam-lhe o coração... 
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B) ...e a soltou na correnteza bravia. 
C) Não mateis os animais indefesos. 
D) Juntam-se homens para executar a inglória tarefa. 
E) ... o trabalhador venceu a dificuldade. 
7. (Funrio/Prefeitura de São José do Vale do Rio Preto/Inspetor de 
Disciplina/2007) Segundo as regras de concordância verbal, verbos 
impessoais são empregados na terceira pessoa do singular. 
O exemplo do texto em que o verbo encontra-se no singular por ser 
considerado impessoal é: 
A) “Não há um dia marcado...” 
B) “... é preciso um processo de convergência...” 
C) “... Portugal não tem motivos para a resistência.” 
D) "Fala-se de uma pressão das editoras...” 
E) “Isso não é desculpa" 
8. (Funrio/Pref. de Niterói/Auxiliar Administrativo/2008) “Há pessoas com 
dois celulares” 
Segundo as regras de concordância verbal, verbos impessoais são 
empregados na terceira pessoa do singular. 
O exemplo do texto em que o verbo encontra-se no singular por ser 
considerado impessoal é: 
A) “Há pessoas com dois celulares.” 
B) “Conheço chefe de empresa que dá de presente ao funcionário de 
confiança um celular...” 
C) “Quem dá mais?!” 
D) " Com um deles, o mais sofisticado, mantém longas conversas com o 
próprio Deus ...” 
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E) “Mas se alguém quiser me dar de presente um segundo bichinho 
desses...” 
9. (Funrio/PM-RJ/Soldado/2008) O significado do fragmento “Em muitas 
cidades litorâneas, há salva-vidas em praias mais freqüentadas e/ou 
perigosas...” não se altera se se substituir o verbo por: 
A) existe. 
B) existirão. 
C) existem. 
D) existiam. 
E) existiriam. 
10. (Funrio/MDIC/Técnico em Comunicação Social/2009) Na frase “O Acordo 
Ortográfico que entrou em vigor em 2009 parece ter a aprovação de 
alguns usuários, mas existem outros que detectam incoerências com 
respeito ao uso do hífen.”, se o verbo EXISTIR for substituído por HAVER, 
mantendo o mesmo sentido da frase original, a forma resultante será a 
seguinte: 
A) haveria. 
B) há. 
C) havia. 
D) houve. 
E) haverá. 
11. (Funrio/Depen/Auxiliar de Consultório Dentário/2009) Segundo as regras 
de concordância verbal, verbos impessoais são empregados na terceira 
pessoa do singular. O exemplo do texto em que o verbo se encontra no 
singular por ser considerado impessoal é 
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A) “Em dezembro de 2007, havia 422.522 pessoas cumprindo penas 
alternativas...” 
B) “... o número de pessoas cumprindo penas e medidas alternativas no 
Brasil disparou em relação aos presos.” 
C) “... isso não interferede forma significativa nas estatísticas.” 
D) "Hoje, o número de leis para aplicação de PMAs chega a 12.” 
E) "Aplicar mais penas alternativas não significa...” 
12. (IBFC/Pref. de Campinas-SP/Aux. de Enfermagem/2010 – adaptada) 
Considere o trecho: 
Cacoal, a cerca de 500 quilômetros de Porto Velho, foi onde houve 
registros de mais mortes, somando cinco vítimas. 
Há um erro de concordância verbal no texto, já que o correto seria 
“houveram”. 
13. (IBFC/Pref. de Campinas-SP/Ag. Comunit. de Saúde/2001) Assinale a 
alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas. 
_____ muitas pessoas que já _____ comprado os ingressos 
antecipadamente. 
A) Haviam – havia 
B) Haviam – haviam 
C) Havia – havia 
D) Havia – haviam 
14. (Funrio/Jucerja/Arquivologia/2008) Leia-se o seguinte fragmento: “Para 
combater esse desvio, instituiu-se o padrão-ouro”. 
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Passando-se o termo “padrão-ouro” para o plural, segundo a norma 
padrão escrita brasileira, esse enunciado teria, necessariamente, de ser 
assim reescrito: 
A) Para combater-se esses desvios, instituiu-se (,,,). 
B) Para se combaterem esses desvios, instituíram-se (,,,). 
C) Para combaterem-se esses desvios, instituiu-se (,,,). 
D) Para combaterem esse desvio, instituiu-se (,,,). 
E) Para combater esse desvio, instituíram-se (...). 
15. (IBFC/Pref. de Campinas-SP/Ag. Comunit. de Saúde/2011 – adaptada) 
Considere o período abaixo. 
A maioria dos torcedores presentes no estádio, está revoltada com o time. 
Há erro de concordância, pois o correto seria “estão revoltados”. 
16. (IBFC/ABDI/Especialista – Administ. e Financ./2008) Considere os 
períodos: 
I. O rapaz foi um dos que se pronunciaram contra a decisão da diretora. 
II. Faz dois anos que ele foi embora. 
De acordo com a norma culta: 
A) somente I está correto 
B) somente II está correto 
C) I e II estão corretos 
D) Nenhum está correto 
17. (Funrio/Furp/Assistente de Licitação/2009) Indique a alternativa em que a 
concordância verbal está em desacordo com a variedade padrão da 
Língua. 
A) Muitos de nós reclamou do mau atendimento daquela instituição. 
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B) Deve haver possibilidades de recorrer da ação injusta. 
C) Cerca de cem pessoas aproximavam-se ansiosamente do guichê. 
D) Esses vinte por cento de desconto conquistaram a clientela da loja. 
E) Um piquete de bravos defendeu o castelo do nobre aprisionado. 
18. (Funrio/Furp/Supervisor de Produção Farmacêutica/2010) Segundo o 
padrão formal da língua, há desvio de concordância na opção 
A) 18,2% da população brasileira com mais de 15 anos deixaram o cigarro. 
B) 17,2% dos jovens brasileiro continuam fumando. 
C) 18,2% deixaram de fumar. 
D) 17,2% continuam fumando. 
E) 65% de fumantes pensam em parar de fumar. 
19. (Funrio/Prefeitura de Itaboraí/Agente de Trânsito/2007) Assinale a 
alternativa cujo espaço só pode ser preenchido com a 1ª forma verbal que 
se encontra entre parênteses: 
A) a maioria ________ de pé seus candidatos (aplaudiu/aplaudiram) 
B) Luís, o professor e eu _______ de pé (ficarão/ficaremos) 
C) ______muitas reprovações nesta turma (houveram/houve) 
D) no meu bairro, _______água e luz (faltou/faltaram) 
E) nem um nem outro______ minha festa (prestigiaram/prestigiou) 
20. (Funrio/Funai/Promoção Social/2009) As frases abaixo reúnem algumas 
das considerações que o texto apresenta sobre o papel da imprensa na 
sociedade de hoje, mas, em uma delas, a construção sintática está em 
desacordo com os padrões formais da língua. Assinale-a. 
A) Não deveria haver tantas mentiras e manipulações em nome da grande 
pátria. 
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B) Há corporações cujas pressões econômicas levam muitos veículos a omitir 
informações. 
C) Fazem séculos que a liberdade de expressão busca compensar as pressões 
do Estado. 
D) A maioria dos jornalistas pode ser acusada de não contar a verdade para 
seus leitores. 
E) Os Estados Unidos votaram contra a Declaração Universal dos Direitos dos 
Povos Indígenas. 
21. (Funrio/Fiotec/Técnico em Higiene Dental/2010) Considerando que a 
Declaração Universal dos Direitos Humanos existe desde 10 de dezembro 
de 1948, seria gramaticalmente correto escrever a seguinte manchete 
num jornal publicado em 10 de dezembro de 2008: 
A) FAZEM 60 ANOS QUE A LUTA PELOS DIREITOS HUMANOS COMEÇOU. 
B) DECLARAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS: O SONHO COMEÇOU A 60 
ANOS. 
C) AS NAÇÕES UNIDAS COMEMORA OS 60 ANOS DOS DIREITOS HUMANOS. 
D) PASSOU-SE JÁ 60 ANOS, MAS OS DIREITOS HUMANOS AINDA NÃO 
EXISTEM. 
E) DIREITOS HUMANOS: SÃO 60 ANOS DE ESPERANÇA. 
22. (Funrio/Pref. de São José do Vale do Rio Preto/Professor de 
Português/2007) 
Eram cinco e meia da tarde (...). 
No trecho acima destacado, pode-se observar a concordância do verbo ser 
— frequentemente desrespeitada na expressão oral. Dentre as 
alternativas a seguir, e consoante a norma culta, qual a que está 
CORRETA no que tange à concordância verbal? 
A) Já deram cinco e meia da tarde. 
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B) Fazem cinco horas e meia que cheguei. 
C) Devem haver cinco horas e meia que cheguei. 
D) Já é cinco e meia da tarde. 
E) Já bateu cinco e meia da tarde no relógio da igreja. 
(...) Em comunicado, o grupo 
considerou a medida como parte complementar do corte 
anterior de dois milhões de barris diários, anunciado em 
7 setembro, como uma tentativa de estabilizar a cotação do 
petróleo, que, desde julho, já caiu mais de US$ 100. (...) 
O Globo, 18/12/2008. 
23. (Cespe/IRBr/Bolsa-Prêmio/2009) A forma verbal “anunciado” (L.6) 
concorda com “corte anterior” (L.5-6), por isso está no masculino 
singular. 
1 Toda a questão do conhecimento, como desejo 
de penetrar os fenômenos e dizer sua lógica, 
organização e seu funcionamento, pode ser pensada a 
4 partir do que se deve denominar uma filosofia de 
superfície: aquela que se dedica a tratar crítica e 
analiticamente o mundo das superfícies. (...) 
Márcia Tiburi. Uma filosofia da superfície. 
In: Cult, ano 11, p. 42 (com adaptações). 
24. (Cespe/TCE-AC/Analista de Controle Externo/2009) A flexão de feminino 
em “pensada” (L. 3) deve-se à concordância com “lógica” 
(L. 2). 
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25. (Funrio/Pref. de Coronel Fabriciano/Agente Sanitário/2008) Se, no 
fragmento “As teias têm várias utilidades para as aranhas”, se fizesse 
referência a apenas uma teia, então a frase teria de ser escrita assim: 
A) A teia tem várias utilidades para as aranhas. 
B) A teia têm várias utilidades para as aranhas. 
C) As teias têm vária utilidade para as aranhas. 
D) As teias tem várias utilidades para as aranhas. 
E) As teia têm várias utilidades para as aranhas. 
26. (Funrio/Idene/Analista Em Biblioteconomia/2008) Assinale a alternativa 
em que se observa a norma-padrão de concordância quer nominal quer 
verbal: 
A) A ambições por que se sonha nasce de necessidades comprovadamente 
real. 
B) Ao se perseguirem os objetivos essenciais, as mentes se fortalecem e 
aprimoram. 
C) Em verdade, cultua-se muito pouco os ideais de uma vida simples e 
naturais. 
D) Osdesejos e os compromissos vãos é de grande importâncias para o 
indivíduo. 
E) Quando houverem coisas importantes, saberemos reconhecê-las 
adequadamente. 
27. (Funrio/Furp/Assistente de Licitação/2009) Na construção de frases na 
língua portuguesa padrão, é preciso observar a regra de concordância 
segundo a qual o adjetivo concorda com o substantivo em gênero e 
número. É o que ocorre no trecho seguinte: 
A) Um dia os operários cometeram a descortesia de adoecer. 
B) O hábito suja os olhos e baixa-lhes a capacidade de enxergar. 
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C) Não admira que o marginal tenha acabado como acabou. 
D) Você sai todo dia, por exemplo, sem esperar por ninguém. 
E) Tenha olhos atentos e limpos para o espetáculo do mundo. 
 (...) 
Tempo, espaço e matéria são, pois, ideias que 
13 penetram o nosso conhecimento das coisas, desde o mais 
primitivo, e que evoluíram por meio das especulações 
filosóficas até as modernas investigações científicas, que as 
16 integraram em um nível mais profundo de síntese, uma 
unificação que levou milênios para ser atingida. 
José Leite Lopes. Tempo = espaço = matéria. In: Adauto Novaes (Org.). Tempo e 
História. São Paulo: Companhia das Letras, 1996, p. 167 (com adaptações). 
28. (Cespe/Antaq/Especialista – Economista/2009) Por se referir a “um nível 
mais profundo de síntese” (l.16), a expressão “uma unificação que” (l.16-
17) pode ser substituída por o que, sem prejudicar a argumentação ou a 
correção gramatical do texto. 
29. (Funrio/Furp/Supervisor de Controle de Qualidade/2010) Na construção de 
frases na Língua Portuguesa padrão, é preciso observar a regra de 
concordância nominal, segundo a qual o adjetivo concorda com o 
substantivo a que se refere. A concordância está INCORRETA na opção 
A) Três especialistas são bastantes para preparar aquela obra. 
B) Não é permitido a entrada de funcionários estranhos à empresa. 
C) Estou quite com você e você comigo, logo estamos quites um com o 
outro. 
D) Anexos seguem os documentos solicitados para a admissão do 
funcionário. 
E) Conheci, na solenidade de formatura, as gentis irmã e cunhada de Laura. 
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30. (IBFC/Pref. de Campinas-SP/Ag. Comunit. de Saúde/2011) Considere as 
orações abaixo. 
I. A garota estava meia irritada. 
II. Segue incluso a cópia do relatório. 
A concordância nominal está correta em: 
A) somente I 
B) somente II 
C) I e II 
D) nenhum 
31. (IBFC/ABDI/Assistente Jurídico/2008) Considere as orações: 
I. É necessário tranqüilidade. 
II. Estou quites com ele. 
De acordo com a norma culta: 
A) somente I está correta 
B) somente II está correta 
C) I e II estão corretas 
D) Nenhuma está correta 
32. (Iades/SEAP-DF/Professor/2011) Assinale a alternativa correta quanto à 
concordância nominal e ou verbal. 
(A) Eu e meu primo tinham (ter - pretérito imperfeito indicativo) medo e 
temor jamais vistos quando enfrentava-mos (enfrentar - pretérito 
imperfeito do indicativo) a escuridão. 
(B) Você e sua mãe poderam (poder - futuro do presente) fazer hoje o 
trabalho e a produção proposto (proposto) pelo professor. 
(C) Serenos (sereno) juízo e deliberação sempre demonstraram meu avô e 
minha tia (demonstrar - pretérito perfeito do indicativo). 
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(D) Outro tanto não dissem os rapazes (dizer – pretérito perfeito do 
indicativo). 
(E) Ao lado direito havia bancos (haver – pretérito imperfeito do indicativo); 
em cada um poderiam (poder futuro do pretérito do indicativo) sentar-se 
a gosto quatro pessoas no grande jardim. 
33. (Iades/PG-DF/Analista Jurídico/2011 – adaptada) No trecho “Nessa 
variabilidade e nesse dinamismo naturalmente se formam ‘padrões’ de 
uso, que, por sua vez, identificam grupos, e, numa apuração mais fina, 
identificam os próprios indivíduos.”, julgue as alternativas em relação aos 
aspectos gramaticais. 
(A) O uso da forma verbal “se formam” no plural, atende às exigências de 
concordância com o termo “padrões” e seriam mantidas a coerência entre 
os argumentos e a correção gramatical do texto se fosse usado o termo 
no singular. 
(B) As formas verbais presentes no trecho acima apresentam dois referentes: 
“padrões de uso” e “grupos”. 
34. (Iades/CFA/Cargos de Nível Superior/2010 – adaptada) Em “pois os 
afazeres privados difere dos públicos somente em magnitude” (linhas 7 e 
8) há um problema de concordância, pois o verbo deveria concordar com 
seu sujeito que está posposto ao verbo. 
35. (Iades/PG-DF/Técnico Jurídico/2011 – adaptada) Em “Um dos sistemas 
mais complexos que se conhecem, o clima da Terra sempre norteou os 
rumos da humanidade.” (linhas 3 e 4), o verbo conhecer poderia se 
flexionar no singular, uma vez que a expressão em destaque pode 
concordar no plural ou singular, sem que se infringisse a norma 
gramatical. 
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36. (Iades/PG-DF/Técnico Jurídico/2011) O texto apresenta coerência quanto 
ao emprego da concordância verbal, exceto em 
(A) “às interrupções no abastecimento que aconteceram entre setembro” 
(linhas 8 e 9). 
(B) “alguns casos chegaram a mais de três dias” (linha 11). 
(C) “As ocorrências afetaram pelo menos 590 mil unidades” (linha14). 
(D) “AES Eletropaulo informou "que”. 
(E) “Após a análise dos documentos, o Procon concluiu que” (linha 20). 
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Gabarito das Questões Comentadas 
1. A 
2. E 
3. Item errado 
4. C 
5. A 
6. D 
7. A 
8. A 
9. C 
10. B 
11. A 
12. Item errado 
13. D 
14. E 
15. Item errado 
16. C 
17. A 
18. Anulada 
19. A 
20. C 
21. E 
22. A 
23. Item certo 
24. Item errado 
25. A 
26. B 
27. E 
28. Item errado 
29. B 
30. D 
31. A 
32. E 
33. Itens errados 
34. Item errado 
35. Item certo 
36. B

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