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Anatomia dos Olhos
A íris é a parte colorida do olho, que tem a missão de regular a afluência da luz 
sobre a retina, situada posteriormente, a qual envia a informação visual ao cérebro através 
do nervo óptico. 
O olho tem a forma de uma esfera formada por três capas: um conteúdo 
gelatinoso, o corpo vítreo e uma lente, o cristalino (situado imediatamente atrás da íris), 
que cumpre a função de focalizar, isto é, de focar as imagens sobre a retina. 
A capa externa, chamada fibrosa, está formada na parte posterior pela esclera 
(branco do olho), na parte de frente pela córnea, que é transparente para permitir a 
passagem da luz. A capa intermediária (coróide), é vascularizada e contem também 
células pigmentadas e musculatura lisa, sua tarefa é nutrir o olho e fazer com que:
a) – O cristalino se acomode para focalização das imagens na retina.
b) – A pupila se dilate (com pouca luz) ou contraia (com muita luz).
A capa interna do olho, chamada sensorial, está constituída pela retina, que 
transporta a luz e sinal elétrico e conduz este sinal até o cérebro através do nervo óptico. 
A parte dianteira da retina, privada de uma função sensorial, tem a missão de 
escurecer a câmara fotográfica do olho, já que está constituído por uma capa do epitélio 
pigmentado perfeitamente negro que se estende para frente e vem constituir a parte mais 
interna da íris.
A íris tem, portanto, a forma de uma moeda furada (pupila). A membrana irídea 
está constituída por uma capa dianteira chamada estroma, que forma parte da túnica úvea 
e pela capa traseira, perfeitamente negra que constitui a retina. 
O estroma recorda a forma de um tabique revestido, por um lado, de gelatina. 
Observando a íris da frente para trás se distinguem:
a) – Uma capa endotelial, composta de células planas do tipo serosa, entre as quais 
se acham células pigmentadas, chamadas cromatóforos.
b) – Uma membrana dianteira delimitadora constituída por fibras colágenos entre as 
quais se encontram células pigmentadas. Estas duas primeiras capas se estendem 
sobre toda a íris, desde a borda externa até a borda pupilar.
c) – Um lâmina dianteira fibrilas colágenos mais células pigmentadas. 
d) – Uma capa vascular, formada por um grande número de pequenos vasos. 
e) – Uma lâmina traseira formada por fibras colágenos e células pigmentadas 
(contem também o músculo constritor da pupila).
f) – Um músculo dilatador da íris, co fibras dispostas em sentido radial.
Em sentido radial e desde a periferia ate o centro, todas as capas consideradas se 
estendem ao longo do raio da íris, a exceção da lâmina estromal dianteira que se estende 
da periferia até o centro somente 2/3.
Na prática, a íris aumenta gradualmente de espessura até o colarinho e diminui na 
direção da borda pupilar. A uma distância de mais ou menos 2/3 do raio a partir da sua 
borda externa, a íris alcança sua espessura máxima formando uma espécie de anel 
concêntrico à pupila, denominado colarinho ou trança do sistema gastrointestinal. A área 
externa ao colarinho se define como área ciliar, a interna como área pupilar.
Convém recordar que, do ponto de vista embriológico, a íris deriva em parte do 
ectoderma (capa pigmentada, células cromatóforas e musculatura) e em parte do 
mesoderma (estroma e sistema vascular). A íris se forma entre a décima quarta e a décima 
sexta semanas de vida fetal. Existem na íris 2 sistemas musculares antagônicos:
a) – O músculo esfíncter da pupila (que contrai a pupila). Inervado pelo 
sistema nervoso parassimpático.
b) – O músculo dilatado da pupila (que dilata a pupila), inervado pelo 
sistema nervoso simpático.
Topografia da Íris 
A topografia da íris divide-se em 2 partes: Topografia circular e radial.
Topografia circular
A íris divide-se em 2 grandes partes ou zonas delimitadas pelo colarinho: a zona pupilar, 
interna ao colarinho e a zona ciliar externa ao mesmo. No interior da zona pupilar se 
distinguem normalmente 2 pequenas zonas: a interna região dos estômago e a externa do 
intestino. Para distinguir uma da outra devemos observar a diferença na coloração. 
Quando não há possibilidade de distingui-las é sinal que existe problemas gastrintestinais 
ou a predisposição aos mesmos. 
A zona ciliar se divide em duas grandes áreas, cada uma das quais se subdivide em duas 
pequenas partes: a grande zona adjacente ao colarinho contém os órgãos encarregados da 
circulação do sangue, da linfa e dos músculos, órgãos de movimento e de ligação da 
energia trazida pelo sangue. Os músculos constituem 40% da massa corporal; a zona 
externa adjacente à borda ciliar contém os órgãos para a eliminação dos resíduos do 
metabolismo como a pele, os rins, mais os órgãos e tecidos estruturais (ossos e tecido 
conectivo). 
Enquanto a zona pupilar é fisicamente visível (estomago/intestino), a zona ciliar é 
subdivisão em 2 grandes zonas e estas em 4 pequenas zonas é puramente teórica e não 
resulta fisicamente visível. As quatro pequenas zonas ciliares são, partindo do colarinho: 
a) – A zona do sangue, coração, linfa e das glândulas endócrinas e exócrinas.
b) – A zona muscular que compreende a musculatura voluntária estriada e a 
musculatura lisa dos órgãos internos (como o tubo gastrintestinal).
c) – A zona óssea, com uma subzona mesenquimal ou zona das mucosas ativas, na 
fronteira entre a zona óssea e a cutânea.
d) – Adjacente à borda ciliar fica a zona cutânea (pele).
As zonas da Topografia Circular
Procedendo da pupila para a periferia da íris, atravessamos zonas cuja sucessão 
representa o ciclo completo dos processos vitais que se produzem no organismo. Estas 
zonas são:
a) – Orla pupilar: Representa a função nervosa em sentido estrito, quer dizer, a 
relação pessoal com o ambiente através do sistema nervoso. Na relação com o 
meio o ambiente, a busca de alimento é de primordial importância. 
b) – Zona gástrica ou primeira pequena zona: O alimento escolhido se digere e se 
decompõe em fragmentos menores, adequados para que o intestino os absorva. Do 
ponto de vista psíquico representa a capacidade de digerir as dificuldades da vida.
c) – Zona intestinal ou segunda pequena zona: O alimento digerido se elabora e 
assimila posteriormente, que dizer, se introduz no sangue através da parede 
intestinal. Do ponto de vista psíquico isto representa a inteligência prática, quanto 
a capacidade de selecionar e atravessar experiências próprias novas. “A orla 
pupilar, a primeira e a segunda grande zona, que ocupa o terço interno da íris. “
d) – Zona imediatamente adjacente ao colarinho pelo lado pupilar: Corresponde a 
flora intestinal em sua totalidade, esta colabora com as células do intestino e a 
posterior elaboração e decomposição dos alimentos. Do ponto de vista psíquico, 
representa a tolerância e a capacidade de socializar, de criar um s´lido circulo de 
amizades.
e) – Colarinho: Corresponde ao equilíbrio neurovegetativo, à regulação do 
organismo através dos dois sistemas nervosos contrapostos (simpático e 
parassimpático). Do ponto de vista psíquico representa o equilíbrio social e 
emotivo.
f) – Zona adjacente ao colarinho pelo lado ciliar: Corresponde as numerosas 
pequenas glândulas disseminadas ao tubo gastrointestinal para melhorar a digestão 
e a assimilação dos alimentos. Do ponto de vista psíquico, indica a capacidade de 
dosar as próprias forças e de utilizar as próprias qualidades o melhor possível na 
atividade cotidiana. “O colarinho e as partes imediatamente limítrofes ao mesmo 
constituem o que pode definir-se como a zona do colarinho.” 
g) – Zona hemo-linfo-glandular: Zona de nutrição celular ou terceira pequena zona, 
corresponde à circulação hemo-linfática, aos processos de assimilaçãomais 
imporantes que se produzem através da parede intestinal e da celular. Representa 
os órgãos encarregados de recarregar energicamente a bateria celular. Os órgãos 
desta zona são:
- O aparelho circulatório, em especial o coração e a aorta.
- O aparelho linfático, em especial as glândulas linfáticas, as amídalas e o 
apêndice.
- O pâncreas, que produz enzimas digestivas, tanto exócrinas para a 
digestão intestinal, como endócrinas, como a insulina e o glucógeno, para 
a assimilação das substâncias nutritivas do sangue as células através da 
parede celular.
- O rim associado a função circulatória enquanto que produz hormônios que 
regulam o nº de glóbulos vermelhos circulantes, a pressão arterial 
sanguínea e o conteúdo de eletrólitos no sangue e nas células.
- A próstata, que regula os líquidos seminais. 
- O cérebro, que elabora e coordena as informações motrizes que provém 
dos músculos e dos tendões de todo o corpo, como também dos órgãos de 
equilíbrio da visão, neste contexto, o cérebro é o principal regulador da 
atividade muscular, tendo em conta que os músculos representam 40% da 
massa corporal e que consomem pelo menos 80% da energia disponível a 
nível orgânico, o cérebro coordena também a regulagem ótima da energia 
disponível a nível celular.
- A laringe, relacionada com a assimilação do ar introduzido graças aos 
movimentos respiratórios e a sua elaboração através das cordas vocais. Do 
ponto de vista psíquico a terceira pequena zona representa em sua 
totalidade a capacidade de recordar e fazer próprias as experiências 
vividas, interiorizando-as após tê-las reelaborado, para viver com o 
mínimo esforço e o máximo resultado desde a óptica da relação pessoal 
com a capacidade de reconhecer os valores essenciais da vida, 
distinguindo-os dos falsos, que conduziram a gastar mal os recursos 
humanos e a afastar-se de um são entusiasmo vital.
h) – Zona do movimento, zona muscular ou quarta pequena zona: Aqui estão 
representados os músculos e aqui é onde se utiliza e transforma em movimento e 
calor grande parte de energia acumulada nas células, ademais, esta zona contém a 
representação dos órgãos encarregados da regulação da atividade termodinâmica 
do corpo:
- Hipófise e Epífise para a regulação geral de todas as atividades endócrinas 
do corpo.
- Tiróide para a regulação do metabolismo.
- Pleura que permite o movimento dos pulmões.
- Nariz, laringe, traquéia, grandes brônquios, hílio e ápice pulmonar, que 
transportam o ar para os alvéolos pulmonares que o oxigenam.
- Bulbo raquideo, mesoencéfalo e cerebelo, para o controle da coordenação 
motriz.
- Condutores biliares inferiores, como o colédoto, o conduto cístico, a 
vesícula biliar: a bílis ajuda a digestão e estima e regula o intestino, 
ademais separa os resíduos do metabolismo hepático.
- Útero: é o seio onde se perpetuam as forças e as qualidades próprias de 
gênero humano.
- Bexiga: recolhe a urina procedente dos rins, da mesma forma que uma 
mente treinada recolheria a força de vontade para poder expressar no 
momento oportuno, é um órgão relacionado com o sentido da 
responsabilidade, as crianças que padecem enurese tem menos sentido de 
responsabilidade e o rejeitam, o câncer de bexiga se manifesta e pessoas 
com m sentido de responsabilidade pouco elevado. Do ponto de vista 
psíquico, a quarta pequena zona representa em sua totalidade a capacidade 
de atuar mantendo o autocontrole. “ A terceira e quarta pequenas zonas 
constituem a segunda grande zona, que ocupa um terço médio da íris.”
i) – Zona estrutural, zona dos ossos ou quinta pequena zona: aqui está representada a 
maior parte dos ossos do corpo humano, precisamente na zona adjacente à 
muscular. Parte da energia empregada nos processos motrizes-caloríficos se 
converte em energia estruturante, capaz de formar, ou melhor, de regenerar as 
formas e estruturas do corpo. Os órgãos representados nesta zona são ademais dos 
ossos e a coluna vertebral em particular: 
- A tiróide, também representa a zona muscular, que ademais de utilizar as 
energias disponíveis é também capaz de economiza-las, evitando a 
dispersão termodinâmica e destinando-a a formação de novas estruturas 
que contém a energia em forma potencial.
- O tálamo e o hipotálamo, elaboram os estímulos sensoriais procedentes de 
cada parte do corpo, através do tálamo, estas elaborações sensoriais 
chegam ao córtex cerebral em forma de emoções, e através do hipotálamo, 
chegam as regiões hipofisiárias e epifisiárias, que se encarregam da 
regulação endócrina de todo o corpo com o fim de manter a homeostasis 
ou equilíbrio de todas as funções orgânicas. Em conclusão, por uma parte, 
e no que se refere ao córtex, as sensações se armazenam na memória em 
forma de pensamentos e emoções, por outra enquanto o hipotálamo e a 
hipófises, se transformam em estímulos químicos hormonais, destinados a 
manter a “estrutura endócrina” em equilíbrio. 
- Ovários e testículos: representam a estrutura genética do corpo, destinada 
a perpetuação da espécie e das qualidades individuais.
- Útero: também presente na zona dinâmica muscular como órgão capaz de 
uma grande mobilidade e elasticidade e, na zona estrutural, como suporte 
da atividade reprodutiva.
- Bexiga: que conserva a urina facilitando a regulação e a ordem de sua 
emissão e estruturando os comportamentos que se afetam a 
responsabilidade. 
- Vesícula Biliar: Atua na altura do fígado, igualmente como a bexiga atua 
na altura dos rins, conserva e concentra a bílis procedente do fígado, está 
em relação com a capacidade de emulsionar e digerir as graxas e do ponto 
de vista psíquico, com a capacidade de resolver situações difíceis dando 
mostras de coragem, a deteriorização da coragem é a cólera. Portanto uma 
pessoa irrascível se define também como biliosa e de um individuo com 
coragem pode dizer-se que tem fígado. Concluindo, a quinta pequena zona 
corresponde as atividades de formação estrutural a nível orgânico, 
enquanto que o nível psíquico corresponde a capacidade de conduzir 
sensatamente e voluntariamente a própria vida aos objetivos estruturais: 
um trabalho bem feito, a família, um sistema de vida.
j) – Zona mesenquinal: Representa o especo intercelular em que começam a 
depositar-se os resíduos procedentes do metabolismo celular, daqui partem os 
vasos linfáticos, que por sua vez desembocam no sangue na altura da veia 
subclávia direita. Se as células produzem um excesso de resíduos ou os vasos 
linfáticos entopem-se a zona mesenquimal se converte em um autêntico depósito 
de impurezas, nos casos extremos estas impurezas aparecem em forma de nodos, 
nuvens ou extratos que se estendem muito mais além desta pequena zona, mas 
cuja origem temos que buscar nela, na zona mesenquimal, que normalmente se 
apresenta como uma sutil fronteira entre a 5a. e a 6a. pequenas zonas. Do ponto de 
vista psíquico, dita capacidade se manifesta na possibilidade de eliminar 
facilmente da mente experiências desagradáveis: assim como a linfa, as fezes, o 
suor, a urina e a respiração são meios orgânicos para a eliminação dos resíduos 
físicos, o sonho representa o meio psíquico para a eliminação dos resíduos 
mentais, como as emoções negativas e os pensamentos físicos e maléficos. Os 
dois tipos de processos de eliminação dos resíduos, o orgânico e o psíquico, estão 
relacionados entre si e o bloqueio implica no bloqueio do outro. Se o sonho é 
interrompido, também se interrompem os processos de eliminação de resíduos 
psíquicos, na maioria das vezes quando se interrompe o sonho é por causa de má 
digestão ou por má respiração. Por sua vez a interrupção do sonoconduz a um 
maior nervosismo, o qual provoca problemas digestivos e irregularidades 
respiratórias.
k) – Zona cutânea, zona das glândulas ou a 6a. pequena zona: compreende os órgãos 
que derivam a capa embrional ectodérmica, com a pele e o cérebro. Se a zona se 
escurece, se vê opaca ou se enche de formações de estratos ou nuvens procedentes 
da zona mesenquimal, é que está em processo uma acumulação de resíduos que a 
pele não está eliminando bem. O cérebro é um órgão que tem a mesma origem 
ectodérmica que a pele, sua forma recorda a do intestino e efetivamente o cérebro 
é encarregado de elaborar e assimilar as emoções e os pensamentos, tal como o 
intestino faz com os alimentos. As alterações da região cerebral indicam tanto 
processos orgânicos como problemas psíquicos relacionados com a dificuldade 
de metabolizar emoções e pensamentos. Além da pele e do cérebro, há outros 
órgãos que fazem parte da 6a. pequena zona: 
- Nariz e cavidades paranazais: eliminam a mucosidade carregada de 
resíduos procedentes do aparelho respiratório.
- Rins e bexiga: eliminam os resíduos do metabolismo através da urina.
- Fígado: é o principal órgão de depuração do corpo, especialmente dos 
resíduos sanguíneos. 
- Brônquios e pulmões: afastam o anidrido carbônico, que é o principal 
resíduo da respiração.
- Orelhas: selecionam os sons.
- Vagina: as menstruações constituem uma grande atividade de depuração 
periódica para o organismo feminino.
- Reto.
- Tiróides: queima os resíduos mediante aceleração do metabolismo. 
Significado psíquico da 6a. pequena zona: capacidade de liberar-se das 
emoções negativas, otimismo, aceitação da vida sem prejuízos. “A 5a. e 
6a. pequenas zonas juntamente com a zona mesenquimal constituem a 3a. 
grande zona, que ocupam o terço externo da íris. 
A Topografia Radial ou Setorial
 Permite subdividir a íris em raios que cortam todas as zonas irídeas para 
identificar melhor a localização de cada órgão e aparelho. 
Houve um tempo em que a localização dos setores era feito como as horas do 
relógio, mas atualmente as horas foram substituídas pelos minutos para delimita-los com 
maior precisão. 
A base da topografia setorial são as linhas funcionais, que unem áreas 
diametralmente opostas, mas reflexologicamente relacionadas. Em outras palavras, cada 
linha representa uma função orgânica completa, cuja manifestação depende da interação 
de outros órgãos dispostos ao longo da própria linha funcional no mapa da íris. 
As linhas funcionais fundamentais são duas, ortogonais entre si, e permitem 
subdividir a íris em quatro quadrantes iguais. A linha crânio-podálica vai do minuto 0 ao 
minuto 30 e une a região do crânio com a do pé. 
A linha pescoço-nuca, perpendicular a anterior, se estende desde o minuto 15 ao 
45 e une a região do fio pulmonar, situado temporalmente, com a região do pescoço e da 
traquéia, situada nasalmente, por isto, dita linha também pode denominar-se linha 
traqueo-pulmonar.
A linha crânio podálica e a linha traqueo pulmonar subdividem a íris em 4 
quadrantes: os situados por cima da linha traqueo pulmonar, correspondem a parte 
superior do corpo e os situados abaixo desta linha, a parte inferior do corpo.
A parte anterior do corpo está representada pelos quadrantes nasais superiores e 
temporais inferiores, a parte posterior do corpo pelos quadrantes temporais superiores e 
nasais inferiores. Outras linhas funcionais subdividem os 4 quadrantes fundamentais em 2 
partes, obtendo assim 8 setores: a linha nasal diafragmática, que subdivide os quadrantes 
nasais superiores e temporais inferiores, unindo a metade da região nasal superior (nariz) 
com a metade da região temporal inferior (diafragma), de forma que aqui se estabelece a 
fronteira entre o abdômen e tórax, a linha orelha bexiga, que subdivide em partes iguais 
os quadrantes temporais superiores e nasais inferiores, unindo a região da orelha com a 
bexiga. Quatro linhas mais tornam possível uma posterior subdivisão da íris em 16 setores 
iguais. São os seguintes:
A linha boca mão que divide em partes iguais os setores delimitados pela linhas 
traqueo pulmonar e pela linha nasal diafragmática, unindo a região da boca com a mão.
A linha frente ovário que divide em partes iguais os setores delimitados pela linha 
crânio podálica e nasal diafragmática.
A linha sacro cervical, que subdivide em partes iguais os setores delimitados pela 
linha orelha bexiga e pela linha traqueo pulmonar.
 A linha cerebelo útero a direita, que corresponde a esquerda com a linha cerebelo 
reto, que divide em partes iguais dos setores delimitados pelas linhas orelha bexiga e 
crânio podálica. Resumindo, há duas linhas fundamentais que subdividem a íris em 4 
quadrantes temporais superiores e inferiores e nasais superiores e inferiores.
A elas se acrescentam ouros 6 linhas principais, que subdividem a íris em 16 
quadrantes.
Finalmente, outras 8 linhas secundárias subdividem a íris junto com as 
precedentes, em 32 quadrantes de igual extensão. São as seguintes, enumerando-os a 
partir do minuto 2:
a) – A linha hipófiso-suprarenal que une a região da hipófise com a da 
glândula supra-renal, constituindo uma linha fundamental de projeção 
do aparelho endócrino.
b) – A linha óculo hepato coxal, que une a região do olho com a do fígado 
e a ariculação da cadeira, pondo de manifesto a relação existente entre 
estas regiões do corpo em forma de união entre orelha e função 
excretora do rim, já detectada pela medicina chinesa.
c) – A linha maxilo cefalopancreática/biliar/duodenal, que une a região 
maxilar com a digestiva da cabeça do pâncreas, do colédoto, do 
duodeno e do bulbo.
d) – A linha laringo-bronco/mamaria inferior, que une a região laríngea 
com a bronquial e com a parte inferior da mama.
e) – A linha tiróide-cárdio/pulmonar/mamaria superior, que une a região da 
tiróide com a do coração, pulmão e a parte superior da mama.
f) – A linha dorso clavicular, que une a região da uretra, do pênis e da 
próstata com a região do bulbo raquídeo, sede dos núcleos nervosos que 
se originam no nervo vago, colocando de manifesto a relação existente 
com a regulação da função sexual, exercitada pelo sistema nervoso 
parassimpático (o nervo vago forma parte do mesmo).
g) – A linha epífisis-rim, que une a região epifisiaria com a renal.
Estas 16 linhas unem áreas da íris topograficamente opostas (quer dizer, situados a 
180º uma da outra), mas reflexologicamente relacionadas com complemento do 
equilíbrio funcional do organismo, de uma forma similar a dois pesos dispostos 
nas extremidades da vara do equilibrista circense.
Sinais Iridológicos 
A Iridologia, como temos visto, nasceu casualmente a partir das 
observações do jovem Peczely, quando viu aparecer um sinal negro na íris de uma 
coruja, a qual havia quebrado a pata enquanto tratava de capturá-la. 
Desta experiência nasceu a idéia de que cada parte da íris estava 
relacionada com órgãos concretos, de forma que aquela constituía, para todos os 
efeitos, um verdadeiro mapa do corpo.
Em 1954, Lang demonstrou na Universidade de Heidelberg a existência, 
do ponto de vista anatômico, de conexões nervosas de todas as partes do corpo 
com a íris. Os distintos setores da íris são, portanto, os embaixadores ou 
representantes dos órgãos específicos.
Atualmente se considera a Iridologia sobretudo com uma técnica 
diagnostica funcional, antes que anatômica.
Por exemplo, uma alteração no setor do fígado faz pensar, antes de mais 
nada, em uma alteração da função hepática, mas que uma deformação anatômica 
do fígado, ainda que uma coisa não excetua a outra (uma hepatite pode ter 
provocado inicialmente uma alteraçãoda membrana das células hepáticas, com a 
saída das enzimas chamadas transaminasas, e depois, a perdurar a doença, o 
fígado pode sofrer um processo de fibrose chamado cirrose, visível 
anatomicamente. 
Uma vez estabelecido que a íris tem conexões anatômicas com as partes do 
corpo, como se produz a alteração que se segue ao órgão afetado?
O mecanismo através do qual se produz esta alteração está relacionada 
sobretudo com as partes vascular e muscular da íris, inervados desde o sistema 
nervoso vegetativo, o qual está constituído por uma fina rede de fibras nervosas 
que inerva todos os órgãos.
Cada parte do SNV está encabeçada por uma central que recolhe todos os 
impulsos que lhe chegam procedentes daquele determinado setor.
Pode ocorrer, por exemplo, que uma central recolha as informações tanto 
da íris como de um setor situado próximo ao minuto 40 da íris direita.
O fígado afetado envia um sinal de sofrimento a sua central e esta 
responde dando a ordem de que se contraiam mais as fibras que inervam os vasos 
e de que adote maior atividade as que inervam os músculos.
Esta ordem é valida para toda a artéria, veia, capilar e músculo dependente 
da central e, em conseqüência, o é também para o fígado como para a íris direita 
em seu minuto 40.
Com o tempo, a persistência das disfunções vasculares e musculares 
determina a deteriorização das fibras colágenos que constituem o estroma, motivo 
pelo qual se deforma. 
Há que se destacar que para esta deformação do estroma da íris está 
relacionada com a persistência da patologia do fígado, não obstante, há que 
recordar que, ao principio, a reação vascular e muscular foi puramente defensiva. 
É a conversão da dita reação defensiva em algo anormal a causa da 
persistência de uma causa patógena, o que faz com que os órgãos afetados sofram 
uma carência de oxigênio e que os tecidos fibrosos, que consomem somente 
pequenas quantidades do dito elemento.
Ademais, onde se produz a persistência de uma reação inflamatória 
crônica, se formam radicais livres, que são substâncias químicas capazes de alterar 
a função e a estrutura normal das células.
Uma inflamação aguda, por exemplo, uma hepatite, provoca uma 
hiperemia (que dizer, um aumento do fluxo do sangue) não só a nível do fígado, 
como também do setor correspondente na íris. 
A parte externa duro-elástica dos vasos da íris se incha e, portanto, 
também o fazem os tecidos que o rodeiam, tal como sucede com qualquer outra 
parte do corpo quando recebe um estimulo traumático. 
Aos olhos do observador, na íris se manifestam sinais brancos, 
habitualmente re recorrido radial, que correspondem ao inchamento de mais vasos 
junto as partes adjacentes do estroma, obviamente somente no setor do fígado, 
próximo ao minuto 40 da íris direita.
Estes sinais brancos se detectam com mais facilidade em íris claras que em 
escuras, ainda que o mecanismo seja idêntico. 
Se a inflamação do fígado é temporária, os sinais correspondentes na íris 
também, e, ao contrario, se as alterações hepáticas persistem, o estroma iridal não 
se nutre adequadamente (mediante aporte de oxigênio e de moléculas energéticas), 
devido a persistência da inchação e se afeta.
Desta forma, se configuram autênticos furos de profundidade variável: se 
produzem lacunas, as quais mancham somente a lamina dianteira do estroma, e 
ainda, que as laminas dianteira e traseira, alcançando inclusive a capa pigmentada 
interna, que é de cor negra.
Por isto, enquanto que os sinais iridológicos da inflamação aguda são 
brancos ou claros, os da inflamação ou enfermidade crônica são escuros ou 
negros, em relação direta com a gravidade da enfermidade. Na ultima fase, se 
formam autênticos buracos negros no tecido estromal da íris, enquanto que os 
sinais de inflamação aguda podem desaparecer completamente ao cessar a 
enfermidade, os sinais da enfermidade crônica persistem como autenticas 
cicatrizes, sem duvida, estas podem reduzir suas dimensões e grande 
escurecimento. 
Muitas cicatrizes estão presentes na íris desde o nascimento: são os 
testemunhos das debilidades e da tendência patológica para enfermidades 
especificas herdadas dos pais e, mais geralmente, da ascendência genética de 
todos os nossos antepassados. 
Se um dos pais fuma ou os dois fumam, o recém nascido apresenta 
invariavelmente uma lacuna na zona pulmonar. O mesmo sucede se um ou ambos 
tenham sofrido enfermidades pulmonares. Isto, que vale para o pulmão, também 
serve para qualquer outro órgão. 
Conclusão: podemos afirmar que a íris constitui não só uma memória 
individual das enfermidades sofridas, como também um controlador da história 
patológica da herança genética da espécie humana. 
Sinais adquiridos individualmente e sinais herdados
Considerando que qualquer classificação tem um valor relativo e que se 
podem pré configurar todas as possíveis condições intermediárias, os sinais da íris 
dividem-se em 3 grandes grupos:
1) – Sinais Orgânicos Genotípicos: São sinais semelhantes congênitos, cuja 
localização na íris corresponde de forma especifica a um determinado órgão, 
indicando uma debilidade congênita deste. A esta categoria pertencem: as 
lacunas abertas e fechadas, tipo favo de mel, a cripta, os sinais defeituosos em 
geral.
2) – Sinais Orgânicos Fenotípicos: Sinais adquiridos segundo a própria história 
patológica individual. São estáveis, como os sinais orgânicos genotípicos, 
enquanto sua apresentação em um determinado setor da íris indica uma 
patologia do órgão correspondente aquele setor (a diferença dos sinais 
mutantes, com muitos pigmentos, cuja posição na íris não é necessariamente 
indicativa de uma patologia do órgão, correspondente a posição que ocupa). 
Sua aparências podem ser: radiais vasculares, aparecendo uma espécie de 
estrias vermelhas de recorrido radial, aparecem também fibras irritativas 
brancas radiais, devido a que as estruturas do estroma se incham por 
inflamação aguda, raios vasculares com uma rede de vascularização anexa, 
vermelha ou branca que indicam uma lesão do estroma mais grave do que 
indicam os radiais vasculares simples, fibras irritativas brancas ou fibras 
vasculares de recorrido não radial, entre as que destacam os transversais e os 
transversais de raiz, anéis tetânicos de stress, furos ou fendas profundas do 
tecido estromal.
3) – Sinais genotípicos e fenotípicos por igual (pigmentos, depósito, 
impregnações): Podem ser tanto estáveis como mutantes (neste ultimo caso 
sua posição na íris não é indicativa de órgão danado, porém sim sua cor, sua 
forma e sua distribuição total no estroma).
Classificação Geral dos Sinais da Íris
Há 3 categorias principais de sinais da íris do ponto de vista diagnóstico:
1) – O branco e o negro, que é o grau de escurecimento ou de luminosidade de cada 
sinal e que indica a evolução aguda (branco) ou crônica (escuro ou negro) das 
enfermidades.
2) – A cor.
3) – A forma a nível da zona ciliar, do colarinho, da zona pupilar, da borda pupilar, a 
forma pupilar.
Os sinais brancos e mais claros indica uma inflamação aguda, com infecção do 
mesenquima, tecido indiferenciado presente entre as células, provocada por resíduos 
derivados de um problema metabólico agudo (por exemplo, vírus, bactérias, fungos, 
substâncias inflamantes ambientais e alimentos), Numa íris escura é mais difícil de 
evidenciar os sinais brancos, em seu lugar se manifestam áreas mais claras com 
respeito ao estroma circundante.
Os sinais escuros indicam uma função orgânica diminuída e se formam por efeito 
de um alargamento, dilatação ou carênciaestrutural da lamina anterior do estroma 
iridal.
Os sinais amarelo marrons indicam uma enfermidade crônica, se apreciam com 
maior dificuldade em íris escura. Os sinais negros ou sinais defeituosos indicam uma 
enfermidade degenerativa e correspondem a uma lesão tanto da lamina anterior como 
posterior do estroma.
Significado Sintomatológico das cores
 Schnabel classificou em 1948 mais de 90 cores de íris Kabishe publicou em 1981 
uma tabela com 39 cores.
Na pratica basta que consideremos as 7 cores principais com todas as possíveis 
combinações intermediárias:
1) – Marrom: Indica problemas gastrointestinais.
2) – Secóia (marrom avermelhado): Indica problemas do fígado e pâncreas.
3) – Robin: Indica disposição a enfermidades degenerativas, se encontra sobretudo 
em forma de arbusto e de cascata. 
a) – Arbusto de Ramos Grandes: tendência a corcinoma uterino.
b) – Arbusto de Ramos pequenos: mais freqüentes em homens, indica 
enfermidades degenerativas dos rins e da bexiga.
c) – De cascata: começa na margem pupilar, estendendo-se até o colarinho e, 
de forma mais difusa até a zona ciliar, indica tendência ao câncer retal e ao 
câncer dos órgãos genitais.
4) – De cinza pálido ao alcatrão: maior disposição de câncer, predominantemente 
hereditário, diabetes, sobretudo quando está perto do terço inferior do colarinho.
5) – Ocre: relacionado com o estado congestivo e de disfunção hepato biliar e do 
baço. Acompanha-se de uma deformidade do colarinho que se estica até o terço 
ciliar da íris esquerda, indicando colítis e disbacteriosis (alteração da flora 
intestinal).
6) – Palha ou amarelo claro transparente: deixa ver a trama interior, diferentemente 
de outras colorações que a escondem. É freqüente nas heterocromias centrais, 
onde colore a zona pupilar enquanto a zona ciliar adota outro tipo de cor. Indica 
patologia renal ou também uma predisposição a mesma.
7) – Amarelo intenso não transparente: Indica insuficiência funcional hepato biliar e 
um defeito de enteroquinasas, que é uma enzima capaz de digerir as proteínas de 
origem animal. Por isso é bom aconselhar a todos uma dieta vegetariana.
8) – Pigmento psórico: Cor variável entre marrom e secóia, disposta ao longo da 
borda externa do colarinho. O colarinho aparece mais perto do habitual da pupila, 
delimitada assim uma zona pupilar restrita, índice de estancamento linfático, 
disbacteriosis intestinal, enfermidades infecciosas que se tornam crônicas e 
estados pré cancerosos.
9) – Marrom escuro: Possui geralmente forma de couve-flor e indica predisposição 
hereditária de câncer do fígado e do estomago.
10) – O pigmento negro se manifesta: Com aspecto de penugem fina superficial, mais 
freqüente a nível de íris esquerda: indica um endurecimento canceroso de órgãos 
glandulares, como o ovário e a mama. Manchas de pigmentos mais longos, menos 
compactas com respeito ao caso anterior e situadas perifericamente: indicam 
disfunção do fígado e do metabolismo glucídico.
11) – Vermelho escuro a grão de pimenta: acha-se disseminado na zona pupilar e 
corresponde a processos degenerativos nos território gastrointestinal. Esta 
formado, provavelmente, de hemosiderina.
12) – Tabaco em forma de partículas finas: se encontra na zona ciliar, indica 
problemas pancreáticos e eventualmente uma infecção de salmonela ou 
intoxicação gastrointestinal.
13) – Tabaco em forma de agrupações insulares: se localiza ao nível do colarinho, na 
borda das asas do mesmo, indica artrosis, diabetes, e em geral problemas do 
metabolismo, se situam na zona ciliar a nível das asas do colarinho indica 
problemas intestinais com disbacteriosis, se localizam no meio da zona ciliar a 
uma distância regular um do outro, indicam problemas do metabolismo glucídico, 
nefrósis, gota, hipertensão, uremia, artrosis, se localizam a nível da margem ciliar, 
indicam problemas pancreáticos e enxaqueca ou fenômenos vasculares cerebrais 
relacionados com intolerâncias alimentares. 
14) – Pigmentos em forma de arroz: variável de branco sujo ao branco amarelado ou 
ao marrom amarelado mesclado com tonalidades vermelhas ou negras: indica 
problemas endócrinos, em especial diabetes.
Semiologia da Forma 
A nível da zona ciliar:
1) – As linhas: correspondem a fibras radiais conectivas e/ou vasculares e/ou musculares 
do estroma que se manifestam por um processo inflamatório que as incha e as faz parecer 
mais claras nas íris escuras (por exemplo, linhas marrom claro em uma íris de cor marrom 
escuro) ou brancas nas íris claras. Se a inflamação continua, as fibras radiais afetadas 
aparecem mais longas e sutis e por efeito do aumento da turgência, se afastam uma das 
outras. Se o processo patológico não se detêm, aparece uma linha escura cada vez mais 
evidente, devido a que a fenda entre as linhas brancas se faz mais profunda. De frente 
para o observador, só permanece a linha escura sem que se manifestem as linhas brancas. 
São estáveis, pela que sua posição indica o órgão afetado. 
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17)
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
	Anatomia dos Olhos
	Topografia da Íris

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