Aula 6 ate 10
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Aula 6 ate 10


DisciplinaPlanejamento de Carreira18.995 materiais135.137 seguidores
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Aula 6 - Habilidades e Competências para o Mercado de Trabalho.
O conceito de carreira normalmente esteve associado a uma trajetória de trabalho, construída a partir de um planejamento definido de possibilidades concretas de crescimento. De certa forma, a expectativa do trabalhador era de ascensão de carreira, desde que ele correspondesse, satisfatoriamente, às funções e obrigações determinadas por seu empregador.
Cenário evolutivo da carreira:
 * As empresas eram estáveis, tradicionais e a concorrência quase não existia. 
* Os cargos eram igualmente estáveis e previsíveis, havia pouca mobilidade (uma pessoa trabalhava a \u201cvida inteira\u201d no mesmo lugar ou na mesma função).
*A abertura de novos mercados, a tecnologia e o aumento da concorrência, ao longo do tempo, exigiram mudanças nas empresas.
* Os empregos começa a mudar o pessoal, principalmente os especialistas em uma coisa só. 
* Uma nova concepção de carreira, caracterizada pelo aumento da responsabilidade individual do profissional faz com que a empresa não seja a única detentora de poder sobre a carreira dos seus funcionários. 
É importante fazer um plano de carreira pessoal, para garantir a empregabilidade.
Muitas empresas possuem plano de carreira, pois o plano contribui para a motivação do trabalhador e para a retenção de talentos, ou seja uma estrada pré-definida.
Mesmo que a empresa apresente um plano de carreira, é provável que ele não esteja \u201csintonizado\u201d com os objetivos e os planos pessoais de cada um.
A carreira, portanto, deve ser pensada com um caminho em premente construção, sendo empresa e funcionários \u201csócios\u201d nesse processo. 
Mitos sobre carreira: 
\u201cTrabalhe direitinho e será promovido\u201d É um mito que, na realidade, não se comprova, tendo em vista que se espera de um profissional, ao longo dos primeiros meses de trabalho na organização, resultados muito além daqueles negociados por ocasião da contratação. Isso se justifica na medida em que a pró-atividade, por parte do profissional, passa a ser um dos principais itens na sua avaliação de desempenho. 
\u201cEsteja bem com o chefe e estará seguro \u201d É outro mito que pode representar acomodação e passividade, que já não encontram espaço nas empresas. A eventual segurança está cada vez mais ligada a fatores de qualificação profissional, compreensão do negócio da organização, entendimento das necessidades do cliente e obtenção de resultados.
"Faça um MBA e garanta a sua empregabilidade" É um mito mais recente e até por isso, mais questionável, pois fazer um MBA ainda representa o sonho de muitos profissionais que buscam apenas um certificado para "turbinar" o currículo. Alguns aspectos do mundo corporativo que podem alavancar as carreiras, nem sempre são discutidos em cursos de pós-graduação. 
AS NECESSIDADES DO MERCADO: 
Nos cursos de pós-graduação, existem oportunidades para desenvolver bons diálogos sobre cinco necessidades muito requisitadas pelas empresas com relação aos profissionais, em qualquer área de conhecimento. Estas necessidades estão representadas nas competências de: produzir em equipe, comunicar-se bem oralmente e por escrito, aproveitar o tempo, cuidar do próprio aprendizado e cultivar relacionamentos. 
1.Produzir em equipe: As pessoas que, individualmente, produzem bons resultados sempre serão bem aproveitadas. Porém, se estas mesmas pessoas demonstrarem dificuldades para desenvolver atividades em grupos - que têm vida útil cada vez mais curta e que, por esta razão devem apresentar resultados imediatos - vão perder grandes oportunidades de trabalho e enriquecimento de carreira. 
As equipes multifuncionais proporcionam, aos seus integrantes, ótimas oportunidades para a compreensão do negócio da empresa e do comportamento do cliente em vários setores da economia. Algumas dificuldades que uma pessoa possui para trabalhar em equipe são facilmente detectadas em dinâmicas de grupo, nos processos seletivos, e na estruturação de grupos, para os mais variados trabalhos interdisciplinares nas organizações. Dificuldades relacionadas à habilidade em saber ouvir o que o outro está dizendo, falta de capacidade para tolerar ideias e opiniões divergentes e pouca paciência para conviver com pessoas que possuem crenças muito diferentes, encabeçam a lista. 
O conceito de trabalho em equipe, numa perspectiva de aprendizagem organizacional, está sendo aplicado em um número cada vez maior de empresas, pois cada componente da equipe pode compartilhar com os seus colegas, aquelas valiosas informações que estão ao seu alcance, possibilitando que a atividade seja desenvolvida com padrões elevados de qualidade. 
2.Comunicar-se bem oralmente e por escrito: No campo da comunicação, as pessoas que sabem transmitir de maneira simples o que estão pensando têm acesso às melhores oportunidades nas empresas. Segundo Peter Drucker (1989), poucas instituições educacionais \u2013 até mesmo, escolas de pós-graduação em administração \u2013 procuram transmitir a seus alunos as duas habilidades básicas que eles devem possuir para ser membros eficazes de uma organização: a capacidade de apresentar ideais oralmente e por escrito (com concisão, simplicidade e clareza) e a capacidade de trabalhar junto com outras pessoas. Estas capacidades, por sinal, são basicamente as mesmas mencionadas por Sócrates nos Diálogos de Platão, 2.500 anos atrás como sendo a chave para a vida valer a pena ser vivida. 
A habilidade de transmitir ideais com clareza e segurança é de fundamental importância, uma vez que é crescente o número de empresas que estão incentivando a formação grupos multifuncionais, reunindo colaboradores de vários departamentos e de diferentes formações profissionais, com o objetivo de encontrarem soluções para os seus problemas organizacionais. 
O processo de comunicação e relacionamento interpessoal, dentro das organizações, está passando por profundas transformações tendo em vista o achatamento das estruturas hierárquicas, ou seja, cada vez mais as pessoas responsáveis pelas decisões estão se aproximando daquelas que fazem o produto final ou prestam serviços ao cliente-usuário. 
3.Aproveitar o tempo: Por que será que algumas pessoas e alguns grupos produzem mais? Podemos compreender que pessoas ou grupos que possuem uma visão clara dos objetivos a serem atingidos, que estão comprometidas com os resultados esperados, que estão capacitadas para as tarefas, que são bem remuneradas e reconhecidas e que sabem quais são as expectativas dos clientes, estão potencialmente mais preparadas para administrar e aproveitar o tempo. 
Muitas organizações desperdiçam tempo com o retrabalho e com a falta de autonomia de muitos colaboradores que - mesmo altamente qualificados - têm que depender de supervisores que ainda fazem questão de acompanhar de perto as atividades. Felizmente, a maioria destes supervisores está abandonando a atitude de chefe e desenvolvendo o papel de líder, facilitando o surgimento de espaços para colaboradores mais comprometidos e com maior iniciativa. 
As organizações estão investindo cada vez menos em treinamentos básicos como inglês e informática ou patrocinando cursos de formação superior para os seus colaboradores. Este comportamento é o sinal de alerta representado pela quarta competência mais requisitada pelas empresas: cuidar do próprio aprendizado.
4.Cuidar do próprio aprendizado: Se nos consideramos profissionais modernos e atualizados como timoneiros, que aprendem a navegar nas mais difíceis tempestades, sabemos que precisamos nos tornar eternos estudantes, para manter a nossa capacidade de competir no mercado de trabalho e para usufruir as novas tecnologias. Por esta razão, é vital permanecer numa condição de aprendizado e atualização contínuos. A educação continuada nos prepara frente aos novos desafios e às constantes e velozes mudanças na sociedade. 
Nossa formação e conhecimento são para sempre nossos e são eles que nos conferem o embasamento para que possamos nos desenvolver, não apenas profissionalmente, mas em todos os campos da vida