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PLANEJAMENTO E ORGANIZAÇÃO 
DO TRABALHO PEDAGÓGICO
- Processo de Planejamento
- Planejamento Participativo
- Planejamento Escolar
- Exercícios Tipo CESPE/CEBRASPE
CONTEÚDO:
DIÁRIO OFICIAL DF
O Concurso em Notícias!
CONHECIMENTOS
PEDAGÓGICOS
comentadas
gabaritadas
QUESTÕES
66
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ÇÃ
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CICERO EDUARDO DE O - c.educsc@hotmail.com
APOSTILAS / DODF-CONCURSOS Sua aprovação em 1º Lugar! 
 
 
Planejamento Pedagógico 
 
 
 
 
PARABÉNS. VOCÊ ACABA DE ADQUIRIR UM PRODUTO 
VISANDO SUA APROVAÇÃO EM 1º LUGAR 
 
 
 
Nós do DODF – Concursos preparamos esse material com muita dedicação e seriedade. Tenha 
certeza que tivemos o cuidado de produzir conteúdo mais atualizado e em conformidade com o cro-
nograma. Lembre-se que seu SUCESSO depende de VOCÊ MESMO. Você é o único responsável para 
isso! Pois a cada dia, a cada momento, você está decidindo o rumo de sua vida. Assim, a cada vez 
que você estuda, dorme menos, cruza limites, se dedica e faz o que deveria ser feito, o resultado 
que colhe é o sucesso – A Aprovação. Você é o seu próprio agente de sucesso. Pense bem e faça as 
escolhas certas! O seu sucesso só depende de você. 
 
 
Um grande abraço da Equipe DODF – Concursos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CICERO EDUARDO DE O - c.educsc@hotmail.com
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Planejamento Pedagógico 
ÍNDICE 
 
 
1. PLANEJAMENTO E ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO................................................................ 3 
 1.1 - PROCESSO DE PLANEJAMENTO: CONCEPÇÃO, IMPORTÂNCIA, DIMENSÕES E NÍVEIS ......................... 6 
 1.2 - PLANEJAMENTO PARTICIPATIVO: CONCEPÇÃO, CONSTRUÇÃO, ACOMPANHAMENTO E AVALIAÇÃO.11 
 1.3 - PLANEJAMENTO ESCOLAR: PLANOS DA ESCOLA, DO ENSINO E DA AULA ........................................... 15 
EXERCÍCIOS ................................................................................................................................................... 27 
GABARITOS .................................................................................................................................................... 31 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CICERO EDUARDO DE O - c.educsc@hotmail.com
APOSTILAS / DODF-CONCURSOS Sua aprovação em 1º Lugar! 
 
 
 
Planejamento Pedagógico 3 
1. PLANEJAMENTO E ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO 
O planejamento é um processo de sistematização e organização das ações do professor. É um instrumento da ra-
cionalização do trabalho pedagógico que articula a atividade escolar com os conteúdos do contexto social (LIBÂNEO, 
1991). 
O ato de planejar está presente em todos os momentos da vida humana. A todo o momento as pessoas são o-
brigadas a planejar, a tomar decisões que, em alguns momentos, são definidas a partir de improvisações; em outros, são 
decididas partindo de ações previamente organizadas (KENSKI, 1995). 
No capitulo 1 do livro Planejamento Dialógico: como construir o projeto político – pedagógico da escola 
(PADILHA, 2003), são apresentados alguns conceitos de planejamento que intencionalmente leva-nos a entender seu 
significado. 
A seguir alguns conceitos, acreditando que serão discutidos e ressignificados por cada um no momento de orga-
nizar sua prática pedagógica: 
• O significado do termo ‘planejamento’ é muito ambíguo, mas no seu uso trivial ele compreende a idéia de que 
sem um mínimo de conhecimento das condições existentes numa determinada situação e sem um esforço de previsões 
das alterações possíveis desta situação nenhuma ação de mudança será eficaz e eficiente, ainda que haja clareza dos 
objetivos dessa ação. Nesse sentido trivial, qualquer indivíduo razoavelmente equilibrado é um planejador [...]. Não há 
uma ‘ciência do planejamento’ nem mesmo há métodos de planejamentos gerais e abstratos que possam ser aplicados a 
tantas variedades de situações sociais e educacionais principalmente se considerarmos a natureza política, histórica, cul-
tural, econômica etc. (AZANHA, 1993, p. 70-78). 
• Planejamento é um processo de busca de equilíbrio entre meios e fins, entre recursos e objetivos, na busca da 
melhoria do funcionamento do sistema educacional. Como processo o planejamento não corre em um momento do ano, 
mas a cada dia. A realidade educacional é dinâmica. Os problemas, as reivindicações não têm hora nem lugar para se 
manifestarem. Assim, decide-se a cada dia a cada hora (SOBRINHO, 1994, p.3). 
 • Planejamento é um “processo de tomada de decisão sobre uma ação. Processo que num planejamento coletivo 
(que é nossa meta) envolve busca de informações, elaboração de propostas, encontro de discussões, reunião de decisão, 
avaliação permanente” (MST, 1995, p.5). 
• Planejamento é processo de reflexão, de tomada de decisão [...] enquanto processo, ele é permanente 
(VASCONCELOS, 1995, p.43). 
Em síntese, o planejamento é uma tomada de decisão sistematizada, racionalmente organizada sobre a educa-
ção, o educando, o ensino, o educador, as matérias, as disciplinas, os conteúdos, os métodos e técnicas de ensino, a 
organização administrativa da escola e sobre a comunidade escolar. 
O planejamento da educação é composto por diferentes níveis de organização. Assim, podemos pensar em nível 
macro no Planejamento do Sistema de Educação, que corresponde ao planejamento da educação em âmbito nacional, 
estadual e municipal. Este planejamento elabora, incorpora e reflete as políticas educacionais. 
O planejamento global da escola corresponde às ações sobre o funcionamento administrativo e pedagógico da 
escola; para tanto, este planejamento necessita da participação em conjunto da comunidade escolar. Nos dias atuais, em 
que o trabalho pedagógico tem sido solicitado em forma de projeto, o planejamento escolar pode estar contido no Proje-
to Político Pedagógico – PPP, ou no Plano de Desenvolvimento Escolar – PDE. 
O projeto pedagógico tem as seguintes características: estabelece uma direção, uma intencionalidade; exige uma 
reflexão acerca da concepção da escola e sua relação com a sociedade; deve contemplar a qualidade do ensino nas di-
mensões; o planejamento pedagógico e a organização do trabalho docente indissociáveis: formal ou técnica e política; 
implica em esforço coletivo e participativo; e define as ações educativas e as características necessárias às escolas de 
cumprirem seus propósitos e sua intencionalidade. 
O planejamento curricular é a organização da dinâmica escolar. É um instrumento que sistematiza as ações esco-
lares do espaço físico às avaliações da aprendizagem. 
O planejamento de ensino envolve a organização das ações dos educadores durante o processo de ensino, inte-
grando professores, coordenadores e alunos na elaboração de uma proposta de ensino, que será projetada para o ano 
letivo e constantemente avaliada. 
O planejamento de aula organiza ações referentes ao trabalho na sala de aula. É o que o professor prepara para 
o desenvolvimento da aprendizagem de seus alunos coerentemente articulado como planejamento curricular, com o 
planejamento escolar e com o planejamento de ensino. 
No planejamento como processo de organização do trabalho escolar, podemos visualizar três momentos: antes, 
durante e depois das operações, ou seja, a preparação das operações a serem desenvolvidas, o acompanhamento da 
execução das operações e a avaliação de todo o processo após a execução de todas as operações. 
CICERO EDUARDO DE O - c.educsc@hotmail.com
APOSTILAS / DODF-CONCURSOS Sua aprovação em 1º Lugar! 
 
 
 
Planejamento Pedagógico 4 
O primeiro é o momento de elaboração do plano escolar, ou seja, quando analisamos participativamente a reali-
dade a ser planejada, levantando as suas principais necessidades (diagnóstico) e dessas passamos a decidir sobre os 
objetivos que desejamos alcançar (objetivos), como também sobre os caminhos que vamos seguir para alcançar esses 
objetivos (programação) e o que vamos precisar para seguir nesse caminhar (recursos). Ainda, nesse momento, teremos 
de decidir sobre o momento e a forma de avaliação do planejamento. Todas as decisões coletivamente tomadas, no pri-
meiro momento, devem ser registradas no documento que chamamos de plano escolar. 
O segundo momento do planejamento caracteriza-se pelo acompanhamento da execução das operações. Acom-
panhar significa interagir com a realidade, ou seja, estar atento para mudar os rumos das operações, caso elas não satis-
façam os objetivos do planejamento, pois a dinâmica escolar pode se alterar exigindo certas modificações nas operações 
inicialmente pensadas. Devemos estar sempre atentos às necessidade de mudança do percurso, se realmente estamos 
interessados em alcançar determinados objetivos. 
O terceiro momento do processo de planejamento corresponde à avaliação de todo o caminhar, ou seja, quando 
verificamos quais as operações que levaram a alcançar os objetivos propostos e aquelas que, mesmo executadas, não 
tiveram o efeito desejado para o alcance dos objetivos inicialmente propostos. Nesse momento, ao analisarmos os acer-
tos e erros, estaremos preparando um novo planejamento, pois, como processo, esse planejamento caracteriza-se por 
um contínuo planejar, acompanhar, avaliar, replanejar etc. (FERREIRA, 1979) 
Todo processo de planejamento tem por objetivo alterar uma dada realidade, ou seja, espera-se com a imple-
mentação do planejamento que ocorram mudanças políticas, pedagógicas e administrativas na realidade escolar. Apesar 
de parecer “óbvio” esta afirmativa torna-se necessária, já que ainda está muito presente entre os agentes educacionais a 
visão de que o planejamento e, principalmente, o plano escolar, não passam de mera formalidade legal. Essa visão acaba 
por impedir ações que garantam a organização do trabalho coletivo na escola e, consequentemente, a democratização 
das relações na unidade escolar. Nesse sentido, de nada adianta darmos novos nomes e formas ao plano se este será 
elaborado dentro de uma concepção fechada de planejamento. Muda-se a forma, introduzem-se novos e sofisticados 
conteúdos, mas o seu significado permanece o mesmo, um documento legal sem influência no cotidiano escolar. 
Segue alguns questionamentos sobre o planejamento escolar: 
• Qual é o Sentido Atual para o Conceito de Planejamento do Ensino? 
Na medida em que se concebe o planejamento como um meio para facilitar e viabilizar a democratização do en-
sino, o seu conceito necessita ser revisto, reconsiderado e redirecionado. 
Na prática docente atual, o planejamento tem-se reduzido à atividade em que o professor preenche e entrega à 
secretaria da escola um formulário. Este é previamente padronizado e diagramado em colunas, onde o docente redige os 
seus "objetivos gerais", "objetivos específicos' "conteúdos", "estratégias" e "avaliação". 
Em muitos casos, os professores copiam ou fazem fotocópias do plano do ano anterior e o entregam à secretaria 
da escola, com a sensação de mais uma atividade burocrática cumprida. 
É preciso esclarecer que planejamento não é isto. Ele deve ser concebido, assumido e vivenciado no cotidiano da 
prática social docente, como um processo de reflexão. Segundo SAVIANI (1987, p. 23), "a palavra reflexão vem do verbo 
latino 'reflectire' que significa 'voltar atrás'. É, pois um (re)pensar, ou seja, um pensamento em segundo grau. (.. .) Refle-
tir é o ato de retomar, reconsiderar os dados disponíveis, revisar, vasculhar numa busca constante de significado. É exa-
minar detidamente, prestar atenção, analisar com cuidado. E é isto o filosofar'. 
Entretanto, não é qualquer tipo de reflexão que se pretende e sim algo articulado, crítico e rigoroso. Ainda se-
gundo SAVIANI (1987, p. 24), para que a reflexão seja considerada filosófica, ela tem de preencher três requisitos bási-
cos, ou seja, ser: 
• "radical" - o que significa buscar a raiz do problema; 
• "rigorosa" - na medida em que faz uso do método científico; 
• "de conjunto" - pois exige visão da totalidade na qual o fenômeno aparece. 
Pode-se, pois, afirmar que o planejamento do ensino é o processo de pensar, de forma "radical", "rigorosa" e "de 
conjunto", os problemas da educação escolar, no processo ensino-aprendizagem. Conseqüentemente, planejamento do 
ensino é algo muito mais amplo e abrange a elaboração, execução e avaliação de planos de ensino. 
O planejamento, nesta perspectiva, é, acima de tudo, uma atitude crítica do educador diante de seu trabalho do-
cente. 
 
 
CICERO EDUARDO DE O - c.educsc@hotmail.com
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Planejamento Pedagógico 5 
• Planejamento e Plano de Ensino podem ser Tomados como Sinônimos? 
Apesar de os educadores em geral utilizarem, no cotidiano do trabalho, os termos "planejamento" e "plano" co-
mo sinônimos, estes não o são. 
É preciso, portanto, explicitar as diferenças entre os dois conceitos, bem como a íntima relação entre eles. 
Enquanto o planejamento do ensino é o processo que envolve "a atuação concreta dos educadores no cotidiano 
do seu trabalho pedagógico, envolvendo todas as suas ações e situações, o tempo todo, envolvendo a permanente inte-
ração entre os educadores e entre os próprios educandos" (FUSARI, 1989, p. 10), o plano de ensino é um momento de 
documentação do processo educacional escolar como um todo. Plano de ensino é, pois, um documento elaborado pelo(s) 
docente(s), contendo a(s) sua(s) proposta(s) de trabalho, numa área e/ou disciplina específica. 
O plano de ensino deve ser percebido como um instrumento orientador do trabalho docente, tendo-se a certeza e 
a clareza de que a competência pedagógica-política do educador escolar deve ser mais abrangente do que aquilo que 
está registrado no seu plano. 
A ação consciente, competente e crítica do educador é que transforma a realidade, a partir das reflexões vivenci-
adas no planejamento e, conseqüentemente, do que foi proposto no plano de ensino. 
Um profissional da Educação bem-preparado supera eventuais limites do seu plano de ensino. O inverso, porém, 
não ocorre: um bom plano não transforma, em si, a realidade da sala de aula, pois ele depende da competência-
compromisso do docente. 
Desta forma, planejamentoe plano se complementam e se interpenetram, no processo ação-reflexão-ação da 
prática social docente. 
• Como Formalizar o Plano de Ensino? 
É preciso assumir que é possível e desejável superar os entraves colocados pelo tradicional formulário, previa-
mente traçado, fotocopiado ou impresso, onde são delimitados centímetros quadrados para os "objetivos, conteúdos, 
estratégias e avaliação". 
A escola pode e deve encontrar outras formas de lidar com o planejamento do ensino e com seus desdobramen-
tos em planos e projetos. É importante desencadear um processo de repensar todo o ensino, buscando um significado 
transformador para os elementos curriculares básicos: 
• objetivos da educação escolar (para que ensinar e aprender?); 
• conteúdos (o que ensinar e aprender?); 
• métodos (como e com o que ensinar e aprender?); 
• tempo e espaço da educação escolar (quando e onde ensinar e aprender?); 
• avaliação (corno e o que foi efetivamente ensinado e aprendido?). 
O fundamental não é decidir se o plano será redigido no formulário x ou y, mas assumir que a ação pedagógica 
necessita de um mínimo de preparo, mesmo tendo o livro didático como um dos instrumentos comunicacionais no traba-
lho escolar em sala de aula. 
A ausência de um processo de planejamento do ensino nas escolas, aliada às demais dificuldades enfrentadas 
pelos docentes no exercício do seu trabalho, tem levado a uma contínua improvisação pedagógica nas aulas. Em outras 
palavras, aquilo que deveria ser uma prática eventual acaba sendo uma "regra", prejudicando, assim, a aprendizagem 
dos alunos e o próprio trabalho escolar como um todo. 
Sugiro que os docentes discutam a questão da "forma" e do "conteúdo" no processo de planejamento e elabora-
ção de planos de ensino, buscando alternativas para superar as dicotomias entre fazer e pensar, teoria e prática, tão 
presentes no cotidiano do trabalho dos nossos professores. Vale a pena enfrentar este desafio e pensar a respeito! 
 
 
CICERO EDUARDO DE O - c.educsc@hotmail.com
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Planejamento Pedagógico 6 
1.1 - PROCESSO DE PLANEJAMENTO: CONCEPÇÃO, IMPORTÂNCIA, DIMENSÕES E 
NÍVEIS 
Todo planejamento deve retratar a prática pedagógica da escola e do professor. No entanto, a história da educa-
ção brasileira tem demonstrado que o planejamento educacional tem sido uma prática desvinculada da realidade social, 
marcada por uma ação mecânica, repetitiva e burocrática, contribuindo pouco para mudanças na qualidade da educação 
escolar. 
Por isso, a importância do planejamento como uma prática crítica e transformadora do pedagogo; por isso, faz-se 
necessário a compreensão das duas dimensões que constituem o planejamento: 
Dimensão política – toda ação humana é eminentemente uma ação política. O planejamento não pode ser 
uma ação docente encarada como uma atividade neutra, descompromissada e ingênua. Mesmo quando o docente “não” 
planeja, ele traduz uma escolha política. A ação de planejar é carregada de intencionalidades, por isso, o planejamento 
deve ser uma ação pedagógica comprometida e consciente. 
Dimensão técnica – o saber técnico é aquele que permite viabilizar a execução do ensino, é o saber fazer a a-
tividade profissional. No caso da prática do planejamento educacional, o saber técnico determina a competência para 
organizar as ações que serão desenvolvidas com visando à aprendizagem dos alunos. Cabe ao professor saber fazer, 
elaborar, organizar a prática docente. 
A dimensão técnica do conhecimento é o aprender do aluno. A educação deve transmitir, de fato, de forma maci-
ça e eficaz, cada vez mais saberes e saber-fazer evolutivos, adaptados à civilização cognitiva, pois são as bases das com-
petências do futuro. 
Para poder dar resposta ao conjunto das suas missões, a educação deve organizar-se em torno de quatro apren-
dizagens fundamentais que, ao longo de toda a vida, serão de algum modo para cada indivíduo, os pilares do conheci-
mento: aprender a conhecer, isto é adquirir os instrumentos da compreensão; aprender a fazer, para poder agir 
sobre o meio envolvente; aprender a viver juntos, a fim de participar e cooperar com os outros em todas as ativida-
des humanas; finalmente aprender a ser, via essencial que integra as três precedentes. É claro que estas quatro vias 
do saber constituem apenas uma, dado que existem entre elas múltiplos pontos de contato, de relacionamento e de 
permuta. 
 
 
 
 
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Planejamento Pedagógico 7 
Mas, em regra geral, o ensino formal orienta-se, essencialmente, se não exclusivamente, para o aprender a co-
nhecer e, em menor escala, para o aprender a fazer. As duas outras aprendizagens dependem, a maior parte das vezes, 
de circunstâncias aleatórias quando não são tidas, de algum modo, como prolongamento natural das duas primeiras. De 
acordo como foi demonstrado, o professor deve pautar a sua formação e a formação de seus alunos dentro destes qua-
tro aprendizagens de forma a favorecer o desenvolvimento do “ser integral”, alcançando sua plenitude, ou seja, a realiza-
ção da pessoa que na sua totalidade, aprende a ser. 
Ao se tratar dessas atividades, o planejamento organiza-se em etapas sequenciais, que devem ser rigorosamente 
respeitadas no ato de planejar: 
• Diagnóstico sincero da realidade concreta dos alunos - Estudo real da escola e a sua relação com todo 
contexto social que está inserida; 
• Os alunos e os professores possuem uma experiência social e cultural que não pode ser ignorada pelo 
planejamento; 
• Organização do trabalho pedagógico - Nesta etapa os elementos da Didática são sistematizados através 
de escolhas intencionais. Definição de objetivos a serem alcançados, escolha de conteúdos a serem a-
prendidos pelos alunos e a seleção das atividades, técnicas de ensino, que serão desenvolvidas para que 
a aprendizagem dos alunos se efetive. Esse momento representa a organização da metodologia de ensi-
no; 
• Sistematização do processo de avaliação da aprendizagem - Avaliação entendida como um meio, não 
um fim em si mesma, mas um meio que acompanha todo processo da metodologia de ensino. A avalia-
ção deve diagnosticar, durante a aplicação da metodologia de ensino, como os alunos estão aprendendo 
e o que aprenderam, para que a tempo, se for necessário, a metodologia mude seus procedimentos didá-
ticos, favorecendo a reelaboração do ensino, tendo em vista a efetiva aprendizagem. 
Agora que estudamos que o planejamento necessita de um rigor de sistematização das atividades, apresentamos 
alguns requisitos essenciais para o professor realizar um planejamento justo e coerente com seus alunos. Lembre-se, 
estes requisitos são saberes adquiridos ao longo da formação de professor, por isso, aproveitem ao máximo cada disci-
plina, cada conteúdo e cada atividade: 
• Conhecer em profundidade os conceitos centrais e leis gerais da disciplina, conteúdos básicos, bem 
como dos seus procedimentos investigativos (e como surgiram historicamente na atividade científica); 
• Saber avançar das leis gerais para a realidadeconcreta, entender a complexidade do conhecimento pa-
ra poder orientar a aprendizagem; 
• Escolher exemplos concretos e atividades práticas que demonstrem os conceitos e leis gerais, os con-
teúdos e os assuntos de maneira que todos os entendam; 
• Iniciar o ensino do assunto pela realidade concreta (objetos, fenômenos, visitas, filmes), para que os 
alunos formulem relações entre conceitos, idéias-chave, das leis particulares às leis gerais, para chegar 
aos conceitos científicos mais complexos; 
• Saber criar problemas e saber orientá-los (situações de aprendizagem mais complexas, com maior grau 
de incerteza que propiciam em maior medida a iniciativa e a criatividade do aluno). 
A educação não poderia ficar excluída desse processo do ato de planejar, uma vez que a educação brasileira bus-
ca a qualidade do ensinar e aprender ou ensinagem e aprendizagem, e o planejamento de nossas ações serem funda-
mentais para se contrapor a qualquer problema emergente que possa impedir a qualidade do processo de ação das insti-
tuições que desenvolvem ação educativa. 
Pensar em planejamento educacional é contribuir de maneira significativa para o redirecionamento dos trabalhos 
na escola. Reconhecemos que há inúmeros problemas, tais como a falta de condições físicas, evasão, reprovação, falta 
de capacitação dos docentes, baixos salários e outros. No entanto, o planejamento educacional representa um dos me-
lhores instrumentos para superar tais problemas pelo fato de antecipar uma realidade futura, dando possibilidade de se 
intervir de forma eficaz. É importante destacar que o planejamento é um processo contínuo de conhecimento e interpre-
tação da realidade, que precisa ser reflexivo devido à dinâmica da sociedade. “O planejamento é um processo contínuo 
de conhecimento e análise da realidade escolar em suas condições concretas, busca de alternativas para soluções de 
problemas e de tomada de decisões” (LIBÂNEO, 2001, p. 84). 
Entendemos que o ato de planejar se resume em dar respostas satisfatórias aos problemas que aparecem no 
nosso dia a dia. Todavia, um planejamento para ser eficaz, necessita ser elaborado contando com a participação dos 
vários segmentos que compõem a escola, além de envolver os pais e a comunidade. 
O planejamento realizado dessa forma terá maior possibilidade de ser efetivado. Entretanto, quando construído 
de maneira autoritária, burocrática, dificilmente será executado. Percebemos que o planejamento escolar está impregna-
do de visão de mundo, de sociedade, que ajudará a transformar ou conservar o que está estabelecido pelo sistema. 
É importante ressaltar as características do planejamento educacional através de um quadro sinótico com base 
no quadro-síntese (PADILHA, 2003). 
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Planejamento Pedagógico 8 
 
CATEGORIAS TIPOS CARACTERÍSTICAS 
1-Global ou de conjunto Para todo o sistema. 
2-Por setores Graus do sistema escolar. 
3-Regional Por divisões geográficas. NÍVEIS 
4-Local Por escolas. 
1-Técnico Por utilizar metodologia de análise, previsão, pro-gramação e avaliação. 
2-Política Por permitir a tomada de decisão. 
3-Administrativo Por coordenar as atividades administrativas. 
4-Sistêmico ou Estratégico Visão total do sistema educacional; sentido amplo: (recurso x oportunidade). 
ENQUANTO 
PROCESSO 
5-Tático Abrange todos os projetos e ações detalhadas e su-bordina-se ao Planejamento Estratégico. 
1-Curto Prazo 1 a 2 anos. 
2-Médio Prazo 2 a 5 anos. QUANTO AOS PRAZOS 
3-Longo prazo 5 a 15 anos. 
1-Demanda Com base nas demandas individuais de educação. 
2-Mão de obra Com base nas necessidades do mercado, voltado para o desenvolvimento do país. 
ENQUANTO 
MÉTODO 
3-Custo de Benefício Com base nos recursos disponíveis visando maiores benefícios. 
 
Destacando-se das características do planejamento educacional, vale ressaltar níveis e modalidades de planeja-
mento educacional: 
Planejamento Educacional - é o que se desenvolve em nível mais amplo, pois faz a previsão e a estrutura de 
todo o funcionamento do sistema educacional. É um planejamento que está sob a responsabilidade das autoridades edu-
cacionais, no âmbito do Ministério da Educação e Cultura – MEC, do Conselho Nacional de Educação – CNE, e na sequên-
cia os estados e municípios com atribuições na área da educação devem elaborar seus planejamentos educacionais. 
O planejamento deve atender à problemática a nível nacional, regional, comunitário escolar. Esse é o seu grande 
objetivo. Deve agir diretamente sobre a pessoa, a fim de atender às urgências e atingir as grandes metas educacionais. 
Há a necessidade de um planejamento nacional e de um planejamento regional; e da íntima relação desses dois planos 
são estruturados os planos curriculares das escolas que, por sua vez, dão as bases para a elaboração dos planos de ensi-
no (MENEGOLLA& SANT'ANA, 2003, p 41). 
Fica explícito que o planejamento educacional é uma ação diretamente de responsabilidade do sistema governa-
mental, vinculado ao desenvolvimento socioeconômico do país, estado ou município, que elaboram seus planejamentos 
com objetivos para médio e longo prazo, que requerem para sua execução dados de um bom diagnóstico claro e preciso 
da situação educacional de todo país, estado e município. 
Planejamento Nacional de Educação – o Plano Nacional de Educação – PNE, surgiu como idéia de lei em 
1988, cinquenta anos após a primeira tentativa oficial em 1934, ressurgiu a idéia de um plano nacional de longo prazo, 
tendo força de lei, sendo capaz de conferir estabilidade as iniciativas governamentais na área de educação. A LDB nº 
9.394 de 20 de dezembro de 1996, determina nos artigos 9º e 87, respectivamente, que cabe à União a elaboração do 
Plano, em colaboração com os estados, o Distrito Federal e os municípios, e institui a década da educação. 
O Congresso Nacional aprova o Plano Nacional de Educação – PNE como lei com duração para dez anos, e a par-
tir da vigência da Lei nº 10.172 de 09 de janeiro de 2001, os estados, o Distrito Federal e os municípios deveriam, com 
base no PNE, elaborar seus planos decenais. A União, em articulação com os estados, o Distrito Federal, os municípios e 
a sociedade civil, procederão à avaliação periódica da implementação do PNE. A primeira avaliação realizar-se-á no quar-
to ano de vigência desta Lei. 
Resta saber, se estados e municípios construíram seus planos decenais e avaliaram dentro do prazo de quatro 
anos em conformidade com a Lei nº 10.172/01 do PNE. Dez anos para algumas pessoas é muito tempo, mas pode-se 
afirmar que muitos Estados e Municípios nem chegaram a iniciar seu plano decenal, e o prazo já inspirou, visto que em 
2010, ocorreu a grande reunião para discussão e elaboração do Plano Nacional de Educação. 
A Conferência Nacional da Educação - CONAE, realizada no período de 28 de março a 1º de abril de 2010, em 
Brasília-DF, constituiu-se num acontecimento ímpar na história das políticas públicas do setor educacional no Brasil e 
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Planejamento Pedagógico9 
contou com intensa participação da sociedade civil, de agentes públicos, entidades de classe, estudantes, profissionais da 
educação e pais/mães (ou responsáveis) de estudantes. Os envolvidos apontam renovadas perspectivas para a organiza-
ção da educação nacional e para a formulação do Plano Nacional de Educação 2011-2020, com 12 artigos e anexos com 
20 metas para a educação. Este plano é um documento que deverá ser enviado ao Congresso Nacional, para apreciação 
dos parlamentares e, após aprovação, servirá como diretriz para todas as políticas educacionais do País até 2020. 
Neste contexto, pode-se afirmar que todos têm que pensar o planejamento, Estados e Municípios tem a respon-
sabilidade de elaborarem suas metas e objetivos, e na sequência todas as instituições de ensino, seja pública ou particu-
lar em qualquer nível ou modalidade. Deve-se acreditar e valorizar o ato de planejar, se eu sou, tu és, nós somos educa-
dores, vamos planejar nossas atividades com criatividade, valorizando o Projeto Pedagógico da instituição que se desen-
volve a ação educativa. 
Planejamento ou Plano Curricular - desenvolve-se no âmbito da escola, visto que sua função é de concreti-
zar os planos elaborados em níveis superiores, ou seja, atender os objetivos proposto no planejamento educacional, 
sempre valorizando as peculiaridades regionais e ou locais. 
O planejamento curricular deve ser de natureza multidisciplinar, envolvendo toda equipe diretiva da escola e seus 
professores. O resultado é concretizado em planos, os quais definem os objetivos que a escola pretende alcançar, ou 
seja, responde sobre o perfil do educando que pretende formar e as estratégias que pretende adotar para desenvolver e 
favorecer o processo de ensinar e aprender a pensar. Deve ser encarado como uma atividade permanente ao nível da 
escola. 
O planejamento curricular é o processo de tomada de decisões sobre a dinâmica da ação escolar. É a previsão 
sistemática e ordenada de toda a vida escolar do aluno. É instrumento que orienta a educação, como processo dinâmico 
e integrado de todos os elementos que interagem para a consecução dos objetivos, tanto os do aluno, como os da esco-
la. Para que este processo atinja os seus propósitos, é necessário, principalmente, planejar toda a ação escolar, que será 
estruturada através dos planejamentos curriculares (MENEGOLLA & SANT'ANA, 2003, p 52). 
Percebe-se que o planejamento curricular é de fundamental importância para a escola e para seus alunos. Visto 
que, é a expressão viva, ativa e real da filosofia da educação que a escola segue como um todo, não havendo como con-
ceber uma escola sem filosofia claramente definida. Além de determinar os objetivos da escola, relaciona também às 
disciplinas, conteúdos, metodologia de ação e os recursos necessários ao alcance dos propósitos. Visualizando o processo 
de avaliação de desempenho de todos da escola. 
Planejamento ou Plano Escolar - compreende toda atividade de previsão futura, ou seja, antevê a ação que 
deverá ser realizada, buscando alcançar os objetivos traçados. O exercício de planejar é um exercício referente à anteci-
pação da prática que precisa acontecer. 
O planejamento se concretiza em planos e projetos, tanto da escola e do currículo quanto do ensino. Um plano 
ou um projeto é um esboço, um esquema que representa uma idéia, um objetivo, uma meta, uma seqüência de ações 
que irão orientar a prática. A ação do planejar subordina-se à natureza da atividade realizada (LIBÂNEO, 2001, p. 83). 
O planejamento escolar é uma atividade que congrega a previsibilidade de todas as atividades em consonância 
com a organização e coordenação da escola face aos objetivos e filosofia. Como em todas as organizações sociais e em 
nossa vida, o cotidiano da escola não é estático, é dinâmico. Por esta razão, o planejamento escolar é e sempre será um 
eterno recomeço. A cada ano se reformula o planejamento a partir da avaliação das ações que visam aproximar o alcan-
ce dos objetivos, dos sonhos, do pensar da escola. 
Planejamento ou Plano de Ensino - é uma ação bem pensada, visto que, é o processo que se desenvolve em 
nível mais concreto da atuação do educador. O educador é o responsável pela elaboração do seu planejamento de ensino 
embasado no planejamento do currículo, visando o desenvolvimento sistemático das atividades a serem realizadas no 
contexto da instituição seja dentro ou fora da sala de aula. 
O planejamento é um processo evolutivo, que se desenvolve numa seqüência dinâmica e progressiva, torna-se 
importante estudar e analisar cada uma das etapas do planejamento, na sua ordem lógica para poder-mos entender a 
sua estrutura e organização funcional (MENEGOLLA & SANT'ANA, 2003, p. 73). 
A citação nos remete a compreensão de que o professor, ao assumir uma disciplina, precisa conhecer, saber com 
antecipação, quem são seus alunos, qual a série, quantos são, quais são os conteúdos programáticos? Com todas as 
informações pode propor objetivos, metodologias, escolhendo os recursos adequados, os instrumentos e critérios de 
avaliação para aula que pretende planejar e desenvolver com segurança. 
Planejamento ou Plano de Disciplina - constitui na previsão das atividades a serem desenvolvidas ao longo 
do bimestre, semestre e ou ano letivo. É um plano que foi planejado como um mapa que guia o professor para que al-
cance os objetivos previstos no planejamento, este plano é o documento que estabelece os passos para desenvolver a 
disciplina.
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Planejamento Pedagógico 10 
O plano da disciplina deixa muito claro o tempo de duração, os objetivos, o conteúdo programático, as estraté-
gias de ensino, os recursos didáticos e os procedimentos de avaliação, identificando muito bem que instrumentos devem 
ser utilizados e os critérios. 
O planejamento do plano de uma disciplina é um roteiro, um guia, uma bússola, é um esquema que tem as ca-
racterísticas pessoais de quem o executa. Este plano deve ser lido e analisado pelos profissionais em geral pedagogos 
que são: coordenador de curso, assessores pedagógicos ou professores responsáveis pelas demais disciplinas. 
Não existe um modelo rígido de plano ou planejamento da disciplina, em geral os professores devem seguir o ro-
teiro estabelecido pela instituição de ensino ou unidade escolar de qualquer nível ou modalidade de ensino e aprendiza-
gem. 
Planejamento ou Plano de Unidade - também chamado de bimestral ou temas geradores, sendo elaborado 
de acordo com o tempo de duração de cada tema. Pode ser planejado para uma quinzena, um mês, dois meses ou con-
forme tempo necessário. Esse plano é um documento mais pormenorizado que o plano de disciplina. 
Uma unidade é uma porção de todo o conteúdo de determinada disciplina ou área de estudo a ser desenvolvida 
durante o ano letivo ou semestre. 
Os elementos dos planos de unidade são certamente os mesmos dos planos de disciplina ou curso, visto que, são 
mais objetivos, específicos e precisos, eles estão muito mais próximos da efetivação. 
Planejamento ou Plano de Aula - é um projeto de atividade, é um roteiro pormenorizado disciplinador de a-
ções a serem desenvolvidas em uma única aula. É a sequência de tudo o que vai ser desenvolvido em um dia letivo. É a 
sistematização de todas as atividades planejadas para acontecer no período de tempo de cada aula considerando todos 
os elementos como: objetivos, conteúdos, procedimentos, recursos e avaliação. 
O professor deve planejarsua aula objetivando todo o processo de aprender a aprender, a saber, a pensar. Uma 
aula é um momento único, especial e muito importante para o professor e aluno no espaço da sala de aula, onde deve e 
pode fazer acontecer à produção do conhecimento. Mas, o professor ao planejar precisa saber fazer uma escolha, questi-
onando a si próprio qual método ou técnica de ensino devo desenvolver? Em um trabalho anterior, Evangelista (2010, 
p.30), ao estudar sobre metodologia holística afirma se método é caminho e técnica é “como caminhar” o professor deve 
perceber que a escolha da metodologia é de acordo com o aluno o contexto da escola considerando o Plano de Tralho ou 
Proposta pedagógica. 
Para se bem planejar é preciso diagnosticar, mapear a realidade institucional, conhecer o espaço, ou seja, conhe-
cer a filosofia da instituição, perceber a realidade existente e planejar a realidade almejada. Nesta perspectiva, Moretto 
(2007, p.100) afirma o seguinte: o planejamento é um roteiro de saída, sem certeza dos pontos de chegada. Por esta 
razão todo planejamento busca estabelecer a relação entre a previsibilidade e a surpresa. 
 
 
 
 
 
 
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Planejamento Pedagógico 11 
1.2 - PLANEJAMENTO PARTICIPATIVO: CONCEPÇÃO, CONSTRUÇÃO, ACOMPANHAMENTO 
E AVALIAÇÃO 
O Planejamento Participativo é a busca de uma visão múltipla, integrada e sustentável de desenvolvimento. Cada 
uma representa um caminho possível para chegar à situação desejada, e implica outra maneira de utilizar os escassos 
recursos que estão à nossa disposição. Para concretizar as decisões, é necessário que as pessoas envolvidas se compro-
metam a atuar conforme as decisões tomadas. 
O planejamento é também um processo de comunicação. Por meio da comunicação, as pessoas se sentirão com-
prometidas com as decisões que se tomam. Todas as pessoas envolvidas têm idéias diferentes sobre a situação desejada 
e como atingi-la. Para chegar-se a um acordo, todos devem ter a oportunidade de expressar suas idéias. Também é ne-
cessário informar às pessoas sobre os antecedentes do tema com o qual se lida e sobre os mecanismos que fazem que 
os problemas continuem. Dessa maneira, é possível procurar distintas alternativas para resolver os problemas e apresen-
tar opções novas. 
Quando ocorre a participação de várias pessoas no planejamento, abre-se um leque bem maior de opções, mais 
experiências a serem passadas, diferentes olhares sobre os temas tratados. Além de permitir a ampliação da capacidade 
de ação, complementação de especialidades, até mesmo diminuindo custos e permitindo um trabalho com mais qualida-
de. 
Quando não existe participação pode ocorrer um processo de fragmentação dos diferentes “olhares” sobre a es-
cola, ou seja, a escola vista e vivenciada pelo pai, não necessariamente corresponde àquela analisada e vivenciada pelo 
professor, sendo que a “escola” do professor pode não corresponder à do diretor, que por sua vez, pouco tem a ver com 
aquela ditada pela política educacional elaborada a partir dos órgãos centrais do sistema educacional. 
Nesse sentido, a participação deve ser entendida como um processo de aprendizagem que demanda espaços so-
ciais específicos para a sua concretização, tempo para que ideias sejam debatidas e analisadas, bem como, e principal-
mente, o esforço de todos aqueles preocupados com a formação do cidadão e de uma escola verdadeiramente democrá-
tica. 
O planejamento participativo é o processo de organização do trabalho coletivo da unidade escolar. Segundo Fer-
reira (1979), podemos identificar três fases desse processo: a preparação do plano escolar, entendido como o registro 
sistematizado e justificado das decisões tomadas pelos agente educacionais que vivenciam o dia a dia da escola; o a-
companhamento da execução das operações pensadas no plano escolar, de forma a fazer, caso seja necessário, as alte-
rações nas operações de forma que essas alcancem os objetivos propostos; e a revisão de todo o caminhar, avaliando as 
operações que favoreceram o alcance dos objetivos e aquelas operações que pouca influência tiveram sobre o mesmo, 
iniciando-se assim um novo planejamento. 
O Planejamento participativo permite coordenar idéias, ações, perspectivas e compartilhar preocupações e utopi-
as, em vez de priorizar a conformação de instâncias formais e estáticas. Não existe um "modelo" para isso. De acordo 
com as características próprias de cada coletivo, encontrar-se-á o mais adequado. Em todo caso, deve contribuir para 
maior eficácia, clareza e profundidade no que se faz. 
Cabe lembrar que todo processo de planejamento participativo tem por função transformar uma dada realidade. 
Espera-se que, com a implementação do Plano Escolar, ocorram mudanças políticas, pedagógicas e administrativas na 
realidade escolar, pois, de outra forma, o planejamento e o Plano Escolar, não passam de mera formalidade legal do 
sistema educacional. Novas formas de produção do planejamento e do Plano Escolar, novos conteúdos, grandes e belos 
objetivos serão letras mortas se surgirem de um processo que não contempla a participação efetiva dos agentes educa-
cionais no processo de planejamento e na elaboração do Plano Escolar. 
Ao proporcionarmos um espaço participativo no qual os pais, alunos, professores, funcionários e especialistas ex-
pliquem a escola, estamos garantindo a ampliação da compreensão desses sobre a realidade escolar por meio do debate 
democrático. Posturas divergentes sobre os problemas da escola devem ser discutidos dentro dos limites éticos, prevale-
cendo o respeito à diferença, possibilitando um diálogo que viabilize propostas coletivas para a melhoria da qualidade 
política, pedagógica e administrativa da escola. 
O primeiro passo para a elaboração de um planejamento participativo é fazer que os problemas a serem tratados 
pelo Plano partam do seio da comunidade escolar. Assim, é necessário que cada segmento da escola, representada por 
pais, professores, funcionários, alunos e especialistas, selecione um problema que, segundo sua opinião, está afetando a 
escola. (Exemplo: pais = falta de segurança, professores = falta de interdisciplinaridade, alunos = falta de quadra para a 
prática de esportes, funcionário = falta de respeito por parte dos professores, direção = indisciplina dos alunos, superlo-
tação das classes, falta de professores etc.). Após o levantamento dos problemas apontados por todos os segmentos, 
torna-se necessário hierarquizá-los, priorizando aqueles mais voltados por toda a comunidade escolar ou mesmo discuti-
dos em reuniões do Conselho de Escola. Os problemas devem tratar de temas dentro dos limites da escola, pois existem 
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Planejamento Pedagógico 12 
alguns externos, os quais, apesar de afetarem diretamente a escola, são de difícil acesso para a comunidade escolar. O 
ideal é a seleção de problemas que envolvam toda a escola. Vale lembrar que o problema selecionado deve ser expresso 
de forma clara e objetiva, facilitando o entendimentode toda a comunidade escolar, até mesmo daquelas pessoas que 
não participaram das discussões. Um plano escrito de forma clara torna-se um instrumento pedagógico para a comunida-
de escolar, já que explica à mesma os problemas presentes na instituição e as soluções propostas para a sua resolução, 
o que garante a colaboração de todos na execução do mesmo. 
A participação de todos os envolvidos no dia a dia da escola, nas decisões sobre os seus rumos, garante a produ-
ção de um planejamento no qual estejam contemplados os diferentes “olhares” da realidade escolar, possibilitando assim, 
a criação de vínculos entre pais, alunos, professores, funcionários e especialistas. A presença do debate democrático 
possibilita a produção de critérios coletivos na orientação do processo de planejamento, que por sua vez, incorpora signi-
ficados comuns aos diferentes agentes educacionais, colaborando com a identificação desses com o trabalho desenvolvi-
do na escola. Favorece a execução de ações por meio de compromissos construídos entre aqueles diretamente atingidos 
pelo planejamento educacional. A participação no processo de planejamento é um requisito prévio, para o sucesso. 
Isso significa que o processo de planejamento deve ser organizado de maneira que as partes interessadas parti-
cipem ativamente no processo de planejamento, nos momentos pertinentes. 
 
Quadro: Níveis de Participação 
Baixo nível de participação: 
1- Compartilhar informação Comunicação unilateral 
2- Consulta Comunicação bilateral 
Alto nível de participação: 
3- Colaboração Controle compartilhado sobre decisões e recursos 
4- Investidura de poder Transferência do controle sobre decisões e recursos 
Fonte: Banco Mundial, ano 2003 
 
Existem diferentes maneiras de organizar a participação das partes interessadas no processo de planejamento. 
Para que os projetos sejam efetivos, eles devem ser manejados nas etapas do que apelidamos de “Ciclo de Pro-
jetos”. Esse ciclo caracteriza-se, por ser um processo ininterrupto de planejar, acompanhar, avaliar e replanejar. 
No ciclo de projetos, distinguem-se as seguintes etapas: 
O ponto inicial do projeto de planejamento participativo parte de três questões essenciais: 
 
1. Identificação 
- O que queremos alcançar? 
2. Formulação 
- A que distância estamos daquilo que queremos alcançar? 
Neste momento se inclui a identificação dos PROBLEMAS, seus INDICADORES (apresentação dos dados quantita-
tivos ou qualitativos que demonstram a existência do problema) e suas CAUSAS (descrição, de forma clara e objetiva, 
das principais causas do problema selecionado). 
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Uma análise dos antecedentes da situação problemática e das experiências prévias para resolver os problemas, 
dará informação útil para o processo de planejamento. 
É fundamental fazer que os problemas a serem tratados pelo Plano partam do seio da comunidade e torna-se ne-
cessário também hierarquizá-los. Para tal será útil elaboração de uma árvore de problemas, enquanto método que mos-
tra a relação entre a causa e o efeito dos problemas identificados. 
 
As seguintes recomendações podem ajudar a construir a árvore: 
√ Controlar o alcance do assunto ou do problema e limitar a discussão ao tema do projeto; evitar que a discus-
são dê voltas. 
√ Assegurar que a informação oferecida por todos os atores e sobre os atores esteja incluída na análise do pro-
blema, também a informação dos atores que não participam diretamente. 
√ Aspirar a que os participantes cheguem a um acordo claro sobre a árvore de problemas. 
√ Definir o tema com o qual o projeto pode lidar, e os temas com quais não pode lidar. 
√ Descrever a maneira em que foi realizada a análise do problema e do processo de planejamento (quando, 
quais partes estavam envolvidas, que método foi utilizado, etc.) 
 
3. Exame e Compromisso 
- O que faremos concretamente (em um prazo predeterminado) para diminuir esta distância? 
Envolve as OPERAÇÕES (seleção de uma ou mais estratégia que visando resolver o problema e atingir os objeti-
vos), tomando em conta às próprias possibilidades e identidade como entidade executora do projeto. ), os RECURSOS 
necessários e a definição do PRAZO DE EXECUÇÃO 
 
4. Implementação e acompanhamento da execução das operações pensadas 
 
 
5. Avaliação/revisão 
Contempla os RESULTADOS esperados com cada operação, a AVALIAÇÃO da operação e, finalmente, a REVISÃO 
GERAL de todas as operações. 
Análise dos resultados e do impacto do projeto deve começar durante a implementação, para poder tomar medi-
das para resolver eventuais problemas. Depois da implementação do projeto, a avaliação é utilizada para emitir reco-
mendações para projetos similares ou projetos de continuação. 
Sam Kaner et al na obra “Facilitator’s guide to participatory decision-making“ e propõe uma visão do planejamen-
to participativo envolvendo três etapas: 
• Zona Divergente: na qual se deve buscar ampliar os elementos com os quais se trabalha, sem a preocupação 
em avaliar se são pertinentes ou não, nem de estruturar as informações para melhorar o entendimento. Essa etapa cons-
titui-se de três atividades principais: reconhecer o território, na qual os diferentes pontos de vista são coletados; buscar 
alternativas, na qual possíveis soluções não usuais são procuradas; e coletar pontos problemáticos, na qual deve ser 
estimulada a opinião acerca dos pontos mais ameaçadores com relação ao assunto que está sendo discutido. 
• Zona de Discussão: o esforço deve ser no sentido de construir um entendimento compartilhado por todos, 
de forma que os diferentes pontos de vista possam ser entendidos, ainda que não haja concordância com relação a eles. 
Ela compõe-se de duas atividades: criação de um contexto compartilhado, na qual devem ser utilizadas dinâmicas que 
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promovam o entendimento mútuo dos pontos de vistas dos participantes; e reforço dos relacionamentos, com vistas a 
fazer com que os participantes se conheçam melhor, facilitando assim a comunicação. 
• Zona Convergente: deve-se discutir as alternativas de forma que estas contemplem todos os interesses e 
preocupações envolvidos. As atividades que a compõem são: exploração de princípios inclusivos, em que alguns artifícios 
para incorporar os interesses nas alternativas são trabalhados; reenquadramento criativo, na qual deve ser feito um es-
forço para ver o problema sob um ponto de vista diferente; e reforço das boas idéias, na qual as soluções devem ser 
avaliadas e refinadas aos poucos para alcançar o melhor resultado possível. 
O resumo da obra de Sam Kaner, está disponível em Urbanidades, foi adaptado para fins didáticos por João Jose 
Saraiva da Fonseca 
Os processo de planejamento participativo são coordenados sempre que possível por uma dupla. Uma pessoa 
responsabiliza-se pela coordenação e a outra pela observação do acontecer grupal. 
Trabalhar um processo participativo de planejamentopermite: 
• maior consciência sobre a missão da organização; 
• um melhor entendimento da estrutura da organização e da relação do ambiente interno com o contexto 
social, econômico e político; 
• a criação de novos instrumentos de análise e previsão; 
• estabelecimento de critérios para a definição de prioridades e alocação de recursos; 
• formas de aprendizado recíproco; 
• uma melhor compreensão das dificuldades enfrentadas nas diferentes instâncias da organização e mai-
or cooperação entre elas; 
• uma maior cooperação entre as diferentes instâncias no sentido de obter maior eficiência e eficácia, a-
brindo caminhos para novas formas de gestão, aumentando a capacidade de resposta às demandas tanto 
internas como externas; 
• uma otimização dos recursos disponíveis, possibilitando uma relação mais positiva entre custos e bene-
fícios, diminuindo o peso dos gastos administrativos; 
• a definição clara de funções e a articulação funcional e operativa entre as diferentes instâncias; 
• uma consciência da globalidade e interdependência entre as diversas atividades; 
• uma consciência da responsabilidade de cada um na obtenção dos resultados. 
No desenvolvimento das ações de planejamento participativo acontecem por vezes erros associados a: 
• não se lidar com os problemas reais dos beneficiários e das partes interessadas; 
• definição dos objetivos do projeto pouco é clara ou não realistas; 
• as tecnologias aplicadas não são apropriadas; 
• não existe uma definição clara de quem é o “dono” do projeto; 
• não se dá suficiente atenção aos valores sócio-culturais dos envolvidos; 
• os riscos não são antecipados e não procura-se maneiras para evitar ou limitá-los; 
• os projetos não são suficientemente sustentáveis – as atividades “morrem” quando o apoio externo di-
minui gradualmente. 
 
 
 
 
 
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1.3 - PLANEJAMENTO ESCOLAR: PLANOS DA ESCOLA, DO ENSINO E DA AULA 
O planejamento escolar é uma tarefa docente que inclui tanto a previsão das atividades didáticas em termos da 
sua organização e coordenação em face dos objetivos propostos, quanto a sua revisão e adequação no decorrer do pro-
cesso de ensino. O planejamento é um meio para se programar as ações docentes, mas é também um momento de pes-
quisa e reflexão intimamente ligado à avaliação. 
Há três modalidades de planejamento, articuladas entre si: o plano da escola, o plano de ensino e o plano de au-
las. 
O trabalho docente é uma atividade consciente e sistemática, em cujo centro está a aprendizagem ou o estudo 
dos alunos sob a direção do professor. A complexidade deste trabalho não se restringe à sala de aula; pelo contrário, 
está diretamente ligado a exigências sociais e à experiência de vida dos alunos. A assimilação de conhecimentos e habili-
dades e o desenvolvimento das capacidades mentais decorrentes do processo de ensino não têm valor em si mesmo, 
mas visam instrumentalizar os alunos como agentes ativos e participantes na vida social. 
O planejamento é um processo de racionalização, organização e coordenação da ação docente, articulando a ati-
vidade escolar e a problemática do contexto social. A escola, os professores e os alunos são integrantes da dinâmica das 
relações sociais; tudo o que acontece no meio escolar está atravessado por influências econômicas, políticas e culturais 
que caracterizam a sociedade de classes. Isso significa que os elementos do planejamento escolar - objetivos, conteúdos, 
métodos estão recheados de implicações sociais, têm um significado genuinamente político. Por essa razão, o planeja-
mento é uma atividade de reflexão acerca das nossas opções e ações; se não pensarmos detidamente sobre o rumo que 
devemos dar ao nosso trabalho, ficaremos entregues aos rumos estabelecidos pelos interesses dominantes na sociedade. 
A ação de planejar, portanto, não se reduz ao simples preenchimento de formulários para controle administrativo; é, 
antes, a atividade consciente de previsão das ações docentes, fundamentadas em opções político-pedagógicas, e tendo 
como referência permanente as situações didáticas concretas (isto é, a problemática social, econômica, política e cultural 
que envolve a escola, os professores, os alunos, os pais, a comunidade, que interagem no processo de ensino). 
O planejamento escolar tem, assim, as seguintes funções: 
a) Explicitar princípios, diretrizes e procedimentos do trabalho docente que assegurem a articulação entre as ta-
refas da escola e as exigências do contexto social e do processo de participação democrática. 
b) Expressar os vínculos entre o posicionamento filosófico, político-pedagógico e profissional e as ações efetivas 
que o professor irá realizar na sala de aula, através de objetivos, conteúdos, métodos e formas organizativas do 
ensino. 
c) Assegurar a racionalização, organização e coordenação do trabalho docente, de modo que a previsão das a-
ções docentes possibilite ao professor a realização de um ensino de qualidade e evite a improvisação e a rotina. 
d) Prever objetivos, conteúdos e métodos a partir da consideração das exigências postas pela realidade social, do 
nível de preparo e das condições sócio-culturais e individuais dos alunos. 
e) Assegurar a unidade e a coerência do trabalho docente, uma vez que toma possível inter-relacionar, num pla-
no, os elementos que compõem o processo de ensino: os objetivos (para que ensinar), os conteúdos (o que en-
sinar), os alunos e suas possibilidades (a quem ensinar), os métodos e técnicas (como ensinar) e a avaliação, 
que está intimamente relacionada aos demais. 
f) Atualizar o conteúdo do plano sempre que é revisto, aperfeiçoando-o em relação aos progressos feitos no 
campo de conhecimentos, adequando-o às condições de aprendizagem dos alunos, aos métodos, técnicas e re-
cursos de ensino que vão sendo incorporados na experiência cotidiana. 
g) Facilitar a preparação das aulas: selecionar o material didático em tempo hábil, saber que tarefas professor e 
alunos devem executar, replanejar o trabalho frente a novas situações que aparecem no decorrer das aulas. 
Para que os planos sejam efetivamente instrumentos para a ação, devem ser como um guia de orientação e de-
vem apresentar ordem sequencial, objetividade, coerência, flexibilidade. 
Em primeiro lugar, o plano é um guia de orientação, pois nele são estabelecidas as diretrizes e os meios de reali-
zação do trabalho docente. Como a sua função é orientar a prática, partindo das exigências da própria prática, ele não 
pode ser um documento rígido e absoluto, pois uma das características do processo de ensino é que está sempre em 
movimento, está sempre sofrendo modificações face às condições reais. Especialmente em relação aos planos de ensino 
e de aulas, nem sempre as coisas ocorrem exatamente como foram planejadas: por exemplo, certos conteúdos exigirão 
mais tempo do que o previsto; o plano não previu um período de levantamento de pré-requisitos para iniciar a matéria 
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nova; no desenvolvimento do programa houve necessidade de maior tempo para consolidação etc. São necessárias, por-
tanto, constantes revisões. 
Em segundo lugar, o plano deve ter uma ordem seqüencial, progressiva. Para alcançar os objetivos, são necessá-
rios vários passos, de modo que a ação docente obedeça a uma seqüência lógica. Não se quer dizer que, na prática, os 
passos não possam ser invertidos. A ocorrência dessa possibilidade é uma coisa positiva, embora indique que a nossa 
previsão falhou; somente sabemos que falhou porque fizemos uma previsão dos passos. 
Em terceiro lugar, devemos considerar a objetividade. Por objetividade entendemos a correspondência do plano 
com a realidade à que se vai aplicar. Não adianta fazer previsões fora das possibilidades humanas e materiais da escola, 
fora das possibilidades dos alunos. Por outro lado, é somente tendo conhecimento das limitações da realidade que po-
demos tomar decisões para superação das condições existentes. Quando falamos em realidade, devemos entender que a 
nossa ação, e a nossa vontade, são também componentes dela. Muitos professores ficam lastimando dificuldades e aca-
bam por se esquecer de que as limitações e os condicionantes do trabalho docente podem ser superados pela ação hu-
mana. Por exemplo, no início do ano o professor logo percebe que os alunos vieram da série anterior sem certos pré-
requisitos para começar matéria nova. Pode até acontecer que o professor da série anterior tenha desenvolvido a matéria 
necessária, mas os alunos esqueceram os conhecimentos ou não os consolidaram. Essa circunstância é um dado de rea-
lidade. Não resolverá nada criticar o professor da série anterior ou tachar os alunos de burros. Ao contrário, trata-se de 
tomar esta realidade como ponto de partida e trabalhar os pré-requisitos, sem os quais é impossível começar matéria 
nova. 
Em quarto lugar, deve haver coerência entre os objetivos gerais, os objetivos específicos, conteúdos, métodos e 
avaliação. Coerência é a relação que deve existir entre as idéias e a prática. É também a ligação lógica entre os compo-
nentes do plano. Se dizemos nos nossos objetivos gerais que a finalidade do trabalho docente é ensinar os alunos a pen-
sar, a desenvolver suas capacidades intelectuais, a organização dos conteúdos e mé- todos deve refletir esse propósito. 
Quando estabelecemos objetivos específicos da matéria, a cada objetivo devem corresponder conteúdos e métodos com-
patíveis. Se quisermos conseguir dos alunos autonomia de pensamento, capacidade de raciocínio, devemos programar 
tarefas onde os alunos possam desenvolver efetivamente, ativamente, esses propósitos. Se tivermos em mente que não 
há ensino sem a consolidação de conhecimentos, a nossa avaliação da aprendizagem não pode reduzir-se apenas a uma 
prova bimestral, mas devemos aplicar muitas formas de avaliação ao longo do processo de ensino. 
Em quinto lugar, o plano deve ter flexibilidade. No decorrer do ano letivo, o professor está sempre organizando e 
reorganizando o seu trabalho. Como dissemos, o plano é um guia e não uma decisão inflexível. A relação pedagógica 
está sempre sujeita a condições concretas, a realidade está sempre em movimento, de forma que o plano está sempre 
sujeito a alterações: Por exemplo, às vezes o mesmo plano é elaborado para duas classes diferentes, pois não é possível 
fazer previsões definitivas antes de colocar o plano em execução; no decorrer das aulas, entretanto, o plano vai obrigato-
riamente passando por adaptações em função das situações docentes específicas de cada classe. 
Falamos das finalidades e das características do planejamento. Resta dizer que há planos em pelo menos três ní-
veis: o plano da escola, o plano de ensino e o plano de aula. O plano da escola é um documento mais global; expressa 
orientações gerais que sintetizam, de um lado, as ligações da escola com o sistema escolar mais amplo e, de outro, as 
ligações do projeto pedagógico da escola com os planos de ensino propriamente ditos. O plano de ensino (ou plano de 
unidades) é a previsão dos objetivos e tarefas do trabalho docente para um ano ou semestre; é um documento mais 
elaborado, dividido por unidades seqüenciais, no qual aparecem objetivos específicos, conteúdos e desenvolvimento me-
todológico. O plano de aula é a previsão do desenvolvimento do conteúdo para uma aula ou conjunto de aulas e tem 
um caráter bastante específico. 
O planejamento não assegura, por si só, o andamento do processo de ensino. Mesmo porque a sua elaboração 
está em função da direção, organização e coordenação do ensino. É preciso, pois, que os planos estejam continuamente 
ligados à prática, de modo que sejam sempre revistos e refeitos. A ação docente vai ganhando eficácia na medida em 
que o professor vai acumulando e enriquecendo experiências ao lidar com as situações concretas de ensino. Isso significa 
que, para planejar, o professor se serve, de um lado, dos conhecimentos do processo didático e das metodologias especí-
ficas das matérias e, de outro, da sua própria experiência prática. A cada etapa do processo de ensino convém que o 
professor vá registrando no plano de ensino e no plano de aulas novos conhecimentos, novas experiências. Com isso, vai 
criando e recriando sua própria didática, vai enriquecendo sua prática profissional e ganhando mais segurança. Agindo 
assim, o professor usa o planejamento como oportunidade de reflexão e avaliação da sua prática, além de tomar menos 
pesado o seu trabalho, uma vez que não precisa, a cada ano ou semestre, começar tudo do marco zero. 
O planejamento escolar é uma atividade que orienta a tomada de decisões da escola e dos professores em rela-
ção às situações docentes de ensino e aprendizagem, tendo em vista alcançar os melhores resultados possíveis. O que 
deve orientar a tomada de decisões? Quais são os requisitos a serem levados em conta para que os planos da escola, de 
ensino e de aula sejam, de fato, instrumentos de trabalho para a intervenção e transformação da realidade? 
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Planejamento Pedagógico 17 
Os principais requisitos para o planejamento são: os objetivos e tarefas da escola democrática; as exigências dos 
planos e programas oficiais; as condições prévias dos alunos para a aprendizagem; os princípios e as condições do pro-
cesso de transmissão e assimilação ativa dos conteúdos. 
 
 Objetivos e tarefas da escola democrática 
A primeira condição para o planejamento são convicções seguras sobre a direção que queremos dar ao processo 
educativo na nossa sociedade, ou seja, que papel destacamos para a escola na formação dos nossos alunos. Já foi de-
monstrado que os objetivos e tarefas da escola democrática estão ligados às necessidades de desenvolvimento cultural 
do povo, de modo a preparar as crianças e jovens para a vida e para o trabalho. 
Sabemos que a escola pública de hoje é diferente da escola do passado. A escola pública do passado era organi-
zada para atender os filhos das famílias das camadas alta e média da sociedade, que, geralmente, já dispunham de uma 
preparação familiar anterior para terem êxito nos estudos. Era uma escola que proporcionava uma formação geral e inte-
lectual para os filhos dos ricos, enquanto os pobres que conseguiam ter acesso à escolarização tinham outra escola: a de 
preparação para o trabalho físico (para profissões manuais), com conhecimentos reduzidos e quase nenhuma preocupa-
ção com o desenvolvimento intelectual. 
A situaçãopouco mudou no que se refere aos conteúdos do ensino, mas houve uma modificação fundamental: a 
escola pública de hoje - e aqui falamos das escolas dos centros e periferias urbanas das grandes cidades, das escolas das 
cidades de médio e pequeno porte e das escolas rurais - recebe um grande contingente de crianças e jovens pertencen-
tes à população pobre. Esta realidade impõe às escolas e aos professores a exigência de recolocar a questão dos objeti-
vos e dos conteúdos de ensino, no sentido de proporcionar a essa população uma educação geral, intelectual e profissio-
nal. 
A escola democrática, portanto, é aquela que possibilita a todas as crianças a assimilação de conhecimentos cien-
tíficos e o desenvolvimento de suas capacidades intelectuais, de modo a estarem preparadas para participar ativamente 
da vida social (na profissão, na política, na cultura). Assim, as tarefas da escola, centradas na transmissão e assimilação 
ativa dos conhecimentos, devem contribuir para objetivos de formação profissional, para a compreensão das realidades 
do mundo do trabalho; de formação política para que permita o exercício ativo da cidadania (participação nas organiza-
ções populares, atitude consciente e crítica no processo eleitoral etc.); de formação cultural para adquirir uma visão de 
mundo compatível com os interesses emancipatórios da classe trabalhadora. 
Ao planejarem o processo de ensino, a escola e os professores devem, pois, ter clareza de como o trabalho do-
cente pode prestar um efetivo serviço à população e saber que conteúdos respondem às exigências profissionais, políti-
cas e culturais postas por uma sociedade que ainda não alcançou a democracia plena. 
Se acreditarmos que a educação escolar tem um papel na democratização nas esferas econômica, social, política 
e cultural, ela será mais democrática quanto mais for universalizada a todos, assegurando tanto o acesso e a permanên-
cia nas séries iniciais, quanto o domínio de conhecimentos básicos e socialmente relevantes e o desenvolvimento das 
capacidades intelectuais por parte dos alunos. 
 Exigências dos planos e programas oficiais 
A educação escolar é direito de todos os brasileiros como condição de acesso ao trabalho, à cidadania e à cultu-
ra. Enquanto tal é dever dos governos garantir o ensino básico a todos, traçar uma política educacional, prover recursos 
financeiros e materiais para o funcionamento do sistema escolar, administrar e controlar as atividades escolares de modo 
a assegurar o direito de todas as crianças e jovens receberem um ensino de qualidade e socialmente relevante. Sabemos 
que em nosso país as coisas não se passam assim, e em todos os lugares a educação escolar do povo tem sido relegada 
ao segundo plano. Entretanto, os diversos setores organizados da sociedade - organizações e movimentos populares, 
pais, professores, alunos - têm exigido dos governos o cumprimento das suas obrigações públicas em relação ao atendi-
mento do direito à educação. 
Uma das responsabilidades do poder público é a elaboração de planos e programas oficiais de instrução, de âm-
bito nacional, reelaborados e organizados nos estados e municípios em face de diversidades regionais e locais. Os pro-
gramas oficiais, à medida que refletem um núcleo comum de conhecimentos escolares, têm um caráter democrático, 
pois, a par de serem garantia da unidade cultural e política da nação, levam a assegurar a todos os brasileiros, sem dis-
criminação de classes sociais e de regiões, o direito de acesso a conhecimentos básicos comuns. 
Os planos e programas oficiais de instrução constituem, portanto, um outro requisito prévio para o planejamento. 
A escola e os professores, porém, devem ter em conta que os planos e programas oficiais são diretrizes gerais, são do-
cumentos de referência, a partir dos quais são elaborados os planos didáticos específicos. Cabe à escola e aos professo-
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Planejamento Pedagógico 18 
res elaborar os seus próprios planos, selecionar os conteúdos, métodos e meios de organização do ensino, em face das 
peculiaridades de cada região, de cada escola e das particularidades e condições de aproveitamento escolar dos alunos. 
A conversão dos planos e programas oficiais em planos de ensino para situações docentes específicas não é uma 
tarefa fácil, mas é o que assegura a liberdade e autonomia do professor e a adequação do ensino às realidades locais. 
Além disso, nenhum plano geral, nenhum guia metodológico, nenhum programa oficial tem respostas pedagógicas e 
didáticas para garantir a organização do trabalho docente em situações escolares concretas. 
Na verdade, cabe ao professor, mais que o cumprimento das exigências dos planos e programas oficiais, a tarefa 
de reavaliá-los tendo em conta objetivos de ensino para a realidade escolar onde trabalha. Conta-se, aqui, com a criativi-
dade, o preparo profissional, os conhecimentos de Didática, de Psicologia, de Sociologia e, especialmente, da disciplina 
que esse professor leciona e seu significado social nas circunstâncias concretas do ensino. 
 Condições prévias para a aprendizagem 
O planejamento escolar - seja da escola, seja do professor - está condicionado pelo nível de preparo em que os 
alunos se encontram em relação às tarefas da aprendizagem. Conforme temos reiterado, os conteúdos de ensino são 
transmitidos para que os alunos os assimilem ativamente e os transformem em instrumentos teóricos e práticos para a 
vida prática. Saber em que pé estão os alunos (suas experiências, conhecimentos anteriores, habilidades e hábitos de 
estudo, nível de desenvolvimento) é medida indispensável para a introdução de conhecimentos novos e, portanto, para o 
êxito de ação que se planeja. 
Em relação aos alunos da escola pública, a verificação das condições potenciais de rendimento escolar depende 
de um razoável conhecimento dos condicionantes sócio-culturais e materiais: ambiente social em que vivem, a linguagem 
usada nesse meio, as condições de vida e de trabalho. Esse conhecimento vai muito além da simples constatação da 
realidade; deve servir de ponto de apoio pedagógico para o trabalho docente. É preciso que o professor esteja disponível 
para aprender com a realidade, extrair dos alunos informações sobre a sua vida cotidiana, levá-los a confrontar os seus 
próprios conhecimentos com a informação embutida nos conteúdos escolares. O fato é que os determinantes sociais e 
culturais da sua existência concreta influem diretamente na apreensão dos objetos de conhecimento trazidos pelo profes-
sor e, portanto, constituem ponto de partida para a assimilação dos conhecimentos sistematizados. 
O planejamento da escola e do ensino dependem das condições escolares prévias dos alunos. De nada adianta 
introduzir matéria nova, se os alunos carecem de pré-requisitos. A introdução de matéria nova ou a consolidação da ma-
téria anterior requerem necessariamente verificar o ponto de preparo em que os alunos se encontram, a fim de garantir a 
base de conhecimentos e habilidades necessária para a continuidade da matéria. 
Um professor não pode justificar o fracasso dos alunos pela falta de base anterior; o suprimento das condições 
prévias de aprendizagem deve ser previsto no plano de ensino. Não pode alegar que os alunos são dispersivos; é ele 
quem deve criar as condições, os incentivos e os conteúdos para que os alunos se concentrem e se dediquem ao traba-
lho. Não pode alegar imaturidade; todos os alunos dispõem de um nível dedesenvolvimento potencial ao qual o ensino 
deve chegar. Não pode atribuir aos pais o desinteresse e a falta de dedicação dos alunos, muito menos acusar a pobreza 
como causa do mau desempenho escolar; as desvantagens intelectuais e a própria condição de vida material dos alunos, 
que dificultam o enfrentamento das tarefas pedidas pela escola, devem ser tomadas como ponto de partida para o traba-
lho docente. 
 Princípios e condições de transmissão / assimilação ativa 
Este requisito diz respeito ao domínio dos meios e condições de orientação do processo de assimilação ativa nas 
aulas. O planejamento das unidades didáticas e das aulas deve estar em correspondência com as formas de desenvolvi-
mento do trabalho em sala de aula. Uma parte importante do plano de ensino é a descrição das situações docentes espe-
cíficas, com a indicação do que os alunos farão para se envolverem na atividade docente e do que o professor fará para 
dirigir a atividade cognoscitiva dos alunos em classe. Este assunto já foi desenvolvido em capítulos anteriores. 
 
 
 
 
 
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Planejamento Pedagógico 19 
• PLANO DA ESCOLA 
O plano da escola é o plano pedagógico e administrativo da unidade escolar, onde se explícita a concepção pe-
dagógica do corpo docente, as bases teórico-metodológicas da organização didática, a contextualização social, econômi-
ca, política e cultural da escola, a caracterização da clientela escolar, os objetivos educacionais gerais, a estrutura curri-
cular, diretrizes metodológicas gerais, o sistema de avaliação do plano, a estrutura organizacional e administrativa. 
O plano da escola é um guia de orientação para o planejamento do processo de ensino. Os professores precisam 
ter em mãos esse plano abrangente, não só para uma orientação do seu trabalho, mas para garantir a unidade teórico-
metodológica das atividades escolares. 
O plano da escola, enquanto orientação geral do trabalho docente, deve ser consensual entre o corpo docente. 
Pode ser elaborado por um ou mais membros do corpo docente e, em seguida, discutido. O documento final deve ser um 
produto do trabalho coletivo, expressando os posiciona- mentos e a prática dos professores. Com efeito, o plano da esco-
la deve expressar os propósitos dos educadores empenhados numa tarefa comum. A não-confluência em tomo de princí-
pios básicos de ação pode ser nefasta para a ação coletiva na escola, com repercussões negativas na sala de aula. 
A seguir, sugerimos um roteiro para a elaboração do plano da escola: 
1. Posicionamento sobre as finalidades da educação escolar na sociedade e na nossa escola. 
2. Bases teórico-metodológicas da organização didática e administrativa são o nosso entendimento sobre: 
 o tipo de homem que queremos formar; 
 as tarefas da educação geral; 
 o significado pedagógico -didático do trabalho docente: as teorias do ensino e da aprendizagem; 
 as relações entre o ensino e o desenvolvimento das capacidades intelectuais dos alunos; 
 o sistema de organização e administração da escola. 
3. Caracterização econômica, social, política e cultural do contexto em que está inserida a nossa escola: 
 panorama geral do contexto; 
 aspectos principais desse contexto que incidem no processo ensino-aprendizagem. 
4. Características sócio-culturais dos alunos: 
 origem social e condições materiais de vida; 
 aspectos culturais: concepção de mundo, práticas de criação e educação das crianças, motiva-
ções e expectativas profissionais, linguagem, recreação, meios de comunicação etc.; 
 características psicológicas de cada faixa etária em termos de aprendizagem e desenvolvimento. 
5. Objetivos educacionais gerais da escola quanto à(s): 
 aquisição de conhecimentos e habilidades; 
 capacidades a serem desenvolvidas; atitudes e convicções. 
6. Diretrizes gerais para a elaboração do plano de ensino: 
 sistema de matérias-estrutura curricular; 
 critérios de seleção de objetivos e conteúdos; 
 diretrizes metodológicas gerais e formas de organização do ensino; 
 sistemática de avaliação. 
7. Diretrizes quanto à organização e à administração: 
 estrutura organizacional da escola; 
 atividades coletivas do corpo docente: reuniões pedagógicas, conselho de classe, atividades co-
muns; 
 calendário e horário escolar; 
 sistema de organização de classes; 
 sistema de acompanhamento e aconselhamento dos alunos; 
 sistema de trabalho com os pais; 
 atividades extra-classe: biblioteca, grêmio estudantil, esportes, festas, recreação, clubes de estu-
do, visitas a instituições e locais da cidade; 
 sistema de aperfeiçoamento profissional do pessoal docente e administrativo; 
 normas gerais de funcionamento da vida coletiva: relações internas na escola e na sala de aula. 
 
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Planejamento Pedagógico 20 
• PLANO DE ENSINO 
O plano de ensino é um roteiro organizado das unidades didáticas para um ano ou semestre. É denominado tam-
bém plano de curso ou plano de unidades didáticas e contém os seguintes componentes: justificativa da disciplina 
em relação aos objetivos da escola; objetivos gerais; objetivos específicos, conteúdo (com a divisão temática de cada 
unidade); tempo provável e desenvolvimento metodológico (atividades do professor e dos alunos). 
Entretanto, Gandim (1994), Barros (2007), Gil (2012), Anastasiou e Alaves (2009) afirmam que não há um mode-
lo fixo a ser seguido. Devem apresentar uma sequência coerente e os elementos necessários para o processo de ensino e 
de aprendizagem. 
Será o plano de ensino que norteará o trabalho docente e facilitará o desenvolvimento da disciplina pelos alunos. Além 
disso, ao elaborar o plano de ensino, o professor deve se questionar: O que eu quero que meu aluno aprenda? Para isso, 
o plano de ensino deve ser norteado pelo perfil do aluno que o curso vai formar e também de acordo com as concepções 
do projeto pedagógico de um curso. 
Sua elaboração pode ser apresentada de acordo com o quadro a seguir: 
 
PLANO DE ENSINO (ANUAL/SEMESTRAL) 
Disciplina:.............................................................................. 
Série: . ...................................................................................... 
Ano: ........................................................................................ 
N.° de aulas no ano: ······················ no semestre:................. 
Professor: ................................................................................. 
Justificativa da disciplina (uma ou mais páginas) 
Objetivos gerais:.............................................................................. 
Objetivos 
específicos Conteúdos N.°
 de aulas Desenvolvimento metodológico 
Unidade: 
1)............. 
2)............. 
3)............. 
4)............. 
Unidade: 
1)............. 
2)............. 
 
3)............. 
 
Bibliografia (do professor):.......................................................................... 
Livro adotadopara estudo dos alunos:.................................................... 
 
 Justificativa da disciplina 
Este tópico do plano de ensino deve responder à seguinte pergunta: qual a importância e o papel da matéria de 
ensino no desenvolvimento das capacidades cognoscitivas dos alunos? Em outras palavras, para que serve, ensinar tal 
matéria? O estudante do curso de Habilitação ao Magistério precisa saber responder a esta questão. 
A justificativa pode ser iniciada com considerações sobre as funções sociais e pedagógicas da educação escolar 
na nossa sociedade, tendo em vista explicitar os objetivos que desejamos alcançar no trabalho docente com os alunos. 
Em seguida, descrevem-se brevemente os conteúdos básicos da disciplina para indicar para que serve, o que se vai ensi-
nar. Com isso se vão definindo os objetivos prioritários, tendo em vista a sua relevância social, política, profissional e 
cultural. Finalmente, trata-se de explicitar as formas metodológicas para atingir os objetivos, com base nos princípios 
didáticos gerais e no método próprio de cada disciplina, tendo em vista a assimilação ativa dos conhecimentos e o desen-
volvimento das capacidades cognoscitivas dos alunos. 
Em resumo, a justificativa da disciplina responderá a três questões básicas do processo didático: o por quê, o pa-
ra quê e o como. Este primeiro passo facilitará enormemente nos passos seguintes da elaboração do plano. 
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Planejamento Pedagógico 21 
 Delimitação dos conteúdos 
No passo anterior foram explicitados os objetivos do ensino da matéria, ainda que de forma mais geral. Para que 
possamos definir objetivos específicos, que, na verdade, são já os resultados esperados da aquisição de conhecimentos e 
habilidades (ainda que fixados de antemão), devemos delimitar os conteúdos por unidades didáticas, com a divisão te-
mática de cada uma. 
Unidades didáticas é o conjunto de temas inter-relacionados que compõem o plano de ensino para uma série. 
Cada unidade didática contém um tema central do programa, detalhado em tópicos. 
Uma unidade didática tem como características: formar um todo homogêneo de conteúdos em tomo de uma i-
déia central; ter uma relação significativa entre os tópicos a fim de facilitar o estudo dos alunos; ter um caráter de rele-
vância social, no sentido de que os conteúdos se tomem "vivos" na experiência social concreta dos alunos. 
A seleção e organização dos conteúdos passam por determinados requisitos e critérios, bem como pela especifi-
cidade da matéria. Devemos lembrar-nos de que os conteúdos não consistem apenas de conhecimentos, mas também de 
habilidades, capacidades, atitudes e convicções. 
O procedimento mais simples de organização do conjunto das unidades didáticas do plano é o seguinte: 
a) Tendo em mente sua concepção de educação e escola, seu posicionamento sobre os objetivos sociais e peda-
gógicos do processo de ensino e, ainda, seu posicionamento e conhecimento em relação à disciplina que leciona, o pro-
fessor começa a elaborar o programa. Para isso deve consultar o programa oficial da matéria (recomendado pelo estado 
ou município), o livro didático escolhido e outros livros de consulta. 
b) O programa ou conteúdos para a série é inicialmente dividido em unidades didáticas (como se fossem capítu-
los de um livro), cada uma com seus respectivos tópicos. A primeira versão é o levantamento geral de temas que podem 
ser trabalhados. Uma segunda versão será necessária para adequar o programa ao nível de preparo dos alunos, às con-
dições concretas de desenvolvimento das aulas, aos objetivos gerais do ensino da matéria, à continuidade do programa 
desenvolvido na série anterior e, finalmente, ao tempo disponível. 
c) Concluída a segunda versão, o professor terá um conjunto de unidades didáticas para um ano ou semestre e o 
número de aulas para cada uma. Fará então uma última checagem para verificar: 
 se as unidades formam um todo homogêneo e lógico; 
 se as unidades realmente contêm o conteúdo básico essencial em relação às condições de aprendi-
zagem dos alunos e à exigência de consolidação da matéria assimilada; 
 se o tempo provável de desenvolvimento de cada unidade é realista em relação ao que dissemos no 
item anterior; 
 se os tópicos de cada unidade realmente possibilitam o entendimento da idéia central contida nessa 
unidade; 
 se os tópicos de cada unidade podem ser transformados em tarefas de estudo para os alunos e em 
objetivos de conhecimentos e habilidades. 
Resumindo: o conteúdo (ou programa) da disciplina é selecionado e organizado em unidades didáticas, estas 
subdivididas em tópicos. A principal virtude de uma unidade didática é que os seus tópicos não são simplesmente itens 
de subdivisão do assunto, mas conteúdos problematizados em função dos objetivos e do desenvolvimento metodológico. 
Quanto mais cuidadosamente for formulado o conjunto de unidades, mais facilmente o professor poderá extrair 
delas os objetivos específicos, os métodos e procedimentos de ensino. 
 Os objetivos específicos 
Ao escrever a justificativa da disciplina, o professor traçou a orientação geral do seu plano explicitando a impor-
tância e o seu papel no conjunto do plano da escola, o que espera que os alunos assimilem após o estudo da disciplina e 
as formas para atingir esse propósito. Agora, partindo dos conteúdos, fixará os objetivos específicos, ou seja, os resulta-
dos a obter do processo do transmissão-assimilação ativa de conhecimentos, conceitos, habilidades. 
Uma vez redigidos, os objetivos específicos vão direcionar o trabalho docente tendo em vista promover a apren-
dizagem dos alunos. Passam, inclusive, a ter força para a alteração dos conteúdos e métodos. Na redação, o professor 
transformará tópicos das unidades numa proposição (afirmação) que expresse o resultado esperado e que deve ser atin-
gido por todos os alunos ao término daquela unidade didática. 
Os resultados são conhecimentos (conceitos, fatos, princípios, teorias, interpretações, idéias organizadas etc.) e 
habilidades (o que deve aprender para desenvolver suas capacidades intelectuais: organizar seu estudo ativo e indepen-
dente; aplicar fórmulas em exercícios; observar, coletar e organizar informações sobre determinado assunto; raciocinar 
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Planejamento Pedagógico 22 
com dados da realidade; formular hipóteses; usar materiais e instrumentos dirigidos pela aprendizagem da matéria, como 
dicionários, mapas, réguas etc.). 
Na redação dos objetivos específicos, o professor pode indicar também as atitudes e convicções em relação à 
matéria, ao estudo, ao relacionamento humano, à realidade social (atitude científica, consciência crítica, responsabilida-
de, solidariedade etc.). Embora dificilmente possam ser transformados em proposições expressando resultados, esses 
itens fazem parte dos objetivos e tarefas docentes. 
Formular objetivos é uma tarefa que consiste, basicamente, em descrever os conhecimentos a serem assimila-
dos,as habilidades, hábitos e atitudes a serem desenvolvidos, ao término do estudo de certos conteúdos de ensino. Ob-
jetivos refletem, pois, a estrutura do conteúdo da matéria. Devem ser redigidos com clareza, expressando o que o aluno 
deve aprender. Devem ser realistas, isto é, expressar resultados de aprendizagem realmente possíveis de serem alcança-
dos no tempo que se dispõe e nas condições em que se realiza o ensino. Evidentemente, sua formulação e seu conteúdo 
devem corresponder à capacidade de assimilação dos alunos, conforme a sua idade e nível de desenvolvimento mental. 
Estas orientações são importantes de serem levadas em conta, pois o que importa é menos à redação formal e muito 
mais a sua utilidade para motivar e encaminhar a atividade dos alunos. 
Vejamos alguns exemplos de redação de objetivos: 
 No conteúdo sobre relação entre os seres vivos e o ambiente: 
- Observar e identificar, numa certa área da escola ou próxima dela, tipos de seres vivos conforme 
diferentes habitats em que são encontrados: no solo, no ar, em troncos podres, debaixo de pedras e outros. 
- Após diferenciar os elementos que compõem o ambiente de uma determinada região, explicar os 
seus diversos efeitos sobre os seres vivos. 
- Dar exemplos da influência do ambiente sobre os seres vivos e da interferência do homem sobre o 
ambiente. 
 No conteúdo sobre unidades de medida: 
- Relacionar unidades de medida (comprimento, massa, volume, tempo, valor) aos tipos de objetos 
medidos. 
- Saber aplicar adequadamente essas medidas em várias situações sociais reais (uso do metro, do 
quilo, da dúzia etc.). 
 No conteúdo sobre concordância verbal: 
- Relacionar corretamente sujeito, verbo e complementos, sabendo fazer uso da norma prática de 
concordância verbal, em que o verbo deve concordar com o sujeito em número e pessoa. 
 No conteúdo sobre multiplicação: 
- Resolver problemas de multiplicação de um número com três algarismos por outro com dois alga-
rismos. 
 Em conteúdos de Estudos Sociais: 
- Explicar por que os serviços de atendimento às necessidades da população (saúde, educação, 
transportes etc.) são direitos do cidadão e obrigação dos órgãos públicos. 
- Após o estudo sobre atividades econômicas básicas, os alunos deverão explicar a interdependência 
entre agricultura, indústria e comércio, dando vários exemplos. 
- Ajudar o aluno na compreensão das mudanças que o tempo provoca nas pessoas, comparando a 
seqüência de fatos da sua própria experiência de vida (linha do tempo) com a de amigos de idade diferentes, 
com a da vida da professora, dos pais etc. 
Nestes exemplos, pode-se verificar que os objetivos se referem as operações mentais simples (definir, listar, i-
dentificar, reconhecer, usai aplicar, reproduzir) e operações mais complexas (comparar, relacionar analisar, justificar, 
diferenciar etc.). Embora a preocupação do professor deva ser a de formular um objetivo com suficiente clareza para ser 
compreensível a ele próprio e pelos alunos, sem necessidade de prender-se à sua "forma" de redação, há alguns verbos 
que o ajudam a explícita com mais precisão o que ele espera da atividade de estudo dos alunos Por exemplo: apontar 
(num gráfico, num mapa), localizar, desenhar, no mear, destacar, distinguir, demonstrar, classificar, utilizar, organizar, 
listar, mencionar, formular etc. 
Cabe uma observação sobre os chamados objetivos formativos, que são os referentes a atitudes, convicções, va-
lores. Há expectativas do professor de que os alunos vão formando traços de personalidade e de caráter, que tenham 
uma postura diante da vida, que formem atitude positivas em relação ao estudo etc. Tais expectativas podem ser trans-
formadas em objetivos, mas o professor deve ter em mente que eles não se alcançam de imediato e sua comprovação 
não pode ser constatada objetivamente. São projeções futuras de objetivos cuja consecução se vai dando ao longo do 
processo, inclusive com a cooperação de todos os demais professores. 
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Planejamento Pedagógico 23 
 Desenvolvimento metodológico 
O desenvolvimento metodológico é o componente do plano de ensino que dará vida aos objetivos e conteúdos. 
Indica o que o professor e os alunos farão no desenrolar de uma aula ou conjunto de aulas. 
Devemos lembrar que no processo de ensino há duas facetas indissociáveis: a assimilação de novos conhecimen-
tos e o desenvolvimento das capacidades cognoscitivas dos alunos, a segunda realizando-se no transcurso da primeira, 
sob a direção do professor. 
A força motriz do processo de ensino é a contradição entre as exigências de assimilação do saber sistematizado e 
as condições internas de atividade mental e prática dos alunos (manifestadas nos seus conhecimentos já disponíveis, nas 
suas experiências de vida e no seu desenvolvimento intelectual). Os objetivos e conteúdos organizados pelo professor 
devem contribuir para o desenvolvimento intelectual dos alunos por meio de tarefas que suscitem sua atividade mental e 
prática. Não é suficiente, pois, "passar" a matéria; é preciso que a matéria se converta em problemas e indagações; para 
os alunos. A função deste componente do plano de ensino, o desenvolvimento metodológico, é articular objetivos e con-
teúdos com métodos e procedimentos de ensino que provoquem a atividade mental e prática dos alunos (resolução de 
situações-problemas, trabalhos de elaboração mental, discussões, resolução de exercícios, aplicação de conhecimentos e 
habilidades em situações distintas das trabalhadas em classe etc.). 
O desenvolvimento metodológico de objetivos e conteúdos estabelece a linha que deve ser seguida no ensino (a-
tividade do professor) e na assimilação (atividade do aluno) da matéria de ensino. Ao preencher este item do plano de 
ensino, o professor estará respondendo às seguintes questões: que atividades os alunos deverão desenvolver para assi-
milar este assunto da matéria, tendo em vista os objetivos? Que atividades o professor deve desenvolver de forma a 
dirigir sistematicamente as atividades dos alunos adequadas à matéria e aos objetivos? 
A primeira tarefa é verificar os objetivos e a matéria a ser ensinada, pois eles determinarão os métodos e proce-
dimentos, bem como os recursos de ensino a lançar mão. Em seguida devem ser especificadas as ações docentes e dis-
centes (do professor e do aluno) correspondentes a cada passo da sequência de desenvolvimento de uma aula ou con-
junto de aulas. A aula pode ter a seguinte seqüência: introdução, desenvolvimento e aplicação. 
 Introdução e preparação do conteúdo 
São atividades que visam a reação favorável dos alunos ao conteúdo. Pode-se fazer uma apresentação global do 
tema, a fim de aproximá-lo do interesse dos alunos. Os alunos devem estar informados dos objetivos, formas de traba-
lho, duração, material de estudo que será utilizado, quando serão dados exercícios de avaliação etc. As competências do 
aluno materializam-se através do trato reflexivo de conteúdos específicos de ensino, em situações problemáticas, desafi-
adoras para o grupo (situação didática planejada pelo professor). As atividades desta fase podem ser: conversação diri-
gida sobre; perguntas sobre; observação de; demonstração do tema através de ilustrações (jornais, objetos, cartazes, 
revistas gráficos), leitura individual de um texto. A escolha de métodos e procedimentos depende do conhecimento da 
matéria, da criatividade do professo e de cada situação concreta.A elaboração de conceitos permite ao aluno vivenciar o 
conhecimento, elaborar generalizações, buscar regularidades ressignificando e relacionando a dimensão conceitual do 
conteúdo numa perspectiva científica, criativa, produtiva. 
 Desenvolvimento ou estudo do conteúdo 
É a fase da assimilação e sistematização do objeto de estudo, visando o máximo de compreensão e elaboração 
interna por parte do aluno. As atividades podem ser: exposição oral pelo professor, conversação, trabalho independente 
dos alunos, estudo dirigido, exercícios de compreensão de texto, trabalho em grupos, exercícios de solução de proble-
mas. Convém que em qualquer atividade escolhida esteja presente a idéia dominante (a pergunta central) da unidade. 
Ao elaborar este item do plano não basta o professor citar as atividades, mas mencionar o conteúdo das atividades por 
exemplo: Resolver os seguintes exercícios; Estudo dirigido sobre; No estudo do meio observar os seguintes aspectos. 
 Aplicação 
É a fase de consolidação, que revisa cada tópico da unidade remetendo à pergunta central. As atividades aqui 
têm o sentido de reforço: exercício de fixação, organização de resumos, depoimentos orais, elaboração de quadro-síntese 
da matéria, tarefas de aplicação dos conhecimentos a situações novas, debates. O significado mais importante desta fase 
é a consolidação de conhecimentos e habilidades para início de uma nova unidade didática. 
 
 
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Planejamento Pedagógico 24 
O conteúdo de uma unidade didática e seu desenvolvimento metodológico estão exemplificados no quadro se-
guinte. 
 
CONTEÚDO DESENVOLVIMENTO METODOLÓGICO 
Unidade III - O que são os 
seres vivos. 
Pedir aos alunos que citem nomes de plantas, animais, 
objetivos. A professora irá anotando os nomes no qua-
dro-negro. 
1. Os seres vivos nas 
cem, crescem, se re pro-
duzem e morrem. 
Os alunos deverão separar, dentre os elementos 
citados, os que nascem, crescem, se reproduzem e 
morrem. 
 
A professora explicará o que são os seres vivos. Os alu-
nos devem repetir a definição, dar novos exemplos. A 
professora dirigirá perguntas a di versos alunos, indivi-
dualmente. 
 
Construir, com os alunos, uma tabela de seres vivos e 
seres não vivos assim: 
 SERES VIVOS SERES NÃO-VIVOS 
 Animais Plantas 
 Cachorro Bananeira Pedra 
 Gato Árvore Caderno 
 Peixe Legumes Carteira 
 Galinha Laranjeiras Sapato 
 etc. Hortaliças etc. 
 etc. 
2. Há uma dependência 
entre os seres vivos e a 
alimentação. 
3. Precisamos conservar a 
flora e a fauna. 
Reforço: recordar a definição, fazer uma síntese do 
tópico, dizer nomes de seres e pedir aos alunos para 
identificarem como vivos e não vivos. As crianças devem 
reproduzir a tabela no caderno. 
(Adaptado do Programa de 1º Grau – 2ª série. Secretaria Municipal de Educa-
ção de São Paulo/Departamento de Planejamento e Orientação, São Paulo, 
1985.) 
 
• PLANO DE AULA 
Vimos que a aula é a forma predominante de organização do processo de ensino. É na aula que organizamos ou 
criamos as situações docentes, isto é, as condições e meios necessários para que os alunos assimilem ativamente conhe-
cimentos, habilidades e desenvolvam suas capacidades cognoscitivas. Vimos, também, que uma das principais qualidades 
profissionais do professor é estabelecei uma ponte de ligação entre as tarefas cognitivas (objetivos e conteúdos) E as 
capacidades dos alunos para enfrentá-las, de modo que os objetivos da matéria sejam transformados em objetivos dos 
alunos. 
O plano de aula é um detalhamento do plano do ensino. As unidades e subunidades (tópicos) que foram previs-
tas em linhas gerais são agora especificadas e sistematizadas para uma situação didática real. A preparação de aulas é 
uma tarefa indispensável e, assim como o plano de ensino, deve resultar num documento escrito que servirá não só para 
orientar as ações do professor como também para possibilitar constantes revisões e aprimoramentos de ano para ano. 
Em todas as profissões o aprimoramento profissional depende da acumulação de experiências conjugando a prática e a 
reflexão criteriosa sobre ela, tendo em vista uma prática constantemente transformada para melhor. 
Na elaboração de plano de aula, deve-se levar em consideração, em primeiro lugar, que a aula é um período de 
tempo variável. Dificilmente completamos numa só aula o desenvolvimento de uma unidade ou tópico de unidade. Para 
seu melhor aproveitamento, “os professores devem levar em consideração as suas fases: preparação e apresentação de 
objetivos, conteúdos e tarefas; desenvolvimento da matéria nova; consolidação (fixação de exercícios, recapitulação, 
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Planejamento Pedagógico 25 
sistematização); aplicação; avaliação” (LIBÂNEO, 1993, p.241). Além disso, o controle do tempo ajuda o professor a se 
orientar sobre quais etapas ele poderá se deter mais. 
Um plano de aula deve conter as seguintes etapas: 
1 – O tema abordado: o assunto, o conteúdo a ser trabalhado; 
2 – Os objetivos gerais a serem alcançados: o que os alunos irão conseguir atingir com esse trabalho; com o es-
tudo desse tema. Os objetivos específicos: relacionados a cada uma das etapas de desenvolvimento do trabalho; 
3 – As etapas previstas: mais precisamente uma previsão de tempo, onde o professor organiza tudo que for tra-
balhado em pequenas etapas; 
4 – A metodologia que o professor usará: a forma como irá trabalhar, os recursos didáticos que auxiliarão a pro-
mover o aprendizado e a circulação do conhecimento no plano da sala de aula; 
5 – A avaliação: a forma como o professor irá avaliar, se em prova escrita, participação do aluno, trabalhos, pes-
quisas, tarefas de casa, etc. 
6 – A bibliografia: todo o material que o professor utilizou para fazer o seu planejamento. É importante tê-los em 
mãos, pois caso os alunos precisem ou apresentem interesse, terá como passar as informações. 
Cada um desses aspectos irá depender das intenções do professor, sendo que este poderá fazer combinados 
prévios com os alunos, sobre cada um deles. Isso significa que devemos planejar não uma aula, mas um conjunto de 
aulas. 
Na preparação de aulas, o professor deve reler os objetivos gerais da matéria e a sequência de conteúdos do 
plano de ensino. Não pode esquecer que cada tópico novo é uma continuidade do anterior; é necessário, assim conside-
rar o nível de preparação inicial dos alunos para a matéria nova. 
Deve, também, tomar o tópico da unidade a ser desenvolvido e desdobrá-lo numa seqüência lógica, na forma de 
conceitos, problemas, idéias Trata-se de organizar um conjunto de noções básicas em tomo de uma idéia central, for-
mando um todo significativo que possibilite ao aluno um percepção clara e coordenada do assunto em questão. Ao mes-
mo tempo em que são listadas as noções, conceitos, idéias e problemas, é feita previsão do tempo necessário. A previsão 
do tempo, nesta fase, ainda não é definitiva, pois poderá ser alteradano momento de detalhar o desenvolvimento meto-
dológico da aula. 
Em relação a cada tópico, o professor redigirá um ou mais objetivos específicos, tendo em conta os resultados 
esperados da assimilação de conhecimentos e habilidades (fatos, conceitos, idéias, relações, métodos e técnicas de estu-
do, princípios, atitudes etc.). Estabelecer os objetivos é uma tarefa tão importante que deles vão depender os métodos e 
procedimentos de transmissão e assimilação dos conteúdos e as várias formas de avaliação (parciais e finais). 
O desenvolvimento metodológico será desdobrado nos seguintes itens, para cada assunto novo: preparação e in-
trodução do assunto; desenvolvimento e estudo ativo do assunto; sistematização e aplicação; tarefas de casa. Em cada 
um desses itens são indicados os métodos, procedimentos e materiais didáticos, isto é, o que professor e alunos farão 
para alcançar os objetivos. 
Em cada um dos itens mencionados, o professor deve prever formas de verificação do rendimento dos alunos. 
Precisa lembrar que a avaliação é feita no início (o que o aluno sabe antes do desenvolvimento de matéria nova), duran-
te e no final de uma unidade didática. A avaliação deve conjugar variadas formas de verificação, podendo ser informal, 
para fins de diagnóstico e acompanhamento do progresso dos alunos, e formal, para fins de atribuição de notas ou con-
ceitos. 
Os momentos didáticos do desenvolvimento metodológico não são rígidos. Cada momento terá duração de tem-
po de acordo com o conteúdo, com o nível de assimilação dos alunos. Às vezes ocupar-se-á mais tempo com a exposição 
oral da matéria, em outras, com o estudo da matéria. Outras vezes, ainda, tempo maior pode ser dedicado a exercícios 
de fixação consolidação. Por exemplo, pode acontecer que os alunos dominem perfeitamente os conhecimentos e habili-
dades necessários para enfrentar a matéria nova; nesse caso, a preparação e introdução do tema pode ser mais breve. 
Entretanto, se os alunos não dispõem de pré-requisitos bem consolidados, a decisão do professor deve ser outra, gas-
tando-se mais tempo para garantir uma base inicial de preparo através de recapitulação, pré-teste de sondagem, exercí-
cios. 
No desenvolvimento metodológico pode-se destacar aulas com finalidades específicas: aula de exposição oral da 
matéria, aula de discussão ou de trabalho em grupo, aula de estudo dirigido individual, aula de demonstração prática ou 
estudo do meio, aula de exercícios, aula de recapitulação, aula de verificação para avaliação. 
O professor consciencioso deverá fazer uma avaliação da própria aula. Sabemos que o êxito dos alunos não de-
pende unicamente do professor e de seu método de trabalho, pois a situação docente envolve muitos fatores de natureza 
social, psicológica, o clima geral da dinâmica da escola etc. Entretanto, o trabalho docente tem um peso significativo ao 
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Planejamento Pedagógico 26 
proporciona condições efetivas para o êxito escolar dos alunos. Ao fazer a avaliação das aulas, convém ainda levantar 
questões como estas: Os objetivos e conteúdos foram adequados à turma? O tempo de duração da aula foi adequado? 
Os métodos e técnicas de ensino foram variados e oportunos para suscitar a atividade mental e prática dos alunos? Fo-
ram feitas verificações de aprendizagem no decorrer das aulas (informais e formais)? O relacionamento professor-aluno 
foi satisfatório? Houve uma organização segura das atividades, de modo a ter garantido um clima de trabalho favorável? 
Os alunos realmente consolidaram a aprendizagem da matéria, num grau suficiente para introduzir matéria nova? Foram 
propiciadas tarefas de estudo ativas e independentes dos alunos? 
 
 
Escola: Disciplina: Data: 
Série: Professor: 
Unidade didática: 
Objetivos 
Específicos Conteúdos Nº aulas Desenvolvimento Metodológico 
 
Preparação: 
 
Introdução do assunto: 
 
Desenvolvimento e estudo ativo do assunto: 
 
Sistematização e aplicação: 
 
Tarefas para casa: 
Avaliação: 
Referencial teórico: 
(Exemplo de plano de aula - Libâneo) 
 
 
 
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Planejamento Pedagógico 27 
 
Caro amigo concurseiro, 
Este conjunto de questões foi criado para 
ajudar você que está iniciando neste mundo dos 
concursos públicos ou que já está na luta há al-
gum tempo, mas ainda não conseguiu alcançar 
o seu objetivo. É imprescindível fazer simulados 
para passar em concursos públicos. O simulado 
possibilita que você evite surpresas no dia da 
prova, que você aprenda a controlar melhor o 
tempo de resolução das questões e de marca-
ção do gabarito, além de fixar melhor a matéria. 
Lembre-se que o treino é a uma das atitu-
des mais desenvolvidas das pessoas que dese-
jam algum sucesso. Fazer algo diversas vezes 
conduz a pessoa ao caminho da perfeição. Se 
quiser ficar bom em concursos públicos faça si-
mulados. 
O que queremos é sua aprovação em 1º 
Lugar! 
Equipe DODF-Concursos 
 
 
PLANEJAMENTO E ORGANIZAÇÃO DO 
TRABALHO PEDAGÓGICO 
1. (44444) (CESPE/DPU/2016) Com relação ao pla-
nejamento e à avaliação, julgue o item seguinte. 
• Plano, programa e projeto são documen-
tos componentes do planejamento sistematizado: 
o projeto é o mais abrangente deles e engloba o 
plano. 
2. (44444) (ADAPTADA-PREF-BETIM-MG/PREF-BE-
TIM-MG/2015) Planejar não é preencher formulá-
rios, mas é um ato consciente de previsão das a-
ções docentes, fundamentadas em opções políti-
co-pedagógicas e tendo como referencial as situa-
ções didáticas concretas. 
• Dessa forma, são funções do planejamen-
to, guiar de forma rígida e absoluta o processo de 
ensino. 
3. (44444) (ADAPTADA-FEPESE/PREF-FLORIANOPO-
LIS/2016) Para que os planos sejam efetivamente 
instrumentos para a ação docente, devem ser co-
mo guia de orientação e devem apresentar coe-
rência. 
4. (44444) (ADAPTADA-FGV/SEDUC-SP/2013) Com 
relação ao planejamento do ensino, é a previsão 
de todas as atividades que o educando realiza sob 
a orientação da escola para atingir os fins da edu-
cação. 
5. (44444) (ADAPTADA-FEPESE/PREF-FLORIANOPO-
LIS/2016) Para que os planos sejam efetivamente 
instrumentos para a ação docente, devem ser co-
mo guia de orientação e devem apresentar uma 
estrutura mecânica. 
6. (44444) (ADAPTADA-IF-SC/IF-SC/2015) Conside-
rando as características dos diferentes níveis de 
planejamento, o planejamento da escola, é de 
fundamental importância para a escola e para o 
aluno, pois determina os objetivos, relaciona as 
disciplinas, os conteúdos, as atividades e experi-
ências que possibilitarão o alcance dos objetivos 
de aprendizagem. 
7. (44444) (ADAPTADA-EXATUS/PREF-NOVA FRI-
BURGO-RJ/2015) O planejamento escolar não as-
segura a unidade e a coerência do trabalho do-
cente. 
8. (44444) (ADAPTADA-PREF-BETIM-MG/PREF-BE-
TIM-MG/2015) Sobre o planejamento do trabalho 
pedagógico, é CORRETOafirmar que por meio 
desse planejamento, o profissional expressa suas 
intencionalidades e respeito pelo processo de 
constituição das identidades infantis. 
9. (44444) (ADAPTADA-EXATUS/PREF-NOVA FRI-
BURGO-RJ/2015) O planejamento escolar é um 
processo contínuo e dinâmico. 
10. (44444) (ADAPTADA-CETRO/FUNDACAO CASA 
/2014) As fases do planejamento escolar podem 
ser divididas em: o planejamento da escola, o pla-
nejamento curricular e o projeto ou plano de ensi-
no. 
• O planejamento curricular é a proposta ge-
ral das experiências de aprendizagem que serão 
oferecidas pela escola incorporadas nos diversos 
componentes curriculares, podendo ter como refe-
rência os seguintes elementos: fundamentos da 
disciplina, área de estudo, desafios pedagógicos, 
encaminhamento, proposta de conteúdos, proces-
sos de avaliação. 
11. (44444) (CESPE/SEE-AL/2013) A respeito do pla-
nejamento e da didática, julgue o item abaixo. 
• No planejamento são identificadas as op-
ções político-pedagógicas do docente e da escola. 
12. (44444) (CESPE/SEE-AL/2013) A respeito do pla-
nejamento e da didática, julgue o item abaixo. 
• O registro de novas experiências em sala 
de aula proporciona ao docente a recriação de sua 
ação didática. 
13. (44444) (CESPE/UNIPAMPA/2013) Considerando o 
planejamento de ensino, seus elementos constitu-
tivos e a relação professor-aluno, julgue o item. 
• No planejamento de ensino, a fase de pre-
paração consiste na previsão de todos os passos 
para assegurar a sistematização, o desenvolvi-
mento e a concretização dos objetivos pretendi-
dos. 
14. (44444) (CESPE/MPOG/2015) A respeito dos ele-
mentos pedagógicos da capacitação, julgue o item 
subsecutivo. 
• O primeiro passo no planejamento das au-
las é o diagnóstico da realidade sobre a qual se 
vai atuar, esse diagnóstico servirá de base para a 
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Planejamento Pedagógico 28 
formulação dos objetivos, os quais serão o norte 
do plano de aulas. 
15. (44444) (ADAPTADA-FGV/SEDUC-SP/2013) Acerca 
da adequação do planejamento às ações práticas 
de cada dia, os professores não precisam conside-
rar seu conhecimento sobre os alunos, suas dife-
renças, suas habilidades e seus interesses. 
16. (44444) (ADAPTADA-FGV/SEDUC-SP/2013) Com 
relação ao planejamento do ensino, é a previsão 
das situações especificas do professor com a clas-
se. 
17. (44444) (ADAPTADA-IF-SC/IF-SC/2015) Conside-
rando as características dos diferentes níveis de 
planejamento, o plano de aula, expressa a propos-
ta de trabalho do professor, constituindo a previ-
são do desenvolvimento do conteúdo correspon-
dendo ao nível de maior detalhamento do proces-
so de planejamento didático. 
18. (44444) (ADAPTADA-FUNRIO/IF-PA/2016) A esco-
la que se quer democrática não pode prescindir de 
processo de planejamento participativo. 
19. (44444) (ADAPTADA-NUCEPE/SEDUC-PI/2015) 
Analise o caso abaixo: 
Na rotina do professor Romão, é uma cons-
tante aparecer na aula sem a menor idéia do que 
vai tratar. Não lê, não prepara as aulas, assim, 
não sabe o tipo de tarefa que vai propor, então 
inventa na hora e na aula seguinte não se lembra 
de cobrar os alunos, nem comenta sobre o que 
havia pedido. Na maioria das vezes não sabe o 
que vai ministrar, então se põe a conversar com 
os alunos e a discutir banalidades. Quando é co-
brado pela equipe pedagógica da escola, sempre 
argumenta que não tem tempo de planejar aulas 
ou que esta tarefa é uma perda de tempo. 
• A atitude do professor Romão em recusar-
se a planejar, desconsidera principalmente uma 
das funções do planejamento apontada por Libâ-
neo (2004). Referimo-nos, de forma imediata, à 
função de facilitar a preparação das aulas: sele-
cionar o material didático em tempo hábil, saber 
que tarefas professor e alunos devem executar, 
replanejar o trabalho frente a novas situações que 
aparecem no decorrer das aulas. 
 
20. (44444) (CESPE/SEE-AL/2013) Acerca da partici-
pação do professor e da escola no processo de 
planejamento, julgue o item que se segue. 
• A elaboração do planejamento da institui-
ção de ensino dispensa a participação do profes-
sor. 
21. (44444) (CESPE/SEE-AL/2013) Com relação à dis-
tinção entre planejamento e plano escolar, julgue 
o item subsequente. 
• No plano escolar deve constar a apresen-
tação sistemática e justificada das ações a serem 
realizadas. 
22. (44444) (ADAPTADA-PREF-RJ/PREF-RJ/2016) José 
Carlos Libâneo, em seu livro Didática, declara: 
(...) A ação de planejar, portanto, não se reduz ao 
simples preenchimento de formulários para con-
trole administrativo, é, antes, a atividade consci-
ente de previsão das ações docentes (...) 
LIBÂNEO, José Carlos. Didática. São Paulo: Cortez, 
1990. Pág.222 
• Nesse trecho, o autor destaca uma das ca-
racterísticas do planejamento pedagógico, que é a 
contextualidade. 
23. (44444) (CESPE/UNIPAMPA/2013) Julgue o item 
seguinte, acerca de planejamento educacional. 
• O planejamento educacional, realizado nas 
esferas nacional, estadual e municipal, é um pro-
cesso contínuo, em que se incorporam as políticas 
educacionais para que se possa, com o desenvol-
vimento da educação, atender tanto as necessida-
des da sociedade quanto as do indivíduo. 
24. (44444) (ADAPTADA-CETRO/FUNDACAO CASA/ 
2014) É correto afirmar que o planejamento das 
ações pedagógicas pactuadas de modo sistemáti-
co e integrado é pré-requisito indispensável à or-
ganicidade, sequencialidade e articulação do con-
junto das aprendizagens perspectivadas, o que 
requer a participação de todos. 
25. (44444) (ADAPTADA-FEPESE/PREF-FLORIANOPO-
LIS/2016) Para que os planos sejam efetivamente 
instrumentos para a ação docente, devem ser co-
mo guia de orientação e devem apresentar objeti-
vidade. 
26. (44444) (ADAPTADA-FUNRIO/IF-PI/2014) Planejar 
é uma ação inerente à vida humana. É organizar 
previamente a ação, objetivando alcançar a satis-
fação dos resultados desejáveis através de ativi-
dades racionais, que envolvem tanto as ações que 
precisamos realizar quanto as problemáticas ad-
vindas do contexto social. Planejar não é improvi-
sar. É, antes de tudo, projetar, antever, prever as 
possibilidades de concretização dos resultados al-
mejados. 
Libâneo (2004) aponta que na escola, para 
ter sucesso no seu desempenho profissional, o 
docente precisa elaborar o planejamento escolar, 
“que inclui tanto a previsão das atividades em 
termos de organização e coordenação em face dos 
objetivos propostos, quanto a sua revisão e ade-
quação no decorrer do processo de ensino". 
• O questionamento é: O planejamento é 
um meio para programar as ações docentes, mas 
é também um momento de pesquisa e reflexão in-
timamente ligado à avaliação? 
27. (44444) (ADAPTADA-EXATUS/PREF-NOVA FRI-
BURGO-RJ/2015) O planejamento escolar não in-
ter-relaciona ao plano de aula. 
28. (44444) (CESPE/SEE-AL/2013) Acerca da partici-
pação do professor e da escola no processo de 
planejamento, julgue o item que se segue. 
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Planejamento Pedagógico29 
• O desenvolvimento do planejamento deve 
ser orientado de acordo com o projeto pedagógico 
da instituição. 
29. (44444) (ADAPTADA-IMPARH/IMPARH/2015) O 
planejamento é a principal ferramenta de trabalho 
do professor. É o fio condutor da ação educativa. 
• Planejar é dar tempo para pensar a prática 
antes de realizá-la e deve ser um elemento impul-
sionador da prática pedagógica de qualidade. 
30. (44444) (ADAPTADA-IF-SC/IF-SC/2015) Conside-
rando as características dos diferentes níveis de 
planejamento, o plano de curso, define a organi-
zação de um conjunto de disciplinas que serão 
ministradas e desenvolvidas em uma escola. 
31. (44444) (CESPE/UNIPAMPA/2013) Julgue o item 
seguinte, acerca de planejamento educacional. 
• A preocupação central no processo de pla-
nejamento político-pedagógico é definir fins, con-
ceber visões globalizantes e de eficácia, com o in-
tuito de alcançar transformação em médio prazo 
e/ou longo prazo. 
32. (44444) (ADAPTADA-EXATUS/PREF-NOVA FRI-
BURGO-RJ/2015) O planejamento escolar deve ser 
dialógico e flexível. 
33. (44444) (ADAPTADA-UNIVERSA/SECRIANÇA-DF/ 
2015) Os objetivos são o ponto de partida do pro-
cesso pedagógico, pois representam as exigências 
da sociedade em relação à escola, ao ensino e aos 
alunos ao mesmo tempo em que refletem as op-
ções políticas dos agentes educativos. Os objeti-
vos gerais são explicitados em três níveis de a-
brangência: pelo sistema escola, pela escola, e pe-
lo professor. Nesse contexto, o nível de abrangên-
cia pela escola estabelece princípios e diretrizes de 
orientação do trabalho escolar com base em um 
plano pedagógico didático. 
34. (44444) (ADAPTADA-FUNCAB/MPE-RO/2012) O 
Planejamento de Aula é a previsão dos conheci-
mentos a serem desenvolvidos e das atividades a 
serem realizadas em uma determinada classe, du-
rante um certo período de tempo, geralmente du-
rante o ano ou semestre letivo? 
35. (44444) (CESPE/UNIPAMPA/2013) Considerando o 
planejamento de ensino, seus elementos constitu-
tivos e a relação professor-aluno, julgue o item. 
• Ao redigir os objetivos específicos em um 
plano de ensino, o professor pode indicar as atitu-
des e convicções em relação à matéria, ao estudo, 
ao relacionamento humano e à realidade social, 
ainda que esses itens dificilmente possam ser 
transformados em proposições e resultados. 
36. (44444) (CESPE/SEE-AL/2013) Com relação à dis-
tinção entre planejamento e plano escolar, julgue 
o item subsequente. 
• O planejamento educacional é um proces-
so contínuo que estabelece metas e diretrizes, ha-
ja vista a situação educacional presente e as pos-
sibilidades futuras. 
37. (44444) (ADAPTADA-FEPESE/PREF-FLORIANOPO-
LIS/2016) Estudos revelam que o planejamento, 
no contexto escolar, é um meio para programar as 
ações docentes, mas é também um momento de 
pesquisa e reflexão intimamente ligado à avalia-
ção. 
38. (44444) (ADAPTADA-IF-SC/IF-SC/2015) Conside-
rando as características dos diferentes níveis de 
planejamento, o planejamento educacional, torna-
se necessário, tendo em vista as finalidades da 
educação, constituindo o instrumento básico para 
que todo o processo educativo se concretize. 
39. (44444) (CESPE/IFB/2011) Na esfera da educação 
e do ensino, há vários níveis de planejamento, 
que variam em abrangência e complexidade: pla-
nejamento de um sistema educacional, planeja-
mento geral das atividades de uma escola, plane-
jamento de currículo e planejamento didático ou 
de ensino. Julgue o item que segue, relacionado a 
esses planejamentos. 
• Sondagem e diagnóstico são etapas do 
planejamento escolar, sendo a sondagem a análi-
se e interpretação dos dados coletados na etapa 
do diagnóstico da realidade escolar. 
40. (44444) (CESPE/SEE-AL/2013) A respeito do pla-
nejamento e da didática, julgue o item abaixo. 
• Atualizar o conteúdo e facilitar a prepara-
ção de aulas são funções do planejamento esco-
lar. 
41. (44444) (ADAPTADA-FEPESE/PREF-FLORIANOPO-
LIS/2016) Para que os planos sejam efetivamente 
instrumentos para a ação docente, devem ser co-
mo guia de orientação e devem apresentar rigi-
dez. 
42. (44444) (CESPE/MPOG/2015) Em relação à prática 
pedagógica e seus objetivos, julgue o item que se 
segue, considerando os fundamentos da educação 
brasileira. 
• O professor deve ter os objetivos educa-
cionais como ponto de partida para a realização 
de seu trabalho pedagógico. 
43. (44444) (CESPE/SEE-AL/2013) Acerca da partici-
pação do professor e da escola no processo de 
planejamento, julgue o item que se segue. 
• A elaboração, a execução e a avaliação do 
plano de trabalho do professor são responsabili-
dades de todos os atores sociais da escola. 
44. (44444) (CESPE/DEPEN/2015) Julgue o item sub-
sequente, relativo ao planejamento e seus ele-
mentos constitutivos, e ao processo de ensino e 
aprendizagem. 
• Objetivos, conteúdos, tendência pedagógi-
ca e metodologia são elementos constituintes do 
plano de ensino. 
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Planejamento Pedagógico 30 
45. (44444) (ADAPTADA-IF-SC/IF-SC/2015) Conside-
rando as características dos diferentes níveis de 
planejamento, o planejamento curricular, constitui 
uma atividade que envolve o processo de reflexão, 
de decisões sobre a organização, o funcionamento 
e a proposta pedagógica da instituição. 
46. (44444) (ADAPTADA-IF-SC/IF-SC/2015) O plano 
de aula corresponde ao nível de maior detalha-
mento e objetividade do processo de planejamen-
to didático. Dessa forma, ao realizar o seu plano 
de aula o professor deverá considerar análise da 
realidade, projeção de finalidades e formas de 
mediação. 
47. (44444) (CESPE/UNIPAMPA/2013) Julgue o item 
seguinte, acerca de planejamento educacional. 
• O planejamento de ensino, que envolve a 
interação professor-aluno, corresponde ao proces-
so de decisão sobre a atuação dos professores no 
cotidiano do trabalho pedagógico. 
48. (44444) (CESPE/UNIPAMPA/2013) Julgue o item 
seguinte, acerca de planejamento educacional. 
• O instrumento denominado planejamento 
curricular orienta a ação educativa, constituindo 
um processo de tomada de decisões sobre a di-
nâmica da ação escolar. 
49. (44444) (CESPE/SEE-AL/2013) Acerca da partici-
pação do professor e da escola no processo de 
planejamento, julgue o item que se segue. 
• O professor tem a responsabilidade de 
planejar o ensino de forma participativa. 
50. (44444) (CESPE/SEE-AL/2013) A respeito do pla-
nejamento e da didática, julgue o item abaixo. 
• O planejamento eficaz deve ser um ins-
trumento rígido e absoluto para direcionar a práti-
ca docente. 
51. (44444) (ADAPTADA-IMPARH/IMPARH/2015) O 
planejamento é a principal ferramenta de trabalho 
do professor. É o fio condutor da ação educativa. 
Possui elementos essenciais: conhecimento da re-
alidade, dados de identificação, ementa, finalida-
de, conteúdos, metodologia, atividades discentes, 
cronograma, recursos, avaliação e bibliografia. 
52. (44444) (CESPE/MPOG/2015) A respeito dos ele-
mentos pedagógicos da capacitação, julgue o item 
subsecutivo. 
• Em razão de sua importância para o bom 
andamento do ensino, o planejamento deve ser 
pensado e executado pelos professores a partir de 
reflexões conjuntas com os alunos e a comunida-
de escolar. 
53. (44444) (CESPE/SEE-AL/2013) Com relação à dis-
tinção entre planejamento e plano escolar, julgue 
o itemsubsequente. 
• O planejamento é um documento elabora-
do pela comunidade escolar no qual se registram 
as decisões acordadas entre os pares a respeito 
das ações a serem realizadas. 
54. (44444) (ADAPTADA-CISCOPAR/CISCOPAR/2015) 
A elaboração e o cumprimento do plano de traba-
lho, segundo a proposta pedagógica do estabele-
cimento de ensino é dever do pedagogo. 
55. (44444) (ADAPTADA-IF-SC/IF-SC/2015) Conside-
rando as características dos diferentes níveis de 
planejamento, o plano de disciplina, sistematiza a 
ação do professor, pois expressa a previsão de 
conhecimentos e conteúdos que serão ministra-
dos, a definição dos objetivos e a seleção de pro-
cedimentos e técnicas de ensino. 
56. (44444) (ADAPTADA-FGV/SEDUC-SP/2013) Acerca 
da adequação do planejamento às ações práticas 
de cada dia, é importante que o professor saiba 
adequar a matéria para que os alunos a compre-
endam. 
57. (44444) (ADAPTADA-IMPARH/IMPARH/2015) O 
planejamento é a principal ferramenta de trabalho 
do professor. É o fio condutor da ação educativa. 
Planejar dispensa considerar aspectos históricos, 
políticos, sociais e econômicos, pois, o ato de en-
sinar independe desses fatores. 
58. (44444) (ADAPTADA-FGV/SEDUC-SP/2013) Com 
relação ao planejamento do ensino, é o processo 
de tomada de decisão que visa à racionalização 
das atividades do professor e dos alunos, na situ-
ação de ensino aprendizagem. 
59. (44444) (ADAPTADA-FGV/SEDUC-SP/2013) Acerca 
da adequação do planejamento às ações práticas 
de cada dia, uma vez elaborado, o planejamento 
nunca deve ser alterado para não atrapalhar o 
bom andamento do programa. 
60. (44444) (ADAPTADA-IF-PB/IF-PB/2013) O traba-
lho do professor é de natureza complexa e possui 
diversas atribuições, dentre as quais se pode des-
tacar o planejamento do que irá ensinar. Sobre a 
ação do professor, no papel de planejador, é 
CORRETO afirmar: 
• O planejamento necessita refletir as reais 
necessidades a serem empreendidas, ser um ele-
mento de transformação e expressar o que se de-
seja realizar, sem desconsiderar o caráter de flexi-
bilidade em sua execução. 
61. (44444) (ADAPTADA-FUNCAB/SEE-AC/2014) São 
funções do planejamento escolar, facilitar a prepa-
ração de aulas, de forma a manter a unidade dos 
conteúdos, com vistas à formação de turmas ho-
mogêneas, possibilitando a exclusão de alunos 
que não acompanhem as aulas propostas. 
62. (44444) (ADAPTADA-IESES/IFC-SC/2014) O pla-
nejamento escolar é uma tarefa docente que inclui 
tanto a previsão das atividades didáticas em ter-
mos de organização e coordenação em face dos 
objetivos propostos, quando à sua revisão e ade-
quação no decorrer do processo de ensino. Assim, 
considerando a sua relevância, ele deve ser assu-
mido como um processo de reflexão envolvendo 
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Planejamento Pedagógico 31 
todas as ações e situações do educador no cotidi-
ano do seu trabalho pedagógico? 
63. (44444) (CESPE/SEE-AL/2013) Com relação à dis-
tinção entre planejamento e plano escolar, julgue 
o item subsequente. 
• No plano escolar deve ser registrada a sín-
tese entre o projeto pedagógico e os planos de 
ensino. 
64. (44444) (CESPE/UNIPAMPA/2013) A respeito dos 
objetivos e conteúdos de ensino, julgue o próximo 
item. 
• A dificuldade de delimitação dos conteúdos 
disciplinares no plano escolar pode ser atribuída 
aos seguintes fatos: o conhecimento humano 
cresce exponencialmente, tornando-se rapidamen-
te obsoleto, e o tempo escolar é limitado. 
65. (44444) (CESPE/SEE-AL/2013) A respeito do pla-
nejamento e da didática, julgue o item abaixo. 
• O planejamento, por si só, assegura o an-
damento do processo de ensino. 
66. (44444) (ADAPTADA-FGV/PREF-JOAO PESSOA/ 
2014) A afirmativa a seguir está relacionada ao 
processo de planejamento escolar: 
• O planejamento inicial deve ser rígido e in-
flexível, definindo, assim, os objetivos a serem al-
cançados. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GABARITO 
1. ERRADO - Plano, programa e projeto são docu-
mentos componentes do planejamento sistemati-
zado: o projeto é o MENOS abrangente deles e É 
englobado pelo plano. ou seja: PROJETO < 
PROGRAMA < PLANO. 
2. ERRADO - Para que os planos sejam efetivamen-
te instrumentos para a ação, devem ser como um 
guia de orientação e devem apresentar ordem se-
quencial, objetividade, coerência, flexibilidade. 
3. CERTO - Para que os planos sejam efetivamente 
instrumentos para a ação, devem ser como guia 
de orientação e devem apresentar ordem sequen-
cial, objetividade, coerência, flexibilidade. 
4. ERRADO - Não só fins da educação. Ao planejar 
o processo de ensino, a escola e os professores 
disponibilizam além de outras, conteúdos que res-
pondem às exigências profissionais, políticas e cul-
turais. 
5. ERRADO - Para que os planos sejam efetivamen-
te instrumentos para a ação, devem ser como 
guia de orientação e devem apresentar ordem se-
quencial, objetividade, coerência, flexibilidade. 
6. ERRADO - O planejamento escolar é uma tarefa 
docente que inclui tanto a previsão das atividades 
em termos de organização e coordenação em face 
dos objetivos propostos, quanto a sua revisão e 
adequação no decorrer do processo de ensino. 
7. ERRADO - Uma das funções do planejamento é 
assegurar a unidade e a coerência do trabalho do-
cente, uma vez que torna possível inter-relacionar, 
num plano, os elementos que compõem o proces-
so de ensino. 
8. CERTO - Sendo uma função do planejamento, 
prever objetivos, conteúdos e métodos a partir da 
consideração das exigências postas pela realidade 
social, do nível de preparo e das condições sócio-
culturais e individuais dos alunos. 
9. CERTO - Como em todas as organizações sociais 
e em nossa vida, o cotidiano da escola não é está-
tico, é dinâmico. É importante destacar que o pla-
nejamento é um processo contínuo de conheci-
mento e interpretação da realidade, que precisa 
ser reflexivo devido à dinâmica da sociedade. 
10. CERTO - O plano curricular desenvolve-se no âm-
bito da escola, visto que sua função é de concreti-
zar os planos elaborados em níveis superiores, ou 
seja, atender os objetivos proposto no planeja-
mento educacional, sempre valorizando as peculi-
aridades regionais e ou locais. 
11. CERTO - A ação de planejar, portanto, não se re-
duz ao simples preenchimento de formulários para 
controle administrativo, é, antes, a atividade cons-
ciente de previsão das ações docentes, fundamen-
tadas em opções político-pedagógicas, e tendo 
como referência permanente as situações didáti-
cas concretas isto é, a problemática social, eco-
nômica, política e cultural que envolve a escola, os 
professores, os alunos, os pais, a comunidade, 
que interagem no processo de ensino. 
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Planejamento Pedagógico 32 
12. CERTO - A cada etapa do processo de ensino 
convém que o professor vá registrando no plano 
de ensino e noplano de aulas novos conhecimen-
tos, novas experiências. Com isso, vai criando e 
recriando sua própria didática, vai enriquecendo 
sua prática profissional e ganhando mais seguran-
ça. 
13. CERTO - No tempo da preparação se seleciona o 
material didática a ser utilizado, fica sabendo que 
tarefas o professor e os alunos devem executar 
além de replanejar o trabalho frente a novas situ-
ações. 
14. CERTO - Para se bem planejar é preciso diagnos-
ticar, mapear a realidade institucional, conhecer o 
espaço, ou seja, conhecer a filosofia da instituição, 
perceber a realidade existente e planejar a reali-
dade almejada. 
15. ERRADO - O professor precisa prever objetivos, 
conteúdos e métodos a partir de consideração das 
exigências postas pela realidade social, do nível de 
preparo e das condições sócio-culturais e individu-
ais dos alunos. 
16. CERTO - O plano de ensino ou plano de unidade 
é a previsão dos objetivos e tarefas do trabalho 
docente para o ano ou semestre é um documento 
mais elaborado, dividido por unidades sequenciais, 
no qual aparecem objetivos específicos, conteúdos 
e desenvolvimento metodológicos. 
17. CERTO - O plano de aula é caracterizado pela 
descrição específica de tudo que o professor reali-
zará em classe durante as aulas de um período 
específico. Na sua elaboração alguns pontos são 
muito importantes como: • Dados de identificação 
do professor e da escola. • Os objetivos a serem 
alcançados com as aulas que serão ministradas. • 
Conteúdo que será ministrado em cada aula, o 
qual deve seguir uma linha cronológica do proces-
so de aprendizagem. • Os procedimentos utiliza-
dos para aprendizagem dos alunos, ou seja, são 
as fases da aprendizagem. • Os recursos que se-
rão utilizados para alcançar os objetivos. • E, por 
último, as metodologias de avaliação, ou seja, as 
técnicas avaliativas que o professor utilizará para 
avaliar o aprendizado do educando. 
18. CERTO - A escola que se quer democrática não 
pode prescindir de: ou seja, não pode dispensar o 
Processo de Planejamento participativo. 
19. CERTO - O planejamento escolar é uma tarefa 
docente que inclui tanto a previsão das atividades 
didáticas em termos da sua organização e coorde-
nação em face dos objetivos propostos, quanto a 
sua revisão e adequação no decorrer do processo 
de ensino. 
20. ERRADO - No planejamento participativo, esse 
espaço no qual os pais, alunos, professores, fun-
cionários e especialistas expliquem a escola, es-
tamos garantindo a ampliação da compreensão 
desses sobre a realidade escolar por meio do de-
bate democrático. 
21. CERTO - "Um plano ou um projeto é um esboço, 
um esquema que representa uma idéia, um obje-
tivo, uma meta, uma seqüência de ações que irão 
orientar a prática" (LIBÂNEO). 
22. ERRADO - O planejamento não pode ser uma a-
ção docente encarada como uma atividade neutra, 
descompromissada e ingênua. Mesmo quando o 
docente “não” planeja, ele traduz uma escolha po-
lítica. A ação de planejar é carregada de intencio-
nalidades, por isso, o planejamento deve ser uma 
ação pedagógica comprometida e consciente. 
23. CERTO - “O planejamento é um processo contí-
nuo de conhecimento e análise da realidade esco-
lar em suas condições concretas, busca de alter-
nativas para soluções de problemas e de tomada 
de decisões” (LIBÂNEO, 2001, p. 84). 
24. CERTO - O planejamento para ser eficaz, necessi-
ta ser elaborado contando com a participação dos 
vários segmentos que compõem a escola, além de 
envolver os pais e a comunidade. 
25. CERTO - Para que os planos sejam efetivamente 
instrumentos para a ação, devem ser como guia 
de orientação e devem apresentar ordem sequen-
cial, objetividade, coerência, flexibilidade. 
26. CERTO - O planejamento é um meio para se pro-
gramar as ações docentes, mas é também um 
momento de pesquisa e reflexão intimamente li-
gado à avaliação. 
27. ERRADO - Uma das funções do planejamento é 
assegurar a unidade e a coerência do trabalho do-
cente, uma vez que torna possível inter-relacionar, 
num plano, os elementos que compõem o proces-
so de ensino. 
28. CERTO - Quem dá o rumo as ações educativas na 
escola é o projeto pedagógico. Então precisa estar 
linkado no planejamento escolar. 
29. CERTO - Uma das funções do planejamento esco-
lar é assegurar a racionalização, organização e co-
ordenação do trabalho docente, de modo que a 
previsão das ações docentes possibilite ao profes-
sor a realização de um ensino de qualidade e evite 
a improvisação e a rotina. 
30. CERTO - O Plano de Curso é um instrumento de 
trabalho que possui o objetivo de referenciar os 
conteúdos, as metodologias, os procedimentos e 
as técnicas a serem utilizadas no processo de en-
sino-aprendizagem concernentes às unidades es-
colares. 
31. CERTO - O PPP se torna um documento vivo e e-
ficiente na medida em que serve de parâmetro pa-
ra discutir referências, experiências e ações de 
curto, médio e longos prazos. 
32. CERTO - O plano deve ter flexibilidade no decor-
rer do ano letivo, o professor está sempre organi-
zando e reorganizando o seu trabalho. O diálogo 
que viabilize propostas coletivas para a melhoria 
da qualidade política, pedagógica e administrativa 
da escola. 
33. CERTO - Os objetivos gerais são explicitados em 
três níveis de abrangência, do mais amplo ao mais 
específico: a pelo sistema escolar, que expressa as 
finalidades educativas de acordo com ideais e va-
lores dominantes na sociedade. b pela escola, que 
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Planejamento Pedagógico 33 
estabelece princípios e diretrizes de orientação do 
trabalho escolar com base num plano pedagógico-
didático que represente o consenso do corpo do-
cente em relação à filosofia da educação e à práti-
ca escolar. e pelo professor, que concretiza no en-
sino da matéria a sua própria visão de educação e 
de sociedade. 
34. ERRADO - É o Planejamento de Curso: previsão 
de conhecimentos a serem desenvolvidos e de ati-
vidades a serem realizadas em um determinado 
período. Geralmente 01 ano ou semestre letivos. 
35. CERTO - Embora dificilmente possam ser trans-
formados em proposições expressando resultados, 
esses itens fazem parte dos objetivos e tarefas 
docentes. 
36. CERTO - “O planejamento é um processo contí-
nuo de conhecimento e análise da realidade esco-
lar em suas condições concretas, busca de alter-
nativas para soluções de problemas e de tomada 
de decisões” (LIBÂNEO, 2001, p. 84). 
37. CERTO - Avaliação entendida como um meio, não 
um fim em si mesma, mas um meio que acompa-
nha todo processo da metodologia de ensino. 
38. CERTO - Planejamento Educacional "é um pro-
cesso contínuo que se preocupa com o para onde 
ir e quais as maneiras adequadas para chegar lá, 
tendo em vista a situação presente e possibilida-
des futuras, para que o desenvolvimento da edu-
cação atenda tanto as necessidades do desenvol-
vimento da sociedade, quanto as do indivíduo." 
39. ERRADO - Sondagem é utilizada para levantar as 
aspirações, frustrações, necessidades e possibili-
dades dos alunos. Estes dados são analisados e 
interpretados, etapa esta conhecida como Diag-
nóstico. 
40. CERTO - Duas das funções de planejamento são: 
atualizar o conteúdo do plano sempre que é revis-
to e facilitar a preparação das aulas. 
41. ERRADO - Para que os planos sejam efetivamen-
te instrumentos para a ação, devem ser como 
guia de orientação e devemapresentar ordem se-
quencial, objetividade, coerência, flexibilidade. 
42. CERTO - A seleção dos objetivos de ensino é con-
siderada um elemento fundamental no processo 
de planejamento da prática educativa, pois dá se-
gurança ao educador, orientando a sua atuação 
pedagógica, ajudando-o na seleção dos meios 
mais adequados para a realização de seu trabalho. 
43. ERRADO - Quem faz isso é o planejamento esco-
lar. 
44. ERRADO - O plano de ensino ou plano de curso 
ou plano de unidades didáticas e contém os se-
guintes componentes: justificativa da disciplina em 
relação aos objetivos da escola, objetivos gerais, 
objetivos específicos, conteúdo com a divisão te-
mática de cada unidade, tempo provável e desen-
volvimento metodológico atividades do professor e 
dos alunos. 
45. ERRADO - O Planejamento Curricular tem por ob-
jetivo orientar o trabalho do professor na prática 
pedagógica da sala de aula. Segundo Coll (2004), 
definir o currículo a ser desenvolvido em um ano 
letivo é uma das tarefas mais complexas da práti-
ca educativa e de todo o corpo pedagógico das 
instituições. 
46. CERTO - O plano de aula é a previsão do desen-
volvimento do conteúdo para uma aula ou conjun-
to de aulas e tem um caráter específico. É um de-
talhamento do plano de ensino. As unidades e su-
bunidades tópicas que foram previstas em linhas 
gerais são agora especificadas e sistematizadas 
para uma situação didática real. 
47. CERTO - Os elementos do planejamento escolar - 
objetivos-conteúdos-métodos – estão recheados 
de implicações sociais, é uma atividade de refle-
xão a cerca das nossas opções e ações, se não 
pensarmos didaticamente sobre o rumo que de-
vemos dar ao nosso trabalho, ficaremos entregues 
aos rumos estabelecidos pelos interesses domi-
nantes da sociedade. 
48. CERTO - É instrumento que orienta a educação, 
como processo dinâmico e integrado de todos os 
elementos que interagem para a consecução dos 
objetivos, tanto os do aluno, como os da escola. 
49. CERTO - O professor diante do processo de pla-
nejamento deve se organizar de maneira que as 
partes interessadas participem ativamente nesse 
processo, nos momentos pertinentes. 
50. ERRADO - Como a sua função é orientar a práti-
ca, partindo das exigências da própria prática, ele 
não pode ser um documento rígido e absoluto, 
pois uma das características do processo de ensi-
no é que está sempre em movimento, está sem-
pre sofrendo modificações face às condições reais. 
51. CERTO - Percebe-se que o planejamento é de 
fundamental importância para a escola e para 
seus alunos. Visto que, é a expressão viva, além 
de determinar os objetivos da escola, relaciona 
também às disciplinas, conteúdos, metodologia de 
ação e os recursos necessários ao alcance dos 
propósitos. Visualizando o processo de avaliação 
de desempenho de todos da escola. 
52. CERTO - O planejamento é também um processo 
de comunicação. Por meio da comunicação, as 
pessoas se sentirão comprometidas com as deci-
sões que se tomam. Quando ocorre a participação 
de várias pessoas no planejamento, abre-se um 
leque bem maior de opções, mais experiências a 
serem passadas, diferentes olhares sobre os te-
mas tratados. 
53. ERRADO - Após a avaliação do planejamento, to-
das as decisões coletivamente tomadas, no pri-
meiro momento, devem ser registradas no docu-
mento que chamamos de plano escolar. 
54. ERRADO - LEI 9394/96 - LDBEN Art. 13. Os do-
centes incumbir-se-ão de: II - elaborar e cumprir 
plano de trabalho, segundo a proposta pedagógica 
do estabelecimento de ensino' 
55. CERTO - Hierarquicamente, abaixo do plano de 
curso, teremos o plano de disciplina, constituído 
em um nível micro do planejamento de ensino. Ele 
tem uma metodologia própria, é específico e rela-
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Planejamento Pedagógico 34 
tivo a uma determinada disciplina ou matéria. É 
concebido no ambiente micro da sala de aula ou 
espaço reservado para a aprendizagem.O plano de 
disciplina pode ser construído em conjunto com os 
alunos e demais integrantes da escola. 
56. CERTO - Sempre será preciso adequar o progra-
ma ao nível de preparo dos alunos, às condições 
concretas de desenvolvimento das aulas, aos ob-
jetivos gerais do ensino da matéria, à continuida-
de do programa desenvolvido na série anterior e, 
finalmente, ao tempo disponível. 
57. ERRADO - Para um bom planejamento escolar 
precisa prever objetivos, conteúdos e métodos a 
partir da consideração das exigências postas pela 
realidade social, do nível de preparo e das condi-
ções sócio-culturais e individuais dos alunos. 
58. CERTO - O planejamento é um processo de ra-
cionalização, organização e coordenação da ação 
docente, articulando a atividade escolar e a pro-
blemática do contexto social. 
59. ERRADO - O planejamento precisa atualizar os 
conteúdos do plano sempre que for preciso, aper-
feiçoando-o em relação aos progressos feitos no 
campo dos conhecimentos, adequando-os às con-
dições de aprendizagens dos alunos, aos métodos, 
técnicas e recursos de ensino que vão sendo in-
corporados nas experiências do cotidiano. 
60. CERTO - Formular objetivos no planejamento é 
uma tarefa que consiste, basicamente, em descre-
ver os conhecimentos a serem assimilados, as ha-
bilidades, hábitos e atitudes a serem desenvolvi-
dos, ao término do estudo de certos conteúdos de 
ensino. Devem ser realistas, isto é, expressar re-
sultados de aprendizagem realmente possíveis de 
serem alcançados no tempo que se dispõe e nas 
condições em que se realiza o ensino. 
61. ERRADO - Não há exclusão e sim considerar no 
planejamento as condições e níveis individuais dos 
alunos. Com isso a turma é heterogênea onde ca-
da um é um. 
62. CERTO - O planejamento não pode ser igual ao 
outro. Ele deve ser concebido, assumido e viven-
ciado no cotidiano da prática social docente, como 
um processo de reflexão. 
63. CERTO - O plano da escola é um documento mais 
global, expressa orientações gerais que sinteti-
zam, de um lado, as ligações da escola com o sis-
tema escolar mais amplo e, de outro, as ligações 
do projeto pedagógico da escola com os planos de 
ensino propriamente ditos. 
64. CERTO - Entende-se que o crescimento humano 
tem que estar contemplado no planejamento es-
colar, pois modifica a qualidade e o desempenho 
da aula. 
65. ERRADO - O planejamento não assegura, por si 
só, o andamento do processo de ensino. Mesmo 
porque a sua elaboração está em função da dire-
ção, organização e coordenação do ensino. É pre-
ciso, pois, que os planos estejam continuamente 
ligados à prática, de modo que sejam sempre re-
vistos e refeitos. 
66. ERRADO - Para que os planos sejam efetivamen-
te instrumentos para a ação, devem ser como um 
guia de orientação e devem apresentar ordem se-
quencial, objetividade, coerência, flexibilidade. 
Como a sua função é orientar a prática, partindo 
das exigências da própria prática, ele não pode 
ser um documento rígido e absoluto, pois uma das 
características do processo de ensino é que está 
sempre em movimento, está sempre sofrendo 
modificações face às condições reais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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