Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

Prévia do material em texto

PREFEITURA MUNICIPAL DE BLUMENAU 
SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE 
POLÍTICA MUNICIPAL DE SAÚDE DA MULHER 
POLÍTICA MUNICIPAL DE SAÚDE DO HOMEM 
PROGRAMA CASAL BLUMENAUENSE 
 
 
PROTOCOLO MUNICIPAL DE 
ASSISTÊNCIA AO PRÉ-NATAL DE RISCO 
HABITUAL E PUERPÉRIO 
 
 
 
 
 
 
 
 
2015 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
 
 
APRESENTAÇÃO ................................................................................................................... 6 
1 INTRODUÇÃO ..................................................................................................................... 7 
1.1 CONDIÇÕES BÁSICAS PARA ORGANIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA PRÉ-NATAL ... 9 
2 DIAGNÓSTICO DA GRAVIDEZ ..................................................................................... 10 
3 FLUXOGRAMA DA ATENÇÃO AO PRÉ-NATAL ...................................................... 12 
4 ACOLHIMENTO ................................................................................................................ 14 
5 ATRIBUIÇÕES DOS PROFISSIONAIS NO PRÉ-NATAL .......................................... 15 
5.1 ATRIBUIÇÕES DO AGENTE COMUNITÁRIO DE SAÚDE NO PRÉ-NATAL .......... 15 
5.2 ATRIBUIÇÕES DO TÉCNICO DE ENFERMAGEM NO PRÉ-NATAL ....................... 15 
5.3 ATRIBUIÇÕES DO ENFERMEIRO NO PRÉ-NATAL .................................................. 16 
5.4 ATRIBUIÇÕES DO MÉDICO NO PRÉ-NATAL ............................................................ 17 
5.5 ATRIBUIÇÕES DO CIRURGIÃO DENTISTA NO PRÉ-NATAL ................................. 17 
5.6 ATRIBUIÇÕES DO TÉCNICO DE SAÚDE BUCAL / AUXILIAR DE SAÚDE BUCAL
 .................................................................................................................................................. 18 
6 HABILIDADES DOS PROFISSINAIS DE SAÚDE DURANTE O PRÉ-NATAL ....... 19 
7 CONSULTA PRÉ-NATAL ................................................................................................. 20 
7.1 PERIODICIDADE DA CONSULTA ................................................................................ 20 
7.2 ROTEIRO PARA PRIMEIRA CONSULTA PRÉ-NATAL ............................................. 21 
7.3 ROTEIRO PARA CONSULTAS SUBSEQUENTES ....................................................... 24 
7.4 ROTEIRO PARA CONSULTA ODONTOLÓGICA ........................................................ 25 
7.5 ALEITAMENTO MATERNO NA CONSULTA DE PRÉ-NATAL ................................ 25 
8 CLASSIFICAÇÃO DE RISCO GESTACIONAL ........................................................... 26 
8.1 FATORES DE RISCO QUE PERMITEM A REALIZAÇÃO DO PRÉ-NATAL PELA 
EQUIPE DE ATENÇÃO BÁSICA (RISCO HABITUAL) ..................................................... 26 
8.2 FATORES DE RISCO QUE PODEM INDICAR ENCAMINHAMENTO AO PRÉ-
NATAL DE ALTO RISCO ...................................................................................................... 27 
8.3 FATORES DE RISCO QUE INDICAM ENCAMINHAMENTO À 
URGÊNCIA/EMERGÊNCIA OBSTÉTRICA ........................................................................ 28 
9 EXAMES DE ROTINA/ COMPLEMENTARES E CONDUTAS ................................. 30 
9.1 EXAMES DE PRÉ-NATAL POR TRIMESTRE .............................................................. 30 
9.2 PRÉ-NATAL MASCULINO ............................................................................................. 31 
9.3 CONDUTAS DIANTE DOS RESULTADOS DOS EXAMES DE ROTINA .................. 32 
10 MEDICAÇOES PARA USO DURANTE A GESTAÇÃO ............................................ 34 
10.1 ÁCIDO FÓLICO .............................................................................................................. 34 
10.2 SULFATO FERROSO ..................................................................................................... 34 
10.3 PARACETAMOL E METOCLOPRAMIDA .................................................................. 34 
10.4 MEDICAMENTOS PODERÃO SER PRESCRITOS PELO MÉDICO (A) OU 
ENFERMEIRO (A) .................................................................................................................. 36 
11 ESQUEMA BÁSICO DE VACINAÇÃO ........................................................................ 37 
12 CONDUTAS FRENTE À VIOLÊNCIA E GRAVIDEZ DECORRENTE DE 
VIOLENCIA SEXUAL .......................................................................................................... 39 
12.1 ALTERNATIVAS FRENTE A GRAVIDEZ DECORRENTE DE VIOLÊNCIA 
SEXUAL .................................................................................................................................. 40 
13 ATIVIDADES EDUCATIVAS NA GESTAÇÃO .......................................................... 41 
14 ORIENTAÇÕES FRENTE AS QUEIXAS MAIS FREQUENTES NA GESTAÇÃO 43 
15 CONDUTAS QUE NORTEIAM O ATENDIMENTO CLÍNICO DA GESTANTE 
PELA EQUIPE DE SAÚDE BUCAL ................................................................................... 48 
15.1 RADIOGRAFIAS BUCAIS ............................................................................................. 48 
15.2 ANESTESIA ODONTOLÓGICA ................................................................................... 49 
15.3 ANTIBIÓTICOS, ANTI-INFLAMATÓRIOS E ANALGÉSICOS ................................ 49 
16 VISITA DOMICILIAR NO PUERPÉRIO ..................................................................... 53 
17 CONSULTA DE PUERPÉRIO ........................................................................................ 54 
17.1 EXAMES DE ROTINA DO PUERPÉRIO ...................................................................... 55 
17.2 VACINAÇÃO NO PUERPÉRIO ..................................................................................... 55 
17.3 CONTRACEPÇÃO NO PUERPÉRIO ............................................................................ 56 
REFERÊNCIAS ..................................................................................................................... 58 
ANEXO 2 ................................................................................................................................. 61 
ANEXO 3 ................................................................................................................................. 62 
APÊNDICE A ............................................................................................................ 66 
APÊNDICE B ............................................................................................................ 68 
APÊNDICE C ............................................................................................................ 69 
APENDICE D ............................................................................................................ 73 
 
 
 
 
 
6 
 
APRESENTAÇÃO 
 
Este documento reúne as principais diretrizes para a assistência ao Pré-Natal no 
município de Blumenau. Trata-se de uma revisão bibliográfica das recomendações do 
Ministério da Saúde e de Obstetrícia e Ginecologia. Além disso, resgata conteúdos 
referendados no “Consenso dos Profissionais de Saúde de Blumenau”, que há muito discute 
formas de assegurar, à mulher e ao seu concepto, a assistência livre de riscos e danos. 
Em sua revisão, este busca garantir os princípios e objetivos da Rede Cegonha, 
instituída no SUS em 24 de junho de 2011, pela Portaria Nº 1.459, que consiste em uma rede 
de cuidados que visa assegurar àmulher o direito ao planejamento reprodutivo e à atenção 
humanizada à gravidez, ao parto e ao puerpério, bem como, à criança, o direito ao nascimento 
seguro e ao crescimento e ao desenvolvimento saudáveis. 
Inclui ainda, a assistência de Pré-Natal Masculino, visto ser cada vez mais freqüente a 
participação do pai no pré-natal. A intenção é aproveitar o momento em que o homem está 
mais sensível - às vésperas de ser pai - para incentivá-lo a acompanhar as consultas e as 
reuniões de grupo durante a gestação da parceira como também a realizar exames preventivos, 
quando necessários. 
Com estas ações, além do cuidado consigo próprio, o homem também é incentivado a 
ser um cuidador. Neste sentido, engajar os homens no acompanhamento da gestação e do 
parto de suas parceiras e nos cuidados no desenvolvimento da criança possibilita a todos uma 
melhor qualidade de vida e vínculos afetivos saudáveis. 
Este protocolo tem como objetivo normatizar condutas de promoção, prevenção e 
intervenções terapêuticas, bem como, captação precoce da mulher gestante, garantindo assim 
um Pré-Natal de qualidade e humanizado, respeitando as especificidades de cada mulher e/ou 
parceiro, buscando a redução dos índices de mortalidade materna e infantil. 
 
 
Maria Regina Soar 
Secretária Municipal de Saúde 
 
 
 
 
7 
 
 
1 INTRODUÇÃO 
 
A atenção à mulher na gravidez, parto e puerpério inclui ações de prevenção e 
promoção da saúde, além de diagnóstico e tratamento adequado dos problemas que ocorrem 
neste período. 
 Este instrumento destina-se às equipes de ESF, Unidade Básica e Serviço 
Especializado do Município de Blumenau e objetiva a padronização dos fluxos e 
procedimentos necessários para uma atenção pré-natal e puerperal de qualidade e 
humanizada. Alguns itens deste protocolo poderão sofrer alterações de acordo com a realidade 
local. 
 A finalidade do acompanhamento pré-natal é atender às necessidades da gestante, 
beneficiando a condição de saúde da mãe e do recém-nascido, além de possibilitar discussão e 
esclarecimentos de questões que são únicas para cada mulher e seu parceiro. A história de 
cada gravidez, o contexto em que ocorrem, as relações familiares envolvidas, as emoções e 
sentimentos percebidos são únicos e, devem ser considerados para que se possa desenvolver 
uma boa assistência à mulher grávida. 
 Priorizar a humanização da assistência ao pré-natal por meio do acolhimento da 
gestante e de seu parceiro, de toda a sua história, dúvidas, queixas e temores, requer uma 
escuta ativa, aberta, sem julgamentos ou preconceitos, que ofereça segurança e possibilite ao 
casal tranquilidade para gestar e chegar ao parto com informações, cuidado e de forma 
saudável. 
 Ressaltamos que a atenção integral à saúde das gestantes e das puérperas é a melhor 
estratégia para prevenir mortes maternas, abortamentos, nati-mortalidades, óbitos neonatais e 
sequelas de intercorrências ocorridas no ciclo grávido puerperal. 
Este Protocolo é um resumo do Caderno da Atenção Básica 32 do Ministério da 
Saúde, somado as orientações do Caderno de Gestação de Alto Risco, Cadernos da Atenção 
Básica 28 volume 1 e 2, Caderno de Atenção Básica 33, e o Protocolo de Assistência ao Pré-
natal dos Municípios do Médio Vale do Itajaí.. 
 
9 
 
1.1 CONDIÇÕES BÁSICAS PARA ORGANIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA PRÉ-NATAL 
 
 A assistência pré-natal deve ser organizada para atender as reais necessidades das 
gestantes, através da utilização dos conhecimentos técnico - científicos existentes e dos meios 
e recursos disponíveis mais adequados para cada caso. 
Como condições para uma assistência ao pré-natal de qualidade, o município utilizará 
os parâmetros do Ministério da Saúde, que preconiza os seguintes passos: 
 
1° PASSO: Iniciar o pré-natal na Atenção Primária à Saúde até a 12ª semana de 
gestação (captação precoce); 
2° PASSO: Garantir os recursos humanos, físicos, materiais e técnicos necessários à 
atenção pré-natal; 
3° PASSO: Toda gestante deve ter assegurada a solicitação, a realização e a 
avaliação em tempo oportuno do resultado dos exames preconizados no atendimento pré-
natal; 
4° PASSO: Promover a escuta ativa da gestante e de seus (suas) acompanhantes, 
considerando os aspectos intelectuais, emocionais, sociais e culturais e não somente um 
cuidado biológico: "rodas de gestantes". 
5° PASSO: Realizar transporte adequado e seguro da gestante para o atendimento 
pré-natal, quando necessário. 
6° PASSO: É direito do (a) parceiro (a) ser cuidado (realização de consultas, exames 
e ter acesso a informações) antes, durante e depois da gestação: "pré-natal do (a) parceiro (a)". 
7° PASSO: Garantir o acesso à unidade de referência especializada, caso seja 
necessário. 
8° PASSO: Estimular e informar sobre os benefícios do parto fisiológico, incluindo 
a elaboração do "Plano de Parto". 
9° PASSO: Toda gestante tem direito de conhecer e visitar previamente o serviço de 
saúde no qual irá dar à luz (vinculação). 
10° PASSO: As mulheres devem conhecer e exercer os direitos garantidos por lei no 
período gravídico-puerperal. 
 
 
 
 
 
10 
 
2 DIAGNÓSTICO DA GRAVIDEZ 
 
 
Toda mulher da área de abrangência da unidade de saúde e com história de atraso 
menstrual de 07 dias ou mais, cabe ao médico (a) ou enfermeiro (a) realizar o Teste Rápido de 
Gravidez (TRG), e na impossibilidade deste, solicitar Teste laboratorial de gravidez (B-HCG). 
 
TRG ou B-HCG Positivo 
 Dar início à primeira consulta de Pré-natal. 
 
TRG ou B-HCG Negativo 
 Repetir novo exame após 15 dias. 
 Persistindo resultado negativo e atraso menstrual de sete semanas ou mais - agendar 
consulta com o médico (a) da unidade de saúde de referência. 
 
Se o atraso menstrual for superior a 12 semanas, o diagnóstico de gravidez poderá ser 
feito pelo exame clínico e torna-se desnecessário a solicitação de exames confirmatórios. 
O TRG deve ser registrado como produção no BPA (independente do resultado), e se 
resultado positivo deve ser registrado no SISPRENATAL. 
 
Sinais de presunção de gravidez: 
 Atraso menstrual; 
 Manifestações clínicas (náuseas, vômitos, tonturas, salivação excessiva, mudança de 
apetite, aumento da frequência urinária e sonolência); 
 Modificações anatômicas (aumento do volume das mamas, hipersensibilidade nos 
mamilos, tubérculos de Montgomery, saída de colostro pelo mamilo, coloração 
violácea vulvar, cianose vaginal e cervical, aumento do volume abdominal). 
 
Sinais de probabilidade: 
 Amolecimento da cérvice uterina, com posterior aumento do seu volume; 
 Paredes vaginais aumentadas, com aumento da vascularização (pode-se observar 
pulsação da artéria vaginal nos fundos de sacos laterais); 
 
11 
 
 Positividade da fração beta do HCG no soro materno a partir do oitavo ou nono dia 
após a fertilização. 
 
Sinais de certeza: 
 Presença dos batimentos cardíacos fetais (BCF), que são detectados pelo sonar a partir 
de 12 semanas e pelo Pinard a partir de 20 semanas; 
 Percepção dos movimentos fetais (de 18 a 20 semanas); 
 Ultrassonografia: o saco gestacional pode ser observado por via transvaginal com 
apenas 4 a 5 semanas gestacionais e a atividade cardíaca é a primeira manifestação do 
embrião com 6 semanas gestacionais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Obs.: Segundo o Parecer do COREN/SC Nº016/CT/2013, o Enfermeiro tem competência legal para 
fazer aconselhamento pré-teste, realizar o teste e fazer aconselhamento pós-teste do Teste Rápido de 
gravidez, no âmbito da Atenção Básicaà Saúde. 
 
12 
 
3 FLUXOGRAMA DA ATENÇÃO AO PRÉ-NATAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Mulher com suspeita de gravidez 
Atraso menstrual 
Náusea 
Suspensão ou irregularidade do uso do contraceptivo 
Desejo de gravidez ou não 
Consulta de acolhimento 
Deve-se avaliar: 
O ciclo menstrual – DUM, a atividade 
sexual e o uso do contraceptivo 
Equipe Saúde da Família 
Médico 
Enfermeiro 
Técnico de Enfermagem 
Atraso menstrual 
 maior do que 
15 dias? 
DUM maior do 
que 12 semanas? Sim Sim 
βHCG urinário, Teste rápido Ausculta de BCF por Médico 
ou Enfermeiro 
Ausente 
Positivo Negativo 
Presente 
Gravidez confirmada 
Consulta ou agendamento imediato (no máximo uma 
semana) com Médico ou Enfermeiro 
Captação da gestante para o pré-natal 
Solicite exames 
Realize testes rápidos de HIV, sífilis, Hepatite B e C 
Preenchimento do SISPreNatal Web 
Preenchimento do cartão da gestante 
Preenchimento do prontuário 
Repetir βHCG em 
15 dias 
Negativo Planejamento 
Reprodutivo 
Investigue outras 
causas de 
irregularidade 
menstrual 
Avaliação de 
risco gestacional, 
inicial e a 
cada consulta 
Pré Natal Risco 
Habitual 
Pré Natal Alto 
Risco 
Encaminha para consulta no Serviço 
de Pré-natal de Alto Risco 
Avaliação de 
risco gestacional, 
pelo Médico 
 
Afastado o Risco 
Confirmado o Risco 
Pré Natal de Alto Risco 
(ver Recomendações Pré 
Natal de Alto Risco) 
Manter 
acompanhamento 
mensal no ESF 
Pré Natal de Baixo 
Risco 
 
13 
 
Recomendações Pré Natal de Alto Risco 
 Garantir o atendimento no ambulatório de pré-natal de alto risco. 
 Manter acompanhamento pela equipe da área de abrangência. 
 Monitorar retornos no ambulatório de alto risco. 
 Realizar visitas domiciliares mensais pelos ACS e pela equipe, se necessário. 
 Informar o hospital de referência de alto risco e para o parto. 
 Agendar consulta de puerpério para a primeira semana pós-parto. 
 
Recomendações Pré Natal Risco Habitual 
 Atendimento pela equipe da área de abrangência. 
 Consultas com médico ou enfermeiro. 
 Inclua o companheiro da gestante nas consultas. 
 Monitore os retornos. 
 Realizar visitas domiciliares mensais pelos ACS e pela equipe, se necessário. 
 Informar o hospital de referência para emergências de baixo risco e para o parto. 
 Agendar consulta de puerpério (para a mãe e o RN) para a primeira semana pós-
parto. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
14 
 
4 ACOLHIMENTO 
 
“Acolhimento traduz-se em recepção do usuário nos serviços de saúde, desde a sua 
chegada, responsabilizando-se integralmente por ele, ouvindo sua queixa, permitindo que ele 
expresse suas preocupações. Implica prestar um atendimento com resolutividade e 
corresponsabilização, orientando, conforme o caso, o usuário e a família, garantindo a 
articulação com os outros serviços de saúde para a continuidade da assistência quando 
necessário”. (PNH/MS, 2006) 
Desejado como um processo transversal, permeando todos os espaços do serviço e 
rede, o acolhimento é, antes de tudo, uma postura a ser exercida por todas as equipes para 
melhor escutar e atender às necessidades singulares da mulher/gestante. Frequentemente 
queixas comuns da gestação podem camuflar situações clínicas que demandam ação rápida, o 
que exige preparo das equipes para uma escuta qualificada e ganho de habilidade para 
julgamento clínico criterioso. 
O acolhimento é decisivo não só no reconhecimento de condições clínicas urgentes 
como também na potencialização da vivência do parto e nascimento, experiência única na 
vida da mulher e de sua família. Tem como principal objetivo promover e garantir o acesso e 
a qualificação do cuidado à saúde das mulheres, bem como dos recém-nascidos durante todo o 
percurso no serviço, envolvendo a recepção, os espaços assistenciais, as providências para 
propiciar resposta definitiva e/ou encaminhamento responsável para outros locais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
15 
 
5 ATRIBUIÇÕES DOS PROFISSIONAIS NO PRÉ-NATAL 
 
 As atribuições dos profissionais são importantes em todo o processo: 
territorialização, mapeamento da área de atuação da equipe, identificando as gestantes, 
atualizando permanentemente as informações, realizando o cuidado em saúde prioritariamente 
no âmbito da unidade de saúde, do domicílio e dos demais espaços comunitários (escolas, 
associações, entre outros). 
 
5.1 ATRIBUIÇÕES DO AGENTE COMUNITÁRIO DE SAÚDE NO PRÉ-NATAL 
 
 
ATRIBUIÇÕES DO AGENTE COMUNITÁRIO DE SAÚDE 
 
 Realizar visitas domiciliares para a identificação e captação precoce das gestantes e para 
desenvolver atividades de educação em saúde tanto para as gestantes como para seus familiares, 
orientando-os sobre os cuidados básicos de saúde e nutrição, cuidados de higiene e sanitários; 
 Encaminhar toda gestante ao serviço de saúde, buscando promover sua captação precoce para 
a primeira consulta, e monitorar as consultas subsequentes; 
 Orientar as mulheres e suas famílias sobre a importância do pré-natal, da amamentação e da 
vacinação; 
 Conferir o cadastramento das gestantes no SISPRENATAL, assim como as informações 
preenchidas na Caderneta da Gestante; 
 Orientar as gestantes sobre a periodicidade das consultas e realizar a busca ativa das gestantes 
faltosas; 
 Informar o(a) enfermeiro(a) ou o(a) médico(a) de sua equipe, caso a gestante apresente algum 
dos sinais de alarme: febre, calafrios, corrimento com mau cheiro, perda de sangue, palidez, 
contrações uterinas frequentes, ausência de movimentos fetais, mamas endurecidas, vermelhas 
e quentes e dor ao urinar. 
 Identificar situações de risco e vulnerabilidade e encaminhar a gestante para consulta de 
enfermagem ou médica, quando necessário; 
 Realizar acompanhamento domiciliar sistemático para todas as gestantes/puérperas da sua 
área de abrangência (Rede SUS e/ou Rede Privada). 
 Acompanhar o processo de aleitamento, orientar a mulher e seu companheiro sobre o 
planejamento familiar. 
 Fazer os registros específicos de acompanhamento de gestantes no sistema de informação 
municipal. 
 
 
5.2 ATRIBUIÇÕES DO TÉCNICO DE ENFERMAGEM NO PRÉ-NATAL 
 
 
ATRIBUIÇÕES DO TÉCNICO DE ENFERMAGEM 
 
 Orientar as mulheres e suas famílias sobre a importância do pré-natal, da amamentação e da 
vacinação; 
 
16 
 
 Verificar/realizar o cadastramento das gestantes no SISPRENATAL/Sistema de informação 
do município; 
 Conferir as informações preenchidas na Caderneta da Gestante; 
 Verificar o peso e a pressão arterial e anotar os dados na Caderneta da Gestante e SISVAN; 
 Fornecer medicação mediante receita; 
 Aplicar vacinas antitetânica, DPT acelular, influenza e contra hepatite B conforme esquema 
indicado para cada gestante; 
 Informar o(a) enfermeiro(a) ou o(a) médico(a) de sua equipe, caso a gestante apresente algum 
sinal de alarme, como os citados anteriormente; 
 Identificar situações de risco e vulnerabilidade e encaminhar a gestante para consulta de 
enfermagem ou médica, quando necessário; 
 Orientar a gestante sobre a periodicidade das consultas e realizar busca ativa das gestantes 
faltosas; 
 Realizar acompanhamento domiciliar sistemático para todas as gestantes/puérperas da sua 
área de abrangência (Rede SUS e/ou Rede Privada). 
 Acompanhar o processo de aleitamento,orientar a mulher e seu companheiro sobre o 
planejamento familiar. 
 Realizar atividades educativas, individuais e em grupos (deve-se utilizar a sala de espera); 
 
5.3 ATRIBUIÇÕES DO ENFERMEIRO NO PRÉ-NATAL 
 
 
ATRIBUIÇÕES DO ENFERMEIRO 
 
 Orientar as mulheres e suas famílias sobre a importância do pré-natal, da amamentação e da 
vacinação; 
 Realizar o cadastramento e acompanhamento da gestante no SISPRENATAL/Sistema de 
informação do Município; 
 Fornecer a Caderneta da Gestante devidamente preenchida (a caderneta deve ser verificada e 
atualizada a cada consulta); 
 Realizar a consulta de pré-natal de gestação de risco habitual intercalada com a consultas 
médicas; 
 Solicitar exames complementares de acordo com o protocolo local de pré-natal; 
 Realizar testes rápidos indicados na gestação conforme protocolo; 
 Prescrever medicamentos padronizados para o programa de pré-natal (sulfato ferroso e ácido 
fólico); 
 Orientar a vacinação das gestantes (contra tétano, DPT acelular, influenza e hepatite B); 
 Referenciar à odontologia; 
 Identificar/classificar as gestantes, a cada consulta, usando a “Classificação de Risco 
Gestacional”, e encaminhá-las para consulta médica se necessário. Caso seja classificada como de 
alto risco e houver dificuldade para agendar a consulta médica (ou demora significativa para este 
atendimento), a gestante deve ser encaminhada diretamente ao serviço de referência; 
 Realizar coleta para exame citopatológico do colo do útero (se necessário) e exame clínico das 
mamas; 
 Desenvolver atividades educativas, individuais e em grupos (grupos ou atividades de sala de 
espera); 
 Orientar as gestantes e a equipe quanto aos fatores de risco e à vulnerabilidade; 
 Orientar as gestantes sobre a periodicidade das consultas e realizar busca ativa das gestantes 
faltosas; 
 Realizar visitas domiciliares durante o período gestacional e puerperal, acompanhar o processo 
 
17 
 
de aleitamento e orientar a mulher e seu companheiro sobre o planejamento familiar. 
 
5.4 ATRIBUIÇÕES DO MÉDICO NO PRÉ-NATAL 
 
 
ATRIBUIÇÕES DO MÉDICO 
 
 Orientar as mulheres e suas famílias sobre a importância do pré-natal, da amamentação e da 
vacinação; 
 Realizar o cadastramento e acompanhamento da gestante no SISPRENATAL/ Sistemas de 
informação; 
 Fornecer a Caderneta da Gestante devidamente preenchida (a Caderneta deve ser verificada e 
atualizada a cada consulta); 
 Realizar a consulta de pré-natal de gestação de risco habitual intercalada com a do (a) 
enfermeiro(a); 
 Solicitar exames de rotina e complementares conforme protocolo, orientando o tratamento, 
caso necessário; 
 Realizar testes rápidos indicados na gestação conforme protocolo; 
 Prescrever medicamentos padronizados para o programa de pré-natal (sulfato ferroso e ácido 
fólico); 
 Orientar a vacinação das gestantes (contra tétano, DPT acelular, influenza e hepatite B); 
 Identificar/classificar as gestantes, a cada consulta, usando a “Classificação de Risco 
Gestacional”, e encaminhá-las para o Serviço de Referência se necessário; 
 Atender as intercorrências e encaminhar as gestantes para os serviços de urgência/emergência 
obstétrica, quando necessário; 
 Orientar as gestantes e a equipe quanto aos fatores de risco e à vulnerabilidade; 
 Identificar as gestantes de alto risco e encaminhá-las ao serviço de referência; 
 Realizar exame clínico das mamas e coleta para exame citopatológico do colo do útero; 
 Referenciar à odontologia; 
 Desenvolver atividades educativas, individuais e em grupos (grupos ou atividades de sala de 
espera); 
 Orientar as gestantes sobre a periodicidade das consultas e realizar busca ativa das gestantes 
faltosas; 
 Realizar visitas domiciliares durante o período gestacional e puerperal, acompanhar o 
processo de aleitamento e orientar a mulher e seu companheiro sobre o planejamento familiar. 
 Informar os procedimentos realizados no sistema de informação do município. 
 
5.5 ATRIBUIÇÕES DO CIRURGIÃO DENTISTA NO PRÉ-NATAL 
 
 
ATRIBUIÇÕES DO CIRURGIÃO DENTISTA 
 
 Orientar as mulheres e suas famílias sobre a importância do pré-natal, da amamentação e da 
vacinação; 
 Verificar o fornecimento da Caderneta da Gestante e ver se o documento está devidamente 
preenchido (a caderneta deve ser verificada e atualizada a cada consulta de pré-natal); 
 Realizar a consulta odontológica de pré-natal de gestação de risco habitual; 
 Solicitar exames complementares e orientar o tratamento, caso necessário; 
 Orientar a gestante sobre a realização dos testes rápidos; 
 
18 
 
 Orientar a vacinação das gestantes (contra tétano, DPT acelular, influenza e hepatite B); 
 Realizar a avaliação geral da gestante observando o período de gravidez; 
 Avaliar a saúde bucal da gestante, a necessidade e a possibilidade de tratamento, observando 
os cuidados indicados em cada período da gravidez; 
 Adequar o meio bucal e realizar o controle de placa, cujas práticas constituem boas condutas 
odontológicas preventivas e podem ser indicadas, garantindo conforto à gestante e a continuidade 
do tratamento após a gravidez; 
 Identificar os fatores de risco que possam impedir o curso normal da gravidez; 
 Atender as intercorrências/urgências odontológicas observando os cuidados indicados em 
cada período da gravidez e encaminhar a gestante para níveis de referência de maior 
complexidade, caso necessário; 
 Favorecer a compreensão e a adaptação às novas vivências da gestante, do companheiro e dos 
familiares, além de instrumentalizá-los em relação aos cuidados neste período; 
 Orientar as gestantes e a sua equipe quanto aos fatores de risco e à vulnerabilidade em relação 
à saúde bucal; 
 Identificar as gestantes de alto risco e encaminhá-las ao serviço de referência; 
 Desenvolver atividades educativas e de apoio à gestante e aos seus familiares; 
 Orientar as gestantes sobre a periodicidade das consultas odontológicas e os trimestres de 
gestação indicados para a realização de tratamento odontológico; 
 Realizar busca ativa das gestantes faltosas de sua área de abrangência; 
 Realizar visitas domiciliares durante o período gestacional e puerperal; 
 Acompanhar o processo de aleitamento materno e os cuidados com o futuro bebê, enfatizando 
a importância do papel da amamentação na dentição e no desenvolvimento do aparelho fonador, 
respiratório e digestivo da criança; 
 Orientar a mulher e seu companheiro sobre hábitos alimentares saudáveis e de higiene bucal. 
 Informar os procedimentos realizados no sistema de informação do município; 
 
5.6 ATRIBUIÇÕES DO TÉCNICO DE SAÚDE BUCAL / AUXILIAR DE SAÚDE BUCAL 
 
 
ATRIBUIÇÕES DO TÉCNICO DE SAÚDE BUCAL / 
AUXILIAR DE SAÚDE BUCAL 
 
 Preencher a ficha clínica odontológica e os impressos e demais sistemas municipais de 
informação; 
 Anotar na caderneta da gestante os tratamentos realizados ; 
 Orientar as mulheres e suas famílias da importância do pré-natal odontológico e da 
amamentação; 
 Realizar atividades educativas; 
 Realizar visita domiciliar de acompanhamento. 
 
 
 
 
 
 
 
19 
 
6 HABILIDADES DOS PROFISSINAIS DE SAÚDE DURANTE O PRÉ-NATAL 
 
 
OUVIR E APRENDER 
 
Comunicação 
não verbal útil 
 
 Manter a cabeça no mesmo nível que a da mulher e ficar próximo a ela; 
 Prestar atenção à mulher e evitar distrair-se; 
 Assentir com a cabeça, sorrir e usar gestos que demonstrem aceitação; 
 Remover barreiras físicas; 
 Dedicar tempo, ou seja, não apressar a conversa; 
 Tocar na mulher de forma apropriada. 
Fazer 
perguntas 
abertas 
 Como? 
 Qual? 
 Conte-me? 
 Fale-me? 
Usar expressões 
e gestos que 
demonstreinteresse 
 Demonstrar interesse no que a gestante diz, utilizando gestos e palavras 
que incentivem a exposição de situações consideradas importante para 
mulher. 
Demonstrar 
empatia 
 Procurar entender como a mulher se sente, observando a situação sob o 
ponto de vista da pessoa. 
Evitar palavras 
que soam como 
julgamento 
 Evitar expressões como: certo, errado, bem, mal, bom, ruim, suficiente, 
adequado, apropriado. 
 
AUMENTAR A CONFIANÇA E OFERECER APOIO 
 
Aceitar o que a 
mulher pensa e 
sente 
 
 Estabelecer vínculo, incentivando a gestante expor suas dúvidas; 
Reconhecer e 
elogiar a 
mulher 
 O elogio é uma importante ferramenta de comunicação, capaz de 
encorajar a mulher e fazer com que ela se sinta confiante e aceite 
sugestões para adotar novas atitudes e práticas durante e após o pré-
natal; 
Oferecer ajuda 
prática 
 Seja gentil e disponível durante a permanência da gestante no Serviço; 
Dar poucas 
informações 
enfatizando nas 
mais relevante 
para o 
momento 
 
 Selecionar o que a gestante precisa saber naquele momento, não 
exagerando na quantidade de informações; 
Usar linguagem 
simples 
 Transmitir as informações em linguagem simples e adequadas, 
evitando utilizar termos técnicos; 
Dar sugestões e 
não ordens 
 Discutir com a gestante, levando em conta a situação familiar, tempo e 
recursos disponíveis, saúde da gestante e práticas culturais, não tomar 
decisões pela mulher e sim oferecer sugestões; 
Incluir a Rede 
de apoio 
 Acompanhantes, familiares, rede social... nas atividades individuais e 
coletivas. 
 
 
 
20 
 
7 CONSULTA PRÉ-NATAL 
 
 
Para o Pré-natal de Risco Habitual, preconizam-se, no mínimo, 7 consultas. Todas as 
consultas de pré-natal, exames solicitados e seus resultados devem ser registrados na 
Caderneta da Gestante, na Ficha Ambulatorial Perinatal (ANEXO 1), bem como no 
SISPRENATAL (Sistema de Monitoramento e Avaliação do Pré-Natal, Parto, Puerpério e 
Criança) e Sistema de informação do município/Prontuário. 
 
 
7.1 PERIODICIDADE DA CONSULTA 
 
As consultas de pré-natal deverão ser realizadas a cada 4 semanas até 32 semanas, 
quinzenalmente de 32 a 36 semanas, e semanalmente a partir de 37 semanas até o parto. 
 SE NECESSÁRIO na 40ª semana, encaminhar ao hospital de referência obstétrica 
para avaliação. 
 Se o parto não ocorrer até a 41ª semana, encaminhar ao hospital de referência para 
avaliação. 
 
 
PERIODICIDADE DA CONSULTA 
 
PROFISSIONAL 
1ª 
CONSULTA 
2ª 
CONSULTA 
3ª 
CONSULTA 
4ª 
CONSULTA 
5ª 
CONSULTA 
6ª 
CONSULTA 
26ª 
SEMANA 
>32 
SEMANA 
Enfermeiro x x x 
Médico x x x x x 
Cir. Dentista x 
 
Importante Observar: Uma vez encaminhada para acompanhamento em um serviço de 
referência especializado em pré-natal de alto risco, é importante que a gestante não perca o 
vínculo com a sua equipe de atenção básica onde iniciou o seu acompanhamento de pré-
natal. É importante também que a equipe seja informada a respeito da evolução da gravidez 
e dos tratamentos administrados à gestante por meio da contra referência, assim como são 
importantes a busca ativa e o acompanhamento das gestantes em sua área de abrangência, 
por meio da visita domiciliar mensal do ACS. 
 
21 
 
 Em qualquer idade gestacional, se houver alterações clínicas ou situações de risco, 
agendar consulta médica e/ou encaminhar ao serviço de referência– Ambulatório de Gestação 
de Alto Risco / Hospital Santo Antônio - via SISREG conforme protocolo, sendo que na 
ausência de médico (a), poderá ser referenciado pelo enfermeiro (a). 
 
 
7.2 ROTEIRO PARA PRIMEIRA CONSULTA PRÉ-NATAL 
 
PRIMEIRA CONSULTA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ANAMNESE/ 
HISTÓRICO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Identificação 
 
 Nome; 
 Número do Cartão Nacional de Saúde; 
 Idade; 
 Cor/raça; 
 Naturalidade; 
 Procedência; 
 Endereço atual; 
 Unidade de referência. 
Dados Sócio 
Econômicos 
 Grau de instrução; 
 Profissão/ocupação (identificar fatores de risco); 
 Estado civil/união; 
 Número e idade de dependentes (avaliar a sobrecarga - trabalho 
doméstico); 
 Renda familiar; 
 Pessoas da família com renda; 
 Condições de moradia (tipo, nº de cômodos); 
 Condições de saneamento (água, esgoto, coleta de lixo); 
 Distância da residência até a unidade de saúde. 
Antecedentes 
Familiares 
 Hipertensão arterial; 
 Diabetes mellitus; 
 Malformações congênitas e anomalias genéticas; 
 Gemelaridade; 
 Câncer de mama e/ou do colo uterino; 
 Hanseníase; 
 Tuberculose e outros contatos domiciliares (anotar a doença e o grau de 
parentesco); 
 Doença de Chagas; 
 Parceiro sexual portador de infecção pelo HIV. 
 
Antecedentes 
Pessoais 
Gerais 
 Hipertensão arterial crônica; 
 Diabetes mellitus; 
 Cardiopatias, inclusive doença de Chagas; 
 Doenças renais crônicas; 
 Anemias e deficiências de nutrientes específicos; 
 Desvios nutricionais (baixo peso, desnutrição, sobrepeso, obesidade); 
 Epilepsia; 
 Doenças da tireoide e outras endocrinopatias; 
 Viroses (rubéola, hepatites); 
 Hanseníase, tuberculose, malária, sífilis ou outras doenças infecciosas; 
 Portadora de infecção pelo HIV (se a paciente está em uso de 
antirretrovirais e especificar o esquema utilizado); 
 Infecção do trato urinário; 
 
22 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ANAMNESE/ 
HISTÓRICO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ANAMNESE/ 
HISTÓRICO 
 Doenças neurológicas e psiquiátricas; 
 Cirurgia (tipo e data); 
 Transfusões de sangue; 
 Alergias (inclusive medicamentosas); 
 Doenças neoplásicas; 
 Vacinação; 
 Uso de medicamentos; 
 Uso de drogas, tabagismo e alcoolismo. 
Antecedentes 
Ginecológicos 
 Ciclos menstruais (duração, intervalo e regularidade; idade da menarca); 
 Uso de métodos anticoncepcionais prévios (quais, por quanto tempo e 
motivo do abandono); 
 Infertilidade e esterilidade (tratamento); 
 Doenças sexualmente transmissíveis, inclusive doença inflamatória 
pélvica (tratamentos realizados, inclusive pelo parceiro); 
 Cirurgias ginecológicas (idade e motivo); 
 Malformações uterinas; 
 Mamas (patologias e tratamento realizado); 
 Última citologia oncótica (Papanicolau /preventivo, data e resultado). 
Sexualidade 
 Início da atividade sexual (idade da primeira relação); 
 Dispareunia (dor ou desconforto durante o ato sexual); 
 Prática sexual na gestação atual ou em gestações anteriores; 
 Número de parceiros da gestante e de seu parceiro em época recente ou 
pregressa; 
 Uso de preservativos masculinos e/ou femininos (“uso correto” e “uso 
habitual”). 
 
 
 
 
Antecedentes 
Obstétricos 
 Número de gestações (incluindo abortamentos, gravidez ectópica, mola 
hidatiforme); 
 Número de partos (domiciliares, hospitalares, vaginais espontâneos, por 
fórceps, 
 Cesáreas –( indicações); 
 Número de abortamentos (espontâneos, provocados, causados por DST, 
complicados por infecções, relato de insuficiência istmo-cervical, história 
de curetagem pós-abortamento); 
 Número de filhos vivos; 
 Idade na primeira gestação; 
 Intervalo entre as gestações (em meses); 
 IsoimunizaçãoRh; 
 Número de recém-nascidos: pré-termo (antes da 37ª semana de 
gestação), pós-termo (igual ou mais de 42 semanas de gestação); 
 Número de recém-nascidos de baixo peso (menos de 2.500g) e com mais 
de 4.000g; 
 Número de recém-nascidos prematuros ou pequenos para a idade 
gestacional; 
 Mortes neonatais precoces: até sete dias de vida (número e motivo dos 
óbitos); 
 Mortes neonatais tardias: entre sete e 28 dias de vida (número e motivo 
dos óbitos); 
 Natimortos (morte fetal intraútero e idade gestacional em que ocorreu); 
 Recém-nascidos com icterícia, transfusão, hipoglicemia, transfusões; 
 Intercorrências ou complicações em gestações anteriores (especificar); 
 Complicações nos puerpérios (deve-se descrevê-las); 
 Histórias de aleitamentos anteriores (duração e motivo do desmame). 
Gestação 
Atual 
 Data do primeiro dia/mês/ano da última menstruação – DUM (certeza ou 
dúvida); 
 Peso prévio e altura; 
 Sinais e sintomas na gestação em curso; 
 Hábitos alimentares; 
 
23 
 
 Medicamentos utilizados na gestação; 
 Internação durante a gestação atual; 
 Hábitos: fumo (número de cigarros/dia), álcool e drogas ilícitas; 
 Ocupação habitual (esforço físico intenso, exposição a agentes químicos 
e físicos potencialmente nocivos, estresse); 
 Identificar aceitação ou não da gravidez pela mulher, pelo parceiro e pela 
família, principalmente se for adolescente; 
 Identificar gestantes com fraca rede de suporte social; 
 Calcular a idade gestacional (IG) e data provável do parto (DPP). 
CONTROLES 
MATERNOS 
 Calcular e anotar da idade gestacional (IG) através da data da última 
menstruação (DUM); 
 Determinar o peso e cálculo do índice de massa corporal (IMC): anote no 
gráfico e realize a avaliação nutricional subsequente e o monitoramento do 
ganho de peso gestacional; 
 Aferir a pressão arterial; 
 Realizar palpação obstétrica e medida da altura uterina (anote os dados 
no gráfico e observe o sentido da curva para avaliação do crescimento 
fetal); 
 Realizar pesquisa de edema; 
 Realizar exame ginecológico, incluindo das mamas, para observação do 
mamilo. 
CONTROLES FETAIS 
 Auscultar dos batimentos cardiofetais; 
 Avaliar os movimentos percebidos pela mulher e/ou detectados no 
exame obstétrico/registro dos movimentos fetais; 
 Se houver indicação clínica, realizar o Teste de Estímulo Sonoro 
Simplificado (TESS),. 
CONDUTAS 
 Interpretar os dados da anamnese e do exame clínico/obstétrico e 
correlação com resultados de exames; 
 Realizar a classificação de risco da Gestação e referenciar se necessário 
 Solicitar a primeira rotina pré-natal feminino 
 Solicitar exames do pré-natal masculino 
 Solicitar a ultrassonografia (USG) transvaginal se IG menor que 12 
semanas; se IG maior que 12 semanas solicitar o USG obstétrico; 
 Prescrever suplementação de sulfato ferroso (40mg de ferro 
elementar/dia) e ácido fólico (5mg/dia), para profilaxia da anemia; 
 Cadastrar no SISPRENATAL WEB a primeira consulta; 
 Preencher a Caderneta da Gestante e Ficha Perinatal Ambulatorial com 
todos os dados, incluindo o número do SISPRENATAL 
 Realizar anotação no prontuário ou Sistema de Informação do Município 
 Encaminhar a gestante para imunização, quando a mulher não estiver 
imunizada 
 Realizar o acompanhamento das condutas adotadas em serviços 
especializados, pois a mulher deverá continuar a ser acompanhada pela 
equipe da atenção básica; 
 Fornecer todas as informações necessárias e respostas às indagações da 
mulher, de seu companheiro e da família; 
 Orientar a gestante sobre os sinais de risco e a necessidade de assistência 
em cada caso; 
 Orientar a gestante sobre alimentação e fazer o acompanhamento do 
ganho de peso gestacional; 
 Incentivar o aleitamento materno exclusivo até os seis meses; 
 Inserir a gestante e parceiro no grupo de educação em saúde (grupo de 
gestantes); 
 Agendar retorno com o médico (a) para a gestante e seu parceiro, com os 
resultados dos exames de rotina do pré-natal prontos, entre 15 e 30 dias 
após a primeira consulta; 
 
 
24 
 
7.3 ROTEIRO PARA CONSULTAS SUBSEQUENTES 
 
 
CONSULTAS SUBSEQUENTES 
 
ANAMNESE 
 Anamnese atual sucinta: deve-se enfatizar a pesquisa das queixas mais comuns na 
gestação e dos sinais de intercorrências clínicas e obstétricas, com o propósito de 
se reavaliar o risco gestacional e de se realizar ações mais efetivas; 
 Exame físico direcionado (deve-se avaliar o bem-estar materno e fetal); 
 Verificar o calendário de vacinação; 
 Avaliar o resultado dos exames complementares; 
 Revisar /atualizar a Caderneta da Gestante e da Ficha Perinatal – Ambulatório; 
CONTROLES 
 MATERNOS 
 Calcular e anotar a idade gestacional; 
 Determinar o peso e cálculo do índice de massa corporal (IMC): anote no gráfico 
e realize a avaliação nutricional subsequente e o monitoramento do ganho de peso 
gestacional; 
 Aferir a pressão arterial; 
 Realizar palpação obstétrica e medida da altura uterina (anote os dados no gráfico 
e observe o sentido da curva para avaliação do crescimento fetal); 
 Realizar pesquisa de edema; 
 Realizar exame ginecológico, incluindo das mamas, para observação do mamilo. 
CONTROLES 
FETAIS 
 Realizar ausculta dos batimentos cardiofetais; 
 Avaliar os movimentos percebidos pela mulher e/ou detectados no exame 
obstétrico/registro dos movimentos fetais; 
 Se houver indicação clínica, realizar o Teste de Estímulo Sonoro Simplificado 
(TESS), 
CONDUTAS 
 Interpretar os dados da anamnese e do exame clínico/obstétrico, correlacionar 
com resultados dos exames; 
 Avaliar os resultados dos exames e tratamento de alterações encontradas ou 
encaminhamento, se necessário; 
 Prescrição de suplementação de sulfato ferroso e ácido fólico, para profilaxia da 
anemia conforme recomendação; 
 Orientar a gestante sobre os sinais de risco e a necessidade de assistência em cada 
caso; 
 Realizar orientações de acordo com o período gestacional; 
 Incentivar o aleitamento materno exclusivo até os seis meses; 
 Acompanhar as condutas em serviços especializados, mantendo o 
acompanhamento pela equipe da atenção básica; 
 Realizar e incentivar a participação e atividades educativas individuais e 
coletivas; 
 Agendar as consultas subsequentes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
25 
 
 
7.4 ROTEIRO PARA CONSULTA ODONTOLÓGICA 
 
 
CONSULTA ODONTOLÓGICA DA GESTANTE 
 
ANAMNESE 
 Avaliar intercorrências na gestação, queixa principal, anamnese. 
 Realizar o exame clínico bucal. 
 Preencher a ficha clínica odontológica, com posterior planejamento do 
tratamento odontológico. 
 Preencher a Caderneta da Gestante; 
 Realizar atendimento clínico (restaurações, profilaxias, tartarectomias, 
extrações, aplicação de flúor tópico) e outras ações preventivas. 
 Realizar encaminhamentos e retornos quando necessário. 
 O(a) Cirurgião(a) - Dentista ou TSB/ASB treinados(as) deverão atuar nos 
grupos de gestantes, desenvolvendo atividades de educação em saúde bucal. 
 
7.5 ALEITAMENTO MATERNO NA CONSULTA DE PRÉ-NATAL 
 
O exame clínico das mamas é realizado com a finalidade de se detectar anormalidades 
nas mamas e/ou avaliar sintomas referidos pelas gestantes para, assim, identificar possíveis 
lesões malignas palpáveis num estágio precoce de evolução. 
 É também uma boa oportunidade para o profissional de saúde educar a população 
feminina sobre: 
 O câncer de mama, seus sintomas, seus fatores de risco e sua detecção precoce; 
 A composição e a variabilidade da mama normal; 
 A importância do aleitamento materno para a criança, para a própria gestante e para afamília e a sociedade, pois nesta fase a mulher e sua família estão mais atentas e dispostas a 
receber informações e realizar atividades de promoção e prevenção à sua saúde. 
INCENTIVO À AMAMENTAÇÃO 
 A equipe de saúde deve incentivar e apoiar o aleitamento materno exclusivo, informando e esclarecendo a 
gestante/família em ralação aos benefícios da amamentação. 
EXAMES CLÍNICO DAS MAMAS 
 Na inspeção estática e dinâmica, identifique visualmente achatamentos dos contornos da mama, abaulamentos ou 
espessamentos da pele das mamas, assimetrias, diferenças na cor da pele, na textura e no padrão de circulação 
venosa. 
 Na palpação, utilizar os dedos para examinar todas as áreas do tecido mamário e linfonodos axilares e supra 
claviculares, em busca de nódulos, espessamentos, modificações na textura e temperatura da pele. 
ORIENTAÇÕES PARA AMAMENTAÇÃO 
 Conhecer os aspectos relacionados à prática do aleitamento materno é fator fundamental, no sentido de colaborar 
para que a mãe e a criança possam vivenciar a amamentação de forma efetiva e tranqüila. 
 Observar se a mulher passa por longo período de gestação até que possa concretamente amamentar seu filho, 
entende-se que o preparo para a amamentação deva ser iniciado ainda no período de gravidez. 
 Durante o pré-natal, é importante conversar sobre as vantagens da amamentação para a mulher, a criança, a 
família e a comunidade, além de garantir orientações sobre o manejo da amamentação. 
 
26 
 
 
8 CLASSIFICAÇÃO DE RISCO GESTACIONAL 
 
A gestação é um fenômeno fisiológico e deve ser vista pelas gestantes e equipes de 
saúde como parte de uma experiência de vida saudável que envolve mudanças dinâmicas do 
olhar físico, social e emocional, entretanto, vários fatores de risco, apresentam maior 
probabilidade de evolução desfavorável da gestação. 
A redução da morbimortalidade materno-infantil e ampliação do acesso com 
qualidade é a meta do acompanhamento na gestação de alto risco, sendo necessário identificar 
os fatores de risco gestacional precocemente. Realizar o acolhimento, determinando a 
classificação de risco define a necessidade de cuidado e a densidade tecnológica a serem 
ofertadas às gestantes. 
Para auxiliar nessa classificação de risco, o Ministério da Saúde recomenta a 
utilização do Quadro de Classificação de Risco Gestacional (ANEXO 2). 
 
8.1 FATORES DE RISCO QUE PERMITEM A REALIZAÇÃO DO PRÉ-NATAL PELA 
EQUIPE DE ATENÇÃO BÁSICA (RISCO HABITUAL) 
 
Fatores de risco que permitem a realização do pré-natal pela equipe de atenção básica 
 Qualquer faixa etária sem outros fatores de risco; 
 Ocupação: esforço físico excessivo, carga horária extensa, rotatividade de horário, exposição 
a agentes físicos, químicos e biológicos, estresse; 
 Situação familiar insegura e não aceitação da gravidez, principalmente em se tratando de 
adolescente; 
 Situação conjugal insegura; 
 Baixa escolaridade (menor do que cinco anos de estudo regular); 
 Condições ambientais desfavoráveis; 
 Altura menor do que 1,45m; 
 IMC que evidencie baixo peso, sobrepeso ou obesidade; 
 Recém-nascido com restrição de crescimento, pré-termo ou malformado; 
 Macrossomia fetal; 
 Síndromes hemorrágicas ou hipertensivas; 
 Intervalo interpartal menor do que dois anos ou maior do que cinco anos; 
 Nuliparidade e multiparidade (cinco ou mais partos); 
 Cirurgia uterina anterior; 
 Três ou mais cesarianas; 
 Ganho ponderal inadequado; 
 Infecção urinária; 
 Anemia. 
 
 
 
27 
 
 
8.2 FATORES DE RISCO QUE PODEM INDICAR ENCAMINHAMENTO AO PRÉ-
NATAL DE ALTO RISCO 
 
O pré-natal de alto risco abrange cerca de 10% das gestações que cursam com critérios de 
risco, o que aumenta significativamente nestas gestantes a probabilidade de intercorrências e 
óbito materno e/ou fetal. Atenção especial deverá ser dispensada às grávidas com maiores 
riscos, a fim de reduzir a morbidade e a mortalidade materna e perinatal. 
 
FATORES DE RISCO QUE PODEM INDICAR ENCAMINHAMENTO AO PRÉ-
NATAL DE ALTO RISCO 
 Cardiopatias; 
 Pneumopatias graves (incluindo asma brônquica); 
 Nefropatias graves (como insuficiência renal crônica e em casos de transplantados); 
 Endocrinopatias (especialmente diabetes mellitus, hipotireoidismo e hipertireoidismo); 
 Doenças hematológicas (inclusive doença falciforme e talassemia); 
 Hipertensão arterial crônica e/ou caso de paciente que faça uso de anti-hipertensivo 
(PA>140/90mmHg antes de 20 semanas de idade gestacional – IG); 
 Doenças neurológicas (como epilepsia); 
 Doenças psiquiátricas que necessitam de acompanhamento (psicoses, depressão grave etc.); 
 Doenças autoimunes (lúpus eritematoso sistêmico, outras colagenoses); 
 Alterações genéticas maternas; 
 Antecedente de trombose venosa profunda ou embolia pulmonar; 
 Ginecopatias (malformação uterina, miomatose, tumores anexiais e outras); 
 Portadoras de doenças infecciosas como hepatites, toxoplasmose, infecção pelo HIV, sífilis 
terciária (USG com malformação fetal) e outras DSTs (condiloma); 
 Hanseníase; 
 Tuberculose; 
 Dependência de drogas lícitas ou ilícitas; 
 Qualquer patologia clínica que necessite de acompanhamento especializado; 
 Morte intrauterina ou perinatal em gestação anterior acima de 20 semanas, principalmente 
se for de causa desconhecida; 
 História prévia de doença hipertensiva da gestação, com mau resultado obstétrico e/ou 
perinatal (interrupção prematura da gestação, morte fetal intrauterina, síndrome Hellp, 
eclampsia, internação da mãe em UTI); 
 Abortamento habitual (mais de 3 abortos); 
 Restrição do crescimento intrauterino; 
 Polidrâmnio ou oligoidrâmnio; 
 Gemelaridade; 
 Malformações fetais ou arritmia fetal; 
 Distúrbios hipertensivos da gestação (hipertensão crônica preexistente, hipertensão 
gestacional ou transitória); 
 OBSERVAÇÃO: 
 É necessário que haja evidência de medidas consecutivas que sugiram hipertensão. Nestas 
situações, não se deve encaminhar o caso com medida isolada. Em caso de suspeita de pré-
eclâmpsia/eclampsia, deve-se encaminhar a paciente à emergência obstétrica. 
 
28 
 
 Infecção urinária de repetição ou dois ou mais episódios de pielonefrite (toda gestante com 
pielonefrite deve ser inicialmente encaminhada ao hospital de referência, para avaliação); 
 Anemia grave ou não responsiva a 30-60 dias de tratamento com sulfato ferroso; 
 Infecções como a rubéola adquiridas na gestação atual; 
 Evidência laboratorial de proteinúria; 
 Diabetes mellitus gestacional; 
 Desnutrição materna severa; 
 Obesidade mórbida ou baixo peso (nestes casos, deve-se encaminhar a gestante para 
avaliação nutricional); 
 NIC III (nestes casos, deve-se encaminhar a gestante ao oncologista); 
 Suspeita clínica importante de câncer de mama ou mamografia com Birrads III ou mais 
(nestes casos, deve-se encaminhar a gestante ao oncologista); 
 
8.3 FATORES DE RISCO QUE INDICAM ENCAMINHAMENTO À 
URGÊNCIA/EMERGÊNCIA OBSTÉTRICA 
 
Os profissionais de saúde dos hospitais regionais e da emergência obstétrica deverão avaliar 
as gestantes encaminhadas e confirmar, ou não, o diagnóstico inicial, assim como determinar 
a conduta necessária para cada caso: internação hospitalar ou contra referência para 
acompanhamento pela atenção básica. 
 
FATORES DE RISCO QUE INDICAM ENCAMINHAMENTO À 
URGÊNCIA/EMERGÊNCIA OBSTÉTRICA 
 Síndromes hemorrágicas (incluindo descolamento prematuro de placenta, placenta prévia), 
independentemente da dilatação cervical e da idade gestacional; 
 Suspeita de pré-eclâmpsia: pressão arterial > 140/90, medida após um mínimo de 5 minutos 
de repouso, na posição sentada. Quando estiver associada à proteinúria, pode-se usaro teste 
rápido de proteinúria; Obs.: Edema não é mais considerado critério diagnóstico. 
 Sinais premonitórios de eclampsia em gestantes hipertensas: escotomas cintilantes, cefaleia 
típica occipital, epigastralgia ou dor intensa no hipocôndrio direito; 
 Eclâmpsia (crises convulsivas em pacientes com pré-eclâmpsia); 
 Crise hipertensiva (PA > 160/110); 
 Amniorrexe prematura: perda de líquido vaginal (consistência líquida, em pequena ou grande 
quantidade, mas de forma persistente), podendo ser observada mediante exame especular 
com manobra de Valsava e elevação da apresentação fetal; 
 Isoimunização Rh; 
 Anemia grave (hemoglobina < 8); 
 Trabalho de parto prematuro (contrações e modificação de colo uterino em gestantes com 
menos de 36 semanas); 
 IG a partir de 41 semanas confirmadas; 
 Hipertermia (Tax> = 37,8C), na ausência de sinais ou sintomas clínicos de IVAS; 
 Suspeita/diagnóstico de abdome agudo em gestantes; 
 Suspeita/diagnóstico de pielonefrite, infecção ovular ou outra infecção que necessite de 
internação hospitalar; 
 Suspeita de trombose venosa profunda em gestantes (dor no membro inferior, edema 
localizado e/ou varicosidade aparente); 
 Vômitos incoercíveis não responsivos ao tratamento, com comprometimento sistêmico com 
 
29 
 
menos de 20 semanas; 
 Vômitos inexplicáveis no 3º trimestre; 
 Restrição de crescimento intrauterino; 
 Oligodrâmnio; 
 Casos clínicos que necessitem de avaliação hospitalar: cefaleia intensa e súbita, sinais 
neurológicos, crise aguda de asma etc. Nos casos com menos de 20 semanas, as gestantes 
podem ser encaminhadas à emergência clínica. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
30 
 
9 EXAMES DE ROTINA/ COMPLEMENTARES E CONDUTAS 
 
9.1 EXAMES DE PRÉ-NATAL POR TRIMESTRE 
 
No quadro a seguir está descrito um roteiro para a solicitação de exames que pode ser 
realizado pelo enfermeiro ou médico no pré-natal de risco habitual, de acordo com a idade 
gestacional, em formulário próprio (APENDICE D). Segundo Parecer do COREN/SC 
Nº002/CT/2013, o enfermeiro pode solicitar exames, bem como prescrever medicamentos 
contidos em protocolo assistenciais, em consonância com a Lei do Exercício Profissional. 
 
PERÍODO 
GESTACIONAL 
 
EXAMES 
 
1ª Consulta 
ou 
1º Trimestre 
 Hemograma 
 Glicemia em jejum. 
 Teste rápido para Hepatite B¹ ou Sorologia para hepatite B (HbsAg) 
 Teste rápido para Sifilis¹ ou Sorologia para sífilis (VDRL) 
 Teste rápido para HIV¹ ou Teste anti – HIV 
 Teste rápido para Hepatite C¹ 
 Toxoplasmose IgM e IgG. 
 Urocultura 
 Urina tipo I (sumário de urina – SU, EQU). 
o Solicitar a ultrassonografia (USG) transvaginal se IG menor que 12 
semanas; 
o Solicitar o USG obstétrico se IG maior que 12 semanas; 
 
ADICIONAIS QUANDO NECESSÁRIO: 
 Tipagem sanguínea e fator Rh (se não for conhecido anteriormente). 
 Coombs indireto (se for Rh negativo). 
 Eletroforese de hemoglobina. 
 Citopatologia oncótica (exame de Papanicolau ou “preventivo”), deverá ser 
realizado nas gestantes, em qualquer trimestre4, com espátula de Ayres, 
coletando da junção escamocolunar (JEC), quando indicado conforme 
protocolo de rastreamento de Câncer do colo do útero. 
 Exame da secreção vaginal; 
 Parasitológico de fezes; 
 
2º Trimestre 
24ª e a 28ª semana 
 Teste de tolerância para glicose com 75g, se a glicemia estiver Acima de 
85mg/dl ou se houver fator de risco (realize este exame preferencialmente 
entre a 24ª e a 28ª semana) 
o USG obstétrico entre 20 à 24 semanas para identificação de má formação 
fetal; 
 
ADICIONAIS QUANDO NECESSÁRIO: 
 Coombs indireto (se for Rh negativo) 
 Urocultura 
3º Trimestre 
30ª a 36ª semana 
 Hemograma 
 Glicemia em jejum 
 Urocultura 
 
31 
 
 Urina tipo I (sumário de urina – SU) 
 Teste rápido para Hepatite B¹ ou Sorologia para hepatite B (HbsAg) 
 Teste rápido para Sifilis¹ ou Sorologia para sífilis (VDRL) 
 Teste rápido para HIV¹ ou Teste anti – HIV 
 Teste rápido para Hepatite C¹ 
 
ADICIONAIS QUANDO NECESSÁRIO 
 Repita o exame de toxoplasmose se o IgG não for reagente no primeiro 
trimestre; 
 Coombs indireto mensal (se fator Rh negativo) a partir da 28 ª semana. 
 
¹ Para as Unidades de Saúde que possuem os Testes Rápidos implantados. Nas demais solicitar sorologia 
laboratorial [Sorologia para sífilis (VDRL); Teste anti – HIV; Sorologia para hepatite B (HbsAg)]. A sorologia 
de hepatite C, não deve ser realizada, a testagem de Hepatite C somente será realizada caso a Unidade de Saúde 
possua os testes rápidos. 
 
O diagnóstico oportuno da infecção pelo HIV e da sífilis durante o período 
gestacional é fundamental para a redução da transmissão vertical. Nesse sentido, verifica-se a 
necessidade das equipes de Atenção Básica em realizar os testes rápidos para o diagnóstico de 
HIV e para a triagem da sífilis no âmbito da atenção ao pré-natal para as gestantes e suas 
parcerias sexuais. A ampliação do acesso e da melhoria da qualidade do pré-natal na Atenção 
Básica se apoia na oferta e na execução dos testes rápidos de HIV e de sífilis. 
Os testes rápidos para gestantes e parceiro, no estado de Santa Catarina, seguem as 
orientações da Nota técnica nº 011/DIVE/SES/2014 (ANEXO 3) e Parecer COREN/SC º 014 
e 016/2013 anexos a este instrumento. 
 
9.2 PRÉ-NATAL MASCULINO 
 
Realizar primeira consulta com foco no rastreamento/identificação de doenças 
crônicas não transmissíveis e solicitação de exames com preenchimento do Cartão do Pré 
Natal do Homem. 
1ª Consulta Pré Natal Masculino - Exames 
 Peso Altura IMC, pressão arterial 
 Investigação de fatores de risco tabagismo, uso de álcool, sedentarismo, etc... 
 
Solicitada pelo Enfermeiro (a) ou pelo Médico (a): 
 Teste rápido de VDRL* 
 
32 
 
 Teste rápido de HIV* 
 Teste rápido de HbsAg* 
 Teste rápido de HCV* 
ADICIONAIS QUANDO NECESSÁRIO 
 Grupo sanguíneo e fator Rh, quando não conhecido anteriormente; 
 Hemograma + Triglicerídeos, Colesterol Total, HDL, LDL e Glicose  caso não 
tenha realizado esses exames nos últimos 12 meses. 
*Caso a Unidade de Saúde não tenha disponível o teste rápido encaminhar o paciente para o CEDAP 
para coleta das sorologias 
 
 
2ª Consulta Pré Natal Masculino 
 
Encaminhar para consulta médica caso ocorram alterações nos exames ou indicativo 
de risco, para prosseguimento da investigação conforme cadernos de atenção básica nº 36 e 
37, Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial e Diabetes Mellitus. 
Se resultado dos exames normais, aproveitar a oportunidade para orientar questões 
preventivas com incentivo à hábitos de vida saudáveis, estimulo quanto à paternidade ativa e 
consciente, direito à acompanhar a parceira nos grupos de gestante e na hora do parto, abordar 
temas relacionados ao planejamento familiar e o acesso ao SUS caso desconheça. 
 
 
9.3 CONDUTAS DIANTE DOS RESULTADOS DOS EXAMES DE ROTINA 
 
As condutas frente aos resultados dos exames de rotina da gestante e seu parceiro são 
guiadas pelo Caderno de Atenção Básica “Atenção ao Pré-natal de Baixo Risco” (pg. 111). Se 
os resultado dos estiverem exames normais, aproveitar a oportunidade para orientar questões 
preventivas com incentivo à hábitos de vida saudáveis. 
 
9.3.1 CONDUTAS DIANTE DOS TESTES RÁPIDOS 
 
 Teste rápido de triagem para sífilis: SE POSITIVO Solicitar sorologia para VDRL. 
 
 
33 
 
 Teste rápido diagnóstico anti-HIV: SE POSITIVO  confirmar com o 2º teste rápido, 
e se o 2º testefor POSITIVO encaminhar ao serviço de referência especializado 
(CEDAP). 
 
 Teste rápido diagnóstico para hepatite B: SE POSITIVO  encaminhar ao serviço de 
referência especializado (CEDAP). 
 
 Teste rápido diagnóstico para hepatite C: SE POSITIVO  encaminhar ao serviço de 
referência especializado (CEDAP) para confirmação de diagnóstico quantitativo 
(RNA/HCV). 
 
 
9.3.2 TRATAMENTO DA SÍFILIS NA GESTAÇÃO 
 
A Penicilina Benzatina se trata do único medicamento com evidência técnica e 
recomendação atual para impedir a ocorrência da transmissão vertical de sífilis (sífilis 
congênita), agravo de elevada morbimortalidade perinatal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
34 
 
10 MEDICAÇOES PARA USO DURANTE A GESTAÇÃO 
 
 
10.1 ÁCIDO FÓLICO 
 
O Ácido Fólico utilizado para a prevenção dos defeitos congênitos do tubo neural 
deverá ser instituído preferencialmente no período pré-gestacional de 60 a 90 dias antes da 
concepção. A suplementação com ácido fólico antes da concepção e até 12 semanas de 
gestação reduz o risco de defeitos do tubo neural dos bebês em 72%, além disso, tem papel 
importante na gênese da anemia em gestantes, de acordo com a conduta estabelecida pela 
Área Técnica Saúde da Mulher do Ministério da Saúde. 
Deve ser incentivado o consumo de alimentos ricos em folato, como: frutas cítricas, 
legumes, vegetais verdes e fígado. 
 
10.2 SULFATO FERROSO 
 
Segundo o Ministério da Saúde, a distribuição dos suplementos é de caráter preventivo 
e não para tratamento. A alta prevalência de anemia na população brasileira justifica a 
suplementação universal e rotineira de sulfato ferroso. Como não existem dados que indiquem 
a prevalência de anemia em nossa região, adotamos a recomendação nacional. A 
suplementação de ferro deverá ser feita para todas as gestantes independente do estado 
nutricional, pois há queda no nível de hemoglobina com o evoluir da gestação. 
O sulfato pode provocar reações adversas, tais como náuseas, diarréia ou constipação 
intestinal, sendo por isso mal tolerado no primeiro trimestre de gestação. Assim, a 
suplementação deve iniciar na 20ª semana de gestação e seguir até o termo. 
O consumo de café, leite e chás durante as refeições diminuem a absorção do ferro, 
enquanto o consumo de sucos cítricos (Vitamina C) aumenta sua absorção, devendo ser 
encorajado. 
 
10.3 PARACETAMOL E METOCLOPRAMIDA 
 
O Paracetamol e Metoclopramida poderão ser recomendados para utilização eventual, 
pela gestante, em caso de dor ou vômitos, com segurança. 
 
35 
 
 Paracetamol 
Efeitos analgésicos (combate à dor) e antipiréticos (combate à febre). 
 Bem tolerado, com baixa possibilidade de reação adversa; 
 Não apresenta interações indesejáveis com outros fármacos; 
 Sem efeitos colaterais quando a dose for a recomendada; 
 Pode ser indicados para crianças, bebês e gestantes; 
 Pode ser indicado para pacientes alérgicos à aspirina, bem tolerado para pacientes 
com úlcera péptica. 
O pico do nível de paracetamol no sangue é de 20mg/litro, e ocorre entre 30 minutos a 
2 horas após a ingestão. O tempo de meia vida no organismo é de cerca de 2 horas. 
 
 Metoclopramida 
Náusea e vômitos são mais freqüentes pela manhã, mas podem ocorrem em qualquer 
hora do dia, principalmente nas primeiras 12 semanas, e a maior parte resolve-se 
espontaneamente entre 16 a 18 semanas, sem qualquer intervenção. 
Reduzir a ingesta de carboidratos no 1º trimestre. Descansar ou dormir após as 
refeições reduz a freqüência, a gravidade e duração das náuseas e vômitos. 
A hiperemese gravídica é rara, caracterizada por vômitos persistentes associados à 
desidratação, perda de peso, alterações eletrolíticas e cetoacidose, e geralmente decorrem de 
gemelaridade, doença trofablástica gestacional ou distúrbios da tireóide ou emocional, 
devendo sempre ser manejado pelo médico. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
36 
 
10.4 MEDICAMENTOS PODERÃO SER PRESCRITOS PELO MÉDICO (A) OU 
ENFERMEIRO (A) 
 
Medicamento Apresentação 
REMUME 
Posologia Observações 
Ácido Fólico Comp. 5mg 1 vez ao dia 
Sulfato Ferroso Comp revestido 40 mg 
Sol oral 25 mg/ml 
*(1,6ml) 
1 comp antes do 
almoço e 1 antes 
do jantar 
Iniciar após e 
20 semanas 
de gestação 
Metoclopramida Comp 10 mg 
Sol oral 4 mg / ml 
1 comp. 1 hora 
antes da refeição, 
até 3x ao dia 
Se necessário 
Paracetamol Comp 500 mg 
Sol oral 200 mg/nl 
1 comp 6/6 hrs Se necessário 
 
Obs.: Prescrição de Medicamentos para Gestante de Risco Habitual (APÊNDICE B) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
37 
 
11 ESQUEMA BÁSICO DE VACINAÇÃO 
 
A vacinação durante a gestação objetiva não somente a proteção da gestante, mas 
também a proteção do feto, e deve seguir as recomendações do Programa Nacional de 
Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde. 
 
IMUNOBIOLÓGICO RECOMENDAÇÃO ESQUEMA 
Vacina contra influenza 
(Fragmentada) 
Gestantes em qualquer 
período gestacional. 
Dose única durante a campanha 
anual contra Influenza. 
Vacina contra hepatite B 
Gestantes após o 
primeiro trimestre de 
gestação. 
Se não for previamente vacinada 
administrar três doses com 
intervalo de 30 dias entre a 
primeira e a segunda e de 180 dias 
entre a primeira e a terceira. 
DPT acelular 
Gestantes NÃO 
vacinadas previamente. 
Administrar três doses de vacinas 
DT com intervalo de 60 dias entre 
as doses. 
Administrar as duas primeiras 
doses de DT e a última dose de 
DTPa, preferencialmente entre 27ª 
e 36ª semanas de gestação. 
Gestantes vacinadas 
com uma dose de DT. 
Administrar uma dose de DT e 
uma dose de DTPa (entre 27ª e 
36ª semanas de gestação) com 
intervalo de 60 dias entre as 
doses, mínimo de 30 dias. 
Se não houver tempo hábil para 
concluir o esquema, realizar a 
segunda dose com DTPa no 
mínimo 20 dias antes do parto e 
concluir a terceira dose com DT 
após o parto. 
Gestantes na 27ª a 36ª 
semanas de gestação, 
vacinada com duas 
doses de DT. 
Administrar uma dose da DTPa . 
Gestantes na 27ª a 36ª 
semanas de gestação, 
vacinada com três 
doses de DT. 
Administrar uma dose de DTPa. 
Gestantes na 27ª a 36ª 
semanas de gestação, 
vacinada com três 
doses de DT e com 
dose de reforço há 
menos de cinco anos. 
Administrar uma dose de DTPa. 
 
 
38 
 
Gestantes na 27ª a 36ª 
semanas de gestação, 
vacinada com três 
doses de DT e com 
dose de reforço há 
mais de cinco anos. 
Administrar uma dose de DTPa. 
Gestantes na 27ª a 36ª 
semanas de gestação, 
vacinada com pelo 
menos uma dose de 
DTPa na rede privada. 
Se aplicou DTPa em gestação 
anterior, aplicar DTPa na gestação 
atual e seguir orientações acima 
citadas. 
Se aplicou DTPa na gestação 
atual, seguir orientações acima 
citadas 
 
Mesmo com esquema completo (três doses de DT) e ou reforço com DT, a 
gestante deverá receber uma dose de DTPa a cada gestação. Esta dose de DTPa deve ser 
considerada como reforço. Esta dose deverá ser administrada mesmo nos casos em que a 
gestante já tenha recebido anteriormente um reforço, em período inferior a cinco anos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
39 
 
12 CONDUTAS FRENTE À VIOLÊNCIA E GRAVIDEZ DECORRENTE DE 
VIOLENCIA SEXUAL 
 
A observação cuidadosa no pré-natal, as perguntas corretas e uma escuta qualificada 
podem ajudar a identificarcasos de violência e trabalhar formas de enfrentamento e 
fortalecimento da mulher, para que ela possa reagir positivamente em sua autodefesa e na 
proteção do bebê. 
A violência, seja ela física, sexual, psicológica ou emocional, torna-se ainda mais séria 
quando a mulher se encontra grávida, pois traz consequências significativas para a saúde do 
binômio mãe-filho, tais como baixo peso ao nascer, abortos, parto e nascimento prematuros e 
até mortes materna e fetal, conforme estudos revelados pela OMS no “Informe Mundial sobre 
a Violência e a Saúde”. 
Ao contrário do que se espera, a violência contra a mulher não diminui 
necessariamente durante a gravidez. . Adolescentes grávidas são particularmente mais 
vulneráveis à violência, pois existe um risco duas vezes maior de que elas sejam estupradas, 
se comparado ao risco das grávidas adultas. 
Há indicadores de que grávidas que sofrem violência sexual não realizam o pré-natal 
ou postergam seu início. 
No entanto, a assistência pré-natal é momento privilegiado para identificar as 
mulheres que sofrem violência e, muitas vezes, a única oportunidade de interromper o 
seu ciclo. 
As representações da violência que acometem também as mulheres em seu período 
gestacional podem ocasionar diversos transtornos à saúde, entre eles: as dores crônicas, as 
infecções urinárias recorrentes, os transtornos de comportamento, as depressões e as 
tendências ao suicídio. 
Todas as mulheres em situações concretas de violência ou vulneráveis a ela devem ser 
orientadas (pelos serviços que as atenderem) a denunciar seus agressores diretamente à 
autoridade policial. 
Para os casos de violência contra a gestante adolescente, o serviço de saúde deverá 
acionar imediatamente os conselhos tutelares da localidade. 
A notificação da violência é compulsória para todos os serviços de saúde, devendo ser 
preenchida a ficha de notificação, conforme estabelecido pelo Ministério da Saúde. 
 
40 
 
Às mulheres deve ser garantido o acesso à informação e à orientação humana e 
solidária; ao abortamento previsto em lei; à atenção de qualidade em complicações derivadas 
de abortos; e ao planejamento reprodutivo pós-aborto para, inclusive, evitar abortos repetidos. 
 
12.1 ALTERNATIVAS FRENTE A GRAVIDEZ DECORRENTE DE VIOLÊNCIA 
SEXUAL 
 
Existem ainda os casos de gestação decorrentes de violência sexual. 
A mulher em situação de gravidez decorrente de violência sexual, bem como a 
adolescente e seus representantes legais, devem ser esclarecidos sobre as alternativas legais 
quanto ao destino da gestação e sobre as possibilidades de atenção nos serviços de saúde. É 
direito dessas mulheres e adolescentes serem informadas da possibilidade de interrupção da 
gravidez, conforme Decreto-Lei 2848, de 7 de dezembro de 1940, artigo 128, inciso II do 
Código Penal brasileiro. 
Da mesma forma e com mesma ênfase, devem ser esclarecidas do direito e da 
possibilidade de manterem a gestação até o seu término, garantindo-se os cuidados pré-natais 
apropriados para a situação. Nesse caso, também devem receber informações completas e 
precisas sobre as alternativas após o nascimento, que incluem a escolha entre permanecer com 
a futura criança e inseri-la na família, ou proceder com os mecanismos legais de doação. 
Nessa última hipótese, os serviços de saúde devem providenciar as medidas necessárias junto 
às autoridades que compõem a rede de atendimento para garantir o processo regular de 
adoção. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
41 
 
13 ATIVIDADES EDUCATIVAS NA GESTAÇÃO 
 
Informações sobre as diferentes vivências devem ser trocadas entre as mulheres e os 
profissionais de saúde. Esta possibilidade de intercâmbio de experiências e conhecimentos é 
considerada a melhor forma de promover a compreensão do processo de gestação. 
A criação de espaços de educação em saúde sobre o pré-natal é de suma importância, 
afinal, nestes espaços as gestantes podem ouvir e falar sobre suas vivências e consolidar 
informações importantes sobre a gestação e outros assuntos que envolvem a saúde da criança, 
da mulher e da família. 
As gestantes constituem o foco principal do processo de aprendizagem; porém, não se 
pode deixar de atuar, também, entre companheiros e familiares. A posição do homem na 
sociedade está mudando tanto quanto os papéis tradicionalmente atribuídos às mulheres. 
Portanto, os serviços devem promover o envolvimento dos homens (adultos e adolescentes), 
discutindo a sua participação responsável nas questões da saúde sexual e reprodutiva. 
É importante que toda a equipe de saúde se inclua em espaços de discussão com a 
população, em espaços formais e não formais, pois a educação popular em saúde é a forma 
mais democrática de construir um conceito amplo de saúde, de promover o autocuidado e de 
produzir melhores indicadores de saúde. 
 As ações educativas podem ser desenvolvidas em nível individual, durante as 
consultas de acompanhamento do pré-natal, ou também no coletivo em atividades de grupais, 
devendo ser registradas no SISPRENATAL,Caderneta da Gestante e prontuário. Abaixo 
seguem sugestões de temas a serem abordados: 
 
1 A 12 SEMANAS – ORIENTAR 
 Importância do acompanhamento Pré-natal; 
 Estimular a participação do companheiro(a) e dos familiares durante o processo de gestação; 
 Esclarecer quanto aos sinais e sintomas comuns e risco na gravidez; 
 Importância e orientações quanto ao aleitamento materno; 
 Orientar sobre os hábitos alimentares e ganho de peso; 
 Orientar sobre exercícios físicos e respiratórios; 
 Hábitos de vida, (uso de álcool, fumo, drogas), higiene, vestuário; 
 Autocuidado da gestante e do parceiro; 
 Atividade sexual; 
 Aspectos psicológicos da gravidez; 
 
42 
 
 Participação em atividades educativas; 
 Realização do exame colpocitológico 
 Consulta odontológica; 
 
13 A 25 SEMANAS – REFORÇAR E ORIENTAR 
 A importância da participação do(a) companheiro(a) e dos familiares durante o processo de 
gestação; 
 O sono e repouso; 
 Exercícios e relaxamento; 
 Sexualidade e lazer; 
 Importância do aleitamento materno e preparo da mama; 
 Higiene, vestuário e trabalho; 
 Alimentação; 
 Importância da vacinação; 
 As modificações e distúrbios gravídicos relativos a este período e cuidados necessários; 
 Participação em atividades educativas. 
 
26 A 35 SEMANAS – REFORÇAR E ORIENTAR 
 Exercícios respiratórios e abdominais; 
 Cuidados com a postura; 
 Sexualidade; 
 Atividade física; 
 Modificações e distúrbios gravídicos relativos a este período e cuidados necessários; 
 Capacidade de o bebê perceber as sensações auditivas; 
 Os cuidados com recém-nascido; 
 Contracepção pós-parto 
 
36 A 41 SEMANAS – REFORÇAR E ORIENTAR 
 Possíveis intercorrências como: rompimento da bolsa, contrações; ocorrência de sangramentos; 
 Sinais e Sintomas do Trabalho de parto; 
 Movimentação fetal 
 Amamentação; 
 Cuidados com o RN, 
 Direitos trabalhistas; 
 Puericultura. 
 
43 
 
14 ORIENTAÇÕES FRENTE AS QUEIXAS MAIS FREQUENTES NA GESTAÇÃO 
 
 
As orientações a seguir são válidas para casos em que os sintomas são manifestações 
ocasionais e transitórias, não refletindo, geralmente, patologias clínicas mais complexas. A 
maioria das queixas diminui ou desaparece sem o uso de medicamentos que devem ser 
evitados ao máximo. 
 
 a) NÁUSEAS, VÔMITOS E TONTURAS. 
 Explicar que esses são sintomas comuns no início da gestação; 
 Dieta fracionada (6 refeições leves ao dia); 
 Evitar frituras, gorduras, alimentos com cheiros fortes e desagradáveis; 
 Evitar líquidos durante as refeições (dandopreferência a pequenos volumes em 
intervalos mais freqüentes); 
 Ingerir alimentos sólidos antes de levantar da cama pela manhã; 
 Agendar consulta médica em caso de vômitos freqüentes. 
 
 b) PIROSE (AZIA) 
 Fracionar dieta, ingerir líquido frio; 
 Evitar deitar até 30 minutos pós alimentação.; 
 Evitar: fritura, café, chá preto, mates, doces. 
 Obs.: Em alguns casos, a gestante pode fazer uso de medicamentos antiácidos a critério 
médico. 
 
 c) SIALORRÉIA 
 É um fenômeno comum na primeira metade da gravidez. Ocorre pelo aumento da 
atividade e do tamanho das glândulas salivares, sendo mais comum em mulheres que também 
sofrem enjôo matinal. 
 Engula naturalmente a saliva; 
 Evite alimentos que estimulem as glândulas salivares – como limão, vinagre, açúcar e 
ácidos; 
 Não ponha açúcar na boca se estiver em jejum; 
 
44 
 
 Tenha sempre à mão uma barra de cereais, uma peça de fruta, uma torrada ou um 
queijo branco para comer de três em três horas; 
 Explicar que este é um sintoma comum no início da gestação. 
 
 d) FRAQUEZAS E DESMAIOS 
 Orientar a gestante para que não faça mudanças bruscas de posição e evite a 
inatividade; 
 Iniciar dieta fracionada, sugerir chá ou café com açúcar como estimulante, desde que 
não contra indicados; 
 Explicar à gestante que sentar com a cabeça abaixada, ou deitar em decúbito lateral ou 
elevar os membros inferiores em 90º, respirando profunda e pausadamente, diminui a 
sensação de fraqueza e desmaio; 
 Evitar atividade física após alimentação; 
 
 e) DOR ABDOMINAL, CÓLICAS, FLATULÊNCIA E OBSTIPAÇÃO INTESTINAL. 
 Certificar-se que não sejam contrações uterinas; 
 Se houver flatulência (gases) e ou constipação intestinal, orientar dieta rica em 
resíduos: frutas cítricas, verduras, mamão, ameixas e cereais integrais; 
 Recomendar que aumente a ingestão de líquidos e evite alimentos de alta fermentação, 
tais como repolho, couve, ovo, feijão, leite, açúcar; 
 Recomendar caminhadas, movimentação e regularização do hábito intestinal. 
 
 f) HEMORRÓIDAS 
 Recomendar à gestante: 
 Alimentar-se adequadamente, a fim de evitar constipação intestinal e, se necessário, 
prescrever supositórios de glicerina; 
 Não usar papel higiênico colorido ou áspero e fazer higiene perianal com água e sabão 
noturno, após defecação; 
 Compressas mornas ou banho de assento; 
 Agendar consulta médica, caso haja dor ou sangramento anal persistente. 
 
 g) LEUCORRÉIA 
 
45 
 
 Explicar que um aumento de fluxo vaginal é comum na gestação, desde que mantenha 
as características normais; 
 Agendar consulta médica, se ocorrer fluxo de cor amarelada, esverdeada ou com odor 
fétido, ou caso haja prurido. Nestes casos, ver condutas no Manual de Tratamento e 
Controle de Doenças Sexualmente Transmissíveis / DST – AIDS / MS. 
 
 h) QUEIXAS URINÁRIAS 
 Explicar que, geralmente, o aumento do número de micções é comum no início e no 
final da gestação (aumento do útero que faz compressão sobre a bexiga); 
 Agendar consulta médica, caso tenha dor ao urinar, hematúria (sangue na urina) ou 
outro sintoma que sugira alterações urinárias, acompanhado ou não de febre. 
 
i) FALTA DE AR E DIFICULDADE PARA RESPIRAR 
 Esses sintomas são freqüentes na gestação, em decorrência do aumento do útero ou 
ansiedade da gestante; 
 Recomendar repouso em decúbito lateral esquerdo; 
 Ouvir a gestante e conversar sobre suas angústias; 
 Estar atento para outros sintomas associados e para achados no exame 
cardiopulmonar. Agendar consulta médica, caso haja dúvida ou suspeita de problema 
clínico. 
 
 j) DOR NAS MAMAS 
 Recomendar o uso de sutiã, com boa sustentação, depois de descartada qualquer 
intercorrência mamária. 
 
 k) DOR LOMBAR 
 Recomendar à gestante: 
 Correção de postura ao sentar-se e ao andar; 
 Uso de sapatos com saltos baixos e confortáveis; 
 Aplicação de calor local; 
 Eventualmente usar analgésicos (se não for contra indicado), por tempo limitado. 
 Realizar período de descanso ou troca de posição a cada 3 ou 4 horas. 
 
 
46 
 
 l) CEFALÉIA 
 Afastar hipertensão arterial e DHEG (se tiver mais de 24 semanas de gestação); 
 Conversar com a gestante sobre suas tensões, conflitos e temores; 
 Agendar consulta médica, se persistir o sintoma. 
 
 m) SANGRAMENTO GENGIVAL 
 Recomendar o uso de escova de dente macia e com cabeça pequena, massagem na 
gengiva durante a escovação e usar fio dental; 
 Agendar atendimento odontológico. 
 
 n) VARIZES 
 Recomendar à gestante: 
 Não permanecer muito tempo em pé ou sentada; 
 Repousar (20 minutos), várias vezes ao dia, com pernas elevadas; 
 Não usar roupas muito justas e nem ligas nas pernas, se possível, utilizar meia calça 
elástica para gestante. 
 
 o) CÂIMBRA 
 Recomendar à gestante massagear o músculo contraído e dolorido e aplicar calor local 
evitando o excesso de exercícios; 
 Aumentar o consumo de alimentos ricos em potássio, cálcio e vitamina B1. 
 
 p) CLOASMA GRAVÍDICO 
 Comum na gravidez e que costuma desaparecer em tempo variável após o parto; 
 Orientar proteger-se do sol e fazer uso de protetor solar. 
 
 q) ESTRIAS 
 São resultados da distensão dos tecidos sem método eficaz de prevenção. 
Inicialmente são de cor arroxeada, mas tendem a ficar com cor semelhante a da pele, há 
controvérsias quanto ao tratamento. Sugere-se: 
 Massagear os locais com substâncias oleosas na tentativa de preveni-las; 
 Beber bastante líquido para manter o corpo hidratado; 
 
47 
 
 Manter uma boa alimentação, dando ênfase à vitamina C, que estimula a produção de 
colágeno e proteína. 
 
 r) FUMO, ÁLCOOL E OUTRAS DROGAS. 
 São drogas transmitidas via transplacentária, sendo assim nocivas ao feto e ao recém 
nascido, portanto, orientar o abandono das mesmas. Não sendo possível, estimular a redução 
de danos. 
 
 SE NECESSÁRIO ENCAMINHAMENTO PARA: 
 Nutricionista; 
 Psicólogo (a); 
 Assistente Social; 
 Realizado por médico (a) ou enfermeiro (a), com preenchimento da Referencia,sendo 
que este atendimento deverá ser priorizado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
48 
 
15 CONDUTAS QUE NORTEIAM O ATENDIMENTO CLÍNICO DA GESTANTE 
PELA EQUIPE DE SAÚDE BUCAL 
 
A maioria dos procedimentos odontológicos pode ser realizada durante a gravidez, 
observando-se alguns cuidados: planejar sessões curtas, adequar a posição da cadeira e evitar 
consultas matinais, já que neste período as gestantes têm mais ânsia de vômito e risco de 
hipoglicemia. Exodontias não complicadas, tratamentos periodontal e endodôntico, 
restaurações dentárias, instalação de próteses e outros tipos de procedimentos devem ser 
realizados com segurança, de preferência no segundo trimestre. Tratamentos seletivos como 
as reabilitações bucais extensas e as cirurgias mais invasivas podem ser programadas para o 
período de pós-parto. 
Apesar de a prevenção ser priorizada, quando houver necessidade curativa, o 
tratamento deve ser instituído, uma vez que os problemas da cavidade bucal podem ter 
influência tanto para a mãe quanto para o feto, especialmente quando se compromete a 
nutrição e contribui-se para a infecção e disseminação de patógenos no sangue. 
O período ideal e mais seguro para o tratamento odontológico é durante o segundo 
trimestre da gestação. No entanto, os casos que necessitam tratamento de urgência devem ser 
solucionados sempre, independentemente do período gestacional.Preenchimento do odontograma e ficha clínica: anamnese completa, dados cadastrais 
(CNS, CPF, Telefones e endereço), caderno de controle das gestantes. (padronização nas 
ESF´s). Rubricar e carimbar a carteira de gestante com a data da consulta inicial. 
Oferecer um kit de higiene dental (escova, creme dental, fio dental e folder) à gestante 
e ao acompanhante durante a orientação de higiene no escovatório. 
 
15.1 RADIOGRAFIAS BUCAIS 
O exame radiográfico deve ser realizado, quando realmente necessário, em qualquer 
trimestre da gestação; pois, desde que medidas protetoras sejam tomadas (uso de filmes ultra-
rápidos e avental de chumbo e protetor de tireóide) uma exposição radiográfica não afeta o 
desenvolvimento fetal. É necessário uma exposição de 5 rads para existir a possibilidade de 
má-formação ou aborto espontâneo, sendo que uma tomada radiográfica intrabucal equivale a 
0,01 milirads de radiação, menos que a radiação cósmica adquirida diariamente. 
 
 
 
49 
 
15.2 ANESTESIA ODONTOLÓGICA 
 
Ainda prevalece a crença de que gestantes não podem submeter-se à anestesia local, 
principalmente se os agentes anestésicos apresentarem vasoconstritor. No entanto, este tipo de 
anestesia é considerado seguro, desde que o profissional tenha conhecimento de quais 
substâncias medicamentosas utilizar. A solução anestésica local que apresenta maior 
segurança em gestantes é a lidocaína 2% com adrenalina 1:100.000, respeitando-se o limite 
máximo de dois tubetes anestésicos (3,6ml) por sessão, procedendo sempre injeção lenta da 
solução. 
Contraindicação: Prilocaína - Pois, em altas doses, dificulta a circulação placentária e 
pode provocar a metemoglobinemia e hipóxia fetal, em virtude de alterar a hemoglobina 
tornando-a incapaz de transportar oxigênio. 
Em relação à associação do anestésico local com vasoconstritores: Não há 
contraindicação e apresenta vantagens como a redução da toxicidade sistêmica pelo aumento 
da concentração local dos anestésicos, a ação hemostática e o prolongamento do seu efeito 
farmacológico. A noradrenalina e a adrenalina são consideradas seguras e não relacionadas à 
malformação fetal. Por outro lado, a administração de soluções anestésicas contendo 
felipressina é contraindicada durante a gestação em razão de sua semelhança estrutural com a 
ocitocina, sendo, portanto, em altas doses, capaz de estimular as contrações uterinas, bem 
como diminuir a circulação placentária e dificultar a fixação do embrião no útero. 
Flúor 
Outro ponto bastante questionado na Odontologia é sobre a prescrição de fluoretos em 
gestantes. O conhecimento atual sobre o mecanismo de ação do fluoreto indica que seu efeito 
é predominantemente tópico, ocorrendo principalmente na interface placa/esmalte, através da 
remineralização de lesões de cárie iniciais e da redução da solubilidade do esmalte dentário. 
Portanto, a prescrição de medicamentos fluoretados no período pré-natal não traz nenhum 
beneficio que justifique sua indicação. 
 
15.3 ANTIBIÓTICOS, ANTI-INFLAMATÓRIOS E ANALGÉSICOS 
Categorias de risco para indução de defeitos congênitos segundo o FDA (Food and 
Drug Administration – EUA): 
 
50 
 
Categoria A: estudos controlados em mulheres não demonstraram risco para o feto no 
primeiro trimestre de gestação, e não há evidência de risco em trimestres posteriores. A 
possibilidade de dano fetal parece remota. 
Categoria B: estudos de reprodução animal não demonstraram risco fetal, mas 
inexiste estudo controlado em mulheres grávidas; ou estudos de reprodução animal mostraram 
algum efeito adverso no feto (que não seja diminuição da fertilidade), não confirmado em 
estudos controlados em mulheres durante o primeiro trimestre (e não há evidência de risco em 
trimestres posteriores). 
Categoria C: estudos em animais demonstraram efeitos adversos no feto (teratogenia, 
morte fetal ou outro), e não há estudos controlados em mulheres; ou estudos em mulheres e 
animais não estão disponíveis. Esses fármacos só devem ser administrados se o benefício 
justificar o risco potencial para o feto. 
Categoria D: há evidência positiva de risco fetal humano, mas os benefícios de uso 
em mulheres grávidas podem justificar o uso a despeito do risco (por exemplo, se o fármaco é 
necessário numa situação de risco de vida para uma doença grave, para a qual agentes mais 
seguros não podem ser usados ou não são eficazes). 
Categoria X: estudos em animais e seres humanos demonstraram anomalias fetais ou 
há evidência de risco fetal baseada em experiências em humanos, ou ambos, e o risco de uso 
do fármaco em mulheres grávidas está claramente acima do possível benefício. O fármaco é 
contraindicado em mulheres que estão ou podem ficar grávidas. 
As penicilinas são os antibióticos mais indicados durante a gestação na prevenção e no 
tratamento de infecções maternas e intrauterinas, pois agem na parede celular, estrutura que 
somente as bactérias possuem, sendo, portanto, atóxicas aos organismos materno e fetal. 
Podem ser administradas com segurança em qualquer período da gestação. Dentro do grupo 
das penicilinas, as mais indicadas são as biossintéticas, como as fenoximetilpenicilinas, e as 
semissintéticas de largo espectro, como as ampicilinas e as amoxicilinas. A literatura sugere a 
prescrição do estearato de eritromicina e das cefalosporinas como opção somente nos casos 
de pacientes alérgicas às penicilinas. As tetraciclinas estão totalmente contraindicadas na 
gravidez, pois atravessam com facilidade a placenta e são depositadas nos ossos e dentes 
durante os períodos de calcificação ativa, podendo provocar efeitos indesejáveis sobre a 
formação óssea e dentária do feto, causando malformações no esmalte dentário, alterando a 
sua coloração e podendo causar retardo do crescimento ósseo. O uso de metronidazol está 
contra-indicado no primeiro trimestre da gestação. 
 
51 
 
 
Grupo Farmacológico Fármaco Observações 
Antibacterianos Amoxicilina (B) 
Benzilpenicilina Benzatina 
(B) 
Benzilpenicilina Potássica 
(B) 
Cefalexina (B) 
Eritromicina (B) 
Metronidazol (B) 
Ciprofloxacina (C) 
Sulfadiazina (C) 
Neomicina+Bacitracina (C) 
Tetraciclina (X) 
Não Usar metronidazol no 1° 
trimestre. 
 
 
Os anti-inflamatórios não-esteróides (AINEs) – Ibuprofeno, diclofenaco, dipirona, 
paracetamol e o ácido acetilsalicílico devem ser usados com extrema precaução durante a 
gestação (principalmente durante o terceiro trimestre) e por tempo restrito, e também durante 
a amamentação. Os AINEs quando usados no terceiro trimestre podem causar fechamento do 
ducto arterioso e hipertensão pulmonar no feto ou neonato. No caso de procedimentos 
endodônticos ou cirúrgicos mais invasivos que não puderem ser adiados, pode-se empregar 
corticóide (betametasona ou dexametasona) em dose única de 4 mg. É importante ressaltar 
que o uso prolongado de betametasona pode determinar baixo peso ao nascer e redução da 
circunferência craniana. Em curtos períodos, reduz a incidência de síndrome do desconforto 
respiratório e de mortalidade do recém-nascido prematuro. 
Grupo Farmacológico Fármaco Observações 
Analgésicos e Anti-
inflamatórios não esteroides 
Paracetamol (B), 
Ácido Acetilsalicílico (C/D) 
Ibuprofeno (C/D) 
Ácido Acetilsalicílico: evitar 
doses anelgésicas nas últimas 
semanas; doses elevadas 
podem levar ao fechamento 
do ducto fetal e 
possivelmente hipertensão 
 
52 
 
pulmonar persistente no 
recém nascido. 
Ibuprofeno: Classificado 
como C no 1° e 2° trimestre e 
D no 3° trimestre. 
Corticosteróides Prednisona (B) 
Betametasona 
dexametasona 
 
 
A atitude do prescritor deve ser criteriosa, evitandoo uso de medicamentos em 
grávidas e nutrizes e priorizando medidas não-medicamentosas para controle de suas 
manifestações clínicas. Em caso de real necessidade, a prescrição deve ser feita com fármacos 
não associados a efeitos adversos em feto e lactente. A automedicação também deve ser 
fortemente desestimulada. 
Grupo Farmacológico Fármaco Observações 
Antifúngicos Nistatina (A ou C) 
Miconazol (C) 
Nistatina: A para a via 
vaginal e C para as vias oral 
e tópica. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
53 
 
16 VISITA DOMICILIAR NO PUERPÉRIO 
 
 
Recomenda-se uma visita domiciliar na primeira semana após a alta do bebê e da 
puérpera. O retorno da mulher e do recém-nascido ao serviço de saúde e uma visita 
domiciliar, devem ser incentivados desde o pré-natal, na maternidade e pelos agentes 
comunitários de saúde na visita domiciliar. 
A visita domiciliar deve ser realizada pelo agente comunitário de saúde (ACS), 
auxiliar/técnico de enfermagem / enfermeiro ou médico, conforme necessidade, entre 7 a 10 
dias após o parto. 
Nas Unidades com agentes comunitários de saúde, a visita domiciliar deve ser 
realizada rotineiramente. Já nos Ambulatórios Gerais a visita domiciliar deverá acontecer se o 
hospital ou a própria Unidade de Saúde identificar algum risco aumentado durante a 
internação ou realização do atendimento pré-natal. 
 
 Objetivos da visita domiciliar: 
 Conhecer o local onde o RN está acomodado e o ambiente familiar; 
 Avaliar o estado de saúde da mulher e do recém-nascido; 
 Identificar comportamento familiar frente à chegada do RN e rede de apoio para 
acompanhamento da puérpera; 
 Orientar e apoiar a família para a amamentação; 
 Orientar os cuidados básicos com o recém-nascido; 
 Identificar situações de risco ou intercorrências e conduzi-las; 
 Orientar para consulta puerperal com enfermeiro (a) até 10 dias e com o médico (a), 
em torno de 30 à 35 dias. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
54 
 
17 CONSULTA DE PUERPÉRIO 
 
 
A consulta puerperal tem como objetivo avaliar as condições pós-gravídicas do 
organismo materno, além, é claro, assistir a puérpera em suas dúvidas e queixas clínicas, 
principalmente, relacionadas às mamas, incisão cirúrgica, lóquios, entre outras. Nesta consulta 
é importante avaliar as opções contraceptivas mais indicadas, a necessidade e realização de 
vacinas e exames de rotina. 
Na primeira semana após o parto, as puérperas devem retornar à unidade de saúde na 
qual realizou o pré-natal para consulta com o enfermeiro e no prazo de 30 à 35 dias para 
revisão puerperal e orientações para o Planejamento Familiar com o profissional médico ou 
enfermeiro. As unidades de saúde deverão organizar agenda para os atendimentos afim de 
garantir os prazos preconizados e assegurando a melhor qualidade da assistência ao binômio 
mãe/filho. 
Quando houver qualquer intercorrência durante o parto com a mãe e/ou recém-
nascido, a Unidade Hospitalar deverá fazer uma comunicação a Unidade de Saúde a qual a 
mulher pertence. A Unidade Hospitalar deve fazer contato telefônico e contra referência para 
que visitas domiciliares sejam programadas assim que, a puérpera chegar ao domicílio, 
objetivando planejar assistência à família, o mais precocemente possível. 
 
 Recomendações para Consulta de enfermagem (7 a 10 dias pós-parto): 
 Conversar sobre o parto atendo-se às informações que forem necessárias (tipo de 
parto, intercorrências, etc.); 
 Identificar durante a consulta de enfermagem: estado geral, uso de medicações, 
observar lóquios (cor, odor, quantidade); 
 Observar episiorrafia ou incisão cirúrgica – observar as condições gerais e 
possíveis sinais de infecção puerperal; 
 Avaliar função intestinal e urinária; 
 Avaliar o estado emocional da mulher; 
 Verificar sinais vitais; 
 Mamas: observar sinais de ingurgitamento, traumas mamilares (escoriações, 
fissuras); 
 Rever técnica de amamentação e cuidados com as mamas; 
 
55 
 
 Solicitar que ofereça a mama e observar a “pega” e aceitação do recém nascido; 
 Orientar sobre direitos trabalhistas durante a lactação 
 Orientar riscos de compressas nas mamas, assim como aplicação de qualquer 
produto que não tenha sido prescrito por médico; 
 Nos casos de suspeita de mastite, providenciar atendimento para a puérpera na 
unidade de saúde e caso necessário referenciar ao Banco de Leite Humano ou 
retornar à maternidade para assistência; 
 Esclarecer e sanar dúvidas com a puérpera e sua família sobre os cuidados do RN; 
 Realizar consulta de enfermagem ao recém nascido, esclarecendo as dúvidas da 
mãe naquele momento conforme a Política de Saúde da Criança; 
 Orientar sobre anticoncepção na lactação. 
 
O pré-natal encerra-se somente após este atendimento, caso a puérpera não 
compareça, deverá ser realizada a busca ativa 
Encerrar o pré-natal no SISPRENATALWEB. 
 
 
17.1 EXAMES DE ROTINA DO PUERPÉRIO 
 
Exames laboratoriais como hemograma, urina tipo I, parasitológico de fezes, 
sorologias para sífilis, HIV, Hepatite B ou qualquer outro exame podem ser solicitados pelo 
médico quando houver necessidade. 
A coleta de citologia oncótica do colo uterino deve ser realizada após o 3º mês do 
puerpério, quando o resultado desta durante o pré-natal for NIC II com HPV ou NIC III, e se 
a paciente perdeu seguimento no ambulatório especializado. Se o resultado da citologia 
durante o pré-natal for normal e se as duas últimas citologias forem normais, esta pode ser 
colhida a cada 3 anos, seguindo o protocolo para prevenção de câncer de colo de útero. 
 
17.2 VACINAÇÃO NO PUERPÉRIO 
 
Se necessário serão realizadas as vacinas de: Difteria e Tétano (dupla adulto), 
Rubéola (tríplice viral), Hepatite B e Febre Amarela para completar o esquema vacinal 
vigente determinado pela Secretaria Municipal de Saúde e Ministério da Saúde. 
 
56 
 
 
17.3 CONTRACEPÇÃO NO PUERPÉRIO 
 
É importante pensar em contracepção no puerpério para evitar as morbidades 
relacionadas ao intervalo interpartal encurtado e para proporcionar opções para um 
planejamento familiar adequado às mulheres neste período. Deixando claro o uso de 
contracepção por ocasião do retorno as atividades sexuais. 
Todos os métodos contraceptivos podem ser recomendados no puerpério e a escolha 
depende da disponibilidade nos serviços públicos de saúde, amamentação, indicações e contra 
indicações clínicas e do desejo de reversibilidade do método. 
Método da amamentação – LAM: é um método anticoncepcional temporário que 
consiste no uso da amamentação para evitar a gravidez. O nome LAM significa método da 
lactação e amenorréia. Lactação quer dizer amamentação e amenorréia quer dizer falta de 
menstruação. A amamentação tem efeito inibidor sobre a fertilidade, ou seja, sobre a 
capacidade de ter filhos. A mulher disposta a realizar amamentação exclusiva nos primeiros 
seis meses após o parto pode utilizar o LAM como método anticoncepcional, ou associar o 
LAM com outro método anticoncepcional que não interfira na amamentação. A eficácia deste 
método depende de três condições: 1ª a amamentação deve ser exclusiva ao seio, na hora em 
que o bebê quiser, durante o dia e durante a noite, sem chás, sucos ou água; 2ª a mulher não 
deve estar menstruando; 3ª o bebê deve ter até seis meses de idade.O efeito inibidor da 
fertilidade produzido pelo LAM deixa de ser eficiente quando a mulher volta a menstruar e 
também quando o bebê começa a receber outros alimentos, além do leite materno. Nessas 
situações, é preciso escolher um outro métodoanticoncepcional, mas a mulher pode continuar 
amamentando. 
Os Progestágenos isolados podem ser iniciados imediatamente após o parto, em 
todas as pacientes, sem aumentar o risco de tromboembolismo e sem interferir na 
amamentação, independente de morbidades obstétricas ou clínicas prévias. Estão disponíveis 
na rede a Noretisterona 0,35mg (uso VO, contínuo, efeito dependente da amamentação, 
sugerida troca por contracepção efetiva quando iniciar alimentação complementar ou aos 6 
meses do nascimento) e o Acetato de Medroxiprogesterona 150mg Depot (uso IM, trimestral, 
efeito independente da amamentação). Também há opções comerciais de pílulas de 
Desogestrel 75mcg contínuo (Cerazette e Nactali), que não interferem na amamentação e 
independem dela para a manutenção de sua eficácia. 
 
57 
 
Os métodos de barreira (condom feminino, condom masculino) podem ser usados 
imediatamente após o parto sem interferir na lactação, sem riscos vasculares, com as mesmas 
recomendações de uso consistente, independente do período reprodutivo. Têm a vantagem de 
evitar, além de uma gestação indesejada, as DST´s. 
Os contraceptivos combinados (orais ou IM mensais) não devem ser usados por 
pacientes em lactação pois diminuem a quantidade de leite. Também estão contraindicados 
antes do 21º dia de puerpério pois aumentam os riscos de tromboembolismo, mesmo em 
pacientes sem comorbidades. Podem ser prescritos para as pacientes que não amamentam ou 
não desejam amamentar e para as que desejam suprimir a lactação em qualquer tempo do 
puerpério. 
O DIU de cobre, disponível na rede pública, pode ser inserido com segurança à partir 
do 28º dia de puerpério para evitar expulsão espontânea, mais comum neste período. 
Entretanto, há estudos que demonstram que esse risco é bem menor do que anteriormente 
descrito, indicando inclusive a sua inserção no pós-parto imediato sem maiores riscos ou 
complicações. É um método de longo prazo, podendo ser mantido por até 10 anos. 
Comercialmente, está disponível o SIU-levonorgestrel com as mesmas indicações do DIU-Cu 
e com efeito direto no endométrio, sem aumentar os risco cardiovasculares mesmo na 
inserção no pós-parto imediato. 
Os métodos considerados irreversíveis (laqueadura e vasectomia) estão sujeitos a 
legislação própria e devem ser encaminhados para os trâmites a partir da manifestação da 
vontade dos interessados, que deve acontecer pelo menos 60 dias antes do procedimento de 
esterilização e deve ser acompanhado por equipe multidisciplinar. Conforme a Lei nº 9.263, 
de 13 de novembro de 1996, Artigo 10, Parágrafos I e II, regulamentada pela portaria 048 do 
Ministério da Saúde. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
58 
 
REFERÊNCIAS 
 
CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DE SANTA CATARINA, Parecer 
n.º.013/AT/2004. Dispões sobre Prescrição de Cuidados de Enfermagem. Florianópolis, 
2004. 
 
CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DE SANTA CATARINA, Parecer n.º. 
014/AT/2005. Dispõe a Solicitação de Exames por Enfermeiros. Florianópolis, 2005. 
 
ESTADO DE SANTA CATARINA, Coleta do Papanicolaou e Ensino do Auto – Exame 
da Mama – Manual de Procedimentos Técnicos e Administrativos. Florianópolis, 2006. 
 
MINISTÉRIO DA SAÚDE, Assistência Pré – Natal – Normas e manual técnico. 3ª edição, 
Brasília, 1998. 
 
_____________. Implantação do Programa de Humanização no Pré - Natal. Brasília, 
2002. 
 
_____________. Manual de Vacinação – Divisão Técnica de Epidemiologia, Programa 
Nacional de Imunização. Brasília, 2002. 
 
_____________. Manual Técnico – Pré – natal e Puerpério Atenção Qualificada e 
Humanizada. Brasília, 2006. 
 
_____________.Assistência Integral à Saúde da Mulher: Bases de ações programáticas. 
Brasília, 1984. 
 
_____________, Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher – Plano de 
ação 2004 – 2007. Brasília, 2004. 
 
_____________, Lei n.º. 8069 de 13 de julho de 1990. Dispõe sobre o Estatuto da Criança 
e do Adolescente e dá outras providências. Brasília, 1990. 
 
_____________. Portaria n.º.1.625 de 10 de julho de 2007. Altera atribuições dos 
profissionais das Equipes de Saúde da Família - ESF dispostas na Política Nacional de 
Atenção Básica. Brasília, 2007. 
 
PREFEITURA MUNICIPAL DE CAMPINAS. Diretrizes Básicas de Atendimento Pré – 
Natal. Revisão Campinas, 2005. 
 
Rotinas em obstetrícia – Assistência pré-natal. 5ª edição. Porto Alegre, 2006.- (ver 6 edição) 
 
Manual de Gestação de Alto Risco – Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e 
Obstetricia – FEBRASGO - 2011 
 
 
 
 
 
59 
 
ANEXO 1 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
60 
 
 
 
 
61 
 
ANEXO 2 
 
 
 
 
 
 
 
 
62 
 
ANEXO 3 
 
 
63 
 
 
 
 
64 
 
 
 
65 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
66 
 
 
APÊNDICE A 
 
REGISTROS DAS REVISÕES ANTERIORES 
 
No dia 13 de maio de 2008, foi realizada reunião com os enfermeiros da rede de 
Atenção Básica de Saúde de Blumenau, coordenada pela Enfermeira Claudete Kaiser para 
revisão do protocolo elaborado pela equipe acima. A eles nossos agradecimentos. 
EQUIPE DE ELABORAÇÃO: 
Aurélio Piccoli Crivelli - Médico 
Carlos Ivan Beduschi - Médico 
Fátima Regina Reiser dos Santos - Enfermeira 
Judite H Bertoncini - Enfermeira 
Lucimar dos Santos - Médica 
Marcelo Barazuol Lanzarin - Médico 
Marco Antonio Bramoski - Médico 
Neide Maria Bagio - Enfermeira 
Newton José Martins Mota - Médico 
 
 Com a reorganização do Programa de Atenção Integral à Saúde da Mulher realizou-se 
a revisão deste documento com início em junho de 2009. 
 
EQUIPE DESIGNADA PARA REVISÃO: 
 Ângela Maria Mazzetti - Enfermeira 
Aurélio Piccoli Crivelli - Médico 
 Cláudio Luiz Pizarro Pilotto - Médico 
Daniela Colling Darolt - Enfermeira 
Danielle Bernardi de Chaves - Médica 
Daniel Bruns - Médico Ginecologista 
Edira de Fátima Fernandes - Enfermeira 
Eliane Kosinski Von Dentz - Enfermeira 
Marileiva Schussler - Enfermeira 
Marinês Finco - Enfermeira 
 
67 
 
Neida Kefer da Silva - Enfermeira 
Simone Andréa Rodrigues - Fonoaudióloga 
 
 
No ano de 2013 e 2014, com a implantação da Rede Cegonha realizou-se a revisão do 
Protocolo de Pré-natal vigente, participando os seguintes membros: 
Nome Categoria 
Rafaela do Nascimento Enfermeira 
Miria Dias Bibow Baldi Enfermeira 
Clarissa Hoppe Fernandes Odontopediatra 
Ana Paula Machado Ghizoni Enfermeira 
Stela Maris Duarte Enfermeira 
Gabriel Wobeto Médico 
Cristiane Tamara Reiter da Silva Psicóloga 
Cleusa Eliane de Mendonça Pandini Enfermeira 
Martha Colvara Bachilli Médica /gineco/Obstetra 
Milene da Rosa Enfermeira 
Wagner Iansen Pansard Dentista 
Eliezer Walter de Menezes Filho Médico 
Lizandra Haeffner Junges Assistente social 
Indianara C. Muller Schneider Médica 
 
Porém, com a elaboração do Protocolo de Pré-natal do Médio Vale do Itajai, iniciado 
em 2014 e finalizado em 2015, uma nova equipe foi montada, para então revisar e implantar o 
Protocolo revisado. 
 
 
 
Joslaine Rafaela Menegazzo 
Coordenação Saúde Mulher 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
68 
 
APÊNDICE B 
 
 
MODELO DE RECEITA DOS MEDICAMENTOS PADRONIZADOS NO PRÉ-
NATAL DE RISCO HABITUALNome:_________________________________________________________________ 
Data de nascimento:_____/_____/____. CNS:_________________________________ 
 
QUANTIDADES MEDICAMENTOS 
 
Paracetamol 500mg 1 comprimido até 6/6h V.O. Se dor ou febre. 
 
Metoclopramida 10mg 1comp até 8/8h. V.O. Se náuseas e vômitos. 
 
Ácido fólico 5mg 1 comprimido por dia. Até dia ____/____/____ 
( até 12º semana de gestação) 
 
Sulfato ferroso 40mg 2 comp. dia, iniciar ____/____/____ tomar até 
termino da gestação(iniciar a partir 20ª semana de gestação). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
69 
 
APÊNDICE C 
 
CONSULTA DE ENFERMAGEM NA ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA 
MULHER GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA
* 
 
1- DATA 
2- ANAMNESE 
Idade 
Fumante? Quanto tempo? Quantos cigarros/ dia? 
Imunização conforme esquema 
Antecedentes Ginecológicos: 
Menarca 
Início da atividade sexual 
Tipo de União 
Ciclo menstrual (duração, intervalo, regularidade, dismenorréia) 
DUM (data da última menstruação) 
Uso de MAC (método anticoncepcional) por prescrição médica ou automedicação, tipo e 
tempo de uso. Avaliação da adequação do método utilizado. Métodos anteriores (motivo do 
abandono) 
Citologia oncótica (data e resultado) 
Exame de mamas (Método: auto-exame ou por profissional, regularidade) 
Antecedentes Obstétricos: 
Número de gestações 
Número de partos 
Número de abortos 
Número de cesarianas 
Número de filhos vivos 
Número de filhos vivos atualmente 
Intercorrências (natimortos, óbitos neonatais e má formação congênita) 
Antecedentes familiares (câncer de mama, hipertensão, diabetes, etc.) 
_________ 
* 
PREFEITURA MUNICIPAL DE CAMPINAS, Diretrizes Básicas do Atendimento Pré 
Natal. Campinas, 2005 
Violência doméstica e sexual 
 
70 
 
Levantamento das necessidades humanas básicas: 
Hábito urinário (disúria, incontinência) 
Hábito intestinal (freqüência constipação) 
Queixa ginecológica/ sexual 
Motivo da consulta 
Início e tempo de duração dos sintomas. 
 
3 - EXAME FÍSICO 
Peso / Altura 
Dados vitais (PA, Temperatura, Pulso, Respiração) 
Inspeção de pele, anexos, mucosa e cavidade oral (observar Candidíase, lesões sugestivas de 
DST) 
Palpação de cadeias ganglionares (cervical, supra e infra - clavicular, inguinal e axilar) 
Ausculta pulmonar e cardíaca, quando necessário 
Exame de abdome: palpação, percussão e presença de cicatriz 
Exame de membros inferiores: edema, varizes e investigar dor na panturrilha 
Genitais externos: inspeção da região pubiana e vulva (coloração, lesões aspectos, etc.) 
presença de cicatriz de episiotomia, prolapso uterino e distopias (cistocele, retocele, etc.) 
 
Exame especular 
Características vaginais (elasticidade, coloração, pregueamento, presença de lesões ou 
anormalidades), conteúdo vaginal (características da secreção vaginal, consistência, aspecto, 
cor, cheiro e quantidade); 
Aspectos do colo uterino: coloração, presença, coloração e tamanho de lesões, características 
do muco cervical (cor, presença de pus), fragilidade e sangramento do colo à manipulação, 
resultado do teste de Schiller e da Inspeção Visual com Ácido acético; quando usuária de 
DIU, observar presença do fio. 
 
Mamas 
Inspeção Estática – características gerais: volume, apresentação (flácidas, firmes, etc.), 
simetria aspectos da pele (coloração, presença de lesões ou retrações), aspecto de mamilos; 
Inspeção Dinâmica – abaulamento, retração, mobilidade da mama, alteração de contorno; 
 
71 
 
Palpação da mama: observando endurações, alterações em geral. Expressão bilateral de 
mamilos: descarga papilar unilateral ou bilateral, características (consistência, cor). Colher 
material e preencher impresso próprio. 
Toque vaginal: 
Presença de dor, mobilidade do colo, posição, forma, tamanho, consistência do útero e 
anexos. 
Específico para gestantes: 
Pesar e anotar no gráfico (Nomograma), observando o sentido da curva para avaliação do 
estado nutricional da gestante 
Exame de mamas 
Medida de altura uterina 
Ausculta de BCF 
Avaliar seguimento odontológico 
Orientações referentes à amamentação 
 
4- DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM 
Definido de acordo com as necessidades básicas alteradas. 
 
5 – CONDUTAS 
Coleta de citologia oncótica conforme padronização do Programa de Atenção Integral à Saúde 
da Mulher, no momento do exame especular 
Realização da Inspeção Visual com Ácido Acético (IVA) e do teste de Schiller no momento 
do exame especular 
Solicitação de exames laboratoriais padronizados para gestantes (Diretrizes básicas de 
atendimento ao Pré-Natal) 
Indicação de tratamentos padronizados e controle, segundo o caso 
Orientações conforme diagnóstico de enfermagem definido 
Agendamento de consulta subseqüente, conforme programa de atendimento inserido 
(gestante, puerperal, etc.) 
Encaminhamentos necessários 
 
6 - REGISTRO 
Registro dos achados, observações, diagnóstico de enfermagem e conduta 
 
72 
 
Preenchimento dos impressos próprios: solicitação de exames laboratoriais e de exame 
citopatológico, ficha obstétrica, cartão da gestante, SIS pré-natal, etc. 
Registro de procedimentos realizados 
 
7 - ASSINATURA E COREN 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
73 
 
APENDICE D 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
74

Mais conteúdos dessa disciplina