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ROTEIRO 2 - Assepsia e Antissepsia 
Aluna: Émile Silveira dos Santos Fernandes 
Roteiro de aula pratica 
A pandemia está em ascensão lá fora, Dr. Horácio testou positivo e depois de 14 dias de isolamento, retorna ao 
plantão. 
 Caso 1 – Um paciente de 85 anos, sequelado de AVC, em tratamento de pneumonia com antibioticoterapia 
venosa, necessita de colocação de acesso venoso central. 
Pergunta 1.1 – Como preparar a área do paciente a ser manipulada? Quais substâncias podem ser utilizadas na 
pele do paciente, citando as vantagens e desvantagens de cada uma? Qual o melhor sítio de punção? Por quê? 
Como encontrar a estrutura a ser puncionada? 
O passo inicial é escolher o local do acesso venoso central e colocar o paciente na posição Trendelemburg, pois então 
ele terá maior enchimento venoso e irá diminuir os riscos de embolia aérea venosa. Deve virar a cabeça para o lado 
oposto da punção. Deve aplicar clorexidina na área, seguida da técnica estéril adequada. Para anestesiar o local, pode 
usar a lidocaína. Usa-se na pele a clorexidina, que possui melhor ação contra Gram positivas, mas tem menor eficácia 
contra gram negativas e vírus, o álcool, que tem a vantagem de ser imediato, mas tem alto perfil de irritação, ou pode 
usar os compostos iodados, que tem como vantagem ser bactericida, fungicida e esporicida, mas é pouco solúvel em 
água. A veia jugular interna direita é o melhor sítio de punção, pois é mais seguro, com menor risco de pneumotórax 
iatrogênico, abordagem pela cabeceira do leito, sangramentos facilmente controlados compressão direta da artéria se 
punção acidental e baixo risco de falha por profissionais inexperientes, além do lado direito ser o caminho mais direto 
e rápido e a ausência do ducto torácico garante mais segurança ao profissional. Na realização do procedimento, 
localiza-se o ápice do triângulo (cabeças do músculo esternocleidomastoideo), cerca de 5 cm acima da clavícula, local 
onde será inserido a agulha. Introduzir a agulha lateral à pulsação da carótida a um ângulo de 30° a 45° com a pele. 
Dirigir a agulha lateralmente ao plano sagital para o mamilo ipsilateral. Se o sangue não for aspirado dentro de 2,5 cm, 
retirar a agulha lentamente, mantendo a pressão negativa contínua e olhando para o retorno do sangue. 
Pergunta 1.2 – Como o cirurgião deve se preparar para o procedimento? 
ROTEIRO 2 - Assepsia e Antissepsia Roteiro de aula pratica 
A pandemia está em ascensão lá fora, Dr. Horácio testou positivo e depois de 14 dias de isolamento, retorna ao 
plantão. 
 Caso 1 – Um paciente de 85 anos, sequelado de AVC, em tratamento de pneumonia com antibioticoterapia 
venosa, necessita de colocação de acesso venoso central. 
Pergunta 1.1 – Como preparar a área do paciente a ser manipulada? Quais substâncias podem ser utilizadas na 
pele do paciente, citando as vantagens e desvantagens de cada uma? Qual o melhor sítio de punção? Por quê? 
Como encontrar a estrutura a ser puncionada? 
O passo inicial é escolher o local do acesso venoso central e colocar o paciente na posição Trendelemburg, pois então 
ele terá maior enchimento venoso e irá diminuir os riscos de embolia aérea venosa. Deve virar a cabeça para o lado 
oposto da punção. Deve aplicar clorexidina na área, seguida da técnica estéril adequada. Para anestesiar o local, pode 
usar a lidocaína. Usa-se na pele a clorexidina, que possui melhor ação contra Gram positivas, mas tem menor eficácia 
contra gram negativas e vírus, o álcool, que tem a vantagem de ser imediato, mas tem alto perfil de irritação, ou pode 
usar os compostos iodados, que tem como vantagem ser bactericida, fungicida e esporicida, mas é pouco solúvel em 
água. A veia jugular interna direita é o melhor sítio de punção, pois é mais seguro, com menor risco de pneumotórax 
iatrogênico, abordagem pela cabeceira do leito, sangramentos facilmente controlados compressão direta da artéria se 
punção acidental e baixo risco de falha por profissionais inexperientes, além do lado direito ser o caminho mais direto 
e rápido e a ausência do ducto torácico garante mais segurança ao profissional. Na realização do procedimento, 
localiza-se o ápice do triângulo (cabeças do músculo esternocleidomastoideo), cerca de 5 cm acima da clavícula, local 
onde será inserido a agulha. Introduzir a agulha lateral à pulsação da carótida a um ângulo de 30° a 45° com a pele. 
Dirigir a agulha lateralmente ao plano sagital para o mamilo ipsilateral. Se o sangue não for aspirado dentro de 2,5 cm, 
retirar a agulha lentamente, mantendo a pressão negativa contínua e olhando para o retorno do sangue. 
Pergunta 1.2 – Como o cirurgião deve se preparar para o procedimento? 
Assim como todo procedimento cirúrgico com risco de infecção, todos os profissionais envolvidos, seja eles o 
cirurgião ou os auxiliares, adotando máxima precaução de barreira, o qual é a completa adesão às normas de 
higienização, usar gorros, que deve cobrir todo o cabelo, máscaras, aventais e luvas estéreis. E, para o paciente, usar 
o campo estéril para cobrir todo o seu corpo, ficando exposto somente o campo de inserção. 
Pergunta 1.3 – Como é feita a assepsia do material cirúrgico a ser utilizado durante o procedimento? Como é 
feita a assepsia do cateter venoso a ser utilizado durante o procedimento? 
A assepsia dos materiais cirúrgicos é feita através da esterilização que consiste na eliminação, em objetos 
(roupas, instrumentos), de todos os microrganismos, patogênicos ou não, em suas formas vegetativas ou em 
esporos. Pode ser realizada através de métodos físicos ou químicos. No entanto, antes desses processos, é 
realizada a parte manual, por meio de agua fria com detergente, escovando os instrumentos, afim de eliminar 
o máximo possível de microorganismos antes da esterilização. 
Os métodos físicos são: 
Calor 
Umidade 
Autoclavagem: é um método efetivo que causa poucos danos ao instrumental e permite o uso de ciclos rápidos. 
Pode ser utilizado a 121 graus durante 15 minutos, ou 126 graus durante 10 minutos, ou 134 graus durante 5 
minutos. 
Água em ebulição: não é um método efetivo para todos os microrganismos e para esporos, deve ser evitado 
ou só deve ser utilizado em emergências. 
Seco 
Flambagem: não é eficiente, diminui a vida útil do instrumental, pode ser uma opção em uma emergência. 
Estufa: confere boa esterilização, mas é um processo demorado. Deve-se utilizar uma temperatura de 170 
graus, durante 120 a 150 minutos. O forno só deve ser aberto na temperatura de 40 graus. 
Incineração: apesar de ser um método muito efetivo, é destrutivo para o instrumental e para as roupas. 
Radiação 
UV: apresenta baixa penetração, pode ser utilizado em equipamentos já embalados como cateteres e seringas. 
Age no DNA dos microrganismos 
Gama: os raios Gama são produzidos por uma bomba de cobalto 60. 
Filtração: remove microrganismos de gases e líquidos 
Já os métodos químicos são: 
Gasosos 
Formaldeído: agente muito irritante aos tecidos vivos, elimina vírus, bactérias e esporos. 
Óxido etileno: elimina bactérias, esporos e quase todos os fungos. É inflamável e explosivo, irritante, 
teratogênico e carcinogênico. Atua por alquilação, bloqueando reações metabólicas dos microrganismos. 
Líquidos 
Glutaraldeído: não é corrosivo, é comumente utilizado em instrumental delicado, como o material para 
endoscopia. O instrumental deve permanecer imerso em solução a 2%, durante 10 minutos para eliminar 
bactérias, ou uma hora para eliminar esporos. Deve ser removido com solução salina a 0,9% antes da utilização 
nos tecidos vivos. 
Além disso, é importante se atentar para a validade da esterilização, sendo assim ao esterilizar o material 
cirúrgico, deve-se anotar a data do procedimento, pois cada embalagem oferece um tempo de validade 
diferente. Por exemplo: embalagem de papel – 10 dias; embalagem de tecido – 15 dias; plástico – 6 meses; 
caixa metálica – 30 dias. 
A assepsia do cateter venoso a ser utilizado podeser feita por meio do processo físico da radiação UV. O 
sistema de desinfecção por ultravioleta é uma unidade compacta que usa raio ultravioleta para impedir de 
maneira rápida e confiante a proliferação de bactérias e vírus, já que a ação da luz ultravioleta é germicida, o 
que altera o DNA das bactérias e vírus. 
 
Pergunta 1.4 – Quais os cuidados o cirurgião deve tomar durante a realização do procedimento? Classifique 
este procedimento caso todos os cuidados sejam respeitados e caso haja alguma quebra desses cuidados. 
Os cuidados que cirurgião deve ter são com a antissepsia das mãos e do campo cirúrgico e com a 
paramentação correta, para evitar infecções, e também com o local de punção, tomando cuidado para não 
puncionar a carótida. Caso todos os cuidados sejam respeitados, o procedimento será de baixo risco, mas 
caso haja quebra desses cuidados, será um procedimento de alto risco, consequências de uma iatrogenia. 
Caso 2 – Um jovem de 18 anos é vítima de ferimento por arma de fogo em hemitórax esquerdo, com indicação 
de drenagem torácica. O paciente é levado ao Centro Cirúrgico. 
Pergunta 2.1 – Qual a paramentação mínima para entrar no Centro Cirúrgico? E na Sala Cirúrgica? 
A paramentação mínima para o centro cirúrgico é utilização de: uniforme privativa, propé e gorros. Já na sala 
cirúrgica, acrescenta-se o avental cirúrgico, luva estéril, máscara e óculos de proteção. 
Pergunta 2.2 – Como se certificar que os materiais utilizados estão corretamente esterilizados? 
Para se certificar se o material está corretamente esterilizado, deve-se olhar se existe uma etiqueta de esterilização, 
além da data de validade do procedimento, presenta na caixa dos instrumentos. 
Pergunta 2.3 – Descreva a técnica de drenagem torácica, indicando o instrumental utilizado em cada momento. 
1- Localizar ponto de drenagem, geralmente ao nível do mamilo (5º espaço intercostal), pouco anteriormente a 
linha médio-axilar do lado afetado. 
2- Fazer a preparação cirúrgica do local onde será inserido o dreno. 
3- Anestesiar o local da incisão na pele e o periósteo da costela. 
4- Realizar incisão horizontal de 2 a 3 cm no local de escolha, dissecando de forma romba, as partes moles 
próximas a borda superior da costela. 
5- Transfixar a pleura parietal utilizando a ponta de uma pinça hemostática e inserir, na incisão, o dedo 
enluvado, impedir lesão de órgãos e retirar coágulos, aderências e outros. 
6- Pinçar a porção proximal do dreno e inseri-lo na cavidade pleural na extensão necessária. Direcionar o dreno 
posteriormente próximo à parede interna da caixa torácica. 
7- Avaliar se há embaçamento do dreno na expiração ou observar se há fluxo de ar. 
8- Conectar a porção distal do tubo de toracostomia ao sistema selo d’água. 
9- Firmar o tubo no local da incisão com sutura. 
10- Fazer curativo e prender com esparadrapo o tubo ao tórax. 
11- Realizar radiografia de tórax. 
12- Precisar os gases arteriais e/ou monitorar a oximetria de pulso, se necessário. 
Pergunta 3.0 – Descreva o modo de ação dos agentes abaixo e cite suas vantagens e desvantagens: 
a) Estufa: Existem alguns tipos de estufas de esterilização, cada uma com características específicas voltadas a 
determinadas áreas. A função deste equipamento é fazer a esterilização e secagem de materiais cirúrgicos, médicos 
e odontológicos, por meio do calor seco. Neste tipo de assepsia promove a eliminação da vida microbiana por meio 
de uma oxidação, em que acontece a desidratação das células. As vantagens são: - Não é corrosivo para metais e 
instrumentos de corte; - Tem alto poder de penetração; - Pode-se esterilizar vidros a temperaturas mais altas, 
consumindo menor tempo de esterilização. As desvantagens são: - O aquecimento é lento; requer longos períodos 
para estabilização da temperatura; - Tem uma tendência de estratificação, ou seja, forma camadas de ar com 
diferentes valores para a temperatura. 
b) Autoclave: O método de tratamento consiste na aplicação de vapor de água sob pressão, garantindo-se 
condições de alta temperatura e tempo de exposição que proporcionam a inativação dos micro-organismos 
presentes. É um método efetivo e causa poucos danos ao instrumental, permite o uso de ciclos rápidos. Pode ser 
utilizado a 121 graus durante 15 minutos, ou 126 graus durante 10 minutos, ou 134 graus durante 5 minutos. A 
autoclave apresenta as seguintes vantagens: - Custo operacional relativamente baixo; - Não emite efluentes gasosos 
e o efluente líquido é estéril; - Manutenção relativamente fácil e barata. Em contrapartida, apresenta as seguintes 
desvantagens: - Não há garantia de que o vapor d'água atinja todos os pontos da massa de resíduos, salvo se houver 
uma adequada trituração prévia à fase de desinfecção; - Não reduz o volume dos resíduos, a não ser que haja 
trituração prévia; - Processo em batelada, não permitindo um serviço continuado de tratamento. 
c) Radiação: A radiação ionizante é um método de esterilização que utiliza a baixa temperatura, portanto que pode 
ser utilizado em materiais termossensíveis. A ação antimicrobiana da radiação ionizante se dá através de alteração 
da composição molecular das células, modificando seu DNA. As células sofrem perda ou adição de cargas elétricas. 
UV: apresenta baixa penetração, pode ser utilizado em equipamentos já embalados como cateteres e seringas. Age 
no DNA dos microrganismos. 
 Gama: os raios Gama são produzidos por uma bomba de cobalto 60. 
As vantagens são: - Possui alto poder de penetração. - O material que se esteriliza não sofre danos físicos ou outros 
que podem ocorrer nos demais processos. 
As desvantagens são: - Custo elevado. - Necessidade de pessoal especializado. - Necessidade de controle médico 
constante para o pessoal que trabalha. - Conhecimentos escassos sobre o assunto nesta área - esterilização.