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A VIDA E A GREVE DOS METALURGICOS – SIMONE WEIL
	Simone Weil relata em seu texto como era o seu ambiente de trabalho em uma fábrica. O local possuía uma rotina pesada e repetitiva, e o ambiente cheirava a tinta e verniz. Além da tarefa pesada, os trabalhadores também sofriam com as pressões como: colocar as peças no local certo, manuseio das maquinas, fazer uma quantidade de peças em determinado tempo e caso não conseguisse, ser demitido, cuidado para não se distrair com o cansaço e ocasionar algum acidente ou de até mesmo a máquina quebrar e ter que esperar horas para poder trabalhar novamente e ter um salário menor por algo que não estava em seu alcance. 
	Os intervalos existiam para o descanso dos funcionários por necessidade, porém seu salário não era suficiente para uma boa refeição, assim, os funcionários além de sofrerem pressão e cansaço, também teriam que saber lidar com a fome e a má alimentação. Ao finalizar o expediente, o trabalhador carrega o cansaço físico ou mental e não há com quem se queixar, sofrendo angústia em silêncio. 
	Depois de alguns anos surgiu a greve dos metalúrgicos, no qual o clima de opressão foi substituído por alguns momentos de união entre os funcionários, música entre as máquinas e sorrisos. A greve não surgiu dos operários, mas sim dos militantes com a intenção de melhorias na vida dos operários. 
	Com base neste texto, podemos identificar como um profissional de psicologia faz falta em um ambiente como este, pois os trabalhadores possuem angústias devido a rotina, situação financeira, ambiente desumanizado e não há com quem conversar, e isso causa o adoecimento do ambiente. Por isso, é importante que o psicólogo não fique somente em sua sala, mas também circule por todo o local de trabalho, para que possa conversar com funcionários e escutá-los e intervir para um ambiente saudável.

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