A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
125 pág.
FILOSOFIA JURÍDICA

Pré-visualização | Página 31 de 38

da paz natural que o ser humano e suas relações sociais proporcionavam no estado de natureza.
	
	O texto engana-se. O homem natural de Locke jamais se sujeitaria ao contrato social, já que as liberdades individuais do homem natural não seriam abandonadas.
	 
	O contrato social implicava o abandono da selvageria e da barbárie em que o homem vivia.
	 
	O homem natural para Locke, apesar de racional, não era invariavelmente "bom". O amor próprio e o egoísmo ainda faziam parte de sua índole. Isso prejudicaria o estabelecimento de uma sociedade harmoniosa sem que houvesse uma entidade de mediação de conflitos.
	
Explicação:
Thomas Hobbes foi um grande defensor dos sistemas monarquistas. Para ele, o Rei era a representação do Estado forte e coeso, capaz de trazer ordem diante da confusão inerente do estado de natureza do homem natural
	
	
	 
	
	 6a Questão
	
	
	
	
	Deodontologia é uma parte da Filosofia que trata dos princípios, fundamentos e sistemas de moral. Uma teoria ética considerada unicamente em dever e direitos, onde se tem uma obrigação moral imutável de se respeitar um conjunto de princípios definidos.
Desta forma é correto afirmar que:
		
	
	Os fins  de qualquer ação às vezes justificam os meios neste sistema ético.
 
	
	Os fins de qualquer ação sempre justificam os meios neste sistema ético.
 
	 
	Os fins de qualquer ação nunca justificam o meio neste sistema ético.
 
	
	Os fins de qualquer ação justificam o meio neste sistema ético.
 
	
	Os fins de qualquer ação podem justificar o meio neste sistema ético.
	
Explicação:
Os fins de qualquer ação nunca justificam o meio neste sistema ético. Se alguém faz seu dever moral, então não importa se isso teve consequências negativas
 
	
	
	 
	
	 7a Questão
	
	
	
	
	Thomas Hobbes acreditava que o ¿homem era o lobo do homem¿. O que Hobbes queria dizer com isso?
		
	
	Nenhuma afirmativa está correta.
	 
	Que o homem é capaz de agir como predador de sua própria espécie, podendo ser cruel, vingativo e mau quando lhe fosse conveniente em seu estado de natureza.
	
	Que o homem, assim como os lobos, relacionavam-se em alcateias, formando uma hierarquia em que o objetivo comum era a obtenção de alimento.
	
	Que o ser humano passou a ver na figura do lobo um espelho de suas atividades sociais, de forma que, em algumas sociedades, o lobo ainda é uma figura simbólica.
	 
	Que a amizade entre os seres humanos era comparável à relação próxima que os lobos possuem em uma alcateia.
	
Explicação:
Thomas Hobbes acreditava que o homem era naturalmente "mau", bárbaro e egoísta. Em seu estado de natureza, o ser humano estaria sempre disposto a sacrificar o bem-estar do próximo em nome de suas vontades. Daí surgiria o incentivo para o estabelecimento de um contrato social, em que todos se submeteriam a um Estado maior que garantiria a salvaguarda dos direitos básicos, como a vida.
	
	
	 
	
	 8a Questão
	
	
	
	
	A questão da verdade é encarada pelos sofistas como:
		
	 
	produção técnica da racionalidade.
	
	proveniente da divindade.
	 
	uma prioridade do espírito.
	
	expressão de poder absoluto.
	
	expressão absoluta do conhecimento.
	
Explicação:
produção técnica da racionalidade.
	
	
	 1a Questão
	
	
	
	
	Em seu livro Levando os Direitos a Sério, Ronald Dworkin cita o caso Riggs contra Palmer, em que um jovem matou o próprio avô para ficar com a herança. O Tribunal de Nova Iorque (em 1889) julga o caso considerando que a legislação do local e da época não previa o homicídio como causa de exclusão da sucessão. Para solucionar o caso, o Tribunal aplica o princípio, não legislado, do direito que diz que ninguém pode se beneficiar de sua própria iniquidade ou ilicitude. Assim, o assassino não recebeu sua herança.
Com esse exemplo podemos concluir que a jusfilosofia de Ronald Dworkin, dentre outras coisas, pretende
		
	
	defender que regras e princípios sempre como normas jurídicas com as mesmas  características.
	
	mostrar como as cortes podem ser ativistas quando decidem com base em princípios e não com base na lei e que decidir assim fere o estado de direito.
	 
	argumentar que regras e princípios são normas com características distintas e em certos casos os princípios poderão justificar de forma mais razoável a decisão judicial, pois a tornam também moralmente aceitável.
	
	defender que regras e princípios são normas jurídicas que possuem as mesmas características e, por isso, ambos podem ser aplicados livremente pelos tribunais.
	 
	revelar que a responsabilidade sobre o maior ou menor grau de justiça de um ordenamento jurídico é responsabilidade exclusiva do legislador que deve se esforçar por produzir leis justas.
	
Explicação:
Ronald Dworkin foi o responsável para chamar atenção para o fato de que as normas jurídicas se classificavam em regras e princípios e que existem diferenças fundamentais entre tais espécies normativas. Tratando de questões como a história institucional e o romance em cadeia, o filósofo estadunidense promoveu o ingresso dos princípios na interpretação jurídica, de forma a que as decisões pudessem ser tomadas com base em valores, buscando um julgamento mais justo e adequado.
	
	
	 
	
	 2a Questão
	
	
	
	
	São obras que pertencem aos escritos críticos de Immanuel Kant, respectivamente relacionados à teoria do conhecimento, à filosofia moral e à estética:
		
	
	Crítica da Razão Pura; Crítica da Razão Prática; Crítica da Vida Cotidiana.
	
	Crítica da Vida Cotidiana; Crítica da Razão Prática; Crítica da Razão Dialética.
	
	Crítica da Vida Cotidiana; Crítica da Razão Pura; Crítica da Razão Prática.
	 
	Crítica da Razão Pura; Crítica da Razão Prática; Crítica da Faculdade de Julgar.
	 
	Crítica da Razão Dialética; Crítica da Vida Cotidiana; Crítica da Razão Prática.
	
Explicação:
"O criticismo kantiano" de G. Mayos. Tradução de Ricardo Henrique Carvalho Salgado e João Paulo Medeiros Araújo. Barcelona: EducaciOnline, 2008.
	
	
	 
	
	 3a Questão
	
	
	
	
	O Contratualismo é uma corrente filosófica teórica central que abrange várias concepções particulares, com propriedades diversas, todas ligadas pela ideia central de que o Estado é fruto de um contrato (ou pacto) entre os indivíduos de uma comunidade, portanto, "os indivíduos isolados no estado de natureza unem-se mediante um contrato social para constituir a sociedade civil." Desse feito, são considerados filósofos contratualistas:
		
	
	D) Savigny, Hebert Hart e Norberto Bobbio
	 
	B) Hobbes, Locke e Rousseau
	
	C) Maquiavel, Agostinho e Descartes
	
	A) Platão, Aristóteles e Thales de Mileto
	
	E) Nietzsche, Horkheimer, Comte.
	
Explicação:
Opção correta letra B.
	
	
	 
	
	 4a Questão
	
	
	
	
	O contratualismo é uma escola de pensamento a partir da qual várias interpretações sobre a natureza humana e o surgimento das sociedades civis foram concebidas. Para os contratualistas, o ser humano:
		
	
	sempre viveu em uma sociedade hierarquizada
	 
	era o único ser vivo do planeta capaz de manter relações sociais.
	
	era um animal desprovido de qualquer tipo de capacidade de relação social.
	 
	vivia em um estado de natureza anterior às organizações sociais ou políticas que temos hoje.
	
	era como uma tábula rasa, pois nascia completamente desprovido de qualquer tipo de ideia ou consciência.
	
Explicação:
Para os contratualistas, o ser humano possuía uma forma de vida anterior à que vivemos hoje em nossas sociedades, um estado onde apenas os instintos e as qualidades intrínsecas do ser humano serviam de mediadores de nossas ações.