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A IMPORTÂNCIA DA INCLUSÃO DE ALUNOS COM NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS NO AMBIENTE ESCOLAR
SILVA, Paula Graças santos [1: Aluna do Curso de Pedagogia do centro Universitário Internacional UNINTER. Artigo apresentado como Trabalho de Conclusão de Curso.]
1094616
Barbosa, Sidney[2: Professor Orientador no Centro Universitário Internacional UNINTER.]
RESUMO
A inclusão escolar configura-se como um tema que vem provocando aos professores alguns momentos de reflexões, principalmente, quando observamos na escola os múltiplos olhares dos educadores frente à inclusão na diversidade, é uma política que busca perceber e atender às necessidades educativas especiais de todos os alunos, em salas de aulas comuns, em um sistema regular de ensino, de forma a promover a aprendizagem e o desenvolvimento pessoal de todos. Conclui-se que ainda falta muito para que as escolas atendam com qualidade as necessidades dos estudantes especiais, mas precisam-se construir caminhos para que a inclusão seja uma realidade e não apenas uma imposição da lei. É necessário repensar a inclusão para que a comunidade escolar não a veja como algo imposto e traumático. Todos os alunos devem ter a possibilidade de integrar-se ao ensino regular, mesmo aqueles com dificuldades ou transtornos de aprendizagem. As escolas deverão adaptar-se para atender ás necessidades destes alunos. 
PALAVRAS-CHAVE: Inclusão. Educação. Integração.
1. INTRODUÇÃO
. Vivenciamos em um momento em que mundialmente se fala em inclusão escolar de alunos com necessidades educacionais especiais, na rede regular de ensino. Sabemos que é obrigatório por parte da legislação acolher e matricular todos os alunos independente de suas necessidades ou diferenças e que a única forma de construirmos um mundo melhor é através da educação, e isso é um grande desafio fazer com que a inclusão ocorra e garantir o avanço na aprendizagem. Durante muito tempo o diferente foi excluído da sociedade as pessoas com deficiência não podiam participar dos espaços sociais onde se transmitiam conhecimento por isso é de suma importância á inclusão de alunos com necessidades educacionais especiais no ambiente escolar. 
A pesquisa tem por objetivo discutir sobre a importância da inclusão de alunos com necessidades educacionais especiais e demonstrar algumas das dificuldades que a escola encontra diante da inclusão escolar.
Como metodologia, utilizar-se-á a pesquisa bibliográfica, recorrendo-se a autores e material disponível sobre a inclusão de alunos com deficiência na classe regular de ensino.
Ao longo do trabalho será discorrido um pouco sobre história da educação especial, que teve quatro grandes fases: os períodos de extermínio, segregação, institucionalização, integração e inclusão. A inclusão e a escola, quais mudanças são necessárias serem feitas para que o processo de inclusão ocorra. Falar de educação inclusiva é muito delicado, é simples no papel, o problema é na prática. São poucas as pessoas com necessidades especiais no ensino regular da rede pública. E não é apenas estarem presente na escola, é a aprendizagem desses alunos que também não está presente, por falta de estrutura das escolas e da rede de ensino, mal preparo dos professores, e vários problemas que afetam a educação como um todo. 
Quando se trata de Educação Inclusiva de pessoas com deficiência, muitos são os conceitos e pré-conceitos formados na concepção das pessoas.
Pouca é a flexibilidade para que se discuta e busque novos caminhos para atingir a inclusão com qualidade.
Justifica-se a escolha desse tema, como forma de entender como se processa a inclusão de pessoas com deficiência na rede regular de ensino, perante uma sociedade que precisa vencer preconceitos, rever valores e buscar novos paradigmas diante de uma educação para todos.
2. AS NESSECIDADES ACERCA DA INCLUSÃO E COMO ESTE PROCESSO DEVE SER REALIZADO NO AMBIENTE ESCOLAR.
2.1. Histórico da educação especial
A educação especial não é um tema atual. Não é algo da modernidade. Desde os primórdios da antiguidade sempre houve pessoas com necessidades especiais o que mudou, ao longo dos séculos, foi à maneira como estas pessoas eram vistas. Aspectos históricos têm como temática os marcos históricos que representam períodos de mudanças em relação às concepções acerca das pessoas com deficiência, quatro grandes fases na história da atenção social a deficiência: os períodos de extermínio, segregação, institucionalização, integração e inclusão.
No período do extermínio pessoas com deficiência não tinham direito a vida, situação modificada no período da segregação/institucionalização, em que a relação com a deficiência foi marcada por ações assistencialistas e filantrópicas, vinculadas a hegemonia político-econômica da Igreja Católica e seus dogmas.
Surgem em meados do século XVI, as primeiras iniciativas de proteção com a criação de asilos e abrigos de assistência a pessoas com deficiência, a sociedade começou a admitir que pessoas deficientes pudessem ser produtivas se recebessem escolarização e treinamento profissional, esse movimento histórico caracteriza o chamado período de segregação. Na fase de integração surgiram às classes especiais dentro de escolas comuns, nesta fase, os testes de inteligência desempenharam um papel relevante, no sentido de identificar e selecionar apenas as crianças com potencial acadêmico. 
Evidências arqueológicas mostram que na Antiguidade as pessoas com deficiência ocupavam seu lugar na sociedade e desenvolviam suas atividades juntamente com os outros. Por outro lado, na Antiguidade Clássica, as pessoas com deficiência não recebiam qualquer tipo de atendimento, eram negligenciadas e condenadas ao abandono. As crianças com deficiência físicas ou mentais nascidas eram eliminadas ou abandonadas, já que eram consideradas subumanas. Dessa forma, antes mesmo de ficarem sob os cuidados dos familiares, passavam por uma inspeção do Estado para que se verificasse se elas eram sadias e fortes. 
Após a inspeção, as crianças consideradas doentes, frágeis ou deficientes eram abandonadas até a morte.
Na idade Média, segundo Emmel (2002), esse quadro de abandono dos indivíduos com deficiência se modificou por que a propagação da doutrina cristã incutia na população o pensamento de que o homem era uma criatura divina, portanto, todos deveriam ser aceitos e amados como tal. Assim, a morte de crianças não desejada pelos pais passou a ser condenada.
A educação das pessoas com deficiência não foi considerada importante. Por sua vez o ensino superior progrediu com o apoio da corte, já que interessava a elite. Como as escolas eram escassas e de pouca qualidade, ela não exerceu o papel de identificadora de deficientes. Em uma sociedade pouco urbanizada e pouco aparelhada cuja população era sua maior parte iletrada, as pessoas com deficiência realizavam a maior parte das tarefas assim como as demais pessoas sem grandes problemas. Apenas as crianças com deficiências mais severas chamavam atenção e eram colocadas em instituições.
A educação das pessoas com deficiência surgiu como fruto do trabalho de pessoas sensibilizadas com o problema e que conseguiram apoio governamental, ainda que precário. No entanto tanto a educação das pessoas com deficiência como a educação da população em geral foram condenadas ao descaso. 
2.2. A Inclusão e a Escola
O objetivo deste texto é discutir a inclusão dos alunos com necessidades especiais em escolas regulares e se estas estão preparadas para recebê-los 
Sendo assim priorizar a qualidade do ensino regular é, pois um desafio que precisa ser assumido por todos educadores. É compromisso inadiável das escolas, pois a educação básica é um dos fatores para o desenvolvimento econômico e social. Trata-se de uma tarefa possível de ser realizada, mas pode ser difícil de se efetivar por meio dos modelos tradicionais de organização do sistema escolar.
Se hoje já podemos contar com apoio e projetos em escolas que propõe e viabiliza novas alternativas para melhoriado ensino nas escolas, estas ainda estão longe, na maioria dos casos, de se tornarem inclusivas, isto é aberta a todos os alunos, indistinta e incondicionalmente. 
O que existe em geral são projetos de inclusão parcial, que não estão associados à mudança de bases nas escolas e que continuam atender aos alunos com deficiências em espaços escolares semi ou totalmente agregados (classes especiais, sala de recursos, turmas de aceleração). Escolas especiais ou serviços de itinerância.
As escolas que não estão atendendo alunos com deficiência em suas turmas regulares se justificam, na maioria das vezes pelo despreparo dos seus professores para este fim. Existem também as que não acreditam que esses tipos de alunos com laudos mais graves, possam obter algum beneficio, pois acreditam que na maioria das vezes estes possam ser discriminados, marginalizados fora das classes especiais.
Segundo Silva:
Os caminhos até então percorridos para que a escola brasileira acolha todos os alunos, indistintamente tem se chocado com o caráter excludente e conservador do nosso ensino, em todos os níveis: básico e superior. (2000,p.46). 
A Declaração de Salamanca constitui-se atualmente em um importante documento que trata dos princípios, da politica e da prática da educação para as pessoas com necessidades especiais. Vem reafirmar o direito de todos à educação, independentemente de suas diferenças. Esse documento também deixa claro que a educação das pessoas com necessidades especiais é parte integrante do sistema educativo (Brasil, Secretaria de Educação especial, 1995).
Foi a partir da Declaração de Salamanca que a maioria dos países começou a implantar politicas de inclusão no ensino regular de alunos portadores de deficiências. Dois fatores foram decisivos para que isso pudesse ocorrer: a perspectiva politica de construir um sistema escolar de qualidade para todos e a constatação de que todas as crianças possuem características, interesses, habilidades e necessidades individuais, o que torna imprescindível que a escola se adapte a elas. O Brasil, apesar de não ser signatário da Declaração de Salamanca, vem procurando coloca-la em prática. Tem assumido o compromisso político de atribuir a mais alta prioridade politica e financeira ao aprimoramento do sistema educacional, tendo por meta torna-lo apto a incluir todas as crianças independentemente de suas diferenças ou dificuldades individuais (Bueno, 2001)
Atender às diferenças, atender às necessidades especiais, resinificar, mudar o olhar da escola, pensando não na adaptação do aluno, mas a adaptação do contexto escolar aos alunos. Isso significa torná-lo múltiplo, rico de experiências e possibilidades, pronto para viver, conviver com o diferente, rompendo barreiras humanas e arquitetônicas, criando novos conceitos, dando novos sentidos, resinificando a aprendizagem e, consequentemente, o desenvolvimento humano. 
Os sistemas de ensino devem matricular todos os alunos, cabendo às escolas organizarem-se para o atendimento aos educandos com necessidades educacionais especiais, assegurando as condições necessárias para uma educação de qualidade para todos. MEC/SEESP (2008)
Com essa nova proposta de incluir alunos em uma única modalidade educacional, o ensino regular tem encontrado outras barreiras, entre as quais se destaca a dificuldade na adaptação dos professores em relação à falta de tempo para elaboração de conteúdos diferenciados para os alunos inclusos e não inclusos. 
Os caminhos estão se abrindo á custa de muito esforço e da perseverança de alguns, diante da resistência de muitos. Às vezes as pessoas travam-se por uma outra situação que impedem o desenvolvimento de iniciativas visando à adoção de posições e medidas inovadoras para a escolarização de alunos com e sem deficiência, nas escolas comuns de ensino regular e nas que oferecem serviços educacionais especializados.
Com essa perspectiva é necessário que trabalhemos nossas dificuldades de aceitação quanto o que ainda não é culturalmente bem visto por nós.
 Diante desta afirmação, podemos destacar o que também nos coloca Serres:
No desejo de assegurar a homogeneidade das turmas escolares, destruíram-se muitas diferenças que consideramos valiosas e importantes hoje, nas salas de aula e fora delas. Certamente as identidades naturalistas dão estabilidade ao mundo social, mas a mistura, a hibridização, as mestiçagens as desestabilizam, constituindo uma estratégia provocadora, questionadora e transgressora de toda e qualquer fixação da identidade (SERRES, 1993, p.45).
Como nas escolas atualmente a um grande número de alunos em sala de aula, e turmas heterogêneas a uma grande dificuldade dos professores trabalharem com alunos inclusos, pois muitos não estão capacitados e contam somente com o auxilio de monitores que não estão preparados para alunos de ensino regular e muito menos enfrentarem as dificuldades de trabalhar com estes alunos especiais.
Com isso podemos perceber que muitas vezes a inclusão acaba se transformando em exclusão para os alunos inclusos, por falta de profissionais qualificados que possa atendê-los adequadamente em sala de aula.
Na grande maioria as escolas estão com suas salas de aula com número excedente de alunos e dentre eles também contam um número elevado de laudos com diagnósticos diferentes, sendo assim, dificultando o trabalho do pedagogo em atingir o mínimo dos objetivos proposto em sala de aula.
Atualmente as instituições de ensino estão caóticas e não tem a mínima condição de desenvolver atividades que preparem as pessoas portadoras de deficiência para o mercado de trabalho, pois as maiores dificuldades começam desde o nascimento que muitas vezes estes não recebem o tratamento necessário para o seu desenvolvimento, muitos pais ficam enlutados ao receber a noticia que seus filhos têm alguma deficiência, e demoram a procurar ajuda, por não aceitar ter um filho especial. Se a própria família muitas vezes não aceita, como querem que a sociedade pense diferente.
Por isso mesmo, é essencial compreender que não existem pessoas melhores ou piores, mais inteligentes ou destituídas de cognição. Sabe-se que a perfeição, simplesmente, não existe. Existem pessoas diferentes. Somente diferentes. E a propósito disso, se pode dizer: que monótona seria a igualdade.
2.3. Inclusão/exclusão
Atualmente, vários segmentos sociais lutam por seus direitos de inclusão na sociedade como os negros, sem-terra, mulheres, idosos, crianças de rua e tantos outros excluídos.
Eles ainda não conseguiram alcançar plenamente sua inclusão na sociedade, mas já tiveram um grande avanço na conquista de seus direitos.
A pessoa portadora de deficiência possui os mesmos direitos de qualquer outro cidadão. Entretanto, essas pessoas têm necessidades especificas, pela sua própria condição, que devem ser levadas em consideração sob pena de permanecerem excluídas do convívio social.
Felizmente existem pessoas, grupos, movimentos, organizações governamentais e não governamentais que se preocupam com essas pessoas e lutam para que sejam assegurados os seus direitos básicos.
O processo de inclusão escolar de alunos com necessidades educacionais especiais nas classes regulares é possível quando se acredita no potencial humano, na alegria que a diferença pode significar entre as pessoas, na capacidade que cada um de nós sempre tem de aprender e de ensinar. Os desafios são muitos, mas vários também são os caminhos que podem ser percorridos.
 Colaborando com esta ideia afirma Beyer:
O desafio é construir e pôr em prática no ambiente escolar uma pedagogia que consiga ser comum ou válida para todos os alunos da classe escolar, porém capaz de atender aos alunos cujas situações pessoais e características correspondentes requeiram uma pedagogia diferenciada. Tudo isso sem demarcações, preconceitos ou atitudes nutridoras dos indesejados estigmas. Ao contrário, pondo em andamento, na comunidade escolar, uma conscientização crescente dos direitos de cada um. (2006, p.88).Para que a inclusão escolar seja bem sucedida deve dar acesso para todos os alunos, aceitação dos pontos fortes e desafiadores dos alunos assim como o da diversidade, práticas reflexivas e instruções diferenciadas, noções de comunidade e colaboração.
Ainda percebe-se a exclusão das pessoas consideradas diferentes. A inclusão educacional trata do direito a educação comum a todas as pessoas, sendo que esse direito deve ser exercido sempre que possível, junto a demais pessoas nas escolas regulares.
A Lei de Diretrizes e Base na Educação 9394/96 assegura o direito à educação profissional ao portador de deficiência a sua capacidade de aproveitamento e não ao seu nível de escolaridade (MEC, 2000).
Como qualquer cidadão, o portador de deficiência tem direito a educação superior, tanto nas escolas públicas quanto nas privadas, em todas suas modalidades, conforme art. 44 da Lei de Diretrizes e bases da Educação, 9394/96 e o art. 27 do Decreto 3298/99.
E pela lei as instituições devem oferecer adaptações de acordo com suas características dos portadores de deficiência (MEC 2000). 
	A humanidade demonstra através dos tempos uma história de preconceitos e discriminação que, vem gerando, por muitas décadas, movimentos de exclusão em todos os níveis da sociedade.
A exclusão social vem desde a antiguidade, onde mulheres, estrangeiros, deficientes e demais pessoas consideradas fora do que é normal pela sociedade eram excluídas, mas o fenômeno na época era tido como natural.
O Estatuto da Criança e do Adolescente – Lei nº 8.069/90, artigo 55, determina que “os pais ou responsáveis têm a obrigação de matricular seus filhos ou pupilos na rede regular de ensino”. Obrigação essa que se dá como direito de todos indiferentes de qualquer tipo de diferença.
Segundo Mantoan: 
A educação inclusiva deve ser entendida como uma tentativa a mais de atender as dificuldades de aprendizagem de qualquer aluno no sistema educacional e com um meio de assegurar que os alunos, que apresentam alguma deficiência, tenham os mesmos direitos que os outros, ou seja, os mesmos direitos dos seus colegas escolarizados em uma escola regular. (MANTOAN, 2003, p.97.)
Incluir vem do latim includere; que significa compreender, abranger; conter em si, envolver, implicar; inserir, intercalar, introduzir, fazer parte, figurar entre outros; pertencer juntamente com outros. Em nenhum momento essa definição pressupõe que o ser incluído preciso ser igual ou semelhante aos demais aos quais se agregou. No entanto, nos movimentos sociais inclusão e integração representam filosofias totalmente diferentes, ainda que tenham objetivos aparentemente iguais, ou seja, a inserção de pessoas com deficiência na sociedade.
2.3.1. Inclusão escolar: Um novo olhar sobre a pessoa com deficiência.
Essa primeira premissa, que trata da consciência de que a educação, por si só, não elimina as contradições sociais presentes no atual modo capitalista, deve constituir a base de nossa defesa pela inclusão.
	Podemos afirmar que a Declaração de Salamanca constitui a diretriz programática mais significativa na incorporação de uma politica de inclusão no cenário mundial. Nesse documento denuncia-se o fracasso das politicas educacionais em democratizar a educação de qualidade para todos os alunos e convocam-se organizações governamentais e não governamentais a estabelecer princípios, diretrizes e marcos de ação para que “todas as crianças do mundo“ tenham satisfeitas suas necessidades de aprendizagem. 
A inclusão na escola regular é objeto de politica pública há duas décadas e as instituições especializadas vêm realizando o atendimento educacional a essa parcela de alunos há mais de meio século, os esforços empreendidos de resultar em indicadores sociais mais favoráveis, no que se refere à cidadania de pessoas com deficiência. 
Ao tratarem a diferença como diversidade, as políticas de inclusão nos modos como vem sendo formulados e em parte executados no Brasil- parecem ignorar a diferença. Desse modo ao invés de promoverem aquilo que afirmam querem promover uma educação para todos, tais políticas podem estar contribuindo para uma inclusão excludente. (Veiga-Neto, Lopes, 2007, p.949).
	Uma parcela de pais e professores teme que a inclusão “forçada” acentue mais o preconceito e a exclusão de alunos com graves comprometimentos intelectuais e transtornos globais de desenvolvimento (como o autismo, por exemplo), pelo despreparo os professores e falta de estrutura física e pedagógica das escolas. 
O Grande desafio que o discurso ideológico da inclusão nos impõe é, justamente, a contradição em relação ao forte caráter excludente que caracteriza a sociedade capitalista, a qual se alimenta da pobreza e da fonte de mais dois terços da população e do desemprego estrutural para manter sua lógica de existência, via concentração de riquezas nas mãos de uma minoria.
Valorizar as peculiaridades de cada aluno, atender a todos na escola, incorporar a diversidade, sem nenhum tipo de distinção. Cada vez mais professores estão percebendo que as diferenças não só devem ser aceitas, mas também acolhidas para completar o cenário escolar.
O tema deficiência remete não só a dificuldades físicas, mas a fraquezas humanas também. Cada pessoa tem suas limitações, ou seja, suas deficiências o que, muitas vezes, chega a impedir o progresso. Trata-se de uma condição inerente aos seres humanos e que, quando dotada de preconceito para com aqueles que têm deficiências físicas, é muito perigosa.
A inclusão social vai ao encontro dessa necessidade de transformação da sociedade, de se cultivar um novo olhar sobre os deficientes físicos. Incluir quer dizer inserir no meio, fazer do incluído parte do conjunto, igual ao conjunto. Incluir significa superar barreiras, quebrar mitos e preconceitos. A verdadeira inclusão se dá quando o conjunto se adapta ao incluído e não o contrário. É muito fácil colocar o deficiente físico em uma sala de aula e simplesmente cobrar dele o mesmo acompanhamento da turma, ou, pior ainda, aprová-lo por dó.
2.3.2. Aspectos legais da inclusão.
A alguns aspectos legais da inclusão onde me fundamentei para comentar sobre esse assunto tão amplo e tão complexo.
 A nossa Constituição Federal elegeu como fundamentos da República a cidadania e a dignidade da pessoa humana (art. 1º, inc. II e III), e como um dos seus objetivos fundamentais a promoção do bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação (art. 3º, inc. IV).
 Segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional LDBEN (art. 58 e seguintes), o atendimento educacional especializado será feito em classes, escolas, 
ou serviços especializados, sempre que, em função das condições específicas dos alunos, não for possível a sua integração nas classes comuns do ensino regular (art. 59, ß 2º).
 A LDBEN e as inovações trazidas pelo Decreto 3.956/2001 (Convenção da Guatemala)
Posterior a LDBEN, surgiu uma nova legislação, que como toda lei nova, revoga as disposições anteriores que lhes são contrárias ou complementa eventuais omissões. Trata-se da Convenção Interamericana para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação, contra a Pessoa Portadora de Deficiência, celebrada na Guatemala. 
 A Convenção da Guatemala deixa clara a impossibilidade de tratamento desigual com base na deficiência, definindo a discriminação como toda diferenciação, exclusão ou restrição, baseada em deficiência, antecedente de deficiência, consequência de deficiência anterior ou percepção de deficiência presente ou passada, que tenha o efeito ou propósito de impedir ou anular o reconhecimento, gozo ou exercício por parte das pessoas portadoras de deficiência de seus direitos humanos e suas liberdades fundamentais (art. 1º, nº. 2, ‘’a’’).
 A declaração de Salamanca	,principio fundamental da escola inclusiva é o de que todas as crianças devem aprender juntas, sempre que possível, independentemente de quaisquer dificuldades ou diferençasque elas possam ter. Escolas inclusivas devem reconhecer e responder às necessidades diversas de seus alunos, acomodando ambos os estilos e ritmos de aprendizagem e assegurando uma educação de qualidade a todos através de um currículo apropriado, arranjos organizacionais, estratégias de ensino, usam de recurso e parceria com as comunidades. Ao que diz respeito aos alunos com necessidades especiais deveria ser implantados serviços contínuos no atendimento dos mesmos dentro do ambiente escolar.
Ao que diz respeito aos alunos com necessidade especiais na escola deveria ser implantado serviços contínuos no atendimento dos mesmos dentro do ambiente escolar.
3. METODOLOGIA
A metodologia baseou-se em uma pesquisa bibliográfica, uma vez que foram lidos livros, revistas, vídeos, sites da internet referente ao tema trabalhado, de acordo com o roteiro aplicado e registrado neste trabalho de desenvolvimento de conclusão de curso, destacando opiniões, comentários e frases mais relevantes. Sendo que através desses conceitos e subsídios foi obtida a análise de dados. 
Neste trabalho tentou-se ter um olhar mais profundo sobre como é visto a inclusão, as propostas de ensino e se de verdade estamos construindo uma sociedade inclusiva.
Nos compêndios escolares muitas são as leituras que ajudam a entender e praticar a inclusão, porém ainda se está longe de efetivamente cumprir essa inclusão, que muitas vezes parece-nos uma exclusão. Crianças que não tem apoio profissional por parte dos educadores e das instituições que não estão preparadas para enfrentar o dia a dia desafiador que é sentir-se incluído por uma situação que não é para tratarmos com dó, com diferença e sim sabermos que a deficiência existe entre nós em termos a capacidade de atender essas crianças que precisam de outro tipo de atenção, e só isso.
Segundo Martins:
O investigador devera escolher uma técnica para a coleta de dados necessários ao desenvolvimento e conclusões de do tema, enunciado das questões orientadoras, colocação das proposições teoria preliminar-levantamento que só irá compor a plataforma do estudo, planejamento de toda a pesquisa incluindo detalhado protocolo bem como as opções por técnicas de coleta de dados.(MARTINS,2008,p.22.)
A pesquisa bibliográfica não pretende quantificar os resultados e estabelecer leis. Seu objetivo é analisar seus resultados, generalizados, isto é, fatos experiências que se reiteram e que são reconhecidos como validos por grupos. Também será feita a leitura de artigos sobre a importância da inclusão dos alunos com necessidades educacionais especiais, na expectativa de buscar elementos que possam enriquecer este trabalho.
4. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Esse momento da pesquisa surge a partir de uma caminhada de investigação e de diálogo com diversos autores, não aponta para um encerramento, mas sim para a possibilidade de novos questionamentos, assim apresento a seguir algumas considerações.
A recomendação para que pessoas com deficiência sejam educadas na rede regular de ensino está prevista na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) de 1996.
A inclusão cresce realmente a cada ano e o desafio de garantir uma educação de qualidade para todos também acompanha esse crescimento. O que se busca é uma escola em que os alunos aprendam a conviver com a diferença e se tornem cidadãos solidários. O professor é fundamental nesse processo, pois é ele quem conduzirá sua aula para que essa realidade aconteça.
Conclui-se, a partir das leituras realizadas, que a escola deve oferecer às crianças com deficiência uma série de estímulos úteis ao seu desenvolvimento. Estímulos corretos, nos momentos certos, acompanhados de amor, carinho, afeto, compreensão e apoio certamente contribuirão para o desenvolvimento do potencial da criança, fazendo com que chegue à idade adulta como um ser feliz e socialmente útil, pois aprendeu no convívio em sociedade.
Realmente é possível outro modelo de educação e de escola, onde todas as crianças possam conviver e estudar juntas, movidas pela solidariedade, cooperação e amizade.
A família, é o primeiro grupo que pertence o indivíduo e onde ele tem a oportunidade de aprender através dos conhecimentos adquiridos, seja de forma positiva: afeto, estímulo, apoio, respeito, sentir-se útil; e negativa: frustrações, limites, tristezas, perdas, todas elas são fatores resultantes de singular importância para a formação da personalidade de qualquer criança, com deficiência ou não.
Toda família, seja com uma criança com deficiência ou não, tem uma maneira particular de tratá-la. Em geral, quando chegam à escola, mostram-se receosos, preocupados, ansiosos, pois, muitos deles recém irão tomar conhecimento que a criança apresenta alguma deficiência e temem que seus filhos sejam discriminados. 
Quando a família se sente apoiada pela escola, esse sentimento se reflete também sobre a criança, criando um clima favorável ao trabalho. Os pais precisam se sentir tão incluídos quanto seus filhos.
	Sabemos que na prática ainda falta muito para que a inclusão aconteça, e vários fatores contribuem para isso, as escolas não estão preparadas para receber esses alunos e falta de preparo dos professores que não tem o treinamento adequado para promover essa inclusão.
	Mas já avançamos, estamos em um processo de conscientização, a escola precisa de adaptar para que a inclusão aconteça além de fazer adaptações físicas, precisa oferecer atendimento educacional especializado. 
REFERÊNCIAS
BRASIL. Lei. N. 8.069, de 13 de julho de 11990. Diário Oficial da União, Brasília DF, 16 jul. 1990.
BRASIL. Lei. N. 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Diário Oficial da União, Brasília DF, 23 dez. 1996.
FACION, J. R. Inclusão escolar e suas implicações. 2. ed. Curitiba: IBPEX, 2008.
MÉSZÁROS, I. A educação para além do capital. 2.ed. São Paulo: Boi Tempo, 2008.
MANTON, M. T. E. Inclusão escolar: o que é? por quê? como fazer? São Paulo: Moderna. 
MARTINS, G.A. Estudo de caso: uma estratégia de pesquisa. 2° Ed. São Paulo: Atlas,2008.
SERRES Michel. Filosofia mestiça: le tiers-instruit; trad. Maria Ignês D. Estrada. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1993.
SILVA, Tomás Tadeu da (org.). Identidade e diferença: a perspectiva dos estudos culturais. Petrópolis, RJ: Vozes, 2000.
TESSARO, Nilza Sanches. Inclusão escolar: concepções de professores e alunos da educação regular e especial. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2011.

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