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Trangressão Entende-se que a transgressão significa ultrapassar uma norma que há limites. Na religião, é a representação do mal, onde o homem está localizado; diferente das leis divinas que devem ser cumpridas e que é a representação do bem. Sendo assim, a transgressão é a ideia do pecado, a desobediência do homem em relação às leis divinas. Existem dois princípios fundamentais na religião: o bem e o mal. No politeísmo há vários deuses que podem ser tantos bons como ruins, por exemplo na Mitologia Grega. Já no dualismo existe o deus do bem e o deus do mal, duas figuras divinas opostas que não conseguem combater-se entre si. No monoteísmo existe apenas um só Deus (do bem) que é onipotente, onipresente e onisciente. Desde a história da existência da vida e como tudo surgiu contado na Bíblia, Deus depois de criar o universo e tudo nele presente, sentiu falta de algo para dominar tudo que havia feito (que era perfeito), assim surgiu Adão, uma nova espécie criada por Deus a partir da terra à imagem e semelhança Dele. Mesmo assim, faltava algo a mais, uma imagem feminina para que Adão junto com ela vivessem e enchesse a Terra de descendentes, e surgiu Eva, também criada por Deus a partir da costela de Adão. Num lugar calmo e cheio de harmonia como o Jardim do Éden, inocente, sem sofrimento ou qualquer infelicidade, como surgiria o mal? A partir da ação de Adão e Eva de comer o fruto proibido da Árvore do Conhecimento (bem e mal), surge o pecado. Se Deus é onisciente e havia feito tudo perfeito, por que ele não impediu tudo isso? O mal surge para provar a existência de Deus, pois caso contrário ainda viveríamos num muno de inocência, e também quando os anjos foram rebaixados (caídos) do céu, pois queriam ter o poder de Deus. Mesmo com poderes, eles tentam acabar com a principal criação de Deus, o homem, e toda vez que o homem é tentado ele busca a Deus. Mesmo assim, os humanos são capazes de fazer suas escolhas, mas não conseguem evitar o pecado. Toda a humanidade ficou privada da perfeição e da perspectiva de vida. Dentro do pecado existem duas modalidades: a Exterioridade e a Interioridade. Na Exterioridade, os deuses possuem uma forma visível que pode ser humana, animal, etc. O erro é coletivo e visto em decorrer de ações externas e visíveis dos seres humanos, e a relação com os deuses se exprimem nos rituais e cerimônias. A penalidade muitas das vezes são sacrifícios humanos ou rituais de purificação divina, ou seja, a divindade pode perdoar ou não perdoar. Na Interioridade, a divindade é concebida como espírito puro e invisível aos olhos humanos. O erro é individual, pode ser intencional ou não intencional; quando causado por má vontade é um crime e quando causado sem conhecimento é um erro. O pecado é uma ofensa diretamente contra Deus e deverá ser pedido o perdão, que também vai depender da graça divina, porém vai exigir uma força maior: o arrependimento. A prática para conseguir o perdão deverá ser feita através de preces e orações, ou até sacrifícios a si mesmo (jejum, abstinência sexual, etc). Dentro do Judaísmo, o pecado é infringir as regras morais de Torah (livro sagrado), isto é, as leis que mostram o modo de vida de como a sociedade tem que viver. No Islamismo é pecado a idolatria ou politeísmo, os demais pecados são parecidos com o do Judaísmo. O Cristianismo introduz a ideia do pecado original, o pecado cometido nas origens, quando Adão e Eva contaminaram a natureza humana. A inferioridade humana foi incapaz de reparar a culpa e redimir-se, somente Deus foi capaz de expiar o pecado original e para isso foi realizado o sacrifício de Jesus, para perdoar o pecado da humanidade. Surge dentro do sagrado duas formas onde os deuses estão localizados: a Imanência e a Transcendência. Na Imanência, os deuses estão no mesmo mundo que os seres humanos. Os deuses pertencem e são a natureza (panteísmo). Já na Transcendência, é o contrário, os deuses estão em um mundo diferente e agem sobre o nosso. Eles necessitam de um mensageiro para se comunicar, que irá se tornar um líder.