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UNIVERSIDADE PAULISTA INTERATIVA - GEOGRAFIA 
 
 
 
 
UNIVERSIDADE PAULISTA 
CURSO DE GEOGRAFIA 
 
 
 
UMA NOVA ORDEM MUNDIAL NO CONTEXTO 
DEMOCRÁTICO 
 
 
 
 BATISTA 
RA 
 
 
 
 
SOROCABA - SP 
2018 
 
UNIVERSIDADE PAULISTA INTERATIVA - GEOGRAFIA 
 
 
 
UNIVERSIDADE PAULISTA 
CURSO DE GEOGRAFIA 
 
 
 BATISTA 
 
 
UMA NOVA ORDEM MUNDIAL NO CONTEXTO 
DEMOCRÁTICO 
 
 
 
Trabalho apresentado para o curso de Geografia - 
Universidade Paulista - UNIP Interativa Sorocaba. 
Tem como requisito obrigatório a disciplina de TC 
– TRABALHO DE CURSO. 
 
 
 
SOROCABA - SP 
2018 
 
 
UNIVERSIDADE PAULISTA INTERATIVA - GEOGRAFIA 
 
 
 
SUMÁRIO 
 
Resumo ............................................................................................................ 01 
Introdução ........................................................................................................ 02 
Desenvolvimento ................................................................................................ 03 
 
 Relações Internacionais .......................................................................... 10 
 Democracia Frente a Nova Ordem Mundial .......................................... 13 
 Fatores Globalistas de Poder .............................................................. 16 
 Estados Democráticos no Contexto da Nova Ordem Mundial .......... 17 
 ONU – Uma organização de poder .................................................... 21 
 Corrupção e Democracia .................................................................... 23 
 
Considerações Finais ............................................................................. 24 
Conclusão ................................................................................................ 25 
Referências Bibliográficas .......................................................................... 26 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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UNIVERSIDADE PAULISTA INTERATIVA 
 
 
 
RESUMO 
 O homem, vem construindo a sua história, tentando encontrar seu espaço e 
organizar-se nele, viver em uma sociedade que lhe ofereça bem estar e qualidade 
de vida. Ao longo do tempo a sociedade tem conhececido diversas formas de 
organização e poder. Chegando a Democracia, um regime político contemporâneo 
da maioria dos países ocidentais como o Brasil. É um sistema que possui muitos 
desdobramentos e mesmo não sendo perfeita ainda é a mais viável até agora, 
apenas não eclodiu e se fez revelada através de valores satisfatórios de justiça e 
igualdade social. O que se vê, são ciclos de vertentes insólitas, pois, quanto mais 
se avança no tempo mais se estreitam as relações humanas e territoriais. 
 A presente investigação têm como objetivo efetuar uma análise da 
organização de poder global no contexto democrático, aos avanços do processo da 
Globalização, do Capitalismo e do Liberalismo. Frente ao papel do Estado cada vez 
mais reduzida, onde a reconciliação da soberania do Estado com as lógicas de 
governança global representa um dos principais desafios dos próximos anos no 
sistema de uma nova ordem internacional. 
 Primeiramente, é de suma importância saber onde começa e termina a 
participação das massas e o exercício democrático destes na gestão de um país; 
se as grandes decisões políticas são tomadas em outra esfera que não a popular. 
Onde aqueles que deveriam gerir a nação legislam e articulam meios que 
favorecem um grupo específico, levando a sociedade ao colapso. Ao se contrapor 
o formalismo jurídico, o materialismo destas normas e os valores ideológicos 
propostos por filósofos como Platão, Aristóteles, Rousseau, José Saramago, 
Baumam, Santos, dentre outros estudiosos do assunto, deixou claro dizendo: não 
resta dúvidas que a Democracia não existe, quiçá, nunca existiu. 
 
 
 
2 
UNIVERSIDADE PAULISTA INTERATIVA 
 
 
INTRODUÇÃO 
 O presente trabalho tem como propósito principal analisar o conceito de 
soberania, de um lado uma Organização Mundial, conhecida como Nova Ordem 
em contraste com o modelo de mundo pós-globalização/capitalista dentro do 
processo democrático. 
 A hipótese básica que orienta a obra, parte do entendimento de que o 
arraigado conceito clássico de soberania encontra-se, para a atualidade, 
completamente vazio de sentido e função. Demonstrar que o paradigma de Estado-
nação está sendo superado e, junto com ele, a tradicional idéia de soberania, que 
também vem sendo remodelada em consideração ao atual cenário de cooperação 
internacional dos Estados vive em prol de objetivos comuns, como o mercado. 
 Ainda vivemos em um mundo cheio de conflitos, injustiças e desigualdades, 
hoje, provenientes da atual fase da expansão capitalista no globo, do crescente 
relativismo onde a coexistência de dois princípios iminentes, duas posições de 
realidades contrárias entre si, estão em conflito, tais como: desenvolvimento X 
subdesenvolvimento, direita X esquerda, espírito X matéria, corpo X alma, 
bem X mal, uma dualidade onde o um ao outro se revelam mutuamente. 
 Dentro desse conceito, a geografia através de Milton Santos, coloca-se numa 
visão diferenciada de globalização, vista como perversidade, como abandono 
social tudo em nome de um projeto de capital e um modelo de ordem global. 
Apresentada como fábula, como perversidade e como possibilidade – “por uma 
outra globalização”. O primeiro seria o mundo tal como nos fazem vê-lo: a 
globalização como fábula, o segundo seria o mundo tal como ele é, e o terceiro, um 
mundo como ele pode ser. 
 Desenvolver essas idéias em torno das perspectivas apontadas por Milton 
Santos também pode ser observada e entendida através das idéias do sociólogo e 
filósofo Zygmunt Bauman, onde diz: “O mundo vive uma liquidez sem 
precedentes”. Onde nada é feito para durar! 
 
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UNIVERSIDADE PAULISTA INTERATIVA 
 
 
DESENVOLVIMENTO 
 O mais recente artigo da Turning Points (Pontos de Viragem) de Francis 
Fukuyama, que fala sobre a virada global da democracia liberal para a democracia 
iliberal. Fukuyama conceitua e explica as forças políticas que regiam o mundo até 
aqui: 
“Os sistemas políticos modernos são chamados de 
democracias liberais, porque unem dois princípios díspares. 
Liberalismo é baseado na manutenção de um campo aberto 
para todos os cidadãos, principalmente quando se trata da 
propriedade privada, que é um fator crítico para o crescimento 
e para a prosperidade econômica. A parte democrática, a 
escolha política, é aquela que reforça as escolhas comuns e 
que vê todos os cidadãos como um único conjunto." 
 
 Porém, vimos a parte democrática lutar contra o Estado liberal (eleições 
livres e justas, mas também a proteção constitucional dos direitos dos cidadãos), 
como no caso da Hungria, que afirmou que seu país buscava ser um “Estado 
Iliberal" (eleições livres e justas associam-se à refutação sistemática de garantias 
constitucionais). O mesmo pode ser visto na figura de Putin, que se coloca acima 
da lei. Outro exemplo seria Erdogan (conservador), Presidente da Turquia, que 
utilizou um golpe de Estado como justificativa para perseguir milhares de 
jornalistas, estudantes e civis. Donald Trump (conservador), Presidente polêmico, 
eleito dos EUA - Onde a divisão social se viu entre os norte-americanos, nas 
eleições, é similar à que levou ao Brexit, na Inglaterra. E a onda “iliberal" nãotermina por aí, afirma. Índia e Japão elegeram líderes nacionalistas que parecem 
estar fomentando a intolerância entre seus apoiadores. 
 
 
 
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UNIVERSIDADE PAULISTA INTERATIVA 
 
 
 E surpreendemente o Brasil se coloca na mesma linha, com a eleição de 
Bolsonaro (conservador). Talvez, seja a vez das elites consertarem as instituições 
arruinadas e reduzirem o impacto naqueles segmentos de suas próprias 
sociedades que não se beneficiaram da globalização tanto quanto elas. Onde a 
principal causa é a perda de empregos no mundo desenvolvido, afinal de contas, 
não é a imigração nem mesmo o comércio, mas a mudança, ou seja, o 
desenvolvimento tecnológico. 
 Precisamos de sistemas melhores para minimizar o movimento da 
interrupção do descontinuamento dessa política, mesmo que saibamos que tal 
interupção seja inevitável. A alternativa é ficarmos com o pior dos dois mundos, em 
que um sistema em colapso e fechado as trocas globais será ainda mais desigual." 
 Assim, a expansão do intercâmbio de bens e serviços a nível global vem 
trazendo alterações na ordem econômica internacional, fazendo com que os 
Estados passem a ser auxiliados por agentes privados, como as organizações 
internacionais, ocasionando uma crescente participação de empresas 
transnacionais na gestão do Estado. 
 Em decorrência disso, as autoridades públicas vem perdendo, ou vem sendo 
reduzida, a sua capacidade de influência na determinação do modelo político, 
social e econômico em suas respectivas nações. 
 Bauman (1999, p. 65) define que o sentimento de desordem que a sociedade 
e o indivíduo comum sentem nos dias atuais se deve ao definhamento dos poderes 
dos Estados – nação. O fim da política de blocos a partir do final da Guerra Fria, 
que estabilizava a ordem mundial ou a geopolítica praticada nesta época acendeu 
a luz para o que Bauman (1999, p. 65) denomina “nova desordem”. A ideia de 
globalização tida como ação de forças anônimas não permite localizar o inimigo, 
que “... opera na vasta “terra de ninguém”- nebulosa e lamacenta intransitável e 
indomável – que se estende para além do alcance da capacidade de desígnio e 
ação de quem quer que seja em particular”. Bauman (1999, p.65). 
 
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UNIVERSIDADE PAULISTA INTERATIVA 
 
 
 Essa “selva manufaturada” Giddens apud Bauman (1999, p.68) de criação 
humana não permite ser domesticada e expõem fraquezas e deficiências dos 
“agentes ordenadores” habituais, os Estados. Bauman (1999. p. 68) assim define o 
Estado. 
 
O significado de Estado foi precisamente o de um agente que 
reivindicava o direito legitimo de e se gabava dos recursos 
suficientes para estabelecer e impor as regras e normas que 
ditavam os negócios de certo território, regras e normas que 
expressem transformar [...] o acaso em regularidade – [...] o 
caos em ordem. 
 
 
Max Weber apud Bauman (1999, p.69) definiu o “Estado como o agente que 
reinvidica o monopólio dos meios de coerção e do uso deles em seu território 
soberano”. Não alheios a isso o poder de estabelecer a ordem requer contínua 
capacidade de “depurar, condensar o poder social”. O Estado moderno apoiou-se 
no tripé das soberanias militar, econômica e cultural, condensando e provocando a 
distinção da identidade de seus súditos Bauman (1999). 
Desta forma, Bauman (1999) define também que “foi à morte da soberania 
do Estado, não seu triunfo, que tornou popular a ideia da condição estatal”. 
 
O tripé da soberania foi abalado nos três pés. Claro, a perna 
econômica é a mais afetada. Já incapazes de se manter 
guiados pelos interesses politicamente articulados da 
população do reino político soberano, as nações - estados 
tornam-se executoras [...] de forças que não esperam 
controlar politicamente. (BAUMAN, 1999, p. 73). 
 
 
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UNIVERSIDADE PAULISTA INTERATIVA 
 
 
 
“Todas as estruturas políticas, culturais e morais que durante séculos 
buscaram sustentar a sociedade dentro de valores absolutos vem sendo deluidas” 
e “cada vez mais nos aproximamos de tempos líquidos, onde nada é para durar”. 
Ou seja, tudo é relativamente subjetivo. 
 Apesar dos inúmeros artigos e monografias publicados, sobre o atual papel 
do Estado Democrático, da Ordem Internacional ou mesmo da Nova Ordem 
Mundial, em grande parte concentra-se na descrição dos acontecimentos atuais. 
 Essa diversidade de interpretação é proporcional à variedade de abordagens 
de autores de diferentes áreas. Assim como, economistas vêm dando maior 
destaque à dimensão econômica, sociólogos a organização social, filósofos a uma 
atenção reflexiva mais crítica, o geógrafo especificamente a uma melhor ocupação 
do espaço pelo homem. Como decorrência, diversas designações e 
descrições têm sido utilizadas para caracterizar a atual nova ordem mundial. 
 A Nova Ordem Mundial tem sido utilizada para se referir a um novo periodo 
no pensamento politico e no equilibrio global de poder econômico, politico e social. 
Além de maior centralização deste poder, as diversas interpretações deste termo, 
vem associado como um modelo de governança global dito “democrático.” 
 Essa Nova Ordem Mundial existente em nossos dias (em relação as 
“ordens mundiais" anteriores) caracteriza-se por uma nova transição entre 
unipolaridade X multipolaridade, ou seja, um maior controle dos destinos do 
mundo. 
 Cada um resultando em causa e consequência do outro, se configurando em 
domínio sobre a economia de mercado global. Fenômenos estes, que se 
expressam pela soberania dos estados, mas estas estariam cada vez mais 
limitadas, condicionadas, enfim, inibidas pelas empresas transnacionais. E esta 
controlando e manipulando a população global. 
 
 
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UNIVERSIDADE PAULISTA INTERATIVA 
 
 
 O mundo então passa a se estruturar em função do consumo – produção - 
consumo. O mesmo representa avanços de produção do sistema capitalista, que 
se intensificaram ao longo do século XX notadamente nos Estados Unidos e que, 
posteriormente, espalharam-se – e ainda vem se espalhando – pelo mundo. Mas, 
essa sociedade de consumo vem apresentando sinais de esgotamento, e por isso 
necessita cada vez mais de reforços, criando novos argumentos para a 
continuidade do processo. 
 Essa continuidade está relacionada a uma postura mental como forma de 
conceber relações de poder em quase sua totalidade, e pode ser reprentada pela 
presença de um novo processo que marca a sociedade global, são as 
necessidades e os desejos dos consumidores procurarando se adaptar mais e 
mais para proporcionar a sua satisfação e felicidade. 
 
 Neste contexto o mercado se impõe sob novas condições de vida à 
sociedade, moldando-a conforme sua oferta. Esse processo de ordem global pode 
ser contextualizado e muito bem caracterizado pelos Ms a seguir. 
 
 
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UNIVERSIDADE PAULISTA INTERATIVA 
 
 
 Mercado - Entende-se por mercado todas as relações de compra e venda 
seja ela entre pessoas, instituições ou países. O comércio internacional hoje é uma 
das atividades mais importantes de toda a história da humanidade. Um exemplo 
disso é uma placa que se encontrava na entrada de um grande hipermercado em 
Portugal e na qual constava: “Se você não sabe o que quer, entre que nós temos”. 
Com esse exemplo conseguimos enxergar que existe uma grande demanda criada 
pelo mercado. 
 Multinacionais - representado pelas empresas que desenvolvem seus 
produtos todos voltados para o mercado internacional. Explorando os recursos 
naturais de países periféricos. Para que as multinacionais conseguissemchegar ao 
poder de mando que elas têm hoje em toda a sociedade global, elas dependem de 
vários segmentos que começam também pela mesma letra M. 
 Mídia - bombardea nossas consciências de que sempre precisamos de algo 
mais para nos inserir neste mundo que não é mais nem capitalista, nem socialista, 
mas materialista e hedonista. A mídia criou um novo tipo de sociedade que um 
grande pensador francês, Guy Debord denominou de “A Sociedade do 
Espetáculo”. 
 Marketing - cujo principal objetivo é “criar necessidades”, ou melhor, ainda, 
vender aquilo que não queremos comprar. 
 Marca - alimenta a cadeia do consumo, que faz a alegria das multinacionais. 
Tudo hoje, no mundo das compras, é regido pelas marcas, desde as fraldas de um 
recém - nascido até o desespero dos mais velhos em consumirem vitaminas e 
suplementos produzidos pelas grandes farmacêuticas multinacionais com o intuito 
de estender a vida humana no planeta. 
 Moda - vem como consequência da marca que é trabalhada insistentemente 
pelos meios de comunicação que usam para isso grandes nomes da televisão, 
cinema e do esporte como referências do consumo de determinados produtos e 
marcas a serem consumidas por um determinado tempo. 
 
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UNIVERSIDADE PAULISTA INTERATIVA 
 
 
 Messenger - que ganha proporções, sobretudo entre os jovens, que pode 
ser entendido como a grande revolução nos meios de comunicação na atualidade. 
Tudo isso incerido numa sociedade Pós-industrial, da sobrevalorização do 
pragmatismo, da eficiência técnica e do conformismo social. 
 
 
 
 O que parece certo é que estamos numa «Transição Histórica», onde as 
ideologias ainda vivas se tornam confusas, a ordem dos fatores se tornam mais 
complexas, as hegemonias cada vez mais explícitas, as interdependências 
progressivamente inevitáveis e o liberalismo econômico inseparáveis nesse 
processo de desenvolvimento global. As instituições de governança global 
parecem estar sofrendo um grave retrocesso nesta entrada do Século XXI. 
 Essa transição global em que vivemos depende, crucialmente, desse 
entrejogo de pressões globais, constrangendo atores domésticos, governamentais 
e privados, em seus respectivos estados nacionais, a manter crescente 
compatibilidade entre seus objetivos nacionais e o bem-estar global. Forçando 
governos nacionais e subnacionais a adotarem regulação adequada para o uso de 
recursos, a produção econômica e a proteção dos bens comunais, como: a água, o 
ar e as matas. 
 Nesse processo de desenvolvimento, a "democracia de mercado" vem se 
constituindo como matriz do mundo onde o tempo global legitima a ideologia de 
mercado e do seu resultado político, fomentando uma democracia onde o indivíduo 
comum se vê imerso em uma autodominação e uma consequente perda de si. 
 
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UNIVERSIDADE PAULISTA INTERATIVA 
 
 
RELAÇÕES INTERNACIONAIS 
 Com a identificação dos interesses e a percepção da inevitabilidade da sua 
satisfação através do contacto determinem a natureza conflitual da relação. 
 
Quando se confundem cidadão e consumidor, a educação, a 
moradia, a saúde, o lazer .... aparecem como conquistas 
pessoais e não como direitos sociais. Até mesmo a política 
passa a ser uma função do consumo. Essa segunda natureza 
vai tomando lugar sempre maior em cada indivíduo, o lugar do 
cidadão vai ficando menor, e até mesmo a vontade de se 
tornar cidadão por inteiro se reduz. (SANTOS, 1987 p. 69). 
 
 Por outro lado, a alteração do comportamento irá ser delimitada pela 
interação grupal, através de formas de relacionamento recíproco. A questão atual 
que se coloca é, quais condicionantes dessas transformações estão afetando a 
Geopolitica, na questão de Ordem e de Mundo. 
 Com o declínio do regime socialista em âmbito global, o capitalismo 
desponta hegemonicamente como sistema político-econômico mundial 
predominante. Contudo, a noção de relações internacionais é recente, já que o 
surgimento dos “Estados Nacionais” data do final da Idade Média. Daí a 
necessidade de teorias políticas que justificassem e legitimassem a sua existência 
e orientassem suas ações em relação a outros estados. Pode-se dizer então, que a 
Geopolítica é o espaço que atribui o poder ao meio fisico. 
 A própria globalização levou o mundo a adotar uma economia liberal. Esta 
transformação ocorreu de forma pacífica ou por imposição dos países ricos, que 
necessitam dos países pobres liberais, democráticos e globalizados para sustentar 
as suas economias e o seu nível de desenvolvimento. 
 
11 
UNIVERSIDADE PAULISTA INTERATIVA 
 
 
 As relações internacionais, ao longo dos Tempos Modernos, oscilaram entre 
tentativas de supremacia de um povo sobre outros povos, ou seja, a superioridade 
que um país tem sobre os demais, e períodos marcados pelo “equilíbrio de poder”. 
tornando-se assim um Estado Soberano. 
 No bojo desta confusão de fins e pós, com o surgimento da Globalização e as 
mudanças nas temporalidades e espacialidades, que marcam a História e a 
Geografia, o mundo parece que ficou cada vez menor tornando-se uma Aldeia 
Global (Marshall Macluha) - Onde as populaçoes se conectam cada vez mais, ou, 
ao menos, têm noção umas das outras. Ocidentais e orientais partilham 
descobertas e nem mesmo a China, com todas as restrições ao uso da internet, 
consegue se manter isolada. A Primavera Árabe não é fruto do mero acaso; as 
manifestações no Brasil também não. Tudo possível porque as redes sociais 
promovem encontros e dissipam culturas e diversidades. 
 É, portanto, no contexto da instrumentalização do espaço mundial pelo 
estado que se desenvolveu a prática estratégica de poder segundo LACOSTE: 
 
A prática estratégica de conquista e controle de território é a 
própria raiz da geografia, enquanto para os geopolíticos, a 
geografia informa apenas sobre o espaço e a geopolítica 
utiliza essa informação para planejar a política do estado. 
Geografia – Conceitos e Temas: Bertha K. Becher. (2000-
pagina 277). 
 
 O poder mundial decorre da superposição de variáveis que atribuem valores 
estratégicos a certos territórios do Globo. Esta visão de uma nova arquitetura do 
mundo nos causa grande apreensão, pois implica em pessoas perderem suas 
identidades e serem conduzidas como verdadeiros rebanhos. 
 
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UNIVERSIDADE PAULISTA INTERATIVA 
 
 
 Principais tópicos sobre o qual se debruçam os pesquisadores da área, nas 
interações internacionais. Uma área muito ampla, no qual se deve total 
aproveitamento na disciplina de geografia. Segue alguns dos principais tópicos de 
discussão: 
 Questões demográficas ligadas à superpopulação mundial, ao fluxo 
desordenado de populações, imigrações não controladas/ilegais etc.; 
 Questões culturais, relacionadas ao uso/desaparecimento de línguas, 
aculturamento etc.; 
 Os meios de comunicação e a influência midiática; 
 Globalização; 
 Recrudescimento de ameaças terroristas; 
 Risco de proliferação Nuclear; 
 Acesso à água potável e a saneamento básico; 
 Zonas de pesca; 
 Recursos agrícolas; 
 Acesso aos recursos da África e do Oriente Médio; 
 A rede urbana mundial e suas conseqüências; 
 Energias alternativas; 
 Riscos fronteiriços; 
 Problemas regionais causados por problemas internos (regionalismo, 
autonomia, separatismo, independentismo); 
 Influência dos EUA na atualidade. 
 
 
13 
UNIVERSIDADE PAULISTA INTERATIVA 
 
 
 
DEMOCRACIA FRENTE A NOVA ORDEM MUNDIALAo analisar a atual conjuntura mundial, naquilo que condiz à estruturação 
social, política e econômica, sobretudo dos intitulados Estados Democráticos. A 
pergunta é, até que ponto este modelo de Estado se materializa ou segue 
meramente formalizado? Democracia no contexto literal da palavra seria se os 
cidadãos de um país realmente participassem das grandes decisões. 
 A idéia de representatividade, portanto, é algo paradoxo ao conceito de 
Democracia, uma vez que abdicar-se da vida política delegando a outrem o poder 
de gerir assuntos de interesse da população, foge ao conceito de governo do povo. 
 Limitar o exercício democrático unicamente em eleger alguém que 
“represente” os anseios da população, é um ato muito perigoso, pois os homens de 
um modo geral, sobretudo os da vida pública, são facilmente controlados pelo 
esquema de poder, seja ele, regional, estadual, nacional ou internacional. Subjugar 
toda uma nação empenhada em viabilizar determinado negócio jurídico é mais 
difícil que manipular um só homem. Para tanto, basta que exerçam influência 
sobre aquele que estiver no topo da pirâmide hierárquica, deste modo, todo o resto 
do corpo social será por ele controlado. 
 Este homem por sua vez, viabiliza leis que submetem toda a sociedade a 
parâmetros quaisquer, sem ao menos que estes sejam consultados. Ainda que 
surja alguém com visão contestadora e capacidade para mudar tal situação, este 
pouco ou nada poderá fazer, pois, a atual conjuntura política mundial e por que não 
dizer o sistema, não permite mudanças. 
 Analisando os partidos políticos, aqueles candidatos neles inseridos que 
porventura não acolher as normas e diretrizes impostas por estes grupos serão 
barrados. Nos partidos políticos, um indivíduo sozinho se vê impossibilitado de agir; 
todavia em escala global, o mesmo princípio opera contra nações que não assinam 
acordos e tratados que visam incrementar os negócios da elite global. 
 
 
14 
UNIVERSIDADE PAULISTA INTERATIVA 
 
 
 Aquele Estado que porventura ousar destoar da regra imposta, está fadado a 
represálias das mais diversas, desde sanções, embargos ou ofensivas militares. 
Por serem detentores dos meios de produção; refinarias, mineradoras, bancos 
internacionais, meios de comunicação, da grande mídia, do setor agroindustrial, 
bem como qualquer outra grande corporação, um pequeno grupo de pessoas 
controla os governos através de Lobbies e financiamentos de campanhas. Por sua 
vez, os políticos agora eleitos, os favorecem através de isenções, incentivos fiscais, 
privatizações, dirigismo econômico, etc. 
 Vivemos dias de crise e inversão de valores sem precedentes, onde o fútil é 
enaltecido e o óbvio menosprezado. O grau de alienação é tamanho, que impede 
as pessoas de enxergarem a real condição estrutural de seus governos. 
 O que se vê é uma degradação da política nacional e internacional. Onde os 
fatos se consolidadaram pela proporção que se deu a corrupção, sustentando uma 
negação da política estrutural democrática, que acaba por impedir a realização 
prática do exercício dessa mesma política. 
 A desordem juridica e moral se fortalecem com a crise institucional em meio 
a confusão de valores. A profunda a crise política e nos revela de forma inequívoca 
que os mesmos líderes políticos que ocupam os espaços na imprensa pela eleição 
presidencial, duelam numa jamais vista polarização radical de concepção direita ou 
esquerda. 
 Essa crise politica também nos revela uma preocupação pela ausência de 
cidadania que atrasa e enfraquece o país, e nos leva a refletir sobre o fato de que a 
ideologia consumista é o fator relevante de alienação e os cidadãos passam a se 
contentar em serem meros protagonistas de uma sociedade manipulada e 
globalizada. 
 O problema do mundo atual não são apenas os poderes autoritários em 
curso, mas também todas aquelas democracias existentes que não estão indo 
bem. 
 
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UNIVERSIDADE PAULISTA INTERATIVA 
 
 
 Em uma democracia genuína o sufrágio seria um direito e não um dever, ou 
seja, facultativo. Se, somente as pessoas que realmente se interessam em 
preservar a pólis exercessem seu direito ao voto, o que infere maior consciência 
nestes, muitos dos oportunistas que se valem dos mais variados ardis para tentar 
persuadir de forma errônea o eleitor mais simplório, não contariam com o voto 
destes. É notório que grande parte dos votos que elegem tiranos dilapidadores de 
todos os bens financeiros, naturais e humanos da nação brasileira, advém de 
pessoas sem o total conhecimento do funcionamento do sistema eleitoral. Numa 
crendice estupida, quase infantil, estes depositam sua fé em urnas pelos mesmos 
marginais que sempre governaram. 
 O voto obrigatório não passa de uma estratégia a fim de legitimar a presença 
imperiosa de indivíduos e partidos em uma ditadura que remonta o Brasil Império, 
mas que atualmente encontra-se mascarada com traços de formalismo 
democrático. 
 Se votar fosse facultativo, a forma de se fazer política substituiria os 
discursos demagogos e ideológicos com apelo alegórico e não funcional, por 
técnicas baseadas em cálculos e metas reais de viabilidade e prevenção de riscos, 
buscando meios para se sobrepor a eventuais superveniências, uma nova nação 
surgiria em poucos anos para costurar sim uma nova ordem nacional, vivaz e justa! 
 O cenário político é imprevisível e cheio de variantes. Há muita inconstância 
no horizonte e incertezas na atmosfera. Peças que hoje aparentam alguma solidez 
amanhã poderão mostrar-se instáveis. 
 Diante governos (executivos) com baixíssima aprovação e parlamentares 
(legislativos) de qualidade medíocre, a desmoralização dos juízes (judiciário) 
levando mais sombras do que luz. Tudo isso, gerados por um sistema eleitoral 
precário, que resiste sistematicamente a reformas qualitativas, e uma sociedade 
cansada, frágil e rancorosa da velha politicagem. 
 
 
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FATORES GLOBALISTAS DE PODER 
 A aceleração da globalização dos mercados e a abertura dos grandes países 
da periferia a produtos e capitais internacionais, coincidem com a necessidade das 
corporações transnacionais por ampliarem seus mercados e sua produção de 
modo a operar com as maiores escalas e os menores custos possíveis. 
 O sistema mundial que conhecemos não existiria na sua forma atual caso 
não tivesse ocorrido na Europa um relacionamento entre os Estados e as 
economias nacionais. E a partir desse momento o que muitas vezes se chama de 
"globalização" é o processo e o resultado de uma competição secular entre esses 
Estados/economias nacionais. A hierarquia, a competição e a guerra dentro do 
núcleo central do sistema mundial marcaram o ritmo e a tendência do conjunto na 
direção de um império ou Estado universal e de uma economia global. 
 Entendendo por Fatores Reais de Poder, aquilo que preconiza o economista 
polaco, Ferdinand Lassalle (1825-1864), em sua obra, Que é Uma Constituição? 
 
Os fatores reais do poder que regulam no seio de cada 
sociedade, são uma força ativa e eficaz que informa todas as 
leis e instituições jurídicas da sociedade em apreço, 
determinando que não possam ser, em substância, a não ser 
tal como elas são. 
 
 Para discutir as possibilidades reais de "governança" desse sistema mundial 
que estamos examinando, é necessário partir das premissas teóricas. Uma análise 
sobre a organização dos grupos mundiais que exercem controle não apenas 
político e econômico, mas também ideológicosobre as pessoas traz à tona a 
questão de qual seria o possível ditador global. 
 
 
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 Quem poderia realmente exercer o poder sobre todos os demais povos e 
nações. 
 A Elite Ocidental, com raizes no Cristianismo voltada para uma visão mais 
materialista, secularizada e cientificista de mundo. 
 A articulação Asiática, Russo chinesa, herdeira do Regime Comunista. 
Adquire um caráter conhecido como Eurasianismo, que aglutina elementos 
czaristas e fascistas com tendências ao antiglobalismo e o 
antiamericanismo. 
 O mundo Islâmico, se corporificado na figura do Califado, personificado na 
fé islâmica costumeira. Propondo uma ordem mundial de governo, que em 
tese, converge com as aspirações dos Estados muçulmanos. 
 Todo fato significativo que ocorre no globo estará de certa forma intercalado 
direta ou indiretamente a um destes três elementos. 
 
ESTADOS DEMOCRÁTICOS NO CONTEXTO DA NOVA ORDEM MUNDIAL 
 Dentro de toda esta conjuntura de fatores globais, na qual os Estados 
Democráticos se encontram, ou estão a caminho, o real sentido desta palavra caíra 
por terra muito em breve. A força da sua vasta obra manifesta-se na resistência à 
mentira social e na crítica da ação humana desumanizada. Nos últimos anos tem-
se também dedicado ao papel manipulador dos meios de formação de massas, 
através da grande imprensa midiática. 
 A democracia se vê ameaçada pela onda crescente do efeito globalizador, e 
se vê escrava das forças de mercado e econômicas de outros países ou de mega 
corporações e instituições financeiras. 
 Ao mesmo tempo em que o avanço tecnológico propiciou a expansão dos 
ideais democráticos que derrubou ditaduras e abalara estruturas de governos em 
grande parte do mundo. 
 
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 Fora justamente a intenção de se manter este avanço, sobretudo nas 
telecomunicações, que reforçou as práticas pré-coordenadas do sistema 
controlador. Uma vez que o ideal democrático se expande externamente via redes 
sociais, internamente nos estados, os governos oprimem a população local quando 
a mesma evoca seus direitos e garantias fundamentais. 
 Tudo em nome da crescente demanda de capital de alguns poucos que 
exercem um governo paralelo imperioso e cruel. Onde os escravos de outrora 
tinham consciência de sua servidão, já os atuais se firmam meramente em 
argumentos, se dão por satisfeitos em poder culpar aqueles que os “representam”, 
da condição miserável na qual se encontram, fugindo assim de sua 
responsabilidade, mascarando sua falta de caráter, sua falta de honra e 
desonestidade. Essa nova escravidão é mais vantajosa para os empresários que a 
da época Colônial e do Império, pelo menos do ponto de vista financeiro e 
operacional. 
 O sociólogo norte-americano Kevin Bales, considerado um dos maiores 
especialistas no tema, traça em seu livro “Gente Descartável - Nova Escravidão na 
Economia Global”. Chega a ser ofensivo aos que possuem consciência, o fato de 
ter que engolir o excesso de luxo por constrangimento a força, os discursos e as 
diretrizes governamentais baseados neste conceito. 
 Portanto, mais vale encerrar este trecho com as palavras sábias de 
Saramago, que estendo em pesares. 
E não se repara que a democracia em que vivemos é uma 
democracia seqüestrada, condicionada, amputada. E, 
portanto, como é que podemos continuar a falar de 
Democracia, se aqueles que efetivamente governam o 
mundo, não são eleitos democraticamente pelo povo? Onde 
está, então, a Democracia? (José Saramago, em conferência 
de Abril de 2008). 
 
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 A democracia pode transformar o bom e o mau, o certo e o errado em 
apenas números, quanto mais gente concorda com algo, mais correto estará. A 
democracia advem das estatisticas que permeam os interesses de poucos. As 
redes sociais existem, as novas tecnologias de informação e plataformas de 
comunicação existem, continuarão a existir como protagonistas globais e serão 
ainda mais eficazes e presentes na nossa vida privada e social. 
 O modelo de comunicação pode ser positivo e muito poderoso, mas 
pode ser também negativo e muito danoso. 
 
"Há mesmo um risco dos intelectuais serem substituídos 
pelas redes sociais e temos que considerar este risco 
possível como uma ameaça a natureza das nossas 
democracias", disse Augusto Santos Silva, numa 
conferência na Universidade de São Paulo (USP). 
 
 Então, por que democracia é o menos mal dos sistemas políticos? Porque é 
o menos injusto? Os outros sistemas são, de uma ou outra maneira, uma forma de 
ab-rogação de poder por um grupo auto-seletivo que decide o que é melhor para o 
resto do povo, o que normalmente se traduz rapidamente em o que é melhor para 
eles. O prazer de uma democracia é que, com uma eleição, podemos "tirar os 
patifes do poder". 
 Assim, A diluição do papel do Estado abre uma lacuna de quais serão as 
consequências na difusão da democracia sobre uma nova ordem mundial. 
 
 
 
 
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 Em torno desta problemática, pode-se estabelecer duas hipóteses: 
 O Estado, tem o principal papel na difusão da democracia e 
consequentemente da preservação da paz mundial. 
 
 Com o avanço da Globalização, o papel do Estado na ordem mundial é 
reduzido, perde parte do seu poder e parte da sua soberania, emergindo 
novos atores na governança internacional. 
 A apreensão desta nova manifestação segundo a A. Negri e M. Hardt, põe o 
peso de decisão dos Estados, na soberania externa, ocasionando um desequilíbrio 
a autodeterminação soberana dos Estados nacionais, isto é, eles perdem o poder 
de tomar decisões internas. Onde por um lado, o equilíbrio do poder é defendido 
através da estrutura interna dos seus valores, identidades e culturas. Por outro, o 
paradigma liberal a ordem esta ligada a valores como democracia e direitos 
humanos, assentes nas instituições. 
 O tradicional conceito de Estado se transmuta drasticamente. Nas palavras 
de José Eduardo Faria: 
 
O Estado já não pode mais almejar regular a sociedade civil 
nacional por meio de seus instrumentos jurídicos tradicionais, 
dada a crescente redução do seu poder de intervenção, 
controle, direção e indução. Por outro lado, ele é obrigado a 
compartilhar sua soberania com outras forças que 
transcendem o nível nacional. [...] os Estados nacionais 
encontram-se assim, em crise de identidade. 
 
 De uma perspectiva econômica, esta fase de transição do Estado-Nação se 
traduz, por parte dos governos, na progressiva perda da capacidade de direção de 
 
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sua economia e na impossibilidade de controle da atividade dos grandes grupos 
financeiros multinacionais. 
 Em sua maioria, as democracias liberais cumprem todos os critérios mais 
amplamente aceitos que caracterizam uma democracia plena (DAHL, 1971, p.1-3); 
um caso exemplar seria o Chile do período da Concertación. 
 Eleições competitivas, sem dúvida, se tornaram o instrumento preferencial 
para a alocação do poder político na América Latina. 
 Vamos considerar, para começo de conversa, o quão dramaticamente os 
sistemas econômicos e políticos mudaram ao longo das duas últimas gerações. No 
âmbito econômico, a economia mundial viu um aumento massivo da produção, até 
em países comunistas como a China e o Vietnã, as regras de mercado e a 
competição dominam. 
 
ONU –Organização das Nações Unidas – Uma organização de poder 
 "A Ordem vem do Caos", ou seja, depois da desordem, das guerras, das 
contendas e tudo o quanto de ruim acontecer, se implanta a mudança que "eles" 
creem que sejam boas, tanto no interior quanto no exterior do ser humano. 
 Vamos lá, a ONU surgiu no pós II Guerra Mundial, devido ao sentimento 
generalizado da comunidade internacional em tentar evitar que novas atrocidades 
como o Holocausto se repetissem, e da tentativa de manter a paz entre as nações. 
 Sob este mesmo princípio, a ONU hoje, com pretexto de alcançar a tão 
almejada paz mundial, parece estar acima de todos e quaisquer ordenamentos 
jurídicos, impondo suas diretrizes e aplicando sanções aos eventuais divergentes. 
 Acontece que as pessoas não atentam para o fato de que a ONU, é fruto de 
interesses e instrumento das grandes potências mundiais, buscando traçar uma 
regra mundial que garanta a hegemonia destas sobre as demais nações. 
 
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 Em que pese, uma instituição que diz zelar pelo bem da comunidade mundial, 
deveria ao menos possuir um caráter democrático no conteúdo de suas diretrizes. 
A ONU na verdade, é uma articulação das elites mundiais para o exercício de um 
domínio global viabilizando o interesse destas. 
 Esse conjunto de circunstâncias vem contribuindo para simultaneamente 
expandir a agenda da ONU e inflar as expectativas com relação ao seu papel, sem 
que a isso correspondesse um aumento proporcional de sua capacidade de 
resolução. Precipita-se, uma grande insatisfação com a Organização, tanto em seu 
aspecto político quanto administrativo. Desde a década de 80 essa insatisfação se 
manifesta em termos de uma demanda de reforma. Quanto à necessidade de 
reforma, o consenso é amplo, mas aí também ele cessa. Quanto ao que reformar, 
com quais objetivos e com que extensão, pois, tudo está sujeito a divergências. 
 Pensando numa estabilidade da ordem internacional, entendo a ausência de 
ruptura da legalidade vigente nas relações internacionais bilaterais e multilaterais, 
como também a ocorrência de alterações consensuais ou negociadas de 
legalidade. 
 Por verdade empirica, estariam incluídos nesse escopo a vigilância sobre 
aqueles elementos que sabidamente constituem fatores determinantes de 
instabilidade externa e, em primeiro lugar, a instabilidade política doméstica. Aí 
estariam incluídos, portanto, muitos dos fenômenos transnacionais que hoje 
aspiram à função de reordenar as relações internacionais, tais como os grandes 
riscos ambientais, sociais e econômicos. 
 
 
 
 
 
 
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Corrupção e Democracia 
 No contexto global como fator de desestruturação, não só a cultura politica, 
mas principalmente a cultura social disseminou a corrupção em nosso cotidiano 
que se transformou em uma instituição geneticamente maléfica. 
 Quando um indivíduo ou grupo se dispõe a participar de uma fraude, os 
mesmos fortalecem o sistema criminoso, e atua como co-autor na prática delituosa. 
Aquele que assume tal conduta, na verdade não está sendo vítima, mas sim 
cúmplice. 
 Não é necessário ressaltar o conceito de Democracia, tampouco trazer 
exemplos e definições para tal, na verdade, esta parte do estudo poderia 
simplesmente se encerrar por aqui, afinal, diante os fatos, fica mais que claro a não 
existência de um governo do povo, nem ao menos em representação a estes. O 
gado serve apenas de força de manobra e força motriz aos interesses de qualquer 
que seja o sistema. A condição à qual o termo democracia arremete aqueles que 
nela ainda acreditam, é de escravos domesticados, pois nem ao menos a visão de 
sua servidão este formalismo ideológico permite que estes possuam. 
 A corrupção, da maneira como nós a conhecemos, é um fenômeno 
hereditário da moderna República. O regime democrático, inevitavelmente, convive 
com a corrupção por diversas razões: 
 A primeira razão decorre do fato de a democracia pautar-se pelo sentimento 
de tolerância à diversidade, não havendo nenhum grau de afeto superior que 
padronize o comportamento das pessoas, como ocorria em épocas passadas 
quando se transformava em corrupção tudo aquilo que fugia dos padrões definidos 
pelo próprio grupo. 
 A segunda explica que a corrupção decorre da supremacia da sobrevivência 
individual (busca do dinheiro) em relação ao espaço coletivo (mundo do afeto). Nas 
estruturas (Estado) em que deveriam ser realizadas as produções de bens 
públicas, onde o interesse privado tem prevalecido. 
 
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CONSIDERAÇÕES 
 A pior face da nova ordem esta ligado à falência do estado nacional, que, sob 
um manto de respeito à cidadania e aos direitos fundamentais, e cada vez mais 
inofensivo vem afastando o povo dos assuntos políticos (basta ver no mundo todo 
a abstenção cada vez maior em eleições nacionais, na maioria das democracias). 
 Assim, o populismo como ditadura de discurso que não causa dano, domina 
os países democráticos, e os submetem à política de livre economia de mercado 
orientada a interesses oriundos. 
 O cidadão contemporâneo cada vez mais pressionado pelo mercado vem 
perdendo no mundo atual seus direitos a educação, saúde, emprego, saneamento 
básico, enfim, serviços públicos de qualidade, para poder desfrutar dos mesmos só 
quando os pode pagar devidamente. 
 Começa-se a pensar e a raciocinar sobre a história oculta da democracia. 
Como disse Aristoteles: “Aqui a própria constituição da alma nos mostra o caminho, 
nela, uma parte naturalmente manda e a outra se sujeita. É obvio que o mesmo 
principio se aplica em geral e, assim, quase todas as coisas mandam e são 
mandadas de acordo com a sua natureza...”. 
 A quantidade de seres humanos e a complexidade deste sistema são de 
uma proporção tal, que administrar toda esta estrutura de modo a abarcar por 
inteiro as contingências e anseios do mesmo se torna impossível. Não resta opção 
senão, tentar manter as massas sobre controle; técnica que tem se mostrado 
bastante efetiva, seja de forma regional, nacional ou global. 
 
 
 
 
 
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CONCLUSÃO 
 Não se pode afirmar, que existe uma nova ordem mundial especificamente 
formalizada, mas podemos considerar que vivemos numa ordem global oculta e 
atuante em constante mudança. Com o final da Guerra Fria o mundo entrou numa 
era do otimismo (1989-2008), e de aparente unipolaridade, materializado pela 
hegemonia americana ao nível do poder econômico, militar ou tecnológico. A 
globalização contribuiu, iniludivelmente, para o debate sobre a Nova Ordem 
Mundial, alicerçada na co-construção de modelos econômicos e sustentada pela 
ética normativa do direito internacional. 
 Após a apreciação de toda esta questão embremática, não resta ao homem 
alternativa senão, reconhecer o estado de subserviência ao poder econômico atual 
no qual se encontra, voltando-se para uma necessidade de busca e uma nova 
perspectiva de consumo. Se cada homem e mulher não se der conta desta 
situação, dificilmente este cenário poderá ser mudado, já que a cegueira ou 
insistência ao erro de alguns, sustenta este modelo que se arrasta há tanto tempo. 
 A alienação do oprimido frente à ganância do opressor parece andar de 
mãos dadas, que acabam por ser o gerador de toda esta situação. Não resta 
dúvidas que o indivíduo através de sua preguiça mental, alienação midiática, 
consumismoexacerbado, comodismo frente às circuntâncias, sustenta toda esta 
situação. 
 Não há outro culpado desse formato global, senão o próprio individualismo 
humano. É necessário disseminar o desejo de desenvolvimento da consciência 
política em cada cidadão num contexto coletivo, sendo esta uma alternativa para a 
saída do cenário atual, utilizando a internet e as redes sociais como ferramenta 
eficaz e poderosa, capaz de se fazer ouvir mais forte e longínqua, chegando assim, 
ao mais próximo possível do que se conhece por democracia, na qual o poder de 
decisão está realmente nas mãos do cidadão, unidos por um interesse maior. 
 
 
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
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Geopolítica: O mundo em conflito / Igor Fuser – São Paulo Editora Salesiana 2006. 
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mundial. Conteúdo Jurídico, Brasilia-DF. 
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https://www.infoescola.com/historia/nova-ordem-mundial 
SANTOS, M. (2013). Por uma outra globalização: do pensamento único à 
consciência universal. 23ª ed. Rio de Janeiro: Record. 
OS DONOS DA MÍDIA. (2015). O Mapa da Comunicação Social. Disponível em: 
http://donosdamidia.com.br/inicial. Acessado em setembro de 2018. 
http://www.scielo.br / DEMOCRACIA E ESCÂNDALOS POLÍTICOS. 
Harvey, David. Tradução: Adail Sobral e Maria Stela Gonçalves. 1ª Ed. São Paulo: 
Edições Loyola, 2004. 
CARTA DAS NAÇÕES UNIDAS, de 26 de junho de 1945. Art. 2°, VII. Disponível 
em: < http://www.onu-brasil.org.br/doc1.php >. Acesso em: 23 out. 2018. 
Chomsky, Noam. A Democracia e os Mercados na Nova Ordem Mundial – 
Tradução Manuela Miranda – 2º Edição 2006 
Tempos líquidos / Zygmunt Bauman ; tradução Carlos Alberto Medeiros. - Rio de 
Janeiro : Jorge Zahar Ed., 2007. 
O Espaço do Cidadão – Milton Santos. Editora: EDUSP - Edição: 7 Ano: 2014. 
www.fronteiras.com/videos/o-proximo-passo-do-brasil.

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