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UNIVERSIDADE PAULISTA INTERATIVA - GEOGRAFIA UNIVERSIDADE PAULISTA CURSO DE GEOGRAFIA UMA NOVA ORDEM MUNDIAL NO CONTEXTO DEMOCRÁTICO BATISTA RA SOROCABA - SP 2018 UNIVERSIDADE PAULISTA INTERATIVA - GEOGRAFIA UNIVERSIDADE PAULISTA CURSO DE GEOGRAFIA BATISTA UMA NOVA ORDEM MUNDIAL NO CONTEXTO DEMOCRÁTICO Trabalho apresentado para o curso de Geografia - Universidade Paulista - UNIP Interativa Sorocaba. Tem como requisito obrigatório a disciplina de TC – TRABALHO DE CURSO. SOROCABA - SP 2018 UNIVERSIDADE PAULISTA INTERATIVA - GEOGRAFIA SUMÁRIO Resumo ............................................................................................................ 01 Introdução ........................................................................................................ 02 Desenvolvimento ................................................................................................ 03 Relações Internacionais .......................................................................... 10 Democracia Frente a Nova Ordem Mundial .......................................... 13 Fatores Globalistas de Poder .............................................................. 16 Estados Democráticos no Contexto da Nova Ordem Mundial .......... 17 ONU – Uma organização de poder .................................................... 21 Corrupção e Democracia .................................................................... 23 Considerações Finais ............................................................................. 24 Conclusão ................................................................................................ 25 Referências Bibliográficas .......................................................................... 26 1 UNIVERSIDADE PAULISTA INTERATIVA RESUMO O homem, vem construindo a sua história, tentando encontrar seu espaço e organizar-se nele, viver em uma sociedade que lhe ofereça bem estar e qualidade de vida. Ao longo do tempo a sociedade tem conhececido diversas formas de organização e poder. Chegando a Democracia, um regime político contemporâneo da maioria dos países ocidentais como o Brasil. É um sistema que possui muitos desdobramentos e mesmo não sendo perfeita ainda é a mais viável até agora, apenas não eclodiu e se fez revelada através de valores satisfatórios de justiça e igualdade social. O que se vê, são ciclos de vertentes insólitas, pois, quanto mais se avança no tempo mais se estreitam as relações humanas e territoriais. A presente investigação têm como objetivo efetuar uma análise da organização de poder global no contexto democrático, aos avanços do processo da Globalização, do Capitalismo e do Liberalismo. Frente ao papel do Estado cada vez mais reduzida, onde a reconciliação da soberania do Estado com as lógicas de governança global representa um dos principais desafios dos próximos anos no sistema de uma nova ordem internacional. Primeiramente, é de suma importância saber onde começa e termina a participação das massas e o exercício democrático destes na gestão de um país; se as grandes decisões políticas são tomadas em outra esfera que não a popular. Onde aqueles que deveriam gerir a nação legislam e articulam meios que favorecem um grupo específico, levando a sociedade ao colapso. Ao se contrapor o formalismo jurídico, o materialismo destas normas e os valores ideológicos propostos por filósofos como Platão, Aristóteles, Rousseau, José Saramago, Baumam, Santos, dentre outros estudiosos do assunto, deixou claro dizendo: não resta dúvidas que a Democracia não existe, quiçá, nunca existiu. 2 UNIVERSIDADE PAULISTA INTERATIVA INTRODUÇÃO O presente trabalho tem como propósito principal analisar o conceito de soberania, de um lado uma Organização Mundial, conhecida como Nova Ordem em contraste com o modelo de mundo pós-globalização/capitalista dentro do processo democrático. A hipótese básica que orienta a obra, parte do entendimento de que o arraigado conceito clássico de soberania encontra-se, para a atualidade, completamente vazio de sentido e função. Demonstrar que o paradigma de Estado- nação está sendo superado e, junto com ele, a tradicional idéia de soberania, que também vem sendo remodelada em consideração ao atual cenário de cooperação internacional dos Estados vive em prol de objetivos comuns, como o mercado. Ainda vivemos em um mundo cheio de conflitos, injustiças e desigualdades, hoje, provenientes da atual fase da expansão capitalista no globo, do crescente relativismo onde a coexistência de dois princípios iminentes, duas posições de realidades contrárias entre si, estão em conflito, tais como: desenvolvimento X subdesenvolvimento, direita X esquerda, espírito X matéria, corpo X alma, bem X mal, uma dualidade onde o um ao outro se revelam mutuamente. Dentro desse conceito, a geografia através de Milton Santos, coloca-se numa visão diferenciada de globalização, vista como perversidade, como abandono social tudo em nome de um projeto de capital e um modelo de ordem global. Apresentada como fábula, como perversidade e como possibilidade – “por uma outra globalização”. O primeiro seria o mundo tal como nos fazem vê-lo: a globalização como fábula, o segundo seria o mundo tal como ele é, e o terceiro, um mundo como ele pode ser. Desenvolver essas idéias em torno das perspectivas apontadas por Milton Santos também pode ser observada e entendida através das idéias do sociólogo e filósofo Zygmunt Bauman, onde diz: “O mundo vive uma liquidez sem precedentes”. Onde nada é feito para durar! 3 UNIVERSIDADE PAULISTA INTERATIVA DESENVOLVIMENTO O mais recente artigo da Turning Points (Pontos de Viragem) de Francis Fukuyama, que fala sobre a virada global da democracia liberal para a democracia iliberal. Fukuyama conceitua e explica as forças políticas que regiam o mundo até aqui: “Os sistemas políticos modernos são chamados de democracias liberais, porque unem dois princípios díspares. Liberalismo é baseado na manutenção de um campo aberto para todos os cidadãos, principalmente quando se trata da propriedade privada, que é um fator crítico para o crescimento e para a prosperidade econômica. A parte democrática, a escolha política, é aquela que reforça as escolhas comuns e que vê todos os cidadãos como um único conjunto." Porém, vimos a parte democrática lutar contra o Estado liberal (eleições livres e justas, mas também a proteção constitucional dos direitos dos cidadãos), como no caso da Hungria, que afirmou que seu país buscava ser um “Estado Iliberal" (eleições livres e justas associam-se à refutação sistemática de garantias constitucionais). O mesmo pode ser visto na figura de Putin, que se coloca acima da lei. Outro exemplo seria Erdogan (conservador), Presidente da Turquia, que utilizou um golpe de Estado como justificativa para perseguir milhares de jornalistas, estudantes e civis. Donald Trump (conservador), Presidente polêmico, eleito dos EUA - Onde a divisão social se viu entre os norte-americanos, nas eleições, é similar à que levou ao Brexit, na Inglaterra. E a onda “iliberal" nãotermina por aí, afirma. Índia e Japão elegeram líderes nacionalistas que parecem estar fomentando a intolerância entre seus apoiadores. 4 UNIVERSIDADE PAULISTA INTERATIVA E surpreendemente o Brasil se coloca na mesma linha, com a eleição de Bolsonaro (conservador). Talvez, seja a vez das elites consertarem as instituições arruinadas e reduzirem o impacto naqueles segmentos de suas próprias sociedades que não se beneficiaram da globalização tanto quanto elas. Onde a principal causa é a perda de empregos no mundo desenvolvido, afinal de contas, não é a imigração nem mesmo o comércio, mas a mudança, ou seja, o desenvolvimento tecnológico. Precisamos de sistemas melhores para minimizar o movimento da interrupção do descontinuamento dessa política, mesmo que saibamos que tal interupção seja inevitável. A alternativa é ficarmos com o pior dos dois mundos, em que um sistema em colapso e fechado as trocas globais será ainda mais desigual." Assim, a expansão do intercâmbio de bens e serviços a nível global vem trazendo alterações na ordem econômica internacional, fazendo com que os Estados passem a ser auxiliados por agentes privados, como as organizações internacionais, ocasionando uma crescente participação de empresas transnacionais na gestão do Estado. Em decorrência disso, as autoridades públicas vem perdendo, ou vem sendo reduzida, a sua capacidade de influência na determinação do modelo político, social e econômico em suas respectivas nações. Bauman (1999, p. 65) define que o sentimento de desordem que a sociedade e o indivíduo comum sentem nos dias atuais se deve ao definhamento dos poderes dos Estados – nação. O fim da política de blocos a partir do final da Guerra Fria, que estabilizava a ordem mundial ou a geopolítica praticada nesta época acendeu a luz para o que Bauman (1999, p. 65) denomina “nova desordem”. A ideia de globalização tida como ação de forças anônimas não permite localizar o inimigo, que “... opera na vasta “terra de ninguém”- nebulosa e lamacenta intransitável e indomável – que se estende para além do alcance da capacidade de desígnio e ação de quem quer que seja em particular”. Bauman (1999, p.65). 5 UNIVERSIDADE PAULISTA INTERATIVA Essa “selva manufaturada” Giddens apud Bauman (1999, p.68) de criação humana não permite ser domesticada e expõem fraquezas e deficiências dos “agentes ordenadores” habituais, os Estados. Bauman (1999. p. 68) assim define o Estado. O significado de Estado foi precisamente o de um agente que reivindicava o direito legitimo de e se gabava dos recursos suficientes para estabelecer e impor as regras e normas que ditavam os negócios de certo território, regras e normas que expressem transformar [...] o acaso em regularidade – [...] o caos em ordem. Max Weber apud Bauman (1999, p.69) definiu o “Estado como o agente que reinvidica o monopólio dos meios de coerção e do uso deles em seu território soberano”. Não alheios a isso o poder de estabelecer a ordem requer contínua capacidade de “depurar, condensar o poder social”. O Estado moderno apoiou-se no tripé das soberanias militar, econômica e cultural, condensando e provocando a distinção da identidade de seus súditos Bauman (1999). Desta forma, Bauman (1999) define também que “foi à morte da soberania do Estado, não seu triunfo, que tornou popular a ideia da condição estatal”. O tripé da soberania foi abalado nos três pés. Claro, a perna econômica é a mais afetada. Já incapazes de se manter guiados pelos interesses politicamente articulados da população do reino político soberano, as nações - estados tornam-se executoras [...] de forças que não esperam controlar politicamente. (BAUMAN, 1999, p. 73). 6 UNIVERSIDADE PAULISTA INTERATIVA “Todas as estruturas políticas, culturais e morais que durante séculos buscaram sustentar a sociedade dentro de valores absolutos vem sendo deluidas” e “cada vez mais nos aproximamos de tempos líquidos, onde nada é para durar”. Ou seja, tudo é relativamente subjetivo. Apesar dos inúmeros artigos e monografias publicados, sobre o atual papel do Estado Democrático, da Ordem Internacional ou mesmo da Nova Ordem Mundial, em grande parte concentra-se na descrição dos acontecimentos atuais. Essa diversidade de interpretação é proporcional à variedade de abordagens de autores de diferentes áreas. Assim como, economistas vêm dando maior destaque à dimensão econômica, sociólogos a organização social, filósofos a uma atenção reflexiva mais crítica, o geógrafo especificamente a uma melhor ocupação do espaço pelo homem. Como decorrência, diversas designações e descrições têm sido utilizadas para caracterizar a atual nova ordem mundial. A Nova Ordem Mundial tem sido utilizada para se referir a um novo periodo no pensamento politico e no equilibrio global de poder econômico, politico e social. Além de maior centralização deste poder, as diversas interpretações deste termo, vem associado como um modelo de governança global dito “democrático.” Essa Nova Ordem Mundial existente em nossos dias (em relação as “ordens mundiais" anteriores) caracteriza-se por uma nova transição entre unipolaridade X multipolaridade, ou seja, um maior controle dos destinos do mundo. Cada um resultando em causa e consequência do outro, se configurando em domínio sobre a economia de mercado global. Fenômenos estes, que se expressam pela soberania dos estados, mas estas estariam cada vez mais limitadas, condicionadas, enfim, inibidas pelas empresas transnacionais. E esta controlando e manipulando a população global. 7 UNIVERSIDADE PAULISTA INTERATIVA O mundo então passa a se estruturar em função do consumo – produção - consumo. O mesmo representa avanços de produção do sistema capitalista, que se intensificaram ao longo do século XX notadamente nos Estados Unidos e que, posteriormente, espalharam-se – e ainda vem se espalhando – pelo mundo. Mas, essa sociedade de consumo vem apresentando sinais de esgotamento, e por isso necessita cada vez mais de reforços, criando novos argumentos para a continuidade do processo. Essa continuidade está relacionada a uma postura mental como forma de conceber relações de poder em quase sua totalidade, e pode ser reprentada pela presença de um novo processo que marca a sociedade global, são as necessidades e os desejos dos consumidores procurarando se adaptar mais e mais para proporcionar a sua satisfação e felicidade. Neste contexto o mercado se impõe sob novas condições de vida à sociedade, moldando-a conforme sua oferta. Esse processo de ordem global pode ser contextualizado e muito bem caracterizado pelos Ms a seguir. 8 UNIVERSIDADE PAULISTA INTERATIVA Mercado - Entende-se por mercado todas as relações de compra e venda seja ela entre pessoas, instituições ou países. O comércio internacional hoje é uma das atividades mais importantes de toda a história da humanidade. Um exemplo disso é uma placa que se encontrava na entrada de um grande hipermercado em Portugal e na qual constava: “Se você não sabe o que quer, entre que nós temos”. Com esse exemplo conseguimos enxergar que existe uma grande demanda criada pelo mercado. Multinacionais - representado pelas empresas que desenvolvem seus produtos todos voltados para o mercado internacional. Explorando os recursos naturais de países periféricos. Para que as multinacionais conseguissemchegar ao poder de mando que elas têm hoje em toda a sociedade global, elas dependem de vários segmentos que começam também pela mesma letra M. Mídia - bombardea nossas consciências de que sempre precisamos de algo mais para nos inserir neste mundo que não é mais nem capitalista, nem socialista, mas materialista e hedonista. A mídia criou um novo tipo de sociedade que um grande pensador francês, Guy Debord denominou de “A Sociedade do Espetáculo”. Marketing - cujo principal objetivo é “criar necessidades”, ou melhor, ainda, vender aquilo que não queremos comprar. Marca - alimenta a cadeia do consumo, que faz a alegria das multinacionais. Tudo hoje, no mundo das compras, é regido pelas marcas, desde as fraldas de um recém - nascido até o desespero dos mais velhos em consumirem vitaminas e suplementos produzidos pelas grandes farmacêuticas multinacionais com o intuito de estender a vida humana no planeta. Moda - vem como consequência da marca que é trabalhada insistentemente pelos meios de comunicação que usam para isso grandes nomes da televisão, cinema e do esporte como referências do consumo de determinados produtos e marcas a serem consumidas por um determinado tempo. 9 UNIVERSIDADE PAULISTA INTERATIVA Messenger - que ganha proporções, sobretudo entre os jovens, que pode ser entendido como a grande revolução nos meios de comunicação na atualidade. Tudo isso incerido numa sociedade Pós-industrial, da sobrevalorização do pragmatismo, da eficiência técnica e do conformismo social. O que parece certo é que estamos numa «Transição Histórica», onde as ideologias ainda vivas se tornam confusas, a ordem dos fatores se tornam mais complexas, as hegemonias cada vez mais explícitas, as interdependências progressivamente inevitáveis e o liberalismo econômico inseparáveis nesse processo de desenvolvimento global. As instituições de governança global parecem estar sofrendo um grave retrocesso nesta entrada do Século XXI. Essa transição global em que vivemos depende, crucialmente, desse entrejogo de pressões globais, constrangendo atores domésticos, governamentais e privados, em seus respectivos estados nacionais, a manter crescente compatibilidade entre seus objetivos nacionais e o bem-estar global. Forçando governos nacionais e subnacionais a adotarem regulação adequada para o uso de recursos, a produção econômica e a proteção dos bens comunais, como: a água, o ar e as matas. Nesse processo de desenvolvimento, a "democracia de mercado" vem se constituindo como matriz do mundo onde o tempo global legitima a ideologia de mercado e do seu resultado político, fomentando uma democracia onde o indivíduo comum se vê imerso em uma autodominação e uma consequente perda de si. 10 UNIVERSIDADE PAULISTA INTERATIVA RELAÇÕES INTERNACIONAIS Com a identificação dos interesses e a percepção da inevitabilidade da sua satisfação através do contacto determinem a natureza conflitual da relação. Quando se confundem cidadão e consumidor, a educação, a moradia, a saúde, o lazer .... aparecem como conquistas pessoais e não como direitos sociais. Até mesmo a política passa a ser uma função do consumo. Essa segunda natureza vai tomando lugar sempre maior em cada indivíduo, o lugar do cidadão vai ficando menor, e até mesmo a vontade de se tornar cidadão por inteiro se reduz. (SANTOS, 1987 p. 69). Por outro lado, a alteração do comportamento irá ser delimitada pela interação grupal, através de formas de relacionamento recíproco. A questão atual que se coloca é, quais condicionantes dessas transformações estão afetando a Geopolitica, na questão de Ordem e de Mundo. Com o declínio do regime socialista em âmbito global, o capitalismo desponta hegemonicamente como sistema político-econômico mundial predominante. Contudo, a noção de relações internacionais é recente, já que o surgimento dos “Estados Nacionais” data do final da Idade Média. Daí a necessidade de teorias políticas que justificassem e legitimassem a sua existência e orientassem suas ações em relação a outros estados. Pode-se dizer então, que a Geopolítica é o espaço que atribui o poder ao meio fisico. A própria globalização levou o mundo a adotar uma economia liberal. Esta transformação ocorreu de forma pacífica ou por imposição dos países ricos, que necessitam dos países pobres liberais, democráticos e globalizados para sustentar as suas economias e o seu nível de desenvolvimento. 11 UNIVERSIDADE PAULISTA INTERATIVA As relações internacionais, ao longo dos Tempos Modernos, oscilaram entre tentativas de supremacia de um povo sobre outros povos, ou seja, a superioridade que um país tem sobre os demais, e períodos marcados pelo “equilíbrio de poder”. tornando-se assim um Estado Soberano. No bojo desta confusão de fins e pós, com o surgimento da Globalização e as mudanças nas temporalidades e espacialidades, que marcam a História e a Geografia, o mundo parece que ficou cada vez menor tornando-se uma Aldeia Global (Marshall Macluha) - Onde as populaçoes se conectam cada vez mais, ou, ao menos, têm noção umas das outras. Ocidentais e orientais partilham descobertas e nem mesmo a China, com todas as restrições ao uso da internet, consegue se manter isolada. A Primavera Árabe não é fruto do mero acaso; as manifestações no Brasil também não. Tudo possível porque as redes sociais promovem encontros e dissipam culturas e diversidades. É, portanto, no contexto da instrumentalização do espaço mundial pelo estado que se desenvolveu a prática estratégica de poder segundo LACOSTE: A prática estratégica de conquista e controle de território é a própria raiz da geografia, enquanto para os geopolíticos, a geografia informa apenas sobre o espaço e a geopolítica utiliza essa informação para planejar a política do estado. Geografia – Conceitos e Temas: Bertha K. Becher. (2000- pagina 277). O poder mundial decorre da superposição de variáveis que atribuem valores estratégicos a certos territórios do Globo. Esta visão de uma nova arquitetura do mundo nos causa grande apreensão, pois implica em pessoas perderem suas identidades e serem conduzidas como verdadeiros rebanhos. 12 UNIVERSIDADE PAULISTA INTERATIVA Principais tópicos sobre o qual se debruçam os pesquisadores da área, nas interações internacionais. Uma área muito ampla, no qual se deve total aproveitamento na disciplina de geografia. Segue alguns dos principais tópicos de discussão: Questões demográficas ligadas à superpopulação mundial, ao fluxo desordenado de populações, imigrações não controladas/ilegais etc.; Questões culturais, relacionadas ao uso/desaparecimento de línguas, aculturamento etc.; Os meios de comunicação e a influência midiática; Globalização; Recrudescimento de ameaças terroristas; Risco de proliferação Nuclear; Acesso à água potável e a saneamento básico; Zonas de pesca; Recursos agrícolas; Acesso aos recursos da África e do Oriente Médio; A rede urbana mundial e suas conseqüências; Energias alternativas; Riscos fronteiriços; Problemas regionais causados por problemas internos (regionalismo, autonomia, separatismo, independentismo); Influência dos EUA na atualidade. 13 UNIVERSIDADE PAULISTA INTERATIVA DEMOCRACIA FRENTE A NOVA ORDEM MUNDIALAo analisar a atual conjuntura mundial, naquilo que condiz à estruturação social, política e econômica, sobretudo dos intitulados Estados Democráticos. A pergunta é, até que ponto este modelo de Estado se materializa ou segue meramente formalizado? Democracia no contexto literal da palavra seria se os cidadãos de um país realmente participassem das grandes decisões. A idéia de representatividade, portanto, é algo paradoxo ao conceito de Democracia, uma vez que abdicar-se da vida política delegando a outrem o poder de gerir assuntos de interesse da população, foge ao conceito de governo do povo. Limitar o exercício democrático unicamente em eleger alguém que “represente” os anseios da população, é um ato muito perigoso, pois os homens de um modo geral, sobretudo os da vida pública, são facilmente controlados pelo esquema de poder, seja ele, regional, estadual, nacional ou internacional. Subjugar toda uma nação empenhada em viabilizar determinado negócio jurídico é mais difícil que manipular um só homem. Para tanto, basta que exerçam influência sobre aquele que estiver no topo da pirâmide hierárquica, deste modo, todo o resto do corpo social será por ele controlado. Este homem por sua vez, viabiliza leis que submetem toda a sociedade a parâmetros quaisquer, sem ao menos que estes sejam consultados. Ainda que surja alguém com visão contestadora e capacidade para mudar tal situação, este pouco ou nada poderá fazer, pois, a atual conjuntura política mundial e por que não dizer o sistema, não permite mudanças. Analisando os partidos políticos, aqueles candidatos neles inseridos que porventura não acolher as normas e diretrizes impostas por estes grupos serão barrados. Nos partidos políticos, um indivíduo sozinho se vê impossibilitado de agir; todavia em escala global, o mesmo princípio opera contra nações que não assinam acordos e tratados que visam incrementar os negócios da elite global. 14 UNIVERSIDADE PAULISTA INTERATIVA Aquele Estado que porventura ousar destoar da regra imposta, está fadado a represálias das mais diversas, desde sanções, embargos ou ofensivas militares. Por serem detentores dos meios de produção; refinarias, mineradoras, bancos internacionais, meios de comunicação, da grande mídia, do setor agroindustrial, bem como qualquer outra grande corporação, um pequeno grupo de pessoas controla os governos através de Lobbies e financiamentos de campanhas. Por sua vez, os políticos agora eleitos, os favorecem através de isenções, incentivos fiscais, privatizações, dirigismo econômico, etc. Vivemos dias de crise e inversão de valores sem precedentes, onde o fútil é enaltecido e o óbvio menosprezado. O grau de alienação é tamanho, que impede as pessoas de enxergarem a real condição estrutural de seus governos. O que se vê é uma degradação da política nacional e internacional. Onde os fatos se consolidadaram pela proporção que se deu a corrupção, sustentando uma negação da política estrutural democrática, que acaba por impedir a realização prática do exercício dessa mesma política. A desordem juridica e moral se fortalecem com a crise institucional em meio a confusão de valores. A profunda a crise política e nos revela de forma inequívoca que os mesmos líderes políticos que ocupam os espaços na imprensa pela eleição presidencial, duelam numa jamais vista polarização radical de concepção direita ou esquerda. Essa crise politica também nos revela uma preocupação pela ausência de cidadania que atrasa e enfraquece o país, e nos leva a refletir sobre o fato de que a ideologia consumista é o fator relevante de alienação e os cidadãos passam a se contentar em serem meros protagonistas de uma sociedade manipulada e globalizada. O problema do mundo atual não são apenas os poderes autoritários em curso, mas também todas aquelas democracias existentes que não estão indo bem. 15 UNIVERSIDADE PAULISTA INTERATIVA Em uma democracia genuína o sufrágio seria um direito e não um dever, ou seja, facultativo. Se, somente as pessoas que realmente se interessam em preservar a pólis exercessem seu direito ao voto, o que infere maior consciência nestes, muitos dos oportunistas que se valem dos mais variados ardis para tentar persuadir de forma errônea o eleitor mais simplório, não contariam com o voto destes. É notório que grande parte dos votos que elegem tiranos dilapidadores de todos os bens financeiros, naturais e humanos da nação brasileira, advém de pessoas sem o total conhecimento do funcionamento do sistema eleitoral. Numa crendice estupida, quase infantil, estes depositam sua fé em urnas pelos mesmos marginais que sempre governaram. O voto obrigatório não passa de uma estratégia a fim de legitimar a presença imperiosa de indivíduos e partidos em uma ditadura que remonta o Brasil Império, mas que atualmente encontra-se mascarada com traços de formalismo democrático. Se votar fosse facultativo, a forma de se fazer política substituiria os discursos demagogos e ideológicos com apelo alegórico e não funcional, por técnicas baseadas em cálculos e metas reais de viabilidade e prevenção de riscos, buscando meios para se sobrepor a eventuais superveniências, uma nova nação surgiria em poucos anos para costurar sim uma nova ordem nacional, vivaz e justa! O cenário político é imprevisível e cheio de variantes. Há muita inconstância no horizonte e incertezas na atmosfera. Peças que hoje aparentam alguma solidez amanhã poderão mostrar-se instáveis. Diante governos (executivos) com baixíssima aprovação e parlamentares (legislativos) de qualidade medíocre, a desmoralização dos juízes (judiciário) levando mais sombras do que luz. Tudo isso, gerados por um sistema eleitoral precário, que resiste sistematicamente a reformas qualitativas, e uma sociedade cansada, frágil e rancorosa da velha politicagem. 16 UNIVERSIDADE PAULISTA INTERATIVA FATORES GLOBALISTAS DE PODER A aceleração da globalização dos mercados e a abertura dos grandes países da periferia a produtos e capitais internacionais, coincidem com a necessidade das corporações transnacionais por ampliarem seus mercados e sua produção de modo a operar com as maiores escalas e os menores custos possíveis. O sistema mundial que conhecemos não existiria na sua forma atual caso não tivesse ocorrido na Europa um relacionamento entre os Estados e as economias nacionais. E a partir desse momento o que muitas vezes se chama de "globalização" é o processo e o resultado de uma competição secular entre esses Estados/economias nacionais. A hierarquia, a competição e a guerra dentro do núcleo central do sistema mundial marcaram o ritmo e a tendência do conjunto na direção de um império ou Estado universal e de uma economia global. Entendendo por Fatores Reais de Poder, aquilo que preconiza o economista polaco, Ferdinand Lassalle (1825-1864), em sua obra, Que é Uma Constituição? Os fatores reais do poder que regulam no seio de cada sociedade, são uma força ativa e eficaz que informa todas as leis e instituições jurídicas da sociedade em apreço, determinando que não possam ser, em substância, a não ser tal como elas são. Para discutir as possibilidades reais de "governança" desse sistema mundial que estamos examinando, é necessário partir das premissas teóricas. Uma análise sobre a organização dos grupos mundiais que exercem controle não apenas político e econômico, mas também ideológicosobre as pessoas traz à tona a questão de qual seria o possível ditador global. 17 UNIVERSIDADE PAULISTA INTERATIVA Quem poderia realmente exercer o poder sobre todos os demais povos e nações. A Elite Ocidental, com raizes no Cristianismo voltada para uma visão mais materialista, secularizada e cientificista de mundo. A articulação Asiática, Russo chinesa, herdeira do Regime Comunista. Adquire um caráter conhecido como Eurasianismo, que aglutina elementos czaristas e fascistas com tendências ao antiglobalismo e o antiamericanismo. O mundo Islâmico, se corporificado na figura do Califado, personificado na fé islâmica costumeira. Propondo uma ordem mundial de governo, que em tese, converge com as aspirações dos Estados muçulmanos. Todo fato significativo que ocorre no globo estará de certa forma intercalado direta ou indiretamente a um destes três elementos. ESTADOS DEMOCRÁTICOS NO CONTEXTO DA NOVA ORDEM MUNDIAL Dentro de toda esta conjuntura de fatores globais, na qual os Estados Democráticos se encontram, ou estão a caminho, o real sentido desta palavra caíra por terra muito em breve. A força da sua vasta obra manifesta-se na resistência à mentira social e na crítica da ação humana desumanizada. Nos últimos anos tem- se também dedicado ao papel manipulador dos meios de formação de massas, através da grande imprensa midiática. A democracia se vê ameaçada pela onda crescente do efeito globalizador, e se vê escrava das forças de mercado e econômicas de outros países ou de mega corporações e instituições financeiras. Ao mesmo tempo em que o avanço tecnológico propiciou a expansão dos ideais democráticos que derrubou ditaduras e abalara estruturas de governos em grande parte do mundo. 18 UNIVERSIDADE PAULISTA INTERATIVA Fora justamente a intenção de se manter este avanço, sobretudo nas telecomunicações, que reforçou as práticas pré-coordenadas do sistema controlador. Uma vez que o ideal democrático se expande externamente via redes sociais, internamente nos estados, os governos oprimem a população local quando a mesma evoca seus direitos e garantias fundamentais. Tudo em nome da crescente demanda de capital de alguns poucos que exercem um governo paralelo imperioso e cruel. Onde os escravos de outrora tinham consciência de sua servidão, já os atuais se firmam meramente em argumentos, se dão por satisfeitos em poder culpar aqueles que os “representam”, da condição miserável na qual se encontram, fugindo assim de sua responsabilidade, mascarando sua falta de caráter, sua falta de honra e desonestidade. Essa nova escravidão é mais vantajosa para os empresários que a da época Colônial e do Império, pelo menos do ponto de vista financeiro e operacional. O sociólogo norte-americano Kevin Bales, considerado um dos maiores especialistas no tema, traça em seu livro “Gente Descartável - Nova Escravidão na Economia Global”. Chega a ser ofensivo aos que possuem consciência, o fato de ter que engolir o excesso de luxo por constrangimento a força, os discursos e as diretrizes governamentais baseados neste conceito. Portanto, mais vale encerrar este trecho com as palavras sábias de Saramago, que estendo em pesares. E não se repara que a democracia em que vivemos é uma democracia seqüestrada, condicionada, amputada. E, portanto, como é que podemos continuar a falar de Democracia, se aqueles que efetivamente governam o mundo, não são eleitos democraticamente pelo povo? Onde está, então, a Democracia? (José Saramago, em conferência de Abril de 2008). 19 UNIVERSIDADE PAULISTA INTERATIVA A democracia pode transformar o bom e o mau, o certo e o errado em apenas números, quanto mais gente concorda com algo, mais correto estará. A democracia advem das estatisticas que permeam os interesses de poucos. As redes sociais existem, as novas tecnologias de informação e plataformas de comunicação existem, continuarão a existir como protagonistas globais e serão ainda mais eficazes e presentes na nossa vida privada e social. O modelo de comunicação pode ser positivo e muito poderoso, mas pode ser também negativo e muito danoso. "Há mesmo um risco dos intelectuais serem substituídos pelas redes sociais e temos que considerar este risco possível como uma ameaça a natureza das nossas democracias", disse Augusto Santos Silva, numa conferência na Universidade de São Paulo (USP). Então, por que democracia é o menos mal dos sistemas políticos? Porque é o menos injusto? Os outros sistemas são, de uma ou outra maneira, uma forma de ab-rogação de poder por um grupo auto-seletivo que decide o que é melhor para o resto do povo, o que normalmente se traduz rapidamente em o que é melhor para eles. O prazer de uma democracia é que, com uma eleição, podemos "tirar os patifes do poder". Assim, A diluição do papel do Estado abre uma lacuna de quais serão as consequências na difusão da democracia sobre uma nova ordem mundial. 20 UNIVERSIDADE PAULISTA INTERATIVA Em torno desta problemática, pode-se estabelecer duas hipóteses: O Estado, tem o principal papel na difusão da democracia e consequentemente da preservação da paz mundial. Com o avanço da Globalização, o papel do Estado na ordem mundial é reduzido, perde parte do seu poder e parte da sua soberania, emergindo novos atores na governança internacional. A apreensão desta nova manifestação segundo a A. Negri e M. Hardt, põe o peso de decisão dos Estados, na soberania externa, ocasionando um desequilíbrio a autodeterminação soberana dos Estados nacionais, isto é, eles perdem o poder de tomar decisões internas. Onde por um lado, o equilíbrio do poder é defendido através da estrutura interna dos seus valores, identidades e culturas. Por outro, o paradigma liberal a ordem esta ligada a valores como democracia e direitos humanos, assentes nas instituições. O tradicional conceito de Estado se transmuta drasticamente. Nas palavras de José Eduardo Faria: O Estado já não pode mais almejar regular a sociedade civil nacional por meio de seus instrumentos jurídicos tradicionais, dada a crescente redução do seu poder de intervenção, controle, direção e indução. Por outro lado, ele é obrigado a compartilhar sua soberania com outras forças que transcendem o nível nacional. [...] os Estados nacionais encontram-se assim, em crise de identidade. De uma perspectiva econômica, esta fase de transição do Estado-Nação se traduz, por parte dos governos, na progressiva perda da capacidade de direção de 21 UNIVERSIDADE PAULISTA INTERATIVA sua economia e na impossibilidade de controle da atividade dos grandes grupos financeiros multinacionais. Em sua maioria, as democracias liberais cumprem todos os critérios mais amplamente aceitos que caracterizam uma democracia plena (DAHL, 1971, p.1-3); um caso exemplar seria o Chile do período da Concertación. Eleições competitivas, sem dúvida, se tornaram o instrumento preferencial para a alocação do poder político na América Latina. Vamos considerar, para começo de conversa, o quão dramaticamente os sistemas econômicos e políticos mudaram ao longo das duas últimas gerações. No âmbito econômico, a economia mundial viu um aumento massivo da produção, até em países comunistas como a China e o Vietnã, as regras de mercado e a competição dominam. ONU –Organização das Nações Unidas – Uma organização de poder "A Ordem vem do Caos", ou seja, depois da desordem, das guerras, das contendas e tudo o quanto de ruim acontecer, se implanta a mudança que "eles" creem que sejam boas, tanto no interior quanto no exterior do ser humano. Vamos lá, a ONU surgiu no pós II Guerra Mundial, devido ao sentimento generalizado da comunidade internacional em tentar evitar que novas atrocidades como o Holocausto se repetissem, e da tentativa de manter a paz entre as nações. Sob este mesmo princípio, a ONU hoje, com pretexto de alcançar a tão almejada paz mundial, parece estar acima de todos e quaisquer ordenamentos jurídicos, impondo suas diretrizes e aplicando sanções aos eventuais divergentes. Acontece que as pessoas não atentam para o fato de que a ONU, é fruto de interesses e instrumento das grandes potências mundiais, buscando traçar uma regra mundial que garanta a hegemonia destas sobre as demais nações. 22 UNIVERSIDADE PAULISTA INTERATIVA Em que pese, uma instituição que diz zelar pelo bem da comunidade mundial, deveria ao menos possuir um caráter democrático no conteúdo de suas diretrizes. A ONU na verdade, é uma articulação das elites mundiais para o exercício de um domínio global viabilizando o interesse destas. Esse conjunto de circunstâncias vem contribuindo para simultaneamente expandir a agenda da ONU e inflar as expectativas com relação ao seu papel, sem que a isso correspondesse um aumento proporcional de sua capacidade de resolução. Precipita-se, uma grande insatisfação com a Organização, tanto em seu aspecto político quanto administrativo. Desde a década de 80 essa insatisfação se manifesta em termos de uma demanda de reforma. Quanto à necessidade de reforma, o consenso é amplo, mas aí também ele cessa. Quanto ao que reformar, com quais objetivos e com que extensão, pois, tudo está sujeito a divergências. Pensando numa estabilidade da ordem internacional, entendo a ausência de ruptura da legalidade vigente nas relações internacionais bilaterais e multilaterais, como também a ocorrência de alterações consensuais ou negociadas de legalidade. Por verdade empirica, estariam incluídos nesse escopo a vigilância sobre aqueles elementos que sabidamente constituem fatores determinantes de instabilidade externa e, em primeiro lugar, a instabilidade política doméstica. Aí estariam incluídos, portanto, muitos dos fenômenos transnacionais que hoje aspiram à função de reordenar as relações internacionais, tais como os grandes riscos ambientais, sociais e econômicos. 23 UNIVERSIDADE PAULISTA INTERATIVA Corrupção e Democracia No contexto global como fator de desestruturação, não só a cultura politica, mas principalmente a cultura social disseminou a corrupção em nosso cotidiano que se transformou em uma instituição geneticamente maléfica. Quando um indivíduo ou grupo se dispõe a participar de uma fraude, os mesmos fortalecem o sistema criminoso, e atua como co-autor na prática delituosa. Aquele que assume tal conduta, na verdade não está sendo vítima, mas sim cúmplice. Não é necessário ressaltar o conceito de Democracia, tampouco trazer exemplos e definições para tal, na verdade, esta parte do estudo poderia simplesmente se encerrar por aqui, afinal, diante os fatos, fica mais que claro a não existência de um governo do povo, nem ao menos em representação a estes. O gado serve apenas de força de manobra e força motriz aos interesses de qualquer que seja o sistema. A condição à qual o termo democracia arremete aqueles que nela ainda acreditam, é de escravos domesticados, pois nem ao menos a visão de sua servidão este formalismo ideológico permite que estes possuam. A corrupção, da maneira como nós a conhecemos, é um fenômeno hereditário da moderna República. O regime democrático, inevitavelmente, convive com a corrupção por diversas razões: A primeira razão decorre do fato de a democracia pautar-se pelo sentimento de tolerância à diversidade, não havendo nenhum grau de afeto superior que padronize o comportamento das pessoas, como ocorria em épocas passadas quando se transformava em corrupção tudo aquilo que fugia dos padrões definidos pelo próprio grupo. A segunda explica que a corrupção decorre da supremacia da sobrevivência individual (busca do dinheiro) em relação ao espaço coletivo (mundo do afeto). Nas estruturas (Estado) em que deveriam ser realizadas as produções de bens públicas, onde o interesse privado tem prevalecido. 24 UNIVERSIDADE PAULISTA INTERATIVA CONSIDERAÇÕES A pior face da nova ordem esta ligado à falência do estado nacional, que, sob um manto de respeito à cidadania e aos direitos fundamentais, e cada vez mais inofensivo vem afastando o povo dos assuntos políticos (basta ver no mundo todo a abstenção cada vez maior em eleições nacionais, na maioria das democracias). Assim, o populismo como ditadura de discurso que não causa dano, domina os países democráticos, e os submetem à política de livre economia de mercado orientada a interesses oriundos. O cidadão contemporâneo cada vez mais pressionado pelo mercado vem perdendo no mundo atual seus direitos a educação, saúde, emprego, saneamento básico, enfim, serviços públicos de qualidade, para poder desfrutar dos mesmos só quando os pode pagar devidamente. Começa-se a pensar e a raciocinar sobre a história oculta da democracia. Como disse Aristoteles: “Aqui a própria constituição da alma nos mostra o caminho, nela, uma parte naturalmente manda e a outra se sujeita. É obvio que o mesmo principio se aplica em geral e, assim, quase todas as coisas mandam e são mandadas de acordo com a sua natureza...”. A quantidade de seres humanos e a complexidade deste sistema são de uma proporção tal, que administrar toda esta estrutura de modo a abarcar por inteiro as contingências e anseios do mesmo se torna impossível. Não resta opção senão, tentar manter as massas sobre controle; técnica que tem se mostrado bastante efetiva, seja de forma regional, nacional ou global. 25 UNIVERSIDADE PAULISTA INTERATIVA CONCLUSÃO Não se pode afirmar, que existe uma nova ordem mundial especificamente formalizada, mas podemos considerar que vivemos numa ordem global oculta e atuante em constante mudança. Com o final da Guerra Fria o mundo entrou numa era do otimismo (1989-2008), e de aparente unipolaridade, materializado pela hegemonia americana ao nível do poder econômico, militar ou tecnológico. A globalização contribuiu, iniludivelmente, para o debate sobre a Nova Ordem Mundial, alicerçada na co-construção de modelos econômicos e sustentada pela ética normativa do direito internacional. Após a apreciação de toda esta questão embremática, não resta ao homem alternativa senão, reconhecer o estado de subserviência ao poder econômico atual no qual se encontra, voltando-se para uma necessidade de busca e uma nova perspectiva de consumo. Se cada homem e mulher não se der conta desta situação, dificilmente este cenário poderá ser mudado, já que a cegueira ou insistência ao erro de alguns, sustenta este modelo que se arrasta há tanto tempo. A alienação do oprimido frente à ganância do opressor parece andar de mãos dadas, que acabam por ser o gerador de toda esta situação. Não resta dúvidas que o indivíduo através de sua preguiça mental, alienação midiática, consumismoexacerbado, comodismo frente às circuntâncias, sustenta toda esta situação. Não há outro culpado desse formato global, senão o próprio individualismo humano. É necessário disseminar o desejo de desenvolvimento da consciência política em cada cidadão num contexto coletivo, sendo esta uma alternativa para a saída do cenário atual, utilizando a internet e as redes sociais como ferramenta eficaz e poderosa, capaz de se fazer ouvir mais forte e longínqua, chegando assim, ao mais próximo possível do que se conhece por democracia, na qual o poder de decisão está realmente nas mãos do cidadão, unidos por um interesse maior. 26 UNIVERSIDADE PAULISTA INTERATIVA REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Edição antiga - Introdução À Nova Ordem Mundial - 2ª Ed. 2015 Geopolítica: O mundo em conflito / Igor Fuser – São Paulo Editora Salesiana 2006. LIMA, Enoch Eduardo de. Ordo Ab Chao: Crise democrática e a nova ordem mundial. Conteúdo Jurídico, Brasilia-DF. http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-69092018000100705 https://www.infoescola.com/historia/nova-ordem-mundial SANTOS, M. (2013). Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal. 23ª ed. Rio de Janeiro: Record. OS DONOS DA MÍDIA. (2015). O Mapa da Comunicação Social. Disponível em: http://donosdamidia.com.br/inicial. Acessado em setembro de 2018. http://www.scielo.br / DEMOCRACIA E ESCÂNDALOS POLÍTICOS. Harvey, David. Tradução: Adail Sobral e Maria Stela Gonçalves. 1ª Ed. São Paulo: Edições Loyola, 2004. CARTA DAS NAÇÕES UNIDAS, de 26 de junho de 1945. Art. 2°, VII. Disponível em: < http://www.onu-brasil.org.br/doc1.php >. Acesso em: 23 out. 2018. Chomsky, Noam. A Democracia e os Mercados na Nova Ordem Mundial – Tradução Manuela Miranda – 2º Edição 2006 Tempos líquidos / Zygmunt Bauman ; tradução Carlos Alberto Medeiros. - Rio de Janeiro : Jorge Zahar Ed., 2007. O Espaço do Cidadão – Milton Santos. Editora: EDUSP - Edição: 7 Ano: 2014. www.fronteiras.com/videos/o-proximo-passo-do-brasil.