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Profª. Drª. Flávia Dias Marques Marinho Universidade Federal de Ouro Preto Escola de Farmácia -Departamento de Farmácia Biofarmácia (FAR 416) Correlação in vitro - in vivo Introdução Relação entre medida in vitro para um produto farmacêutico e uma resposta gerada pelo mesmo em um sistema vivo. Correlação in vitro – in vivo Correlação in vitro – in vivo (CIVIV) Relação racional entre as propriedades biológicas produzidas por uma forma farmacêutica e suas propriedades ou características físico-químicas. RE 482/2002 Correlação in vitro – in vivo (CIVIV) Modelo matemático preditivo que descreve a relação entre uma propriedade in vitro de uma formulação e uma resposta relevante in vivo. http://img.mshanken.com/d/cao/16_9/FDA_Logos.jpg Correlação In vitro – In vivo (CIVIV) In vitro Ø Fração fármaco dissolvido In vivo Ø Área sob curva []plasmática x t Ø Cmáx RE 482/2002 Correlação In vitro – In vivo (CIVIV) •Dissolução do fármaco • Permeação intestinal • Fração da dose absorvida RE 482/2002 Correlação In vitro – In vivo (CIVIV) Relevância ética Reduzir testes em indivíduos sadios Processo inicial para aprovação do registro de novos medicamentos Isentar da repetição dos estudos de bioequivalência Produtos que passaram por pequenas alterações pós- registro RE 482/2002 Método in vitro ENSAIOS DISSOLUÇÃO Distinguir alterações no processo ou formulação Controle qualidade Prever problemas bioequivalência Desenvolvimento farmacotécnico https://files.mormonsud.org/wp-content/uploads/2016/01/o-IN-VITRO-FERTILIZATION-LAB-facebook-1.jpg RDC 31/2010 Método in vitro Formulação, fármaco Aparelho dissolução Intensidade agitação Meio dissolução (pH, enzimas, tensoativos, etc) RDC 31/2010 Comparação das condições necessárias DISSOLUÇÃO FDA (2017) EMA (2010) OMS (2015) ANVISA Taxa de dissolução: rápida ou muito rápida Taxa de dissolução: rápida ou muito rápida Taxa de dissolução: rápida ou muito rápida Taxa de dissolução: rápida ou muito rápida Classe I: ≥85% em 30 min Classe III: ≥ 85% em 15 min Classe I: ≥85% em 30 min Classe III: ≥ 85% em 15 min Classe I: ≥85% em 30 min Classe III: ≥ 85% em 15 min Classe I: ≥85% em 30 min Classe III: ≥ 85% em 15 min Volume: 500 ml ou menos (900 ml se justificado) Volume: 900 ml ou menos Volume: 900 ml ou menos Volume: 900 ml Cesta: 100 rpm Pá: 50 rpm (ou 75 rpm se justificado) Cesta: 100 rpm Pá: 50 rpm Cesta: 100 rpm Pá: 75 rpm Cesta: 100 rpm Pá: 75 rpm pH: 1,2 HCl, 4,5 e 6,8 pH: 1,2 HCl, 4,5 e 6,8 pH: 1,2; 4,5 e 6,8 pH: 1,2; 4,5 e 6,8 Método in vivo Indivíduos sadiosPopulação Administração do medicamento em estudo controlado Sangue ou urinaAmostra Coleta em tempos pré-determinados Amostra biológicaAnálise Determinação concentração plasmática do fármaco RE 482/2002 In vitro In vivo % F ár m ac o di ss ol vi do Tempo C on ce nt ra çã o pl as m át ic a Tempo Correlação RE 482/2002 Método Correlação in vitro-in vivo % Liberação fármaco in vitro% L ib er aç ão fá rm ac o in v iv o • Níveis plasmáticos • Excreção urinária • Velocidade de absorção fármaco ou dissolução in vivo • Método deconvolução RE 482/2002 Níveis Correlação In vitro – In vivo Habilidade refletir perfil completo [] plasmática x t após administração FF. Relação Perfil dissolução (in vitro) e curva níveis plasmáticos completos A C B RE 482/2002 Nível A de correlação in vitro-in vivo Relação ponto-a-ponto Mais alto possível Sobreposição direta, ou pelo uso de uma constante (fator de escala) Curvas dissolução in vitro x velocidade entrada organismo in vivo Igual à ambas as curvas Descrição matemática RE 482/2002 Nível A (CIVIV) % Fração liberada in vitro % F ra çã o ab so rv id a in v iv o Deconvolução (curva in vivo) Comparação (in vivo x in vitro) Etapas Dissolução in vitro independe meio dissolução (fácil) Formas farmacêuticas liberação modificada Equilíbrio de massas (modelo dependentes) Matemático (modelo independente) Métodos deconvolução RE 482/2002 Nível A - Vantagens Alteração Local/método fabricação Fornecedor MP Formulação Potência produto Controle qualidade Procedimento preditivo (comportamento in vivo) Limites extremos CQ convolução deconvolução RE 482/2002 Nível B de correlação in vitro-in vivo Análise de momento estatístico Média tempo dissolução (TMD) In vitro Tempo de residência médio (TRM) Tempo de dissolução médio In vivo Nível B Te m po d e di ss ol uç ão m éd io in v iv o Tempo de dissolução médio in vitro RE 482/2002 Nível B de correlação in vitro-in vivo Todos os pontos in vitro e in vivo Não reflete curva nível plasmático completa Insuficiente para avaliar modificações (previsíveis nível A) Dados in vitro inadequados: limites extremos do padrão CQ RE 482/2002 Nível C de correlação in vitro-in vivo Um ponto Múltiplo Dissolução (t50%, t90%) Parâmetro farmacocinético (ASC, Cmáx, Tmáx) Não reflete a curva completa []plasmática x t (fator crítico à produtos liberação modificada) RE 482/2002 Nível C de correlação in vitro-in vivo Tempo médio de dissolução (h) Previsão do real desempenho in vivo Fornecimento limites extremos padrão CQ Avaliar alterações previstas no nível A Inadequada Orientar desenvolvimento farmacotécnico Avaliar produto em rotina CQ Utilidade AS C (n g. h/ m L) RE 482/2002 Desenvolvimento correlação in vitro-in vivo Forma farmacêutica liberação não modificadaDissolução Condições in vitro: selecionar aquela melhor correlação desempenho in vivo Três formulaçõesPreparar Característica liberação do fármaco bem distintas Estudo piloto biodisponibilidadeTestar Demonstrar mesmo nível de correlação: 3 formulações RE 482/2002 Desenvolvimento correlação in vitro-in vivo Wagner-Nelson (modelo dependente) à 1 compartimento Loo Riegelman (modelo dependente) à 2 compartimentos Matemático (modelo independente) Determinação fração absorvida (FA): Método Deconvolução RE 482/2002 Determinação FA: Método Wagner-Nelson Qa = quantidade organismo (Q) + quantidade eliminada (Qe) Qualquer instante: quantidade de fármaco absorvida, Qa Concentrações = Qa/Vd, Q/Vd, Qe/Vd, onde Vd volume distribuição fármaco At (conc. absorvida acumulada) = C (conc. plasmática) + E (conc. eliminada) Modelo monocompartimento: [] plasm = todos compartimentos • O Concentração eliminada, E ASC RE 482/2002 Determinação FA: Método Wagner-Nelson • At = C + Kel ASC Concentração absorvida acumulada, At • A¥ = Kel ASC¥ Concentração máxima absorvida, A¥ Tempo (horas) A t(m cg /m L) RE 482/2002 Cálculo áreas: método trapézios A t(m cg /m L) Tempo (min) ASCASC Determinação FA: Método Wagner-Nelson Fração dose absorvida, FA = At/A¥ Concentração absorvida acumulada /Concentração máxima absorvida Absorção completa: A¥ x Vd = Dose administrada Absorção incompleta: A¥ x Vd = f. Dose RE 482/2002 Determinação FA: Método Wagner-Nelson Kel = 0,2 Determinação FA: Método Wagner-Nelson Tempo (horas) Fr aç ão a bs or vi da (A t/A ¥ )Construir gráfico Eixos: fração absorvida (y) x fração dissolvida (x)Mesmos tempos RE 482/2002 Estabelecimento CIVIV % Fr aç ão a bs or vi da % Lib er ad a C on ce nt ra çã o (n g/ m L) Tempo (min) Tempo (min) %dissolvida Dissolução In vitro Níveis plasmáticos observados CIVIV Lenta Média Rápida Lenta Média Rápida RE 482/2002 Estabelecimento limites especificação dissolução Correlação CIVIV nível A Convolução Deconvolução Dissolução biolote Definir quantidade fármaco a ser liberado em cada tempo RE 482/2002 Estabelecimento limites especificação dissolução Cada tempo: valores superiores/inferiores Especificação: Média dissolução lotes produzidos ± 2,5 a 3,0 Curvas dissolução extremos superiores/inferioresà projetar níveis plasmáticos Se dentro IC 95% BE/BD (aceitável) Convolução C on ce nt ra çã o (n g/ m L) Tempo (min) Níveis plasmáticos preditos Lenta Média Rápid a RE 482/2002 Estabelecimento limites especificação dissolução Níveis plasmáticos aceitáveis estabelecidos à 2 lotes (superior e inferior) Selecionar extremos IC 95% ou ±1 dp curva média níveis plasmáticos Curvas (deconvolução) à curvas velocidade absorção à especificações superiores/inferiores dissolução em cada tempo Deconvolução Correlação CIVIV - Nível B e C Ø Lotes produto preparados limites dissolução superiores propostos Ø Demonstrada aceitabilidade desempenho estudos BD/BE RE 482/2002 Estabelecimento dos limites de especificação Nível plasmático observado %Dissolvida in vitro N ív el p la sm át ic o pr ev is to % D is so lv id a in v iv o (a bs or vi da ) CONVOLUÇÃO DECONVOLUÇÃO RE 482/2002 Referências ´ BRASIL. RE nº 482, de 19 de março de 2002. Guia para estudos de correlação in vitro in vivo (CIVIV). Disponível em http://www.anvisa.gov.br/hotsite/genericos/legis/resolucoes/ 2002/482_02re.htm. ´ GUIDANCE for industry: waiver of in vivo bioavailability and bioequivalence studies for immediate-release solid oral dosage forms based on biopharmaceutics classification system. Rockville: FDA. 2000. ´ STORPIRTIS, S.; CONSIGLIERI, O.V. Biodisponibilidade e bioequivalência de medicamentos: Aspectos fundamentais para o planejamento e execução de estudos. Rev. Bras. Cienc. Farm., v. 31, p. 63-70, 1995. ´ EMAMI, J. In vitro – In vivo Correlation: From theory to applications. J. Pharm. Pharmaceut. Sci., v. 9, n. 2, 2006. Exercícios propostos 1) Após a administração oral de uma dose de 400 mg de carbamazepina a pacientes adultos se obtiveram os seguintes valores de concentração plasmática em função do tempo. Pede-se calcular a fração máxima absorvida utilizando o método de Wagner-Nelson. Tempo (horas) Concentração (mcg/ml) 0 0 1 1,6 5 3,5 7 4,8 10 5,8 25 5,7 48 3,2 60 2,2 72 1,7 2) Respeitando um período washout se administra a um paciente, uma dose de 250 mg IV, uma dose de suspensão VO e uma dose de cápsulas. Os valores de concentração plasmática obtidos são indicados na Tabela. Pede-se calcular a fração de fármaco absorvida quando o fármaco é administrado por via oral. Tempo (horas) IV 250 mg Conc (mg/L) Suspensão oral 500 mg Conc (mg/L) Cápsulas 500 mg Conc (mg/L) 1 6,3 5 3,1 2 5 7 4,7 3 4 7,4 5,2 4 3,2 7 5,3 6 2 5,4 4,5 8 1,3 3,7 3,4 12 0,5 1,6 1,7