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PROJETO DE MONOGRAFIA: IMPLEMENTAÇÃO E AVALIAÇÃO DE UMA PROPOSTA DE ENSINO DE LEITURA EM AULA DE LÍNGUA INGLESA DO ENSINO MÉDIO

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a Língua Inglesa (LI).
Por outra visão, leitura é um processo ativo, pois sempre há uma informação nova para uma informação já existente na mente do leitor. Nascimento e Fonseca (2002, p. 17) afirmam isso dizendo que,
Leitura é um ato no qual há uma correspondência entre o que está impresso nos dados fornecidos pelo texto e as informações existentes na mente do leitor. Leitura é, portanto, uma combinação entre informação textual e a informação que o leitor traz para o texto.
Dessa forma, através da leitura o leitor vai reconstruir suas ideias em vista do seu conhecimento prévio sobre o assunto com o intuito de adquirir mais informações, gerando por fim uma compreensão.
2.1 A importância da leitura em língua estrangeira
Como foi citado anteriormente, nos últimos anos houve uma busca recíproca para avaliar métodos que exponham a leitura de língua inglesa em sala de aula sem causar espanto e intimidação aos alunos da mesma.
Durante anos, foram discutidos os melhores métodos para serem trabalhados em sala de aula com o intuito de valorizar o ensino de línguas e facilitar seu aprendizado. Para isso, deu-se a distribuição das habilidades/competências comunicativas que são divididas em quatro, sendo: listening (compreender), reading (ler), speaking (falar), writing (escrever).
Quando se exalta a importância da leitura em uma língua estrangeira os PCNs (2002, p. 20) enfatizam que 
a leitura atende, por um lado, às necessidades da educação formal, e, por outro, é a habilidade que o aluno pode usar em seu contexto social imediato. [...] tem função primordial na escola e aprender a ler em outra língua pode colaborar no desempenho do aluno como leitor em sua língua materna.
	Isso significa que a leitura em LE é muito útil para o aluno à medida que tem utilizado no contexto imediato do aluno e pode ainda contribuir para a melhor compreensão leitora em sua própria língua.
 
2.2 As abordagens de leitura
Como dissemos anteriormente, a leitura sofre várias mudanças, mais precisamente a partir da década de cinquenta a leitura foi retratada por modelos representadas por três abordagens, que são: abordagem tradicional (bottom-up), cognitiva (top-down) e interativa (interactive).
2.2.1 Abordagem Tradicional
A Abordagem Tradicional (Bottom-up em inglês) é identificada como um ensino-aprendizagem mecânico da leitura, que tem o objetivo de buscar o significado exato do texto, ou seja, uma leitura com desenvoltura inativa, tendo como preferência a decodificação dos significados de palavra por palavras existentes no texto, sem situar o contexto do mesmo. Leffa (1996) esquematiza que esta leitura apresenta algumas deficiências por não buscar no aluno a “bagagem de conhecimento” que ele já tem, e ainda, segue um processo ascendente onde “as letras formam palavras, as palavras frases e as frases parágrafos” seguindo um caminho estrutura “da esquerda para a direita e de cima para baixo.” (LEFFA Apud NETO, 2006, p. 14). O uso dessa abordagem relata a dependência do aluno à presença constante do professor, uma vez que, ao finalizar a leitura, as atividades relacionadas a ela, estarão totalmente explicitadas e grafadas no texto, dessa forma o aluno não terá o trabalho de articular seus pensamentos, ideias e experiências para responder as questões, e sim, apenas extraí-las conforme encontradas no texto lido.
Estudos indicam que esta abordagem é uma das mais usadas desde sua aplicação. No entanto, se por um lado é um dos processos de aquisição lingual mais usado, por outro, não é o mais eficaz, pois a colaboração do aluno-leitor é mínima, totalmente isenta, limitando-o apenas a ler e observar o que está escrito estruturalmente (letras, palavras, parágrafos, frases) sem procurar a compreensão parcial e/ou total deste.
2.2.2 Abordagem Cognitiva
Ao contrário da Abordagem Tradicional, na Abordagem Cognitiva (top-down), o significado será dado a partir do leitor para o texto, ou seja, o texto será medido, interpretado de acordo com a visão de mundo (conhecimentos prévios) do aluno-leitor mostrando sua interpretação individual do mesmo.
Sob esta abordagem Rocha (Apud LIMA, 2004 p. 11) afirma que “o aluno é incentivado a levantar hipóteses que o levem a atribuir um significado ao texto, e interpretar elementos explícitos de modo que venha garantir sua qualidade, tendo assim uma coerência interpretativa”.
 É a partir deste modelo que é importante a participação do professor para expor as estratégias de leitura e compreensão, visando ativar, primeiramente, o interesse do leitor ao texto e facilitar sua compreensão.
Para enfatizar essas estratégias, Smith (1973, p. 7) comenta que a “leitura envolve uma comparação, um balanço entre a informação visual e não-visual. Que quanto mais conhecimento prévio se possui do assunto, menos informação visual é necessária para se identificar uma letra, uma palavra ou um significado do texto”. Ou seja, a partir da estrutura visual o leitor já prediz o que irá encontrar durante toda a leitura.
2.2.3 Abordagem Interativa
Na Abordagem Interativa, o significado é construído pelo leitor e o texto simultaneamente, ou seja, eles, por si, interagem, lançando informações de um para o outro. Neste modelo de leitura, o significado do texto é construído pelos participantes do discurso, o autor e o leitor. Dessa forma, o leitor reconstrói suas ideias e opiniões através das pistas compreendidas e fornecidas pelo autor do texto, ativando seus conhecimentos prévios em conjunto com os novos dados.
O papel do professor, nessa perspectiva, é o de mediador, monitorando e auxiliando-o a explorar os processos de leitura a partir de pistas e estratégias de compreensão leitora. 
2.3 Estratégias de ensino de leitura
Para que possamos chegar a uma conclusão satisfatória, em determinadas atividades, precisamos de algumas estratégias, e na leitura, principalmente relacionada a língua estrangeira, não é diferente. Solé (1998) define estratégias como “procedimentos de caráter elevado, que envolve a presença de objetivos a serem realizados, para planejamento de ações que se desencadeiam para atingi-los”. 
Os PCNs (1998 Apud NETO, 2006) apresentam algumas estratégias para uso no ensino de leitura em língua estrangeira, são elas: Guessing (que explora os conhecimentos prévios do aluno a partir da comunicação e participação oral), Pré-Questions (questões), Skimming (compreensão geral do texto), Scanning (compreensão especifica de informações contidas no texto); Text Rendering (proceder a leitura do todo ou de parte do texto por várias vozes) marcação das palavras-chave (palavras que indicam pontos importantes do texto). 
 Qualquer atividade de leitura se torna mais fácil através do uso dessas estratégias como também, a topicalizão, sublinhamento ou ainda, o resumo a partir dos dados que foram extraídos com esses processos. Por isso, é preciso ensinar essas estratégias aos alunos quando der início a utilização de textos em aulas de língua estrangeira, pois o ensino dessas facilitará seu nível de compreensão em uma segunda língua.
Uma forma de garantir uma leitura bem elaborada é estabelecendo os tipos de estratégias, acima citados, nas três etapas, as quais são divididas, chamado pelos PCN’s (1998) de “fases”, são elas: pré-leitura, leitura e pós-leitura.
2.3.1 Estratégias de pré-leitura
Nesta fase, as atividades são voltadas para a apresentação do material (texto, tema e estrutura) criando laços entre aluno e texto motivando-o a ler, seja para obter informação, por instruções de atividades ou por prazer.
De acordo com os PCN’s (1998), os objetivos visados nesta fase da pré-leitura são:
Ativação do conhecimento prévio: os alunos demonstram o que já sabem sobre o assunto (conhecimento de mundo) visando explanar títulos, imagens, autor, fonte, entre outros. Neste procedimento o professor deve auxiliar os alunos com:
explicação sobre o que será lido (tema)
incentivo aos alunos a participar dizendo o que sabem sobre o determinado assunto
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