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Resumo de Histologia dos Sistemas Capitulo 12 – Junqueira e Carneiro Celulas do Sangue O sangue esta contido num aparelho fechado e unidirecional bombeado pelo coração. O volume de sangue varia em torno de 7% do peso corporal. O sangue é formado por glóbulos sanguíneos e pelo plasma. Os glóbulos (células) sanguíneas são os eritrócitos ( hemácias ), plaquetas e leucócitos (glóbulos brancos) Hematócrito – Saber a composição do sangue centrifugando-o No hematócrito o plasma sobrenadante e translucido , os glóbulos diferenciam-se facilmente. A cor avermelhada representa, 35 a 50% do volume coletado, os eritrócitos. A fina camada cinza eh composta por eritrócitos. • Função do sangue: Transporte de: Nutrientes e gases, Produtos do metabolismo celular, Escórias , Hormônios/moléculas de sinalização e Eletrólitos. Regulação da temperatura, Defesa, controle ácido/base, Equilíbrio osmótico Pelo seu transporte de leucócitos , é constituído uma das primeiras barreiras contra infecções do corpo, que percorrem todo o corpo e por meio da diapedese atravessam as paredes dos capilares e vênulas para atacar os microrganismos que se encontram nos tecido. Composição do plasma: Proteínas (albuminas , , globulinas, -chamadas de imunoglobulinas- lipoproteínas, protrombina, fibrinogênio -participam da coagulação sanguínea-), Sais orgânicos 0,9% (Na+, K+, Ca2+, Mg2+, Cl-, HCO3-) , Compostos orgânicos: aminoácidos, vitaminas, hormônios, glicose, lipídios Hemácias ou eritrócitos: são células anucleadas com uma grande quantidade de hemoglobina , ao contrário dos leucócitos os eritrócitos não saem da corrente sanguínea. Possui forma bicôncava o que facilita a troca gasosa. São flexíveis passando por capilares estreitos sem se romper. São células lábeis (possuem tempo estimado de 120 dias) Durante a maturação na medula óssea o eritrócito perde seu núcleo e suas organelas, não podendo renovar suas moléculas, assim a sua vida útil gira em torno de 120 dias e o corpúsculo eh digerido pelos macrófagos principalmente no baço. Casos clínicos: 1. Anemias: são caracterizadas pela baixa concentração de hemoglobina no sangue (ou por hemoglobina não funcional), o que resulta em baixa oxigenação nos tecidos, podendo muitas vezes ser consequência da diminuição de dos eritrócitos. Podem ser causadas por hemorragias produção insuficiente de eritrócitos pela medula óssea, eritrócitos com pouca hemoglobina e destruição acelerada de eritrócitos. Anemia Hipocromica: Numero de eritrócitos normal, porem cada um contendo uma pouca quantidade de hemoglobina (se coram mal) Hemoglobinas não funcional: Anemia falsiforme, meta-hemoglobina e anemias sideroblasticas) Reticulócitos: são eritrócitos imaturos que saíram recentemente da medula óssea, presente em pequenas quantidades no sangue. O numero elevado de reticulocitos no sangue refere-se a uma vida de eritrócitos e com isso a medula responde produzindo mais células. Ex: Hemorragias, hemólise associada a parasitoses e doenças autoimune O aumento (macrocitose) ou a diminuição (microcitose) do tamanho dos eritrócitos podem indicar diversos tipos de anemia provocadas por deficientes nutricionais (vit b12, folato e ferro), doenças genéticas, hepáticas, renais, tumores, infecções, doenças metabólicas e envenenamento por chumbo. Esferocitose Hereditaria: São hemácias esféricas muito vulneráveis a acao dos macrófagos causando anemias e outros distúrbios. É consequência de defeitos nas proteínas do citoesqueleto dos eritrócitos que impedem a sua manutenção da forma bicôncava. A remoção cirúrgica do baço melhora os sintomas. Caracteristicas microscópicas As hemácias têm a forma de um disco bicôncavo. São, portanto, mais delgadas no centro, razão pela qual esta região é pouco corada. Seu diâmetro em condições normais é bastante constante, de cerca de 7 micrometros. Leucócitos: são incolores, esféricos e tem função de proteger o organismo contra infecções. São produzidos na medula óssea ou em tecidos linfoides e permanecem temporariamente no sangue. São classificados como: • Granulócitos (Tem núcleo irregular e apresentam grânulos no citoplasma ) – Neutrófilos (50-70%) – Eosinófilos (1-3%) – Basófilos (0-2%) • Agranulócitos ( Tem forma mas regular e o citoplasma não possui granulações especificas – Linfócitos (18-42%) – Monócitos (2-11%) Obs.: Quando os tecidos são invadidos por microrganismos os leucócitos são atraídos por quimiotaxia ( substancias originadas nos tecidos , do plasma sanguíneo, e dos microrganismos que provocam nos leucócitos uma resposta migratória) Chama-se Leucocitose o aumento do número de leucócitos no sangue e leucopenia a diminuição. - Neutrófilos (leucócitos polimorfos nucleados): Apresentam núcleos formados por 2 a 5 lóbulos, ligados entre si por finas pontes de cromatina. As células jovens de neutrófilos não possuem segmentação dos lóbulos sendo chamada de bastonete, pelo formato de seu núcleo. Participa d combate de fungos e bactérias. O pus são neutrófilos mortos em conjunto com fragmento das bactérias. Produz enzimas importantes no combate de agentes oxidantes. Possuem predominantemente em seu núcleo grânulos específicos e grânulos azurofiros (mais elétron-densos). Combate especialmente bactérias- possui substancias bacteriostáticas ou bactericida Características microscópicas: Seu núcleo tem cromatina densa: é bastante corado e tem grumos escuros de cromatina. O que mais chama a atenção é o fato de estar dividido em quatro segmentos unidos por delgados filamentos de cromatina. Seu citoplasma possui alguns grânulos corados em cor semelhante à do citoplasma: são grãos de coloração neutra. Seu citoplasma é claro e não parece ter grânulos. Trata-se de um neutrófilo em bastonete. Eosinófilos: Tem aproximadamente o mesmo tamanho dos neotrófilos, porem e muito menor quantidade (1-3%). Seu núcleo é bi lobulado e aparelho de golgi pouco desenvolvido. A principal característica para identificar os eosinófilos é o granulo ovoide corado por eosina. Paralelamente ao maior eixo do granulo encontra-se um cristaloide (internum ) alongado. O Principal componente desse intenrum é a arginina que é responsável por usa acidofilia. A camada que envolve o externun (matriz) é rica em proteína catiônica (cambate vírus e verminoses pois essa proteína degrada o tecido da superfície dos “vermes’) eosinofilica e neurotoxina derivada de eosinófilos ( essas são ribonucleases com propriedades antiviral) . Inicialmente a proteína catiônica promove o aparecimento de poros nas células alvo ( ação citotóxica) que induz a desgranulação dos mastócitos e basófilos modulando negativamente a atividade linfocitária. Dentre outras substancias liberadas pelos eosinófilos estão as citocinas ( interleucinas, leucotrienos e interferons) que exarcebam a resposta inflamatória. Apresentam o antígeno para os linfócitos, participam da defesa contra parasitos e reações alérgicas Caracteristicas microscópicas: Célula pouco maior que uma hemácia e núcleo com dois lóbulos. O citoplasma está carregado de grânulos grandes cor de laranja. Muito eosinófilos ( corados no rosa ou vermelho) Basofilos: Possuem núcleo volumoso com forma retorcida e irregular (aspecto de S). O citoplasma é cheio de grânulos grandes, muito elétron-densos podendo obstruir o núcleo. Constituem menos de 2% de leucócitos no sangue (sendo muito difícil de encontrar no esfregaço). Seus grânulos são metacromaticos (semelhantemente ao mastócito). Contem histamina e fatores quimiotáxicos para eosinófilos e neutrófilose heparina (responsável pela metacromasia do granulo), Alem de proteínas contidas nos grânulos os basófilos também secretam citocinas (Inter leucinas 4 e 13,por ex) e leucotrienos (mediadores inflamatórios). A membrana plasmática dos basófilos, como as dos mastócitos, possui receptores para imunoglobulina E (IgE). Os basófilos liberam seus grânulos sob ação dos mesmo estimulo dos mastócitos. No entanto são diferentes pois se originam de diferentes partes da medula óssea. CASO CLINICO: O aumento de basófilos no sangue (basófila) é raro e pode estar associado s doenças hematologias como leucemia, hipotireoidismo ou doenças renais. Características Microscópicas: Célula cujo núcleo tem dois lóbulos. O citoplasma possui muitos grânulos de vários tamanhos, vários dos grânulos estão no citoplasma que envolve o núcleo e parecem estar no interior do núcleo. Os grânulos são azuis ou púrpura. Linfócitos: São responsáveis pela defesa imunologia do organismo. Estas células reconhecem moléculas estranhas contidas em agentes infecciosos diferentes, combatendo-as por meio de respostas humorais (produção de imunoglobulinas) e respostas citotóxicas mediada por células. As células dos linfócitos possuem núcleos esféricos e citoplasma escasso. Possuem diâmetro variável sendo caracterizadas por essa morfologia por linfócitos grandes ou pequenos. O tempo de sobrevivência dos linfócitos é variável podendo viver dias ou anos. Sendo caracterizados por uma recirculação continua no sangue. Principais tipos: Linfócito T: (citotóxico, helper, supressor, da memória, NK) Linfócito B :(plasmócito, da memória) CASO CLINICO: A linfocitose (aumento de linfócitos no sangue) frequentemente está associada as infecções virais. A linfopenia (diminuição) esta associada a terapias farmacologias ou imunodeficiências. Características Microscópicas: Célula quase do tamanho de uma hemácia. É, portanto, uma célula relativamente pequena. Seu núcleo tem cromatina densa e é esférico. Não está subdividido em segmentos, portanto a célula não é um polimorfonuclear, o que afasta o diagnóstico de neutrófilo, eosinófilo e basófilo. Seu citoplasma existe em pequena quantidade e é basófilo. Consiste de um halo de cor azul claro em torno de parte da célula. Lembrar que estamos vendo uma célula inteira e que existe uma delgada camada de citoplasma mesmo onde aparentemente ele não é visto. O citoplasma não parece ter grânulos. • Monócitos: Possuem núcleos ovoides em forma de rim ou de ferradura, geralmente excêntricos. Citoplasma basófilo, com poucos ribossomos e RER, mitocôndrias e aparelho de Golgi grande. A superfície celular apresenta micro vilosidades e vesículas de pinocitose. Os monócitos do sangue representam uma fase e maturação da célula originada na medula que ao atravessar para os tecido (por meio da diapedese) são transformados em macrófagos (célula mononuclear fagocitária) Funções: fagocitose, APC (célula dendritica) e cicatrização. CASO CLINICO: Uma monocitose pode sinalizar uma doença hematológica: leucemia, infecções por bactérias , parasitas e doenças auto-imune. A monocitopenia(diminuição) é raramente observada, podenso ser associada a tratamentos com corticoesteroides. Características Microscópicas : célula bastante grande, com núcleo fortemente indentado. Seu citoplasma é volumoso, fracamente basófilo e não tem grânulos. • Plaquetas: Corpúsculos anucleados, em forma de disco (fragmentos de citoplasma de megacariócitos). As plaquetas promovem a coagulação sanguínea que auxiliam na reparação da parede dos vasos sanguineoas , evitando a perda de sangue (hemostasia). Esses corpúsculos permanecem no sangue por aproximadamente 10 dias. O sistema canalicular é um sistema das plaquetas de comunicação do meio interno da plaqueta com o meio interno , que tem importância funcional por facilitar a libertação de moléculas ativas que são armazenadas nas plaquetas. O granulometro possui uma variedade de grânulos delimitados por membrana: Os grânulos delta armazenam ATP e ADP, Ca, 5-OH (serotonina). Os grânulos alfas são maiores e contem fibrinogênio e fator de crescimento plaquetario que estimulam as mitoses nos músculos lisos dos vasos sanguíneos e a cicatrização das feridas. Os grânulos menores, grânulos lambda são lisossomos carregados com as enzimas usuais dessa organela. Caso clinico: Hemostasia – Quando fatores de coagulação são ativados para impedir a perda do sangue (hemorragia). É um fenômeno complexo que envolve a musculatura lisa do vaso lesado, as plaquetas e diversos fatores do plasma sanguíneo, que promovem a coagulação. Hemocitopoese É o processo continuo e regulado de produção das células do sangue, envolve renovação, proliferação, diferenciação e maturação celular. As células do sangue possuem uma vida muito curta e por isso são constantemente renovadas pela proliferação mitótica de células localizadas nos órgãos hemocitopoeticos (medula óssea vermelha,). Os órgãos onde ocorre o desnvolvimento linfoide ocorre podem ser classificados como primários (tipo e medula óssea) ou secundarios Ocorre a partir de um precursor comum pluripotente (UFC – unidade jformadora de colônia, stem-cell ou célula tronco). As células tronco originam filhas que seguem 2 destinos: algumas permanecem como células tronco, mantendo a auto renovação destas células e outras se diferenciam em outros tipos celulares com características especificas. Estas células pluripotentes proliferam e diferenciam- se em duas linhagens: as células linfoides ( que vai formar os linfócitos) e as células mieloides ( que forma os eritrocitos, granulocitos (eosinófilos, basófilos e neutrófilos), móvitos e plaquetas) . Células progenitoras x Células precursoras A proliferação das células tronco pluripotentes (essas células não são caracterizadas por muitas mitoses uma vez que elas se multiplicam apenas para manter sua população) origina células filhas com menor potencialidade. São essas as progenitoras multipotentes (podem gerar outras células progenitoras ou células precursoras) que produzem as células precursoras (blastos). Essas células já possuem diferenciações morfológicas que das linhagens. As células progenitoras e precursoras possuem uma frequência mitótica elevada , produzindo uma elevada quantidade de células diferenciadas e maduras.) A hemocitopoese depende do microambiente adequado e da presença de fatores de crescimento, fornecido pelo estroma (representa a parte de sustentação ou preenchimento do tecido) dos órgãos hemocitopoeticos, regulando a diferenciação, proliferação e a apoptose de células imaturas e as atividades das células maduras. Entre os fatores de crescimento (além das ILs e citocinas) estão presentes os fatores estimuladores de colônia. É um fator de crescimento considerado particular de cada linhagem , porem ele também é capaz de influenciar outras linhagens. Alguns Fatores Estimulantes de Colonia Medula óssea vermelha : é formada por células reticulares(macrófagos, cel adiposas e cel hematopoiéticas) e fibras reticulares (colágeno do tipo 3). Existem também inúmeros capilares sinusoides que percorrem entre essas células. Há também a remocao de eritrócitos defeituosos e velhos, além de armazenar ferritina e hemossiderina. Eritropoese (maturação dos eritrócitos) O processo de maturação da hemácia termina quando essa adquire um formato biconcavo, sintetizando hemoglobina e com uma superfície adequada para as trocas gasosas. Alterações celulares observados • Volume da célula diminui (retração celular como adaptação morfológica) • Nucleoda célula diminui, cromatina cada vez mais condensada ate que o nucleo se apresente picnotico. (objetivo de condensar para ser mais fácil de exocitar) • Núcleos diminuem ate se tornarem invisíveis • Diminuicao dos polirribossomos (basofilia) e aumento da hemoglobina (acidofilia) • Redução das organelas ( o que confere o estado label da célula -prazo de validade) Fator Fonte Efeito Granulócito G-CSF Macrófago, endotélio, fibroblasto Estimula formação e o metabolismo de granulócitos. Estimula macrófagos, células endoteliais, fibroblastos e células leucêmicas mieloides. Granulócito + macrófago GM-CSF Linfócito T e B, endotélio, fibroblasto, macrófagos Estimula a formação de granulócitos, macrófagos e megacariócitos. Estimula células leucêmicas mielóides. Macrófago M-CSF Macrófago, endotélio, fibroblasto, linfócito T e B Estimula a formação de macrófagos in vitro. Aumenta a atividade dos macrófagos contra células cancerosas (in vitro). Interleucina 3– (IL-3) Linfócito T Estimula in vitro a produção de células mielóides. Eritropoetina (EPO) Células intersticiais do córtex renal externo Estimula a produção de hemácias. Trombopoetina (TPO) Células intersticiais do rim, fígado, baço, medula óssea Estimula a formação de megacariócitos. Proeritroblasto: Célula muito grande que apresenta características de ser uma grande sintetizadora de proteínas. Nucleo esférico, central, citoplasma basófilo e com uma região clara ao redor do núcleo. Há a produção de pouca hemoglobina. Obs.; O ferro é trazido para os pro- e outros eritroblastos por meio da transferrina (proteína transportadora) Eritroblastos Basófilos: Célula menor que a anterior, cromatina condensada em grânulos grosseiros. (Grande quantidade de polirribossomos) Eritroblasto policromático: Há uma diminuição da célula e alteração na coloração, uma vez que a quantidade de hemoglobina já é suficiente para tornar tal célula acidófila. Obs2. Até eritroblasto policromático há divisões mitóticas ocorrendo. De agora em diante as células estão em estado de diferenciação celular Eritroblasto Ortocromatico: Nucleo com cromatina muito condensada, é picnotico. Citoplasma acidófilo podendo conter resquícios de polirribossomos (RNA) ( o que pode conferir traços de basófilia a célula) Reticulocito: perdeu seu núcleo (são fagocitados pelos macrófagos), entretanto possui ainda algumas organelas e inúmeros polirribossomos que ainda sintetizam a hemoglobina. ( Na micrografia é possível identificá-los pois os polirribossomos se condensam e precipitam.) Podem atingir a corrente sanguínea precocemente ( em caso de anemia) e passam para corrente sanguínea através dos capilares sinusoides. Durante a eritropoese os fatores reguladores de crescimento são essenciais para a maturação e a proliferação da Hemácia. As ausências de tais fatores podem induzir a não produção da célula. O Hormônio Eritropoietina: produzido e secretado pelo rim, previne a apoptose dos precursores, essencial na diferenciação das células e na síntese de hemoglobina. Vitamina B12 e folatos (acido fólico): Atua na síntese de DNA para a produção dos pro-eritroblasto e eritroblastos basófilos. Obs.: indivíduos que realizam cirurgia bariátrica podem possuir carência de b12 e com isso adquirir anemia perniciosa. Isso ocorre, pois, a vitamina necessita de um fato intrínseco que está presente no estomago para ser absorvida no intestino delgado. Tranferrina (FERRO): Atua na síntese da hemoglobina e na maturação dos eritrócitos. Obs. A carência de ferro causa a anemia ferropriva Granulocitopoese: No processo de maturação dos granulocitos ocorrem modificações citoplasmáticas caracterizadas pela síntese de muitas proteínas , que são acondicionadas em grânulos azurofilos e grânulos específicos. As proteínas dos grânulos são produzidas pelo RER e pelo CG. Célula Grânulos Específicos Grânulos Azurófilos Neutrófilo Fosfatase alcalina Lactoferrina, Lipocalina, Lisozima, colagenase, fosfatase ácida Eosinófilo Proteína catiônica, peroxidase, proteína básica principal, neurotoxina Basófilo Heparina, histamina Os grânulos azurofilos possuem enzimas lisossomais (basófilos). Os grânulos específicos apresentam substancias especificas que dão características próprias para as células, endereçados para ações especificas das células (acidófilos). Maturação dos granulocitos: O mieloblasto é a célula que forma os 3 tipos de granulocitos(célula precursora, progenitora) e não possue grânulos visíveis no seu citoplasma. Promielocito É chamada assim quando apresentam granulações especificas presentes em cada granulocito: Promielocito neutrófilo, promielocito eosinófilo e promielocito basófilo. (Forma de rim ou esférico) Mielocitos Núcleo pode ser esférico ou em forma de rim, há um aumento de grânulos específicos (cromatina grosseira.) Desaparece a basófilia citoplasmática e aumenta a quantidade de grânulos específicos. Metamielocitos Caracterizados por seu núcleo possuir uma ‘’chanfradura’’ (curva) , o que indica o processo de formação dos lóbulos. Essa fase é difícil de ser identificada nos granulocitos basófilos. Bastões segmentados Ocorre apenas no Granulocito Neutrofilo. Antes de adquirir a forma nuclear bilobulada (fase madura) ele passa por uma fase intermediaria chamada de Bastonete (núcleo tem forma de um bastão fazendo uma curva) Obs. O estudo dos neutrófilos é mais preciso e mais extenso por que eles estão em maior quantidade no sangue, dessa forma existe uma facilidade de encontra-los e estuda-los. Durante a maturação os neutrófilos passam por diversos compartimentos anatômicos e funcionais: Compartimento medula de formação: onde ocorre a divisão mitótica dos neutrófilos e seu amadurecimento. Compartimento medular de reserva: contem neutrófilos maduros esperando por serem lancados na corrente sanguínea. Compartimento circulante: neutrófilos que se encontram no plasma sanguíneo. Compatimento de marginação: São os neutrófilos que estão aderidos nas paredes dos vasos. Os neutrófilos e os outros granulocitos entram no tecido conjuntivo pela diapedese Tecido Conjuntivo: permanecem cerca de 4 dias e morrem por apoptose, quer tenham exercido sua função ou não. Caso clinico: A atividade muscular intensa ou as injeções de adrenalina mobilizam os neutrófilos para a corrente sanguínea, sem que tenha um aumento de produção dessas células. Em casos de infecções os neutrófilos ficam menis tempo no compartimento de reserva e podem aparecer na corrente sanguínea na forma de bastonete. Produção dos outros granulocitos Eosinofilos: permanecem menos de uma semana no sangue, mas existe uma grande quantidade armazenada para quando situações específicas como crises alérgicas ou parasitoses. Fontes para formação da célula: GM-CSF, IL-3 e IL-5 Basofilos: A formação desses é pouco conhecida. Fatores importantes para formação desta célula: IL-3,4 e 9 (leucócitos são a fonte) Monopoese – Produção dos monócitos GM-CSF, M-CSF e il-3 MONOBLASTO (o Junqueira não aceita pq diz que ela é identificável) PROMONOCITO : Encontados somente na medula ossea Núcleo volumoso Célula precursora Atividade celular alta Sintetizando proteínas Usadas p produção da célula madura Ficam na corrente sanguínea 8 horas MONOCITO Núcleo mais rudimentar Muitos grânulos Formação do endossomo Por isso precisa de muitos lisossomos MACROFAGO Só no tecido Citoplasma com vesículas que apresentam os endossomas Responsável por: Cicatrização de feridas, Remodelagem e Resposta imune, e secretane do fator de crescimentocomo de necrose tumoral alfa. Linfopoese Os linfócitos circulantes na linfa são produzidos principalmente no Timo e nos órgãos linfoides periféricos( baço linfonodo e tonsilas), a partir de células trazidas da medula óssea pelo sangue. Os linfócitos T se diferenciam no timo e os linfócitos B se diferenciam na medula óssea vermelha, independente da presença de antígenos no corpo. Nos tecidos os linfócitos B se diferenciam em plasmocito (célula produtora da imunoglobulina). linfoblasto: Maior célula, possue forma esférica, sem grânulos e citoplasma basófilo. Apresenta cromatina semelhante a de um linfócito maduro. Prolinfocito: Menor que a célula anterior, citoblasma basófilo podendo conter granulações azurofiras. Cromatina menos condensada que aquelas do linfócito. Da origem ao linfócito circulante. Fatores importantes no desenvolvimento: IL-1,2,4,5,6 e 9 Casos Clinicos: A leucemia é a proliferação neoplásica das células precursoras dos linfócitos. Trombopoese - Origem das Plaquetas As plaquetas se originam na medula óssea vermelha pela fragmentação do citoplasma dos Megacariocitos. Estes, por sua vez , formam-se pela diferenciação dos megacarioblastos. Megacarioblastos: Célula com núcleo grande, oval ou em forma de rim. Citoplasma homogêneo e basófilo. Megacariocito: Célula muito grande, núcleo irregularmente lobulado, cromatina grosseira. Citoplasma abundante e levemente basófilo. Possuem granulações no citoplasma (vão formar os cromômeros das plaquetas) Eles se localizam adjacentes aos capilares sinusoides, o que facilita a liberação das plaquetas na corrente sanguínea. Trombopoetina: Hormônio produzido pelo fígado que estimula a proliferação e diferenciação dos progenitores do megacariocito (principal regulador do megacariocito e da produção de plaquetas). Sistema Imune Organização geral do sistema imune Há três GRANDES CARACTERÍSTICAS que definem a resposta imunológica: 1. Sistema capaz de perceber o que é próprio ou o que é não próprio do organismo. 2. Especificidade: basta que haja capacidade de interação entre uma molécula e outra, sendo medida pelo coeficiente de associação/dissociação. *No sistema imune, algumas moléculas possuem graus de especificidade maior do que outras. 3. Memória imunológica: após uma primeira resposta efetivada, há mecanismos montados no sistema para que em uma segunda experiência, na mesma situação, a memória seja ativada e favoreça uma resposta secundária mais rápida e eficiente. OUTROS ASPECTOS DO SISTEMA IMUNE: -Didaticamente, há dois tipos de imunidade: sistema imune inato (natural) e adquirido (adaptativo). -Esse não é um sistema isolado. Praticamente, só funciona porque há interação celular o tempo todo. Esse conjunto de sinais e interações é que vão definir de fato o sistema funcionando. Sua função primordial é a proteção, defesa. Há um conjunto de desafios que fazem com que esse sistema funcione. Desafios internos e externos. DESAFIOS INTERNOS: neoplasias, doenças auto-imunes, etc; DESAFIOS EXTERNOS: conjuntos de agentes/organismos com capacidade infecciosa → ou seja, que podem penetrar em outro organismo hospedeiro e, ali, desencadear modificações que permitirão que esse organismo invasor prolifere, progrida e sobreviva, causando prejuízo ao organismo hospedeiro. EVOLUÇÃO: é a quantidade de ferramentas que o sistema possui para saber lidar com os desafios (vírus, bactérias, protozoários, fungos, substâncias inócuas, substâncias do próprio sistema). SUBSTÂNCIAS INÓCUAS: grãos de pólen, substâncias do camarão, etc. É importante para a homeostasia do organismo. INTERAÇÕES IMUNONEUROENDÓCRINAS: fazem o organismo ser capaz de perceber o que acontece dentro e fora de si. BARREIRAS: mecânicas (ex: epiderme), químicas (lisozima) e microbiológicas. FORMAÇÃO DAS CÉLULAS DO SISTEMA IMUNE: CÉLULA TRONCO HEMATOPOIÉTICA (pluripotente), uma célula indiferenciada inicial precursora presente na linhagem hematopoiética que, diante de sinais, pode originar dois outros grupos de células: I) O PRECURSOR MIELÓIDE COMUM origina outros dois (2) principais grupos de precursores: 1. PROGENITOR GRANULOCÍTICO MONOCÍTICO (ou Macrofágico) que dará origem: a. Aos MONÓCITOS (ou linhagem macrofágica); b. À linhagem granulocítica: NEUTRÓFILOS, BASÓFILOS E EOSINÓFILOS. c. À um grupo de células que em nível tecidual, principalmente em regiões subepteliais, passa a dar origem aos MASTÓCITOS. É um grupo importante que possui seu processo de diferenciação um pouco diferente dos outros dois acima. 2. PROGENITOR MEGACARIOCÍTICO ERITROCÍTICO. II) O PRECURSOR LINFÓIDE COMUM dará origem às células linfóides, havendo praticamente três grupos: os LINFÓCITOS B, os LINFÓCITOS T e as CÉLULAS NK. As células NK não são linfócitos. Há determinadas características nestes grupos celulares que vao definir como, quando e em que quantidade elas vão chegar ao sítio de desafio. Em termos de tecido, principalmente em relação aos linfócitos T e B, há uma organização inicial em órgãos linfóides (secundários, para se tornarem células efetoras, agindo no tecido-alvo). PRINCIPAIS FUNÇÕES DAS CÉLULAS DO SISTEMA IMUNE: --NEUTRÓFILO: tem como função principal a fagocitose, essencialmente porque tem alto poder microbicida ao englobar um alvo (presença de grânulos específicos e produção radicais oxidativos). Existe muito pouco nos tecidos; porém compreende na circulação a maior parte das células do sistema imune (70% dos leucócitos), entrando muito facilmente nas primeiras horas de uma dada infecção. --EOSINÓFILO: são células com alto poder de controle de infecções por helmintos e, por esse mesmo motivo, é a célula mais perigosa que clínicos, patologistas, etc. vão querer controlar/trabalhar nas respostas contra alérgenos. --BASÓFILO: tem uma característica muito parecida com a do mastócito. Apresenta-se em muito pouca quantidade e somente na circulação. --MASTÓCITOS: estão presentes praticamente no organismo inteiro, mas se organizam principalmente em regiões subepteliais. Tem duas importâncias fundamentais: apresenta granulos pré-formados de histamina (um dos mais importantes componentes vasoativos, de modificação de permeabilidade vascular e epitelial existente); interage diretamente com um subtipo de Ig específica. --MACRÓFAGO: é uma célula fagocítica que, diferentemente do neutrófilo, está presente no organismo como um todo (ex: células da microglia, células mesangiais, células de kupfer, e outros monócitos que se diferenciaram em macrófagos específicos (ou não) em partes diferentes do corpo); é capaz de digerir bactérias (tem capacidade microbicida muito mais alta que o neutrófilo, pois há um conjunto de moléculas e substâncias por ele produzidas que os neutrófilos sequer produzem). Então pela produção de determinadas substâncias, pela alta capacidade fagocítica, e pela sua localização, esta célula passa a ter uma função fundamental para o sistema imunológico. Os macrófagos junto com as células dendríticas por suas características semelhantes, entram na categoria chamada de células apresentadoras de antígeno. --CÉLULAS DENDRÍTICAS: mesma localização dos macrófagos, também presente em todo organismo. Capazes de emitir dendritos que caminham por entre junções oclusivas da camada epitelial, tendo funções intra-epiteliais. Assim, são capazes de capturar e englobar quaisquer desafios (substâncias e células). Capturam p.ex. a bactéria, saem da derme (via vaso sanguíneo) e seguem para o linfonodo (órgão linfóide secundário), onde estão os linfócitos que entrarão em contato com o antígeno. --LINFÓCITOS são as mais importantes, sendo as responsáveis por todo mecanismo de especifidadee memória do sistema imune, havendo necessidade que sejam apresentados aos antígenos por uma outra célula. Somente após o processo de ativação, o linfócito chega ao local da infecção (em torno de no mín. uma semana). Assim, haverá uma resposta imune inata e adaptativa. Resposta adaptativa consiste na necessidade de que o organismo se adapte àquela situação, ativando o braço linfóide do sistema imunológico para que de fato haja uma resposta de mais alta eficiência e potência. Há pelo menos três grupos de linfócitos: B e T, sendo que o T se subdivide em dois grupos: TCD4 e TCD8. Há um receptor de membrana na célula T chamada de TCR (receptor antigênico da célula T) que possui a capacidade bioquímica de associação com antígenos. Antígeno é a menor porção (grupos de aminoácidos) do desafio percebida pelo receptor antigênico. O macrófago, p.ex., pega a bactéria, a digere, pega um pedaço e mostra para o linfócito. O mesmo conceito vale para a célula B. A diferença é que o linfócito B não precisa de célula apresentadora de antígeno (ele próprio é capaz se tornar uma APC), podendo enxergar um antígeno livre ou uma parte da bactéria na bactéria como um todo. Essa célula possui o receptor antigênico BCR, que são as moléculas de imunoglobulinas (anticorpos de membrana). Quando o linfócito B é ativado, ele se torna um plasmócito e produz imunoglobulinas secretáveis. --CÉLULAS NK: é um derivado linfóide, não é um linfócito e não entra em imunidade adaptativa. IMPORTÂNCIA DA CIRCULAÇÃO LINFOCITÁRIA: É para que haja um potencial de encontro com o antígeno. Nessa circulação, o linfócito T terá dois pontos fundamentais de encontro com o antígeno: 1) No órgão linfóide secundário, pois é só ali o local onde o antígeno será apresentado ao linfócito T pela 1ª vez, quando a célula dendrítica ativamente vai até este local ou então o macrófago (via circulação linfática). 2) No sítio de infecção, pois o antígeno real não esta ali no órgão linfóide secundário. O LT precisa continuar circulando para chegar ao local de combate. Sistema Circulatório Conjunto de órgãos que tem como objetivo distribuir solutos para os tecidos e coletar desses tecidos outros solutos que precisam ser depurados. Além de fazer essa integração do organismo distribuindo os solutos de diversas naturezas, ele contribui para outras funções como a regulação da pressão arterial. O sistema circulatório envolve o sistema sanguíneo e o sistema linfático. Dessa forma a depuração de toxinas nos tecidos é feita pelo sistema linfatico e auxiliada pelo sistema circulatório sanguíneo. Não pode-se esquecer também do sistema portais, esse são sistemas em que há a circulação de líquidos e substancias sem a utilização de uma bomba central (sem a utilização de vasos linfáticos e de vasos sanguíneos) ex. sistema porta hepático venoso que ocorre entre o fígado e o intestino Vasos sanguíneos sistêmicos Existem 2 tipos de vasos: Arterias que funcionam em uma alta pressão e as veias que funcionam em uma pressão reduzida. Todo o vaso sanguíneo tem-se a parede deste dividida em camadas: Túnica intima, túnica media e túnica adventícia. o Túnica intima: é a camada mais próxima da luz do vaso e dessa forma é a menos desenvolvida em todos os vasos. A camada que reveste a luz do vaso é chamado de endotélio, é um tecido epitelial pavimentoso simples ( muito importante na dinâmica muscular em conjunto com os processos inflamatórios- diapedese). Seguidamente ao epitélio tem-se a Lamina Basal e Tecido Conjuntivo ( Tecido de sustentação fibrocolagenoso) e na divisão da túnica intima com a túnica media tem-se um complexo de fibras elásticas, que formam uma malha vazada chamada de Lamina Elástica Interna, (as células elásticas não se encontram unidas continuamente pois há a necessidade de haver a comunicação do endotélio com a túnica média, para passagem de soluto ou moléculas de sinalização de comunicação celular, chamada de vesículas pinociticas) (Outras funções das células endoteliais: Conversão de angiotensina I em angiotensina II (ECA),Conversão de bradicinina, serotonina, prostaglandinas, norepinefrina, trombina em compostos inertes, Lipólise de lipoproteínas para conversão em triglicerídeos e colesterol (substratos para síntese de hormônios esteroides),Síntese de fatores de crescimento – VEGF) – Perguntar se isso é importante pra prova. o Túnica media: composta por camadas alternadas de tecido muscular e tecido conjuntivo elástico, e com isso varia a quantidade de cada fibra de vaso pra vaso. Nos vasos próximos ao coração as artérias são denominadas de elásticas por terem uma maior quantidade de fibras elásticas dispostas na túnica media, já os vasos mais distantes do coração são denominados de artérias musculares pela maior quantidade de fibras musculares lisas nessa túnica. Separando a túnica média da adventícia existe outra camada fina de fibras elásticas que é chamada de Laminas Elástica Externa, também vazada permitindo a comunicação entre as túnicas. o Túnica adventícia: Malha de tecido conjuntivo variável, podendo ser tecido conjuntivo denso ordenado e até mesmo um tecido conjuntivo frouxo. Na maioria das vezes nas artérias de grande calibre a adventícia é formada por tecido conjuntivo elástico, nas artérias de médio calibre tem tecido conjuntivo variando de elástico pra denso desordenado e nas artérias de menor calibre o tecido tende a ser de denso desordenado para frouxo. Pode possuir Vasa Vasorum. Classificação das artérias Artérias elásticas – 7mm, Artérias musculares – 0,5 a 5 mm Arteríolas – 30 um a 4 mm Artérias elásticas: Aquelas que possuem grande pressão e estabilizam o fluxo sanguíneo, sua túnica intima é espessa e rica em fibras elásticas, sendo difícil a identificação da lamina elástica interna. Obs. Os endotélios dessas artérias armazenam grânulos citoplasmáticos com fatores de coagulação sanguínea. (A coagulação é controlada e desencadeada e estimulada por células endoteliais, dessa forma quando há a ruptura de uns vasos). Vale ressaltar do enorme metabolismo do endotélio comparado com o seu tamanho. A túnica medica apresenta de uma seria de laminas elásticas concêntricas (70 laminas ) e células musculares lisas e fibras colágenas interpostas .A adventícia contém colágeno tipo 1, fibras elásticas, vasa vasorum e nervos. Nas artérias de grande calibre a espessura das túnicas medias e adventícia são mais ou menos iguais, dessa forma depois de analizar essa característica analisa-se a distribuição de fibras elasticas, se houver homogeneidade pode-se confirmar que é uma artéria de grande calibre. Artérias Musculares: A túnica intima apresenta camada subendotelial, a túnica media formada essencialmente por células musculares lisas (lamelas elásticas, fibras reticulares e proteoglicanos). Apresenta lamina elástica interna e externa. A adventícia conforme vai diminuindo o calibre o tecido conjuntivo tende a desordem podendo ser tecido conjuntivo denso desordenado ou até mesmo frouxo. Possui capilares linfáticos, vasa vasorum e nervos. ( para inervação simpática e parassimpática) A maneira de distinguir as artérias de médio calibre é analisando sua túnica media e adventícia que nesses vasos possuem tamanho semelhante. Artéria de pequeno calibre: possui poucas fibras elásticas tanto na túnica media quanto na adventícia. A túnica adventícia é mais espessa do que a tunica media. As duas laminas tornam-se evidente, mas continuamente diminui-se o calibre das laminas. Arteríolas: As laminas elástica interna e externa estão ausentes e possui apenas 2 ou 3 camadas de fibras musculares na túnica media. Adventícia quase inexistente ou inexistente Capilares: menores vasos do sistema sanguíneo 5-10 μm, é o localprincipal das trocas e as parede dos capilares possui células endoteliais evidentes, membrana basal e periquitos (célula epitelial com capacidade de contração e de relaxamento.) Tipos de capilares sanguíneos: Capilar contínuo: Revestimento interno completo (lamina basal e endotélio sem falhas). Entre uma célula endotelial e outra há zonulas de oclusao havendo a necissade de nessas células existir vesículas pinocíticas realizando as transcitoses. Capilar fenestrado: Presença de poros que se estendem de um lado ao outro da célula (invaginação das membranas havendo a fusão dessas chamadas de fenestras ( elas são os capilares para um metabolismo mais acelerado que necessita que haja essas trocas de solutos e solventes do tecido pro capilar e do capilar pro tecido de forma mais rápida. Capilar sinusoide: Mais calibrosos, camada descontínua de células endoteliais, macrófagos, fenestrações, lâmina basal descontínua. Regulação do Fluxo Sanguíneo no Leito Vascular Em alguns lugares do corpo existe a comunicação acessória e direta entre arteríolas e vênulas. Essa comunicação é chamada de anastomoses arteriovenosas. Essas possuem funções do tipo termo regulação corporal, ajuda o corpo a perder menos calor para o meio externo quando há o desvio do sangue da superfície (havendo vasoconstrição dos capilares e aumento das arteríolas.) Também estão localizadas em tecido eréteis como no pênis e clitóris. E também no útero essas anastomoses provocam a menstruação. Histologia das Veias As veias possuem as 3 camadas iguais das artérias, porem possuem essas três camadas finas impedindo que haja a contagem das camadas celulares. Dessa forma deve-se classificar as veias devido a sua concorrência ao lado das artérias. Não possue camadas muito visieis e são fáceis e ser confundidas. Possuem carência de fibras elasticas, luz ampla e irregular, maior quantidade de vasa vasorum. Grandes Veias: Túnica íntima bem desenvolvida, túnica média fina e tecido conjuntivo abundante, adventícia bem desenvolvida contêm feixes longitudinais de músculo liso e possue válvulas, essas evitam o refluxo do sangue uma vez que a pressão existente nas veias é muito inferior daquelas existentes nas artérias. Veias de medio calibre: possue diâmetro de 1-10 mm, túnica intima apresenta camada subendotelial fina (tecido conjuntivo frouxo, retinaculo de fibras colágenas com fibras elásticas), túnica media com células musculares lisas entremeadas com fibras reticulares e elásticas (mais estreita que as as artérias) e adventícia desenvolvida e rica em colágeno Veias de pequeno calibre: Semelhante as vênulas musculares, possue diâmetro de 1 mm e são muito similares as vênulas musculares, (vênulas apresentam pericito ) drenam o sangue p veias de médio calibre Estruturas sensoriais dos vasos Os vasos sanguíneos possuem pontos específicos nas suas paredes que possuem sensores de pressão e sensores químicos que atuam na detecção de distúrbios de acides, 02 e CO2. Possuímos barorreceptores que são os seios carotídeos, esses são sensores que ajudam o corpo a controlar a pressão arterial. Também tem o corpo carotídeo (glomo) e corpo aórtico que possuem células que apresentam quimiorreceptores sensíveis a concentração de O, CO2 e ph do sangue. O coração Órgão oco, localizado no interior da cavidade torácica, posterior ao esterno, entre os pulmões e superior ao diafragma. É uma bomba muscular com quatro camaras: 2 atrios e 2 ventriculos. A parede do coração é formada por 3 camadas: Epicárdico: Camada externa, delgada, revestida por células mesoteliais delgadas com objetivo de produzir uma superficie externa lisa. O coração esta dentro de uma bolsa, chamada de pericárdio fibroso que é composto por tecido fibrocolagenoso compacto e elástico (possui grandes artérias que levam o sangue para as paredes cardíacas-artérias coronárias-) que é revestido internamente por essas células mesotelias baixas, o pericárdio parietal (Lamina parietal: epitélio pavimentoso simples). E revestido externamente por outra camada de células mesoteliais lisas que forma o pericárdio visceral(lamina visceral – tecido conjuntivo frouxo com vasos e nervos) . A cavidade pericárdica é o espaço entre o pericárdio visceral e parietal, essa cavidade contém um fluido seroso que possui objetivo de lubrificar as superfícies do epicárdico e permitir a movimentação do coração durante as contrações musculares. Miocárdio: é a camada media, composta por tecido muscular estriado cardíaco, responsável pelo bombeamento do sangue. É a porção mais volumosa. O átrio esquerdo possui uma camada mais espessa de miocárdio com fibras mais volumosas devido a maior pressão que deve exercer. A superfície externa do miocárdio que esta sob o pericárdio é lisa. A superfície interna que está sob o endocárdio é erguida por formações trabeculares (evidentes nos ventrículos), essas são revestidas por endocárdio liso. Nos músculos dos átrios (chamados de músculos papilares) ocorre a inserção das cordas tendineas que são cordões que prendem os folhetos valvulares a parede do ventrículo. As fibras do miocárdio atrial possuem grânulos neuroendócrinos que secretam o Hormônio Natriurético atrial quando as fibras atriais são excessivamente estiradas. Esse aumenta a excreção de agua, potássio e sódio e diminui a pressão sanguínea inibindo a secreção de renina e aldosterona. Endocárdio: Corresponde a camada intima, mais interna com revestimento muito delgado e liso. Esse reveste as câmaras cardíacas (está em contato com o sangue) e varia em espessura e área. É composta por 3 camadas: Camada em contato com o miocárdio (camada externa composta por fibras colágenas irregulares, possui algumas fibras de Purkinje), camada (camada mais espessa composta por fibras mais organizadas de colágeno e numero variáveis de fibras elásticas) e camada interna (endotélio- epitélio pavimentoso simples- que segue como o endotélio dos vasos. O endocárdio possui espessura variável devido as ‘’lesoes de jato’’ (áreas com espessamento) que são comuns nos átrios. • Valvas Cardíacas: Impedem o refluxo sanguíneo para as câmaras cardíacas depois do esvaziamento. Tecido conjuntivo denso (colágeno e fibras elásticas) e sao revestidas em ambas as faces por endotélio. • Esqueleto Cardiaco: Um esqueleto fibrocolagenoso central ancora as valvas e as camaras do coração. Esta localizado no nível das 4 valvas cardíacas e circundam as valvas fomando os anéis valvulares que sustentam a base de cada uma. O prolongamento desse esqueleto forma o septo membranoso interventricular. • Complexo estimulante do coração: são células musculares cárdicas especializadas que são células fusiformes com pouca quantidade de miofibrilas e unidas por junções comunicantes. Sabe-se que o estimulo do batimento cardíaco é gerado pelo Nó sinoatrial, esse é formado por células modificadas com membranas polarizadas e despolarizadas gerando impulsos nervosos. Esses impulsos vão ser levados do no sino atrial para o no atrioventricular, e desse partem fibras musculares para a camada subendocárdica que são chamadas de feixe de HIS. Esse feixe de his distribui o estimulo para as células de purkinje que induzem a contração da musculatura cardíaca e da musculatura ventricular. As células de purkinje contrai os músculos papilares que esses vao puxar o cordão tendineo que está preso em cada valva e vão abrir as valvas gerando a passagem do sangue do átrio pros ventrículos. Depois há o relaxamento desses músculos papilares, fechamento das valvas atrioventriculares e as células de purkinje estimulam o miocárdio a se contrair, dessa forma o sanguevai ser expulso para o tronco pulmonar ou para o tronco aórtico. Vasos Linfáticos: Responsáveis por conduzir a linfa para o sangue, apresentam uma única lâmina de endotélio e lâmina basal incompleta, os capilares linfáticos apresentam numerosas microfibrilas elásticas, essa circulação linfática depende de forças externas e estão presentes na maioria dos órgãos. Apresentam estruturas semelhantes as veias ( músculo liso na túnica media e adventícia pouco desenvolvida) e há a presença de vasa vasorum e nervos. Pele e Seus Anexos – cap 18 • A pele é o maior órgão do corpo e desempenham múltiplas funções como: Proteção contra desidratação e atrito, Percepção sensitiva ,Termorregulação (vasos, glândulas e tecido adiposo), Proteção contra radiação ultravioleta (melanina) Síntese de vitamina D3 e defesa imunitária. Epiderme Apresenta epitélio estratificado pavimentoso queratinizado (queratinócitos -celulas mais abundantes na epiderme), Células presentes: Melanócitos, Células de langerhans e Células de Merkel, possuem espessura e estrutura variáveis contendo 5 subcamadas distintas entre si: a) Extrato basal ou germinativo: Camada mais profunda apoiada em membrana basal bem desenvolvida formada por células colunares baixas que repousamsobre a camada basal(essa rica em células tronco) Apresenta grande atividade mitótica sendo responsável pela constante renovação da pele (junto com o extrato espinhoso) . Renovacao celular de 15 a 30 dias. Contem filamentos intermediários de queratina b) Extrato espinhoso: Células de forma irregular, apresentam prolongamentos citoplasmáticos mantidos pela presença de tonofilamentos que unem, através de desmossomas, as células entre si, responsáveis pelo aspecto espinhoso das células. É sem dúvida o extrato mais desenvolvido contendo várias camadas de células. c) Extrato granuloso: De espessura limitada a duas ou cinco camadas. As células apresentam-se achatadas como mostra o núcleo alongado. A intensa basofilia citoplasmática é causada pelos inúmeros grânulos de queratoialina que está célula contém. São responsáveis pela fomacao da impermeabilização e barreira da pele. d) Extrato lúcido: Camada muito delgada identificada por forte acidofilia, situada entre a granulosa e a córnea. A maioria das células não possui núcleo. e) Extrato córneo: Caracterizado por ser constituído basicamente por células mortas e delgadas contendo muita queratina. Caso Clinico: Psoriase: doença de pele que afeta a derme e a epiderme que acontece devido ao aumento acentuado de mistores pela camada basal. Dessa forma a epiderme se torna mais espessa e se renova com mais rapidez; consequentemente há um acumulo de placas esbranquiçadas de queratina descamada. Além disso há um compromentimento dos capilares da derme havendo sempre a recrutacao de neutrófilos deixando a pele com aspecto de inflamada. Melanocitos : A cor da pele varia por fatores ambientais e genéticos. A melanina é um pigmento de cor marrom melanocitos que se encontram na junção da derme com a epiderme ou entre os queratinocitos da camada basal. São células que apresentam citoplasma globoso, onde partem prolongamentos que penetram nas reentrâncias da camada basal e transferem grânulos de melanina para as células dessa camada. A melanina é sintetizada com a participação da enzima tiroquinase. Esses grânulos são injetados no citoplasma dos queratinocitos que funcionam como deposito de melanina e contem maior quantidade desse pigmento do que os melanocitos. Os grânulos de melanina se fundem com os lisossomos dos queratinócitos. Casos Clinicos: Albinismo: resulta da incapacidade hereditária dos melanocitos de produziremmelanina, geralmente causada pela ausência da tirocinase. Vitiligo: Ocorre devido ao desaparecimento dos melanocitos em certas áreas da pele, causando uma despigmentação generalizada. Possíveis etiologias, Imunológica causada por anticorpos antimielócitos, ação citotóxica por metabólicos intermediários ou Neural causado por um mediador neuroquímico. Celulas de langerhans São células relacionadas aos mecanismos de defesa, com prolongamento citoplasmático, Originarias da medula óssea vermelha (mesma origem das células sanguíneas), presentes em toda epiderme (mais precisamente na camada espinhosa), possui núcleo denso e citoplasma claro e é uma célula apresentadoras de antígenos ( fagocita os antígenos com movimentos ameboides) e apresenta-os para os linfócitos T pela via linfática mais próxima. Quando atinge o linfonodo é chamada de células dendriticas. Celulas de merkel (especificas da epiderme) Presentes em maior quantidade na pele espessa ( pontas dos dedos), esta localizada na camada basal (ancorada nela) e presas aos queratinocitos por desmossomos. Há a presença de fibras nervosas aferentes na base da célula e são mecanorreceptores associada a sensibilidade tátil Derme Composta por de tecido conjuntivo fibroelástico altamente vascularizado que apresenta duas camadas diferentes associadas. a) Camada reticular: Por ser a camada mais profunda da pele, formada por tecido conjuntivo denso não modelado, é responsável por preencher e sustentar, entre outros, as camadas superiores. Apresenta-se rica em fibras colágenas espessas dispersas irregularmente, entremeadas por capilares sanguíneos. Possui folículos pilosos, glândulas sebáceas e sudoríparas. b) Camada papilar : Camada abaixo da epiderme constituída por tecido conjuntivo frouxo ricamente vascularizado que, em alguns locais, projeta-se na epiderme e forma as papilas dérmicas. Possui corpúsculos de meissner (células mecanorreceptoras responsável pelo tato). Possui alças capilares nas papilas (são capilares sanguíneos que permite a nutrição da epiderme por meio de difusão além de fornecer a termo regulação através das anastomoses das artérias venosas que desvia o caminho da corrente sanguínea realizando vasodilatação e vaso constrição) Vascularizacao da pele • Plexo vascular superficial na derme reticular superior: – Próximo à junção com a derme papilar • Plexo vascular profundo na derme reticular inferior: – Próxima à sua borda em contato com o subcutâneo • Anastomoses arteriovenosas (retenção do calor) • Corpos glomosos: compreendem em substancias vasculares enoveladas que permitem a dissipação de calor Inervação da pele • Fibras do sistema nervoso autônomo simpático – Piloereção, vasoconstrição, secreção de suor – Sistema aferente – Sensações cutâneas: terminações nervosas livres, corpúsculos de Pacini, corpúsculos de Meissner, Krause e células de Merkel Fases de cura de feridas • Fase 1: Inflamação – Formação de coágulo (mediadores químicos como citocinas, macrófagos que vão fagocitar coágulos mobilizando a transmigração leucocitária) • Fase 2: Proliferação – Formação de tecido de granulação – Proliferação de fibroblastos e deposição de colágeno – Formação da cicatriz – Macrófagos: ocorre a remoção dos restos celulares, secretam mlato proteinases que degradam as fibras colágenas para organizar essas (quando tem hiperplasia de fibroblastos colágenos acontece o queloide. • Fase 3: Maturação – Contração da ferida (fibroblastos sintetizam filamento de actina (proteínas contrateis) – Remodelamento do tecido conjuntivo (ocorre a sbstituicao do colegeno do tipo 3 pelo colágeno do tipo 1) – Recuperação da força tênsil Fatores que influenciam a cicatrização Fatores locais: – Isquemia local (reduz O2, nutrientes e síntese decolágeno) aterosclerose. – Infecção e corpos estranhos (estimula inflamação, aumentando metaloproteases desequilibrando síntese e lise da MEC). – Temperatura local (modifica o fluxo sanguíneo) – úlceras de pacientes acamados Fatores sistêmicos: – Diabéticos – hipóxia, alteração das células fagocitárias (favorece infecções), desequilíbrio de estímulos da inflamação. – Alteração na síntese de componentes da matriz por desnutrição (falta de vitamina C interfere na síntese de colágeno). – Tabagismo – vasoconstrição provocada pela nicotina e efeitos antinflamatórios do monóxido de carbono. – Hormonais (glicocorticoides) – efeitos anti-inflamatórios Pelos São estruturas delgadas e queratinizadas que se desenvolvem a partir de uma invaginação da pele chamada de Foliculo Piloso, que no pelo em fase de crescimento se apresenta como uma porcao na raiz chamada de bulbo piloso que no centro é chamada de papila dérmica. As células que recobrem a papila dérmica formam a raiz do pelo, de onde emerge o eixo do pelo. Possui melanocitos , o que confere a cor do pelo e os músculos eretores do pelo estão localizados obliquamente a esses. Junto a raiz as células vão multiplicando e sintetizando queratina Medula: células queratinizadas não tão densas (queratina mole) , Córtex (envolve a medula do pelo): células onde o tipo de queratina é mais resistente e Cutícula do pelo (células mortas): muito impregnada por queratina, se sobrepõem dando uma impressão de escamas sobrepostas Glândulas Sebáceas Situam-se na derme e normalmente seus ductos desembocam nos folículos pilosos. Em algumas regiões desembocam direto na pele (lábios, mamilos, glande e grandes lábios). São glândulas acinosas que desembocam em um ducto. São um exemplo de glândula halocrina (que libera substancia como seu núcleo e suas organelas (lipídeos) Glândulas Sudoríparas • São muito numeroras e se encontram em toda a pele, são glândulas tubulosas simples enoveladas cujos ductos se abrem na superfície da pele. Secretam o suor: Sódio, potássio, cloreto, ureia, amônia, ácido úrico e agua • . Porção secretora – Epitélio cuboide simples – Células escuras • Grânulos de secreção (glicoproteínas) – Células claras • Dobras na membrana plasmática (transporte de íons e água) • Porção condutora – Epitélio cúbico estratificado • Células da camada externa (absorção de Na + ) • Células mioepiteliais • - Contração • -Liberação da secreção Hipoderme ( não pertence mais a pele) A pele repousa sobre a hipoderme não havendo fixação não muito aderida Tecido adiposo unilocular Tecido fibrocolagenoso (septos) - vasos sanguíneos e nervos Isolante térmico Reserva de energia Proteção contrachoques mecânicos Correlacionada c a estimulação hormonal (hormônio sexuais principalmente os femininos) Estimulando o tecido adiposo alterando as formas do corpo (da mulher) Panículo adiposo estimulado hormonal mente Pode abrigar glândulas sebáceas e sudoríparas Sistema Respiratorio – cap 17 O aparelho respiratório é constituído pelos pulmões e um sistema tubular que comunica o parênquima pulmonar com o meio exterior. É constituída por: • Porção Condutora – Cavidade nasal – Faringe – Laringe – Traqueia – Brônquios – Bronquíolos • Porção Respiratória – Bronquíolos respiratórios – Ductos alveolares – Alvéolos pulmonares Porcão condutora: Exerce importantes funções para proteger o delicado tecido dos alvéolos pulmonares como: limpa, umidifica e aquece o ar inspirado. A parede da porcao condutora é constituída por uma combinação de cartilagem, tecido conjuntivo e tecido muscular liso que proporciona flexibilidade e extensibilidade. A mucosa é revestida por um epitélio especializado, o epitélio respiratório. – Epitelio Respiratorio: Epitelio ciliado pseudoestratificado colunar Celula colunar ciliada: é a mais abundante do epitélio respiratório, cada uma possui por volta de 300 cilios na superfície apical e numeroras mitocôndrias para movimentar esses. Células caliciformes: são as células secretoras de muco (compostas por glicoproteína) Celulas em escova: são células com receptores sensoriais Celulas Basais: São as células tronco, perto da lamina basal, se multiplicam mitoticamente e originam as demais células do epitélio. Célula granular: pertencem ao sistema neuroendócrino difuso, secretam serotonina, noradrenalina e epinefrina. – Mucosa: Componente importante para o sistema imunitário, rica em Linfócitos, nódulos linfáticos (células M – capacidade de capturar antígenos na superfície do epitelio), plasmócitos e macrófagos Obs: as áreas que são expostas diretamente ao fluxo de ar e abrasão (atrito) são revestidas por epitlio estratificado pavimentoso. Ex orofaringe, epiglote e cordas vocais. Em situações de metaplasia (distúrbios de crescimento de diferenciação celular) o organismo se adapta ao ambiente exposto ( pode ser reversível) . O tecido epitelial ciliado pseudoestratificado colunar se torna epitélio estratificado pavimentoso em: – Usuários de cigarro: aumento das células caliciformes e diminuição da quantidade das células ciliadas. O aumento do muco facilita a retenção de poluentes, e há também a diminuição dos movimentos dos cílios devido o CO, levando a estagnação desse muco. – Mudanças do fluxo de ar e abrasão: ocorre em ventilações mecânicas em bebes. Cavidades nasais – pode ser subdividida em Vestíbulo, região respiratória e região olfatória: Vestíbulo: porção mais anterior e dilatada das fossas. Composta por epitélio estratificado pavimentoso não queratinizado e o tecido conjuntivo da derme da origem a lamina própria da mucosa ( submucosa) . Possui pelos curtos chamados de vibrissas e glândulas sebáceas e sudoríparas como barreira de partículas grosseiras. Regiao respiratória: Maior parte das fossas nasais. A mucosa dessa região é recoberta por epitélio pseudoestratificado colunar ciliado, com celulas caliciformes (epitélio respiratório). A lamina própria possui glândulas mistas (serosas e mucosas). O plexo venoso dessa região é importante por ser o responsável pelo aquecimento do ar. Regiao olfatória: Situada nas partes superiores das fossas nasais, é responsável pela sensibilidade olfativa. Essa área é revestida pelo epitélio olfatório com quimiorreceptores da olfacao. Esse epitélio é classificado como neuroepitelio pseudo estratificado colunar formado por 3 celulas: Celulas de sustentação, Celulas basais e as Celulas Olfatorias (neurônios com quimiorreceptores e cilios que são renovados constantemente) . Na lamina própria possui vasos, nervos e glândulas ramificadas túbulo acinosas alveolares chamada de glândula de Bowman. Essa secreção limpa os cílios das células olfatórias, facilitando o acesso de novas substancias odoríferas. Seios Paranasais São revestidas por epitélio respiratório com poucas células caliciformes – não tem propriedade tão efetiva para a produção de muco São os espaços dos ossos pneumáticos localizados na face com presença de mucosa continua com a cavidade nasal (Cavidade nasal e seios paranasais derivam da mesma porção embrionária) podem gerar Sinusite – seio maxilar e seio frontal - Seio frontal, maxilar e células etmoidais anteriores e medias drenam para o meato médio Seio esfenoidal e seio etmoidal posterior meato médio Nasofaringe Epitelio respiratório, possui tonsila faríngea ( linfócitos T e células apresentadora de antígenos)– ( MALT-anel waldeyer) e a mucosa possui plasmocitos ( ig5 específicos de mucosa) . Orofaringe Epitélio estratificado pavimentoso Laringofaringe Epitelio Respiratorio Laringe Tubo de forma irregular que une a laringe a traqueia. Suas paredes contem pecas cartilaginosas irregulares , mantendo a luz da laringe sempre aberta. A epiglote é um prolongamento de cartilagem que se estende da laringe em direção a faringe. Vestíbulo e pregas vestibulares • Epitélio respiratório • Lâmina própria frouxa com gls. Seromucosas • Superfície anterior e posterior da cartilagem epiglótica • Epitélio estratificado pavimentoso- atrito constante do ar com esse epitelio • Pregas vocais • Epitélio estratificado pavimentoso não queratinizado • Subepitélio tecido fibrocolagenoso frouxo (espaço de Reinke) – Gera edema de Reike por conta do cigarro • Ligamento vocal (tecido conjuntivo fibroelástico) • Mm. tireoaritenoide, vocal (fibras musculares esqueléticas) Traqueia • Mucosa – Epitélio respiratório – Lâmina própria: tecido conjuntivo frouxo rico em fibras elásticas (o que promove elasticidade ao epitélio) – Glândulas seromucosas • Cartilagem hialina • Em forma de C – cartilagem rígida sem fibras elásticas • Ligamentos anulares – Tecido conjuntivo fibroelástico: importante devido a tração que a traqueia sofre no momento da deglutição ou respiração forçada. • Parede membranácea da traqueia (movimentos) – Músculo liso • Adventícia – T.C. frouxo unindo a traqueia ao esôfago, serve como suporte – gera uma relação patológica entre as duas estruturas – Possui fibras longitudinais elásticas na parte interior da traqueia • Porcao inferior da traqueia: chamada de carina que da prigem aos brônquios. Possui anéis em forma de C, parede membranácea e submucosa com fibras elásticas.