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CRIMINOLOGIA rodrigoperitocriminal@gmail.com https://www.facebook.com/rodrigo.montes.96 POLÍCIA CIVIL 2018 SP BANCA: VUNESP PROFESSOR: RODRIGO MONTES PERITO CRIMINAL Últimos Editais • Escrivão • Noções de Criminologia 3.1. Conceito, método, objeto e finalidade da Criminologia. 3.2. Teorias sociológicas da criminalidade. 3.3. Vitimologia. 3.4. O Estado Democrático de Direito e a prevenção da infração penal. • Investigador Criminologia 3.1 Fundamentos teóricos 3.2 Etapas evolutivas do pensamento criminológico 3.3 Modelos teóricos de natureza biológica, psicológica e sociológica 3.4 Vitimologia 3.5 Modelos e sistemas de segurança pública e de justiça criminal Escrivão e Investigador Noções de Criminologia 3.1 Conceito, método, objeto e finalidade da Criminologia; 3.2 Teorias sociológicas da criminalidade; 3.3 Vitimologia; 3.4 O Estado Democrático de Direito e a prevenção da infração penal; 3.5 Criminologia e o papel da Polícia Judiciária. NOSSO EDITAL 2018 •CRIMINOLOGIA ≠ CRIMINALÍSTICA CIÊNCIA QUE CUIDA DA ETIOLOGIA DO COMPORTAMENTO CRIMINOSO, E DE SEUS MEIOS PREVENTIVOS ESTUDO DE TODOS OS VESTÍGIOS EM UMA CENA DE CRIME Criminologia deriva do latim “crimino” (crime) e do grego “logos” (tratado ou estudo) EXPRESSÃO CRIMINOLOGIA • PAUL TOPINARD → PRIMEIRO A UTILIZAR O TERMO • RAFAELLE GARÓFALO (1885)→ RECONHECIMENTO INTERNACIONAL • LOMBROSO → MARCO CIENTÍFICO • QUETELET → GÊNESE COM FENÔMENOS SOCIAIS • BECCARIA → ENVOLVIMENTO COM A POLÍTICA CRIMINAL Conceito • Ciência empírica e interdisciplinar que se ocupa do estudo do crime, da pessoa do infrator, da vítima e do controle social do comportamento delitivo e que trata de subministrar uma informação válida, constatada, sobre a gênese, dinâmica e viáveis principais do crime – contemplado este como problema individual e como problema social – assim como sobre programas de prevenção eficaz do mesmo e técnicos de intervenção positiva no homem delinquente e nos diversos modelos ou sistemas de resposta ao delito. INTERDISCIPLINAR ≠MULTIDISCIPLINAR • Entretanto, a criminologia não estuda apenas o crime, mas também as circunstâncias sociais, a vítima, o criminoso, o prognóstico delitivo etc. A criminologia é uma ciência do “ser”, empírica, na medida em que seu objeto (crime, criminoso, vítima e controle social) é visível no mundo real e não no mundo dos valores, como ocorre com o direito, que é uma ciência do “dever ser”, portanto, normativa e valorativa. CRIMINOLOGIA CIÊNCIA DO “SER” DIREITO CIÊNCIA DO “DEVER SER” CARACTERÍSTICAS MAS SIM PREOCUPA-SE COM A ETIOLOGIA” DO DELITO CIÊNCIA DO “SER” NÃO É CIÊNCIA EXATA NÃO ESGOTA SUA TAREFA NA MERA ACUMULAÇÃO DE DADOS SOBRE O DELITO INFORMAÇÃO, INTERPRETANDO-OS, SISTEMATIZANDO E VALORANDO-OS CONFORMA-SE COM UMA INFORMAÇÃO VÁLIDA, CONFIÁVEL E NÃO REFUTADA CLASSIFICAÇÕES DE CRIMINOLOGIA sistematização, comparação e classificação dos resultados tratamento direcionado ao preso (ressocialização e reincidência) conceitos e métodos sobre a criminalidade, o crime e o criminoso, além da vítima e da justiça penal abrange a porção científica e a prática dos operadores do direito sistematização de princípios para fins pedagógicos verificação do cumprimento do papel das ciências criminais e da política criminal negação do capitalismo e apresentação do delinquente como vítima da sociedade, tem no marxismo suas bases (Karl Marx) Criminologia da reação social: consiste na atividade intelectual que estuda os processos de criação das normas penais e sociais que estão relacionadas com o comportamento desviante. OBJETO CARÁTER MAIS DINÂMICO, PLURIDIMENSIONAL E INTERACIONISTA DELITO • Caráter fascinante (mídia). • Empírico, real e dinâmico. • Criminologia estuda o comportamento antissocial, e suas causas. • Não apenas problema individual, mas, sobretudo, como problema social e comunitário. Direito Penal → ação ou omissão típica, ilícita e culpável censurada pela lei Sociologia criminal → conduta desviada. Criminoso • No Brasil, a delinquência revela um perfil jovem com predomínio da faixa etária de 18 a 24 anos, em sua maioria pobre, dele fazendo parte, também, as mulheres, adultas, jovens e pobres, em crescente envolvimento com o tráfico de drogas. • Examinado em suas “interdependências sociais”, como unidade biopsicossocial. • Escola Clássica → Pecador (livre arbítrio) • Escola Positivista → Ser atávico. O auge do seu estudo se deu com Lombroso. • Escola Correlacionista → Pena com função terapêutica (necessitava de ajuda) • Marxismo → atribui a responsabilidade a estruturas econômicas: culpável é a sociedade. DESTAQUE PARA A PSICOLOGIA FORENSE (PERSONALIDADE) VÍTIMA • Pessoa física ou jurídica e ente coletivo prejudicado por ação ou omissão humana que constitua infração penal, ou não, desde que este ato seja uma agressão a um direito seu fundamental. • Passou por 3 períodos: • Protagonismo (idade de ouro): Lei de Talião “olho por olho dente por dente” • Neutralização : Reação assumida pelos poderes públicos. • Redescobrimento (vitimologia): Enfoque mais humanista, respeitando integridade física e ressarcindo danos patrimoniais. Surgimento da Vitimologia. CONTROLE SOCIAL • Conjunto de instituições, estratégias e sanções sociais que pretendem promover e garantir referido submetimento do indivíduo aos modelos e normas comunitários. • Resposta social frente ao conflito • Eficácia do sistema de penas nos processos de ressocialização e prevenção geral. • Agentes informais: De caráter social (família, escola, religião, profissão, clubes de serviço etc.) • Agentes formais: De caráter punitivo (Polícia, Ministério Público, Forças Armadas, Justiça, Administração Penitenciária etc.). • Somente a integração, a sincronização do controle social formal e informal pode reduzir a criminalidade. POLICIAMENTO COMUNITÁRIO CRIMINOLOGIA COMO CIÊNCIA • Sim, Apresenta função, método, e objetos próprios. É considerada uma ciência autônoma. • Não trata-se de uma ciência exata (informações absolutas). • Não é meramente estatística. • Ciência do “ser” (natureza humana). É CIÊNCIA??? MÉTODO • Meio pelo qual o raciocínio humano procura desvendar um fato, referente à natureza, à sociedade e ao próprio homem; • Bases Científicas; • Método empírico. Basicamente, segue um processo indutivo. A criminologia utiliza-se da metodologia experimental, naturalística e indutiva para estudar o delinquente; Ex.: Todos os cães que foram observados tinham coração. Logo, todos os cães têm um coração. Meios de prevenção e repressão dos delitos •CRIMINOLOGIA ≠ POLÍTICA CRIMINAL CONVERTE-SE, EM FACE DA POLÍTICA CRIMINAL, EM UMA CIÊNCIA DE REFERÊNCIAS, NA BASE MATERIAL, NO SUBSTRATO TEÓRICO DESSA ESTRATÉGIA ESTRATÉGIAS A ADOTAREM-SE DENTRO DO ESTADO NO QUE CONCERNE À CRIMINALIDADE E A SEU CONTROLE CRIMINOLOGIA X POLÍTICA CRIMINAL X DIREITO PENAL 3 PILARES DO SISTEMA DAS CIÊNCIAS CRIMINAIS, INSEPARÁVEIS E INTERDEPENDENTES. • CRIMINOLOGIA: DEVE-SE INCUMBIR DE FORNECER O SUBSTRATO EMPÍRICO DO SISTEMA, SEU FUNDAMENTO CIENTÍFICO. • POLÍTICA CRIMINAL: DEVE-SE INCUMBIR DE TRANSFORMAR A EXPERIÊNCIA CRIMINOLÓGICA EM OPÇÕES E ESTRATÉGIAS CONCRETAS ASSUMÍVEIS PELO LEGISLADOR E PELOS PODERES PÚBLICOS. • DIREITO PENAL: DEVE SE ENCARREGAR DE CONVERTER EM PROPOSIÇÕES JURÍDICAS, GERAIS E OBRIGATÓRIAS, O SABER CRIMINOLÓGICO ESGRIMIDO PELA POLÍTICA CRIMINAL COM ESTRITO RESPEITO ÀS GARANTIAS INDIVIDUAIS E AOS PRINCÍPIOS JURÍDICOS DE SEGURANÇA E IGUALDADE TÍPICOS DO ESTADO DE DIREITO. 3 MOMENTOS DE RESPOSTA AO CRIME • FUNÇÃO DA CRIMINOLOGIA É REUNIR UM NÚCLEO DE CONHECIMENTOS VERIFICADOS EMPIRICAMENTE SOBRE O PROBLEMA CRIMINAL EXPLICATIVO • CORRESPONDE À POLÍTICACRIMINAL TRANSFORMAR ESSA INFORMAÇÃO SOBRE A REALIDADE CRIMINAL, DE BASE EMPÍRICA, EM OPÇÕES, ALTERNATIVAS E PROGRAMAS CIENTÍFICOS, A PARTIR DE UMA ÓTICA VALORATIVA. DECISIVO • O DIREITO PENAL CONCRETIZA AS OPÇÕES PREVIAMENTE ADOTADAS EM FORMA DE NORMA OU PROPOSIÇÕES JURÍDICAS GERAIS E OBRIGATÓRIAS OPERATIVO OU INSTRUMENTAL INTERDISCIPLINAR • BIOLOGIA CRIMINAL – observa as condições naturais (aspectos físicos, fisiológicos e psicológicos). • SOCIOLOGIA CRIMINAL – preocupa-se com motivação e permanência do crime na sociedade. • PSICOLOGIA CRIMINAL – condições psicológicas. • PSIQUIATRIA CRIMINAL – capacidade de entendimento e determinação do delinquente. • ENDOCRINOLOGIA CRIMINAL – relação das glândulas no comportamento delitivo. • FRENOLOGIA CRIMINAL – identificar o caráter por traços fisiônomicos (crânio e cabeça) Finalidade Controle Prevenção Criminal • Indicar um diagnóstico qualificado e conjuntural sobre o crime • Não é ciência exata, mas sim prática MÉTODO EMPIRISMO INTERDISCIPLINARIDADE OBJETOS DELITO DELINQUENTE VÍTIMA CONTROLE SOCIAL FUNÇÕES EXPLICAR E PREVENIR O CRIME INTERVIR NA PESSOA DO INFRATOR AVALIAR OS DIFERENTES MODELOS DE RESPOSTA AO CRIME CRIMINOLOGIA MODERNA • Explicar e prevenir o delito (controle social eficaz). Utopia acreditar na completa erradicação do conflito criminal na sociedade. • Avaliar os diferentes modelos de resposta social ao fenômeno criminal. • Intervir na pessoa do delinquente. • Ampliação do objeto da criminologia, com a inserção da vítima e do controle social. • Termo “tratamento” é substituído por “intervenção” (noção pluridimensional, dinâmica e complexa compatível com o fato verificado no mundo real). • Análise e avaliação integram os modelos de reação social. • Análise etiológica do delito. Criminologia Moderna • O estudo do homem delinquente migrou para um segundo plano. O núcleo de interesse das investigações, embora não tenha abandonado o infrator, deslocou-se prioritariamente à conduta delitiva, à vítima e ao controle social. • O delinquente é examinado, em suas interdependências sociais, como unidade biopsicossocial. TEORIAS SOCIOLÓGICAS DA CRIMINALIDADE TEORIAS MACROSSOCIOLÓGICAS TEORIAS CONSENSUAIS TEORIAS CONFLITIVAS São exemplos de teorias de consenso: Escola de Chicago teoria de associação diferencial teoria da anomia teoria da subcultura delinquente. “Perfeito funcionamento das instituições” “Compartilham objetivos comuns, aceitando as regras vigentes naquela sociedade” São exemplos de teorias de conflito: “Labelling Approach” Teoria crítica “Coesão e ordem na sociedade são fundadas na força e coerção, uma vez que os indivíduos desta sociedade não compartilham dos mesmos interesses” TEORIA DA ANOMIA • Teoria estrutural-funcionalista da anomia: introduzida por Emile Durkheim e desenvolvida por Robert Merton. • “Anomia” do grego (a-ausência nomia-Lei). Surge então desvio de conduta. Aumento da criminalidade descrédito de determinado sistema normativo. Impunidade. • Admite o delito como comportamento normal, derivando não de anomalias do indivíduo, mas sim de uma situação social onde falta coesão e ordem no tocante às normas e valores daquele local. • Durkheim: Anomia seria crise moral. Sociedade sem regras claras, sem valores e sem limites é uma sociedade doente. • Finalidade da pena: não está na prevenção, mas sim na satisfação da consciência coletiva. Robert King Merton Durkheim: “não existe nenhuma sociedade na qual não exista uma criminalidade”. Delinquente é um agente regulador da vida social. O delito faz parte, enquanto elemento funcional, da fisiologia e não da patologia da vida social. Normalidade e funcionalidade: O delito provocando e estimulando a reação social, estabiliza e mantém vivo o sentimento coletivo que sustenta, na generalidade dos consócios, a conformidade às normas. O criminoso não só permite a manutenção do sentimento coletivo em uma situação suscetível de mudança, mas antecipa o conteúdo mesmo da futura transformação. De fato, o delito é a antecipação da moral futura. • Consiste em: reportar o desvio a uma possível contradição entre estrutura social e cultura. A desproporção que pode existir entre os fins culturalmente reconhecidos como válidos e os meios legítimos, à disposição do indivíduo para alcança-los, está na origem dos comportamentos desviantes. • Anomia é “aquela crise de estrutura cultural, que se verifica especialmente quando ocorre uma forte discrepância entre normas e fins culturais, por um lado, e as possibilidades socialmente estruturadas de agir em conformidade com aquelas, por outro lado. 2. ROBERTO MERTON: A SUPERAÇÃO DO DUALISMO INDIVÍDUO – SOCIEDADE. FINS CULTURAIS, ACESSO AOS MEIOS INSTITUCIONAIS E “ANOMIA”. 3. A RELAÇÃO ENTRE FINS CULTURAIS E MEIOS INSTITUCIONAIS: CINCO MODELOS DE “ADEQUAÇÃO INDIVIDUAL”. • Fins culturais x meios institucionais. Conformistas x desviantes. • Cinco modelos: • : resposta positiva quanto aos fins culturais e meios institucionais. Conformidade • : adesão aos fins culturais, sem o respeito aos meios institucionais. Inovação • : respeito somente formal aos meios institucionais, sem a persecução dos fins culturais. Ritualismo • : negação de ambos. Apatia • : não à simples negação de ambos, mas à substituição por fins alternativos, mediante meios alternativos. Rebelião TEORIA DA ANOMIA • Sociedade como o organismo humano (disfunção consiste na falha do sistema de funcionamento do corpo social). • Crime é manifestação de um desregulamento social fruto da estimulação de desejos, decorrentes da modernização. • “Sonho americano” – Igualdade real de oportunidades entre os cidadãos visando construir uma “sociedade do bem-estar”. • Ex: Jogo do bicho. Furacão Katrina. Então, o conceito de anomia de Merton atinge dois pontos conflitantes: as metas culturais (status, poder, riqueza etc.) e os meios institucionalizados (escola, trabalho etc.). O fracasso no atingimento das aspirações ou metas culturais, em razão da impropriedade dos meios institucionalizados, pode levar à anomia. TEORIA DA SUBCULTURA DELINQUENTE • Foi desenvolvida por ALBERT K. COHEN. Para ele, o bando delinquente surge como resultado da estrutura das classes sociais. O jovem de classe baixa rejeita os valores da classe dominante porque não integram seu mundo. • Conduta delitiva seria reflexo das subculturas, com normas e valores distintos. Necessidade de aparecer e ter status. • Grupos se organizam com seus próprios valores e normas de condutas aceitas como corretas em seu meio. Cultura dentro de outra cultura. • Ex: Hooligan, Skinhead, Comando Vermelho, terceiro comando. • A CONSTITUIÇÃO DAS SUBCULTURAS CRIMINAIS REPRESENTA, PORTANTO, A REAÇÃO DE MINORIAS DESFAVORECIDAS E A TENTATIVA POR PARTE DELAS, DE SE ORIENTAREM DENTRO DA SOCIEDADE, NÃO OBSTANTE AS REDUZIDAS POSSIBILIDADES LEGÍTIMAS DE AGIR, DE QUE DISPÕEM. TEORIA DA SUBCULTURA DELINQUENTE COHEN – razões de existência de subcultura e do seu conteúdo específico, são individualizadas reportando a atenção às características da estrutura social. Esta última nos induz, nos adolescentes de classe operária, a incapacidade de se adaptar aos standards da cultura oficial, e além disso faz surgir neles problemas de status e de autoconsideração. Daí, deriva uma subcultura caracterizada por: TEORIA DA ASSOCIAÇÃO DIFERENCIAL • Desenvolvida pelo sociólogo americano Edwin Sutherland (1883-1950). Foco inicial nos Estados Unidos. • Crimes de colarinho branco → Designação para autores de crimes específicos, que se diferenciavam dos criminosos comuns. Geralmente são pessoas abastadas financeiramente. • O crime não tem como causa fatoreshereditários, mas sim a influência do meio. • Alguns comportamentos requerem conhecimento especializado ou ainda habilidade de seu agente. • Isso é aprendido e promovido por gangues urbanas, grupos empresariais, aquelas despertadas para a prática de furtos e arruaças, e estes, para a prática de sonegações e fraudes comerciais. TEORIA DA ASSOCIAÇÃO DIFERENCIAL • “Teoria da aprendizagem social” Ex: Menores infratores, sem qualquer parâmetro de êxito profissional fora da criminalidade, associam a grupos delinquentes, onde aprenderão e imitarão técnicas criminosas legitimando o comportamento criminoso. • Exemplos: manipulações financeiras realizadas pelas empresas; a formação de cartéis, ou monopólios; as fraudes e abusos nos direitos de patente, marcas de fábrica e direitos autorais; as práticas injustas no que concerne às relações trabalhistas, entre outros. • -)Importância dos mecanismos de aprendizagem e de diferenciação dos contatos. • -) Relação desta diferenciação com as diferenciações dos grupos sociais. ESCOLA DE CHICAGO • Atribuíram à sociedade e não ao indivíduo as causas do fenômeno criminal. • Em função do crescimento desordenado da cidade de Chicago, que se expandiu do centro para a periferia (movimento circular centrífugo), inúmeros e graves problemas sociais, econômicos, culturais etc. criaram ambiente favorável à instalação da criminalidade, ainda mais pela ausência de mecanismos de controle social. • Miséria e desigualdades sociais → população passa a ter dificuldades de se adaptar aos valores do corpo social dominante, gerando violência e sensível aumento da criminalidade. TEORIA ECOLÓGICA • A teoria ecológica criminal defende a prioridade de ação preventiva, e a minimização da atuação repressiva. • Há um paralelo entre o crescimento da cidade e da criminalidade. • Há dois conceitos básicos para que se possa entender a ecologia criminal e seu efeito criminógeno: a ideia de “desorganização social” e a identificação de “áreas de criminalidade” . • O crescimento desordenado das cidades faz desaparecer o controle social informal; as pessoas vão se tornando anônimas, de modo que a família, a igreja, o trabalho, os clubes de serviço social etc. não dão mais conta de impedir os atos antissociais. • Reestruturação urbanística e arquitetônica funcionam como instrumento de prevenção à criminalidade ROBERT PARK TEORIA DAS ZONAS CONCÊNTRICAS • I – Bancos, armazéns, lojas de departamento... • II – Comércio, indústria • III – Moradia de trabalhadores pobres e imigrantes • IV – Classe média • V – Alta camada social TEORIA ESPACIAL • A análise da área social envolve o nível social, a urbanização e a segregação, os quais explicariam o delito. • Preveni-lo de acordo com uma nova política arquitetônica e urbanística. • Propunham subdividir as áreas públicas em zonas menores, para que cada morador tenha atitudes de dono do local. • Resultados da criminalidade sobre o mapa da cidade. • Propôs amplos programas comunitários para tratamento e prevenção da criminalidade, planejamento por áreas definidas, programas comunitários de recreação e lazer, reurbanização dos bairros pobres, etc... Oscar Newman TEORIA DAS JANELAS QUEBRADAS • Menores delitos para inibir os mais graves. • Relação de causalidade entre desordem e criminalidade. • Teste do carro. • Surge então a lei de tolerância zero. James Wilson e George Kelling TEORIA DA TOLERÂNCIA ZERO • Filosofia jurídico-política • Intransigente com delitos menores. • Encarceramento em massa dos menos favorecidos. • Ex: Não pagar o transporte público, pichações, pequenos furtos. • Acarreta, eventualmente, a prisão das classes menos favorecidas. • Objetivo é redução dos índices de criminalidade. • Exemplo: urbanização de favelas no Rio de Janeiro. A contribuição da escola é traçar novos métodos que servem para o estabelecimento de políticas públicas, grande parte delas preventivas, Busca corrigir a desorganização social e reestabelecer os laços de solidariedade. Rudolph Giuliani e Bratton TEORIA DO CONFLITO TEORIA DO ETIQUETAMENTO (ROTULAÇÃO OU LABELLING APPROACH) • Surgiu no EUA na década de 60. • Busca explicar o delito por meio dos conceitos de conduta desviada e reação social. • “cada um de nós se torna aquilo que os outros veem em nós”. • Se é a lei que cria a delinquência, o estudo do delinquente só interessa de forma secundária. Não compete à criminologia mudar o delinquente, mas a lei. • A criminalização primária produz rotulação, que produz criminalizações secundárias (reincidência) • Criminoso apenas distingui do homem normal devido à rotulação que recebe. • É a estigmatização do indivíduo. Goffman, Lemert e Becker O COMPORTAMENTO DESVIANTE COMO COMPORTAMENTO ROTULADO COMO TAL LEMERT E BECKER -> Pesquisa sobre os efeitos da estigmatização na formação do status social de desviante. Consiste em uma mudança da identidade social do indivíduo, logo no momento em que é introduzido no status de desviante. Distinção entre delinquência primária e secundária. • Os desvios sucessivos à reação social (incriminação e a pena) são fundamentalmente determinados pelos efeitos psicológicos que tal reação produz no indivíduo objeto da mesma. • Torna-se um meio de defesa, ataque, ou de adaptação em relação aos problemas manifestos e ocultos criados pela reação social ao primeiro desvio. DESVIO PRIMÁRIO DESVIO SECUNDÁRIO • Contexto de fatores sociais, culturais e psicológicos. • Desorganização da atitude que o indivíduo tem para consigo mesmo, e do seu papel social. (X) Porque é que o criminoso comete crimes? (CORRETO) Por que é que algumas pessoas são tratadadas como criminosos, quais as consequências desse tratamento e qual a fonte da sua legitimidade? TEORIA CRÍTICA (RADICAL) • Modelo econômico adotado em determinado local o principal fator gerador da criminalidade. • Comunismo de Karl Marx. Questionamento da lei enquanto instrumento da classe dominante. Um fato é considerado criminoso porque é do interesse da classe social dominante. • Age criticando a sociedade capitalista (exploração de mão de obra, injustiças sociais). Capitalista gera desigualdades e violência a ser contida por meio da legislação penal. • Criminalidade é um problema insolúvel dentro da sociedade capitalista. Não é o criminoso que deve ser ressocializado, mas a própria sociedade que deve ser transformada. • Nova política criminal -> Não haja intervenção estatal (abolicionismo Penal) ou se houver, que seja em grau mínimo (minimalismo penal) Taylor • Opondo ao enfoque biopsicológico o enfoque macrossociológico, a criminologia crítica historiciza a realidade comportamental do desvio e ilumina a relação funcional ou disfuncional das estruturas sociais, com o desenvolvimento das relações de produção e de distribuição. • Superação do paradigma etiológico. VELHA CRIMINOLOGIA POSITIVISTA CRIMINOLOGIA CRÍTICA • Explicação dos comportamentos criminalizados partindo da criminalidade como dado ontológico preconstituído à reação social e ao direito penal. • Pretendia estudar nas suas “causas” tal dado, independentemente do estudo da reação social e do direito penal. • O direito penal tende a privilegiar os interesses das classes dominantes, e a imunizar do processo de criminalização comportamentos socialmente danosos típicos dos indivíduos a ela pertencentes, e ligados fundamentalmente à existência de acumulação capitalista, e tende a dirigir o processo de criminalização, principalmente, para formas de desvio típicas das classes subalternas. • O cárcere representa, em suma, a ponta do iceberg que é o sistema penal burguês, o momento culminante de um processo de seleção que começa ainda antes da intervençãodo sistema penal, com a discriminação social e escolar, com a intervenção dos institutos do controle de desvio de menores, de assistência social, etc. O cárcere representa, geralmente, a consolidação definitiva de uma carreira criminosa. RESUMÃOOOOOO CONSENSOCOMPARTILHAM MESMOS OBJETIVOS ANOMIA – DESCRÉDITO DAS LEIS – CRIME FÊNOMENO NORMAL R. MERTON E DURKHEIM S. DELINQUENTE – CULTURA DENTRO DE OUTRA CULTURA A. COHEN A. DIFERENCIAL – APRENDIZAGEM (COLARINHO BRANCO) $UTHERLAND E. CHICAGO – REESTRUTURAÇÃO ARQUITETÔNICA E URBANÍSTICA – AUMENTAR RELAÇÕES INFORMAIS ECOLÓGICA - R. PARK ESPACIAL – O. NEWMAN CONFLITO NÃO COMPARTILHAM MESMOS OBJETIVOS L. APPROACH – ETIQUETAMENTO E ROTULAÇÃO – CRÍTICA À SOCIEDADE E LEIS LEMERT E BECKER CRÍTICA/RADICAL – CRÍTICA AO SISTEMA ECONÔMICO MARX E TAYLOR NEORRETRIBUCIONISMO LEI E ORDEM JANELAS QUEBRAS – DESORDEM MENOR GERA MAIOR KELLING E WILSON TOLERÂNCIA ZERO – INTRANSIGENTE COM DELITOS MENORES R. GIULIANI E BRATTON VITIMOLOGIA • Objeto o estudo vítima, de sua personalidade, de suas características, de suas relações com o delinquente e do papel que assumiu na gênese do delito. • A vitimologia é a ciência que se ocupa da vítima e da vitimização, cujo objeto é a existência de menos vítimas na sociedade, quando esta tiver real interesse nisso. (Benjamim Mendelsohn – Pai da vitimologia). • Vítima é a pessoa que tenha sofrido danos: lesões físicas ou mentais, sofrimento emocional, perda financeira ou diminuição de seus direitos fundamentais, em decorrência de ações ou omissões que violaram a lei penal. • Os primeiros trabalhos sobre vítimas, segundo o professor Marlet (1995), foram de Hans Gross (1901). Mas é considerado como fundador do movimento criminológico o advogado israelita Benjamin Mendelsohn, em função de uma famosa conferência proferida em Bucareste, em 1947, intitulada “Um horizonte novo na ciência biopsicossocial: a vitimologia”. • Também merece destaque “o criminoso e sua vítima” de Hans Von Hentig em 1948. • No Brasil, a vitimologia surgiu na década de 70, com trabalhos de dois pesquisadores: -) Armida Bergamini Mitto -) Edgar de Moura Bittencourt • Hans von Henting, considerado por muitos o verdadeiro criador da vitimologia, classificou como vítima nata aquela que possui um comportamento agressivo, personalidade insuportável, que com seu jeito de viver culmina em gerar um fato criminoso. • Vitimodogmática: é o estudo da contribuição da vítima na ocorrência de um crime, e a influência dessa participação na dosimetria da pena. 1º Seminário de Vitimologia • A vítima que sempre foi ignorada, no estudo da criminologia, passou a ter destaque com o 1º Seminário de Vitimologia (Israel – 1973). • Em 1973, houve o 1º Simpósio Internacional de Vitimologia, em Jerusalém/Israel, sob a supervisão do famoso criminólogo chileno Israel Drapkin. Os estudos impulsionaram a atenção comportamental, buscando traçarem perfis das vítimas potenciais, com a interação do direito penal, da psicologia e da psiquiatria. VITIMOLOGIA• POR GUARACY MOREIRA FILHO CLASSIFICAÇÃO DAS VÍTIMAS Vítimas inocentes Vítimas inconformadas ou atuantes Vítimas da política social Vítimas omissas Vítimas natas VITIMOLOGIA• POR MENDELSON CLASSIFICAÇÃO DAS VÍTIMAS COMPLETAMENTE INOCENTE MENOS CULPADA TÃO CULPADA QUANTO MAIS CULPADA ÚNICA CULPADA VÍTIMA NO CÓDIGO PENAL • É importante analisar a relação entre criminoso e vítima (par penal) para aferir o dolo e a culpa daquele, bem como a responsabilidade da vítima ou sua contribuição involuntária para o fato crime. Isso repercute na adequação típica e na aplicação da pena (art. 59 do CP). É inegável o papel da vítima no homicídio privilegiado, por exemplo. • Art. 59 - O juiz, atendendo à culpabilidade, aos antecedentes, à conduta social, à personalidade do agente, aos motivos, às circunstâncias e conseqüências do crime, bem como ao comportamento da vítima, estabelecerá, conforme seja necessário e suficiente para reprovação e prevenção do crime: • Exemplo de destaque: Lei n. 11.340/2006 (Lei Maria da Penha). VITIMIZAÇÃO HETEROVITIMIZAÇÃO INDIRETA TERCIÁRIA (ROTULAÇÃO) SECUNDÁRIA (SOBREVITIMIZAÇÃO) PRIMÁRIA VITIMIZAÇÃO: CONSISTE NO ATO OU EFEITO DE ALGUÉM TORNAR-SE VÍTIMA DE SUA PRÓPRIA CONDUTA (AUTOLESÃO, SUICÍDIO), DA CONDUTA DE TERCEIROS (CRIMES DIVERSOS) OU MESMO DE FATO DA NATUREZA (ACIDENTES, CATÁSTROFES). • Vitimização PRIMÁRIA: é aquela que corresponde aos danos à vítima decorrentes do crime. • Vitimização SECUNDÁRIA: ou sobrevitimização; entende-se ser aquela causada pelas instâncias formais de controle social. • Vitimização TERCIÁRIA: falta de amparo dos órgãos públicos às vítimas; nesse contexto, a própria sociedade não acolhe a vítima, e muitas vezes a incentiva a não denunciar o delito às autoridades, ocorrendo o que se chama de cifra negra (quantidade de crimes que não chegam ao conhecimento do Estado). CIFRAS CRIMINOLÓGICAS Cifra Criminal é o termo que se utiliza para os crimes que ocorrem porém não chegam ao conhecimento das autoridades policiais ou deixam de seguirem com os trâmites necessários para que o autor, responsável pela prática do crime seja devidamente responsabilizado civil e penalmente. São classificadas em: - NEGRAS: DELITOS NÃO REGISTRADOS – SOCIEDADE FOMENTA ANONIMATO - DOURADAS: CRIMES DE COLARINHO BRANCO - CINZAS: AUSÊNCIA DE INTERESSE DA VÍTIMA – NÃO REPRESENTAÇÃO - AMARELAS: CRIME É PRATICO PELO ESTADO – VÍTIMA COM RECEIO DE REPRESÁLIAS - VERDES: IMPUNIDADE NOS CRIMES AMBIENTAIS. - BRANCAS: CRIMES SOLUCIONADOS, ISTO É APURADOS SUA AUTORIA. NÚMERO DE REGISTROS REAIS?? • Nas ocorrências, cujo impulso depende da manifestação de vontade da vítima, por exemplo, lesão corporal de natureza leve, art. 129, caput, do CP, que depende da representação, se a vitima não comparece num prazo de 06 meses, art. 38 do CPP, a contar do dia que vier a saber quem é o autor do crime, ocorre a chamada decadência ou ausência de interesse da vítima, o que em criminologia é chamado de cifra cinza. • Quando o crime é praticado pelo Estado contra a sociedade, por exemplo, no crime de abuso de autoridade, Lei nº 4898/65, se a vítima não toma as providências por receio de futuras represálias, em criminologia, esse fato é chamado de cifra amarela. • Existem também os fatos que são computados nas cifras douradas, mas por razões de falta de estrutura do Estado, acabam por operar as prescrições legais, sejam nas Unidades de Polícia ou no Poder Judiciário. • Números reais de registros - NRR, seriam as cifras douradas + cifras negras ou ocultas + cifras cinzas + cifras amarelas. CIFRAS NEGRAS OU ZONA OCULTA • DELITOS NÃO REGISTRADOS – SOCIEDADE FOMENTA ANONIMATO SELF-REPORTER SURVEY (INFORMES DE AUTODENÚNCIA) PESQUISAS DE VITIMIZAÇÃO ESTIMAÇÃO DA CRIMINALIDADE REAL NÃO APRESENTAM BONS RESULTADOS COM ADULTOS E RELACIONADOS A CRIMES DE COLARINHO BRANCO CINZAS: AUSÊNCIA DE INTERESSE DA VÍTIMA – NÃO REPRESENTAÇÃO • Art. 130 - Expor alguém, por meio de relações sexuais ou qualquer ato libidinoso, a contágio de moléstia venérea, de que sabe ou deve saber que está contaminado: § 2º - Somente se procede mediante representação. • Art. 147 - Ameaçar alguém, por palavra, escrito ou gesto, ou qualquer outro meio simbólico, de causar-lhe mal injusto e grave: Parágrafo único - Somente se procede mediante representação. • É imperioso afirmar que as estatísticas que são divulgadas oficialmente pelo Estado, nem de longe retrata a realidade concreta daquilo que efetivamente ocorre no meio social, certamente, não porque a vítima não acredita na prestação e respostado Estado nas suas vitais necessidades. • O que mais se assusta é saber que nessas cifras ocultas estão crimes violentos, v.g., roubo e até hediondos como estupros, não são levados ao conhecimento oficial justamente por não acreditarem no sistema de repressão criminal. PROGNÓSTICO CRIMINOLÓGICO • Estimativa da probabilidade do delinquente delinquir. "Art. 112. A pena privativa de liberdade será executada em forma progressiva com a transferência para regime menos rigoroso, a ser determinada pelo juiz, quando o preso tiver cumprido ao menos um sexto da pena no regime anterior e ostentar bom comportamento carcerário, comprovado pelo diretor do estabelecimento, respeitadas as normas que vedam a progressão. LEI DE EXECUÇÃO PENAL – 7210/84 Art. 5º Os condenados serão classificados, segundo os seus antecedentes e personalidade, para orientar a individualização da execução penal. Art. 6o A classificação será feita por Comissão Técnica de Classificação que elaborará o programa individualizador da pena privativa de liberdade adequada ao condenado ou preso provisório. Art. 7º A Comissão Técnica de Classificação, existente em cada estabelecimento, será presidida pelo diretor e composta, no mínimo, por 2 (dois) chefes de serviço, 1 (um) psiquiatra, 1 (um) psicólogo e 1 (um) assistente social, quando se tratar de condenado à pena privativa de liberdade. Art. 8º O condenado ao cumprimento de pena privativa de liberdade, em regime fechado, será submetido a exame criminológico para a obtenção dos elementos necessários a uma adequada classificação e com vistas à individualização da execução. PROGNÓSTICO CLÍNICO ESTATÍSTICO PROGNÓSTICO CRIMINOLÓGICO PREVENÇÃO CRIMINAL Objetivo do Estado de Direito: prevenção de atos nocivos e consequentemente a manutenção da paz e harmonia. Necessidade de dois tipos de medida: • Primeira atingindo indiretamente o delito: visa a causa da criminalidade. • A segunda diretamente: Infração penal em formação. Medidas jurídicas à efetiva punição de crimes graves. • RESSOCIALIZAR O DELINQUENTE, REPARAR O DANO À VÍTIMA E PREVENIR O PROBLEMA. MODELOS DE REAÇÃO AO DELITO: A prática de um delito provoca uma reação da sociedade em sentido contrário, existindo no presente três modelo: PREVENÇÃO PRIMÁRIA PREVENÇÃO SECUNDÁRIA PREVENÇÃO TERCIÁRIA Prevenção vitimária: programa, de conscientização, informação e tutela, voltado para indicadores que convertem certas pessoas em candidatos qualificados ou propícios ao status de vítima. TÉCNICAS DE PREVENÇÃO SITUACIONAL Modalidade preventiva que cuida da diminuição das oportunidades que influenciam a vontade delitiva dificultando a prática do crime cujas principais técnicas são classificadas em: • ESFORÇO • RISCO • RECOMPENSAS • SENTIMENTOS DE CULPA DO INFRATOR DAS TEORIAS DA PENA Sua aplicação deve se limitar apenas e tão somente aos casos em que as outras esferas do direito revelaram-se incapazes de promover a pacificação social do conflito (efeitos drásticos na vida do indivíduo). TEORIAS ABSOLUTAS: “Pune-se porque pecou”. Propósito de retribuir o mal a seu autor e ninguém mais. Entendem que a pena é um imperativo de justiça, negando fins utilitários. TEORIAS RELATIVAS OU UTILITÁRIAS: ensejam um fim utilitário para a punição. Seus fins são duplos: prevenção geral (intimidação de todos) e prevenção particular/especial (impedir o réu de praticar novos crimes; intimidá- lo e corrigi-lo). TEORIAS MISTAS: Conjugam as duas primeiras (RETRIBUIÇÃO DA PENA, REEDUCAÇÃO DO CRIMINOSO E INTIMIDAÇÃO). PREVENÇÃO GERAL (sociedade) + (valores da lei) - (intimidatório) ESPECIAL (delinquente) + (ressocializador) - (Neutralização) A prevenção pode ser geral ou especial. A prevenção geral se divide em negativa e positiva: • a) Prevenção geral negativa – Através do exemplo, visa à coação psicológica da coletividade para desestimular os potenciais criminosos. Manifesta-se pelo direito penal do terror. • b) Prevenção geral positiva – É voltada para demonstrar a vigência da lei penal (sua existência, validade e eficiência). Serve para a estimular a confiança da coletividade na firmeza e poder do Estado de execução do ordenamento jurídico. A prevenção especial também se divide em negativa e positiva: • a) Prevenção especial negativa – Busca evitar a reincidência do condenado. • b) Prevenção especial positiva – Preocupa-se com a ressocialização do condenado, para que ele possa retornar ao convívio social preparado para respeitar as regras impostas pelo Direito. CRIMINOLOGIA E A POLÍCIA JUDICIÁRIA • A polícia é usada pelo Estado para, dentre outras funções, manter a segurança e a paz da coletividade. • A Polícia Judiciária realiza a investigação criminal por meio de procedimentos informais e também por meio da instrução cartorária do Inquérito Policial fazendo uma espécie de “formação de culpa” pré- processual. POLÍCIA ADMINISTRATIVA JUDICIÁRIA PREVENTIVO REPRESSIVO Assim, a polícia administrativa teria como objetivo impedir a conduta antissocial ao passo que a judiciária apurar os fatos já ocorridos. POLÍCIA JUDICIÁRIA CIVIL FEDERAL FORMALIZA FATO CRIMINOSO (BO, TC, IP) DAR INÍCIO À PERSECUÇÃO PENAL INVESTIGAR PROCESSAR PUNIR • Art. 2º, caput, da Lei 12.830/13: As funções de polícia judiciária e a apuração de infrações penais exercidas pelo delegado de polícia são de natureza jurídica, essenciais e exclusivas de Estado. • § 1o Ao delegado de polícia, na qualidade de autoridade policial, cabe a condução da investigação criminal por meio de inquérito policial ou outro procedimento previsto em lei, que tem como objetivo a apuração das circunstâncias, da materialidade e da autoria das infrações penais. • § 2o Durante a investigação criminal, cabe ao delegado de polícia a requisição de perícia, informações, documentos e dados que interessem à apuração dos fatos. • Cuida-se de função de caráter repressivo, auxiliando o Poder Judiciário. Sua atuação ocorre depois da prática de uma infração penal e tem como objetivo precípuo colher elementos de informação relativos à materialidade e à autoria do delito, propiciando que o titular da ação penal possa dar início à persecução penal em juízo. • Como visto a polícia judiciária tem um papel importante no auxílio ao poder judiciário, pois angaria elementos de provas de uma prática delituosa, bem a autoria delitiva. Essas informações coletadas pela polícia judiciária são fundamentais para que o órgão acusador do Estado promova a responsabilidade penal do infrator • Art. 144. A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, através dos seguintes órgãos: • I – polícias civis • § 4º - às polícias civis, dirigidas por delegados de polícia de carreira, incumbem, ressalvada a competência da União, as funções de polícia judiciária e a apuração de infrações penais, exceto as militares. • Cabe às polícias uma função extremamente relevante no controle social formal e no respeito às leis, o que, invariavelmente, repercute no direito fundamental à segurança pública. • Dessa forma, além de desenvolver suas funções precípuas e geral, compete incutir na ideologia policial conceitos básicos de criminologia para melhor compreensão do fenômeno delitivo – desprovida do rigor repressivo imposto pelo direito penal – sem prejuízo para a vítima e, quiçá para o estado. • No mesmo diapasão, há de iniciarmos a cultura da prevenção delitiva como medida de conscientização a longo prazo em busca reeducação social e penal. • Nesse sentido, a Polícia Judiciária faz parte do chamado controle social formal, mais especificamente na primeiraseleção, responsável pela investigação criminal do crime que não foi evitado pelo controle social informal. Dessa maneira possibilita a acusação e o julgamento pelo Ministério Público e Judiciário, respectivamente, somando esforços para submeter os indivíduos às normas de convivência em sociedade. O direito penal somente deve atuar quando os demais ramos do direito e instrumentos do controle social se mostrarem impotentes para a manutenção da paz social. • O inquérito policial, verdadeiro procedimento que é, não pode ser rotulado de “simples peça informativa”, até mesmo diante da impactante atuação sobre o investigado, mormente quando recaem sobre ele os indícios formais de autoria delitiva (indiciamento) estabelece-se aí a primeira seleção de controle social. • Desde o instante em que se registra um boletim de ocorrência na delegacia de polícia, passando pela instauração de inquérito em desfavor de algum suspeito ou de seu indiciamento formal, e até na situação extremada de prisão em flagrante, a polícia age, por vezes discricionariamente, fazendo a primeira etapa de filtragem social, inclusive instruindo na apuração as provas definitivas necessárias à comprovação subjetiva e material do delito. Na esfera das infrações penais de menor potencial ofensivo (Lei n. 9.099/95), à polícia judiciária incumbe exclusivamente a lavratura dos termos circunstanciados de ocorrência (art. 69), que recebem expressiva conotação de controle formal. • Daí a expressão popular que macula: “Fulano é ficha suja na Polícia”, relembrando a teoria da etiquetagem social (labelling approach). • Na segunda seleção insere-se a atuação do Ministério Público. • A denominada terceira seleção decorre do processo judicial, culminando com a sentença condenatória transitada em julgado. CRIMIOLOGIA E POLÍCIA JUDICIÁRIA • São complementares, pois enquanto a criminologia estuda formas de prevenção a polícia judiciária estuda formas de investigação e repressão. • A agência policial é uma estrutura de poder a ser questionada, ou seja, é preciso incorporar aos estudos criminológicos o questionamento do papel exercido pela polícia como elemento condicionante do crime. • estabelecendo que só as leis pudessem fixar as penas, não sendo permitido ao juiz aplicar sanções arbitrariamente PARADIGMA CLÁSSICO • repressão desigual, erigindo o criminoso em destinatário de uma política criminal de base científica utilizada como estratégia de combate contra a criminalidade PARADIGMA ETIOLÓGICO • deve buscar explicações sobre o motivo pelos quais determinadas pessoas são estigmatizadas como delinquente, qual a fonte de legitimidade e as consequências da punição imposta a essas pessoas. PARADIGMA DA REAÇÃO SOCIAL Boa noite futuros servidores públicos!!!