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CRIMINOLOGIA
rodrigoperitocriminal@gmail.com
https://www.facebook.com/rodrigo.montes.96
POLÍCIA CIVIL 2018 SP
BANCA: VUNESP
PROFESSOR: RODRIGO MONTES
PERITO CRIMINAL
Últimos Editais
• Escrivão
• Noções de Criminologia 3.1. Conceito, método, objeto e finalidade da Criminologia. 3.2. 
Teorias sociológicas da criminalidade. 3.3. Vitimologia. 3.4. O Estado Democrático de 
Direito e a prevenção da infração penal.
• Investigador
Criminologia 3.1 Fundamentos teóricos 3.2 Etapas evolutivas do pensamento criminológico
3.3 Modelos teóricos de natureza biológica, psicológica e sociológica 3.4 Vitimologia 3.5
Modelos e sistemas de segurança pública e de justiça criminal
Escrivão e Investigador
Noções de Criminologia 3.1 Conceito, método, objeto e finalidade
da Criminologia; 3.2 Teorias sociológicas da criminalidade; 3.3
Vitimologia; 3.4 O Estado Democrático de Direito e a prevenção da
infração penal; 3.5 Criminologia e o papel da Polícia Judiciária.
NOSSO EDITAL 2018
•CRIMINOLOGIA ≠ CRIMINALÍSTICA 
CIÊNCIA QUE CUIDA DA ETIOLOGIA 
DO COMPORTAMENTO CRIMINOSO, 
E DE SEUS MEIOS PREVENTIVOS
ESTUDO DE TODOS OS VESTÍGIOS 
EM UMA CENA DE CRIME
Criminologia deriva do latim “crimino” (crime) e do grego “logos” (tratado ou estudo)
EXPRESSÃO CRIMINOLOGIA
• PAUL TOPINARD → PRIMEIRO A UTILIZAR O TERMO
• RAFAELLE GARÓFALO (1885)→ RECONHECIMENTO INTERNACIONAL
• LOMBROSO → MARCO CIENTÍFICO
• QUETELET → GÊNESE COM FENÔMENOS SOCIAIS
• BECCARIA → ENVOLVIMENTO COM A POLÍTICA CRIMINAL
Conceito
• Ciência empírica e interdisciplinar que se ocupa do estudo do crime, da
pessoa do infrator, da vítima e do controle social do comportamento delitivo
e que trata de subministrar uma informação válida, constatada, sobre a
gênese, dinâmica e viáveis principais do crime – contemplado este como
problema individual e como problema social – assim como sobre programas
de prevenção eficaz do mesmo e técnicos de intervenção positiva no
homem delinquente e nos diversos modelos ou sistemas de resposta ao
delito.
INTERDISCIPLINAR ≠MULTIDISCIPLINAR
• Entretanto, a criminologia não estuda apenas o crime, mas também as
circunstâncias sociais, a vítima, o criminoso, o prognóstico delitivo etc. A
criminologia é uma ciência do “ser”, empírica, na medida em que seu objeto
(crime, criminoso, vítima e controle social) é visível no mundo real e não no
mundo dos valores, como ocorre com o direito, que é uma ciência do “dever
ser”, portanto, normativa e valorativa.
CRIMINOLOGIA CIÊNCIA DO “SER” 
DIREITO CIÊNCIA DO “DEVER SER” 
CARACTERÍSTICAS
MAS 
SIM
PREOCUPA-SE COM A 
ETIOLOGIA” DO DELITO
CIÊNCIA DO “SER”
NÃO É CIÊNCIA EXATA
NÃO ESGOTA SUA TAREFA NA MERA 
ACUMULAÇÃO DE DADOS SOBRE O 
DELITO
INFORMAÇÃO, INTERPRETANDO-OS, 
SISTEMATIZANDO E VALORANDO-OS
CONFORMA-SE
COM UMA INFORMAÇÃO VÁLIDA, 
CONFIÁVEL E NÃO REFUTADA
CLASSIFICAÇÕES DE CRIMINOLOGIA
sistematização, comparação e classificação dos resultados
tratamento direcionado ao preso (ressocialização e reincidência)
conceitos e métodos sobre a criminalidade, o crime e o criminoso,
além da vítima e da justiça penal
abrange a porção científica e a prática dos operadores do direito
sistematização de princípios para fins pedagógicos
verificação do cumprimento do papel das ciências criminais e da 
política criminal
negação do capitalismo e apresentação do delinquente como 
vítima da sociedade, tem no marxismo suas bases (Karl Marx)
Criminologia da reação social: consiste na atividade intelectual que estuda os processos de 
criação das normas penais e sociais que estão relacionadas com o comportamento desviante.
OBJETO
CARÁTER MAIS DINÂMICO, PLURIDIMENSIONAL E INTERACIONISTA
DELITO
• Caráter fascinante (mídia).
• Empírico, real e dinâmico.
• Criminologia estuda o comportamento antissocial, e suas causas.
• Não apenas problema individual, mas, sobretudo, como problema social e 
comunitário.
Direito Penal → ação ou omissão típica, ilícita e culpável censurada pela lei
Sociologia criminal → conduta desviada.
Criminoso
• No Brasil, a delinquência revela um perfil jovem com predomínio da faixa etária de
18 a 24 anos, em sua maioria pobre, dele fazendo parte, também, as mulheres,
adultas, jovens e pobres, em crescente envolvimento com o tráfico de drogas.
• Examinado em suas “interdependências sociais”, como unidade biopsicossocial.
• Escola Clássica → Pecador (livre arbítrio)
• Escola Positivista → Ser atávico. O auge do seu estudo se deu com Lombroso.
• Escola Correlacionista → Pena com função terapêutica (necessitava de ajuda)
• Marxismo → atribui a responsabilidade a estruturas econômicas: culpável é a 
sociedade. DESTAQUE PARA A PSICOLOGIA FORENSE (PERSONALIDADE)
VÍTIMA
• Pessoa física ou jurídica e ente coletivo prejudicado por ação ou omissão humana 
que constitua infração penal, ou não, desde que este ato seja uma agressão a um 
direito seu fundamental.
• Passou por 3 períodos:
• Protagonismo (idade de ouro): Lei de Talião “olho por olho dente por dente”
• Neutralização : Reação assumida pelos poderes públicos.
• Redescobrimento (vitimologia): Enfoque mais humanista, respeitando integridade 
física e ressarcindo danos patrimoniais. Surgimento da Vitimologia.
CONTROLE SOCIAL
• Conjunto de instituições, estratégias e sanções sociais que pretendem promover e 
garantir referido submetimento do indivíduo aos modelos e normas comunitários.
• Resposta social frente ao conflito
• Eficácia do sistema de penas nos processos de ressocialização e prevenção geral.
• Agentes informais: De caráter social (família, escola, religião, profissão, clubes de serviço 
etc.)
• Agentes formais: De caráter punitivo (Polícia, Ministério Público, Forças Armadas, 
Justiça, Administração Penitenciária etc.).
• Somente a integração, a sincronização do controle social formal e informal pode reduzir 
a criminalidade.
POLICIAMENTO COMUNITÁRIO
CRIMINOLOGIA COMO CIÊNCIA
• Sim, Apresenta função, método, e objetos próprios. É considerada uma 
ciência autônoma.
• Não trata-se de uma ciência exata (informações absolutas).
• Não é meramente estatística.
• Ciência do “ser” (natureza humana).
É CIÊNCIA???
MÉTODO
• Meio pelo qual o raciocínio humano procura desvendar um
fato, referente à natureza, à sociedade e ao próprio homem;
• Bases Científicas;
• Método empírico. Basicamente, segue um processo indutivo.
A criminologia utiliza-se da metodologia experimental,
naturalística e indutiva para estudar o delinquente;
Ex.: Todos os cães que foram observados tinham 
coração. Logo, todos os cães têm um coração.
Meios de prevenção e 
repressão dos delitos
•CRIMINOLOGIA ≠ POLÍTICA CRIMINAL 
CONVERTE-SE, EM FACE DA POLÍTICA
CRIMINAL, EM UMA CIÊNCIA DE
REFERÊNCIAS, NA BASE MATERIAL, NO
SUBSTRATO TEÓRICO DESSA ESTRATÉGIA
ESTRATÉGIAS A ADOTAREM-SE DENTRO
DO ESTADO NO QUE CONCERNE À
CRIMINALIDADE E A SEU CONTROLE
CRIMINOLOGIA X 
POLÍTICA CRIMINAL X 
DIREITO PENAL
3 PILARES DO SISTEMA DAS CIÊNCIAS CRIMINAIS, INSEPARÁVEIS E INTERDEPENDENTES.
• CRIMINOLOGIA: DEVE-SE INCUMBIR DE FORNECER O SUBSTRATO EMPÍRICO DO
SISTEMA, SEU FUNDAMENTO CIENTÍFICO.
• POLÍTICA CRIMINAL: DEVE-SE INCUMBIR DE TRANSFORMAR A EXPERIÊNCIA
CRIMINOLÓGICA EM OPÇÕES E ESTRATÉGIAS CONCRETAS ASSUMÍVEIS PELO
LEGISLADOR E PELOS PODERES PÚBLICOS.
• DIREITO PENAL: DEVE SE ENCARREGAR DE CONVERTER EM PROPOSIÇÕES JURÍDICAS,
GERAIS E OBRIGATÓRIAS, O SABER CRIMINOLÓGICO ESGRIMIDO PELA POLÍTICA
CRIMINAL COM ESTRITO RESPEITO ÀS GARANTIAS INDIVIDUAIS E AOS PRINCÍPIOS
JURÍDICOS DE SEGURANÇA E IGUALDADE TÍPICOS DO ESTADO DE DIREITO.
3 MOMENTOS DE RESPOSTA AO CRIME
• FUNÇÃO DA CRIMINOLOGIA É REUNIR UM NÚCLEO DE CONHECIMENTOS 
VERIFICADOS EMPIRICAMENTE SOBRE O PROBLEMA CRIMINAL
EXPLICATIVO
• CORRESPONDE À POLÍTICACRIMINAL TRANSFORMAR ESSA 
INFORMAÇÃO SOBRE A REALIDADE CRIMINAL, DE BASE EMPÍRICA, EM 
OPÇÕES, ALTERNATIVAS E PROGRAMAS CIENTÍFICOS, A PARTIR DE UMA 
ÓTICA VALORATIVA.
DECISIVO
• O DIREITO PENAL CONCRETIZA AS OPÇÕES PREVIAMENTE ADOTADAS 
EM FORMA DE NORMA OU PROPOSIÇÕES JURÍDICAS GERAIS E 
OBRIGATÓRIAS
OPERATIVO OU INSTRUMENTAL
INTERDISCIPLINAR
• BIOLOGIA CRIMINAL – observa as condições naturais (aspectos físicos, fisiológicos 
e psicológicos).
• SOCIOLOGIA CRIMINAL – preocupa-se com motivação e permanência do crime na 
sociedade.
• PSICOLOGIA CRIMINAL – condições psicológicas.
• PSIQUIATRIA CRIMINAL – capacidade de entendimento e determinação do 
delinquente.
• ENDOCRINOLOGIA CRIMINAL – relação das glândulas no comportamento 
delitivo.
• FRENOLOGIA CRIMINAL – identificar o caráter por traços fisiônomicos (crânio e 
cabeça)
Finalidade
Controle
Prevenção Criminal
• Indicar um diagnóstico qualificado e conjuntural sobre o crime
• Não é ciência exata, mas sim prática 
MÉTODO
EMPIRISMO
INTERDISCIPLINARIDADE
OBJETOS
DELITO
DELINQUENTE
VÍTIMA
CONTROLE 
SOCIAL
FUNÇÕES
EXPLICAR E 
PREVENIR O CRIME 
INTERVIR NA 
PESSOA DO 
INFRATOR
AVALIAR OS 
DIFERENTES 
MODELOS DE 
RESPOSTA AO CRIME
CRIMINOLOGIA MODERNA
• Explicar e prevenir o delito (controle social eficaz).
Utopia acreditar na completa erradicação do conflito criminal na sociedade.
• Avaliar os diferentes modelos de resposta social ao fenômeno criminal.
• Intervir na pessoa do delinquente.
• Ampliação do objeto da criminologia, com a inserção da vítima e do controle social.
• Termo “tratamento” é substituído por “intervenção” (noção pluridimensional, 
dinâmica e complexa compatível com o fato verificado no mundo real).
• Análise e avaliação integram os modelos de reação social.
• Análise etiológica do delito.
Criminologia Moderna
• O estudo do homem delinquente migrou para um segundo plano. O núcleo
de interesse das investigações, embora não tenha abandonado o infrator,
deslocou-se prioritariamente à conduta delitiva, à vítima e ao controle
social.
• O delinquente é examinado, em suas interdependências sociais, como
unidade biopsicossocial.
TEORIAS SOCIOLÓGICAS DA CRIMINALIDADE
TEORIAS 
MACROSSOCIOLÓGICAS
TEORIAS CONSENSUAIS
TEORIAS CONFLITIVAS
São exemplos de teorias de consenso:
Escola de Chicago
 teoria de associação diferencial
 teoria da anomia 
 teoria da subcultura delinquente.
“Perfeito funcionamento das instituições”
“Compartilham objetivos comuns, aceitando as regras vigentes 
naquela sociedade”
São exemplos de teorias de conflito:
 “Labelling Approach”
Teoria crítica
“Coesão e ordem na sociedade são fundadas na força e
coerção, uma vez que os indivíduos desta sociedade não
compartilham dos mesmos interesses”
TEORIA DA ANOMIA
• Teoria estrutural-funcionalista da anomia: introduzida por Emile Durkheim e
desenvolvida por Robert Merton.
• “Anomia” do grego (a-ausência nomia-Lei). Surge então desvio de conduta.
Aumento da criminalidade descrédito de determinado sistema
normativo. Impunidade.
• Admite o delito como comportamento normal, derivando não de anomalias do
indivíduo, mas sim de uma situação social onde falta coesão e ordem no
tocante às normas e valores daquele local.
• Durkheim: Anomia seria crise moral. Sociedade sem regras claras, sem valores e
sem limites é uma sociedade doente.
• Finalidade da pena: não está na prevenção, mas sim na satisfação da
consciência coletiva.
Robert King Merton
Durkheim: “não existe nenhuma sociedade na qual não exista uma
criminalidade”. Delinquente é um agente regulador da vida social.
O delito faz parte, enquanto elemento funcional, da fisiologia e não da
patologia da vida social.
Normalidade e funcionalidade: O delito provocando e estimulando a reação
social, estabiliza e mantém vivo o sentimento coletivo que sustenta, na
generalidade dos consócios, a conformidade às normas.
O criminoso não só permite a manutenção do sentimento coletivo em uma
situação suscetível de mudança, mas antecipa o conteúdo mesmo da futura
transformação. De fato, o delito é a antecipação da moral futura.
• Consiste em: reportar o desvio a uma possível contradição entre estrutura social
e cultura. A desproporção que pode existir entre os fins culturalmente
reconhecidos como válidos e os meios legítimos, à disposição do indivíduo para
alcança-los, está na origem dos comportamentos desviantes.
• Anomia é “aquela crise de estrutura cultural, que se verifica especialmente
quando ocorre uma forte discrepância entre normas e fins culturais, por um lado,
e as possibilidades socialmente estruturadas de agir em conformidade com
aquelas, por outro lado.
2. ROBERTO MERTON: A SUPERAÇÃO DO DUALISMO 
INDIVÍDUO – SOCIEDADE. FINS CULTURAIS, ACESSO AOS 
MEIOS INSTITUCIONAIS E “ANOMIA”.
3. A RELAÇÃO ENTRE FINS CULTURAIS E MEIOS INSTITUCIONAIS: CINCO 
MODELOS DE “ADEQUAÇÃO INDIVIDUAL”.
• Fins culturais x meios institucionais. Conformistas x desviantes.
• Cinco modelos:
• : resposta positiva quanto aos fins culturais e meios institucionais.
Conformidade
• : adesão aos fins culturais, sem o respeito aos meios institucionais.
Inovação
• : respeito somente formal aos meios institucionais, sem a persecução dos fins culturais.
Ritualismo
• : negação de ambos.
Apatia
• : não à simples negação de ambos, mas à substituição por fins alternativos, mediante 
meios alternativos.
Rebelião
TEORIA DA ANOMIA
• Sociedade como o organismo humano (disfunção consiste na falha do
sistema de funcionamento do corpo social).
• Crime é manifestação de um desregulamento social fruto da estimulação de
desejos, decorrentes da modernização.
• “Sonho americano” – Igualdade real de oportunidades entre os cidadãos
visando construir uma “sociedade do bem-estar”.
• Ex: Jogo do bicho. Furacão Katrina.
Então, o conceito de anomia de Merton atinge dois pontos conflitantes: as
metas culturais (status, poder, riqueza etc.) e os meios institucionalizados
(escola, trabalho etc.). O fracasso no atingimento das aspirações ou metas
culturais, em razão da impropriedade dos meios institucionalizados, pode
levar à anomia.
TEORIA DA SUBCULTURA DELINQUENTE
• Foi desenvolvida por ALBERT K. COHEN. Para ele, o bando delinquente
surge como resultado da estrutura das classes sociais. O jovem de classe
baixa rejeita os valores da classe dominante porque não integram seu
mundo.
• Conduta delitiva seria reflexo das subculturas, com normas e valores
distintos. Necessidade de aparecer e ter status.
• Grupos se organizam com seus próprios valores e normas de condutas
aceitas como corretas em seu meio. Cultura dentro de outra cultura.
• Ex: Hooligan, Skinhead, Comando Vermelho, terceiro comando.
• A CONSTITUIÇÃO DAS SUBCULTURAS CRIMINAIS REPRESENTA,
PORTANTO, A REAÇÃO DE MINORIAS DESFAVORECIDAS E A TENTATIVA
POR PARTE DELAS, DE SE ORIENTAREM DENTRO DA SOCIEDADE, NÃO
OBSTANTE AS REDUZIDAS POSSIBILIDADES LEGÍTIMAS DE AGIR, DE
QUE DISPÕEM.
TEORIA DA SUBCULTURA DELINQUENTE
COHEN – razões de existência de subcultura e do seu conteúdo específico, são
individualizadas reportando a atenção às características da estrutura social. Esta
última nos induz, nos adolescentes de classe operária, a incapacidade de se
adaptar aos standards da cultura oficial, e além disso faz surgir neles problemas de
status e de autoconsideração. Daí, deriva uma subcultura caracterizada por:
TEORIA DA ASSOCIAÇÃO DIFERENCIAL
• Desenvolvida pelo sociólogo americano Edwin Sutherland (1883-1950). Foco
inicial nos Estados Unidos.
• Crimes de colarinho branco → Designação para autores de crimes específicos,
que se diferenciavam dos criminosos comuns. Geralmente são pessoas abastadas
financeiramente.
• O crime não tem como causa fatoreshereditários, mas sim a influência do meio.
• Alguns comportamentos requerem conhecimento especializado ou ainda
habilidade de seu agente.
• Isso é aprendido e promovido por gangues urbanas, grupos empresariais,
aquelas despertadas para a prática de furtos e arruaças, e estes, para a prática de
sonegações e fraudes comerciais.
TEORIA DA ASSOCIAÇÃO DIFERENCIAL
• “Teoria da aprendizagem social” Ex: Menores infratores, sem qualquer
parâmetro de êxito profissional fora da criminalidade, associam a grupos
delinquentes, onde aprenderão e imitarão técnicas criminosas legitimando o
comportamento criminoso.
• Exemplos: manipulações financeiras realizadas pelas empresas; a formação
de cartéis, ou monopólios; as fraudes e abusos nos direitos de patente, marcas
de fábrica e direitos autorais; as práticas injustas no que concerne às relações
trabalhistas, entre outros.
• -)Importância dos mecanismos de aprendizagem e de diferenciação dos 
contatos.
• -) Relação desta diferenciação com as diferenciações dos grupos sociais.
ESCOLA DE CHICAGO
• Atribuíram à sociedade e não ao indivíduo as causas do fenômeno criminal.
• Em função do crescimento desordenado da cidade de Chicago, que se
expandiu do centro para a periferia (movimento circular centrífugo), inúmeros
e graves problemas sociais, econômicos, culturais etc. criaram ambiente
favorável à instalação da criminalidade, ainda mais pela ausência de
mecanismos de controle social.
• Miséria e desigualdades sociais → população passa a ter dificuldades de se
adaptar aos valores do corpo social dominante, gerando violência e sensível
aumento da criminalidade.
TEORIA ECOLÓGICA
• A teoria ecológica criminal defende a prioridade de ação preventiva, e a
minimização da atuação repressiva.
• Há um paralelo entre o crescimento da cidade e da criminalidade.
• Há dois conceitos básicos para que se possa entender a ecologia criminal e
seu efeito criminógeno: a ideia de “desorganização social” e a identifi​cação
de “áreas de criminalidade” .
• O crescimento desordenado das cidades faz desaparecer o controle social
informal; as pessoas vão se tornando anônimas, de modo que a família, a
igreja, o trabalho, os clubes de serviço social etc. não dão mais conta de
impedir os atos antissociais.
• Reestruturação urbanística e arquitetônica funcionam como instrumento de
prevenção à criminalidade
ROBERT PARK
TEORIA DAS ZONAS CONCÊNTRICAS
• I – Bancos, armazéns, lojas de
departamento...
• II – Comércio, indústria
• III – Moradia de trabalhadores
pobres e imigrantes
• IV – Classe média
• V – Alta camada social
TEORIA ESPACIAL
• A análise da área social envolve o nível social, a urbanização e a segregação,
os quais explicariam o delito.
• Preveni-lo de acordo com uma nova política arquitetônica e urbanística.
• Propunham subdividir as áreas públicas em zonas menores, para que cada
morador tenha atitudes de dono do local.
• Resultados da criminalidade sobre o mapa da cidade.
• Propôs amplos programas comunitários para tratamento e prevenção da
criminalidade, planejamento por áreas definidas, programas comunitários
de recreação e lazer, reurbanização dos bairros pobres, etc...
Oscar Newman
TEORIA DAS JANELAS QUEBRADAS
• Menores delitos para inibir os mais graves.
• Relação de causalidade entre desordem e criminalidade.
• Teste do carro.
• Surge então a lei de tolerância zero.
James Wilson e George Kelling
TEORIA DA TOLERÂNCIA ZERO
• Filosofia jurídico-política
• Intransigente com delitos menores.
• Encarceramento em massa dos menos favorecidos.
• Ex: Não pagar o transporte público, pichações, pequenos furtos.
• Acarreta, eventualmente, a prisão das classes menos favorecidas.
• Objetivo é redução dos índices de criminalidade.
• Exemplo: urbanização de favelas no Rio de Janeiro. A contribuição da escola é
traçar novos métodos que servem para o estabelecimento de políticas
públicas, grande parte delas preventivas, Busca corrigir a desorganização
social e reestabelecer os laços de solidariedade.
Rudolph Giuliani e Bratton
TEORIA DO CONFLITO
TEORIA DO ETIQUETAMENTO (ROTULAÇÃO 
OU LABELLING APPROACH)
• Surgiu no EUA na década de 60.
• Busca explicar o delito por meio dos conceitos de conduta desviada e reação
social.
• “cada um de nós se torna aquilo que os outros veem em nós”.
• Se é a lei que cria a delinquência, o estudo do delinquente só interessa de
forma secundária. Não compete à criminologia mudar o delinquente, mas a
lei.
• A criminalização primária produz rotulação, que produz criminalizações
secundárias (reincidência)
• Criminoso apenas distingui do homem normal devido à rotulação que
recebe.
• É a estigmatização do indivíduo.
Goffman, Lemert e Becker
O COMPORTAMENTO DESVIANTE COMO 
COMPORTAMENTO ROTULADO COMO TAL
LEMERT E BECKER -> Pesquisa sobre os efeitos da estigmatização na
formação do status social de desviante.
Consiste em uma mudança da identidade social do indivíduo, logo no
momento em que é introduzido no status de desviante.
Distinção entre delinquência primária e secundária.
• Os desvios sucessivos à reação
social (incriminação e a pena) são
fundamentalmente determinados
pelos efeitos psicológicos que tal
reação produz no indivíduo
objeto da mesma.
• Torna-se um meio de defesa,
ataque, ou de adaptação em
relação aos problemas manifestos
e ocultos criados pela reação
social ao primeiro desvio.
DESVIO PRIMÁRIO DESVIO SECUNDÁRIO
• Contexto de fatores sociais,
culturais e psicológicos.
• Desorganização da atitude que
o indivíduo tem para consigo
mesmo, e do seu papel social.
(X) Porque é que o criminoso comete crimes? 
(CORRETO) Por que é que algumas pessoas são tratadadas como criminosos, 
quais as consequências desse tratamento e qual a fonte da sua legitimidade?
TEORIA CRÍTICA (RADICAL)
• Modelo econômico adotado em determinado local o principal fator gerador da
criminalidade.
• Comunismo de Karl Marx. Questionamento da lei enquanto instrumento da classe
dominante. Um fato é considerado criminoso porque é do interesse da classe social
dominante.
• Age criticando a sociedade capitalista (exploração de mão de obra, injustiças sociais).
Capitalista gera desigualdades e violência a ser contida por meio da legislação penal.
• Criminalidade é um problema insolúvel dentro da sociedade capitalista. Não é o
criminoso que deve ser ressocializado, mas a própria sociedade que deve ser
transformada.
• Nova política criminal -> Não haja intervenção estatal (abolicionismo Penal) ou se
houver, que seja em grau mínimo (minimalismo penal)
Taylor
• Opondo ao enfoque
biopsicológico o enfoque
macrossociológico, a
criminologia crítica historiciza a
realidade comportamental do
desvio e ilumina a relação
funcional ou disfuncional das
estruturas sociais, com o
desenvolvimento das relações de
produção e de distribuição.
• Superação do paradigma
etiológico.
VELHA 
CRIMINOLOGIA 
POSITIVISTA
CRIMINOLOGIA 
CRÍTICA
• Explicação dos comportamentos
criminalizados partindo da
criminalidade como dado
ontológico preconstituído à reação
social e ao direito penal.
• Pretendia estudar nas suas
“causas” tal dado,
independentemente do estudo da
reação social e do direito penal.
• O direito penal tende a privilegiar os interesses das classes dominantes, e a
imunizar do processo de criminalização comportamentos socialmente
danosos típicos dos indivíduos a ela pertencentes, e ligados
fundamentalmente à existência de acumulação capitalista, e tende a dirigir
o processo de criminalização, principalmente, para formas de desvio típicas
das classes subalternas.
• O cárcere representa, em suma, a ponta do iceberg que é o sistema penal
burguês, o momento culminante de um processo de seleção que começa
ainda antes da intervençãodo sistema penal, com a discriminação social e
escolar, com a intervenção dos institutos do controle de desvio de menores,
de assistência social, etc. O cárcere representa, geralmente, a consolidação
definitiva de uma carreira criminosa.
RESUMÃOOOOOO
CONSENSOCOMPARTILHAM 
MESMOS OBJETIVOS
ANOMIA –
DESCRÉDITO 
DAS LEIS – CRIME 
FÊNOMENO 
NORMAL
R. MERTON E 
DURKHEIM
S. DELINQUENTE 
– CULTURA 
DENTRO DE 
OUTRA CULTURA
A. COHEN
A. DIFERENCIAL –
APRENDIZAGEM 
(COLARINHO 
BRANCO)
$UTHERLAND
E. CHICAGO –
REESTRUTURAÇÃO 
ARQUITETÔNICA E 
URBANÍSTICA –
AUMENTAR 
RELAÇÕES 
INFORMAIS
ECOLÓGICA - R. PARK
ESPACIAL – O. NEWMAN
CONFLITO
NÃO COMPARTILHAM 
MESMOS OBJETIVOS
L. APPROACH –
ETIQUETAMENTO E 
ROTULAÇÃO – CRÍTICA À 
SOCIEDADE E LEIS
LEMERT E BECKER
CRÍTICA/RADICAL –
CRÍTICA AO SISTEMA 
ECONÔMICO 
MARX E TAYLOR
NEORRETRIBUCIONISMO
LEI E ORDEM
JANELAS QUEBRAS –
DESORDEM MENOR 
GERA MAIOR
KELLING E WILSON
TOLERÂNCIA ZERO –
INTRANSIGENTE COM 
DELITOS MENORES
R. GIULIANI E 
BRATTON
VITIMOLOGIA
• Objeto o estudo vítima, de sua personalidade, de suas características, de
suas relações com o delinquente e do papel que assumiu na gênese do delito.
• A vitimologia é a ciência que se ocupa da vítima e da vitimização, cujo objeto é
a existência de menos vítimas na sociedade, quando esta tiver real interesse
nisso. (Benjamim Mendelsohn – Pai da vitimologia).
• Vítima é a pessoa que tenha sofrido danos: lesões físicas ou mentais,
sofrimento emocional, perda financeira ou diminuição de seus direitos
fundamentais, em decorrência de ações ou omissões que violaram a lei penal.
• Os primeiros trabalhos sobre vítimas, segundo o professor
Marlet (1995), foram de Hans Gross (1901). Mas é considerado
como fundador do movimento criminológico o advogado
israelita Benjamin Mendelsohn, em função de uma famosa
conferência proferida em Bucareste, em 1947, intitulada “Um
horizonte novo na ciência biopsicossocial: a vitimologia”.
• Também merece destaque “o criminoso e sua vítima” de Hans
Von Hentig em 1948.
• No Brasil, a vitimologia surgiu na década de 70, com trabalhos
de dois pesquisadores:
-) Armida Bergamini Mitto
-) Edgar de Moura Bittencourt
• Hans von Henting, considerado por muitos o verdadeiro criador da
vitimologia, classificou como vítima nata aquela que possui um
comportamento agressivo, personalidade insuportável, que com seu jeito
de viver culmina em gerar um fato criminoso.
• Vitimodogmática: é o estudo da contribuição da vítima na ocorrência de
um crime, e a influência dessa participação na dosimetria da pena.
1º Seminário de Vitimologia
• A vítima que sempre foi ignorada, no estudo da criminologia, passou a ter
destaque com o 1º Seminário de Vitimologia (Israel – 1973).
• Em 1973, houve o 1º Simpósio Internacional de Vitimologia, em
Jerusalém/Israel, sob a supervisão do famoso criminólogo chileno Israel
Drapkin. Os estudos impulsionaram a atenção comportamental, buscando
traçarem perfis das vítimas potenciais, com a interação do direito penal, da
psicologia e da psiquiatria.
VITIMOLOGIA• POR GUARACY MOREIRA FILHO
CLASSIFICAÇÃO 
DAS VÍTIMAS
Vítimas 
inocentes
Vítimas 
inconformadas 
ou atuantes
Vítimas da 
política social
Vítimas 
omissas
Vítimas natas
VITIMOLOGIA• POR MENDELSON
CLASSIFICAÇÃO 
DAS VÍTIMAS
COMPLETAMENTE 
INOCENTE
MENOS CULPADA
TÃO CULPADA 
QUANTO
MAIS 
CULPADA
ÚNICA 
CULPADA
VÍTIMA NO CÓDIGO PENAL
• É importante analisar a relação entre criminoso e vítima (par penal) para aferir
o dolo e a culpa daquele, bem como a responsabilidade da vítima ou sua
contribuição involuntária para o fato crime. Isso repercute na adequação típica
e na aplicação da pena (art. 59 do CP). É inegável o papel da vítima no
homicídio privilegiado, por exemplo.
• Art. 59 - O juiz, atendendo à culpabilidade, aos antecedentes, à conduta
social, à personalidade do agente, aos motivos, às circunstâncias e
conseqüências do crime, bem como ao comportamento da vítima,
estabelecerá, conforme seja necessário e suficiente para reprovação e
prevenção do crime:
• Exemplo de destaque: Lei n. 11.340/2006 (Lei Maria da Penha).
VITIMIZAÇÃO
HETEROVITIMIZAÇÃO
INDIRETA
TERCIÁRIA 
(ROTULAÇÃO)
SECUNDÁRIA 
(SOBREVITIMIZAÇÃO)
PRIMÁRIA
VITIMIZAÇÃO: CONSISTE NO ATO OU EFEITO DE ALGUÉM TORNAR-SE VÍTIMA DE
SUA PRÓPRIA CONDUTA (AUTOLESÃO, SUICÍDIO), DA CONDUTA DE TERCEIROS
(CRIMES DIVERSOS) OU MESMO DE FATO DA NATUREZA (ACIDENTES,
CATÁSTROFES).
• Vitimização PRIMÁRIA: é aquela que corresponde aos danos à
vítima decorrentes do crime.
• Vitimização SECUNDÁRIA: ou sobrevitimização; entende-se
ser aquela causada pelas instâncias formais de controle social.
• Vitimização TERCIÁRIA: falta de amparo dos órgãos públicos às
vítimas; nesse contexto, a própria sociedade não acolhe a vítima,
e muitas vezes a incentiva a não denunciar o delito às
autoridades, ocorrendo o que se chama de cifra negra
(quantidade de crimes que não chegam ao conhecimento do
Estado).
CIFRAS CRIMINOLÓGICAS
Cifra Criminal é o termo que se utiliza para os crimes que ocorrem porém não chegam ao
conhecimento das autoridades policiais ou deixam de seguirem com os trâmites necessários
para que o autor, responsável pela prática do crime seja devidamente responsabilizado civil e
penalmente. São classificadas em:
- NEGRAS: DELITOS NÃO REGISTRADOS – SOCIEDADE FOMENTA ANONIMATO
- DOURADAS: CRIMES DE COLARINHO BRANCO
- CINZAS: AUSÊNCIA DE INTERESSE DA VÍTIMA – NÃO REPRESENTAÇÃO
- AMARELAS: CRIME É PRATICO PELO ESTADO – VÍTIMA COM RECEIO DE
REPRESÁLIAS
- VERDES: IMPUNIDADE NOS CRIMES AMBIENTAIS.
- BRANCAS: CRIMES SOLUCIONADOS, ISTO É APURADOS SUA AUTORIA.
NÚMERO DE REGISTROS REAIS??
• Nas ocorrências, cujo impulso depende da manifestação de vontade da
vítima, por exemplo, lesão corporal de natureza leve, art. 129, caput, do CP,
que depende da representação, se a vitima não comparece num prazo de 06
meses, art. 38 do CPP, a contar do dia que vier a saber quem é o autor do
crime, ocorre a chamada decadência ou ausência de interesse da vítima, o
que em criminologia é chamado de cifra cinza.
• Quando o crime é praticado pelo Estado contra a sociedade, por exemplo,
no crime de abuso de autoridade, Lei nº 4898/65, se a vítima não toma as
providências por receio de futuras represálias, em criminologia, esse fato é
chamado de cifra amarela.
• Existem também os fatos que são computados nas cifras douradas, mas por
razões de falta de estrutura do Estado, acabam por operar as prescrições
legais, sejam nas Unidades de Polícia ou no Poder Judiciário.
• Números reais de registros - NRR, seriam as cifras douradas + cifras negras
ou ocultas + cifras cinzas + cifras amarelas.
CIFRAS NEGRAS OU ZONA OCULTA
• DELITOS NÃO REGISTRADOS – SOCIEDADE FOMENTA ANONIMATO
SELF-REPORTER SURVEY (INFORMES DE 
AUTODENÚNCIA)
PESQUISAS DE VITIMIZAÇÃO
ESTIMAÇÃO DA 
CRIMINALIDADE 
REAL
NÃO APRESENTAM BONS RESULTADOS COM ADULTOS E 
RELACIONADOS A CRIMES DE COLARINHO BRANCO
CINZAS: AUSÊNCIA DE INTERESSE DA VÍTIMA –
NÃO REPRESENTAÇÃO
• Art. 130 - Expor alguém, por meio de relações sexuais ou qualquer ato
libidinoso, a contágio de moléstia venérea, de que sabe ou deve saber que
está contaminado:
§ 2º - Somente se procede mediante representação.
• Art. 147 - Ameaçar alguém, por palavra, escrito ou gesto, ou qualquer outro
meio simbólico, de causar-lhe mal injusto e grave:
Parágrafo único - Somente se procede mediante representação.
• É imperioso afirmar que as estatísticas que são divulgadas oficialmente pelo
Estado, nem de longe retrata a realidade concreta daquilo que efetivamente
ocorre no meio social, certamente, não porque a vítima não acredita na
prestação e respostado Estado nas suas vitais necessidades.
• O que mais se assusta é saber que nessas cifras ocultas estão crimes
violentos, v.g., roubo e até hediondos como estupros, não são levados ao
conhecimento oficial justamente por não acreditarem no sistema de
repressão criminal.
PROGNÓSTICO CRIMINOLÓGICO
• Estimativa da probabilidade do delinquente delinquir.
"Art. 112. A pena privativa de liberdade será executada em forma progressiva com a transferência para
regime menos rigoroso, a ser determinada pelo juiz, quando o preso tiver cumprido ao menos um sexto
da pena no regime anterior e ostentar bom comportamento carcerário, comprovado pelo diretor do
estabelecimento, respeitadas as normas que vedam a progressão.
LEI DE EXECUÇÃO PENAL – 7210/84
Art. 5º Os condenados serão classificados, segundo os seus antecedentes e
personalidade, para orientar a individualização da execução penal.
Art. 6o A classificação será feita por Comissão Técnica de Classificação que
elaborará o programa individualizador da pena privativa de liberdade adequada ao
condenado ou preso provisório.
Art. 7º A Comissão Técnica de Classificação, existente em cada estabelecimento,
será presidida pelo diretor e composta, no mínimo, por 2 (dois) chefes de serviço, 1
(um) psiquiatra, 1 (um) psicólogo e 1 (um) assistente social, quando se tratar de
condenado à pena privativa de liberdade.
Art. 8º O condenado ao cumprimento de pena privativa de liberdade, em regime
fechado, será submetido a exame criminológico para a obtenção dos elementos
necessários a uma adequada classificação e com vistas à individualização da
execução.
PROGNÓSTICO
CLÍNICO
ESTATÍSTICO
PROGNÓSTICO CRIMINOLÓGICO
PREVENÇÃO CRIMINAL
Objetivo do Estado de Direito: prevenção de atos nocivos e consequentemente a
manutenção da paz e harmonia.
Necessidade de dois tipos de medida:
• Primeira atingindo indiretamente o delito: visa a causa da criminalidade.
• A segunda diretamente: Infração penal em formação. Medidas jurídicas à
efetiva punição de crimes graves.
• RESSOCIALIZAR O DELINQUENTE, REPARAR O DANO À VÍTIMA E
PREVENIR O PROBLEMA.
MODELOS DE REAÇÃO AO DELITO: A prática de um delito provoca uma reação da 
sociedade em sentido contrário, existindo no presente três modelo:
PREVENÇÃO PRIMÁRIA
PREVENÇÃO SECUNDÁRIA
PREVENÇÃO TERCIÁRIA
Prevenção vitimária: programa, de conscientização, informação e
tutela, voltado para indicadores que convertem certas pessoas em
candidatos qualificados ou propícios ao status de vítima.
TÉCNICAS DE PREVENÇÃO SITUACIONAL
Modalidade preventiva que cuida da diminuição das oportunidades que
influenciam a vontade delitiva dificultando a prática do crime cujas principais
técnicas são classificadas em:
• ESFORÇO
• RISCO
• RECOMPENSAS
• SENTIMENTOS DE CULPA DO INFRATOR
DAS TEORIAS DA PENA
Sua aplicação deve se limitar apenas e tão somente aos casos em que as outras
esferas do direito revelaram-se incapazes de promover a pacificação social do
conflito (efeitos drásticos na vida do indivíduo).
TEORIAS ABSOLUTAS: “Pune-se porque pecou”. Propósito de retribuir o mal a
seu autor e ninguém mais. Entendem que a pena é um imperativo de justiça,
negando fins utilitários.
TEORIAS RELATIVAS OU UTILITÁRIAS: ensejam um fim utilitário para a
punição. Seus fins são duplos: prevenção geral (intimidação de todos) e
prevenção particular/especial (impedir o réu de praticar novos crimes; intimidá-
lo e corrigi-lo).
TEORIAS MISTAS: Conjugam as duas primeiras (RETRIBUIÇÃO DA PENA,
REEDUCAÇÃO DO CRIMINOSO E INTIMIDAÇÃO).
PREVENÇÃO
GERAL
(sociedade)
+
(valores da lei)
-
(intimidatório) 
ESPECIAL
(delinquente)
+
(ressocializador)
-
(Neutralização)
A prevenção pode ser geral ou especial. A prevenção geral se divide em negativa e
positiva:
• a) Prevenção geral negativa – Através do exemplo, visa à coação psicológica
da coletividade para desestimular os potenciais criminosos. Manifesta-se pelo
direito penal do terror.
• b) Prevenção geral positiva – É voltada para demonstrar a vigência da lei
penal (sua existência, validade e eficiência). Serve para a estimular a confiança
da coletividade na firmeza e poder do Estado de execução do ordenamento
jurídico.
A prevenção especial também se divide em negativa e positiva:
• a) Prevenção especial negativa – Busca evitar a reincidência do condenado.
• b) Prevenção especial positiva – Preocupa-se com
a ressocialização do condenado, para que ele possa retornar ao convívio social
preparado para respeitar as regras impostas pelo Direito.
CRIMINOLOGIA E A POLÍCIA JUDICIÁRIA
• A polícia é usada pelo Estado para, dentre outras funções, manter a
segurança e a paz da coletividade.
• A Polícia Judiciária realiza a investigação criminal por meio de
procedimentos informais e também por meio da instrução cartorária do
Inquérito Policial fazendo uma espécie de “formação de culpa” pré-
processual.
POLÍCIA
ADMINISTRATIVA 
JUDICIÁRIA 
PREVENTIVO
REPRESSIVO
Assim, a polícia administrativa teria como objetivo impedir a conduta 
antissocial ao passo que a judiciária apurar os fatos já ocorridos.
POLÍCIA 
JUDICIÁRIA
CIVIL
FEDERAL 
FORMALIZA FATO CRIMINOSO (BO, TC, IP)
DAR INÍCIO À 
PERSECUÇÃO PENAL
INVESTIGAR
PROCESSAR
PUNIR 
• Art. 2º, caput, da Lei 12.830/13: As funções de polícia judiciária e a apuração de
infrações penais exercidas pelo delegado de polícia são de natureza jurídica, essenciais
e exclusivas de Estado.
• § 1o Ao delegado de polícia, na qualidade de autoridade policial, cabe a condução
da investigação criminal por meio de inquérito policial ou outro procedimento
previsto em lei, que tem como objetivo a apuração das circunstâncias, da
materialidade e da autoria das infrações penais.
• § 2o Durante a investigação criminal, cabe ao delegado de polícia a requisição de
perícia, informações, documentos e dados que interessem à apuração dos fatos.
• Cuida-se de função de caráter repressivo, auxiliando o Poder Judiciário. Sua
atuação ocorre depois da prática de uma infração penal e tem como
objetivo precípuo colher elementos de informação relativos à materialidade
e à autoria do delito, propiciando que o titular da ação penal possa dar início
à persecução penal em juízo.
• Como visto a polícia judiciária tem um papel importante no auxílio ao poder
judiciário, pois angaria elementos de provas de uma prática delituosa, bem
a autoria delitiva. Essas informações coletadas pela polícia judiciária são
fundamentais para que o órgão acusador do Estado promova a
responsabilidade penal do infrator
• Art. 144. A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade
de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade
das pessoas e do patrimônio, através dos seguintes órgãos:
• I – polícias civis
• § 4º - às polícias civis, dirigidas por delegados de polícia de carreira,
incumbem, ressalvada a competência da União, as funções de polícia
judiciária e a apuração de infrações penais, exceto as militares.
• Cabe às polícias uma função extremamente relevante no controle social formal
e no respeito às leis, o que, invariavelmente, repercute no direito fundamental à
segurança pública.
• Dessa forma, além de desenvolver suas funções precípuas e geral, compete
incutir na ideologia policial conceitos básicos de criminologia para melhor
compreensão do fenômeno delitivo – desprovida do rigor repressivo imposto
pelo direito penal – sem prejuízo para a vítima e, quiçá para o estado.
• No mesmo diapasão, há de iniciarmos a cultura da prevenção delitiva como
medida de conscientização a longo prazo em busca reeducação social e penal.
• Nesse sentido, a Polícia Judiciária faz parte do chamado controle social
formal, mais especificamente na primeiraseleção, responsável pela
investigação criminal do crime que não foi evitado pelo controle social
informal. Dessa maneira possibilita a acusação e o julgamento pelo
Ministério Público e Judiciário, respectivamente, somando esforços para
submeter os indivíduos às normas de convivência em sociedade.
O direito penal somente deve atuar
quando os demais ramos do direito e
instrumentos do controle social se
mostrarem impotentes para a
manutenção da paz social.
• O inquérito policial, verdadeiro procedimento que é, não pode ser rotulado de
“simples peça informativa”, até mesmo diante da impactante atuação sobre o
investigado, mormente quando recaem sobre ele os indícios formais de autoria
delitiva (indiciamento) estabelece-se aí a primeira seleção de controle social.
• Desde o instante em que se registra um boletim de ocorrência na delegacia de
polícia, passando pela instauração de inquérito em desfavor de algum suspeito ou
de seu indiciamento formal, e até na situação extremada de prisão em flagrante, a
polícia age, por vezes discricionariamente, fazendo a primeira etapa de filtragem
social, inclusive instruindo na apuração as provas definitivas necessárias à
comprovação subjetiva e material do delito. Na esfera das infrações penais de
menor potencial ofensivo (Lei n. 9.099/95), à polícia judiciária incumbe
exclusivamente a lavratura dos termos circunstanciados de ocorrência (art. 69),
que recebem expressiva conotação de controle formal.
• Daí a expressão popular que macula: “Fulano é ficha suja na Polícia”, relembrando a
teoria da etiquetagem social (labelling approach).
• Na segunda seleção insere-se a atuação do Ministério Público.
• A denominada terceira seleção decorre do processo judicial, culminando 
com a sentença condenatória transitada em julgado.
CRIMIOLOGIA E POLÍCIA JUDICIÁRIA
• São complementares, pois enquanto a criminologia estuda formas de
prevenção a polícia judiciária estuda formas de investigação e repressão.
• A agência policial é uma estrutura de poder a ser questionada, ou seja, é
preciso incorporar aos estudos criminológicos o questionamento do papel
exercido pela polícia como elemento condicionante do crime.
• estabelecendo que só as leis pudessem fixar as penas, não sendo
permitido ao juiz aplicar sanções arbitrariamente
PARADIGMA CLÁSSICO
• repressão desigual, erigindo o criminoso em destinatário de uma
política criminal de base científica utilizada como estratégia de
combate contra a criminalidade
PARADIGMA ETIOLÓGICO
• deve buscar explicações sobre o motivo pelos quais determinadas
pessoas são estigmatizadas como delinquente, qual a fonte de
legitimidade e as consequências da punição imposta a essas
pessoas.
PARADIGMA DA REAÇÃO SOCIAL
Boa noite 
futuros 
servidores 
públicos!!!

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