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1 LDAP: Protocolo de Autenticação de Usuários RESUMO Este artigo tem como objetivo a apresentação ao serviço de diretório LDAP - Lightweight Directory Access Protocol, (CORAL, 2012) protocolo leve para acesso de diretórios através de uma abordagem teórica para autenticação de usuários em um ambiente de rede. Contemporaneamente na informática, organizações públicas e privadas precisam fornecer uma ampla gama de serviços para um grande número de usuários (SANTOS, 2013). Muitos desses serviços requerem uma forma de autenticação e/ou autorização para verificar com segurança a identidade de seus respectivos clientes e assinantes (TRIGO, 2017). O LDAP garante essa autenticação e autorização nos mais diversos serviços, como o Zimbra, que é um cliente de e-mail, dentre outras centenas de serviços (BUTCHER, 2017). Além disso, seu protocolo oferece serviços de segurança e de diretório integrado com capacidade de gerenciamento de armazenamento das informações do usuário em um diretório exclusivo (BUTCHER, 2017). Portanto, ao mesmo tempo, o usuário pode determinar o aplicativo, o serviço, o servidor a ser acessado e os privilégios do usuário (CORAL, 2012). Neste trabalho foi realizada a apresentação técnica e teórica deste protocolo. A metodologia utilizada foi a pesquisa explicativa, tendo como coleta de dados o levantamento bibliográfico. As conclusões mais relevantes foram baseadas na formação de um gerenciamento centralizado de usuários utilizando um sistema de diretório transparente mantendo a informação em um único repositório. Palavras-chave: LDAP. Protocolo. Autenticação. 1 Introdução No mundo de hoje, mas especialmente em organizações de hoje, os usuários devem dar provas para verificar se eles podem acessar determinados tipos de informações da empresa. Existem arquivos, dados, documentos, gráficos e outros "segredos comerciais" que apenas alguns funcionários privilegiados podem conhecer. O problema é que, na maioria dos casos, os usuários devem usar muitos mecanismos de autenticação, como os sistemas de informação da empresa, que 2 é um boa forma para afastar os invasores, mas bastante desconfortável e trabalhoso para os funcionários. O presente estudo delimita-se a explicar o funcionamento do protocolo LDAP através da autenticação de usuários em uma rede, oferecendo uma apresentação ao seu serviço de diretório através de uma abordagem teórica e técnica. O objetivo deste artigo é sugerir uma possível solução para este problema, que se destina a minimizar o número de senhas a serem usadas sem minimizar a segurança oferecida aos sistemas de informação. Uma rede de computadores é um conjunto de dispositivos conectados por links de comunicação. Um dispositivo pode ser um computador, uma impressora ou outro equipamento de envio ou recepção de dados, que estejam conectados a outros dispositivos de rede (FOROUZAN, 2015). Este trabalho justifica-se na necessidade que todo ambiente de rede precisa armazenar informações para possibilitar o seu gerenciamento (autenticação, grupos de usuários, permissões, cotas de armazenamento e impressão, compartilhamentos e etc.). Atualmente, a maioria das organizações possuem ambientes de rede heterogêneos, com vários sistemas operacionais presentes conectadas e muitas vezes distribuídas geograficamente, o que lhes gera sérios problemas gerenciais que se traduzem em excessivos procedimentos de autenticação, determinando lentidão do sistema, além de trabalho desnecessário. Enquanto metodologia, traz-se aqui uma revisão bibliográfica, de natureza qualitativa e cunho explicativo. Analisaram-se para construção deste artigo diversos trabalhos publicados nos últimos 5 anos em mídia impressa e eletrônica, especificadamente nos indexadores Scielo, Scorpus, Web of Science, dentre outros. Foram encontrados 16 artigos, dos quais 9 se relacionaram com o tema proposto e encontram-se neste trabalho. Discorreu-se aqui sobre os mais diversos usos e modos técnicos aos quais o LDAP funciona. Traz-se também no decorrer do trabalho, um exemplo de problema e aplicação da tecnologia de autenticação, e ao final deste, elaborou-se uma conclusão. 3 2 Referencial Teórico As questões sobre a autenticação, o processo de funcinamento do LDAP, e as formas básicas de constituição, funcionamento e construção da tecnologia serão discutiras nos próximos tópicos deste trabalho. 2.1 Sobre a autenticação A autenticação se refere ao processo por meio do qual um usuário de uma rede adquire o direito de usar uma identidade dentro da rede. Existem maneiras para autenticar um usuário, como senhas, biométricos, cartões inteligentes e certificados digitais. A vantagem é que a identidade do usuário na rede não necessariamente tem que ser igual ao nome da pessoa. A mesma pessoa pode ter muitas identidades virtuais e vice-versa. Existem três tipos de autenticação: Autenticação de conhecimento específico: o nome de algum parente específico, a senha para o caixa, uma palavra-chave; Autenticação por posse: um smartcard; Autenticação de identidade: impressão digital, retina, voz ou outras características físicas. 2.2 O desafio Atualmente, cada sistema operacional tem sua própria maneira de autenticar. O mesmo se aplica a aplicativos e sistemas de informação que as organizações utilizam. Isto faz com que o usuário final seja forçado a usar várias formas diferentes de autenticação, como nomes de usuário ou senhas diferentes, o que torna o acesso difícil, confuso e inseguro para estes sistemas, uma vez que em muitos casos, as pessoas tendem a usar senhas fáceis ou o que é pior, anotar as senhas ou deixá-las no computador, carteira ou em outro lugar onde não só o proprietário pode encontrá-la, mas também qualquer um. 4 O desafio é conseguir que o usuário tenha uma senha exclusiva, que sirva para acessar todos os serviços, obtendo maior segurança em sistemas e aplicações; para alcançar este objetivo, é necessário recorrer a uma arquitetura de autenticação centralizada. 2.3 É centralizado autenticação Existem dois modelos de autenticação, um descentralizada e outro centralizado. No modelo descentralizado, cada serviço de rede gerencia suas senhas independentemente, para usuários do Oracle por exemplo, os usuários de um firewall ou os administradores de um site. Cada um desses aplicativos administra separadamente suas senhas e estas não são compartilhadas (SANTOS, 2013). Na autenticação centralizada os usuários e as senhas são colocadas em um repositório central, as diferentes aplicações são configuradas para identificar este lugar e fazer a autenticação contra o repositório. Neste caso as senhas estarão localizadas dentro de um servidor de diretório LDAP, mas em geral podem ser armazenadas em um arquivo de texto sem a formatação ou um banco de dados relacional entre outros métodos de armazenamento. 2.4 Sobre o LDAP O chamado Lightweight Directory Access Protocol – LDAP - é um protocolo entre cliente- servidor feito para acessar um diretório de serviço no modelo do TCP/IP. Isto é baseado no protocolo x. 500, um protocolo padrão para os serviços de diretório no modelo OSI. Um diretório LDAP é semelhante a um banco de dados, mas tende a conter informações mais descritivas. As informações em um diretório são consultadas mais frequentemente, o que é modificado. Como resultado, os diretórios não possuem sistemas de "roll-back", os bancos de dados usados pelo alto volume de atualizações. Os diretórios podem ser ajustados para dar uma resposta rápida às pesquisas de grandes volumes de dados. Talvez tenham a capacidadede replicar informações através de vários sites para aumentar a disponibilidade e confiabilidade, mantendo um tempo mínimo em resposta (SCRIMGER et al, 2012). 5 2.5 Funciona como LDAP O serviço de diretório LDAP é baseado em uma arquitetura entre cliente e servidor, ou entre mais servidores LDAP que contêm os dados que compõem a árvore de diretórios. Como mostrado, um cliente se conecta a um servidor LDAP e lhe faz uma pergunta, o servidor responde com informações ou um ponteiro indicando onde o cliente pode obter mais informações (normalmente, outro servidor LDAP). Independentemente da forma em que um cliente é conectado a um servidor LDAP, a informação é sempre vista da mesma forma. Esta é uma característica importante de um diretório global como serviço LDAP (SCRIMGER et al, 2012). 2.6 Características de diretórios LDAP Abaixo estão listadas algumas das principais características de diretórios LDAP (SCRIMGER et al, 2012). 2.6.1 Dinâmica Os diretórios mais comuns são relativamente estáticos, isto ocorre para que não se altere muito frequentemente, por exemplo, o livro de telefone muda uma vez por ano, o guia de TV atualiza-se semanalmente, os catálogos de compras várias vezes no ano, entre outros exemplos. Mas observa-se que todos eles alteram informações todos os dias, com os quais os dados tornam- se obsoletos (BAHLOUL, 2014). Em contraste, nota-se que os diretórios online têm a capacidade de ser muito mais atualizados, geralmente é um recurso que não é sempre usado, mas às vezes os administradores usam procedimentos automatizados para manter os dados atualizados. Usando esta habilidade para manter a atualização constante pode-se ver como um serviço de autenticação pode ser usado para autorizar o acesso aos aplicativos de uma empresa, porque se existem informações dos empregados atualizadas a cada dia, consequentemente se saberá quando um funcionário será aposentado e assim, bloquear o seu acesso, tudo isso simplesmente por manter- se sincronizado com a implementação do gabinete de recursos humanos. 6 2.6.2 Flexibilidade Outra característica importante dos diretórios é a grande flexibilidade. Essa flexibilidade é vista em dois aspectos, em que o primeiro pode armazenar vários tipos de informações e em segundo lugar, a forma que podem ser armazenados e assim procurar por informações. Diretórios “online” podem armazenar diferentes tipos de informação desde que em contraste com a estática pode ser facilmente estendido geralmente sem acréscimo de custo, por exemplo, a reimpressão. O custo de adicionar informações é simplesmente o tempo que se atrasou na inserção de dados para o sistema e o mesmo armazenamento. Os diretórios “online” são flexíveis pois pode-se pesquisar somente as mesmas informações de maneiras diferentes, por exemplo, no diretório de telefone você pode pesquisar informações pelo nome enquanto diretórios eletrônicos podem ser feitos também pelo endereço, número de telefone e até mesmo por partes do mesmo nome (BAHLOUL, 2014). 2.6.3 Segurança Os diretórios tradicionais não fornecem nenhuma segurança, já que uma vez que são comprados é possível acessar todas as informações contidas neles, enquanto em um diretório "online" o administrador pode decidir até que ponto um usuário podem consultar determinadas informações. 2.6.4 Capacidade de personalização Outra diferença entre os diretórios tradicionais e os que são "online" é que em poucos segundos pode definir ou obter informações relevantes e não relevantes para a organização e a aparência de um projeto com o qual se deseja exibir informações (BAHLOUL, 2014). 2.7 Serviços do diretório LDAP Existem várias implementações de diretórios LDAP, algumas implementações estão mais de acordo com o padrão, enquanto outras à procura de mais flexibilidade se desviam um pouco 7 deste modelo, mas sempre procuram o melhor desempenho para as funções que foram implementadas. Algumas das implementações mais conhecidas são: serviço de diretório da Novell, Openldap, Iplanet Directory Service e Microsoft Active Directory. 2.8 Serviços de autenticação Os serviços de autenticação são ferramentas que me permitem verificar a identidade de um usuário ou serviço, eles fazem isso com segurança, troca de informações entre um cliente e um servidor, que por sua vez, se torna um cliente do servidor LDAP onde são armazenadas as senhas. Há muitos serviços de autenticação, entre eles os mais conhecidos e utilizados são Kerberos e o Radius. A diferença entre os dois é que o Kerberos é orientada para a estação de trabalho e autenticação de usuário usando um intermediário chamado “Centro de Distribuição de Senhas” que é responsável por validar as relações entre a origem e o destino, enquanto o raio que se está procurando é serve para validar um usuário que geralmente é remotamente direto para o servidor (TUTTLE et al, 2014). 2.9 O protocolo Assim como o OSI, o X.500 e, conseqüentemente o DAP, foram feitos antes do advento da internet e originalmente não foram preparados para trabalhar com o TCP/IP, visto que segundo Trigo (2017), a aplicação do mesmo além de ser de difícil implementação, gerava aplicações complexas e lentas. Além do mais o estilo da organização da árvore de diretórios do X.500 não foi preparado para a utilização de diretórios distribuídos. O LDAP foi criado como uma alternativa ao DAP, para prover acesso aos serviços de diretórios do X.500 pelos protocolos da pilha TCP/IP. O LDAP é mais fácil de ser implementado do que o DAP, além de exigir menos recursos da rede e de memória. Ele foi desenvolvido, e não adaptado como o DAP, para aplicações TCP/IP, obtendo, portanto, maior desempenho. Por esses motivos recebeu o nome Lightweight Directory Access Protocol (protocolo leve de acesso a diretórios). 8 Segundo Butcher (2017), o LDAP era apenas um protocolo de rede usado para obter dados de um diretório X.500 (uma arquitetura de servidor de diretório, projetada na década de 1980 e padronizada em 1988). 2.9.1 Organização estrutural e diretórios de informações Cita-se uma lista telefônica onde é demonstrada a sua relação com um servidor de diretórios, contendo informações, dispostas de maneira a servir a um propósito específico. Abaixo exemplo de uma lista telefônica: Instituto Educar Avenida Paralela, 6758 Paralela Salvador BA Brasil 40567-789 (71)3241-8832 O tipo de diretório anteriormente mencionado possui informações, organização e objetivos específicos. Neste caso as informações visam uma forma de se contatar uma empresa específica, organizada em um padrão familiar a esse propósito. Pode-se dizer que essas informações estão organizadas de tal forma que uma pessoa consiga obter rapidamente as informações desse contato a partir do nome da instituição. Contudo, vale ressaltar que o formato dessa entrada tem que ser compreendido por quem o lê. Abaixo um exemplo : Empresa: Instituto Educar Logradouro: Avenida Paralela, 6758 Bairro: Paralela Cidade: Salvador Estado: BA 9 País: Brasil Cep: 40567-789 Telefone: (71)3241-883 Pode-se observar através do exemplo anterior, que cada informação possui um significado explícito, pois as informações são segregadas em blocos mais específicos ( Cep, Telefone, Cidade) e cada uma das informações é precedida por um identificador denominado entrada. Esse é o formato mais próximo de como esse registro seria armazenado em um diretório LDAP. Contudo, ainda existe o problema da não duplicidade de informações.Isso faz com que seja necessário um identificador único para esse registro. (BUTCHER, 2017). 2.9.2 Distribuição hierárquica A flexibilidade do LDAP se dá em função da organização das informações de maneira hierárquica através de um elemento raiz, local por onde as buscas se iniciam e nós filhos que são percorridos até que a informação desejada seja encontrada. (TRIGO, 2017) Sendo assim, a raiz e os nós são as representações de diretórios, sendo que cada um poderá conter um ou mais atributos que serão referência a um ou mais valores associados a eles, de acordo com o tipo definido previamente. (TRIGO, 2017) Segundo Trigo (2017), “[...] uma característica herdada do padrão X.500 foi o uso de mnemônicos para definir nomes de atributos de diretórios e entradas [...]”, que irão compor a estrutura organizacional da informação. Abaixo, na tabela 1, estão os atributos para diretórios: Atributo Descrição C Para diretórios que representam países (do inglês country) O Para o nome da empresa (do inglês organization) Ou Para departamento (do inglês organization unit) Tabela 1: Lista de atributos para diretórios Fonte: OpenLDAP: Uma abordagem integrada TRIGO (2017). 10 Abaixo, na tabela 2, estão os atributos para entradas: Atributo Descrição Cn Como atributo de nome (do inglês common name). Dc Como atributo de Componente de Domínio (do inglês Domain Component) Uid Para identidade de usuários (do inglês user ID). Gn Para nome próprio de uma pessoa (do inglês given name). Sn Para o sobrenome de uma pessoa (do inglês surname) Tabela 2: Lista de atributos para entradas Fonte: OpenLDAP: Uma abordagem integrada. TRIGO (2017). Sendo assim, para distinção de registros semelhantes devemos criar um identificador único para cada um deles, denominando assim o nome distinto (DN) , Distinguished Name. (BUTCHER, 2017). Cada entrada possui um identificador único DN que é composto de um Nome Distinto Relativo (RDN), formado pela junção dos atributos de entrada precedido de um DN. Segue a seguir um exemplo de composição de DN e seus atributos: dn: uid=ramos, ou=marketing, dc=mkt, dc=ieducar, dc=BR dn: uid=carla, ou=analista, dc=ti, dc=ieducar, dc=BR 2.10 O caso da Universidade de Los Andes Afim de demonstrar a funcionabilidade e aplicabilidade do LDAP frente as redes e a organização de autenticação de usuários, o artigo “Autenticação Centralizada com a Tecnologia LDAP, publicado em 2012 por Andrés Holguíns na Universidade de Los Andes, sugere uma 11 aplicação da tecnologia, determinando a orientação e organização do uso dos sistemas internos da própria universidade, a partir dos mais diversos setores e perfis de usuário diferenciados. Trata-se aqui, um exemplo da aplicação da tecnologia na facilitação e resolução da situação mencionada, além de servir de exemplo para problemas similares que ainda ocorrem nos mais diversos meios universitários no Brasil. (CORAL, 2012). 2.10.1 Problema Segundo o autor, a Universidad de los Andes tem mais de 20.000 contas de e-mail entre os alunos, você profesares e contas institucionais. Atualmente, o usuário deve ter uma senha para cada serviço que fornece o endereço das tecnologias da informação (DTI) tais como: Banner, srrhh (sistema recursos humanos para os funcionários), e-mail, sistema de informação de cursos (sicua) registo, Beneflex, reservas de quartos na faculdade de engenharia, engenharia e portal de biblioteca (referência de catálogo), entre outros. Esta situação torna o gerenciamento de senhas em diversos serviços muito complicado para o usuário e muitos serviços não são utilizados, desde que não se saiba qual a senha a se usar. Ter muitas senhas faz com que os usuários usem senhas fáceis ou usem a mesma senha por muito tempo, o que permite que o usuário possa ser suplantado nas aplicações. O DTI também tem sistemas de informação para cada uma das unidades administrativas da Universidade são: cadastro, financeiro, recursos humanos e biblioteca. Estes sistemas são independentes um do outro, o que torna a informação não ser consistente em todos os sistemas (CORAL, 2012). 2.10.2 Plano de fundo O DTI tinha um diretório de PH que serve como um roteamento de email e como uma fonte de informação para a conta de email no sistema de gestão da Universidade. As informações contidas neste sistema são o seguinte: Endereço: é o endereço do lugar onde se vive; E-mail: endereço de e-mail; Nome: nome da pessoa; 12 Tipo: perfil da pessoa dentro da Universidade (aluno, professor ou funcionário); ID: certificado; Senha; Código: número de alunos; Entrada em vigor: data em que a conta seja excluída. Este diretório está obsoleto e foi refeito pelos seguintes motivos (CORAL, 2012): Não se pode ser integrado com sistemas de bancos de dados de referência e deve ser substituído por um sistema que, se ele pode ser integrado com este tipo de banco de dados; Diretório de PH não é rápido o suficiente para permitir a atualização em consonância com outros aplicativos e isso pode causar afunilamentos; O desenvolvedor do software não fornece suporte por mais de 5 anos; Não há nenhum aplicativo para montagem neste diretório; Não suporta qualquer esquema de autenticação segura. Para substituir o diretório que pH tem sido implementado um diretório LDAP do Iplanet da seguinte maneira (CORAL, 2012): No segundo semestre de 2011 foi implementado um diretório que suporta o roteamento de email e aplicativos de autenticação, subsídios e convocações, eventos, classificados, CTP, Beneflex. Este sistema basicamente contém as informações sobre o PH e mais alguns atributos exigidos pelo LDAP; No terceiro trimestre de 2011 foi concluída a implementação de diretório LDAP com todas as entradas necessárias para operar como um repositório de senhas. A integração entre o Microsoft Active Directory e o serviço de diretório Iplanet testes foram realizados no primeiro trimestre de 2011; 2.10.3 Solução Procurando por este problema e usando a tecnologia de Iplanet LDAP com a conta que Universidade pretende implementar o sistema de autenticação centralizada proposto neste documento, desenvolvou-se o móduo LAD. 13 Ao se desenvolver um módulo chamado LAD, ao qual busca autenticar os aplicativos antigos que usam AUTHD, que é um protocolo para autenticação de aplicações baseadas em pop3 que foi usado para a autenticação de sicua, onde se tem como desvantagem comprometer as senhas dos usuários, já que eles viajam pela rede perfeitamente, com o módulo que pretende trazer o regime centralizado de aplicativos de autenticação e que não oferecem suporte a protocolo de comunicação LDAP (HOWES et al, 2013). Irá configurar os servidores Solaris que usam as bibliotecas na autenticação LDAP e assim garantir que o IMAP, POP3, FTP serviços e gerenciamento de usuários dentro dos servidores é executada no diretório e não sobre a máquina (HOWES et al, 2013). Sincronizar diretórios para Iplanet e Microsoft e desta forma, usar um ponto único de autenticação, os usuários podem usar ferramentas da Microsoft (CORAL, 2012). A figura 1 demonstra o esquema de autenticação centralizada. FIGURA 1: Esquema de autenticação centralizada FONTE: CORAL. (2012) 2.10.4 Limitações desta solução A principal limitação dessa implementação é manter contas sincronizadas e as senhas dos usuários. Servidor LDAP Principal Servidor LDAP Respaldo Estaciones Clientes Servidores Sun Controlador de Dominio Active Directory Modulo LAD ServiciosGroupware Servicios IMAP POP Aplicaciones web Servidores LDAP 14 Para resolver este problema, é proposto um processo especial que resolve o problema específico da Universidade dos andes, mas pode ser insuficiente para outras organizações. Para criar contas no Active Directory, usando scripts feitos para um servidor UNIX de forma centralizada, esses scripts criam contas no sistema operacional e LDAP e Active Directory. A única coisa que deve ser levada em conta é que os campos no Iplanet directory e Active Directory são diferentes (CORAL, 2012). A relação dos nomes de alguns de alguns dos campos como se segue na tabela 3: IPLANET DO DIRETÓRIO ATIVO DN DN UID Nome de conta Email Principal nome DisplayName DisplayName Given Name Primeiro Nome Tabela 3 - relação dos nomes de alguns campos FONTE: Elaboração Própria (2018) Estas são as áreas principais para a criação de uma conta que deve validar como outros campos tais como números de telefone e endereços seriam afetados por. Para a atribuição das senhas, o que se tem que fazer é um aplicativo da Web que altere a senha para o servidor do Active Directory, o servidor de diretório. E para garantir a sincronização não permite aos usuários alterar senhas em sua estação de trabalho. Outra limitação dessa implementação é que só funciona se todas as informações são tratadas centralmente, uma vez que seria complexo o gerenciamento de usuário se existam vários diretórios para Iplanet e Microsoft. 2.10.5 Desenvolvimentos do futuro A evolução a seguir, segundo Coral (2012), ainda se faria necessária a partir da resolução dos pontos que foram tratados neste tópico. Logo, resolvendo-se a questão da autenticação centralizada, ainda ficaria pendente: 15 Criação do aplicativo que faz mudanças-chave, uma vez que ele deve tratar todas as exceções que podem ocorrer no momento de fazer as alterações como, por exemplo, que um dos diretórios é baixo ou não pode responder (CORAL, 2012); Modificar os scripts em perl para criar contas simultâneas no Active Directory e o serviço de diretório (CORAL, 2012); Verificar se o nome de todos os campos que são necessários para manter as informações entre os dois diretórios sincronizados (CORAL, 2012); Criar um padrão para o desenvolvimento de aplicações que exigem a autenticar em diretórios LDAP (CORAL, 2012); Criar políticas de gestão da solução, que deverá conter os planos de emergência, em caso de falha na solução (CORAL, 2012); Fazer um projeto de rede da Microsoft para utilizar a plataforma de autenticação centralizada da solução para implantar as ferramentas de trabalho de grupo (CORAL, 2012). 3 Conclusão A arquitetura de qualquer sistema computacional reflete a sua segurança, principalmente quando acessíveis através de redes públicas, e estas envolvem os aspectos de Identificação de usuários e serviços, acesso seletivo aos recursos, confidencialidade e disponibilidade. Sem esses aspectos garantidos corretamente, um usuário mal-intencionado pode se passar por um usuário legítimo, analogamente para os servidores, sem essas garantias, um serviço malicioso pode se passar pelo serviço autêntico e interceptar dados indevidamente. O protocolo LDAP é uma das alternativas propostas para resolver o problema de autenticação centralizada de usuários em um ambiente de rede ou corporativo, pois traz em sua arquitetura uma estrutura de organização que permite buscas de informações através de seus diretórios de maneira eficiente, eficaz e segura. Ainda por trabalhar sobre a arquitetura TCP/IP o protocolo possui a vantagem da garantia de entrega de pacotes de mensagens livre de erros, sendo assim sempre que requisitada uma informação existente, a entrega a seu destinatário é realizada de forma concisa. 16 4 Referências BAHLOUL, S.; OUAZANA, R.; et al. LDAP Synchronization Connector. 2014. Disponível em: <http://lsc-project.org/wiki/> Acesso em: 20 de dezembro de 2017. BUTCHER, M. Mastering OpenLDAP: Configuring, Securing, and Integrating directory Services. Olton: Packt Publishing Ltda., 2017. CORAL, A. Autenticação Centralizada com Tecnologia LDAP. Universidade de Los Andes. Artigo. 2012. FOROUZAN, Behrouz A. , Comunicação de Dados e Redes de Computadores, 3ª ed. São Paulo: Bookman, 2015. HOWES, T. A.; SMITH, M. C.; GOOD, G. S. Understanding and Deploying LDAP Directory Services. 2. ed. Addison Wesley, 2013. MENDES, D. R. Redes de Computadores: Teoria e Prática. São Paulo: Novatec, 2017. SANTOS, M. Uso de LDAP implementado em software livre para integrar a autenticação dos controladores de domínio MS-Active Directory e Samba/Linux. Medianeira, 2013. SCRIMGER, R. et al. TCP/IP: A Bíblia. Rio de Janeiro: Campos, 2012. TRIGO, C. H. OpenLDAP: Uma abordagem integrada. São Paulo: Novatec, 2017. TUTTLE, S. et al. Understanding LDAP: Design and Implementation. 2. ed. Redbooks, 2014.