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TURMA: E q u ip e 1 Itens avaliados 0,5 0,5 0,5 0,5 Qualidade do exposto Acertividade Participação Articulação com as demais equipes E q u ip e 2 Itens avaliados 0,5 0,5 0,5 0,5 Qualidade do exposto Acertividade Participação Articulação com as demais equipes E q u ip e 3 Itens avaliados 0,5 0,5 0,5 0,5 Qualidade do exposto Acertividade Participação Articulação com as demais equipes E q u ip e 4 Itens avaliados 0,5 0,5 0,5 0,5 Qualidade do exposto Acertividade Participação Articulação com as demais equipes E q u ip e 5 Itens avaliados 0,5 0,5 0,5 0,5 Qualidade do exposto Acertividade Participação Articulação com as demais equipes E q u ip e 6 Itens avaliados 0,5 0,5 0,5 0,5 Qualidade do exposto Acertividade Participação Articulação com as demais equipes E q u ip e 7 Itens avaliados 0,5 0,5 0,5 0,5 Qualidade do exposto Acertividade Participação Articulação com as demais equipes E q u ip e 8 Itens avaliados 0,5 0,5 0,5 0,5 Qualidade do exposto Acertividade Participação Articulação com as demais equipes Doença de base Compreender a descrição Correlacionar os sintomas e resultados do exame Sugerir o diagnóstico Sugerir exames complementares Sugerir o tratamento Discutir o provável resultado do tratamento CASO CLÍNICO 1 D.R.N.C., 53 anos, sexo feminino, com histórico médico de cirurgia de histerectomia total e ooforectomia direita, realizada há 16 anos, e ooforectomia esquerda realizada 3 anos depois. Procurou atendimento ambulatorial para relatar que tem apresentado episódios recorrentes de cólica abdominal nos últimos seis anos. A paciente relata de que procura sempre o serviço de emergência durante as crises de dor, onde recebe tratamento sintomático seguido de alta após remissão da dor. Em uma dessas consultas de emergência seu nível de hemoglobina estava 5,1 g/dL, acompanhado de microcitose, hipocromia, anisocitose, baixos níveis de ferro e ferritina sérica e altas taxas de transferrina. Uma esofagogastroduodenoscopia foi realizada e revelou uma úlcera bulbar H. pylori negativa. Com base nesses resultados foi prescrita uma transfusão de sangue, tratamento com inibidores da bomba de prótons e altas doses de reposição de ferro oral. No entanto, sua taxa de hemoglobina não alcançou valores normais e ela permaneceu apresentando episódios esporádicos de dor abdominal. No momento da consulta ambulatorial a paciente negou dor abdominal espontânea, no entanto, o exame físico revelou massa abdominal palpável dolorida. Relatou fadiga crônica e perda de peso nos últimos meses. Afirma alimentar-se bem, com dieta rica em proteína animal, frutas cítricas, verduras e legumes, no entanto, não defeca com boa regularidade. O hemograma realizado no dia da consulta está apresentado a seguir. O exame de fezes foi negativo para presença de helmintos, protozoários e sangue oculto. Exames de sorologia apresentaram resultados também negativos. Uma tomografia abdominal levantou a suspeita de gossipiboma no flanco direito. CASO CLÍNICO 2 Paciente G.M.S, 42 anos, sexo feminino, divorciada, paraense, vegetariana, residente no Amazonas desde 1990, filha de pai cearense e mãe paraense, mãe de 2 filhos. Deu entrada no serviço de emergência dia 28/09 às 15h queixando febre, náusea, vômito e ardência ao urinar há 3 dias. A febre era intermitente, de grau moderado e não associada a calafrios e rigores. Ela apresentava cansaço fácil associado à perda de peso e apetite. Relata ter tido icterícia há 3 meses, realizou tratamento ayurvédico, com remissão dos sintomas após 1 mês do início do tratamento. Encontra-se menopausada há 3 meses, antes possuía ciclo menstrual regular. Nega tosse, expectoração, dor de cabeça, artalgia e rash. Não relata viagem a zona endêmica de malária ou exposição à doente de tuberculose. O exame clínico da paciente revelou pulso de 118/ min, PA 110/70 mm Hg, temperatura oral 38,3ºC, palidez de conjuntiva moderada, icterícia escleral, saturação de O2 99% em ar ambiente sem sinal de dificuldade respiratória, exames do sistema nervoso dentro da normalidade. Ausência de erupções, escaras e linfadenopatia. Radiografia de tórax e ultrassom de abdome não revelou anormalidades significativas, somente hepatomegalia leve. O hemograma de admissão revelou pancitopenia, anisopoiquilocitose com presença de macrócitos, macroovalócitos e neutrófilos hipersegmentados. O aspirado/ biópsia de medula óssea revelou hipercelularidade para idade (70%), hiperplasia eritróide e ausência de grupamentos de megacariócitos; a coloração de Perl mostrou adequados estoques de ferro e ausência de sideroblasto em anel. Não foi observada evidência de proliferação de bastos (4%), granulomas, hemoparasitas ou malignidade. Testes de cultura de urina, sorológicos, autoimunes e endócrinos foram negativos/normais. Devido à leucopenia foi realizada antibioticoterapia profilática. Paciente GMS Idade 42 anos Data: 28/09/2012 Sexo: Feminino Hemácias 2.980.000 / mm³ Hemoglobina 10,5 mg/dL Hematócrito 31,5% VCM 105 HCM 35 CHCM 33 RDW 17,7% Leucócitos 3.700 / mm³ Mielócito 0 Metamielócito 0 Bastão 0 Segmentado 2.664 / mm³ Eosinófilo 37 / mm³ Basófilo 0 Linfócito 888 / mm³ Monócito 111/ mm³ 2. Plaquetas 164.000/ mm³ Data: 03/10/2012 Hemácias 2.120.000 / mm³ Hemoglobina 7,3 mg/dL Hematócrito 21,6% VCM 101 HCM 34 CHCM 33 RDW 17,1% Leucócitos 0.300 / mm³ Mielócito 0 Metamielócito 0 Bastão 0 Segmentado 105 / mm³ Eosinófilo 6 / mm³ Basófilo 15 / mm³ Linfócito 159 / mm³ Monócito 15/ mm³ Plaquetas 72.000/ mm³ Início do tratamento Data: 04/10/2012 Hemácias 2.480.000 / mm³ Hemoglobina 8,5 mg/dL Hematócrito 25% VCM 100 HCM 34 CHCM 34 RDW 15,3% Leucócitos 0.600 / mm³ Mielócito 0 Metamielócito 0 Bastão 60 / mm³ Segmentado 156 / mm³ Eosinófilo 0 / mm³ Basófilo 0 / mm³ Linfócito 159 / mm³ Monócito 168 / mm³ Plaquetas 81.000/ mm³ Raros macrócitos; Esquizócitos (+); Raros Eliptócitos; Devido à intensa leucopenia, a contagem diferencial foi realizada em 50 células. Data: 07/10/2012 Hemácias 2.210.000 / mm³ Hemoglobina 8,0 mg/dL Hematócrito 20,4% VCM 92 HCM 36 CHCM 39 RDW 19,9 % Leucócitos 5.560 / mm³ Mielócito 0 Metamielócito 0 Bastão 0 Segmentado 2.891 / mm³ Eosinófilo 56 / mm³ Basófilo 56 / mm³ Linfócito 2.224 / mm³ Monócito 334 / mm³ Plaquetas 62.000/ mm³ Data: 08/10/2012 Hemácias 2.290.000 / mm³ Hemoglobina 8,04 mg/dL Hematócrito 24% VCM 104 HCM 35 CHCM 33 RDW 20,6 % Leucócitos 11.400 / mm³ Prómoelócito 4% Mielócito 570 / mm³ Metamielócito 228 / mm³ Bastão 570 / mm³ Segmentado 1.368 / mm³ Eosinófilo 0 / mm³ Basófilo 0 / mm³ Linfócito 6.042 / mm³ (8% atípicos) Monócito 1.254 / mm³ Plaquetas 68.500/ mm³ Eritroblastos: 2 em 100 leucócitos contados Raros pólicromatófilos, raros macrócitos, hipocromia (++) Foi visualizada 1 célula com alta relação N/C, reforço membranar e cromatina frouxa CASOCLÍNICO 3 M.L.L., 51 anos, sexo feminino, casada, mãe de 2 filhos e uma filha, amazonense, residente em Presidente Figueiredo, foi admitida no hospital devido à fraqueza, ferida na língua e parestesia de extremidades. Em seu histórico médico consta uma gastrectomia total com esofagojejunostomia e esplenectomia incidental realizada há sete anos. Seu companheiro relata que ela vem apresentando comportamento ansioso, agitado e agressivo há 2 anos. Ela reclama da falta de paladar, perda de peso (nos últimos meses), queda de cabelo, cansaço generalizado e alterações visuais (a paciente relata que os prédios parecem inclinados). Apesar de toda dificuldade os familiares relatam que ela se alimenta bem e faz uso de complexos vitamínicos orais prescritos. Ao exame clínico apresenta aparência muito pálida, língua avermelhada, achatada e com atrofia papilar. Atividade cardíaca normal. Não foi detectada alteração neurológica específica, embora apresente oscilações de sintomas mentais como paranoia e ansiedade que mimetizam os sintomas de esquizofrenia ou senilidade. Algumas dosagens bioquímicas são apresentadas a seguir. O estudo do ferro apresentou baixos níveis de ferro sérico e ferritina e altos níveis de transferrina. O hemograma do dia da internação está apresentado abaixo, no qual foram visualizadas raras micrócitos, macrócitos (++), hipocromia (+), raros policromatófilos, numerosos neutrófilos hipersegmentados. O aspirado medular revelou presença de hiperplasia eritroide, sideroblastos e metamielócitos gigantes. CASO CLÍNICO 4 J.C.S, homem, 47 anos, 1,98 m, 90 Kg, gaúcho residente em Manaus, procurou o serviço hospitalar com história de febre há 5 dias, tosse seca, mal estar, acrocianose, sem artrite ou fenômeno Raynauld. O paciente afirma sofrer de anemia desde criança, já tendo feito tratamento muitas vezes, sem sucesso. Relata que trabalha como segurança em um depósito da FRIBOI e que há cinco dias ajudou a remover produtos congelados do frigorífico às pressas, pois um problema na rede elétrica comprometeu o abastecimento de energia do local e os produtos perecíveis precisaram ser transferidos para um frigorífico temporário. Desde então passou a apresentar os sintomas relatados. Foi internado em estado afebril, aparência pálida e ictérica. O exame clínico revelou pressão arterial de 110/ 70 mmHg e pulso de 120 bat/min. Não apresentava linfadenopatia nem esplenomegalia, no entanto a palpação abdominal revelou hepatomegalia. Apesar de apresentar pulsos periféricos simétricos palpáveis, foram detectadas lesões gangrenosas em falanges distais da mão direita, no dedo indicador da mão esquerda, em todos os dedos de ambos os pés e na ponta do nariz. Realizou radiografia de tórax, que revelou um extenso infiltrado irregular. A investigação laboratorial mostrou nível de hemoglobina de 5,5 g/dL, células vermelhas aglomeradas, contagem de reticulócitos 8%, WBC 26.700/ mm3, lactato desidrogenase 1.918 U/L, creatinina 3,4 mg/dL e uréia 119 mg/dL. O teste de Coombs direto e indireto foram positivos. O aspirado de medula óssea demonstrou hiperplasia eritróide. Um título elevado de anticorpos de aglutinina fria a uma temperatura de 4 ° C foi observado (1:1280), o título do fator reumatóide foi de 1:1280 UI/mL. Anticorpos antinucleares, anti-DNA, anti nucleares hereditários e anticoagulante lúpico foram negativos. Sorologia para Hepatite B e C e cultura de sangue e urina foram negativas. A seguir estão os hemogramas do dia da internação do paciente: Após procedimento para correção do resultado: CASO CLÍNICO 5 P.S.F, 4 anos e 7 meses, parintinense, residente em Manaus, filho de mãe labreense e pai espanhol, nascido com 35 semanas de gestação, com peso ideal, não realizou teste do pezinho. No terceiro dia de vida apresentou icterícia grave e foi tratado com fototerapia e exsanguineotransfusão. Os pais são adventistas do sétimo dia e a dieta da família não inclui carne vermelha, sendo substituída por proteína de soja. A mãe relata que a criança apresentou alguns episódios de anemia, tratados com sulfato ferroso. Há 3 dias esteve no hospital para tratar uma otite média. O pediatra que fez o atendimento prescreveu sulfametoxazol+trimetoprima (pois a mãe relatou que o paciente era alérgico à penicilina) e aspirina pra controle da febre e dor. Desde então a criança tem apresentado sintomas como cansaço, palidez e icterícia. Ao ser questionada sobre o que a criança tem comido a mãe relata que ele recusa a maioria dos alimentos, aceita somente feijão preto, carne de soja, laranja, fanta uva e gelatinas. Os exames laboratoriais da admissão hospitalar estão expostos abaixo: Bilirrubina total 17 mg/dL Bilirrubina direta 3 mg/dL Bilirrubina indireta 14 mg/dL Hemácias 3.290.000 / mm³ Hemoglobina 9,84 mg/dL Ht 28% VCM 85 HCM 30 CHCM 35 RDW 15,6 % Reticulócitos 7% Raros poiquilócitos; policromatófilos (+); raras hemácias apresentando corpúsculos de heinz; Leucócitos 15.400 / mm³ Prómoelócito 0 Mielócito 0 Metamielócito 0 Bastão 6% Segmentado 62% Eosinófilo 4% Basófilo 0% Linfócito 20% Monócito 8% Plaquetas 298.500/ mm³ CASO 6 A.J.K, sexo masculino, 34 anos, Caucasiano. O paciente reclama de dor de cabeça crônica durante os últimos 4 meses. Recentemente ele passou a sentir náusea, vômito, desequilíbrio e perda visual. Possui aparência pálida e caquética. O exame neurológico revelou atrofia severa do disco óptico e o exame de acuidade visual revelou baixa percepção de luz em ambos os olhos. Os movimentos extraoculares e os outros nervos craniais estavam normais. A fala e o tato estavam intactos. Seu índice de Glasgow estava em 15 e ele não apresentava parestesia de extremidades. Os reflexos de tendões profundos e a função cerebelar não estavam alteradas. O paciente não apresentou sinal de Babinski. Seu histórico médico revela que ele fez transfusões sanguíneas, esplenectomia e colecistectomia previamente. Na admissão foi solicitado hemograma que apresentou o resultado descrito a seguir: Hemácias 4.32.100 / mm³ Hemoglobina 8,0 mg/dL Ht 29,8% VCM HCM CHCM RDW 14 % Reticulócitos 6% Microcitose (++); Poiquilocitose (+) queratócitos, dacriócitos, esquizócitos, acantócitos; Presença de hemácias apresentando pontilhados basófilos e Howell-Jolly; Raros Policromatófilos; 2 eritroblastos em 100 leucócitos contados. Leucócitos 13.200 / mm³ Prómoelócito 0 Mielócito 0 Metamielócito 0 Bastão 3% Segmentado 57% Eosinófilo 5% Basófilo 0% Linfócito 30% Monócito 5% Plaquetas 265.000/ mm³ Uma ressonância magnética cerebral foi realizada e revelou uma lesão com edema significante: O clínico optou por realizar uma cirurgia para avaliar a lesão cerebral. Durante o procedimento a lesão, que estava aderida ao plexo coroide, foi retirada completamente e enviada para exame patológico. A avaliação microscópica da lesão revelou que a mesma era constituída de tecido cerebral, células hematopoiéticas e megacariócitos. Uma eletroforese de hemoglobina realizada posteriomente revelou presença de 96,7% de HbF, 3,3% de HbA2, 0% de HbA1 e 0% de HbH. CASO 7 W.T.B, 28 anos, grávida do primeiro filho, relata sentir cansaço e palpitações, que se tornaram mais intensas com a evolução da gravidez. Tem aparência pálida e apresentou o hemograma abaixo no dia da consulta: O ginecologista-obstetra prescreveu suplementação com ferro e repouso. Um mês depois a paciente deu entrada na maternidade com sintomas de trabalho de parto normal a termo.Durante o procedimento equipe de cirurgia constatou tratar-se de recém-nascido de aparência pálida, com microcefalia, anasarca e anomalia de genitália. A placenta apresentou-se muito aumentada. Embora tenham sido realizados procedimento de ressuscitação o recém nascito falaceu uma hora após o nascimento. O corpo foi encaminhado à autópsia na qual foi observada má formação do sistema cardiopulmonar, esquelético e genitourinário, redução do volume cerebral, hipoplasia de timo e adrenais, efusão pericardial e pleural e ascite. A análise da hemoglobina revelou presença de Hemoglobina de Bart. CASO 8 Paciente do sexo feminino, 8 anos de idade, destra, mulata, nascida de parto vaginal, a termo (pesou 3.500 g) tendo apresentado taquipneia transitória. Deu entrada na emergência apresentando convulsão, a mãe relatou que os sintomas iniciaram com paralisia facial unilateral, fraqueza muscular no lado esquerdo, alterações de fala e deambulação e confusão mental. A criança foi estabilizada e encaminhada para realizar TC. A avaliação clinica revelou desenvolvimento neuropsicomotor (DNPM) dentro dos parâmetros da normalidade. Infecções respiratórias recorrentes nos primeiros anos de vida. A tomografia abaixo revelou AVC agudo isquêmico no território da artéria cerebral média. O hemograma da admissão está apresentado a seguir: