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Acertividade 
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Doença de base 
Compreender a descrição 
Correlacionar os sintomas e resultados do exame 
Sugerir o diagnóstico 
Sugerir exames complementares 
Sugerir o tratamento 
Discutir o provável resultado do tratamento 
 
 
CASO CLÍNICO 1 
D.R.N.C., 53 anos, sexo feminino, com histórico médico de cirurgia de histerectomia total e 
ooforectomia direita, realizada há 16 anos, e ooforectomia esquerda realizada 3 anos depois. 
Procurou atendimento ambulatorial para relatar que tem apresentado episódios recorrentes de 
cólica abdominal nos últimos seis anos. A paciente relata de que procura sempre o serviço de 
emergência durante as crises de dor, onde recebe tratamento sintomático seguido de alta após 
remissão da dor. Em uma dessas consultas de emergência seu nível de hemoglobina estava 5,1 
g/dL, acompanhado de microcitose, hipocromia, anisocitose, baixos níveis de ferro e ferritina 
sérica e altas taxas de transferrina. Uma esofagogastroduodenoscopia foi realizada e revelou 
uma úlcera bulbar H. pylori negativa. Com base nesses resultados foi prescrita uma transfusão de 
sangue, tratamento com inibidores da bomba de prótons e altas doses de reposição de ferro oral. 
No entanto, sua taxa de hemoglobina não alcançou valores normais e ela permaneceu 
apresentando episódios esporádicos de dor abdominal. No momento da consulta ambulatorial a 
paciente negou dor abdominal espontânea, no entanto, o exame físico revelou massa abdominal 
palpável dolorida. Relatou fadiga crônica e perda de peso nos últimos meses. Afirma alimentar-se 
bem, com dieta rica em proteína animal, frutas cítricas, verduras e legumes, no entanto, não 
defeca com boa regularidade. O hemograma realizado no dia da consulta está apresentado a 
seguir. O exame de fezes foi negativo para presença de helmintos, protozoários e sangue oculto. 
Exames de sorologia apresentaram resultados também negativos. Uma tomografia abdominal 
levantou a suspeita de gossipiboma no flanco direito. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CASO CLÍNICO 2 
Paciente G.M.S, 42 anos, sexo feminino, divorciada, paraense, vegetariana, residente no 
Amazonas desde 1990, filha de pai cearense e mãe paraense, mãe de 2 filhos. Deu entrada no 
serviço de emergência dia 28/09 às 15h queixando febre, náusea, vômito e ardência ao urinar há 
3 dias. A febre era intermitente, de grau moderado e não associada a calafrios e rigores. Ela 
apresentava cansaço fácil associado à perda de peso e apetite. Relata ter tido icterícia há 3 
meses, realizou tratamento ayurvédico, com remissão dos sintomas após 1 mês do início do 
tratamento. Encontra-se menopausada há 3 meses, antes possuía ciclo menstrual regular. Nega 
tosse, expectoração, dor de cabeça, artalgia e rash. Não relata viagem a zona endêmica de 
malária ou exposição à doente de tuberculose. O exame clínico da paciente revelou pulso de 118/ 
min, PA 110/70 mm Hg, temperatura oral 38,3ºC, palidez de conjuntiva moderada, icterícia 
escleral, saturação de O2 99% em ar ambiente sem sinal de dificuldade respiratória, exames do 
sistema nervoso dentro da normalidade. Ausência de erupções, escaras e linfadenopatia. 
Radiografia de tórax e ultrassom de abdome não revelou anormalidades significativas, somente 
hepatomegalia leve. O hemograma de admissão revelou pancitopenia, anisopoiquilocitose com 
presença de macrócitos, macroovalócitos e neutrófilos hipersegmentados. O aspirado/ biópsia de 
medula óssea revelou hipercelularidade para idade (70%), hiperplasia eritróide e ausência de 
grupamentos de megacariócitos; a coloração de Perl mostrou adequados estoques de ferro e 
ausência de sideroblasto em anel. Não foi observada evidência de proliferação de bastos (4%), 
granulomas, hemoparasitas ou malignidade. Testes de cultura de urina, sorológicos, autoimunes 
e endócrinos foram negativos/normais. Devido à leucopenia foi realizada antibioticoterapia 
profilática. 
 
Paciente GMS Idade 42 anos 
Data: 28/09/2012 Sexo: Feminino 
 
Hemácias 2.980.000 / mm³ 
Hemoglobina 10,5 mg/dL 
Hematócrito 31,5% 
VCM 105 
HCM 35 
CHCM 33 
RDW 17,7% 
 
Leucócitos 3.700 / mm³ 
Mielócito 0 
Metamielócito 0 
Bastão 0 
Segmentado 2.664 / mm³ 
Eosinófilo 37 / mm³ 
Basófilo 0 
Linfócito 888 / mm³ 
Monócito 111/ mm³ 
 2. 
Plaquetas 164.000/ mm³ 
 
 
 
Data: 03/10/2012 
 
Hemácias 2.120.000 / mm³ 
Hemoglobina 7,3 mg/dL 
Hematócrito 21,6% 
VCM 101 
HCM 34 
CHCM 33 
RDW 17,1% 
 
Leucócitos 0.300 / mm³ 
Mielócito 0 
Metamielócito 0 
Bastão 0 
Segmentado 105 / mm³ 
Eosinófilo 6 / mm³ 
Basófilo 15 / mm³ 
Linfócito 159 / mm³ 
Monócito 15/ mm³ 
 
Plaquetas 72.000/ mm³ 
 
Início do tratamento 
Data: 04/10/2012 
 
Hemácias 2.480.000 / mm³ 
Hemoglobina 8,5 mg/dL 
Hematócrito 25% 
VCM 100 
HCM 34 
CHCM 34 
RDW 15,3% 
 
Leucócitos 0.600 / mm³ 
Mielócito 0 
Metamielócito 0 
Bastão 60 / mm³ 
Segmentado 156 / mm³ 
Eosinófilo 0 / mm³ 
Basófilo 0 / mm³ 
Linfócito 159 / mm³ 
Monócito 168 / mm³ 
 
Plaquetas 81.000/ mm³ 
 
Raros macrócitos; Esquizócitos (+); Raros Eliptócitos; 
Devido à intensa leucopenia, a contagem diferencial foi realizada em 50 células. 
 
 
 
Data: 07/10/2012 
 
Hemácias 2.210.000 / mm³ 
Hemoglobina 8,0 mg/dL 
Hematócrito 20,4% 
VCM 92 
HCM 36 
CHCM 39 
RDW 19,9 % 
 
Leucócitos 5.560 / mm³ 
Mielócito 0 
Metamielócito 0 
Bastão 0 
Segmentado 2.891 / mm³ 
Eosinófilo 56 / mm³ 
Basófilo 56 / mm³ 
Linfócito 2.224 / mm³ 
Monócito 334 / mm³ 
 
Plaquetas 62.000/ mm³ 
 
Data: 08/10/2012 
 
Hemácias 2.290.000 / mm³ 
Hemoglobina 8,04 mg/dL 
Hematócrito 24% 
VCM 104 
HCM 35 
CHCM 33 
RDW 20,6 % 
 
Leucócitos 11.400 / mm³ 
Prómoelócito 4% 
Mielócito 570 / mm³ 
Metamielócito 228 / mm³ 
Bastão 570 / mm³ 
Segmentado 1.368 / mm³ 
Eosinófilo 0 / mm³ 
Basófilo 0 / mm³ 
Linfócito 6.042 / mm³ (8% atípicos) 
Monócito 1.254 / mm³ 
 
Plaquetas 68.500/ mm³ 
 
Eritroblastos: 2 em 100 leucócitos contados 
Raros pólicromatófilos, raros macrócitos, hipocromia (++) 
Foi visualizada 1 célula com alta relação N/C, reforço membranar e cromatina frouxa 
 
 
CASOCLÍNICO 3 
M.L.L., 51 anos, sexo feminino, casada, mãe de 2 filhos e uma filha, amazonense, residente em 
Presidente Figueiredo, foi admitida no hospital devido à fraqueza, ferida na língua e parestesia de 
extremidades. Em seu histórico médico consta uma gastrectomia total com esofagojejunostomia e 
esplenectomia incidental realizada há sete anos. Seu companheiro relata que ela vem 
apresentando comportamento ansioso, agitado e agressivo há 2 anos. Ela reclama da falta de 
paladar, perda de peso (nos últimos meses), queda de cabelo, cansaço generalizado e alterações 
visuais (a paciente relata que os prédios parecem inclinados). Apesar de toda dificuldade os 
familiares relatam que ela se alimenta bem e faz uso de complexos vitamínicos orais prescritos. 
Ao exame clínico apresenta aparência muito pálida, língua avermelhada, achatada e com atrofia 
papilar. Atividade cardíaca normal. Não foi detectada alteração neurológica específica, embora 
apresente oscilações de sintomas mentais como paranoia e ansiedade que mimetizam os 
sintomas de esquizofrenia ou senilidade. Algumas dosagens bioquímicas são apresentadas a 
seguir. O estudo do ferro apresentou baixos níveis de ferro sérico e ferritina e altos níveis de 
transferrina. O hemograma do dia da internação está apresentado abaixo, no qual foram 
visualizadas raras micrócitos, macrócitos (++), hipocromia (+), raros policromatófilos, numerosos 
neutrófilos hipersegmentados. O aspirado medular revelou presença de hiperplasia eritroide, 
sideroblastos e metamielócitos gigantes. 
 
 
 
 
 CASO CLÍNICO 4 
 
J.C.S, homem, 47 anos, 1,98 m, 90 Kg, gaúcho residente em Manaus, procurou o serviço 
hospitalar com história de febre há 5 dias, tosse seca, mal estar, acrocianose, sem artrite ou 
fenômeno Raynauld. O paciente afirma sofrer de anemia desde criança, já tendo feito tratamento 
muitas vezes, sem sucesso. Relata que trabalha como segurança em um depósito da FRIBOI e 
que há cinco dias ajudou a remover produtos congelados do frigorífico às pressas, pois um 
problema na rede elétrica comprometeu o abastecimento de energia do local e os produtos 
perecíveis precisaram ser transferidos para um frigorífico temporário. Desde então passou a 
apresentar os sintomas relatados. Foi internado em estado afebril, aparência pálida e ictérica. O 
exame clínico revelou pressão arterial de 110/ 70 mmHg e pulso de 120 bat/min. Não 
apresentava linfadenopatia nem esplenomegalia, no entanto a palpação abdominal revelou 
hepatomegalia. Apesar de apresentar pulsos periféricos simétricos palpáveis, foram detectadas 
lesões gangrenosas em falanges distais da mão direita, no dedo indicador da mão esquerda, em 
todos os dedos de ambos os pés e na ponta do nariz. Realizou radiografia de tórax, que revelou 
um extenso infiltrado irregular. A investigação laboratorial mostrou nível de hemoglobina de 5,5 
g/dL, células vermelhas aglomeradas, contagem de reticulócitos 8%, WBC 26.700/ mm3, lactato 
desidrogenase 1.918 U/L, creatinina 3,4 mg/dL e uréia 119 mg/dL. O teste de Coombs direto e 
indireto foram positivos. O aspirado de medula óssea demonstrou hiperplasia eritróide. Um título 
elevado de anticorpos de aglutinina fria a uma temperatura de 4 ° C foi observado (1:1280), o 
título do fator reumatóide foi de 1:1280 UI/mL. Anticorpos antinucleares, anti-DNA, anti nucleares 
hereditários e anticoagulante lúpico foram negativos. Sorologia para Hepatite B e C e cultura de 
sangue e urina foram negativas. A seguir estão os hemogramas do dia da internação do paciente: 
 
 
Após procedimento para correção do resultado: 
 
 
CASO CLÍNICO 5 
P.S.F, 4 anos e 7 meses, parintinense, residente em Manaus, filho de mãe labreense e pai 
espanhol, nascido com 35 semanas de gestação, com peso ideal, não realizou teste do pezinho. 
No terceiro dia de vida apresentou icterícia grave e foi tratado com fototerapia e 
exsanguineotransfusão. Os pais são adventistas do sétimo dia e a dieta da família não inclui 
carne vermelha, sendo substituída por proteína de soja. A mãe relata que a criança apresentou 
alguns episódios de anemia, tratados com sulfato ferroso. Há 3 dias esteve no hospital para tratar 
uma otite média. O pediatra que fez o atendimento prescreveu sulfametoxazol+trimetoprima (pois 
a mãe relatou que o paciente era alérgico à penicilina) e aspirina pra controle da febre e dor. 
Desde então a criança tem apresentado sintomas como cansaço, palidez e icterícia. Ao ser 
questionada sobre o que a criança tem comido a mãe relata que ele recusa a maioria dos 
alimentos, aceita somente feijão preto, carne de soja, laranja, fanta uva e gelatinas. Os exames 
laboratoriais da admissão hospitalar estão expostos abaixo: 
 
Bilirrubina total 17 mg/dL 
Bilirrubina direta 3 mg/dL 
Bilirrubina indireta 14 mg/dL 
 
Hemácias 3.290.000 / mm³ 
Hemoglobina 9,84 mg/dL 
Ht 28% 
VCM 85 
HCM 30 
CHCM 35 
RDW 15,6 % 
Reticulócitos 7% 
Raros poiquilócitos; policromatófilos (+); raras hemácias apresentando corpúsculos de heinz; 
 
Leucócitos 15.400 / mm³ 
Prómoelócito 0 
Mielócito 0 
Metamielócito 0 
Bastão 6% 
Segmentado 62% 
Eosinófilo 4% 
Basófilo 0% 
Linfócito 20% 
Monócito 8% 
 
Plaquetas 298.500/ mm³ 
 
 
 
 
 
CASO 6 
 
A.J.K, sexo masculino, 34 anos, Caucasiano. O paciente reclama de dor de cabeça crônica 
durante os últimos 4 meses. Recentemente ele passou a sentir náusea, vômito, desequilíbrio e 
perda visual. Possui aparência pálida e caquética. O exame neurológico revelou atrofia severa do 
disco óptico e o exame de acuidade visual revelou baixa percepção de luz em ambos os olhos. 
Os movimentos extraoculares e os outros nervos craniais estavam normais. A fala e o tato 
estavam intactos. Seu índice de Glasgow estava em 15 e ele não apresentava parestesia de 
extremidades. Os reflexos de tendões profundos e a função cerebelar não estavam alteradas. O 
paciente não apresentou sinal de Babinski. Seu histórico médico revela que ele fez transfusões 
sanguíneas, esplenectomia e colecistectomia previamente. 
 
Na admissão foi solicitado hemograma que apresentou o resultado descrito a seguir: 
 
Hemácias 4.32.100 / mm³ 
Hemoglobina 8,0 mg/dL 
Ht 29,8% 
VCM 
HCM 
CHCM 
RDW 14 % 
Reticulócitos 6% 
Microcitose (++); Poiquilocitose (+) queratócitos, dacriócitos, esquizócitos, acantócitos; Presença de 
hemácias apresentando pontilhados basófilos e Howell-Jolly; Raros Policromatófilos; 2 eritroblastos em 
100 leucócitos contados. 
 
Leucócitos 13.200 / mm³ 
Prómoelócito 0 
Mielócito 0 
Metamielócito 0 
Bastão 3% 
Segmentado 57% 
Eosinófilo 5% 
Basófilo 0% 
Linfócito 30% 
Monócito 5% 
 
Plaquetas 265.000/ mm³ 
 
Uma ressonância magnética cerebral foi realizada e revelou uma lesão com edema significante:
 
 
O clínico optou por realizar uma cirurgia para avaliar a lesão cerebral. Durante o procedimento a 
lesão, que estava aderida ao plexo coroide, foi retirada completamente e enviada para exame 
patológico. A avaliação microscópica da lesão revelou que a mesma era constituída de tecido 
cerebral, células hematopoiéticas e megacariócitos. 
 
 
 
Uma eletroforese de hemoglobina realizada posteriomente revelou presença de 96,7% de HbF, 
3,3% de HbA2, 0% de HbA1 e 0% de HbH. 
 
CASO 7 
W.T.B, 28 anos, grávida do primeiro filho, relata sentir cansaço e palpitações, que se tornaram 
mais intensas com a evolução da gravidez. Tem aparência pálida e apresentou o hemograma 
abaixo no dia da consulta: 
 
 
O ginecologista-obstetra prescreveu suplementação com ferro e repouso. Um mês depois a 
paciente deu entrada na maternidade com sintomas de trabalho de parto normal a termo.Durante 
o procedimento equipe de cirurgia constatou tratar-se de recém-nascido de aparência pálida, com 
microcefalia, anasarca e anomalia de genitália. A placenta apresentou-se muito aumentada. 
Embora tenham sido realizados procedimento de ressuscitação o recém nascito falaceu uma hora 
após o nascimento. O corpo foi encaminhado à autópsia na qual foi observada má formação do 
sistema cardiopulmonar, esquelético e genitourinário, redução do volume cerebral, hipoplasia de 
timo e adrenais, efusão pericardial e pleural e ascite. A análise da hemoglobina revelou presença 
de Hemoglobina de Bart. 
CASO 8 
 
Paciente do sexo feminino, 8 anos de idade, destra, mulata, nascida de parto vaginal, a termo 
(pesou 3.500 g) tendo apresentado taquipneia transitória. Deu entrada na emergência 
apresentando convulsão, a mãe relatou que os sintomas iniciaram com paralisia facial unilateral, 
fraqueza muscular no lado esquerdo, alterações de fala e deambulação e confusão mental. A 
criança foi estabilizada e encaminhada para realizar TC. A avaliação clinica revelou 
desenvolvimento neuropsicomotor (DNPM) dentro dos parâmetros da normalidade. Infecções 
respiratórias recorrentes nos primeiros anos de vida. A tomografia abaixo revelou AVC agudo 
isquêmico no território da artéria cerebral média. 
 
 
O hemograma da admissão está apresentado a seguir:

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