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2016 14 Maria Bethania 03 10 16 FINALIZADO 1

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de problemas (BECK, 1997 apud BECK,1964). 
A (TCC) caracteriza-se por ser uma abordagem psicoterapêutica estruturada de 
participação ativa entre terapeuta e paciente, voltada para o presente, baseada no Modelo 
Cognitivo e na utilização de técnicas específicas, predominantemente cognitivas e 
comportamentais, que visam modificar os padrões de pensamentos e crenças disfuncionais 
que causam ou mantêm sofrimento emocional e/ou distúrbios psicológicos no indivíduo. Tem 
como pressuposto fundamental a ideia de que as emoções, comportamentos e reações 
fisiológicas estão diretamente ligados à forma como o indivíduo avalia suas experiências no 
mundo (BECK, RUSH, SHAW & EMERY, 1997). Ou seja, a forma como os indivíduos 
interpretam as situações será determinante da maneira como ele irá se sentir, afetiva e 
fisiologicamente, e de como ele irá se comportar (SHINOHARA, FIGUEIREDO & 
BRASILEIRO, 1999). 
Em relação a obesidade, J. Beck (2009) relata que o comportamento de comer não é 
algo automático, é sempre precedido por um pensamento, chamados de pensamentos 
“sabotadores”, enquanto os pensamentos que auxiliam o indivíduo a agirem de forma 
produtiva são chamados de “permissivos”, estes autorizam a racionalizarem aquilo que 
comem. Como consequência ocorre a diminuição da autoconfiança e elevação do nível de 
estresse. Considera ainda que a TCC ensina os pacientes a identificarem os pensamentos 
sabotadores que levam a uma alimentação inadequada. 
 
 
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2 OBJETIVO 
 O presente trabalho buscou pesquisar as técnicas e ferramentas da Terapia Cognitivo-
Comportamental utilizadas no processo de avaliação dos pacientes que estão prestes a serem 
submetidos à cirurgia bariátrica e avaliar qual a importância destas neste processo. 
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3 METODOLOGIA 
 
Por meio de revisão bibliográfica, foram descritass as técnicas da Terapia Cognitivo 
comportamental utilizadas na avaliação psicológica de pacientes pré cirurgia bariátrica. 
As bases de dados utilizadas foram Scielo, Google Acadêmico, Pubmed sem 
delimitação de período. Os critérios de busca de artigos foram escritos somente em português 
ou inglês com os termos descritores utilizados de forma cruzada: "Obesity", "bariatric 
surgery", "psychological assessment", "cognitive behavioral therapy" (ou “obesidade”, 
“cirurgia bariátrica”, “avaliação psicológica”, “terapia cognitivo-comportamental”. 
Selecionaram-se, principalmente, artigos com o texto completo disponível para a leitura, 
diretamente relacionados ao estudo da avaliação psicológica para cirurgia bariátrica. 
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4 RESULTADOS 
 
4.1 Obesidade 
 
A definição de obesidade, segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e 
Metabólica (SBCBM), é que é uma doença caracterizada pelo excesso de gordura no corpo. O 
acúmulo ocorre quando a oferta de calorias é maior que o gasto de energia corporal e resulta 
frequentemente em sérios prejuízos à saúde (SBCBM, 2016) 
 Segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, a obesidade é 
caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal no indivíduo. Para o diagnóstico 
em adultos, o parâmetro utilizado mais comumente é o do índice de massa corporal (IMC). O 
IMC é calculado dividindo-se o peso do paciente pela sua altura elevada ao quadrado. É o 
padrão utilizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que identifica o peso normal 
quando o resultado do cálculo do IMC está entre 18,5 e 24,9. Para ser considerado obeso, o 
IMC deve estar acima de 30 (SBEM, 2016). 
Ainda segundo esta Sociedade a obesidade é fator de risco para uma série de doenças. 
Uma vez obeso, o indivíduo tem mais propensão a desenvolver problemas como hipertensão, 
doenças cardiovasculares, diabetes tipo II, entre outras (SBEM, 2016). 
Além de uma patologia, a obesidade é também um fator de risco para outras 
enfermidades. Associada também a maior risco de depressão, menor produtividade e 
diminuição da autoestima, comum em pacientes obesos (SEGAL & FANDIÑO, 2002) 
Segundo a SBEM (2016) são vários fatores que resultam da interação de fatores 
genéticos, ambientais e emocionais e também de estilo de vida que podem levar a obesidade, 
entre eles estão a ingestão excessiva de alimentos, falta de atividade física, problemas 
hormonais e tendência genética. Pesquisas mostram a relação entre herança genética e 
obesidade. Normalmente, pais com peso normal têm em média 10% dos filhos obesos. 
Quando um dos pais é obeso, 50% dos filhos certamente o serão. E, quando ambos os pais são 
obesos, esse número pode subir para 80%. 
 
4.2 Breve revisão sobre a cirurgia bariátrica. 
 
Segundo Silva, (2006 apud Nasser e Elias 2004), o tratamento cirúrgico da obesidade 
surgiu na década de 50, relatam que desde essa época até os dias atuais as técnicas foram 
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sendo aperfeiçoadas e, devido aos bons resultados, as chamadas “cirurgias bariátricas” veem 
sendo mais divulgadas e aceitas, tanto no meio médico, quanto entre os pacientes. Entretanto, 
uma situação preocupante vem ocorrendo; muitos pacientes, estão encarando a cirurgia 
bariátrica como uma “tábua de salvação”. Situação em que são depositadas todas as 
expectativas e esperanças na cirurgia e no cirurgião, levando a uma crença excessiva e 
irrealista no “milagre cirúrgico”. Assim sendo, os pacientes assumem uma posição de 
passividade diante do tratamento. Agindo dessa forma, podem até colocar em risco o êxito do 
tratamento, pois não se engajam no processo pós-cirúrgico, fase esta que requer forte adesão 
do paciente (SILVA, 2006 apud FRANQUES, 2004; MATIELLI et al., 2004; NASSER; 
ELLIAS, 2004; TRAVADO et al., 2004). 
A CB consolidou-se ao longo do tempo através de avanços técnicos e tecnológicos, 
como uma alternativa segura e eficiente no combate a obesidade grave, mas também contra 
doenças associadas como diabetes, hipertensão e outras agravadas pelo excesso de peso. 
Atualmente o Brasil é o segundo país no mundo que mais realiza operações deste tipo, com 80 
mil registros por ano, ficando atrás apenas dos EUA. O crescimento nos últimos dez anos foi 
de 300% e a taxa de mortalidade que não ultrapassa 0,15% (SBCBM, 2016). 
Entretanto, nem sempre todos os pacientes possuem acesso às técnicas mais modernas 
disponíveis. Uma vez que as fontes pagadoras em saúde na maioria das vezes não 
acompanham as inovações tecnológicas no ritmo necessário. Podemos citar como exemplo 
disso a resistência da maioria dos planos de saúde em cobrir a cirurgia bariátrica por 
videolaparoscopia, método menos invasivo, mais seguro e com maiores benefícios ao paciente 
(SBCBM, 2016). 
De acordo com a SBCBM (2016), os tipos de (CB) diferenciam-se pelo mecanismo de 
funcionamento. São três procedimentos básicos da cirurgia bariátrica e metabólica, que 
podem ser feitos por abordagem aberta ou por videolaparoscopia (menos invasiva e mais 
confortável ao paciente): 
-Restritivos – que diminuem a quantidade de alimentos que o estômago é capaz de 
comportar, 
-Disabsortivos – que reduzem a capacidade de absorção do intestino, 
-Técnicas mistas – com pequeno grau de restrição e desvio curto do intestino com 
discreta má absorção de alimentos. 
Segundo a SBCBM, a videolaparoscopia é minimamente invasiva e aplicável em todas 
as técnicas cirúrgicas, é considerada uma das maiores evoluções tecnológicas da medicina. Na 
cirurgia convencional, o médico necessita fazer um corte de pelo menos 20 centímetros no 
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abdômen do paciente, enquanto na videolaparoscopia são feitas de 4 a 5 mini-incisões de 0,5 a 
1,2 cm cada uma, por onde passam as cânulas e a câmera de vídeo. Todo esse registro é 
gravado e o paciente pode levar uma cópia do DVD consigo, o

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