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Prévia do material em texto

Circulação venosa
Turgescência jugular fisiológica
Turgescência jugular patológica
Flebograma
Anatomia
Divisão: trígono anterior e trígono posterior
Grandes vasos: artéria carótida interna e veia jugular interna. A veia jugular externa tem trajeto diagonal sobre a superfície do músculo esternocleidomastóideo, sendo útil quando se tenta identificar a pressão venosa jugular.
Inspeção das jugulares
Turgescência jugular fisiológica: em indivíduos normais, a turgescência jugular observa-se em decúbito dorsal, sem travesseiro; aumenta na expiração, pela pressão positiva intratorácica, e desaparece na inspiração, pela pressão negativa intratorácica. Ao se elevar o pescoço num ângulo de 30º, com plano horizontal do leito, percebe-se a turgescência apenas no extremo inferior. Acima de 30º desaparece a turgescência.
Situações que provocam uma expiração forçada levam a um incremento da turgescência. Tais como o canto, o grito, o esforço da defecção, da parturição, e tanto mais aparente quanto menos espesso seja o tegumento do pescoço.
Inspeção das jugulares
Caracerísticas: a TJF é pulsátil, compreendendo , em cada ciclo cardíaco 3 elevações ou ondulações positivas e 2 depressões ou ondulações negativas. O pulso venoso reflete a dinâmica do retorno do sangue venoso ao coração direito, e constitui o extremo oscilante da porção proximal distendida das veias jugulares internas(VJI’S). A análise se realiza no ponto que as oscilações são mais evidentes, inicialmente o paciente fica em decúbito dorsal e vai incorporando o tronco progressivamente até 90º.
Movimento suave, difuso, ondulante
Varia com respiração; aumenta com a compressão abdominal.
Varia com a posição
Colapso sistólico , para cronometrar o pulso venoso toma-se por referência o pulso carotídeo que coincide exatamente coma depressão x.
Flebograma normal
A elevação a , pré-sistólica, onda atrial, corresponde à sístole atrial.
A depressão x, onda dominante do pulso venoso, corresponde à diástole atrial e ocupa grande parte da sístole ventricular, sendo o responsável pelo colapso sistólico do pulso venoso.
A elevação c é devida ao abalo produzido na veia pela pulsação sistólica da carótida.
A elevação v corresponde ao fim da sístole ventricular e é devida à tumefação das veias jugulares, no momento em que o sangue destas veias diminui seu fluxo em virtude da repleção do átrio direito.
A depressão y corresponde ao começo da diástole ventricular, no momento da abertura da tricúspide, ao passar o sangue do átrio direito para o ventrículo direito.
Turgescência jugular patológica
Há estase jugular, resultante de aumento permanente da pressão venosa. A turgescência não desaparece durante a inspiração e nem com a incorporação do pescoço num ângulo acima de 30º com o plano horizontal.
Comprimindo a jugular na porção superior e procedendo a manobra de esvaziamento de cima para baixo, ao suspender a manobra, há retorno de baixo para cima.
Estase jugular pulsátil própria da ICC. Estão mantidas as elevações a, c e v e reduzidas as depressões x e y.
Fenômeno paradoxal nas pericardites constritivas e grandes derrames do pericárdio que consiste no incremento da estase jugular na inspiração, isso ocorre pela dificuldade de enchimento diastólico do AD.
Na estase jugular não pulsátil ocorre pela interrupção da comunicação entre a jugular e o AD ( compressão tumoral ou trombose vascular); ela pode se unilateral e direita (TVBCD), unilateral e esquerda ( TVBCE) ou bilateral por obstrução da veia cava se acompanha de edema e cianose acima desta região.

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