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FACULDADE DOCTUM DE JOÃO MONLEVADE
	
BRUNA DA CRUZ GUILHERME
FELIPE HENRIQUE DA SILVA DIAS
LUANA MOURA RODRIGUES
MARIANA MAGALHÃES NUNES DE CARVALHO
MATHEUS FELIPE GOMES DA MATA
THAUANE KELE PINTO
DIREITO, DEMOCRACIA E CIDADANIA: Direitos Humanos e direitos fundamentais: uma análise da discriminação racial no Brasil em seus diferentes espaços sociais
João Monlevade
2018
FACULDADE DOCTUM DE JOÃO MONLEVADE
BRUNA DA CRUZ GUILHERME
FELIPE HENRIQUE DA SILVA DIAS
LUANA MOURA RODRIGUES
MARIANA MAGALHÃES NUNES DE CARVALHO
MATHEUS FELIPE GOMES DA MATA
THAUANE KELE PINTO
DIREITO, DEMOCRACIA E CIDADANIA: Direitos Humanos e direitos fundamentais: uma análise da discriminação racial no Brasil em seus diferentes espaços sociais
Portfólio apresentado a disciplina Projeto Integrador II, 2º período noturno do Curso de Direito da Faculdade Doctum de João Monlevade, como requisito parcial de avaliação.
Prof.(ª) Orientadora: MSc. Luana Roque Silva Mendes Barros
João Monlevade
2018
	FACULDADE DOCTUM DE JOÃO MONLEVADE
FOLHA DE AVALIAÇÃO
	Itens
	Valor
	Total 
	ORGANIZAÇÃO 
	Sequência lógica das atividades - versão inicial corrigida e completa ( 2,0) e 
Versão final completa (5,0)
Aplicação das Normas ABNT
	
7,0
	
	CUMPRIMENTO DOS PRAZOS
	Respeito à data da entrega dos portfólios parcial e final.
	2,0
	
	Desenvolvimento das atividades - CORDEL
	O trabalho apresenta: - Sensibilidade aos problemas; Receptividade;; Atitude para transformar e reconstruir (diante de novas situações); Análise e síntese 
Qualidade das ideias expostas. 
Criatividade
	
6,0
	
	Desenvolvimento das atividades- PLANO DE AULA/ ESTUDO DE CASO
	Apresenta competências e habilidades na capacidade de: planejar, estabelecer relações, analisar, criticar e recriar fatos à luz das teorias; identificar as causas dos problemas; propor alternativas de solução com base em referencial teórico; recriar conceitos com base em dados da realidade.
	
7,0
	
	AUTOAVALIAÇÃO 
	Explicita suas experiências, seus propósitos e reflexões em sua reconstrução do processo de aprendizagem (através da interpretação desses registros e interesses individuais em suas dimensões (humana, cognitiva, política, ética, filosófica)
	1,0
	
	TOTAL
	23,0
	
João Monlevade, ___de novembro de 2018
_______________________________
Luana Roque Silva Mendes Barros
Profª. Projeto Integrador II
	
	OBJETIVOS
	
	
Geral
	
1Reconhecer os grupos que sofrem a discriminação racial no país em diferentes espaços sociais, analisando a efetividade da tutela que lhes é oferecida para a garantia dos seus direitos fundamentais.
	
	
Específicos 
	
	
Trabalhar, no plano do ensino, os conceitos de Direitos humanos, Direitos fundamentais, cidadania, dignidade da pessoa humana, justiça social.
Trabalhar de maneira interdisciplinar os temas relacionados à linha de pesquisa escolhida pelo Curso de Direito da Faculdade Doctum, no contexto da sociedade possibilitando uma visão holística das disciplinas envolvidas com o tema proposto
METODOLOGIA
	Pesquisar a problemática eleita “Em que medida se dá a discriminação racial nos diferentes espaços sociais”? E, ao final, elaborar um produto científico no formato de portfólio.
 - Propiciar maior discussão do tema proposto através de suas atividades.
 - Aprofundar o conhecimento do aluno para a pesquisa científica e para a produção de textos.
 - Relacionar os conteúdos estudados nas disciplinas com o tema proposto
	
	
	
 Metodologia
	
	O trabalho será desenvolvido a partir de pesquisa teórica, revisional bibliográfica e de campo, que culminará na elaboração de fichamento/resenha crítica e de um cordel jurídico produzido pelos alunos sobre a temática pesquisada. Ao final do semestre pretende-se socializar o material produzido em apresentação oral. Todas as atividades serão realizadas por meio da análise interdisciplinar.
	 AVALIAÇÃO
	O atendimento semanal para orientação aos grupos de trabalho será realizado pelo professor do Projeto Integrador com funções didático-pedagógicas e metodológicas que compete: Preencher ficha de acompanhamento do acadêmico, justificando a qualidade do trabalho apresentado e estabelecer a interdisciplinaridade com as demais disciplinas do semestre.
SUMÁRIO
	1
	PORTFÓLIO.......................................................................................................05
	2
	AULA E TEXTOS TRABALHADOS................................................................06
2.1 O tom da cor..................................................................................................
2.2 Contextualização Histórica da Educação em Direitos Humanos.............
2.3 Garantias Constitucionais...........................................................................
2.4 Movimento Negro no Brasil: Novos e velhos desafios.............................
2.5 Entendendo Conceitos.................................................................................
2.6 Racismo: Perguntas e Respostas...............................................................
2.7 Racismo: Comentário Crítico......................................................................
2.8 Representantes do Movimento Negro........................................................
2.9 Convenção Internacional sobre a eliminação de todas as formas de discriminação racial, Constituição e responsabilidade social das empresas:Mapa conceitual...............................................................................
2.10 Seminário.....................................................................................................
	
3
	2.10.1 Racismo no futebol................................................................................
2.10.2 A mulher e o racismo.............................................................................
2.10.3 Racismo e cotas nas universidades.....................................................
2.10.4 Racismo na infância...............................................................................
2.10.5 Racismo e a Intolerância Religiosa.......................................................
2.10.6 O racismo na mídia.................................................................................
2.10.7 Racismo, criminalidade e violência......................................................
2.10.8 Racismo no mercado de trabalho........................................................
2.10.9 Racismo Institucional.............................................................................
2.10.10 Racismo no âmbito escolar.................................................................
ESTUDO DE CASO............................................................................................
3.1 Goleiro Aranha..............................................................................................
3.2 Cotistas denunciam discriminação e preconceito na Ufes
..............................................................................................................................
3.4 Reportagem: Rapaz é vítima de discriminação racial em restaurante de Valadares.............................. .............................. .............................. .............
	4
5
6
7
8
	 O CINEMA COMO MECANISAMO DIDÁTICO AO ENSINO E COMPREENSÃO DO DIREITO....................................................................................................
4.1 Olhos Azuis.................................................................................................
4.2 Precisamos falar com os homens?..........................................................4.3 ONU – Documentário Consciência Negra................................................
PLANO DE AULA............................................................................................
CORDEL JURÌDICO........................................................................................... 
6.1 RELATÓRIO................................................................................................
6.2 CORDEL
AUTOAVALIAÇÃO .........................................................................................
CONSIDERAÇÕES FINAIS.............................................................................
REFERÊNCIAS................................................................................................
1 PORTFÓLIO
[...] um continente de diferentes tipos de documentos (anotações pessoais, experiências de aula, trabalhos pontuais, controles de aprendizagem, conexões com outros temas fora da escola, representações visuais, etc.) que proporciona evidências dos conhecimentos que foram sendo construídos, as estratégias utilizadas para aprender e a disposição de quem o elabora para continuar aprendendo ( HERNÁNDEZ,2000, p.166).
	
Portfólio é um instrumento pedagógico que se caracteriza pelo desenvolvimento da capacidade do aluno de gerir seu próprio trabalho e é a chave para a construção de um futuro profissional responsável e organizado.
É uma coletânea de registro de aulas, trabalhos realizados, pesquisas, reflexão de textos relacionados aos temas propostos que evidencia o desenvolvimento, as competências as competências e as habilidades deste no processo de aprendizagem (WATERMAN, 1991). 
Para Tanji e Silva (2008), é um instrumento que potencializa a reflexão das práticas desenvolvidas ao longo da trajetória educacional, assegura a construção do conhecimento e possibilita o desenvolvimento pessoal e profissional do aluno. Para Ribas (2007, p. 158) “a coleção de trabalhos e atividades produzidos pelos alunos, adequadamente organizada, que revela, com o passar do tempo, os diversos aspectos do crescimento e do desenvolvimento de cada um em particular. ”
Baseado nos diversos conceitos, pode-se afirmar que é a forma de se destacar a capacidade de síntese do aluno transformando-a numa riqueza de ideias , criatividade e uma forma interessante de reconstruir os momentos do processo de ensino e aprendizagem dos acadêmicos do Curso de Direito da Rede Doctum de Ensino de João Monlevade.
O portfólio do 2º período apresenta-se baseado em registros diários das aulas, notas pessoais, trabalhos com textos, plano de aula, relatório da execução da aula através do Estudo de Caso, Filme (Olhos Azuis), estudo de caso, cordel Jurídico, mapas mentais, resumos entre outros.
2 AULA E TEXTOS TRABALHADOS
Aula é a forma que predomina no processo de ensinar e aprender, no qual se constroem, se desenvolvem e se transformam as condições necessárias para que o aluno assimile conhecimentos, habilidades, atividades e convicções, desenvolvendo, assim, competências nos âmbitos profissional e pessoal. (LIBÂNEO, 1994).
Os textos trabalhados tiveram papel relevante no que tange ao alcance dos objetivos propostos na disciplina. Eles foram lidos, analisados e discutidos em sala de aula, contribuindo para o aprofundamento teórico e metodológico os quais possibilitaram a reflexão a respeito das singularidades sobre o tema Racismo.
	
	PROJETO INTEGRADOR II
MSc. Luana Roque Silva Mendes Barros
	Data
	27/08/2018
	Texto
	O Tom da Cor 
	Autor (a)
	Miriam Leitão
 
	1 
	Título do Texto: O tom da cor - Miriam Leitão 	 
 
	
	Tema: Busca de reconhecimento e mudanças com relação ao preconceito racial. 
 
 
	2
	Redija o resumo do texto - fonte, reduzindo-o a um terço (cerca de 180 palavras). 
	3 
	Ideias - Chave:
	a)
	Classificação racial
	b) 
	Miscigenação 
	c)
	Desigualdades raciais
	
	
São comuns notícias evidenciadas pela mídia brasileira sobre preconceito e desigualdades raciais existentes especialmente nos Estados Unidos, mas também nas mais diversas partes do mundo.
Apesar de que, a priori, isso não resultar em mal algum, um fator importante chama a atenção: o foco nos problemas exteriores da discriminação e o silêncio frente ao mesmo problema dentro do próprio Brasil.
Um grande indicador dessa omissão é o modo em que informações sobre questões relacionadas a cor são menosprezadas. Deste modo, diversos obstáculos são impostos na tentativa compreender aspectos voltados a realidade do racismo presente.
Por motivos históricos da escravidão que existiu, o negro sofreu um grande distanciamento social em relação ao restante da sociedade. É evidente que temos uma única raça: seres humanos. Entretanto, é impossível não reconhecer o atraso em que os negros foram submetidos. Reconhecer esse fato é o primeiro passo para se criar medidas para repará-lo
.A escravidão, racismo e o preconceito em geral não aconteceu só no Brasil. Foi uma barbaridade a nível mundial. Porém, em outras partes do mundo, as pessoas reconhecem o erro cometido e se empenham fortemente em reparar a falha. Diferentemente do Brasil, que se baseia no mito da democracia racial, numa ilusão que todos vivem com as mesmas oportunidades.
Deste modo, evidencia-se a necessidade de acabar com essa falsa informação de que o racismo não existe no país, voltando a atenção da política e mídia para conscientizar ao invés de negar o fato. A informação e o debate sobre essa injustiça são os melhores caminhos para erradicar esse problema.
 
	
	PROJETO INTEGRADOR II
MSc. Luana Roque Silva Mendes Barros
	Data
	27/08/2018
	Texto
	Contextualização Histórica da Educação em Direitos Humanos
	Autor (a)
	Dalmo Abreu Dalari
	Atividade
	Mapa mental
	
	PROJETO INTEGRADOR II
MSc. Luana Roque Silva Mendes Barros
	Data
	27/08/2018
	Pesquisa
	Garantias Constitucionais
	Autor (a)
	Luiz Pinto Ferreira
	Atividade
	Conceito
Habeas Corpus
Medida jurídica usada para proteger um indivíduo quando esse está sendo privado de liberdade. Essa ferramenta também pode ser usada quando ocorrer indícios de ameaça a sua liberdade, de forma preventiva. Em outras palavras, o habeas corpus é usado para proteger o direito de ir e vir de qualquer cidadão. Vale ressaltar que a causa da privação deve estar ligada a um abuso de poder por uma autoridade ou por um ato ilegal e injusto. Para lidar com essas duas situações, existem o habeas corpus preventivo (quando existe a ameaça), e o liberatório (quando a privação já está ocorrendo, para libertar alguém que esteja preso).
Mandado de segurança
 	Ferramenta destinada a proteger um direito que tenha sido ou está sob ameaça de ser violado, decorrente de um abuso de poder praticado por alguma autoridade pública. Essa ação jurídica é assegurada pela constituição. O mandado de segurança garante a efetivação de direitos existentes e que não estão sendo respeitados. 
Habeas Data
Remédio constitucional destinado a assegurar que um cidadão tenha acesso a dados e informações pessoais que estejam sob posse do Estado ou de entidades privadas que tenham informações de caráter público. O Habeas Data designa então o direito de saber o que o governo sabe (ou afirma saber) sobre você. Também pode ser acionado para corrigir dados pessoais que estejam errados ou incompletos.
Mandado de injunção
Ação judicial usada quando, ao cidadão, é assegurado um direito constitucional, mas que ainda não se encontra devidamente regulamentado, tornando inviável o exercício desse direito.
Ação popular
 	Meio processual ao qual qualquer cidadão tem direito de exercer, quando desejar questionar judicialmente a validade de atos que considere lesivos aopatrimônio público, patrimônio histórico cultural, meio ambiente e à moralidade administrativa. De forma resumida, isso significa que todo cidadão tem o poder de propor uma investigação quando considerar que certo ato do poder público for prejudicial aos interesses da sociedade.
Petição e Representação
 	Todo cidadão tem o direito de petição aos poderes públicos em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso de poder. A petição representa um pedido formal através de um requerimento. Já a representação é o direito que toda pessoa incapaz (absolutamente ou relativamente) possui de ser representada por outra para fazer alguma solicitação.
Associações
União legal de várias pessoas, com ou sem personalidade jurídica, partes de uma sociedade, para tentar alcançar um objetivo comum a todos. É importante evidenciar que o código civil dispõe que essa união não pode ter fins lucrativos. 
.
 
	
	PROJETO INTEGRADOR II
MSc. Luana Roque SilvA Mendes Barros
	Data
	15/11/2018
	Texto
	Movimento Negro no Brasil. Novos e velhos desafios
	Autor (a)
	Sueli Carneiro
	Atividade
	Comentário
 A partir do texto “Movimento negro no Brasil: novos e velhos desafios” foi possível observar como
movimento negro vem, ao longo das décadas, avançando e regredindo, conseguindo apoio, mas também sendo silenciado. Isso porque, a oposição desse movimento é numerosa e forte, possuindo privilégios como capital e poder se comparada aos povos negros. Por conseguinte, por possuir tais meios de poder, essa oposição manipula, enfraquece e aliena as massas, fazendo prevalecer seus interesses por trás de toda a luta. 
 Dessa forma, a intensa revolução social e a almejada isonomia não se concretizam, visto que isso causaria mudanças e toda a ascensão de um povo, o que não é positivo para a classe dominante que detém todo poder econômico, social e político. Por isso, a nova militância negra deve se basear no histórico de lutas de seus antepassados e não permitir que empresas e a mídia ditem o que deverá ser feito e pensado. Caso essa militância não se desenvolva nesse sentido, o mito da democracia racial continuará enraizado e o racismo permanecerá de forma velada. Todavia, ainda sim, diversos foram os avanços vem sendo conquistados desde a década de 80. Os dois mais evidentes são as discussões em torno do ingresso da cultura africana nas bases curriculares nacionais e ainda a denúncia do racismo imposto nos livros didáticos. 
 Portanto, devido ao exposto acima, fica evidente que, apesar dos avanços lentos ocorridos na sociedade brasileira ao longo das décadas, ainda há muito que se fazer e alterar para que a Revolução Negra ganhe força e reconhecimento. Através dessa, é possível melhorar a condição de vida social, econômica e material da população negra, reduzindo as desigualdades e minimizando o racismo cada vez mais, até sua almejada extinção.
	
	PROJETO INTEGRADOR II
MSc. Luana Roque Silva Mendes Barros
	Data
	27/08/2018
	Pesquisa
	Entendendo conceitos
	Autor (a)
	Google Chrome
	Atividade
	Conceitos
Discriminação e um substantivo feminino que significa distinguir ou diferenciar. No entanto, o sentido mais comum desta palavra aborda a discriminação como fenômeno sociológico.
A discriminação acontece quando há uma atitude adversa perante uma característica específica e diferente. Uma pessoa pode ser discriminada por causa da sua raça, do seu gênero, orientação sexual, nacionalidade, religião, situação social, etc.
Preconceito é um juízo pré-concebido, que se manifesta numa atitude discriminatória perante pessoas, crenças, sentimentos e tendências de comportamento. É uma ideia formada antecipadamente e que não tem fundamento crítico ou lógico.
Racismo é mais grave, considerado como um crime inafiançável e imprescritível. Para o crime ser considerado racismo, tem que menosprezar a raça de alguém, seja por impedimento de acesso a determinado local, negação de emprego baseado na raça da pessoa. Como exemplo, pode-se considerar o impedimento de matrícula de uma criança em uma escola por ela ser negra como um caso de racismo.
Resumidamente, o racismo impede o prática de exercício de um direito que a pessoa tenha. A injúria racial se determina pela ofensa às pessoas por raça.
Injúria racial é considerada um dos crimes contra a honra, e é a ação de ofender alguém baseado em sua cor, crença, etnia ou condição enquanto idoso ou portador de deficiência.
Cometer uma injúria racial é chamar alguém de "macaco" por ser negro, de "retardado" devido à uma deficiência mental, entre outras palavras de calão direcionadas a esse conjunto de características das pessoas 
	
	PROJETO INTEGRADOR II
MSc. Luana Roque Silva Mendes Barros
	Data
	27/08/20018
	Texto
	Racismo: Perguntas e respostas 
	Autor (a)
	Antônio Carlos Silva Ferreira
	Atividade
	Análise 
Na África, ainda hoje, diferentes povos negros lutam entre si. Na época do tráfico negreiro, os traficantes iam até a África e compravam escravos que eram capturados por outros negros. Os capitães-do-mato eram negros que caçavam seus pares em troca de dinheiro e benefícios. Por que então os negros se queixam tanto do racismo que sofreram e sofrem dos brancos se não são tão unidos entre si? 
 
Resposta: A escravidão está longe não e um fato que acontecia apenas na África, muito pelo contrário, há registro de escravidão em praticamente todas as culturas, nacionalidades e religiões, e com ela o seu único motivo que e á economia. Assim mostrando que o homem no geral não são unidos também, independentemente de sua nacionalidade e cultura, único propósito fundamental da escravidão e acumular riqueza, explorando outras pessoas independente se são da mesma cor. Esse é o motivo que levou à escravidão na África, na Europa, no Brasil ou em qualquer outro lugar.
Assim com o fim da escravidão , os negros foram libertados o ex-escravo tornou-se igual perante a lei, mas eles não foram aceitos nas sociedade , sem acesso a moradia , analfabetos , muitos ex-escravos continuaram trabalhar nas fazenda , vendendo seu suor em troca de sua sobrevivência , aos que mudaram para as cidades , restavam apenas os subempregos , assim a ideia permanente de que o negro servia apenas para trabalho pesado , deixaram sequelas desde a abolição ate os dias atuais
2. Diz-se hoje que é politicamente incorreto chamar alguém de preto, o certo é afrodescendente. Isso não é frescura dos afro-descendentes? E porque um negro se ofende quando chamado de “neguinho” (ex.: Caso Grafite) se ele é negro mesmo? 
 
Resposta: Quando fixamos a discriminação racial na forma de tratamento, reforçamos a ideia de que os negros são inferiores aos brancos devidos ao fato de tratarmos de forma diferente, diminutiva. 
 
 
3.Por 	que 	ações 	afirmativas 	para 	negros 	e 	não 	para 	pobres? 
 
Resposta: Cada Grupo possui suas particularidades, população negra no Brasil indicam que esta é a parcela mais afetada pelos altos índices de violência da sociedade e a mais sujeita à violação de direitos; os negros são maioria nos presídios e entre as vítimas de homicídios, ao mesmo tempo em que têm menos acesso à saúde e à educação e compõem o segmento mais pobre da população. Colhendo dados afim de criar meios de adquirir seus direitos consequente de uma dívida histórica, devido o período da escravidão no Brasil.
 
Como pode haver racismo no Brasil se não há brancos puros? 
 
Resposta: O Brasil é um país onde há o racismo enraizado. Mesmo sendo um país construído na miscigenação, sempre esteve presente na nossa sociedade uma discriminação racial e que se mantém
 
Como falar em racismo se a raça é a humana? 
 
Resposta: Certamente que negros, brancos, amarelos, índios e todas as mestiçagens decorrentes formam uma só raça, a Raça Humana. O conceito de raça e até mesmo de sub-raça foi criado pela elite dominante, à época da escravidão para disseminar a idéia de que os negros não seriam parte da raça e seria umasub-raça, o que justificaria a dominação e escravidão. Temos que ter claro, entretanto, que essa foi uma das consequências e não causas do racismo, portanto limitar o debate à discussão do uso do termo racismo, por si só, não resolve as questões sociais envolvidas e apenas consegue desviar o foco central do problema. 
 
Por que negros reclamam de aparecerem como serviçais nas novelas e ao mesmo tempo se queixam da falta de oportunidades? A novela não estaria sendo fiel à realidade? 
 
Resposta: De fato as estatísticas demonstram que os negros são maioria nos cárceres, nas favelas, nos empregos de baixa qualificação e baixa renda. 
 
Se existe racismo e não apartheid social por que negros como Pelé são aclamados pelo público em geral? 
 
Resposta: Este argumento é subjetivo eu prefiro lembrar que demonstrações de racismo explícito como os que envolveram o jogador Grafite, acontecem cotidianamente com pessoas da raça negra, independente de classe social. Isto demonstra como já afirmamos, que o conceito de que negro é coisa e não gente que sustenta o racismo ainda não foi eliminado de todo. 
 
Ainda que exista racismo, alguns negros superaram os obstáculos e se tornaram bem sucedidos, mesmo sem usufruir do benefício das ações afirmativas. Por que os demais negros não seguem estes exemplos? 
 
Resposta: Realmente, algumas pessoas em condições desfavoráveis conseguem superar obstáculos, sejam eles negros; portadores de deficiência; enfermos; dentre outros. Isto não tira a nossa obrigação de reparar injustiças, de lutar pela redução das desigualdades
	
	PROJETO INTEGRADOR II
MSc. Luana Roque SilvA Mendes Barros
	Data
	20/11/2018
	Texto
	Movimento Negro 
	Autor (a)
	Comissão de Promoção da Igualdade Racial – RJ
	Atividade
	10 perguntas que não querem calar sobre consciência negra- comentário crítico
	1
	O que é movimento negro?
	2
	O que é racismo?
	3
	Porque falar em raça se somos todos seres humanos?
	4
	Muitas vezes o racista não é o próprio negro?
	5
	Mas no Brasil não existe raça pura, não somos todos misturados?
	6
	Então, o que é mito da democracia racial?
	7
	Se existe consciência negra, por que não criar a consciência branca?
	8
	Se somos todos iguais porque então cotas raciais? porque não melhorar a educação?
	9
	Quem é negro no Brasil para as cotas raciais?
	10
	Existem leis para quem sofre o crime de racismo?
10 PERGUNTAS QUE NÃO QUEREM CALAR SOBRE CONSCIÊNCIA NEGRA
	
	1
	O QUE É MOVIMENTO NEGRO?
	
É um conjunto de organizações não governamentais, conhecidas também como sociedade civil organizada, que atua no combate ao racismo, preconceitos, discriminações e intolerâncias relacionadas a cor/raça/etnia das pessoas; desconstrução dos mitos de democracia racial; dar visibilidade a história da contribuição do negro na construção do desenvolvimento do Brasil; preservação das tradições culturais e artísticas de origem afro-brasileiras; construção de diálogo político sobre a implementação de políticas públicas para redução de desigualdades históricas em ocupação de espaços sociais, intelectuais e de poder.
	2
	O QUE É RACISMO?
	
É o sentimento de superioridade de um determinado grupo étnico/racial em relação a outro, diferente, fazendo ou contribuindo para que se criem mecanismos que impeçam ou prejudiquem a promoção social, funcional, intelectual ou qualquer tipo de melhoria do outro grupo. Essa superioridade pode gerar uma série de situações violentas como mortes, agressões físicas, bullyings etc.
	3
	PORQUE FALAR EM RAÇA SE SOMOS TODOS SERES HUMANOS?
	Sim, esta é uma verdade. Mas raça neste caso é um conceito muito mais ligado a sociologia do que a biologia, porque nas ciências sociais ainda se encontra a identificação racial como Brancos, Negros, Indígenas e Orientais. Além disto, esta pergunta tem muito mais o objetivo de impedir o debate criando uma outra coisa para ser pensada do que aprofundar a preocupação com as diferenças existentes na sociedade decorrentes dos tratamentos diferenciados para as diferentes etnias.
	4
	MUITAS VEZES O RACISTA NÃO É O PRÓPRIO NEGRO?
	
Não. Isto é impossível. Como você pode observar para existir racismo é necessário que as pessoas envolvidas sejam de raças diferentes. Quando é um caso entre pessoas da mesma raça ou origem étnica chamamos de preconceito ou discriminação racial. Muitas vezes pessoas de uma mesma raça entram em conflitos decorrentes de uma educação de não valoriza outras etnias, senão a de origem ocidental branca, gerando o sentimento de negação de si mesmo, da baixa auto estima e outros danos psicológicos que muitas vezes impelem uma pessoa a depreciar e cometer atitudes preconceituosas com seus próprios.
	5
	MAS NO BRASIL NÃO EXISTE RAÇA PURA, NÃO SOMOS TODOS MISTURADOS?
	
De certa forma isto é verdadeiro, mas esta é uma informação que somente é usada quando negros e indígenas exigem seus direitos de ocupação dos espaços que efetivamente lhes pertence, mas não para a distribuição equitativa de riquezas, postos de trabalho, representação visual na mídia em telenovelas e direitos a titulação de terras e benefícios vários no processo sócio econômico do país. Além disto durante muito tempo foi vendido para o mundo a ideia de que o Brasil diferentemente do que acontecia nos diversos países onde a escravidão negra ocorreu era um país onde negros e brancos viviam em plena harmonia, sem qualquer tipo de discriminação ou preconceito. Uma verdadeira DEMOCRACIA RACIAL. Tudo isto foi sendo desmentido pelo Movimento Negro que demonstrava e denunciava os casos de racismo, colocando-os na mídia, processando os responsáveis, fazendo passeatas, manifestações e pleitos políticos que acabaram por finalmente confirmar que o BRASIL É UM PAÍS como muitos outros onde o racismo existe.
	6
	ENTÃO, O QUE É MITO DA DEMOCRACIA RACIAL?
	É uma ideologia criada a partir do Livro Casa Grande e Senzala, de autoria do sociólogo Gilberto Freyre, de 1933, uma das principais obras sobre a formação da sociedade brasileira e seus grupos raciais componentes, que apesentava entre todos uma cordialidade e fraternidade que somente existia aqui, onde casamentos e uniões foram consagradas, fazendo com que os mestiços decorrentes do cruzamento dessas três raças constituíssem a super raça miscigenada de afro-brasileiros onde todos viviam em total igualdade de condições e oportunidades. O sonho de muita gente. Mas, infelizmente a realidade brasileira mostrava um Brasil onde os negros não podiam estudar, e analfabetos não podiam votar. Onde pessoas negras não podiam frequentar determinados clubes e ambientes sociais somente possíveis aos brancos. E para os indígenas, direitos diferenciados e a condição de relativamente incapazes.
	7
	SE EXISTE CONSCIÊNCIA NEGRA, POR QUE NÃO CRIAR A CONSCIÊNCIA BRANCA?
	
Esta é uma pergunta constante para aqueles que tentam explicar a necessidade dos negros e negras brasileiros vivenciarem uma outra forma de educar seus filhos e filhas, falando sobre a luta e as glorias de um povo de mesmo sofrendo todos os horrores de uma escravidão longa e cruel soube manter-se vivo, lúcido e construir famílias honradas, heróis nacionais, pessoas de bem, profissionais capazes. Mantendo viva sua cultura, sua religiosidade, seus mitos e crenças, seus valores e força vinda da sua africanidade. Enquanto os brancos nunca sofreram qualquer tipo de negação de sua raça e tudo o que lhes pertence é valorizado e sempre colocado como melhor do e mais bonito, perfeito e divino. Tudo o que é do branco é. Tudo o que é do negro não é, logo é preciso de consciência para a perfeita compreensão de seu valor e grandeza. Não há em momento algum uma demonstração de que somos todos iguais e todos merecemos manter viva nossa identidade e cultura.
	8
	SE SOMOS TODOS IGUAIS PORQUE ENTÃO COTAS RACIAIS? PORQUE NÃO MELHORAR A EDUCAÇÃO?
	As cotas têm o objetivo de reduzir as desigualdadese equilibrar as enormes diferenças de oportunidades entre brancos, negros e indígenas em bancos universitários e postos de trabalho nos órgãos governamentais. Após mais de 100 anos do término da escravidão no Brasil, apenas 2% das pessoas que haviam concluído o ensino superior eram negras e isto não tinha nenhuma relação com a vontade de estudar, mas com a falta de mecanismos que possibilitassem a essas pessoas a inserção nas universidades. Cotas não são favorecimento, mas uma tentativa de reparação histórica para um país que realizou um fim de período de escravidão sem qualquer política pública de inserção social e econômica dos ex-escravidados, lançando-os ao léu. Abandonando-os a própria sorte.
	9
	QUEM É NEGRO NO BRASIL PARA AS COTAS RACIAIS?
	Todos aqueles que se auto identificarem como negro. Ou seja aqueles que entendendo e reconhecendo sua origem étnica e racial se auto declararem negro, afro-brasileiros e pardos.
	10
	EXISTEM LEIS PARA QUEM SOFRE O CRIME DE RACISMO?
	
Sim. A Lei que instituiu o crime de racismo como inafiançável é a 7716/89 (Lei Caó) e é aquela que deve ser utilizada para punir aquele que comete o crime de racismo. Outras leis sobre o Negro na sociedade brasileira é a 10.639/03 (Sobre a Obrigatoriedade do Ensino de História e Cultura Africana) e o ESTATUTO DA IGUALDADE RACIAL (12288/2010).
	Fonte: Material informativo da Comissão de Promoção da Igualdade Racial Cabo Frio - 20ª Subseção
Comentário Crítico
O movimento negro no Brasil corresponde a uma serie de movimento que e realizado por pessoas que lutam contra o racismo e por direitos, o racismo e um preconceito, com base em percepção sociais baseados em diferenças biológicas entre os povos, no modo em geral a sociedade discrimina a pessoa negra por ser superior aos brancos fazendo com que os negros tem uma raça, o racismo acontece por pessoas de cor diferente estarem em um só ambiente, podemos dizer que tem essa miscigenação de raça pura e raça mista aconteceu pelo simples fato dos negros indígenas e outros foram escravizados e veio como consequência para eles perda de suas terras e vários outros direitos, o mito da democracia racial e que os negros não podiam ter o mesmo ensino escolar que um branco não podia frequentar os mesmos lugares e várias series de problema gerados pela dívida histórica que o Brasil tem com eles, não a necessidade de criar a consciência branca porque não são discriminados, humilhados na sociedade agora si compararmos o negro ele sim tem esse direito, as cotas raciais e necessário pelo simples fato que mediante a sociedade foram os mais prejudicados, criando as cotas vão ter direito a estudar ter emprego mais digno e dentre outras prioridades, as cotas raciais beneficiam as pessoas que se identificam como negro.
	Tanto para o pobre, negro, índio, quilombola, gay, mulher, nordestino, para todo o povo brasileiro continuaremos firmes com nossos ideais, tendo resistência e lutando por uma sociedade mais justa, igualitária e democrática. 
	
	PROJETO INTEGRADOR II
MSc. Luana Roque Silva Mendes Barros
	Data
	16/11/2018
	Representantes do Movimento Negro
	Atividade
	Pesquisa
António Agostinho Neto
Primeiro presidente da República de Angola, era médico de profissão, poeta por vocação e um líder por natureza. Nascido a 17 de Setembro de 1922, na aldeia de Kaxicane, no município de Icolo e Bengo, na província de Luanda, era filho do pastor metodista, Agostinho Neto, e da professora Maria da Silva Neto.
Após concluir o ensino primário, entrou para o Liceu Salvador Correia, em Luanda, onde terminou o 7º ano em 1944. Depois, partiu para Portugal para frequentar a Faculdade de Medicina. Foi em Portugal onde Agostinho Neto iniciou a sua acção política.
Em 1947, integrou o Movimento dos Jovens Intelectuais de Angola sob o lema “Vamos Descobrir Angola”. Em Coimbra, com Lúcio Lara e Orlando de Albuquerque, colaborou nas revistas “Momento” e “Mensagem”, órgãos da Associação dos Naturais de Angola. Os seus poemas e artigos, aliados ao seu engajamento político fizeram com que fosse perseguido e preso pela PIDE - Polícia Internacional de Defesa do Estado, órgão repressor da ditadura Salazarista que combatia os movimentos nacionalistas das colónias portuguesas de então.
Posto em liberdade, retoma a actividade política e intelectual, fundando em Lisboa, em parceria com Amilcar Cabral, Mário de Andrade, Marcelino dos Santos e Francisco José Tenreiro, o Centro de Estudos Africanos, orientado para a afirmação da nacionalidade africana.
Em 1951, é indicado como representante da Juventude das colónias portuguesas junto do MUD - Juvenil (Movimento de unidade democrática-Juvenil) português. Pela sua participação em actividades anticoloniais é novamente preso pela PIDE, em Fevereiro de 1955, e condenado a dezoito meses de prisão. Preso em Lisboa, Agostinho Neto não participa, em 10 de Dezembro de 1956, no acto de fundação do MPLA – Movimento Popular de Libertação de Angola.
Em 1957, é libertado pela PIDE e, uma ano depois, licencia-se em Medicina pela Universidade de Lisboa e casa-se com Maria Eugénia Ne. Participa da fundação do Movimento Anticolonialista (MAC). Que congregava patriotas das diversas colónias portuguesas para uma acção revolucionária conjunta nas cinco colónias portuguesas: Angola, Guiné, Cabo Verde, Moçambique e S. Tomé e Príncipe. Pouco antes do Natal de 1959, Agostinho Neto, acompanhado da mulher e do filho, deixa Lisboa de regresso à Luanda, onde abre um consultório médico. Em paralelo com a sua actividade clínica, continua a sua militância a favor da independência e é eleito, em 1960, Presidente Honorário do MPLA.
Preso pela terceira vez, em Luanda, Agostinho Neto é transferido para diversas prisões em Portugal e Cabo Verde. O assalto às cadeias de Luanda, em Fevereiro de 1961, desencadeia a luta armada pelo MPLA, seguindo-se uma forte repressão colonial. Preso na cidade da Praia, em em Cabo Verde, Agostinho Neto é transferido para a prisão de Aljube, em Portugal, onde permanece até Março de 1963.
Libertado, em 1963, foge clandestinamente para Léopoldville (Kinshasa), e junta-se ao MPLA. Neste mesmo ano é eleito presidente do MPLA durante a Conferência Nacional do Movimento. A luta armada contra o domínio colonial se intensifica até que, em Fevereiro de 1975, regressa a Luanda.
Patrice Émery Lumumba
Nascido como Élias Okit'Asombo (Onalua, Congo Belga, 2 de Julho de 1925 – Katanga, 17 de Janeiro de 1961), foi um líder anti-colonial e político congolês.
Em 1943, após concluir os estudos básicos, Lumumba saiu da sua terra natal e começou um novo percurso de vida: foi empregado na companhia Symaf (Syndicat Minier Africain) e no serviço de correios.
Em 1958, depois de ter sido eleito presidente do Sindicato Independente dos Trabalhadores Congoleses, Lumumba fundou o MNC (Movimento Nacional Congolês), primeiro partido político africano/congolês.
Nesse ano, participou na I Conferência dos Povos Africanos, onde se encontrou com outros dirigentes africanos: Sekou Touré (Guiné Conakry), Julius Nyerere (Tanzânia), Tom Mboia (Quénia), e Kwame Nkruma (Gana).
Inspirado pelos ideais do pan-africanismo, Lumumba assumiu uma militância anticolonial, defendendo a unidade nacional entre as diferentes etnias do Congo e a libertação do domínio belga.
Lumumba centrou a sua ação política na unidade nacional. Essa postura valeu-lhe o ódio dos colonialistas que queriam derrubá-lo, instigando a rivalidade entre etnias, mediante suborno, promessas e intimidações.
Em 1959, Lumumba participou, em Bruxelas, na fase final das negociações para a independência do então Congo Belga, onde foram assinados os protocolos sobre a transição para um governo congolês.
No dia 30 de junho de 1960, quando foi proclamada a independência do Congo (depois Zaire e, atualmente, República Democrática do Congo), Patrice Lumumba tomou posse como Primeiro-Ministro.Defendendo um país independente e unitário, Lumumba foi considerado demasiado próximo da União Soviética. A decisão de eliminá-lo foi atribuída à CIA e ao governo belga, contando com a colaboração do general Mobutu.
No dia 17 de janeiro de 1961, Lumumba foi morto sob tortura. Numa carta deixada à sua mulher, Pauline Opangu, dizia: “A minha fé é inquebrável. Sei e sinto no fundo de mim que, cedo ou tarde, o país libertar-se-á de todos os inimigos internos e externos e levantar-se-á para dizer não ao vergonhoso e degradante colonialismo”. O assassinato de Patrice Lumumba transformou-o num símbolo da luta anticolonialista africana.
Martin Luther King
 Foi um ativista norte-americano, lutou contra a discriminação racial e tornou-se um dos mais importantes líderes dos movimentos pelos direitos civis dos negros nos Estados Unidos. Recebeu o Prêmio Nobel da Paz de 1964.
Martin Luther King (1929-1968) nasceu em Atlanta, Geórgia, Estados Unidos, no dia 15 de janeiro de 1929. Filho e neto de pastores da Igreja Batistas resolveu seguir pelo mesmo caminho. Em 1951 formou-se em Teologia na Universidade de Boston. Convertido em pastor, em 1954, Martin Luther King assumiu a função de pastor em uma igreja na cidade de Montgomery, no Alabama. Desde jovem, Martin Luther King tomou consciência da situação da segregação social e racial em que viviam os negros de seu país, em especial nos estados do Sul. Em 1955,, começou sua luta pelo reconhecimento dos direitos civis dos negros norte-americanos, com métodos pacíficos, inspirado na figura de Manhattan Gandhi e na teoria da desobediência civil de Henry David Thoreau, as mesmas fontes que inspiraram a luta de Nelson Mandela contra a Apartheid, na África do Sul.
Em agosto de 1955, uma costureira negra, Rosa Parks, foi detida e multada por ocupar um assento reservado para as pessoas brancas, pois nos ônibus de Montgomery o motorista tinha que ser branco e os negros só podiam ocupar os últimos lugares. O protesto silencioso de Rosa Parks propagou-se rapidamente. O Conselho Político Feminino organizou um boicote aos ônibus urbanos, como medida de protesto.
Martin Luther King apoiou a ação e, pouco a pouco, milhares de negros passaram a caminhar quilômetros a caminho do trabalho, causando prejuízo às empresas de transporte. O protesto durou 382 dias, terminou em 13 de novembro de 1956, quando a Suprema Corte norte-americana aboliu a segregação racial nos ônibus de Maontgomery. Foi o primeiro movimento vitorioso do gênero registrado no solo americano. No dia 21 de dezembro de 1956, Martin Luther King e Glen Smiley, sacerdote branco, entraram juntos e ocuparam lugares na primeira fila do ônibus.
Os movimentos contra a segregação dos negros provocaram a ira das autoridades e de grupos racistas como o Ku Klux Klan, que atacavam com violências os participantes, o próprio Luther King e os grupos ativistas Panteras Negras e o muçulmano Malcolm X.
Em 1957 Martin Luther King fundou a Conferência da Liderança Cristã do Sul, sendo o seu primeiro presidente. Passou a organizar campanhas pelos direitos civis dos negros. Em 1960 conseguiu liberar o acesso dos negros em parques públicos, bibliotecas e lanchonetes.
Em 1963, sua luta alcançou um dos momentos culminantes, ao liderar a “Marcha sobre Washington”, que reuniu 250 mil pessoas, quando fez seu importante discurso intitulado “I Have a dream” (Eu tenho um sonho), onde descreve uma sociedade, onde negros e brancos possam viver harmoniosamente. Nesse mesmo, Martin Luther King e outros representantes de organizações antirracistas foram recebidos pelo presidente John Fitgerald Kennedy, que se comprometeu agilizar sua política contra a segregação nas escolas e a questão do desemprego que afetava de modo especial toda a comunidade negra. No dia 22 de novembro de 1963, o presidente foi assassinado.
Em 1964 foi criada a Lei dos Direitos Civis, que garantia a tão esperada igualdade entre negros e brancos. Nesse mesmo ano Martin Luther King recebeu o “Prêmio Nobel da Paz”. Segue um trecho do discurso "Digo-lhes, hoje, meus amigos, que apesar das dificuldades e frustrações do momento, ainda tenho um sonho. É um sonho profundamente enraizado no sonho americano. Tenho um sonho que um dia esta nação levantar-se-á e viverá o verdadeiro significado da sua crença: Consideramos estas verdades como evidentes por si mesmas, que todos os homens são criados iguais. Tenho um sonho que um dia nas montanhas rubras da Geórgia os filhos de antigos escravos e os filhos de antigos proprietários de escravos poderão sentar-se à mesa da fraternidade. Tenho um sonho que um dia o estado do Mississipi, um estado deserto, sufocado pelo calor da injustiça e da opressão, será transformado num oásis de liberdade e justiça. Tenho um sonho que meus quatro pequenos filhos viverão um dia numa nação onde não serão julgados pela cor da sua pele, mas pela qualidade do seu caráter. Tenho um sonho, hoje. Esta é nossa esperança. Esta é a fé com a qual regresso ao Sul. Com esta fé seremos capazes de retirar da montanha do desespero uma pedra de esperança. Com esta fé poderemos transformar as dissonantes discórdias de nossa nação numa bonita e harmoniosa sinfonia de fraternidade. Com esta fé poderemos trabalhar juntos, rezar juntos, lutar juntos, ir para a prisão juntos, ficarmos juntos em posição de sentido pela liberdade, sabendo que um dia seremos livres. Esse será o dia quando todos os filhos de Deus poderão cantar com um novo significado: "O meu país é teu, doce terra de liberdade, de ti eu canto. Terra onde morreram os meus pais, terra do orgulho dos peregrinos, que de cada localidade ressoe a liberdade".
A luta continuou. Em 1965, Martin Luther King encabeçou uma manifestação de milhares de defensores dos direitos civis desde Selma até Montgomery. Mas sua luta teve um fim trágico, quando sua vida foi interrompida por um tiro enquanto descansava na sacada de um hotel em Memphis, onde apoiava um movimento grevista dos lixeiros.
Martin Luther King faleceu em Memphis, Tennessee, Estados Unidos, no dia 4 de abril de 1968. Em 1977, em homenagem póstuma, representado por sua esposa Coretta Scott King, recebeu a Medalha Presidencial da Liberdade. Em 2004 recebeu a Medalha de Ouro do Congresso Americano, pelos 50 anos da promulgação da histórica Lei dos Direitos Civis.
Malcolm X
Foi um dos mais importantes militantes americanos na luta contra o racismo nas décadas de 50 e 60. Nascido na cidade de Omaha, em 1925, o pequeno Malcolm Little teve uma infância trágica: perdeu o pai assassinado e viu sua casa ser incendiada pelo grupo racista branco Ku Klux Klan. Na adolescência, passou por várias casas de custódia e foi parar na cadeia. Em 1946, enquanto cumpria pena por roubo, converteu-se ao islamismo e aderiu à Nação do Islã, uma seita defensora do conceito de superioridade negra. Seguindo um dos preceitos da entidade, que negava os sobrenomes adotados pela população negra americana e os denunciava como resquícios da escravidão, o militante assumiu o nome de Malcolm-X. Começava aí sua ação política: praticando rigorosos padrões religiosos, ele iniciou uma série de viagens pelos Estados Unidos, fundando mesquitas e fazendo palestras. Sua estratégia radical se opunha ao movimento pelos direitos civis dos negros, liderado por militantes moderados, como o pastor batista Martin Luther King.
Na verdade, Malcolm recusava a igualdade racial e a integração à sociedade branca, defendendo o separatismo dos negros e afirmando que a violência era um recurso aceitável para a autoproteção. Suas idéias e seu talento de orador reuniram um grande número de seguidores para a Nação do Islã. Entretanto, em março de 1964, Malcolm desentendeu-se com outros líderes da seita e abandonou o grupo. Pouco depois, formou seu próprio movimento religioso e embarcou para uma peregrinação à cidade de Meca, na Arábia Saudita. O retorno aos Estados Unidos marcou uma virada ideológica: após a viagem, o militante anunciou idéias mais brandas quanto ao separatismo negro, admitindo a possibilidadede convivência com a sociedade branca. As novas posições acirraram a tensão com antigos seguidores e, em 21 de fevereiro de 1965, Malcolm-X acabou assassinado por integrantes do próprio movimento negro, durante um comício em Nova York.
Abdias do Nascimento
Abdias do Nascimento foi artista plástico, escritor, poeta, dramaturgo e ativista do movimento negro brasileiro. Nasceu na cidade de Franca-SP em março de 1914, onde morou até completar 15 anos de idade. Em 1929, mudou-se para a cidade de São Paulo a fim de se alistar no Exército. Em São Paulo, na década de 30 iniciou seu ativismo político na Frente Negra Brasileira ajudando a combater o preconceito racial nos estabelecimentos comerciais da cidade. Em 1938 organizou o Congresso Afro-Campineiro e em 1944 fundou o Teatro Experimental do Negro.
Formou-se em economia na Universidade Estadual do Rio de Janeiro, adquiriu diploma pós-universitário no Instituto Superior de Estudos Brasileiros- ISEB (1957) e pós-graduação em Estudos do Mar pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro/ Ministério da Marinha (1967). Recebeu dois títulos Doutor Honoris Causa pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, (1993) e Universidade Federal da Bahia (2000), foi também professor benemérito da Universidade do Estado de Nova York.
Após a volta do exílio (1968-1978), inseriu-se na vida política tornando-se deputado federal de 1983 a 1987, e senador da República de 1996 a 1999, além de ter colaborado intensamente para a criação do Movimento Negro Unificado (1978).
Publicou diversos livros, dentre eles: “Sortilégio”, “Dramas Para Negros e Prólogo Para Brancos”, “O Negro Revoltado”, e outros.
	
	PROJETO INTEGRADOR II
MSc. Luana Roque SilvA Mendes Barros
	Data
	31/10/2018
	Texto
	Convenção Internacional sobre a eliminação de todas as formas de discriminação racial, Constituição e responsabilidade social das empresas 
	Autor
	Mateus Eduardo Siqueira Nunes Bertoncini e Felipe Laurini Tonetti
	Atividade
	Mapa mental
	
	PROJETO INTEGRADOR II
MSc. Luana Roque Silva Mendes Barros
	Data
	27/08/2018
	Discriminação racial no Brasil: uma discussão ainda necessária
	Atividade
	Seminário/ Comentário crítico 
A mídia e o racismo
 
 	O trabalho apresentado sobre o racismo na mídia aborda os problemas que estão presentes do cotidiano de muitas pessoas devido a uma herança colonial negativa. O racismo na mídia se da devido a intolerância ,são manifestações de ódio contra o próximo ou também pelo fato que os negros sempre estão em cargos inferiores em novelas não recebem papeis de destaque, além de comentários preconceituosos feitos em redes sócias .Os praticantes desse crime muitas vezes conseguem se manter no anonimato .Esses ataques causa bastante revolta nas vitimas , outra consequência são os traumas psicológico. É de suma importância denunciar quem pratica esse crime, as medidas a serem seguidas são coletar informações e reunir dados do crime, coletar todas as informações relacionada ao crime, a vitima deve dirigir se a um cartório e arquivar tudo em uma ata notarial e por ultimo fazer um boletim de ocorrência. O trabalho tem a finalidade de alertar quem pratica esses atos preconceituoso estão cometendo um crime de racismo que esta na lei N 7716/ 89 e que todos devem respeitar as diferenças raciais e denunciarem qualquer pratica racista
			
			Discriminação racial no mercado de trabalho 
 
 O trabalho apresentado aborda o preconceito e dificuldade que negros encontram ao buscar oportunidades no mercado de trabalho. Pesquisas e gráficos comprovam essa dificuldade .Além de diversos depoimentos de pessoas negras que se sentem excluídas e diferenciada na hora de ser entrevistada para uma vaga de emprego ,outro questão abortada e que na maioria dos casos recebem cargos inferiores a pessoas brancas.
A finalidade desse trabalho é mostrar que mesmo o Brasil sendo um países com bastante diversidade cultural e étnica o preconceito ainda dificulta bastante a ascensão de negros no mercado de trabalho.
O racismo e a infância
 
 	O trabalho feito apresentado aborda o racismo na infância e uma forma de opressão ate mesmo para as crianças por serem discriminadas tem uma vontade de atingir os padrões que a sociedade considera bonito e passa a ser negar, excluir sua identidade esses conflitos na infância faz com que a criança fica prejudicada no âmbito escola, e isso acaba com que ela não quer ir para a escola, ate na hora da adoção tem discriminação tanto às crianças negras ou pardas tem 67%em esperar na fila de adoção que a sociedade que vivemos e preconceituosa, tem várias maneiras de combater o racismo na infância. Esse trabalho tem finalidade de ensinar que o mais importante e ensine seu filho que a cor não tem importância o que interessa e que todos são iguais, se conhece uma criança que sofre descriminação denuncie ou então ajude o agressor dando conselhos e mostrando que não e necessário fazer isso com o próximo.
Racismo no futebol
 
 
O trabalho elaborado explica como o se do racismo no futebol foi trazido para o Brasil pelos europeus, os negros e os mulatos fez com que o futebol se torna - se popular para que toda a população pudesse conhecer e também participar como pratica de lazer, como o futebol se tornou para todos vem às críticas, as desigualdades, a discriminação porque achavam que os negros não podiam praticar o lazer então era foram impedidos, humilhados. Só em 1900 que um negro conseguiu virar jogador inscrito pela ponte preta seu nome e Miguel do Carmo, nascido em 10 de abril em campinas no ano de 1885, três anos depois da abolição da escravatura no Brasil, com a Lei Áurea.
O racismo no futebol acontece quando o jogador não consegue finalizar o passe ou não alcança o gol do adversário ai os torcedores ofendem faz gestos ridicularizando e humilhando ou inferiorizando o jogador, as torcidas praticam atos racistas pelo simples fato de ser uma doença social que este presente na sociedade que vive e o outro motivo e que a pessoa racista vai a jogos camuflados dos torcedores com intenção de praticar esses atos, a finalidade desse trabalho e mostrar que no futebol a discriminação quanto à cor da pele e isso tem que ser quebrado. 
A mulher e o racismo
 
 	 O trabalho apresentado aborda o tema sobre a mulher e o racismo, o preconceito presente nos dias atuais surgiu na época da escravidão, quando as mulheres eram subordinadas e sofriam constantemente com estupro e violência.
A sociedade ainda é patriarcal, visto que as mulheres muitas vezes são ligadas as tarefas domésticas e tem pouca visibilidade social, e ainda terem sua imagem relacionada a uma hipersexualização tendo com consequência o medo, baixa autoestima e humilhações das mesmas. O movimento feminista vem tentado combater essa adversidade, mas encontra certa dificuldade na inserção social, pois algumas pessoas não reconhecem o movimento seja por falta de informações ou pelo preconceito enraizado. Outro fator preocupante é referente às desigualdades salariais, o feminicídio e homicídio, que tem suas taxas elevadas devido ao cenário racista e violento, principalmente contra mulheres negras. O Sinai é um órgão criado e destinado a suprir as desigualdades raciais no Brasil , o que é muito importante para dar um reconhecimento maior e ajudar a superar esse mal.
O trabalho tem finalidade evidenciar que ao longo do tempo é atualmente as mulheres ainda sofrem bastante com o preconceito sendo julgadas inferiores aos homens além de terem oportunidades de emprego e salário menores. Sofrem constantemente com assédios devido sua imagem ser sempre hipersexualização .O movimento feminista segue ganhado espaço e procurar romper esse ideias racistas buscando direito igual para as mulheres pois elas não são inferiores e merecem ter direitos em todos os setores iguais.
Racismo Institucional
 	 O trabalho apresentado aborda o racismo institucional que é uma descriminação e desigualdade que baseia em raçae etnia diferentes. Essa pratica pode ocorrer em instituições publicas ou privadas , órgão governamentais empresas universidades em qualquer ambiente. O termo foi introduzido pelos ativistas Stokely Carmichael e Charles V. Hamilton do movimento Black Power no final de 1960 .No Brasil não é difícil ver o racismo institucional principalmente na área da saúde ,o tratamento com os negros são mais demorados o que comprova um alto índice de mortalidade dos mesmo. Além da segurança publica que constantemente estão ligados a suspeitos e são sempre abordados sofrendo ações discriminatórias. A finalidade desse trabalho e mostrar a importância de debater esse tema para Combater e prevenir o racismo institucional e criar condições fundamentais para a criação de um ambiente favorável à formulação e a implementação de políticas publicas equitativas.
O racismo no espaço escolar
 
 
O trabalho apresentando aborda o racismo no âmbito escolar é uma pratica que prejudica e afeta muitos as crianças negras que acabam sendo julgadas e sofrendo com comentários e brincadeiras preconceituosas sendo julgadas pela cor da pela e geralmente pelo cabelo. Essa brincadeiras e comentários gera grande consequências algumas criança começam a se sentir inferior com alto estima baixa , desanimo de ir para as escolas. Os educadores tem papel fundamental para desconstruir esse preconceito e instruir e ensinar as crianças a respeitarem e admirar as diferenças ,pois uma criança não nasce preconceituosa ela aprende isso no meio que ela convive e na sociedade que define um padrão de beleza e julga o diferente como estranho é feio .Os pais tem um papel importante para auxiliar os educadores ensinando seus filhos valores e respeito ao próximo. A finalidade desse trabalho e mostrar que o preconceito na escola e uma pratica que pode afetar muito psicologia mente as vitimas e que família e escola precisa trabalhar lado a lado para forma uma mentalidade não preconceituosa nas crianças.
Racismo e criminalidade
 	No trabalho apresentado aborda o início da colonização no Brasil e as outras etapas desse período até o fim da abolição da escravidão, que ocorreu no dia 13 de maio de 1888. Mesmo após o fim da escravatura, o negro ainda convive com uma herança negativa no âmbito social e educacional, visto que a taxa de analfabetismo era alta, além de sofrerem descriminação no mercado de trabalho com disparidade social e escassez de oportunidades. Isso tudo influencio no cenário criminal, aonde muitas pessoas em situações precária aliada a omissão de informações da sociedade virão como saída ir para vida do crime, há também casos onde ocorre um ato ilegal e mesmo que sejam inocentes são colocadas como suspeitas pela cor de sua pele.
O trabalho apresentado tem a finalidade de mostrar as dificuldades que os negros sofrem ao longo do tempo como disparidade social escassez no mercado de trabalho, além de uma alta taxa de analfabetismo alto isso tudo tem grande influencia no cenário criminal, pois devido à falta de estudo acabam optando pelo crime, seria importante medidas de inclusão social e na área da educação para capacitar os negros conseguirem maiores oportunidades no mercado de trabalho e campanhas que de mais visibilidade ao combate do racismo.
A educação e as cotas raciais
 
 	O trabalho apresentado aborda a importância da implantação de cotas raciais, que é uma ação afirmativa que reserva vagas em instituições publicas ou privadas para grupos, específicos classificados por etnias a maiorias das vezes negras os indígenas. As cotas são uma tentativa de reverter o racismo histórico contra determinados grupos étnicos .Além de ter suma importância na inclusão social e escolar facilitando a ascensão de grupos com diferenças econômicas ,educacionais e sócias a terem condição de chegar em ensino superiores e participarem de concurso públicos .
A finalidade desse trabalho é mostrar que as cotas tem importância de ajudar grupos étnicos terem igualdades no acesso ao ensino superior e concursos públicos além de tentar suprir uma herança negativa que esses povos tiveram e das chances iguais em uma sociedade que é tão desiguais cota não é obrigação é direito.
Racismo e a intolerância religiosa
 
O trabalho apresentado aborda a prática de intolerância religiosa que é uma atitude que descrimina e não respeita a diferença religiosa ou crença de outras pessoas. Todo ser humano tem direito a liberdade de pensamento ,consciência e religião esse direito inclui a liberdade de mudar religião ou manifestar a mesma. No Brasil as religiões africanas que mais propagam com intensidade são, catimbó, cabula e principalmente umbanda e candomblé desde da sua chegada esse praticantes foram alvos de perseguição por manifestarem sua fé. Na visão jurídica no código civil n 11.635 liberdade de consciência ou crença sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida ,na forma da lei, a proteção de locais e culto e a suas liturgias .
A finalidade desse trabalho é mostrar que é preciso ensinar em ambiente doméstico ou escolar a importância de respeitar a crença dos próximos. Em casa os pais deveriam ensinar seus filhos a respeitar as escolhas do outro seja ela igual, semelhante ou diferente da sua, além de estar em lei que todo cidadão tem o livre arbítrio de escolher sua crença religião e deve ser respeitado sem serem julgados e perseguidos.
3 Estudo de Caso
É um instrumento usado por universidades de todo o mundo em atividades de formação continuada. Ele se baseia em experiências reais e têm como objetivo provocar educadores, gestores e demais atores da comunidade escolar a refletir e a se colocar em situações que envolvem tomada de decisões.
	
	PROJETO INTEGRADOR II
MSc. Luana Roque Silva Mendes Barros
	Data
	25/10/2018
	Racismo
	Atividade
	Estudo de Caso
Caso do goleiro aranha
Um simples jogo de futebol pela Copa do Brasil, em agosto do ano passado, foi cenário para outro episódio de racismo. Depois de ver seu time perder por 2 a 0 do Santos, a gremista Patrícia Moreira da Silva foi flagrada por câmeras chamando Aranha, goleiro do time rival, de macaco.
Patrícia não foi a única a ofender o goleiro, outros torcedores do Grêmio também o insultaram. Na época, Aranha chegou a declarar que ficou chateado com a situação.
‘’Já estou dando o recado para ficarem espertos na próxima partida aqui. Tem leis sobre isso, existe campanha no futebol para combater isso, e a gente sabe que o torcedor usa de varias maneiras para desestabilizar o adversário. Dói muito, mas tive de fazer minha parte e reagir’’, afirmou o goleiro, que pediu para um câmera filmar os insultos.
Depois de identificada, a torcedora do Grêmio foi ameaçada de morte e estupro e teve a casa apedrejada e queimada. Patrícia admitiu que insultou o jogador e viu seu time ser expulso da Copa do Brasil por ofensas racistas.
No futebol, não só no Brasil, mas em outras partes do mundo, e comum episódios de racismo.
Na ultima quarta-feira, Elias do Corinthians, bateu boca com Gonzalez, do time uruguaio Danúbio, e saiu reclamando de racismo por parte do lateral do time adversário.
Também no ano passado, um caso envolvendo o brasileiro Daniel Alves ganhou repercussão por aqui. O jogador ironizou um ato racista comendo uma banana atirada no campo em uma partida entre Barcelona e Villarreal, depois que o atleta do time catalão virou a partida garantindo a vitória para o Barcelona.
 
	 Gremista Patrícia Moreira Goleiro Aranha
Analise a seguinte situação:
Depois de ver seu time perder por 2 a 0 do Santos, a gremista[...] foi flagrada por câmeras chamando Aranha, goleiro do time rival, de macaco. Patrícia não foi a única a ofender o goleiro,[...].
Responda: A atitude do goleiro foi correta? Justifique.
Resposta: Sim, além de não ter reagido com violência, sua atitude propiciou a identificação da torcedora que o ofendeu, possibilitando assim que fossem tomada as medidas legais.
Avalie asconsequências apresentadas após a identificação da torcida.
Resposta: As consequências sofridas pela torcedora não foram correta, pelo fato de que a mesma não mereça ser estuprada pelos transtornos gerados por ela, e sim pagar e responder pelo que for na formas cabíveis da lei.
Relacione: Futebol x Racismo x Jogadores x Torcida.
Resposta: O futebol e uma forma de lazer e de praticar algum exercício, o racismo seda nas partidas pelo simples fato dos torcedores com intuito de desestabilizar o jogador do time adversário, chegando a ofender e deixando o jogador humilhado ou inferiorizado, por meios de cantigas e gestos racistas e obscenos.
	
	PROJETO INTEGRADOR II
MSc. Luana Roque Silva Mendes Barros
	Data
	14/11/2018
	Racismo
	Atividade
	Estudo de Caso- Cotistas denunciam discriminação e preconceito na Ufes
Cotistas denunciam discriminação e preconceito na Ufes
Estudantes relatam luta pelo preconceito até dentro da sala de aula. Em uma turma, aconteceu a separação de alunos cotistas e não cotistas. 
João Victor dos Santos, estudante, 22 anos, denuncia preconceito com cotistas na Ufes (Foto: Fernando Madeira/ A Gazeta)
Estudantes cotistas da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) relataram que vivem constantes situações de discriminação e preconceito. Em uma turma, até aconteceu a separação entre cotistas e não cotistas.
A divisão aconteceu quando o Departamento de Arquitetura e Urbanismo dividiu as turmas de primeiro período em aulas laboratoriais de Geometria Gráfica 1, Desenho Artístico 1 e Composição Bidimensional. O relato é do aluno João Victor dos Santos, de 22 anos. Ele faz parte do grupo Coletivo Negrada, uma organização de estudantes que, na ocasião, publicou uma nota de repúdio contra a universidade.
Os cotistas reclamam que são excluídos das festas de confraternização, são citados em rodas de deboche na internet, são considerados inferiores intelectualmente e afirmam que seus sobrenomes viram piadas entre outros sobrenomes nas listas de chamada. Um estudante do curso de Direito, que não quer se identificar, diz que o preconceito é frequente. “Muitos alunos não cotistas acham que tomamos a vaga de outros estudantes, que eles consideram mais capacitados para ocupar essas vagas. Não entendem que eles tiveram acesso a uma qualidade de ensino, a oportunidades que muitos cotistas não tiveram”, explica.
Outra estudante, que não também quer se identificar, desabafa: “Já passei por discriminação por ser cotista. Tem alunos da minha turma que falam abertamente que são contra a presença de cotistas na turma”.
A relação entre cotistas e não cotistas foi tema da tese de doutorado da professora adjunta do Departamento de Biblioteconomia da Ufes, Maria Cristina Figueiredo Guasti, que resultou no livro “Representações Sociais: sobre as ações afirmativas no ensino superior e sobre os estudantes cotistas da Ufes”.
Ela ouviu alunos de nove cursos. Naqueles com maior status como Medicina, Engenharia, Arquitetura, Odontologia e Direito, a aceitação das cotas é baixa.
A professora relata que ficou chocada com o resultado. “Existe uma raiva. Os alunos que não aceitam os cotistas são de origem escolar particular e classe social mais alta. Para eles, o cotista roubou a vaga do amigo deles, por isso não merece estar ali”, explica. Para o estudante Filipe Augusto Pereira, cotista de Engenharia Civil, falta humanidade. “Falta conhecer a história do outro, suas condições financeiras, meu pai é pedreiro. Se não fossem as cotas, estar no sétimo período de Engenharia hoje estaria muito distante”, diz. De acordo com o estudo, segundo os não cotistas quem entrou na universidade pelo sistema de cotas não consegue acompanhar o ritmo intelectual da turma, faz parte de uma segunda classe.
Desempenho
Ao contrário do que afirmam os estudantes que são contra as cotas, a própria Ufes afirma que, na média, os estudantes que entram sem cotas são equivalentes aos que têm acesso à universidade por intermédio de cotas.
Uma pesquisa realizada de 2008 a 2011 mostrou que estudantes cotistas e não cotistas possuem desempenho similares. O levantamento considerou desempenho de todos os alunos de 72 cursos.
“Em 60% desses cursos os estudantes cotistas tiveram desempenho igual ou superior ao de não cotistas”, afirmou, em 2014, Maria Auxiliadora Corassa, pró-reitora de Graduação da Ufes, na época. A instituição reafirmou essas informações em nota.
Outro lado
Ufes afirma que houve erro no sistema . Sobre a divisão feita pelo Departamento de Arquitetura e Urbanismo que dividiu, entre cotistas e não cotistas, as turmas de primeiro período em aulas laboratoriais de Geometria Gráfica 1, Desenho Artístico 1 e Composição Bidimensional, em 2015, a Administração Central da Ufes informa, em nota, que mediante a denúncia, à época foi verificado que houve uma falha no sistema, cujo reparo foi realizado imediatamente.
A universidade explicou que em nenhum momento houve intencionalidade, seja por parte da administração ou por parte da coordenação do curso, de promover alguma segregação entre estudantes optantes pelo sistema de reserva de vagas e estudantes não optantes.
A Administração Central da Ufes lamenta que, apesar de todas as iniciativas para promover a inclusão, ainda existam casos de preconceito contra estudantes, seja motivado por sua classe social, raça, religião, gênero ou qualquer outra razão.
1)Porque os cotistas ainda sofrem discriminação?
Na verdade a discriminação não é diretamente as questões das cotas. Na verdade está subentendido a discriminação racial. O grupo dominante ele se sente incomodado de ter a possibilidade do grupo dominado que no caso são os negros que são favorecidos pelas cotas ascenderem socialmente então a discriminação não é só com relação a cotas não é mais com relação a raça do que é diretamente as cotas.
2)Quais medidas devem ser adotadas para os cotistas terem uma melhor inclusão nas universidades?
As medidas principais são voltadas para a conscientização, tanto da questão do racismo em si quanto à questão histórica do preconceito no Brasil e a importância das cotas, então é uma junção de medidas, é a informação com relação a historicidade desse preconceito no Brasil e a informação da real importância e de quais os benefícios sociais as cotas vão trazer
3)Qual a importância das cotas?
A real importância diferença social é muito grande socioeconômica na verdade é muito grande então a real importância é isso possibilitar que essa diferenciação diminua então independente se é visto como uma vantagem ou não é justamente para diminuir essa diferenciação que é histórica. Ela foi causada história da formação da nossa sociedade então Os negros sempre foram postos de lado. Hoje é necessário essa política de cotas justamente para possibilitar essa ascensão e ter uma realidade mas equânime ter Equidade com relação aos papéis importantes na sociedade é a inclusão dos negros nesses papéis importantes na criação da nossa sociedade das cotas é justamente diminuir essa diferença entre os negros e os não negros ou entre negros e pardos negros e os brancos, porque hoje a gente vê que um país onde a maioria se auto-intitula negra e parda a 
4)Essa não aceitação estaria ligada na questão das cotas ainda serem baixas nas universidades?
Na verdade não, as cotas existem em algumas Universidades e em alguns casos as cotas nem são totalmente preenchidas as vagas para cotista nem são totalmente preenchidas em alguns casos. Na verdade essa não aceitação tá ligada justamente com a questão histórico cultural do racismo no Brasil é justamente a questão racial, não é pela questão das cotas em si, o preconceito existe com relação a raça e esse medo que a classe dominante tem de que a classe dominada acenda socialmente.
	
	PROJETO INTEGRADOR II
MSc. Luana Roque Silva Mendes Barros
	Data
	27/08/2018
	Racismo/Discriminação racial
	Atividade
	Reportagem com comentário crítico
Rapazé vítima de discriminação racial em restaurante de Valadares
Há duas semanas, o técnico de informática Leandro Rodrigues, de 18 anos, foi maltratado dentro de um restaurante, na cidade de Governador Valadares, Leste de Minas Gerais. Ele acredita que a motivação foi a cor da pele.
“Com certeza foi uma situação de discriminação por eu ser negro. Eu não estava bem vestido, mas estava fazendo o meu prato normalmente para almoçar e quando levei o prato para ser servido pelo churrasqueiro do restaurante ele disse que aquela carne não era para mim. Antes eu já senti um preconceito quando ele deixou outras pessoas passar na minha frente na fila de pesagem”, conta Leandro.
O técnico em informática revela que ficou tão chateado e aborrecido que desistiu de almoçar no local. Leandro chegou a pensar em entrar na justiça, mas acabou desistindo. “Pensei em processar o restaurante, mas como fiquei muito constrangido e preferi não levar adiante e esquecer esta situação”, afirma Leandro.
Autoridades podem ingressar com o processo sem
a vítima dar queixa, diz delegada sobre racismo.
(Foto: Diego Souza/G1)
Assim como o caso de Leandro, muitos outros não chegam ao conhecimento das autoridades. Racismo e injúria racial são comuns, segundo a Polícia Civil, mas quem comete este tipo de crime está sujeito a prisão de um a três anos.
“Tanto injúria racial quanto racismo têm a mesma pena, mas o racismo é mais grave porque é crime inafiançável, imprescritível e de ação incondicionada, ou seja, as autoridades podem ingressar com o processo sem a vítima dar queixa. As autoridades tomando conhecimento, já podem iniciar o procedimento. Já a injúria racial depende de uma representação da vítima”, explica a delegada Juliana Flávia Borges Fiúza.
Comentário Critico
Fazendo uma pesquisa aprofundada usando a ferramenta Google, achamos a reportagem do título acima, a mesma consiste no fato de um jovem, técnico em informática que na época da reportagem havia 18 anos, Leandro Rodrigues. 
Leandro relata que foi maltratado dentro de um restaurante na cidade de Governador Valadares, Minas Gerais. Ele imagina que isso tenha acontecido pelo fato da cor de sua pele, segundo a vítima ele não estava bem trajado e foi injuriado no momento em que estava a servir carne em seu prato, neste momento o churrasqueiro do local disse-lhe que aquela carne não era para ele, decorrido este acontecimento segundo Leandro, o mesmo ficou muito chateado e descontente com a situação gerada pelo churrasqueiro e acabou desistindo de almoçar no local. Pensou até em entrar na justiça com um processo contra o restaurante, mas desistiu, pelo fato do constrangimento que foi gerado ao mesmo.
Um dos pontos principais e negativos que tiramos como referência nesta reportagem é de que, se aconteceu com o Leandro, com quantas pessoas isso acontece ao mesmo tempo ao redor do mundo? Como Leandro cita, é o medo e o constrangimento gerado a vítima que os fazem desistir de denunciar esse tipo de preconceito racista, então, como na maioria das vezes, as vítimas não denunciam quem pratica este tipo de discriminação, os praticantes de tal injúria acham que é uma situação normal e acabam cometendo com outras pessoas. 
É a partir deste ponto quem sofre este tipo de discriminação deve agir, tomar providência, para que não aconteça novamente com ele e com outras pessoas, ninguém deve sair prejudicado e sim todos respeitados, indiferente da raça, cor da pele, etnia e religião. 
4 O CINEMA COMO MECANISAMO DIDÁTICO AO ENSINO E COMPREENSÃO 
 DO DIREITO
Sergio Leandro Carmo Dobarro
Centro Universitário Eurípedes de Marília – UNIVEM. 
Bacharel em Direito pela Universidade Metodista de Piracicaba
 Adotando um olhar amplo e inclusivo do mundo, é possível conceber variadas formas de arte, desafiando limites padronizados, iluminando uma valorização artística ampliada e a perspectiva de maior participação social. O uso da arte na contemporaneidade tem como grande objetivo os sujeitos do ensino:
 Idéias [sic] como ensinar menos, contudo com mais profundidade, vincular o que se estuda com o mundo real do estudante [...] traçando um caminho para o que seria o seu ensino no século XXI, diz que os docentes devem separar vigorosamente, iluminar e interpretar o material e instigar os alunos a avaliar em profundidade (FRANZ, 2003, p.162).
É, por meio das manifestações artísticas que o homem pensa, sente, cria e modifica a sua realidade. O objetivo da arte atualmente é de investigar, criticar e reflexionar a realidade humana socialmente.
 Por meio da Arte é possível desenvolver a percepção e imaginação, aprender a realidade do meio ambiente, desenvolver a capacidade crítica, permitindo ao indivíduo analisar a realidade percebida e desenvolver a criatividade de maneira a mudar a realidade, que foi analisada (BARBOSA, 2003, p. 23). 
Deste modo, incube ao professor refletir sobre a escola em seu tempo, seu espaço, sua forma de lidar com os conteúdos e com o mundo da informação, rompendo, assim, com um padrão fragmentado de educação, transformando-a em espaço relevante de aprendizagem para que os alunos compartilhem de forma crítica na reelaboração pessoal da cultura aglomerada pela humanidade. 
O grande desafio do ensino da arte, atualmente é contribuir para a construção da realidade através da liberdade pessoal. Precisamos de um ensino de arte por meio do quais as diferenças culturais sejam vistas como recursos que permitam ao indivíduo desenvolver seu próprio potencial humano e criativo, diminuindo o distanciamento existente entre a arte e a vida (RICHTER, 2003, p. 51). 
A compreensão que se inicia de reflexo, ao pensar em cinema como forma de expressão, é que esse seria apenas uma atividade de diversão e entretenimento.
	
	PROJETO INTEGRADOR II
MSc. Luana Roque SilvA Mendes Barros
	Data
	 25/08/2018
	Olhos Azuis
	Atividade
	Documentário 
Os documentários Olhos Azuis de Jane Elliot foram produzidos no Kansas no ano de 1996 e relata como a discriminação ocorre com os negros. E exatamente isso que a professora Jane Elliot simula para uma classe de terceira serie que ela lecionava, mostrando o sofrimento que os negros enfrentam mesmo após segregação racial nos Estados Unidos. Ela ensina aos seus alunos por meio de um experimento a se colocar no lugar do próximo. No experimento Elliot divide 30 pessoas, de diferentes idades, entre policiais, professores e assistentes sociais em dois grupos: o primeiro formado por homens e mulheres, brancos e negros, de olhos castanhos e o segundo por pessoas brancas de olhos azuis, os integrantes do grupo de olhos castanhos são completamente inferiorizados e menosprezados diante dos integrantes do grupo de pessoas dos olhos azuis que são sempre considerados superiores .
	
	PROJETO INTEGRADOR II
MSc. Luana Roque SilvA Mendes Barros
	Data
	27/08/2018
	Precisamos falar com os homens
	Documentário 
 	A sociedade faz com que os homens se fechem por ser homem, os prendem por ter status de que são fortes e não podem sofrer. Isso, por exemplo, é uma coisa que acontece desde pequeno, quando ouvem coisas do tipo. “Tal coisa é de Homem, Homem não chora, Isso ai é coisa de mulherzinha" etc.
Esses dizeres por mais. “inocentes" que sejam, fazem a criança crescer achando que são superiores as mulheres, ou seja, desde pequeno na maioria das vezes se tornam machistas. O vídeo, portanto envolve racismo, desigualdades sociais, relações de trabalho, paternidade e principalmente o machismo enraizado em nossa cultura e ensinado repetidamente, em prejuízo não só das mulheres, mas também dos homens, pois machismo não é o contrario de feminismo, apresenta também informações sobre o que é feminismo e como reconhecer a violência contra a mulher, além de depoimentos de jornalistas, feministas e entrevistados diversos falando sobre as desconstruções dos padrões de gênero impostos. Esse é, inclusive, o foco principal do vídeo. Compreender de que forma o machismo afeta os homens, na suarelação com as mulheres, com a sociedade e consigo mesmo.
	
	PROJETO INTEGRADOR II
MSc. Luana Roque SilvA Mendes Barros
	 Data
	10/11/2018
	ONU- Brasil lança documentário sobre o dia da Consciência Negra
	Documentário 
Falar-se em "Consciência Negra", é algo que deve ser buscado em suas origens. Os negros foram violentamente arrancados de seu torrão natal. A violência sofrida fez com que se apegassem às suas origens, aos seus deuses, às suas crenças, como uma espécie de defesa contra as violências a que sempre foram submetidos.
Com a Abolição, começou outra espécie de preconceito. Os empregadores não conseguiam esquecer de que eram escravos recém libertos, sem qualquer tipo de cultura. Incapacitados portanto para qualquer tipo de trabalho que não fosse o braçal.
Assim a situação ficou durante muito tempo, com os negros praticamente segregados, sendo muito difícil qualquer tipo de progresso. O ingresso em escolas sempre era dificultado aos negros. Os problemas cada vez mais se acentuavam. Contudo, com o passar do tempo, a situação foi mudando, consequência natural da evolução mundial.
As mudanças, no entanto, não foram tão radicais a ponto de se poder dizer que hoje em dia não existe qualquer tipo de restrição ao progresso dos negros. Há que se notar que ainda existe uma quase segregação. Podemos dizer com mais propriedade que existe um preconceito não se pode dizer racial, mas sim quanto às reais qualificações dos negros.
As chances não são iguais. Poucos são os empregadores que, analisando duas fichas de candidatos com igual grau de conhecimento e de qualificações, irá empregar o candidato negro em detrimento do branco. Pode-se notar que na maioria das grandes Empresas, de qualquer tipo, são poucos os negros que conseguem cargos a nível de direção. Será por incapacidade, ou por uma espécie de preconceito disfarçado? É algo para ser pensado e repensado.
Já está provado de que com as mesmas possibilidade de estudo e preparo, a cor da pele não significa que determinada pessoa tem maior ou menor capacidade de desenvolver o intelecto, ou de desempenhar funções. A questão é algo digno de estudos. Analisar-se os porquês é uma outra questão. O que é necessário, é que certos conceitos e preconceitos sejam revistos, que se adquira uma melhor consciência da realidade, não digo nacional, mas mesmo mundial.
Há que se rever certas posições para que doravante não se olhe mais para a cor da pele das pessoas, mas sim para sua real capacidade e inteligência. Há que se evitar para o futuro esse tipo de coisas. A cor da pele não significa absolutamente nada para se aquilatar a real capacidade das pessoas.
5 PLANO DE AULA
O plano de aula é um documento no qual o grupo, ao planejar o que será trabalhado, registra qual o tema da aula, qual objetivo dela, a metodologia que será utilizada, como irá avaliar o aprendizado dos alunos, as referências e muitas outras informações. E esse documento pode ser o diferencial entre uma boa aula e uma aula ruim, afinal, quanto mais planejamento, melhor a chance de você alcançar o objetivo proposto com a aula, certo? É aí que esse documento será muito útil.
	
	PROJETO INTEGRADOR II
MSc. Luana Roque Silva Mendes Barros
	Data
	06/08/2018
	Plano de Aula
	O que fazer? 
	Para resolver um problema geralmente são necessárias várias ações, atitudes, gestos, reuniões, estudos etc. O importante é buscar uma solução criativa. 
	Como fazer ? 
	Não basta apontar o que fazer, é necessário levantar também como será feito. 
	Quando? 
	Já apontamos respostas para solucionar o problema, trata-se de ver a data. 
	Com quem? 
	Pensar quem será envolvido: os participantes que vão receber a proposta, quem serão os responsáveis de executar, com quem fazer parceria e a divisão de tarefas. 
	Onde será feito? 
	É hora de prever. Isso ajuda a não acumular atividades para o mesmo local, ajuda ainda a diversificar e descobrir novos espaços. 
	Para quê? 
	Colocar no papel o resultado que esperamos, ajuda a olhar para o problema e dizer o que queremos solucionar/resolver.
 
	Recursos 
	Possibilita perceber o que é necessário para realizar com sucesso o que foi proposto: verba, material, equipamentos 
	Tema ( O que )
	Evitar temas com que se tenha complicada afinidade emocional. Fio condutor da aula
	Problema 
	Questão Norteadora (Pergunta) - É o questionamento teórico que o caso visa discutir. 
	Objetivo Geral - Para que apresentar o estudo de caso? 
	Apresenta a finalidade intelectual (de aprendizado) . Enuncia-se sempre com verbo no infinitivo. 
	Metodologia- Como? 
	Irá ser uma aula expositiva? Irá usar de animações? Exemplos práticos? Exercícios de fixação? Tudo isso irá contribuir para o aprendizado dos alunos.
	Recursos 
	Cartaz, ilustrações, jogos, jornal, vídeo, internet, outros (de acordo com o assunto e identidade do grupo)
	Avaliação do conteúdo 
	Descrever como será avaliado o conteúdo desenvolvido. São feitas peças de teatro ou produções audiovisuais e trabalhos que devem ser apresentados por grupos de alunos e outros. 
	Autoavaliação 
	Alunos, professor (a)da turma e grupo trabalho(Direito) analisam os pontos positivos e negativos da experiência, sugerindo mudanças e repensando temas e outros. 
	Referência (s)
	Listar as referências utilizadas para elaboração do caso e plano.
	PLANO DE AULA
	Escola
	Rede de Ensino Doctum
	Turma
	2 Período B
	Turno
	Matutino
	Ensino
	
	Disciplina
	Projeto Integrador II 
	Profª
	Luana Roque Silva 
Mendes Barros
	Orientadora: Luana Roque Silva Mendes Barros
	Data 
	16/11/2018
	Nº de Aulas 
	
	Grupo de Trabalho 
	Bruna da Cruz Guilherme, Felipe Henrique da Silva Dias, Luana Moura Rodrigues, Mariana Magalhães Nunes de Carvalho, Matheus Felipe Gomes da Mata, Thauane Kele Pinto.
	Tema 
	Discriminação racial / racismo
	Assunto
	Racismo
	Problema 
	
Identificar a ação discriminatória sofrida por alunos cotistas
	Objetivo Geral
	 Discutir a discriminação social sofrida pelos alunos da Ufes, após terem sido expostos de maneira indevida
	Metodologia
	
Painel integrado
	Recursos
	
Papel impresso com informações sobre o caso, canetas
	Conteúdo 
	
Estudo de caso
	Avaliação do conteúdo
	Plenária
	Autoavaliação
	
 Cada integrante portara uma ficha contendo uma pequena ajuda de informação para a apresentação do tema 
	Referências 
	
Sites, Grules e estudo de caso
https://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/idosa-e-agredida-a-pedradas-e-familia-denuncia-intolerancia-religiosa-em-nova-iguacu.ghtml
	
	PROJETO INTEGRADOR II
MSc. Luana Roque SilvA Mendes Barros
	Data
	 20/11/2018
	Escola 
	
	Atividade
	Relatório
	No dia 20/11/2018 ocorreu um cordel com base no tema racismo foram apresentados 10 grupos com temas diversificados o cordel tem iniciativa de diminuir o preconceito existente no Brasil o racismo que foi abordado são racismo na mídia, discriminação racial no mercado de trabalho, racismo na infância, racismo no futebol, mulher e o racismo, racismo institucional, racismo no espaço escolar, racismo e criminalidade, educação e as cotas raciais, racismo e intolerância religiosa, o objetivo além de apresentar as pesquisas e os trabalhos dos alunos visa um varam com todos os cordeeis para acesso a todos que não poderão participar
	Diante este desenvolvimento nota – se que esta melhoria poderá afetar diretamente o numero de alunos presentes nas apresentações dos trabalhos devido o fato de proporcionar uma noite prazerosa, aos alunos, onde poderão se encontrar em um ambiente interno da faculdade.
	Com esse trabalho apresentado, e uma experiencia muito boa, e que nospróximos períodos através dessa experiencia, poderá contar ainda com mais alunos, pelo devido fato de que os mesmos queiram conhecer e possam estar podendo apreciar este trabalho que proporciona um novo ambiente escolar.
6 CORDEL, REPENTE E UMA SENTENÇA EM VERSOS
Marcos Mairton
Escritor, compositor e juiz Federal em Quixadá/CE
O Cordel é uma expressão literária em versos. Tradicionalmente é impresso em folhetos, mas vem sendo bastante difundido em livros, inclusive ilustrados, e pela Internet. Já o Repente é essencialmente oral, apresentando-se nas cantorias, com os cantadores ou violeiros exibindo, além do talento para criar versos, domínio da viola e dotes vocais. Também vem sendo difundido na Internet, em vídeos e em áudio.
Isto não impede, porém, que um cantador ponha melodia nos versos de um Cordel e, em uma noite de cantoria, os apresente ao seu público, fazendo o que se chama de "cantar decorado". 
O Cordel é escrito, mas costuma ser apresentado na forma oral. O Repente é oral, mas pode aparecer escrito. Eis como as diferenças entre Cordel e Repente são também seus pontos de contato.
Nessa linha de raciocínio, outra diferença-semelhança importante aparece quando se olha para o método de elaboração de um e do outro. No Repente, como o próprio nome revela, os versos são criados no momento de sua apresentação. Em festivais de cantadores, estes somente tomam conhecimento do tema a ser tratado - chamado de "mote" - quando já estão no palco, perante o público. O cordelista, ao contrário, constrói a sua obra reservadamente, escolhendo as palavras, verificando a métrica e a rima, alterando o que for necessário, até que o texto esteja completo e revisado, pronto para ser mostrado aos leitores. Daí ser chamado também de "poeta de gabinete". A par disso, quem conhece o assunto sabe que os cordelistas, embora não façam seus versos de improviso – de repente – costumam ser rápidos em suas criações.
	
	PROJETO INTEGRADOR II
MSc. Luana Roque SilvA Mendes Barros
	Data
	 15/11/2018
	Texto
	Aprenda fazer um Cordel
	Autor (a)
	Izaías Gomes de A
	Atividade
	Noções de métrica e rima
Noções de métrica e rima
Por Izaías Gomes de Assis
O que é literatura de cordel?
É uma narrativa poética popular escrita com métrica e com rimas soantes (perfeitas ou quase perfeitas).
O que é um verso?
É cada uma das linhas constitutivas de um poema. (o mesmo que pé).
Versos brancos: versos não rimados; versos soltos.
Verso de seis pés: sextilhas
Verso de pé quebrado: Verso errado ou malfeito
O que é estrofe?
É um grupo de versos que apresentam, comumente, sentido completo, o mesmo que estância. Existem vários tipos de estrofes, no cordel as mais usadas são: quadra (que caiu em desuso), sextilha, setilha e décima. Veja os exemplos abaixo:
Quadra (estrofes de quatro versos de sete sílabas)
O sabonete cheiroso,
Bonitinho e perfumado;
Ele ouviu alguns rumores
Que o deixou encabulado. (A briga do sabão com o sabonete, Izaías Gomes de Assis)
Sextilhas (estrofes de seis versos de sete sílabas)
A sujeira aqui em baixo
Já está fazendo mal
E o Homem achando pouco
Lá no Espaço Sideral
Contamina nossa órbita
Com o lixo espacial. (A Terra pede socorro, Izaías Gomes de Assis)
Setilhas (estrofes de sete versos de sete sílabas)
Bin Laden conectado
Com Nete ficou teclando
Passando noites no Messagen
Por ela se declarando.
Bom! Gosto não se discute,
Mas não é que pelo Orkut
Um romance foi rolando. (Férias que Bin Laden passou em Natal, Izaías Gomes de Assis)
Décimas
Se eu morrer neste lugar
Cessando aqui minha lida
Lá do outro lado da vida
Do Sertão hei de lembrar
E se Deus me castigar
Será branda a punição
Pois ele dirá então:
– Pior castigo foi ser
Um sertanejo e viver
Distante lá do Sertão. (Saudades do meu sertão, Izaías Gomes de Assis)
O que é rima?
Identidade de som na terminação de duas ou mais palavras. Palavra que rima com outra.
Rimas ricas
Rimas entre palavras de que só existem poucas, ou raríssimas, (chamadas também de rimas difíceis) com a mesma terminação, como novembro e dezembro; túmido e úmido, ou, segundo critério mais seguro, entre palavras de classes gramaticais distintas, como santo (adjetivo) e enquanto (conjunção), minha (pronome)e caminha(verbo).
Rimas pobres
Rimas entre palavras de que se encontra superabundância com a mesma terminação, (chamadas também de rimas fáceis) como agonia e sombria; caminhão e pão ou entre palavras antônimas, como fiel e infiel, simpático e antipático, ou, ainda, segundo critério preferível, entre vocábulos da mesma classe gramatical, como chorasse (verbo) e cantasse (verbo); meu (pronome) e seu (pronome).
Rimas toantes
Aquelas em que só há identidade de sons nas vogais, a começar das vogais tônicas até a última letra ou fonema, ou algumas vezes, só nas vogais tônicas, ex.: fuso e veludo; cálida e lágrima. (essa forma não é aceita na cantoria nem na literatura de cordel).
Rimas consoantes
As que se conformam inteiramente no som desde a vogal tônica até a última letra ou fonema. Ex.: fecundo e mundo; amigo e contigo; doce e fosse; pálido e válido; moita e afoita.  (essa é a forma adotada nas cantorias e na literatura de cordel por ser uma rima perfeita).
Palavras com grafia diferente, mas com fonemas (sons) iguais são consideradas rimas perfeitas, ex.: chorasse e face; princesa e riqueza; peça e pressa; seise mês; faz e mais, PT e dendê.
Temos que ter maior cuidado com palavras estrangeiras, porém podem ser usadas, ex.: discute e orkut; batuque e notebook; bauex e você; Internet e chevete, gay e rei. (Existe uma linha de poetas contemporâneos que não utilizam a rima com grafia diferente).
Rimas aparentes (em hipótese alguma se usa no cordel)
São palavras que enganam pelas suas sonoridades parecem que rimam com outras, porém não rimam, ex.: Ceará e cantar; café e chofer; doutor e cantou; desistir e aqui; preferido e amigo; esperto e concreto, pensamento e centro; menina e clima; métrica e genérica; pensamento e tempo vazio e sumiu; cururu e azul.
Cuidado que tem palavras que praticamente não existem rimas para elas, ex.: pizza, tempo, cinza e lâmpada.
CUIDADO: Não se rima plural com singular.
Devido um fato histórico-linguístico não se rima palavras terminadas em “l” com terminadas em “u”, ex.: Brasil e viu; Natal e bacurau Gabriel e chapéu não rimam.
Cotas Raciais 
Ei você! Pele branca e renda farta; representante desta nata,
que está sempre um passo à frente.
Se ligue na minha letra. Pele parda, pele negra,
chagas da minha gente.
Se é contrário à políticas sociais, ações positivas como cota raciais,
precisa a verdade saber.
Não é questão de facilidade. É questão de equidade,
pra injustiça desfazer.
Cidadãos capturados, súditos escravizados,
grande genocídio se viu.
Não existiam mais anseios. Amontoados em navios negreiros,
trazidos para o Brasil.
300 anos de escravidão. Ego jogado no chão.
Mas a luta era latente.
Arte marcial virou dança, orixá virou santa.
Cultura afro-remanescente.
Em 1888 a Princesa Isabel assinou a Lei Aurea. Atitude mais que notória.
Parecia o fim do problema.
Mas sem renda, sem residência; vencer nessa sociedade,
a chance era pequena.
Mesmo sendo um povo trabalhador e sempre disposto ao labor,
pelos brancos não foram aceitos.
Preferiram os imigrantes, vindos de países distantes,
só por puro preconceito.
Segregados nas periferias, noite a noite, dia pós dia;
lutando pra sobreviver.
Driblando as adversidades, superando as dificuldades,
pra socioeconomicamente poder crescer.
Quantos doutores, presidentes, grandes empresários, influentes,
de pele negra você viu?
Reflexo da realidade e de toda a desigualdade
formada pelo preconceito no Brasil.
Essa é a importância das cotas. Endireitando essa realidade torta,
tratando tudo com muito juízo.
É caso de necessidade, pra diminuir desigualdades
e 500 anos de prejuízos.
7 AUTOAVALIAÇÃO 
 Oprocesso de elaboração do portfólio contribuiu com sucesso para a compreensão dos temas racismo e discriminação. Infelizmente, esses são assuntos que não recebem a importância que precisam, fator esse que colabora para a manutenção do preconceito. A informação é a melhor ferramenta para cortar esse mal pela raiz, e fico feliz por ter tido a oportunidade de aprofundar meus estudos sobre essa temática. 
 Foram usados os mais variados meios de informação, como artigos, estudos de caso e vídeos contendo dados espetaculares, dos quais destaco o documentário Olhos Azuis, que foi marcante para mim. As discussões em sala também foram um importante meio para mudar pontos de vistas e aprender a valorizar o pensamento do outro, mesmo quando não concordamos totalmente.
 Tenho certeza que não só eu, mas todos os alunos finalizam esse trabalho transformados de alguma forma. O trabalho foi interessante por envolver não só a parte da sala de aula, mas também as reuniões com o grupo fora da sala e ainda o cordel jurídico fechando com chave de ouro. Bruna Cruz Guilherme
Aprendizado
O trabalho abordou o tema de forma real, abrangente e consistente. Permitindo assim, que formássemos um conceito mais amplo sobre as políticas de cotas raciais, visto que sua necessidade se dá por um prejuízo acumulado aos povos afrodescendentes, consolidado pela história e embasado no racismo sempre presente.
Objetivos alcançados
Visualizar as desigualdades presentes em nossa sociedade e a real necessidade das cotas raciais. Desconstruir a imagem formada pela história que era apresentada nas escolas e o descaso com a participação dos povos negros na formação da nossa sociedade.
Pontos a serem melhorados
A mídia nacional, juntamente com as grades curriculares dos ensinos básico e médio, deve dar mais ênfase na questão histórica do preconceito racial existente na nossa sociedade. A matéria de história lecionada nas escolas, ainda não relatam com veracidade as mazelas sofridas pelos povos negros no transpassar histórico da formação da nossa sociedade. O preconceito, é fruto da desinformação e informações deturpadas plantadas em nossa sociedade. Felipe Henrique da Silva Dias
No decorrer do desenvolvimento do trabalho sobre cotas raciais foi bem notório o garante preconceito que os cotistas sofrem em diversos casos.
Na verdade a discriminação não é diretamente as questões das cotas, mas sim ligada à discriminação racial mesmo que de um jeito subentendido.
Tivemos por objetivo pesquisar a grande importância das cotas e as principais medidas para uma melhor inclusão nas universidades, assim chegamos a conclusão de que a real importância das cotas é acabar com a diferença entre os negros e os brancos pois a cor da pele não faz ninguém ser diferente e muito menos inferior a outro.
 As cotas são de grande valia, ela possibilita que essa diferenciação históricas diminua pois foi causada pelo fato do negro sempre ser posto de lado.
 Hoje essa política de cotas é justamente para possibilitar a ascensão e ter uma realidade mais equânime com relação aos papéis na sociedade. Mesmo tendo pontos positivos as cotas ainda são vistas como pontos negativos na qual são visões que precisamos mudar, com isso em nossas pesquisas analisamos algumas medidas que devem ser voltadas para a conscientização na questão do racismo e na questão histórica do preconceito no Brasil, as cotas são uma junção de medidas e é a informação com relação a historicidade desses preconceito no Brasil e a informação da real importância e dos quais os benefícios sociais as cotas trazem que todos devem procurar saber. 
Por tanto o nosso trabalho foi de grande relevância e trouxe experiência e conhecimento sobre um assunto tão importante em nossa sociedade e só para completar cota não é esmola. Luana Moura Rodrigues
 A produção do portfólio foi uma ótima oportunidade de conhecer um pouco mais sobre o racismo em seus mais variados aspectos, assunto esse que entramos em discussão desde o primeiro semestre. Todas as atividades desenvolvidas ajudaram a enriquecer o meu conhecimento sobre esse tema, que necessita de grande atenção. Foi possível concluir que o combate ao racismo vem produzindo bons efeitos, mas ainda assim ocorrem episódios de preconceito até os dias de hoje dentro da nossa sociedade. 
 Foram diversas as discussões em sala, assim como também ocorreram vários vídeos e documentários apresentados pela professora, que serviram como uma excelente fonte de informação sobre a causa. Tivemos a chance de aprofundar sobre a história do movimento negro desde o período da escravidão, passando por figuras importantes que deram início às lutas pela libertação desse povo, até chegar aos militantes e agentes apoiadores da atualidade. 
 A história de luta dos negros durante a vida é inspiradora, e é triste saber que o ser humano foi capaz de cometer tantas barbaridades, e o pior, ainda assim o racismo persiste. Eu acabo esse trabalho transformada, com um enriquecimento cultura e intelectual enorme. A realização dessa atividade contribuiu significativamente para a minha aprimoração profissional e principalmente pessoal. Mariana Magalhaes Nunes de Carvalho
No desenvolvimento do trabalho sobre as cotas raciais no Brasil, foi possível entender a importância das implantações das cotas raciais, que é uma ação afirmativa. As cotas tem um papel fundamental para que pessoas de grupo de diferentes etnias e raças como negros e indígenas possam ter uma oportunidades de acesso a ensino superiores , vagas em concursos públicos e consigam ter uma maior atenção social em suas vidas .Esses grupos minoritários sofreram bastante prejuízos , devido a uma herança colonial negativa , pois na época da colonização e escravidão eram tratados como mercadorias e mão de obra , o que prejudicou bastante a questão educacional , social , econômica dos mesmos .Outra problemática e que alunos que não são cotistas tem um certo preconceito com os cotistas pois julga que as cotas são um privilegio. 
Portanto as cotas raciais não são uns benéficos, é um direito, pois tem papel relevante para o acesso de negros e indígenas no âmbito escolar, para suprir essa herança e disparidade social que esses grupos tiveram ao longo do tempo. É importante também trabalhar sobre o tema de cotas sociais em escolas e com a população para que os cotistas sejam bem recebidos nas universidades. Além de facilitar a inclusão no meio acadêmico e que todos possam aprender a entender a historia e a dificuldade do próximo, ao invés de descriminar os cotistas. Matheus Felipe Gomes da Mata
As cotas raciais democratizaram as universidades públicas e privadas, fazendo que pessoas negras de baixa renda tenha uma perspectiva de um futuro melhor. As universidades passaram a ter perfis diversificados dos estudantes, fazendo com que os alunos das mais diversas esferas sociais e econômicas passaram a usufruir da convivência com a diversidade, assim tendo primeiro impacto social e ajudando na redução do racismo. A opressão do período escravocrata brasileiro deixou uma dívida histórica, onde essas cicatrizes ainda existe tendo em vista que representatividade dos negros em cargos de grande escalão ainda é baixo, assim não podendo afirmar que a desigualdade brasileira e apenas por critério econômico. 
No brasil se investe quatro vezes mais no ensino superior do que no ensino básico , assim quem estuda em escola pública são pessoas que não poderiam pagar ensino particular , e quem usufrui do ensino superior público e quem teve condições de pagar o ensino básico particular , mais da metade da população brasileira não possui o ensino médio , sendo quase indispensável o uso de quaisquer tipos de cotas , sendo assim existe uma necessidade de uma reforma em toda a estrutura do ensino básico brasileiro , aumentar o investimento no ensino básico , tirando dos mais ricos e dando para os mais pobres , educação e principal pilar para qualquer mudançasocial. Thauane Kele Pinto
8 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Com a realização do trabalho, embasando-se nos resultados obtidos por meio das pesquisas realizadas, ficou evidente a necessidade das cotas raciais como agente gerador de inclusão dos cotistas não só ao ensino superior, mas também a inclusão destes a postos de maior reconhecimento social.
A questão do preconceito sofrido pelos cotistas, nos revelou um certo medo dos não cotistas não favoráveis às cotas (dominantes) com relação a uma possível ascensão social dos cotistas (dominados). Esse fato se dá por várias questões sociais, sendo uma delas o preconceito histórico no país; que mesmo após a abolição da escravatura, não deixou de ver os negros com inferioridade e nem tão pouco pospôs na época ações inclusivas para que os negros então libertos, pudessem viver dignamente entre a sociedade.
O estudo mostrou que em 10 anos de implantação das cotas, os resultados apesar de visíveis, não foram suficientes para extinguir 500 anos de injustiças. Sendo assim necessário a manutenção das cotas até que se veja um equilíbrio social entre os negros e brancos em nosso país.
REFERÊNCIAS
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