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1 
 
APRESENTAÇÃO 
Olá, Corujas! Tudo bem? 
O seu edital foi lançado e a equipe de Serviço Social do Estratégia Saúde vai te ajudar a conquistar 
a tão sonhada aprovação. Estamos muito felizes e entusiasmadas por recebê-lo(a) neste curso, com 
aulas repletas de aprendizado sobre os conhecimentos específicos do seu concurso. Vamos juntos 
embarcar nesta jornada de conhecimento e crescimento! 
Antes de começarmos, permita-nos apresentar a nossa equipe de professoras! 
 
Professora Anna Valéria Andrade - Graduada em serviço social pela UFRN, mestre em 
avaliação em saúde pelo Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira - 
IMIP, doutoranda em serviço social pela PUC -SP, assistente social judiciário do TJSP e 
especialista em preparação para concursos públicos na área de serviço social. Já passou 
nos primeiros lugares em mais de 11 concursos em todo o Brasil. 
Professora Coimbra Almeida - assistente social, Servidora Pública, Analista Judiciário - 
Assistente Social - do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte - TJRN, especialista em 
Elaboração e gestão de projetos sociais e Mestra em Gerontologia pela UFSCar. 
Professora Nilza Ciciliati - assistente social, servidora pública federal e especialista em 
preparação para concursos na área de Serviço Social e Legislação Social. Atua como 
2 
 
servidora pública federal há 14 anos e, desde 2016, ocupa o cargo de Analista do Seguro 
Social com formação em Serviço Social no Instituto Nacional do Seguro Social - INSS. 
 
 
 
 Siga nossas redes sociais, lá postamos dicas e avisos de gravações das videoaulas do seu curso! 
 
Instagram das professoras: 
 
 @annavaleriaandrade 
 @eucoimbraalmeida 
 @profnilzaciciliati 
 
 
 Na aula de hoje, iremos abordar os assuntos mais cobrados pela banca FGV, para você gabaritar 
sua prova e ser uma corujinha aprovada nos primeiros lugares!!! 
Conte conosco para direcionar o seu aprendizado de forma certeira! 
Com carinho; 
 Anna Valéria, Coimbra Almeida e Nilza Ciciliati. 
 
3 
 
CONHEÇA OS CONTEÚDOS MAIS COBRADOS PELA 
BANCA FGV 
Projeto Ético-político e o Código de Ética do Assistente 
Social 
 O Projeto ético-político do Serviço Social 
 
 
A construção do projeto ético-político 
A construção do projeto ético-político da profissão, comprometido com os interesses da classe 
trabalhadora, vem sendo construído desde os anos de 1970, mais precisamente no final daquela 
década, quando o Serviço Social rompe com o conservadorismo e adota uma perspectiva crítica, com 
base na teoria marxista. 
 
O auge desse movimento de reconceituação, adotando uma intenção de ruptura com o 
conservadorismo, se deu no III CBAS, chamado Congresso da Virada, realizado em São Paulo, em 
1979. 
Esse foi um período em que estava havendo a redemocratização do país (passava-se por um 
período ditatorial, de 1964-1985) quando a classe trabalhadora se reinseriu na cena política e 
revitalizou as suas entidades representativas e a categoria profissional se vinculou ao movimento dos 
trabalhadores, rompendo com a dominância do conservadorismo e instaurando o pluralismo 
político na profissão. 
 
4 
 
A estrutura do projeto ético-político 
O projeto ético-político está em um constante 
processo de construção. Ele não é estático, é flexível e se 
molda para enfrentar novas problemáticas e desafios. 
Ele é explicitado no Código de Ética Profissional de 
1993, na Lei de Regulamentação da profissão (Lei 
8662/93) e nas Diretrizes Curriculares aprovadas pela 
ABEPSS em 1996. 
• O Código de Ética Profissional, que é o conjunto de regras que orientam a conduta ética e 
política dos assistentes sociais, baseado na liberdade, na democracia, nos direitos humanos e 
na justiça social. 
• A Lei de Regulamentação da Profissão (Lei 8662/93), que é a lei que reconhece o Serviço 
Social como uma profissão de nível superior, que define as suas áreas e campos de atuação, 
que estabelece os órgãos de fiscalização e de defesa da profissão, que determina as condições 
de trabalho dos assistentes sociais, as competências e atribuições privativas. 
• As Diretrizes Curriculares Gerais para o curso de Serviço Social, que são as orientações 
que definem os conteúdos, as metodologias, as avaliações e as práticas pedagógicas dos cursos 
de graduação em Serviço Social, visando garantir a qualidade da formação profissional, de 
acordo com o projeto ético-político da categoria. 
 
 
 
Elementos constitutivos do projeto ético‐político do Serviço Social: 
1. Explicitação de princípios e valores ético-políticos; 
2. Matriz teórico-metodológica em que se ancora; 
3. Crítica radical à ordem vigente; 
4. Lutas, posicionamentos e formas coletivas de organização política da 
categoria e da sociedade; 
 
5 
 
 
 
(FGV - 2024) Um dos grandes desafios que se coloca aos assistentes sociais, na atualidade, é 
tornar o projeto ético-político um guia efetivo para o exercício profissional, consolidando-o por 
meio de sua efetiva implementação. 
Para se alcançar esse objetivo é necessário: 
A) descredenciar os cursos de graduação em serviço social na modalidade EAD - Ensino à Distância. 
B) articular as dimensões organizativas, acadêmicas e legais que sustentam esse projeto com a 
realidade do trabalho cotidiano. 
C) estabelecer um exame nacional promovido pelo CFESS para a obtenção do registro profissional em 
serviço social. 
D) aumentar o número de cursos de serviço social nas universidades públicas para garantir o acesso 
universal à formação em serviço social 
E) incrementar o diálogo com a categoria através das redes sociais. 
Comentário: 
A questão "copia e cola" o que a professora Marilda Vilela Iamamoto afirma em seu artigo intitulado: 
O Serviço Social na Cena Contemporânea. A referida autora afirma que: 
"(...) O desafio atual é tornar esse projeto um guia efetivo para o exercício profissional e consolidá-lo 
por meio de sua implementação efetiva. Para tanto, é necessário articular as dimensões 
organizativas, acadêmicas e legais que sustentam esse projeto com a realidade do trabalho 
cotidiano. Exige-se uma análise acurada das reais condições e relações sociais em que se efetiva a 
profissão, num radical esforço de integrar o “dever ser” com a objetivação desse projeto, sob o risco 
de se deslizar para uma proposta idealizada, porque abstraída da realidade histórica. (...)". 
Gabarito: letra B. 
Componentes que darão materialidade ao projeto profissional: 
1. Dimensão da produção de conhecimentos no interior do Serviço Social (processos 
reflexivos do fazer profissional, dimensão investigativa); 
2. Dimensão político-organizativa da profissão (CFESS, ABEPSS, ENESSO, fóruns 
de deliberação); 
3. Dimensão jurídico-política da profissão (arcabouço legal, leis, resoluções); 
6 
 
 
 Outro assunto muito cobrado pela Banca CEBRASPE é sobre a revisão do Código de Ética 
de 1986, que resultou no Código atual de 1993. 
Foram quatro Códigos de Éticas publicados até chegar no Código atualmente vigente, de 1993: 
 
 
 
Conquistas efetivadas no Código de Ética de 86: 
o Rompimento com a pretensa perspectiva "imparcial" dos códigos anteriores; 
o Desvelamento do caráter político da intervenção ética; 
o Explicitação do caráter de classe dos usuários, antes dissolvidos no conceito 
abstrato de pessoa humana; 
o Negação de valores a-históricos; 
o Recusa do compromisso velado ou explícito com o poder instituído; 
(BARROCO; TERRA; 2012, p.48) 
 
Já o Código de Ética de 1993 é resultado da revisão do código de 1986, fruto de várias discussões 
ocorridas nos seguintes eventos: 
Código 
de 1947
Código 
de 1965
Código 
de 1975
Código 
de 1986
7 
 
 I Seminário Nacional de Ética, em agosto de 1991; 
VII CBAS em maio de 1992; 
II Seminário Nacional de Ética, em novembro de 1992. 
O novo Código incorporou valores e princípios ético-políticos que expressam o compromisso da 
categoria com a classeestá prevista na Regulamentação da Profissão, que recomenda 
que as atribuições relativas a vistorias, perícias técnicas, laudos periciais, informações e 
pareceres sobre a matéria de Serviço Social possam também ser realizadas pela Psicologia. 
A produção de documentos e/ou atividades relativas a vistorias, perícias técnicas, laudos periciais, 
informações e pareceres sobre a matéria de Serviço Social são atribuições privativas do assistente 
social, de acordo com o Art. 5° da Lei n° 8662/93 (Lei de Regulamentação da profissão). Logo, 
somente poderão ser realizadas pelo profissional de serviço social. 
A assertiva III está errada. 
46 
 
IV. O registro conjunto poderia ser denominado como Relatório Multiprofissional, por exemplo, 
com a opinião técnica de todos, com a do assistente social destacada separadamente – conforme 
já disposto na Resolução CFESS nº 557/2009. 
De acordo com o Parágrafo 1° do Art. 4° da Resolução CFESS nº 557/2009, o entendimento ou opinião 
técnica do assistente social sobre o objeto da intervenção conjunta com outra categoria profissional e/ 
ou equipe multiprofissional, deve destacar a sua área de conhecimento separadamente, delimitar o 
âmbito de sua atuação, seu objeto, instrumentos utilizados, análise social e outros componentes que 
devem estar contemplados na opinião técnica. O Relatório multiprofissional poderá ser feito em 
conjunto com os demais profissionais da equipe, porém a emissão da opinião deverá ser realizada 
separadamente. 
A assertiva IV está correta. 
Logo, a alternativa D está correta e é o gabarito da questão, pois contempla as assertivas I, II e IV 
como corretas. 
 
 
(FGV - MPE-GO - Analista em Serviço Social - 2022) 
De acordo com a Resolução CFESS nº 557/2009, o assistente social, ao atuar em equipe 
multiprofissional e participar da elaboração, emissão e/ou subscrição de opinião técnica sobre 
matéria de Serviço Social por meio de pareceres, laudos, perícias e manifestações, deve: 
A) emitir sua opinião técnica somente sobre o que é de sua área de atuação e de sua atribuição legal, para 
a qual está habilitado e autorizado a exercer, assinando e identificando seu número de inscrição no 
CRESS. 
B) expressar a demanda institucional em seu documento, debatendo com os demais profissionais a 
necessidade desta orientação, a fim de reforçar o laudo conjunto. 
C) após discussão conjunta, exarar sua opinião em conjunto com os outros profissionais da equipe a partir 
de um único parecer no qual as avaliações estarão interligadas, mas não necessariamente manifestadas 
em separado. 
D) exigir que cada profissional manifeste seu entendimento sobre a situação em separado, a fim de 
explicitar que a concepção sobre determinado assunto/situação pode divergir na equipe. 
E) colher elementos que possam subsidiar os outros profissionais na averiguação dos fatos à luz da 
realidade social na qual a situação em análise ocorreu. 
Comentários 
47 
 
A alternativa A está correta está correta e é o gabarito da questão, pois de acordo com o Parágrafo 
segundo do Art. 4° da Resolução CFESS nº 557/2009, o assistente social deverá emitir sua opinião técnica 
somente sobre o que é de sua área de atuação e de sua atribuição legal, para qual está habilitado e 
autorizado a exercer, assinando e identificando seu número de inscrição no Conselho Regional de Serviço 
Social. 
 (FGV - TCE-RO - Analista em Serviço Social - 2021) 
Amanda está assumindo o cargo de assistente social em um hospital que ficou sem profissional do 
Serviço Social por dois anos. Ao chegar, encontrou o material utilizado pela profissional anterior 
lacrado. 
Para dar início ao seu trabalho, Amanda deve: 
A) romper o lacre e passar ao exame minucioso do material encontrado, a fim de verificar o que ainda 
possui validade 
B) remover o material lacrado para um arquivo morto, pois a profissional que o utilizou não mais se 
encontra na unidade 
C) solicitar a presença de um representante do CRESS local no ato de ruptura do lacre 
D) denunciar a profissional anterior por conduta imprópria, ao ter lacrado o material de trabalho; 
E) tentar, por intermédio do CRESS, localizar a profissional anterior, a fim de saber o que fazer com o 
material lacrado. 
Comentários 
A alternativa C está correta e é o gabarito da questão, pois de acordo com o Art. 5° da Resolução CFESS 
n° 556/2009, que versa acerca dos procedimentos para efeito da lacração do Material Técnico e Material 
Técnico-Sigiloso do Serviço Social, o material deverá ser lacrado na presença de um representante ou 
fiscal do CRESS, para somente vir a ser utilizado pelo assistente social substituto, quando será rompido 
o lacre, também na presença de um representante do CRESS. 
(FGV - DPE-RJ - Técnico Superior Especializado - Serviço Social - 2019) 
Ricardo está entusiasmado com o seu primeiro dia de estágio em Serviço Social. Ao chegar à 
instituição, lhe é designada Gisele, assistente social voluntária há dois anos. Por ter conhecimento 
da Resolução CFESS nº 533, de 29 de setembro de 2008, Ricardo sabe que: 
A) a instituição de ensino deverá ser informada a respeito da condição da profissional designada para 
supervisioná-lo 
B) mesmo sendo voluntária, a profissional é formada e, portanto, habilitada a supervisioná-lo 
48 
 
C) deverá perguntar à Chefia do Serviço Social se a profissional possui autorização do CRESS para 
exercer a supervisão 
D) uma vez que a instituição aceitou um profissional voluntário em seu quadro, este possui as mesmas 
prerrogativas que os efetivos 
E) a profissional não poderá supervisioná-lo, uma vez que deve ser funcionária do quadro de pessoal da 
instituição. 
Comentários 
A alternativa E está correta, pois de acordo com o Art. 2° da Resolução CFESS n° 533/2008, a supervisão 
direta de estágio em Serviço Social é atividade privativa do assistente social, em pleno gozo dos seus 
direitos profissionais, devidamente inscrito no CRESS de sua área de ação, sendo denominado supervisor 
de campo o assistente social da instituição campo de estágio e supervisor acadêmico o assistente social 
professor da instituição de ensino. Nesse caso concreto da questão, como Gisele é voluntária e não faz 
parte do quadro de profissionais da instituição, ela não poderá supervisionar o estágio de Ricardo. 
(FGV - TRT - 13ª Região (PB) - Analista Judiciário - Serviço Social - 2022) 
No que diz respeito à inclusão e ao uso do nome social da assistente social travesti e da/do assistente 
social transexual no Documento de Identidade Profissional, o CFESS determina que: 
A) Carteira de Identificação Profissional deverá ser apresentada sempre em conjunto com a Carteira de 
Identidade Pessoal. 
B) o direito à inserção do nome social no Documento de Identidade Profissional restringe-se aos 
profissionais transexuais. 
C) nas assinaturas decorrentes do trabalho desenvolvido pelas/os profissionais travestis e transexuais, 
somente o nome civil deverá ser utilizado. 
D) a inclusão do nome social do profissional junto à sua fotografia se dará no verso do Documento de 
Identidade Profissional, ficando o nome civil no anverso. 
E) é assegurado aos profissionais travestis e transexuais o direito à escolha de tratamento nominal a ser 
inserido no Documento de Identidade Profissional. 
Comentários 
A alternativa E está correta e é o gabarito da questão, pois de acordo com o Art. 1° da Resolução CFESS 
n° 785/2016, fica assegurado aos profissionais travestis e transexuais, o direito à escolha de tratamento 
nominal a ser inserido no Documento de Identidade Profissional da (do) Assistente Social, bem como nos 
atos e procedimentos promovidos no âmbito do CFESS e dos CRESS. O referido Artigo acrescenta ainda 
em seu Parágrafo único que o direito à inserção do nome social no Documento de Identidade Profissional 
limita-se somente aos profissionais travestis e transexuais, sendo vedada a sua utilização por qualquer 
outra pessoa. 
49(FGV - MPE-SC - Analista em Serviço Social - 2022) 
Pedro trabalha como assistente social em uma entidade filantrópica estrangeira há mais de vinte 
anos. Recentemente, tomou conhecimento de que essa instituição encerrará seus trabalhos no 
Brasil. Tendo em vista a Resolução CFESS nº 556/2009, Pedro deverá: 
A) Lacrar somente o material sigiloso e entregá-lo no CRESS de sua região 
B) providenciar o envio de todo o material técnico para a filial da instituição no exterior; 
C) fazer a relação de todo o material existente e remetê-lo ao CFESS para que este providencie a sua 
guarda 
D) incinerar todo o material produzido, procedendo à imediata comunicação, por escrito, ao CRESS 
E) informar ao CRESS e guardar o material consigo até que o CRESS decida o que fazer com ele. 
Comentários 
A alternativa D está correta e é o gabarito da questão, pois de acordo com o Art. 6° da Resolução CFESS 
n° 556/2009, em caso de extinção do Serviço Social da instituição, o material técnico-sigiloso poderá ser 
incinerado pelo profissional responsável por este serviço, até aquela data, que também procederá a 
imediata comunicação, por escrito, ao CRESS. 
(FGV - TCE-RO - Analista Judiciário - Assistente Socia- 2021) 
Thúlio trabalha em uma grande empresa. Ele é Bacharel em Serviço Social, mas nunca requereu 
sua inscrição no CRESS porque o seu cargo não exigia. Essa semana foi informado por sua chefe 
que a empresa receberá estagiários de Serviço Social e ele será o supervisor principal desses 
estudantes. 
Thúlio deve: 
A) assumir imediatamente essa função, uma vez que no juramento que fez ao se formar, garantiu sua 
participação na formação de novos profissionais 
B) solicitar que lhe seja dado algum tempo, a fim de que procure o CRESS da região para se inscrever 
como supervisor de estágio 
C) aceitar prontamente, pois é uma oportunidade para implementar o Serviço Social na empresa na qual 
trabalha 
D) condicionar a sua concordância mediante a formação, pela empresa, de uma equipe de assistentes 
sociais, conforme determinado pelo Código de Ética 
E) recusar-se, informando que, ainda que formado, não possui a inscrição no CRESS, não podendo, 
portanto, atuar como assistente social. 
Comentários 
A alternativa E está correta, pois conforme é preconizado no Art. 2° da Resolução CFESS n° 533/2008, 
a supervisão direta de estágio em Serviço Social é atividade privativa do assistente social, em pleno gozo 
50 
 
dos seus direitos profissionais, devidamente inscrito no CRESS de sua área de ação. Como Thúlio não 
possui inscrição no CRESS, consequentemente não poderá receber estagiários de Serviço Social para ser 
supervisor dos referidos estudantes. 
Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS) 
 
Um assunto muito cobrado pela banca FGV em suas provas é a LOAS. 
Vamos revisar esse conteúdo através de questões da banca e saber como ele é abordado em suas 
provas? 
 
 
(FGV - 2023) Vinícius é assistente social e trabalha em um CRAS. Foi procurado por Lucas, um 
indivíduo que está com 66 anos de idade. Lucas relata que não consegue trabalho e, com isso, 
encontra-se sem condições de subsistência. Não tem familiares próximos a quem recorrer. 
Vinícius informa que, de acordo com a Assistência Social, Lucas: 
A) tem direito ao Benefício de Prestação Continuada. 
B) poderá requerer uma pensão especial ao INSS. 
C) deverá recorrer aos programas sociais da filantropia. 
D) não faz jus a nenhuma política de proteção social antes dos 70 anos. 
E) deve retribuir as políticas protetivas a que auferir com trabalho. 
 
 
51 
 
Comentários 
Pessoal, o enunciado da questão nos diz que Lucas tem 66 anos de idade e não possui meios para 
subsistência, logo, Lucas é idoso e, por não ter condições de subsistência, terá direito a receber o 
Benefício de Prestação Continuada (BPC). 
 
De acordo com o Art. 20 da LOAS, o BPC é a garantia de um salário-mínimo 
mensal à pessoa com deficiência e ao idoso com 65 (sessenta e cinco) anos ou 
mais que comprovem não possuir meios de prover a própria manutenção nem 
de tê-la provida por sua família. 
Logo, o gabarito da questão é a alternativa A. 
Outro ponto importante muito abordado nas provas em relação ao BPC é tratado no § 1° do Artigo 20, 
o qual ressalta que, a família é composta pelo requerente, o cônjuge ou companheiro, os pais e, na 
ausência de um deles, a madrasta ou o padrasto, os irmãos solteiros, os filhos e enteados solteiros 
e os menores tutelados, desde que vivam sob o mesmo teto. 
O BPC não poderá ser acumulado pelo beneficiário com qualquer outro no âmbito da Seguridade 
Social ou de outro regime, SALVO os da assistência médica, da pensão especial de natureza 
indenizatória, bem como benefícios de transferência de renda, de acordo com os critérios para 
concessão de cada benefício. 
As bancas examinadoras adoram "brincar" com essa informação que é abordada no § 4° do Artigo 20, 
afirmando equivocadamente que o BPC não poderá ser acumulado com benefício de nenhuma espécie, 
sendo que a LOAS trata de dois benefícios que são exceções e podem ser acumulados com o BPC, 
que são os benefícios de assistência médica e de pensão especial de natureza indenizatória. 
52 
 
 
A Lei n° 14.601/2023, de 19 de junho de 2023, lei que institui o Programa Bolsa 
Família, acrescentou essa exceção também para benefícios de transferência de 
renda, desde que atenda os critérios para concessão, tanto do BPC quanto do 
Bolsa Família. 
Outra informação importante é trazida no § 3º do Art. 20, que nos afirma que terão direito ao BPC a 
pessoa com deficiência ou a pessoa idosa com renda familiar mensal per capita igual ou inferior 
a 1/4 (um quarto) do salário-mínimo. 
(FGV - 2023) O Art. 4° da Lei 8742/1993 afirma que a Assistência Social é regida pelos seguintes 
princípios, à exceção de um. Assinale-o: 
A) Supremacia do atendimento às necessidades sociais sobre as exigências de rentabilidade 
econômica. 
B) Focalização dos direitos sociais, a fim de tornar o destinatário da ação assistencial alcançável pelas 
demais políticas públicas. 
C) Respeito à dignidade do cidadão, à sua autonomia e ao seu direito a benefícios e serviços de 
qualidade, bem como à convivência familiar e comunitária, vedando-se qualquer comprovação 
vexatória de necessidade. 
D) Igualdade de direitos no acesso ao atendimento, sem discriminação de qualquer natureza, 
garantindo-se equivalência às populações urbanas e rurais. 
E) Divulgação ampla dos benefícios, serviços, programas e projetos assistenciais, bem como dos 
recursos oferecidos pelo Poder Público e dos critérios para sua concessão. 
 
 
53 
 
Comentários 
Primeiro detalhe da questão: ela pede a alternativa que é exceção, ou seja, aquela que não se refere 
a um princípio que rege a assistência social no Brasil. 
Atentem-se, queridas(os) concurseiras(os) a uma das armadilhas que a FGV adora fazer em suas 
questões: fazer trocadilho de palavras. Observem que na alternativa B, ela troca "universalização 
dos direitos sociais" por "focalização dos direitos sociais". Essa é uma característica muito comum 
dessa banca, inclusive, faz esse mecanismo também em verbos, deixando a alternativa incorreta. 
Como a questão pede a exceção, ou seja, o que não é princípio, como falamos anteriormente, o 
gabarito da questão é a alternativa B. 
Vamos revisar sobre os princípios e diretrizes da Assistência Social? Eles são abordados nos Arts. 
4° e 5° da LOAS, respectivamente. 
Esses temas caem com enorme frequência nas provas e as bancas adoram fazer o famoso "trocadilho", 
misturando princípios com diretrizes, na intenção de fazer você errar a questão! Isso não ocorrerá 
porque iremos ser mais espertos (as) que a banca examinadora e utilizaremos técnicas que farão você 
entender, de uma vez por todas, o que são princípios e diretrizes e não errar nenhuma questão de prova. 
 
 
 
54 
 
 
(FGV - 2022) O Sistema Único de Assistência Social (SUAS)é responsável pela gestão das ações 
da área da assistência social, que é organizada sob a forma de: 
A) um conjunto integrado de critérios e procedimentos. 
B) políticas sociais focalizadas e contributivas. 
C) um sistema descentralizado e participativo. 
D) esferas governamentais centralizadas e integradas. 
E) complexos de programas e projetos de parcerias público-privadas. 
Comentários 
 A FGV elaborou essa questão baseando-se no Art. 6° da LOAS que afirma que a gestão das ações na 
área de assistência social será organizada sob a forma de sistema descentralizado e participativo, 
denominado Sistema Único de Assistência Social (Suas). Uma questão simples sobre a organização 
descentralizada da Assistência Social no Brasil. 
Assim, o gabarito da questão é a alternativa C. 
 apa men al pr nc p os 
 
 
55 
 
Aproveitando essa discussão, vamos revisar quais os objetivos dessa gestão descentralizada? 
 
➢ Consolidar a gestão compartilhada, o cofinanciamento e a cooperação 
técnica entre os entes federativos que, de modo articulado, operam a 
proteção social não contributiva; 
➢ Integrar a rede pública e privada de serviços, programas, projetos e 
benefícios de assistência social, na forma do art. 6o-C; 
➢ Estabelecer as responsabilidades dos entes federativos na organização, 
regulação, manutenção e expansão das ações de assistência social; 
➢ Definir os níveis de gestão, respeitadas as diversidades regionais e 
municipais; 
➢ Implementar a gestão do trabalho e a educação permanente na assistência 
social; 
➢ Estabelecer a gestão integrada de serviços e benefícios; e 
➢ Afiançar a vigilância socioassistencial e a garantia de direitos. 
(FGV– 2022) César é hemiplégico e recebe o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Hoje ele 
recebeu o comunicado de que foi selecionado como aprendiz pelo SESC, recebendo um pequeno 
salário. Nesta condição, César: 
A) mantém o recebimento do BPC. 
B) perde o direito a receber o BPC. 
C) passa a fazer jus somente a metade do benefício. 
D) deverá optar por um dos dois proventos. 
56 
 
E) terá o BPC suspenso enquanto exercer a atividade de aprendiz. 
Comentários 
Primeiramente, queridas(os) concurseiras(os), vamos falar sobre o conceito de hemiplégico, que é uma 
palavra pouco utilizada, não é? Hemiplegia é perda grave ou completa da função motora em um lado 
do corpo, sendo considerada uma deficiência física. 
Sabendo dessa importante informação, vamos relembrar o que diz o § 2° do Art. 21 "A" da LOAS? 
Esse artigo deixa claro que a contratação de pessoa com deficiência como aprendiz não acarreta a 
suspensão do benefício de prestação continuada, desde que limitado a 2 (dois) anos o recebimento 
concomitante da remuneração e do benefício. Logo, César poderá manter o recebimento do BPC 
acumulado com a remuneração de seu salário como aprendiz. 
O gabarito correto da questão é a alternativa A. 
 
 O Parágrafo 3° do Art. 20 deixa expresso que a pessoa com deficiência ou a pessoa 
idosa com renda familiar mensal per capita igual ou inferior a 1/4 (um quarto) do 
salário-mínimo. 
Porém, existem alguns casos em que o limite de renda mensal familiar per capita 
poderá ser ampliado para até 1/2 (meio) salário-mínimo, desde que na avaliação de 
outros elementos probatórios da condição de miserabilidade e da situação de 
vulnerabilidade serão considerados os seguintes aspectos para ampliação do critério 
de aferição da renda familiar mensal per capita: 
 
I – o grau da deficiência; 
II – a dependência de terceiros para o desempenho de atividades básicas da vida 
diária; e 
57 
 
III – o comprometimento do orçamento do núcleo familiar com gastos médicos, com 
tratamentos de saúde, com fraldas, com alimentos especiais e com medicamentos do 
idoso ou da pessoa com deficiência não disponibilizados gratuitamente pelo SUS, ou 
com serviços não prestados pelo Suas, desde que comprovadamente necessários à 
preservação da saúde e da vida. 
É importante salientar que essa possível ampliação da renda per capita em 
alguns casos, foi inserida na LOAS pela lei n° 14.176, de 2021. 
Fiquem atentas(os) a todos os detalhes que envolvem o BPC, pois tanto a FGV quanto as demais 
bancas examinadoras adoram colocá-los em suas questões de provas. 
(FGV - 2022) Sobre as situações de vulnerabilidade e risco social, de acordo com a LOAS, à 
proteção social básica cabe a(o): 
A) Resolução. 
B) controle. 
C) supressão. 
D) Prevenção. 
E) Gerenciamento. 
Comentários 
A questão trata do que é preconizado no Art 6° "A" da LOAS, a qual aborda sobre os tipos de 
proteções sociais, as quais subdivide-se em dois tipos: proteção social básica e proteção social 
especial. Conforme o inciso "I" do referido artigo, o conceito de proteção social é o conjunto de 
serviços, programas, projetos e benefícios da assistência social que visa a prevenir situações de 
vulnerabilidade e risco social por meio do desenvolvimento de potencialidades e aquisições e do 
fortalecimento de vínculos familiares e comunitários. 
Assim, quando se tratar de proteção social básica, tenha sempre em mente a palavra-chave 
"PREVENÇÃO". Com isso, podemos concluir que o gabarito correto da questão é a alternativa D. 
58 
 
É importante que você saiba e entenda os conceitos relativos aos tipos de proteções sociais enfocados 
na LOAS. 
Vamos relembrá-los? 
 
A Proteção Social, um dos objetivos da Política pública de Assistência Social, visa à garantia da 
vida, à redução de danos e à prevenção da incidência de riscos aos usuários da Assistência, está 
subdividida em: 
 
A Proteção Social Básica é conceituada como: 
 
O público alvo da Proteção Social Básica é composto por: 
Proteção Social
Proteção Social 
Básica
Proteção Social 
Especial
Proteção Social Básica
Conjunto de serviços, programas, projetos e benefícios da 
Assistência Social que objetiva prevenir situações de 
vulnerabilidade e risco social por meio do desenvolvimento de 
potencialidades e aquisições e do fortalecimento de vínculos 
familiares e comunitários.
59 
 
 
Outra informação importante que iremos revisar é que as ações da Proteção Social Básica são 
executadas pelos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), os quais consistem em: 
 
(FGV - 2022) Joel tem 75 anos, recebe o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e reside com 
sua irmã Janice, sua única familiar. Há 2 meses, Janice faleceu, e Joel não possui condições de 
sobrevivência sozinho. Ao procurar ajuda em um equipamento socioassistencial, a Assistente 
Social solicita que Joel seja acolhido em uma instituição de longa permanência. Neste caso, Joel: 
A) Perderá o direito ao BPC, pois este não pode ser acumulado com outros benefícios. 
B) terá que comprovar impossibilidade para trabalhar a fim de continuar a receber o benefício. 
C) não perde o direito ao benefício pelo fato de estar em uma instituição de longa permanência. 
D) deverá pedir para ficar em uma instituição de meio período, a fim de não perder o BPC. 
Público alvo da Proteção Social 
Básica
População que vive em situações de vulnerabilidade 
social em decorrência da pobreza, privação (ausência de 
renda, precário ou nulo acesso aos serviços públicos, 
dentre outros) e, ou, fragilização de vínculos afetivos, 
relacionais e de pertencimento social.
CRAS 
Unidades públicas 
municipais, de base 
territorial
Áreas com maiores 
índices de 
vulnerabilidade e 
risco social 
Articulação dos 
serviços 
socioassistenciais 
Prestação de 
serviços, programas e 
projetos 
socioassistenciais de 
proteção social básica
60 
 
E) poderá requerer o aumento do valor do benefício para custear a sua estada na instituição que o 
acolher. 
Comentários 
Muita atenção com esse assunto da LOAS, queridas(os) concurseiras(os), pois ele é cobrado a fim de 
induzir ao erro. 
Com essa informaçãovocê já pode deduzir a maldade que as bancas fazem nas provas, não é? Elas 
afirmam que a condição de acolhimento em instituições de longa permanência prejudica o direito do 
idoso ou da pessoa com deficiência de ter acesso ao BPC, o que é abordado de forma contrária pela 
LOAS. 
A questão faz referência ao § 5° do Artigo 20, a qual afirma que a condição de acolhimento em 
instituições de longa permanência não prejudica o direito do idoso ou da pessoa com deficiência 
ao benefício de prestação continuada. Logo, o gabarito correto da questão é a alternativa C. 
Vamos aproveitar e revisar alguns tópicos importantes sobre BPC? 
 
O § 5° do Artigo 20 da LOAS preconiza que: 
 
Para fins de conceito do que venha a ser pessoa com deficiência para efeito de concessão do BPC, o 
§ 2° do Artigo 20 da LOAS salienta que: 
 Pessoa com deficiência - Aquela que tem impedimento de longo prazo de 
natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o qual, em interação com uma ou 
A condição de 
acolhimento em 
instituições de longa 
permanência 
Não prejudica o direito do idoso ou 
da pessoa com deficiência ao BPC
61 
 
mais barreiras, pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em 
igualdade de condições com as demais pessoas. 
 Outra informação importante trazida pelo § 14 do Art. 20 da LOAS é que o benefício de prestação 
continuada ou o benefício previdenciário no valor de até 1 (um) salário-mínimo concedido a idoso 
acima de 65 (sessenta e cinco) anos de idade ou pessoa com deficiência não será computado, para 
fins de concessão do benefício de prestação continuada a outro idoso ou pessoa com deficiência 
da mesma família, no cálculo da renda. 
 
O Artigo 21 da LOAS trata sobre a periodicidade das revisões do BPC, que deverá ser revisto a cada 
2 anos, para fins de avaliação da continuidade das condições que lhe deram origem. Dessa forma, se 
for verificado na avaliação que houve mudanças nas condições que deram origem à concessão do 
Benefício (aumento da renda per capita, por exemplo), o benefício será cancelado ou quando for 
constatada alguma irregularidade na sua concessão ou utilização. Em caso de morte do 
beneficiário, o benefício também será cancelado. 
 
O BPC é um benefício da ASSISTÊNCIA SOCIAL que é executado e mantido 
pelo INSS. Dessa forma, se a banca examinadora do seu concurso afirmar que o 
BPC é um benefício previdenciário, a questão estará errada! 
Vamos fazer uma revisão geral sobre o BPC com um mapa mental, para que você fique afiada(o) 
quando o assunto de prova for esse benefício assistencial. 
Venham conosco! 
62 
 
 
 
Veja o depoimento de quem estudou pelo nosso material e foi aprovada nas primeiras colocações! 
 
63 
 
CORUJINHA APROVADA! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Gabriela Nogueira Eduardo 
Aprovada em 2° lugar no concurso TJRN para Analista Judiciário - Serviço Social 
(Central Potiguar) 
“ Es ra ég a Concursos oferece um mundo de poss b l dades. ma er al é 
muito completo e procurei me adequar as minhas necessidades e objetivos. Por 
exemplo, eu uso mais PDFs que videoaulas, porque videoaula cansa muito, 
então as reservei para algumas disc pl nas espec f camen e.” 
Liliane Dos Santos Siqueira 
Aprovada em 3° lugar para o cargo de Analista - Serviço Social no concurso TJ-RN 
“Gos o mu o das v deoaulas, porque compreendo melhor o con eúdo e cons go 
lembrar da voz do professor na hora da prova. No PDF leio os resumos, algumas 
partes mais importantes e resolvo todas as questões e leio os comentários. Também 
gosto dos Cursos de Reta Final, Hora da Verdade e Bizu Estratégico. Depois que saiu 
o edital, utilizei o Curso de Reta Final, Hora da Verdade, Bizu Estratégico, Questões 
do PDF.” 
64 
 
 
 
Deiviene Macedo Ulhoa 
Aprovada em 2° lugar no concurso do TRT-MG para AJ - Apoio Especializado - 
Serviço Social 
“Es ra ég a em uma boa repu ação en re os concurse ros. Use vár os ma er a s, de 
vár os cursos. as os PDF’s do Es ra ég a realmen e são mu o bons porque em 
uma ótima esquematização, linguagem clara, layout agradável e várias explicações 
ao longo do material, o que facilita bastante a aprendizagem. A sensação é que o 
professor está ao seu lado dando aula. A principal ferramenta que utilizei do 
Es ra ég a foram os PDF’s e as v deoaulas d spon b l zadas no YouTube. em dúv da 
alguma são materiais muito bem elaboradas por professores reconhecidamente 
hab l ados e exper en es.” 
Clivia Costa Barroco 
Aprovada em 1º lugar no concurso SEMSA Manaus para Assistente Social 
“ s ferramen as que cons dero d ferenc a s do Es ra ég a são o Passo 
Estratégico e o Bizú Estratégico, que auxiliaram bastante na reta final dos 
estudos para SEMSA, pois me possibilitaram revisar os assuntos mais 
relevantes e cobrados pela banca do concurso.” 
65 
 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 Gostou do nosso material? 
 
 Ele é só um resumo do que você encontra em nossas aulas! 
 O que você está passando, todas nós já passamos e vamos te ajudar ao longo dos próximos 
meses. Este material vai te mostrar um pouquinho do que você encontrará no nosso curso. 
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direcionada! 
 Você está no caminho certo e estaremos juntos nessa jornada! 
 Um grande abraço! E aguardamos você em nossa próxima aula! 
 Anna Valéria, Coimbra Almeida e Nilza Ciciliati 
	E-book - MPU.pdf
	E-book - MPU.pdftrabalhadora e com a construção de uma sociedade mais justa e 
igualitária. 
 
(FGV - Câmara Mun. de Recife - Assistente Social) O III Congresso Brasileiro de Assistentes 
Sociais (1979), conhecido como o Congresso da Virada, é o marco para uma profunda 
reformulação do Serviço Social brasileiro. Um dos principais compromissos assumidos pela 
categoria profissional – que se materializa em seu Código de Ética (1993), nas Diretrizes 
Curriculares da Profissão (1996) e na formulação de seu Projeto Ético Político, diz respeito à 
defesa dos direitos da classe trabalhadora. Considerando esses parâmetros, Iamamoto (2009) 
afirma que pensar a defesa dos direitos requer: 
A) enfatizar o papel do assistente social como profissional capacitado teórica e metodologicamente 
para garantir os direitos. 
B) compreender o protagonismo do Serviço Social na formulação e implementação das políticas 
públicas setoriais 
C) afirmar a primazia do Estado – enquanto instância fundamental à sua universalização – na 
condução das políticas públicas 
D) considerar que contemporaneamente os direitos só podem ser efetivados por meio de parcerias 
entre o Estado e o Terceiro Setor 
E) refletir nas necessidades da população brasileira, a partir de parâmetros oriundos das principais 
agências de censo. 
Comentários 
Iamamoto (2009) afirma em seu artigo intitulado "Os espaços sócio-ocupacionais do assistente 
social" que pensar a defesa dos direitos requer afirmar a primazia do Estado – enquanto, instância 
fundamental à sua universalização – na condução das políticas públicas, o respeito ao pacto 
8 
 
federativo, estimulando a descentralização do poder e o impulso ao processo de democratização das 
políticas sociais no atendimento às necessidades das maiorias. 
Gabarito: letra C. 
(FGV - 2021) A construção do Projeto Ético-Político do Serviço Social (PEP), marco histórico 
da profissão, explicita o rompimento da categoria com o seu quase monopólio do 
conservadorismo político e do seu conservadorismo teórico e metodológico. A dimensão política 
do PEP é claramente enunciada a partir do posicionamento a favor da: 
a) construção de uma nova ordem societária. 
b) justiça social e da equidade. 
c) qualidade dos serviços prestados à população. 
d) liberdade e da autonomia. 
Comentários 
A questão menciona o que o autor José Paulo Netto afirma em seu texto " Construção do Projeto 
Ético Político do Serviço Social", no qual ele afirma que a dimensão política do projeto ético político 
é claramente enunciada e que ele (o PEP) se posiciona a favor da equidade e da justiça social, na 
perspectiva da universalização do acesso a bens e a serviços relativos às políticas e programas sociais, 
bem como a ampliação e a consolidação da cidadania são explicitamente postas como garantia dos 
direitos civis, políticos e sociais das classes trabalhadoras. 
Logo, o gabarito correto da questão é a alternativa B. 
Aproveitando essa discussão, vamos relembrar o que o Prof. José Paulo Netto afirma sobre projeto 
profissional: 
Os projetos profissionais também são caracterizados como projetos coletivos, os quais são estruturas 
dinâmicas e modificáveis, que se renovam e são permeados por dimensões políticas. 
Dessa forma, segundo Netto, os projetos profissionais: 
"Apresentam a autoimagem de uma profissão, elegem os valores que a legitimam socialmente, 
delimitam e priorizam seus objetivos e funções, formulam os requisitos (teóricos, práticos e 
institucionais) para o seu exercício, prescrevem normas para o comportamento dos profissionais e 
estabelecem as bases das suas relações com os usuários de seus serviços, com as outras profissões e 
com as organizações e instituições sociais privadas e públicas (inclusive o Estado, a que cabe o 
reconhecimento jurídico dos estatutos profissionais)". 
Essa é uma citação clássica de José Paulo Netto que "despenca" nas provas de concursos 
públicos quando o assunto está relacionado a Projeto Ético-Político do Serviço Social. Dada a 
relevância desse assunto, vamos esquematizá-lo, para facilitar o seu entendimento, querido/a 
concurseiro/a! 
9 
 
Vale acrescentar também que para um projeto profissional se afirmar e ter visibilidade na sociedade, 
é de suma importância que ele tenha em sua base profissionais articulados e organizados, sendo o 
corpo profissional uma unidade diversificada que compõe um espaço plural, onde podem surgir 
projetos profissionais diferentes em virtude dessa diversidade na profissão. 
Dessa forma, o pluralismo presente na profissão deve ser respeitado por todos os seus membros, que 
são seres dotados de características diferentes, pensamentos e atitudes heterogêneas. Vale salientar 
que, mesmo um projeto profissional que adquire hegemonia entre a maioria do seu corpo de 
componentes nunca adquirirá exclusividade, devendo as diversas opiniões e projetos defendidos 
serem respeitados pelos demais membros da categoria. 
 
 
 
 Em relação ao conteúdo do Código de Ética de 1993, podemos observar a recorrência de 
cobrança em provas sobre o sigilo profissional! 
 DO SIGILO PROFISSIONAL 
 
Vejamos o que diz o Código de Ética do artigo 15 ao 18: 
Art. 15 Constitui direito do/a assistente social manter o sigilo profissional. 
Art. 16 O sigilo protegerá o/a usuário/a em tudo aquilo de que o/a assistente social tome conhecimento, 
como decorrência do exercício da atividade profissional. 
Fique atento no art. 15, pois o 
sigilo profissional é um 
"direito" e não um "dever". 
10 
 
Parágrafo único. Em trabalho multidisciplinar só poderão ser prestadas informações dentro dos limites 
do estritamente necessário. 
Art. 17 É vedado ao/à assistente social revelar sigilo profissional. 
 
Art. 18 A quebra do sigilo só é admissível quando se tratarem de situações cuja gravidade possa, 
envolvendo ou não fato delituoso, trazer prejuízo aos interesses do/a usuário/a, de terceiros/as e 
da coletividade. 
Parágrafo único A revelação será feita dentro do estritamente necessário, quer em relação ao assunto 
revelado, quer ao grau e número de pessoas que dele devam tomar conhecimento. 
 
 Vamos entender melhor quando pode ser aplicado essa exceção na quebra do sigilo 
profissional? 
 Bem, o sigilo profissional do assistente social é um princípio ético fundamental para a 
profissão. Ele visa proteger a confidencialidade das informações obtidas no exercício da 
profissão. Como vimos no art. 18, a quebra do sigilo só é admissível em situações cuja gravidade 
possa trazer prejuízo aos interesses do usuário, de terceiros e da coletividade, envolvendo ou não fato 
delituoso. Isso significa que, em situações extremas, onde há risco iminente de morte, de violência 
sexual ou de outros crimes graves, o sigilo pode ser quebrado. 
 
 
Fique atento também nos casos em 
que o sigilo é admissível! 
Despenca em prova! 
11 
 
 Outro conteúdo que despenca nas provas da Banca CEBRASPE é sobre a relação dos 
assistentes sociais com a justiça: 
DAS RELAÇÕES DO/A ASSISTENTE SOCIAL COM A JUSTIÇA 
Vejamos o que diz o Código de Ética do artigo 19 ao 20: 
Art. 19 São deveres do/a assistente social: 
a- apresentar à justiça, quando convocado na qualidade de perito ou testemunha, as conclusões do 
seu laudo ou depoimento, sem extrapolar o âmbito da competência profissional e violar os princípios 
éticos contidos neste Código; 
b- comparecer perante a autoridade competente, quando intimado/a a prestar depoimento, para 
declarar que está obrigado/a a guardar sigilo profissional nos termos deste Código e da Legislação 
em vigor. 
Art. 20 É vedado ao/à assistente social: 
a- depor como testemunha sobre situação sigilosa do/a usuário/a de que tenha conhecimento no 
exercício profissional, mesmo quando autorizado; 
b- aceitar nomeação como perito e/ou atuar em perícia quando a situação não se caracterizar 
como área de sua competência ou de sua atribuição profissional, ou quando infringir os 
dispositivoslegais relacionados a impedimentos ou suspeição. 
Isso quer dizer que, quando convocado pela justiça na qualidade de perito ou 
testemunha, é dever do assistente social apresentar-se para informar as 
conclusões do seu laudo ou depoimento. No entanto, é vedado ao assistente 
social depor como testemunha sobre situação sigilosa do usuário de que 
tenha conhecimento no exercício profissional, mesmo quando autorizado. 
Portanto, caso o assistente social seja intimado a prestar depoimento perante 
a justiça, ele deve comparecer e apresentar apenas os dispositivos legais 
segundo o Código de Ética. 
 
 
 
 
 
 
No caso de prestar depoimento como TESTEMUNHA: 
• Quando convocado, não deverá extrapolar o âmbito da 
competência profissional. Deverá declarar que está obrigado 
a guardar sigilo profissional. 
• Sobre situação sigilosa do usuário: é vedado depor como 
testemunha. 
12 
 
 
(FGV - 2023) Constituem infrações disciplinares previstas no Código de Ética Profissional do 
Assistente Social as seguintes ações, à exceção de uma. Assinale-a: 
a) Exercer a Profissão quando impedido de fazê-lo, ou facilitar, por qualquer meio, o seu exercício aos 
não inscritos ou impedidos. 
b) Não cumprir, no prazo estabelecido, determinação emanada do órgão ou autoridade dos Conselhos, 
em matéria destes, depois de regularmente notificado. 
c) Abster-se, no exercício da Profissão, de práticas que caracterizem a censura, o cerceamento da 
liberdade, o policiamento dos comportamentos, denunciando sua ocorrência aos órgãos competentes. 
d) Participar de instituição que, tendo por objeto o Serviço Social, não esteja inscrita no Conselho 
Regional. 
e) Fazer ou apresentar declaração, documento falso ou adulterado, perante o Conselho Regional ou 
Federal. 
Comentários 
Percebam, queridos/as concurseiros/as, que as alternativas A, B. D e E referem-se a infrações 
disciplinares previstas no Código de Ética. 
Já a alternativa C, "Abster-se, no exercício da Profissão, de práticas que caracterizem a censura, o 
cerceamento da liberdade, o policiamento dos comportamentos, denunciando sua ocorrência aos órgãos 
competentes", constitui-se em um dever do/a profissional. 
Como a questão pede a alternativa que marca uma exceção às infrações, o gabarito correto da questão 
é a alternativa C. 
Queridos/as concurseiros/as, vamos relembrar um assunto muito cobrado nas provas? 
Vamos revisar quais são as infrações disciplinares e as penalidades previstas no Código de Ética. 
 
13 
 
 
 
 
Muito cuidado para não confundir as infrações disciplinares e penalidades do Código de Ética 
com as penalidades da Lei n° 8.662/93 (Lei de Regulamentação da Profissão). Esta prevê as 
seguintes penalidades para o/a profissional que infringir a referida Lei: 
 
14 
 
 
 
 
 
 
Proteção Social à Criança, ao Adolescente e à Família 
Quando falamos em proteção à criança e ao Adolescente, imediatamente, pensamos na 
Legislção maco da proteção à esse segmento: O Estatuto da Criança e do Adolescente. O ECA foi 
promulgado em 1990, substituindo o Código de Menores, e é um marco legal que representa um 
avanço na proteção das crianças e adolescentes. 
O ECA traz a responsabilidade solidária da efetivação dos direitos das crianças e adolescentes 
aos 04 "entes": 
✓ Família; 
✓ Comunidade; 
✓ Sociedade em geral e poder público. 
Vamos relembrar os principais pontos dessa legislação: 
• I - Multa no valor de uma a cinco vezes a anuidade vigente;
II - Suspensão de um a dois anos de exercício da profissão ao Assistente
Social que, no âmbito de sua atuação, deixar de cumprir disposições do
Código de Ética, tendo em vista a gravidade da falta;
III - Cancelamento definitivo do registro, nos casos de extrema gravidade
ou de reincidência contumaz.
PENALIDADES DA LEI N° 8.662/93
15 
 
 
É CONSIDERADO CRIANÇA E ADOLESCENTE, CONFORME O ART. 2º DO ECA: 
"Considera-se criança, para os efeitos desta Lei, a pessoa até doze anos de idade 
incompletos, e adolescente aquela entre doze e dezoito anos de idade. 
Parágrafo único. Nos casos expressos em lei, aplica-se excepcionalmente este 
Estatuto às pessoas entre dezoito e vinte e um anos de idade". 
 
GARANTIA DE PRIORIDADE 
Outro ponto que merece destaque, refere-se à garantia de prioridade. O parágrafo Único exemplifica 
o que compreende a garantia de prioridade: 
16 
 
 
Seu Parágrafo Único exemplifica o que compreende a garantia de prioridade: 
"Parágrafo único. A garantia de prioridade compreende: 
 a) primazia de receber proteção e socorro em quaisquer circunstâncias; 
 b) precedência de atendimento nos serviços públicos ou de relevância pública; 
 c) preferência na formulação e na execução das políticas sociais públicas; 
 d) destinação privilegiada de recursos públicos nas áreas relacionadas com a 
proteção à infância e à juventude" 
 
DIREITOS FUNDAMENTAIS 
Os direitos fundamentais da criança e do adolescente estão previstos no Estatuto da Criança e 
do Adolescente (ECA) e no artigo 227 da Constituição Federal de 1988. São eles: 
 
o Vida; 
o Saúde; 
o Liberdade; 
o Respeito; 
o Dignidade; 
o Convivência Familiar e Comunitária; 
o Educação; 
o Cultura; 
o Esporte; 
o Lazer. 
17 
 
o Direito à profissionalização e à proteção no trabalho 
 
GUARDA E ADOÇÃO 
 
 
Em relação à Guarda, o Artigo 33° ressalta que a guarda obriga a prestação dos seguintes tipos de 
assistência à criança ou adolescente, por parte de seus detentores: material, moral e educacional, 
dando-lhe também o direito de se opor a terceiros, inclusive aos pais. 
A GUARDA NÃO É UMA DECISÃO DEFINITIVA. O Artigo 35° diz que ela PODERÁ 
SER REVOGADA A QUALQUER TEMPO, mediante ato judicial fundamentado e ouvido o 
Ministério Público. 
O Parágrafo 1° do Artigo 39° aborda que a adoção é medida excepcional e irrevogável, à 
qual se deve recorrer apenas quando esgotados os recursos de manutenção da criança ou 
adolescente na família natural ou extensa, na forma do parágrafo único do art. 25 desta Lei. 
 
 
Muito atenção em três coisas nesse dispositivo: 
Se manifestar a vontade de entregar, serão OBRIGATORIAMENTE encaminhadas 
(obrigatório). 
Encaminhar à JUSTIÇA DA INFÂNCIA E DA JUVENTUDE (cuidado, aqui não é 
Conselho Tutelar). 
Tudo isso deve ocorrer SEM CONSTRANGIMENTO (ninguém pode ficar 
“condenando” a mulher por essa opção). 
18 
 
 MEDIDAS DE PROTEÇÃO 
As medidas de proteção previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) são 
aplicadas quando a criança ou adolescente tem seus direitos violados ou ameaçados, ou quando 
comete um ato infracional, visto que o O ECA adota a doutrina da proteção integral, que prevê 
que todas as crianças e adolescentes merecem proteção, independentemente da situação em que 
se encontram. Vejamos: 
 
 
Não confunda as Medidas de Proteção com as Medidas Socioeducativas. Estas são 
aplicadas a adolescentes que cometem atos infracionais e estão previstas no artigo 112 do 
Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). 
A aplicação da medida deve ser reavaliada periodicamente, no máximo a cada seis 
meses, e por duração não superior a três anos. Em alguns casos, as medidas 
socioeducativas podem ser aplicadas até o limite de 21 anos. 
Em relação as medidas socioeducativas, é importante frisar: 
19 
 
 
 
 
 
 
Para o ECA, ATO INFRACIONAL é a conduta descrita como: CRIME e 
CONTRAVENÇÃO PENAL. 
Isso é importante, porque crianças e adolescentes não são imputáveis criminalmente. No 
entanto, os menores de dezoito anos de idade ficam sujeitos às normas estabelecidas na legislação 
especial, no caso, o ECA. 
Isso significa que o menor de 18 anos que cometer uma conduta descrita como crime ou 
contravenção penal cometerá o que o ECA chama de ATO INFRACIONAL, ficando sujeitos a 
medidas estabelecidas no próprio ECA. No caso do adolescente, são as MEDIDAS SÓCIO-
EDUCATIVAS. 
20 
 
 
(FGV- 2024) O Estatutoda Criança e do Adolescente define que adolescentes 
sentenciados judicialmente como autores de ato infracional cumprirão 
medidas: 
A) socioassistenciais 
B) restritivas de direito 
C) emergenciais 
D) restritivas de liberdade 
E) socioeducativas. 
Comentário: 
De acordo com o ECA, os adolescentes autores de ato infracional cumprirão medidas 
socioeducativas. Ademais, o Art. 112 do referido Estatuto afirma que, verificada a 
prática de ato infracional, a autoridade competente poderá aplicar ao adolescente as 
seguintes medidas: 
I - advertência; 
II - obrigação de reparar o dano; 
III - prestação de serviços à comunidade; 
IV - liberdade assistida; 
V - inserção em regime de semi-liberdade; 
VI - internação em estabelecimento educacional; 
VII - qualquer uma das previstas no art. 101, I a VI. 
Gabarito: E. 
 
21 
 
OBS: É importante lembrar que, quando se tratar de ato infracional praticado 
por adolescente, as medidas socioeducativas poderão ser cumuladas também 
com medidas de proteção. 
 
CONSELHO TUTELAR 
O Artigo 131 trata do conceito do que venha a ser essa Instituição, afirmando que: 
 "Artigo 131. O Conselho Tutelar é órgão permanente e autônomo, não jurisdicional, 
encarregado pela sociedade de zelar pelo cumprimento dos direitos da criança e 
do adolescente, definidos nesta Lei". (GRIFOS NOSSOS). 
 
O Artigo 132 e 133 tratam, respectivamente, da composição desses Conselhos, do 
tempo de mandato de seus integrantes e dos requisitos exigidos para a candidatura 
de membro do Conselho Tutelar. 
 
"Art. 132. Em cada Município e em cada Região Administrativa do Distrito Federal 
haverá, no mínimo, 1 (um) Conselho Tutelar como órgão integrante da administração 
pública local, composto de 5 (cinco) membros, escolhidos pela população local para 
mandato de 4 (quatro) anos, permitida recondução por novos processos de 
escolha". 
 
Assunto muito cobrado nas provas de concursos diz respeito às atribuições do Conselho Tutelar. 
22 
 
 
Vamos agora abordar outro conteúdo bastante cobrado pela banca FGV em suas provas... 
Lei n° 8662/93 – Lei de Regulamentação da Profissão 
A Lei de Regulamentação da Profissão (Lei n° 8.662/93), um dos assuntos mais abordados pela Banca 
CEBRASPE, é a Lei que regula a profissão de Serviço Social em todo o território brasileiro. É uma 
legislação curta, porém muito importante! (Nunca subestime uma Lei pelo seu tamanho. Isso é um erro 
gravíssimo!). :) 
É composta de 24 Artigos que tratam de assuntos como: o exercício profissional do Assistente Social, 
pessoas que poderão exercer a profissão de Serviço Social, bem como as competências, atribuições 
privativas, duração da jornada de trabalho, seus Conselhos Profissionais, penalidades aos infratores 
dessa Legislação, dentre outros assuntos. 
Competências e atribuições privativas da/o assistente social 
Muita atenção, queridos(as) concurseiros(as), aos Artigos 4° e 5° da Lei de Regulamentação da 
Profissão, pois eles são os "recordistas" nas provas de concursos públicos, quando se trata dessa 
Legislação. 
Esses Artigos tratam, respectivamente, das competências e atribuições privativas do Assistente 
Social. 
 
23 
 
 
Falando nisso, você sabe qual a diferença de uma competência profissional para uma atribuição 
privativa, concurseiro (a)? 
 
✓ COMPETÊNCIAS PROFISSIONAIS: São atividades que o Assistente Social ou outro 
profissional de nível superior poderá desenvolver, ou seja, não são atividades específicas do 
Assistente Social. 
O Artigo 4° da Lei n° 8.662/93 traz um rol de competências do Assistente Social, as quais podemos 
citar: 
 
 
Artigo 4°
Competências Profissionais
Artigo 5°
Atribuições Privativas do Assistente Social
24 
 
Além das competências profissionais, a Lei n° 8.662/93 em seu Artigo 5° trata das atribuições 
privativas do Assistente Social. 
Você sabe o que são atribuições privativas? 
 
✓ ATRIBUIÇÕES PRIVATIVAS: São atividades que somente o Assistente Social poderá 
desempenhar, ou seja, são atribuições específicas e/ou privativas do profissional de Serviço Social, 
não podendo ser realizadas por outros profissionais. 
O Artigo 5° da Lei n° 8.662/93 traz uma lista composta por 13 atribuições privativas do Assistente 
Social, as quais podemos citar: 
 
 
 
 
25 
 
 
 
 
(FGV - 2023) De acordo com a Lei de Regulamentação da Profissão, as competências do 
assistente social incluem as seguintes, à exceção de uma. Assinale-a: 
A) Elaborar, implementar, executar e avaliar políticas sociais junto a órgãos da administração 
pública direta ou indireta, empresas, entidades e organizações populares. 
B) Encaminhar providências e prestar orientação social a indivíduos, grupos e à população. 
C) Planejar, organizar e administrar benefícios e serviços sociais. 
D) Prestar assessoria e apoio aos movimentos sociais em matéria relacionada às políticas sociais, 
sem entretanto, envolver-se com a defesa dos direitos civis, políticos e sociais da coletividade. 
E) Realizar estudos socioeconômicos com os usuários para fins de benefícios e serviços sociais 
junto a órgãos da administração pública direta e indireta, empresas privadas e outras entidades. 
Comentários 
A questão faz referência a um assunto muito cobrado pela FGV e pelas bancas examinadoras, 
que é a discussão sobre competências e atribuições privativas do assistente social, debate 
estabelecido nos Arts. 4° e 5° da Lei de Regulamentação da Profissão, respectivamente. 
Atentem-se para o detalhe cobrado no enunciado, o qual pede uma EXCEÇÃO, ou seja, o que 
não é competência do/a assistente social. Quando a questão trouxer palavras como "exceto", 
"exceção", "alternativa incorreta", dentre outros, destaque essas informações, para não perder a 
questão por desatenção. 
Competências Profissionais
Atividades que o Assistente Social e outros 
profissionais poderão desempenhar
Atribuições Privativas do Assistente 
Social
Atividades específicas que somente o 
Assistente Social poderá desempenhar
26 
 
Percebam que a alternativa D diz que "Prestar assessoria e apoio aos movimentos sociais em 
matéria relacionada às políticas sociais, sem entretanto, envolver-se com a defesa dos direitos 
civis, políticos e sociais da coletividade". Logo, a referida alternativa não condiz com uma 
competência do/a assistente social, pois os profissionais de serviço social são sim 
comprometidos com a defesa dos direitos civis, políticos e sociais da coletividade. 
Assim, como a questão pede a alternativa incorreta ou a exceção, o gabarito é a alternativa D. 
 
Conselhos Federal e Regionais de Serviço Social 
Os Artigos 6° ao 13° tratam de assuntos relativos aos Conselhos Federal e Regionais de Serviço 
Social (CFESS e CRESS). 
Falando nisso, qual o objetivo de um Conselho Profissional? 
 
De acordo com o Artigo 7° da Lei n° 8.662/93, o CFESS e os CRESS: 
"Constituem, em seu conjunto, uma entidade com personalidade jurídica e forma 
federativa, com o objetivo básico de disciplinar e defender o exercício da profissão de 
Assistente Social em todo o território nacional." 
Note, queridos(as) concurseiros(as), que o objetivo principal de um Conselho Profissional é: 
 
 
 
O inciso 1° do Artigo 7° trata de um assunto de grande importância para os Conselhos de Serviço 
Social: eles são dotados de autonomia administrativa e financeira, ou seja, os Conselhos Regionais 
(CRESS) não dependem do Conselho Federal (CFESS) em relação aos assuntos administrativos 
e/ou financeiros, pelo simples fato de possuírem autonomia para isso, pois realizam a execução de 
seus assuntos administrativos e possuem orçamento financeiro próprios. 
O Artigo 8° aborda sobre as competências do CFESS na qualidade de órgão normativo de grau 
superior, como base no exercício das seguintes atribuições: 
 
Disciplinar e defender
Exercício Profissional do Assistente 
Social
27 
 
 
 
 
Note, queridos(as) concurseiros(as) que o fato do CFESS serum órgão normativo de grau superior 
dá margem para o (a) profissional que for julgado, em virtude de falta ética e penalizado(a) pelos 
CRESS, poder recorrê-lo, em última instância, uma vez que o CRESS é um órgão normativo de 
primeira instância, cabendo, dessa forma, recurso à instância superior, que nesse caso corresponde 
ao CFESS. 
Com relação a isso, os incisos "V" e "VI" do Artigo 8° acrescentam que o CFESS funciona como 
Tribunal Superior de Ética Profissional e poderá julgar, em última instância, os recursos contra as 
sanções impostas pelos CRESS. 
 
 
28 
 
 
 
 
(FGV - 2022) De acordo com a Lei nº 8.662/93, compete ao Conselho Regional de Serviço Social 
(CRESS), em suas respectivas áreas de jurisdição, a atribuição de: 
A) Prestar assessoria técnico-consultiva aos organismos públicos ou privados, em matéria de Serviço 
Social. 
B) organizar e manter o cadastro das instituições e obras sociais públicas e privadas ou as de fins 
filantrópicos. 
C) realizar vistorias e perícias técnicas em instituições que prestem serviços sociais. 
D) validar diplomas de graduação e pós-graduação em Serviço Social expedidos no estrangeiro. 
E) estabelecer os sistemas de registro dos profissionais habilitados a exercer a profissão em seu 
território. 
Comentários 
A questão faz referência ao inciso "I" do Art. 10 da Lei de Regulamentação da Profissão (Lei n° 
8.662/93) que afirma que compete aos Conselhos Regionais de Serviço Social (CRESS), em suas 
respectivas áreas de jurisdição, na qualidade de órgão executivo e de primeira instância, o exercício de 
atribuições, dentre elas a de organizar e manter o registro profissional dos Assistentes Sociais e o 
cadastro das instituições e obras sociais públicas e privadas, ou de fins filantrópicos. Percebam que a 
banca examinadora "copiou" e "colou" o que diz exatamente a Legislação. 
Logo, o gabarito correto da questão é a alternativa B. 
 
CRESS Órgão executivo e de 1° instância 
CFESS
Órgão normativo de grau superior (Última 
instância)
29 
 
Outro Artigo importante da Lei n° 8.662/93 é o Artigo 12° que trata da existência dos CRESS por 
região ou jurisdição: 
 
 
"Art. 12. Em cada capital de Estado, de Território e no Distrito Federal, haverá 
um Conselho Regional de Serviço Social (CRESS) denominado segundo a sua jurisdição, 
a qual alcançará, respectivamente, a do Estado, a do Território e a do Distrito Federal." 
 
Penalidades previstas na Lei n° 8662/93 
Um Artigo que "despenca" nas provas de concursos públicos é o Artigo 16°, que trata das 
PENALIDADES que poderão ser aplicadas pelos CRESS aos infratores da Lei n° 8.662/93. 
Dentre essas penalidades, podemos citar: 
 
 
 
O inciso 2° do Artigo 16° ressalta que, em caso de reincidência do infrator na mesma infração, num 
prazo de 2 anos, a multa cabível será elevada ao dobro. 
O Artigo 19° aborda sobre a manutenção financeira do CFESS, ressaltando que este Conselho será 
mantido: 
 
 
• I - Multa no valor de uma a cinco vezes a anuidade vigente;
II - Suspensão de um a dois anos de exercício da profissão ao Assistente 
Social que, no âmbito de sua atuação, deixar de cumprir disposições do 
Código de Ética, tendo em vista a gravidade da falta;
III - Cancelamento definitivo do registro, nos casos de extrema gravidade 
ou de reincidência contumaz.
PENALIDADES DA LEI N° 8.662/93
30 
 
 
"I - por contribuições, taxas e emolumentos arrecadados pelos CRESS, em percentual a 
ser definido pelo fórum máximo instituído pelo art. 9º desta lei; 
II - por doações e legados; 
III - por outras rendas." 
 
Composição do CFESS, dos CRESS e das Delegacias Seccionais 
O Artigo 20° trata a respeito da composição dos membros do CFESS e dos CRESS, ressaltando 
que o CFESS e os CRESS contarão com 09 membros efetivos, a saber: 
 
"Art. 20. O Conselho Federal de Serviço Social (CFESS) e os Conselhos 
Regionais de Serviço Social (CRESS) contarão cada um com nove membros efetivos: 
Presidente, Vice-Presidente, dois Secretários, dois Tesoureiros e três membros do 
Conselho Fiscal, e nove suplentes, eleitos dentre os Assistentes Sociais, por via direta, 
para um mandato de três anos, de acordo com as normas estabelecidas em Código 
Eleitoral aprovado pelo fórum instituído pelo art. 9º desta lei." 
 
 
 
O Parágrafo Único do Artigo 20 trata da composição das Delegacias Seccionais, que contarão 
com os seguintes membros: 
• Presidente;
• Vice-Presidente;
• 02 secretários;
• 02 tesoureiros;
• 03 membros do conselho fiscal;
• e 09 suplentes.
Membros do CFESS e dos CRESS (Nove membros 
efetivos)
31 
 
 
 
 
 
O Artigo 22 fala a respeito da legitimidade do CFESS e dos CRESS para agir contra pessoas que 
infringirem as disposições da profissão de Assistente Social: 
"Art. 22. O Conselho Federal e os Conselhos Regionais terão legitimidade para 
agir contra qualquer pessoa que infringir as disposições que digam respeito às 
prerrogativas, à dignidade e ao prestígio da profissão de Assistente Social". 
Vamos revisar outros conteúdos relacionados à Lei de Regulamentação da Profissão que despenca 
nas provas de concursos. 
 
(FGV - 2022) Estevão, assistente social, planejou e executou uma pesquisa com a 
finalidade de contribuir para a análise da realidade social e para subsidiar ações 
profissionais. Essa atividade consubstancia-se em: 
A) a) rotina profissional 
B) competência do assistente social 
C) obrigação, se no serviço público 
Membros das Delegacias Seccionais 
(03 membros efetivos)
01 Delegado 01 Secretário 01 Tesoureiro 03 suplentes
32 
 
D) atribuição privativa 
e) prerrogativa institucional 
Comentários 
A questão trata de uma competência do/a assistente social, elencada no inciso "VII" do Art. 
4° da Lei n° 8.662/93, o qual afirma que planejar, executar e avaliar pesquisas que possam 
contribuir para a análise da realidade social e para subsidiar ações profissionais é uma 
competência do/a assistente social. 
Logo, o gabarito correto da questão é a alternativa B. 
 
Percebam que quando o assunto é Lei de Regulamentação da Profissão, a FGV adora abordar 
competências e atribuições profissionais. 
Outro ponto muito cobrado por essa banca examinadora diz respeito aos requisitos para exercer a 
profissão de assistente social. 
Vamos revisá-lo? 
 
A Lei de Regulamentação da Profissão trata, em seu Artigo 1°, do livre exercício da profissão de 
Assistente Social em todo o território nacional e o seu Artigo 2° afirma que somente poderão exercer 
a profissão de Assistente Social: 
 
“I - Os possuidores de diploma em curso de graduação em Serviço Social, oficialmente reconhecido, 
expedido por estabelecimento de ensino superior existente no País, devidamente registrado no órgão 
competente; 
II - os possuidores de diploma de curso superior em Serviço Social, em nível de graduação ou 
equivalente, expedido por estabelecimento de ensino sediado em países estrangeiros, conveniado ou 
não com o governo brasileiro, desde que devidamente revalidado e registrado em órgão competente no 
Brasil; 
III - os agentes sociais, qualquer que seja sua denominação com funções nos vários órgãos públicos, 
segundo o disposto no art. 14 e seu parágrafo único da Lei nº 1.889, de 13 de junho de 1953.” 
 
33 
 
Resoluções do Conselho Federal de Serviço Social (CFESS) 
 RESOLUÇÃO N° 493/2006 - DISPÕE SOBRE AS CONDIÇÕES ÉTICAS E TÉCNICAS DO 
EXERCÍCIO PROFISSIONAL DO ASSISTENTE SOCIAL. 
 A referida Resolução aborda em seu conteúdo questões acerca das condições éticas e técnicas 
que devem ser seguidas no exercício profissional, tratando de pontos de grande relevância para o 
exercício cotidiano de trabalho do assistente social como: características físicas do local de trabalho, 
armazenamento do material técnico utilizado pelo assistente social, atribuição dos CRESS diante 
das atividades de orientação e fiscalização das condições éticas e técnicas estabelecidas na 
Resolução, dentre outros.Vejamos: 
Art. 1º - É condição essencial, portanto obrigatória, para a realização e execução de qualquer 
atendimento ao usuário do Serviço Social a existência de espaço físico, nas condições que esta 
Resolução estabelecer. 
Art. 2º - O local de atendimento destinado ao assistente social deve ser dotado de espaço 
suficiente, para abordagens individuais ou coletivas, conforme as características dos serviços 
prestados, e deve possuir e garantir as seguintes características físicas: 
a- iluminação adequada ao trabalho diurno e noturno, conforme a organização 
institucional; 
b- recursos que garantam a privacidade do usuário naquilo que for revelado 
durante o processo de intervenção profissional; 
c- ventilação adequada a atendimentos breves ou demorados e com portas 
fechadas; 
d- espaço adequado para colocação de arquivos para a adequada guarda de 
material técnico de caráter reservado. 
Art. 3º - O atendimento efetuado pelo assistente social deve ser feito com portas fechadas, de forma 
a garantir o sigilo. 
Art. 4º - O material técnico utilizado e produzido no atendimento é de caráter reservado, sendo seu 
uso e acesso restrito aos assistentes sociais. 
Art. 5º - O arquivo do material técnico, utilizado pelo assistente social, poderá estar em outro 
espaço físico, desde que respeitadas as condições estabelecidas pelo artigo 4º da presente Resolução. 
Art. 6º- É de atribuição dos Conselhos Regionais de Serviço Social, através de seus Conselheiros 
e/ou agentes fiscais, orientar e fiscalizar as condições éticas e técnicas estabelecidas nesta 
34 
 
Resolução, bem como em outros instrumentos normativos expedidos pelo CFESS, em relação aos 
assistentes sociais e pessoas jurídicas que prestam serviços sociais. 
Art. 7º - O assistente social deve informar por escrito à entidade, instituição ou órgão que 
trabalha ou presta serviços, sob qualquer modalidade, acerca das inadequações constatadas por 
este, quanto as condições éticas, físicas e técnicas do exercício profissional, sugerindo alternativas 
para melhoria dos serviços prestados. 
Parágrafo Primeiro - Esgotados os recursos especificados no “caput” do presente artigo e deixando a 
entidade, instituição ou órgão de tomar qualquer providência ou as medidas necessárias para sanar as 
inadequações, o assistente social deverá informar ao CRESS do âmbito de sua jurisdição, por 
escrito, para intervir na situação. 
Parágrafo Segundo - Caso o assistente social não cumpra as exigências previstas pelo “caput” e/ou 
pelo parágrafo primeiro do presente artigo, se omitindo ou sendo conivente com as inadequações 
existentes no âmbito da pessoa jurídica, será notificado a tomar as medidas cabíveis, sob pena 
de apuração de sua responsabilidade ética. 
Art. 8º - Realizada visita de fiscalização pelo CRESS competente, através de agente fiscal ou 
Conselheiro, e verificado o descumprimento do disposto na presente Resolução a Comissão de 
Orientação e Fiscalização do Conselho Regional, a vista das informações contidas no Termo de 
Fiscalização ou no documento encaminhado pelo próprio assistente social, notificará o representante 
legal ou responsável pela pessoa jurídica, para que em prazo determinado regularize a situação. 
Parágrafo único - O assistente social ou responsável pela pessoa jurídica deverá encaminhar ao 
CRESS, no prazo assinalado na notificação, documento escrito informando as providências que 
foram adotadas para adequação da situação notificada. 
Art. 9º- Persistindo a situação inadequada, constatada através de visita de fiscalização, será registrada 
no instrumento próprio a situação verificada. 
Art 10 - O relato da fiscalização, lavrado em termo próprio, conforme art. 9º, constatando inadequação 
ou irregularidade, será submetido ao Conselho Pleno do CRESS, que decidirá sobre a adoção de 
medidas cabíveis administrativas ou judiciais, objetivando a adequação das condições éticas, técnicas 
e físicas, para que o exercício da profissão do assistente social se realize de forma qualificada, em 
respeito aos usuários e aos princípios éticos que norteiam a profissão. 
Art. 11- Os casos omissos e aqueles concernentes a interpretação abstrata geral da norma, serão 
resolvidos e dirimidos pelo Conselho Pleno do CFESS. 
Art. 12- O CFESS e os CRESS deverão se incumbir de dar plena e total publicidade a presente norma, 
por todos os meios disponíveis, de forma que ela seja conhecida pelos assistentes sociais bem como 
pelas instituições, órgãos ou entidades que prestam serviços sociais. 
35 
 
RESOLUÇÃO N° 556/2009 - PROCEDIMENTOS PARA EFEITO DA LACRAÇÃO DO MATERIAL 
TÉCNICO E MATERIAL TÉCNICO-SIGILOSO DO SERVIÇO SOCIAL 
 Essa Resolução irá tratar sobre os procedimentos que devem ser realizados pelo assistente 
social na lacração de material técnico utilizado pelo assistente social em seu cotidiano 
profissional. Traz o conceito do que vem a ser material técnico sigiloso, bem como do seu caráter 
de confidencialidade quando se tratar de material que envolva sigilo profissional. Estabelece também 
normas para a lacração e deslacração desse material e demais questões. 
Vejamos na íntegra: 
Art. 1º - A lacração do material técnico, bem como o de caráter sigiloso do Serviço Social será 
efetivada por meio das normas e procedimentos estabelecidos pela presente Resolução. 
 O Art. traz o conceito do que é material técnico sigiloso. 
 Vejamos: 
 
 
 
Parágrafo Único; Art. 2° - O material técnico sigiloso caracteriza-se por conter informações 
sigilosas, cuja divulgação comprometa a imagem, a dignidade, a segurança, a proteção de 
interesses econômicos, sociais, de saúde, de trabalho, de intimidade e outros, das pessoas 
envolvidas, cujas informações respectivas estejam contidas em relatórios de atendimentos, 
entrevistas, estudos sociais e pareceres que possam, também, colocar os usuários em situação de 
risco ou provocar outros danos. 
Art. 3º – O assistente social garantirá o caráter confidencial das informações que vier a receber em 
razão de seu trabalho, indicando nos documentos sigilosos respectivos a menção: “sigiloso”. 
Art. 4º – Entende-se por material técnico o conjunto de instrumentos produzidos para o exercício 
profissional nos espaços sócio-ocupacionais, de caráter não sigiloso, que viabiliza a continuidade 
do Serviço Social e a defesa dos interesses dos usuários, como: relatórios de gestão, relatórios 
Material técnico 
sigiloso
Toda documentação produzida, que pela 
natureza de seu conteúdo, deva ser de 
conhecimento restrito e, portanto, 
requeiram medidas especiais de salvaguarda 
para sua custódia e divulgação.
36 
 
técnicos, pesquisas, projetos, planos, programas sociais, fichas cadastrais, roteiros de entrevistas, 
estudos sociais e outros procedimentos operativos. 
 
Parágrafo Único – Em caso de demissão ou exoneração, o assistente social deverá repassar todo o 
material técnico, sigiloso ou não, ao assistente social que vier a substituí-lo. 
Art. 5º – Na impossibilidade de fazê-lo, o material deverá ser lacrado na presença de um 
representante ou fiscal do CRESS, para somente vir a ser utilizado pelo assistente social 
substituto, quando será rompido o lacre, também na presença de um representante do CRESS. 
Parágrafo Único – No caso da impossibilidade do comparecimento de um fiscal ou representante do 
CRESS, o material será deslacrado pelo assistente social que vier a assumir o setor de Serviço Social, 
que remeterá, logo em seguida, relatório circunstanciado do ato do rompimento do lacre, declarando 
que passará a se responsabilizar pela guarda e sigilo do material. 
Art. 6º – Em caso de extinção do Serviço Social da instituição, o material técnico-sigiloso poderá 
ser incinerado pelo profissional responsável por este serviço, até aquela data, que também 
procederá a imediata comunicação, por escrito, ao CRESS. 
Art. 7º – O ato de lacração do material técnico será anotado em “Termo” próprio, constante de 
três vias,que deverão ser assinadas pelo assistente social, agente fiscal ou representante do 
CRESS, obrigatoriamente, e testemunhas, se houver. 
Parágrafo Único – A primeira via ficará em poder do representante ou agente fiscal, para ser 
anexada ao prontuário do CRESS, ou em arquivo próprio. A segunda via será colocada no pacote 
lacrado. A terceira via será entregue à instituição. 
Art. 8º – O material técnico deverá ser embrulhado com papel resistente e lacrado com fita crepe ou 
fita gomada, sobre a qual deverão assinar todos os presentes mencionados nos Artigos 5o e 7o da 
presente Resolução, de forma a garantir a sua inviolabilidade. 
Art. 9º – O ato de deslacração do material técnico, pelo CRESS, será efetuado conforme os mesmos 
procedimentos estabelecidos no artigo 7º e parágrafo único da presente Resolução, em três vias, sendo 
que a primeira ficará em poder do agente fiscal ou representante para ser anexada ao prontuário do 
CRESS ou em arquivo próprio, a segunda será dirigida à instituição e a terceira ao assistente social 
responsável. 
37 
 
RESOLUÇÃO N° 557/2009 - DISPÕE SOBRE A EMISSÃO DE PARECERES, LAUDOS, 
OPINIÕES TÉCNICAS CONJUNTOS ENTRE O ASSISTENTE SOCIAL E OUTROS PROFISSIONAIS. 
A Resolução n° 557/2009 aborda um assunto muito importante e bastante cobrado em provas 
de concursos públicos que é a manifestação profissional do assistente social, através de sua opinião 
técnica em documentos como laudos, pareceres, dentre outros, bem como a emissão de tal opinião 
técnica quando realizada através da intervenção conjunta com outra categoria profissional ou 
equipe multiprofissional. 
Vejamos o que diz a referida Resolução: 
Art. 1°. A elaboração, emissão e/ ou subscrição de opinião técnica sobre matéria de SERVIÇO 
SOCIAL por meio de pareceres, laudos, perícias e manifestações é atribuição privativa do assistente 
social, devidamente inscrito no Conselho Regional de Serviço Social de sua área de atuação, nos 
termos do parágrafo único do artigo 1º da Lei 8662/93 e pressupõem a devida e necessária competência 
técnica, teórico-metodológica, autonomia e compromisso ético. 
Art 2°. O assistente social, ao emitir laudos, pareceres, perícias e qualquer manifestação técnica 
sobre matéria de Serviço Social, deve atuar com ampla autonomia respeitadas as normas legais, 
técnicas e éticas de sua profissão, não sendo obrigado a prestar serviços incompatíveis com suas 
competências e atribuições previstas pela Lei 8662/93. 
Art. 3º O assistente social deve, sempre que possível, integrar equipes multiprofissionais, bem como 
incentivar e estimular o trabalho interdisciplinar. 
Parágrafo único – Ao atuar em equipes multiprofissionais, o assistente social deverá respeitar as 
normas e limites legais, técnicos e normativos das outras profissões, em conformidade com o que 
estabelece o Código de Ética do Assistente Social, regulamentado pela Resolução CFESS nº 273, de 
13 de março de 1993. 
 
Art. 4°. Ao atuar em equipes multiprofissionais, o assistente social deverá 
garantir a especificidade de sua área de atuação. 
Parágrafo primeiro; Art. 4° - O entendimento ou opinião técnica do assistente social sobre o objeto da 
intervenção conjunta com outra categoria profissional e/ ou equipe multiprofissional, deve destacar a 
sua área de conhecimento separadamente, delimitar o âmbito de sua atuação, seu objeto, 
instrumentos utilizados, análise social e outros componentes que devem estar contemplados na 
opinião técnica. 
38 
 
Parágrafo segundo - O assistente social deverá emitir sua opinião técnica somente sobre o que é 
de sua área de atuação e de sua atribuição legal, para qual está habilitado e autorizado a exercer, 
assinando e identificando seu número de inscrição no Conselho Regional de Serviço Social. 
Parágrafo terceiro - No atendimento multiprofissional a avaliação e discussão da situação poderá 
ser multiprofissional, respeitando a conclusão manifestada por escrito pelo assistente social, que 
tem seu âmbito de intervenção nas suas atribuições privativas. 
Art. 5º. O não cumprimento dos termos da presente Resolução implicará, conforme o caso, na apuração 
das responsabilidades éticas do assistente social por violação do Código de Ética do Assistente Social. 
Art. 6°. O CFESS e os CRESS deverão se incumbir de dar plena e total publicidade a presente norma, 
por todos os meios disponíveis, de forma que ela seja conhecida pelos assistentes sociais, bem como 
pelas instituições, órgãos ou entidades que mantêm em seus quadros profissionais de Serviço Social. 
Art. 7º. Os casos omissos serão resolvidos pelo Conselho Pleno do CFESS. 
 
RESOLUÇÃO N° 533/2008 - REGULAMENTA A SUPERVISÃO DIRETA DE ESTÁGIO NO 
SERVIÇO SOCIAL 
 A Resolução n° 533/2008 aborda sobre a questão da supervisão de estágio em serviço social, 
tratando, dentre outros assuntos, das responsabilidades dos coordenadores de estágio (supervisores de 
campo e de acadêmico), bem como das responsabilidades dos CRESS e demais instituições envolvidas, 
trazendo detalhes acerca da referida supervisão. 
 Vejamos o que diz a Resolução: 
Art. 1º. As Unidades de Ensino, por meio dos coordenadores de curso, coordenadores de estágio 
e/ou outro profissional de serviço social responsável nas respectivas instituições pela abertura de 
campo de estágio, obrigatório e não obrigatório, em conformidade com a exigência determinada 
pelo artigo 14 da Lei 8662/1993, terão prazo de 30 (trinta) dias, a partir do início de cada semestre 
letivo, para encaminhar aos Conselhos Regionais de Serviço Social de sua jurisdição, comunicação 
formal e escrita, indicando: 
 
I- Campos credenciados, bem como seus respectivos endereços e contatos; 
II- Nome e número de registro no CRESS dos profissionais responsáveis pela 
supervisão acadêmica e de campo; 
39 
 
III- Nome do estagiário e semestre em que está matriculado. 
Parágrafo 1º. Para efeito desta Resolução, considera-se estágio curricular obrigatório o estabelecido 
nas diretrizes curriculares da ABEPSS e no Parecer CNE/CES 15/2002, que deverá constar no projeto 
pedagógico e na política de estágio da instituição de ensino superior, de forma a garantir maior 
qualidade à formação profissional. 
Parágrafo 2º. O estágio não obrigatório, definido na lei 11.788, de 25 de setembro de 2008, deverá 
ocorrer nas condições definidas na referida lei e na presente Resolução. 
Parágrafo 3º. A abertura de campos/vagas ao longo do semestre/ano letivo deverá ser comunicada ao 
CRESS até 15 (quinze) dias após sua abertura. 
Parágrafo 4º. O não cumprimento do prazo e das exigências previstas no presente artigo ensejará 
aplicação da penalidade de multa à Unidade de Ensino, no valor de 1 a 5 vezes a anuidade de pessoa 
física vigente, nos termos do parágrafo primeiro do artigo 16 da Lei 8662/1993, desde que garantido 
o direito de defesa e do contraditório. 
Parágrafo 5º. Cabe ao profissional citado no caput e ao supervisor de campo averiguar se o campo de 
estágio está dentro da área do Serviço Social, se garante as condições necessárias para que o posterior 
exercício profissional seja desempenhado com qualidade e competência técnica e ética e se as 
atividades desenvolvidas no campo de estágio correspondem às atribuições e competências específicas 
previstas nos artigos 4 º e 5 º da Lei 8662/1993. 
Parágrafo 6º. Compete aos Conselhos Regionais de Serviço Social a fiscalização do exercício 
profissional do assistente social supervisor nos referidos campos de estágio. 
Art. 2º. A supervisão direta de estágio em Serviço Social é atividade privativa do assistente social, 
em pleno gozo dos seus direitos profissionais, devidamente inscrito no CRESS de sua área de ação, 
sendo denominado supervisor de campo o assistente social da instituição campo de estágio e supervisor 
acadêmico o assistente social professor da instituição de ensino. 
Parágrafo único. Para sua realização, a instituição campo de estágio deve assegurar os seguintesrequisitos básicos: 
• Espaço físico adequado; 
• Sigilo profissional; 
• Equipamentos necessários; 
• Disponibilidade do supervisor de campo para acompanhamento presencial da 
atividade de aprendizagem; 
• Dentre outros requisitos, nos termos da Resolução CFESS nº 493/2006, que 
dispõe sobre as “condições éticas e técnicas do exercício profissional do 
assistente social”. 
Art. 3º. O desempenho de atividade profissional de supervisão direta de estágio, suas condições, bem 
como a capacidade de estudantes a serem supervisionados, nos termos dos parâmetros técnicos e éticos 
do Serviço Social, é prerrogativa do profissional assistente social, na hipótese de não haver qualquer 
convenção ou acordo escrito que estabeleça tal obrigação em sua relação de trabalho. 
40 
 
Parágrafo único. A definição do número de estagiários a serem supervisionados deve levar em conta 
a carga horária do supervisor de campo, as peculiaridades do campo de estágio e a complexidade 
das atividades profissionais, sendo que o limite máximo não deverá exceder 1 (um) estagiário 
para cada 10 (dez) horas semanais de trabalho. 
Art. 4º. A supervisão direta de estágio em Serviço Social estabelece-se na relação entre unidade 
acadêmica e instituição pública ou privada que recebe o estudante, sendo que caberá: 
I) ao supervisor de campo apresentar projeto de trabalho à unidade de ensino incluindo sua proposta 
de supervisão, no momento de abertura do campo de estágio; 
II) aos supervisores acadêmico e de campo e pelo estagiário construir plano de estágio onde constem 
os papéis, funções, atribuições e dinâmica processual da supervisão, no início de cada semestre/ano 
letivo. 
Parágrafo 1º. A conjugação entre a atividade de aprendizado desenvolvida pelo aluno no campo de 
estágio, sob o acompanhamento direto do supervisor de campo e a orientação e avaliação a serem 
efetivadas pelo supervisor vinculado a instituição de ensino, resulta na supervisão direta. 
Parágrafo 2º. Compete ao supervisor de campo manter cópia do plano de estágio, devidamente 
subscrito pelos supervisores e estagiários, no local de realização do mesmo. 
Art. 5º. A supervisão direta de estágio de Serviço Social deve ser realizada por assistente social 
funcionário do quadro de pessoal da instituição em que se ocorre o estágio, em conformidade com 
o disposto no inciso III do artigo 9º da lei 11.788, de 25 de setembro de 2008, na mesma instituição e 
no mesmo local onde o estagiário executa suas atividades de aprendizado, assegurando seu 
acompanhamento sistemático, contínuo e permanente, de forma a orientá-lo adequadamente. 
Parágrafo 1º. Sem as condições previstas no caput a supervisão direta poderá ser considerada 
irregular, sujeitando os envolvidos à apuração de sua responsabilidade ética, através dos 
procedimentos processuais previstos pelo Código Processual de Ética, garantindo-se o direito de defesa 
e do contraditório. 
Parágrafo 2º. A atividade do estagiário sem o cumprimento do requisito previsto no caput poderá se 
caracterizar em exercício ilegal de profissão regulamentada, conforme previsto no artigo 47, da Lei de 
Contravenções Penais, que será apurada pela autoridade policial competente, mediante representação 
a esta ou ao Ministério Público. 
Art. 6º. Ao supervisor de campo cabe a inserção, acompanhamento, orientação e avaliação do 
estudante no campo de estágio em conformidade com o plano de estágio. 
Art. 7º. Ao supervisor acadêmico cumpre o papel de orientar o estagiário e avaliar seu 
aprendizado, visando a qualificação do aluno durante o processo de formação e aprendizagem 
das dimensões técnico-operativas, teórico-metodológicas e ético-política da profissão. 
Art. 8º. A responsabilidade ética e técnica da supervisão direta é tanto do supervisor de campo, 
quanto do supervisor acadêmico, cabendo a ambos o dever de: 
I. Avaliar conjuntamente a pertinência de abertura e encerramento do campo de estágio; 
41 
 
II. Acordar conjuntamente o início do estágio, a inserção do estudante no campo de estágio, bem como 
o número de estagiários por supervisor de campo, limitado ao número máximo estabelecido no 
parágrafo único do artigo 3º; 
III. Planejar conjuntamente as atividades inerentes ao estágio, estabelecer o cronograma de supervisão 
sistemática e presencial, que deverá constar no plano de estágio; 
IV. Verificar se o estudante estagiário está devidamente matriculado no semestre correspondente ao 
estágio curricular obrigatório; 
V. Realizar reuniões de orientação, bem como discutir e formular estratégias para resolver problemas 
e questões atinentes ao estágio; 
VI. Atestar/reconhecer as horas de estágio realizadas pelo estagiário, bem como emitir avaliação e 
nota. 
Art. 9º. Os casos omissos e aqueles concernentes a interpretação geral e abstrata sobre esta norma serão 
resolvidos e dirimidos pelo Conselho Pleno do CFESS. 
Art. 10. Os CRESS/Seccionais e CFESS deverão se incumbir de dar plena e ampla publicidade a 
presente norma, por todos os meios disponíveis, de forma que ela seja conhecida pelas instituições de 
ensino, instituições empregadoras, assistentes sociais, docentes, estudantes e sociedade. 
RESOLUÇÃO N° 992/2022 - ESTABELECE NORMAS VEDANDO ATOS E CONDUTAS 
DISCRIMINATÓRIAS E/OU PRECONCEITUOSAS CONTRA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA NO 
EXERCÍCIO PROFISSIONAL DO/A ASSISTENTE SOCIAL, REGULAMENTANDO OS PRINCÍPIOS II, 
VI E XI INSCRITOS NO CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL. 
 A Resolução n° 992/2022 aborda acerca da vedação de condutas e atos discriminatórias 
e/ou preconceituosas contra pessoas com deficiência, abordando conceitos como deficiência, pessoa 
com deficiência e discriminação em razão de deficiência. Traz também vedações e deveres do 
profissional assistente social em relação à prática dessa natureza, dentre outras informações. 
 Vejamos o que diz a Resolução: 
Art. 1º. O/A assistente social no exercício de sua atividade profissional deverá abster-se de praticar 
ou ser conivente com condutas discriminatórias e/ou preconceituosas em relação a pessoas com 
deficiência, na relação com os/as usuários/as, com outros/as assistentes sociais e com outros/as 
profissionais e trabalhadores/as. 
Art. 2º Para efeitos desta Resolução considera-se: 
42 
 
 
I. Deficiência: resultante da interação entre pessoas com deficiência e as barreiras devidas às atitudes 
e ao ambiente que impedem a plena e efetiva participação dessas pessoas na sociedade em igualdade 
de oportunidades com as demais pessoas; 
II. Pessoas com deficiência: aquelas que têm impedimentos de longo prazo que em interação com 
diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdades de 
condições com as demais pessoas. Abrange aquelas pessoas com deficiência física, intelectual, 
psicossocial, sensorial, múltipla, e outras avaliadas de forma biopsicossocial; 
III. Discriminação em razão de deficiência: qualquer diferenciação, exclusão ou restrição baseada 
em deficiência, com o propósito ou efeito de impedir ou impossibilitar o reconhecimento, o desfrute 
ou o exercício, em igualdade de oportunidades com as demais pessoas, de todos os direitos humanos 
e liberdades fundamentais nos âmbitos político, econômico, social, cultural, civil ou qualquer outros. 
Abrange todas as formas de discriminação, inclusive recusa de adaptação razoável. 
Art. 3º O/A assistente social deverá contribuir, inclusive, no âmbito de seu espaço de trabalho, para a 
reflexão ética sobre o sentido da necessidade do respeito e promoção de oportunidades 
equitativas às pessoas com deficiência; prevenção e combate ao preconceito e discriminação. 
Art. 4º É vedado ao/à assistente social a utilização de instrumentos e técnicas para criar, manter 
ou reforçar preconceitos, estigmas ou estereótipos de discriminação e/ou opressão às pessoas com 
deficiência física, mental, intelectual, sensorial. 
Art. 5º É dever do/a assistente social denunciar ao Conselho Regionalde Serviço Social/Cress, de 
sua área de ação, o/a colega que - no exercício profissional - seja conivente ou que pratique ato 
ou conduta discriminatória e/ou preconceituosa, contra pessoa com deficiência, nos termos do 
artigo 21, do Código de Ética do/a Assistente Social. 
Art. 6º Os Conselhos Federal e Regionais de Serviço Social, ao tomarem conhecimento de fatos ou de 
denúncias contra pessoas jurídicas ou contra indivíduos que não sejam assistentes sociais, relativas a 
atos e práticas de discriminação e/ou preconceito contra pessoas com deficiência, poderão, a seu 
critério, encaminhar às autoridades competentes para apuração e/ou oferecer representação, quando 
cabível, ao Ministério Público. 
Art. 7º Os Conselhos Regionais de Serviço Social deverão aplicar as penalidades previstas pelos 
artigos 23 e 24 do Código de Ética Profissional, regulamentado pela Resolução Cfess nº 273 de 13 de 
março de 1993, publicada no Diário Oficial da União nº 60, de 30 de março de 1993, Seção 1, ao/a 
assistente social que descumprir as normas previstas na presente Resolução, após o devido processo e 
apuração pelos meios competentes, garantindo-se o direito à defesa e ao contraditório. 
Art. 8º A presente Resolução entra em vigor na data de sua publicação no Diário Oficial da União, 
complementando as disposições do Código de Ética Profissional do/a Assistente Social, 
43 
 
regulamentado pela Resolução Cfess nº. 273 de 13 de março de 1993, devendo ser amplamente 
divulgada pelo Conselho Federal, Conselhos Regionais de Serviço Social e Seccionais. 
 RESOLUÇÃO N° 569/2010 - DISPÕE SOBRE A VEDAÇÃO DA REALIZAÇÃO DE TERAPIAS 
ASSOCIADAS AO TÍTULO E/OU AO EXERCÍCIO PROFISSIONAL DO ASSISTENTE SOCIAL. 
 A Resolução n° 569/2010 traz informações sobre a vedação de realização de práticas 
terapêuticas no exercício profissional do assistente social. 
 Vejamos: 
Art. 1º. A realização de terapias não constitui atribuição e competência do assistente social. 
Art. 2º. Para fins dessa Resolução consideram-se como terapias individuais, grupais e/ou 
comunitárias: 
a. Intervenção profissional que visa a tratar problemas somáticos, psíquicos ou psicossomáticos, suas 
causas e seus sintomas; 
b. Atividades profissionais e/ou clínicas com fins medicinais, curativos, psicológicos e/ou 
psicanalíticos que atuem sobre a psique. 
 
 
Art. 3º. Fica vedado ao Assistente Social vincular ou associar ao título de 
assistente social e/ou ao exercício profissional as atividades definidas no artigo 
2º desta Resolução. 
Parágrafo primeiro – O Assistente Social, em seu trabalho profissional com indivíduos, grupos e/ou 
famílias, inclusive em equipe multidisciplinar ou interdisciplinar, deverá ater-se às suas habilidades, 
competências e atribuições privativas previstas na Lei 8662/93, que regulamenta a profissão de 
assistente social. 
Parágrafo segundo – A presente Resolução assegura a atuação profissional com indivíduos, grupos, 
famílias e/ou comunidade, fundamentada nas competências e atribuições estabelecidas na Lei 8662/93, 
nos princípios do Código de Ética do Assistente Social e nos fundamentos históricos, teóricos e 
metodológicos do Serviço Social previstos na Resolução CNE/CES/MEC nº 15, de 13 de março de 
2002, garantindo o pluralismo no exercício profissional. 
Art. 4º. O não cumprimento dos termos da presente Resolução implicará, conforme o caso, na apuração 
das responsabilidades disciplinares e/ou éticas, nos termos do Código de Ética do Assistente Social, 
44 
 
regulamentado pela Resolução CFESS nº 273/93, de 13 de março de 1993. Parágrafo único – A 
apuração da responsabilidade disciplinar e/ou ética, de que trata o “caput” do presente artigo, dar-se-á 
por meio dos procedimentos previstos pelo Código Processual de Ética, regulamentado pela Resolução 
CFESS nº 428/2002. 
Art. 5º. O Conselho Federal de Serviço Social e os Conselhos Regionais de Serviço Social deverão se 
incumbir de dar plena e total publicidade a presente norma, por todos os meios disponíveis, de forma 
que ela seja conhecida pelos assistentes sociais bem como pelas instituições, órgãos ou entidades no 
âmbito do Serviço Social; 
Art. 6º. Os profissionais que se encontrem na situação mencionada nesta Resolução, terão o prazo de 
180 (cento e oitenta) dias, a contar da data de sua publicação, para processarem as modificações e 
adequações que se fizerem necessárias ao seu integral cumprimento, sob pena de aplicação das 
medidas cabíveis. Parágrafo único – A publicação da presente Resolução surtirá os efeitos legais da 
NOTIFICAÇÃO, previstos pela alínea “b” do artigo 22 do Código de Ética do Assistente Social. 
Art. 7º. Os casos omissos serão resolvidos pelo Conselho Pleno do Conselho Federal de Serviço Social. 
Art. 8º. Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação, revogando integralmente as 
disposições em contrário. 
 
 
(FGV - Ministério Público - SP - Analista de Promotoria - Assistente Social - 2023) 
Quando há profissionais de Serviço Social e de Psicologia na mesma equipe em espaços sócio-
ocupacionais, é relativamente comum, particularmente nas áreas judiciária e penitenciária, a 
requisição de avaliação psicossocial. 
A Resolução CFESS nº 557/2009 estabeleceu que o assistente social, ao atuar em equipe 
multiprofissional, “deverá garantir a especificidade de sua área de atuação” (art. 4º), destacando 
a área de conhecimento separadamente e limitando sua opinião técnica “somente sobre o que é 
de sua área de atuação e de sua atribuição legal”. Entretanto, identifica-se que o registro 
conjunto sem essa separação da opinião técnica ainda continua acontecendo. 
Com base no excerto acima, avalie se as afirmativas a seguir estão corretas: 
I. No Serviço Social, a denominação “psicossocial” como identificadora de avaliações e/ou de 
documentos com seu registro foi utilizada no meio profissional especialmente a partir dos anos 
1950, sob a influência do Serviço Social norte-americano. 
45 
 
II. Como hipótese, parece ser mais provável que se trate, de um uso simplista da denominação, 
em razão de o trabalho e/ou registro ser realizado em conjunto por profissionais das duas áreas, 
e não de escolha de uma perspectiva transdisciplinar. 
III. A prática transdisciplinar está prevista na Regulamentação da Profissão, que recomenda 
que as atribuições relativas a vistorias, perícias técnicas, laudos periciais, informações e 
pareceres sobre a matéria de Serviço Social possam também ser realizadas pela Psicologia. 
IV. O registro conjunto poderia ser denominado como Relatório Multiprofissional, por exemplo, 
com a opinião técnica de todos, com a do assistente social destacada separadamente – conforme 
já disposto na Resolução CFESS nº 557/2009. 
Estão corretas as afirmativas: 
A) I e II, apenas. 
B) III e IV, apenas. 
C) I, III e IV, apenas. 
D) I, II e IV, apenas. 
E) I, II, III e IV. 
 
Comentários 
Vamos comentar cada assertiva da questão: 
I. No Serviço Social, a denominação “psicossocial” como identificadora de avaliações e/ou de 
documentos com seu registro foi utilizada no meio profissional especialmente a partir dos anos 
1950, sob a influência do Serviço Social norte-americano. 
De fato, o termo "psicossocial" advém da influência conservadora do serviço social norte-americano, 
de ajustamento do indivíduo ao seu meio social e de enquadramento da população "cliente" a um 
diagnóstico - tratamento de sua situação. 
Logo, a assertiva I está correta. 
II. Como hipótese, parece ser mais provável que se trate, de um uso simplista da denominação, 
em razão de o trabalho e/ou registro ser realizado em conjunto por profissionais das duas áreas, 
e não de escolha de uma perspectiva transdisciplinar. 
A denominação "psicossocial" foi criada, em um contexto conservador, para denominar o trabalho do 
assistente social em conjunto com o profissional da psicologia. 
A assertiva II está correta. 
III. A prática transdisciplinar

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