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Antiinflamatórios não esteroidais e esteroidais Estímulo lesivo RESOLUÇÃO CRONIFICAÇÃO Mediadores químicos (PAF, PGs, LTs) Histamina, Cininas, C5a Neuropeptídeos, NO etc. RESPOSTA INFLAMATÓRIA AGUDA Infiltração celular Vasodilatação Permeabilidade Vascular Inflamação Resumo - Autacóides • Funções fisiológicas - Modular a circulação local - Influenciar o processo da inflamação - Função terapêutica (alguns) • Principais classes - Aminoácidos descarboxilados (histamina, 5-HT) - Polipeptídeos (bradicinina) - Derivados de lipídeos (PAF e eicosanóides) Fosfolipídios (Memb Cel) Fosfolipase A2 Resumo Ácido araquidônico (AA) 12-HETE (quimiotático) 12-LO 15-LO Lipoxinas COX I e II Endoperóxido cíclico PGG2, PGH2 PGI2 - Vasodilator -hiperalgésico - anti-agregante PGF2a -broncoconstritor -constracão miométrio PGD2 -Inibe plaquetas -vasodilator PGE2 -hiperalgesia -vasodilator TXA2 - trombótico - vasoconstritor 5-LO 5-HPETE LTA4 LTC4 LTD4 LTE3 perm microvascular broncoconstricção LTB4 Quimio- tático PAF - vasodilator - microv perm - brococonstritor -quimiotaxia Síntese de prostaglandinas a partir do ácido araquidônico Síntese das tromboxanas TXA2 e TXB2 a partir da prostaglandina PGH2 : Isoformas de Cicloxigenase: A enzima cicloxigenase (COX) ou prostaglandina sintase (PGS) existe em duas isoformas COX-1 ou PGS-1: Forma essencial constitutiva •Encontrada na maioria das células e tecidos, especialmente em mucosa gástrica, plaquetas, endotélio vascular e rins. •Importante para a produção de PGs para a manutenção de funções fisiológicas COX-2 ou PGS-2: Forma induzida • Gerada em resposta à inflamação e presença de interleucinas - IL1, IL2 e TNFa •Presente nos macrófagos, monócitos, músculo liso, endotélio, epitélio e neurônios; • geram PGs que medeiam inflamação, dor e febre Síntese de Prostaglandinas e Tromboxanas Síntese a partir de um derivado do ácido araquidônico A maior parte dos leucotrienos é produzida pela via 5-lipoxigenase (presente nos basófilos, leucócitos polimorfonucleares, macrófagos e mastócitos). Leucotrienos •Estimulação da contração da musculatura lisa; • Indução da resposta alérgica; • Indução da resposta inflamatória. Formação de Leucotrienos • 15-lipoxigenase: reticulócitos, eosinófilos, linfócitos-T e células do epitélio traqueal • 12-lipoxigenase: plaqueta, pâncreas, musculatura lisa vascular, células glomerulares) • 5-lipoxigenase: basófilos, leucócitos polimorfonucleares, macrófagos, e qualquer órgão que responde à inflamação. Distribuição das Isoformas da Lipoxigenase Síntese de Leucotrienos, HETEs e Lipoxinas Principais Funções dos Eicosanóides Prostaglandinas • Controle da pressão arterial; • Estimulação da contração da musculatura lisa (PGF); • relaxamento vascular (PGE2, PGI) • Indução da resposta inflamatória; • Inibição da agregação plaquetária (PGI); •Produção de febre (PGE2) •Hiperalgesia por potencialização dos mediadores da dor •sensibilização das terminações nociceptivas periféricas •Indução de contração uterina (PGE, PGF2a) •Proteção de mucos gástrica (PGE1, PGI) •Manutenção do fluxo renal e regulação do metabolismo de Na+ e K+ (PGE1, PGI2) Lipoxinas • Causam quimiotaxia e estimulam a produção de ânion superóxido (O2 -˙) pelos leucócitos. Epóxidos • A função biológica destes compostos não está bem esclarecida; • podem alterar o tônus da musculatura vascular lisa; Leucotrienos • Estimulação da contração da musculatura lisa; • Indução da resposta alérgica; • Indução da resposta inflamatória. Tromboxanas • Estimulação da contração da musculatura lisa; • Indução da agregação plaquetária (TXA2); Temperatura corporal Receptores cutâneos para frio e calor Efetuadores Centros Termorreguladores hipotalâmicos (mediação e modulação: PGs, catecolaminas, cininas, acetilcolina) Fluxo sangüíneo Glândulas sudoríparas Ventilação pulmonar Pirogênios endógenos Leucócitos e outras células Pirogênios exógenos Microorganismos Hipotálamo anterior: calor, sudorese hipotálamo posterior: frio, tremor, arrepios Dor e inflamação – sistema de termoregulação PGE1= febre Prostaglandinas Tromboxanas Aspirina Acetaminofen Ibuprofeno Meclafenamato Indometacina Fenilbutazona Ácido Araquidônico Leucotrienos Fosfatidilcolina PLA2 Corticosteróides (hidrocortisona, prednisona, betametasona) Inibição da Síntese de Eicosanóides - - Inibição da Síntese de Eicosanóides Glicocorticóides (como a dexametasona) Síntese de lipocortinas ou macrocortinas PLA2 Leucotrienos Resposta inflamatória + - TXA2 Ácidos Graxos w-3 Ácido Araquidônico TXA3 •Menos trombogênica •Menor risco de formação de placa aterosclerótica Inibição da Síntese de Eicosanóides - APLICAÇÕES TERAPÊUTICAS DAS PROSTAGLANDINAS • estimulação uterina: aborto entre 12a e 20a semana (ilegal no Brasil) • trato gastrintestinal: anti-ulceroso • agregação plaquetária: substituto da heparina • impotência masculina: corpos cavernosos • inibidores dos leucotrienos: asma CLASSIFICAÇÃO QUÍMICA 1. Inibidores não-seletivos da COX e Inibidores seletivos da COX ou antiinflamatórios não esteroidais (AINES) 2. Antiinflamatórios hormonais, esteroidais ou glicocorticóide (AIES) ANTIINFLAMATÓRIOS Anti Inflamatórios Não Esteróides (AINEs) AAA Analgésicos Antipiréticos e Antiinflamatórios Alívio da dor Retardar ou interromper o processo responsável pela lesão tecidual Mecanismo de ação Inibição periférica e central da atividade da enzima ciclooxigenase e subsequente diminuição da biossíntese e liberação dos mediadores da inflamação, dor e febre (prostaglandinas). Mecanismo da ação antiinflamatória • Bloqueio da formação de PGs por inibição da COX • inibição da liberação de histamina •diminuição da migração PMN e monócitos Mecanismo da ação analgésica • Bloqueio da formação de PGs por inibição da COX Mecanismo da ação antitérmica • Bloqueio da formação de PGs por inibição da COX •PGE como modulador na regulação da temperatura e ação antipirética relacionada com interferência na liberação de PGs 1. Derivados do ácido salicílico: Aspirina 2. Derivados da pirazolona: Dipirona, fenilbutazona 3. Derivados de ácidos acético: Indometacina, Sulindaco 4. Derivados de ácido heteroarilacético: Diclofenaco 5. Derivados do ácido fenilantranílico: Fenamatos 6. Derivados do ácido propiônico: Ibuprofeno, Naproxen 7. Derivados do ácido enólico: Piroxicam, meloxicam Classificação química dos antiinflamatórios (Não-seletivos COX) Reclassificação dos AINES Inibidores seletivos Inibidores não inibidores Inibidores seletivos seletivos altamente seletivos da COX-1 da COX-1 da COX-2 da COX-2 aspirina aspirina (↑doses) meloxicam celecoxib indometacina etodolaco refecoxib piroxicam nimesulida diclofenaco salicilato ibuprofeno nabumetona 1. SALICILATOS ÁCIDO ACETILSALICÍLICO (ASPIRINA®) -AGENTE ANTIIFLAMATÓRIO, ANALGÉSICO E ANTIPIRÉTICO MAIS PRESCRITO - Mecanismo de ação: Bloqueio irreversível da COX I (acetilação), sendo relativamente seletivo para essa enzima. Ácido acetil salicílico; Diflunisal, salicilatos não- acetilados (salicilato de sódio, trisalicilato de colina e magnésico) Inibição da Síntese de Eicosanóides A aspirina age como um inibidor irreversível das ciclooxigenases (COX-1 e COX2) Administração: VO Absorção: estômago (35%)e intestino delgado (20%), níveis plasmáticos em 30 min; pico em 2 horas •fatores que influenciam a absorção: velocidade de desintegração e dissolução, alimentos, pH, tempo de esvaziamento gástrico •constante de dissociação ( pKa= 3,5), pH 2,5 - 91% não ionizada, pH 4,5 - 91 % ionizada Distribuição: livres e ligados a proteína plasmática (albumina). BHE, B placentária, líquido sinovial, peritoneal. Metabolização: Hepática Excreção: Renal (> pH > excreção), saliva, fezes, leite, suor 1. SALICILATOS - Farmacocinética Concentrações de salicilato total no plasma seguidas de administração de várias preparações de aspirina. A dose total foi equivalente a 640 mg de aspirina em todos os casos. AÇÃO ANTIPIRÉTICA Inibe a síntese de PGE1 induzida por citocinas (IL-1 e TNF) formadas no hipotálamo frente à pirógenos X Aspirina/AINEs AÇÃO ANALGÉSICA SNP X AINES SNC X AINES PGs QUE SENSIBILIZAM NOCICEPTORES AOS MEDIADORES INFLAMATÓRIOS (BK) SALICILATOS - INDICAÇÕES CLÍNICAS •Antiinflamatório •analgesia - dores leves a moderadas, cefaléia, dismenorréia, mialgias, artralgias, neuralgias, desconforto pós-operatório, pós-parto, cirurgias odontológicas, procedimentos ortopédicos •antiagregante plaquetário •queratolítico •antitérmico (atenção síndrome de REYE) Combinação de distúrbio hepático e encefalopatia. De causa desconhecida, mas epidemiologicamente está ligada a viroses e fármacos, especialmente salicilatos Exclusivamente em crianças abaixo de 15 anos Características clínicas: •Vômitos e sinais de lesão progressiva do SNC (estupor, convulsões, coma) •sinais de lesão hepática (sem icterícia), hepatomegalia, microvacuolização lipídica de hepatócitos, alterações lipídicas de células tubulares renais, edema cerebral + degeneração neuronal, alterações mitocondriais em fígado, cérebro e músculos hipoglicemia •Pode haver morte (50%) •Tratamento •infusões de glicose e plasma fresco •manitol i.v. (para reduzir o edema cerebral) Síndrome de Reye TOXICIDADE •TGI, mais freqüentes com tratamento prolongado e elevadas doses •intolerância gástrica (dor, desconforto epigástrico, náuseas, vômitos, anorexia) •ulceração da mucosa com sangramento •exacerbação na presença de etanol •Nefrotoxicidade – diminuição da função renal •Hepatotoxicidade – aumento de transaminases •Desequilíbrio ácido-base: alcalose respiratória (↑ consumo de O2), acidose metabólica CONTRA-INDICAÇÕES * Pelos efeitos anticoagulantes •terapia anticoagulante, alterações na coagulação (hemofilia, deficiência vit K) •cirurgias * Pelos efeitos sobre aparelho GI •úlcera péptica, gastrite ou sangramento gastrintestinal * Gravidez •gestação prolongada, trabalho de parto prolongado •risco sangramento materno * febre crianças - etiologia infecções varicela e outros vírus tipo influenza síndrome de Reye (lesão hepática severa e encefalopatia 16/03/2016 Regulação da secreção ácida gástrica e ações de drogas anti-ácidas Inibidor irreversível da enzima H+K+ATPase: omeprazol Antagonistas de receptor H2: Ranitidina, cimetidina Antagonistas de gastrina: prolumida Antagonistas de receptor muscarínico: pirenzepina as prostaglandina E2 e I2 inibem a secreção gástrica 2. DERIVADOS DA PIRAZOLONA FENILBUTAZONA (BUTAZOLIDINA® ) DIPIRONA Efeito antiinflamatório potente Pouco efeito ANTIPIRÉTICO E ANALGÉSICO Uso prolongado causa agranulocitose (muito tóxico) INDICAÇÃO: artrite reumatóide, gota e febre reumática EFEITOS ADVERSOS: distúrbios no TGI, reações cutâneas > Efeito uricosúrico que os salicilatos INDOMETACINA, SULINDACO, DICLOFENACO 3. ÁCIDOS INDOLACÉTICOS/HETEROARILACÉTICOS Efeito ANTIINFLAMATÓRIO e ANTIPIRÉTICO (indicação: osteoartrite) EFEITOS COLATERAIS:- TGI - SNC (cefaléia, depressão) - ANEMIA APLÁSICA Inibidor competitivo da COX EFEITO ANALGÉSICO - NÃO INDICADO Relativamente seletivo para COX-1 4. DERIVADOS DO PARA-AMINOFENOL PARACETAMOL- TYLENOL® Ação ANTIPIRÉTICA e ANALGÉSICA Inibidor reversível da COX (menos seletivo para COX-1) Pouca ação ANTIIFLAMATÓRIA Alternativa para AAS (desprovido de efeito nas plaquetas) Doses Tóxicas causa HEPATOTOXICIDADE 5. DROGAS DO TIPO FENAMATO ÁC. MEFENÂMICO (PONSTAN®) Ação ANTIINFLAMATÓRIA, ANALGÉSICAS E ANTIPIRÉTICA USO TERAPÊUTICO: - Dismenorréia e Artrite reumatóide Efeito colateral frequente: irritação TGI PARECE NÃO OFERECER VANTAGEM ALGUMA SOBRE AINEs = AO AAS 6. DERIVADOS DO ÁCIDO PROPIÔNICO IBUPROFENO (ADVIL®) NAPROXENO (NAPROSYN®) < SELETIVO P/COX-1 = p/COX-1 e COX-2 < Efeitos adversos do que o AAS e DICLOFENACO (TGI) Ação ANTIINFLAMATÓRIA, ANALGÉSICA e ANTIPIRÉTICA USO TERAPÊUTICO: - Artrite Reumatóide, osteoartrite, tendinite aguda, Dismenorréia. Interações perigosas: reduz o efeito de diuréticos tiazídicos e b-bloquedores PIROXICAM (FELDENE®) 7. DERIVADOS DE ÁCIDOS ENÓLICOS Inibidor competitivo da COX-1 (RAZOAVELMENTE SELETIVO) Inibe a ativação de neutrófilos Uso terapêutico: artrite reumatóide, gota aguda, dismenorréia. Melhor tolerado do que o AAS e INDOMETACINA Antiinflamatórios (Seletivos COX-2) 1. FURANONAS (“coxibs”): uma discussão!!! Celecoxib (Celebra) Rofecoxib (Vioxx) - proibido comércio (2004) Etoricoxib (Arcoxia) proibido o de 120 mg (2008) Valdecoxib (Bextra) – proibido o comércio (2005) Parecoxib (Bextra IM/IV) – proibido o comércio (2005) – uso somente em hospitais Lumiracoxib (Prexige) – proibido o comércio (2008) NIMESULIDE (Nisulide)® INIBIDORES COX-2 Mais seletivo para COX-2 Ação antiinflamatória, Antipirética e analgésica MELHOR TOLERABILIDADE Uso terapêutico: - DISMENORRÉIA - INFLAMAÇÃO UROLÓGICA POSOLOGIA -100mg / 2x DIA Glicocorticóides ou Antiinflamatórios esteroidais AIES Supra renal Os corticosteróides constituem três grupos ou famílias de hormônios: •Glicocorticóides: cortisol ou hidrocortisona •Mineralocorticóides: aldosterona •Esteróides Sexuais: andrógenos e estrógenos Hormônios do Córtex Adrenal O fator de liberação da corticotropina (CRF) do hipotálamo regula a liberação de corticotropina, que é regulado por fatores neurais e pelos mecanismos de retroalimentação negativa dos glicocorticóides plasmáticos fator de liberação da corticotropina (ACTH) secretado pela hipófise anterior regula a liberação de glicocorticóides pelo córtex da supra renal A liberação de mineralocorticóides (aldosterona) do córtex da supra-renal é controlada pelo sistema de renina-angiotensina Esteroides são hormônios endócrinos Testosterona: testículo Estradiol: ovário e placenta Cortisol: adrenocórtex (glicose) Aldosterona: adrenocortex (sal) Prednisolone e prednisone: drogas antiinflamatórias CBG S R* INTERAÇÃO ESTERÓIDE - RECEPTOR R Hsp90 Hsp90 x R S S R* S R* S R* SS S DNA ERG (Instável) Resposta Proteína mRNA Dímero esteróide- receptor (ativado) Maquinária de transcrição (polimerase do RNA, etc) Citoplasma Núcleo Pré- mRNA Principais Ações dos Glicocorticóides AÇÕES METABÓLICAS •Sobre os carboidratos: a captação e utilização da glicose e da gliconeogênese = hiperglicemia • Sobre as proteínas: catabolismo, do anabolismo • Sobre os lipídios: efeito permissivo sobre os hormônios lipolíticos e redistribuição da gordura(Síndrome de Cushing) AÇÕES REGULADORAS •Sobre o hipotálamo e a hipófise anterior: ação de retroalimentação negativa, resultando em diminuição da liberação dos glicocorticóides endógenos. •Sobre os eventos vasculares: vasodilatação reduzida, diminuição da exsudação de líquidos. Principais Ações dos Glicocorticóides AÇÕES REGULADORAS •Sobre os eventos celulares: • nas áreas de inflamação aguda: do influxo e da atividade dos leucócitos; • nas áreas de inflamação crônica: da atividade nas células mononucleares, proliferação de vasos sangüíneos, fibrose. • Nas áreas linfóides: expansão das cels T e B e ação das cels T secretoras de citocinas. Principais Ações dos Glicocorticóides AÇÕES REGULADORAS •Sobre os mediadores inflamatórios e imunes: • na produção e ação das citocinas, incluindo muitas interleucinas, TNF , GM-CSF; • da produção de eicosanóides. • da produção de IgG • dos componentes do complemento do sangue. •Efeitos globais: • da inflamação crônica e nas reações autoimunes; entretanto, ocorre também deteriorização da cicatrização • deteriorização da cicatrização e nos aspectos protetores da resposta inflamatória. • Taxa de secreção diária do cortisol em adultos normais: 10 2,7 mg/24hs (4,5 - 15,5 mg/24hs) • Taxa de excreção diária do cortisol livre urinário (não metabolizado): 26 7,1 μg/24hs (12 - 40 μg/24hs) METABOLISMO DO CORTISOL 12 16 20 24 4 8 12 0 5 10 15 20 C o rt is o l n o P la sm a ( µ g /1 0 0 m l) Tempo (h) PADRÃO TEMPORAL NORMAL DE SECREÇÃO DO CORTISOL 1. OS CORTICOSTERÓIDES ATUAM ATRAVÉS DE RECEPTORES ESPECÍFICOS: GLICOCORTICÓIDES NOS RECEPTORES GC MINERALOCORCÓIDES NOS RECEPTORES MC 2. AÇÃO GC OU MC DOS CORTICOSTERÓIDES DEPENDE DA MAIOR OU MENOR AFINIDADE POR ESTES RECEPTORES 3. EFEITO TERAPÊUTICO IDEAL DE UM CORTICOSTERÓIDE MÁXIMA ATIVIDADE ANTIINFLAMATÓRIA ATIVIDADE ANTIALÉRGICA E IMUNOSSUPRESSORA MÍNIMA ATIVIDADE RETENTORA DE SÓDIO E FLUÍDOS CORTICOTERAPIA SISTÊMICA OS GLICOCORTICÓIDES SÃO OS ANTIINFLAMATÓRIOS MAIS EFICAZES DISPONÍVEIS, SUPLANTANDO OS AINE QUANTO AO BLOQUEIO DO EDEMA. A TERAPIA COM CORTICOSTERÓIDES É RESERVADA PARA CASOS DE COMPROVADA EFICÁCIA OU EM CASOS DE FALHA TERAPÊUTICA COM AGENTES MAIS INÓCUOS. Corticoterapia Sistêmica Meia-vida Duração do Efeito Fármaco (h) Cortisol (HC) 8 - 12 curta Cortisona 12 curta Prednisona 12 - 36 intermediária Prednisolona 12 - 36 intermediária Metilprednisolona 12 - 36 intermediária Triamcinolona 12 - 36 intermediária Betametasona 24 - 72 prolongada Dexametasona 24 - 72 prolongada •Supressão dos sinais flogísticos: dor, calor, rubor, edema e perda de função •Regulam a transcrição gênica • Bloqueio da via de metabolismo do ácido araquidônico, por inibição da fosfolipase A2 → inibição da liberação de alguns mediadores químicos da inflamação (Lts, PGs) Glicocorticóides, mecanismo de Ação Anti- inflamatória Mecanismo de Ação - Glicocorticóides Lipocortinas •Diminuem o número e a atividade de células envolvidas na inflamação das vias aéreas: macrófagos, eosinófilos e linfócitos T •INIBIÇÃO da liberação/ação de mediadores inflamatórios: Prostaglandinas e leucotrienos Citocinas Aminas vasoativas Radicais livres de oxigênio Inibição da indução de enzimas (iNOS, COX-2) Corticosteróides – Ações farmacológicas GLICOCORTICÓIDES SINTÉTICOS • Certas modificações estruturais alteram a reatividade cruzada do esteróide com o receptor mineralocorticóide, aumentando ou reduzindo sua atividade MC • Outras alterações aumentam ou diminuem a solubilidade em água, favorecendo sua administração parenteral (IV) ou ampliando sua potência tópica, respectivamente Usos terapêuticos dos AIES Terapia de reposição para pacientes com insuficiência renal (p. ex. doença de Addison), juntamente com um mineralocorticóide •Insuficiência adrenal aguda e crônica •Artrite reumatóide e osteoartrite (uso intra-articular) • Asma brônquica • Lupus eritematoso • Doenças de pele •na prevenção da rejeição após transplante de órgãos Terapia de doenças neoplásicas - em combinação com agentes citotóxicos no tratamento de malignidade especifícas (p.ex., Doença de Hodgkin, leucemia linfocítica aguda) - para reduzir o edema cerebral em pacientes com tumores cerebrais primários e metastásicos (dexametasona) - como componente do tratamento antiemético em combinação com a quimioterapia QUANDO UTILIZADOS COM AGENTES ANTIINFLAMATÓRIOS E IMUNOSSUPRESSORES, AS AÇÕES METABÓLICAS TORNAM-SE EFEITOS INDESEJÁVEIS Usos terapêuticos dos AIES CÉLULAS MÚSCULO LISO: AÇÕES DOS GLICOCORTICÓIDES •INIBIÇÃO MECANISMOS PRODUTORES DE CONTRAÇÃO: ↓Ca2+ intracelular •POTENCIAÇÃO MECANISMOS PRODUTORES DE RELAXAMENTO: Aumento número receptores b2- adrenérgicos DepoisAntes REPARAÇÃO EPITELIAL NO TRATAMENTO COM ESTERÓIDES Os esteróides antitinflamatórios reduzem a inflamação revertendo o edema de mucosa, diminuindo a permeabi- lidade de capilares e inibindo a liberação de leucotrienos Vias de Administração - Glicocorticóides Oral Aerossol Intra-muscular Endovenosa Intra-articular Conjuntival Nasal Percutânea •Uso tópico: corticóides são eficazes e não determinam efeitos sistêmicos adversos, quando dados em doses terapêuticas em tempo curto. (Trianolona) Glicocorticóides – Via Inalatória Nomes: Beclometasona, Triamcinolona, Flunisolide Açoes farmacológicas: Diminuem a hiperreatividade brônquica (previnem a fase tardia) Benefícios: redução dos efeitos sistêmicos Efeitos adversos: Osteoporose (relativamente importante), alterações no metabolismo de carboidratos e lipídeos (insignificante), Disfonia, candidíase (riscos pequenos), retardo no crescimento Efeitos Colaterais – Uso sistêmico Supressão do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (HHA). Síndrome de Cushing Corcova de búfalo Hipertensão Enfraquecimento da pele Braços e pernas finas Osteoporose Hiperglicemia Aumento do apetite Mais infecções (imunodeprimido) obesidade ANTIINFLAMATÓRIOS: PERSPECTIVAS PARA O FUTURO • INIBIDORES DA FOSFODIESTERASE ROLIPRAN - patologias com alterações de linfócitos T ou cininas (TNFa), choque séptico, encefalomielite, esclerose múltipla • MECANISMO DE AÇÃO: – Inibição liberação mediadores inflamatórios – supressão migração de leucócitos – inibição expressão células de adesão – indução produção IL-10 (atividade inibitória) – estimulação síntese e liberação esteróides e catecolaminas – indução de apoptose • 1. Asma - é uma doença complexa, multifatorial, que se manifesta de forma diferente nas várias idades 2. Rinite alérgica 3. DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica) - caracterizada pela obstrução ou limitação (crônica) ao fluxo expiratório, de progressão lenta e irreversível – enfisema, bronquite aguda. Causa: tabagismo. Sintomas: tosse, expectoração, dispnéia, cansaço, edema de membros inferiores, cianose Aparelho respiratório - Patologias Fármacos que afetam o sistema respiratório •Inalação, via oral ou parenteral •Atuam por vários mecanismos: relaxamento de musculatura lisa brônquica e modulação da resposta inflamatória. Fármacos usados no tratamento de asma •Agonistas b2-adrenérgicos •Corticosteróides •Cromolina e nedocromila •Ipratrópio •Montelucaste, zafirlucaste, zileutona •Omalizumabe •Teofilina Fármacos usados no tratamento da rinite alérgica•Agonistas a-adrenérgicos •Anti-histamínicos •Corticosteróides •Cromolina Fármacos usados no tratamento de DPOC •Agonistas b-adrenérgicos •Corticosteróides •Ipratrópio Fármacos usados no tratamento de tosse •Dextrometorfano •Opióides •A asma é subestimada nas estatísticas de mortalidade que consideram apenas a causa básica de morte. • No Brasil, o coeficiente de mortalidade aumentou cerca de 50% considerando todas as menções de asma nas declarações de óbito. •Maiores coeficientes ocorreram entre as mulheres e nas idades mais avançadas. •A maioria das mortes ocorre em hospitais. •As doenças dos aparelhos circulatório e respiratório, destacando-se as doenças pulmonares obstrutivas crônicas, se apresentaram como causas básicas e associadas nas mortes relacionadas à asma. •A mortalidade pela asma como causa básica no Brasil tem sido maior que na Austrália, Escócia, Estados Unidos, Inglaterra e País de Gales, e Suécia. Asma - Mortes no Brasil • Inflamação brônquica e remodelamento com obstrução parcial (reversível) ao fluxo de ar resultante de contração de musculatura lisa brônquica • Aumento da secreção de muco - tosse, respiração ruidosa e rápida • Hiperresponsividade - aumento da sensibilidade que ocorre nos brônquios que culmina na capacidade exagerada de reação com substâncias irritantes (níveis elevados de IgE) as quais o asmático for sensível. • Não é uma doença progressiva (fibrose cística), portanto não evolui necessariamente para uma DOPC Principais características fisiopatológicas da asma Mediadores primários • Histamina • Fatores quimiotáxicos liberados de leucócitos (LTB4) Mediadores secundários • LTs (LTC4, LTD4, LTE4 • PGD2 • PAF Resposta Imediata (aguda) Reação tardia: leucócitos e seus produtos Principais mediadores inflamatórios Asma - resposta aguda e tardia Os músculos dos brônquios estão relaxados permitindo fácil fluxo de ar Os músculos dos brônquios estão enrijecidos e espessados. Adicionalmente os brônquios estão inflamados e cheios de muco, impedindo o fluxo de ar Asma Normal Alterações morfológicas Asma Atópica - Reação de hipersensibilidade (Tipo I) + Y Fc Fa,b IgE Mas Histamina Grânulos Núcleo Receptor Explosão Mediadores (PAF, cininas, 5-HT, PGs) e efeitos farmacológicos Constricção brônquios, pressão sangüínea, Permeabilidade Capilar, edema X (Cromocalin sódico) Tratamento: agonistas b2, bloqueadores muscarínico e a adrenérgico - (anti-histamínicos) • Broncodilatadores - Agonistas b2 adrenérgicos - Xantinas - Antagonistas muscarínicos • Antiinflamatórios - Glicocorticóides - Antagonistas de receptores Cys-LTs - Inibidores da síntese de LO - Cromonas - Anti-histamínicos - Alternativos (ciclosporina A, imunoglobulina, sais de ouro) Asma – Farmacologia Agonistas b2 Adrenérgicos Broncodilatadores mais potentes: Aliviam o broncoespasmo.Duas classes: - Curta duração: Fenoterol, salbutamol, terbutalina - Longa duração: Formoterol, salmetereol Mecanismos: Ativam receptores b2 no músculo liso pulmonar Promovem broncodilatação (aliviam o broncoespasmo) Reduzem a liberação de histamina e aumentam a motilidade ciliar Agentes de ação direta NA NA NA a2 Receptor Pós-sináptico COMT Noradrenalina Síntese Intraneuronal Adrenalina • Forma preferida como terapia broncodilatadora • Via inalatória • Complicações decorrentes do uso a longo prazo – síndrome simpatomimética caracterizada por: • Automedicação • Não reduzem hiperreatividade brônquica •Taquiarritmias (estimulação b1), tremores (estimulação b2), hipopotassemia, agitação psicomotora Considerar o uso de beta-bloqueadores Correção dos distúrbio hidroeletrolíticos Agonistas b2-adrenérgicos Fármacos anti-leucotrienos Estratégias para inibir os leucotrienos 1. Inibição da síntese de leucotrienos Inibidores da 5-lipoxigenase: Zileutona Inibidores da proteína ativadora da 5-lipoxigenase Inibidores da mobilização de cálcio 2. Antagonistas de receptores de leucotrienos: Zafirlucaste, montelucaste, pranlucaste Efeitos adversos: ↑ enzimas hepáticas no sangue, exigindo monitoramento e interrupção se necessário. Cefaléia e dispepsia METILXANTINAS Teofilina • Componente natural (chá) com propriedade broncodilatadora • Usada desde 1930 para o tratamento da asma. Camellia sinensis Thea sinensis Nativas do Tibet, Índia e China Xantinas - Mecanismo de ação • Inibição da fosfodiesterase (AMPc e GMPc) • Antagonista de receptores de adenosina • Inibidor direto da mobilização de Ca2+ • Inibidor da quimiotaxia de neutrófilos Uso clínico: fármaco de segunda escolha, somente em caso de resistência aos agonistas b2, dispnéia resultante do edema pulmonar. Doses excessivas podem causar convulsões ou arritmias que podem ser fatais. (NÃO ASSOCIAR XANTINAS E AGONISTAS b2) Broncodilatador Anticolinérgico • Brometo de Ipratrópio (Atrovent) • Vantagens: Disponível nas vias aéreas atuando localmente. Não tem efeitos colaterais sistêmicos. Duração de ação prolongada. • Efeito broncodilatador máximo em 90 min, permanecendo por até 6 h • Usado em associação com agonista b2 adrenérgico de curta duração • Não costuma ser utilizado de forma isolada. Cromoglicato Dissódico Cromonas •Fármacos anti-inflamatórios e antialérgicos profiláticos eficazes •Não são úteis nas crises agudas de asma Cromolerg, Intal, Cromocato, Cromobak Nedocromil Sódico • Não causam broncodilatação Adm prolongada: reduzem broncoconstrição em asmáticos Usos clínicos: Tratamento profilático da asma brônquica Tratamento profilático da rinite alérgica Mecanismo de ação: -Inibe desgranulação de Mastócitos pulmonares (Ag-Ab) -Inibe produção de leucotrienos -Inibe ação dos peptídeos quimiotáxicos - Bloqueiam os canais de cloro da membrana celular de mastócitos, eosinófilos, nervos e células epiteliais As cromonas apresentam ações sobre outras células como monócitos, plaquetas, macrófagos, células epiteliais e linfócitos T e B. OMALIZUMABE (Xolair) É um anticorpo monoclonal humanizado que se liga seletivamente à imunoglobulina E (IgE), diminuindo assim a ligação desta aos receptores de alta afinidade na superfície de mastócitos e basófilos. Isso reduzirá a liberação de mediadores da resposta alérgica, como por ex., a histamina. Uso: tratamento de asma de difícil controle Custo: alto Efeitos adversos: os mais frequentes – cefaléia e reações no local de aplicação (subcutânea), mais raramente reações anafiláticas Papel do IgE na Resposta Alérgica A IgE aumenta o número de receptores FcεRI nos mastócitos célula dendrítica infiltração no tecido eosinófilo Plasmócito IgE mastócito Mediadores ativam eosinófilos efeitos clínicos linfócito T alérgeno linfócito B efeitos clínicos … e o omalizumabe bloqueia essa ligação mastócito molécula de IgE receptor FcRI omalizumabe omalizumabe FÁRMACOS UTILIZADOS NO TRATAMENTO DA TOSSE •Dextrometorfano - derivado sintético da morfina que não apresenta potencial analgésico ou de vício. •Levopropoxifeno •Opióides - codeína - pequenas doses de opióides ou formas fracas chegam a eliminar a tosse,devido à depressão do centro neuronal da mesma, no cérebro. Os opiáceos são substâncias derivadas da papoula. A codeína e a morfina são derivadas do ópio, e a partir destas produz-se a heroína. Histórico do Ópio • Obtido da planta denominadaPapaver somniferum, por incisão da bolsa de sementes após as pétalas terem caído. O látex branco, torna-se marrom e endurece. Esta goma marrom é o ópio. • Utilizado a mais de 6.000 anos, pelos egípcios, gregos e romanos. • Contém cerca de 20 alcalóides, incluindo morfina, codeína, tebaína e papaverina. • Em 1803, Sertürner, farmacêutico alemão isolou o principal alcalóide do ópio Morfina Papaver somniferum