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RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA EXPERIMENTO DIDÁTICO DE REYNOLDS Josiene Santana RA: 341774416338 Disciplina: Hidráulica e Hidrométrica Curso: Engenharia Civil Noturno Professor: Me. Lívia Savioli Manetta Sorocaba 13 de setembro de 2018 RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA EXPERIMENTO DIDÁTICO DE REYNOLDS Nome: Josiene Santana RA: 341774416338 Nome da disciplina: Hidráulica e Hidrométrica Curso: Engenharia Civil Noturno Professor: Me. Lívia Savioli Manetta OBJETIVO Este experimento tem os seguintes objetivos: Observação das características dos escoamentos laminar e turbulento. Determinação experimental do número de Reynolds (Re) para escoamento de fluido em condutos circulares. INTRODUÇÃO TEÓRICA O número de Reynolds (Re) é um número adimensional (sem unidade de medida), que caracteriza uma relação entre forças inerciais e forças viscosas e avalia a estabilidade de um fluxo. Foi descoberto por Osborne Reynolds em 1883, é usado em mecânica dos fluidos para o cálculo do regime de escoamento que pode ser caracterizado como Laminar ou Turbulento. E pode ser definido através da fórmula abaixo. V- velocidade média do fluido D - diâmetro do tubo μ - viscosidade do fluido ρ - massa específica do fluido No escoamento laminar Re≤2000, geralmente o fluido apresenta grande viscosidade, a velocidade do escoamento é baixa e a trajetória verificada é linear e paralela. No escoamento turbulento Re≥4000, as trajetórias das partículas não são paralelas, não possuem sentido definido e assemelha-se a redemoinhos apresentando trajetórias irregulares e curvilíneas. Entre os dois tipos de escoamentos, temos o regime de transição que se encontra 2000<Re<4000. MATERIAIS E MÉTODOS Equipamentos e Materiais - Reservatório de agua (RA) Figura 1 - Bomba d’água Registro R1 Figura 2 - Tubo de acrílico transparente cilíndrico horizontal (diâmetro interno igual a 25mm ou 0,025m) Registro R2 Figura 3 - Régua graduada Figura 4 - Cronômetro digital Figura 5 - Becker graduado Figura 6 - Seringa adaptada com tubo. Figura 7 - Corante alimentício. Figura 8 Procedimento Experimental Preparação - Utilizamos o Becker para diluir o corante roxo em água na proporção de 6 gotas para 200ml de água. - Inserimos o liquido na seringa, para utilizar posteriormente. Medida de Vazão 1 (Q1) e Velocidade 1 (V1) - Fechamos o ralo do reservatório de base retangular 0,297m x 0,207m, para evitar o escoamento da água; - Abrimos o registro R2 da tubulação de Reynolds como indicado na figura 3 a ¼ da abertura total. - Em seguida abrimos o registro da bomba (R1) como indicado na figura 2 e acionamos o cronômetro, no mesmo instante, para escoamento da água dentro do reservatório (figura 1) no tempo de 60 segundos para medir a vazão. - Verificamos que em 60 segundos o reservatório encheu 3,5 cm ou 0,035m. - Fechamos apenas o registro R1 . Experimento Vazão 1 (Q1) - Para verificarmos na prática e visualizar o tipo de regime em que o liquido se encontra abrimos novamente o registro R1 (enquanto o R2 já estava aberto), pegamos a seringa com o corante já diluído e encaixamos na entrada da tubulação e injetamos o liquido roxo para conseguir visualizar a linha conforme figura 9. Figura 9 Cálculos considerando valores de Q1 e V1 Cálculo do volume de água do reservatório em t = 60s: Vol= Ab x H (m³) Ab= b x h (m²) Vol= Volume Ab = Área da base H = Altura Ab=0,297x0,207= 0,615 m² Vol=0,615 x 0,035= 0,0215m³ Cálculo da Vazão volumétrica Q1 : Q1=Vol/t Q1=0,0215/60s Q1=3,5875x10-4 m³/s Cálculo da velocidade Q=VxA V=velocidade da liquido A= área do tubo A=πr² r=raio do tubo Diâmetro do tubo D= 2,5 cm ou 0,025m A=π(0,025)² A=4,91x10-4 m² Q1=V1xA 3,5875x10-4 =V1 x 4,91x10-4 V1=0,73m/s Utilizando a fórmula de Reynolds Agua= 1000kg/m³ μ Agua =10-3N.s/m² (20°C) V= velocidade em m/s D= diâmetro do tubo em m (Regime turbulento) Medida de Vazão 2 (Q2) e Velocidade 2 (V2) Para a realização da segunda parte do experimento utilizando uma nova vazão Q2. - Abrimos o registro R2 da tubulação de Reynolds como indicado na figura 3 na metade da abertura total. - Em seguida abrimos o registro da bomba (R1) como indicado na figura 2 e acionamos o cronômetro, no mesmo instante, para escoamento da água dentro do reservatório (figura 1) no tempo de 60 segundos para medir a vazão Q2. - Verificamos que em 60 segundos o reservatório encheu 7,5 cm ou 0,075m. - Fechamos apenas o registro R1. Experimento Vazão 2 (Q2) - Para verificarmos na prática e visualizar o tipo de regime em que o liquido se encontra com a vazão Q2, abrimos novamente o registro R1 (enquanto o R2 já estava aberto), pegamos a seringa com o corante já diluído e encaixamos na entrada da tubulação e injetamos o liquido roxo para conseguir visualizar a linha conforme figura 10. Figura 10 Cálculos considerando valores de Q2 e V2 Cálculo do volume de água do reservatório em t = 60s: Ab=0,297x0,207= 0,615 m² Vol=0,615 x 0,075= 0,046125m³ Cálculo da Vazão volumétrica Q2 : Q2=Vol/t Q2=0,046125/60s Q2 =7,6875x10-4 m³/s Cálculo da velocidade V2 Diâmetro do tubo D= 2,5 cm ou 0,025m A=π(0,025)² A=4,91x10-4 m² Q2=V2xA 7,6875x10-4 =V x 4,91x10-4 V2=1,5656m/s Utilizando a fórmula de Reynolds (Regime turbulento) RESULTADOS Foi observado que na primeira abertura do registro e após inserir o corante (com vazão Q1), o escoamento se encontrava no regime aparentemente laminar para transitório conforme figura 9, pois o liquido roxo apresentava uma trajetória linear no inicio e após alguns centímetros se dilua com a água. Porém ao realizar os cálculos foi verificado que o regime em que o liquido se encontrava era o turbulento com N° de Reynolds =18250. Na segunda parte do experimento já foi possível visualizar melhor o regime em que o liquido se encontrava, pois o liquido não tinha uma trajetória definida e apresentava rotações e translações ao longo do eixo do tubo e através dos cálculos foi possível comprovar que estava no regime turbulento com N° de Reynolds =39142. Tabela demonstrativa de resultados Ensaios Vazão Q (m³/s) Re(N° Reynolds) Tipo de escoamento (Cálculos) Tipo de escoamento (Visualizado) 1 3,5875x10-4 18250 Turbulento Laminar/transitório 2 7,6875x10-4 39142 Turbulento Turbulento CONCLUSÃO Apesar de na primeira parte do experimento os resultados práticos não terem concordado com os teóricos através dos cálculos realizados, foi possível visualizar a linha do corante bem definida. E acredito que se a velocidade do escoamento fosse diminuída seria possível constatar os resultados para o regime laminar. Já na segunda parte com a V2, os cálculos constataram o regime e suas características quanto ao regime turbulento. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: - Manual de instruções MA-TS-2110, modelo: MF2110, Bancada de mecânica de fluidos. - https://www.engquimicasantossp.com.br/2013/10/numero-de-reynolds.html Acessado em: 10/09/2018 - https://pt.wikipedia.org/wiki/Regime_de_escoamento Acessado em: 10/09/2018