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Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas do Estado do Rio Grande do Sul –
SESCON-RS
Telefone: (51)3343-2090/E-mail:capacitacao@sesconrs.com.br/Site:www.sesconrs.com.br/ www.facebook.com/sesconrs / www.twitter.com/sesconrs
EFD-REINF - Escrituração
Fiscal Digital de Retenções e
Outras Informações Fiscais e
DCTFweb
Instrutor: Francisco Laranja
Outubro/2018
2
Introdução
A Reinf trata da nova forma de cumprimento das obrigações tributárias acessórias afetas
aos tributos e contribuições sociais previdenciárias que não incidem sobre a remuneração ou
folha de salários, mediante a utilização da Escrituração Fiscal Digital de Retenções e Outras
Informações Fiscais (EFD Reinf), que é um dos módulos do Sistema Público de Escrituração
Digital (SPED) e um complemento ao Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais,
Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial).
As informações constantes nessa nova escrituração substituem as informações contidas
em outras obrigações acessórias, como o módulo da EFD-Contribuições que apura a
Contribuição Previdenciária sobre a Receita Bruta (CPRB).
Contribuintes obrigados a adotar a EFD-Reinf
Estão obrigados a prestar informações por meio da EFD-Reinf os seguintes
contribuintes:
a) pessoas jurídicas que prestam e/ou que contratam serviços realizados mediante cessão de
mão de obra nos termos do art. 31 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991;
b) pessoas jurídicas responsáveis pela retenção da Contribuição para o PIS/Pasep, da
Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e da Contribuição Social sobre
o Lucro Líquido (CSLL);
c) pessoas jurídicas optantes pelo recolhimento da Contribuição Previdenciária sobre a
Receita Bruta (CPRB);
d) produtor rural pessoa jurídica e agroindústria quando sujeitos a contribuição previdenciária
substitutiva sobre a receita bruta proveniente da comercialização da produção rural nos termos
do art. 25 da Lei nº 8.870, de 15 de abril de 1994, na redação dada pela Lei nº 10.256, de 9 de
julho de 2001 e do art. 22A da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, inserido pela Lei nº 10.256,
de 9 de julho de 2001, respectivamente;
e) associações desportivas que mantenham equipe de futebol profissional que tenham recebido
valores a título de patrocínio, licenciamento de uso de marcas e símbolos, publicidade,
propaganda e transmissão de espetáculos desportivos;
f) empresa ou entidade patrocinadora que tenha destinado recursos à associação desportiva que
mantenha equipe de futebol profissional a título de patrocínio, licenciamento de uso de marcas e
símbolos, publicidade, propaganda e transmissão de espetáculos desportivos;
g) entidades promotoras de eventos desportivos realizados em território nacional, em qualquer
modalidade desportiva, dos quais participe ao menos 1 (uma) associação desportiva que
mantenha equipe de futebol profissional; e
h) pessoas jurídicas e físicas que pagaram ou creditaram rendimentos sobre os quais haja
retenção do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (IRRF), por si ou como representantes
de terceiros.
A EFD-Reinf estabelece a forma como as informações tributárias e previdenciárias
descritas acima passam a ser prestadas.
Novos Prazos:
Instrução Normativa 1.701 de 2017, art. 2º:
§ 1º A obrigação prevista no caput deve ser cumprida:
I - a partir de 1º de janeiro de 2018, caso o faturamento da pessoa jurídica no ano de 2016 tenha
sido superior a R$ 78.000.000,00 (setenta e oito milhões de reais); ou
3
I - para o 1º grupo, que compreende as entidades integrantes do “Grupo 2 - Entidades
Empresariais”, do anexo V da Instrução Normativa RFB nº 1.634, de 6 de maio de 2016, com
faturamento no ano de 2016 acima de R$ 78.000.000,00 (setenta e oito milhões de reais), a partir
das 8 (oito) horas de 1º de maio de 2018, em relação aos fatos geradores ocorridos a partir
dessa data; (Redação dada pelo(a) Instrução Normativa RFB nº 1767, de 14 de dezembro de
2017)
II - para o 2º grupo, que compreende os demais contribuintes, exceto os previstos no inciso III, a
partir das 8 (oito) horas de 1º de novembro de 2018, em relação aos fatos geradores
ocorridos a partir dessa data; e (Redação dada pelo(a) Instrução Normativa RFB nº 1767, de
14 de dezembro de 2017)
III - para o 3º grupo, que compreende os entes públicos, integrantes do Grupo 1 - Administração
Pública, do anexo V da Instrução Normativa RFB nº 1.634, de 2016, a partir das 8 (horas) de 1º
de maio de 2019, em relação aos fatos geradores ocorridos a partir dessa data. (Incluído(a)
pelo(a) Instrução Normativa RFB nº 1767, de 14 de dezembro de 2017)
§ 1º-A O faturamento mencionado no inciso I do § 1º compreende o total da receita bruta, nos
termos do art. 12 do Decreto-Lei nº 1.598, de 26 de dezembro de 1977, auferida no ano-
calendário de 2016 e declarada na Escrituração Contábil Fiscal (ECF), relativa ao ano calendário
de 2016. (Incluído(a) pelo(a) Instrução Normativa RFB nº 1767, de 14 de dezembro de 2017)
§ 1º-B As entidades integrantes do Grupo 2 - Entidades Empresariais, do Anexo V da Instrução
Normativa RFB nº 1.634, de 2016 com faturamento no ano de 2016, nos termos do § 1º-A, menor
ou igual a R$ 78.000.000,00 (setenta e oito milhões de reais) e as entidades integrantes do Grupo
3 - Entidades Sem Fins Lucrativos, do referido Anexo podem optar pela utilização da EFD-Reinf
na forma do inciso I do §1º (1º grupo), desde que o façam de forma expressa e irretratável, em
conformidade com a sistemática a ser disponibilizada em ato específico. (Incluído(a) pelo(a)
Instrução Normativa RFB nº 1767, de 14 de dezembro de 2017)
§ 1º-C Não integram o grupo dos contribuintes a que se refere o inciso I do § 1º as entidades
cuja natureza jurídica os enquadre nos grupos 1 - Administração Pública, 4 - Pessoas Físicas e
5 - Organizações Internacionais e Outras Instituições Extraterritoriais, do Anexo V da Instrução
Normativa RFB nº 1.634, de 2016. (Incluído(a) pelo(a) Instrução Normativa RFB nº 1767, de 14
de dezembro de 2017)
§ 1º-D A partir da competência de julho de 2018 (para o 1º grupo), janeiro de 2019 (para o 2º
grupo) e julho de 2019 (para o 3º grupo), as contribuições sociais previdenciárias passarão a ser
recolhidas por meio de Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf), gerado no
sistema Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais Previdenciários e de Outras
Entidades e Fundos (DCTFWeb), conforme disciplinado em em ato específico da RFB.
(Incluído(a) pelo(a) Instrução Normativa RFB nº 1767, de 14 de dezembro de 2017)
§ 2º Ato específico do Comitê Gestor do Simples Nacional estabelecerá condições especiais
para cumprimento do disposto neste artigo, a serem observadas pela pessoa jurídica optante
pelo Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas
Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Simples Nacional), instituído pela Lei
Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006.
Art. 3º A EFD-Reinf será transmitida ao Sped mensalmente até o dia 15 do mês subsequente ao
qual se refira a escrituração, observado o disposto no parágrafo único deste artigo. (Redação
dada pelo(a) Instrução Normativa RFB nº 1767, de 14 de dezembro de 2017)
Parágrafo único. As entidades promotoras de espetáculos desportivos a que se refere o inciso
VII do art. 2º deverão transmitir ao Sped as informações relacionadasao evento no prazo de até
2 (dois) dias úteis após a sua realização.
EFD-REINF – Faseamento e orientações sobre o evento R-2070 - Retenções na Fonte - IR,
CSLL, Cofins, PIS/PASEP
Com a publicação da Instrução Normativa RFB Nº 1767, de 14 de dezembro de 2017,
que alterou a Instrução Normativa RFB Nº 1701, de 14 de março de 2017, o cronograma da
entrada em produção da Escrituração Fiscal Digital de Retenções e Outras Informações Fiscais
(EFD-Reinf) foi ajustado ao cronograma do eSocial.
4
Para o 1º grupo, que compreende as entidades integrantes do “Grupo 2 - Entidades
Empresariais”, do anexo V da Instrução Normativa RFB nº 1.634, de 6 de maio de 2016, com
faturamento no ano de 2016 acima de R$ 78.000.000,00 (setenta e oito milhões de reais), a
obrigação da prestação de informações através da EFD-REINF será a partir das 8 (oito) horas
de 1º de maio de 2018, em relação aos fatos geradores ocorridos a partir dessa data. E para
esse 1º grupo, a partir da competência de julho de 2018, as contribuições sociais previdenciárias
passarão a ser recolhidas por meio de Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf),
gerado no sistema Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais Previdenciários e de
Outras Entidades e Fundos (DCTFWeb).
Sendo assim, para esse 1º grupo, nas competências maio e junho de 2018, além das
informações referentes às contribuições sociais previdenciárias prestadas na EFD-REINF,
também deverão ser prestadas informações em GFIP. E, a partir da competência julho de 2018,
esse 1º grupo não utilizará mais a GFIP. Num segundo momento, a EFD-REINF também
substituirá a Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte - DIRF.
O cronograma prevê a entrada da EFD-REINF em três períodos distintos, conforme
previsto pela Instrução Normativa RFB nº 1701, de 14/03/17. Sendo assim, a DIRF não poderá
ser substituída logo de imediato, referente ao ano-calendário 2018 (DIRF 2019). Dessa forma, o
evento da EFD-REINF que colherá informações relacionadas a Retenções na Fonte,
denominado "R-2070 - Retenções na Fonte - IR, CSLL, Cofins, PIS/PASEP", não deverá ser
enviado pelos contribuintes que fazem parte do 1° grupo, logo no período inicial da sua
obrigatoriedade (maio de 2018). Este evento ainda poderá sofrer alterações e o período
previsto para o início de sua exigibilidade deverá ficar para o final do segundo semestre/2018, o
que deve ser definido em um novo ato a ser publicado oportunamente.
As demais informações previstas nos leiautes publicados em janeiro de 2018 (versão
1.3) serão exigidas dentro do cronograma mencionado.
Substituição da DIRF
Logo no início de sua implantação, a EFD-REINF substituirá a GFIP referente às
informações tributárias previdenciárias prestadas nesses instrumentos e que não estão
contempladas no eSocial.
Num segundo momento, após sua implantação, a EFD-REINF também substituirá a
Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte - DIRF.
Entretanto, o cronograma prevê a entrada da EFD-REINF em dois períodos: janeiro e
julho de 2018, conforme previsto na Instrução Normativa RFB nº 1701, de 14/03/17. Dessa forma,
a DIRF não será substituída logo de imediato, referente ao ano-calendário 2018 (DIRF 2019 =
ano-calendário 2018).
Informações na DIRF:
Instrução Normativa n.º 1.757 de 2017:
Estarão obrigadas a apresentar a Dirf 2018: Art. 2º:
I – as pessoas físicas e as seguintes pessoas jurídicas, que pagaram ou creditaram rendimentos
em relação aos quais tenha havido retenção do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte
(IRRF), ainda que em um único mês do ano-calendário, por si ou como representantes de
terceiros:
a) estabelecimentos matrizes de pessoas jurídicas de direito privado domiciliadas no Brasil,
inclusive as imunes ou isentas;
b) pessoas jurídicas de direito público, inclusive os fundos públicos de que trata o art. 71 da Lei
nº 4.320, de 17 de março de 1964;
c) filiais, sucursais ou representações de pessoas jurídicas com sede no exterior;
d) empresas individuais;
5
e) caixas, associações e organizações sindicais de empregados e empregadores;
f) titulares de serviços notariais e de registro;
g) condomínios edilícios;
h) instituições administradoras ou intermediadoras de fundos ou clubes de investimentos; e
i) órgãos gestores de mão de obra do trabalho portuário; e
II – as seguintes pessoas jurídicas e físicas, ainda que não tenha havido retenção do imposto:
a) os órgãos e entidades da administração pública federal enumerados no caput do art. 4º desta
Instrução Normativa que efetuaram pagamento às entidades imunes ou isentas de que tratam
os incisos III e IV do art. 4º da Instrução Normativa RFB nº 1.234, de 11 de janeiro de 2012, pelo
fornecimento de bens e serviços;
b) os candidatos a cargos eletivos, inclusive vices e suplentes; e
c) as pessoas físicas e jurídicas domiciliadas no País que efetuaram pagamento, crédito, entrega,
emprego ou remessa a pessoa física ou jurídica residente ou domiciliada no exterior, de
valores referentes a:
1. aplicações em fundos de investimento de conversão de débitos externos;
2. royalties, serviços técnicos e de assistência técnica;
3. juros e comissões em geral;
4. juros sobre o capital próprio;
5. aluguel e arrendamento;
6. aplicações financeiras em fundos ou em entidades de investimento coletivo;
7. carteiras de valores mobiliários e mercados de renda fixa ou renda variável;
8. fretes internacionais;
9. previdência complementar;
10. remuneração de direitos;
11. obras audiovisuais, cinematográficas e videofônicas;
12. lucros e dividendos distribuídos;
13. cobertura de gastos pessoais, no exterior, de pessoas físicas residentes no País, em viagens
de turismo, negócios, serviço, treinamento ou missões oficiais;
14. rendimentos de que trata o art. 1º do Decreto nº 6.761, de 5 de fevereiro de 2009, que tiveram
a alíquota do imposto sobre a renda reduzida a 0% (zero por cento); e
15. demais rendimentos considerados como rendas e proventos de qualquer natureza, na forma
prevista na legislação específica.
As pessoas obrigadas a apresentar a Dirf 2018, deverão informar todos os beneficiários
de rendimentos: Art. 12:
I - que tenham sofrido retenção do imposto sobre a renda ou de contribuições, ainda que em um
único mês do ano-calendário;
II - do trabalho assalariado, quando o valor pago durante o ano-calendário for igual ou superior
a R$ 28.559,70 (vinte e oito mil, quinhentos e cinquenta e nove reais e setenta centavos);
III - do trabalho sem vínculo empregatício, de aluguéis e de royalties, acima de R$ 6.000,00 (seis
mil reais), pagos durante o ano-calendário, ainda que não tenham sofrido retenção do imposto
sobre a renda;
IV - de previdência complementar e de planos de seguros de vida com cláusula de cobertura por
sobrevivência, Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL), pagos durante o ano-calendário, ainda
que não tenham sofrido retenção do imposto sobre a renda;
V - auferidos por residentes ou domiciliados no exterior, inclusive nos casos de isenção e de
alíquota de 0% (zero por cento), observado o disposto nos §§ 6º e 7º;
VI - de pensão, pagos com isenção do IRRF, quando o beneficiário for portador de fibrose cística
(mucoviscidose), tuberculose ativa, alienação mental, esclerose múltipla, neoplasia maligna,
cegueira, hanseníase, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de
Parkinson, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, hepatopatia grave, estados
avançados da doença de Paget (osteíte deformante), contaminação por radiação ou síndrome
da imunodeficiência adquirida, exceto a decorrente de moléstia profissional, regularmente
6
comprovada por laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dosestados, do
Distrito Federal ou dos municípios;
VII - de aposentadoria ou reforma, pagos com isenção do IRRF, desde que motivada por acidente
em serviço, ou quando o beneficiário for portador de doença relacionada no inciso VI,
regularmente comprovada por laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos
estados, do Distrito Federal ou dos municípios;
VIII - de dividendos e lucros, pagos a partir de 1996, e de valores pagos a titular ou sócio de
microempresa ou empresa de pequeno porte, exceto pró-labore e aluguéis, quando o valor total
anual pago for igual ou superior a R$ 28.559,70 (vinte e oito mil, quinhentos e cinquenta e nove
reais e setenta centavos);
IX - de dividendos e lucros pagos ao sócio, ostensivo ou participante, pessoa física ou jurídica,
de Sociedade em Conta de Participação;
X - remetidos por pessoas físicas e jurídicas domiciliadas no País para cobertura de gastos
pessoais, no exterior, de pessoas físicas residentes no País, em viagens de turismo, negócios,
serviço, treinamento ou missões oficiais, observado o disposto nos §§ 6º e 7º;
XI - isentos referidos no caput e no § 3º do art. 11 da Lei nº 12.780, de 2013, pagos, creditados,
entregues, empregados ou remetidos pelo CIO, por empresas vinculadas ao CIO, pelos Comitês
Olímpicos Nacionais, pelas federações desportivas internacionais, pela WADA, pelo CAS, por
empresas de mídia, transmissores credenciados e pelo RIO 2016, observado o disposto no § 7º;
XII - pagos às entidades imunes ou isentas pelo fornecimento de bens e serviços, na forma
prevista nos incisos III e IV do art. 4º e no § 3º do art. 37 da Instrução Normativa RFB nº 1.234,
de 2012; e
XIII - pagos em cumprimento de decisão da Justiça Federal, ainda que esteja dispensada a
retenção do imposto nas hipóteses em que o beneficiário declarar à instituição financeira
responsável pelo pagamento que os rendimentos recebidos são isentos ou não tributáveis ou em
que a pessoa jurídica beneficiária esteja inscrita no Regime Especial Unificado de Arrecadação
de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte
(Simples Nacional), de que trata o art. 12 da Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de
2006, observado o disposto na Instrução Normativa SRF nº 491, de 12 de janeiro de 2005.
Códigos de recolhimento da REINF:
Tabela 01 – Códigos de Pagamentos
Classificação
do
Rendimento
Cód.
Rendiment
o
Desc
rição
Beneficiári
o
P
J
P
F
Beneficiários no
Brasil
0916 Prêmios obtidos em concursos e sorteios S S
Beneficiários no
Brasil
0924 Fundos de Investimento Cultural e Artístico (Ficart)
e demais Rendimentos de Capital
S S
Beneficiários no
Brasil
1708 Remuneração de serviços profissionais prestados
por Pessoa Jurídica
S -
Beneficiários no
Brasil
3208 Aluguéis e royalties - S
Beneficiários no
Brasil
3223
Resgate de Previdência Complementar -
Modalidade Contribuição Definida/Variável - Não
Optante pela Tributação Exclusiva
-
S
Beneficiários no
Brasil
3426 Aplicações Financeiras de Renda Fixa, exceto em
Fundos de Investimento - Pessoa Jurídica
S -
Beneficiários no
Brasil
3533 Aposentadoria, Reserva, Reforma ou Pensão
Pagos
por Previdência Pública
- S
Beneficiários no
Brasil
3540 Benefício de Previdência Complementar - Não
Optante pela Tributação Exclusiva
- S
7
Beneficiários no
Brasil
3556
Resgate de Previdência Complementar-
Modalidade
Benefício Definido - Não Optante pela Tributação
Exclusiva
-
S
Beneficiários no
Brasil
3579 Regaste de Previdência Complementar - Optante
pela Tributação Exclusiva
- S
Beneficiários no
Brasil
3277 Rendimentos de partes beneficiárias ou de
fundador
S S
Beneficiários no
Brasil
3280 Remuneração de serviços pessoais prestados por
associados de cooperativas de trabalho
S -
Beneficiários no
Brasil
3746 Cofins – pagamentos para pessoas jurídicas
referidas na Lei nº 10.485/2002
S -
Beneficiários no
Brasil
3770 Contribuição Pis/Pasep – pagamentos para
pessoas
jurídicas referidas na Lei º 10.485/2002
S -
Beneficiários no
Brasil
4085
Retenções Contribuições – Pagamentos
efetuados pelos Estados, Municípios e DF pela
aquisição de
bens e serviços.
S
-
Beneficiários no
Brasil
4397 CSLL – Pagamentos efetuados pelos Estados,
Municípios e DF pela aquisição de bens e
serviços.
S -
Beneficiários no
Brasil
4407 COFINS – Pagamentos efetuados pelos Estados,
Municípios e DF pela aquisição de bens e
serviços.
S -
Beneficiários no
Brasil
4409 PIS – Pagamentos efetuados pelos Estados,
Municípios e DF pela aquisição de bens e
serviços.
S -
Beneficiários no
Brasil
5204 Juros e indenizações por lucros cessantes S S
Beneficiários no
Brasil
5217 Pagamentos a beneficiários não identificados S -
Beneficiários no
Brasil
5232 Fundos de Investimento Imobiliário S S
Beneficiários no
Brasil
5273 Operações de Swap S S
Beneficiários no
Brasil
5557 Mercado de Renda Variável S S
Beneficiários no
Brasil
5565 Benefício de Previdência Complementar –
Tributação Exclusiva
- S
Beneficiários no
Brasil
5706 Juros sobre o capital próprio S S
Beneficiários no
Brasil
5944 Pagamento de PJ a PJ por serviços Factoring S -
Beneficiários no
Brasil
5952 Retenções de Contribuições pagamento PJ a PJ
de
Direito Privado
S -
Beneficiários no
Brasil
5960 CONFIS – Retenção pagamento PJ a PJ de Direito
Privado
S -
8
Beneficiários no
Brasil
5979 PIS/PASEP – Retenção pagamento PJ a PJ de
Direito Privado
S -
Beneficiários no
Brasil
5987 CSLL – Retenção pagamento PJ a PJ de Direito
Privado
S -
Beneficiários no
Brasil
6147 Alimentação, energia elétrica, transporte de
cargas,
bens em geral, serviços c/ forn. de bens
S -
Beneficiários no
Brasil
6175 Passagens aéreas, rodoviárias e demais serviços
de
transporte de passageiros
S -
Beneficiários no
Brasil
6190 Água, telefone, correios, vigilância, limpeza,
locação de mão-de-obra, locação e demais
serviços
S -
Beneficiários no
Brasil
6228 CSLL – isenção ou suspensão amparada por lei,
de
PIS/Pasep e/ou Cofins e/ou IRPJ
S -
Beneficiários no
Brasil
6230 PIS/PASEP – isenção ou suspensão amparada
por
lei, de CSLL e/ou Cofins e/ou IRPJ
S -
Beneficiários no
Brasil
6243 COFINS – isenção ou suspensão amparada por
lei,
de CSLL e/ou PIS/Pasep e/ou IRPJ
S -
Beneficiários no
Brasil
6256 IRPJ – isenção ou suspensão amparada por lei, de
CSLL e/ou PIS/Pasp e/ou Cofins
S -
Beneficiários no
Brasil
6800 Fundos de Investimento e Fundos de Investimento
em Quotas de Fundos de Investimento
S S
Beneficiários
no Brasil
6813
Fundos de Investimento em Ações e Fundos de
Investimento em Quotas de Fundos de
Investimento em Ações
S
S
Beneficiários no
Brasil
6904 Indenização por Dano Morais - S
Beneficiários no
Brasil
8045 Comissões e corretagens pagos à PJ e serviços
de
propaganda prestados por PJ (Art. 53, Lei
7.450/85)
S -
Beneficiários no
Brasil
8053 Aplicações Financeiras de Renda Fixa, exceto em
Fundos de Investimento - Pessoa Física
- S
Beneficiários no
Brasil
8468 Operações Day Trade S S
Beneficiários no
Brasil
8673 Prêmios em sorteios dos jogos de bingo S S
Beneficiários no 8739 Gasolina, óleo diesel e GLP, adq. de distrib. e S -
Brasil varej. e álcool adq. de varej.
Beneficiários no
Brasil
8767 Medicamentos e prod. de perfumariaetc...(TIPI)
adq. distrib. Ou varej. S -
Beneficiários no
Brasil
8850 Transporte internacional de passageiros efetuado
por empresas nacionais.
S -
Beneficiários no
Brasil
8863 Bens serviços adquiridos de sociedades coop. e
ass.
S -
9
Profissionais ou assemelhados.
Beneficiários no
Brasil
9060 Querosene de aviação adquirido de produtor ou
Importador
S -
Beneficiários no
Brasil
9385 Multas e vantagens S S
Beneficiários no
Brasil e Justiça
–
RRA
1889
Rendimentos Recebidos Acumuladamente
-
S
Remessa
Exterior
0422 Royalties e Pagamentos de Assistência Técnica S S
Remessa
Exterior
0473 Renda e Proventos de Qualquer Natureza S S
Remessa
Exterior
0481 Juros e Comissões em Geral S S
Remessa
Exterior
0490 Rendimentos de Aplicações em Fundos de
Investimento de Conversão de Débitos Externos
S S
Remessa
Exterior
0610 Transporte Rodoviário Internacional de Carga por
autônomo, residente no Paraguai
- S
Remessa
Exterior
5192 Obras Audiovisuais, Cinematográficas e
Videofônicas
S S
Remes
sa
Exterior
5286
Aplicações em Fundos ou Entidades de
Investimento Coletivo/Aplicações em Carteiras
de
Valores Mobiliários/ Aplicações Financeiras nos
Mercados de Renda Fixa ou Renda Variável
S
S
Remessa
Exterior
9412 Fretes Internacionais S -
Remessa
Exterior
9427 Remuneração de Direitos S S
Remessa
Exterior
9453 Juros sobre o Capital Próprio S S
Remessa
Exterior
9478 Aluguel e Arrendamento S S
Remessa
Exterior
9466 Previdência Privada e Fapi - S
PRINCIPAIS RETENÇÕES FEDERAIS
5706 Juros sobre o Capital Próprio
FATO GERADOR
Juros pagos ou creditados individualizadamente a titular, sócios ou acionistas, a título de
remuneração do capital próprio, calculados sobre as contas do patrimônio líquido da pessoa
jurídica e limitados à variação, pro rata dia, da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP).
(RIR/1999, art. 668)
BENEFICIÁRIO Pessoa física ou jurídica, sócia, acionista ou titular de empresa individual,
residente ou domiciliada no Brasil.
ALÍQUOTA/BASE DE CÁLCULO 15% (quinze por cento) sobre o valor dos juros pagos.
OBSERVAÇÕES:
1) O imposto será retido na data do pagamento ou crédito ao beneficiário.
10
2) O efetivo pagamento ou crédito dos juros é condicionado à existência de lucros, computados
antes da dedução dos juros, ou de lucros acumulados e reservas de lucros, em montante igual
ou superior ao valor de duas vezes os juros a serem pagos ou creditados.
3) O valor dos juros pagos ou creditados pela pessoa jurídica, a título de remuneração do capital
próprio, poderá ser imputado ao valor dos dividendos de que trata o art. 202 da Lei nº 6.404, de
15 de dezembro de 1976, sem prejuízo da incidência do imposto sobre a renda na fonte quando
do pagamento ou crédito.
4) Para fins de cálculo dos juros remuneratórios, tanto para efeito de imposto sobre a renda
quanto contribuição social sobre o lucro líquido, serão consideradas exclusivamente as seguintes
contas do patrimônio líquido: capital social, reservas de capital, reservas de lucros, ações em
tesouraria; e prejuízos acumulados.
5) Aos juros e outros encargos pagos ou creditados pela pessoa jurídica a seus sócios ou
acionistas, calculados sobre os juros remuneratórios do capital próprio e sobre os lucros e
dividendos por ela distribuídos, aplicam-se as normas referentes aos rendimentos de aplicações
financeiras de renda fixa, inclusive quanto ao informe de rendimentos a ser fornecido pela pessoa
jurídica.
(RIR/1999, arts. 347 e 668; Lei nº 12.973, de 14 de maio de 2014, art. 9º; Instrução Normativa
RFB nº 1.515, de 24 de novembro de 2014, art. 28; Instrução Normativa SRF nº 12, de 1999,
arts. 1º e 3º)
ISENÇÃO E NÃO INCIDÊNCIA
- A incidência do imposto sobre a renda na fonte sobre os juros remuneratórios do capital próprio
não se aplica à parcela correspondente à pessoa jurídica imune.
- A incidência do imposto sobre a renda na fonte sobre os juros remuneratórios do capital próprio
não se aplica à parcela correspondente aos recursos das provisões, reservas técnicas e fundos
de planos de benefícios de entidade de previdência complementar, sociedade seguradora e Fapi,
bem como de seguro de vida com cláusula de cobertura por sobrevivência, nos termos do art. 5º
da Lei nº 11.053, de 2004;
- São isentos do imposto sobre a renda na fonte os juros recebidos pelos fundos de investimento
regulamentados pela Comissão de Valores Mobiliários, exceto pelos fundos de investimento
imobiliários.
(Lei nº 11.053, de 2004, art. 5º; Instrução Normativa SRF nº 12, de 1999, art. 3º; Instrução
Normativa RFB nº 1.585, de 2015, art. 14, II, e § 2º)
REGIME DE TRIBUTAÇÃO
Pessoa jurídica tributada com base no lucro real, presumido ou arbitrado: o imposto retido será
deduzido do apurado no encerramento do período de apuração trimestral ou anual. Pessoa
jurídica isenta ou optante pelo Simples Nacional: definitivo. Pessoa física: definitivo.
(RIR/1999, art. 668, § 1º)
RESPONSABILIDADE/RECOLHIMENTO
Compete à fonte pagadora.
(RIR/1999, art. 717; AD Cosar nº 8, de 1996)
PRAZO DE RECOLHIMENTO
Até o 3º (terceiro) dia útil subsequente ao decêndio de ocorrência dos fatos geradores.
(Lei nº 11.196, de 2005, art. 70, I, b.1)
3208 Aluguéis, Royalties e Juros Pagos a Pessoa Física
FATO GERADOR
- Rendimentos mensais de aluguéis ou royalties, tais como: Aforamento; locação ou sublocação;
arrendamento ou subarrendamento; direito de uso ou passagem de terrenos, de aproveitamento
de águas, de exploração de películas cinematográficas, de outros bens móveis, de conjuntos
industriais, invenções; direitos autorais (quando não percebidos pelo autor ou criador da obra);
direitos de colher ou extrair recursos vegetais, pesquisar e extrair recursos minerais; juros de
mora e quaisquer outras compensações pelo atraso no pagamento de royalties; o produto da
alienação de marcas de indústria e comércio, patentes de invenção e processo ou fórmulas de
fabricação; importâncias pagas por terceiros por conta do locador do bem ou do cedente dos
direitos (juros, comissões etc.); importâncias pagas ao locador ou cedente do direito, pelo
contrato celebrado (luvas, prêmios etc.); benfeitorias e quaisquer melhoramentos realizados no
bem locado; despesas para conservação dos direitos cedidos (quando compensadas pelo uso
do bem ou direito); Considera-se pagamento a entrega de recursos, mesmo mediante depósito
11
em instituição financeira em favor do beneficiário, ou efetuado através de imobiliária, sendo
irrelevante que esta deixe de prestar contas ao locador quando do recebimento do rendimento.
- Juros pagos a pessoa física decorrente da alienação a prazo de bens ou direitos.
(RIR/1999, arts. 49, 52, 53, 620, 631 e 639; Instrução Normativa RFB nº 1.500, de 2014, art. 31)
BENEFICIÁRIO: Pessoa física.
ALÍQUOTA/BASE DE CÁLCULO
O imposto será calculado mediante a utilização de tabela progressiva mensal. Na
determinação da base de cálculo, poderão ser deduzidas do rendimento bruto:
a) as importâncias pagas a título de pensão alimentícia, quando em cumprimento de decisão
judicial ou acordo homologado judicialmente, inclusive a prestação de alimentos provisionais, ou
por escritura pública;
b) a quantia de R$ 189,59 por dependente, por mês; (verificar atualização)
c) a contribuição para a Previdência Social da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios.
OBSERVAÇÕES:
1) No caso de aluguéis de imóveis, poderão ser deduzidos os seguintes encargos, desde que o
ônus tenha sido exclusivamente do locador:
a) o valor dos impostos, taxas e emolumentos incidentes sobre o imóvel;
b) o aluguelpago pela locação do imóvel sublocado;
c) as despesas pagas para cobrança ou recebimento do rendimento;
d) as despesas de condomínio.
2) Na hipótese de os rendimentos a que se refere este código terem sido recebidos
acumuladamente, a partir de 11 de março de 2015, quando correspondentes a anos-calendário
anteriores ao do recebimento, deve ser observado o disposto no art. 12-A da Lei nº 7.713, de 22
de dezembro de 1988 (consulte o código 1889).
(RIR/1999, arts. 631 e 632; Lei nº 9.250, de 26 de dezembro, de 1995, art. 4º, incisos II, III e IV;
Lei nº 10.451, de 2002, arts. 1º, 2º e 15; Lei nº 10.637, de 2002, art. 62; Lei nº 11.482, de 2007,
art. 1º, incisos VIII e IX, com a redação dada pela Lei nº 13.149, de 21 de julho de 2015, art. 1º
Instrução Normativa RFB nº 1.500, arts. 22, 31, 52, incisos I a III, e 65 e anexo II, inciso VII)
REGIME DE TRIBUTAÇÃO
O imposto retido será considerado redução do devido na declaração de rendimentos da pessoa
física.
(RIR/1999, art. 620, § 3º)
RESPONSABILIDADE/RECOLHIMENTO
Compete à fonte pagadora.
(RIR/1999, art. 717; AD Cosar nº 20, de 1995; ADE Corat nº 82, de 2003)
PRAZO DE RECOLHIMENTO
Até o último dia útil do 2º (segundo) decêndio do mês subsequente ao mês de ocorrência dos
fatos geradores.
(Lei nº 11.196, de 2005, art. 70, I, e, com a redação dada pelo art. 5º da Lei nº 11.933, de 2009
e Lei Complementar nº 150, de 2015, art. 38)
3280 Remuneração de Serviços Pessoais Prestados por Associados de Cooperativas de
Trabalho (art. 45 da Lei nº 8.541, de 1992)
FATO GERADOR
Importâncias pagas ou creditadas por pessoa jurídica a cooperativas de trabalho, associações
de profissionais ou assemelhadas, relativas a serviços pessoais que lhes forem prestados por
associados destas ou colocados à disposição.
(RIR/1999, art. 652)
BENEFICIÁRIO
Cooperativa de trabalho, associação de profissionais ou assemelhada.
ALÍQUOTA/BASE DE CÁLCULO 1,5% (um inteiro e cinco décimos por cento) sobre as
importâncias pagas ou creditadas, relativas a serviços pessoais.
OBSERVAÇÕES:
1) Deverão ser discriminadas em faturas, as importâncias relativas aos serviços pessoais
prestados à pessoa jurídica por seus associados e as importâncias que corresponderem a outros
custos ou despesas.
2) No caso de cooperativas de transportes rodoviários de cargas ou passageiros, o imposto na
fonte incidirá sobre:
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a) dez por cento do valor correspondente ao transporte de cargas;
b) sessenta por cento do valor correspondente aos serviços pessoais relativos ao transporte de
passageiros.
3) Na fatura deverão ainda ser discriminadas as parcelas tributáveis e parcelas não tributáveis.
(RIR/1999, art. 652; ADN Cosit nº 1, de 1993)
REGIME DE TRIBUTAÇÃO
O imposto retido será compensado pelas cooperativas de trabalho, associações ou
assemelhadas com o imposto retido por ocasião do pagamento dos rendimentos aos associados.
OBSERVAÇÃO:
O imposto retido poderá ser objeto de pedido de restituição, desde que a cooperativa, associação
ou assemelhada comprove, relativamente a cada ano-calendário, a impossibilidade de sua
compensação, na forma e condições definidas em ato normativo do Ministro de Estado da
Fazenda.
(RIR/1999, art. 652, §§ 1º e 2º)
RESPONSABILIDADE/RECOLHIMENTO
Compete à fonte pagadora.
(RIR/1999, art. 717; AD Cosar nº 20, 1995)
PRAZO DE RECOLHIMENTO
Até o último dia útil do 2º (segundo) decêndio do mês subsequente ao mês de ocorrência dos
fatos geradores.
(Lei nº 11.196, de 2005, art. 70, I, e, com a redação dada pelo art. 5º da Lei nº 11.933, de 2009
e Lei Complementar nº 150, de 2015, art. 38)
1708 Remuneração de Serviços Profissionais Prestados por Pessoa Jurídica (art. 52 da
Lei nº 7.450, de 1985)
FATO GERADOR
Importâncias pagas ou creditadas por pessoas jurídicas a outras pessoas jurídicas civis ou
mercantis pela prestação de serviços caracterizadamente de natureza profissional.
OBSERVAÇÃO: Nos casos de:
a) comissões, corretagens ou qualquer outra remuneração pela representação comercial ou pela
mediação na realização de negócios civis e comerciais, consulte o código 8045;
b) serviços de propaganda e publicidade, consulte código o 8045;
c) prestação de serviços de limpeza, conservação, segurança, vigilância e por locação de mão
de obra, consulte página seguinte;
d) pagamentos efetuados em cumprimento de decisão da Justiça do Trabalho, consulte o código
5936.
Os serviços profissionais prestados por pessoas jurídicas sujeitam-se também a retenção das
contribuições sociais a que se refere a Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2002, arts. 30 a 32,
35 e 36 e Instrução Normativa SRF nº 459, de 18 de outubro de 2004 (consulte os códigos 5952,
5987, 5960 e 5979).
(RIR/1999, art. 647)
BENEFICIÁRIO
Pessoa jurídica prestadora de serviços.
ALÍQUOTA/BASE DE CÁLCULO 1,5% (um inteiro e cinco décimos por cento) sobre as
importâncias pagas ou creditadas como remuneração.
OBSERVAÇÕES:
1) Aplicar-se-á a tabela progressiva mensal quando a beneficiária for sociedade civil prestadora
de serviços relativos a profissão legalmente regulamentada, controlada, direta ou indiretamente:
a) por pessoas físicas que sejam diretores, gerentes ou controladores da pessoa jurídica que
pagar os rendimentos;
b) pelo cônjuge ou parente de primeiro grau das pessoas físicas referidas no item acima.
2) As importâncias pagas ou creditadas pelos fundos de investimentos autorizados pela
Comissão de Valores Mobiliários a pessoas jurídicas civis ou mercantis pela prestação de
serviços caracterizadamente de natureza profissional não estão sujeitas a retenção do IRRF.
DISPENSA DE RETENÇÃO
Está dispensada a retenção do imposto sobre a renda quando o serviço for prestado por pessoa
jurídica imune ou isenta, bem assim por pessoa jurídica optante pelo Simples Nacional.
(Instrução Normativa SRF nº 23, de 21 de janeiro de 1986, item II; Instrução Normativa RFB nº
765, de 2007, art. 1º)
13
REGIME DE TRIBUTAÇÃO
O imposto retido será deduzido do apurado no encerramento do período de apuração trimestral
ou anual.
(RIR/1999, art. 650)
RESPONSABILIDADE/RECOLHIMENTO
Compete à fonte pagadora. O imposto sobre a renda incidente sobre honorários advocatícios
e serviços prestados no curso de processo judicial, tais como serviços de engenheiro, contador,
leiloeiro, perito, assistente técnico, avaliador, médico, testamenteiro, liquidante, síndico etc., deve
ser recolhido utilizando o código de receita 1708, exceto no caso de prestação de serviços por
pessoa jurídica no curso de processo da justiça do trabalho que será recolhido utilizando o código
de receita 5936.
(RIR/1999, art. 717; AD Cosar nº 20, de 1995)
PRAZO DE RECOLHIMENTO
Até o último dia útil do 2º (segundo) decêndio do mês subsequente ao mês de ocorrência dos
fatos geradores.
(Lei nº 11.196, de 2005, art. 70, I, e, com a redação dada pelo art. 5º da Lei nº 11.933, de 2009
e Lei Complementar nº 150, de 2015, art. 38)
1708 Remuneração de Serviços de Limpeza, Conservação, Segurança e Locação de Mão
de obra Prestados por Pessoa Jurídica (art. 3º do DL nº 2.462, de 1988)
FATO GERADOR
Importâncias pagas ou creditadas por pessoa jurídica a outras pessoas jurídicas, civis ou
mercantis, pela prestação de serviços de limpeza e conservação de bens imóveis, exceto
reformas e obras assemelhadas; segurança e vigilância; e por locação de mão de obra de
empregados da locadora colocados a serviço da locatária, em local por esta determinado.
(RIR/1999, art. 649; ADN Cosit nº 9, de 1990)
BENEFICIÁRIO
Pessoa jurídica prestadora de serviços.
ALÍQUOTA/BASE DE CÁLCULO 1% (um por cento) sobre as importâncias pagas ou creditadas.
(RIR/1999, art. 649)
OBSERVAÇÕES:
1) Os serviços de limpeza, conservação, segurança e locação de mão de obra prestadospor
pessoas jurídicas sujeitam-se também a retenção das contribuições sociais a que se refere a Lei
nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003, arts. 30 a 32, 35 e 36 e Instrução Normativa SRF nº 459,
de 18 de outubro de 2004 (consulte os códigos 5952, 5987, 5960 e 5979).
2) As importâncias pagas ou creditadas pelos fundos de investimentos autorizados pela
Comissão de Valores Mobiliários a pessoas jurídicas civis ou mercantis pela prestação de
serviços de limpeza e conservação de bens imóveis, segurança, vigilância e por locação de mão
de obra não estão sujeitas a retenção do IRRF.
DISPENSA DE RETENÇÃO
Está dispensada a retenção do imposto sobre a renda quando o serviço for prestado por pessoa
jurídica optante pelo Simples Nacional.
(Instrução Normativa RFB nº 765, de 2007, art. 1º)
REGIME DE TRIBUTAÇÃO
O imposto retido será deduzido do apurado no encerramento do período de apuração trimestral
ou anual.
(RIR/1999, art. 650)
RESPONSABILIDADE/RECOLHIMENTO
Compete à fonte pagadora.
(RIR/1999, art. 717; AD Cosar nº 20, de 1995)
PRAZO DE RECOLHIMENTO
Até o último dia útil do 2º (segundo) decêndio do mês subsequente ao mês de ocorrência dos
fatos geradores.
(Lei nº 11.196, de 2005, art. 70, I, e, com a redação dada pelo art. 5º da Lei nº 11.933, de 2009
e Lei Complementar nº 150, de 2015, art. 38)
14
5952 Retenção na Fonte sobre Pagamentos a
Pessoa Jurídica Contribuinte da CSLL, da Cofins e da Contribuição para o PIS/Pasep
FATO GERADOR
Importâncias pagas pelas pessoas jurídicas a outras pessoas jurídicas de direito privado pela
prestação de serviços de limpeza, conservação, manutenção, segurança, vigilância, transporte
de valores e locação de mão de obra, pela prestação de serviços de assessoria creditícia,
mercadológica, gestão de crédito, seleção e riscos, administração de contas a pagar e a receber,
e pela remuneração de serviços profissionais (consulte Esclarecimento Adicionais Retenção das
Contribuições).
(Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003, arts. 30 a 32, 35 e 36; Instrução Normativa SRF nº
459, de 18 de outubro de 2004)
BENEFICIÁRIO
Pessoa jurídica prestadora do serviço.
ALÍQUOTA/BASE DE CÁLCULO
O valor da CSLL, da Cofins e da contribuição para o PIS/Pasep será determinado mediante a
aplicação, sobre o montante a ser pago, do percentual de 4,65% (quatro inteiros e sessenta e
cinco centésimos por cento), correspondente à soma das seguintes alíquotas:
a) 1% (um por cento), a título de CSLL;
b) 3% (três por cento), a título de Cofins; e
c) 0,65% (sessenta e cinco centésimos por cento), a título de PIS/Pasep.
PESSOA JURÍDICA BENEFICIÁRIA DE ISENÇÃO OU ALÍQUOTA ZERO
No caso de pessoa jurídica beneficiária de isenção, na forma da legislação específica, de uma
ou mais das contribuições acima, a retenção dar-se-á mediante a aplicação da alíquota
específica correspondente às contribuições não alcançadas pela isenção, utilizando os seguintes
códigos de arrecadação:
a) 5987, no caso de CSLL;
b) 5960, no caso de Cofins;
c) 5979, no caso de Contribuição para o PIS/Pasep.
PESSOA JURÍDICA AMPARADA POR MEDIDA JUDICIAL
No caso de pessoa jurídica amparada pela suspensão, total ou parcial, da exigibilidade do crédito
tributário nas hipóteses a que se referem os incisos II, IV e V do art. 151 da Lei nº 5.172, de 25
de outubro de 1966 - Código Tributário Nacional (CTN), ou por sentença judicial transitada em
julgado, determinando a suspensão do pagamento de qualquer das contribuições, a pessoa
jurídica que efetuar o pagamento deverá calcular, individualmente, os valores das contribuições
considerados devidos, aplicando as alíquotas correspondentes, e efetuar o recolhimento em Darf
distintos para cada um deles, utilizando os seguintes códigos de arrecadação:
a) 5987, no caso de CSLL;
b) 5960, no caso de Cofins;
c) 5979, no caso de Contribuição para o PIS/Pasep.
OBSERVAÇÕES:
Para fatos geradores a partir de 22 de junho de 2015, fica dispensada a retenção do tributo de
valor até R$ 10,00 (dez reais), exceto na hipótese de Darf eletrônico efetuado por meio do Siafi.
Os valores retidos no mês deverão ser recolhidos ao Tesouro Nacional pelo órgão público que
efetuar a retenção ou, de forma centralizada, pelo estabelecimento matriz da pessoa jurídica, até
o último dia útil do segundo decêndio do mês subsequente àquele mês em que tiver ocorrido o
pagamento à pessoa jurídica fornecedora dos bens ou prestadora do serviço.
A dispensa de retenção de imposto de renda na fonte, prevista no art. 67 da Lei nº 9.430, de
1996, aplica-se a cada pagamento ou crédito realizado pela pessoa jurídica a outra pessoa
jurídica, devendo, se for o caso, ser somado o total pago ou creditado, em um mesmo dia, ainda
que se refira a mais de um documento fiscal.
A acumulação de que trata o art. 68, refere-se a limite de valor para utilizar o Darf, tratando de
valor arrecadado, ou seja, aquele que tiver sido retido. A dispensa de retenção não se confunde
com limite de valor para uso do Darf; quando nos referimos ao uso desse documento, há
acumulação no curso do período de apuração ou períodos de apuração subsequentes, para um
mesmo código de receita, até alcançar valor igual ou maior que aquele limite.
Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003, arts. 24, § 3º, e 35, com a redação dada pelo art. 24
da Lei nº
13.137, de 19 de junho de 2015, e Solução de Consulta Cosit nº 159, de 7 de dezembro de 2016.
DISPENSA DE RETENÇÃO
15
Não será exigida retenção de CSLL, Cofins e PIS/Pasep na hipótese de pagamentos efetuados
a:
- empresas estrangeiras de transporte de valores;
- pessoas jurídicas optantes pelo Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e
Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Simples Nacional)
em relação às suas receitas próprias;
- título de transporte internacional de valores efetuado por empresas nacionais;
- estaleiros navais brasileiros nas atividades de conservação, modernização, conversão e reparo
de embarcações pré-registradas ou registradas no Registro Especial Brasileiro (REB), instituído
pela Lei nº 9.432, de 8 de janeiro de 1997;
- às cooperativas, em relação aos atos cooperados, exceto cooperativa de consumo.
- às entidades da administração pública federal, bem como aos órgãos, autarquias e fundações
dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios;
- pelos fundos de investimento autorizados pela Comissão de Valores Mobiliários.
OBSERVAÇÃO:
Os pagamentos efetuados pelos fundos de investimentos autorizados pela Comissão de Valores
Mobiliários pela prestação dos serviços listados no art. 1º da Instrução Normativa SRF nº 459,
de 2004, não estão sujeitas a retenção do IRRF. (Instrução Normativa SRF nº 459, de 2004, arts.
1º, §§ 6º e 8º, 3º a 5º)
DISPENSA DE EFETUAR A RETENÇÃO
Não estão obrigadas a efetuar esta retenção, as pessoas jurídicas optantes pelo Regime
Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e
Empresas de Pequeno Porte (Simples Nacional).
(Instrução Normativa SRF nº 459, de 2004, art. 1º, § 6º)
REGIME DE TRIBUTAÇÃO
Os valores retidos serão considerados como antecipação do que for devido pelo contribuinte que
sofreu a retenção, em relação às respectivas contribuições.
Os valores retidos poderão ser deduzidos, pelo contribuinte, das contribuições devidas de
mesma espécie, relativamente a fatos geradores ocorridos a partir do mês da retenção.
(Lei nº 10.833, de 2003, art. 36; Instrução Normativa SRF nº 459, de 2004, art. 7º)
RESPONSABILIDADE/RECOLHIMENTO
Compete à fonte pagadora.
(Lei nº 10.833, de 2003, art. 35; Instrução Normativa SRF nº 459, de 2004, art. 6º)
PRAZO DE RECOLHIMENTO
Para fatos geradores a partir de 22 de junho de 2015, até o último dia útil do segundo decêndio
do mês subsequente àquele mês em que tiver ocorrido o pagamento à pessoa jurídicafornecedora dos bens ou prestadora do serviço.
(Lei nº 10.833, de 2003, art. 35 e Lei nº 13.137, de 2015, art. 24; Instrução Normativa SRF nº
459, de 2004, art. 6º)
IR Fonte - Comissão de intermediação
Estão sujeitas à incidência do imposto na fonte, à alíquota de 1,5%, as importâncias
pagas ou creditadas por pessoas jurídicas a outras pessoas jurídicas a título de comissões,
corretagens ou qualquer outra remuneração pela representação comercial ou pela mediação na
realização de negócios civis e comerciais (art. 651 do RIR/99).
A responsabilidade da retenção e recolhimento é da fonte pagadora dos rendimentos,
exceto nas 8 (oito) hipóteses de incidência enumeradas pela IN SRF nº 153/87, alterada pelas
IN SRF nº 177/87 e 107/91, a saber:
a) colocação ou negociação de títulos de renda fixa;
b) operações realizadas em Bolsas de Valores e em Bolsas de Mercadorias;
c) distribuição de emissão de valores mobiliários, quando a pessoa jurídica atuar como agente
da companhia emissora;
d) operações de câmbio;
e) venda de passagens, excursões ou viagens;
f) administração de cartão de crédito;
g) prestação de serviços de distribuição de refeição pelo sistema de refeições-convênio; e
h) prestação de serviços de administração de convênios.
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Quando houver repasse de parte da comissão relativa a determinada operação, o
recolhimento será efetuado pelo valor líquido recebido pela pessoa jurídica, assim considerada
a diferença entre o valor das comissões recebidas e o das repassadas a outra(s) pessoa(s)
jurídica(s) em cada semana (IN SRF nº 153/87).
Não incidirá o imposto, quando o beneficiário dos rendimentos for pessoa imune ou
isenta.
Sujeitam-se à incidência do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) à alíquota de
1,5% as importâncias pagas ou creditadas por pessoas jurídicas a outras pessoas jurídicas, a
título de comissões, corretagens ou qualquer outra remuneração pela representação comercial
ou pela mediação na realização de negócios civis ou comerciais disposição contida no
Regulamento de Imposto de Renda:
Mediação de Negócios, Propaganda e Publicidade
Art. 651. Estão sujeitas à incidência do imposto na fonte, à alíquota de um e meio por cento, as
importâncias pagas ou creditadas por pessoas jurídicas a outras pessoas jurídicas (Lei nº 7.450,
de 1985, art. 53, Decreto-Lei nº 2.287, de 23 de julho de 1986, art. 8º, e Lei nº 9.064, de 1995,
art. 6º):
I - a título de comissões, corretagens ou qualquer outra remuneração pela representação
comercial ou pela mediação na realização de negócios civis e comerciais;
II - por serviços de propaganda e publicidade.
§ 1º No caso do inciso II, excluem-se da base de cálculo as importâncias pagas diretamente ou
repassadas a empresas de rádio e televisão, jornais e revistas, atribuída à pessoa jurídica
pagadora e à beneficiária responsabilidade solidária pela comprovação da efetiva realização dos
serviços (Lei nº 7.450, de 1985, art. 53, parágrafo único).
§ 2º O imposto descontado na forma desta Seção será considerado antecipação do devido pela
pessoa jurídica.
Tal incidência também alcança as comissões pagas ou creditadas a agências de
emprego pelas empresas que contratam pessoal (empregados efetivos) por seu intermédio, em
conformidade ao Parecer Normativo CST nº 37/1987.
Em geral, o imposto incidente na fonte deve ser retido e recolhido pela pessoa jurídica
que pagar ou creditar os rendimentos, ou seja, a tomadora (contratante) do serviço.
A exceção da retenção da contratante, conforme dispõem a Instrução Normativa SRF nº
153/1987, a Instrução Normativa SRF nº 177/1987 e a Instrução Normativa DRF nº 107/1997,
em que o recolhimento do imposto deve ser feito pela pessoa jurídica que receber os
rendimentos, ou seja, a Prestadora de Serviço, ficando a fonte pagadora desobrigada de efetuar
a retenção nos casos de comissões e corretagens relativas a:
a) colocação ou negociação de títulos de renda fixa;
b) operações realizadas em Bolsas de Valores e em Bolsas de Mercadorias;
c) distribuição de emissão de valores mobiliários, quando a pessoa jurídica atuar como agente
da companhia emissora;
d) operações de câmbio;
e) vendas de passagens, excursões ou viagens;
f) administração de cartões de crédito;
g) prestação de serviços de distribuição de refeições pelo sistema de refeições-convênio;
h) prestação de serviço de administração de convênios.
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Portanto, os valores das comissões será de responsabilidade da prestadora somente
nos seguintes tópicos indicados acima das letras ("a" a "h") o que geralmente ocorre é retenção
por parte do tomador de serviços a quem contratou.
Dessa forma o Darf a ser informado na DCTF poderá ser originado por uma retenção por
parte da contratante ou nos casos acima pela prestadora de serviço.
RETENÇÕES DE CONTRIBUIÇÕES
- Retenção PIS, COFINS e CSLL – Serviços Prestados por Pessoa Jurídica
Lei n.º 10.833 de 2003:
Art. 30. Os pagamentos efetuados pelas pessoas jurídicas a outras pessoas jurídicas de
direito privado, pela prestação de serviços de limpeza, conservação, manutenção, segurança,
vigilância, transporte de valores e locação de mão-de-obra, pela prestação de serviços de
assessoria creditícia, mercadológica, gestão de crédito, seleção e riscos, administração de
contas a pagar e a receber, bem como pela remuneração de serviços profissionais, estão sujeitos
a retenção na fonte da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL, da COFINS e da
contribuição para o PIS/PASEP.
§ 1º O disposto neste artigo aplica-se inclusive aos pagamentos efetuados por:
I - associações, inclusive entidades sindicais, federações, confederações, centrais sindicais
e serviços sociais autônomos;
II - sociedades simples, inclusive sociedades cooperativas;
III - fundações de direito privado; ou
IV - condomínios edilícios.
§ 2º Não estão obrigadas a efetuar a retenção a que se refere o caput as pessoas jurídicas
optantes pelo SIMPLES.
§ 3º As retenções de que trata o caput serão efetuadas sem prejuízo da retenção do imposto
de renda na fonte das pessoas jurídicas sujeitas a alíquotas específicas previstas na legislação
do imposto de renda.
§ 4º (Vide Medida Provisória nº 232, 2004)
Art. 31. O valor da CSLL, da COFINS e da contribuição para o PIS/PASEP, de que trata o
art. 30, será determinado mediante a aplicação, sobre o montante a ser pago, do percentual de
4,65% (quatro inteiros e sessenta e cinco centésimos por cento), correspondente à soma das
alíquotas de 1% (um por cento), 3% (três por cento) e 0,65% (sessenta e cinco centésimos por
cento), respectivamente.
§ 1º As alíquotas de 0,65% (sessenta e cinco centésimos por cento) e 3% (três por cento)
aplicam-se inclusive na hipótese de a prestadora do serviço enquadrar-se no regime de não-
cumulatividade na cobrança da contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS.
§ 2º No caso de pessoa jurídica beneficiária de isenção, na forma da legislação específica,
de uma ou mais das contribuições de que trata este artigo, a retenção dar-se-á mediante a
aplicação da alíquota específica correspondente às contribuições não alcançadas pela isenção.
§ 3º Fica dispensada a retenção de valor igual ou inferior a R$ 10,00 (dez reais), exceto na
hipótese de Documento de Arrecadação de Receitas Federais - DARF eletrônico efetuado por
meio do Siafi. (Redação dada pela Lei nº 13.137, de 2015)
§ 4º (Revogado).
Art. 32. A retenção de que trata o art. 30 não será exigida na hipótese de pagamentos
efetuados a:
I – cooperativas, relativamente à CSLL; (Redação dada pela Lei nº 10.865, de 2004)
18
II – empresas estrangeirasde transporte de valores; (Redação dada pela Lei nº 10.865, de
2004) (Vide Medida Provisória nº 232, 2004)
III - pessoas jurídicas optantes pelo SIMPLES.
Parágrafo único. A retenção da COFINS e da contribuição para o PIS/PASEP não será
exigida, cabendo, somente, a retenção da CSLL nos pagamentos:
I – a título de transporte internacional de valores efetuados por empresa nacional; (Redação
dada pela Lei nº 10.865, de 2004) (Vide Medida Provisória nº 232, 2004)
II - aos estaleiros navais brasileiros nas atividades de conservação, modernização,
conversão e reparo de embarcações pré-registradas ou registradas no Registro Especial
Brasileiro - REB, instituído pela Lei no 9.432, de 8 de janeiro de 1997.
Art. 33. A União, por intermédio da Secretaria da Receita Federal, poderá celebrar
convênios com os Estados, Distrito Federal e Municípios, para estabelecer a responsabilidade
pela retenção na fonte da CSLL, da COFINS e da contribuição para o PIS/PASEP, mediante a
aplicação das alíquotas previstas no art. 31, nos pagamentos efetuados por órgãos, autarquias
e fundações dessas administrações públicas às pessoas jurídicas de direito privado, pelo
fornecimento de bens ou pela prestação de serviços em geral.
Art. 34. Ficam obrigadas a efetuar as retenções na fonte do imposto de renda, da CSLL, da
COFINS e da contribuição para o PIS/PASEP, a que se refere o art. 64 da Lei no 9.430, de 27
de dezembro de 1996, as seguintes entidades da administração pública federal:
I - empresas públicas;
II - sociedades de economia mista; e
III - demais entidades em que a União, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital
social com direito a voto, e que dela recebam recursos do Tesouro Nacional e estejam obrigadas
a registrar sua execução orçamentária e financeira na modalidade total no Sistema Integrado de
Administração Financeira do Governo Federal - SIAFI.
Parágrafo único. A retenção a que se refere o caput deste artigo não se aplica na hipótese
de pagamentos relativos à aquisição de: (Redação dada pela Lei nº 11.727, de 2008)
I – petróleo, gasolina, gás natural, óleo diesel, gás liquefeito de petróleo, querosene de
aviação e demais derivados de petróleo e gás natural; (Incluído pela Lei nº 11.727, de 2008)
II – álcool, biodiesel e demais biocombustíveis. (Incluído pela Lei nº 11.727, de 2008)
Art. 35. Os valores retidos no mês, na forma dos arts. 30, 33 e 34 desta Lei, deverão ser
recolhidos ao Tesouro Nacional pelo órgão público que efetuar a retenção ou, de forma
centralizada, pelo estabelecimento matriz da pessoa jurídica, até o último dia útil do segundo
decêndio do mês subsequente àquele mês em que tiver ocorrido o pagamento à pessoa
jurídica fornecedora dos bens ou prestadora do serviço. (Redação dada pela Lei nº 13.137, de
2015)
Art. 36. Os valores retidos na forma dos arts. 30, 33 e 34 serão considerados como
antecipação do que for devido pelo contribuinte que sofreu a retenção, em relação ao imposto
de renda e às respectivas contribuições.
Regulamentação: Instruções Normativa n.º 459 de 2004 e 1.234 de 2012 da RFB.
Esclarecimentos adicionais:
1 – Retenções sobre os pagamentos efetuados pelas pessoas jurídicas de direito privado a
outras pessoas jurídicas de direito privado, código de receita 5952, e nas hipóteses aplicáveis
5987, 5960 e 5979.
a) Conceito de Serviço: para fins desta retenção entende-se como serviços de:
- limpeza, conservação ou zeladoria os serviços de varrição, lavagem, enceramento,
desinfecção, higienização, desentupimento, dedetização, desinsetização, imunização,
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desratização ou outros serviços destinados a manter a higiene, o asseio ou a conservação de
praias, jardins, rodovias, monumentos, edificações, instalações, dependências, logradouros, vias
públicas, pátios ou de áreas de uso comum; � manutenção todo e qualquer serviço de
manutenção ou conservação de edificações, instalações, máquinas, veículos automotores,
embarcações, aeronaves, aparelhos, equipamentos, motores, elevadores ou de qualquer bem,
quando destinadas a mantê-los em condições eficientes de operação, exceto se a manutenção
for feita em caráter isolado, como um mero conserto de um bem defeituoso;
- segurança e/ou vigilância os serviços que tenham por finalidade a garantia da integridade física
de pessoas ou a preservação de valores e de bens patrimoniais, inclusive escolta de veículos de
transporte de pessoas ou cargas;
Os serviços profissionais relacionados no § 1º do art. 647 do Regulamento do Imposto
sobre a Renda (RIR/1999), inclusive quando prestados por cooperativas ou associações
profissionais, aplicando-se, para fins da retenção das contribuições, os mesmos critérios de
interpretação adotados em atos normativos expedidos pela Secretaria da Receita Federal do
Brasil (RFB) para a retenção do imposto sobre a renda.
b) Apuração do Limite Dispensa de Retenção Fica dispensada a retenção de tributo de valor até
R$ 10,00 (dez reais), exceto na hipótese de Documento de Arrecadação de Receitas Federais -
DARF eletrônico efetuado por meio do Siafi. Ocorrendo mais de um pagamento no mesmo mês
à mesma pessoa jurídica, a cada pagamento deverá ser: - efetuada a soma de todos os valores
pagos no mês; e calculado o valor a ser retido sobre o montante desta soma, desde que o total
de tributo limite de R$ 10,00 (Dez Reais), devendo ser deduzidos os valores retidos
anteriormente no mesmo mês. Na hipótese de mais de um pagamento no mesmo mês, caso a
retenção a ser efetuada seja superior ao valor a ser pago, a retenção será efetuada até o limite
deste.
Para fins do limite de dispensa de retenção estabelecido no § 3º do art. 31 da Lei nº
10.833, de 2003 e alterações, quando a pessoa jurídica possuir filiais e qualquer dos
estabelecimentos, quer seja a matriz ou filial, efetuar pagamento à mesma pessoa jurídica, no
mesmo mês, pela prestação dos serviços previstos o art. 30 da Lei nº 10.833, de 2003, o cálculo
das contribuições sociais a serem retidas deverá ser feito pelo total dos rendimentos
efetivamente pagos no mês, independentemente de o fato ocorrer na matriz ou na filial, devendo
nesse caso adotar os seguintes procedimentos:
a) a cada pagamento a ser efetuado pela matriz ou filial, no mês, à mesma pessoa jurídica,
deverão ser somados os valores pagos por todos os estabelecimentos e deverá ser efetuada a
retenção sobre o valor total, desde que o valor do tributo a ser retido ultrapasse o limite de R$
10,00;
b) havendo mais de um pagamento à mesma pessoa jurídica, no mesmo mês, deverão ser
somados, para fins de cálculo das contribuições a serem retidas, os valores pagos por todas as
dependências da pessoa jurídica, que já sofreram retenção e deduzido o valor retido
anteriormente, retendo-se apenas a diferença.
O recolhimento das retenções deverá obrigatoriamente ser centralizado na matriz, como
também a entrega à Secretaria da Receita Federal do Brasil da Declaração do Imposto sobre a
Renda Retido na Fonte (Dirf). c) Momento e Efeito das Retenções das Contribuições As
retenções efetuadas pelas pessoas jurídicas de direito privado de CSLL, PIS/Pasep e Cofins nos
pagamentos efetuados a outras pessoas jurídicas de direito privado serão feitas:
- sem prejuízo da retenção do imposto sobre a renda na fonte das pessoas jurídicas sujeitas a
alíquotas específicas previstas na legislação;
- sobre qualquer forma de pagamento, inclusive os pagamentos antecipados por conta de
prestação de serviços para entrega futura.
d) Não Aplicação Esta retenção não se aplica aos órgãos públicos federais, bem como aos
órgãos, autarquias e fundações dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.
e) Operações com Cartões deCrédito ou Débito Nos pagamentos pela prestação de serviços
efetuados por meio de cartões de crédito ou débito, a retenção será efetuada pela pessoa jurídica
tomadora dos serviços sobre o total a ser pago à empresa prestadora dos serviços, devendo o
pagamento com o cartão ser realizado pelo valor líquido, após deduzidos os valores das
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contribuições retidas, cabendo a responsabilidade pelo recolhimento destas à pessoa jurídica
tomadora dos serviços.
f) Documentos de Cobrança que Contenham Código de Barras Nas notas fiscais, nas faturas,
nos boletos bancários ou quaisquer outros documentos de cobrança desses serviços, que
contenham código de barras deverão ser informados o valor bruto do preço dos serviços e os
valores de cada contribuição incidente sobre a operação, devendo o seu pagamento ser efetuado
pelo valor líquido, após deduzidos os valores das contribuições retidas, cabendo a
responsabilidade pelo recolhimento destas à pessoa jurídica tomadora dos serviços. Esse
procedimento não se aplica às faturas de cartão de crédito.
g) Empresa Optante pelo Simples Nacional A empresa optante pelo Simples Nacional quando
prestar serviço deverá declarar a tomadora do serviço para fins de dispensa de retenção sua
condição de optante por aquele regime.
h) Comprovante de Rendimentos e Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (Dirf)
As pessoas jurídicas que efetuarem a retenção de que trata esta Instrução Normativa deverão
fornecer à pessoa jurídica beneficiária do pagamento comprovante anual da retenção, até o
último dia útil do mês de fevereiro do ano subsequente, conforme modelo aprovado pela RFB. O
comprovante anual referente a essas retenções poderá ser disponibilizado por meio da Internet
à pessoa jurídica beneficiária do pagamento que possua endereço eletrônico Anualmente, até o
último dia útil do mês de fevereiro do ano subsequente, as pessoas jurídicas que efetuarem essas
retenções deverão apresentar Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (Dirf), nela
discriminando, mensalmente, o somatório dos valores pagos e o total retido, por contribuinte e
por código de recolhimento.
2 – Retenções de IRPJ, CSLL, PIS/Pasep e Cofins sobre pagamentos que efetuarem os órgãos
da Administração Federal Direta e Indireta pelo fornecimento de bens e serviços inclusive obras.
De 10 de julho de 2014 até 31 de dezembro de 2017, fica dispensada a retenção dos tributos na
fonte sobre os pagamentos efetuados por órgãos ou entidades da administração pública federal,
mediante a utilização do Cartão de Pagamento do Governo Federal (CPGF), no caso de compra
de passagens aéreas diretamente das companhias aéreas prestadoras de serviços de transporte
aéreo. (Lei nº 9.430, de 1996, art. 64, com a redação dada pela Medida Provisória nº 651, de 9
de julho de 2014, art. 44, convertida na Lei nº 13.043, de 13 de novembro de 2014, art. 59)
a) Efeito e Momento da Retenção Efetuada essa retenção, fica dispensada, em relação aos
pagamentos efetuados, as demais retenções previstas na legislação do imposto de renda. As
retenções serão efetuadas sobre qualquer forma de pagamento, inclusive os pagamentos
antecipados por conta de fornecimento de bens ou de prestação de serviços, para entrega futura.
b) Tratamento Diferenciado No caso de pessoa jurídica ou de receitas amparadas por isenção,
não incidência ou alíquota zero, na forma da legislação específica, do imposto de renda ou de
uma ou mais contribuições, a retenção dar-se-á mediante a aplicação das alíquotas específicas,
correspondente ao imposto de renda ou às contribuições não alcançadas pela isenção, não
incidência ou pela alíquota zero. Hipótese em que o recolhimento será efetuado mediante a
utilização dos códigos próprios, quais sejam:
- 6256 - no caso de IRPJ;
- 6228 - no caso de CSLL;
- 6243 - no caso de Cofins;
- 6230 - no caso de PIS/Pasep.
As pessoas jurídicas amparadas por de isenção, não incidência ou alíquota zero devem
informar esta condição no documento fiscal, inclusive o enquadramento legal, sob pena de, se
não o fizerem, se sujeitarem à retenção do imposto de renda e das contribuições sobre o valor
total do documento fiscal, no percentual total correspondente à natureza do bem ou serviço.
c) Conceito de Serviço de Empreitada e de Construção para os fins desta retenção entende-se
como:
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I - serviços prestados com emprego de materiais, os serviços cuja prestação envolva o
fornecimento pelo contratado de materiais, desde que tais materiais estejam discriminados no
contrato ou em planilhas à parte integrante do contrato, e na nota fiscal ou fatura de prestação
de serviços;
II - construção por empreitada com emprego de materiais, a contratação por empreitada de
construção civil, na modalidade total, fornecendo o empreiteiro todos os materiais indispensáveis
à sua execução, sendo tais materiais incorporados à obra. Excetua-se do conceito do item “I” os
serviços hospitalares de que trata o art. 30, e os serviços médicos referidos no art. 31 e no seu
parágrafo único, da Instrução Normativa RFB nº 1.234, de 2012. Na especificação do item “II”
não serão considerados como materiais incorporados à obra, os instrumentos de trabalho
utilizados e os materiais consumidos na execução da obra.
d) Alterações a Instrução Normativa RFB nº 1234, de 2012: O art. 1º da Instrução Normativa RFB
nº 1.540, de 5 de janeiro de 2015, alterou os seguintes artigos da Instrução Normativa RFB nº
1.234, de 2012; 4º, 6º, 9º, 12, 18, 24, 26, 27, 28, 29, 30, 31 e 32.
Lei 10.485 de 2002:
§ 3o Estão sujeitos à retenção na fonte da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins os
pagamentos referentes à aquisição de autopeças constantes dos Anexos I e II desta Lei, exceto
pneumáticos, quando efetuados por pessoa jurídica fabricante: (Redação dada pela lei nº
11.196, de 2005)
I - de peças, componentes ou conjuntos destinados aos produtos relacionados no art. 1o desta
Lei; (Incluído pela lei nº 11.196, de 2005)
II - de produtos relacionados no art. 1o desta Lei. (Incluído pela lei nº 11.196, de 2005)
§ 4o O valor a ser retido na forma do § 3o deste artigo constitui antecipação das contribuições
devidas pelas pessoas jurídicas fornecedoras e será determinado mediante a aplicação, sobre a
importância a pagar, do percentual de 0,1% (um décimo por cento) para a Contribuição para o
PIS/Pasep e 0,5% (cinco décimos por cento) para a Cofins. (Redação dada pela lei nº 11.196,
de 2005)
§ 5o O valor retido na quinzena deverá ser recolhido até o último dia útil da quinzena subseqüente
àquela em que tiver ocorrido o pagamento. (Redação dada pela lei nº 11.196, de 2005)
§ 6o Na hipótese de a pessoa jurídica fabricante dos produtos relacionados no art. 1o desta Lei
revender produtos constantes dos Anexos I e II desta Lei, serão aplicadas, sobre a receita
auferida, as alíquotas previstas no inciso II do caput deste artigo. (Incluído pela Lei nº 10.865,
de 2004)
§ 7o A retenção na fonte de que trata o § 3o deste artigo: (Incluído pela lei nº 11.196, de 2005)
I - não se aplica no caso de pagamento efetuado a pessoa jurídica optante pelo Sistema
Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de
Pequeno Porte - Simples e a comerciante atacadista ou varejista; (Incluído pela lei nº 11.196,
de 2005)
II - alcança também os pagamentos efetuados por serviço de industrialização no caso de
industrialização por encomenda. (Incluído pela lei nº 11.196, de 2005)
BASE LEGAL IRRF – Prestação de serviço por pessoa jurídica:
Arts 620 e seguintes do RIR:
LIVRO III
TRIBUTAÇÃO NA FONTE E SOBRE OPERAÇÕES FINANCEIRAS
TÍTULO I
TRIBUTAÇÃO NA FONTE
CAPÍTULO I
RENDIMENTOS SUJEITOS À TABELA PROGRESSIVA22
Seção I
Incidência
Disposições Gerais
Art. 620. Os rendimentos de que trata este Capítulo estão sujeitos à incidência do imposto na
fonte, mediante aplicação de alíquotas progressivas, de acordo com as seguintes tabelas em
Reais:
Rendimentos de Aluguéis e Royalties Pagos por Pessoa Jurídica
Art. 631. Estão sujeitos à incidência do imposto na fonte, calculado na forma do art. 620, os
rendimentos decorrentes de aluguéis ou royalties pagos por pessoas jurídicas a pessoas físicas
(Lei nº 7.713, de 1988, art. 7º, inciso II).
Aluguel de Imóveis
Art. 632. Não integrarão a base de cálculo para incidência do imposto, no caso de aluguéis de
imóveis (Lei nº 7.739, de 1989, art. 14):
I - o valor dos impostos, taxas e emolumentos incidentes sobre o bem que produzir o rendimento;
II - o aluguel pago pela locação do imóvel sublocado;
III - as despesas para cobrança ou recebimento do rendimento;
IV - as despesas de condomínio.
Rendimentos de Serviços Profissionais Prestados por Pessoas Jurídicas
Pessoas Jurídicas não Ligadas
Art. 647. Estão sujeitas à incidência do imposto na fonte, à alíquota de um e meio por cento, as
importâncias pagas ou creditadas por pessoas jurídicas a outras pessoas jurídicas, civis ou
mercantis, pela prestação de serviços caracterizadamente de natureza profissional (Decreto-Lei
nº 2.030, de 9 de junho de 1983, art. 2º, Decreto-Lei nº 2.065, de 1983, art. 1º, inciso III, Lei nº
7.450, de 1985, art. 52, e Lei nº 9.064, de 1995, art. 6º).
§ 1º Compreendem-se nas disposições deste artigo os serviços a seguir indicados:
1. administração de bens ou negócios em geral (exceto consórcios ou fundos mútuos para
aquisição de bens);
2. advocacia;
3. análise clínica laboratorial;
4. análises técnicas;
5. arquitetura;
6. assessoria e consultoria técnica (exceto o serviço de assistência técnica prestado a terceiros
e concernente a ramo de indústria ou comércio explorado pelo prestador do serviço);
7. assistência social;
8. auditoria;
9. avaliação e perícia;
10. biologia e biomedicina;
11. cálculo em geral;
12. consultoria;
13. contabilidade;
14. desenho técnico;
15. economia;
16. elaboração de projetos;
17. engenharia (exceto construção de estradas, pontes, prédios e obras assemelhadas);
18. ensino e treinamento;
19. estatística;
20. fisioterapia;
21. fonoaudiologia;
22. geologia;
23. leilão;
23
24. medicina (exceto a prestada por ambulatório, banco de sangue, casa de saúde, casa de
recuperação ou repouso sob orientação médica, hospital e pronto-socorro);
25. nutricionismo e dietética;
26. odontologia;
27. organização de feiras de amostras, congressos, seminários, simpósios e congêneres;
28. pesquisa em geral;
29. planejamento;
30. programação;
31. prótese;
32. psicologia e psicanálise;
33. química;
34. radiologia e radioterapia;
35. relações públicas;
36. serviço de despachante;
37. terapêutica ocupacional;
38. tradução ou interpretação comercial;
39. urbanismo;
40. veterinária.
§ 2º O imposto incide independentemente da qualificação profissional dos sócios da beneficiária
e do fato desta auferir receitas de quaisquer outras atividades, seja qual for o valor dos serviços
em relação à receita bruta.
Pessoas Jurídicas Ligadas
Art. 648. Aplicar-se-á a tabela progressiva prevista no art. 620 aos rendimentos brutos referidos
no artigo anterior, quando a beneficiária for sociedade civil prestadora de serviços relativos a
profissão legalmente regulamentada, controlada, direta ou indiretamente (Decreto-Lei nº 2.067,
de 9 de novembro de 1983, art. 3º):
I - por pessoas físicas que sejam diretores, gerentes ou controladores da pessoa jurídica que
pagar ou creditar os rendimentos; ou
II - pelo cônjuge, ou parente de primeiro grau, das pessoas físicas referidas no inciso anterior.
Serviços de Limpeza, Conservação, Segurança, Vigilância e Locação de Mão-de-obra
Art. 649. Estão sujeitos à incidência do imposto na fonte à alíquota de um por cento os
rendimentos pagos ou creditados por pessoas jurídicas a outras pessoas jurídicas civis ou
mercantis pela prestação de serviços de limpeza, conservação, segurança, vigilância e por
locação de mão-de-obra (Decreto-Lei nº 2.462, de 30 de agosto de 1988, art. 3º, e Lei nº 7.713,
de 1988, art. 55).
Tratamento do Imposto
Art. 650. O imposto descontado na forma desta Seção será considerado antecipação do devido
pela beneficiária (Decreto-Lei nº 2.030, de 1983, art. 2º, § 1º).
Mediação de Negócios, Propaganda e Publicidade
Art. 651. Estão sujeitas à incidência do imposto na fonte, à alíquota de um e meio por cento, as
importâncias pagas ou creditadas por pessoas jurídicas a outras pessoas jurídicas (Lei nº 7.450,
de 1985, art. 53, Decreto-Lei nº 2.287, de 23 de julho de 1986, art. 8º, e Lei nº 9.064, de 1995,
art. 6º):
I - a título de comissões, corretagens ou qualquer outra remuneração pela representação
comercial ou pela mediação na realização de negócios civis e comerciais;
II - por serviços de propaganda e publicidade.
§ 1º No caso do inciso II, excluem-se da base de cálculo as importâncias pagas diretamente ou
repassadas a empresas de rádio e televisão, jornais e revistas, atribuída à pessoa jurídica
24
pagadora e à beneficiária responsabilidade solidária pela comprovação da efetiva realização dos
serviços (Lei nº 7.450, de 1985, art. 53, parágrafo único).
§ 2º O imposto descontado na forma desta Seção será considerado antecipação do devido pela
pessoa jurídica.
Pagamentos a Cooperativas de Trabalho e Associações Profissionais ou Assemelhadas
Art. 652. Estão sujeitas à incidência do imposto na fonte à alíquota de um e meio por cento as
importâncias pagas ou creditadas por pessoas jurídicas a cooperativas de trabalho, associações
de profissionais ou assemelhadas, relativas a serviços pessoais que lhes forem prestados por
associados destas ou colocados à disposição (Lei nº 8.541, de 1992, art. 45, e Lei nº 8.981, de
1995, art. 64).
§ 1º O imposto retido será compensado pelas cooperativas de trabalho, associações ou
assemelhadas com o imposto retido por ocasião do pagamento dos rendimentos aos associados
(Lei nº 8.981, de 1995, art. 64, § 1º).
§ 2º O imposto retido na forma deste artigo poderá ser objeto de pedido de restituição, desde
que a cooperativa, associação ou assemelhada comprove, relativamente a cada ano-calendário,
a impossibilidade de sua compensação, na forma e condições definidas em ato normativo do
Ministro de Estado da Fazenda (Lei nº 8.981, de 1995, art. 64, § 2º).
Lucros Apurados a partir de 1º de janeiro de 1996
Art. 654. Os lucros ou dividendos calculados com base nos resultados apurados a partir do mês
de janeiro de 1996, pagos ou creditados pelas pessoas jurídicas tributadas com base no lucro
real, não estão sujeitos à incidência do imposto na fonte, nem integram a base de cálculo do
imposto do beneficiário, pessoa física ou jurídica, domiciliado no País ou no exterior (Lei nº 9.249,
de 1995, art. 10).
Multas por Rescisão de Contratos
Art. 681. Estão sujeitas ao imposto na fonte, à alíquota de quinze por cento, as multas ou
quaisquer outras vantagens pagas ou creditadas por pessoa jurídica, ainda que a título de
indenização, a beneficiária pessoa física ou jurídica, inclusive isenta, em virtude de rescisão de
contrato (Lei nº 9.430, de 1996, art. 70).
§ 1º A responsabilidade pela retenção e recolhimento do imposto é da pessoa jurídica que
efetuar o pagamento ou crédito da multa ou vantagem (Lei nº 9.430, de 1996, art. 70, § 1º).
§ 2º O imposto deverá ser retido na data do pagamento ou crédito da multa ou vantagem e será
recolhido no prazo a que se refere o inciso II do art. 865 (Lei nº 9.430, de1996, art. 70, § 2º).
§ 3º O valor da multa ou vantagem será (Lei nº 9.430, de 1996, art. 70, § 3º):
I - computado na apuração da base de cálculo do imposto devido na declaração de ajuste anual
da pessoa física;
II - computado como receita, na determinação do lucro real;
III - acrescido ao lucro presumido ou arbitrado, para determinação da base de cálculo do imposto
devido pela pessoa jurídica.
§ 4º O imposto retido na fonte será considerado como antecipação do devido em cada período
de apuração, nas hipóteses referidas no parágrafo anterior, ou como tributação definitiva, no
caso de pessoa jurídica isenta (Lei nº 9.430, de 1996, art. 70, § 4º).
§ 5º O disposto neste artigo não se aplica às indenizações pagas ou creditadas em conformidade
com a legislação trabalhista e àquelas destinadas a reparar danos patrimoniais (Lei nº 9.430, de
1996, art. 70, § 5º).
RETENÇÃO E RECOLHIMENTO
Retenção do Imposto
Responsabilidade da Fonte
25
Art. 717. Compete à fonte reter o imposto de que trata este Título, salvo disposição em contrário
(Decreto-Lei nº 5.844, de 1943, arts. 99 e 100, e Lei nº 7.713, de 1988, art. 7º, § 1º).
Disposições Especiais sobre Imposto de Renda na Fonte
Prazos de Recolhimento
Art. 70 da Lei 11.196 de 2005: prazo de recolhimento do IRRF:
Art. 70. Em relação aos fatos geradores ocorridos a partir de 1o de janeiro de 2006, os
recolhimentos do Imposto de Renda Retido na Fonte - IRRF e do Imposto sobre Operações de
Crédito, Câmbio e Seguro, ou Relativas a Títulos ou Valores Mobiliários - IOF serão efetuados
nos seguintes prazos: (Vigência)
I - IRRF:
a) na data da ocorrência do fato gerador, no caso de:
1. rendimentos atribuídos a residentes ou domiciliados no exterior;
2. pagamentos a beneficiários não identificados;
b) até o 3º (terceiro) dia útil subseqüente ao decêndio de ocorrência dos fatos geradores, no caso
de:
1. juros sobre o capital próprio e aplicações financeiras, inclusive os atribuídos a residentes ou
domiciliados no exterior, e títulos de capitalização;
2. prêmios, inclusive os distribuídos sob a forma de bens e serviços, obtidos em concursos e
sorteios de qualquer espécie e lucros decorrentes desses prêmios; e
3. multa ou qualquer vantagem, de que trata o art. 70 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de
1996;
c) até o último dia útil do mês subseqüente ao encerramento do período de apuração, no caso
de rendimentos e ganhos de capital distribuídos pelos fundos de investimento imobiliário; e
d) até o dia 7 do mês subsequente ao mês de ocorrência dos fatos geradores, no caso de
pagamento de rendimentos provenientes do trabalho assalariado a empregado doméstico; e
(Redação dada pela Lei Complementar nº 150, de 2015)
e) até o último dia útil do segundo decêndio do mês subsequente ao mês de ocorrência
dos fatos geradores, nos demais casos; (Incluído pela Lei Complementar nº 150, de 2015)
RETENÇÃO E RECOLHIMENTO DO IRRF: REGIME DE CAIXA ou COMPETÊNCIA:
Pela análise do art. 647 do RIR/99, o momento da retenção é a data do pagamento ou
data da nota fiscal de serviços (importâncias pagas ou creditadas), dos dois o que ocorrer
primeiro.
Se, ocorrer primeiro o pagamento, este é considerado adiantamento, e o adiantamento
de serviços é passível de retenção do IRRF, conforme art. 621 do RIR/99 e IN 1.500/2014 art.
63:
DOS ADIANTAMENTOS
Art. 63. O adiantamento de rendimentos correspondentes a determinado mês não está sujeito à
retenção, desde que os rendimentos sejam integralmente pagos no próprio mês a que se
referirem, momento em que são efetuados o cálculo e a retenção do imposto sobre o total dos
rendimentos pagos no mês.
§ 1º Se o adiantamento se referir a rendimentos que não sejam integralmente pagos no próprio
mês, o imposto será calculado de imediato sobre esse adiantamento, observado o disposto no
art. 59.
§ 2º Para efeitos de incidência do imposto, são considerados adiantamentos quaisquer valores
fornecidos ao beneficiário, mesmo a título de empréstimo, quando não haja, cumulativamente,
previsão de cobrança de encargos financeiros, forma e prazo de pagamento.
Se receber primeiro a Nota Fiscal de Serviços, este será o fato gerador para retenção do
IRRF e para contagem de prazo para recolhimento que será a sua data de emissão, ou seja, o
prazo para recolhimento do IR será até o dia 20 do mês seguinte ao da emissão da NFS, conf.
Lei 11.933/2009.
26
No IRRF, da pessoa jurídica, prevalece ao regime de competência e no IRRF da pessoa
física o regime de caixa, conf. Art. 620 do RIR/99
Solução de Divergência nº 26 - Cosit
Data 31 de outubro de 2013
ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA RETIDO NA FONTE – IRRF FATO GERADOR.
MOMENTO DE OCORRÊNCIA. PRESTAÇÃO DE SERVIÇO. DE NATUREZA PROFISSIONAL.
IMPORTÂNCIAS CREDITADAS
Considera-se ocorrido o fato gerador do imposto de renda na fonte, no caso de importâncias
creditadas, na data do lançamento contábil efetuado por pessoa jurídica, nominal ao
fornecedor do serviço, a débito de despesas em contrapartida com o crédito de conta do passivo,
à vista da nota fiscal ou fatura emitida pela contratada e aceita pela contratante.
A retenção do imposto de renda na fonte, incidente sobre as importâncias creditadas por pessoa
jurídica a outra pessoa jurídica pela prestação de serviços caracterizadamente de natureza
profissional, se dará na data da contabilização do valor dos serviços prestados, considerando-se
a partir desta data o prazo para o recolhimento.
Dispositivos Legais: Art. 647 do Regulamento do Imposto de Renda - RIR/1999 (Decreto nº
3.000, de 26 de março de 1999); Parecer Normativo CST nº 07, de 02/04/86; Parecer Normativo
CST nº 121, de 31 de agosto de 1973 e arts. 43, 114, 116, incisos I e II, e 117, incisos I e II, do
Código Tributário Nacional (Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966).
IRRF em aplicações financeiras:
Instrução Normativa RFB n.º 1.585, de 31 de agosto de 2015:
Art. 46. Os rendimentos produzidos por aplicações financeiras de renda fixa e de renda variável,
auferidos por qualquer beneficiário, inclusive pessoa jurídica isenta, sujeitam-se à incidência do
imposto sobre a renda na fonte às seguintes alíquotas:
I - 22,5% (vinte e dois inteiros e cinco décimos por cento), em aplicações com prazo de até 180
(cento e oitenta) dias;
II - 20% (vinte por cento), em aplicações com prazo de 181 (cento e oitenta e um) dias até 360
(trezentos e sessenta) dias;
III - 17,5% (dezessete inteiros e cinco décimos por cento), em aplicações com prazo de 361
(trezentos e sessenta e um dias) até 720 (setecentos e vinte) dias;
IV - 15% (quinze por cento), em aplicações com prazo acima de 720 (setecentos e vinte) dias.
Retenções Previdenciárias
Retenção do INSS em Nota Fiscal: 11% ou 3,5% (desoneração da folha)
Serviços Prestados por Cessão de Mão de Obra ou Empreitada
Instrução Normativa RFB nº 971, de 13 de novembro de 2009
(Publicado (a) no DOU de 17/11/2009, seção , pág. 35)
DA RETENÇÃO
Seção I
Da Obrigação Principal da Retenção
Art. 112. A empresa contratante de serviços prestados mediante cessão de mão-de-obra ou
empreitada, inclusive em regime de trabalho temporário, a partir da competência fevereiro de
1999, deverá reter 11% (onze por cento) do valor bruto da nota fiscal, da fatura ou do recibo de
prestação de serviços e recolher à Previdência Social a importância retida, em documento de
arrecadação identificado com a denominação social e o CNPJ da empresa contratada,
observado o disposto no art. 79 e no art. 145.
§ 1º Para fins do disposto no caput, a empresa contratada deverá emitir nota fiscal, fatura ou
recibo de prestação de serviços específica para os serviços prestados em condições especiais
pelos segurados ou discriminar o valor desses na nota fiscal, na faturaou no recibo de prestação
de serviços.
27
Art. 113. O valor retido na forma do art. 112 poderá ser compensado com as contribuições
devidas à Previdência Social ou ser objeto de pedido de restituição por qualquer estabelecimento
da empresa contratada, na forma da Instrução Normativa RFB nº 900, de 2008.
Art. 114. A empresa optante pelo SIMPLES, que prestou serviços mediante cessão de mão-de-
obra ou empreitada, durante a vigência da Lei nº 9.317, de 5 de dezembro de 1996, está sujeita
à retenção sobre o valor bruto da nota fiscal, da fatura ou do recibo de prestação de serviços
emitido.
OBS: ANEXO IV do Simples Nacional: Cessão de mão de obra;
Desoneração da folha
Lei n.º 12.546/11, art. 7º:
§ 6º No caso de contratação de empresas para a execução dos serviços referidos no caput (art.
7º), mediante cessão de mão de obra, na forma definida pelo art. 31 da Lei no 8.212, de 24 de
julho de 1991, e para fins de elisão da responsabilidade solidária prevista no inciso VI do art. 30
da Lei no 8.212, de 24 de julho de 1991, a empresa contratante deverá reter 3,5% (três inteiros
e cinco décimos por cento) do valor bruto da nota fiscal ou da fatura de prestação de serviços.
Lei n.º 8.212 de 1991:
Art. 31. A empresa contratante de serviços executados mediante cessão de mão de obra,
inclusive em regime de trabalho temporário, deverá reter 11% (onze por cento) do valor bruto da
nota fiscal ou fatura de prestação de serviços e recolher, em nome da empresa cedente da mão
de obra, a importância retida até o dia 20 (vinte) do mês subsequente ao da emissão da
respectiva nota fiscal ou fatura, ou até o dia útil imediatamente anterior se não houver expediente
bancário naquele dia, observado o disposto no § 5o do art. 33 desta Lei.
§ 1º O valor retido de que trata o caput deste artigo, que deverá ser destacado na nota fiscal ou
fatura de prestação de serviços, poderá ser compensado por qualquer estabelecimento da
empresa cedente da mão de obra, por ocasião do recolhimento das contribuições destinadas à
Seguridade Social devidas sobre a folha de pagamento dos seus segurados.
§ 2º Na impossibilidade de haver compensação integral na forma do parágrafo anterior, o saldo
remanescente será objeto de restituição.
§ 3º Para os fins desta Lei, entende-se como cessão de mão-de-obra a colocação à disposição
do contratante, em suas dependências ou nas de terceiros, de segurados que realizem serviços
contínuos, relacionados ou não com a atividade-fim da empresa, quaisquer que sejam a natureza
e a forma de contratação.
§ 4º Enquadram-se na situação prevista no parágrafo anterior, além de outros estabelecidos em
regulamento, os seguintes serviços:
I - limpeza, conservação e zeladoria;
II - vigilância e segurança;
III - empreitada de mão-de-obra;
IV - contratação de trabalho temporário na forma da Lei no 6.019, de 3 de janeiro de 1974.
§ 5º O cedente da mão-de-obra deverá elaborar folhas de pagamento distintas para cada
contratante.
§ 6º Em se tratando de retenção e recolhimento realizados na forma do caput deste artigo, em
nome de consórcio, de que tratam os arts. 278 e 279 da Lei no 6.404, de 15 de dezembro de
1976, aplica-se o disposto em todo este artigo, observada a participação de cada uma das
empresas consorciadas, na forma do respectivo ato constitutivo.
28
EVENTOS DA REINF
Versão 1.4
OBRIGATORIEDADE:
Contribuintes obrigados a adotar a EFD-Reinf
Estão obrigados a prestar informações por meio da EFD-Reinf1 os seguintes
contribuintes:
a) pessoas jurídicas que prestam e/ou que contratam serviços realizados mediante
cessão de mão de obra nos termos do art. 31 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991;
b) pessoas jurídicas responsáveis pela retenção da Contribuição para o PIS/Pasep, da
Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e da Contribuição Social sobre
o Lucro Líquido (CSLL);
c) pessoas jurídicas optantes pelo recolhimento da Contribuição Previdenciária sobre a
Receita Bruta (CPRB);
d) produtor rural pessoa jurídica e agroindústria quando sujeitos a contribuição
previdenciária substitutiva sobre a receita bruta proveniente da comercialização da produção
rural nos termos do art. 25 da Lei nº 8.870, de 15 de abril de 1994, na redação dada pela Lei nº
10.256, de 9 de julho de 2001 e do art. 22A da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, inserido pela
Lei nº 10.256, de 9 de julho de 2001, respectivamente;
e) associações desportivas que mantenham equipe de futebol profissional que tenham
recebido valores a título de patrocínio, licenciamento de uso de marcas e símbolos, publicidade,
propaganda e transmissão de espetáculos desportivos;
f) empresa ou entidade patrocinadora que tenha destinado recursos à associação
desportiva que mantenha equipe de futebol profissional a título de patrocínio, licenciamento de
uso de marcas e símbolos, publicidade, propaganda e transmissão de espetáculos desportivos;
g) entidades promotoras de eventos desportivos realizados em território nacional, em
qualquer modalidade desportiva, dos quais participe ao menos 1 (uma) associação desportiva
que mantenha equipe de futebol profissional; e
h) pessoas jurídicas e físicas que pagaram ou creditaram rendimentos sobre os quais haja
retenção do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (IRRF), por si ou como representantes de
terceiros.
Eventos da EFD-Reinf
As informações são prestadas à EFD-Reinf por meio de grupos de eventos, quais
sejam, eventos de tabelas, eventos periódicos e não periódicos, que possibilitam múltiplas
transmissões em períodos distintos, de acordo com a legislação de regência. Vale destacar que
cada evento possui um leiaute específico.
Os leiautes fazem referência às regras de validação, constantes no seu Anexo II - Tabela
de Regras de Validação. Esta tabela apresenta as regras de preenchimento dos eventos,
devendo ser consultada quando da ocorrência de inconsistências ou rejeições no processamento
de eventos pela EFD-Reinf.
Eventos de Tabela
As tabelas otimizam e validam a escrituração das informações do contribuinte que podem
influenciar no cálculo dos tributos e contribuições.
O grupo de tabelas, que inclui os eventos R-1000 – Informações do Contribuinte e R-
1070 – Tabela de Processos Administrativos/Judiciais, que serão examinados adiante, possuem
um atributo de vigência ou “Período de validade das informações” representado pelos campos:
início de validade {iniValid} e fim de validade {fimValid}.
O evento R-1000 – Informações do Contribuinte é o primeiro evento a ser transmitido à
EFD-Reinf, uma vez que identifica o contribuinte, contendo os dados básicos de sua classificação
fiscal. O evento R-1070 - Tabela de Processos Administrativos/Judiciais é responsável pela
29
informação de processos administrativos ou judiciais que suspendem a exigibilidade de crédito
tributário.
Havendo alteração no status de um processo faz-se necessário informar a data do fim
de validade da informação anterior e enviar novo evento com a data de início de validade da
nova informação.
Evento não periódico
Trata-se do evento R-3010 – Receita de Espetáculo Desportivo, que é considerado não
periódico pois sua ocorrência não tem frequência pré-definida, devendo ser informado, quando
houver espetáculo desportivo, até 2 dias úteis após a sua realização.
Eventos periódicos
São aqueles cuja ocorrência tem frequência previamente definida, relacionados:
a) aos serviços tomados/prestados mediante cessão de mão de obra ou empreitada (R-
2010 e R-2020);
b) às retenções na fonte (IR, CSLL, Cofins, PIS/PASEP) incidentes sobre os pagamentos
diversos efetuados a pessoas físicas e jurídicas (R-2070);
c) aos recursos recebidos ou repassadospara associação desportiva que mantenha equipe
de futebol profissional (R-2030 e R-2040);
d) à comercialização da produção e à apuração da contribuição previdenciária substitutiva
pelas agroindústrias e demais produtores rurais pessoa jurídica (R-2050); e
e) às empresas que se sujeitam à Contribuição Previdenciária sobre a Receita Bruta -
CPRB conforme Lei 12.546/2011 (R-2060).
Prazo de envio dos eventos periódicos
Até o dia 15 do mês seguinte, antecipando-se o vencimento para o dia útil
imediatamente anterior, em caso de não haver expediente bancário.
Envio de Eventos
Todas as informações prestadas relativas a tributos e contribuições em um determinado
período de apuração são consideradas como um “movimento”, que, portanto, pode conter um
ou mais eventos.
Para o encerramento da transmissão dos eventos periódicos de determinado movimento,
em certo período de apuração, deve ser enviado o evento R-2099 – Fechamento dos Eventos
Periódicos. A aceitação do evento de fechamento, após processadas as devidas validações,
conclui a totalização das bases de cálculo contempladas naquele movimento, possibilita a
constituição do crédito tributário e a geração do DARF para o recolhimento dos tributos e
contribuições devidos.
Caso seja necessário o envio de retificações ou novos eventos referentes a um
movimento já encerrado, este deverá ser reaberto com o envio do evento R-2098 - Reabertura
dos Eventos Periódicos. Se for efetivada tal reabertura para o movimento, torna-se necessário
o envio de um novo evento de fechamento.
Situação “Sem Movimento”
A situação “Sem Movimento” para o contribuinte só ocorrerá quando não houver
informação a ser enviada para o grupo de eventos periódicos R-2010 a R-2070. Neste caso,
deve ser enviado o evento “R-2099 – Fechamento dos Eventos Periódicos”, com as
informações de fechamento, declarando a não ocorrência de fatos geradores, na primeira
competência do ano em que esta situação ocorrer. Caso a situação sem movimento persista
nos anos seguintes, o contribuinte deverá repetir este procedimento na competência janeiro de
cada ano.
30
No caso da necessidade de informar a ausência de movimento de forma extemporânea,
o contribuinte deve enviar o evento “R-2099 – Fechamento dos Eventos Periódicos”, declarando
no campo competência sem movimento {compSemMovto}, a primeira competência a partir da
qual não houve movimento, cuja situação perdura até a competência atual.
Relação dos Eventos e requisitos
Os eventos de tabelas, não periódicos e periódicos necessitam ser transmitidos por meio
de arquivos preparados de acordo com os leiautes estabelecidos para cada um. O quadro
abaixo relaciona os eventos, sua obrigatoriedade e os requisitos necessários ao seu envio.
Quadro de Requisitos:
31
Descrição Simplificada do modelo Operacional da EFD-Reinf
O contribuinte gera um arquivo eletrônico contendo as informações previstas nos
leiautes, assina-o digitalmente, transformando-o em um documento eletrônico nos termos da
legislação, objetivando garantir a integridade dos dados e a autoria do emissor. Este arquivo
eletrônico deve ser gerado pelo sistema do próprio contribuinte e, após assinado digitalmente,
transmitido via webservice por meio de arquivo no formato XML, o qual será validado e
armazenado em ambiente nacional.
Essa validação se dá em dois momentos sucessivos. O primeiro, logo após a
transmissão, é concluído com a emissão de um protocolo de entrega (Comprovante). O
segundo, que atesta a integridade formal dos dados que integram o “movimento”, é finalizado
pela emissão do protocolo de recebimento ao contribuinte ou mensagem de erro.
A EFD-Reinf terá o Portal Web na internet, cujo preenchimento e salvamento dos campos
e telas já operam a geração e transmissão do evento. Nessa hipótese, pode ser utilizado
certificado digital ou, para os dispensados de ter esse certificado, o código de acesso.
A EFD-Reinf não funciona por meio de um Programa offline Gerador de Declaração
(PGD) ou Validador e Assinador (PVA), ou seja, não possui um aplicativo para download no
ambiente do contribuinte que importe o arquivo e faça as validações antes de transmitir.
Certificação Digital
O certificado digital utilizado no sistema EFD-Reinf deverá ser emitido por Autoridade
Certificadora credenciada pela Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira – ICP-Brasil.
Este deverá pertencer à série “A”. Existem duas séries as quais os certificados podem
pertencer, a série “A” e a “S”. A série “A” reúne os certificados de assinatura digital utilizados na
confirmação de identidade na Web, em e-mails, em redes privadas virtuais (VPN) e em
documentos eletrônicos com verificação da integridade de suas informações. A série “S” reúne
os certificados de sigilo que são utilizados na codificação de documentos, de bases de dados,
de mensagens e de outras informações eletrônicas sigilosas.
O certificado digital deverá ser do tipo “A1” ou “A3”. Certificados digitais de tipo “A1” ficam
armazenados no próprio computador a partir do qual é utilizado. Certificados digitais do tipo “A3”
são armazenados em dispositivo portátil inviolável do tipo smart card ou token, que possuem
um chip com capacidade de realizar a assinatura digital. Este tipo de dispositivo é bastante
seguro, pois toda operação é realizada pelo chip existente no dispositivo, sem qualquer acesso
externo à chave privada do certificado digital.
Os certificados digitais serão exigidos em dois momentos distintos:
a) Transmissão: antes de ser iniciada a transmissão de solicitações ao sistema EFD-Reinf,
o certificado digital do solicitante é utilizado para garantir a segurança do tráfego das informações
na internet. Para que um certificado seja aceito na função de transmissor de solicitações este
deverá ser do tipo e-CNPJ (e-PJ).
b) Assinatura de documentos: os eventos poderão ser gerados por qualquer
estabelecimento da empresa ou seu procurador, mas o certificado digital assinante destes
deverá pertencer a matriz ou ao representante legal desta ou ao procurador/substabelecido,
outorgado por meio de procuração eletrônica e não-eletrônica.
32
Os certificados digitais utilizados para assinar os eventos enviados à EFD-Reinf deverão
estar habilitados para a função de assinatura digital, respeitando a Política do Certificado. Está
previsto para o projeto o uso de Procuração Eletrônica da Receita Federal do Brasil-RFB.
Os eventos que compõem a EFD-Reinf devem ser transmitidos mediante autenticação e
assinatura digital utilizando-se certificado digital válido no âmbito da Infraestrutura de Chaves
Públicas Brasileira (ICP-Brasil), salvo para as micro e pequenas empresas (ME e EPP) optantes
pelo Simples Nacional, com até 3 empregados, que podem transmitir seus eventos via código de
acesso.
Código de Acesso para a EFD–Reinf
Os contribuintes não obrigados à utilização do certificado digital, tais como, o
empregador doméstico e o microempreendedor individual – MEI, podem gerar um Código de
Acesso no portal do eSocial, que permite a utilização de diversos serviços, dentre eles, a geração
dos arquivos eletrônicos que se transformarão em documentos eletrônicos nos termos previstos
em lei.
Transmissão dos arquivos
Sequência lógica
O contribuinte, ao transmitir suas informações à EFD-Reinf, deve observar a sequência
lógica de envio dos eventos, conforme a figura abaixo, pois as informações constantes dos
eventos “R-1000 – Informações do Contribuinte” e “R-1070 – Tabelas de Processos
Administrativos/Judiciais” (quando for o caso), são necessárias ao processamento das
informações dos eventos periódicos e do evento não periódico “R-3010 – Receitas de Espetáculo
Desportivo”.OBS: “R-9000 - exclusão de evento” – pode ser usado a qualquer momento
Comprovante de entrega
Cada evento transmitido e validado pela EFD-Reinf retornará um Recibo de Entrega que
atesta o registro oficial do evento e precisará ser informado no caso de solicitação de cópia,
retificação ou exclusão do evento.
Caso um evento transmitido não seja validado, o sistema não retornará um Recibo de
Entrega, mas sim, uma mensagem de erro, comunicando a necessidade de revisão e
retransmissão do evento.
33
Os Recibos de Entrega serão mantidos no sistema por tempo indeterminado, porém, é
importante que a empresa os guarde para eventual comprovação de entrega e de cumprimento
da obrigação tributária acessória perante terceiros.
Vale ressaltar que o protocolo de envio é uma informação transitória, atestando que o
evento foi transmitido e que serão processadas as respectivas validações, o que não comprova
o cumprimento da obrigação acessória.
Identificadores
Contribuinte
A partir da data de entrada em vigor da EFD-Reinf o contribuinte pessoa jurídica é
identificado apenas pelo CNPJ - Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica e o contribuinte pessoa
física, apenas pelo CPF - Cadastro de Pessoas Físicas.
O identificador chave para as empresas em geral será o CNPJ-Raiz/Base de oito
posições. Se for informada natureza jurídica de administração pública federal, o identificador
chave considerado será o CNPJ completo com 14 posições.
Para as obras de construção civil, que possuam responsáveis pessoas físicas ou
jurídicas, a matrícula CEI passa a ser substituída pelo CNO – Cadastro Nacional de Obras que,
obrigatoriamente, é vinculado a um CNPJ ou a um CPF.
Preenchimento geral dos campos DATA
Como regra, nas situações em que não houver indicação expressa do formato do campo
data, esta deverá ser registrada no formato: AAAA-MM-DD.
Retificações e Alterações
O procedimento de alteração das informações transmitidas à EFD-Reinf ocorre somente
nos eventos “R-1000 – Informações do Contribuinte” e “R-1070 – Tabela de Processos
Administrativos/Judiciais”, uma vez que essas opções, bem como a de exclusão, constam no
próprio leiaute desses eventos, atrelados à respectiva vigência ou período de validade.
Todos os demais casos de alteração nas informações transmitidas serão tratados pela
EFD- Reinf como procedimentos de retificação ou mesmo de exclusão. Esta questão será tratada
com detalhes nos próximos itens deste manual.
Alteração de Informações
Os eventos tabelas - “R-1000 – Informações do Contribuinte” e “R-1070 – Tabela de
Processos Administrativos/Judiciais” -, possuem um atributo de vigência ou “Período de validade
das informações” representado nos campos {iniValid} e {fimValid}, com um grupo específico
para as informações de alteração.
No procedimento de alteração desses eventos o contribuinte transmitirá as informações
preenchendo o grupo de campos relativos a alteração.
No caso da alteração a ser informada se referir apenas ao período de vigência
(Validade), as datas {iniValid} e {fimValid} objeto de alteração devem ser informadas apenas no
grupo de campos relativos à “Nova Validade”.
Retificações
Com relação aos eventos periódicos, enquanto o movimento estiver "aberto", o envio de
um segundo evento, do mesmo tipo, para o mesmo período de apuração, poderá ser efetuado
encaminhando um novo evento com o indicativo de retificação.
34
Por não existir a necessidade de fechamento de movimento (R-2099) para o evento de
receita de espetáculo desportivo (R-3010), as retificações neste evento podem ocorrer a
qualquer momento.
Exclusões
Para exclusão de qualquer evento transmitido indevidamente, faz-se necessário o envio
do evento “R-9000- Exclusão de Eventos”, identificando o evento a ser excluído pelo
preenchimento dos campos “tipo do evento” {tpEvento} e “número do recibo do evento”
{nrRecEvt}, que é o número do recibo do arquivo enviado a ser excluído.
Os eventos periódicos - R-2010 a R-2070 -, após encerrados, ou seja, após o envio do
evento “R-2099 – Fechamento dos Eventos Periódicos”, somente podem ser excluídos quando
transmitido previamente o evento de reabertura “R-2098 - Reabertura dos Eventos Periódicos”
para o mesmo período de apuração.
Regras de envio da informação à EFD-Reinf
Preenchimento dos campos do leiaute – obrigatoriedade
A obrigatoriedade de envio de informações para cada grupo é determinada pela Tabela
de Resumo dos Registros de cada um dos leiautes, com base na coluna “Condição”. Por sua
vez, a obrigatoriedade de envio de informações para cada um dos campos é determinada pela
coluna “Ocorr”, constante na Tabela de Registro dos Eventos.
As colunas "Ocorr" e "Condição" devem ser observadas, quanto à obrigatoriedade ou
não da prestação da informação.
No caso da coluna “Ocorr”, quando a quantidade mínima for zero, o contribuinte somente
deverá prestar a informação se, de fato, ela existir, caso contrário nada deve ser informado, nem
mesmo informação zerada. Contudo, se esta informação for obrigatória de forma condicional,
conforme disposto na coluna "Condição", uma vez efetivada tal condição, a informação deve ser
prestada.
Exemplo:
Na Tabela de Resumo dos Registros, o registro {dadosProcJud} do evento “R-1070 –
Tabela de Processos Administrativos/Judiciais” tem ocorrência 0-1, significando que o mesmo
deve ser preenchido ou não.
Na coluna "condição", do mesmo registro, consta "O" de obrigatório se o campo {tpProc}
for igual a [2] e "N" de não informar (vedado) para os demais casos, ou seja, se {tpProc} for
igual a [2], o preenchimento das Informações Complementares do Processo Judicial é
obrigatório, caso contrário, o preenchimento é vedado.
Exemplo de parte do Leiaute do evento “R-1070 - Tabela de Processos
Administrativos/Judiciais”:
Formato dos registros nos arquivos XML
Alguns caracteres especiais devem ser evitados para não gerar erros na codificação do
documento enviado à EFD–Reinf. Para isto será necessário substituir os caracteres pelas
sequências de caracteres X escape adequadas, conforme quadro abaixo:
Alguns destes caracteres, no entanto, podem constar especialmente no campo de Razão
Social ou endereço, entre outros. Por exemplo, a denominação DIAS & DIAS LTDA deve ser
informada como: DIAS & DIAS LTDA no arquivo XML gerado.
O sistema desenvolvido ou contratado pelo empregador poderá executar a citada
substituição de forma automática, a fim de evitar a necessidade de alterações nas informações
constantes das bases dos empregadores e contribuintes.
35
Tabelas utilizadas na Reinf:
TABELAS DESCRIÇÃO
Tabela 6 Classificação de Serviços Prestados Mediante Cessão de Mão de Obra
/Empreitada
Tabela 7 Países
Tabela 8 Classificação Tributária
Tabela 9 Código de Atividades, Produtos e Serviços Sujeitos à Contribuição sobre
a Receita Bruta – CPRB
Tabela 10 Eventos da EFD-Reinf
Recuperação do RECIBO DE ENTREGA do evento.
O ambiente nacional da REINF possibilita a recuperação do número do recibo de
transmissão dos eventos enviados.
Para que seja possível a recuperação do número do recibo o evento deve ser reenviado
ao ambiente nacional seguindo as seguintes premissas:
a) O evento deve o mesmo enviado anteriormente;
b) Deve possuir o mesmo HASH
c) Deve ser mantido o mesmo ID do que foi enviado na primeira tentativa;
O ambiente nacional da REINF retornará uma mensagem de erro com o código na tag
32 codResp=MS0022 e dscResp=“O evento já se encontra na base de dados do sistema” e na
tag nrRecArqBase retornará o número do recibo do evento original.
Caso ocorra alguma alteração na composição do ID do evento e mesmo queas
informações no conteúdo permaneçam as mesmas, não será possível a recuperação do recibo
de entrega.
O ambiente nacional retornará uma mensagem de erro conforme o tipo de evento
enviado e sem o número do recibo.
Retorno dos eventos totalizadores
Os eventos totalizadores serão obtidos através do retorno dos eventos R -2010,
R-2020, R-2030, R-2040, R-2050, R-2060, R-3010 e R-2099.
Sempre que os eventos R -2010, R-2020, R-2030, R-2040, R-2050, R-2060, R3010
forem processados com sucesso pelo ambiente nacional da REINF será retornado o seu recibo.
(na tag nrRecArqBase) e o totalizador R-5001.
Sempre que o evento R-2099 for recepcionado com sucesso pelo ambiente nacional da
REINF, será retornado o número do protocolo de transmissão (na tag nrProtEntr) e a informação
de que o evento está EM PROCESSAMENTO.
Após a consulta do evento R-2099, se ele foi processado com sucesso pelo ambiente
nacional do REINF, será retornado o seu recibo (na tag nrRecArqBase) e o totalizador R-5001.
36
Eventos
Primeiros cadastros
Configuração dos parâmetros para a EFD Reinf
37
Acumuladores
38
Lançamentos
39
Envio de arquivos
40
Seleção de Eventos
R-1000 – Informações do Contribuinte
Conceito do evento: Evento em que são fornecidas pelo contribuinte informações
cadastrais necessárias ao preenchimento e validação dos demais eventos da EFD-Reinf,
inclusive para apuração das retenções e contribuições devidas. Este é o primeiro evento que
deve ser transmitido pelo contribuinte.
Quem está obrigado: O contribuinte obrigado a adotar a EFD-Reinf, quando iniciar a
utilização do sistema e toda vez que ocorra alguma alteração nas informações relacionadas
aos campos envolvidos nesse evento.
Prazo de envio: A informação prestada neste evento deve ser enviada no início da
utilização da EFD-Reinf e pode ser alterada no decorrer do tempo, desde que não ultrapasse o
dia 15 do mês subsequente aos fatos geradores a que se refere.
Pré-requisitos: Este é o primeiro evento a ser transmitido pelo contribuinte.
Informações adicionais:
1) Neste evento serão discriminadas as informações que influenciam na apuração correta
das contribuições sociais e eventuais acréscimos legais, como a classificação tributária do
contribuinte (Tabela 8), acordos internacionais para isenção de multa, situação da
empresa (normal, extinção, fusão, cisão ou incorporação), dentre outras.
2) Os códigos da classificação tributária, que permitem saber quais espécies de
contribuições sociais previdenciárias são devidas para cada tipo de contribuinte e que possibilita
registrar as retenções efetuadas por pessoas jurídicas e físicas, são os seguintes:
41
3) O cadastro do contribuinte guarda as informações de forma histórica, não podendo
haver informações diferentes para o mesmo evento e período de validade. Havendo alteração
nos dados deste cadastro, faz-se necessário informar a data do fim de validade da informação
anterior e enviar novo evento com a data de registro da nova informação.
4) A empresa deve informar se adota a escrituração contábil na forma da Escrituração
Contábil Digital – ECD, pelo campo {indEscrituracao} conforme o respectivo leiaute, para
substituição da escrituração em papel.
5) O contribuinte deve informar se está sujeito à Contribuição Previdenciária sobre a
Receita Bruta – CPRB, nos termos dos arts. 7º a 9º da Lei nº 12.546, de 2011 e alterações.
42
43
R-1070 - Tabela de Processos Administrativos/Judiciais
Conceito do evento: Evento utilizado para inclusão, alteração e exclusão dos processos
judiciais e administrativos que influenciam no cumprimento das obrigações tributárias principais
e acessórias. As informações consolidadas desta tabela são utilizadas para validação de outros
eventos da EFD-Reinf e influenciam na forma e no cálculo dos tributos devidos.
Quem está obrigado: O mesmo contribuinte obrigado ao evento R-1000, quando houver
decisão em processo administrativo/judicial, que tenha influência na apuração dos tributos
abrangidos pela EFD-Reinf e quando houver alteração da decisão durante o andamento do
processo. Este evento deve ser informado quando a decisão do processo administrativo ou
judicial for favorável ao contribuinte.
Prazo de envio: Deve ser transmitido até o dia 15 do mês subsequente ao do mês de
referência informado no evento ou antes do envio de qualquer evento no qual o processo seja
informado.
Pré-requisito: o envio do evento R-1000.
Informações adicionais:
1) Os indicativos que especificam as espécies de decisão, caso sejam favoráveis ao
contribuinte, que devem ser informadas na EFD-Reinf são os seguintes:
Layout:
Indicativo Descrição
01 Liminar em Mandado de Segurança
02 Depósito Judicial do Montante Integral
03 Depósito Administrativo do Montante Integral
04 Antecipação de Tutela
05 Liminar em Medida Cautelar
08 Sentença em Mandado de Segurança Favorável ao Contribuinte
09 Sentença em Ação Ordinária Favorável ao Contribuinte e Confirmada pelo
TRF;
10 Acórdão do TRF Favorável ao Contribuinte
11 Acórdão do STJ em Recurso Especial Favorável ao Contribuinte
44
12 Acórdão do STF em Recurso Extraordinário Favorável ao Contribuinte
13 Sentença 1ª instância não transitada em julgado com efeito suspensivo
90 Decisão Definitiva (Transitada em Julgado) a favor do contribuinte
92 Sem suspensão da Exigibilidade
2) Com relação às implicações dos processos judiciais e administrativos da empresa ou de
entidade no cálculo dos tributos abrangidos pela EFD-Reinf, vale destacar o seguinte:
a) Os indicativos judiciais/administrativos ainda não transitados em julgado (distintos do
indicativo “90”) não alteram o valor calculado dos tributos. Nesse caso, prevalece o valor que
deveria ser calculado sem o processo, devendo a empresa informar o valor devido e o discutido
judicial/administrativamente como “suspenso” nas declarações de valores devidos dos órgãos
governamentais envolvidos na EFD-Reinf, de acordo com as normas dessas declarações; e
b) O indicativo de decisão “90”, relativo aos processos judiciais e administrativos, permite
à empresa o cálculo dos valores devidos de acordo com o processo em pauta, considerando a
decisão final. Ressalta-se que este indicativo deve ser informado apenas quando a decisão for
em última instância, da qual não caiba mais nenhum recurso.
3) Neste evento devem ser cadastrados os processos judiciais de autoria do próprio
declarante ou de terceiros, que afetem a exigibilidade dos tributos abrangidos pela EFD- Reinf.
4) Durante o andamento dos processos judiciais e administrativos da empresa ou de
entidade patronal, vale destacar o seguinte:
a) Caso a decisão do processo judicial ou administrativo, inicialmente informada pelos
indicativos de decisão 01 a 13, transite em julgado ou se torne definitiva, com decisão final
favorável ao contribuinte, a empresa deve alterar este evento informando essa nova situação,
pelo preenchimento do indicativo “90”, a partir da competência em que adecisão se tornou
definitiva;
b) Caso a decisão do processo judicial ou administrativo, inicialmente informada pelos
indicativos de decisão 01 a 13, transite em julgado ou se torne definitiva, com decisão final
desfavorável ao contribuinte, a empresa deve enviar novo evento R-1070, informando o fim da
validade do processo a partir da competência em que foi dada a decisão final e, ao mesmo
tempo, enviando os eventos que possuam implicações relacionadas ao processo
judicial/administrativo sem a existência do processo em pauta;
c) No caso do item anterior, a empresa também deve regularizar espontaneamente o
pagamento das contribuições contidas na decisão que se tornou definitiva, nos prazos e de
acordo com a legislação tributária de regência.
5) A data da decisão judicial/administrativa pode não coincidir com a data do início da
vigência dos seus efeitos. É o que ocorre, por exemplo, quando uma decisão judicial prolatada
no mês de maio produz efeitos financeiros desde o mês de fevereiro do mesmo ano. Nesse caso,
tais datas devem ser informadas da seguinte forma: a data da decisão, preenchendo o campo
{dtdecisao}, a data de início dos efeitos da decisão, no campo
{inivalid}.
6) No caso de uma decisão que altere o indicativo de suspensão de exigibilidade já
encaminhado, o contribuinte deve informar o novo indicativo, utilizando o grupo [inclusão].
7) Em caso de extinção do processo, o contribuinte deve utilizar o grupo alteração,
preenchendo o início e o fim da validade, por meio dos campos {inivalid} e {fimValid},
respectivamente.
8) Na hipótese de haver depósito do montante integral, suspendendo a exigibilidade da
contribuição previdenciária, o processo deve ser informado neste evento e preenchido o campo
{indDeposito}, obrigatoriamente, com [S].
9) Para o preenchimento das informações relativas à Vara Judicial (pelos campos {idVara}
e “{ufVara}) do grupo [dadosProcJud] deve ser considerada a vara da instância originária (vara
de distribuição).
45
R-2010 – Retenção Contribuição Previdenciária - Serviços Tomados
Conceito do Evento: Evento que comporta as informações relativas aos serviços
contratados, com as correspondentes informações sobre as retenções previdenciárias, e
realizados mediante cessão de mão de obra ou empreitada, nos termos do art. 31 da Lei nº
8.212, de 1991, inclusive quando a empresa prestadora se sujeitar ao regime da contribuição
previdenciária sobre a receita bruta – CPRB, consoante preconiza o art. 7º, §6º da Lei nº 12.546,
de 2011.
Quem está obrigado: As pessoas jurídicas tomadoras de serviços executados mediante
cessão de mão de obra ou empreitada, constantes na Tabela 06 do Anexo I do leiaute da EFD-
Reinf, disponibilizado no sítio do SPED, inclusive em regime de trabalho temporário.
Prazo de envio: Este evento deve ser enviado até o dia 15 do mês seguinte à emissão
da nota fiscal ou fatura ou antes do envio do evento R-2099 - Fechamento dos Eventos
Periódicos, o que ocorrer primeiro. Antecipa-se o envio deste evento para o dia útil
imediatamente anterior quando não houver expediente bancário.
Pré-requisitos: Envio do evento R-1000 - Informações do Contribuinte.
Informações Adicionais:
1) A pessoa física contratante de serviços de obra de construção civil, realizados por
empreitada total, cuja inscrição no Cadastro Nacional de Obras - CNO tenha sido efetuada por
empresa construtora, poderá opcionalmente efetuar a retenção da contribuição previdenciária
sobre o valor da Nota Fiscal ou Fatura de Prestação de Serviço para elidir-se da responsabilidade
solidária. Neste caso, exclusivamente, a pessoa física deve enviar este evento.
2) O preenchimento deste evento por pessoa física é efetuado exclusivamente em caso de
prestação de serviços em obra de construção civil, por empreitada total, cuja inscrição no
Cadastro Nacional de Obras - CNO tenha sido efetuada por empresa construtora.
3) A empresa tomadora de serviços encaminhará um evento para cada estabelecimento,
contendo todos os prestadores de serviços no período de apuração.
Exemplo 1:
46
4) No grupo “identificação do estabelecimento/obra” deste evento, deve ser informado o
tomador dos serviços prestados. No caso de arquivo de pessoa jurídica, deve ser indicado o
CNPJ da matriz ou filial ou, ainda, o CNO da obra, cuja matrícula é da responsabilidade do
tomador (no caso de empreitada parcial) ou do prestador (no caso de empreitada total). Caso
os serviços tenham sido tomados por pessoa física, informar o CNO da obra.
5) A empresa tomadora de serviços que possuir várias filiais poderá encaminhar
descentralizadamente os eventos, facilitando o envio das informações.
6) Caso a prestadora possua decisão/sentença judicial determinando a suspensão da
retenção (dos 11% ou 3,5%, bem como dos adicionais decorrentes de serviços prestados com
exposição a agentes nocivos, que ensejam aposentadoria especial aos 15, 20 e 25 anos) ou o
depósito judicial das contribuições previdenciárias incidentes sobre o valor dos serviços contidos
na nota fiscal/fatura emitidas pelo prestador de serviços, o tomador deve cadastrar previamente
o processo no evento R-1070 - Tabela de Processos Administrativos/Judiciais e indicá-lo neste
evento.
7) No caso de serviços prestados cuja atividade permita a concessão de aposentadoria
especial, deve ser informada a base de cálculo da retenção relativa aos serviços prestados em
condições especiais, que ensejam a concessão dessa espécie de aposentadoria após 15, 20,
ou 25 anos de efetiva exposição.
8) No campo “série” do grupo de notas fiscais poderá ser informado o número da série da
Nota Fiscal/Fatura ou o Recibo Provisório de Serviços. Caso não exista número de série,
preencha o campo com zero.
9) A empresa tomadora de serviços deve informar se a prestadora de serviço é contribuinte
da Contribuição Previdenciária sobre a Receita Bruta (CPRB) e o código da atividade econômica
sujeita à substituição, para aplicação da alíquota de retenção correta.
Exemplo:
Uma empresa tomadora de serviço de cessão de mão de obra ou empreitada deverá informar,
conforme o caso, os seguintes valores, com base em uma hipotética nota fiscal de serviço
tomado, conforme exemplo a seguir:
1- Informações da Nota Fiscal
Nota Fiscal referente a serviço tomado de construção civil, cuja prestadora optou por se sujeitar
à Contribuição Previdenciária sobre a Receita Bruta - CPRB (desoneração da folha de
pagamento)
série: 12345;
47
número: 1234567891;
data de emissão: 2018-01-01;
Tipo de serviço: 03 (Construção Civil - conforme tabela 06 do anexo I dos leiautes da EFD-
REINF)
Valor Bruto da Nota Fiscal = R$1.000,00
Deduções previstas conforme legislação previdenciária: 120,00 (valores não informados pela
EFD-Reinf).
Base de cálculo da retenção da contribuição previdenciária = R$880,00 R$1.000,00 (valor bruto)
- R$120,00 (Total das deduções) = R$880,00
Valor da retenção (3,5%) = R$30,80
R$880,00 x 3,5% = R$30,80
Valor da retenção destacada na nota fiscal relativo aos serviços subcontratados = R$10,00
Valor da retenção principal que deixou de ser efetuada pelo contratante, decorrente de uma
decisão judicial = R$20,00
Obs.: o número do processo da decisão judicial deve ser informado neste evento
{infoProcRetPr} e no evento "Tabela de Processos Administrativos/Judiciais" (R-1070).
Dentro do valor bruto informado, há atividades exercidas que permitem a concessão de
aposentadoria especial. Nesse caso, há adicional de 2% (aposentadoria especial aos 25 anos)
ou 3% (aposentadoria especial aos 20 anos) ou 4% (aposentadoria especial aos 15 anos).
Valor dos Serviços prestados por segurados em condições especiais,cuja atividade permita
concessão de aposentadoria especial após 15 anos de exposição = R$150,00
Valor dos Serviços prestados por segurados em condições especiais, cuja atividade permita
concessão de aposentadoria especial após 20 anos de exposição = R$160,00
Valor dos Serviços prestados por segurados em condições especiais, cuja atividade permita
concessão de aposentadoria especial após 25 anos de exposição = R$170,00
Sendo assim o total dos valores dos serviços prestados por segurados cuja atividade permita
concessão de aposentadoria especial será:
R$150,00 x 4% = R$6,00 R$160,00 x 3% = R$4,80
R$170,00 x 2% = R$3,40
Valor do adicional de retenção sobre serviços prestados que ensejem concessão de
aposentadoria especial = R$14,20
R$6,00 + R$4,80 + R$3,40 = R$14,20
Valor da retenção adicional que deixou de ser efetuada pelo contratante em decorrência de
decisão judicial = R$10,00
Obs.: o número do processo da decisão judicial deve ser informado neste evento
{infoProcRetAd} e no evento "Tabela de Processos Administrativos/Judiciais" (R-1070).
2 - Somatório total das notas fiscais
No exemplo em tela as situações previstas no leiaute foram exemplificadas, considerando- se
que a empresa tomadora apenas recebeu essa nota fiscal de serviço nesta competência
declarada (01/2018). Sendo assim, a totalização será somente referente às informações dessa
nota fiscal hipotética, cujos valores foram calculados acima. Caso houvesse mais de uma nota
fiscal, todos os valores seriam somados para declarar o somatório total das notas fiscais.
Dessa forma:
- Valor total bruto = R$ 1.000,00
48
- Valor total da base de cálculo da retenção da contribuição previdenciária = R$880,00
- Valor total da retenção (3,5%) = R$20,80
Nesse caso o cálculo do valor total da retenção corresponde à soma dos valores retidos
(R$30,80, conforme exemplo) subtraindo-se o valor da retenção destacada na nota fiscal relativo
aos serviços subcontratados (R$10,00, conforme exemplo):
R$30,80 - R$10,00 = R$20,80
- Valor total do adicional de retenção sobre serviços prestados que ensejem concessão
de aposentadoria especial = R$14,20
Valor total da retenção principal que deixou de ser efetuada pelo contratante, decorrente de uma
decisão judicial = R$20,00
Obs.: o número do processo da decisão judicial deve ser informado neste evento
{infoProcRetPr} e no evento "Tabela de Processos Administrativos/Judiciais" (R-1070).
Valor da retenção adicional que deixou de ser efetuada pelo contratante em decorrência de
decisão judicial = R$10,00
Obs.: o número do processo da decisão judicial deve ser informado neste evento
{infoProcRetAd} e no evento "Tabela de Processos Administrativos/Judiciais" (R-1070).
NOTAS sobre construção civil:
a) Contrato de Empreitada Total: é o contrato celebrado pelo proprietário, incorporador,
dono da obra ou condômino, para execução de obra de construção civil, exclusivamente com
empresa construtora que assume a responsabilidade direta pela execução de todos os serviços
necessários à realização da obra, compreendidos em todos os projetos a ela inerentes, com ou
sem fornecimento de material.
Considera-se também como de empreitada total o repasse integral do contrato, assim entendido
o ato pelo qual a construtora originalmente contratada para execução de obra de construção civil,
não tendo empregado nessa obra qualquer material ou serviço, repassa o contrato para outra
construtora, que assume a responsabilidade pela execução integral da obra prevista no contrato
original.
b) Empresa Construtora: é a pessoa jurídica legalmente constituída, cujo objeto social seja
a indústria de construção civil, com registro no Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e
Agronomia (CREA), na forma do art. 59 da Lei n° 5.194, de 24/12/66.
c) Contrato de Empreitada Parcial: é aquele celebrado com empresa construtora ou
prestadora de serviços na área de construção civil, para execução de parte da obra, com ou sem
fornecimento de material.
d) Contrato de Subempreitada: é aquele celebrado entre a empreiteira ou qualquer
empresa subcontratada e outra empresa, para executar obra ou serviço de construção civil, no
todo ou em parte, com ou sem fornecimento de material.
ATENÇÃO: Os conceitos descritos nas notas acima se encontram previstos na Instrução
Normativa que dispõe sobre normas gerais de tributação previdenciária e de arrecadação das
contribuições sociais destinadas à Previdência Social e as destinadas a outras entidades ou
fundos, administradas pela Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB). A obra de construção
civil destinada a uso próprio, executada por empresa optante pelo Simples Nacional, por
associação desportiva que mantém equipe de futebol profissional, por agroindústria e por
produtor rural é considerada estabelecimento e NÃO está abrangida pela substituição de
contribuições sociais que lhes são atribuídas em virtude de lei, ficando o responsável pela obra
sujeito às contribuições previstas no art. 22 da Lei nº 8.212, de 1991, bem como às destinadas
a outras entidades ou fundos.
Indicativo de Prestação de Serviços em Obra de Construção Civil:
0 - Não é obra de construção civil ou não está sujeita a matrícula de obra;
1 - Obra de Construção Civil - Empreitada Total;
2 - Obra de Construção Civil - Empreitada Parcial.
Validação: Em arquivo gerado por Pessoa Física, deve ser igual a [1,2].
Valores Válidos: 0, 1, 2
49
50
R-2020 - Retenção Contribuição Previdenciária – Serviços Prestados
Conceito do Evento: Esse evento deve ser enviado pelo prestador de serviços
executados mediante cessão de mão de obra, empreitada e subempreitada, contendo as
informações relativas aos tomadores dos serviços, com as correspondentes informações sobre
as retenções previdenciárias destacadas no documento fiscal.
Quem está obrigado: Os contribuintes que prestam serviços constantes na Tabela 06,
do Anexo I do leiaute da EFD-Reinf, disponibilizado no sítio do SPED, sujeitos à retenção dos
11% (ou 3,5%), conforme legislação.
Prazo de envio: Este evento deve ser enviado até o dia 15 do mês seguinte à emissão
da nota fiscal ou fatura, ou antes do envio do fechamento do evento R-2099 – Fechamento de
Eventos Periódicos, o que ocorrer primeiro, antecipando-se o envio deste evento para o dia útil
imediatamente anterior, quando não houver expediente bancário.
Pré-requisitos: Evento R-1000 - Informações do Contribuinte.
Informações adicionais:
1) A empresa prestadora de serviço encaminhará um evento para cada estabelecimento
prestador de serviços, contendo todos os tomadores de serviços. O objetivo é descentralizar o
envio das informações e facilitar a elaboração dos eventos.
51
2) No grupo “identificação do estabelecimento prestador” deste evento deve ser informado
o estabelecimento prestador de serviços pelo CNPJ da matriz ou filial. Cada estabelecimento
prestador deve informar o(s) estabelecimento(s) tomador(es) dos serviços pelo CNPJ ou CNO,
no caso de serviços prestados por empreitada parcial, com as respectivas notas fiscais emitidas.
3) No caso de serviços prestados cuja atividade permita a concessão de aposentadoria
especial, deve ser informada a base de cálculo da retenção relativa aos serviços prestados em
condições especiais, que ensejam a concessão de aposentadoria após 15, 20, ou 25 anos de
sujeição a condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física.
4) Caso a prestadora possua decisão/sentença judicial determinando a suspensão da
retenção (dos 11% ou 3,5%, bem como dos adicionais decorrentes de serviços prestados com
exposição a agentes nocivos que ensejam aposentadoria aos 15, 20 e 25anos) ou o depósito
judicial das contribuições previdenciárias incidentes sobre o valor dos serviços contidos na nota
fiscal/fatura emitidas pelo prestador de serviços, o respectivo processo judicial deve ser
previamente cadastrado no evento R-1070 - Tabela de Processos Administrativos/Judiciais e
indicado neste evento.
5) No campo “série” do grupo de notas fiscais poderá ser informado o número da série da
Nota Fiscal/Fatura ou o Recibo Provisório de Serviços. Caso não exista número de série,
preencha o campo com zero.
6) O sistema não permitirá informar retenções de contribuições previdenciárias em valores
superiores ao previsto na legislação. Assim, se o contribuinte prestar serviço sujeito à
contribuição previdenciária sobre a receita bruta - (CPRB), a retenção informada será de 3,5%.
Se o serviço não estiver sujeito à CPRB, a retenção informada será de 11%.
Indicativo de Prestação de Serviços em Obra de Construção Civil:
0 - Não é obra de construção civil ou não está sujeita a matrícula de obra;
1 - Obra de Construção Civil - Empreitada Total;
2 - Obra de Construção Civil - Empreitada Parcial.
Validação: Em arquivo gerado por Pessoa Física, deve ser igual a [1,2].
Valores Válidos: 0, 1, 2
52
R-2030 - Recursos Recebidos por Associação Desportiva
Conceito do evento: Evento em que são prestadas informações relativas aos recursos
recebidos a título de patrocínio, licenciamento de uso de marcas e símbolos, publicidade,
propaganda e transmissão de espetáculos desportivos por associação desportiva que
mantém equipe de futebol profissional.
Quem está obrigado: Associação desportiva que mantém equipe de futebol profissional,
quando receber recursos a título de patrocínio, licenciamento de uso de marcas e símbolos,
publicidade, propaganda e transmissão de espetáculos desportivos.
53
Pré-requisitos: Evento “R-1000 - Informações do Contribuinte”.
Informações adicionais:
1) As informações prestadas neste evento referem-se à contribuição patronal, a cargo das
associações desportivas, calculada sobre a receita auferida decorrente de patrocínio,
licenciamento de uso de marcas e símbolos, publicidade, propaganda e transmissão de
espetáculos desportivos, inclusive no caso do concurso de prognóstico de que trata a Lei nº
11.345/2006, cuja obrigação de reter e recolher é da empresa que repassa os recursos, em
substituição aquelas incidentes sobre a remuneração dos seus segurados empregados,
destinadas à Previdência Social e ao financiamento do benefício previsto nos arts. 57 e 58 da
Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991, e daqueles concedidos em razão do grau de incidência de
incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho (GILRAT).
2) Considera-se associação desportiva, para efeito de informação neste evento, aquela que
mantém equipe de futebol profissional filiada à federação de futebol do respectivo Estado, e que
seja organizada na forma da Lei nº 9.615, de 1998, ainda que mantenha outras modalidades
desportivas. Caso a associação desportiva não atenda esses requisitos, os recursos recebidos
não devem ser informados neste evento, uma vez que não haverá substituição das contribuições
previdenciárias, sendo a tributação dessa associação desportiva feita com base na folha de
pagamento.
3) Este evento deverá ser informado, em arquivo único, o estabelecimento, o tipo de
repasse e o valor bruto dos recursos recebidos, bem como o valor retido pela empresa
repassadora, que deve corresponder a 5% do valor bruto repassado.
4) As demais contribuições previdenciárias de responsabilidade da associação desportiva,
não abrangidas por esta substituição tributária (valores descontados sobre a remuneração dos
segurados empregados e contribuintes individuais, contribuição patronal incidente sobre a
remuneração dos contribuintes individuais e as destinadas a outras entidades e fundos), devem
ser informadas em eventos próprios do eSocial.
5) Em se tratando de associação desportiva organizada segundo um dos tipos regulados
nos arts. 1.039 a 1.092 do Código Civil, que exerça outras atividades, a substituição das
contribuições sobre a folha de pagamentos só abrange as remunerações dos segurados
empregados vinculados às atividades diretamente ligadas à manutenção e à administração da
equipe de futebol. Em relação às demais atividades, a entidade desportiva deverá prestar
informação na forma das empresas em geral11, em eventos próprios do eSocial.
54
R-2040 - Retenções – Recursos Repassados para Associação Desportiva
Conceito do evento: Evento em que são prestadas as informações relativas aos recursos
repassados a título de patrocínio, licenciamento de uso de marcas e símbolos, publicidade,
propaganda e transmissão de espetáculos desportivos, inclusive no caso do concurso de
prognóstico de que trata a Lei nº 11.345/2006, para associação desportiva que mantém equipe
de futebol profissional.
Quem está obrigado: Empresa que repassou recursos para associação desportiva que
mantém equipe de futebol profissional.
Prazo de envio: Este evento deve ser enviado até o dia 15 do mês seguinte, ou antes,
do envio do evento “R-2099 - Fechamento de Eventos Periódicos”, o que ocorrer primeiro.
Antecipa-se o envio deste evento para o dia útil imediatamente anterior quando não houver
expediente bancário.
Pré-requisitos: Evento “R-1000 - Informações do Contribuinte”.
55
Informações adicionais:
1) Considera-se associação desportiva, para efeito de informação neste evento, aquela que
mantém equipe de futebol profissional filiada à federação de futebol do respectivo Estado e que
seja organizada na forma da Lei n 9.615/98, ainda que mantenha outras modalidades
desportivas.
2) Caso a associação desportiva não atenda esses requisitos, os recursos repassados não
devem ser informados, uma vez que não haverá substituição das contribuições previdenciárias,
sendo a tributação dessa associação desportiva feita com base na folha de pagamento.
3) Não é permitido o envio de mais de um evento no mesmo período de apuração pelo
mesmo estabelecimento, que efetuou o repasse de recursos à associação desportiva que
mantém equipe de futebol profissional, sendo que para cada tipo de repasse e para cada
entidade desportiva beneficiada será prestada uma informação pela empresa repassadora.
4) Deve ser informado neste evento, por estabelecimento, o tipo de repasse, o valor bruto
dos recursos repassados a título de patrocínio, licenciamento de uso de marcas e símbolos,
publicidade, propaganda e transmissão de espetáculos desportivos para associação desportiva
que mantém equipe de futebol profissional, bem como o valor da retenção feito pelo
estabelecimento repassador, que deve corresponder a 5% do valor bruto já informado, a título
de contribuição previdenciária.
R-2050 - Comercialização da Produção por Produtor Rural PJ/Agroindústria
Conceito do evento: Evento em que são prestadas as informações relativas à
comercialização da produção rural ou agroindustrial, quando o produtor rural pessoa jurídica e
a agroindústria estão sujeitos à contribuição previdenciária substitutiva sobre a receita bruta,
proveniente da comercialização da produção rural nos termos do art. 25 da Lei nº 8.870, de 15
de abril de 1994, na redação dada pela Lei nº 10.256, de 9 de julho de 2001 e do art. 22A da Lei
nº 8.212, de 24 de julho de 1991, inserido pela Lei nº 10.256, de 9 de julho de 2001,
respectivamente.
Quem está obrigado: O produtor rural pessoa jurídica e a agroindústria que vender ou
consignar produção rural ou agroindustrial, quando a responsabilidade pelo recolhimento das
contribuições previdenciárias sobre a receita da comercializaçãoda produção for atribuída ao
próprio produtor rural pessoa jurídica ou a agroindústria, nos casos abaixo em que se aplica o
regime substitutivo:
a) Pelos produtores rurais pessoas jurídicas (classificação tributária 07, conforme Tabela 8,
do Anexo I, do leiaute da EFD-Reinf, disponibilizado no sítio do SPED), que não desenvolvam
outra atividade econômica autônoma, quer seja comercial, industrial ou de serviços, no mesmo
ou em estabelecimento distinto, independentemente de qual seja a atividade preponderante.
Considera-se atividade econômica autônoma aquela que não constitui parte de atividade
econômica mais abrangente ou fase de processo produtivo mais complexo, e que seja exercida
mediante estrutura operacional definida, em um ou mais estabelecimentos.
A substituição abrange também a folha de pagamento dos segurados empregados a
serviço em escritório mantido pelo produtor rural, exclusivamente para a administração da
atividade rural.
b) Pelas agroindústrias (classificação tributária 06, conforme Tabela 8, do Anexo I, do
leiaute da EFD-Reinf, disponibilizado no sítio do SPED), submetidas ao regime substitutivo do
pagamento das contribuições sobre a comercialização da produção rural, e deve informar no
registro o valor da receita bruta proveniente da comercialização da produção rural própria ou da
produção própria e adquirida de terceiros, industrializada ou não.
56
c) Nas aquisições de produtos agropecuários pela Companhia Nacional de Abastecimento
(CONAB) do produtor rural pessoa jurídica, destinados ao Programa de Aquisição de Alimentos
– PAA instituído pelo art. 19 da Lei nº 10.696/2003, cuja responsabilidade pelo recolhimento da
contribuição, à conta do PAA, fica sub-rogada a adquirente.
O evento deve ser informado ainda:
a) Na dação em pagamento, na permuta, no ressarcimento, na indenização ou na
compensação feita com produtos rurais pelo produtor rural.
b) No arremate de produção rural em leilões e praças, exceto se os produtos não integrarem
a base de cálculo das contribuições como, por exemplo, arrematação de produtos rurais de
origem mineral.
c) Na comercialização da produção rural de pessoa jurídica com adquirente domiciliado no
exterior (exportação).
Prazo de envio: Este evento deve ser enviado até o dia 15 do mês seguinte ou antes do
envio do evento “R-2099 Fechamento de Eventos Periódicos”, o que ocorrer primeiro. Antecipa-
se o envio deste evento para o dia útil imediatamente anterior quando não houver expediente
bancário.
Pré-requisitos: Evento “R-1000 - Informações do Contribuinte”.
Informações adicionais:
1) As informações deste evento devem ser consolidadas e enviadas em arquivo único para
cada estabelecimento, agrupando por tipo de comercialização.
2) Situações em que este evento não deve ser informado:
a) Pelo produtor rural pessoa jurídica que tenha outra atividade econômica autônoma, quer
seja comercial, industrial ou de serviços, no mesmo ou em estabelecimento distinto,
independentemente de qual seja a atividade preponderante, pois neste caso não se aplica o
regime substitutivo do pagamento das contribuições com base na comercialização da produção
rural, ficando obrigado a contribuir sobre a folha de pagamento de todos os segurados e de todas
as atividades e estabelecimentos;
b) Por empresas optantes pelo Simples Nacional, pois não se aplica o regime substitutivo
do pagamento das contribuições sobre a comercialização da produção rural, ficando obrigado a
contribuir sobre a folha de pagamento de todos os segurados e de todas as atividades e
estabelecimentos; e
c) Por produtor rural ou agroindústria que comercialize apenas produção rural de terceiros,
pois, neste caso, não há substituição da contribuição previdenciária, ficando obrigado a contribuir
sobre a folha de pagamento de todos os segurados e de todas as atividades e estabelecimentos.
3) A informação deste evento, nos contratos de venda para entrega futura, que exigem
cláusula suspensiva, deve ocorrer na competência da realização do fato gerador das
contribuições, que se dará na data de emissão da respectiva nota fiscal, independentemente da
realização de antecipações de pagamento.
4) No caso de produtor rural pessoa jurídica, o evento deve apresentar o valor da receita
bruta obtida com as operações de venda da produção rural própria e dos subprodutos e resíduos,
se houver.
5) Caso o produtor rural pessoa jurídica preste serviços a terceiros em condições que não
caracterizem atividade econômica autônoma, mantém-se a substituição contributiva, exceto
quanto aos empregados que laboram na prestação de serviços a terceiros.
6) A substituição abrange também a folha de pagamento dos segurados empregados a
serviço em escritório mantido pelo produtor rural, exclusivamente para a administração da
atividade rural.
7) Na parceria de produção rural integrada o fato gerador ocorre quando da destinação dos
respectivos quinhões e será determinado em função da categoria de cada parceiro. Será
considerada como produção própria a parte da produção que na partilha couber ao parceiro
outorgante.
57
8) Parceria de produção rural integrada é o contrato realizado entre produtores rurais,
pessoa física com pessoa jurídica ou pessoa jurídica com pessoa jurídica, onde uma das partes,
o parceiro outorgante, entrega a outra, parceiro outorgado, os produtos rurais e os recursos
necessários visando torná-los prontos para a industrialização ou comercialização e assim
retornar ao outorgante, sendo o resultado partilhado nos termos do contrato.
9) No caso das agroindústrias submetidas ao regime substitutivo do pagamento das
contribuições sobre a comercialização da produção rural, o evento deve apresentar o valor da
receita bruta proveniente da comercialização da produção rural própria ou da produção rural
própria e da produção rural adquirida de terceiros, industrializada ou não, acrescida da
proveniente de outra (s) atividade (s) econômica (s) autônoma (s), se houver. Quando a
agroindústria possuir outra atividade econômica autônoma, seja no mesmo ou em outro
estabelecimento, a base de cálculo é o valor da receita bruta decorrente da comercialização de
todas as atividades, exceto a da prestação de serviços a terceiros, a qual está sujeita as
contribuições sobre a folha de salários.
10) São imunes à incidência de contribuições sociais as receitas de exportação direta de
produtos rurais, em decorrência da disposição contida no inciso I do § 2º do art. 149 da
Constituição Federal, exceto a contribuição para o SENAR.
11) Quando o produtor rural pessoa jurídica ou a agroindústria registrar a comercialização
de produtos para entidade inscrita no Programa de Aquisição de Alimentos (Indicativo de
comercialização 8), não haverá o cálculo da contribuição previdenciária sobre a comercialização
da produção própria, pois a mesma deverá ser retida e recolhida pela entidade adquirente e
informada no evento S-1250 – Aquisição de Produção Rural, do eSocial. Neste caso, a EFD-
Reinf calcula o valor devido para outras entidades (SENAR).
12) A informação de processos administrativos/judiciais no grupo [infoProc] terá as seguintes
validações:
a) A soma dos valores informados em {vlrCPSusp} não pode ser superior a 2% de
{vlrRecBruta} do registro superior;
b) A soma dos valores informados em {vlrRatSusp} não pode ser superior a 0,1% de
{vlrRecBruta} do registro superior; e
c) A soma dos valores informados em {vlrSenarSusp} não pode ser superior a 0,25% de
{vlrRecBruta} do registro superior.
Nota Orientativa 02/2018 - Produtores Rurais Pessoa Jurídica
Os Produtores Rurais Pessoa Jurídica que se enquadram na isenção disciplinada no art 15°, §
6º da Lei 13.606/2018 e que estão obrigados a escriturar a comercialização da produção rural na
EFD-REINFnos termos da Instrução Normativa 1.701 de 2017 , modificada pela Instrução
Normativa 1.767 de 2018, ao preparar o evento do evento R-2050, devem usar o Indicativo de
Comercialização (campo indCom) n° 9 - Comercialização direta da Produção no Mercado
Externo, para informar o valor da comercialização isenta, até que entre em produção a versão
1.4 da EFD-REINF que terá o indicativo específico dessa isenção.
Indicativo de Comercialização:
1 - Comercialização da Produção por Prod. Rural PJ/Agroindústria, exceto
para entidades executoras do PAA;
7 - Comercialização da Produção com Isenção de Contribuição
Previdenciária, de acordo com a Lei n° 13.606/2018;
8 - Comercialização da Produção para Entidade do Programa de Aquisição de
Alimentos - PAA;
9 - Comercialização direta da Produção no Mercado Externo.
Valores Válidos: 1, 7, 8, 9.
58
R-2060 - Contribuição Previdenciária sobre a Receita Bruta – CPRB
Conceito do evento: Evento em que são prestadas as informações pelas empresas
sujeitas ao pagamento da Contribuição Previdenciária sobre a Receita Bruta (CPRB), instituída
pela Medida Provisória nº 540, de 2011, posteriormente convertida na Lei nº 12.546, de 2011 e
alterações.
A CPRB incide sobre o valor da receita bruta, em substituição à contribuição
previdenciária patronal incidente sobre a folha de pagamento dos segurados empregados e
contribuintes individuais.
Quem está obrigado: O contribuinte que desenvolva as atividades relacionadas no art.
7º ou que fabrique os produtos listados no art. 8º da Lei nº 12.546, de 2011 e alterações. Os
contribuintes considerados órgãos públicos não deverão enviar esse evento.
Prazo de envio: Este evento deve ser enviado até o dia 15 do mês seguinte ou antes do
envio do evento “R-2099 Fechamento de Eventos Periódicos”, o que ocorrer primeiro. Antecipa-
se o envio deste evento para o dia útil imediatamente anterior quando não houver expediente
bancário.
Pré-requisitos: Envio do evento “R-1000 - Informações do Contribuinte”.
Informações adicionais:
1) A empresa encaminhará apenas um evento, por período de apuração, para cada
estabelecimento/OBRA que auferiu Receita decorrente do exercício de atividade, prestação de
serviços ou fabricação de produtos sujeitos à desoneração, contendo as informações de todas
as notas fiscais emitidas relativas estas operações.
2) No campo “Valor da Receita Bruta Total do Estabelecimento no Período –
{vlrRecBrutaTotal}” deverá ser informada a receita bruta total de todas as atividades exercidas,
serviços prestados e produtos fabricados por estabelecimento e por obra de construção civil,
sujeitos ou não à CPRB. A receita bruta das atividades exercidas, serviços prestados e produtos
fabricados, não sujeitos à desoneração, só deverá ser informada nas situações previstas no item
a seguir.
59
3) Para cada estabelecimento, a empresa deverá informar, de acordo com a Tabela 9, o
código de cada atividade exercida, serviço prestado ou o produto fabricado, sujeito ou não à
CPRB.
3.1) Caso a empresa exerça outras atividades, preste serviço ou fabrique outros produtos
não sujeitos à desoneração e, a receita bruta total obtida com estas atividades, serviços ou
fabricação destes itens for igual ou inferior a 5% da receita bruta total, a CPRB incidirá também
sobre esta receita e, no campo “Código correspondente à atividade comercial, produto ou
serviço” – {codAtivEcon}”, será informado o código genérico, do grupo IV da Tabela 9, Anexo I
do leiaute da EFD-Reinf, disponibilizado no sítio do SPED, correspondente à alíquota aplicada
sobre a receita bruta da atividade, serviço ou produto desonerado. Observar que este percentual
é obtido levando-se em consideração a receita bruta de todos os estabelecimentos da empresa,
exceto, no caso de obras de construção civil cuja matricula seja de responsabilidade de
empresas construtoras, enquadradas nos CNAE abrangidos pela desoneração, em que a
apuração é realizada por obra, considerando o período em que foram matriculadas e poderão
estar sujeitas ou não à desoneração.
Códigos a serem informados no campo {codAtivEcon}: Código Alíquota
Código da Atividade Econômica desonerada conforme Tabela 9 30059090 2,5
Código da Atividade Econômica não desonerada conforme Tabela 9:
Grupo IV 99990025 2,5
3.2) Na ocorrência de a receita bruta das atividades, prestação de serviços ou fabricação
produtos não desonerados, ultrapassar a 5% da receita bruta total, a empresa, em relação a esta
receita, estará sujeita a tributação proporcional pela folha de pagamentos e a mesma não será
declarada na EFD-Reinf.
3.3) No período de apuração em que não houver receitas relativas as atividades, prestação
de serviços ou fabricação produtos desonerados, as demais receitas não serão declaradas na
EFD-REINF e a tributação, será pela folha de pagamento.
4) O campo “valor total da receita da atividade – {vlrRecBrutaAtiv}” deverá ser preenchido
com o valor da receita bruta obtida em cada atividade, serviço ou produto sujeito ou não à CPRB,
a qual não poderá ser superior a Receita Bruta Total do Estabelecimento e deve corresponder
ao somatório dos valores constantes das notas fiscais emitidas.
5) As exclusões legais da Receita Bruta devem ser informadas no campo “Valor total das
Exclusões da Receita Bruta - “{vlrExcRecBruta}” e não podem ultrapassar a Receita Bruta Total
do estabelecimento declarante. Caso não haja exclusões, nesse campo deve ser informado o
valor “zero”. Do mesmo modo, as adições legais devem ser informadas no campo
“{vlrAdicRecBruta}” e, caso não existam, informe no referido campo o valor “zero”.
5.1) As exclusões e adições da Receita Bruta informadas devem corresponder aos códigos
descritos nos campos “tipo de ajuste - {tpAjuste}” e “código de ajuste – {codAjuste}”.
6) O contribuinte deve informar no campo “Valor da Base de Cálculo da Contribuição
Previdenciária sobre a Receita Bruta – {vlrBcCPRB}”, o valor da receita bruta total do
estabelecimento declarante, ajustada pelas exclusões e adições legais.
7) Os ajustes de acréscimos informados no campo “código de ajuste – {codAjuste}”= “3 -
Adição de valores diferidos em período (s) anterior (es) ”, referem-se a valores excluídos em
competências anteriores, conforme a legislação de regência.
TIPOS DE AJUSTES:
Preencher com o código de ajuste:
60
1 - Ajuste da CPRB: Adoção do Regime de Caixa;
2 - Ajuste da CPRB: Diferimento de Valores a recolher no período;
3 - Adição de valores Diferidos em Período(s) Anteriores(es);
4 - Exportações diretas;
5 -Transporte internacional de cargas;
6 - Vendas canceladas e os descontos incondicionais concedidos;
7 - IPI, se incluído na receita bruta;
8 - ICMS, quando cobrado pelo vendedor dos bens ou prestador dos serviços na condição de
substituto tributário;
9 - Receita bruta reconhecida pela construção, recuperação, reforma, ampliação ou
melhoramento da infraestrutura, cuja contrapartida seja ativo intangível representativo de direito
de exploração, no caso de contratos de concessão de serviços públicos;
10 - O valor do aporte de recursos realizado nos termos do art 6 §3 inciso III da Lei 11.079/2004;
11 - Demais ajustes oriundos da Legislação Tributária, estorno ou outras situações.
8) Existindo processo administrativo ou judicial que implique a suspensão da exigibilidade
da contribuição previdenciária sobre a receita bruta, deverá ser informado no campo “Valor da
Contribuição Previdenciária com exigibilidade suspensa – {vlrCPRBSusp}” o valor da
Contribuição Previdenciária não exigível, bem como, no campo “número do processo
administrativo/judicial – {nrProc}”, o número do processo, previamente cadastrado na Tabela de
Processos, evento R-1070.R-2070 - Retenções – Pagamentos Diversos – DIRF20 => PRORROGADO!!!
PREVISÃO NO LEIAUTE 2.0 (REVOGADO)!!!
Conceito do evento: evento que compreende as informações relativas às bases de cálculo e
valores do Imposto Sobre a Renda Retido na Fonte (IRRF), da Contribuição Social sobre o Lucro
Líquido (CSLL), da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e da
Contribuição para o PIS/Pasep, não decorrentes de relação do trabalho.
Quem está obrigado:
61
1) As pessoas jurídicas e físicas que pagaram ou creditaram rendimentos sobre os quais tenha
incidido retenção do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (IRRF), ainda que em um único
mês do ano-calendário, por si ou como representantes de terceiros:
a) estabelecimentos matrizes de pessoas jurídicas de direito privado domiciliadas no Brasil,
inclusive as imunes ou isentas;
b) pessoas jurídicas de direito público, inclusive os fundos públicos de que trata o art. 71 da Lei
nº 4.320, de 17 de março de 1964;
c) filiais, sucursais ou representações de pessoas jurídicas com sede no exterior;
d) empresas individuais;
e) caixas, associações e organizações sindicais de empregados e empregadores;
f) titulares de serviços notariais e de registro;
g) condomínios edilícios;
h) pessoas físicas;
i) instituições administradoras ou intermediadoras de fundos ou clubes de investimentos; e
j) órgãos gestores de mão de obra do trabalho portuário; e
2) Os(as), ainda que não tenha havido a retenção do imposto,
a) candidatos a cargos eletivos, inclusive vices e suplentes; e
b) pessoas físicas e jurídicas domiciliadas no País que efetuarem pagamento, crédito, entrega,
emprego ou remessa a pessoa física ou jurídica residente ou domiciliada no exterior, inclusive
nos casos de isenção ou alíquota de 0% (zero por cento), de valores referentes a:
b.1) aplicações em fundos de investimento de conversão de débitos externos;
b.2) royalties, serviços técnicos e de assistência técnica;
b.3) juros e comissões em geral;
b.4) juros sobre o capital próprio;
b.5) aluguel e arrendamento;
b.6) aplicações financeiras em fundos ou em entidades de investimento coletivo;
b.7) carteiras de valores mobiliários e mercados de renda fixa ou renda variável;
b.8) fretes internacionais;
b.9) previdência complementar;
b.10) remuneração de direitos;
b.11) obras audiovisuais, cinematográficas e videofônicas;
b.12) lucros e dividendos distribuídos;
b.13) cobertura de gastos pessoais, no exterior, de pessoas físicas residentes no País, em
viagens de turismo, negócios, serviço, treinamento ou missões oficiais;
b.14) rendimentos de que trata o art. 1º do Decreto nº 6.761, de 5 de fevereiro de 2009, que
tiveram a alíquota do imposto sobre a renda reduzida a 0% (zero por cento);
b.15) demais rendimentos considerados como rendas e proventos de qualquer natureza, na
forma prevista na legislação específica.
3) as pessoas jurídicas que tenham efetuado retenção, ainda que em um único mês do ano-
calendário, da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), da Contribuição para o
Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e da Contribuição para o PIS/Pasep sobre
pagamentos efetuados a outras pessoas jurídicas, nos termos do § 3º do art. 3º da Lei nº 10.485,
de 3 de julho de 2002, e dos arts. 30, 33 e 34 da Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003.
4) Os órgãos públicos, as autarquias e fundações da administração pública federal, bem como
as seguintes entidades da administração pública federal: as empresas públicas, as sociedades
de economia mista, e as demais entidades em que a União, direta ou indiretamente, detenha a
maioria do capital social com direito a voto, e que dela recebam recursos do Tesouro Nacional e
estejam obrigadas a registrar sua execução orçamentária e financeira na modalidade total no
Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal - SIAFI devem prestar
informações relativas à retenção do IRRF, da CSLL, da Cofins e do PIS/Pasep incidentes sobre
os pagamentos efetuados a pessoas jurídicas pelo fornecimento de bens ou prestação de
serviços.
62
5) A pessoa jurídica relativamente à coparticipação dos seus empregados beneficiários em plano
privado de assistência à saúde, na modalidade coletivo empresarial, contratado pela fonte
pagadora. Devem ser informadas as parcelas correspondentes ao beneficiário titular e a cada
dependente.
Prazo de envio: Este evento deve ser enviado até o dia 20 do mês seguinte ou antes do envio
do fechamento dos eventos periódicos (evento “R-2099 – Fechamento dos Eventos Periódicos”),
o que ocorrer primeiro. O envio desse evento deve ser antecipado para o dia útil imediatamente
anterior quando não houver expediente bancário.
Pré-requisitos: Envio do evento “R-1000 – Informações do Contribuinte”.
Informações adicionais:
1) As regras para as retenções de IRRF e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), da
Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e da Contribuição para o
PIS/Pasep são as estabelecidas no Manual do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte – Mafon.
2) Na leitura do leiaute do evento observa-se que os grupos “pagtoBPF” e “pagtoBPJc” permitem
a informação de até 99 pagamentos para o mesmo beneficiário no mesmo período de apuração
e no mesmo código de receita, conforme quadro abaixo:
Parte do Leiaute do evento R-2070 - Retenções – Pagamentos Diversos – DIRF
63
3) O conceito básico deste evento é que deve existir um único evento por período de apuração
(mês do efetivo pagamento) para o mesmo beneficiário e mesmo código de receita.
4) Assim, existindo mais de um pagamento para o mesmo beneficiário no mesmo mês, essas
informações devem ser informadas no mesmo arquivo de envio.
Exemplo:
No dia 05/02/2014 o empregador pagou o salário de janeiro/2014 no valor tributável de R$
3.000,00 com a retenção de IRRF de R$ 114,97 e no dia 20/02/2014 pagou adiantamento salarial
(também chamado de Folha Quinzenal) no valor de R$ 1.500,00, agora com retenção de IRRF
de R$ 294,57.
No Evento R-2070 os grupos com informações referentes a esses pagamentos, simulado
no formato XML, ficam conforme a seguir:
64
5) Observa-se no exemplo acima que os pagamentos são referentes a duas competências
distintas, Janeiro/2014 e Fevereiro/2014, mas os pagamentos aconteceram no mês
Fevereiro/2014, portanto, este é o mês do Evento R-2070 e será o informado como
“perApuracao”.
6) caso aconteça mais de um pagamento de remuneração, no mesmo código de receita e no
mesmo mês, o contribuinte deverá acrescentar mais um grupo “Beneficiário Pessoa Física –
Residente no Brasil - pagtoPF”, informando os elementos (data de pagamento – dtPagto;
Indicativo de exigibilidade suspensa – indSuspExig; valor do rendimento tributável –
vlrRendTributavel; e valor do imposto retido na fonte - vlrIRRF etc) deste novo pagamento.
7) Para os casos em que já houver um evento R-2070 anterior informado para o mesmo
beneficiário e mesmo código de rendimento no mesmo mês, a EFD-Reinf devolverá mensagem
com alerta desta situação e o declarante deverá verificar, primeiramente, se não se trata de
duplicidade da informação anterior. Sendo este o caso, o evento que estava sendo enviado deve
ser descartado, mantendo o registro atual. Sendo um novo pagamento, o declarante deverá
apresentar um novo evento R-2070, contendo os dois pagamentos (o anterior e o atual) e
informar com a marcação que se trata de substituição do evento anterior, e este irá substituir
(sobrepondo) a informação anterior.
8) A EFD-Reinf dos serviços notariais e de registros deverão ser apresentadas:
I - No caso de serviços mantidos diretamente pelo Estado, pelafonte pagadora, mediante o seu
número de inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ); e
II - Nos demais casos, pelas pessoas físicas de que trata o art. 3º da Lei nº 8.935, de 18 de
novembro de 1994, mediante os respectivos números de inscrição no Cadastro de Atividade
Econômica de Pessoas Físicas (CAEPF).
9) Deverão também apresentar o evento R-2070 as pessoas físicas e jurídicas domiciliadas no
País que efetuarem pagamento, crédito, entrega, emprego ou remessa a pessoa física ou jurídica
residente ou domiciliada no exterior, ainda que não tenha havido a retenção do imposto, de
valores referentes a:
I - Aplicações em fundos de investimento de conversão de débitos externos;
65
II - Royalties e assistência técnica;
III - Juros e comissões em geral;
IV - Juros sobre o capital próprio;
V - Aluguel e arrendamento;
VI - Aplicações financeiras em fundos ou em entidades de investimento coletivo;
VII - Carteiras de valores mobiliários e mercados de renda fixa ou renda variável;
VIII - Fretes internacionais;
IX - Previdência privada;
X - Remuneração de direitos;
XI - Obras audiovisuais, cinematográficas e videofônicas;
XII - Lucros e dividendos distribuídos;
XIII - Cobertura de gastos pessoais, no exterior, de pessoas físicas residentes no País, em
viagens de turismo, negócios, serviço, treinamento ou missões oficiais;
XIV - Rendimentos de que trata o art. 1º do Decreto nº 6.761, de 5 de fevereiro de 2009, que
tiveram a alíquota do imposto sobre a renda reduzida a zero, relativos a:
a) despesas com pesquisas de mercado, bem como com aluguéis e arrendamentos de estandes
e locais para exposições, feiras e conclaves semelhantes, no exterior, inclusive promoção e
propaganda no âmbito desses eventos, para produtos e serviços brasileiros e para promoção de
destinos turísticos brasileiros, conforme o disposto no inciso III do art. 1º da Lei nº 9.481, de 13
de agosto de 1997, e no art. 9º da Lei nº 11.774, de 17 de setembro de 2008;
b) contratação de serviços destinados à promoção do Brasil no exterior, por órgãos do Poder
Executivo Federal, conforme o disposto no inciso III do art. 1º da Lei nº 9.481, de 1997, e no art.
9º da Lei nº 11.774, de 2008;
c) comissões pagas por exportadores a seus agentes no exterior, nos termos do inciso II do art.
1º da Lei nº 9.481, de 1997;
d) despesas de armazenagem, movimentação e transporte de carga e de emissão de
documentos realizadas no exterior, nos termos do inciso XII do art. 1º da Lei nº 9.481, de 1997,
e do art. 9º da Lei nº 11.774, de 2008;
e) operações de cobertura de riscos de variações, no mercado internacional, de taxas de juros,
de paridade entre moedas e de preços de mercadorias (hedge), conforme o disposto no inciso
IV do art. 1º da Lei nº 9.481, de 1997;
f) juros de desconto, no exterior, de cambiais de exportação e as comissões de banqueiros
inerentes a essas cambiais, nos termos do inciso X do art. 1º da Lei nº 9.481, de 1997;
g) juros e comissões relativos a créditos obtidos no exterior e destinados ao financiamento de
exportações, conforme o disposto no inciso XI do art. 1º da Lei nº 9.481, de 1997;
h) outros rendimentos pagos, creditados, entregues, empregados ou remetidos a residentes ou
domiciliados no exterior, com alíquota do imposto sobre a renda reduzida a zero; XV - Demais
rendimentos considerados como rendas e proventos de qualquer natureza, na forma da
legislação específica.
10) O disposto no item II aplica-se inclusive nos casos de isenção ou alíquota zero.
11) Ficam também obrigadas à apresentação deste evento as pessoas jurídicas que tenham
efetuado retenção da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), da Contribuição para o
Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e da Contribuição para o PIS/Pasep sobre
pagamentos efetuados a outras pessoas jurídicas, nos termos do § 3º do art. 3º da Lei nº 10.485,
de 3 de julho de 2002, e dos arts. 30, 33 e 34 da Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003.
12) Na hipótese de saída definitiva do Brasil ou de encerramento de espólio, a fonte pagadora
pessoa física deverá apresentar o evento “S-1000 - Informações do Empregador/Contribuinte”,
atualizando a situação cadastral.
13) O declarante deverá informar neste evento os rendimentos tributáveis ou isentos de
declaração obrigatória, pagos ou creditados no País, bem como os rendimentos pagos,
creditados, entregues, empregados ou remetidos a residentes ou domiciliados no exterior, em
seu próprio nome ou na qualidade de representante de terceiros, especificados nas tabelas de
códigos de receitas constantes da Tabela 1 – Códigos para Pagamento, Anexo I do Leiaute da
EFD-Reinf, disponibilizado no sítio do SPED, inclusive nos casos de isenção e de alíquota zero,
com o respectivo imposto sobre a renda ou contribuições retidos na fonte.
66
14) As pessoas obrigadas a apresentar este evento, deverão informar todos os beneficiários de
rendimentos:
I - Que tenham sofrido retenção do imposto sobre a renda ou contribuições;
II - Do trabalho assalariado;
III - do trabalho sem vínculo empregatício, de aluguéis e de royalties, ainda que não tenham
sofrido retenção do imposto sobre a renda;
IV - De previdência privada e de planos de seguros de vida com cláusula de cobertura por
sobrevivência, Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL), ainda que não tenham sofrido retenção
do imposto sobre a renda;
V - Auferidos por residentes ou domiciliados no exterior, inclusive nos casos de isenção e de
alíquota zero;
VI - de pensão, pagos com isenção do IRRF, quando o beneficiário for portador de fibrose cística
(mucoviscidose), tuberculose ativa, alienação mental, esclerose múltipla, neoplasia maligna,
cegueira, hanseníase, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de
Parkinson, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, hepatopatia grave, estados
avançados da doença de Paget (osteíte deformante), contaminação por radiação ou síndrome
da imunodeficiência adquirida, exceto a decorrente de moléstia profissional, regularmente
comprovada por laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos Estados, do
Distrito Federal ou dos Municípios. O IRRF deverá deixar de ser retido a partir da data que
constar no laudo que atesta a moléstia grave;
VII - de aposentadoria ou reforma, pagos com isenção do IRRF, desde que motivada por acidente
em serviço, ou quando o beneficiário for portador de doença relacionada no item anterior,
regularmente comprovada por laudo pericial emitido por serviço médico oficial da União, dos
Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios. O IRRF deverá deixar de ser retido a partir da
data que constar no referido laudo;
VIII - de dividendos e lucros, pagos a partir de 1996, e de valores pagos a titular ou sócio
de microempresa ou empresa de pequeno porte, exceto pró-labore e aluguéis;
IX - Remetidos por pessoas físicas e jurídicas domiciliadas no País para cobertura de gastos
pessoais, no exterior, de pessoas físicas residentes no País, em viagens de turismo, negócios,
serviço, treinamento ou missões oficiais cujo valor total mensal seja superior ao limite da primeira
faixa da Tabela Progressiva Mensal do IRRF, acrescido de 25%;
15) Fica dispensada a informação de rendimentos correspondentes a juros pagos ou creditados,
individualizadamente, a titular, sócios ou acionistas, a título de remuneração do capital próprio,
calculados sobre as contas do patrimônio líquido da pessoa jurídica, relativos ao código de
receita 5706, cujo IRRF, no ano-calendário, tenha sido igual ou inferior a R$ 10,00 (dez reais).
16) Fica dispensada a informação de beneficiário de prêmios em dinheiro a que se refere o art.
14 da Lei nº 4.506, de 30 de novembro de 1964, cujo valor seja inferior ao limite de isenção da
tabela progressivamensal do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física (IRPF), conforme
estabelecido no art. 1º da Lei nº 11.482, de 31 de maio de 2007. (loteria)
17) Deverão ser informados neste evento os rendimentos tributáveis em relação aos quais tenha
havido depósito judicial do imposto sobre a renda ou de contribuições ou que, mediante
concessão de medida liminar ou de tutela antecipada, nos termos do art. 151 da Lei nº 5.172, de
25 de outubro de 1966 - Código Tributário Nacional (CTN), não tenha havido retenção na fonte
dos referidos tributos.
18) Os rendimentos sujeitos a ajuste na declaração de ajuste anual, pagos a beneficiário pessoa
física, deverão ser informados discriminadamente.
19) Relativamente aos rendimentos pagos que não tenham sofrido retenção do IRRF ou tenham
sofrido retenção sem o correspondente recolhimento, em virtude de depósito judicial do imposto
ou concessão de medida liminar ou de tutela antecipada, nos termos do art. 151 do CTN:
a) os valores dos rendimentos pagos no mês devem ser discriminados por código de receita,
mesmo que a retenção do IRRF não tenha sido efetuada;
b) os respectivos valores das deduções, que deverão ser informados separadamente conforme
se refiram a previdência oficial, previdência complementar e Fundo de Aposentadoria
Programada Individual (Fapi), dependentes ou pensão alimentícia;
67
c) o valor do IRRF que tenha deixado de ser retido; e
d) o valor do IRRF que tenha sido depositado judicialmente;
20) Relativamente à compensação de IRRF com imposto retido no próprio ano-calendário ou em
anos anteriores, em cumprimento de decisão judicial, deverá ser informado:
a) no campo “vlrIRRF” do grupo “pagtoBPF”, nos meses da compensação, o valor da retenção
mensal diminuído do valor compensado;
b) nos campos “vlrCompAnoCalend” e “vlrcompAnosAnt” do grupo “compJud” nos meses da
compensação, o valor compensado do IRRF correspondente ao ano-calendário ou a anos
anteriores; e
c) no campo referente ao mês cujo valor do imposto retido foi utilizado para compensação, o
valor efetivamente retido diminuído do valor compensado;
21) Deverão ser informados neste evento aos rendimentos isentos e não tributáveis:
a) a parcela isenta de aposentadoria para maiores de 65 (sessenta e cinco) anos, inclusive a
correspondente ao décimo terceiro salário;
b) o valor de diárias e ajuda de custo;
c) os valores dos rendimentos pagos e das deduções com previdência oficial e pensão
alimentícia, que deverão ser informados separadamente, conforme sejam pensão, aposentadoria
ou reforma por moléstia grave ou acidente em serviço;
d) os valores de lucros e dividendos pagos ou creditados a partir de 1996;
e) os valores dos rendimentos pagos ou creditados a titular ou sócio de microempresa ou
empresa de pequeno porte;
f) os valores das indenizações por rescisão de contrato de trabalho, inclusive a título de Plano
de Demissão Voluntária (PDV);
g) os valores do abono pecuniário;
h) os valores pagos, creditados, entregues, empregados ou remetidos para pessoa física ou
jurídica residente ou domiciliada no exterior, destinados a cobertura de gastos pessoais no
exterior, de pessoas físicas residentes no País, em viagens de turismo, negócios, serviço,
treinamento ou missões oficiais;
i) os valores das bolsas de estudo pagos ou creditados aos médicos-residentes, nos termos da
Lei nº 6.932, de 7 de julho de 1981;
j) os valores dos benefícios indiretos e o reembolso de despesas recebidos por Voluntário da
Fifa, da Subsidiária Fifa no Brasil ou do LOC, de que trata o art. 11 da Lei nº 12.350, de 2010,
até o valor de 5 (cinco) salários mínimos por mês; e
k) outros rendimentos do trabalho, isentos ou não tributáveis.
22) Deverá ser informada a soma dos valores pagos, independentemente de se tratar de
pagamento integral em parcela única, de antecipações ou de saldo de rendimentos, e o
respectivo imposto retido.
23) A remuneração correspondente a férias, deduzida dos abonos legais, os quais deverão ser
informados como rendimentos isentos, deverá ser somada às informações do mês em que tenha
sido efetivamente paga, procedendo-se da mesma forma em relação à respectiva retenção do
IRRF e às deduções.
24) Relativamente ao décimo terceiro salário, deverão ser informados o valor total pago durante
o ano-calendário, os valores das deduções utilizadas para reduzir a base de cálculo dessa
gratificação e o respectivo IRRF.
25) Nos casos a seguir, deverá ser informado como rendimento tributável:
a) 10% (dez por cento) do rendimento decorrente do transporte de carga e de serviços com trator,
máquina de terraplenagem, colheitadeira e assemelhados;
b) 60% (sessenta por cento) do rendimento decorrente do transporte de passageiros;
c) o valor pago a título de aluguel, diminuído dos seguintes encargos, desde que o ônus tenha
sido exclusivamente do locador, e o recolhimento tenha sido efetuado pelo locatário:
i) impostos, taxas e emolumentos incidentes sobre o bem que tenha produzido o rendimento;
ii) aluguel pago pela locação de imóvel sublocado;
68
iii) despesas pagas para cobrança ou recebimento do rendimento;
iv) despesas de condomínio;
d) a parte dos proventos de aposentadoria, pensão, transferência para reserva remunerada ou
reforma que exceda o limite da 1ª (primeira) faixa da tabela progressiva mensal vigente à época
do pagamento em cada mês, pagos, a partir do mês em que o beneficiário tenha completado 65
(sessenta e cinco) anos, pela Previdência Social da União, dos Estados, do Distrito Federal e
dos Municípios, por qualquer pessoa jurídica de direito público interno ou por entidade de
previdência privada;
e) 25% (vinte e cinco por cento) dos rendimentos do trabalho assalariado percebidos, em moeda
estrangeira, por residente no Brasil, no caso de ausentes no exterior a serviço do País, em
autarquias ou repartições do Governo Brasileiro situadas no exterior, convertidos em reais pela
cotação do dólar dos Estados Unidos da América fixada para compra, pelo Banco Central do
Brasil (Bacen), para o último dia útil da 1ª (primeira) quinzena do mês anterior ao do pagamento
do rendimento e divulgada pela RFB.
26) Na hipótese prevista no item 19.5 (inciso V do § 5º), as deduções deverão ser convertidas
em dólares dos Estados Unidos da América, pelo valor fixado, para a data do pagamento, pela
autoridade monetária do país no qual as despesas foram realizadas e, em seguida, em reais,
pela cotação do dólar dos Estados Unidos da América fixada para venda, pelo Bacen, para o
último dia útil da 1ª (primeira) quinzena do mês anterior ao do pagamento e divulgada pela RFB.
27) No caso de pagamento de valores em cumprimento de decisão judicial de que trata o art. 16-
A da Lei nº 10.887, de 18 de junho de 2004, além do IRRF, este evento deverá conter informação
sobre o valor da retenção da contribuição para o Plano de Seguridade do Servidor Público (PSS).
28) No caso de pagamento de participação nos lucros ou resultados (PLR) deverão ser
informados o valor total pago no mês, os valores das deduções utilizadas para reduzir a base de
cálculo dessa participação e o respectivo IRRF.
29) Os rendimentos e o respectivo IRRF deverão ser informados neste evento:
a) Da pessoa jurídica que tenha pagado a outras pessoas jurídicas importâncias a título de
comissões e corretagens relativas a:
i) colocação ou negociação de títulos de renda fixa;
ii) operações realizadas em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas;
iii) distribuição de valores mobiliários emitidos, no caso de pessoa jurídica que atue como agente
da companhia emissora;
iv) operações de câmbio;
v) vendas de passagens, excursões ou viagens;
vi) administração de cartões de crédito;
vii) prestação de serviços de distribuiçãode refeições pelo sistema de refeições-convênio; e
viii) prestação de serviços de administração de convênios;
b) Do anunciante que tenha pagado a agências de propaganda importâncias relativas à
prestação de serviços de propaganda e publicidade.
30 - O Microempreendedor Individual (MEI) de que trata a Lei Complementar nº 123, de 14 de
dezembro de 2006, que tenha efetuado pagamentos sujeitos ao IRRF exclusivamente em
decorrência de prestação de serviço de administração de cartões de crédito, ficará dispensado
de apresentar este evento, desde que sua receita bruta no ano-calendário anterior não exceda
R$ 60.000,00 (sessenta mil reais).
31 - As pessoas jurídicas que tenham recebido as importâncias de que trata o item 20 deverão
fornecer às pessoas jurídicas que as tenham pagado, o dia 7 (sete) do mês seguinte ao que se
refiram, documento comprobatório com indicação do valor das importâncias recebidas e do
respectivo imposto sobre a renda recolhido, relativos ao mês anterior.
69
32 – O declarante que tiver retido imposto ou contribuições a maior de seus beneficiários em
determinado mês e o tenha compensado nos meses subsequentes, de acordo com a legislação
em vigor, deverá informar:
a) No mês da referida retenção, o valor retido; e
b) Nos meses da compensação, o valor devido do imposto ou contribuições, na fonte, diminuído
do valor compensado.
33 – O declarante que tiver retido imposto ou contribuições a maior e que tenha devolvido a
parcela excedente aos beneficiários deverá informar, no mês em que tenha ocorrido a retenção
a maior, o valor retido diminuído da diferença devolvida.
34 - Na hipótese prevista no § 2º do art. 2º, o Evento S-1300 deverá conter as seguintes
informações sobre os beneficiários residentes e domiciliados no exterior:
a) Número de Identificação Fiscal (NIF) fornecido pelo órgão de administração tributária no
exterior;
b) Indicador de pessoa física ou jurídica;
c) número de inscrição no CPF ou no CNPJ, quando houver;
d) Nome da pessoa física ou nome empresarial da pessoa jurídica beneficiária do rendimento;
e) Endereço completo (rua, avenida, número, complemento, bairro, cidade, região administrativa,
estado, província etc.);
f) País de residência fiscal;
g ) Natureza da relação entre a fonte pagadora no País e o beneficiário no exterior, conforme
Tabela constante do Anexo II a esta Instrução Normativa;
h) relativamente aos rendimentos:
i) código de receita;
ii) data de pagamento, remessa, crédito, emprego ou entrega;
iii) rendimentos brutos pagos, remetidos, creditados, empregados ou entregues durante o ano-
calendário, discriminados por data e por código de receita, observado o limite estabelecido no §
6º do art. 12;
iv) imposto retido, quando for o caso;
v) natureza dos rendimentos, conforme Tabela do Anexo II a esta Instrução Normativa, prevista
nos Acordos de Dupla Tributação (ADT), com os países constantes da Tabela de Códigos dos
Países, conforme Tabela do Anexo III a esta Instrução Normativa;
vi) forma de tributação, conforme a Tabela do Anexo II a esta Instrução Normativa.
ATENÇÃO:
O NIF será dispensado nos casos em que o país do beneficiário residente ou domiciliado no
exterior não o exija ou nos casos em que, de acordo com as regras do órgão de administração
tributária no exterior, o beneficiário do rendimento, remessa, pagamento, crédito, ou outras
receitas, estiver dispensado desse número.
R-2098 - Reabertura dos Eventos Periódicos
Conceito do evento: Este evento é utilizado para reabrir movimento de um período já
encerrado, possibilitando o envio de retificações ou novos eventos periódicos.
Quem está obrigado: Todos os contribuintes que, após o envio do evento “R-2099 -
Fechamento dos Eventos Periódicos”, para o período de apuração em questão, necessitem
retificar informações enviadas pelos eventos periódicos R-2010 a R-2070.
Prazo de envio: A reabertura poderá ser realizada a qualquer tempo.
Pré-requisitos: Envio anterior do evento “R-2099 Fechamento dos Eventos Periódicos”.
O evento somente pode ser enviado em relação a um período de apuração que já esteja
encerrado.
Informações adicionais:
70
1) O envio deste evento torna necessário um novo fechamento (mediante o envio do evento
“R-2099 - Fechamento dos Eventos Periódicos”), após as modificações que motivaram a
reabertura.
2) Este evento não pode ser retificado, nem excluído. Caso existam informações incorretas,
a empresa deve fechar o movimento e enviar outro evento de reabertura.
R-2099 - Fechamento dos Eventos Periódicos
Conceito do evento: Este evento se destina a informar o encerramento da transmissão
dos eventos periódicos na EFD-Reinf, no período de apuração. Neste momento são
consolidadas todas as informações prestadas nos eventos R-2010 a R-2070.
A aceitação deste evento pela EFD-Reinf após processadas as devidas validações,
conclui a totalização das bases de cálculo e possibilita a integração com a respectiva Declaração
de Débitos e Créditos Tributários Federais – DCTF.
Quem está obrigado: Todos os contribuintes que transmitirem eventos R-2010 a R-2070,
no mês de referência.
Prazo de envio: Deve ser transmitido até o dia 15 do mês subsequente ao do mês de
referência informado no evento. Antecipa-se o vencimento para o dia útil imediatamente anterior
quando não houver expediente bancário.
Pré-requisitos: Envio do primeiro evento da EFD-Reinf, que presume a abertura do
movimento para o período de apuração ou envio do evento R-2098 Reabertura dos
Eventos Periódicos, com o consequente envio de retificações ou novos eventos que
necessitarão de novo fechamento para o período de apuração em questão.
Informações adicionais:
1) Até a aceitação desse evento pela EFD-Reinf são permitidas inclusão, exclusão e
retificação de informações. Após o fechamento, eventuais retificações e exclusões, bem como
inclusões de informações, só serão permitidas após o envio do evento R- 2098 - Reabertura dos
Eventos Periódicos;
2) Havendo incorreção nos valores apurados, os ajustes devem ser feitos exclusivamente
na EFD-Reinf. Não há possibilidade de alteração dos valores dos débitos apurados fora deste
ambiente.
3) Não havendo informações a prestar, no mês de referência, o contribuinte deve informar,
no campo {compSemMovto}, a primeira competência a partir da qual não houve movimento.
Esta informação terá validade até que haja uma nova movimentação.
R-3010 - Receita de Espetáculos Desportivos
Conceito do evento: Evento em que são prestadas as informações relativas às receitas
provenientes dos espetáculos desportivos, realizados no território nacional, quando pelo menos
um dos participantes do espetáculo esteja vinculado à uma associação desportiva que mantém
equipe de futebol profissional.
As informações prestadas neste evento referem-se à contribuição social previdenciária
patronal, a cargo das associações desportivas, calculada sobre a receita decorrente dos
espetáculos desportivos em que participem, em substituição às contribuições incidentes sobre
a remuneração dos seus segurados empregados, destinadas à Previdência Social e ao
financiamento do benefício previsto nos arts. 57 e 58 da Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991, e
daqueles concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos
riscos ambientais do trabalho - GILRAT.
Quem está obrigado: A entidade promotora do espetáculo desportivo, como a federação,
a confederação ou a liga desportiva responsável pela organização do evento.
71
Prazo de envio: O prazo máximo para o envio das informações e respectivo pagamento
da contribuição previdenciária sobre a receita bruta dos espetáculos desportivos é de até 2 dias
úteisapós a realização do evento.
Pré-requisitos: Cadastro completo das Informações da federação, confederação ou da
liga – Evento R-1000 Informações do Contribuinte.
Informações adicionais:
1) A entidade responsável pelo espetáculo desportivo só prestará as informações, neste
evento, relativas aos ingressos confeccionados e a renda auferida, se, pelo menos uma das
associações participantes, mantiver equipe de futebol profissional e for filiada à federação de
futebol do respectivo Estado, ainda que mantenha outras modalidades desportivas. Caso
contrário, não haverá substituição das contribuições, sendo a tributação feita com base na folha
de pagamento.
2) Para cada boletim financeiro relativo ao evento desportivo realizado são prestadas as
seguintes informações de forma individualizada: a) Tipo de Ingresso vendido (arquibancada,
geral, cadeiras ou camarote); e b) Tipo de receita (transmissão, propaganda, Publicidade, Sorteio
ou outros tipos);
3) Nas informações relativas à identificação das associações desportivas participantes
deve ser preenchido apenas o número do CNPJ, exceto se o clube visitante for estrangeiro.
Neste caso, é obrigatório o preenchimento apenas do nome.
4) A entidade promotora que remunerar contribuintes individuais, prestadores de serviços
na realização do espetáculo desportivo, como árbitros e seus auxiliares, delegados, fiscais e a
mão-de-obra utilizada na realização do exame antidoping e quadro móvel é a responsável por
reter e recolher as contribuições incidentes sobre a remuneração, que devem ser informadas no
eSocial.
5) As informações relativas aos demais contribuintes individuais, que fazem parte do
quadro móvel do espetáculo, cuja contratação seja de responsabilidade da associação
desportiva e não da entidade promotora, devem ser informados por aquela, no eSocial.
6) A receita bruta, base para o cálculo das contribuições substitutivas, deve corresponder
ao valor total arrecadado com a venda dos ingressos e das outras receitas auferidas no
espetáculo, como recebimento de doações, sorteios, bingos, shows, sem qualquer dedução.
7) Os ingressos colocados à venda devem corresponder à quantidade constante em
documento fiscal. O número de ingressos vendidos, acrescido dos devolvidos, deverá ser igual
ao de ingressos confeccionados.
R-5001 – Informações de bases e tributos por evento
R-5011 – Informações de bases e tributos consolidados por período de apuração
R-9000 – Exclusão de Evento
Conceito do evento: Utilizado para tornar sem efeito os eventos, quando enviados
indevidamente, seja como evento não periódico (R-3010), seja como um dos eventos periódicos
(R-2010 a R-2070).
Quem está obrigado: O contribuinte quando necessitar tornar sem efeito um determinado
evento.
Prazo de envio: Sempre que necessária a exclusão de algum evento enviado
indevidamente.
72
Pré-requisitos: Envio anterior do evento a ser excluído e, no caso dos eventos periódicos,
o período de apuração que ainda não tenha sido encerrado, ou seja, não tenha havido o envio
do evento “R-2099- Fechamento dos Eventos Periódicos”.
Informações adicionais:
1) A exclusão implica a perda dos efeitos jurídicos relativos ao cumprimento da obrigação
de prestar informações dentro dos prazos estabelecidos.
2) Não é possível excluir nenhum dos eventos periódicos relativos ao período de apuração
encerrado, ou seja, para o qual já exista evento “R-2099 – Fechamento dos Eventos Periódicos”,
antes do envio do evento de reabertura respectivo “R-2098 – Reabertura dos Eventos Periódicos
- para o período de apuração;
3) A exclusão de eventos não periódicos segue às regras que constam no leiaute do próprio
evento, pois podem estar diretamente relacionados;
4) Para a exclusão de um evento deve-se informar o número de seu recibo de entrega. O
campo “nrRecEvt” indicado no recibo deve existir no cadastro da EFD-Reinf, não pode estar
marcado como "excluído" e o tipo do evento deve ser o mesmo indicado no campo {tpEven}.
Envio de Eventos
ÚLTIMAS ATUALIZAÇÕES
Notas Técnicas EFD Reinf dias 17 e 19 de Setembro/2018
Nota Orientativa 03/2018 - Evento de fechamento R-2099
Na EFD-REINF, o retorno da maioria dos eventos é síncrono, com exceção do evento de
fechamento R-2099 que é assíncrono. Para este, será retornado o número do protocolo
(no R-5001), e será necessário fazer uma consulta posteriormente informando este
número (o protocolo) para saber se o fechamento foi processado com sucesso ou não. Em
caso de processamento do fechamento com sucesso, a consulta retornará os totalizadores
(R-5011).
73
Nesses termos, os créditos tributários apurados na EFD-REINF só migrarão para a
DCTFweb após o processamento com sucesso do evento R-2099, que não se dá com o
mero envio do evento, mas sim com o processamento com sucesso do evento de
fechamento. Para tal, é necessário o contribuinte consultar o fechamento para receber o
recibo no evento totalizador R-5011.
Em resumo, é importante seguir os passos:
1) O contribuinte envia o evento de fechamento 2099;
2) O sistema retorna um resultado, com um número de protocolo na tag
<nrProtEntr>XXXXXXXXXXXXXX</nrProtEntr> e com a expressão "EM
PROCESSAMENTO";
3) O processamento do fechamento é realizado posteriormente pelo sistema, de forma
assíncrona;
4) Para verificar se o evento foi processado com sucesso, o sistema dele deve chamar o
WebService de consulta do Fechamento, passando como um dos parâmetros, o número
do protocolo recebido no passo 2;
5) Somente após a consulta deste resultado retornar sucesso é que ele deve verificar se a
informação está na DCTF.
As informações e procedimentos acima encontram-se descritos no manual do
desenvolvedor da EFD-REINF disponível no portal do SPED.
Nota Orientativa 04/2018 - Fechamento com erro "3395587205"
Os contribuintes que tiveram problema no processamento do evento de fechamento da
EFD-REINF na competência de agosto 2018, ficando no status de em processamento por
grande período de tempo, e receberam de retorno o erro "3395587205", devem enviar
um novo evento R-2099 (ID diferente do evento rejeitado).
EFD-Reinf, DCTFWeb e EFD-Contribuições
Em conformidade com o art. 15 da a IN RFB nº 1.787/2018 (alterada pela IN RFB
nº 1.819/2018), que dispõe sobre a DCTFWeb, não deverão ser informados valores de
CPRB na DCTF a partir do mês em que se tornar obrigatória a entrega da DCTFWeb, de
acordo com o cronograma estabelecido no art. 13 da Instrução Normativa RFB nº 1.787,
de 7 de fevereiro de 2018, conforme o tipo de sujeito passivo.
Desta forma, para as entidades integrantes do “Grupo 2 - Entidades Empresariais”,
do Anexo V da IN RFB nº 1.634/2016 (PJ com faturamento no ano-calendário de 2016
acima de R$ 78.000.000,00), os valores devidos a título de CPRB referentes ao período
de apuração de julho de 2018 deverão ser declarados na DCTF convencional, sendo
obrigada a declarar na DCTFWeb a partir de agosto/2018, em função da alteração de
início de obrigatoriedade definida pela IN RFB nº 1.819/2018;
Considerando que não foi alterado o cronograma de obrigatoriedade da EFD-
Reinf, as entidades citadas acima devem escriturar regularmente a EFD-Reinf a CPRB
referente ao período de apuração julho/2018, cujo valor apurado deve ser declarado na
DCTF convencional.
74
Para fins de melhor compreensão, devem as entidades integrantes do Grupo 2 do
Anexo V da IN RFB nº 1.634/2006, observar o seguinte cronograma quanto a escrituração
e declaração da CPRB referente o ano-calendário de 2018:
Período de Apuração Escrituração no Sped Declaração do Débito
Janeiro EFD-Contriibuições DCTF (Convencional)
Fevereiro EFD-Contribuições DCTF (Convencional)
Março EFD-ContribuiçõesDCTF (Convencional)
Abril EFD-Contribuições DCTF (Convencional)
Maio EFD-Contribuições DCTF (Convencional)
Junho EFD-Contribuições DCTF (Convencional)
Julho EFD-Reinf DCTF (Convencional)
Agosto EFD-Reinf DCTFWeb
Setembro EFD-Reinf DCTFWeb
Outubro EFD-Reinf DCTFWeb
Novembro EFD-Reinf DCTFWeb
Dezembro EFD-Reinf DCTFWeb
Por conseguinte, ficam mantidas as definições contidas na Nota Técnica EFD-
Contribuições nº 007/2018, que desobriga a entrega do Bloco P na EFD-Contribuições a
partir da competência 07/2018 para as empresas com faturamento acima de
R$78.000.000,00.
75
DCTFWEB
INSTRUÇÃO NORMATIVA RFB Nº 1.787, DE 07 DE FEVEREIRO DE 2018
Publicado(a) no DOU de 08/02/2018
Dispõe sobre a Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais Previdenciários e de
Outras Entidades e Fundos (DCTFWeb).
DA OBRIGATORIEDADE DE APRESENTAÇÃO DA DCTFWEB
Art. 2º Deverão apresentar a DCTFWeb:
I - as pessoas jurídicas de direito privado em geral e as equiparadas a empresa nos termos
do § 1º;
II - as unidades gestoras de orçamento dos órgãos públicos, das autarquias e das fundações de
quaisquer dos poderes da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios;
III - os consórcios de que tratam os arts. 278 e 279 da Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976,
quando realizarem, em nome próprio:
a) a contratação de trabalhador segurado do Regime Geral de Previdência Social (RGPS);
b) a aquisição de produção rural de produtor rural pessoa física;
c) o patrocínio de equipe de futebol profissional; ou
d) a contratação de empresa para prestação de serviço sujeito à retenção de que trata o art. 31
da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991;
IV - as entidades de fiscalização do exercício profissional (conselhos federais e regionais),
inclusive a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB);
V - os fundos especiais criados no âmbito de quaisquer dos poderes da União, dos estados, do
Distrito Federal e dos municípios bem como dos Ministérios Públicos e dos Tribunais de Contas,
quando dotados de personalidade jurídica sob a forma de autarquia;
VI - os organismos oficiais internacionais ou estrangeiros em funcionamento no Brasil, quando
contratarem trabalhador segurado do RGPS;
VII - os Microempreendedores Individuais (MEI), quando:
a) contratarem trabalhador segurado do RGPS;
b) adquirirem produção rural de produtor rural pessoa física;
c) patrocinarem equipe de futebol profissional; ou
d) contratarem empresa para prestação de serviço sujeito à retenção de que trata o art. 31 da
Lei nº 8.212, de 1991;
VIII - os produtores rurais pessoa física, quando:
a) contratarem trabalhador segurado do RGPS; ou
b) comercializarem a sua produção com adquirente domiciliado no exterior, a consumidor pessoa
física, no varejo, a outro produtor rural pessoa física ou a segurado especial;
IX - as pessoas físicas que adquirirem produção de produtor rural pessoa física ou de segurado
especial para venda, no varejo, a consumidor pessoa física; e
X - as demais pessoas jurídicas que estejam obrigadas pela legislação ao recolhimento das
contribuições previdenciárias de que trata o art. 6º.
§ 1º Equiparam-se a empresa, para efeitos do disposto nesta Instrução Normativa, o contribuinte
individual e a pessoa física na condição de proprietário ou dono de obra de construção civil, em
relação a trabalhador segurado do RGPS que lhes presta serviço, bem como a cooperativa, a
associação ou a entidade de qualquer natureza ou finalidade, a missão diplomática e a repartição
consular de carreira estrangeiras.
§ 2º A DCTFWeb das pessoas jurídicas deverá ser apresentada de forma centralizada pelo
respectivo estabelecimento matriz e identificada com o número de inscrição deste no Cadastro
Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), ressalvadas as unidades gestoras dos órgãos públicos da
administração direta de quaisquer dos poderes da União, quando inscritas no CNPJ como filiais.
§ 3º Deverão apresentar a DCTFWeb identificada com o número de inscrição no Cadastro de
Pessoas Físicas (CPF) do titular ou responsável:
I - o contribuinte individual, inclusive o titular de serviço notarial e registral, e a pessoa física
na condição de proprietário ou dono de obra de construção civil, na hipótese prevista no § 1º;
II - os produtores rurais pessoas físicas nas hipóteses previstas no inciso VIII do caput; e
III - as pessoas físicas de que trata o inciso IX do caput, que adquirirem produção de produtor
rural pessoa física ou de segurado especial para venda, no varejo, a pessoa física.
76
§ 4º Para fins do disposto no inciso II do caput, considera-se unidade gestora de orçamento
aquela autorizada a executar parcela do orçamento da União, dos estados, do Distrito Federal
ou dos municípios.
§ 5º As informações relativas às sociedades em conta de participação (SCP) devem ser
apresentadas pelo sócio ostensivo, em sua própria DCTFWeb.
DA DISPENSA DE APRESENTAÇÃO DA DCTFWEB
Art. 3º Estão dispensados da obrigação de apresentar a DCTFWeb:
I - os contribuintes individuais que não têm trabalhador segurado do RGPS que lhes preste
serviços;
II - os segurados especiais;
III - os produtores rurais pessoa física não enquadrados nas hipóteses previstas no inciso VIII do
caput do art. 2º,
IV - os órgãos públicos em relação aos servidores públicos estatutários, filiados a regimes
previdenciários próprios;
V - os segurados facultativos;
VI - os consórcios de que tratam os arts. 278 e 279 da Lei nº 6.404, de 1976, não enquadrados
nas hipóteses previstas no inciso III do caput do art. 2º;
VII - os MEI, quando não enquadrados nas hipóteses previstas no inciso VII do caput do art. 2º,
VIII - os fundos especiais de natureza contábil ou financeira, não dotados de personalidade
jurídica, criados no âmbito de qualquer dos poderes da União, dos estados, do Distrito Federal e
dos municípios;
IX - as comissões sem personalidade jurídica criadas por ato internacional celebrado pela
República Federativa do Brasil e 1 (um) ou mais países, para fins diversos;
X - as comissões de conciliação prévia de que trata o art. 625-A do Decreto-Lei nº 5.452, de 1º
de maio de 1943;
XI - os fundos de investimento imobiliário ou os clubes de investimento registrados em Bolsa de
Valores, segundo as normas fixadas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) ou pelo Banco
Central do Brasil (Bacen), cujas informações, quando existirem, serão prestadas pela instituição
financeira responsável pela administração do fundo; e
XII - os organismos oficiais internacionais ou estrangeiros em funcionamento no Brasil que não
tenham trabalhador segurado do RGPS que lhes preste serviços.
DA FORMA DE APRESENTAÇÃO DA DCTFWEB
Art. 4º A DCTFWeb deverá ser elaborada a partir das informações prestadas nas escriturações
do Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas
(eSocial) ou da Escrituração Fiscal Digital de Retenções e Outras Informações Fiscais (EFD-
Reinf), módulos integrantes do Sistema Público de Escrituração Digital (Sped).
§ 1º Para a apresentação da DCTFWeb é obrigatório o uso de assinatura digital válida, com
utilização de certificado de segurança emitido por entidade credenciada pela Infraestrutura de
Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil), nos termos da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de
agosto de 2001.
§ 2º O disposto no § 1º não se aplica:
I - ao MEI;
II - às Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP) enquadradas no Regime
Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e
Empresas de Pequeno Porte (Simples Nacional) que tenham até 1 (um) empregado no período
a que se refere a declaração.
§ 3º Na hipótese prevista no § 2º, a assinatura e a transmissão da DCTFWeb poderão ser
realizadas por meio de código de acesso, obtido no sítioda Secretaria da Receita Federal do
Brasil (RFB) na Internet, no endereço http://rfb.gov.br.
DO PRAZO DE APRESENTAÇÃO DA DCTFWEB
Art. 5º A DCTFWeb deverá ser apresentada mensalmente, até o dia 15 (quinze) do mês
seguinte ao da ocorrência dos fatos geradores.
§ 1º Quando o prazo previsto no caput recair em dia não útil, a entrega da DCTFWeb será
antecipada para o dia útil imediatamente anterior.
§ 2º Se houver interrupção temporária na ocorrência de fatos geradores, o contribuinte deverá
apresentar a DCTFWeb relativa ao 1º (primeiro) mês nessa condição, ficando dispensado da
77
obrigação nos meses subsequentes até que novos fatos geradores venham a ocorrer, observado
o disposto nos §§ 3º e 4º.
§ 3º Na hipótese prevista no § 2º, o contribuinte deverá apresentar a DCTFWeb relativa ao mês
de janeiro de cada ano enquanto persistir a condição de inexistência de fato gerador a declarar,
exceto os contribuintes a que se referem os incisos III, VI e VII do caput do art. 2º.
§ 4º Na hipótese prevista no § 2º, as pessoas físicas de que trata o § 3º do art. 2º ficam
dispensadas da obrigação de apresentar DCTFWeb a partir do 1º (primeiro) mês sem ocorrência
de fatos geradores, inclusive da obrigação prevista no § 3º, até que novos fatos geradores
venham a ocorrer.
DAS CONTRIBUIÇÕES DECLARADAS NA DCTFWEB
Art. 6º A DCTFWeb conterá informações relativas às contribuições previdenciárias:
I- previstas nas alíneas “a” e “c” do parágrafo único do art. 11 da Lei nº 8.212, de 1991;
II - instituídas a título de substituição às incidentes sobre a folha de pagamento, inclusive as
referentes à Contribuição Previdenciária sobre a Receita Bruta (CPRB) de que trata a Lei nº
12.546, de 14 de dezembro de 2011; e
III - destinadas a outras entidades ou fundos.
§ 1º Os valores relativos às contribuições exigidas em lançamento de ofício poderão ser
informados na DCTFWeb como créditos, para fins de vinculação aos débitos apurados.
§ 2º Os valores retidos pela empresa contratante de serviços executados mediante cessão de
mão de obra na forma prevista no art. 31 da Lei nº 8.212, de 1991, integrarão as informações
da DCTFWeb da empresa tomadora de serviços.
DOS OUTROS TIPOS DE DCTFWEB
Art. 7º Além da DCTFWeb a ser apresentada mensalmente no prazo de que trata o art. 5º,
deverão ser transmitidas as seguintes declarações específicas:
I - DCTFWeb Anual, para a prestação de informações relativas aos valores pagos aos
trabalhadores a título de 13º (décimo terceiro) salário; e
II - DCTFWeb Diária, para a prestação de informações relativas à receita de espetáculos
desportivos realizados por associação desportiva que mantém clube de futebol profissional,
quando for o caso.
§ 1º A DCTFWeb Anual deverá ser transmitida até o dia 20 de dezembro de cada ano.
§ 2º Quando o prazo previsto no § 1º recair em dia não útil, o prazo será antecipado para o dia
útil imediatamente anterior.
§ 3º A DCTFWeb Diária deverá ser transmitida até o 2º (segundo) dia útil após a realização do
evento desportivo, pela entidade promotora do espetáculo.
§ 4º Na hipótese prevista no § 3º, havendo mais de 1 (um) evento desportivo no mesmo dia, as
informações deverão ser agrupadas e enviadas na mesma DCTFWeb Diária.
§ 5º As declarações de que trata o caput devem ser transmitidas somente quando houver valores
a declarar.
§ 6º Aplicam-se às declarações de que trata o caput as demais disposições previstas nesta
Instrução Normativa.
DAS PENALIDADES
Art. 8º O sujeito passivo que deixar de apresentar a DCTFWeb no prazo fixado ou que a
apresentar com incorreções ou omissões será intimado a apresentar declaração original, no caso
de não apresentação, ou a prestar esclarecimentos, nos demais casos, no prazo estipulado pela
RFB, e sujeitar-se-á às seguintes multas:
I - de 2% (dois por cento) ao mês calendário ou fração, incidentes sobre o montante das
contribuições informadas na DCTFWeb, ainda que integralmente pagas, no caso de falta de
entrega dessa declaração ou entrega após o prazo, limitada a 20% (vinte por cento), observado
o disposto no § 3º; e
II - de R$ 20,00 (vinte reais) para cada grupo de 10 (dez) informações incorretas ou omitidas.
§ 1º Para efeitos de aplicação da multa prevista no inciso I do caput, será considerado como
termo inicial o dia seguinte ao término do prazo fixado para a entrega da declaração, e como
termo final a data da efetiva entrega ou, no caso de não apresentação, a data da lavratura do
Auto de Infração ou da Notificação de Lançamento.
§ 2º A multa mínima a ser aplicada será de:
I - R$ 200,00 (duzentos reais), no caso de omissão de declaração sem ocorrência de fatos
geradores; ou
78
II - R$ 500,00 (quinhentos reais), nos demais casos.
§ 3º Observado o disposto no § 2º, as multas serão reduzidas:
I - em 50% (cinquenta por cento), quando a declaração for apresentada após o prazo, mas antes
de qualquer procedimento de ofício; ou
II - em 25% (vinte e cinco por cento), se houver a apresentação da declaração no prazo fixado
na intimação.
§ 4º Em substituição às reduções de que trata o § 3º, as multas de que tratam o caput e o § 2º
terão redução de 90% (noventa por cento) para o MEI e de 50% (cinquenta por cento) para a ME
e a EPP enquadradas no Simples Nacional.
§ 5º O disposto no § 4º não se aplica na hipótese de:
I - fraude, resistência ou embaraço à fiscalização; ou
II - ausência de pagamento da multa no prazo de 30 (trinta) dias após a notificação.
§ 6º As multas de que trata este artigo serão exigidas mediante lançamento de ofício.
§ 7º No caso de órgãos públicos da administração direta dos estados, do Distrito Federal e dos
municípios, as multas a que se refere este artigo serão lançadas em nome do respectivo ente da
Federação a que pertençam.
§ 8º No caso de autarquias e fundações públicas federais, estaduais, distritais ou municipais, as
multas a que se refere este artigo serão lançadas em nome da respectiva autarquia ou fundação.
DO TRATAMENTO DOS DADOS INFORMADOS NA DCTFWEB
Art. 9º Os valores informados na DCTFWeb serão objeto de procedimento de auditoria interna.
§ 1º Os saldos a pagar relativos a cada contribuição informada na DCTFWeb e os valores das
diferenças apuradas em procedimentos de auditoria interna, relativos às informações indevidas
ou não comprovadas prestadas na DCTFWeb sobre pagamento, parcelamento, dedução,
compensação, exclusão ou suspensão de exigibilidade, poderão ser objeto de cobrança
administrativa com os acréscimos moratórios devidos e, caso não liquidados, serão enviados
para inscrição em Dívida Ativa da União (DAU).
§ 2º Os avisos de cobrança referentes à cobrança administrativa de que trata o § 1º deverão ser
consultados por meio da Caixa Postal Eletrônica, disponível no Centro Virtual de Atendimento
ao Contribuinte (e-CAC), no endereço rfb.gov.br.
§ 3º A inscrição em DAU será efetuada:
I - no caso de órgãos públicos da administração direta dos estados, do Distrito Federal e dos
municípios, em nome do respectivo ente da Federação a que pertençam;
II - no caso de autarquias e fundações públicas federais, estaduais, distritais e municipais, em
nome da própria autarquia ou fundação.
DA RETIFICAÇÃO DE DECLARAÇÕES
Art. 10. A alteração das informações prestadas em DCTFWeb, nas hipóteses em que admitida,
será efetuada mediante apresentação de DCTFWeb retificadora, elaborada com observância das
mesmas normas estabelecidas para a declaração retificada.
§ 1º A DCTFWeb retificadora terá a mesma natureza da declaração originariamente apresentada
e servirá para declarar novos débitos, aumentar ou reduzir os valores de débitos já informados
ou efetivar qualquer alteração nos créditos vinculados.
§ 2º A retificação não produzirá efeitos quando tiver por objeto:
I - reduzir os débitos:
a) cujos saldos a pagar já tenham sido enviados à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional(PGFN) para inscrição em DAU, nos casos em que importe alteração desses saldos;
b) cujos valores apurados em procedimentos de auditoria interna, relativos às informações
indevidas ou não comprovadas prestadas na DCTFWeb, sobre pagamento, parcelamento,
dedução, compensação, exclusão ou suspensão de exigibilidade, já tenham sido enviados à
PGFN para inscrição em DAU;
c) que tenham sido objeto de exame em procedimento de fiscalização; ou
d) objeto de pedido de parcelamento deferido; ou
II - alterar os débitos de contribuições em relação aos quais o sujeito passivo tenha sido intimado
do início de procedimento fiscal.
§ 3º A retificação de valores informados na DCTFWeb, que resulte em alteração do montante de
débitos já enviados à PGFN para inscrição em DAU, de débitos que tenham sido objeto de exame
em procedimento de fiscalização ou de débitos objeto de pedido de parcelamento deferido,
poderá ser efetuada pela RFB somente nos casos em que houver prova inequívoca da ocorrência
de erro de fato no preenchimento da declaração e enquanto não for extinto o crédito tributário.
79
§ 4º Na hipótese prevista no inciso II do § 2º, havendo recolhimento anterior ao início do
procedimento fiscal em valor superior ao declarado, a pessoa jurídica poderá apresentar
declaração retificadora, em atendimento a intimação fiscal e nos termos desta, para sanar erro
de fato, sem prejuízo das penalidades de que trata o art. 8º.
§ 5º O direito de o sujeito passivo pleitear a retificação da DCTFWeb extingue-se em 5 (cinco)
anos contados a partir do 1º (primeiro) dia do exercício seguinte ao qual se refere a declaração.
Art. 11. As DCTFWeb retificadoras poderão ser retidas para análise com base na aplicação de
parâmetros internos estabelecidos pela RFB.
§ 1º O responsável pelo envio da DCTFWeb retida para análise será intimado a prestar
esclarecimentos ou a apresentar documentos sobre as possíveis inconsistências ou indícios de
irregularidade detectados na análise.
§ 2º A intimação para o sujeito passivo prestar esclarecimentos ou apresentar documentação
comprobatória poderá ser efetuada de forma eletrônica, observada a legislação específica,
prescindindo, nesse caso, de assinatura.
§ 3º O não atendimento à intimação no prazo determinado ensejará a não homologação da
retificação.
§ 4º Não produzirão efeitos as informações retificadas:
I - enquanto pendentes de análise; e
II - não homologadas.
Art. 12. A pessoa jurídica cuja exclusão do Simples Nacional tenha sido efetivada com efeitos
retroativos fica obrigada a retificar as DCTFWeb apresentadas desde a data à qual os efeitos da
exclusão retroagiram.
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS
Art. 13. A DCTFWeb substitui a Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de
Serviço e Informações à Previdência Social (GFIP) como instrumento de confissão do
crédito previdenciário.
§ 1º A entrega da DCTFWeb será obrigatória em relação aos tributos cujos fatos geradores
ocorrerem:
I - a partir do mês de julho de 2018, para as entidades integrantes do “Grupo 2 - Entidades
Empresariais”, do Anexo V da Instrução Normativa RFB nº 1.634, de 6 de maio de 2016, com
faturamento no ano-calendário de 2016 acima de R$ 78.000.000,00 (setenta e oito milhões de
reais);
II - a partir do mês de janeiro de 2019, para os demais sujeitos passivos, exceto para aqueles
previstos no inciso III deste parágrafo e no § 3º; e
III - a partir do mês de julho de 2019, para os entes públicos integrantes do “Grupo 1 -
Administração Pública”, do Anexo V da Instrução Normativa RFB nº 1.634, de 2016.
§ 2º As pessoas jurídicas imunes e isentas do Imposto sobre a Renda das Pessoas
Jurídicas (IRPJ), ainda que enquadradas no inciso I do § 1º deste artigo, sujeitam-se ao prazo
previsto no inciso II do mesmo § 1º.
§ 3º Os sujeitos passivos que optarem pela utilização do eSocial na forma especificada no § 3º
do art. 2º da Resolução do Comitê Diretivo do eSocial nº 2, de 30 de agosto de 2016, ainda que
imunes e isentos, ficam obrigados à entrega da DCTFWeb em relação aos tributos cujos fatos
geradores ocorrerem a partir do mês de julho de 2018.
§ 4º Os fatos geradores referentes a períodos anteriores aos mencionados nos §§ 1º e 3º,
conforme o caso, continuarão a ser declarados por meio de GFIP, de acordo com as orientações
previstas na Instrução Normativa RFB nº 971, de 13 de novembro de 2009, e no manual da GFIP,
aprovado pela Instrução Normativa RFB nº 880, de 16 de outubro de 2008.
Art. 14. O sujeito passivo omisso em relação à entrega da DCTFWeb que tenha efetuado
recolhimento anterior ao início de procedimento fiscal poderá apresentar DCTFWeb em
atendimento à intimação e nos termos desta, para informar os valores recolhidos
espontaneamente, sem prejuízo das penalidades de que trata o art. 8º.
Art. 15. Os arts. 3º e 6º da Instrução Normativa RFB nº 1.599, de 11 de dezembro de 2015,
passam a vigorar com a seguinte redação:
“Art. 3º .......................................................................
....................................................................................
§ 2º ............................................................................
I - as ME e as EPP enquadradas no Simples Nacional que estejam sujeitas ao pagamento da
Contribuição Previdenciária sobre a Receita Bruta (CPRB) nos termos dos incisos IV e VII do
caput do art. 7º da Lei nº 12.546, de 14 de dezembro de 2011, enquanto não obrigadas à entrega
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da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais Previdenciários e de Outras Entidades
e Fundos (DCTFWeb), deverão informar na DCTF os valores relativos: Links para os atos
mencionados
..........................................................................” (NR)
“Art. 6º ......................................................................
....................................................................................
XII - CPRB de que tratam os arts. 7º e 8º da Lei nº 12.546, de 2011, observado o disposto no §
14. Links para os atos mencionados
....................................................................................
§ 14. Não deverão ser informados valores de CPRB na DCTF a partir do mês em que se tornar
obrigatória a entrega da DCTFWeb, de acordo com o cronograma estabelecido no art. 13 da
Instrução Normativa RFB nº 1.787, de 7 de fevereiro de 2018, conforme o tipo de sujeito passivo”
(NR) Links para os atos mencionados
Art. 16. Esta Instrução Normativa entra em vigor na data de sua publicação e produz efeitos a
partir do dia 1º de julho de 2018.
INSTRUÇÃO NORMATIVA RFB Nº 1819, DE 26 DE JULHO DE 2018 Multivigente Vigente
Original Relacional (Publicado(a) no DOU de 30/07/2018, seção 1, página 24)
Altera a Instrução Normativa RFB nº 1.787, de 7 de fevereiro de 2018, que dispõe sobre a
Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais Previdenciários e de Outras entidades e
Fundos (DCTFWeb).
O SECRETÁRIO DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL, no uso da atribuição que lhe confere o
inciso III do art. 327 do Regimento Interno da Secretaria da Receita Federal do Brasil, aprovado
pela Portaria MF nº 430, de 9 de outubro de 2017, e tendo em vista o disposto no inciso IV e nos
§§ 2º e 9º do art. 32 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, e no art. 16 da Lei nº 9.779, de 19
de janeiro de 1999, resolve:
Art. 1º A Instrução Normativa RFB nº 1.787, de 7 de fevereiro de 2018, passa a vigorar com as
seguintes alterações:
“Art. 13. A DCTFWeb substitui a Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de
Serviço e Informações à Previdência Social (GFIP) como instrumento de confissão de dívida e
de constituição do crédito previdenciário. Links para os atos mencionados
§ 1º ....................................................................
I - a partir do mês de agosto de 2018, para as entidades integrantes do “Grupo 2 - EntidadesEmpresariais”, do Anexo V da Instrução Normativa RFB nº 1.634, de 6 de maio de 2016, com
faturamento no ano-calendário de 2016 acima de R$ 78.000.000,00 (setenta e oito milhões de
reais); Links para os atos mencionados
.............................................................................
§ 3º Os sujeitos passivos que optarem pela utilização do eSocial na forma especificada no § 3º
do art. 2º da Resolução do Comitê Diretivo do eSocial nº 2, de 30 de agosto de 2016, ainda que
imunes e isentos, ficam obrigados à entrega da DCTFWeb em relação aos tributos cujos fatos
geradores ocorrerem a partir do mês de agosto de 2018. Links para os atos mencionados
.....................................................................” (NR)
Art. 2º Esta Instrução Normativa entra em vigor na data de sua publicação no Diário Oficial da
União.
JORGE ANTONIO DEHER RACHID
OBSERVAÇÕES:
A DCTFWeb será acessada em um portal na internet, via eCac da RFB que fica dentro
da área “Serviços”. Após o encerramento da apuração, seja ela oriunda do eSocial e/ou da EFD-
Reinf, a DCTFWeb recebe essas informações e gera uma declaração, contendo os débitos
(desconto de segurados, contribuição patronal e para outras entidades e fundos, etc.) e os
créditos (dedução de salário-família, salário-maternidade e de retenções sobre notas fiscais),
consolidando todas essas informações e fazendo a apuração do saldo a pagar (débitos menos
créditos). Após a transmissão da declaração será disponibilizada a emissão do DARF, que
também será eletrônica e com código de barras.
81
É possível o aproveitamento de outros créditos, como compensações, parcelamentos
e pagamentos, bem como a suspensão de débitos acobertados por decisões judiciais ou mesmo
a exclusão de valores que já tenham sido objeto de lançamento de ofício.
A declaração será única por empresa (entregue pela matriz) e deverá ser assinada
digitalmente.
A DCTFWeb será obrigatória, inicialmente, apenas para as empresas com faturamento,
no ano-calendário de 2016, acima de R$ 78 milhões. Esses contribuintes estarão obrigados à
entrega da DCTFWeb, em substituição à GFIP, a partir dos fatos geradores que ocorram a partir
de 01/07/2018.
Os demais contribuintes passarão a entregar a DCTFWeb a partir de 1/1/2019, exceto
os órgãos públicos da administração pública, que iniciarão o envio em 1/7/2019.
As pessoas jurídicas imunes e isentas devem obedecer ao prazo de 1/1/2019, mesmo
que tenham registrado faturamento acima de R$ 78 milhões em 2016.
Os sujeitos passivos que optarem pela utilização antecipada do eSocial na forma
especificada no § 3º do art. 2º da Resolução do Comitê Diretivo do eSocial nº 2, de 30 de agosto
de 2016, ainda que imunes e isentos, ficam obrigados à entrega da DCTFWeb em relação aos
tributos cujos fatos geradores ocorrerem a partir do mês de julho de 2018.
A DCTFWeb deverá ser apresentada até o dia 15 (quinze) do mês seguinte ao mês de
ocorrência dos fatos geradores. Se essa data recair em dia não útil, o prazo será antecipado para
o dia útil imediatamente anterior.
Para apresentação da DCTFWeb é necessária a utilização de certificado de segurança
emitido por entidade credenciada pela Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil),
exceto para as Microempresas (ME) e as Empresas de Pequeno Porte (EPP) enquadradas no
Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas
Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Simples Nacional) que tenham até um
empregado no período a que se refere a declaração e para os Microempreendedores Individuais
(MEI), que deverão utilizar código de acesso.
Deverão constar na DCTFWeb as informações relativas às seguintes contribuições
previdenciárias:
a) previstas nas alíneas “a” e “c” do parágrafo único do art. 11 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de
1991;
b) instituídas a título de substituição às incidentes sobre a folha de pagamento; e
c) destinadas a outras entidades ou fundos.
As informações relativas à Contribuição Previdenciária sobre a Receita Bruta (CPRB)
deixarão de ser prestadas na Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF) e
passarão a ser apresentadas na DCTFWeb.
As ME e as EPP enquadradas no Simples Nacional que apresentam a DCTF em razão
da CPRB deixarão de estar obrigadas à apresentação dessa declaração a partir do início da
obrigatoriedade de apresentação da DCTFWeb, em conformidade com o cronograma
apresentado.
Além da DCTFWeb mensal, tem também a Anual, para declaração dos fatos geradores
relativos à gratificação natalina (13º salário), com vencimento até o dia 20 de dezembro; e a
Diária, que deve ser entregue para a prestação de informações relativas à receita de espetáculos
desportivos realizados por associação desportiva que mantém clube de futebol profissional.
Nesse último caso, o prazo de entrega será o segundo dia útil após a realização do espetáculo.
82
Importante destacar que a nova declaração nasce com o conceito de pré-preenchimento,
integrada com outras aplicações, incialmente o eSocial e a EFD-Reinf, facilitando o
preenchimento da declaração.
FLUXOGRAMA:
83
TRIBUTOS DECLARADOS NA DCTFWEB
Na DCTFWeb devem ser declarados os seguintes tributos:
I) Contribuições previdenciárias a cargo das empresas (incidentes sobre a folha de pagamento),
dos empregadores domésticos e dos trabalhadores, conforme disposto nas alíneas “a”, “b” e “c”,
respectivamente, do parágrafo único do art. 11 da Lei nº 8.212/91;
II) Contribuições previdenciárias instituídas sobre a receita bruta a título de substituição daquelas
incidentes sobre a folha de pagamento, tais como a Contribuição Patronal Sobre a Receita Bruta
(CPRB), prevista na Lei nº 12.546/2011, e as contribuições devidas pelo produtor rural pessoa
jurídica, pela agroindústria e pela associação desportiva que mantém clube de futebol;
III) Contribuições destinadas a outras entidades e fundos (terceiros), de que tratam os arts. 149
e 240 da Constituição Federal/88.
84
TELA INICIAL
85
DECLARAÇÕES
86
SERVIÇOS
DÉBITOS E CRÉDITOS
87
EMISSÃO DO DARF
88