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MALÁRIA PARASITO: Gênero: plasmodium Espécie: P. falciparum, P. vivax, P. ovale e P. malarie Mais presente no brasil: P. vivax; depois a P. malarie Ciclo no sangue: principais manifestações clinicas CICLO BIOLÓGICO: hospedeiro vertebrado e invertebrado (fêmeas hematófagas do gênero anopheles) Invertebrado = holometábolos (apresenta todas as fases - ovo, larva, pupa, adulto); hábitos crepusculares e noturnos; realizam ovoposição sobre a agua; femeas hematófagas; boa capacidade voo; domésticos e silvestres O principal HI Anopheles darlingi é conhecido como mosquito-prego; transmissor mis importante no BR; domiciliar e antropofilico (prefere o humano); no BR: todos os estados, exceto regiões secas e áridas e do sul do país TRANSMISSÃO: por vetor 90%, por transfusão de sangue, compartilhamento de seringas, acidente com agulhas A transmissão ocorre em temperaturas entre 20 e 30 graus com alta umidade relativa no ar Plasmodium – FORMAS EVOLUTIVAS: As formas evolutivas extra celulares, capazes de invadir as células hospedeiras, possuem um complexo apical formado por organelas conhecidas com o roptrias e micronemas, diretamente envolvidas no processos de interiorização celular Esporozoito = é alongado, apresenta núcleo central único, a membrana é formada por duas camadas Trofozoito hepático = arredondado, dará origem ao esquizonte tissular, composto por uma massa citoplasmática e milhares de núcleos Merozoito = capazes de invadir somente hemácias. Assemelham-se aos esporozoitos, tendo uma membrana externa comporta por três camadas Trofozoito eritrocítico = compreendem os estágios de trofozoitos jovem, trofozoito maduro. Microgameta = célula flagelada originada do processo de exflagelação, constituída de uma membrana que envolve o núcleo e o único flagelo Macrogameta = gameta feminino; célula que apresenta estrutura proeminente na superfície, por onde se dá a penetração do microgameta Oociento = forma alongada de aspecto vermiforme, móvel, contendo núcleo volumoso e excêntrico Oocisto = estrutura esférica, com grânulos pigmentados envolta por uma capsula CICLO PRÉ – ERITROCÍTICO: Primeira forma que inocula no humano Forma inoculada: esporozoitos A femea do anofelino infectado inocula no homem as formas infectantes localizadas na saliva Atingem a circulação em 15 min e após 30 min atingem os hepatócitos Uma vez na corrente sanguínea vão ter tropismo primário – invasão dos hepatócitos: Ação de proteínas localizadas nos micronemas; proteínas CS e TRAP presentes no parasito ligam-se a receptores proteoglicanos que estão presentes na célula hepatócito Entram como esporozoito e dentro dos hepatócitos se transformam em → trofozoitos hepatócitos (criptozoitos) → esquizogonia hepática (dividem-se) → esquizonte → merozoitos Vai estar tao cheio de merozoito dentro da célula que ela explode e libera esses merozoitos para fora – para a corrente sanguínea *Merozoitos tem ciclo de 1 semana no caso do plasmodium vivax (causam malária mais aguda) e no plasmodium malarie tem ciclo de 2 semanas Liberação de merozoitos e deslocamento para os sinusoides hepáticos provocam a liberação para fora – para a corrente sanguínea Entrou pela pele – fez a passagem na corrente sanguínea – se multiplicou em 1 semana – e depois explode a célula e vai para o sg e continua o ciclo CICLO ERITROCÍTICO: Dentro das hemácias: P. falciparum podem invadir hemácias jovem e maduras através da proteína glicoforina A. normalmente os outros plasmodiuns conseguem invadir so as hemácias jovens (reticulocitos) O fato de só invadir reticulocitos dificulta a proliferação da doença no hospedeiro Obs: P. vivax parasita somente eritrócitos que expressam o grupo sanguínea Duffy-positivo, que serve como receptor para uma molécula que os merozoitos expressam em sua superfície. Indivíduos Duffy-negativos em geral são considerados refratários à infecção sanguínea por P. vivax Os merozoitos invadem as hemácias – se dividem em trofozoitos – se dividem de novo por esquizogonia e formam um esquizonte – esse esquizonte se prolifera e forma os merozoitos – rompe as hemácias = invadem novas hemácias (feedback +) = após algumas gerações desses, alguns merozoitos se diferenciam em gametócitos – e esses se diferenciam em macro ou microgametócitos Merozoítos → trofozoítos → esquizontes → merozoitos → gametócitos Ciclo: a partir do momento que o mosquito pica a pessoa e suga os gametocitos para dentro do aparelho digestório dele – tem o ciclo dentro dele Essa fase eritrocítica dura 48 horas ou 72 horas (no caso do malarie) A fonte de nutrição do plasmodium é a hemoglobina – ingestão através do citostoma CICLO HOSPEDEIRO INVERTEBRADO: Ingestão de hemácias contendo gametocitos durante o repasto sanguíneo de femeas de anopheles No intestino médio do vetor: gametogênese Macrogametocito – macrogameta feminino Microgametocito – o processo de exaflagelação produz 8 microgametas masculinos Produção do ovo ou zigoto O ovo encista na camada epitelial do intestino médio: oocisto Esporogonia no vetor: liberação de esporozoitos Os esporozoitos são transportados pela hemolinfa para as glândulas salivares do vetor até atingirem o ducto salivar Inoculação no hospedeiro vertebrado através da picada do inseto PATOGENIA: As formas mais graves de malária se dão pelo P. falciparum Não há critérios universalmente estabelecidos para definir a gravidade da infecção por P. vivax e P. falciparum Todos os pacientes incapazes de ingerir antimaláricos, que apresentam disfunções dos órgãos vitais ou apresentam alta parasitemia, exigem hospitalização Gestantes possuem alto risco de abortamento e complicações maternas. Embora a transmissão congênita seja incomum, normalmente provoca retardo no crescimento intrauterino **Algumas CARACTERÍSTICAS explicam a virulência do plasmodium falciparum: - capacidade de produzir grande número de merozoitos ao final da esquizogonia hepática (se dividem muito) - capacidade de invadir não somente reticulocitos mas também hemácias maduras – adultas - provoca a cito aderência de hemácias nos vasos sanguíneos, principalmente em pequenos vasos, como vênulas – promovendo aderência das hemácias - formação de “rosetas” quando hemácias infectadas se aderem a hemácias não infectadas - liberação de citocinas (TNF-alfa que estimula a expressão de moléculas de adesão que favorecem tbm a adesão de eritrócitos nesse caso; citoaderencia – estimulada pelo TNF-alfa que promove a expressão das integrinas e vai promover os efeitos de uma inflamação como febre, sonolenciae falta de apetite) Esquema – patogenia: TNF- alfa inibe a eritropoiese = pode encontrar paciente com malária anêmico Obstrução vascular = TNF alfa promove as integrinas Hipoglicemia por causa do metabolismo do parasito – alto consumo de glicose Hipóxia = causara complicações neurológicas, renais e pulmonares TNF alfa promovendo também febre e hipoglicemia MANIFESTAÇÕES GRAVES: tudo por causa das cito adesões Malária cerebral – coma profundo Convulsões generalizadas – mais de duas crises em 24h Anemia grave – requerem transfusão Hipoglicemia – baixa glicose - afeta a oxigenação tecidual Insuficiência renal aguda Edema pulmonar Choque circulatório Acidose metabólica Hemostasia Hemólise intravascular maciça Hipertemia Hiperparasitemia Disfunção hepática e icterícia Ruptura esplênica SINAIS E SINTOMAS: Tosse seca, fadiga, dor, náuseas, vomito, esplenomegalia ... Indivíduos com imunidade inata em regiões endêmicas apresentam poucos sintomas ou são assintomáticos Indivíduos com imunidade adquirida tendem a apresentar poucos sintomas ou mesmo assintomáticos – já entraram em contato várias vezes Paroxismos maláricos: - ruptura das hemácias com liberação dos merozoitos e pigmentos maláricos – que são tóxicos - manifestação clínica inicial de frio, depois febre que chega a 41 graus e depois sudorese intensa acompanhada de fraqueza - acontece isso e para – depois de umas 48h tudo de novo= ciclo - as manifestações dependem do ciclo eritrocítico: febre terçã Imunidade inata: - pessoas que são duffy negativo, duffy é um receptor que propicia a entrada do parasito nas hemácias, como a pessoa não tem – está negativo- há uma dificuldade do parasito entrar na hemácia - deficiência na enzima G6PD produzem metanoglobina toxica e o parasito não consegue se multiplicar (é uma enzima) - anemia falciforme - a conformação da célula dificulta para o metabolismo - desvantagem DIAGNOSTICO: - diagnóstico microscópico = microscopia da gota de sangue, colhida por punção digital e corada pelo método de walker. O exame cuidadoso da lamina é considerado o padrão ouro para a detecção e identificação dos parasitos da malária - testes rápidos imunocromatograficos - PCR = sensibilidade e especificidade maior do que o esfregaço sanguíneo, porem por ser metodologia muito cara é utilizada mais com fins de pesquisa TRATAMENTO: - interrupção do ciclo da esquizogonia sanguínea - eliminação das formas labentas teciduais (hipnozoitos) - eliminação das formas sexuadas – bloqueio da transmissão - para o tratamento deve-se identificar o tipo de plasmodium, caso isso não seja possível, deve-se proceder como se fosse plasmodium falciparum (pq é o mai grave) FARMACOS Cloroquina – atua sobre as formas sanguíneas e gametocitos (não usa para o falciparum pq ele é resistente) Primaquina – atua sobre as formas teciduais, ativa contra gemetocitos e esporozoitos QUIMIOPROFILAXIA (QPX) Para fora graves de P. falciparum Finalidade profilática, usa-se doses subterapeuticas de alguns fármacos Já alguns relatos de resistência a cloroquina Quimioproliaxia: uso de doses terapêuticas – subdoses