SICKO S.O.S RESENHA
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SICKO S.O.S RESENHA

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SICKO S.O. S SAÚDE
(Resenha Crítica)

Sérgio Luís B. Almeida
Prof.ª. Camila Pappiani
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI/FAMEBLU
Curso (Psi29) Promoção da Saúde e Prevenção das Doenças
08/09/14

O documentário Sicko S.O. S Saúde, filmado no ano de 2007 nos EUA e dirigido por Michael Moore, traz a tona o polemico tema da saúde norte-americana e principalmente a relação dessa com os planos de saúde detentores desse negocio no país.

Já no inicio do documentário, fica evidente a relação saúde X business isto é, negócios. A relação conflituosa e dependência da sociedade estadunidense é focada com bastante ênfase à medida que o documentário passa a demonstrar através de depoimentos dos cidadãos americanos os problemas e/ou dificuldades por eles enfrentados justamente no momento em que enfrentam uma situação adversa relacionada à sua saúde.

Os desmandos e absurdos, relatados no documentário, desmistificam e destrói a imagem do país perante a opinião pública, como um estado que se preocupa verdadeiramente com os seus cidadãos, pois o controle, segundo apresentado no documentário, por parte das empresas dos planos de saúde tem por objetivo, é o que nos parece, de criar ferramentas que dificultem o acesso de seus clientes aos serviços que ora pagam para na medida em que passarem por uma adversidade, poderem fazer uso desse serviço. O controle das “doenças” tem uma lista assustadora, que confesso, não consigo acreditar que os clientes cientes dessa, assinariam algum contrato com qualquer dessas empresas. Mas, o que fica explícito na publicidade, não muito diferente dos chamados países do terceiro mundo, é o engodo fazendo parecer que o acesso a algum desses seguros saúde, resolverão seus problemas para o resto de suas vidas. Lamentavelmente isso esta longe de ser uma verdade, pois as barreiras impostas e a vigilância por parte dos responsáveis é enorme e faz nos pensar em algumas dicotomias tais como; Viver ou morrer, aceito ou recusado e saúde ou doença.

Ainda podemos obsevar com muita clareza no referido documentário, é a equação de que quanto menos tratamento as empresas se propuserem a fazer (menos saúde), mais lucro essa terá em sua contabilidade final. Para isso não medem esforços no controle aparelhando os profissionais responsáveis pelas autorizações, políticos e autoridades em geral.

Na sequencia, o documentário nos mostra que para atingirem seus objetivos, os detentores deste oligopólio americano, não tem o menor pudor em nome do lucro, pois o que fica intrínseco na matéria é que a saúde pública, tão almejada pelos cidadãos, é e foi alvo da desconstrução enquanto bem público em nome da ganancia dos senhores do capital. A imagem que os Estados Unidos procuram passar para o mundo como país verdadeiramente preocupado e de estima pelos seus “heróis”, fica completamente comprometida à medida que o apresentador do documentário, vai até a alguns países que tem em sua politica a saúde pública estatizada e deixa claro as grandes discrepâncias entre aquilo que se divulga dentro do Estado Unidos e a pratica em prol de seus cidadãos em países como; Inglaterra, França, Canadá e Cuba sendo esta ultima demonizada pelo sistema capitalista, sendo que neste ultimo país, o apresentador toma então alguns daqueles depoentes e doentes americanos e os leva até a Cuba e o que esses encontram por lá os deixa deveras surpreendidos com a qualidade e o serviço gratuito ofertado aos seus cidadãos.

Enfim a mensagem nos passada é de que o capitalismo não mede esforços a fim de atingir seus objetivos que não é senão o lucro pelo lucro. E, numa reflexão mais contextualizada em nível de Brasil, vemos o quanto precisamos andar para atingirmos a saúde, senão ideal, o mais próximo disso possível, através dos modelos já implantados nos países praticantes do sistema publico de saúde e o cuidado que enquanto cidadãos devemos ter, sendo participes em todas as decisões dentro do contexto da saúde pública de nosso país, a fim de não deixarmos que o modelo ora vigente nos Estados Unidos e objeto desta resenha, diga-se, em franca ascensão em território nacional, nos vitimize e nos use apenas em prol do capital e posteriormente como ficou claro no documentário, simplesmente nos desove e/ou descarte como se lixo fossemos.