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UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO 
CENTRO ACADÊMICO DO AGRESTE 
NÚCLEO DE FORMAÇÃO DOCENTE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
LABORATÓRIO DE QUÍMICA INORGÂNICA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PROFESSORA: Roberta Felix 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2o Semestre de 2017 
2 
Laboratório de Química Inorgânica 2017.2 
 
 
 
SUMÁRIO 
 
 
 
 
 
 
 
Introdução ao laboratório de Química Geral ........................................................................... 3 
Equipamentos do laboratório de Química Experimental ....................................................... 8 
Algarismos significativos ....................................................................................................... 12 
Anexo 1 ................................................................................................................................ 16 
3 
Laboratório de Química Inorgânica 2017.2 
 
 
 
INTRODUÇÃO AO LABORATÓRIO DE QUÍMICA INORGÂNICA 
 
 
1. Introdução 
Qualquer ciência tem os seus aspectos empíricos. Todo cientista precisa obter números 
que concordem com as observações. É natural, portanto que a educação de um aluno inclua 
alguns trabalhos experimentais. Na Química a realização de experiências é fundamental: 
nenhum químico pode considerar-se adequadamente treinado sem ter dedicado muitas horas 
ao trabalho de laboratório. 
Em todos os ramos da química há técnicas específicas a aprender, princípios gerais a 
serem demonstrados na prática, reagentes com os quais deve familiarizar-se, e assim por 
diante. Qualquer que seja a especialização que você venha a seguir, você terá que aprender 
um certo número de técnicas básicas e sendo assim esse primeiro curso experimental tem o 
objetivo de introduzi-lo nestas práticas. Você terá a oportunidade de aplicar conceitos teóricos 
previamente estudados e discutir resultados experimentais. 
Comentaremos a seguir alguns itens relevantes com respeito ao laboratório e ao curso 
propriamente dito. 
 
2. Segurança 
 
Um laboratório de Química é um lugar perigoso, e todo o cuidado é pouco na prevenção 
de acidentes. Adotaremos por isso algumas normas gerais, que deverão ser rigorosamente 
observadas, não só para evitar ocorrências infelizes, mas também para que o trabalho 
transcorra de forma segura e organizada. Os seguintes itens devem ser rigorosamente 
observados: 
A. Considere qualquer substância corrosiva e perigosa, merecendo, portanto 
manipulação cuidadosa e evitando-se contato com o corpo. 
B. Se sua pele ou olhos forem atingidos lave com água abundante e avise ao instrutor. 
C. Nunca prove nenhuma substância, nem aspire nenhum vapor diretamente. 
D. Antes de manipular qualquer reagente deve-se ter conhecimento de suas 
características com relação à toxicidade, inflamabilidade e explosividade; 
E. O uso da bata é obrigatório, já que seu corpo e roupas ficam mais protegidos. 
F. Nunca trabalhar sem a presença do professor responsável no laboratório 
G. Antes de manipular um aparelho qualquer no laboratório observe as instruções 
fornecidas pelo professor. 
H. Verificar se as vidrarias a serem utilizadas não estão trincadas ou rachadas 
I. Nunca pipetar com a boca. Utilizar pró-pipetas (pêras) para auxiliá-lo. 
J. Qualquer substância derramada deve ser imediatamente enxugada. Os ácidos devem 
ser neutralizados com bicarbonato de sódio, enquanto que bases com ácido acético 
diluído. 
K. Qualquer vidro quebrado deve ser imediatamente recolhido e colocado em local 
adequado indicado pelo instrutor ou técnico do laboratório. 
L. Na pia só devem ser desprezadas substâncias solúveis e inofensivas. Mesmo assim 
devem ser lavados abundantemente com água. Substâncias insolúveis ou perigosas 
devem ser colocadas em recipientes apropriados indicados pelo instrutor. 
M. É proibido comer, fumar ou beber no laboratório. Não leve a mão à boca ou aos olhos 
quando estiver manuseando produtos químicos; 
N. Para manuseio de substâncias voláteis, use sempre a capela. 
O. Comunique qualquer ocorrência ao instrutor. Em caso de acidentes, mantenha a calma 
e chame o professor ou técnico responsável; 
P. Brincadeiras são absolutamente proibidas nos laboratórios; 
4 
Laboratório de Química Inorgânica 2017.2 
 
 
 
Q. Siga corretamente o roteiro de aula e não improvise, pois improvisações podem causar 
acidentes, use sempre materiais e equipamentos adequados; 
R. Receber visitas apenas fora do laboratório, pois elas não conhecem as normas de 
segurança e não estão adequadamente vestidas. 
 
Essas são algumas regras gerais que devemos seguir durante um trabalho no 
Laboratório. Durante o curso, em cada experimento serão relacionadas outras mais 
específicas, inclusive sobre os reagentes a serem manipulados. 
 
3. Limpeza 
O aluno só deverá se ausentar do laboratório após o professor ter se certificado de que 
a sua bancada esteja em ordem, inclusive áreas comuns como balança, capela, etc. Se 
necessário reserve 15 minutos finais para este fim. 
 
4. Estrutura do curso 
A carga horária semanal do curso é de 03 horas, estando a disciplina baseada em 
atividades essencialmente práticas. Organiza-se da seguinte maneira: 
 
a. Pré-relatórios 
Os roteiros de todas as práticas a serem realizadas no semestre serão disponibilizados. 
Leia cada roteiro, cuidadosamente, quantas vezes forem necessárias, antes de vir ao 
laboratório, certificando-se de que esteja entendendo perfeitamente o que será realizado. Feito 
isso, você estará apto a preparar o pré-relatório, o qual consiste basicamente de: 
I. Fluxograma ou resumo das principais etapas do experimento; 
II. Cálculos e/ou tabelas que porventura constem na experiência; 
III. Respostas às perguntas (se existirem) inclusas no roteiro experimental. 
IV.Relatar a periculosidade de cada reagente a ser administrado na prática. 
O pré-relatório deve ser entregue toda aula anterior ao experimento a ser realizado,, do 
contrário não será permitida a participação do aluno na prática do dia. Você só deve começar 
a trabalhar quando tiver a noção exata do que fazer em todas as etapas da experiência. 
 
b. Caderno de laboratório 
Como seria de se esperar, todas as observações realizadas em um laboratório devem 
ser feitas de modo organizado e controlado. Além de se fazer medidas e observações, é 
necessário que as mesmas sejam anotadas de modo claro, completo e no instante que 
acontecem. Desse modo, seus resultados estarão disponíveis no futuro e o tempo passado no 
laboratório será aproveitado ao máximo. 
Você deve adquirir um caderno, que deverá ser trazido em todas as aulas práticas e de 
uso exclusivo para a disciplina experimental. Nele deverão constar, além do pré-relatório, suas 
observações, valores medidos, pesos de amostras, etc. As notas deverão ser feitas à tinta, e 
caso ocorra algum erro, nunca risque, rasgue ou danifique o mesmo. A medida correta é passar 
um traço sobre o erro (de modo que ainda fique legível), colocando acima a versão corrigida. 
Um dos objetivos desse curso é ajudá-lo a desenvolver sua habilidade em descrever 
adequadamente experiências analíticas. 
Deixe algumas folhas no início do caderno, de modo que você possa construir um 
sumário das experiências realizadas. Cada experiência nova deve começar em uma página 
limpa, contendo data e título da mesma. 
Inclua todos os dados observados e essenciais, tendo em mente que qualquer pessoa 
5 
Laboratório de Química Inorgânica 2017.2 
 
 
 
seja capaz de repetir o procedimento. Aconselhamos que seja usada apenas as páginas da 
direita, de modo que as da esquerda possam ser utilizadas no caso de serem necessárias 
observações adicionais. Procure sempre deixarum bom espaçamento entre anotações. 
Procure manter seu caderno sempre atualizado e organizado. A avaliação do mesmo 
será feita sem prévio aviso e baseada na riqueza de detalhes que você inclui no mesmo. 
 
c. Relatórios 
O desenvolvimento correto da prática, a precisão dos dados empíricos e o domínio 
teórico do assunto relacionado com a prática são alguns fatores essenciais para um bom 
desenvolvimento das disciplinas experimentais. No entanto é necessário apresentá-los em 
forma de texto organizado e lógico. Esse é o papel do relatório. Depois de realizada cada 
prática você terá que redigi-lo, em letra legível, e entregá-lo ao professor na aula seguinte. O 
relatório deve apresentar uma folha de rosto (capa) com os elementos de identificação 
(unidade de ensino, número do experimento, título, nome completo dos alunos, turma, nome 
do professor, local e data) e ser dividido em 04 seções básicas, conforme mostramos nos 
exemplos 1 e 2, respectivamente: 
 
 
 
Exemplo 1: 
 
6 
Laboratório de Química Inorgânica 2017.2 
 
 
 
 
 
Exemplo 2: 
1. Introdução 
Deve situar o leitor no assunto a ser abordado. Faça uma breve descrição dos aspectos 
teóricos ou princípios envolvidos, fazendo referência a fonte consultada seguindo a norma 
NBR-6023/2002, da ABNT (anexo 1), preocupando-se em inserir nessa seção os seguintes 
aspectos: 
✓ Princípios teóricos em que se baseia a prática; 
✓ Relevância da prática; 
✓ Objetivos da prática. 
 
2. Experimental 
2.1. Materiais e equipamentos 
Especifique quais os reagentes utilizados no experimento, seu grau de pureza (ex.:se 
houve necessidade de purificação) e como foram preparadas as soluções. 
Especifique os materiais utilizados nas operações realizadas (tipo, marca, modelo, 
etc..). 
2.2. Procedimento 
Descreva como o experimento foi feito incluindo, se for o caso, qualquer modificação 
no procedimento apresentado no roteiro. Escreva nessa seção apenas o que você executou 
“usando as mãos”. No relatório você deve apresentar o procedimento realizado de modo bem 
mais sucinto e objetivo do que o apresentado no roteiro, mas sem suprimir fatos ou atividades 
importantes. 
 
3. Resultados e discussão 
Trata-se da parte essencial do relatório. Descreva todas as observações feitas, os 
dados coletados e os cálculos, se necessário. Deve-se também discuti-los, baseando-se nos 
princípios teóricos envolvidos. Sempre que possível apresente as equações químicas 
relacionadas, explicando-as a partir de suas observações. 
Na medida do possível, tente agrupar seus dados em tabelas, facilitando dessa maneira 
a compreensão e organização dos resultados. Nos cálculos devem ser mostradas todas as 
equações envolvidas e aproximações se forem feitas. 
Os gráficos devem seguir algumas normas : 
✓ Coloque o título no gráfico, p. ex., Temperatura x Pressão; 
✓ Explicite as unidades de medidas nos eixos cartesianos; 
✓ Use escala apropriada de modo que os dados fiquem adequadamente espaçados. 
 
4. Conclusões 
Aqui você deve, como o próprio nome sugere, concluir o relatório. Relacione suas 
conclusões com o objetivo apresentado na introdução. Comente sobre os pontos positivos e a 
eficiência da prática. Tente levantar possíveis erros e sugestões para otimização do 
experimento. 
 
5. Referências Bibliográficas 
As referências bibliográficas devem seguir a norma NBR-6023/2002 da ABNT. 
 
 
As seções devem ser construídas de modo que exista uma seqüência lógica unindo-as. Não 
existe uma lógica padrão, você deve criar sua própria lógica para cada relatório, não fugindo 
no entanto, do modelo proposto. 
7 
Laboratório de Química Inorgânica 2017.2 
 
 
 
 
 
 
d. Critérios para aprovação 
A aprovação na disciplina Laboratório de Química Inorgânica baseia-se nos seguintes 
aspectos: 
1. Nota final: 
● Acima de 7,0 - aprovação por média 
● Abaixo de 3,0 - reprovação direta 
● Maior que 3,0 e menor que 7,0 – O aluno fará prova final ( acima de 5,0 será aprovado) 
2. Faltas - Alunos com número de faltas superior a 2 serão reprovados por falta. 
3. Uma questão que deve merecer especial atenção é o horário de início da aula. Fica 
estabelecido que: 
● Até 19:20 h - O aluno poderá participar de todas as atividades do dia normalmente. 
● A partir de 19:20 h - O aluno não poderá tomar parte da aula, recebendo falta. 
4. Reposição - Alunos que faltarem até 2 práticas poderão repor, com devida justificativa, 1 
experimento em uma data específica. 
 
 
f. Composição das notas das avaliações 
 
 
Avaliação Valor Peso 
1. Pré-Relatório (feito no caderno de laboratório) e as anotações das 
práticas 
10 2 
2. Postura 
10 1 
3. Relatório: 10 7 
3.1 - Introdução 2,0 
 
3.2 - Experimental 1,0 
 
3.3 - Resultados e discussão 4,0 
 
3.4 - Conclusões 2,0 
 
3.5 – Referências Bibliográficas 1,0 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8 
Laboratório de Química Inorgânica 2017.2 
 
 
 
EQUIPAMENTOS DO LABORATÓRIO DE QUÍMICA EXPERIMENTAL 
 
Equipamento Nome Aplicação 
 Erlenmeyer Utilizado em titulações, 
aquecimento de líquidos e para 
dissolver substâncias e 
proceder reações entre 
soluções. 
 
 Balão volumétrico Possui volume definido e é 
utilizado para o preparo de 
soluções em laboratório. Não 
pode ser aquecido. 
 
 
Becker É de uso geral em laboratório. 
Serve para fazer reações entre 
soluções, dissolver substâncias 
sólidas, efetuar reações de 
precipitação e aquecer líquidos. 
 
 
Bureta Aparelho utilizado em análises 
volumétricas. Não pode ser 
aquecido. 
 
 
Proveta Serve para medir e transferir 
volumes de líquidos. Não pode 
ser aquecida. 
 
 
Funil de separação Utilizado na separação de 
líquidos não miscíveis e na 
extração líquido/líquido 
9 
Laboratório de Química Inorgânica 2017.2 
 
 
 
 
 
 
 
Pipeta graduada 
 
Utilizada para medir pequenos 
volumes. Mede volumes 
variáveis. Não pode ser 
aquecida. 
 
 
Pipeta volumétrica Usada para medir e transferir 
volume de líquidos. Não pode 
ser aquecida, pois possui 
grande precisão de medida. 
 
 
Condensador Utilizado na destilação, tem 
como finalidade condensar 
vapores gerados pelo 
aquecimento de líquidos. 
 
 
Funil de Buchner Utilizado em filtrações a vácuo. 
Pode ser usado com a função 
de filtro em conjunto com o 
kitassato. 
 
 
Kitassato Utilizado em conjunto com o 
funil de buchner em filtrações a 
vácuo. 
 
 
 
Funil de vidro Usado na filtração e para 
retenção de partículas sólidas. 
Laboratório de Química Inorgânica 2017.2 
 
10 
 
 
 
 
 
 
 
Tubos de ensaio 
 
Empregado para fazer reações 
em pequena escala, 
principalmente em testes de 
reação em geral. Pode ser 
aquecido com movimentos 
circulares e com cuidado 
diretamente sob a chama. 
 
 
Balão de fundo redondo 1- Utilizado principalmente em 
sistemas de refluxo e 
evaporação a vácuo, acoplado 
a rotoevaporador. 
 
 
Balão de fundo chato 2- Utilizado como recipiente 
para conter líquidos ou 
soluções, ou mesmo, fazer 
reações com desprendimento 
de gases. Pode ser aquecido 
sobre o tripé com tela de 
amianto. 
 
 
1- tela de amianto Suporte para as peças a serem 
aquecidas. A função do amianto
 é distribuir 
uniformemente o calor recebido 
pelo bico de bunsen. 
 
 
Tripé Sustentáculo para efetuar 
aquecimentos de soluções em 
vidrarias diversas de 
laboratório. É utilizado em 
conjunto com a tela de amianto. 
 
 
Bico de bunsen É a fonte de aquecimento 
utilizada em laboratório. Mas 
contemporaneamente tem sidosubstituído pelas mantas ou 
chapas de aquecimento. 
 
 
Almofariz com pistilo Usado na trituração e 
pulverização de sólidos. 
 
 
Suporte universal Utilizado em operações como: 
Filtração, Suporte para 
Condensador, Bureta, Sistemas 
de Destilação etc. Serve 
também para sustentar peças 
em geral. 
Laboratório de Química Inorgânica 2017.2 
 
11 
 
 
 
 
 
 
Pisseta Usada para lavagens de 
materiais ou recipientes através 
de jatos de água, álcool ou 
outros solventes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Laboratório de Química Inorgânica 2017.2 
 
12 
 
 
 
ALGARISMOS SIGNIFICATIVOS 
 
1. INTRODUÇÃO 
 
Uma questão importantíssima que surge quando se relata resultados experimentais é o 
número de algarismos significativos. O correto é relatar todos os algarismos que você tem 
certeza e mais um que é estimado. Portanto, se a concentração de uma solução é dada como 
1,43 M há alguma dúvida quanto ao algarismo 3. Isto é, poderia ser 1,44 M ou 1,42 M. 
 
O algarismo zero é um algarismo significativo quando à direita de um de um 
número. Assim, 1,43 M é uma medida completamente diferente de 1,4300 M. Esta última foi 
feita com balões volumétricos enquanto a primeira pode ter sido feita com provetas graduadas. 
São duas medidas diferentes feitas em dois experimentos diferentes, usando equipamentos 
diferentes. Por isso, enquanto a primeira concentração pode estar entre 1,42 M e 1,44 M, a 
segunda pode estar entre 1,4299 M e 1,4301 M - duas ordens de grandeza mais exatas. Já o 
número 0,0143 possui o mesmo número de algarismos significativos (três) que o número 1,43 
ou 14,3. Daí é comum o uso de notação científica para medidas onde elas são expressas como 
1,43 × 10−2, que possui três algarismos significativos. Da mesma forma, o número 6,023 
× 1023 possui quatro algarismos significativos. 
 
Normalmente quando se efetuam contas com máquinas de calcular, estas dão o 
resultado com várias casas decimais. Não se pode, entretanto relatar os resultados tal como 
eles vêm dessas calculadoras sob pena de estarmos criando precisão que não existe. 
 
Como então devemos relatar resultados de cálculos com uma exatidão coerente com 
aquela dos dados utilizados? 
 
Precisamos para isso estudar a questão da propagação de erros. Para tanto vejamos o 
que acontece quando temos que somar números cada um com uma precisão diferente: 
 
1,2471 
810,4 + 
811,6471 “pela calculadora”. 
 
Uma vez que não conhecemos nada sobre a segunda casa decimal do número 810,4 
não tem sentido tentarmos estabelecer uma quarta casa decimal na resposta. 
Vamos examinar a propagação de erros. Considere os resultados abaixo: 
 
1,2471 1,2471 1,2470 1,2472 
810,5 + 810,3 + 810,4 + 810,4 + 
811,7471 811,5471 811,6470 811,6472 
A maneira coerente de se relatar este resultado é 811,6 sabendo que existe uma 
incerteza na primeira casa decimal. Observe que a incerteza na quarta casa decimal da parcela 
1,2471 não tem qualquer efeito sobre o resultado. A maneira de aumentarmos a precisão deste 
experimento é, portanto tentando obter o segundo número com uma precisão maior, através de 
um equipamento melhor, um procedimento experimental mais aprimorado, etc. Duas regras 
devem ser seguidas a fim de tornar coerentes os resultados de operações com algarismos 
significativos: 
 
Na adição e subtração, a resposta virá com o número de casas decimais da 
Laboratório de Química Inorgânica 2017.2 
 
13 
 
 
parcela que menos casas decimais tiver. 
 
Considere agora a seguinte multiplicação: 
1,2471 × 1,04 = 1,29698 “pela calculadora”. 
Como existe uma incerteza no terceiro algarismo significativo do segundo fator, 
devemos considerar o resultado das seguintes operações: 
 
1,2471 × 1,05 = 1,30946 
e 
1,2471 × 1,03 = 1,28451 
 
onde se pode notar que a incerteza se propaga para o terceiro algarismo significativo da 
resposta. Observe que a incerteza no quinto algarismo significativo de 1,2471 não afeta a 
terceira casa e não precisa ser considerada. 
 
1,2470 × 1,04 = 1,29688 
e 
1,2472 × 1,04 = 1,29709 
 
Portanto a resposta de 1,2471 × 1,04 coerente com a precisão dos fatores é 1,30 (com 
incerteza no último algarismo). Assim: 
 
1,2471 × 1,04 = 1,30. 
 
Na multiplicação e divisão a resposta virá com o número de algarismos 
significativos do fator que menos algarismos significativos tiver. 
 
 
Para escrever corretamente o resultado de um cálculo, com tantos algarismos 
significativos for preciso você precisa conhecer algumas regras de aproximação: 
 
Se o último digito é um número maior que 5, você deve escrever o seu resultado, 
aumentando em um número o último algarismo significativo, por exemplo: 
 
O resultado de seu cálculo foi 1,54937, que contém 6 algarismos significativos, porém 
você precisa expressar esse valor com apenas 5 algarismos significativos. Como o último dígito 
é 7, que é maior que 5, então o valor a ser expresso será 1,5494. 
 
Se o último digito é um número menor que 5, você deve escrever o seu resultado, 
retendo o número do ultimo algarismo significativo, por exemplo: 
 
O resultado de seu cálculo foi 1,764, que contém 4 algarismos significativos, porém 
você precisa expressar esse valor com apenas 3 algarismos significativos. Como o último dígito 
é 4, que é menor que 5, então o valor a ser expresso será 1,76. 
 
Se o último digito é o numeral 5, você deve: 
 
Aumentar o último algarismo significativo se ele for ímpar, Por exemplo: O 
número 2,64875 deve ser escrito segundo a regra 2,6488 
Laboratório de Química Inorgânica 2017.2 
 
14 
 
 
 
Reter o último algarismo significativo se ele for par, por exemplo: O 
número 1,3825 deve ser escrito segundo a regra 1,382 
Em muitos experimentos, um erro numa medida é muito maior que os outros e domina 
até mesmo o efeito de acumulação dos erros menores. 
 
Na análise das fontes de erro é importante estimar o efeito das mesmas no resultado. 
Se a fonte de erro não for capaz de afetar o resultado dentro de seu limite de exatidão 
experimental, então não é uma fonte de erro. Por exemplo, na medida de pressão de vapor de 
um líquido, não é válida a argumentação de que durante o experimento uma nuvem nimbus 
passou sobre o laboratório afetando a pressão atmosférica, a menos que se demonstre que o 
efeito desta nuvem afeta pelo menos o último algarismo significativo da medida da pressão de 
vapor; caso contrário, não é fonte de erro. 
 
 
2. TIPOS DE ERRO 
 
Toda medida possui uma incerteza a qual é chamada de erro experimental. 
Basicamente existe dois tipos de erros, são ele: 
 
Erro sistemático, também chamado de erro determinado e aparece de uma falha no projeto 
de um experimento ou em uma falha no equipamento, logo ele é reproduzido ao longo de todas 
as medidas. Por exemplo, usar um instrumento sem calibrar 
 
Erro aleatório, também chamado de erro indeterminado e resulta dos efeitos de variáveis 
descontroladas. Não é reprodutível nem corrigível. Por exemplo, erro na operação de um 
instrumento, erro na leitura de um termômetro, etc. 
 
 
3. PRECISÃO E EXATIDÃO DOS SEUS RESULTADOS 
 
Precisão é uma medida da reprodutibilidade de um resultado. Valores muito próximos 
entre si, indicam uma precisão na sua medida. . 
 
Para medir o grau de precisão dos seus resultados, usamos o cálculo do desvio padrão, 
que é expresso pela fórmula: 
 
 
 
Essa expressão mede a proximidade dos resultados agrupados em torno da média. 
Quanto menor o desvio padrão mais precisa é sua medida 
 
Exatidão se refere à quão próximo o valor de uma medida está do valor verdadeiro. 
O erro associado à medidaé o erro relativo, que é dado pelo quociente ( diferença do 
valor medido menos o valor real pelo valor real ) multiplicado por 100. 
Laboratório de Química Inorgânica 2017.2 
 
15 
 
 
 
 
 
Quanto menor o erro relativo, mais exata é a sua medida. 
 
Referências Bibliográficas 
 
1- Harris, Daniel C.; Analise Química Quantitativa, LTC, 6aed., 2005. 
2- Baccan, N., Andade, J. C., Godinho, O. E. S. e Barone, J. S.; Química Analítica Quantitativa 
Elementar, Ed. Edgard Blücher LTDA, 3ª ed., 2004. 
Laboratório de Química Inorgânica 2017.2 
 
16 
 
 
 
ANEXO 1 
 
(RESUMO DA NORMA DA ABNT- NBR 6023/2002) 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
 
Referência é o conjunto padronizado de elementos que permite a identificação de 
documentos no todo ou em parte, impressos ou registrados em diversos tipos de suporte. 
Incluir na lista apenas as fontes que efetivamente foram utilizadas para a elaboração do 
trabalho. 
Pode-se separar os documentos bibliográficos de outros tipos de fonte (discos, filmes, fitas, 
sites, etc.), recebendo o título de FONTES CONSULTADAS. 
Pode-se incluir, também, uma lista de referências indicadas para aprofundamento do 
assunto com o título REFERÊNCIAS CONSULTADAS. 
As referências devem ser listadas em ordem alfabética única de sobrenome de autores e/ou 
títulos. Substituir o nome do autor de várias obras referenciadas sucessivamente por um traço 
equivalente a 6 (seis) toques e ponto ( .), nas referências seguintes à primeira. 
As referências devem aparecer alinhadas somente à margem esquerda, em espaço simples 
e separadas entre si por espaço duplo,de forma a se identificar individualmente cada 
documento. 
Os elementos da referência devem ser obtidos na folha de rosto, no próprio capítulo ou artigo 
e, se possível, em outras fontes equivalentes. 
Para mais informações, consultar a norma da ABNT específica para elaboração de referências: 
NBR 6023/2002. 
 
1. FORMAS DE ENTRADA NAS REFERÊNCIAS SEGUNDO A NBR 6023/2002 
 
 
 
ENTRADA EXEMPLOS 
Um autor CASTRO, Cláudio de Moura. 
Dois autores CERVO, Amado Luiz; BERVIAN, Pedro Alcino. 
Três autores ENRICONE, Délcia; GRILLO, Marlene; CALVO 
HERNANDEZ, Ivone. 
Mais de três autores RIBEIRO, Ângela Lage et al. 
Organizador, compilador, etc. D'ANTOLA, Arlette (Org.). 
Entidade coletiva UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. Faculdade 
de Educação. Programa de Pós-Graduação em Educação. SÃO 
PAULO (Estado). Secretaria do Meio Ambiente. 
BRASIL. Ministério da Educação. 
CONSELHO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO (RS) 
Eventos (congressos, conferências, 
encontros...) 
CONGRESSO BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO PRÉ-ESCOLAR, 6., 
1995, Porto Alegre. 
Referência Legislativa (leis, decretos, 
portarias...) 
BRASIL. Constituição, 1988. 
BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. 
Título (autoria não determinada) AVALIAÇÃO da Universidade, Poder e Democracia. 
 
2. DOCUMENTOS CONSIDERADOS NO TODO 
 
Monografia SOBRENOME, Prenome. Título: subtítulo. Nota de tradução.* 
Edição.** Local: Editora, ano de publicação. nº de pág. (opcional) 
(Série) (opcional) 
Ex.: 
WEISS, Donald. Como Escrever com Facilidade. São Paulo: 
Laboratório de Química Inorgânica 2017.2 
 
17 
 
 
 
 Círculo do Livro, 1992. 
Periódico 
TÍTULO DA PUBLICAÇÃO. Local: editor, ano do primeiro volume e 
do último, se a publicação terminou. Periodicidade (opcional). Notas 
especiais (títulos anteriores, ISSN etc.) (opcional). 
Ex. : 
EDUCAÇÃO E REALIDADE. Porto Alegre: UFRGS/FACED, 1975- 
Entrevista ENTREVISTADO. Título. Local: data. Nota da Entrevista. Ex. 
: 
CRUZ, Joaquim. A estratégia para vencer. Pisa: Veja, São Paulo, v. 
20, n. 37, p. 5-8, 14 set. 1988. Entrevista concedida a J.A. Dias Lopes 
Dissertação e Tese SOBRENOME, Prenome. Título: subtítulo. Local: Instituição, ano. nº 
de pág. ou vol. Indicação de Dissertação ou tese, nome do curso ou 
programa da faculdade e universidade, local e ano da defesa. 
Ex.: 
OTT, Margot Bertolucci. Tendências Ideológicas no Ensino de 
Primeiro Grau. Porto Alegre: UFRGS, 1983. 214 p. Tese (Doutorado) 
– Programa de Pós-Graduação em Educação, Faculdade de 
Educação, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 
1983. 
Evento (congresso, conferência, encontro...) NOME DO EVENTO, nº do evento, ano, local. Título. Local: Editor, 
ano de publicação. nº de pág. (opcional) 
Ex. : 
SEMINÁRIO BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO, 3., 1993, Brasília. 
Anais. Brasília: MEC, 1994. 300 p 
Documento eletrônico SOBRENOME, Prenome. Título. Edição. Local: ano. Nº de pág. ou 
vol. (Série) (se houver) Disponível em: <http://...> Acesso em: dia 
mês(abreviado) ano. 
Ex. : 
MELLO, Luiz Antonio. A Onda Maldita: como nasceu a Fluminense 
FM. Niterói: Arte & Ofício, 1992. Disponível em: 
<http://www.actech.com.br/aondamaldita/ creditos.html> Acesso em: 
13 out. 1997. 
Dicionário e Enciclopédia SOBRENOME, Prenome. Título: subtítulo. Edição. (se houver) 
Local: Editora, data. Nº de páginas ou vol. (opcional) 
Ex. : 
FERREIRA, Aurélio B. de Hollanda. Novo Dicionário da Língua 
Portuguesa. 2. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. 1838 p. 
ou 
ENCICLOPÉDIA Mirador internacional. São Paulo: Encyclopaedia 
Britannica do Brasil, 1995. 20 v. 
Programa de Televisão e Rádio TEMA. Nome do Programa, Cidade: nome da TV ou Rádio, data da 
apresentação do programa. Nota especificando o tipo de programa 
(rádio ou TV) 
Ex. : 
UM MUNDO ANIMAL. Nosso Universo, Rio de Janeiro, GNT, 4 de 
agosto de 2000. Programa de TV. 
CD-ROM AUTOR. Título. Edição. Local de publicação: Editora, data. Tipo de 
mídia. 
Ex. : 
ALMANAQUE Abril: sua fonte de pesquisa. São Paulo: Abril, 1998. 
1 CD-ROM 
E-MAIL (não é recomendado seu uso como fonte 
científica ou técnica de pesquisa pelo seu caráter 
efêmero, informal e interpessoal) 
NOME do remetente. Assunto. [mensagem pessoal] Mensagem 
recebida por <Endereço eletrônico> em data de recebimento. 
Ex.: 
BIBLIOTECA CENTRAL DA UFRGS. Alerta. [mensagem pessoal] 
Mensagem recebida por <bibfaced@edu.ufrgs.br> em 18 jul. 2000. 
 
*Tradução: quando for documento traduzido, colocar a expressão ‘Tradução por’ ou ‘Tradução de’ seguida do nome do 
tradutor, logo após o título da obra. 
**Edição: indicar, a partir da segunda edição, logo após o título da obra, em algarismo arábico seguido de espaço e 
da abreviatura da palavra edição. Ex.: 2. ed., 2. ed. rev. 
Laboratório de Química Inorgânica 2017.2 
 
18 
 
 
3. PARTES DE DOCUMENTOS 
 
 
DESCRIÇÃO ELEMENTOS E EXEMPLOS 
Capítulos de livro: 
a) autoria diferente da autoria do livro no 
todo 
 
 
 
b) autoria igual à autoria da obra no todo 
SOBRENOME, Prenome (autor do capítulo). Título. In: SOBRENOME, 
Prenome (autor da obra no todo). Título. Local: Editora, ano. Pág. inicial 
e final. 
Ex. :SCHWARTZMAN, Simon. Como a Universidade Está se Pensando? 
In: PEREIRA, Antonio Gomes (Org.) Para Onde Vai a Universidade 
Brasileira? Fortaleza: UFC, 1983. p. 29-45. 
 
SOBRENOME, Prenome. Título (do capítulo) In: . Título (do livro 
no todo) Local: Editora, ano. Cap nº (se houver), página inicial e final. Ex. 
:GADOTTI, Moacir. A Paixão de Conhecer o Mundo. In: Pensamento 
Pedagógico Brasileiro. São Paulo: Atlas, 1987. Cap. 5, p. 58-73. 
Artigo de revista SOBRENOME, Prenome. Título: subtítulo do artigo. Título do periódico, 
local, volume, fascículo, página inicial e final, mês e ano. 
Ex. :SAVIANI, Demerval. A Universidade e a Problemática da Educação 
e Cultura. Educação Brasileira, Brasília, v. 1, n. 3, p. 35-58, maio/ago. 
1979. 
Artigo de jornal SOBRENOME, Prenome. Título do artigo. Título do jornal, local, dia,mês 
e ano. Título do caderno, seção ou suplemento, página inical e final. Ex. 
:AZEVEDO, Dermi. Sarney Convida Igrejas Cristãs para Diálogo sobre o 
Pacto. Folha de São Paulo, São Paulo, 22 out. 1985. Caderno 
econômico, p. 13. 
ou 
 
SOBRENOME, Prenome. Título do artigo. Título do jornal, local, página 
inicial e final, dia, mês e ano. 
LEAL, L. N. MP Fiscaliza com Autonomia Total. Jornal do Brasil, Rio de 
Janeiro, p. 3, 25 abr. 1999. 
Fascículo de periódico 
a) com título específico 
 
 
 
 
 
b) sem título específico 
TÍTULO DO PERIÓDICO. Título do fascículo, Suplemento ou nº especial. 
Local: Editor, nº do volume, nº do fascículo, mês e ano. nº de pág 
(opcional). Tema de fascículo: título específico 
Ex. :EDUCAÇÃO E REALIDADE. Currículo. Porto Alegre: 
UFRGS/FACED, v. 26, n. 2, jul./dez. 2001. Tema do fascículo: Pedagogia, 
docência e cultura 
 
 
TÍTULO DO PERÓDICO. Local: Editor, nº do Volume, nº do fascículo, mês 
e ano. nº de pág (opcional). 
Ex. :CIÊNCIA HOJE. São Paulo: SBPC, v. 5, n. 27, nov./dez. 1995. 
Trabalho apresentado em congresso SOBRENOME, Prenome (autor do trabalho). Título: subtítulo. In: NOME 
DO CONGRESSO, nº. ano, local de realização. Título (da obra no todo). 
Local de publicação: Editora, ano. Páginas inicial e final do trabalho. 
Ex.:MOREIRA, A. F. B. Multiculturalismo, Currículo e Formação de 
Professores. In: SEMINÁRIO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO BÁSICA, 2., 
1998, Santa Cruz do Sul. Anais... Santa Cruz do Sul: EDUNISC, 1998, 
P. 15-30. 
ou 
 
SOBRENOME, Prenome (autor do trabalho). Título: subtítulo. Ano. 
Trabalho apresentado ao nº do evento (se houver), nome, cidade e ano. 
Ex.: 
MALAGRINO, w. et al. Estudos Preliminares sobre o Efeito... 1985. 
Trabalho apresentado ao 13. Congresso Brasileiro de Engenharia 
Sanitária e Ambiental, Maceió, 1985. 
Legislação publicada em Diário Oficial JURISDIÇÃO. Lei nº ....., data completa. Ementa. Nome da publicação, 
local, volume, fascículo e data da publicação. Nome do caderno, página 
inicial e final. 
Ex.: 
BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as 
diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial [da República 
Federativa do Brasil], Brasília, DF, v. 134, n. 248, 23 dez. 1996. Seção 
1, p. 27834-27841. 
 
 
 
 
Laboratório de Química Inorgânica 2017.2 
 
19 
 
 
Universidade Federal de Pernambuco – UFPE Campus 
Acadêmico do Agreste – CAA Núcleo de Formação 
Docente – NFD 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Atividades Experimentais 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Laboratório de Química Inorgânica 2017.2 
 
20 
 
 
 
 
 
EXPERIMENTO 1 – REATIVIDADE DOS ELEMENTOS DOS GRUPOS 1, 2 e 13 DA 
TABELA PERIÓDICA 
 
1.1 - INTRODUÇÃO 
 
Os elementos dos grupos 1 e 2 da Tabela Periódica são todos metais, logo, 
condutores térmicos e elétricos, brilhantes e que apresentam forte tendência à oxidação 
(são bons agentes redutores). Por este motivo, não é possível encontrarmos estes 
elementos livres na natureza, onde ocorrem, principalmente, na forma de óxidos, 
hidróxidos ou sais. Os metais da família 13, tal como o alumínio, podem formar óxidos 
do tipo M2O3. 
A tendência observada nos elementos dos grupos 1 e 2 de, quando oxidados, 
formarem hidróxidos fortes conferiu-lhes os nomes, respectivamente, de metais 
alcalinos e alcalinos terrosos. A medida do Ph alcalino de uma solução destes íons 
metálicos está diretamente relacionada às suas respectivas tendências de formar 
hidróxidos. 
Quando um metal no seu estado puro reage com outros elementos ele tende a se 
oxidar, isto é, a perder elétrons (M M+ + e-), preferencialmente da sua camada de 
valência. Quanto menos presos ao átomo estiverem estes elétrons, mais facilmente o 
átomo se oxida. Sendo assim, a tendência que os metais têm de se oxidar está 
diretamente relacionada com a sua energia de ionização. Se um metal possui uma 
primeira energia de ionização muito baixa, significa que ele perderá o seu elétron de 
valência com facilidade, ou seja, ele reage mais rapidamente com outros elementos, se 
oxidando. Desta forma, torna-se evidente a relação entre reatividade e energia de 
ionização. 
Esta atividade experimental tem como objetivo investigar, de forma geral, a 
reatividade dos elementos metálicos sódio (G.1), magnésio (G.2) e alumínio (G.13), 
tendo como base observações empíricas das velocidades reacionais destes metais com 
água, etanol e ácido clorídrico. 
 
 
1.2 – PRE – RELATÓRIO 
 
Esta etapa é de grande importância para o desenvolvimento desta atividade 
experimental e tem como finalidade: (i) Entender o objetivo didático-pedagógico desta 
atividade experimental 
(ii) Revisar os conceitos teóricos que a fundamentam (iii) Elaborar o fluxograma 
seqüencial das etapas do experimento (iv) Conhecer a periculosidade dos reagentes 
químicos que serão manuseados e elaborar um plano de gerenciamento dos resíduos 
gerados. Todos estes aspectos deverão estar sistematizados no caderno de laboratório 
e apresentados ao docente responsável pela disciplina na data de realização do 
experimento, obedecendo à seguinte ordem: 
 
1. Objetivo da atividade experimental. 
2. Fluxograma das etapas operacionais da atividade experimental. 
3. Conceituar energia de ionização e definir quais são os fatores que influenciam a 
variação periódica deste parâmetro físico-químico (i) no grupo (ii) no período. 
4. Montar uma tabela com os valores das energias de ionização da camada de 
valência dos metais Na (Na1+), Mg (Mg2+) e Al (Al3+). 
5. Tendo como base as respostas elaboradas nos itens (1) e (2) fazer uma previsão 
da ordem de reatividade destes elementos. 
6. Discutir sobre a reatividade destes metais quando expostos ao ar (oxidação) e 
sobre o efeito desta oxidação na reatividade do metal. Apresentar as equações 
químicas correspondentes. 
Laboratório de Química Inorgânica 2017.2 
 
21 
 
 
 
 
7. Como você poderia perceber através da observação da superfície característica 
de um metal a formação de uma fina camada de óxido decorrente do processo 
de oxidação destes metais. 
8. Preencher a Tabela seguinte com as equações químicas representativas das 
reações dos metais Na, Mg e Al realizadas nesta atividade experimental, 
indicando se o Ph do sistema reacional é ácido ou básico após a reação. Obs.: 
Atentar para a reação de hidrólise de alguns sais que irá definir o Ph final 
da solução como ácido ou básico. 
 
TUBO SISTEMA EQUAÇÃO QUÍMICA BALANCEADA pH previsto 
1 H2O + Na 
 
2 H2O + Mg 
 
3 Etanol + Na 
 
4 Etanol + Mg 
 
5 HCl + Al 
 
6 HCl + Mg 
 
 
9. Explicar de que forma as velocidades de reação dos elementos dos grupos 1 e 
2 estão relacionadas com a sua: (a) energia de ionização? (b) tendência de 
formar hidróxidos? 
10. Elaborar, tendo como base a ficha de segurança do produto químico, um resumo 
sucinto dos cuidados com o manuseio e descarte dos reagentes usados (Na; 
Mg; Al; ácido clorídrico; etanol absoluto) e dos produtos reacionais resultantes 
desta atividade experimental. 
 
 
1.3 – PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL 
 
 EQUIPAMENTOS E VIDRARIAS 
˗ Tubos de ensaio (6) 
˗ Estante para tubos de ensaio (1) 
˗ Papel indicador de Ph (10 
medidas) ˗ Espátula (3) 
˗ Cronometro 
˗ Pipetas (3) de 5 Ml 
˗ Pera 
˗ Caneta para rotular 
vidrarias ˗ Óculos de 
proteção 
˗ Luvas de borracha 
 
 REAGENTES E SOLUÇÕES 
˗ Na, Mg e Al. 
˗ HCl 12,33% (= diluído 1:3) 
˗ H2O destilada 
˗ Etanol absoluto 
˗ Fenolftaleína 
Laboratório de Química Inorgânica 2017.222 
 
 
 
OBSERVAÇÃO: O sódio metálico reage de forma bastante violenta com a água. 
Deve-se, portanto, manuseá-lo de forma bastante cuidadosa usando óculos de proteção 
e luvas, dentro da capela. Por este motivo, a vidraria normalmente utilizada em 
experiências com sódio metálico deve estar bastante seca. 
 
 METODOLOGIA 
 
Rotular seis tubos de ensaio de modo que os mesmos possam ser identificados 
facilmente. Adicionar 1mL de H2O destilada aos tubos 1 e 2, 1 mL de etanol absoluto 
aos tubos 3 e 4 e 1mL de HCl (1:3) aos tubos 5 e 6. Adicionar 2 gotas de fenolftaleína a 
cada um dos tubos. Medir o PH dos solventes dos tubos 1 a 4. Observação: Comparar 
o comportamento das reações entre os tubos 1 e 2, depois entre os tubos 3 e 4 e 
por fim entre os tubos 5 e 6, de modo que ao final do experimento possa se 
estabelecer uma ordem decrescente de reatividade entre os três metais. 
Adicionar ao tubo 1 (utilizar a capela e óculos de proteção) um pequeno pedaço 
de sódio metálico, que será fornecido pelo instrutor. Anotar as observações e 
cronometrar o tempo necessário para que todo o sódio metálico seja consumido. 
Adicionar ao tubo 2 um pequeno pedaço de magnésio metálico. Cronometrar o 
tempo necessário para o desaparecimento completo do Mg. Se demorar muito, 
cronometrar o tempo enquanto faz as outras reações. 
Adicionar ao tubo 3 (utilizar a capela e óculos de proteção) um pequeno pedaço 
de sódio metálico, que será fornecido pelo instrutor. Anotar as observações e 
cronometrar o tempo necessário para que todo o sódio metálico seja consumido. 
Adicionar ao tubo 4 um pequeno pedaço de magnésio metálico. Cronometrar o 
tempo necessário para o desaparecimento completo do Mg. Se demorar muito, fique 
marcando o tempo enquanto faz as outras reações. 
Adicionar ao tubo 5 (utilizar a capela e óculos de proteção) um pequeno pedaço 
de alumínio metálico. Anotar as observações e cronometrar o tempo necessário para 
que todo o Al seja consumido. 
Adicionar ao tubo 6 (utilizar a capela e óculos de proteção) um pequeno pedaço 
de magnésio metálico. Cronometrar o tempo necessário para o desaparecimento 
completo do Mg. 
Medir o pH de todos os sistemas reacionais após cada reação. 
 
 GERENCIAMENTO DOS RESÍDUOS 
 
 
ATENÇÃO: No final desta atividade experimental, 
todos os grupos deverão realizar o recolhimento e o 
depósito dos resíduos gerados, a partir das reações 
dos metais com os solventes específicos, em 
recipientes adequados e que deverão estar 
devidamente rotulado com as seguintes 
informações: (i) composição química do resíduo 
(ii) data do experimento e da geração do resíduo 
(iii) laboratório onde o resíduo foi gerado (iv) 
docente responsável pela atividade 
experimental e pelo gerenciamento do resíduo. 
Laboratório de Química Inorgânica 2017.2 
 
23 
 
 
1.4 - RESULTADOS E DISCUSSÕES 
 
Apresentar os resultados dos experimentos realizados sistematizados na Tabela abaixo 
e elaborar as discussões pertinentes de forma que sejam abordados os seguintes itens: (i) 
Descrição dos sistemas reacionais estudados (reagentes, cor, temperatura, pH) antes e 
após reação (ii) Descrição dos fenômenos observados em cada um dos sistemas e a 
sua representação através das equações químicas balanceadas (iii) O significado dos 
valores de pH medidos para cada solução, antes e depois da reação com os metais e 
sua relação com a tendência de formação de hidróxidos destes metais (iv) Comparar as 
reatividades dos metais observadas empiricamente estabelecendo uma ordem 
decrescente de reatividade entre os três metais (v) Verificar a coerência entre a ordem 
de reatividade estabelecida no item anterior com os valores teóricos das energias de 
ionização destes elementos (vi) Discutir a concordância entre a ordem das reatividades 
observadas empiricamente com as tendências de formar hidróxidos destes metais 
previstas na literatura (vii) Relacionar a tendência de formação de óxidos pela reação 
destes metais com o oxigênio do ar, identificando em qual dos sistemas reacional a 
formação de uma camada de óxido tem influência na reatividade do metal. 
 
Tabela 1: Dados empíricos dos sistemas reacionais investigados 
SISTEMA Tubo 1 Tubo 2 Tubo 3 Tubo 4 Tubo 5 Tubo 6 
Reagentes 
 
 
pH inicial 
 
 
Tempo reação 
 
 
pH final 
 
 
Observações 
 
 
 
 
 
. 
1.5 - CONCLUSÕES 
 
 
1.6 - BIBLIOGRAFIA 
 
Lee, J.D., Química Inorgânica não tão Concisa, 5ª edição. Editora Edgard Blucher Ltda., 1999. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Laboratório de Química Inorgânica 2017.2 
 
24 
 
 
EXPERIMENTO 2 - SÍNTESE DO [Cu(NH3)4]SO4.H2O 
 
 
2.1 – INTRODUÇÃO 
 
Os elementos do grupo 11 da tabela periódica (Cu; Ag; Au) podem ser encontrados nos 
estados de oxidação (+I), (+II) e (+III). Porém, as espécies Cu2+ e Ag são os únicos íons 
hidratados simples e estáveis destes metais em solução aquosa. Os íons monovalentes destes 
metais se desproporcionam em água e, por isso, só podem existir na forma de compostos 
insolúveis ou complexos. Cobre (+III) e Ag (+II) são agentes oxidantes tão fortes que 
conseguem oxidar a água. Assim, só ocorrem quando estabilizados na forma de complexos 
ou como compostos insolúveis. 
 
Os átomos dos elementos Cu, Ag e Au têm um elétrons no seu orbital mais externo, ou 
seja, a mesma configuração de valência dos metais do grupo 1. No entanto, estes metais 
apresentam pouca semelhança com os metais alcalinos, estes metais apresentam o penúltimo 
nível contendo 10 elétrons d. A blindagem fraca propiciada pelos elétrons d faz com que o 
tamanho dos seus átomos seja bem menor e como conseqüência apresente maior densidade 
e dureza, energias de ionização mais elevadas e compostos com caráter covalente. 
 
No grupo do cobre os elétrons d participam da ligação metálica, portanto, seus pontos de fusão 
e suas entalpias de sublimação são muito maiores que as dos metais do grupo 1. As entalpias 
de sublimação e as energias de ionização maiores destes metais são responsáveis pela baixa 
reatividade dos mesmos.. O caráter nobre aumenta descendo no grupo, diferentemente do 
que se observa no grupo 1. 
 
O estado de oxidação mais estável e importante do cobre é o (+II),. Seus compostos são 
geralmente paramagnéticos e coloridos, devido às transições eletrônicas d-d. Em soluções 
aquosas o íon cúprico forma muitos compostos de coordenação com amônia e aminas, tais 
como: [Cu(H2O)5(NH3)]2+; [Cu(H2O)4(NH3)2]2+; [Cu(H2O)3(NH3)3]2+; [Cu(H2O)2(NH3)4]2+. É difícil 
adicionar o quinto e sexto grupo NH3, mas é possível obter o íon [Cu(NH3)6]2+ usando amônia 
líquida como solvente. 
 
Os compostos de coordenação são uma classe importante de substâncias inorgânicas que 
contém um íon metálico central ao qual se ligam outros íons ou moléculas (os ligantes) 
através de ligações coordenativas. O íon central e os ligantes formam um íon complexo ou 
complexo, sendo os complexos mais simples os cátions hidratados dos metais do bloco 
d, representados pela fórmula [M(H2O)6]2+ onde M representa o íon metálico ligado a seis 
moléculas de água formando um complexo iônico (hexaaqua-complexo). Este tipo de 
complexo são as espécies químicas dominantes em soluções aquosas dos sais destes metais. 
 
Muitas moléculas e íons diferentes podem funcionar como ligantes nos compostos de 
coordenação. Os complexos formados resultam das interações eletrostáticas íon-íon ou íon-
dipolo entre o cátion metálico (carregado positivamente) e os ânions. Uma condição essencial 
para que uma dada entidade química atue como um ligante é a presença, em sua estrutura, 
de pelo menos um par de elétrons livres capaz de interagir com os orbitais do íon metálico. Os 
ligantes mais comumente encontrados incluem os íons haletos (F-; Cl-; Br-; I-), o íon cianeto 
(CN-), o monóxido de carbono(CO), a água (H2O) e a amônia (NH3). Como as ligações 
covalentes coordenadas no complexo são relativamente fracas, um ou mais ligantes podem 
ser substituídos por reações de deslocamento. 
 
 
 
 
 
 
 
Laboratório de Química Inorgânica 2017.2 
 
25 
 
 
O objetivo desta atividade experimental é sintetizar, isolar e calcular o rendimento da síntese 
do complexo sulfato de tetraaminocobre (II) monohidratado, [Cu(NH3)4]SO4.H2O através da 
reação do sulfato de cobre pentahidratado (CuSO4.5H2O) com amônia em solução aquosa. 
 
 
Apesar do sulfato de cobre pentahidratado ser usualmente representado pela fórmula química 
CuSO4.5H2O, este sal de cobre, no estado cristalino é representado mais apropriadamente 
pela fórmula [Cu(H2O)4]SO4.H2O, com a quinta molécula de água não fazendo parte do íon 
complexo e estando ligada por ligação de hidrogênio ao ânion sulfato no sólido. 
 
A equação química representativa da síntese do sulfato de tetraamina de cobre (II) 
monohidratado está representada a seguir: 
 
[Cu(H2O)4]SO4.H2O(aq) + NH3(aq)→ [Cu(NH3)4]SO4.H2O(aq) + 4H2O(l) (1) 
 
 A estratégia a ser utilizada nesta síntese será a adição de amônia aquosa em excesso à 
solução de [Cu(H2O)4]2+ de modo a obter a substituição completa dos ligantes. Para isolar o 
produto como um sólido deve-se cristalizá-lo por evaporação da água, adicionar etanol e 
resfriar a solução num banho de gelo de forma a reduzir a solubilidade do produto e maximizar 
o rendimento reacional. 
 
 
2.2 - PRE- RELATÓRIO 
 
Esta etapa é de grande importância para o desenvolvimento desta atividade experimental e 
tem como finalidade: (i) Entender o objetivo didático-pedagógico desta atividade experimental 
(ii) Revisar os conceitos teóricos que a fundamentam (iii) Elaborar o fluxograma seqüencial 
das etapas do experimento (iv) Conhecer a periculosidade dos reagentes químicos que serão 
manuseados e elaborar um plano de gerenciamento dos resíduos gerados. Todos estes 
aspectos deverão estar sistematizados no caderno de laboratório e apresentados ao docente 
responsável pela disciplina na data de realização do experimento, obedecendo à seguinte 
ordem: 
 
1) Objetivo da atividade experimental. 
 
2) Estudo e elaboração de uma síntese sobre os referenciais teóricos que irão fundamentar 
as discussões dos resultados empíricos do experimento devendo ser abordado os tópicos 
seguintes: (i) conceito de complexo de coordenação (ii) conceito de valência primária 
e secundária (iii) identificação da valência primária e secundária, do íon metálico e 
dos ligantes do complexo sintetizado (iv) identificação do ácido e da base de Lewis 
do complexo sintetizado (v) representação esquemática da geometria estrutural e 
das propriedades físico-químicas do sulfato de tetraaminocobre (II) monohidratado 
(vi) usos e aplicações deste composto de coordenação. 
 
 
3) Fluxograma das etapas operacionais da atividade experimental. 
 
3) Com base na estequiometria da equação de síntese do sulfato de tetraaminocobre (II) 
monohidratado (equação 1), calcular a massa de CuSO4.5H2O necessária para preparar 
1,0 g deste composto de coordenação do íon Cu (II), assumindo um rendimento 
reacional de 90%. 
 
 
 
 
 
 
Laboratório de Química Inorgânica 2017.2 
 
26 
 
 
5) Calcular o volume de amônia concentrada (hidróxido de amônio 14,8 M) necessário para 
converter toda a massa de CuSO4.5H2O que foi usada na síntese no complexo de 
tetraaminocobre(II). 
 
 6) Preencher os dados da tabela 1 com as informações solicitadas: 
 
[Cu(H2O)4]SO4.H2O(aq) + NH3(aq) [Cu(NH3)4]SO4.H2O(aq) + 4H2O(l) 
COMPOSTO [Cu(H2O)4]SO4.H2O NH3 [Cu(NH3)4]SO4.H2O 
MASSA MOLAR 
RELAÇÃO MOLS 
MASSA 
CALCULADA 
 1,00 g 
NH4OH(aq) NH3(g) + H2O(l) 
COMPOSTO NH4OH NH3 
MASSA MOLAR 
RELAÇÃO MOLS 
VOLUME NH3 
(2x) VOLUME NH3 
 
7) Elaborar, tendo como base a ficha de segurança do produto químico, um resumo 
sucinto dos cuidados com o manuseio dos reagentes e produtos gerados nesta 
atividade experimental: hidróxido de amônio concentrado; sulfato de cobre 
(II) pentahidratado; etanol absoluto e complexo sulfato de tetraaminocobre 
(II) monohidratado. 
 
2.3 - PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL 
 
 EQUIPAMENTOS E VIDRARIAS 
 
˗ Béquer de 20 mL (01) 
˗ Proveta de 10 mL (02) 
˗ Bastão de vidro (01) 
˗ Papel de filtro faixa azul (01) 
˗ Funil de Büchner (01) 
˗ Bomba a vácuo 
˗ Placa de aquecimento 
˗ Estufa 
 
 REAGENTES E SOLUÇÕES 
 
˗ Sulfato de cobre (II) pentahidratado, CuSO4.5H2O 
˗ Hidróxido de amônio concentrado (NH4OH, 14,8M) 
˗ Etanol absolut
Laboratório de Química Inorgânica 2017.2 
 
27 
 
 
 2.4 METODOLOGIA 
 
Confira com seus pares os resultados dos cálculos realizados nos itens (4) e (5) 
do pré- relatório e referentes, respectivamente, a massa de CuSO4.5H2O necessária 
para preparar 1,0 g de [Cu(NH3)4]SO4.H2O (assumindo um rendimento de 90% ) 
e ao volume de amônia concentrada (14,8 M) necessário para converter toda 
essa massa de CuSO4.5H2O no complexo de tetraaminocobre(II). Você irá utilizará 
o dobro do volume de amônia concentrada que foi calculado, no sentido de melhorar 
o rendimento da reação. Confira seus cálculos com o professor antes de dar 
início ao experimento, de acordo com o roteiro experimental seguinte: 
 
1) Pese a quantia calculada de CuSO4.5H2O em um béquer de 20 mL, em seguida, 
adicione 5 mL de água destilada. Agite para dissolver o sal. Você pode aquecer o 
béquer ligeiramente para apressar a dissolução. Caso você o faça, deixe a solução 
esfriar até a temperatura ambiente antes de prosseguir com o experimento. 
 
2) Meça o volume de amônia concentrada necessário numa proveta de 10 mL. 
Adicione, lentamente e com agitação contínua, a solução de amônia concentrada à 
solução de Cu2+. Agite o sistema a cada adição de cerca de 1-2 mL da solução de 
amônia. Continue agitando até que todo o precipitado inicial de Cu(OH)2, incluindo 
algumas partículas que se aderiram às paredes do béquer, tenha se dissolvido. Essa 
etapa deve ser realizada na Capela. 
 
 
3) Após a adição de todo o volume de amônia, aquecer a solução, ao ponto de fervura 
branda, até que o seu volume seja reduzido em cerca de 62,5% do volume inicial. 
 
4) Muito lentamente, em pequenas porções, adicione 7,0 mL de etanol à solução azul escuro. 
Agite a mistura completamente. Então deixe-a no banho de gelo por cerca de 40 
minutos para formação dos cristais. 
 
5) Pese um papel de filtro antes de começar a filtração. Prepare uma solução com 5,0 mL de 
etanol e 5,0 mL de água destilada e resfrie por alguns minutos. Monte um 
sistema de filtração a vácuo para isolar os cristais. Umedeça o papel de filtro e 
decante a maior parte do líquido sobrenadante pelo funil, antes de transferir a massa 
principal dos cristais do béquer, arrastando-os com a solução preparada com a 
mistura etanol/água preparada. 
 
6) Coloque o papel junto com o produto na estufa em 80°C a fim de secar, no 
fim do experimento, transfira o material para um dessecador para completar a 
secagem. Não aplique vácuo no dessecado. Após alguns dias pese o material seco 
obtido e determine seu ponto de decomposição. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Laboratório de Química Inorgânica 2017.2 
 
28 
 
 
GERENCIAMENTO DOS RESÍDUOS 
 
 
 
 
ATENÇÃO: No final desta atividade experimental, 
todos os grupos deverão realizar o recolhimento e o 
depósito dos resíduos gerados, a partir das reações 
dos metais com os solventes específicos, em 
recipientes adequados e que deverão estar 
devidamente rotulado com as seguintes 
informações: (i) composição químicado resíduo 
(ii) data do experimento e da geração do resíduo 
(iii) laboratório onde o resíduo foi gerado (iv) 
docente responsável pela atividade experimental 
e pelo gerenciamento do resíduo.
Laboratório de Química Inorgânica 2017.2 
 
29 
 
 
2.5 – RESULTADOS E DISCUSSÃO 
 
Apresentar os resultados das atividades experimentais realizadas e as 
discussões pertinentes de forma que sejam abordados os seguintes aspectos: (i) 
Descrição dos sistemas reacionais estudados (reagentes e produtos, cor, temperatura) 
antes e após reação (ii) Descrição dos fenômenos observados em cada uma das etapas 
da síntese e a sua representação através das equações químicas balanceadas e 
condições reacionais (iii) Descrição sucinta das propriedades físico-químicas do sulfato 
de tetraaminocobre (II) monohidratado abordando: valência primária e secundária; íon 
metálico e ligante; representação esquemática da geometria estrutural; propriedades 
físico-químicas; temperatura de fusão e de decomposição; densidade; solubilidade em 
água e em outros solventes e reatividade (iv) Relacionar as observações experimentais 
com a fundamentação teórica abordada na introdução (v) apresentar os cálculos 
detalhados e o resultado do rendimento da síntese realizada (vi) Justificar a utilização 
do excesso de amônia e da solução etanólica (vii) Explicar a relação da coloração do 
complexo sintetizado com sua estrutura atômica (viii) Relacionar quais os principais 
problemas que podem levar ao baixo rendimento da reação e discutir como poderiam 
ser minimizados? 
 
 
 
2.6 – QUESTÕES 
 
1. Que tipo de ligação há entre o metal e o ligante num composto de coordenação? 
2. Quais os orbitais atômicos do metal mais envolvidos nas ligações de um composto 
de coordenação? 
3. Qual a diferença entre valência primária e secundária de um metal? 
4. Defina número de coordenação de um metal. 
5. Na sua opinião, qual é a diferença entre um ponto de fusão e um ponto de decomposição? 
É 
importante secar o complexo de cobre obtido nesta síntese abaixo do seu ponto de 
decomposição. Explique que processo químico poderia acontecer, se você aquecer o 
produto acima desta temperatura. Dica: - a cor muda de azul escuro para azul claro. 
6.Indique se a nomenclatura utilizada na metodologia foi correta e discuta sua resposta. 
7.Indique, através das observações realizadas durante o experimento, como podem ser 
relacionados os resultados com as teorias de ligação e formação dos complexos e/ou compostos 
de coordenação trabalhados em sala de aula. 
 
 
 
Referências Bibliográficas 
 
SHRIVER, D. F.; ATKINS, P. W. Química Inorgânica. 3ª ed. Editora Bookman, 2003. LEE, J. 
D. Química Inorgânica Não Tão Concisa. 5ª e. S.P.: Edgard Blücher, 1 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Laboratório de Química Inorgânica 2017.2 
 
30 
 
 
EXPERIMENTO 3 – SÍNTESE DO [Co(NH3)4CO3]NO3 NITRATO DE 
TETRAMINOCARBONATOCOLBALTO(III) 
 
3.1 – INTRODUÇÃO 
 
O estado de oxidação mais comum e estável para os metais do grupo 9 (Co, Rh, Ir) é 
(+III), particularmente para seus complexos. Os compostos de coordenação de Co3+ e Cr3+ 
são particularmente interessantes, porque seus complexos sofrem mudança no tipo de ligante 
muito lentamente quando comparados com os complexos de outros metais de transição. Por 
exemplo, o cátion [Ni(NH3)6]
2+ reage instantaneamente com água para formar [Ni(H2O)6]
2+. No 
entanto, sob as mesmas condições, a reação análoga para os cátions [Co(NH3)6]
3+ e 
[Cr(NH3)6]
3+ ocorre muito lentamente. 
O íon Co3+ forma uma quantidade de complexos maior do que qualquer outro elemento 
químico e estes complexos de coordenação têm sido objeto de investigação extensiva devido 
a diversos fatores, tais como: facilidade de síntese, reatividade baixa (estabilidade alta) 
e a 
cinética lenta das reações de troca (substituição) dos ligantes, contrastando com a dificuldade 
encontrada no preparo dos compostos simples deste mesmo íon. Na Tabela 1 estão 
relacionados alguns complexos comuns do íon Co+3, suas nomenclaturas: 
 
Tabela 1: estruturas e nomenclatura dos complexos comuns do íon Co
+3
 
ÍON COMPLEXO NOMENCLATURA 
[Co(NH3)6]
3+
 Hexaminocobalto (III) 
[Co(NH3)5.(H2O)]
3+
 Aquapentaminocobalto (III) 
[Co(NH3)5.(Cl)]
2+
 Pentaaminoclorocobalto (III) 
[Co(NH3)4.(CO3)]
+
 Tetraaminocarbonatocobalto (III) 
[Co(NH3)3.(NO2) 3] Triaminotrinitrocobalto (III) 
[Co(CN)6]
3-
 Hexacianetocobaltato (III) 
[Co(NO2)6]
3-
 Hexanitrocobaltato (III) 
 
Praticamente todos os complexos do Co+3 possuem seus ligantes dispostos num arranjo 
tetraédrico. Os complexos com ligantes doadores de N (amônia e aminas) são os mais comuns. 
Estes complexos podem ser preparados pela oxidação de uma solução de Co2+ com ar 
ou peróxido de hidrogênio, na presença de ligantes apropriados e de um catalisador como o 
carvão ativado. Também é possível substituir os ligantes de um complexo já formado. Os 
complexos em questão são muito estáveis, e as reações de troca (substituição) de ligantes 
ocorrem lentamente. Por este motivo os complexos de Co (+III) foram extensivamente 
estudados por Werner e outros pesquisadores, desde a década de 1890. Muito do que se sabe 
sobre estereoquímica, isomeria e propriedades gerais de complexos octaédricos é resultado 
destes estudos. 
O objetivo desta atividade experimental é sintetizar o composto de coordenação nitrato 
de tetraminocarbonatocobalto (III) - [Co(NH3)4CO3]NO3, pela oxidação do nitrato de 
cobalto(II) hexahidratado na presença de NH3 e (NH4)2CO3 e verificar, experimentalmente, 
algumas das suas propriedades características. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Laboratório de Química Inorgânica 2017.2 
 
31 
 
 
 
A equação química balanceada da reação de síntese do nitrato de 
tetraminocarbonatocobalto (III) esta representada a seguir: 
 
 
 
 Co(NO3)2 + 4NH3 + (NH4)2CO3 + ½ H2O2 → [Co(NH3)4CO3]NO3 + 2NH4+ + NO3- + OH- 
 
 
A estrutura do complexo está representada na Figura 1 abaixo: 
 
 
Figura 1: Estrutura do composto [Co(NH3)4CO3]NO3 
 
 
3.2 - PRE- RELATÓRIO 
 
Esta etapa é de grande importância para o desenvolvimento desta atividade 
experimental e tem como finalidade: (i) Entender o objetivo didático-pedagógico desta atividade 
experimental (ii) Revisar os conceitos teóricos que a fundamentam (iii) Elaborar o fluxograma 
seqüencial das etapas do experimento (iv) Conhecer a periculosidade dos reagentes químicos 
que serão manuseados e elaborar um plano de gerenciamento dos resíduos gerados. Todos 
estes aspectos deverão estar sistematizados no caderno de laboratório e apresentados ao 
docente responsável pela disciplina na data de realização do experimento, obedecendo à 
seguinte ordem: 
 
1) Objetivo da atividade experimental. 
2) Estudo e elaboração de uma síntese sobre os referenciais teóricos que irão 
fundamentar as discussões dos resultados empíricos do experimento devendo ser 
abordado os tópicos seguintes: (i) Propriedades físico-químicas do cobalto (ii) Usos 
e papel biológico do cobalto (iii) Estabilidade dos estados de oxidação do cobalto 
(iv) A química de coordenação do íon Co3+. Sugestão: para obter estas 
informações consultar o site 
http://www.docbrown.info/page07/transition07Co.htm) (v) Identificação dos 
seguintes parâmetros do composto de coordenação sintetizado: propriedades 
físico-químicas (cor, solubilidade, temperatura de decomposição, massa molar), 
esfera de coordenação, valência primária e secundária, número e tipos de 
ligantes, número de coordenação, geometria estrutural e isômeros (vi) O caráter 
de dureza do íon metálico e dos ligantes (vii) A ordem crescente da força de 
estabilização dos ligantes CO3
2-; NH3; NO3; H2O; OH-.Laboratório de Química Inorgânica 2017.2 
 
32 
 
 
3)Fluxograma das etapas operacionais da atividade experimental. 
 
4) Resumo sucinto dos cuidados com o manuseio e descarte dos seguintes reagentes 
usados nesta atividade experimental: nitrato de cobalto hexahidratado - 
[Co(H2O)6](NO3)2; solução aquosa concentrada de amônia – NH3; ácido hidroclorídrico – HCl; 
carbonato de amônio – (NH4)2CO3; peróxido de hidrogênio – H2O2. (sugestão: consultar a 
ficha de segurança do produto químico de cada um destes compostos); etanol 95% 
(C2H5OH). 
 
5) Identificação dos resíduos gerados nesta atividade experimental e sugestões para o seu 
gerenciamento sustentável. 
 
 
3.3 - PROCEDIMENTOS EXPERIMENTAIS 
 
 EQUIPAMENTOS E VIDRARIAS 
˗ Béquer de 50 mL (02) 
˗ Béquer de 100 mL (01) 
˗ Proveta de 10 mL (02) 
˗ Proveta ou pipeta de 5 mL (01) 
˗ Bastão de vidro (01) 
˗ Funil de vidro (01) 
˗ Papel de filtro (02) 
˗ Funil de Büchner (01) 
˗ Bomba a vácuo 
˗ Placa de aquecimento 
˗ Aquecedor 
˗ Termômetro 
 
 REAGENTES E SOLUÇÕES 
˗ Carbonato de amônio, (NH4)2CO3 
˗ Nitrato de cobalto hexahidratado, Co(NO3)2.6H2O 
˗ Solução de hidróxido de sódio 0,5 M, NaOH 
˗ Hidróxido de amônio concentrado, NH4OH 
˗ Peróxido de hidrogênio 30%, H2O2 
˗ Carbonato de sódio, Na2CO3 
˗ Etanol 95% 
˗ Solução 0,1 M de H2SO4 
˗ Solução 0,1 M de BaCl2 
˗ Solução 0, 5 M de NaOH 
 
 
 METODOLOGIA 
 
A) SÍNTESE DO NITRATO DE TETRAAMINOCARBONATOCOLBALTO (III) - 
[CO(NH3)4CO3]NO3 
 
Pesar 2,5 g de (NH4)2CO3 em um béquer de 50 mL e dissolver esta massa em 15 mL 
de água destilada. Em seguida, adicionar 7,5 mL de uma solução de NH4OH concentrado. 
Realizar estes procedimentos na Capela. 
 
Pesar 1,9 g de Co(NO3)2.6H2O num béquer de 100 mL e dissolver essa massa em 
4,0 mL de água destilada. Em seguida, adicionar a essa solução, sob constante agitação, a 
solução de (NH4)2CO3 e, lentamente, 1,0 mL de uma solução 30% de H2O2 (CUIDADO: H2O2 
é um agente oxidante forte, corrosivo e que pode causar queimaduras severas. Usar sempre 
luvas e óculos de proteção). Aquecer a solução resultante até o seu volume ser reduzido à 
metade, controlando a temperatura para o sistema não entrar em ebulição (T < 70°C). 
Durante o processo de evaporação, adicionar, em pequenas porções, de tempos em tempos, 
cerca de 0,625 g (NH4)2CO3 sólido. Filtrar a solução ainda quente, transferindo o filtrado para 
Laboratório de Química Inorgânica 2017.2 
 
33 
 
 
um béquer de 50 mL. Resfriar o filtrado em banho de gelo durante 20 a 30 minutos. 
Pesar um papel de filtro e filtrar os cristais vermelhos formados, transferindo a maior 
quantidade possível destes cristais para o funil de Büchner. Utilizar filtração a vácuo. Usar 5,0 
mL de água destilada gelada, em porções, para remover os cristais que ficaram no béquer para 
o funil de Büchner e o restante para lavar os cristais que estão no funil. Em seguida lavar 
os cristais com 5,0 mL de etanol (95%). 
 
Colocar os cristais num dessecador a fim de secar, sem aplicar vácuo no 
dessecado. Após alguns dias pesar o material seco obtido e reservar o mesmo para testar 
suas propriedades características. 
 
B) PROPRIEDADES DO NITRATO DE TETRAMININOCARBONATOCOBALTO (+III) - 
[Co(NH3)4CO3]NO3 
 
1) Adicionar uma pequena porção de [Co(NH3)4CO3]NO3 sólido em um tubo de ensaio 
contendo 1,0 mL de uma solução 0,1 M de H2SO4 e observar. 
2) Fazer a mesma reação anterior, substituindo o complexo por Na2CO3 sólido e 
comparar os dois sistemas. 
3) Verificar o que ocorre quando se aumenta a concentração do ácido, nas reações 1 
e 2 , adicionando-se mais 1,0 mL da solução ácida a cada um dos sistemas. 
4) Adicionar uma pequena porção de [Co(NH3)4CO3]NO3 sólido em um tubo de ensaio 
contendo 1,0 mL de uma solução 0,1 M de BaCl2 e observar. 
5) Repetir o item 4 utilizando uma pequena porção de Na2CO3 sólido, no lugar 
do complexo, e comparar. 
6) Adicionar uma pequena porção de [Co(NH3)4CO3]NO3 sólido em um tubo de ensaio 
contendo 1,0 mL de uma solução 0,5 M de NaOH, aquecendo ligeiramente o 
sistema, até observar precipitação. Colocar um papel indicador umedecido em água 
destilada na boca do tubo de ensaio e verificar o pH. 
 
3.4 – RESULTADOS E DISCUSSÃO 
 
Apresentar os resultados das atividades experimentais realizadas e as discussões 
pertinentes de forma que sejam abordados os seguintes aspectos: (i) Relacionar as 
observações feitas durante o experimento, descrevendo os fenômenos 
observados e dando explicações para eles, fazendo sempre que possível uma 
relação com a fundamentação teórica apresentada na introdução (ii) Apresentas 
todos os fenômenos observados durante os testes das propriedades do complexo, 
bem como suas respectivas equações químicas balanceadas (iii) Apresentar todos 
os dados experimentais levantados relacionados com as massas pesados dos 
reagentes e do complexo obtido (v) Realizar e apresentar os cálculos 
estequiométricos apropriados obtendo a partir deles o rendimento da reação (vi) 
Relacionar quais são os principais problemas que podem levar ao baixo 
rendimento da reação e explicar como estes problemas podem ser minimizados (vii) 
Identificar para o complexo sintetizado os seguintes parâmetros: esfera 
de coordenação, valência primária e secundária, número e tipos de ligantes, 
número de coordenação, geometria estrutural e isômeros, o caráter de dureza do 
íon metálico e dos ligantes (viii) Discutir as propriedades químicas do complexo 
observadas empiricamente, considerando a ordem crescente da força de 
estabilização dos ligantes CO3
2-; NH3; NO3; H2O; OH- (ix) Identificar os resíduos 
gerados nesta atividade experimental e apresentar sugestões para o seu 
gerenciamento sustentável. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Laboratório de Química Inorgânica 2017.2 
 
34 
 
 
3.5 – QUESTÕES 
 
1) O íon complexo sintetizado neste experimento apresenta isomeria geométrica? Se 
sim, apresentar as estruturas dos seus isômeros. 
2)O que a cor do composto sintetizado diz a respeito do desdobramento do campo ligante 
dos orbitais d do metal? 
4) Indique se a nomenclatura utilizada na metodologia foi correta e discuta sua resposta. 
5) Indique, através das observações realizadas durante o experimento, como podem ser 
relacionados os resultados com as teorias de ligação e formação dos complexos e/ou 
compostos de coordenação trabalhados em sala de aula. 
 
 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
 Vogel, A.I., Química Analítica Qualitativa. Trad. de Miguel Catalano e Elsíades 
Catalano, 5a ed. Buenos Aires, Kapelusz, 1974 p. 194, 237 e 303. 
 Lee, J. D., Química Inorgânica não tão Concisa, 5ª edição. Editora Edgard Blucher 
Ltda, 
1999. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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35 
 
 
EXPERIMENTO 4 – CORES DOS COMPLEXOS DE COBRE 
 
4.1 – INTRODUÇÃO 
 
Complexos de elementos dos metais da primeira série de transição possuem os orbitais 3d 
parcialmente preenchidos e são normalmente coloridos devido às transições eletrônicas d-d nos 
mesmos. Os orbitais 3d destes metais possuem inicialmente a mesma energia, mas quando 
espécies ligantes se aproximam do metal para formar o complexo, os orbitais d passam a ter 
energias diferentes devido à repulsão eletrostática entre ligantes e metal. Como exemplo, temos 
o complexo octaédrico [Co(H2O)6]2++: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Nas transições eletrônicasque ocorrem entre orbitais d semipreenchidos (orbitais 
de valência) do metal, a diferença de energia (ver figura) normalmente corresponde à 
região visível do espectro eletromagnético. Se um complexo em solução absorve radiação 
eletromagnética de certo comprimento de onda, ele apresentará a cor complementar da cor 
absorvida. O valor de em complexos depende de uma série de fatores, tais como a natureza do 
ligante, natureza do metal, à distância metal - ligante e o número de oxidação do metal. Portanto, 
soluções de complexos formados pelos elementos da primeira série de transição da tabela 
periódica apresentam cores bem diferentes. Soluções de complexos de um mesmo metal com 
mesmo número de oxidação deverão também ter cores diferentes, desde que os ligantes 
utilizados sejam diferentes. 
 
Nesta prática serão investigadas as modificações das cores de soluções de complexos 
de cobre, modificando apenas os ligantes, assim como a diferença de coloração observada em 
compostos sólidos deste mesmo elemento mediante modificação do número de oxidação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Laboratório de Química Inorgânica 2017.2 
 
36 
 
 
4.2 - PRE- RELATÓRIO 
 
 Objetivo da atividade experimental. 
 Fluxograma das etapas operacionais da atividade experimental. 
 Equações químicas balanceadas de todas as etapas. 
 Fazer uma representação esquemática da chama de um bico de Bunsen, indicando suas 
partes principais (zonas). 
 Elaborar um resumo sucinto dos cuidados com o manuseio e descarte dos seguintes 
reagentes usados nesta atividade experimental: sulfato de cobre pentahidratado, 
CuSO4.5H2O; HCl concentrado; HBr concentrado; HCl concentrado; Hidróxido de amônio 
concentrado, NH4OH. (Sugestão: consultar a ficha de segurança do produto químico de 
cada um destes compostos). 
 
 
4.3 - PROCEDIMENTOS EXPERIMENTAIS 
 
 EQUIPAMENTOS E VIDRARIAS 
˗ Béquer de 50 mL (01) 
˗ Bico de Bunsen (01) 
˗ Tubos de ensaio (05) 
˗ Estante para tubos de ensaio (01) 
˗ Garras de madeira (01) 
˗ Pinça para cadinho (01) 
 
 REAGENTES E SOLUÇÕES 
 Sulfato de cobre pentahidratado, CuSO4.5H2O 
 Moeda de cobre ou pedaço de cobre 
 HCl concentrado 
 HBr concentrado 
 NH4OH concentrado 
 
 
 4.3METODOLOGIA 
 
PARTE 1 (demonstração feita pelo professor) 
 
Em um béquer de 50 mL, adicionar 10 gotas de HCl concentrado e 2 mL de H2O 
destilada. Em seguida colocar a moeda de cobre nessa solução e aquecer (remoção de 
gorduras e CuO). Secar em papel toalha. 
Acender o bico de Bunsen, regulando-o para que fique com a chama azul (chama 
redutora). Segurar a moeda de cobre com a pinça de cadinho e colocá-la sobre o cone azul 
da chama do bico de Bunsen. Mover a moeda para dentro e para fora da chama e observar 
a variação das cores quando a moeda incandescente reage com o O2 do ar. Em seguida 
mergulhar a moeda em H2O gelada e observar a variação das cores. Colocar novamente a 
moeda sobre a chama azul e observar a coloração verde da chama, que surge após o Cu2+ 
ter sido reduzido a Cu0, a partir do qual ocorrem transições eletrônicas que caem na região 
verde do espectro visível. O cobre reage com o O2 do ar formando dois possíveis óxidos: CuO 
e Cu2O. Identificar a cor de cada um deles de acordo com as cores vistas durante o 
aquecimento da moeda. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Laboratório de Química Inorgânica 2017.2 
 
37 
 
 
 
PARTE 2 
 
Triturar os cristais de CuSO4.5H2O para obter pequenos grânulos. Coloque uma 
pequena quantidade dos mesmos dentro de um tubo de ensaio, de modo a cobrir apenas o 
fundo do tubo. Segurar o tubo de ensaio com uma garra de madeira e aquecer o tubo na 
chama do bico de Bunsen. Descrever, no seu caderno de laboratório, o que ocorre no tubo 
de ensaio, observando bem as paredes internas na parte superior (mais fria) do tubo de 
ensaio. Resfriar o tubo de ensaio com água corrente e em seguida adicionar 1 mL de NH4OH 
concentrado juntamente com 5 mL de água destilada. Anotar as observações. 
 
PARTE 3 
 
Repetir o procedimento realizado na PARTE 2 e no lugar de NH4OH adicionar 1 mL de 
HCl concentrado juntamente com 2 mL de água destilada. Anotar as observações. 
 
PARTE 4 
 
Repetir o procedimento da PARTE 2 e no lugar de NH4OH adicionar 1 mL de HBr 
concentrado juntamente com 2 mL de água destilada. Anotar observações. 
 
PARTE 5 
 
Repetir o procedimento da PARTE 2 e no lugar de NH4OH adicionar 5 mL de água 
destilada. Compare a cor do complexo formado com a cor dos cristais de CuSO4.5H2O. 
 
 
 
6.4 – RESULTADOS E DISCUSSÃO 
 
Apresentar os resultados das atividades experimentais realizadas e as discussões 
pertinentes de forma que sejam abordados os seguintes aspectos: (i) Relacionar as 
observações feitas durante o experimento, descrevendo os fenômenos observados e dando 
explicações para eles, fazendo sempre que possível uma relação com a fundamentação 
teórica apresentada na introdução (ii) Apresentar todas as equações químicas balanceadas 
correspondentes às reações ocorridas neste experimento (iii) Discutir as evidências 
experimentais que reforçam as equações químicas propostas para a primeira reação da Parte 
2 (iv) Baseando-se nas cores complementares, discutir a magnitude de para os complexos de 
cobre formados neste experimento (v) Colocar os ligantes utilizados em ordem crescente da 
força do campo cristalino e comparar com a série espectroquímica encontrada na literatura 
(vi) Indicar as geometrias dos complexos de cobre formados (vii) Pesquisar qual o 
comprimento de onda de emissão do cobre metálico é responsável pela coloração verde da 
chama. 
 
 
4.4 – QUESTÕES 
 
 
01.Qual a necessidade de se utilizar a parte azul da chama ao invés de outras partes da mesma 
na Parte 1? 
 
02.Um estudante preparou duas soluções de complexos aquosos com metais de transição 
d. Uma das soluções é vermelha e a outra é azul. Em qual dos dois complexos o é maior? 
Explique. 
 
03.Discuta as diferenças entre uma chama oxidante e uma redutora. 
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04.Qual a importância da limpeza prévia da moeda de cobre na Parte 1 do experimento? 
 
 
 
 
 
BIBLIOGRAFIA 
 
Mahan, B. e Myers, J.M. Química, um curso universitário, 4a edição, Editora Edgard 
Blucher Ltda., 1995. 
 
Lee, J.D., Química Inorgânica não tão Concisa, 5a edição, Editora Edgard Blucher 
Ltda., 1999. 
 
Vogel, A.I., Química Analítica Qualitativa, 5a ed., Editora Mestre Jou, São Paulo, 1981.
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