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CONSERVAÇÃO DE 
FORRAGENS
SILAGEM E FENAÇÃO 
Por que armazenar forragem?
1- Produção excedente em algumas épocas do ano.
2- Necessidade de alimentos volumosos todo o ano.
3- Disponibilidade de alimento de qualidade para os
animais
4- Reserva de alimento para momentos de estacionalidade 
das pastagens
5- Equilibrar nutricionalmente as dietas
6- Aumentar a carga animal
Conservação de Forragens
• Anular ou diminuir falta de pastagens
• Diversificar os tipos de volumosos na dieta animal
• A ENSILAGEM VISA MANTER O VALOR
NUTRICIONAL DAS PLANTAS – não melhora!
– Forragem de alta qualidade pode proporcionar silagem
de alta, média e baixa qualidade;
– Forragem de baixa qualidade gera somente silagem de
baixa qualidade;
Métodos de conservação:
Depende das especificidades de cada produtor:
 Desidratação (mecânica ou solar)*
 Congelamento
Acidificação*
Meios químicos (substâncias 
alcalinas: soda caustica, amônia, uréia)
Aquecimento
 Atentar para problemas de praticidade
FENAÇÃO
 Processo de conservação da forragem através da
desidratação
 Produto obtido Feno
 Proposito  obter uma forragem
desidratada de alta qualidade para utilização posterior.
FENO ≠ PALHA EM FARDOS
O SUCESSO DA FENAÇÃO DEPENDE:
 Forragem de boa qualidade
 O feno não melhora a qualidade da pastagem 
mas pode piorar uma ótima forragem
 Estádio de desenvolvimento da planta
 Crescimento vegetativo
 Crescimento reprodutivo (floração) 
 Secagem rápida  15-20% umidade
 Perder o mínimo de folhas possível
ESCOLHA DA PLANTA PARA FENAÇÃO
 Caules finos  secagem mais rápida e uniforme
 ↑ valor nutritivo
 ↑ produtividade  produção/área
 Rebrota vigorosa - ↓ plantas invasoras;
 Resistencia a cortes baixos e frequentes;
 Facilidade de corte ;
EXEMPLOS DE FORRAGEIRAS QUE PODEM SER 
UTILIZADA PARA PRODUÇÃO DE FENO
 Estação quente
alfafa, amendoim-forrageiro, setárias, capim de rhodes, 
brachiárias (brizantha, decumbens e humidícola), Panicum
maximum (mombaça, tanzânia), Cynodon dactilon (tiftons, 
coast cross)
EXEMPLOS DE FORRAGEIRAS QUE PODEM SER 
UTILIZADA PARA PRODUÇÃO DE FENO
 Estação fria:
1- Anuais  aveia, azevém, centeio, ervilhaca, trevo persa
2- Perenes  trevo branco, trevo vermelho, cornichão,
festuca, etc...
FATORES QUE INFLUENCIAM NA QUALIDADE DO 
FENO
 Forrageira  Estádio de maturidade da planta
 Clima favorável a fenação
 dias ensolarados e quentes;
 possibilidade do feno pegar chuva (deterioração);
 rapidez na operação de fenação  qualidade
 Adubação  Alta exportação de nutrientes 
Verificar as exigências de reposição  N, P, K, Ca, Mg
 Uniforme secagem das plantas  revolver as plantas
CARACTERÍSTICAS DE UM FENO DE QUALIDADE
Inerente a qualidade da forrageira e ao processo de fenação
• Cor verde intensa baixa perda de nutrientes;
• Rico em folhas e caules finos e macios (Rel. F/C);
•Aroma agradável;
•Ausência de:
Espécies invasoras e tóxicas;
Corpos estranhos;
Sinais de fermentação ou mofo.
ETAPAS DA FENAÇÃO
 Corte (ceifa ou sega) das plantas verdes
 Secagem (desidratação ou cura) das plantas verdes

Viragens e enleiramento
 Enfardamento
 
 
CORTE DA FORRAGEM
SEGADORAS COM BARRA DE CORTE
SEGADORA DE DISCOS
CORTE DA FORRAGEM
SEGADORA DE TAMBORES
 Nenhuma segadora apresenta vantagem acentuada sobre 
outra  fator de decisão o custo de aquisição e manutenção 
 Não utilizar roçadeiras  dilaceram o caule e picam a 
forragem  dificuldade de recolhimento  perdas de MS 
CONSIDERAÇÕES SOBRE O CORTE
Estádio 
Gramíneas: da emissão da infloresc. ao início da floração
Leguminosas: início do florescimento ao florescimento pleno
produção/qualidade
Sugestões :
_Alfafa  10% da floração
_Trevo-branco  inicio da floração até 50% desta
_Trevo vermelho  10% da floração
_Azevém, festuca, falaris pré-floração
_Aveia  grão leitoso
_Consórcio  corte, geralmente indicado pela 
gramínea
CONSIDERAÇÕES SOBRE O CORTE
Momento 
 Cortar no início da manhã, após o orvalho secar  até 15h
 Forragem cortada a tarde demora mais tempo para secar 
 Considerar possibilidade de ocorrência de chuvas e as 
condições ambientais 
CONSIDERAÇÕES SOBRE O CORTE
Altura  Observar a morfofisiologia da planta
 Espécies de hábito prostrado como do gênero Brachiaria,
Cynodon, Digitaria 10 – 15cm
 Espécies de hábito ereto como do gênero Avena, Panicum
 20 – 30cm
 Leguminosas (alfafa)  altura de corte esta relacionada à 
preservação da coroa, normalmente 8 a 10 cm do solo.
CONSIDERAÇÕES SOBRE O CORTE
Altura  Observar a morfofisiologia da planta
colmo de cereal de inverno após corte
CONSIDERAÇÕES SOBRE O CORTE
 Área livre de pedras, tocos, raízes, cupinzeiros, etc...
 Evitar a passagem das rodas do trator sobre a forragem 
cortada (tratores grandes com segadoras peq.) secagem 
desparelha e mais lenta
 Corte próximo ao solo facilita as operações posteriores
 Leguminosas  folhas secam antes dos caules: fenação mais 
difícil
SEGADORA ACONDICIONADORA DE ROLOS
SEGADORA ACONDICIONADORA DE ROLOS
SEGADORA ACONDICIONADORA DE DEDOS 
FLEXÍVEIS
ECONOMIA DE TEMPO
80
60
40
20
0
Tempo de secagem (h)
U
m
id
a
d
e
 (
%
)
Forragem não acondicionada
Forragem acondicionada
Economia de Tempo
SECAGEM DA FORRAGEM
ANCINHO DE DESCARGA LATERAL
ANCINHO ROTATIVO
Importante  Regular o ancinho 
para que trabalhe somente com 
material cortado, não enleirando 
solo e material estranho
ANCINHO DE DISCOS
IMPORTÂNCIA DA SECAGEM
NO MOMENTO DO CORTE:
 77% a 84% e umidade  final 15-20%
 Ou seja  perda de 62 - 84% da água
 1t de forragem verde  620 a 840 kg de água a ser perdida
Forragem sem acondicionar  perde de 0,5% a 1% de água/h
Forragem revolvida constantemente  2% a 3% / h. 
 Perda de nutrientes  10% a 30% do peso total
 Reduzida ao secar o mais rápido possível até 35%
FATORES QUE INFLUENCIAM NA DESIDRATAÇÃO 
 FATORES CLIMÁTICOS
 Temperatura
 Radiação solar
 Velocidade do vento
 Umidade do ar
Variáveis altamente correlacionadas  difícil estabelecer 
os efeitos isolados de cada uma sobre a taxa de secagem
FATORES QUE AFETAM A DESIDRATAÇÃO
 Inerentes a planta:
 Teor de umidade
 Características físicas (folha/caule)
 Inerentes ao manejo de secagem:
Momento do corte  horário e condições climáticas
 Virar a forragem 2 horas após e/ou entre 10 e 14 h 
 > T° e < UR
 Enleirar a noite ou sob risco de chuva 
FATORES QUE AFETAM A DESIDRATAÇÃO
 Obedecer os horários de viragem do material para que
venha secar homogeneamente a cada 3h aprox.
 Logo após o corte efetuar um tratamento mecânico
vigoroso para acelerar a secagem acondicionamento
 Umidade de 35%, secagem mais lenta  manipular
suavemente a forragem, evitando perder folhas
 Folhas que secam mais rapidamente se desprendem
aproximadamente com 30% de umidade e se desfazem a 16%
de umidade.
PONTO DO FENO
 Teor de umidade 10-20%  Ideal 15 a 18%
 + úmido fermenta e aquece
 + seco perde folhas no manuseio (já virou palha?)
Determinação:
 Amostragem em diferentes pontos da leira
 Forno ou estufa
 Determinadores eletrônicos
 Espremer o caule (nós) da planta com as unhas do 
indicador e do polegar (ausência de umidade)
PONTO DO FENO
Pegar um feixe de forragem
e torcê-lo com as duas mãos
conforme a figura:
Determinação do conteúdo de umidade da forragem.
Fonte: The New Zealand Farmer, (s.d.).
MOVIMENTAÇÃO
Ancinho de Discos de Descarga LateralEspalhamento
ENLEIRAMENTO
ENFARDAMENTO DA FORRAGEM
ENFARDADORA DE FARDOS RETANGULARES
Largura de trabalho 1,4 - 1,8 m
Tamanho dos fardos Até 0,5 x 0,5 x 1,3 m (H x L xC)
FUNCIONAMENTO DE UMA ENFARDADORA DE 
FARDOS RETANGULARES
Câmara de enfardamento
Estrutura de saída dos fardos
ENFARDADORA DE FARDOS RETANGULARES
ENFARDADORA DE FARDOS REDONDOS
Grandes:
Cilindros com   de 0,76 – 1,8 m x até 1,50 m L
Largura de trabalho  1, 20 – 2,0 m
Peso  250 – 700 kg
Pequenos:
Cilindros com   de 0, 60 m x 0, 65 m de L
Peso: 20 – 35 kg
Largura de trabalho  0,84 m
Cilindros com   de 0,76 – 1,8 m x até 1,50 m L
Peso  250 – 700 kg
FUNCIONAMENTO DE UMA ENFARDADORA DE 
FARDOS REDONDOS
ENFARDADORA DE FARDOS REDONDOS
ENFARDADORA MANUAL
Fardos com  45 x 45 x 65 cm
Peso: 10 – 15 kg
www.laboremus.com.br 
http://www.youtube.com/watch
?v=aFdFZR0Xohw
Fardos com  40 x 40 x 75
Peso  15 a 20 Kg
Fortalmag
 Fardos retangulares 
 Galpões 
 Organizar as pilhas de modo a ter ventilação
 Acompanhar temperatura constantemente
 À campo em pilhas cobertas em locais bem drenados
ARMAZENAMENTO DO FENO
FORNECIMENTO DO FENO AOS ANIMAIS

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