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(1982). Esta 
tese sugere que se pode esperar uma determinada sequência de 
eventos, na deterioração de uma zona: a evidência de deterioração 
(e.g., janelas quebradas, lixo acumulado, exteriores de edifícios 
deteriorados) em certas zonas, que permaneçam durante um longo 
período de tempo, causa uma maior vulnerabilidade nos indivíduos que 
aí vivem ou trabalham. Estes indivíduos tornam-se menos interventivos 
na manutenção da ordem pública e na reabilitação do espaço 
deteriorado. Como resposta, intensificam-se atividades de vandalismo 
e o local transforma-se num espaço vulnerável, colocando os 
residentes numa situação de medo. Segundo Crowe (2000), o espaço 
urbano pode afetar a criminalidade, mas é também a gestão e a 
manutenção desse espaço que pode [sic] influenciar o crime e os 
sentimentos de insegurança. Deste modo, a manutenção é uma 
expressão de propriedade. A deterioração indica menos controlo e uma 
maior tolerância à desordem; 
 
(v) suporte de atividades, que envolve o incentivar de padrões de 
atividades no uso do espaço público. Crowe (2000) nota que esta 
geração de atividades procura colocar inerentes atividades “inseguras” 
(e.g., levantamentos de dinheiro) em locais “seguros” (e.g., locais com 
elevado índice de atividades e de oportunidades de vigilância). 
Similarmente, atividades “seguras” servem de atração para que os 
cidadãos possam agir para bloquear a presença de criminosos; 
 
(vi) reforço do alvo, que aumenta o esforço do ofensor para cometer 
um crime. O reforço do alvo é a abordagem mais tradicional à 
prevenção do crime. Focaliza-se em negar ou limitar o acesso a um 
alvo pelo uso de barreiras físicas, tais como cercas, portas, fechaduras, 
alarmes eletrônicos, etc. Crucialmente, o uso excessivo desta 
estratégia pode criar uma “sociedade fortaleza”, por meio de que os 
cidadãos se coloquem por trás destas barreiras físicas, e a capacidade 
de autopatrulhamento do ambiente construído é prejudicada, indo 
contra às estratégias do CPTED que se baseiam sobretudo na 
vigilância natural, na territorialidade, na manutenção e controle de 
acesso (Cozens, 2002). (Grifo nosso) 
 
NA PRÁTICA 
Observe a vizinhança de seu bairro: ruas, calçadas, praças, parques, etc. 
Faça anotações simples. Com esta atividade prática treine seu olhar crítico-
profissional, depois enumere soluções para melhorar a qualidade de vida das 
pessoas que necessitam utilizar esses ambientes. Leve em consideração os seis 
princípios do CPTED e o que foi visto em relação à sua 2ª geração. 
 
 
 
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SÍNTESE 
Neste segundo encontro procuramos ressaltar algumas das causas que 
desencadeiam o crime, frisando que a prevenção é a melhor forma de combatê-
lo. Vimos que estudiosos nos contam que é possível dividir as abordagens do 
crime em: biológicas, psicológicas, sociológicas e situacionais. 
Por sua vez, a Escola de Chicago relacionou a vida em comunidade com 
a violência, assim como a relação entre espaço e crime, surgindo a Ecologia do 
Crime. 
Finalmente, a Teoria da Desorganização Social e as bases teóricas para 
que o urbanismo e a criminologia unissem esforços no combate ao crime nos 
conduziram ao Crime Prevention Through Environmental Design e ao Defensible 
Space. 
 
REFERÊNCIAS 
CRUZ, L. M.; Sá, A. J. Aportes metodológicos ao estudo do crime e 
da violência no espaço urbano. Disponível em: 
<http://www.revista.ufpe.br/revistageografia/index.php/revista/article/viewFile/80
2/523>. Acesso em: 27 jun. 2016. 
FARIAS, P. J. L. Respeito às funções urbanísticas e a prevenção da 
criminalidade urbana: uma visão integrada à luz da Escola de Chicago. 
Disponível em: <http://boletimcientifico.escola.mpu.mp.br/boletins/boletim-
cientifico-n.-16-2013-julho-setembro-de-2005/respeito-as-funcoes-urbanisticas-
e-a-prevencao-da-criminalidade-urbana-uma-visao-integrada-a-luz-da-escola-
de-chicago>. Acesso em: 27 jun. 2016. 
SAMPAIO, Á. M. do C. G. O. Design against crime: prevenção 
situacional do crime em espaço urbano. Disponível em: 
<http://ria.ua.pt/bitstream/10773/1145/1/2008001300.pdf>. Acesso em: 08 jun. 
2016.

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