Prévia do material em texto
CURSO SERVIÇO SOCIAL GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: APRENDENDO COM OS NOVOS DESAFIOS. GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: APRENDENDO COM OS NOVOS DESAFIOS. Monografia apresentada como requisito parcial para obtenção do título de Assistente Social da Universidade UNIP - UNIVERSIDADE PAULISTA, sob orientação do Prof. Daniel Mariani. Elaborada de forma automática pelo sistema da UNIP com as informações fornecidas pelo(a) autor(a). GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: APRENDENDO COM OS NOVOS DESAFIOS. Monografia apresentada como requisito parcial para obtenção do título de Assistente Social da Universidade UNIP - UNIVERSIDADE PAULISTA, sob orientação do Prof. Daniel Mariani. Aprovados (as) em: BANCA EXAMINADORA __________________/____/____ Prof. Nome do Professor Universidade Paulista – UNIP __________________/____/____ Prof. Nome do Professor Universidade Paulista – UNIP __________________/____/____ Prof. Nome do Professor Universidade Paulista – UNIP GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: APRENDENDO COM OS NOVOS DESAFIOS. RESUMO O presente estudo contribui para a discussão do aumento de casos de gravidez em adolescentes ainda têm-se mostrado constante, o que preocupa médicos, psicólogos e assistentes sociais, uma vez que o jovem com a ajuda da internet tem acesso a todas as informações necessárias para se evitar uma gestação precoce. Os assistentes sociais têm como meta auxiliar os adolescentes que se encontram nesta problemática oportunizando a eles aprendizagens sobre como cuidar de uma criança, oficinas de capacitações profissionais, mostrando que uma gravidez não é o fim de tudo e que se quiserem podem sim conquistar seus sonhos. Para os demais que não se encontram nesta situação, são fornecidos cursos de arte, profissionalizantes e esportes, dando-lhes a oportunidade de enxergar um futuro melhor, diferente da realidade em que se encontram. Através de pesquisas bibliográficas e leitura de índices, foi possível averiguar onde ocorre e qual faixa etária é mais frequente, uma vez que a partir dos 10 anos é possível encontrar adolescentes grávidas, os motivos para o acontecimento são muitos, desde esquecimento do uso de preservativos até por escolha da adolescente, já que a mesma encontrou na gestação uma forma se sentir-se adulta. Portanto, o assistente social elaborará projetos em localidades de vulnerabilidade social a fim de sanar os casos de gravidezes precoces e possibilitar que a população tenha acesso à saúde, educação, saneamento básico, moradia e previdência social adequados, garantindo-lhes os direitos a eles reservados para promoção do bem estar social. Palavras-Chaves: Gravidez. Adolescência. Vulnerabilidade Social. Assistência Social. GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: APRENDENDO COM OS NOVOS DESAFIOS. ABSTRACT This study contributes to the increased discussion of pregnancies in adolescents still have been constant since the young man with the help of the internet has access to all information necessary to avoid early pregnancy. Social workers aims to help teenagers who are in this problem providing opportunities to them learning about caring for a child, workshops, professional training, showing that pregnancy is not the end all and that crave can achieve your dreams. For others who are not in this situation, they are provided art courses, professional and sport, giving them the opportunity to see a better future, different from the reality in which they are. Through bibliographical research and read rates, it was possible to find out where there is which age is more frequent, since the age of 10 can find pregnant teenagers, the reasons for the event are many, from forgetting the use of condoms even by choice of adolescents, since the same found in pregnancy a way to feel adult. Therefore, the social worker will prepare projects in socially vulnerable remedy cases of early pregnancies and enable locations in order to enable the population to have access to health, education, sanitation, adequate housing and social security, granting them the rights to them reserved for the promotion of social welfare. Keywords: Pregnancy. Adolescence. Social Vulnerability. Social Assistance. SUMÁRIO INTRODUÇÃO..............................................................................................................................02 1 ASPECTO DA INFÂNCIA E DO ADOLESCENTE NO BRASIL...................................05 2 ADOLESCÊNCIA: FAMÍLIA, AMIZADE E NAMORO..................................................07 2.1 Família......................................................................................................................................08 2.2 Amizade....................................................................................................................................10 2.3 Namoro.....................................................................................................................................11 3 SEXUALIDADE NA ADOLESCÊNCIA..............................................................................13 3.1 Desenvolvimento da sexualidade no ser humano................................................................15 3.2 Transformações corporais e psicossociais do adolescente...................................................16 3.3 Sexualidade na puberdade......................................................................................................17 4 GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: CAUSAS E CONSEQUÊNCIAS...........................19 4.1 Causas........................................................................................................................................19 4.2 Consequências..........................................................................................................................22 5 ANÁLISE E PREVENÇÃO...................................................................................................24 5.1 Preservativos.............................................................................................................................26 6 SERVIÇO SOCIAL: DESAFIOS DE UMA NOVA JUVENTUDE..................................28 7 ASSISTÊNCIA SOCIAL: AMPARO PARA JOVENS MÃES..........................................32 8 CONHECENDO A REALIDADE LOCAL.........................................................................35 9 COMBATE A GRAVIDEZ PRECOCE PELO SUAS........................................................37 10 CONSIDERAÇÕES FINAIS.................................................................................................39 REFERÊNCIAL BIBLIOGRÁFICO...................................................................................42 2 INTRODUÇÃO A presente monografia abordará o tema “GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA”, onde poderá investigar como se dá os crescentes casos de gravidez em meninas tão jovens e quais os meios para ajudar a prepara-las, bem como conscientizar sobre os riscos e dificuldades advindas de gestação precoce. Verificará como a família aborda tal questão, como o meio onde a jovem esta inserida, assimcomo apoiar a adolescente oferecendo-a toda assistência necessária, além de apresentar dados de pesquisa e opiniões de especialistas. Discutiremos o que pode estar ocasionando o aumento nos índices, mesmo havendo diversos meios de informação à disposição dos jovens, sendo eles que têm mais acesso aos meios de comunicação existentes, na escola através da orientação dos professores e campanhas governamentais para uso de métodos contraceptivos. Porém, apesar de inúmeras campanhas de prevenção, muitos jovens negligenciam o uso de métodos contraceptivos, uma por acreditarem que nada lhes acontecerá ou no caso das meninas por acreditarem que ao exigirem o uso da camisinha o parceiro irá perder o interesse, passando a rejeita-la. Há casos que todo esse processo é planejado pela jovem, pois acredita que com a gravidez ela conquistará a liberdade que tanto almeja. Assim tem-se por objetivo orientar os adolescentes sobre os riscos de uma gravidez precoce, bem como a não utilização de métodos contraceptivos, trazendo mais riscos a sua saúde. Portanto é importante estimular o diálogo e o respeito dentro da família, ajudar a adolescente bem como sua família a se organizar para receber um bebê, além de sempre propagar a conscientização através de campanhas preventivas. Através deste estudo será possível averiguar o que provoca ainda o aumento dos índices de gravidez em adolescentes, para então realizar meios de prevenção, bem como buscará meios para auxiliar as jovens mães nesta nova etapa de sua vida, possibilitando que a mesma e seu bebê tenham acesso a acompanhamento médico, assim como providenciar arrecadações de itens de uso de um bebê já que em sua maioria são jovens com pouco poder aquisitivo. Fazendo uso da pesquisa bibliográfica, foi possível obter conhecimentos, através de leituras em livros, periódicos, documentos, entre outros. Podendo ser utilizada para complemento do estudo teórico, uma vez que é possível conhecer diversas formas de pensamento em diferentes autores fazendo uso de citações sobre o assunto, enriquecendo a problemática em questão com conhecimentos e debates diferentes, possibilitando conhecer 3 para então sanar as dificuldades apresentadas garantindo melhor desenvolvimento da pesquisa. É possível averiguar-se que o presente trabalho constará com 10 (dez) capítulos a partir da introdução, onde se poderá observar os questionamentos e os meios de assegurar o bem estar populacional. Primeiramente será abordada a Introdução no intuito de apresentar como irá discorrer o texto a seguir. No primeiro capítulo Aspecto da infância e do adolescente no Brasil pode-se observar como foi à evolução dos cuidados para com as crianças e adolescentes, no segundo capítulo Adolescência: família, amizade e namoro, onde tratará sobre o adolescente como se dá essa fase de transição entre a infância e a vida adulta, passando a questionar sobre tudo que os rodeia, gerando muitos conflitos com a família, esta que por sua vez, não compreende este momento do adolescente, principalmente quando ocorre uma gravidez indesejada, a amizade para o adolescente se tornará mais forte e constante, pois um passa a compreender melhor o outro e o namoro desabrochará, incentivando o uso da sexualidade, fazendo o adolescente despertar para o amor. Em seguida poderá verificar o terceiro capítulo onde será tratado a Sexualidade na adolescência em como ela surge como passa a funcionar o corpo e a mente, tendo como tópicos o desenvolvimento na sexualidade no ser humano, transformações corporais e psicossociais no adolescente e sexualidade na puberdade; no quarto capítulo Gravidez na adolescência: causas e consequências, onde passará a questionar as possíveis causas existentes para que ocorra uma gravidez precoce, bem como observará as consequências previstas, quando ocorre uma gravidez em adolescentes; o quinto capítulo defenderá a Análise e Preservação como métodos para ajudar os adolescentes a encarar a sexualidade de forma natural e sem culpas, salientando no tópico preservativos quais os mais indicados e as consequências para o não uso. O sexto capítulo Serviço Social: desafios de uma nova juventude tratarão como o assistente social lida com o novo jeito de pensar dos jovens do século XXI e quais diretrizes são essenciais para auxiliar a juventude que se encontra em vulnerabilidade social. Dentro desta temática o sétimo capítulo Assistência Social: amparo para jovens mães abordará como a assistência social cuidará das adolescentes grávidas, pois é um momento delicado para as mesmas, enfrentando problemas desde emocionais, saúde a socioeconômicos. No oitavo capítulo Conhecendo a realidade local será observado como está a realidade local, como a atuação do serviço social tem ajudado as jovens mães nesta nova etapa de suas vidas. Para finalizar o nono capítulo Combate a gravidez precoce pelo SUAS trará como questionamentos como funciona o Sistema Único de Assistência Social, suas implicações e 4 objetivos para a sociedade, principalmente em questão de gravidezes em adolescentes. Para finalizar será apresentado as Considerações finais, a fim de sanar as duvidas restantes e enfatizar a prevenção durante as relações sexuais. Assim, sendo este trabalho de conclusão de curso evidenciará sobre os aspectos advindos de uma gravidez precoce. 5 1 ASPECTO DA INFÂNCIA E DO ADOLESCENTE NO BRASIL Segundo Franco (2007), no Brasil não existiu nos séculos XVI e XVII nenhuma instituição pública que se preocupasse com crianças e adolescentes em situação de risco. No período colonial de 1500 a 1822, o Brasil cresceu economicamente e politicamente. GRACINO; BERGER (2005, p.171) ressalvam que “em 1871 a criança que era escrava, mesmo após a Lei do Ventre Livre, podia ser utilizada pelo senhor desde os oito anos até os vinte e um anos se, mediante indenização do Estado não fosse libertada”. Os senhores feudais mantinham relações sexuais com escravas ou índias, contrariando os desígnios do casamento de fidelidade, e dessa forma os filhos nascidos destas relações eram abandonados. Nessa realidade, o vice-rei propôs em 1726 coletar esmolas na comunidade para auxílio às crianças abandonadas e a internação delas. Nessa época, a política pública tinha como interesse proteger a honra privada. O comerciante Romão de Mattos Duarte em 1738 criou a Casa da Roda, no Hospital Geral da Santa Casa, que permitia que as mães que não podiam sustentar seus filhos ou menores abandonados fossem ali colocados para serem assistidos. A Casa da Roda funcionou ali até 1821. Assim, surgiu o nome Roda dos Expostos, que tinha como alternativa evitar o abandono e o infanticídio, passando pelos períodos da colônia, Império e República, sobrevivendo até meados da década de 1950 (FRANCO, 2007). “Em 1835, a Casa dos Expostos mantinha 161 enjeitados, entre bebês, crianças e jovens. Desse total, em torno de cinquenta expostos, aproximadamente 31%, se encontravam acima dos sete anos e vale recordar que esta seria a idade limite para permanecer na Instituição.” (NASCIMENTO, 2008, p.02). No século XVIII, foram instaladas outras rodas em Santas Casas de Misericórdia nas cidades de Salvador, Rio de Janeiro, Recife. E, posteriormente surgiu em outras cidades. De acordo com relato de Franco (2007, p.22): “Logo que uma criança era levada para a roda dos expostos, a rodeira procurava colocá-la em uma família substituta aos cuidados de uma ama-de-leite que deveria se encarregar dela até os três anos de idade: após esse período, procurava-se estimular a amapara que ficasse com a criança sob sua guarda. Se por ventura isto acontecendo, a Santa Casa de Misericórdia pagava uma certa quantia à ama até que a criança atingisse idade entre 7 e 12 anos a depender do caso. A partir daí, a família substituta poderia explorar o trabalho daquela criança de forma remunerada ou da maneira mais comum: em troca de casa e comida.” (FRANCO, 2007, p.22) No entanto, maioria das amas só cuidava dessas crianças abandonadas enquanto eram remuneradas para isso, sendo depois abandonadas novamente. Sozinhos, e vivendo nas ruas, as crianças praticando pequenos crimes como furtos ou se prostituíam para sobreviverem. 6 A Constituição Federal surgiu em 1988, e em 1990 foi criado o Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA, onde a infância passou a ser vista de outra forma. Ocorreu reformulação de conceitos, e a partir do ECA, crianças e adolescentes se tornaram sujeitos de direitos, amparados pelo Estado. Segundo BRANDELERO (2008, p.20): “Em 1988, a Constituição Federal destaca a proteção integral às crianças e adolescentes e introduz o conceito de segurança social e também integra as políticas de assistência, previdência social e saúde. Em 1989, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) se constitui numa legislação única no contexto latino-americano no que se refere à adequação de princípios da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito da Criança.” (BRANDELERO, 2008, p.20) A FUNABEM foi extinta em 1990 após a criação do ECA, e foi substituída pela Fundação Centro Brasileira para a Infância e a Adolescência (FCBIA) fundação pública federal responsável pela execução das medidas sócio-educativas naquela época. Porém logo foi dado lugar à DEGASE - Departamento Geral de Ações Socioeducativas, órgão que executa a medida judicial ao adolescente que se encontra em conflito com a lei. Este departamento é utilizado pelo governo do estado do Rio de Janeiro. Atualmente as crianças e adolescentes são alvos prioritários para o assistente social, pois a partir das diretrizes do ECA tornou-se necessário o cuidado dos menores para que todos tenham seus direitos assegurados para promoção da igualdade social. 7 2 ADOLESCÊNCIA: FAMÍLIA, AMIZADE E NAMORO. A adolescência caracteriza-se pela transição de fases do ser humano, ocorrendo no início da puberdade isso é, quando os hormônios do eixo hipotálamo gonodal entram em ação no corpo humano ocasionando modificações biológicas, marcado por um período entre os 11 e 19 anos como descreve FERREIRA apud GOMES et al (20003) ao afirmar que a adolescência é um período da vida humana que sucede a infância, começa com a puberdade e se caracteriza por uma série de mudanças corporais e psicológicas. Momento em que muitos se sentem com mais liberdade para conhecer novas coisas e lugares sem a presença dos pais, fase onde se define a personalidade de cada indivíduo, por isso gera tantos conflitos com a família já que ambas as partes pensam de forma diferente como explica WONG (1999) ao descrever a adolescência como um período de rápida maturação física, cognitiva, social e emocional. Com essas diversas situações o adolescente sente-se vulnerável perante a sociedade. Neste momento encontra-se o primeiro namorado, a primeira experiência sexual, onde dificilmente os pais tem consciência de que seu filho já possui relações sexuais. Assim acontecendo à gravidez precoce e em muitos casos indesejadas, porém vem se tornando frequentes os casos em que a jovem deseja a gravidez, por acreditarem que um filho sela um relacionamento, idealizando um “felizes para sempre” ou até mesmo almejando a liberdade desejada, para serem tratadas como adultas, fazendo uma inversão de posição, deixando de serem filhas e obedientes aos pais para tornarem-se mães e mandarem em si próprias. Segundo relatos de médicos a gravidez precoce é considerada de risco, pois o corpo da menina ainda não está completamente formado, ocasionando aborto espontâneo ou nascimentos de bebês prematuros. Além de casos de complicações no parto e o risco de desenvolver infecções e depressão pós-parto. Os dados levantados pelo IBGE em 2002 revelam: “Índices altos de gravidez na adolescência, uma vez que, entre as jovens de 15 a 17 anos, a proporção de mulheres com, pelo menos, um filho é de 7,3% no país. Na região metropolitana do Rio de Janeiro, esse índice chega a 4,6% e na região metropolitana de Fortaleza, 9,3%. Na comparação com as pesquisas anteriores, Maranhão, Ceará e Paraíba continuam apresentando altas proporções de jovens adolescentes com filhos.” (IBGE, 2002) Portanto, observa-se que em determinadas regiões do país a ocorrência de gravidez precoce ainda insiste em permanecer. Avaliando os índices nota-se que são regiões de menor desenvolvimento e poder aquisitivo, onde ainda se tem o costume de jovens se casarem ainda cedo, muitos já pararam os estudos para poder trabalhar com os pais ou até mesmo porque a 8 escola fica longe de casa, perdendo a cada dia a vontade de sonhar com novas conquistas para melhoramento de seu bem estar. A adolescente grávida opta em sua maioria a abandonar a escola, por acreditarem ser a melhor maneira para criar seu filho, já que os pais não podem parar de trabalhar ou por sentirem vergonha de seu atual estado. Muitas dessas jovens não retornam para a escola depois do nascimento do filho assim como não trabalham, pois acreditam que o melhor a fazer é ficar em casa e cuidar da criança, já que perdeu a vontade de estudar ou até mesmo não acreditam em seu crescimento pessoal e profissional, aceitando o que lhes convém. Porém, é constante encontrar pais que ao se depararem com a filha adolescente grávida ficam sem entender como e porque, pois o assunto prevenção é constante em casa, escola e meios de comunicação. Mas após o nascimento alguns avós ficam com a responsabilidade da criação da criança, devido à volta aos estudos das adolescentes, bem como ao entrarem no mercado de trabalho ou por se envolverem em outros relacionamentos e acreditarem que os filhos irão atrapalhar, tornando visível encontrar netos chamando os avós de pai e mãe. É importante contar com o apoio de um assistente social para que o mesmo possa auxiliar a jovem neste momento. “A gravidez na adolescência chama a atenção para a complexa realidade da juventude brasileira e, em particular de adolescentes, articulando aspectos ligados ao exercício da sexualidade e da vida reprodutiva, às condições materiais de vida e às múltiplas relações de desigualdade que constituem a vida social em nosso país.” (BRASIL, 2010, p.91). Verifica-se que jovens de vulnerabilidade social tendem a se relacionar mais cedo tanto afetivamente quanto sexualmente, dado as circunstâncias de brigas familiares, reincidência de gravidez precoce ou por falta de orientação. Dado essas circunstâncias o acompanhamento do assistente social é de fundamental importância para promoção do conhecimento e amparo para casos mais complexos. 2.1 Família A família é o primeiro contato interpessoal do ser humano, onde aprenderá a conviver em grupo, se relacionar socialmente, adquirindo aprendizado por toda vida, por isso tende a dize que a família é a base do ser humano. Nos últimos anos a família passou por muitas mudanças estruturais, pais que se casem várias vezes com pessoas diferentes, filhos que são criados por avós ou tios dentre outros. Ocasionando na evolução do âmbito familiar, isso porque, do ponto de vista sistêmico, a família é constituída por um conjunto de pessoas em contínua interação, apresentando uma 9 história comum, aqual tem sido ancorada, ao longo dos tempos, em regras, comportamentos, mitos e crenças compartilhados e validados por todos os membros que constituem este sistema (Carranza & Pedrão, 2005 apud Pratta, 2007). O diálogo é fundamental para manter-se a família em harmonia, facilitando a compreensão do que os pais precisam ensinar com o que os filhos sentem ou pensam. Ficando atento aos adolescentes que nesta fase se reclusão em seu próprio mundo, para que os mesmo não sigam em caminho errado e com pessoas erradas. Observar como o adolescente se sente é importante para saber como lidar com transformação, pois é um momento confuso em suas vidas, não são crianças, mas também não são adultos, assim os pais devem cuidar para não confundi-los ainda mais, tratando como crianças em determinados momentos e adultos em outro. A família é a base que o adolescente tem e a levará por toda vida, por isso é importante que os pais transmitam os melhores valores e ensinamentos aos filhos, permitindo no futuro colher os lucros de uma educação de qualidade. A família deve ficar atenta aos relacionamentos dos jovens, aconselhando como deve ser o namoro, pautado no respeito e carinho, dando liberdade, porém incluindo regras básicas, só assim os pais conseguiram lidar com essa fase. Muitos pais acreditam que proibindo o namoro conseguirá proteger seu filho, porém é o contrário os jovens sentem se sufocados e como ato de rebeldia continuam com o namoro escondido, importante salientar que na maioria dos casos acontecem com meninas relacionando-se com rapazes mais velhos. Os casos de desaparecimento de jovens por conta de proibição de namoro por parte da família tem-se tornado preocupante. Segundo o site CEPPS 73% dos casos de desaparecidos são de jovens que fugiram voluntariamente de casa, em sua maioria por proibição de namoro. Em alguns casos os adolescentes são encontrados e retornam para casa a salvos, assim os pais acabam por aceitar o relacionamento para evitar algo mais grave. Com muito diálogo é possível passar por essa fase sem grandes dificuldades. A família ainda é um grande impulso para uma gravidez na adolescência, pois muitos pais evitam um diálogo construtivo priorizando os ensinamentos, apresentado aos filhos o que é certo ou errado, estando aberto para ouvir, já que alguns pais não aceitam os questionamentos dos adolescentes, haja vista que só acreditam no que lhes é conveniente e por quererem criar seus filhos como eles foram criados, porém a sociedade muda constantemente, assim como evoluiu os métodos de criação. Os pais devem nesta fase principalmente manter um bom relacionamento com o filho, sempre aberto ao diálogo, não impondo coisas sem um bom argumento. A imposição de 10 regras acarreta muitos conflitos, favorecendo a revolta dos adolescentes em relação ao ambiente familiar, nesta segunda opção tendem a te um relacionamento forte, pois a jovem idealiza-o como seu protetor, já que por motivos de conflitos não conseguem obter por parte do pai, geralmente as brigas são frequentes com a figura paterna, dado a postura mais autoritária. Esse tipo de relacionamento torna-se preocupante para os pais, devido à intensidade em que pode se transformar. Alguns jovens tendem a idealizar que a melhor forma de se libertar da pressão da família, é se casando ou engravidando. Dado as circunstâncias nota-se que os maiores casos são advindas desta perspectiva, por isso o papel da família torna-se fundamental, já que a mesma poderá determinar o caminho que o jovem tomará. 2.2 Amizade A amizade deriva do sentimento de ternura, confiança por uma pessoa que não faz parte do vínculo familiar, mas que com a companhia agradável e o afeto recíproco, permitindo que os amigos compartilhem de valores e estilos de vida similares. Este tipo de relacionamento é adquirido desde a infância, onde as crianças se interagem entre si, criando laços de afeto, carinho, divertimento dentre outros, compartilhamento descobertas e aprendizados. O ambiente escolar oferece aos adolescentes questionamentos sobre sua vida, bem como seu pensamento para o futuro. Neste momento criam-se amizades fortes, participando de um determinado grupo social, onde seus ideais são aceitos e incentivados ao contrario do que ocorre dentro da família. Os amigos neste momento se tornam fundamentais, estão a todo o momento juntos, compartilhando momentos e pensamentos. Porém a casos de adolescentes que mudam totalmente de personalidade para se encaixarem no que consideram certo, gerando preocupações por parte dos pais. Buscando nos amigos o que não encontram em casa, desenvolvendo em vários casos a proibição para sair com os amigos por parte dos pais, gerando conflitos, pois muitos pais proíbem com um “não” e deixam de explicar os motivos o que irrita muito os adolescentes que nesta fase questionam sobre tudo que os rodeia. Amizade neste período nem sempre faz bem ao adolescente, pois muitos aproveitam de suas fragilidades para ensinarem coisas erradas, a fazer uso de bebidas e drogas e para se adequarem a aquele determinado grupo aceitam fazer coisas às quais podem vir a prejudicar suas vidas. Já REZENDE (2002) apud SOUZA, L. K. de, & HUTZ, C. S. 2007 observou que: 11 “(...) a amizade, enquanto relacionamento social, envolve companhia agradável, sociabilidade, beijos, abraços e afagos; já a amizade entre “amigos mesmo” (melhores amigos) abrange estilo de vida e valores semelhantes, intimidade (troca de confidências e experiências), revelação e abertura, confiança (sinceridade, apoio mútuo), constante diálogo e, consequentemente, um investimento considerável de tempo para o surgimento e desenvolvimento destes aspectos.” (REZENDE, 2002 apud SOUZA, L. K. de, & HUTZ, C. S. 2007). Nota-se que a partir desta perspectiva a amizade é de fato um vínculo essencialmente importante para a sobrevivência do ser humano, advindo de relações afetuosas que se abrem para uma companhia agradável, compartilhando momentos importantes de vida gerando confiança e diálogo constante. 2.3 Namoro Fase de descobertas do sexo oposto, onde seu interesse pelo o outro é ampliado e ocorre maior aproximação entre ambos, intensificando a curiosidade, momento de descobrimento do seu próprio corpo, uma vez que nesta fase o mesmo passa por inúmeras mudanças. Neste momento ocorre o primeiro amor, o primeiro beijo, o início dos namoros e a perca da virgindade, esta que há alguns anos era algo importante para as moças, lhe assegurando o respeito da sociedade para com a mulher. Porém, os jovens atuais discordam desta “regra” o que gera muitas discussões sobre o tema, trazendo assim diversas informações para os jovens, prevenindo-os de doenças sexualmente transmissíveis e de uma gravidez precoce ou tomados por tanta informação que às vezes se confundem, agindo de forma inconsequente. O namoro nesta fase se dá em muitos momentos através da amizade, as ideias são muito parecidas e adoram ficar juntos, tanto que passam a namorar. Namoro esse que acontece cada vez mais cedo, para desespero da família, proibir não adianta só fortalece mais a ilusão do proibido, gerando a adrenalina que tanto os jovens gostam. Nos tempos atuais os jovens encaram o namoro de forma totalmente carnal, não se ligando ao romantismo, é fácil notar adolescentes em qualquer lugar trocando caricias íntimas sem se preocupar com as consequências. A troca de parceiros é constante, independente se há alguns dias estava dizendo que era o amor de suas vidas, simplesmente acabou, preferindo a “pegação” se tornando banal o relacionamento e o respeito em si próprio. Alguns adolescentes não fazem uso de métodos contraceptivos,as desculpas são muitas, desde ao esquecimento na hora da realização do ato sexual até por não gostarem, pois incomodam durante a relação. Muitas adolescentes por estarem com um namorado fixo 12 consideram que não seja importante se previr, uma vez que ambos se relacionam somente entre si, mas é preciso ficar atento já que doenças sexualmente transmissíveis podem vir a surgir. O serviço social atua nos campos dos adolescentes para orientar sobre os métodos contraceptivos, doenças sexualmente transmissíveis, gravidezes indesejadas e muito mais. São distribuídos preservativos e anticoncepcionais, bem como as informações necessárias de como realizar seu uso. Sanando as dúvidas dos adolescentes, será possível que os mesmos tenham um relacionamento sexual preventivo, atento a todos os riscos disponíveis e fazendo uso de remédios e preservativos de forma correta e consciente. 13 3 SEXUALIDADE NA ADOLESCÊNCIA O primeiro pensamento que surge ao se falar sobre sexualidade é a do ato sexual entre indivíduos. Mas o conceito de sexualidade é muito mais que isso, pois o mesmo abrange sobre a personalidade de cada um, além de fatores físicos e biológicos. Segundo a OMS a sexualidade faz parte da personalidade de cada um, sendo uma necessidade básica e um aspecto do ser humano que não pode ser separado de outros aspectos da vida. A sexualidade influencia pensamentos, sentimentos, ações e interações, portanto a saúde física e mental. Assim sendo, sexualidade não é sinônimo de coito e não se limita à presença ou não dos orgasmos. Atualmente nota-se a preocupação de estudiosos sobre a definição de sexualidade ligada somente ao sexo de forma reprodutiva. Os mesmos alegam que a sexualidade vai muito além de físico, já que abrange a identidade sexual, a percepção do prazer, os afetos, a anatomia e muito mais. Por muito tempo sexualidade era considerado um tabu, onde não se deveria falar, principalmente entre os mais religiosos, uma vez que associam sexualidade com o sexo considerando um pecado quando não utilizado dentro do matrimonio para fim reprodutivo. No final do século IXX Freud o criador da psicanálise sacudiu os alicerces do pensamento sexual estabelecido há tantos séculos afirmando que o sexo ai além da função reprodutiva e além dos órgãos sexuais. Freud visava que a função sexual se faz presente não a partir da puberdade, mas desde o nascimento do indivíduo até a morte. Ao observar a sexualidade atualmente nota-se que se trata de uma experiência individual, que deve ser tratada de forma respeitosa já que é um processo pessoal e natural, não se pode negar que o contexto sociocultural influencia na percepção e no comportamento sexual de cada indivíduo, tais como religião, valores, crenças e imposição do papel sexual. O que se observa é que a intolerância perante a opção sexual do ser humano se dá através das imposições externas que estabeleceu como padrão um tipo sexualidade, gerando conflitos, crises de identidade, angústia e julgamento social, ocasionando preconceitos com o que é diferente. Procura-se ensinar desde cedo o respeito ao próximo, boa convivência entre a diversidade sexual. Com este pensamento deve-se saber que a sexualidade esta presente na vida do ser humano desde o nascimento, sendo assim ela se desenvolve conforme crescemos cada indivíduo apresentará diferenças entre si, conforme o meio em que vivi por isso a educação é fundamental para ensina-los como lidar com essas diferenças chamadas de ciências sociais. 14 Para se ter noção a capacidade de se relacionar afetivamente, a identidade sexual, autoconhecimento do próprio corpo dentre outros são eixos norteadores no início da infância e vão se solidificando conforme o indivíduo se desenvolve. Observa-se que crianças a partir dos dois anos já começa a diferenciar quem é do sexo feminino e quem é do sexo masculino, não só fisicamente, mas comportamental também, uma vez que a sociedade faz uma rotulação do que é permitido em cada sexo e como cada um deve agir. Esse tipo de aprendizagem é predominante no seio familiar, à escola por sua vez ensina o respeito entre as diferenças e não rotulação entre si. Conforme as crianças crescem mais curiosas ficam em relação a sexualidade, mais explicitamente quando questionam os pais sobre o nascimento dos bebês ou quando tocam seu órgão genital em publico o que deixa os pais bastante constrangidos, mas se deve desesperar-se o importante é que os pais sempre respondam e ensinem corretamente as crianças conforme sua idade e depois ir explicando mais detalhado aos poucos conforme forem crescendo. Já no caso de manipulação genital em publico deve-se pensar que é algo natural de seu corpo ensinando-o que esse tipo de comportamento não é proibido e sim que se deve fazer em um ambiente sozinho. A sexualidade é considerada a energia da vida, pois expressa o desejo e o amor, marcando a todos em suas vidas. Sexualidade é expressão e comunicação do corpo humano, não só referente ao prazer trazido pelos órgãos genitais, mas como conhecimento de si próprio sabendo dos seus limites e potencias para se ter uma vida plena, consciente de sua historia de vida bem como seus valores perante a sociedade. Deve-se pensar na sexualidade com leveza e diversidade, pois a mesma envolve múltiplas dimensões para o adolescente, este que por sua vez faz o uso da sexualidade através de aspectos básicos tais como afetivos, sociais e culturais, trazendo consigo toda uma liberdade para aprender a explorar o mundo e sua diversidade. É um momento de muita complexidade para o adolescente, pois o mesmo começa a lidar com as mudanças físicas e biológicas de forma rápida podendo vir a afetar seu psicológico, dando inicio a questionamentos sobre tudo que o rodeia e de si próprio, buscando se encaixar em um grupo social que melhor lhe convêm, mas nem sempre é o desejado pelos pais revelando uma rebeldia característica desta fase. Este período é importante, pois o adolescente faz uso constante da sexualidade e dependendo da forma como ele faz este uso poderá afetar de forma positiva ou negativa para relacionamentos na fase adulta, já que o equilíbrio emocional é de suma importância para o bem estar na vida adulta. 15 3.1 Desenvolvimento da sexualidade no ser humano. Adolescência, momento de diversos aprendizados que se consolidará na vida adulta. Desde a infância o individuo já adiciona a afetividade em seu relacionamento com o próximo e conforme cresce desenvolve esse sentimento, abrangendo em algo mais complexo. É preciso compreender que afetividade não se reporta somente ao amor carnal, o mesmo é um conjunto de fenômenos como tendências, emoções, paixões e sentimentos diversos. O caráter de cada indivíduo é que definirá como cada um exercerá sua afetividade, bem como no crescimento cognitivo. Através da afetividade o ser humano cria laços com o próximo variando os sentimentos e atitudes, significando que a afetividade deve ser regada igual a uma planta para que a mesma se fortaleça. Segundo WALLON (1947) a inteligência não é o elemento mais importante do desenvolvimento humano, porém nota-se que para se desenvolver completamente o ser humano depende do bom desenvolvimento quanto a vertente motora, afetiva e cognitiva completando outros segmentos. Toda essa evolução acontecerá de forma diferente para cada indivíduo conforme o meio que se está inserido. Freud denominou as etapas para o desenvolvimento da sexualidade, são elas: Fase oral – De 0 a 1 ano onde a região do corpo com maior prazer nacriança é a boca, onde entra em contato com o mundo. Fase anal – De 2 a 4 anos, período que a criança passa a adquirir controle dos esfíncteres - a zona de maior satisfação é a região do anus; descobre que pode controlar as fezes que sai de seu interior, oferecendo-o à mãe ora como um presente, ora como algo agressivo. Fase fálica – De 4 a 6 anos, a atenção da criança volta-se para a região genital. Neste momento as crianças criam as chamadas teorias sexuais infantis, imaginando que todos possuem o mesmo órgão e quando se cria o complexo de Édipo, em que o menino apresenta atração pela mãe e se rivaliza com o pai, e na menina ocorre o inverso. Fase de latência – De 6 a 11 anos, este período caracteriza-se pelo deslocamento da libido da sexualidade para atividades socialmente aceitas, ou seja, a criança passa a gastar sua energia em atividades sociais e escolares. 16 Fase genital – A partir de 11 anos, início da adolescência, há uma retomada dos impulsos sexuais, o adolescente passa a buscar, em pessoas fora de seu grupo familiar, um objeto de amor. Adolescência é um período de mudanças no qual o jovem tem que elaborar a perda da identidade infantil e dos pais da infância para que pouco a pouco possa assumir uma identidade adulta. Conclui-se que cada fase ocorre em uma zona erógena (região corporal) diferente adquirindo a energia sexual (libido) com objetivo de obter prazer. No decorrer do desenvolvimento da sexualidade o indivíduo desenvolve seu pensamento e suas ações de acordo com a cultura em que esta inserida, passando a conhecer ideais e a reproduzi-los conforme seu grupo social, no entanto esses ideais pode vir criar um relacionamento de intolerância com ideais opostos. Mas deve-se pensar que a sexualidade é dinâmica e que ocorre de formas diferentes em cada sociedade, o importante é que haja sempre respeito. 3.2 Transformações corporais e psicossociais do adolescente. Como vimos à adolescência é uma fase conturbada que se passa entre os 10 e 20 anos de idade, ocorrendo transformações físicas e psicas essenciais ao bom desenvolvimento do ser humano durante toda sua vida. Momento de descobertas quanto a sua identidade sexual, suas necessidades e limites. Início da puberdade que consiste em um processo de maturidade sexual do corpo humano, bem como o início da fertilidade. É preciso ficar atento ao período de início para que se possa auxiliá-los da melhor forma possível através de diálogo ofertando-lhes conhecimento, o sexo feminino dá-se início entre 8 e 13 anos de idade e o sexo masculino entre 10 e 14 anos de idade. Falando de forma biologicamente correta é quando a glândula pituitária envia mensagens para a gônades aumentarem a produção de hormônios sexuais, estimulando o desenvolvimento das genitais, ovários e crescimento dos pelos no corpo. Outra forma de observar o início da puberdade é quando ocorre a primeira menstruação da menina e aumento dos seios, já nos meninos aparece ejaculações precoces sem coito e alterações no tom da voz. É importante ressaltar que a puberdade e adolescência não são a mesma coisa. Puberdade é uma fase da adolescência onde ocorrem as transformações físicas e biológicas quando termina esse processo dá-se o fim da puberdade, já a adolescência é um período de vida do ser humano dando início juntamente com a puberdade, porém só encerra quando se alcança a maturidade tanto física quanto mental. 17 Outro item que ressalta o desenvolvimento da adolescência é sua maturidade para a tomada de responsabilidades, para compreender melhor essa questão observamos que a cultura que envolve cada indivíduo é capaz de atrasar ou antecipar a adolescência que segundo especialistas têm duração até os 20 anos. Em alguns países mais desenvolvidos economicamente nota-se que os jovens tendem a adiar a saída da casa dos pais, pois são estudantes e não conseguem se manter financeiramente adiando sua criação de responsabilidades quanto a sobrevivência, ao contrario dos jovens de países emergentes, onde a necessidade de ajudar a família financeiramente é maior, criando desde novos a responsabilidade de custear nas despesas de casa deixando muitas vezes a educação em segundo plano. 3.3 Sexualidade na puberdade. Como já vimos à adolescência é um turbilhão de emoções, ocasionando aos adolescentes conflitos de sentimentos e ações. Nota-se que nesta fase os jovens ainda são crianças através de brincadeiras e ações infantilizadas, em outro momento seu corpo, voz e sentimentos são de um adulto, trazendo consigo toda a expectativa de um futuro e nesse futuro encontra-se a sexualidade. Durante essas transformações corporais o adolescente passa a sentir atração por outro indivíduo, haja vista que ocorre o amadurecimento dos órgãos reprodutivos, fator fundamental em determinadas culturas, pois impõe limites para cada sexo. Essa temática é mundialmente discutida, uma vez que a sexualidade na adolescência ocorre independentemente da cultura em que vive, porém o comportamento de cada indivíduo sobre mudanças de acordo com ambiente em que está inserido. A partir deste entendimento pôde-se diagnosticar o comportamento do adolescente já que muitos fazem uso da imitação, WALLON (1942) apud MOURA, Maria Lucia Seidl de. Ribas, Adriana F. P.(2002) como Piaget, liga o desenvolvimento da imitação ao aparecimento da função simbólica, usando de referência tudo que o cerca, porém essa imitação tenha como consequência uma gravidez indesejada gerando um resultado mais punitivo que reforçador, para melhor compreensão a consequência punitiva no caso de gravidez na adolescência vem de encontro com as condições precárias, abando escolar e de sonhos, no caso a consequência reforçadora faz-se uso do casamento precoce para a felicidade de muitos jovens. Durante o processo educacional destes jovens é necessário fazer uso de ferramentas educacionais para controlar a gravidez na adolescência, afinal família e escola tem papel 18 fundamental na construção de indivíduo assumindo a responsabilidade de informar e prepará- los para a vida sexual de forma positiva e madura. Podemos observar que o amadurecimento dos adolescentes quanto a sexualidade ocorre em momentos diferentes, o sexo feminino amadurece em média dois anos antes do sexo masculino, a jovem adolescente vai consolidando sua feminilidade e experimentando seus limites gradualmente, enquanto o jovem rapaz chega nessa fase querendo mostrar sua viribilidade, tornando os encontros sexuais mais intensos devido sua ansiedade. A partir deste ponto pode-se observar que a virgindade feminina ainda é bem vista tornando-se um marco importante na sua vida quando ocorre sua perca. Este início da vida sexual das adolescentes precisa ser amparado pela família para não se tornar uma culpa devido às crenças familiares. A escolha da parceira tem muita importância neste momento para que se possa vivencia-lo com orgulho e sem medos. 19 4 GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: CAUSAS E CONSEQUÊNCIAS. 4.1 Causas Nos últimos anos os casos de gravidez na adolescência têm-se mostrado crescente, principalmente entre idades de 10 a 19 anos, como apresenta os índices do IBGE: “Em 2007 ocorreram quase três milhões de nascimentos no país, dos quais 594.205 correspondem a 21,3% das mães entre as idades de 10 e 19 anos. No entanto, a tendência da gravidez na adolescência é de redução. Isso ocorre por conta das campanhas em relação ao uso de preservativo da disseminação da informação sobre os métodos anticoncepcionais.” (IBGE, 2009) Apesarde se acreditar na diminuição no numero de casos, o que se tem notado é uma defasagem no combate a gravidez precoce. São apresentadas anualmente projetos para orientar o adolescente, incentivando a proteção em uma relação sexual, mas em contra partida a vulnerabilidade social ao qual este jovem se encontra continua em crescente estado de carência. Segundo a OMS os maiores números de gravidezes precoces acontecem com jovens que se encontram em estado de pobreza, não se trata de uma regra, porém a incidência é reveladora. A vulnerabilidade social está presente na maioria dos casos, pois as jovens advêm das famílias de baixa renda, onde não há um diálogo constante sobre o assunto, por sentirem-se com vergonha ou ignorância. São jovens que tem pouco acesso a informações, já que muitos param de estudar para ajudar os pais a sustentar a família, que em sua maioria contém um número significante de membros em uma só residência, são adolescentes que sonham, porém não acreditam que seus sonhos se realizaram. O desemprego é constante, pois estes trabalhadores se encontram com seus estudos inacabados e sem qualificação adequada, tornam-se a primeira opção para demissão. A educação é precária, escolas com más condições estruturais, professores desanimados e desamparados quanto ao material de ensino, dificultando na aprendizagem dos alunos. A saúde pública disponível para esta população é fraca e precária, falta médicos, medicamentos e hospitais equipados. Diante de todas as adversidades e problemas enfrentados diariamente, os jovens ainda fazem relações sexuais sem o uso de preservativos, ficando expostos a doenças sexualmente transmissíveis e gravidez indesejada. Por isso, é realizado o acompanhamento constante pelas assistentes sociais nas famílias de baixa renda, a fim de orientar para quanto a prevenção. 20 Uma das preocupações dos assistentes sociais é quanto à recorrência de gravidez na adolescência dentro do âmbito familiar. São inúmeros casos em que vários membros de uma mesma família têm filho ainda na juventude, para a comunidade local se tornou algo corriqueiro, sabem que não é o adequado, porém não interferem para prevenir. Assim entra o trabalho realizado por assistentes sociais, cuja função é intervir e incentivar a melhoria da qualidade de vida deste grupo de pessoas fragilizadas quanto ao seu estado econômico e social. Portanto, o assistente social trabalhará para compreender a família em questão, orientando para que não ocorra uma gravidez precoce, oportunizando meios de aprendizagem para construir um futuro melhor. Muitos casos são derivados de problemas familiares, que vivem em constantes conflitos, contém uso excessivo de álcool e drogas, sofrem com a violência doméstica, onde veem a mãe apanhando, também são vítimas de maus tratos, alguns podem vir a sofrer abusos sexuais, principalmente as meninas acarretando muitos conflitos, bem como o anseio de fugir de casa, encontrando na gravidez um meio de sair desta realidade. A imposição de regras em adolescentes também é um meio de gerar conflitos, uma vez que estes são questionadores de tudo que os rodeias e não aceitam cumprir tais regras sem justificativas relevantes. A falta de orientação sexual adequada tornou-se outra causa para o crescimento de gravidez precoce. Uma vez que o jovem do século XXI está exposto constantemente a informações, mas nem sempre estas estão de forma clara, confundindo ainda mais os jovens gerando muitas dúvidas. Pode ocorrer que em determinadas localidades o acesso a informações ainda seja restrito, restando ao serviço público de saúde o dever de orientá-los da melhor forma possível, principalmente por meio de campanhas preventivas. O que tem surpreendido os agentes de saúde é quanto a idade das adolescentes, haja vista que casos de gravidez precoce tem ocorrido entre adolescentes de 15 à 19 anos, o que se torna preocupante. Conforme apresenta os dados da OMS – Organização Mundial da Saúde. “Embora desde 1990 tenha havido uma, se desigual, nas taxas de natalidade entre adolescentes, diminuição considerável aproximadamente 11% de todos os nascimentos no mundo ainda ocorrem entre as meninas entre 15 e 19 anos. A grande maioria desses nascimentos (95%) ocorre em países de baixa e média renda”. (ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE). O grande vilão destes casos é a falta do uso de preservativo, vulgo camisinha, esta que por sua vez protege o casal de doenças sexualmente transmissíveis, assim como de uma gravidez indesejada. As desculpas pela falta é que a mesma incomoda e aperta ou por 21 esquecimento, uma vez que só se é lembrada quando já é dado início ao ato sexual, tornando-se nula as chances de interromperem para se prevenir. As relações que acontecem sem prevenção são derivadas em muitos casos por insegurança, por medo de perder o namorado, este que passou a ser seu amparo devido os conflitos familiares ou para agradar o companheiro, uma vez que este não gosta de usar o preservativo devido o incomodo que produz e na falta de orientação a jovem não utiliza o preservativo feminino, pois não sabe utiliza-lo, já que não é um assunto amplamente discutido. Em determinadas localidades ao questionar aos jovens sobre o preservativo feminino os mesmos alegam que até já ouviram falar em sua existência, porém nunca viram e se vissem não saberiam utilizar. A questão religiosa e o constrangimento são fatores predominantes, conforme se refere à psicóloga Maria Amélia Lobato Portugal (2005) apud Oliveira (2010): “O uso do preservativo feminino, passa por questões que vão desde a explicitação do desejo feminino – através da iniciativa de obtenção do preservativo que denotaria uma ‘preparação para o sexo’ considerada constrangedora por muitas das entrevistadas – até dificuldades de lidar com o próprio corpo durante a inserção do produto (que exige o auto-toque vaginal do qual muitas mulheres relatam sentir vergonha)”. (PORTUGAL, 2005 apud OLIVEIRA, 2010). Consequentemente a não utilização do preservativo leva as jovens adolescentes a ingerirem constantemente a pílula do dia seguinte. As desculpas para o uso são muitas, alegam que se iniciarem o uso de remédio anticoncepcional os pais descobriram que a mesma esta tendo relações sexuais ou acreditam que ao tomar o remédio seu corpo irá sofrer mudanças significativas, mas o que se precisa esclarecer é que a pílula do dia seguinte é composta por níveis hormonais elevados, o que pode prejudicar a saúde da mulher, além do que o uso excessivo e contínuo deste medicamento ocasionará na perca de sua eficácia. Os jovens se enganam ao acreditar que métodos de prevenção como coito interrompido ou tabelinha, que são os mais utilizados os protegeram de uma futura gravidez. Estes métodos errôneos têm grandes chances de fracassarem, por isso é recomendado sempre fazer o uso de preservativo. Dentre todas estas causas a autoconfiança é a que mais gera riscos para o surgimento de uma gravidez, haja vista que o adolescente cria a ilusão de que nada lhe acontecerá, jogando com sua própria vida para mostrar o quanto ele cresceu, deixando para trás aquela criança que foi um dia. 22 4.2 Consequências Verifica-se que as consequências recorrentes de uma gestação precoce são de alto risco tanto para a mãe quanto para o bebê. Dentre tantos fatores destacam-se as consequências físicas, emocionais, socioeconômicas e para os bebês destacam-se as consequências físicas e psicológicas, uma vez que o número de adolescentes grávidas a partir dos 15 anos de idade tem crescido consideravelmente nos últimos anos, conforme dados da OMS. Como já mencionado antes, uma gestação precoce oferece riscosa saúde da mãe como também do bebê, já que o corpo da adolescente ainda se encontra em fase de crescimento, pois a adolescência é a última fase de desenvolvimento do corpo humano, para então tornar-se adulto. Portanto, uma gestação precoce esta exposta a consequências físicas, que poderão determinar como será o período de gestação, bem como todos os cuidados necessários. Tais como: Parto prematuro – antes de completar 37 semanas; Complicações no parto; Rompimento da bolsa gestacional antes do tempo; Aborto espontâneo; Risco de anemias, dentre outras anomalias. As consequências previstas para a criança estão na prematuridade, uma vez que o bebê prematuro tem dificuldade de respirar, poderá apresentar doenças do coração e órgãos internos ainda em formação, como rins, pulmões e cérebro, obtendo o risco de nascer com malformações físicas e psicológicas. O baixo peso ao nascer é característico de um bebê que advém de uma gestação precoce. Por isso, o acompanhamento constante dos profissionais da saúde é de suma importância, a gestante que tem acompanhamento médico e assistencial, terá menos riscos durante a gestação. A gravidez na adolescência acarreta principalmente para a jovem diversos dilemas, uma vez que a mãe obtém maior responsabilidade do que o pai, este que por sua vez tem a responsabilidade de assessorar e ajudar financeiramente, haja vista que nem sempre ocorre o casamento entre ambos. Os profissionais da área social e saúde, principalmente psicólogos e assistentes sociais criam uma atenção extra para os casos de gravidez na adolescência, uma vez que problemas emocionais poderão se apresentar. Ao se deparar grávida, esta adolescente poderá desenvolver a diminuição da autoestima, sentiram-se alienadas em relação aos amigos, ocorrerá riscos de 23 depressão durante ou pós parto, assim como a mãe poderá rejeitar seu bebê, passando a enxergá-lo como um problema. Outras passam a ignorar a gravidez, mantendo seu estilo de vida mesmo grávida. As questões socioeconômicas estão sempre presentes na vida destes jovens, já que o mesmo se encontra em baixo nível escolar, onde muitos abandonam a escola para trabalhar, porém não tem sido fácil arrumar trabalho, uma vez que este jovem não tem nível de escolaridade adequado, passando a se sujeitar a qualquer trabalho, onde muitos passam a ser explorados. A sociedade é uma grande influenciadora do modo como às pessoas agem, como exemplo disto, observa-se a pressão que é imposta para que se realize o casamento dos jovens que se tornaram pais, com um pensamento arcaico de salvar a honra da jovem. Este fato não garante a felicidade e bem estar a jovem mãe, portanto a assistente social promoverá meios de assegurar o melhor para a jovem em comum acordo com os seus responsáveis. O jovem casal que passa a morar juntos enfrentam diversos problemas, principalmente financeiramente, onde tendem a ter grandes dificuldades de encontrar ou manter-se em um emprego digno devido à falta de escolaridade, passando a morar em localidades precárias em níveis de vulnerabilidade muito baixos, sendo necessário receber auxílio financeiro do governo. Diante de tantos dilemas é necessário o acompanhamento constante de uma equipe de profissionais, encontrados em locais estratégicos de uma cidade como postos de saúde e CRAS – Centro de Referência da Assistência Social, este que tem por responsabilidade oferecer e organizar serviços de proteção à população em localidades que se encontram em vulnerabilidade e risco social, implementando ações que visão atender as necessidades de cada indivíduo. 24 5 ANÁLISE E PREVENÇÃO. Durante este estudo podemos constatar a precarização de informações a cerca da sexualidade, independente se está for biológica, física ou psicológica. A criança que tem uma educação sexual esclarecedora se torna um adulto consciente e responsável, porém muitos pais acreditam que ao tratar deste assunto estarão incentivando os jovens a praticar o ato sexual, o que impede de oferecer às crianças e aos jovens condições positivas para aceitar seu corpo e sua sexualidade. Uma informação correta e esclarecedora engrandece o crescimento físico e psicológico, respeitando o próximo e criando responsabilidades quanto aos seus atos. O ato de educar sexualmente um indivíduo desde pequeno possibilita orienta-lo sobre cada fase em que passando ajustando-o consigo mesmo e com o ambiente, uma vez que muitos se sentem alienados ao ambiente em que está inserido tornando-se ansiosos assim sendo desviando suas energias a questionamentos a cerca de seu crescimento. Após ajuda-lo logo se torna perceptível o quanto será mais fácil para o mesmo se compreender e compreender o mundo ao seu redor, desenvolvendo-se de forma mais leve e positiva. Os jovens vivem em um mundo de constantes mudanças, por isso a sua educação sexual vive em constante aprendizado atendendo suas necessidades, assim podemos dizer que ela é contínua e informal, uma vez que não existe uma regra de onde ou como deve ser ensinada. Diante dessas mudanças deve-se permitir ao jovem um dialogo aberto a questionamentos de forma harmoniosa e esclarecedora analisando, avaliando e aprendendo novas informações, porque o sexo é ilimitado. É importante salientar que a educação sexual é um processo que ocorre em qualquer faixa etária, consciente ou inconsciente. Atualmente a sexualidade é vista de forma erotizada e exposta na mídia em geral, oportunizando ao jovem diferentes formas de se pensar sobre o assunto, o que se torna perigoso quando não esclarecido adequadamente, por isso o assistente social é tão primordial para sua formação. É ele que faz esse esclarecimento aos jovens e até mesmo à adultos quando este não é assistido por suas famílias ou escola, sem este apoio estes jovens estão submetidos à aprenderem de forma errônea e distorcida nas ruas, obtendo consequências desagradáveis. Para que isso não ocorra é preciso ensiná-los a se prevenir e a melhor forma de isso acontecer é ensinando-os desde o funcionamento dos órgãos reprodutores até os métodos contraceptivos e preventivos, mas é importante salientar que a eficácia dependerá da forma que será utilizado. Para que essa educação ocorra é preciso que o governo federal forneça programas sociais e instrumentos eficazes quanto a prevenção de gravidezes precoces e ao planejamento 25 familiar, uma vez que este acontecimento ocorre em sua maioria nas classes sociais de baixa renda onde a população é carente de várias formas, porém a gravidez precoce não é exclusividade das classes baixas, ela ocorre também nas classes economicamente altas mas em menor escala. Em várias pesquisas sobre este assunto percebe-se que quanto maior a renda familiar e seu grau de escolaridade menor é a taxa de natalidade, por isso a grande preocupação dos assistentes sociais, uma vez que famílias de baixa renda e de pouca escolaridade estão expostos a terem gravidezes na adolescência com mais frequência no âmbito familiar. Resultados de pesquisas informais mostram que quanto mais anos de escolaridade uma mulher tiver menor serão suas chances de uma gravidez indesejada, fato este apoiado por médicos, psicólogos e assistentes sociais onde enfatizam que a falta de informação adequada, liberação do sexo e precariedade educacional, saúde ou saneamento básico são fatores responsáveis para a crescente taxa de gravidez precoce. Medidas preventivas vêm sendo utilizadas a fim de proporcionar aos jovens os conhecimentos adequados sobre o uso de preservativos. A camisinha masculina é atualmente o preservativo mais utilizado no mundo,pois protege de doenças sexualmente transmissíveis (DST e AIDS) e gravidez indesejada quando bem colocada e dentro do prazo de validade. É importante salientar que o uso do preservativo deve ocorrer em todas as relações sexuais, mesmo que essa seja estável. Observando o comportamento sexual nos últimos anos, nota-se que o uso de preservativos tem-se diversificado muito, uns passaram a evitar o sexo completamente os chamado assexuado, outros passaram a utilizar métodos preventivos diferentes como diafragma, DIU, pílulas anticoncepcionais ou camisinha feminina, mas o uso de preservativos entre os casados é menor que entre os solteiros, apesar de fazer o uso das pílulas anticoncepcionais para evitar uma gravidez não planejada, os mesmos não utilizam camisinha que protege de doenças sexualmente transmissíveis por acreditar na fidelidade do parceiro, mas esquecem de que a utilização do preservativo vai muito além da confiança, haja vista que esse tipo de doença pode vir a se desenvolver depois de muito tempo da infecção ou que pode vir através de uma transfusão de sangue não analisada corretamente. A falta de uso de preservativos nas relações estáveis tem prejudicado em sua maioria as mulheres, por não querem ir contra o parceiro e por falta de argumentos suficientes para convencê-los do contrário. 26 5.1 Preservativos Como já mencionado existem vários preservativos chamados métodos de barreira, estes devem ser ensinados aos adolescentes quanto a sua colocação. Camisinha masculina – trata-se de um saquinho de látex fino que é colocado no pênis ereto, antes do contato sexual impedindo a passagem dos espermatozoides para o óvulo, depois do seu uso deve ser descartado imediatamente. Camisinha feminina – trata-se um preservativo pouco utilizado, confeccionado de poliuretano macio e transparente que reveste a vagina protegendo os grandes lábios e a vulva externamente, dentro há um anel também de poliuretano que fica solto para facilitar a colocação e fixação na vagina. Importante descartar no lixo após o uso. Diafragma – trata-se de um dispositivo de látex introduzido na vagina protegendo o colo de útero. Mas a opção de seu uso é pouco frequente, já que exige um alto grau de intimidade com a genitália para ser colocada corretamente. Hormônios injetáveis - é uma injeção de hormônios que inibe a ovulação e aumenta espessura do muco cervical da mulher, tornando difícil a chegada dos espermatozoides no óvulo, impedindo uma gravidez. São injeções mensais ou trimensais. Pílulas anticoncepcionais – é o método mais indicado pelo ministério da saúde, para proteção de uma gravidez indesejada, é a base de hormônios que deve ser tomado diariamente e tem 98% de eficácia, tem como vantagem a regulação da menstruação, combate a acne, diminuição das cólicas e diminuição do risco de anemia devido a grandes perdas sanguíneas durante a menstruação. DIU (Dispositivo Intra-Uterino) – é um método contraceptivo com uma estrutura de plástico moldado em forma de T que é introduzido no útero, com dois fios na parte inferior que ficam no interior da vagina e que servem para ajudar a removê-lo quando indicado, este procedimento é feito somente por um ginecologista, assim impedindo a fecundação do óvulo. Tabelinha – é um método que toma como base certos cálculos com a finalidade de determinar o período fértil de uma mulher. Teoricamente as 27 mulheres estão mais férteis na metade do ciclo menstrual. Os ciclos menstruais mais comuns são os que levam de 28 a 30 dias, sendo assim, o período fértil é entre o 12º, 13º, 14º ou 15º dia do ciclo. Todavia esse método não é 100% seguro, pois é muito falho já que depende do organismo feminino para determinar sua eficácia. Estes são os métodos mais frequentes no nosso dia a dia e de fácil aprendizagem por parte dos adolescentes. Após o ensino dos métodos preventivos, devem-se apresentar os riscos do seu não uso. São eles: DST (Doenças Sexualmente Transmissíveis) – são doenças causadas por vírus, bactérias ou outros micróbios que se transmitem, principalmente, através das relações sexuais sem o uso de preservativo com uma pessoa que esteja infectada, e geralmente se manifestam por meio de feridas, corrimentos, bolhas ou verrugas. Vale salientar que em alguns casos essa doença não se manifesta. Sendo diagnosticados e tratados a tempo os riscos de câncer e morte são menores. HIV - é a sigla em inglês do vírus da imunodeficiência humana. Causador da AIDS, ataca o sistema imunológico, responsável por defender o organismo de doenças. Todavia ter HIV não quer dizer que esteja com a AIDS, pois muitos soropositivos vivem anos sem apresentar sintomas e sem desenvolver a doença, mas podem transmitir o vírus a outros através de relações sexuais desprotegidas, mães através da gravidez e seringas contaminadas. AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) – é o estágio mais avançado da doença que ataca o sistema imunológico. Como esse vírus ataca as células de defesa do corpo humano, o organismo fica mais vulnerável a diversas doenças, de um simples resfriado a infecções mais graves como tuberculose ou câncer. O próprio tratamento dessas doenças fica prejudicado. Atualmente é possível uma pessoa infectada viver normalmente tomando as medicações indicadas corretamente. Estes são apenas os riscos mais iminentes sem a devida proteção durante o ato sexual, principalmente durante a adolescência, quando os jovens não tenham a devida informação e quanto à ansiedade de provar seu valor dentro de uma sociedade que erotiza cada vez a sexualidade. 28 6 SERVIÇO SOCIAL: DESAFIOS DE UMA NOVA JUVENTUDE. O assistente social zela pelo desenvolvimento social e direitos humanos com o princípio de responsabilidade coletiva, capacitando pessoas para que possam se emancipar, promovendo a mudança social necessária em determinada localidade. O profissional social trabalha com questões sociais que se dão de forma contraditória, a partir de então se faz a identificação do objeto que sofrerá uma ação. Assim o assistente social torna-se o eixo gerador para sanar desigualdades e exclusão social existentes na sociedade. Ao participar de uma sociedade desigual, o assistente desenvolverá meios para incitar quebras de paradigmas e senso comum, oportunizando para o indivíduo novos meios de pensar e agir, conforme o desenvolvimento da ação social ocorre os assistentes sociais se deparam com diferentes dilemas. Estes por sua vez acreditam que a profissão se dá através de práticas interventivas perante os indivíduos vulneráveis para melhor eficácia. O cotidiano do assistente social é entorno da sociedade marginalizada, onde muitos só enxergam a pobreza, eles enxergam as riquezas de saberes escondidas, desenvolvendo intervenções que permite aos indivíduos melhores condições de se viver. É preciso ficar atento às mudanças globais, uma vez que a contemporaneidade traz consigo a modernização cibernética, onde o indivíduo que não se adequar para as mudanças previstas sofrerá com à perca de emprego, marginalizando a sociedade. Fazendo-se pensar em meios de defender e assegurar os direitos sociais, principalmente à falta de trabalho. A partir deste fato, percebe-se uma queda constante do Serviço Social diante da atual política e do contexto socioeconômico, uma vez que este tipo de serviço é o primeiro a sofrer cortes pelo governo e a população vulnerável depende destes meios para se assegurarem quanto aos seus direitos. Salva-se aqueles que optam por Organizações Não governamentais, serviços privados e consultorias, não dependendo somente do Estado, oassistente social pode- se ainda manter-se no mercado de trabalho, intervindo nas desigualdades existentes. O serviço social deve ir de encontro com as novas mudanças globais, ampliando seus conhecimentos e práticas, uma vez que se faz necessária a presença de um profissional deste porte para uma sociedade igualitária. Para enfrentar novos desafios torna-se necessário atualizar-se de novas formas de abordagem para com o indivíduo, fazendo-se com criatividade, argumentações e habilidades para negociações. Segundo OLIVEIRA (2004) apud AZEVEDO (2014) justifica o crescimento do segmento de prestação de serviço de consultoria a partir das seguintes tendências: 29 “[...] forma de enfrentar a globalização da economia; consolidação de suas vantagens competitivas via mercado; consequência dos processos de terceirização; processo de melhoria contínua sustentada; fusões entre empresas de consultoria; internacionalização dos serviços de consultoria e aumento do número de professores e de universidades que realizam serviços de consultoria.” (OLIVEIRA, 2004 apud AZEVEDO, 2014). Uma vez que o assistente social atua em pesquisas e análises do contexto social, ele descobre o que falta para o indivíduo sair da margem da sociedade, bem como avalia meios de prevenção para sanar essa defasagem na comunidade. Ao visitar uma comunidade ou família o assistente social visualiza as condições em que encontram os sujeitos e o ambiente social, a partir de então objetivando as condições em que se está inserido para então intervir em melhorias para este cidadão. Diante deste contexto econômico, apresentam-se grandes números de cidadãos que por falta de escolaridade perdem o emprego, haja vista que quando jovens tiveram que decidir entre estudar ou ajudar em casa através de um emprego. Atualmente existem programas sociais que auxiliam famílias e jovens que estão à margem do mercado capitalista, são programas do governo ou pequenos projetos assistenciais que tem como objetivo promover ao jovem a oportunidade de estudar. Mas ao entrar na escola percebe-se uma deterioração da educação por parte do governo. A atual juventude se depara com diversos problemas sociopolíticos, estando à mercê de drogas e armas, deixando de acreditar em um futuro melhor sem necessitar de se tornar um bandido. É imprescindível oportunizar ao jovem outros meios, através da educação, do esporte, da música dentre outros. O jovem que está em uma situação vulnerável se depara com diversos desafios, dentre eles terem a oportunidade de se manter na escola, já que este principalmente esta a margem da sociedade, não tendo uma educação de qualidade e igualitária, em alguns casos a escola se torna um ponto de venda de drogas, expondo todos ao medo de uma represália por parte de bandidos ou polícia, favorecendo assim uma desistência da escola, por não conseguirem estudar, tendo em vista que não acreditam em um futuro melhor. Outro fator determinante na falta de escolarização destes jovens é a necessidade de ajudar nas despesas de casa, em sua maioria encontra-se em uma família numerosa. Alguns formam sua própria família, já que no desenrolar do namoro a jovem adolescente acabar por engravidar, esta por motivo da gravidez é a primeira a abandonar os estudos sem previsão de retorno, já o jovem que irá se tornar pai ao assumir o relacionamento e a criança tende por exigência muitas vezes dos pais a largar os estudos para sustentá-los através do trabalho, este que em alguns casos é de baixo valor salarial por conta da idade e da escolaridade. 30 O assistente social tem como objetivo identificar o problema social existente naquele ambiente para então encontrar meios de intervir através de prevenção para diminuir o impacto social sobre a juventude, esta que por sua vez é tão importante para o governo e que ao mesmo tempo é tão ignorada. Estes para serem vistos cria movimentos dentro de suas comunidades para superar a vulnerabilidade social em que estão inseridos, lutando contra as desigualdades, buscando novos meios de crescer e se tornar algo maior do que a sociedade o taxou. “A mobilização e a luta de vários grupos e movimentos sociais, como sindicatos, partidos políticos, trabalhadores, intelectuais, profissionais liberais, entre outros, colocaram em discussão a necessidade de romper com o paradigma conservador presente na área e construir uma proposta de Lei Orgânica e de Política de Assistência Social dirigida às pessoas em situação de exclusão e vulnerabilidade.” (PESENTE et al, 2005, s.nº) A juventude atualmente vive em diversos conflitos sociais, apesar de encontrar-se em vulnerabilidade, estes não abaixam a cabeça, lutam por seus ideais apesar de se encontrar em meio à pobreza, os jovens tem mais acesso a informações, uns sabem utiliza-la para seu crescimento ao contrário de outros que as ignora. As políticas públicas vêm para assegurar o direito à cidadania destes jovens que hoje estão expostos a uma sociedade capitalista, onde o sujeito é taxado diante do ambiente em que se está inserido, assim o assistente social vem para promover meios de inserir este sujeito a uma sociedade igualitária, onde possam se estabelecer dentro do capitalismo existente, diante disto estas políticas sociais permeiam para auxiliar o assistente social, este que por sua vez tem o contato direto com os sujeitos vulneráveis. Para maior entendimento SPOSITO e CARRANO (2003) apud DUTRA (2008) afirma que: “Em sua acepção mais genérica, a ideia de políticas publicas está associada a um conjunto de ações articuladas com recursos próprios (financeiros e humanos), envolve uma determinada dimensão temporal (duração) e alguma capacidade de impacto. Ela não se reduz a implantação de serviços, pois engloba projetos de natureza ético-política, e compreende níveis diversos de relações entre Estado e sociedade civil na sua constituição [...] um traço definidor característico é a presença do aparelho publico estatal na definição de políticas públicas, no acompanhamento e na avaliação, assegurando seu caráter publico, mesmo que em sua realização ocorram algumas parcerias (SPOSITO e CARRANO, 2003:17 apud DUTRA, 2008). Percebe-se o quanto se torna importante a implementação de políticas públicas, bem como é essencial a utilização de sujeitos para sua eficácia no ambiente social vulnerável. Assim como, no auxílio aos jovens carentes, oportunizando capacitações profissionais e acompanhamento familiar e educacional, pois os jovens se incentivados corretamente tendem a crescer e deixar de serem sujeitos predestinados a viverem a margem da sociedade. 31 Através da Constituição Federal de 1988 foi possível colocar a Assistência Social como Política Social, um marco para as diretrizes das políticas sociais. “As políticas sociais governamentais são entendidas como um movimento multidirecional resultante do conforto de interesses contraditórios e também enquanto mecanismos de enfrentamento da questão social, resultantes do agravamento da crise socioeconômica, das desigualdades, da concentração de renda e da agudização da pauperização da população.” (JOVCHELOVITCH, s.d apud PESENTE et al, 2005, s.nº). Assistência Social antes da Constituição Federal de 1988 era vista como uma prática social desvinculada das ações governamentais, pois o passou por um período de regime militar autoritário e conservador. “O Estado dá sua resposta à questão social através da implantação de políticas sociais, fazendo com que a defesa dos direitos humanos dependa sempre da institucionalização de um sistema de poder. As políticas sociais ou programas de ação governamental visam a responder às demandas sociais. Sãodestinadas aos grupos carentes ou despossuídos.” (BENEVIDES, s.d apud PESENTE et al, 2005, s.nº). Após este período e com a criação da Constituição Federal de 1988, facilitou para a elaboração de competências para auxiliar a sociedade vulnerável através de normas impostas pelo governo, a fim de melhorar a assistência aos necessitados. “Conhecida como Constituição Cidadã, a Constituição Federal de 1988 inova em aspectos essenciais, especialmente no que concerne a descentralização político- administrativa, alterando as normas e regras centralizadoras e distribuindo melhor as competências entre o Poder Central (União) e os poderes regionais (Estados) e locais (municípios). Também como a descentralização aumenta o estimulo à maior participação das coletividades locais, sociedade civil organizada e, portanto, ao processo de controle social.” (JOVCHELOVITCH, s.d apud PESENTE et al, 2005, s.nº). Sendo assim a política social faz com que esteja garantido por lei o direito a cidadania e igualdade a toda sociedade. 32 7 ASSISTÊNCIA SOCIAL: AMPARO PARA JOVENS MÃES. Como já constatou o atendimento do assistente social é de suma importância para a adolescente que se tornará mãe. Geralmente são jovens que se encontram em uma situação de vulnerabilidade social precária, encontrando no CRAS e CREAS de seu bairro uma maneira de lidar com as dificuldades. Os assistentes sociais têm por função promover a socialização de pessoas de baixa renda, oportunizando os direitos garantidos pela Constituição Federal de 1988, este profissional está inserido dentro de uma sociedade marginalizada, lidando diariamente com as desigualdades existentes. O que se sabe é que o serviço social deu início quando se desencadeou o processo de industrialização, onde pessoas da zona rural migraram para a cidade em busca de oportunidade de melhoria de vida, porém o que se presenciou foram as péssimas condições em que passaram a conviver, famílias passando fome, moradia inadequada, desemprego, dentre outros. A partir desta problemática observou-se a necessidade de oferecer políticas publicas capazes de diminuir o impacto da mudança de vida, permitindo a população direito a saúde, educação, saneamento básico, moradia e emprego. Mas nem sempre se obtém sucesso na promoção da igualdade social, cabendo ao assistente social promover meios para auxiliar os indivíduos que se encontram em vulnerabilidade social. Com o objetivo de elaborar medidas de promoção de direitos civis, o assistente social realizará pesquisas sobre o contexto social a sofrer uma intervenção, propondo medidas para sanar tais defasagens. Assim elaborando constantemente projetos sociais, a fim de promover a integração social. Os projetos variam de acordo com a realidade em questão, geralmente são projetos voltados à inclusão na sociedade e atendimento familiar, para os idosos são oferecidas oficinas de arte, atividades físicas e acompanhamento médico, para as crianças são fornecidas atividades educacionais lúdicos e incentivos ao esporte, os adolescentes também recebem incentivos de esporte, arte, orientação sexual e capacitações profissionais, preparando-os para o futuro profissional. As gestantes recebem apoio dos assistentes sociais no que tange ao acompanhamento pré-natal, palestras para orientá-las nesta nova fase, incentivo a não reincidência de uma nova gestação e ajuda em doações de roupas e fraldas para o bebê. Com a realização destes estudos torna-se possível averiguar qual o nível socioeconômico presente em cada seio familiar, uma vez que detectada as dificuldades existentes estas famílias são encaminhadas para os serviços sociais adequados para cada dificuldade, bem como possibilitando o acesso a benefícios oferecidos pelo governo, o mais 33 popular no Brasil é o Bolsa Família, onde ajuda com um pequeno valor mensal para ajudar nas despesas de casa, em troca a família deve estar em dia com a educação dos filhos e o cartão de vacinação. Segundo informações do IPEA – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. “[...] um dos objetivos do Bolsa Família é aumentar a escolaridade dos filhos das famílias mais vulneráveis, para que eles tenham mais oportunidades futuras, há de se pensar em uma política continuada, que garanta os impactos devidos na correção da trajetória escolar destas crianças e jovens e na obtenção de bons resultados.”(IPEA, 2013). Não que o Programa irá resolver o problema da evasão escolar, mas ajudará a diminuir os índices evasivos nas escolas. Principalmente, quando são assistidos pelos assistentes sociais, que por sua vez incentivam na aprendizagem e realização de metas. O assistente trabalha integralmente para a defesa dos direitos humanos, bem como para a garantia de que o mesmo não será tratado com autoritarismo, como exemplo, policiais, juízes ou servidores públicos que se consideram superiores a pessoas em vulnerabilidade social. São os assistentes sociais que asseguram a equidade e igualdade para todos, assim como a garantia de acesso pleno a serviços públicos e políticas sociais capazes de auxiliar a população carente da melhor forma possível. Também há a preocupação de o que esta sendo oferecido se encontra com a qualidade necessária para a população, por isso o aprimoramento profissional deve ser constante, para sempre oferecer o que há de melhor atualmente. Este profissional atua em diversos campos sociais da sociedade. Na área da justiça ele atua nas varas da infância e da juventude, promovendo os direitos reservados por lei para a promoção do bem estar das crianças e dos adolescentes e na da família, atuando para promover condições melhores de moradia, saúde, educação, previdência social dentre outras. Em instituições de sistema penal, o profissional garante que o mesmo pague por seus delitos sem ferir os direitos humanos. Trabalha também em conjunto com os juízes elaborando medidas socioeducativas em menores de idade que feriram a Constituição. Fora da área governamental, os profissionais do Serviço Social, atuam em instituições privadas e movimentos sociais. Portanto, o assistente social tem por dever denunciar a órgãos competentes sobre a violação dos Direitos Humanos, como maus-tratos, abusos, preconceitos, agressões e muito mais. Garantindo que todos tenham seus direitos assistidos, principalmente em políticas e programas sociais, contribuindo para a elaboração de meios que melhoram os serviços prestados. Tendo direito de trabalhar com autonomia, em locais que prezam pela qualidade do 34 serviço prestado, ser bem tratado pelos usuários de seus serviços, trabalhando conforme as diretrizes do Código de Ética Profissional. A luta pelos direitos dos adolescentes no que se refere à gravidez precoce é de fundamental importância para o serviço social no âmbito da saúde. Sendo necessário elaborar projetos sociais dentro das políticas públicas disponíveis, como meio de averiguar o tipo de jovem grávida, o que a levou a engravidar, seu espaço socioeconômico, se tem acesso a métodos contraceptivos, considerando que há casos em que a adolescente deseja a gravidez como meio de serem vistas como adultos, sendo donas de si mesmas. É importante planejar formas de trabalho educativo dentro das escolas, onde os adolescentes poderiam discutir com especialistas com especialistas sobre a sexualidade e em parceria também com a família, uma vez que pais sentem-se constrangidos de abordar o tema com os filhos ou por ignorância sobre o assunto, deixando de ensinar algo fundamental para o seu amadurecimento. O assistente social poderá também realizar palestras, grupos de discussões,distribuição de preservativos e medicamentos anticoncepcionais para os jovens em espaços como CRAS, escolas e organizações não governamentais, como forma de prevenção e orientação. Quando o assistente social e sua equipe já se deparam com uma adolescente grávida é realizado um levantamento de qual nível escolar da jovem, condições de vida, nível de informações sobre sexualidade e compreender como a mesma esta lidando com a gestação, bem como o que pensa sobre o futuro. Pois, a adolescente quando engravida está sujeita a sofrer preconceito por parte da sociedade, tornando-se essencial o acompanhamento psicológico e médico já que é considerada uma gravidez de alto risco, devido a pouca idade da mãe e social, onde lhe ensinará a cuidar do recém-nascido, oferecerá cursos de capacitações profissionais, incentivo à continuação dos estudos e ajuda a adquirir itens de bebê. As intervenções realizadas pelo serviço social em adolescentes grávidas oportunizam meios para que possam construir seus projetos de vida, estudando para conquistar sua almejada carreira profissional, não se rendendo ao conformismo de sua realidade. 35 8 CONHECENDO A REALIDADE LOCAL. O serviço de desenvolvimento social está presente em todas as cidades do Brasil, como forma de estar sempre presente entre as pessoas mais necessitadas. Geralmente, são implantados CRAS e CREAS em localidades mais afastadas do centro da cidade, já que é onde se encontra as famílias em situação de vulnerabilidade social. O que se tem observado na realidade local é que as pessoas que se encontram em vulnerabilidade são imigrantes que vieram em busca de oportunidades de emprego, em sua maioria são pessoas que vieram do norte e nordeste do país, trabalhando em usinas de cana- de-açúcar espalhadas por toda região do triângulo mineiro. Estas pessoas ao imigrarem de região levam consigo somente a esperança de que as coisas melhoram e ao chegar a seu destino, passam a morar em localidades precárias ate que possam se estabelecer através do trabalho. Em casos mais extremos o assistente social promoverá doações de itens diversos de primeira necessidade para esta família começar a viver dignamente. O serviço social local trabalha para inserir mais oportunidades e qualidade de serviços públicos para a sociedade marginalizada, com intuito de promover o desenvolvimento social. Ofertando através da Secretária de Desenvolvimento Social, CRAS, CREAS, CAPS, UBS e APAE melhor abrangência nos atendimentos para a sociedade. O comprometimento dos assistentes sociais é de grande valia para o bom andamento dos objetivos propostos pelo governo. As secretárias de Desenvolvimento Social estão se organizando para a implantação do SUAS - Sistema Único de Assistência Social, este que veio para consolidar o serviço social como primordial para o desenvolvimento humano. Na X Conferência Municipal de Assistência Social de Iturama – MG a palestrante Maria Juanita Godinho Pimenta, consultora da Federação das APAES, constatou que a cidade avançou nos últimos anos, porém há muito a ser feito ainda. Os assistentes sociais locais promovem atividades e cursos para ajudar as famílias. Para os idosos são planejados atividades musicais, cursos de bordados e atividades físicas, visando sempre à saúde física e psicológica dos idosos. Os adolescentes são observados durante a visita familiar para averiguar se os mesmos continuam estudando e oferecer as atividades esportivas e cursos profissionalizantes para auxilia-los futuramente. O grande cuidado é com as adolescentes que estão grávidas. O que se tem notado é que o ambiente familiar é grande influenciador no comportamento e na incidência de uma gestação, pois presenciam diariamente o nascimento de crianças e de adolescentes virando 36 mães. A reincidência de gestações precoces na família é fator preocupante para as assistentes sociais, uma vez que não há preocupação em questão dos riscos que pode conter uma gravidez em adolescentes, da situação econômica em que se encontram e de como farão para sustentar uma criança. A participação paterna é pouca, nem sempre os jovens tem uma relação estável, muitos não passam de namoricos, há casos de adolescentes que se envolvem com uma pessoa que acabou de conhecer sabendo somente seu primeiro nome. Como o nível de imigrantes que vem somente trabalhar em safra de cana-de-açúcar é alto, estes se relacionam com as adolescentes e depois vão embora, deixando para trás uma jovem mãe e um filho com a promessa de voltar, mas somem no mundo. Há o outro lado em que as adolescentes querem ser como adultas, passando a agir e vestir como tal, para assim conquistar os homens. Ocorrem alguns casos em que as mesmas advêm de convívio com a prostituição, passando a exercer este tipo de profissão para serem tratadas como adultas e ganhar presentes dos homens. É muito mais pela vaidade do que pelo dinheiro garantido. Após um levantamento da situação da adolescente é possível elaborar estratégias para melhor assisti-las. São fornecidas no CRAS da cidade de Iturama – MG cursos de bordados, manicure e pedicure, bijuterias entre outros, para que no futuro possa lhes servir como renda, além de palestras informativas e ajuda na obtenção de leites e fraldas. Como meio de sanar o número de adolescentes grávidas o município fornece programas de incentivo ao esporte e profissional. Como o Programa Jovem Aprendiz em parceria com empresas locais para contratação destes jovens que se encontram em vulnerabilidade social, oferecendo uma experiência profissional, além de poder ajudar a família com o seu salário mensal. Para que o jovem consiga participar do Programa é necessário estar estudando, pois o projeto é um grande incentivador para a continuação da escolaridade. 37 9 COMBATE A GRAVIDEZ PRECOCE PELO SUAS A Assistência Social é um direito do cidadão e dever do Estado, instituído pela Constituição Federal de 1988. A partir de 1993, com a publicação da Lei Orgânica da Assistência Social – LOAS é definida como Política de Seguridade Social, compondo o tripé da Seguridade Social, juntamente com a Saúde e Previdência Social, com caráter de Política Social articulada a outras políticas do campo social. A Assistência Social não é contributiva, devendo atender a todos os cidadãos que dela necessitarem. Realiza-se a partir de ações integradas entre a iniciativa pública, privada e da sociedade civil, tendo por objetivo garantir a proteção social à família, à infância, à adolescência, à velhice; amparo a crianças e adolescentes carentes; à promoção da integração ao mercado de trabalho e à reabilitação e promoção de integração à comunidade para as pessoas com deficiência e o pagamento de benefícios aos idosos e as pessoas com deficiência. Em 2005, é instituído o Sistema Único de Assistência Social – SUAS descentralizado e participativo, tendo como função a gestão do conteúdo específico da Assistência Social no campo da proteção social brasileira. Em 6 de julho de 2011 a Lei n. 12.435 é sancionada dando garantia do trabalho do SUAS. O Sistema organiza ações da assistência social em dois tipos de proteção social, sendo a primeira a Proteção Social Básica que destina à prevenção de riscos sociais e pessoais por meio de programas, projetos, benefícios para indivíduos e famílias com situação de vulnerabilidade social; e a segunda que é a Proteção Social Especial, destinada a famílias e indivíduos que se encontram em situações de risco com os direitos violados seja por abandono, maus tratos, abuso sexual, uso de drogas, etc. Na proteção social básica encontram-se os CRAS (Centrode Referência de Assistência Social), sendo uma unidade pública municipal destinada à prestação de serviços socioassistenciais de proteção social básica ás famílias e indivíduos, uma atuação intersetorial na perspectiva de potencializar a proteção social. A gravidez na adolescência é um fenômeno social do período de desenvolvimento no qual certas expectativas sociais recaem sobre os indivíduos e configuram um modo de ser adolescente, fruto da conjugação de transformações biológicas, cognitivas, emocionais, sociais que passam as pessoas, segundo Dias e Teixeira (2010). Para os autores, a gravidez na adolescência está ligada a acontecimentos em família em situação de vulnerabilidade, de violência, negligência, onde existe maior evasão escolar, desemprego, separação conjugal. 38 Nesse contexto, com a grande desigualdade social do país, é necessário haver mais ações de políticas públicas para com as famílias, trazendo mais desenvolvimento humano, dignidade, redução de situações de vulnerabilidade social por meio de educação, saúde, alimentação e moradia. Assim, o CRAS é uma unidade socioassistencial da SUAS responsável pela implementação do PAIF, de serviços e projetos de proteção social básica. A equipe que atua no CRAS é de diversas áreas, trabalhando de forma articulada e de modo interdisciplinar. A assistência social do CRAS desenvolve atividades de acolhimento de famílias, visitas domiciliares, encaminhamento de usuários a programas, projetos e serviços existentes no município, ações coletivas e comunitárias, promoção de curso de geração de trabalho e renda. No atendimento ás famílias, o assistente social do CRAS desenvolve importante papel oferecendo informações e prestando encaminhamentos necessários através de projetos dando informações e orientações, visando assim, maior inclusão social e garantia dos direitos. 39 10 CONSIDERAÇÕES FINAIS. Analisando as causas e consequências da gravidez na adolescência e a relevância da Educação Sexual na mesma com ênfase no papel do assistente social, pode-se compreender o quanto é importante trabalhar na reflexão da gravidez precoce, pois os jovens apresentam manifestações de sua sexualidade e não devem ser privados de informações que os possibilitem compreenderem tais eventos e a encarar o seu desenvolvimento de forma tranquila e responsável. A partir do estudo realizado, pode verificar o quanto o serviço social é importante para a garantia dos direitos humanos. Pode-se observar que o adolescente nesta fase para por muitas transições que vão desde corporais, emocionais, comportamentais e sociais, são momentos em que o mesmo não se entende, ora agindo como criança ora agindo como adulto, gerando dúvidas de si mesmos e criando conflitos com a família, uma vez que amas as partes pensam de forma diferentes. Os adolescentes passam a questionar tudo e todos, para eles tudo tem uma explicação, não aceitando o imposicionamento dos pais por questões para eles consideradas banais, pois nesta fase eles almejam a liberdade e a garantia de que sabem de tudo, tidos como “donos da verdade”, passam mais tempos com os amigos, já que estes o compreendem melhor e apoiam seus ideais, criando entre eles grupos sociais que pensam ou agem da mesma forma, passam a se relacionar cada vez menos com a família, não gostam de conversar com os pais por considerarem antiquados e de pensamentos arcaicos. Nesta fase começam com as paqueras e a libido começa a florescer, dando início à sexualidade. Os pais ficam preocupados e como meio de proteção principalmente às filhas, passam a criar regras antes insistentes gerando diversos conflitos familiares. Os adolescentes passam a querer impressionar o outro, usando da sexualidade para conquistar o parceiro. Depois de um tempo passando a se relacionar também sexualmente, ficando a mercê de doenças sexualmente transmissíveis e uma gravidez indesejada senão forem bem orientados quanto à prevenção. Conforme observado às causas de uma gestação precoce são variadas. A questão social interfere nas atitudes tomadas pelo adolescente, os maiores números de casos são em localidades que se encontram em vulnerabilidade social e alto riscos. Os casos de recorrência familiar são observados constantemente pelos assistentes sociais, para que se possa evitar, fazendo uso de uma orientação completa sobre prevenção e métodos anticoncepcionais disponíveis na rede pública de saúde. 40 É preciso ficar atento, pois muitas crianças estão se tornando mães o que preocupa, pois estas não tem seu corpo preparado para gerar uma criança, gerando riscos tanto para a mãe quanto para o bebê. Estas jovens muita das vezes desejam um filho para sentirem se mulheres e independentes, acreditando que um filho lhe trará a liberdade que tanto desejam, a fim de se livrar das regras dos pais ou até mesmo por quererem constituir sua própria família. As consequências adquiridas podem lhes afetar para toda a vida, uma vez que uma gravidez na adolescência é considerada de risco, problemas emocionais poderão aparecer desde depressão à queda na autoestima, na questão socioeconômica a adolescente dificilmente volta para a escola, encontrando no futuro dificuldades de encontrar emprego ou até em trabalhar em locais de qualidade. Foi observado que nesta localidade adolescentes depois de terem seus filhos entregam a responsabilidade de criação para os avós, já que as mesmas agora por considerarem adultas passam a frequentar as noites da cidade em busca de diversão e prazer, algumas chegando a se prostituir para ganhar presentes de seus admiradores. O CRAS faz o acompanhamento desta jovem desde o início da gestação, oferecendo- lhes informações necessárias para construção de seu plano de vida, além de cursos profissionalizantes, doações de leite, fraldas e roupas infantis, oportunizando meios para que possam mudar seu futuro, não ficando acomoda em sua realidade. Depois as adolescentes são inseridas no Programa Governamental Bolsa Família, sendo disponíveis valores mensais para ajudar no seu dia a dia. Na cidade de Iturama – MG foi elaborado o Programa Jovem Aprendiz, através de uma ampla pesquisa elaborada por assistentes sociais, oferecendo alternativas de futuro melhor, longe de drogas e de furtos, incentivando a continuação dos estudos. Em outras cidades que optam por programas destes tipos, são observadas mudanças significativas no comportamento e no futuro dos jovens, passam a ter responsabilidades e depois do fim do programa são contratatos como funcionários permanentes. Os dados atuais constatam que o número de adolescentes grávidas aos 10 anos tem reduzido consideravelmente nos últimos anos, enquanto que a faixa etária dos 17 a 19 anos ainda se mantém em constante evidência. Acredita-se que conforme for tratada a desigualdade social, as gravidezes indesejadas serão menos comuns principalmente em grupos da classe social baixa. Apesar de que em muitas religiões o casamento arranjado para as moças ainda acontecem, gerando gravidezes precoces, colocando em risco sua saúde, os direitos humanos atuam para fazer a conscientização destes povos, é um caminho árduo, porém de grandes resultados. 41 Portanto, o assistente social trabalhará para assegurar os direitos de todos perante a sociedade, exercendo o direito de ajudar as pessoas menos favorecidas que se encontram à margem da sociedade, promovendo uma integração social a fim de promover a inclusão social.42 REFERÊNCIAS AZEVEDO, Fernanda Caldas de. CONSULTORIA EMPRESARIAL DE SERVIÇO SOCIAL: EXPRESSÕES DA PRECARIZAÇÃO E DA TERCEIRIZAÇÃO PROFISS IONAL. Dissertação de Mestrado de Serviço Social da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Serv. Soc. Soc., São Paulo, n. 118, p. 318-338, abr./jun. 2014. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/sssoc/n118/a06n118.pdf> Acesso em: 24 Abril 2016. CAMPELLO, Tereza. NERI, Marcelo Côrtes. Org. PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA : UMA DÉCADA DE INCLUSÃO E CIDADANIA. Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. 2013. Brasília - DF Brasília Disponível em: < http://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/livros/livros/livro_bolsaFamília_10anos.pdf> Acesso em: 18 Maio 2016. COLDIBELI, Larissa. Centro de Estudos e Pesquisas em Psicologia e Saúde. ENTREVISTA: REBELDE SEM CASA! - GUIA DA SEMANA – TEEN. Abril de 2008 Disponível em: <www.cepps.com.br/item24990.asp> Acesso em: 06 Março 2016. DUTRA, Silmar da Silva. O TRABALHO DOS ASSISTENTES SOCIAIS JUNTO A ADOLESCENTES E JOVENS: O DESAFIO DE CONSTRUIR E EFETIVAR POLÍTICAS SOCIAIS PÚBLICAS. Revista da Graduação. Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do sul. FACULDADE DE SERVIÇO SOCIAL, 2008. Porto Alegre – RS. Disponível em <http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/graduacao/article/view/ 5040/3725> Acesso em: 24 Abril 2016. IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. INDICADORES SOCIODEMOGRÁFICOS E DE SAÚDE NO BRASIL. Estudos e Pesquisas Informação Demográfica e Socioeconômica número 25, 2009. Rio de Janeiro –RJ. Disponível em: < http://www.ibge.gov.br/english/estatistica/populacao/indic_sociosaude/2009/indicsaude.pdf> Acesso em: 23 Abril 2016 MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL. SERVIÇO SOCIAL. Disponível em: <http://mds.gov.br/assuntos/assistencia-social> Acesso em: 17 Maio 2016. MOURA, Maria Lucia Seidl de. Ribas, Adriana F. P. IMITAÇÃO E DESENVOLVIMENTO INICIAL: EVIDÊNCIAS EMPÍRICAS, EXPLICAÇÕES E IMPLICAÇÕES TEÓRICAS. Estudos de Psicologia 2002, 7(2), 207-215. Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Disponível em: < http://www.scielo.br/pdf/epsic/v7n2/a02v07n2.pd f> Acesso em: 13 Outubro 2016. OLIVEIRA, Jessica Cristina Prado; WIEZORKIEVICZ, Adriana Moro. O CONHECIMENTO DAS MULHERES SOBRE O USO DO PRESERVATIVO FEMININO. Ágora: Revista de Divulgação Científica, nº 1, v. 17, 2010 – ISSN 2237-9010. Universidade do Contestado – UnC/Campus Mafra – SC. Disponível em: <http://www.periodicos.unc.br/index.php/agora/article/viewFile/52/156> Acesso em: 16 de Maio de 2016. OMS, Organização Mundial da Saúde. GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA. Disponível em: <http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs364/es/> Acesso em: 16 de Maio de 2016. 43 PESENTE, Cleyciane Sanches et al. A ORGANIZAÇÃO DA POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL APÓSA LOAS: UM ESTUDO SOBRE OS MUNICÍPIOS DE PEQUENO PORTE I DA SUB-REGIÃO DE PRESIDENTE PRUDENTE. Intertem@s ISSN 1677-1281, Vol. 11, No 11 (2006). Presidente Prudente – SP. Disponível em: <http://intertemas.toledoprudente.edu.br/revista/index.php/Juridica/article/viewArticle/ 439> Acesso em: 14 de Agosto de 2016. PRATTA, Elisângela Maria Machado. Santos, Manoel Antonio dos. FAMÍLIA E ADOLESCÊNCIA: A INFLUÊNCIA DO CONTEXTO FAMILIAR NO DESENVOLV- IMENTO PSICOLÓGICO DE SEUS MEMBROS. Psicologia em Estudo, Maringá, v. 12, n. 2, p. 247-256, maio/ago. 2007. Disponível em <http://www.scielo.br/pdf/pe/v12n2/v12n2a05> Acesso em: 03 Março 2016. SANTOS, Simone Ritta dos. FAMÍLIA, INFÂNCIA E JUVENTUDE: DESIGUALDADE SOCIAL E GERANCIONAL NO CONTEXTO DAS POLÍTICAS SOCIAIS. Revista Digital da Capacitação de Candidatos a Conselheiro (a) Tutelar - Conselho Tutelar - Eleições 2007", Março ,2009. Porto Alegre – RS. Disponível em: < http://www.crianca.mppr.mp.br/ modules/conteúdo/conteudo.php?conteudo=79> Acesso em: 24 Abril 2016. SOCIAL, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO.– Iturama – MG. Disponível em: < http://www.iturama.mg.gov.br/Search.html?ordering=&searchphrase=all&searchword=servi %C3%A7o+social> Acesso em: 19 Maio 2016. SQUIZATTO, Ediléia Paula dos Santos. GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA E O SERVIÇO SOCIAL. Revista Saber Acadêmico N° 16 / ISSN 1980-5950. Graduação em Serviço Social pelas Faculdades Integradas “Antônio de Eufrásio de Toledo” de Presidente Prudente. 2013. Presidente Prudente – SP. Disponível em: <http://www.uniesp.edu.br/revista/ revista16/pdf/artigos/02.pdf> Acesso em: 01 Março 2016. WALLON, Henri. DO ATO AO PENSAMENTO. Porto Alegre: Artes Médicas, 1947. SITES VISITADOS www.aids.gov.br www.tuasaude.com.br