Caso Concreto Aula 3 - Redação Instrumental
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Caso Concreto Aula 3 - Redação Instrumental


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REDAÇÃO INSTRUMENTAL - CCJ0267 
Título 
Caso Concreto 3 
Descrição 
Questão 1 
Considere que as informações juridicamente importantes são aquelas que precisam constar da 
narrativa jurídica porque o julgador necessita desses fatos para esclarecer o conflito e solucionar a 
lide. Assim, redija uma narrativa jurídica sobre o caso concreto abaixo, selecionando todas as 
informações relevantes em ordem cronológica e verifique, ainda, se constam dela os seguintes 
elementos que a constituem: o quê, quem, por quê, quando, onde, como (passo a passo da narrativa). 
Faça uso dos tempos verbais no passado e na terceira pessoa do singular em busca de maior 
veracidade para os fatos narrados. 
Caso Concreto 
No dia 9 fevereiro de 2015, em uma segunda-feira ensolarada, Iolanda de Araújo Nogueira, 
aposentada, 72 anos, portadora de doença degenerativa, com muita pressa, toda maquiada e com um 
belo coque e óculos escuros vermelhos, com roupas e sapatos estranhos à moda atual, dirigiu-se à 
agência do Banco do Estado do Rio Grande Sul (Banrisul) na cidade de Pelotas, com o propósito de 
sacar dinheiro para custear o seu tratamento médico em Porto Alegre. Ficou em duas filas aguardando 
atendimento, no período das 14h55min às 16h26min. Neste intervalo, sentiu-se mal, tendo sido 
acometida por forte diarreia. Pediu, então, à estagiária do banco, moça muito magra e extremamente 
bem vestida, com olhos de ressaca alencariana, acesso ao banheiro, mas foi informada de que os 
banheiros dos funcionários não podiam ser emprestados e o destinado aos clientes passava por 
reformas para tornar-se mais modernoso e atraente aos clientes e aos funcionários. Sentindo fortes 
dores abdominais, a aposentada explicou a situação à gerente, que prometeu ceder o banheiro 
privativo assim que dispusesse de uma funcionária para acompanhá-la. Com a demora, a aposentada 
pediu a um dos vigilantes da agência, que era muito alto, forte e malhado, o telefone da prefeitura e 
o número da Lei das Filas. Como o atraente vigilante não lhe deu atenção, ela resolveu ligar para a 
Brigada Militar (a polícia militar gaúcha). O atendente, após ouvir seu relato, desligou o telefone, sem 
nenhuma explicação. Só depois de uma hora, a Srª. Iolanda foi conduzida ao banheiro por uma 
estagiária chamada Helena Miranda. Ao sair da agência, acompanhada de Hilda Thomás dos Santos, 
secretária, 29 anos, morena, muito elegante e simpática, cliente do Banco, que também se encontrava 
no interior da agência e que se prontificou a servir de testemunha do constrangimento, martírio e 
descaso por que passou, a aposentada registrou Boletim de Ocorrência, no qual informou que se 
sentiu constrangida, humilhada e desrespeitada em sua dignidade quando precisou expor o problema 
físico que a acometia, sem que nenhuma providência fosse tomada. Matilde Correa, baixinha e nada 
elegante, gerente da agência bancária, ao ser interrogada, alegou que a situação que se criou foi fruto 
da impaciência da cliente, num dia de pagamento de benefícios, em que a agência se encontrava cheia 
e ainda por cima com o aparelho de ar condicionado com defeito. E disse, ainda, que a presença de 
funcionário para acompanhá-la se fazia necessária, pois o trajeto até o banheiro privativo dos 
funcionários passa pelo cofre do Banco. (Texto adaptado) 
 
Questão 2 
Coloque os fatos dos casos concretos 1, 2 e 3 na ordem cronológica ou linear, estabelecendo relações 
lógicas entre os raciocínios, e, em seguida, responda às perguntas básicas sobre cada um deles, como: 
QUEM QUER?, QUER O QUÊ?, DE QUEM?, POR QUÊ?, ONDE?,QUANDO?, COMO?. A resposta a essas 
perguntas são importantes porque permitem perceber vários pontos relevantes dos casos concretos 
em estudo. Observe: 
QUEM QUER? Retrata a parte que o advogado representa/Autor. 
QUER O QUÊ? - Retrata o pedido, o mérito. 
DE QUEM? Delimita a parte/ Réu 
POR QUÊ? Retrata a causa de pedir, fundamentos de fato e de direito 
ONDE? Sinaliza a competência/lugar 
QUANDO? É relevante porque se refere à ideia de tempo (dia, mês, ano), marcando a relação de 
anterioridade e posterioridade dos fatos narrados, isto é, a sequência cronológica em que os fatos 
ocorreram 
COMO? O elemento como é o passo a passo da situação fática e auxiliará, inclusive, na interpretação 
do caso concreto, pois é a Narrativa Jurídica propriamente dita. 
Iolanda de Araújo Nogueira, aposentada, com 72 anos de idade e portadora de uma doença 
degenerativa, dirigiu-se, no dia 09 de fevereiro de 2015 a uma agência do Banco do Estado do Rio 
Grande do Sul (Banco Banrisul), na cidade de Pelotas, com o propósito de sacar dinheiro para custear 
seu tratamento médico em Porto Alegre. Após ficar duas horas em duas filas ( das 14:55 às 16:26) 
aguardando atendimento, sentiu-se mal sendo acometida por uma forte diarreia. Pediu então, a 
funcionária do banco que lhe desse acesso ao banheiro quando foi informada que não poderia utiliza-
lo já que o mesmo estava em obra e o único banheiro em condições de uso era o dos funcionários, 
banheiro esse no qual clientes não eram permitidos. Apenas depois de explicado o motivo urgente pelo 
qual dona Iolanda precisava ir ao banheiro a funcionária o permitiu desde que um outro funcionário a 
acompanhasse, o que demorou demasiadamente. Com a demora, a aposentada pediu a um dos 
vigilantes da agência que lhe desse o telefone da prefeitura e o número da Lei de Filas. Como o vigilante 
não lhe deu atenção, Dona Iolanda, resolveu ligar para a Polícia Militar Gaúcha, que também não a 
auxiliou já que o atendente desligou o telefone antes que ela terminasse de falar, sem prestar socorro. 
Apenas depois de mais uma hora, a mesma foi conduzida ao banheiro por uma estagiária chamada 
Helena Miranda. Passados esses eventos, ao sair do banco, Dona Iolanda acompanhada da Senhora 
Hilda Thomás do Santos, 29 anos, secretária, que estava dentro do banco e se prontificou a servir de 
testemunha foi até à polícia onde registraram o Boletim de Ocorrência, no qual informou tudo o que 
aconteceu e o quanto havia se sentido constrangida, humilhada, e desrespeitada em sua dignidade 
quando precisou explicar um problema físico que a acometia, sem que nenhuma providência fosse 
tomada. Em resposta, a gerente do banco Banrisul, Matilde Correia, alegou que a situação que se criou 
foi fruto da impaciência da cliente, num dia de pagamento de benefícios, em que a gerência se 
encontrava cheia e ainda por cima com o aparelho de ar condicionado com defeito. E disse, ainda, que 
a presença de funcionário para acompanha-la se fazia necessária, pois o trajeto até o banheiro 
privativo dos funcionários passa pelo cofre do banco. 
QUEM QUER- Iolanda Araújo Nogueira 
QUER O QUÊ- Utilizar o banheiro após ser acometida por uma diarreia 
DE QUEM- Do banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banco Banrisul) 
POR QUÊ- Porque ficou duas horas esperando atendimento 
ONDE- Na cidade de Pelotas, Rio Grande do Sul 
COMO - (conforme a narrativa já feita acima) 
 
CASO CONCRETO 2 
XIV EXAME DA ORDEM /2014 
Síntese da entrevista realizada com Heitor Samuel Santos, brasileiro, solteiro, desempregado, filho de 
Isaura Santos, portador da identidade 559, CPF 202, residente e domiciliado na Rua Sete de Setembro, 
casa 18, Manaus, Amazonas, CEP 999: 
(8 ) teve a CTPS assinada como assistente de estoque. 
(9 ) mas, em parte do horário de trabalho, também realizava as tarefas de um analista de compras, 
pois seu chefe determinava que ele fizesse pesquisa de preços e comparasse a sua evolução ao longo 
do tempo, atividades estranhas à sua função de assistente de estoque. 
(10 ) trabalhava de 2ª a 6ª feira, das 8h às 16h45min, com intervalo de 45 minutos para refeição, e, 
aos sábados, das 8h às
claudio
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