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Guia de Planejamento e
Orientações Didáticas
Professor – 4ª série
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PROFESSOR(A): ____________________________________________________________
TURMA: ____________________________________________________________________
GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO
SECRETARIA DA EDUCAÇÃO
FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO
São Paulo, 2010
Professor – 4a série
2a edição
Guia de Planejamento e
Orientações Didáticas
4aSerie-Port-OK (correc).indd 14aSerie-Port-OK (correc).indd 1 12/28/09 12:27 PM12/28/09 12:27 PM
Agradecemos à Prefeitura da Cidade de São Paulo por ter cedido esta obra à
Secretaria da Educação do Estado de São Paulo para atender aos objetivos do Programa Ler e Escrever.
Governo do Estado de São Paulo
Governador
José Serra
Vice-Governador
Alberto Goldman
Secretário da Educação
Paulo Renato Souza
Secretário-Adjunto
Guilherme Bueno de Camargo
Chefe de Gabinete
Fernando Padula
Coordenadora de Estudos e Normas Pedagógicas
Valéria de Souza
Coordenador de Ensino da Região Metropolitana 
da Grande São Paulo
José Benedito de Oliveira
Coordenador de Ensino do Interior
Rubens Antônio Mandetta de Souza
Presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Educação
Fábio Bonini Simões de Lima
Diretora de Projetos Especiais da FDE
 Claudia Rosenberg Aratangy
Coordenadora do Programa Ler e Escrever
Iara Gloria Areias Prado
Prefeitura da Cidade de São Paulo
Prefeito
Gilberto Kassab
SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO
Alexandre Alves Schneider
Secretário
Célia Regina Guidon Falótico
Secretária Adjunta
DIRETORIA DE ORIENTAÇÃO TÉCNICA
Regina Célia Lico Suzuki
Elaboração e Implantação do
Programa Ler e Escrever - Prioridade na Escola Municipal
Iara Gloria Areias Prado
Concepção e Elaboração deste Volume
Angela Maria da Silva Figueredo
 Armando Traldi Júnior
Aparecida Eliane de Moraes
Carlos Bifi 
Dermeval Santos Cerqueira
 Ivani da Cunha Borges Berton
Jayme do Carmo Macedo Leme
Kátia Lomba Bräkling
Leika Watabe
Márcia Maioli
Margareth Aparecida Ballesteros Buzinaro
 Silvia Moretti Rosa Ferrari
Regina Célia dos Santos Câmara
Rogério Ferreira da Fonseca
Rogério Marques Ribeiro
Rosanea Maria Mazzini Correa
Suzete de Souza Borelli
Tânia Nardi de Pádua
Consultoria Pedagógica
Kátia Lomba Bräkling
Célia Maria Carolino Pires
Editoração
Teresa Lucinda Ferreira de Andrade
Os créditos acima são da 
publicação original de março de 2008.
Catalogação na Fonte: Centro de Referência em Educação Mario Covas
S239L
São Paulo (Estado) Secretaria da Educação.
Ler e escrever: guia de planejamento e orientações didáticas; professor – 
4º série / Secretaria da Educação, Fundação para o Desenvolvimento 
da Educação; adaptação do material original, Marisa Garcia, Andréa Beatriz 
Frigo. – 2. ed. São Paulo : FDE, 2010.
372 p. : il.
Inclui bibliografi a.
Obra cedida pela Prefeitura da Cidade de São Paulo à Secretaria da 
Educação do Estado de São Paulo para o Programa Ler e Escrever.
Documento em conformidade com o Acordo Ortográfi co da Língua 
Portuguesa.
1. Ensino Fundamental 2. Ciclo I 3. Ensino da escrita 4. Ensino de 
matemática 5. Atividade Pedagógica 6. Programa Ler e Escrever 7. São Paulo 
I. Fundação para o Desenvolvimento da Educação. II. Garcia, Marisa. III. Frigo, 
Andréa Beatriz. IV. Título.
 CDU: 372.4(815.6)
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Ler e Escrever em primeiro lugar
Prezada professora, prezado professor
Este Guia é parte do Programa Ler e Escrever que chega ao seu 
quarto ano presente em todas as escolas de Ciclo I da Rede Estadual 
bem como em muitas das Redes Municipais de São Paulo.
Este Programa vem, ao longo de sua implantação, retomando a mais 
básica das funções da escola: propiciar a aprendizagem da leitura e da 
escrita. Leitura e escrita em seu sentindo mais amplo e efetivo. Vimos 
trabalhando na formação de crianças, jovens e adultos que leiam muito, 
leiam de tudo, compreendam o que leem; e que escrevam com coerência 
e se comuniquem com clareza. Isso não teria sido possível se a Secreta-
ria não tivesse desenvolvido uma política visando ao ensino de qualidade.
Ao longo dos últimos três anos foram muitas as ações que concre-
tizam esta política: o estabelecimento das 10 metas para educação, que 
afi rmaram e explicitaram o compromisso de todas as instâncias da Se-
cretaria na busca da melhoria da qualidade do ensino; a publicação dos 
documentos curriculares; a seleção de professores coordenadores para 
os diferentes segmentos da escolaridade; medidas visando estabilizar as 
equipes nas escolas; a criação do IDESP, para bonifi car o trabalho coleti-
vo e dar apoio às equipes das escolas em maiores difi culdades; o acom-
panhamento sistemático da CENP às ofi cinas pedagógicas das Diretorias; 
os encontros de formação com os professores coordenadores; o aumento 
das HTPCs para professores de Ciclo 1, garantindo assim tempo de estu-
do, planejamento e avaliação da prática pedagógica; o envio de acervos 
literários, publicações e outros materiais à sala de aula para dar mais op-
4aSerie-Port-OK (correc).indd 34aSerie-Port-OK (correc).indd 3 12/28/09 12:27 PM12/28/09 12:27 PM
ções aos professores; o programa de manutenção das escolas que tem 
agilizado as reformas e atendido às emergências com mais rapidez.
Mais recentemente, defi nimos novas jornadas de trabalho, criamos 
regras claras para garantir o trabalho dos temporários, passando a exigir 
um exame para todos os que vierem a dar aulas. Mais importante, defi -
nimos novas regras para os concursos de ingresso, que serão feitos em 
duas etapas, com um curso de formação a ser oferecido pela Escola de 
Formação de Professores de São Paulo. Finalmente, temos a proposta 
de Valorização Pelo Mérito, um projeto que promove uma melhoria radical 
nas carreiras do Magistério do Estado de São Paulo e que reconhece o 
esforço individual do professor no seu constante empenho por melhorar 
a qualidade de nossa educação. 
O norte está estabelecido, os caminhos foram abertos, os instru-
mentos foram colocados à disposição. Agora é momento de fi rmar os 
alicerces para tudo que foi conquistado permaneça. Assim, é tempo de 
deixar que cada escola e cada Diretoria, com apoio da SEE, assumam, 
cada vez mais, a responsabilidade pela tomada de decisões, a iniciativa 
pela busca de soluções adequadas para sua região, sua comunidade, sua 
sala de aula. Sempre sem perder de vista cada aluno e sua capacidade 
de aprender.
Paulo Renato Souza
Secretário da Educação do Estado de São Paulo
4aSerie-Port-OK (correc).indd 44aSerie-Port-OK (correc).indd 4 12/28/09 12:27 PM12/28/09 12:27 PM
Introdução
Este Guia de orientações que você está recebendo foi produzido to-
mando-se como referência as expectativas de aprendizagem para a 4a sé-
rie do Ciclo I e é mais uma ferramenta que visa auxiliá-lo no planejamento 
de situações didáticas de leitura, escrita e matemática, de modo a fa-
vorecer um ensino efi caz e uma aprendizagem efetiva de todos os seus 
alunos.
Conforme proposto pelo programa Ler e Escrever, a grande priorida-
de em nossa rede de ensino é a formação de leitores e escritores com-
petentes. Para isso, é preciso que os alunos possam interagir, a partir 
da leitura e da escrita, com textos de gêneros diferentes e com distintos 
propósitos sociais. 
Nesse sentido, as propostas que encontrará no material conside-ram tanto a aprendizagem de aspectos discursivos da linguagem e pa-
drões de escrita como o desenvolvimento da competência leitora em 
 suas diversas dimensões, o que exige que os alunos tenham acesso a 
diferentes gêneros linguísticos para que possam conhecê-los e obser-
vem suas funções e estruturas de organização.
As opções de organização do tempo didático, conforme têm si-
do observadas em outras publicações do programa, são pelo trabalho 
com projetos e sequências didáticas e pela proposta de atividades per-
manentes de leitura, escrita e análise e refl exão sobre a linguagem e a 
língua.
O primeiro projeto se organiza em torno das lendas, por ser um 
rico gênero literário, por meio do qual os alunos podem se familiari-
zar com a linguagem usada nesse tipo de texto, além de também ter a 
 possibilidade de emitir opiniões e fazer indicações posteriores.
Uma vez que as lendas têm autoria indeterminada e são transmi-
tidas através dos tempos pela oralidade, entrar em contato com elas é 
igualmente importante para que os alunos ampliem seu repertório da 
cultura oral. 
4aSerie-Port-OK (correc).indd 54aSerie-Port-OK (correc).indd 5 12/28/09 12:27 PM12/28/09 12:27 PM
Do mesmo modo, é interessante que observem como a magia po-
de, em determinados momentos, servir como explicação àquilo que era 
desconhecido, atendendo à curiosidade do homem sobre suas origens e 
os fenômenos da natureza. 
O segundo projeto aborda o tema “Universo ao meu redor” e tem 
o propósito de fazer uso da leitura e da escrita para aprender. Para que 
isso aconteça, os alunos deverão entrar em contato com diferentes ti-
pos de textos informativos, imagens e outras fontes de pesquisa, como 
livros, revistas especializadas, internet ou entrevistas com especialis-
tas, de forma a obter informações e aprofundar o conhecimento a res-
peito de um tema. 
Ao pesquisar um assunto, deverão coletar, organizar e discutir infor-
mações, além de terem a oportunidade de, também eles, compartilhar o 
que aprenderam com os demais, seja por meio de registros escritos ou 
de apresentações orais (nesse caso, aprendendo a apresentar um semi-
nário).
Organizamos também duas sequências didáticas. Uma delas, “Len-
do notícias para ler o mundo”, tem como fi nalidade expor os alunos à prá-
tica da leitura e escrita tendo o jornal como suporte. O jornal, caracteriza-
do por uma organização própria na qual categorias de assuntos estão divi-
didas em cadernos, permite uma leitura prazerosa ao mesmo tempo que 
seletiva, uma vez que se pode escolher o que se deseja ler entre textos 
diferentes, com situações de comunicação também diversas, como ocorre 
com reportagens, classifi cados, anúncios, tirinhas e notícias.
Outra sequência didática proposta tem o título “Caminhos do ver-
de” e visa auxiliar os alunos na construção da competência de ler para 
se informar, consultando materiais que tenham informações que favore-
çam o planejamento de passeios.
Trata-se de uma profi ciência que implica a construção de procedi-
mentos de busca de informações em material de leitura de diversas na-
turezas, como jornais, artigos de divulgação científi ca, mapas e roteiros. 
Além disso, requer do aluno a utilização das informações em um plane-
jamento efetivo das atividades e, inclusive, uma avaliação da viabilidade 
da mesma considerando pertinência, adequação e custos. 
4aSerie-Port-OK (correc).indd 64aSerie-Port-OK (correc).indd 6 12/28/09 12:27 PM12/28/09 12:27 PM
Há também uma sequência didática de estudo da pontuação de 
discurso direto e indireto em gêneros literários – contos, crônicas, lendas 
e fábulas – e uma sequência didática de estudo da ortografi a, abrangen-
do as regularidades morfológico-gramaticais, uso do -ICE ou -ISSE, -AN-
ÇA ou -ANSA.
Todas essas atividades foram propostas em torno das expectativas 
de aprendizagem para o 4a série do Ciclo I, conforme consta no docu-
mento “Orientações Curriculares do Estado de São Paulo, Língua Portu-
guesa e Matemática, Ciclo I”, produzido pela FDE – Fundação para o De-
senvolvimento da Educação. 
Desse modo, são objetivos do trabalho criar o ambiente e propor 
situações de práticas sociais de uso da escrita aos quais os alunos não 
têm acesso para que possam interagir intensamente com textos dos 
mais variados gêneros, identifi car e refl etir sobre seus diferentes usos 
sociais, produzir textos e, assim, construir as capacidades que lhes per-
mitam participar das situações sociais pautadas pela cultura escrita.
Na segunda parte deste Guia, você terá as orientações para o tra-
balho com Matemática, uma vez que os conteúdos dessa área, juntamen-
te com os de outras, devem ter como objetivo a busca de uma formação 
integral, dirigida para a CIDADANIA.
Este material foi elaborado seguindo a concepção de que ensinar 
matemática é criar situações didáticas que contribuam para os alunos 
colocarem em jogo os conhecimentos adquiridos, descobrindo que es-
ses nem sempre são sufi cientes para resolver as situações propostas 
e, portanto, há a necessidade de buscar novas estratégias e ideias 
com a exposição das suas próprias hipóteses, da escuta de outras 
opiniões, do confronto de ideias, o que promove um novo patamar de 
 conhecimento.
Nesse sentido, o seu papel deverá ser o de mediar as análises e 
as discussões produzidas pelos alunos, intervindo de forma a colocar 
questões que transformem a sala da aula num espaço investigativo.
Para os alunos aprenderem, é preciso que percebam sentido nas 
atividades, pois assim haverá maior envolvimento. Nesse processo é ne-
cessário que os alunos possam:
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 ■ explicar os procedimentos pessoais que utilizaram para solucio-
nar os problemas, de forma que os colegas possam entender;
 ■ desenvolver uma argumentação que justifi que suas escolhas (por 
exemplo, para solucionar um problema, a organização de um nú-
mero, a representação do deslocamento de uma pessoa ou obje-
to no espaço etc.);
 ■ saber ouvir a argumentação de um colega e as explicações do 
professor;
 ■ saber questionar a opinião dos colegas e do professor para man-
ter ou não a sua opinião;
Todas as atividades se estruturam para que os alunos possam 
atingir os seguintes objetivos:
 ■ resolver situações-problema, a partir da interpretação de enun-
ciados escritos ou orais, desenvolvendo procedimentos de plane-
jar, executar e avaliar, revisando o que e como se fez;
 ■ verifi car as soluções encontradas, comunicando os resultados e 
comparando-as com as de outros colegas, validando ou não as 
respostas encontradas;
 ■ fazer comunicações matemáticas, apresentando resultados pre-
cisos ou aproximados, fazendo uso da linguagem oral e de repre-
sentações matemáticas, estabelecendo relações entre elas.
O material está organizado de modo que os conteúdos não percam 
a natureza do saber matemático produzido socialmente. As atividades 
estão distribuídas por blocos de conteúdo: números, operações e resolu-
ção de problemas (aditivos e multiplicativos), espaço e forma, grandezas 
e medidas e tratamento da informação.
Em cada exercício apresentado você encontrará:
 ■ Título – Nome da atividade.
 ■ Objetivos – O que se pretende que os alunos aprendam com esta 
atividade.
 ■ Planejamento – Apresenta informações de como deve ser a orga-
nização da atividade, qual material necessário e o tempo aproxi-
mado de duração da mesma.
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9Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
 ■ Encaminhamento – Informa a sequência deetapas que podem 
contribuir com o êxito da atividade, além de trazer elementos teó-
ricos para apoiar as suas discussões com os alunos.
Existem ainda, em algumas atividades, orientações de:
 ■ O que mais fazer? – São sugestões que podem complementar o 
trabalho que está sendo desenvolvido com os alunos.
 ■ O que é importante discutir com o aluno – Nesse item destaca-
mos alguns aspectos matemáticos que são importantes e im-
prescindíveis e devem ser discutidos no decorrer da atividade.
Por último, deve-se destacar que este material contém sugestões 
de atividades e dos encaminhamentos. Você poderá reorganizá-las, re-
criá-las a partir do levantamento do conhecimento de seus alunos.
As atividades estão organizadas por blocos de conteúdo, mas é 
muito importante que você utilize, na mesma semana, conteúdos de dife-
rentes naturezas – números, operações, grandezas e medidas, espaço e 
forma e tratamento da informação, pois, como o conhecimento se cons-
trói pelo estabelecimento de relações e generalizações, não é produtivo 
fragmentá-lo em blocos, como se fossem “informações estanques”.
Esperamos que este material contribua com seu trabalho! Ele tem 
como objetivo fundamental apoiar sua ação na tarefa de ensinar. 
Bom trabalho e sucesso nessa empreitada!
Equipe responsável pelo Programa Ler e Escrever
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10 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Sumário
Expectativas de aprendizagem para a 4a série do Ciclo 1 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15
Língua Portuguesa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15
Matemática . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21
Avaliação da aprendizagem
Língua Portuguesa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24
A função das pautas de observação na avaliação e 
no planejamento do professor. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24
Matemática . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25
Dos instrumentos de acompanhamento dos avanços dos alunos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25
Do diagnóstico ao planejamento das intervenções didáticas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26
Situações que a rotina deve contemplar
Língua Portuguesa
Sugestão para a organização da rotina semanal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 33
Quadro da rotina . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 34
Matemática
Sugestão para a organização da rotina semanal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 34
Quadro da rotina . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 36
Atividades de Língua Portuguesa
Projeto didático – Uma lenda, duas lendas, tantas lendas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 38
Etapa 1 – Levantando conhecimentos prévios sobre o gênero . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 42
Atividade 1 – Para início de comversa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 42
Etapa 2 – Compartilhando o projeto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 45
Atividade 2 – Compartilhando o projeto e organizando o trabalho. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 45
Etapa 3 – Ampliando os saberes sobre lendas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 47
Atividade 3A – Conhecendo um pouco mais as lendas (1) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 47
Atividade 3B – Comhecendo um pouco mais as lendas (2) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 53
Atividade 3C – Ampliando o repertório de lendas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 54
Atividade 3D – Roda de leitura . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 57
Atividade 3E – Lendas de outros tempos e lugares . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 60
Atividade 3F – As lendas e o fantástico universo indígena . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 65
Atividade 3G – Nova roda de leitura . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 69
Atividade 3H – Comparando versões de uma lenda . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 70
Atividade 3I – Mais uma roda de leitura . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 75
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11Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Atividade 3J – Analisando aspectos linguísticos das lendas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 76
Atividade 3K – Analisando o discurso nas lendas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 78
Etapa 4: Selecionando as lendas, reescrevendo-as e revisando os textos . . . . . 82
Atividade 4A – Reescrevendo coletivamente uma lenda . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 82
Atividade 4B – Reescrevendo trechos de uma lenda . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 84
Atividade 4C – Selecionando as lendas para serem reescritas, 
planejando a reescrita e reescrevendo-as . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 86
Atividade 4D – Revisando as lendas e editorando-as . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 89
Etapa 5 – Edição e preparação fi nal da coletânea… . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 90
Atividade 5A – Produzindo as ilustrações . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 90
Atividade 5B – Organizando a coletânea . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 91
Atividade 5C – Preparando a apresentação oral da lenda . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 93
Etapa 6 – Avaliação fi nal do trabalho desenvolvido . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 94
Atividade 6 – Avaliação fi nal do trabalho . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 94
Projeto didático “Universo ao meu redor” . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 96
Etapa 1 – Por onde anda o Universo? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 98
Atividade 1 – Levantando conhecimentos prévios sobre o tema . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 98
Etapa 2 – Compartilhando o projeto. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 100
Atividade 2 – Compartilhando o projeto e organizando o trabalho. . . . . . . . . . . . . . . . . . 100
Etapa 3 – Estudando sobre meio ambiente, desmatamento 
e sustentabilidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 103
Atividade 3A – Desequilíbrios provocados pelo homem . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 103
Atividade 3B – O desmatamento e sua infl uência em diferentes
problemas ambientais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 107
Atividade 3C – O desmatamento no Brasil e no mundo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 111
Atividade 3D – A mata atlântica e sua história . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 117
Atividade 3E – O símbolo dourado da mata atlântica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 124
Atividade 3F – A vida na mata . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 128
Atividade 3G – Desmatamento e sustentabilidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 130
Etapa 4 – Estudo e planejamento do seminário . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 136
Atividade 4 – Planejando o seminário . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 136
Etapa 5 – Estudo e planejamento da exposição oral . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 138
Atividade 5A – Investigando saberes dos alunos a respeito de
uma exposição oral . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 138
Atividade 5B – Analisando recursos da organização interna
de uma exposição oral . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 140
Atividade 5C – Planejando uma exposição oral . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 143
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12 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Etapa 6 – Avaliação do trabalho desenvolvido . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 146
Atividade 6 – Avaliação fi nal do trabalho . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 146
Sequência didática da leitura “Caminhos do verde” . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 149
Etapa 1 – Atividades de lazer . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 151
Atividade 1A – Pesquisar diversos portadores, buscando 
indicações de atividades de lazer . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 151
Atividade 1B – Organizando dicas de lazer . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 152
Atividade 1C – Descobrindo o lazer em sua cidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 153
Etapa 2 – Conhecer a mata atlântica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 156
Atividade 2 – Procurando indicações de passeios que
incluam conhecer a mata atlântica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 156
Etapa 3 – Passeio ao Jardim Botânico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 159
Atividade 3 – Estudando o passeio ao Jardim Botânico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 159
Etapa 4 – Reinvestindo o conhecimento aprendido . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 169
Atividade 4 – Recomendações para outro passeio . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 169
Sequência didática “Lendo notícias para ler o mundo” . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 171
Etapa 1 – Apresentação da sequência didática e investigação inicial da 
profi ciência do aluno . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 173
Atividade 1A – Identifi cando notícias . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 173
Atividade 1B – Lendo e estudando uma notícia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 176
Atividade 1C – Explorando os cadernos do jornal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 180
Atividade 1D – Recuperando o contexto de produção de uma notícia . . . . . . . . . . . . . 182
Atividade 1E – As partes que compõem uma notícia – visão geral . . . . . . . . . . . . . . . . . 185
Etapa 2 – Estudo de características da linguagem escrita do gênero . . . . . . . . . . 187
Atividade 2A – As marcas do contexto de produção no título 
e no texto das notícias . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 187
Atividade 2B – Compartilhando diferentes notícias . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 191
Atividade 2C – As declarações e os efeitos que provocam no leitor . . . . . . . . . . . . . . . 192
Atividade 2D – O olho da notícia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 197
Atividade 2E – O lead e a sua função na organização da notícia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 200
Atividade 2F – A ordem dos fatos em uma notícia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 202
Atividade 2G – Reescrevendo uma notícia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 204
Sequência didática “Estudo de pontuação” . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 205
Atividade 1 – Lendo uma crônica para contextualizar o estudo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 207
Atividade 2 – Estudando maneiras de introduzir as falas dos
personagens . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 212
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13Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Atividade 3 – As marcas linguísticas do discurso direto e indireto . . . . . . . . . . . . . . . . . 214
Atividade 4 – Ampliando a refl exão sobre as marcas do
discurso direto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 216
Atividade 5 – As aspas e mais uma possibilidade de uso . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 219
Atividade 6 – Reinvestindo o conhecimento aprendido –
pontuando diálogos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 221
Atividade 7 – Alterando o discurso em um conto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 223
Sequência didática “Estudo da ortografi a” . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 225
Palavras terminadas em -ISSE e -ICE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 226
Atividade 1 – Lendo o poema e comentando . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 227
Atividade 2 – Estudando palavras do poema e ampliando
o repertório . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 229
Atividade 3 – Testando as descobertas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 230
Atividade 4 – Completando o quadro de descobertas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 232
Palavras terminadas em -ANSA e -ANÇA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 234
Atividade 1 – Lendo o poema e comentando . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 234
Atividade 2 – Estudando a ortografi a das palavras selecionadas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . 236
Atividade 3 – Ampliando a análise das palavras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 238
Atividade 4 – Testando as descobertas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 240
Atividades de Matemática
Orientações didáticas gerais para o desenvolvimento das atividades de 
Matemática . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 244
Números . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 244
Atividade 1 – Os números na contagem das populações . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 246
Atividade 2 – Escritas abreviadas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 248
Atividade 3 – Os números racionais no contexto diário . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 252
Atividade 4 – Dividindo fi guras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 254
Atividade 5 – Usando a calculadora para fazer descobertas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 260
Atividade 6 – Comparando os números racionais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 262
Atividade 7 – Jogo das representações decimais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 264
Cálculos e operações . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 266
Resolução de problemas do campo aditivo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 266
Resolução de problemas do campo multiplicativo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 266
Atividade 8 – Analisando dados populacionais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 268
Atividade 9 – Qual é a pergunta? (1) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 270
Atividade 10 – Qual é a pergunta? (2) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 272
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14 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Atividade 11 – Desafi os para multiplicar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 274
Atividade 12 – Estimando para não errar. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 276
Atividade 13 – Desafi os para dividir . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 278
Atividade 14 -- As representações decimais no cotidiano . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 281
Atividade 15 – Calculando porcentagem . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 285
Atividade 16 – Trabalhando com probabilidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 290
Espaço e forma . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 293
Atividade 17 – Traçando a rota . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 294
Atividade 18 – Oriente-se! . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 296
Atividade 19 – As formas geométricas ao nosso redor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 299
Atividade 20 – Conhecendo os poliedros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 301
Atividade 21 – Contando faces, arestas e vértices . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 303
Atividade 22 – Planifi cações de sólidos geométricos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 307
Atividade 23 – Os polígonos: ângulos e lados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 310
Atividade 24 – Contando vértices e ângulos do polígono . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 313
Atividade 25 – Figuras planas – parte e todo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 315
Atividade 26 – Aumentando e diminuindo fi guras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 319
Grandezas e medidas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 322
Atividade 27 – Observando a temperatura em diferentes lugares . . . . . . . . . . . . . . . . . . 323
Atividade 28 – Diferentes países, diferentes moedas: quanto vale o real? . . . . . 325
Atividade 29 – Medidas do dia a dia: comprimento e massa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 328
Atividade 30 – O contorno das fi guras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 333
Atividade 31 – Qual é a área. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 336
Atividade 32 – Área ou perímetro? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 339
Atividade 33 – Que horas são? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 343
Atividade 34 – Contando o tempo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 344
Atividade 35 – Antes ou depois do meio-dia? . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 348
Tratamento da informação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 350
Atividade 36 – Leitura de tabelas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 351
Atividade 37 – Leitura de gráfi cos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 354
Atividade 38 – Traçando gráfi cos de linha . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 358
Atividade 39 – Gráfi cos de setores (pizza) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 362
Atividade 40 – Coletando informações para a construção 
de gráfi cos e tabelas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 365
Referências bibliográfi cas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 368
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15Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Expectativas de aprendizagem 
para a 4a série do Ciclo I 
A Secretaria Estadual da Educação (SEE) reconhece e assume a importância de 
estabelecer expectativas e metas de aprendizagem para os alunos, em cada um dos 
anos dos ciclos, a fi m de orientar o planejamento didático dos professores e, principal-
mente, nortear o currículo do Ensino Fundamental.
As atividades que você encontrará neste material estão organizadas de acordo 
com as expectativas de aprendizagem previstas para o 4a série do Ciclo I, na sua nova 
versão e publicação, constituindo-se em mais uma ferramenta para o trabalho do pro-
fessor, no sentido de favorecer a aprendizagem de seus alunos. 
Língua Portuguesa
As expectativas de aprendizagem para o ensino da Língua Portuguesa nos anos 
iniciais do Ensino Fundamental orientam-se em torno da comunicação oral, da leitura e 
da escrita.
Em relação à oralidade, pretende-se que os alunos sejam capazes de adequar 
seu discurso às diferentes situações de comunicação oral, observando o contexto e 
seus interlocutores.
Na leitura, deverão estar habilitados a ler diferentes textos, considerando as ca-
racterísticas dos gêneros textuais e seus propósitos comunicativos.
Ao escrever, deverão ser capazes de redigir textos diversos, adequando os dife-
rentes gêneros às situações de comunicação, às intenções de quem escreve e aos 
leitores, os destinatários dos textos.
A seguir, relacionamos as expectativas que se pretende alcançar por meio das 
atividades propostas nos projetos, sequências didáticas e atividades permanentes 
constantes deste material.
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16 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
AO FINAL DA 4a SÉRIE DO CICLO I ESPERA-SE QUE OS ALUNOS SEJAM 
CAPAZES DE:
Na comunicação oral Na leitura Na escrita, considerando-se a 
produção de textos e a refl exão 
sobre a língua
Participar de situações de 
intercâmbio oral que requeiram: 
  ouvir com atenção;
  intervir sem sair do assunto 
tratado;
  formular e responder 
perguntas, justifi cando suas 
respostas;
  explicar e compreender 
explicações;
  manifestar e acolher opiniões;
  argumentar e 
contra-argumentar;
Planejar e participar de 
situações de uso da linguagem 
oral, sabendo utilizar alguns 
procedimentos de escrita para 
organizar sua exposição.
Apreciar textos literários. 
Selecionar os textos de acordo 
com os propósitos de sua leitura, 
sabendo antecipar a natureza 
de seu conteúdo e utilizando 
a modalidade de leitura mais 
adequada.
Utilizar recursos para 
compreender ou superar 
difi culdades de compreensão 
durante a leitura (pedir ajuda aos 
colegas e ao professor, reler o 
trecho que provoca difi culdades, 
continuar a leitura com a intenção 
de que o próprio texto permita 
resolver as dúvidas ou consultar 
outras fontes).
Reescrever e/ou produzir 
textos de autoria utilizando 
procedimentos de escritor: 
  planejar o que vai 
escrever considerando a 
intencionalidade, o interlocutor, 
o portador e as características 
do gênero;
  fazer rascunhos;
  reler o que está escrevendo, 
tanto para controlar a 
progressão temática, quanto 
para melhorar outros aspectos 
discursivos ou notacionais do 
texto;
  revisar textos (próprios e de 
outros), em parceria com os 
colegas, assumindo o ponto 
de vista do leitor com a 
intenção de evitar repetições 
desnecessárias (por meio 
de substituição ou uso de 
recursos da pontuação); evitar 
ambiguidades; articular partes 
do texto; garantir concordância 
verbal e nominal;
  revisar textos (próprios e de 
outros), do ponto de vista 
ortográfi co.
Avaliação de aprendizagem
Ao nos referirmos à avaliação da aprendizagem dos alunos é importante lembrar 
que nosso objetivo maior é fazer com que todos os alunos possam utilizar a leitura e a 
escrita de modo competente e, para isso, não basta avaliar apenas as crianças, mas 
também o processo de ensino e aprendizagem, fazendo as modifi cações necessárias 
no planejamento e intervenções didáticas para melhor alcançarmos as metas educa-
cionais a que nos propomos. 
É importante considerar também que o processo de avaliação deve ser contínuo 
e, por isso, não é preciso realizar atividades distintas das habituais para avaliar as 
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17Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
crianças. Portanto, o que aqui se apresenta são alguns critérios para que os professo-
res possam melhor analisar e avaliar o que se passa na sala de aula, particularmente 
o avanço dos alunos em relação às expectativas de aprendizagem. 
A seguir, você encontrará um quadro em que se encontram as expectativas, ativi-
dades cotidianas e os itens a serem observados, que indicam se o aluno alcançou as 
metas para esse momento do ciclo. 
Lembre-se de registrar o que observou e faça uso de suas anotações para me-
lhor intervir junto a seus alunos. 
Expectativa de que os 
alunos sejam capazes de:
Atividade Observar se o aluno...
Participar de situações 
de intercâmbio oral que 
requeiram ouvir com 
atenção, intervir sem 
sair do assunto tratado, 
formular e responder 
perguntas justifi cando 
suas respostas, 
compreender explicações, 
manifestar e acolher 
opiniões, argumentar e 
contra-argumentar.
Roda de curiosidades.
Roda de biblioteca.
Conversas realizadas a par-
tir de leituras compartilha-
das coletivas ou em duplas.
Discussões relacionadas 
aos projetos.
Expõe sua opinião sobre o 
que foi lido, complementa 
informações com conhe-
cimentos que já possui e 
ouve os colegas com aten-
ção, tanto nas situações co-
letivas como nos momentos 
de trabalho em duplas.
Expõe oralmente conteúdos 
aprendidos durante os pro-
jetos utilizando uma lingua-
gem mais formal. 
Fundamenta suas ideias 
não apenas em opiniões 
pessoais, mas também em 
informações aprendidas. 
Refere-se às falas de seus 
colegas ou da professora 
para associar às suas pró-
prias ideias.
Sabe contrapor suas ideias 
às de outros retomando 
os argumentos utilizados e 
rebatendo-os com os seus 
próprios.
Planejar e participar 
de situações de uso 
da linguagem oral 
sabendo utilizar alguns 
procedimentos de escrita 
para organizarsua 
exposição.
Atividades de comunicação 
oral.
Comunica-se com uma 
linguagem formal, sem ter 
de, necessariamente, ler.
Organiza slides ou cartazes 
relacionados à sua fala, 
sem ser uma repetição 
dela, mas um complemento.
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18 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Expectativa de que os 
alunos sejam capazes de:
Atividade Observar se o aluno...
Apreciar textos literários. Leitura pelo professor. 
Roda de biblioteca.
Escuta atentamente.
Compara textos lidos ou 
ouvidos. 
Identifca seus autores 
e gêneros preferidos, 
buscando, por conta própria 
na sala de leitura ou na 
própria classe, textos dos 
quais goste. 
Faz indicações literárias 
aos seus colegas 
apoiando-se em 
características da trama, 
personagens, autor ou 
gênero.
Selecionar os textos de 
acordo com os propósitos 
de sua leitura, sabendo 
antecipar a natureza de 
seu conteúdo e utilizando a 
modalidade de leitura mais 
adequada.
Leitura pelo aluno. Utiliza títulos, subtítulos, 
sumários ou índices para 
descartar textos que não 
interessam aos seus 
propósitos.
Faz uma leitura global para 
separar o que pode lhe 
interessar.
Sabe dizer por que escolhe 
ou descarta um texto/
portador apoiando-se em 
informações do conteúdo 
do texto, do seu portador 
ou do gênero.
Utilizar recursos para 
superar difculdades de 
compreensão durante a 
leitura (pedir ajuda aos 
colegas e ao professor, 
reler o trecho que provoca 
difculdades, continuar a 
leitura com intenção de 
que o próprio texto permita 
resolver as dúvidas ou 
consultar outras fontes).
Leitura pelo aluno. Pede ajuda aos colegas e 
ao professor, relê o trecho 
que provoca difi culdades, 
continua a leitura com 
intenção de que o próprio 
texto permita resolver as 
dúvidas ou consulta outras 
fontes, como dicionário ou 
glossário.
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19Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Expectativa de que os 
alunos sejam capazes de:
Atividade Observar se o aluno...
Reescrever e/ou produzir 
textos de autoria utilizando 
procedimentos de 
escritor: planejar o que 
vai escrever considerando 
a intencionalidade, o 
interlocutor, o portador e as 
características do gênero; 
fazer rascunhos; reler o 
que está escrevendo, tanto 
para controlar a progressão 
temática quanto para 
melhorar outros aspectos, 
discursivos ou notacionais, 
do texto.
Produção de texto pelo 
aluno.
Planeja o que vai escrever, 
considerando os propósitos 
de seu texto e se a 
linguagem está adequada; 
faz rascunhos; relê o que 
escreve e altera quando 
não se dá por satisfeito.
Revisar textos (próprios 
e de outros), em parceria 
com os colegas, assumindo 
o ponto de vista do leitor 
com intenção de evitar 
repetições desnecessárias 
(por meio de substituição 
ou uso de recursos 
da pontuação); evitar 
ambiguidades; articular 
partes do texto; garantir 
concordância verbal e 
nominal.
Participa das discussões 
em torno dos textos, 
propondo mudanças e 
justifi ca suas propostas 
remetendo-se ao provável 
leitor. Propõe substituição 
de palavras repetidas; 
identifi ca problemas de 
concordância e procura 
solucioná-los.
Revisar textos (próprios e 
de outros) do ponto de vista 
ortográfi co.
Revisão de textos. Fica atento aos aspectos 
ortográfi cos trabalhados em 
classe.
Professor, considere que:
A Roda de Curiosidades é uma situação em que os alunos, sentados em círculo, 
com a mediação do professor, trazem notícias, objetos ou informações sobre temas 
diversifcados para conversar a respeito.
A Roda de Biblioteca é uma situação em que os alunos, num dia estipulado para 
fazer empréstimo de livros do acervo da classe ou da biblioteca (sala de leitura) da 
escola, compartilham impressões e fazem recomendações a respeito dos livros lidos. 
A Leitura Compartilhada é aquela em que o professor lê, e os alunos têm o mes-
mo texto em mãos para poder acompanhar a leitura.
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20 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
SITUAÇÕES QUE A ROTINA DEVE CONTEMPLAR
Considerando-se os conteúdos tratados em cada uma das propostas e as pos-
sibilidades de articulação entre elas, assim como as necessidades de aprendizagem 
dos alunos, sugerimos a seguinte ordenação para as propostas de trabalho e organiza-
ção da rotina:
  Projeto “Uma lenda, duas lendas, tantas lendas...” – no primeiro semestre, 
aproximadamente duas vezes por semana.
  Projeto “Universo ao meu redor” – no segundo semestre, aproximadamente 
duas vezes por semana.
  Sequência didática “Caminhos do verde” – no primeiro semestre; aproximada-
mente uma vez por semana. 
  Sequência didática “Lendo notícias para ler o mundo” – no segundo semestre; 
aproximadamente uma vez por semana. 
  Sequência didática “Estudo de pontuação” – aproximadamente uma vez por 
semana.
  Sequência didática “Estudo da ortografi a” – aproximadamente uma vez por 
 semana.
Evidentemente, há outras possibilidades de organização dessa rotina ao longo da 
semana e do ano; porém, é preciso levar em conta os objetivos de cada um dos proje-
tos e das sequências didáticas, além dos desafi os que os alunos precisam enfrentar 
diante de cada uma das propostas.
Parece-nos mais coerente que as modalidades organizativas sejam distribuídas 
ao longo da semana, de modo que os alunos tenham a oportunidade de conviver com 
a variedade de textos sugeridos. Além do mais, não seria produtivo organizar o traba-
lho com os dois projetos em um único semestre, pois são muitas as tarefas que tanto 
o professor quanto o aluno precisarão realizar.
Considerando que o projeto didático “Universo ao meu redor” e a sequência di-
dática “Caminhos do verde” se organizam a partir de textos que tratam de questões 
ambientais, o mais adequado é que sejam distribuídos entre os dois semestres. 
Recomendamos iniciar pela sequência “Caminhos do verde”, pois permite ao pro-
fessor dispor de mais tempo para planejar um passeio ao Jardim Botânico, opção inte-
ressante e um dos conteúdos tratados na sequência.
Com o objetivo de promover um melhor aproveitamento dos alunos em relação ao 
estudo de ortografi a e pontuação, sugerimos que haja, pelo menos, uma aula semanal 
de cada uma das respectivas sequências, intercalando-se apenas os dias em que se-
rão tratadas.
Para que os alunos se apropriem dos conteúdos relativos à ortografi a e pontua-
ção é importante que sejam acompanhados constantemente e que se avalie a neces-
sidade de complementar as atividades deste material com outros exercícios de sis-
tematização, que podem ser propostos no caderno do aluno ou em folhas avulsas. É 
importante lembrar que essas aprendizagens se pautam no uso frequente desses con-
teúdos pelos alunos que, ao valorizarem a escrita e a pontuação corretas, precisam 
observar, com atenção, o modo como escrevem, em todas as suas produções. 
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21Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Sugestão do quadro da rotina semanal
2ª-feira 3ª-feira 4ª-feira 5ª-feira 6ª-feira
1o semestre
Projeto sobre 
lendas
Sequência didática 
Ortografi a
Projeto sobre 
lendas
Sequência didática 
Pontuação
Sequência didática 
Caminhos do verde
2o semestre
Projeto sobre 
Universo 
ao meu redor
Sequência didática 
Ortografi a
Projeto sobre 
Universo 
aomeu redor
Sequência didática 
Pontuação
Sequência didática 
Leitura de notícias
Matemática 
As expectativas de aprendizagem para o ensino da Matemática estão agrupadas 
em cinco grandes blocos temáticos (números, operações, espaço e forma, grandezas 
e medidas, tratamento da informação), traduzidas nas atividades que devem ser distri-
buídas e trabalhadas ao longo do ano. No entanto, é importante ressaltar que se deve 
levar em conta qual é a situação inicial de conhecimento que os alunos possuem para 
se fazer os ajustes necessários no planejamento.
Números
  Compreender e utilizar as regras do sistema de numeração decimal, para leitu-
ra e escrita, comparação, ordenação e arredondamento de números naturais 
de qualquer ordem de grandeza.
  Reconhecer e fazer leitura de números racionais no contexto diário nas repre-
sentações fracionária e decimal.
  Explorar diferentes signifi cados das frações em situações-problema: parte e 
todo, quociente e razão. Escrever números racionais de uso frequente nas re-
presentações fracionária e decimal e localizar alguns deles na reta numérica.
  Comparar e ordenar números racionais de uso frequente nas representações 
fracionária e decimal.
  Identifi car e produzir frações equivalentes, pela observação de representações 
gráfi cas e de regularidades nas escritas numéricas.
Operações
  Analisar, interpretar, formular e resolver situações-problema, compreendendo 
diferentes signifi cados das operações com números naturais.
  Resolver adições com números naturais, por meio de estratégias pessoais e do 
uso de técnicas operatórias convencionais, do cálculo mental e da calculadora, 
e usar métodos de verifi cação e controle de resultados pelo uso do cálculo 
mental ou da calculadora.
  Resolver subtrações com números naturais, por meio de estratégias pessoais 
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22 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
e do uso de técnicas operatórias convencionais, do cálculo mental e da calcu-
ladora, e usar estratégias de verifi cação e controle de resultados pelo uso do 
cálculo mental ou da calculadora.
  Resolver multiplicações com números naturais, por meio de técnicas operató-
rias convencionais, do cálculo mental e da calculadora, e usar estratégias de ve-
rifi cação e controle de resultados pelo uso do cálculo mental ou da calculadora.
  Resolver divisões com números naturais, por meio de técnicas operatórias con-
vencionais, do cálculo mental e da calculadora, e usar estratégias de verifi ca-
ção e controle de resultados pelo uso do cálculo mental ou da calculadora.
  Analisar, interpretar, formular e resolver situações-problema, compreendendo 
diferentes signifi cados da adição e subtração envolvendo números racionais 
escritos na forma decimal.
  Calcular o resultado da adição e subtração de números racionais na forma de-
cimal, por meio de estratégias pessoais e pelo uso de técnicas operatórias 
convencionais.
  Resolver problemas que envolvem o uso da porcentagem no contexto diário, 
como 10%, 20%, 50%, 25%.
  Identifi car as possíveis maneiras de combinar elementos de uma coleção de 
objetos e de contabilizá-las usando estratégias pessoais.
  Explorar a ideia de probabilidade em situações-problema simples.
Espaço e forma
  Descrever, interpretar e representar por meio de desenhos a localização ou a 
movimentação de uma pessoa ou um objeto, e construir itinerários.
  Reconhecer semelhanças e diferenças entre poliedros (como os prismas, as 
pirâmides e outros).
  Identifi car relações entre o número de elementos – como faces, vértices e 
arestas – de um poliedro.
  Explorar planifi cações de alguns poliedros e corpos redondos. 
  Identifi car semelhanças e diferenças entre polígonos, considerando seu núme-
ro de lados e de ângulos. 
  Compor e decompor fi guras planas e identifi car que qualquer polígono pode ser 
composto a partir de fi guras triangulares.
  Ampliar e reduzir fi guras planas pelo uso de malhas quadriculadas. 
Grandezas e medidas
  Utilizar unidades usuais de tempo em situações-problema. 
  Utilizar unidades usuais de temperatura em situações-problema. 
  Utilizar o sistema monetário brasileiro em situações-problema. 
  Utilizar unidades usuais de comprimento, massa e capacidade em situa-
ções-problema.
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23Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
  Calcular perímetro de fi guras desenhadas em malhas quadriculadas ou não. 
  Compreender a área como a medida da superfície de uma fi gura plana. 
  Calcular área de retângulos ou quadrados desenhados em malhas quadricula-
das ou não.
  Resolver situações-problema que envolvam o signifi cado de unidades de medi-
das de superfície.
  Utilizar medidas como centímetro quadrado, metro quadrado, quilômetro qua-
drado e alqueire.
Tratamento da informação
  Resolver situações-problema utilizando dados apresentados de maneira organi-
zada, por meio de tabelas simples ou tabelas de dupla entrada.
  Resolver situações-problema em que os dados são apresentados por meio de 
gráfi cos de colunas ou gráfi cos de barras.
  Ler informações apresentadas de maneira organizada por meio de gráfi cos de 
linha.
  Ler informações apresentadas de maneira organizada por meio de gráfi cos de 
setor.
  Construir tabelas e gráfi cos para apresentar dados coletados ou obtidos em 
textos jornalísticos, científi cos e outros.
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24 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Avaliação de aprendizagem
Língua Portuguesa
A função das pautas de observação na avaliação e no 
planejamento do professor
Neste Guia foram propostas pautas para a observação dos conhecimentos sobre 
os gêneros estudados e sobre as convenções da escrita que podem ser encontradas 
no interior dos projetos e sequências didáticas.
As pautas de observação podem se tornar importantes aliadas do professor 
para acompanhar o desenvolvimento das aprendizagens de seus alunos. A ideia é, 
periodicamente, diagnosticar os saberes dos alunos, quanto aos conteúdos propos-
tos para a 4a série e, com base nessas informações, replanejar seu trabalho e suas 
intervenções.
Mas o que é uma pauta de observação? A pauta de observação consiste na or-
ganização e registro sistemático de informações sobre os conhecimentos dos alunos, 
tanto inicial (antes do desenvolvimento de um projeto ou sequência), quanto proces sual 
(durante o processo de ensino e aprendizagem) e fi nal – momento em que o professor 
pode avaliar o alcance dos objetivos de ensino atingidos com o trabalho realizado.
De posse das pautas de observação (ortografi a, pontuação, conhecimento 
sobre os gêneros) e da comparação dos resultados, identifi que as 
necessidades gerais do grupo e dos alunos que precisam de mais ajuda.
Esse procedimento é essencial. É verdade que no dia a dia você obtém muitas 
informações acerca do que cada aluno sabe. As pautas de observação servem jus-
tamente para fortalecer essas impressões e, ao mesmo tempo, garantir um melhor 
acompanhamento do processo. Sempre há alunos que não chamam tanto a atenção e 
não costumam pedir ajuda (são tímidos ou preferem não se manifestar). Mostram, ao 
longo do ano, avanços menos signifi cativos do que seria esperado, indicando que ne-
cessitam de um acompanhamento próximo. As pautas de observação são registros im-
portantes para se organizar uma síntese das aprendizagens e das necessidades dos 
alunos, permitindo ao professor planejar melhor seu trabalhoem sala de aula.
De posse das pautas de observação, organize duplas de modo que os dois 
parceiros colaborem um com o outro, considerando os objetivos de cada uma 
das atividades.
Após ter orientado os alunos a realizar determinada atividade, caminhe entre eles 
e observe seus trabalhos, especialmente daqueles que têm mais difi culdades.
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25Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
É importante circular pela classe enquanto os alunos trabalham, por diversos mo-
tivos: avaliar se compreenderam a proposta; observar como estão interagindo; garantir 
que as informações circulem e que todos expressem o que sabem e não sabem. Quan-
do necessário, procure questionar e interferir, evitando criar a ideia de que qualquer res-
posta é válida. Observe também se o grau de difi culdade envolvido na proposta não está 
muito além do que podem alguns alunos, se não está excessivamente difícil para eles.
Cada atividade propõe desafi os destinados a favorecer a refl exão dos alunos. 
Muitas vezes você deverá fazer ajustes: questionar alguns para que refl itam um pouco 
mais, oferecer pistas para ajudar os inseguros. 
Matemática
Também em Matemática a avaliação de aprendizagem tem o papel de informar ao 
professor o alcance dos objetivos previstos, onde e como fazer as mudanças necessá-
rias para ajustar o processo do ensino à aprendizagem por parte dos alunos.
Com o procedimento de avaliação, a ideia é ir além de uma simples verifi cação para 
saber se os alunos são capazes de utilizar técnicas e algoritmos que solucionem as qua-
tro operações ou, ainda, escrever e interpretar números em determinada sequência.
É preciso que os objetivos de ensino possam prever ações que desenvolvam nos 
alunos a capacidade de:
  empenhar-se na realização das atividades propostas, utilizando todo o conheci-
mento construído quando se requer a resolução de novas situações-problema;
  expor as dúvidas e reconhecer a necessidade de rever o que ainda não aprendeu;
  utilizar-se de estratégias pessoais para resolver determinado problema, dispon-
do-se a expor suas ideias;
  interagir, estabelecendo uma postura de escuta atenta para entender as expli-
cações do professor e/ou dos colegas;
  formular argumentos, expondo-os a fi m de que sejam validados ou refutados 
pelos colegas, avançando cada vez mais na linguagem matemática;
  reconhecer tanto os seus avanços quanto a necessidade de continuar apren-
dendo.
  Contextualizar o conhecimento matemático, estabelecendo relações com a 
vida cotidiana, e também descontextualizá-lo, generalizando e transferindo co-
nhecimentos a outros contextos.
Dos instrumentos de acompanhamento dos avanços 
dos alunos
Este Guia, assim como os demais produzidos para o Programa Ler e Escrever, 
propõe alguns instrumentos de acompanhamento dos avanços dos alunos, que permi-
tirão planejar melhor as ações didáticas que compõem sua rotina de trabalho.
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26 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Além desses, você professor poderá dispor de um conjunto de atividades e ou-
tros instrumentos de observação de aproveitamento que ajude a ter um foco mais 
ajustado dos avanços e das difi culdades de cada aluno. Porém, é importante lembrar 
que os instrumentos de avaliação utilizados precisam ser elaborados de forma bas-
tante criteriosa, permitindo observar quais conhecimentos foram ou não apropriados 
pelos alunos, como organizam a linguagem matemática para se comunicar, como re-
solvem os problemas apresentados etc.
a) Para diagnosticar o conhecimento numérico dos alunos
Antes de prosseguir no planejamento em relação a números, é preciso que você 
verifi que qual é o conhecimento numérico de todos os seus alunos, até que ordem de 
grandeza produzem e interpretam convencionalmente e em qual grandeza surgem as 
difi culdades.
Se muitos alunos ainda não compreenderam as regularidades da formação do 
sistema de numeração decimal, muito provavelmente poderão se deparar com difi cul-
dades nos estudos de cálculo e operações. E, ainda, de nada adiantará introduzir o 
conceito dos números racionais – previstos para a 4a série do Ciclo I – sem antes os 
alunos terem descoberto as regularidades dos números naturais. Caso assim seja, 
será preciso que o professor retome os conteúdos não dominados pela turma e, a par-
tir deles, avance na construção de novos conhecimentos.
b) Sobre os conhecimentos referentes ao cálculo e à resolução de problemas
Ao longo do ano, os alunos deverão desenvolver habilidades referentes à reso-
lução de problemas e cálculo. Para isso é necessário trabalhar diferentes atividades 
relacionadas às operações nos campos aditivo e multiplicativo.
O ensino das operações não se reduz ao ensino de técnicas operatórias e ao seu 
treino mecânico. Experiências têm mostrado que muitos alunos conseguem realizar o 
cálculo das quatro operações sem se utilizar de algoritmos convencionais. Isso não sig-
nifi ca, no entanto, abandonar o algoritmo no trabalho matemático; signifi ca não enfati-
zar a técnica pela técnica, mas aliá-la ao cálculo mental construído com compreensão.
Resolver problemas requer que os alunos aprendam a:
  ler e interpretar o que precisa ser resolvido; 
  saber selecionar os dados imprescindíveis para a sua resolução; 
  identifi car dados que não são relevantes para a resolução do problema; 
  dispor a planejar estratégias mais adequadas, verifi cando sua efi cácia e qual é 
a operação que o ajudará a chegar ao resultado;
  colocar em prática as estratégias e a operação e verifi car a adequação ou não 
da resposta a que chegou.
Do diagnóstico ao planejamento das intervenções 
didáticas
Diante do exposto, para decidir qual a melhor situação didática a ser apresentada, 
deve-se planejar intervenções no sentido de buscar que todos os alunos avancem em re-
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27Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
lação à compreensão do sistema de numeração e na capacidade de resolver problemas 
propostos. É preciso realizar uma avaliação periódica – as sondagens – para verifi car:
  o que sabem a respeito da escrita dos números; 
  quais estruturas aditivas e multiplicativas costumam utilizar para resolver pro-
blemas;
  quais recursos utilizam para fazer os cálculos. 
É importante que essas avaliações aconteçam em atividades específi cas, separa-
das, mas no mesmo período de tempo, uma vez que o conhecimento numérico auxilia 
na realização de operações e resolução de problemas.
Nesse sentido, são propostas as seguintes sondagens:
  números – maio e outubro;
  resolução de problemas do campo aditivo – maio e outubro;
  resolução de problemas do campo multiplicativo – maio e outubro.
Orientações para a sondagem da escrita de números
  Para essa sondagem, sugerimos que seja feito um ditado de números, indi-
vidualmente.
  Entregue meia folha de sulfi te e peça que escrevam o nome e a data. Faça o 
ditado de números de diferentes grandezas e de modo que não apareçam na 
ordem crescente ou decrescente.
 Sugerimos os seguintes números: 
 J mês de março: 95 – 905 – 1.005 – 5.000 – 9.523 – 10.001 – 31.435 – 
67.308 – 159.002;
 J mês de setembro: 750 – 70.050 – 20.000 – 1.020 – 9.354 – 60.504 – 
384.752 – 2.302.000.
  Recolha o ditado dos alunos e analise a escrita. Em seguida, registre suas 
observações na Pauta de Observação de Números – no 1, na página 30. 
  Faça o registro a cada sondagem realizada. Compare as informações re-
gistradas,observando o percurso do avanço do conhecimento numérico de 
cada um dos alunos, pois isso ajudará você a reorganizar as ações didáticas 
de intervenção para que os alunos ampliem cada vez mais o conhecimento so-
bre os números.
Orientações para a sondagem dos campos aditivo e mul-
tiplicativo e suas representações
Para realizar a sondagem sobre o conhecimento dos alunos a respeito das es-
truturas aditivas e multiplicativas e perceber quais fatores interferem em seu desem-
penho quanto à natureza e representação, recomendamos que os alunos realizem a 
resolução de problemas individualmente.
  Prepare-se com antecedência, lendo e analisando a natureza de cada situação-
-problema.
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28 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
  Prepare a folha com os quatro enunciados dos problemas de cada campo para 
cada aluno.
  Explique a situação de diagnóstico aos seus alunos, esclarecendo que essas 
atividades estão sendo realizadas para se ter um conhecimento do que eles 
sabem e do que precisam aprender; portanto, deverão realizá-las sem ajuda 
dos colegas. Nesse sentido, recomende que cada um resolva-as da melhor for-
ma que puderem.
  Esclareça que as dúvidas deverão ser dirigidas a você professor. Oriente-os 
para que façam os registros para comunicar suas estratégias de solução da 
forma mais clara possível, seja utilizando a técnica operatória ou outra forma 
de registro (desenhos, esquemas etc.).
  Se na sua turma ainda houver alunos que não conseguem ler com autonomia, 
faça uma leitura de cada enunciado em voz alta.
  Organize a classe em grupos de quatro crianças e acompanhe um grupo por 
vez, enquanto as demais se dedicarão a outra atividade possível de ser realiza-
da de forma autônoma e, também, com a ajuda dos colegas.
  É importante que o acompanhamento seja feito dessa forma, pois é possível 
que você precise de maior esclarecimento sobre como o seu aluno chegou à 
solução do problema, uma vez que alguns podem fazer uso de um procedimen-
to que não esteja sufi cientemente explícito para o preenchimento da pauta de 
observação.
  Após o término da atividade, recolha as folhas e faça a análise dos registros, 
tendo por base a pauta de observação para os campos aditivo (página 31) e 
multiplicativo (página 32). Faça esse registro a cada sondagem realizada.
  Recomenda-se que realize as sondagens dos campos aditivo e multiplicativo 
em diferentes dias.
  Compare as informações dessas pautas e de outros instrumentos diários de 
observação. Assim será possível você avaliar os progressos de seus alunos e 
buscar outras propostas didáticas.
Sugerimos os seguintes problemas do campo aditivo para o:
  Mês de maio
1. O número de alunos matriculados nas 4as séries de uma escola era de 187 no 
mês de fevereiro. No fi nal de maio esse número foi para 220. Em quanto alte-
rou o número de alunos matriculados nessa escola, de fevereiro a maio?
2. Fátima foi contar a sua coleção de adesivos. No total são 95, sendo que 35 
são do Garfi eld e 30 da Hello Kitty. Quantos são da Turma da Mônica? 
3. No jogo do bafo, Renato iniciou com 109 fi gurinhas. Ganhou 18 fi gurinhas na 
primeira partida. No fi nal do jogo contou novamente e percebeu que estava 
com 87 fi gurinhas. O que aconteceu da segunda partida até o fi nal do jogo?
4. Marcela nasceu em 1999 e Carla, em 1995. Quem é a mais velha? Qual a di-
ferença de idade entre as duas meninas?
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29Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
  Mês de outubro
1. Em fevereiro e agosto um professor de Educação Física costuma pesar 
os alunos. Em agosto ele verifi cou que o seu aluno Edson tinha 48 quilos. 
 Sabendo-se que ele engordou 3 quilos, quanto pesava Edson em fevereiro?
2. Beto e André fazem coleção de selos. Juntos têm 136. Sabendo que Beto tem 
49, quantos selos tem André?
3. No começo do mês de maio, Sérgio tinha no banco 320 reais que recebeu no 
primeiro mês de trabalho. Toda semana ele vai ao banco verifi car o saldo de 
sua conta. Na segunda semana guardou 45 reais que recebeu de um amigo. 
No fi nal do mês foi verifi car novamente o saldo e viu que estava com 135 
 reais. O que aconteceu entre a terceira e a quarta semana?
4. Ana e Paula resolveram competir nadando durante 30 minutos, sem nenhuma 
parada. Ana conseguiu nadar 565 metros e Paula, 35 metros a mais. Quantos 
metros nadou Paula?
Sugerimos os seguintes problemas do campo multiplicativo para o:
  Mês de maio
1. João vai passar alguns dias na praia e está levando 7 bermudas e 12 camise-
tas. Quantas combinações de bermudas e camisetas ele poderá fazer, sem 
haver repetição?
2. Pedro precisa azulejar uma parede e calculou que para cada fi leira precisará 
de 12 azulejos e para cada coluna, 15. Quantos azulejos ele precisará provi-
denciar?
3. Na barraca de frutas de seu Pedro, 12 laranjas custam 3 reais. Quanto Joana 
vai pagar por 36 laranjas?
4. Carlos tem 12 anos. Seu pai tem o triplo da idade dele. Quantos anos tem o 
pai de Carlos?
  Mês de outubro
1. Numa lanchonete os sucos podem ser vendidos em 3 tamanhos de copo: pe-
queno, médio e grande. Sabendo-se que há 15 combinações de suco e copos 
possíveis, sem que se repitam, quantos tipos de frutas estão disponíveis para 
fazer os sucos?
2. Em uma malha quadriculada distribuída pela professora há 25 quadradinhos 
em cada fi leira e 23 em cada coluna. Quantos quadradinhos há nessa malha 
quadriculada?
3. Se uma caixa com 80 canetas custa 48 reais, quanto custarão 20 canetas?
4. No fi m de semana, Márcio e André verifi caram a quilometragem de seus car-
ros. André fez o cálculo e observou que durante a semana andou a metade 
do que andou Márcio. Sabendo-se que Márcio andou 210 quilômetros nessa 
semana, quantos quilômetros percorreu André?
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31Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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32 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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33Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
SITUAÇÕES QUE A ROTINA DEVE CONTEMPLAR
Língua Portuguesa
Sugestão para a organização da rotina semanal
Considerando-se os conteúdos tratados em cada uma das propostas e as pos-
sibilidades de articulação entre elas, assim como as necessidades de aprendizagem 
dos alunos, sugerimos a seguinte ordenação para as propostas de trabalho e organiza-
ção da rotina:
a. projeto “Uma lenda, duas lendas, tantas lendas...” – três vezes por semana no 
primeiro semestre;
b. projeto “Universo ao meu redor” – três vezes por semana no segundo semes-
tre;
c. sequência didática “Caminhos do verde” – uma vez por semana no primeiro se-
mestre;
d. sequência didática “Lendo notícias para ler o mundo” – uma vez por semana 
no segundo semestre;
e. sequência didática “Estudo de pontuação” – uma vez por semana;
f. sequência didática “Estudo da ortografi a”: palavras terminadas em -ISSE/-ICE 
e palavras terminadas em -ANSA/-ANÇA – uma vez por semana.
Evidentemente, há outras possibilidades de organização dessa rotina ao longo 
da semana e do ano, porém é preciso levar em conta os objetivos de cada um dos 
projetos e das sequências didáticas e os desafi os que os alunos precisarão enfrentar 
diante de cada uma das propostas.
Parece-nos mais coerente que as modalidades organizativas sejam distribuídas 
ao longo da semana, de modo que os alunos tenham a oportunidade de conviver com 
a variedade de textos sugeridos. Além do mais, não seria produtivo organizar o traba-
lho com os dois projetos em um único semestre, pois são muitas as tarefas que tanto 
o professor quanto o aluno precisarão realizar.
Considerando que o projeto didático “Universo ao meu redor” e a sequência di-
dática “Caminhos do verde” se organizam a partir de textos que tratam de questões 
ambientais, o mais adequado é que sejam distribuídos entre os dois semestres. Reco-
mendamos iniciar pela sequência “Os caminhos do verde”, pois permite ao professor 
dispor de mais tempo para planejar um passeio ao Jardim Botânico, opção interessan-
te e um dos conteúdos tratados na sequência.
Também para lidar com a distribuição do tempo e melhor organização do tra-
balho semanal, sugerimos que o professor intercale a sequência de pontuação 
e ortografi a. Uma semana se trabalha com a pontuação e a outra com a ortografi a, 
ou o inverso.
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34 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Quadro da rotina
2a-feira 3a-feira 4a-feira 5a-feira 6a-feira
Matemática
Sugestão para a organização da rotina semanal
Ao planejar a rotina de Matemática, é preciso prever situações didáticas em que 
se contemplem os cinco blocos de conteúdos, quais sejam: números, operações, gran-
dezas e medidas, espaço e forma e tratamento da informação. Reitera-se, assim, a 
necessidade de organizar situações didáticas em que os alunos:
  produzam e interpretem números naturais e decimais presentes em situações 
de uso;
  resolvam problemas dos campos aditivo e multiplicativo; 
  tenham oportunidades de utilizar o cálculo mental, a estimativa e, ainda, o cál-
culo com algoritmos convencionais;
  possam refl etir e utilizar diferentes unidades de medidas; 
  precisem observar a localização e o deslocamento de pessoas e objetos no 
espaço real e virtual, descrever percursos utilizando-se de uma linguagem pró-
pria para esse propósito, observar e explorar as características das formas dos 
objetos e das fi guras geométricas;
  produzam e interpretem tabelas e gráfi cos sempre dentro de uma situação-
-problema.
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35Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Na primeira semana de aula, é importante fazer um levantamento do que os alu-
nos sabem sobre cada um desses conteúdos. Organize, por exemplo, uma roda de 
conversa perguntando sobre de que atividades matemáticas gostammais, em quais 
têm mais difi culdades e, também, trazendo jornais, revistas ou qualquer material im-
presso em que precisem ler as informações numéricas, quer seja em uma manchete, 
um gráfi co, uma tabela. Você ainda pode propor fazer uma visita aos espaços da esco-
la para que alunos novos a conheçam; para isso, poderá solicitar aos que já conhecem 
o espaço que escrevam em um papel orientações de como chegar a um determinado 
lugar do prédio, algo semelhante à brincadeira “Caça ao tesouro”. Também, em outro 
dia, podem-se planejar situações de jogos para verifi car como e quais procedimentos 
utilizam para realizar cálculos, e assim por diante. Cartas de baralho, dados e palitos 
coloridos podem ajudar. Dessa forma, você poderá ter a primeira informação sobre os 
conhecimentos matemáticos de seus alunos.
O planejamento da rotina deve ter como referência as demandas de aprendiza-
gem mapeadas por meio das sondagens propostas e do registro de observações do 
desempenho dos alunos. Esse roteiro poderá ser reorganizado ao longo do ano, depen-
dendo dos avanços e difi culdades dos alunos.
No entanto, segue uma sugestão inicial de distribuição das atividades contem-
plando os diferentes blocos de conteúdos durante a semana. 
Assim, inicialmente as atividades de interpretação e produção de números, ex-
ploração de regularidades, comparação e ordenação de números, bem como de inves-
tigação de valor posicional, podem ser realizadas duas vezes na semana.
Além das atividades com números naturais, nesse volume está presente o tra-
balho com números racionais nas formas fracionária e decimal. Desse modo, além de 
continuar propondo atividades de refl exão sobre os números naturais, é preciso organi-
zar situações em que os alunos observem o uso cotidiano dos racionais e comecem a 
refl etir sobre a sua organização e regularidade. Nesse sentido, eles utilizarão o conhe-
cimento que têm para avançar na ampliação do campo numérico. Para isso, propomos 
o recurso da utilização da calculadora como mais um instrumento para se colocar pro-
blemas e para análise das produções escritas numéricas.
Quanto às atividades de cálculo, podem ser organizadas duas vezes na semana. 
É interessante que no início do ano se privilegiem as situações de resolução de proble-
mas no campo aditivo e, à medida que as crianças avancem na compreensão dessas 
ideias, se incluam as atividades do campo multiplicativo. Elas devem ser realizadas 
para que os alunos continuem ampliando a compreensão dos signifi cados das opera-
ções envolvidas (aditivas e multiplicativas). Para isso, as situações serão organizadas 
de modo que eles façam conjecturas sobre as diferentes maneiras de se obter um 
resultado – usando cálculo mental, estimativa, algoritmos convencionais e não con-
vencionais – e analisem as suas estratégias e a dos colegas, compartilhando as dife-
rentes ideias e procedimentos. Vale recomendar que não se pode esquecer de incluir 
atividades que utilizem a subtração e a divisão.
O trabalho com grandezas e medidas poderá ser realizado uma vez por semana. 
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36 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Neste material são propostas situações-problema do cotidiano para que os alunos 
compreendam como se dá a sucessão do tempo – como se organizam e se utilizam os 
instrumentos sociais de medida de tempo (calendário, relógio) e em que situações se 
usam as diferentes medidas (massa, comprimento, capacidade e temperatura), relacio-
nando-os com os respectivos instrumentos de medição. E, obviamente, resolver proble-
mas abrangendo grandezas e medidas. Destacam-se ainda estudos sobre perímetro e 
área, tão presentes no cotidiano – portanto, conhecimentos necessários aos alunos.
Geometria – espaço e forma é um conteúdo possível de trabalhar desde o início 
do ano, como se pode observar nas atividades propostas neste material. É interes-
sante que se reserve uma aula por semana, alternando as atividades entre espaço e 
forma. As atividades desse bloco visam propor experiências de localização e desloca-
mento de pessoas e objetos no espaço, descrevendo-os com uma linguagem que con-
sidere pontos de referência e corresponda às demandas para isso, além de situações 
em que os alunos tenham a oportunidade de observar diferentes corpos geométricos e 
refl etir sobre suas propriedades.
As atividades sobre o tratamento de informação também poderão estar presen-
tes uma vez por semana, com a fi nalidade de fazer os alunos construírem procedimen-
tos para coletar, organizar, interpretar e comunicar dados, utilizando tabelas, gráfi cos 
etc. Esse conteúdo, no entanto, estará presente de maneira transversal em diferentes 
situações-problema referentes aos demais conteúdos da área de matemática.
É importante ressaltar que há propostas que precisam seguir determinada se-
quência. Outras atividades, por terem um caráter que exige frequência constante, são 
sugestões que poderão ser propostas tais como estão e poderão adotar nova versão, 
modifi cando-se, por exemplo, os dados, a complexidade dos números etc. Não se es-
queça de planejar atividades que poderão ser propostas a título de lição de casa. Es-
sas tarefas poderão ser de exercitação de cálculos, realização de situações-problema 
de complexidade menor, enfi m, atividades que os alunos possam realizar com autono-
mia e que não precisem depender de um adulto para auxiliá-los.
Quadro da rotina
2a-feira 3a-feira 4a-feira 5a-feira 6a-feira
Matemática
Cálculo e 
operações no 
campo aditivo ou 
multiplicativo
Matemática
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Tratamento de 
Informação
Matemática
Cálculo e 
operações no 
campo aditivo ou 
multiplicativo
Matemática
Números naturais
Grandezas e 
medidas
Matemática
Espaço e forma 
Números racionais
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37Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Atividades de
Língua Portuguesa
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38 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
PROJETO DIDÁTICO “UMA LENDA, 
DUAS LENDAS, TANTAS LENDAS...”
O objetivo maior de um projeto sobre lendas é ampliar a capacidade dos alunos 
no uso das práticas de linguagem, de modo que se tornem cada vez mais competen-
tes na oralidade, leitura e escrita. 
Vale lembrar também que, ao conhecer e apreciar lendas, os alunos podem com-
preender melhor a sua e outras culturas, o que favorece o respeito às diferenças.
Para que isso se dê, é importante garantir a realização de sequências didáticas, 
bem como atividades permanentes, tais como a “Roda de leitura”. Nesse caso, é inte-
ressante que haja momentos específi cos para a leitura do professor e outros, também 
na escola, para a leitura dos alunos, situações em que poderão escolher qual lenda 
lerão entre várias oferecidas. 
A “Roda de biblioteca”, ocasião em que devem levar um livro para ler em casa e 
devolvê-lo em data combinada, também é importante para garantir a prática da leitura.
No desenvolvimento das atividades, a discussão temática das lendas – articulan-
do aos textos informações sobre sua origem, região de circulação e personagens – é 
fundamental para a recuperação do contexto de produção das mesmas e, em espe-
cial, dos sentidos que veiculam.
Além disso, é importante que o planejamento das atividades fi que claro para os 
alunos, de modo que eles possam compreender tanto os conteúdos com os quais 
vão lidar no projeto, quanto quais serão as suas responsabilidades em cada etapa 
do mesmo.
Para saber mais
As lendas são de autoria anônima, transmitidas pela tradição oralatravés 
dos tempos. 
Lidam com problemas humanos universais, em que o homem tenta com-
preender e explicar os mistérios do universo tecendo tramas narrativas. 
Assim, as lendas foram criadas por homens de diferentes tempos e lugares 
como uma maneira de explicar o que não conheciam, como o surgimento da 
Terra, o dia e a noite e outros fenômenos da natureza. 
Nesse gênero, o bem e o mal se confundem, assim como o humano e o fan-
tástico. Daí o aparecimento de monstros, heróis, deuses e vários seres 
imaginários que misturam fatos reais e históricos com outros, irreais, 
produtos da imaginação.
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39Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
ORGANIZAÇÃO DA SEQUÊNCIA DE TRABALHO
Sugerimos uma coletânea de lendas preferidas da classe como produto fi nal para 
este projeto. É interessante providenciar um cartaz a ser construído coletivamente 
para anotar o título de cada nova lenda lida no grupo. Essa listagem-inventário será 
útil no momento de escolher as lendas que serão selecionadas para formar a coletâ-
nea da classe.
No entanto, o professor tem outras opções, como: gravar lendas lidas em um CD 
e presentear pessoas da comunidade ou ainda preparar uma apresentação de lendas 
para outra turma ou para os pais, as quais podem ser lidas ou contadas pelos alunos.
Considerando e ampliando os propósitos já descritos, este projeto tem duração 
prevista de quatro meses letivos, considerando-se duas aulas semanais. Está organi-
zado em momentos específi cos, os quais podem compreender mais de uma atividade, 
por estarem vinculadas a um mesmo objetivo. São elas:
1. Levantamento dos conhecimentos prévios dos alunos.
2. Compartilhamento do projeto com a classe.
3. Ampliação do repertório dos alunos a respeito das lendas.
4. Atividades de apreciação e refl exão sobre a língua a partir de lendas.
5. Atividades de produção escrita.
6. Atividades de revisão de texto.
7. Atividades de edição do material produzido (incluindo-se o estudo e a produ-
ção das ilustrações).
8. Encerramento do projeto. 
Ao fazer o levantamento dos conhecimentos prévios dos alunos é possível saber 
quais são os conhecimentos que eles já têm sobre o gênero lendas. É importante que, 
ao longo do trabalho, você continue levantando e avaliando o que os alunos já apren-
deram e em que deverá investir nas situações didáticas posteriores. Para que o proje-
to tenha sentido e propósito, os alunos devem compartilhar dos objetivos e fundamen-
tos que o justifi cam. Assim, compartilhar o projeto com o grupo implica socializar com 
os alunos a proposta desse projeto, bem como suas etapas de realização e tarefas 
necessárias para se chegar ao produto fi nal escolhido.
Sabendo-se quais são os conhecimentos que os alunos têm sobre o gênero e 
tendo partilhado o trabalho com eles, é importante ampliar o repertório que possuem 
sobre as lendas. Nesse momento, invista em seu universo literário, lendo para eles 
lendas de diferentes épocas e lugares. No entanto, optamos pelas lendas brasileiras 
como foco principal do trabalho em leitura e escrita, por permitirem que os alunos co-
nheçam melhor os traços de sua cultura e origens. É importante lembrar que, embora 
seja necessário dar a conhecer aos alunos várias lendas já no início do trabalho, tam-
bém é preciso fazê-lo ao longo das aulas, promovendo a leitura de lendas no início e 
durante o projeto.
As atividades de apreciação e refl exão sobre a língua a partir de lendas têm o obje-
tivo de tornar observáveis aos alunos os elementos que caracterizam o gênero lendas, 
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40 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
isto é, promover a identifi cação de semelhanças e diferenças que defi nem as lendas 
tal como são. Além disso, essas atividades também pretendem tornar-se situações de 
apreciação de textos bem escritos, em que os alunos possam identifi car os acertos do 
escritor ao escolher determinados recursos linguísticos. 
Nos momentos de produção escrita pretende-se que os alunos observem como 
procedem os escritores durante as situações de escrita. Assim, cabe a você ajudá-los 
a se organizar para a escrita de textos, apontando-lhes as características da lingua-
gem que se usa para escrever e ajudando-os a controlar o que já escreveram, bem 
como o que ainda falta.
Entendendo-se que as etapas descritas não precisam ser necessariamente es-
tanques e podem integrar-se para atingir os objetivos maiores de um projeto de lin-
guagem, optou-se aqui por vincular, em alguns momentos, atividades de ampliação do 
repertório de lendas, possibilidades de refl exão sobre a língua e situações de produ-
ção escrita circunstanciais, a fi m de atingir metas mais amplas numa mesma situação 
didática.
Os momentos de revisão do texto podem ocorrer durante a escrita dos mesmos, 
mas é interessante promover também situações posteriores de revisão, em que as 
crianças possam distanciar-se do que escreveram, alternando as condições de pro-
dutor da escrita e leitor. Para que a revisão seja produtiva é preciso eleger focos es-
pecífi cos, uma vez que os alunos não têm condições de examinar e aprimorar várias 
questões ao mesmo tempo. Assim, pode-se escolher, por exemplo, focar a revisão ora 
no discurso escrito, ora nas questões de ortografi a, pontuação e paragrafação. Vale 
também lembrar que, para auxiliar os alunos a desenvolver bons procedimentos de 
revisão de texto, a natureza dessa tarefa exige que ela se dê em vários e diferentes 
momentos, bem como com diversos textos.
Feito isso, é hora de passar para a edição do material produzido, visando sempre 
à conclusão do produto fi nal escolhido. Nessa etapa os alunos devem observar porta-
dores como o que elegeram para ser o produto fi nal, analisando como se organizam 
grafi camente, como são ilustrados, que informações contêm além do texto, com que 
formatos se apresentam.
O encerramento do projeto se dá quando da socialização do produto fi nal com os 
destinatários previamente determinados. No caso de uma apresentação, faz-se neces-
sário preparar o espaço em que esta se dará, organizando recursos e materiais, além 
de ajudar os alunos a se preparar para as exposições orais que porventura venham a 
realizar. Observar e estudar como outras pessoas se apresentam oralmente pode aju-
dar os alunos a se predispor e antecipar como, também eles, devem proceder.
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41Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
ORGANIZAÇÃO GERAL DA SEQUÊNCIA DE ATIVIDADES 
(considerando-se 32 aulas, distribuídas em quatro meses 
de trabalho)
Etapa Atividade
1 Levantando conhecimentos prévios 
sobre o gênero
Atividade 1: Para início de conversa.
2 Compartilhando o projeto Atividade 2: Compartilhando o projeto e 
organizando o trabalho.
3 Ampliando os saberes sobre lendas Atividade 3A: Conhecendo um pouco mais 
as lendas (1).
Atividade 3B: Conhecendo um pouco mais 
as lendas (2).
Atividade 3C: Ampliando o repertório de 
lendas.
Atividade 3D: Roda de leitura.
Atividade 3E: Lendas de outros tempos e 
lugares.
Atividade 3F: As lendas e o fantástico 
universo indígena.
Atividade 3G: Nova roda de leitura.
Atividade 3H: Comparando versões de uma 
lenda.
Atividade 3I: Mais uma roda de leitura.
Atividade 3J: Analisando aspectos 
linguísticos das lendas.
Atividade 3K: Analisando o discurso nas 
lendas.
4 Selecionando as lendas, 
reescrevendo-as e revisando 
os textos
Atividade 4A: Reescrevendo coletivamente 
uma lenda.
Atividade 4B: Reescrevendotrechos de uma 
lenda.
Atividade 4C: Selecionando as lendas para 
serem reescritas, planejando a reescrita e 
reescrevendo-as.
Atividade 4D: Revisando as lendas e 
editorando-as.
5 Edição e preparação fi nal da 
coletânea
Atividade 5A: Produzindo as ilustrações. 
Atividade 5B: Organizando a coletânea.
Atividade 5C: Preparando a apresentação 
oral da lenda.
6 Avaliação fi nal do trabalho 
desenvolvido
Atividade 6: Avaliação fi nal do trabalho.
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42 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
ETAPA 1: LEVANTANDO CONHECIMENTOS 
PRÉVIOS SOBRE O GÊNERO
ATIVIDADE 1: PARA INÍCIO DE CONVERSA
Objetivo
  Levantar os conhecimentos prévios dos alunos sobre lendas. 
Planejamento
  Como organizar os alunos? A atividade é coletiva, e é interessante promover 
um ambiente acolhedor para a leitura do texto.
  Quais os materiais necessários? Texto que será lido – cópia para todos os alu-
nos da folha de Atividade 1.
  Qual é a duração? Cerca de 40 minutos. 
Encaminhamento
  Proponha aos alunos que façam a leitura compartilhada do texto que você vai 
ler. Isso signifi ca que eles deverão ler, silenciosamente e em seu material, o 
mesmo texto que você lerá em voz alta. 
  Lembre-se que seu objetivo nesse momento deve ser “convidar” os alunos à 
leitura de uma lenda e, para que possam ter prazer em ouvi-la e apreciá-la, é 
importante que você se prepare anteriormente para que possa encantá-los, e 
assim ler fl uentemente, em bom volume e com entonação adequada.
  Terminada a leitura, inicie uma roda de conversa, perguntando-lhes se:
 J conheciam ou não essa história;
 J conhecem uma outra versão dessa história;
 J sabem que tipo de história é (observe se vão reconhecê-la como uma lenda);
 J conhecem outras lendas;
 J sabem algo sobre esse gênero. 
  Caso os alunos desconheçam esse gênero, é interessante não fazer uma ex-
posição inicial a respeito, mas ajudá-los a observar o que caracteriza esse tipo 
de texto. Analise com eles:
 J qual é o tema da história;
 J que fenômeno explica;
 J como o explica: científica ou fantasticamente;
 J como organiza essa explicação: que elementos da natureza estão presen-
tes, quem são as personagens, o que fazem na história, a que conclusão a 
narrativa conduz o leitor.
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43Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
  Após essa discussão, comente com eles a origem dessa lenda, nomeando-a 
como tal. Trata-se de uma lenda venezuelana, que pertence à tradição indígena 
dos waraos, que vivem na região Leste da Venezuela, no delta do rio Orinoco. 
Explique-lhes que ubá é um tipo de canoa indígena. 
  Ajude os alunos a elencar as características desse gênero, chamando sua 
atenção para o fato de que está ligada ao surgimento do dia e da noite, perso-
nifi cados pelo sol e a lua. 
ATIVIDADE 1: PARA INÍCIO DE CONVERSA
NOME: __________________________________________________________________________
DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________
Acompanhe com atenção a leitura do texto que seu professor fará.
O DONO DA LUZ
No princípio, todo mundo vivia nas trevas. Os waraos procuravam o que comer 
na escuridão, e a única luz que conheciam provinha do fogo que obtinham da 
madeira. Não existiam então nem o dia nem a noite.
Um dia, um homem que possuía duas fi lhas fi cou sabendo que existia um jo-
vem que era dono da luz. Então, chamou a fi lha mais velha e disse-lhe:
– Vá até onde se encontra o jovem dono da luz e traga-o para mim.
Ela fez sua trouxa e partiu. Mas encontrou pela frente muitos caminhos e aca-
bou tomando um que a levou até a casa do veado. Ali conheceu o animal e 
acabou se distraindo a brincar com ele.
Em seguida, voltou à casa do pai, porém sem trazer a luz.
Então o pai decidiu enviar a fi lha mais nova.
– Vá até onde se encontra o jovem dono da luz e traga-o para mim.
A jovem tomou o caminho certo e, depois de muito andar, chegou à casa do 
dono da luz e disse-lhe:
– Vim para conhecê-lo, fi car um pouco com você e obter a luz para meu pai.
O dono da luz lhe respondeu:
– Eu já esperava por você. Agora que chegou, viverá comigo.
Então o jovem pegou um baú de junco que tinha a seu lado e, com muito cui-
dado, abriu-o. A luz iluminou imediatamente seus braços e seus dentes bran-
cos. Iluminou também os cabelos e os olhos negros da jovem.
Foi assim que ela descobriu a luz. O jovem, depois de mostrar a luz à moça, 
voltou a guardá-la.
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44 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Todos os dias, o dono da luz a tirava do baú para que se fi zesse a claridade e ele 
pudesse se distrair com a jovem. E assim foi passando o tempo. Até que a moça 
se lembrou de que tinha de voltar para casa e levar ao pai a luz que viera buscar.
O dono da luz, que já tinha fi cado amigo da moça, deu a ela, de presente, a luz.
– Tome a luz, leve-a para você. Assim poderá ver tudo.
A jovem regressou à casa do pai e entregou-lhe a luz fechada no baú de jun-
co. O pai pegou o baú, abriu-o e pendurou-o num dos paus que sustentavam 
a palafi ta em que moravam. De imediato, os raios de luz iluminaram a água 
do rio, as folhas dos mangues e os frutos do cajueiro.
Quando, nos vários povoados do delta do rio Orinoco, espalhou-se a notícia 
de que existia uma família que possuía a luz, os waraos começaram a vir 
conhecê-la. Chegaram em suas ubás do rio Araguabisi, do rio Mánamo e do 
rio Amacuro. Eram ubás e mais ubás, cheias de gente e mais gente.
Até que chegou um momento em que a palafi ta já não podia aguentar o peso 
de tanta gente maravilhada com a luz. E ninguém ia embora, pois ninguém 
queria continuar vivendo na escuridão, já que com a claridade a vida era mui-
to mais agradável.
Por fi m, o pai das moças não pôde mais suportar tanta gente dentro e fora de 
sua casa.
– Vou pôr um fi m nisto – disse. – Todos querem a luz? Pois lá vai ela!
E com um soco quebrou o baú e atirou a luz ao céu. O corpo da luz voou para 
o leste, e o baú, para o oeste. Do corpo da luz fez-se o sol, e do baú em que 
ela estava guardada surgiu a lua, cada um de um lado.
Mas, como eles ainda estavam sob o impulso da força do braço que as lança-
ra longe, sol e lua andavam muito rápido. O dia e a noite eram, assim, muito 
curtos, e a cada instante amanhecia e anoitecia.
Então o pai disse à fi lha mais nova:
– Traga-me uma tartaruga.
Quando a tartaruga chegou às suas mãos, esperou que o sol estivesse sobre 
sua cabeça e lançou-a a ele, dizendo-lhe:
– Tome esta tartaruga. É sua, é um presente que lhe dou. Espere por ela.
A partir desse momento, o sol fi cou esperando a tartaruguinha. E, no dia se-
guinte, ao amanhecer, viu-se que o sol caminhava lentamente, como a tarta-
ruga, exatamente como anda hoje em dia, iluminando até que a noite chegue.
(Fonte: Como surgiram os seres e as coisas, Coedição latino-americana, 1987.)
Agora, converse com seus colegas:
  Vocês já conheciam essa história ou outra parecida com essa?
  Qual é o tema dessa história?
  Como ela explica o surgimento do dia e da noite?
  Essa é uma explicação científi ca ou fantástica?
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45Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
  Quem são os personagens que a compõem?
  Ondese passa toda a trama?
  Por que você acha que os venzuelanos contavam essa história uns aos outros?
  Você já ouviu falar na palavra LENDA? Sabe o que signifi ca?
ETAPA 2: COMPARTILHANDO O PROJETO
ATIVIDADE 2: COMPARTILHANDO O PROJETO 
E ORGANIZANDO O TRABALHO
Objetivos
  Conhecer o projeto que será desenvolvido na classe, bem como a maneira pela 
qual o trabalho será desenvolvido.
  Planejar as ações que serão realizadas. 
Planejamento
  Como organizar os alunos? A atividade será realizada coletivamente. 
  Quais os materiais necessários? Lousa, para anotar as etapas combinadas co-
letivamente. É interessante copiá-las depois em um cartaz que possa ser afi -
xado na classe, ao qual se possa retornar para conferir em que momento do 
projeto se encontram.
  Qual é a duração? Cerca de 40 minutos. 
Encaminhamento
  Solicite aos alunos que se sentem em círculo, pois vocês farão uma roda de 
conversa.
  Retome com eles as conversas a esse respeito tidas até então, procurando en-
volvê-los no desenvolvimento do projeto. Explique que o projeto desse semes-
tre será sobre LENDAS, como o texto que leram na aula anterior, e apresente o 
título do mesmo: “Uma lenda, duas lendas, tantas lendas...”.
  Vocês têm várias opções para a escolha do produto fi nal. Entretanto, aqui su-
gerimos uma coletânea das lendas preferidas pelo grupo, as quais serão rees-
critas e depois socializadas com a comunidade.
  Apresente para os alunos o projeto que será desenvolvido, indicando: 
 J título do projeto: “Uma lenda, duas lendas, tantas lendas...”;
 J produto final: elaboração de uma coletânea de lendas – que serão reescri-
tas –, escolhidas entre aquelas de que a classe mais gostar.
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46 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
  Depois de apresentar o projeto, pergunte-lhes o que precisarão estudar para 
poder elaborar o produto fi nal. Oriente-os para que cheguem a alguns conteú-
dos fundamentais:
 J precisarão saber o que é uma coletânea e como se organiza;
 J precisarão conhecer melhor as lendas para poder reescrevê-las de modo 
que fiquem bem interessantes para o leitor;
 J precisarão conhecer muitas lendas para poder escolher as que a classe 
mais gostar;
 J precisarão estudar como um livro pode ser organizado, para elaborarem um 
que todos queiram ler. 
  Registre os aspectos principais da discussão na lousa. Pergunte-lhes de que 
maneira acham que podem aprender sobre todos os aspectos que indicaram e 
anote as sugestões. Incorpore as sugestões na rotina programada para o de-
senvolvimento do projeto.
  Planeje e organize com os alunos as possíveis etapas de trabalho:
 J definição do produto final considerando o destinatário do mesmo;
 J levantamento de possíveis fontes para conhecer melhor as lendas; lembre-
-os de que poderão contar com a comunidade para isso;
 J leitura de lendas diversas para poder escolher aquelas que irão para a cole-
tânea;
 J escolha das lendas a serem reescritas;
 J reescrita das lendas;
 J revisão dos textos, para que todos possam ser lidos e compreendidos por 
qualquer pessoa;
 J organização e edição da coletânea;
 J apresentação do trabalho (a coletânea poderá circular entre as classes, na 
forma de intercâmbio, ou entre as casas dos alunos, para que possam ser 
compartilhadas também com suas famílias).
  Explique, ainda, que esse projeto vai envolver atividades de vários tipos: leitura 
de textos feita pelo professor; roda de leitura, na qual eles apresentarão len-
das que escolherem do acervo pessoal ou da sala de leitura da escola; ativi-
dades para reescrita de lendas; atividades para aprender a respeito da origem 
das lendas ao longo da história.
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47Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
ETAPA 3: AMPLIANDO OS SABERES 
SOBRE LENDAS
ATIVIDADE 3A: CONHECENDO UM POUCO 
MAIS AS LENDAS (1)
Objetivos
  Ampliar conhecimento prévio sobre o gênero, discutindo sua defi nição e as di-
ferentes origens.
  Ampliar o repertório de lendas.
Planejamento
  Como organizar os alunos? A atividade será realizada coletivamente, com so-
cialização de discussões ao fi nal, para sistematização de conhecimentos.
  Quais os materiais necessários? Textos a serem lidos, que constam das folhas 
da Atividade 3A.
  Qual é a duração? Duas aulas de 40 minutos.
Encaminhamento
  Converse com os alunos para apresentação das fi nalidades da atividade. 
  Oriente-os para que abram seu livro na página correspondente à Atividade 3A e 
façam a leitura compartilhada de cada uma das lendas apresentadas, acompa-
nhando a leitura do professor
  Leia com os alunos a lenda “Santo Tomás e o boi que voava”. 
  Depois, leia a lenda “Beowulf e o dragão”. Solicite que os alunos acompanhem 
a leitura. Aproveite para estabelecer relações com o fi lme (A lenda de Beowulf), 
lançado no começo de 2008. Pesquise sobre os atores, tire cópias de propa-
gandas de lançamento publicadas no jornal, por exemplo.
  Para terminar, leia “A lenda da vitória-régia”. 
  A cada leitura, recupere o contexto de produção das diferentes lendas, comen-
tando com os alunos algumas informações:
 J “Santo Tomás e o boi que voava”: lenda que remonta aos primeiros sécu-
los do Cristianismo, quando estas tinham a finalidade de relatar a vida dos 
santos ou mártires, de modo a oferecer bons exemplos de vida para as pes-
soas. Sua origem é latina (europeia). Trata-se de uma lenda do tipo religioso.
 J “Beowulf e o dragão”: lenda do povo dinamarquês, na qual um herói – Beowulf 
– salva a população de dragões assassinos. É uma lenda do tipo em que o 
herói é pessoa da comunidade, bravo, corajoso, que enfrenta perigos para 
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48 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
salvar esse povo, tornando-se herói nacional. À diferença dos contos de fa-
das, o interesse do herói não é o bem-estar da princesa, mas de um povo 
todo. Machado (1994) informa que Beowulf é um herói típico das culturas 
primitivas, daqueles que saíam pelo mundo enfrentando perigos e matando 
monstros. A origem dessa lenda é nórdica e é do tipo extraordinário ou so-
brenatural.
 J “A lenda da vitória-régia”: trata-se de lenda indígena que explica o surgimen-
to da vitória-régia. As lendas indígenas, em geral, são muito próximas do 
mito, por explicarem aspectos da criação do mundo. Trata-se de uma lenda 
naturalista.
  Na lousa, vá anotando os comentários relevantes sobre cada uma das lendas, 
chamando a atenção dos alunos para que observem:
 J a que época essa lenda se refere;
 J qual povo a conta;
 J qual seria a finalidade da lenda.
  Peça que anotem, no quadro correspondente, as observações socializadas co-
letivamente, pois elas serão necessárias na aula seguinte. 
SANTO TOMÁS E O 
BOI QUE VOAVA
BEOWULF E 
O DRAGÃO
A LENDA DA 
VITÓRIA-RÉGIA
Época a qual 
se refere 
Origem 
Propósito 
ATIVIDADE 3A: CONHECENDO UM POUCO 
MAIS AS LENDAS (1)
NOME: __________________________________________________________________________
DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________
1. Acompanhe a leitura que seu professor fará da lenda intitulada “Santo Tomás 
e o boi que voava”.
 Sabendo que é uma lenda e conhecendo o seu título, de que você acha que 
esse texto tratará? Converse com seu professor e demais colegas a esse 
respeito.
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49Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
SANTO TOMÁS E O BOI QUE VOAVA
Contam os fastos da ordem de São Domingos que, achando-se Santo Tomás 
de Aquino na sua cela, no convento de São Jacques, curvado sobre obscuros 
manuscritos medievais, ali entrou, de repente, um frade folgazão, que foi ex-
clamando com escândalo:
– Vinde ver, irmão Tomás, vinde ver um boi voando!
Tranquilamente, o grande doutor da igreja ergueu-se do seu banco. Deixou a 
cela e, vindo para o átrio do mosteiro, pôs-se a olhar o céu, protegendo os 
olhos com as mãos. Ao vê-lo assim, o frade jovial desatou a rir com estrondo.
– Ora, irmão Tomás, então sois tão crédulo a ponto de acreditardes que um 
boi pudesse voar?
– Por que não, meu amigo? – tornou o santo. E com a mesma singeleza, fora 
da sabedoria: – Eu preferi admitir que um boi voasse a acreditar que um reli-
gioso pudesse mentir.
(Machado, Irene. Literatura e redação. São Paulo: Scipione, 1994. p. 97.)
2. Converse com seu professor e demais colegas sobre as seguintes questões:
  Essa lenda se parece com as lendas que você conhecia? Em quê? Explique.
  De que época você acha que é essa lenda? 
  Qual você acha que é a fi nalidade dela? 
3. Agora, acompanhe a leitura que seu professor fará de outra lenda, intitulada 
“Beowulf e o dragão”.
 Comente com seus colegas: Você já ouviu falar nessa lenda? Quando? Co-
nhece a história?
 Acompanhe a leitura a partir do texto apresentado a seguir.
BEOWULF E O DRAGÃO
Havia um rei dinamarquês que era valente na guerra e sábio nos tempos de 
paz. Vivia num castelo esplêndido. Recebia muitos convites e dava festas ma-
ravilhosas. Mas tudo isso era bom demais para durar eternamente.
Um dia, no fi nal de uma festa, todos ouviram um ruído estranho. Era o dragão 
Grandel, que saíra do lago e entrara no castelo. Engoliu o primeiro homem 
que encontrou e gostou tanto do sangue humano que atacou muitos outros. 
Deixou um rastro vermelho como marca de sua passagem.
Desse dia em diante, a vida no castelo mudou completamente. O terrível 
Grandel aparecia todas as noites, matava os homens, bebendo seu sangue, e 
carregava o corpo para o lago. 
Nem mesmo os guerreiros mais fortes conseguiam vencê-lo, e o castelo aca-
bou sendo abandonado.
Depois de doze anos, esta história chegou aos ouvidos de Beowulf, um ca-
valeiro jovem e corajoso, capaz de vencer trinta homens ao mesmo tempo. 
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50 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Quando soube da desgraça que tinha se abatido sobre os súditos do rei dina-
marquês, fi cou comovido e não pensou duas vezes. Escolheu catorze comba-
tentes e partiu para a Dinamarca.
– Quem é você? – perguntou-lhe o rei.
– Sou Beowulf, viemos libertá-lo do terrível Grandel.
O rei sentiu o coração encher-se de esperança. Deu uma grande festa.
Enquanto todos celebravam, um estranho assobio atravessou o castelo.
As portas de ferro caíram por terra e o terrível Grandel entrou pela sala.
Os olhos brilhavam, a boca cuspia fogo e as garras eram espadas que rasga-
vam o chão. Mas antes que ele conseguisse engolir um guerreiro, sentiu uma 
dor insuportável. 
Beowulf havia se lançado na direção do dragão e apertava sua garganta com 
uma força igual a de trinta homens. Grandel se retorceu, urrou, mas não con-
seguiu se soltar. Foi empurrado por Beowulf até o lago e morreu.
O rei agradeceu ao herói e a vida voltou para o castelo. Mas no fundo do lago, 
uma velha feiticeira, a mãe de Grandel, resolveu vingar a morte de seu fi lho. 
Penetrou na grande sala do castelo e aprisionou o conselheiro do rei.
– Caro Beowulf – disse o rei –, preciso novamente de sua ajuda.
Nesse mesmo dia, Beowulf e o rei montaram a cavalo e foram até o lago. 
Boiando sobre as águas, estava a cabeça ensanguentada do conselheiro.
Beowulf mergulhou imediatamente, até que chegou no antro dos monstros. 
Viu uma mulher horrorosa sentada em cima de ossadas humanas.
Era a mãe de Grandel. A bruxa se atirou sobre ele. Beowulf foi mais rápido. 
Sua espada cortou a garganta da velha. Mas ela continuou a atacá-lo.
Nisso, o cavaleiro avistou uma espada gigantesca. Agarrou-a e arrancou a 
cabeça da velha. Foi só então que ele viu, ao lado, o corpo monstruoso de 
 Grandel. Beowulf também lhe cortou a cabeça e carregou-a até a superfície.
Mas depois que Beowulf libertou a Dinamarca desse monstro sinistro, sentiu 
muitas saudades de seu próprio país. Seu tio havia acabado de morrer. E 
como ele era o único herdeiro, foi coroado rei. Governou durante cinquenta 
anos com sabedoria e justiça.
Foi quando novamente recebeu notícias de que um dragão incendiava a Dinamar-
ca. Não perdeu tempo. Convocou sua tropa e viajou para enfrentar o monstro.
O animal o esperava. De sua garganta saíam chamas envenenadas e uma 
fumaça verde. Os cavaleiros de Beowulf apavoraram-se e fugiram; Beowulf 
 viu-se só diante do monstro. Mas havia alguém a seu lado: Wiglaf, o mais jo-
vem dos homens de sua tropa.
Esquecendo-se da espada, Beowulf atacou o dragão com tanta força que nem 
parecia que havia envelhecido. O monstro grunhiu e o sangue escorreu do 
ferimento de sua garganta. Mesmo assim Beowulf foi atingi-lo com o golpe 
mortal e percebeu que sua espada havia se partido ao meio.
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51Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Estava condenado. Então ouviu uma voz:
– Estou a seu lado, meu rei.
Era Wiglaf, que imediatamente atacou o dragão, ferindo-o mortalmente.
O dragão estendeu a pata e atingiu o rei com suas garras venenosas. Beowulf 
sentiu o veneno penetrar nas profundezas de seu corpo. Antes que a vida o 
deixasse, disse:
– Eu te nomeio rei, fi el Wiglaf. E como prova disso, aqui está o meu anel.
Estas foram as últimas palavras do célebre matador de dragões, Beowulf.
Ele morreu tranquilo, porque sabia que seu sucessor era o mais corajoso de 
todos os homens, o melhor de todos os guerreiros, e que reinaria com justiça, 
trazendo felicidade a seu povo.
(Machado, Irene. Literatura e redação. São Paulo: Scipione, 1994. p. 99-100.)
4. Converse com seu professor e demais colegas sobre as seguintes questões:
  Essa lenda é mais parecida com as que você já conhecia? Em quê? Explique.
  Em que essa lenda se parece com a que foi lida antes?
  De que época você acha que é essa lenda?
  De onde vem essa lenda? De que povo?
  Qual você acha que é a fi nalidade dessa lenda?
5. Agora, acompanhe a leitura da “Lenda da vitória-régia”.
 Comente com seus colegas e professor: Você já conhece essa lenda? De que 
ela trata?
A LENDA DA VITÓRIA-RÉGIA 
A enorme folha boiava nas águas do rio. Era tão grande que, se quisesse, o 
curumim que a contemplava poderia fazer dela um barco. Ele era miudinho, 
nascera numa noite de grande temporal. A primeira luz que seus pequeninos 
olhos contemplaram foi o clarão azul de um forte raio, aquele que derrubara a 
grande seringueira, cujo tronco dilacerado até hoje ainda lá estava.
“Se alguém deve cortá-la, então será meu fi lho, que nasceu hoje”, falou o caci-
que ao vê-la tombada depois da procela. Ele será forte e veloz como o raio e, 
como este, ele deverá cortá-la para fazer o ubá com 
que lutará e vencerá a torrente dos grandes rios...”
Talvez, por isso, aquele curumim tão pequenino 
já se sentisse tão corajoso e capaz de enfrentar, 
sozinho, os perigos da selva amazônica. Ele ca-
minhava horas, ao léu, cortando cipós, caçando 
pequenos mamíferos e aves; porém, até hoje, nosseus sete anos, ainda não enfrentara a torrente 
do grande rio, que agora contemplava.
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52 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Observando bem aquelas grandes folhas, imaginou navegar sobre uma delas, 
e não perdeu tempo. Pisou com muito cuidado – os índios são sempre muito 
cautelosos – e, sentindo que ela suportava o seu peso, sentou-se devagar, e 
com as mãozinhas improvisou um remo. Desceu rio abaixo.
É verdade que a correnteza favorecia, mas, contudo, por duas vezes quase caiu. 
Nem por isso se intimidou. Navegou no seu barco vegetal até chegar a uma pe-
quena enseada onde avistou a mãe e outras índias que, ao sol, acariciavam os 
curumins quase recém-nascidos embalando-os com suas canções, que falam 
da lua, da mãe-d’água do sol e de certas forças naturais que muito temem.
Saltando em terra, correu para junto da mãe, muito feliz com a façanha que 
praticara:
“Mãe, tenho o barco. Já posso pescar no grande rio?”
“Um barco? Mas aquilo é apenas um uapê; é uma formosa índia que Tupã 
transformou em planta.”
“Como, mãe? Então não é o meu barco? Você sempre me disse que eu um 
dia haveria de ter meu ubá...”
“Meu fi lho, o teu barco, tu o farás; este é apenas uma folha. É Naia, que se 
apaixonou pela lua...”
“Quem é Naia?”, perguntou curioso o indiozinho.
“Vou contar-te... Um dia, uma formosa índia, chamada Naia, apaixonou-se 
pela lua. Sentia-se atraída por ela e, como quisesse alcançá-la, correu, cor-
reu, por vales e montanhas atrás dela. Porém, quanto mais corriam, mais lon-
ge e alta ela fi cava. Desistiu de alcançá-la e voltou para a taba.
“A lua aparecia e fugia sempre, e Naia cada vez mais a desejava.
“Uma noite, andando pelas matas ao clarão do luar, Naia se aproximou de um 
lago e viu, nele refl etida, a imagem da lua.
“Sentiu-se feliz; julgou poder agora alcançá-la e, atirando-se nas águas cal-
mas do lago, afundou.
“Nunca mais ninguém a viu, mas Tupã, com pena dela, transformou-a nesta lin-
da planta, que fl oresce em todas as luas. Entretanto uapê só abre suas petalas 
à noite, para poder abraçar a lua, que se vem refl etir na sua aveludada corola.
“Vês? Não queiras, pois, tomá-la para teu barco. Nela irás, por certo, para o 
fundo das águas.
“Meu fi lho, se se sentes bastante forte, toma o machado e vai cortar aquele 
tronco que foi vencido pelo raio. Ele é teu desde que nasceste.
“Dele farás o teu ubá; então, navegarás sem perigo.
“Deixa em paz a grande fl or das águas...”
Eis aí, como nasceu da imaginação fértil e criadora de nossos índios, a histó-
ria da vitória-régia, ou uapê, ou iapunaque-uapê, a maior fl or do mundo. 
(Machado, Irene. Literatura e redação. São Paulo: Scipione, 1994. p. 105-106.)
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53Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
6. Agora, converse com seu professor e demais colegas sobre as seguintes 
questões:
  E essa lenda, é mais parecida com alguma das que você já conhecia? Em quê? 
Explique. Com a ajuda de seus colegas e também do professor, preencha o qua-
dro a seguir.
SANTO TOMÁS E O 
BOI QUE VOAVA
BEOWULF E 
O DRAGÃO
A LENDA DA 
VITÓRIA-RÉGIA
Época a qual 
se refere 
Origem 
Propósito 
ATIVIDADE 3B: CONHECENDO UM POUCO 
MAIS AS LENDAS (2)
Explique aos alunos que vocês lerão novamente cada uma das lendas da aula an-
terior para seguir a proposição das atividades. Faça a leitura compartilhada das mes-
mas e, depois, releia também com eles o quadro que preencheram sobre a época, 
origem e fi nalidade das lendas. 
A seguir, organize os alunos em duplas e explique-lhes que, a partir do quadro 
anterior, deverão comparar as três lendas e preencher uma nova tabela, analisando 
o que as lendas apresentadas têm em comum e o que têm de diferente. Sugestão de 
preenchimento do quadro:
QUADRO COMPARATIVO DAS TRÊS LENDAS
O QUE AS LENDAS TÊM EM COMUM? O QUE AS LENDAS TÊM DE DIFERENTE?
  Todas têm um ensinamento a passar 
para o leitor: o exemplo da crença 
contra a mentira; o exemplo da 
coragem e fi delidade a um povo; o 
exemplo da crença enganosa nas 
aparências.
  Nenhuma delas tem autor.
  Todas explicam aspectos da cultura 
de um povo.
  Os protagonistas são seres humanos 
comuns.
  Os fatos narrados são tratados como 
episódios da vida real de um povo, e 
não como invenções.
  Cada lenda tem uma origem diferente.
  Todas utilizam personagens como 
exemplos de referência para os 
ensinamentos, mas são muito 
diferentes entre si: um santo, um 
herói guerreiro; uma pessoa comum 
da tribo.
  Em duas delas há a presença de 
elemento extraordinário.
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54 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Quando todos tiverem terminado, oriente-os a formar um grande grupo novamen-
te, para que possam socializar o que cada dupla descobriu.
ATIVIDADE 3B: CONHECENDO UM POUCO 
MAIS AS LENDAS (2)
NOME: __________________________________________________________________________
DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________
Para realizar esta atividade, você lerá novamente, com seu professor, as lendas 
da aula anterior. 
Depois, reúna-se com seu colega e procure descobrir o que as três histórias têm 
em comum e quais são as diferenças entre elas. A seguir, converse com ele e organi-
zem, na tabela abaixo, as informações levantadas. 
QUADRO COMPARATIVO DAS TRÊS LENDAS
O QUE AS LENDAS TÊM EM COMUM? O QUE AS LENDAS TÊM DE DIFERENTE?
ATIVIDADE 3C: AMPLIANDO O REPERTÓRIO 
DE LENDAS
Objetivos
  Ampliar o repertório sobre lendas.
  Identifi car expressões linguísticas presentes nas lendas.
Planejamento
  Como organizar os alunos? A atividade inicialmente é coletiva, e os alunos po-
dem permanecer em suas carteiras. Depois, eles se organizarão em duplas, 
previamente defi nidas pelo professor.
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55Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
  Quais os materiais necessários? Texto que será lido, que consta da folha de 
Atividade 3C; lendas lidas anteriormente que se encontram no livro do aluno, 
caderno de classe, quadro comparativo das três últimas lendas lidas.
  Qual é a duração? Uma aula de 60 minutos.
Encaminhamento
  Converse com os alunos para apresentação das fi nalidades da atividade. 
  Oriente-os para que saibam que, no primeiro momento, trabalharão coletiva-
mente e, depois, em duplas indicadas por você. Planeje-as de modo que os 
alunos possam colaborar um com o outro; não se esqueça também de analisar 
se a interação entre a dupla pode ser efetivamente produtiva.
  Leia a lenda com os alunos. Informe-os que é de origem tupi, que era uma 
nação indígena que, depois, uniu-se aos guaranis, dando origem à nação 
tupi-guarani.
  Pergunte a eles se entenderam a lenda, se têm algum aspecto para comentar 
e, em seguida, retome o quadro analítico que compara as três lendas lidas na 
Atividade 3A, recuperando as características indicadas como comuns aos três 
textos. Retome cada ponto e analise “A lenda do papagaio Crá-Crá” em cada 
um de seus aspectos:
 J O que essa lenda procura explicar?
 J Qual aspecto da cultura do povo brasileiro essa lenda revela?
 J Quem são os protagonistas, as personagens?J Os fatos narrados são tratados como episódios comuns da vida das pessoas?
  Terminada a leitura e a discussão, lembre-se de registrar o nome da lenda na 
lista-inventário elaborada com os nomes das lendas lidas até o momento. Esta 
lenda comporá o inventário e, ao fi nal das leituras, será uma das que poderão 
– ou não – compor a coletânea da classe. Essa decisão será tomada posterior-
mente, quando o repertório estiver composto.
  Após esse momento, inicie a análise coletiva da escrita dessa lenda, salien-
tando a presença da ênclise na utilização dos pronomes, como por exemplo: 
assou-os, sapecaram-lhe, comendo-os.
  Depois disso, chame a atenção dos alunos para as expressões utilizadas no 
texto, como, encontrou em vez de achou; sapecaram-lhe, para dizer que quei-
maram de leve; arranhavam a garganta em vez de machucavam; os frutos em 
vez de as frutas etc. 
  Solicite aos alunos que registrem, em seu caderno, as expressões levantadas 
coletivamente por vocês. Quando tiverem terminado de identifi car as expres-
sões de “A lenda do papagaio Crá-Crá”, peça-lhes que se reúnam em duplas, 
previamente defi nidas por você, e complementem a lista de expressões anali-
sando também outras duas lendas entre as que foram lidas até o momento. 
Quando tiverem terminado, socialize as informações observadas pelos alunos, 
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56 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
registrando, num cartaz, as expressões levantadas. Elas poderão ser úteis 
para consultas posteriores, quando as crianças tiverem que reescrever as len-
das para a coletânea.
ATIVIDADE 3C: AMPLIANDO O REPERTÓRIO 
DE LENDAS 
NOME: __________________________________________________________________________
DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________
1. Vocês lerão “A lenda do papagaio Crá-Crá”. Trata-se de uma lenda de origem 
indígena – tupi – e, à medida que foi sendo contada, acabou incorporada e 
transformada pelo povo, circulando, depois, pelo Brasil todo. Esse modo de 
contar, a linguagem presente nessa versão da lenda, é mais típico das regiões 
Sul e Sudeste do país.
A LENDA DO PAPAGAIO CRÁ-CRÁ 
Conta a lenda que, antigamente, morava em um vilarejo um menino muito 
guloso. Tudo que via, queria comer, e a gula era tanta, a pressa de comer era 
tamanha, que ele tinha costume de engolir a comida sem mastigá-la.
Uma vez sua mãe encontrou frutos de batoí e assou-os na cinza. 
O fi lho, sem querer esperar, comeu todos os frutos, tirando-os diretamente do 
fogo e, como sempre, engoliu-os sem pestanejar.
Os frutos do batoí são frutos cuja polpa viscosa se mantém quentíssima por 
muito tempo. Comendo-os tão quentes, sapecaram-lhe a garganta, de forma 
que doía muito e queimavam-lhe o estômago.
O menino, tentando vomitar os frutos comidos, começou a fazer força para 
expulsá-los. Arranhava a garganta grunhindo crá-crá-crá! Mas os frutos não 
saíam... e entalaram na garganta, sufocando-o.
No mesmo momento, cresceram-lhe as asas e as penas e ele tornou-se um 
papagaio. Voou pra longe. Até hoje pode-se ouvi-lo vagando pelas matas do 
lugar, voando e gritando “crá-crá-crá”!
(Machado, Irene. Literatura e redação. São Paulo: Scipione, 1994. p. 105-106.)
2. Retome o quadro com as características das lendas analisadas e comente 
com seu professor e colegas: essa lenda contém as características comuns 
às demais lendas até o momento? Para explicar, procure responder às seguin-
tes questões:
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57Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
ANALISANDO “A LENDA DO PAPAGAIO CRÁ-CRÁ”
ASPECTOS INFORMAÇÕES OBSERVADAS
O que essa lenda procura explicar? 
Esta lenda revela um aspecto da 
cultura do povo brasileiro. 
Qual é ele?
Quem são os protagonistas? 
São pessoas comuns?
Os fatos narrados são tratados 
como episódios comuns da vida 
das pessoas? Explique.
Há outros aspectos importantes 
a ser considerados?
3. Com seus colegas e com a ajuda de seu professor, releia “A lenda do papa-
gaio Crá-Crá” observando as expressões que foram utilizadas para contar a 
história. Anote-as em seu caderno.
4. Agora, sente-se com sua dupla de trabalho e procurem, em seu livro, as len-
das que foram lidas. Escolha duas delas para fazer a mesma análise, anotan-
do, cada um em seu caderno, as expressões interessantes que encontrarem. 
Depois, compartilhe o trabalho com os demais colegas da turma.
ATIVIDADE 3D: RODA DE LEITURA 
Objetivos
  Ampliar o repertório de lendas da classe. 
  Apropriar-se de comportamento leitor nas atividades de apresentação e indica-
ção de textos lidos.
Planejamento
  Como organizar os alunos? A atividade é coletiva; os alunos deverão fi car em 
círculo.
  Quais os materiais necessários? Cada aluno com a obra que leu (livro retirado 
da Sala de Leitura, caso a escola a possua. Se assim não for, é necessário 
que o professor pesquise e indique uma biblioteca pública próxima à escola, 
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58 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
para que os alunos possam fazer o empréstimo de livros). Cartaz de referência 
para inventário de lendas, para inclusão das lidas e identifi cação das que fo-
rem indicadas para a coletânea.
  Qual é a duração? Cerca de duas aulas de 40 minutos. 
Encaminhamento
  Converse com os alunos sobre a fi nalidade da atividade e como ela se desen-
volverá:
Parte A – 1a Aula
  Explique aos alunos que deverão ir à Sala de Leitura (ou à biblioteca pública 
próxima à escola) e, com ajuda de um bibliotecário ou funcionário responsá-
vel, selecionar um livro que contenha uma ou mais lendas para realizar a lei-
tura (é importante combinar esse momento com antecedência com a pessoa 
responsável).
  A partir de sua escolha, realizar a leitura tendo claro o objetivo de indicar ou 
não o livro lido à sua turma. Para tanto, você, professor, poderá oferecer um 
roteiro para essa indicação conforme segue.
ROTEIRO PARA INDICAÇÃO DE LEITURA
1. Apresente a obra que você leu, informando:
a. título; 
b. autor; 
c. editora;
d. como a obra se organiza (só lendas brasileiras, só apresenta uma lenda 
etc.). Nesse momento você pode dar uma lida rápida no índice, se achar in-
teressante para os colegas; não se esqueça também de mostrar-lhes o livro;
e. se tem ilustrações, de que tipo são – observe se são pinturas, gravuras, 
fotografi as; se são coloridas, se explicam ou não informações do texto (e 
mostre-as para seus colegas) – e dê a sua opinião sobre elas.
2. Comente a lenda que você leu, informando:
a. título; 
b. origem da lenda (se houver informação sobre isso no livro); 
c. em que região costuma circular; 
d. tema, ensinamento ou fenômeno que explica; 
e. personagens; 
f. mostre as ilustrações da lenda;
g. se há relações que se possa estabelecer com alguma lenda do inventário 
da classe ou outra que você conheça.
3. Apresente um pequeno resumo da lenda, comentando:
a. se gostou ou não e por quê;
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59Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
b. se recomendaria – ou não – para compor a coletânea da classe, esclarecen-
do o motivo de sua afi rmação ou negação;
c. se quiser, pode ler um trecho da lenda também ou, pelo menos, aquele que 
você considerou mais interessante ou bonito. Os alunos não precisam registrar por escrito todas essas informações. Mas é 
interessante que tenham um mapa de acompanhamento das leituras que fi ze-
rem de maneira independente, nas atividades de leitura de escolha pessoal, 
comentadas na roda.
  Para tanto, você pode orientá-los para que tenham colado no caderno, ou arqui-
vado em uma pasta, um roteiro como o da página seguinte. Esse mapa pode 
ser de grande valia para você acompanhar o desempenho de seu aluno quanto 
a preferências pessoais, extensão de obras que seleciona e complexidade das 
mesmas; quais obras ele conseguiu terminar, quais abandonou e por quê.
  Na apresentação, esteja atento para o tipo de indicações que o aluno faz so-
bre o material lido, em especial, se ele recomenda que a lenda apresentada 
componha a coletânea ou não. Se ele recomendar, pode contar a lenda toda 
para a classe. 
  De qualquer maneira, ao fi nal de cada apresentação, o título da lenda reco-
mendada será registrado no inventário.
Parte B – 2a aula
  Organize o revezamento entre eles, pois nem todos contarão o que leram nes-
sa aula. Informe que a roda sempre se organizará pela apresentação de um 
dos três (ou quatro) grupos constituídos. Esses grupos, defi nidos a priori, deve-
rão se apresentar segundo o cronograma combinado previamente.
  Defi na um máximo de apresentações por dia, considerando o número de alu-
nos da classe e o tempo disponível para essa aula.
ATIVIDADE 3D: RODA DE LEITURA
NOME: __________________________________________________________________________
DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________
Agora você irá participar de uma roda de leitura. Você já sabe que, nesses momen-
tos, deve comentar o que leu, recomendando – ou não – para seus colegas.
Neste momento, estamos estudando lendas, e a sua tarefa foi selecionar uma 
obra na sala de leitura ou biblioteca pública e comentá-la, de maneira que essa 
obra possa, por um lado, compor nosso inventário de lendas e, por outro, ser indi-
cada para compor a coletânea que a classe organizará.
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60 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Segue abaixo um roteiro de indicação de leitura para que você se oriente para 
executar essa atividade.
ROTEIRO PARA INDICAÇÃO DE LEITURA
1. Apresente a obra que você leu, informando:
a. título;
b. autor; 
c. editora;
d. como a obra se organiza (só lendas brasileiras, só apresenta uma lenda etc.). 
Nesse momento você pode até dar uma lida rápida no índice, se achar inte-
ressante para os colegas; não se esqueça de mostrar-lhes o livro também;
e. se tem ilustrações, de que tipo são – observe se são pinturas, gravuras, fo-
tografi as; se são coloridas, se explicam ou não informações do texto (mos-
tre-as para seus colegas) e dê sua opinião sobre elas.
2. Comente a lenda que você leu, informando:
a. título;
b. origem da lenda (se houver informação sobre isso no livro);
c. em que região costuma circular;
d. tema, ensinamento ou fenômeno que explica;
e. personagens;
f. se constam ilustrações da lenda;
g. se há relações que se possa estabelecer com alguma lenda do inventário 
da classe ou outra que você mesmo conheça.
3. Apresente um pequeno resumo da lenda, comentando:
a. se gostou ou não e por quê;
b. se recomendaria – ou não – para compor a coletânea da classe, explicando 
o motivo de sua afi rmação ou negação;
c. se quiser, pode ler um trecho da lenda também ou, pelo menos, aquele que 
você considerou mais interessante ou bonito. Ao fi nal da apresentação, não 
esqueça de registrar a lenda lida no inventário da classe, caso ela tenha 
sido recomendada para compor a coletânea.
ATIVIDADE 3E: LENDAS DE OUTROS TEMPOS 
E LUGARES
Objetivos
  Ampliar o repertório sobre lendas.
  Aprender a recontar oralmente um texto.
  Comparar lendas de diferentes épocas e lugares.
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61Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Planejamento 
  Como organizar os alunos? Inicialmente, divida a turma em pequenos grupos 
(quatro crianças no máximo, para que o trabalho seja mais produtivo).
  Quais os materiais necessários? Textos que serão lidos e constam das folhas 
da Atividade 3E.
  Qual é a duração? Duas aulas de 40 minutos (é recomendável prever também 
um terceiro momento, para avaliar o reconto feito para outras turmas).
Encaminhamento
Parte A – 1a aula
  Dividida a turma em grupos e inicie a atividade pedindo que abram seu livro na 
página em que se encontram os textos da Atividade 3E. 
  A seguir, comente com eles que a referida lenda tem o título “Narciso”, e levan-
te possíveis antecipações que possam ser feitas a partir dele (é provável que 
já tenham ouvido esse nome ou algo a ele relacionado). Explique que essa len-
da pertence à mitologia grega e é recontada desde a Antiguidade (para saber 
mais, leia as informações complementares a seguir). É interessante também 
mostrar-lhes, no mapa, onde fi ca a Grécia.
  Solicite-lhes, então, que iniciem, individualmente, a leitura silenciosa da len-
da. Terminada essa leitura, oriente-os a comentar, cada qual em seu grupo, o 
que compreenderam da história. Nesse momento, é interessante determinar 
um tempo para que ocorra a discussão em grupos, e também para socializar e 
listar, na lousa, alguns itens essenciais para orientar a observação dos alunos:
 J De que trata a lenda?
 J Quem são os personagens?
 J Onde se passa a história?
 J O que a lenda procura explicar?
 J Que outros comentários poderiam fazer a respeito dessa lenda?
  Enquanto os alunos realizam essa discussão, é importante que você circule 
pela sala, ouça o que eles dizem e ajude-os a compreender melhor o que le-
ram, mediando a conversa entre eles no sentido de ampliar seus elementos de 
análise.
  Concluídas as conversas em pequenos grupos, é hora de socializar a análise 
do conto, pedindo que cada grupo relate o que foi observado. Nesse momento, 
é fundamental que o professor realize a mediação entre o que os alunos ve-
nham a comentar e os aspectos essenciais a serem analisados, ajudando-os 
a compreender bem o que leram. Sugerimos que a primeira aula dessa etapa 
seja concluída nesse momento.
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62 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Para saber mais
A lenda de Narciso, surgida provavelmente da superstição grega segundo a 
qual contemplar a própria imagem prenunciava má sorte, possui um simbolis-
mo que fez dela uma das mais duradouras da mitologia grega. 
Narciso era um jovem de singular beleza, fi lho do deus-rio Cefi so e da ninfa Li-
ríope. No dia de seu nascimento, o adivinho Tirésias vaticinou que Narciso te-
ria vida longa desde que jamais contemplasse a própria fi gura. Indiferente aos 
sentimentos alheios, Narciso desprezou o amor da ninfa Eco – segundo outras 
fontes, do jovem Amantis –, e seu egoísmo provocou o castigo dos deuses. 
Ao observar o refl exo de seu rosto nas águas de uma fonte, apaixonou-se 
pela própria imagem e fi cou a contemplá-la até consumir-se. A fl or conhecida 
pelo nome de Narciso nasceu, então, no lugar onde ele morrera. 
Em outra versão da lenda, Narciso contemplava a própria imagem para re-
cordar os traços da irmã gêmea, morta tragicamente. Foi, no entanto, a ver-
são tradicional, reproduzida no essencial por Ovídio em Metamorfoses, que se 
transmitiu à cultura ocidental por intermédio dos autores renascentistas.Parte B – 2a aula
  Na aula seguinte, os alunos retomarão a lenda comentada, primeiramente 
acompanhando a leitura que você fará delas no livro de textos.
  Explique-lhes que a proposta dessa aula é preparar-se para fazer o reconto 
oral dessa lenda para outras turmas. Para isso, é importante combinar a apre-
sentação previamente com outros professores com os quais se possa fazer 
parceria para a atividade. Além do mais, é necessário organizar e combinar 
com a turma um cronograma de apresentações, a fi m de não interferir na roti-
na de trabalho das classes colaboradoras.
  Ao se preparar para o reconto, os alunos devem dominar bem o conteúdo da 
história, ou seja, devem conhecer em detalhes a lenda que irão recontar. Para 
isso, é importante que façam várias leituras da mesma. Sugerimos algumas 
modalidades:
 J ler duas vezes, silenciosamente, e outra, em voz alta, para os colegas de 
seu grupo;
 J ler, com os colegas do grupo, dramatizando a lenda (ler assumindo um dos 
personagens ou no papel de narrador);
 J ler a lenda em casa, como tarefa, para que alguém o ouça.
  Dominando a narrativa em si, podem recontá-la aos colegas, primeiro em pe-
quenos grupos, depois para o grupo todo, oferecendo-se espontaneamente. É 
importante orientá-los nesse reconto, chamando-lhes a atenção para que ob-
servem:
 J todas as partes (começo, meio e fim do conto) e as informações necessá-
rias para que os ouvintes compreendam a história;
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63Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
 J fluência de fala, tom de voz e expressividade ao caracterizar um persona-
gem, diferenciando sua fala da do narrador;
 J altura da voz e postura corporal para que todos ouçam a lenda;
 J expressões linguísticas próprias da narrativa, que enriquecem o reconto.
  Se houver possibilidade, é interessante gravar o reconto dos alunos, para que 
possam se ouvir, analisar e aprimorar o trabalho. 
  Enquanto um colega reconta, os demais devem observá-lo e apontar o que 
está adequado, sugerir melhorias e fazer apreciações sobre o modo de contar. 
Essa é uma situação interessante, de parceria e troca, mas que exige combi-
nar previamente uma atitude positiva daqueles que se manifestarão a respeito 
do reconto alheio. Para isso, devem lembrar-se de incentivar quem fala, evitan-
do risos ou comentários depreciativos. 
  Pode-se sugerir aos alunos que se caracterizem para a apresentação, prepa-
rando um cenário, vestindo-se a caráter ou providenciando objetos de cena que 
representem o ambiente onde a lenda se passa. 
  A seguir, proceder para o reconto nas respectivas turmas e horários, fazendo 
uma posterior avaliação coletiva do mesmo.
ATIVIDADE 3E: LENDAS DE OUTROS TEMPOS 
E LUGARES
NOME: __________________________________________________________________________
DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________
1. Leia, silenciosamente, a lenda sobre um conhecido personagem da mitologia 
grega chamado Narciso.
NARCISO
Mitologia grega
Há muito tempo, na fl oresta, passeava Narciso, o fi lho do sagrado rio Kiphis-
sos. Era lindo, porém tinha um modo frio e egoísta de ser. Era muito conven-
cido de sua beleza e sabia que não havia no mundo ninguém mais bonito 
que ele.
Vaidoso, a todos dizia que seu coração jamais seria ferido pelas fl echas de 
Eros, fi lho de Afrodite, pois não se apaixonava por ninguém.
As coisas foram assim até o dia em que a ninfa Eco o viu e imediatamente se 
apaixonou por ele.
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64 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Ela era linda, mas não falava; o máximo que conseguia era repetir as últimas 
sílabas das palavras que ouvia.
Narciso, fi ngindo-se de desentendido, perguntou:
– Quem está se escondendo aqui perto de mim?
– … de mim – repetiu a ninfa assustada.
– Vamos, apareça! – ordenou. – Quero ver você!
– … ver você! – repetiu a mesma voz em tom alegre.
Assim, Eco aproximou-se do rapaz. Mas nem a beleza e nem o misterioso bri-
lho nos olhos da ninfa conseguiram amolecer o coração de Narciso.
– Dê o fora! – gritou, de repente. – Por acaso pensa que eu nasci para ser um 
da sua espécie? Sua tola!
– Tola! – repetiu Eco, fugindo de vergonha.
A deusa do amor não poderia deixar Narciso impune depois de fazer uma coisa 
daquelas. Resolveu, pois, que ele deveria ser castigado pelo mal que havia feito.
Um dia, quando estava passeando pela fl oresta, Narciso sentiu sede e quis 
tomar água.
Ao debruçar-se num lago, viu seu próprio rosto refetido na água. Foi naquele 
momento que Eros atirou uma fl echa direto em seu coração.
Sem saber que o refl exo era de seu próprio rosto, Narciso imediatamente se 
apaixonou pela imagem.
Quando se abaixou para beijá-la, seus lábios se encostaram na água e a ima-
gem se desfez. A cada nova tentativa, Narciso ia fi cando cada vez mais de-
sapontado e recusando-se a sair de perto da lagoa. Passou dias e dias sem 
comer nem beber, fi cando cada vez mais fraco.
Assim, acabou morrendo ali mesmo, com o rosto pálido voltado para as 
águas serenas do lago.
Esse foi o castigo do belo Narciso, cujo destino foi amar a si próprio.
Eco fi cou chorando ao lado do corpo dele, até que a noite a envolveu. Ao desper-
tar, Eco viu que Narciso não estava mais ali, mas em seu lugar havia uma bela 
fl or perfumada. Hoje, ela é conhecida pelo nome de “narciso”, a fl or da noite.
Agora, comente essa lenda com seus colegas, observando:
  De que trata a lenda?
  Quem são os personagens?
  Onde se passa a história?
  O que a lenda procura explicar?
  Que outros comentários poderiam ser feitos a respeito dessa lenda?
Agora, acompanhe, com atenção, a leitura que seu professor fará dessa lenda. 
A seguir, prepare-se para recontá-la a colegas de outras turmas.
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65Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
ATIVIDADE 3F: AS LENDAS E O FANTÁSTICO 
UNIVERSO INDÍGENA 
Objetivos
  Ampliar o repertório de lendas. 
  Descrever um personagem. 
Planejamento
  Como organizar os alunos? A atividade é coletiva e os alunos podem permane-
cer em suas carteiras.
  Quais os materiais necessários? Texto que será lido, que consta da folha de 
Atividade 3F.
  Qual é a duração? Uma aula de 40 minutos. 
Encaminhamento
  Converse com os alunos para apresentação das fi nalidades da atividade. 
Oriente-os informando que, no primeiro momento, trabalharão coletivamente e, 
a seguir, em duplas indicadas por você. Planeje-as de modo que os alunos pos-
sam colaborar um com o outro na produção do texto. Não se esqueça também 
de analisar se a interação entre a dupla pode resultar efetivamente produtiva.
  Leia a lenda com a classe, em voz alta, apresentando as indicações funda-
mentais de sua origem, que constam do texto inicial das atividades dos alu-
nos. Terminada a leitura, converse com eles sobre o que entenderam da lenda, 
perguntando-lhes:
 J Vocês já conheciam essa história ou outra como essa?
 J Qual é o tema dessa história?
 J O que essa lenda explica?
 J Essa é uma explicação científica ou fantástica?
 J Quem são as personagens que a compõem?
 J Onde se passa a trama?
 J A lenda começa dizendo que “Certo índio da aldeia de Guaraíra, em momen-
to de retorno sentimental à vida selvagem, esquecido das lições que rece-
bia, matou uma criança. Matou e comeu...”. Você imagina por que ele matou 
uma criança e a comeu? Jáouviu falar em ANTROPOFAGIA?
 J Por que você acha que os portugueses queriam tanto fazer com que os ín-
dios brasileiros abandonassem o hábito canibal?
Essa lenda explica o surgimento do peixe-boi, e o faz de modo fantástico. Traz 
também a questão da antropofogia indígena, e é preciso contextualizá-la aos alunos 
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66 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
como o hábito de comer carne humana, também conhecido como canibalismo, elimi-
nado da prática indígena pelo processo de catequização portuguesa. Ao tocar nesse 
assunto, é importante eximir-se de conotações moralistas, abordando apenas aspec-
tos culturais e sociológicos, ampliando a concepção dos alunos, provavelmente funda-
mentada no de senso comum (para saber mais, consulte as informações abaixo). Ao 
fi m da discussão sobre a lenda, faça um levantamento do que os alunos já sabem a 
respeito do peixe-boi, se já o viram etc. Depois proponha que realizem, por escrito, sua 
descrição. Para isso, deverão sentar-se em duplas predefi nidas e combinar o que irão 
escrever. Oriente-os a consultar a imagem para ampliar sua observação.
Para saber mais
LAGOA DAS GUARAÍRAS
Ao chegar ao litoral de Tibau do Sul, próximo ao porto ou no mirante do pór-
tico da cidade, a primeira paisagem que se avista é a das mansas águas 
da Lagoa das Guaraíras. Essa lagoa, que já teve suas águas puramente do-
ces e, devido aos desígnios da natureza, foi aberta ao mar, hoje é uma das 
principais atrações de Tibau do Sul. Além de servir de rota para a praia de 
Malembá e destinos mais distantes, como Natal (pela beira-mar), a lagoa é 
base de uma das mais importantes atividades econômicas do município, a 
carcinicultura (criação de camarões). As águas das Guaraíras banham quatro 
municípios, e a pesca artesanal, feita em canoas, é um show à parte a se 
assistir. Mas a Lagoa das Guaraíras também se serve do turismo, com longos 
passeios de barco, lancha e canoa, pesca esportiva e até bananaboat. Ela 
possui vários portos e ancoradouros em toda a sua extensão e uma história 
de batalhas, tragédias e reconstrução, existindo até uma ilha histórica, a do 
Flamengo, com ruínas de um forte holandês. A fauna e a fl ora são privilegia-
das, pois a lagoa tem uma extensa área de mangue, fonte de alimentos e 
berço de diversas espécies.
Antropofagia é o ato de consumir uma parte, várias partes ou a totalidade de 
um ser humano. O sentido etimológico original da palavra “antropófago” (do 
grego anthropos, “homem”, e phagein, “comer”) foi sendo substituído pelo uso 
comum, que designa o caso particular de canibalismo na espécie humana.
A prática, conforme afi rmam antropólogos e arqueólogos, era encontrada em 
algumas comunidades ao redor do mundo. Foram encontradas evidências na 
África, América do Sul, América do Norte, ilhas do Pacífi co Sul e nas Caraí-
bas (ou Antilhas). Na maioria dos casos, consiste num tipo de ritual religioso/
mágico como uma forma de prestar seu respeito e desejo de adquirir as suas 
características.
Nos dias atuais, os poucos casos de canibalismo de humanos registrados 
na história da sociedade ocidental moderna estão ligados a situações-limites, 
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67Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
satisfação do instinto de sobrevivência do indivíduo perante uma opção de 
vida ou morte. Exemplo disso ocorreu em 1972, quando um avião da Força 
Aérea do Uruguai, que transportava a seleção de rúgbi, despenhou na Cordi-
lheira dos Andes. Apenas 16 pessoas se salvaram. O estoque de alimentos a 
bordo acabou rapidamente, e o único meio encontrado pelo grupo para sobre-
viver foi recorrer aos corpos dos colegas mortos.
Do ponto de vista legal, o canibalismo de humanos, quando não se trata de 
uma situação-limite, enquadra-se como crime de mutilação e profanação de 
cadáver e um grave desrespeito pela dignidade da pessoa humana. Segundo 
os valores da sociedade ocidental, é um ato repugnante e imoral.
Na época em que os portugueses chegaram ao Brasil, havia na terra algumas 
tribos de índios canibais. Mas os nativos não viam a carne humana como um 
mero petisco. Eles devoravam seus inimigos por vingança e acreditavam que, 
ao comer seu corpo, adquiriam o seu poder, os seus conhecimentos e as suas 
qualidades. Desta forma, não se alimentavam da carne de pessoas fracas ou 
covardes. O processo de catequese promovido pelos jesuítas acabou com o 
canibalismo no Brasil. Hoje em dia, a tribo dos ianomâmis ainda conserva o 
hábito de comer as cinzas de um amigo morto em sinal de respeito e afeto.
(Disponível em: <http://www. wikipedia.org/>.)
ATIVIDADE 3F: AS LENDAS E O FANTÁSTICO 
UNIVERSO INDÍGENA
NOME: __________________________________________________________________________
DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________
1. Acompanhe a leitura que seu professor fará de “A lenda da Lagoa das Guaraíras” 
Trata-se de uma história da época da colonização brasileira, do tempo em que os 
portugueses aqui chegaram. Com eles vieram os padres jesuítas, que começa-
ram a catequizar os índios. Você sabe o que é “catequizar”?
Catequização: instrução que os jesuítas – padres portugueses que vieram para o 
Brasil assim que foi descoberto – davam aos índios, para ensinar-lhes a religião 
cristã. Essa instrução era dada oralmente, por meio de histórias bíblicas.
No processo de catequização, os portugueses pretendiam que os índios aban-
donassem traços de sua cultura e assumissem os costumes portugueses. Essa 
lenda fala um pouco disso: da ameaça que representava para os portugueses a 
antropofagia, que era o costume de os índios comerem carne humana, e de como 
consideravam importante que esse traço cultural fosse eliminado.
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68 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
A LENDA DA LAGOA DAS GUARAÍRAS 
Certo índio da aldeia de Guaraíra, em momento de retorno sentimental à 
vida selvagem, esquecido das lições que recebia, matou uma criança. Matou 
e comeu.
O povo e os parentes da pequena vítima 
rea giram veementemente. Não preocupa-
vam, àquela altura, se prejudicariam o tra-
balho paciente, mas superfi cial, dos padres 
da Companhia Jesuítica. A família queria 
que fossem tomadas providências para ter-
minar com a tradição cultural da antropofa-
gia, que recomeçara sem que se esperas-
se, ameaçando a cultura branca europeia.
O superior da Missão não pôde se omitir 
na circunstância, mas não podia usar de violência, segundo a norma invaria-
velmente adotada nos métodos da catequese dos discípulos de Santo Inácio. 
Tinha, porém, que impor o castigo exigido. E mandou que o índio, farto das 
carnes da criança, fi casse dentro d’água até que fosse chamado.
Assim, o índio fi cou lá, mas quando procurado não foi encontrado. Foi quan-
do começou a aparecer nas águas da lagoa um peixe-boi indo e vindo de um 
lado para o outro. Alta noite, o que se ouvia, subindo das águas salgadas da 
lagoa, era o gemido pavoroso de tremer, horripilante, dolorido, inesquecível.
O castigo devia perdurar por muitos anos, segun-
do sentença do missionário. Os pescadores iam 
pescar e voltavam; a rede, enxuta, sem peixe ne-
nhum. Antes mesmo de eles lançarem a rede, o 
peixe-boi aparecia varejando a canoa com toda a 
velocidade possível.
De lá de baixo subia o gemido cortante, agonia-
do e rouco, como se alguém estivesse afogando. 
Era o índio que devorara a criança. Os gemidos 
eram mais feios, mais lancinantes,pungentes, 
mais magoados nas noites de luar. E quando a mareta se erguia, via-se ao 
refl exo da lua o dorso do peixe-boi que subia à superfície.
O pior era a incerteza. O peixe-boi aparecia em toda a parte. Uma noite es-
tava lá no canto do Borquei. Outra, no córrego das Capivaras. Na Barra do 
Tibau, em especial, vinham aos ouvidos os urros tremendamente feios, medo-
nhos, apavorantes!!! Singular destino dessa lagoa. Quando menos se espera, 
o mar a devolve. Depois retoma. Tudo é um precioso mistério. Em Tibau do 
Sul, Rio Grande do Norte, na Lagoa das Guaraíras.
(Adaptado de “Crônicas” por Hélio Galvão (Derradeiras cartas da praia). Disponível 
em: <http://ifolclore.vilabol.uol.com.br/lendas/index.htm>. Acesso em: 27 dez. 2007. 
Gravuras de Hans Stadem, Viagens ao Brasil. Marburgo, 1556.)
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69Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
2. Pense e converse com seus colegas: Esta lenda contém as características co-
muns às demais lendas lidas até o momento? Por que isso acontece?
3. Agora, sente-se com sua dupla de trabalho e, juntos, façam a descrição do 
peixe-boi. Vocês podem consultar as imagens para realizar a tarefa.
O PEIXE-BOI
ATIVIDADE 3G: NOVA RODA DE LEITURA 
Objetivos
  Ampliar o repertório de lendas da classe. 
  Apropriar-se de comportamento leitor nas atividades de apresentação e indica-
ção de textos lidos.
Planejamento
  Como organizar os alunos? A atividade é coletiva; os alunos deverão fi car em 
círculo.
  Quais os materiais necessários? Cada aluno fi cará com a obra que leu. Cartaz 
de referência para inventário de lendas, para inclusão das lidas e identifi cação 
das que forem indicadas para a coletânea.
  Qual é a duração? Duas aulas de 40 minutos. 
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70 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Encaminhamento
  Os mesmos apresentados para a Atividade 3D.
  Observação: Não serão apresentadas orientações específi cas para a página 
do aluno. Siga as orientações que constam da página do aluno prevista para a 
Atividade 3D.
ATIVIDADE 3H: COMPARANDO VERSÕES 
DE UMA LENDA
Objetivos
  Ampliar o repertório de lendas. 
  Comparar duas versões de uma lenda.
  Analisar recursos de linguagem diferenciados para expressar ideias similares.
Planejamento
  Como organizar os alunos? Inicialmente, a atividade é coletiva, e os alunos 
podem permanecer em suas carteiras. Num segundo momento, eles deverão 
reunir-se em duplas indicadas pelo professor. Devido ao volume dos textos 
desta atividade e considerando a necessidade de análise detalhada de recur-
sos linguísticos, é importante formar duplas heterogêneas, garantindo que um 
par com menor fl uência de leitura e compreensão tenha o suporte de um leitor 
mais competente.
  Quais os materiais necessários? Textos que serão lidos e constam da folha de 
Atividade 3H.
  Qual é a duração? Duas aulas de 40 minutos. 
Encaminhamento
  Converse com os alunos para apresentação das fi nalidades da atividade. Orien-
te-os para que saibam que, no primeiro momento, trabalharão coletivamente e, 
depois, nas duplas indicadas por você. 
  Planeje as duplas de modo que os alunos possam colaborar um com o outro 
na produção do texto. Não se esqueça também de analisar se a interação en-
tre os componentes da dupla pode resultar efetivamente produtiva.
Parte A – 1a aula
  Antes de iniciar a leitura propriamente, reúna os alunos e converse com eles, 
contextualizando algumas questões importantes sobre a lenda dessa aula.
 J Explique que esta é a mais popular e a única lenda genuinamente gaúcha, 
mostrando-lhes a que estado brasileiro se refere. Ela manifesta o repúdio 
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71Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
aos maus-tratos no ser humano. Reflete a consciência do povo gaúcho que 
deliberadamente condenou a agressão e a brutalidade da escravidão.
 J A lenda do Negrinho do Pastoreio também é contada no Uruguai e na Argen-
tina, lugares onde praticamente  a escravidão inexistiu. Essa “exportação” 
ocorreu devido à sua beleza e proximidade territorial.
 J A versão mais antiga dessa história é a de propriedade de Apolinário Porto 
Alegre, “O crioulo do Pastoreio”, de 1875, quando ainda existia a escravidão 
no país. João Simões Lopes Neto publicou, em 1913, as Lendas do Sul, fazen-
do algumas alterações, como introduzir o baio, as corujas e a Nossa Senhora.
 J Essas informações podem ser encontradas na obra de J. Simões Lopes 
Neto e também em Lendas brasileiras, de Câmara Cascudo.
A seguir, leia a primeira versão da lenda para os alunos, em voz alta, orientando a 
análise das expressões e palavras do texto, de modo que possam perceber as expres-
sões típicas da variedade local gaúcha. Saliente que essa é uma marca interessante 
das lendas, dado que no texto caracteriza a variedade da região – ou época – na qual 
a lenda circula (ou circulou) preferencialmente, em especial, porque essas lendas são 
transmitidas de forma oral. É provável que os alunos precisem de ajuda para compre-
ender várias expressões que aparecem nessa versão. É uma boa oportunidade para 
acionar estratégias de leitura, como inferir signifi cados pelo contexto. Explore-os, oral-
mente, com os alunos.
  Certifi que-se que compreenderam questões essenciais, como:
 J Qual é o tema dessa história?
 J Como ela explica o surgimento desse ícone religioso?
 J Essa é uma explicação científica, fantástica ou de fé?
 J Eles conhecem alguma outra lenda similar?
 J Quem são os personagens que a compõem?
 J Onde se passa a trama?
A seguir, peça que se reúnam em duplas previamente defi nidas e leiam juntos a 
segunda versão. Chame a atenção das crianças para que observem que a história é 
essencialmente a mesma, mas podem aparecer variações, tanto em relação ao con-
teúdo da história, quanto em relação à linguagem utilizada para construir a narrativa. 
Oriente-os para que analisem também as semelhanças entre as duas versões.
Parte B – 2a aula
  Retome com os alunos as duas versões, fazendo uma leitura compartilhada, 
mas corrida, das mesmas.
  Socialize as variações de conteúdo e linguagem que observaram na aula an-
terior e peça que façam anotações dessas semelhanças e diferenças em seu 
caderno, enquanto discutem. A hablidade de discutir e fazer anotações simulta-
neamente é um procedimento interessante, que favorece bons hábitos de estu-
do, mas que precisa de orientação. Por isso, faça o registro escrito, na lousa, 
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72 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
do que considera importante anotar, enquanto os alunos fazem o mesmo em 
seus cadernos. 
ATIVIDADE 3H: COMPARANDO VERSÕES DE 
UMA LENDA
NOME: __________________________________________________________________________
DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________
1. Seu professor lerá para você uma lenda intitulada “O Negrinho do Pastoreio”. 
Trata-se de uma lenda meio africana, meio cristã, muito contada no fi nal do sécu-
lo XIX pelos brasileiros que defendiam o fi m da escravidão. É muito popular no Sul 
do Brasil, em especial no Rio Grande do Sul.
O NEGRINHO DO PASTOREIO 
No tempo dos escravos, havia um estancieiro muito ruim, que levava tudo por 
diante, a grito e a relho. Naquelesfi ns de mundo, fazia o que bem entendia, 
sem dar satisfação a ninguém.
Entre os escravos da estância havia um negrinho, encarregado do pastoreio 
de alguns animais, coisa muito comum nos tempos em que os campos de 
estância não conheciam cerca de arame; quando muito, havia apenas alguma 
cerca de pedra erguida pelos próprios escravos, que não podiam fi car para-
dos, para não pensar bobagem... No mais, os limites dos campos eram aque-
les colocados por Deus Nosso Senhor: rios, cerros, lagoas.
Pois de uma feita, o pobre negrinho, que já vivia as maiores judiarias nas 
mãos do patrão, perdeu um animal no pastoreio. Pra quê! Apanhou uma bar-
baridade atado a um palanque e, depois, cai-caindo, ainda foi mandado pro-
curar o animal extraviado. Como a noite vinha chegando, ele agarrou um to-
quinho de vela e uns avios de fogo, com fumo e tudo, e saiu campeando. Mas 
nada! O toquinho acabou, o dia veio chegando e ele teve que voltar para a 
estância. 
Então, foi outra vez atado ao palanque e dessa vez apanhou tanto que mor-
reu, ou pareceu morrer. Vai daí, o patrão mandou abrir a “panela” de um for-
migueiro e atirar lá dentro, de qualquer jeito, o pequeno corpo do negrinho, 
todo lanhado de laçaço e banhando em sangue.
No outro dia, o patrão foi com a peonada e os escravos ver o formigueiro. 
Qual não é a sua surpresa ao ver o Negrinho do Pastoreio: ele estava lá, mas 
de pé, com a pele lisa, sem nenhuma marca das chicotadas. Ao lado dele, a 
Virgem Nossa Senhora, e mais adiante o baio e os outros cavalos.
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73Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
O estancieiro se jogou no chão pedindo perdão, mas o negrinho nada respondeu. 
Apenas beijou a mão da santa, montou no baio e partiu conduzindo a tropilha.
Desde aí, o Negrinho do Pastoreio fi cou sendo o achador das coisas extra-
viadas. E não cobra muito: basta acender um toquinho de vela, ou atirar num 
canto qualquer naco de fumo.
(Domínio público)
2. Converse com seu professor e colegas:
 Qual é o tema dessa história?
 Como ela explica o surgimento desse ícone religioso?
 Essa é uma explicação científi ca, fantástica ou de fé?
 Eles conhecem alguma outra lenda similar?
 Quem são os personagens que a compõem?
 Onde se passa a trama?
3. Agora você lerá outra versão dessa mesma história. Fique atento e observe 
semelhanças e diferenças entre elas, considerando que podem ser de conteú-
do ou na linguagem, isto é, as histórias podem trazer informações divergentes 
ou dizer o mesmo de outro modo.
 Depois, você registrará suas descobertas no caderno.
NEGRINHO DO PASTOREIO 
Era o tempo da escravidão, e um menino negrinho, pretinho que nem carvão, 
humilde e raquítico era escravo de um fazendeiro muito rico, mas por demais 
avarento. Se alguém necessitasse de um favor, não se podia contar com este 
homem. Não dava um níquel a ninguém e seu coração era a morada de uma 
pedra, não nutria qualquer sentimento por ninguém, a não ser por seu fi lho, 
um menino tão malvado quanto seu pai, pois, afi nal, a fruta nunca cai muito 
longe da árvore. Estes dois eram extremamente perversos e maltratavam o 
menino-escravo desde o raiar do dia, sem lhe dar trégua. Este jovenzinho não 
tinha nome, porque ninguém se deu sequer o trabalho de pensar algum para 
ele; assim, respondia pelo apelido de “Negrinho”.
Seus afazeres não eram condizentes com seu porte físico, não parava o dia 
inteiro. O sol nascia e lá já estava ele ocupado com seus afazeres e mesmo 
ao se pôr, ainda se encontrava o Negrinho trabalhando. Sua principal ocupa-
ção era pastorear. Depois de encerrar seu laborioso dia, juntava os trapos 
que lhe serviam de cama e recebia um mísero prato de comida, que não era 
sufi ciente para repor as energias perdidas pelo sacrifi cado trabalho.
Mesmo sendo tão útil, considerado mestre do laço e o melhor peão-cavaleiro 
de toda a região, o menino era inúmeras vezes castigado sem piedade.
Certa vez, o estanceiro atou uma carreira com um vizinho que se gabava de 
possuir um cavalo mais veloz que seu baio. Foi marcada a data da corrida, e o 
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74 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Negrinho fi cou encarregado de treinar e montar o famoso baio, pois sabia seu 
patrão não haver ninguém mais capaz que ele para tal tarefa.
Chegando o grande dia, todos os habitantes da cidade, vestindo suas roupas 
domingueiras, se alojaram na cancha da carreira. Palpites discutidos, apostas 
feitas, inicia-se a corrida.
Os dois cavalos saem emparelhados. Negrinho começa a suar frio, pois sabe 
o que lhe espera se não ganhar. Mas, aos poucos, toma a dianteira e quase 
não há dúvida de que seria vencedor. Mas eis que o inesperado acontece: 
algo assusta o cavalo, que para, empina e quase derruba Negrinho. Foi tempo 
sufi ciente para que seu adversário o ultrapassasse e ganhasse a corrida. 
E agora? O outro cavalo venceu. Negrinho tremia feito “vara verde” ao ver a 
expressão de ódio nos olhos de seu patrão. Mas o fazendeiro, sem saída, 
deve cobrir as apostas e põe a mão no lugar que lhe é mais caro: o bolso.
Ao retornarem à fazenda, o Negrinho tem pressa para chegar à estrebaria.
– Aonde pensa que vai? – pergunta-lhe o patrão.
– Guardar o cavalo, sinhô! – balbuciou bem baixinho.
– Nada feito! Você deverá passar trinta dias e trinta noites com ele no pasto 
e cuidará também de mais trinta cavalos. Será seu castigo pelo meu prejuízo. 
Mas ainda tem mais. Passe aqui que vou lhe aplicar o devido corretivo.
O homem apanhou seu chicote e foi em direção ao menino:
– Trinta quadras tinham a cancha da corrida, trinta chibatadas vais levar no 
lombo e depois trate de pastorear a minha tropilha.
Lá vai o pequeno escravo, doído até a alma levando o baio e os outros ca-
valos a caminho do pastoreio. Passou dia, passou noite, choveu, ventou e 
o sol torrou-lhe as feridas do corpo e do coração. Nem tinha mais lágrima 
para chorar e então resolveu rezar para a Nossa Senhora, pois como não 
lhe foi dado nome, dizia-se afi lhado da Virgem. E foi a “santa solução”, pois 
Negrinho aquietou-se e então, cansado de carregar sua cruz tão pesada, 
adormeceu.
As estrelas subiram aos céus e a lua já tinha andado metade de seu caminho 
quando algumas corujas curiosas resolveram chegar mais perto, pairando no 
ar para observar o menino. O farfalhar de suas asas assustou o baio, que se 
soltou e fugiu, sendo acompanhado pelos outros cavalos. Negrinho acordou 
assustado, mas não podia fazer mais nada, pois ainda era noite e a cerração, 
como um lençol branco, cobria tudo. E, assim, o negrinho-escravo sentou-se 
e chorou...
O fi lho do fazendeiro, que andava pelas bandas, presenciou tudo e apressou-se 
em contar a novidade ao seu pai. O homem mandou dois escravos buscá-lo.
O menino até tentou explicar o acontecido para o seu senhor, mas de nada 
adiantou. Foi amarrado no tronco e novamente açoitado pelo patrão, que de-
pois ordenou que ele fosse buscar os cavalos. Ai dele que não os encontrasse!
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75Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Assim, Negrinho teve que retornar ao local do pastoreio e para fi car mais fácil 
sua procura, acendeu um toco de vela. A cada pingo dela, deitado sobre o 
chão, uma luz brilhante nascia em seu lugar, até que todo lugar fi cou tão claro 
quanto o dia e lhe foi permitido, desta forma, achar a tropilha. Amarrou obaio 
e, gemendo de dor, jogou-se ao solo desfalecido. 
Danado como ele só e não satisfeito com o que já fi zera ao escravo, o fi lho 
do fazendeiro aproveitou a oportunidade de praticar mais uma maldade: dis-
persar os cavalos. Feito isso, correu novamente até seu pai e contou-lhe que 
Negrinho havia encontrado os cavalos e os deixara fugir de propósito. A histó-
ria se repete, e dois escravos vão buscá-lo, só que dessa vez seu patrão está 
decidido em dar cabo dele. Amarrou-o pelos pulsos e surrou-o como nunca. O 
chicote subia e descia, dilacerando a carne e picoteando-a como guisado. Ne-
grinho não aguentou tanta dor e desmaiou. Achando que o havia matado, seu 
senhor não sabia que destino dar ao corpo. Enterrá-lo lhe daria muito trabalho 
e, avistando um enorme formigueiro, jogou-o lá. As formigas acabariam com 
ele em pouco tempo, pensou.
No dia seguinte, o cruel fazendeiro, curioso para ver de que jeito estaria o cor-
po do menino, dirigiu-se até o formigueiro. Qual sua surpresa quando o viu em 
pé, sorrindo e rodeado pelos cavalos e o baio perdido. O Negrinho montou-o e 
partiu a galope, acompanhado pelos trinta cavalos.
O milagre tomou o rumo dos ventos e alcançou o povoado, que se alegrou 
com a notícia. Desde aquele dia, muitos foram os relatos de quem viu o Negri-
nho passeando pelos pampas, montado em seu baio e sumindo em seguida 
por entre nuvens douradas. Ele anda sempre à procura das coisas perdidas, 
e quem necessitar de seu ajutório, é só acender uma vela entre as ramas de 
uma árvore e dizer:
Foi aqui que eu perdi
Mas Negrinho vai me ajudar
Se ele não achar
Ninguém mais conseguirá!
(Disponível em: <http://www.rosanevolpatto.trd.br/lendanegrinhopastoreio.html>.)
ATIVIDADE 3I: MAIS UMA RODA DE LEITURA 
Objetivos
  Ampliar o repertório de lendas da classe. 
  Apropriar-se de comportamento leitor nas atividades de apresentação e indica-
ção de textos lidos.
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76 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Planejamento
  Como organizar os alunos? A atividade é coletiva, e os alunos deverão fi car em 
círculo.
  Quais os materiais necessários? Cada aluno deverá estar com a obra que leu. 
Cartaz de referência para inventário de lendas, para inclusão das lidas e identi-
fi cação das que forem indicadas para a coletânea.
  Qual é a duração? Duas aulas de 40 minutos. 
Encaminhamento
  Os mesmos apresentados para a Atividade 3D.
Observação: Não serão apresentadas orientações específi cas para a página do aluno. 
Siga as orientações que constam da página do aluno prevista para a Atividade 3D.
ATIVIDADE 3J: ANALISANDO ASPECTOS 
LINGUÍSTICOS DAS LENDAS
Objetivo
  Analisar as lendas considerando as características linguísticas presentes no 
material lido até o momento:
 J Identificar o tema central de cada lenda lida, explicitando o que ela explica 
ou pretende ensinar.
 J De que maneira começam as diferentes lendas lidas: o que apresentam no 
primeiro parágrafo e com quais expressões iniciam?
Planejamento
  Como organizar os alunos? A atividade será realizada em grupos de quatro. 
  Quais os materiais necessários? Textos das lendas lidas e questões orientado-
ras da análise (quadro de análise), que consta da folha de Atividade 3J.
  Qual é a duração? Cerca de 40 minutos. 
Encaminhamento
  Converse com os alunos sobre o propósito da atividade e a maneira como se 
desenvolverá. Oriente-os a respeito da organização em grupos de quatro. 
  Leia a consigna da atividade e faça, coletivamente, a análise da lenda “O dono 
da luz”, para que os alunos se familiarizem com a tarefa. Focalize como a histó-
ria se inicia (“No princípio, todo mundo vivia nas trevas...”), anotando o título da 
lenda e seu início na lousa, conforme o quadro a seguir. Lembre-se de discutir e 
anotar também o tema da lenda, que explicação ou ensinamento a caracteriza.
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77Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
TÍTULO DA LENDA COMO INICIA TEMA CENTRAL
O dono da luz
Santo Tomás e o boi que voava
Beowulf e o dragão
A lenda da vitória-régia
A lenda do papagaio Crá-Crá
A lenda de Narciso
A lenda da Lagoa das Guaraíras
O Negrinho do Pastoreio
  A seguir, deixe que os alunos continuem o trabalho. Passe nos grupos e vá 
orientando-os de maneira que consigam observar os aspectos importantes.
ATIVIDADE 3J: ANALISANDO ASPECTOS 
LINGUÍSTICOS DAS LENDAS
NOME: __________________________________________________________________________
DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________
1. Retome as lendas lidas até o momento e analise o modo como as narrativas 
começaram, assim como o tema central que cada uma aborda. Para organizar 
melhor as informações, preencha o quadro a seguir.
TÍTULO DA LENDA COMO INICIA TEMA CENTRAL
O dono da luz
Santo Tomás e o boi que voava
Beowulf e o dragão
A lenda da vitória-régia
A lenda do papagaio Crá-Crá
A lenda de Narciso
A lenda da Lagoa das Guaraíras
O Negrinho do Pastoreio
2. Apresente as observações do grupo para os demais colegas e o professor, 
discutindo-as. A seguir, elaborem, coletivamente, um registro que sintetize as 
observações gerais sobre as lendas e as dicas para serem utilizadas na pos-
terior reescrita das lendas.
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78 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
ATIVIDADE 3K: ANALISANDO O DISCURSO 
NAS LENDAS 
Objetivos
  Ampliar o repertório de lendas.
  Analisar as diferenças entre os discursos direto e indireto para poder utilizá-los 
em posterior reescrita.
Planejamento
  Como organizar os alunos? A atividade será realizada coletivamente no início e, 
depois, individualmente.
  Quais os materiais necessários? Texto que consta na página da Atividade 3K.
  Qual é a duração? Uma aula de 60 minutos.
Encaminhamento
  Proponha a leitura compartilhada da lenda “Maria Pamonha”, mas antes explo-
re com os alunos antecipações possíveis a partir do título: o que sabem sobre 
“pamonha”, qual sua relação com o nome “Maria”, qual será o assunto tratado 
nessa lenda?
  A seguir, acompanhe os alunos na leitura e compreensão do texto, asseguran-
do-se de que entenderam a trama, identifi caram os personagens e a ambien-
tação do conto, observaram o “ensinamento” que a lenda procura explicar. É 
interessante observar as repetições que aparecem, propositalmente, mas que 
também trazem um elemento novo (cintada, espetada, sapatada), e por que se 
optou por usar esse recurso.
  Concluída a compreensão do texto, oriente-os a reler os trechos sublinhados 
e ajude-os a identifi car a diferença presente no modo de explicitar o que foi 
dito pelos personagens, a fi m de que observem as possibilidades presentes no 
discurso direto e no indireto. Nesse momento, é importante esclarecer o que 
caracteriza um e outro.
  A seguir, copie o primeiro trecho na lousa. Peça que identifi quem onde estão 
presentes o discurso direto e o indireto: “... Uma tarde, os garotos da fazenda 
perguntaram-lhe como se chamava – discurso indireto – e ela respondeu com 
um fi ozinho de voz: – Maria...” – discurso direto.
  Discuta com eles como a conversa entre os garotos e a menina poderia se dar 
de modos diferentes, transformando um tipo de discurso em outro:
 J Uma tarde, os garotos da fazenda perguntaram-lhe como se chamava – dis-
curso indireto, que poderia ser transformado em direto:Uma tarde, os garo-
tos da fazenda perguntaram-lhe: “Como você se chama?” , ou ainda, “Qual o 
seu nome?”.
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79Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
 J E ela respondeu com um fiozinho de voz: “Maria” – discurso direto, que po-
deria ser transformado em indireto: E ela respondeu, com um fiozinho de 
voz, que se chamava Maria.
  É importante chamar a atenção das crianças para que observem o uso de 
 dois-pontos e travessão no discurso direto, e sua ausência no indireto, e que 
utilizar um ou outro é uma escolha do escritor no momento em que produz um 
texto. Assim, também eles poderão fazer uso desses recursos ao reescreve-
rem as lendas para a coletânea.
  A seguir, proponha que, no caderno, eles transformem o discurso indireto em 
direto e vice-versa dos demais trechos sublinhados no texto do livro. Depois, so-
cialize as possíveis soluções encontradas pelos alunos para que possam confe-
rir a tarefa e também ampliar as possibilidades de construção de diálogos.
ATIVIDADE 3K: ANALISANDO O DISCURSO 
NAS LENDAS
NOME: __________________________________________________________________________
DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________
1. Acompanhe, com atenção, a leitura que seu professor fará da lenda “Maria 
Pamonha”. Depois, faça o que se pede.
MARIA PAMONHA
Lenda latino-americana
Certo dia apareceu na porta da casa-grande da fazenda uma menina suja e 
faminta. Nesse dia, deram-lhe de comer e de beber. E no dia seguinte tam-
bém. E no outro, e no outro, e assim sucessivamente. 
Sem que as pessoas da casa se dessem conta, a menina foi fi cando, fi cando, 
sempre calada e de canto em canto.
Uma tarde, os garotos da fazenda perguntaram-lhe como se chamava e ela 
respondeu com um fi ozinho de voz:
– Maria.
E os garotos, às gargalhadas, fecharam-na numa roda e começaram a debo-
char dela:
– Maria, Maria Pamonha, Maria, Maria Pamonha…
Uma noite de lua cheia, o fi lho da patroa estava se arrumando para ir a um 
baile, quando Maria Pamonha apareceu no seu quarto:
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80 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
– Me leva no baile? – pediu-lhe.
O jovem fi cou duro de espanto.
– Quem você pensa que é para ir dançar comigo? – gritou. – Ponha-se no seu 
lugar! Ou quer levar uma cintada?
Quando o rapaz saiu para o baile, Maria Pamonha foi até o poço que havia no 
mato, banhou-se e perfumou-se com capim-cheiroso e alfazema. Voltou para 
casa, pôs um lindo vestido da fi lha da patroa e prendeu os cabelos.
Quando a jovem apareceu no baile, todos fi caram deslumbrados com a beleza 
da desconhecida. Os homens brigavam para dançar com ela, e o fi lho da pa-
troa não tirava os olhos de cima da moça.
– De onde é você? – perguntou-lhe, por fi m.
– Ah, eu venho de muito, muito longe. Venho da Cidade de Cintada – res-
pondeu a garota. Mas o rapaz a olhava tão embasbacado que não percebeu 
nada.
Quando voltou para casa, o jovem não parava de falar para a mãe da beleza 
daquela garota desconhecida que ele vira no baile. Nos dias que se seguiram, 
procurou-a por toda a fazenda e pelos povoados vizinhos, mas não conseguiu 
encontrá-la. E fi cou muito triste.
Uma noite sem lua, dez dias depois, o jovem foi convidado para outro baile. 
Como da primeira vez, Maria Pamonha apareceu no seu quarto e disse-lhe 
com sua vozinha:
– Me leva no baile?
E o jovem voltou a gritar-lhe:
– Quem você pensa que é para ir dançar comigo? Ponha-se no seu lugar! Ou 
quer levar uma espetada?
Logo que o jovem saiu, Maria Pamonha correu para o poço, banhou-se, perfu-
mou-se, pôs outro vestido da fi lha da patroa e prendeu os cabelos.
De novo, no baile, todos se deslumbraram com a beleza da jovem desconheci-
da. O fi lho da patroa aproximou-se dela, suspirando, e perguntou-lhe:
– Diga-me uma coisa, de onde é você?
– Ah, ah, eu venho de muito, muito longe. Venho da Cidade de Espetada – res-
pondeu a jovem. Mas ele nem se deu conta do que ela estava querendo lhe 
dizer, de tão apaixonado que estava. Ao voltar para casa, não se cansava de 
elogiar a desconhecida do baile. 
Nos dias que se seguiram, procurou-a por toda a fazenda e pelos povoados 
vizinhos, mas não conseguiu encontrá-la. E fi cou mais triste ainda.
Uma noite de lua crescente, dez dias depois, o rapaz foi convidado para outro 
baile. Pela terceira vez, Maria Pamonha apareceu em seu quarto e disse-lhe 
com aquele fi ozinho de voz:
– Me leva no baile?
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81Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
E pela terceira vez ele gritou:
– Quem você pensa que é para ir dançar comigo? Ponha-se no seu lugar! Ou 
quer levar uma sapatada?
Outra vez, Maria Pamonha vestiu-se maravilhosamente e apareceu no baile. E 
outra vez todos fi caram deslumbrados com sua beleza. 
O jovem dançou com ela, murmurando-lhe palavras de amor, e deu-lhe de pre-
sente um anel. Pela terceira vez, ele lhe perguntou:
– Diga-me uma coisa, de onde é você?
– Ah, ah, ah, eu venho de muito, muito longe. Venho da Cidade de Sapatada.
Mas como o rapaz estava quase louco de paixão, nem se deu conta do que 
queriam dizer aquelas palavras.
Ao voltar para casa, ele acordou todo mundo para contar como era bela a 
jovem desconhecida. No dia seguinte, procurou-a por toda a fazenda e pelos 
povoados vizinhos, sem conseguir encontrá-la. 
Tão triste ele fi cou que caiu doente. Não havia remédio que o curasse, nem 
reza que o fi zesse recobrar as forças. Triste, triste, já estava a ponto de morrer.
Então Maria Pamonha pediu à patroa que a deixasse fazer um mingau para o 
doente. A patroa fi cou furiosa.
– Então você acha que meu fi lho vai querer que você faça o mingau, menina? 
Ele só gosta do mingau feito por sua mãe.
Mas Maria Pamonha fi cou atrás da patroa e tanto insistiu que ela, cansada, 
acabou deixando.
Maria Pamonha preparou o mingau e, sem que ninguém visse, colocou o anel 
dentro dele.
Enquanto tomava o mingau, o jovem suspirava:
– Que delícia de mingau, mãe!
De repente, ao encontrar o anel, perguntou, surpreso:
– Mãe, quem foi que fez este mingau?
– Foi Maria Pamonha. Mas por que você está me perguntando isso?
E antes mesmo que o jovem pudesse responder, Maria Pamonha apareceu no 
quarto, com um lindo vestido, limpa, perfumada e com os cabelos presos.
E o rapaz sarou na hora. E casou-se com ela. E foram muito felizes.
2. Em seu caderno, copie os trechos sublinhados transformando o discurso dire-
to em indireto e vice-versa. Lembre-se de usar dois-pontos, parágrafo e traves-
são quando necessário!
3. Ao terminar, compartilhe com seu professor e colegas o modo como foi cons-
truindo os diálogos entre os personagens. 
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82 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
ETAPA 4: SELECIONANDO AS LENDAS, 
REESCREVENDO-AS E REVISANDO OS TEXTOS 
ATIVIDADE 4A: REESCREVENDO 
COLETIVAMENTE UMA LENDA 
Objetivos
  Acompanhar a produção coletiva de um texto, dando ideias sobre o que e como 
escrever.
  Utilizar expressões próprias da escrita de lendas, fazendo uso de algumas mar-
cas de oralidade e bons recursos linguísticos presentes no texto original. 
  Ao escrever, garantir a sequência temporal dos acontecimentosdo texto.
Planejamento
  Como organizar os alunos? A atividade será realizada coletivamente. 
  Quais os materiais necessários? Textos lidos e que constam no livro do aluno; 
fotocópias do texto que irão reescrever e revisar e/ou projetor para socializá-lo.
  Qual é a duração? Duas aulas de 50 minutos. 
Encaminhamento
  Antes de mais nada, vale retomar com os alunos que reescrever algo não é 
reproduzir, fi elmente, as palavras de um texto (o que caracterizaria uma có-
pia), e sim reproduzir a trama, o enredo, mas de um modo próprio, com as 
suas palavras. Isso garante que, tendo o conteúdo dominado, sabendo o que 
devem escrever, os alunos podem dedicar-se a refl etir sobre como fazê-lo do 
melhor modo.
  Para ter sucesso nessa empreitada, precisam pôr em jogo o que já aprende-
ram, como diferentes modos de iniciar a narrativa, quando usar o discurso 
direto e indireto, como enriquecer a lenda com descrições de personagens e 
ambientes, quais expressões linguísticas e regionalismos são mais ou menos 
apropriados, como provocar emoções e manter o interesse do leitor.
  É relevante também, enquanto a história é escrita propriamente, auxiliar os alu-
nos a considerarem o leitor e as características das lendas, bem como ir lendo 
enquanto escrevem para conferir a intenção comunicativa e também se não 
estão esquecendo informações importantes, além de corrigirem possíveis er-
ros ortográfi cos e gramaticais. Nesse sentido, você deve escrever exatamente 
o que e como os alunos lhe ditarem, a fi m de poder ajudá-los no processo de 
revisão e melhoria do texto, que acontecerá posteriormente.
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83Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Parte A – 1a aula
Ao iniciar a atividade, converse com os alunos sobre o propósito da mesma e a 
maneira como se desenvolverá. 
  Explique que farão a releitura de uma das lendas do livro do aluno. A escolha 
poderá ser feita por você ou mediante votação no grupo, que precisa saber 
que a história escolhida e reescrita será a primeira a compor a coletânea, 
inaugurando-a.
  Escolhida a lenda, peça que façam a leitura silenciosa da mesma. 
  A seguir, inicie o processo de reescrita, conversando com a turma sobre a im-
portância de desenvolver bons procedimentos de escrita, de modo que qual-
quer leitor possa compreender o texto. Para isso, combine com os alunos que 
o texto será produzido considerando-se algumas etapas:
 J Planejar o que se vai escrever, tendo em mente quem serão os leitores da 
coletânea e as características que observaram nas lendas que já conhecem 
(ver observações abaixo).
 J Fazer uma primeira versão, com perspectiva de rascunho (ler enquanto se 
está escrevendo para controlar questões de discurso – referentes à expressão 
das ideias – e também notacionais – referentes à ortografia e à pontuação). 
 J Revisar o texto produzido, observando se está claro e coerente, e corrigir as-
pectos ortográficos e gramaticais.
 J “Passar a limpo” a versão final, que comporá a coletânea.
  Ao planejar a escrita da narrativa, retome alguns aspectos próprios da escrita 
de lendas:
 J Iniciar a lenda diretamente, sem definir de forma precisa tempo e lugar e 
sem muitas descrições. Para isso, utilizar expressões como “Conta a lenda 
que...”; “Contam... que...”; “Havia um...”; “Um certo... em...”.
 J Não apresentar explicitamente os ensinamentos e explicações que o texto 
pretende passar. Ao contrário, estes devem vir diluídos ao longo do texto.
 J As lendas que contêm explicações de fenômenos naturais apresentam me-
nos falas de personagens, organizando-se pelo discurso narrativo, sem refe-
rência às falas propriamente ditas. As demais lendas utilizam discurso dire-
to, marcado de diferentes maneiras: por dois-pontos, parágrafo e travessão; 
ou por dois-pontos, parágrafo e aspas.
 J É possível utilizar expressões de variedades regionais. 
  Como o escriba da turma, registre um esquema da lenda, que deverá conter as 
ações principais da narrativa e servir de consulta enquanto se procede à redação. 
Essa pequena síntese, escrita em itens, precisa conter todas as partes e informa-
ções essenciais para garantir a clareza e a coerência da história. Faça referência 
ao esquema constantemente, ajudando os alunos nessa verifi cação até concluí-
rem a primeira versão da reescrita. Combine com as crianças que o texto “dormi-
rá” por alguns dias para que possam, depois, melhorar a construção do mesmo.
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84 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Parte B – 2a aula
  Concluído o rascunho, tem início a revisão. Lembramos a importância de que 
realizem essa tarefa decorridos alguns dias da escrita da primeira versão, pois 
isso permitirá às crianças alternar os papéis de escritor e leitor. 
  Para que os alunos possam participar da revisão, todos devem ter acesso ao 
texto que será alterado. Desta forma, ele pode ser fotocopiado ou exibido por 
meio de outro recurso audiovisual, como o retroprojetor, ou, ainda, um progra-
ma de computador. O importante é que, enquanto você anota as alterações no 
original, as crianças possam acompanhá-lo.
  Primeiramente, ajude-os a observar se a história está coerente, se tem clareza, 
se há repetições desnecessárias de palavras, quais podem ser substituídas 
(por sinônimos ou pronomes, por exemplo, bem como usando vírgulas ou su-
primindo o sujeito). Observe com eles se as partes do texto estão articuladas, 
se faltam informações, se podem enriquecer a narrativa com alguma descrição 
mais detalhada, que expressões linguísticas são mais ou menos favoráveis 
para produzir bons efeitos estéticos no texto.
  Depois, revise o texto com eles do ponto de vista ortográfi co, considerando 
as questões estudadas, assim como o uso adequado de maiúsculas e da 
pontuação.
  Concluída a revisão, decida com os alunos como o texto fi nal será apresen-
tado, como “passarão a limpo” essa versão, podendo optar se vão copiá-lo à 
mão ou digitá-lo, quem fará essa tarefa, se haverá ilustração e como será.
ATIVIDADE 4B: REESCREVENDO TRECHOS 
DE UMA LENDA
Objetivos
  Reescrever o início de uma lenda considerando diversos inícios possíveis. 
  Fazer uso de recursos de linguagem explorados ao longo do projeto.
  Trabalhar em parceria, negociando possibilidade de construção de texto.
Planejamento
  Como organizar os alunos? A atividade será realizada inicialmente em duplas 
defi nidas pelo professor e depois socializada coletivamente.
  Quais os materiais necessários? Texto que consta na página da Atividade 4B; 
folha pautada para produzir a reescrita.
  Qual é a duração? Uma aula de 50 minutos. 
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85Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Encaminhamento
  Peça aos alunos que façam a leitura silenciosa da “Lenda do papagaio 
 Crá-Crá”. A seguir, comente com eles a história, auxiliando-os a se recordar da 
trama e dos personagens.
  Oriente-os, então, a reescrever o início dessa lenda, que está em negrito no 
texto original. Eles trabalharão em duplas conforme sua indicação e devem pro-
duzir dois textos diferentes que recontem o mesmo trecho da lenda que leram. 
  Quando terminarem, devem revisá-lo, corrigindo o que for preciso, seja de dis-
curso, ortografi a, pontuação ou gramática. Depois, podem escolher um dos 
textos que fi zeram para ler para os colegas. 
ATIVIDADE 4B: REESCREVENDO TRECHOS 
DE UMA LENDA
NOME: __________________________________________________________________________
DATA: _____/_______________ TURMA: ___________________________________________
1. Junto a sua dupla de trabalho, releia silenciosamente “A lenda do papagaio 
Crá-Crá”. 
A LENDA DO PAPAGAIO CRÁ-CRÁ 
Conta a lenda que, antigamente, morava em um vilarejo um menino muito gu-
loso. Tudo que via, queria comer, e a gula era tanta, a pressa de comer era 
tamanha, que ele tinha costume de engolir a comida sem mastigá-la.
Uma vez sua mãe encontrou frutos de batoí e assou-os na cinza. 
O fi lho, sem querer esperar, comeu todos os frutos, tirando-os diretamente do 
fogo e, como sempre, engoliu-os sem pestanejar.
Os frutos do batoí são frutos cuja polpa viscosa se mantém quentíssima por 
muito tempo. Comendo-os tão quentes, sapecaram-lhe a garganta, de forma 
que doía muito e queimavam-lhe o estômago.
O menino, tentando vomitar os frutos comidos, começou a fazer força para 
expulsá-los. Arranhava a garganta grunhindo crá-crá-crá! Mas os frutos não 
saíam... e entalaram na garganta, sufocando-o.
No mesmo momento, cresceram-lhe as asas e as penas e ele tornou-se um 
papagaio. Voou pra longe. Até hoje pode-se ouvi-lo vagando pelas matas do 
lugar, voando e gritando “crá-crá-crá”!
(Machado, Irene. Literatura e redação. São Paulo: Scipione, 1994. p. 105-106.)
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86 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
2. Observem que o início dessa lenda está em negrito. Esse trecho deverá ser 
reescrito por vocês de dois modos diferentes. Para isso, utilizem a folha pau-
tada entregue por seu professor.
3. Fiquem atentos às possibilidades de escrita que já foram abordadas em aula, 
lembrando-se de que as lendas começam remetendo-se ao passado, mas 
sem defi nir um tempo específi co. Vocês poderão optar pelo discurso direto ou 
indireto quando acharem mais apropriado, e podem enriquecer a lenda com 
descrições de personagens e ambientes.
4. Quando terminarem, façam uma boa revisão do texto, observando se faltam 
informações ou se há erros de gramática ou ortografi a.
5. Finalmente, escolham a versão que lhes pareceu mais interessante para ler 
para os colegas.
ATIVIDADE 4C: SELECIONANDO AS LENDAS 
PARA SEREM REESCRITAS, PLANEJANDO 
A REESCRITA E REESCREVENDO-AS
Objetivos
  Selecionar a lenda que será reescrita. 
  Planejar a reescrita da lenda, a partir de material de referência e do contexto 
de produção.
  Reescrever a lenda, considerando o planejado. 
Planejamento
  Como organizar os alunos? A atividade será realizada em três etapas: coletiva-
mente, para decidir quem escreverá qual lenda; em duplas, para planejar cola-
borativamente a lenda; individualmente, para a reescrita da lenda escolhida.
  Quais os materiais necessários? Cópia para todos os alunos das recomenda-
ções para reescrita, que constam da Atividade 4A. Folhas avulsas para planeja-
mento e reescrita das lendas.
  Qual é a duração? Duas aulas de 50 minutos. 
Encaminhamento
  Converse com os alunos sobre o propósito da atividade e sobre a maneira 
como ela será conduzida.
  Desenvolva-a por partes, orientando os agrupamentos a cada vez. 
  Na primeira etapa, organize o coletivo da classe para decidir a respeito de quem 
reescreverá qual lenda. Pegue o cartaz com o inventário de lendas e, para come-
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87Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
çar, decidam quais das lendas lidas poderão compor a coletânea, de acordo com 
a preferência da classe e com os possíveis interesses dos leitores.
  A seguir, entre as lendas selecionadas, solicite que os alunos manifestem sua 
preferência, escolhendo a que querem reescrever. Anote os nomes dos alunos 
ao lado dos títulos das lendas. Assegure-se de que cada um conheça bem a 
lenda que irá reescrever. É interessante que leiam antes, para evitar omissão 
de informações.
  A seguir, retome as indicações que os alunos fi zeram sobre o que considerar 
quando fossem escrever as lendas, registro elaborado na Atividade 4A.
  Retome, depois, o contexto de reescrita da lenda: reescrever aquelas de que a 
classe mais gostou, para alunos da 1a à 4a série, compondo um livro-coletânea 
para constituir o acervo da sala de leitura.
  Oriente os alunos para considerarem a adequação da linguagem ao leitor, de 
modo que ele possa compreender o texto.
  Solicite que se organizem em duplas, que você precisará formar de acordo com 
a contribuição que possam dar um para o outro. Oriente-os para que planejem 
a reescrita, elaborando uma relação dos aspectos que não podem faltar, na 
ordem em que devem ser apresentados. Oriente-os, ainda, para que planejem, 
juntos, cada um dos textos, como foi feito quando fi zeram a reescrita coletiva.
  Depois do planejamento, o trabalho será individual. Cada um, de posse de seu 
planejamento, reescreverá a sua lenda. Lembre aos alunos que, enquanto redi-
gem a história propriamente dita, devem considerar o leitor e as características 
das lendas, bem como ir lendo enquanto escrevem para conferir a intenção 
comunicativa e também se não estão esquecendo informações importantes, 
além de corrigirem possíveis erros ortográfi cos e gramaticais. 
  Peça-lhes que, antes de lhe entregar o material, revejam o planejamento e se 
os textos estão adequados ao contexto de produção.
Esta é uma tarefa individual, e é importante que as crianças possam traba-
lhar concentradas. Caso precisem de ajuda, oriente-as a levantarem a mão 
e aguardar até que sejam atendidas por você, que se dirigirá até elas para 
auxiliá-las. Talvez isso seja necessário para lembrá-las de fatos ou trechos da 
história. 
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88 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
ATIVIDADE 4C: SELECIONANDO AS LENDAS 
PARA SEREM REESCRITAS, PLANEJANDO 
A REESCRITA E REESCREVENDO-AS
NOME: __________________________________________________________________________
DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________
1. Nesta atividade você realizará quatro tarefas: selecionará as lendas que com-
porão a coletânea do projeto; escolherá a lenda que você irá reescrever; pla-
nejará a reescrita da lenda; reescreverá a lenda. Fique atento para as orienta-
ções de seu professor. 
Alguns lembretes para você, quando for planejar e reescrever a lenda escolhida:
  Considere que você reescreverá uma das lendas de que a classe mais gostou, 
para alunos da 1a à 4a série, compondo um livro-coletânea para constituir o 
acervo da sala de leitura.
  Considere que seu texto deve estar adequado a essas características o máxi-
mo possível, pois isso garantirá que o leitor o compreenda.
  Considere os aspectos abaixo, estudados ao longo das atividades, como orien-
tadores do planejamento e reescrita:
 J Iniciar a lenda diretamente, sem definir precisamente tempo e lugar e sem 
muitas descrições.
 J Utilizar expressões como: “Conta a lenda que...”; “Contam... que...”; “Havia 
um...”; “Um certo... em...” ou outra com sentido similar.
 J Não apresentar explicitamente os ensinamentos ou explicações que o texto 
pretende passar; ao contrário, estes devem vir diluídos ao longo do texto.
 J As lendas que contêm explicações de fenômenos naturais apresentam 
menos fala de personagem, organizando-se pelo discurso narrativo, sem 
referência às falas propriamente ditas. Considere isso na reescrita. As de-
mais lendas utilizam discurso direto, marcado de diferentes maneiras: por 
 dois-pontos, parágrafo e travessão;ou por dois-pontos, parágrafo, aspas.
 J É possível utilizar expressões de variedades regionais e escrever mais à von-
tade se a situação de produção possibilitar, isto é, se considerar que os 
leitores pensados compreenderão o texto.
 J Elaborar uma relação dos aspectos que precisarão constar na lenda, na or-
dem em que devem ser apresentados.
 J Lembre-se que, enquanto redige a história propriamente dita, deve conside-
rar o leitor e as características das lendas, bem como ir lendo enquanto 
escreve para conferir a intenção comunicativa e também se não está esque-
cendo informações importantes. Fique atento também para corrigir possíveis 
erros ortográficos e gramaticais. 
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89Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
  Antes de entregar seu texto para o professor, lembre-se de dar uma conferida 
para ver se não está faltando nada do que foi planejado.
ATIVIDADE 4D: REVISANDO AS LENDAS 
E EDITORANDO-AS
Objetivos
  Revisar os textos escritos, de acordo com o que foi planejado. 
  Refazer os textos, considerando as necessidades apontadas pelo professor. 
  Editorar o texto, considerando as especifi cidades do projeto do livro. 
Planejamento
  Como organizar os alunos? A atividade será realizada em três etapas: coletiva-
mente, para que você possa comentar alguma necessidade comum de aprendi-
zagem; em duplas, para a revisão de cada texto; individualmente, para passar 
a limpo e fazer a editoração.
  Quais os materiais necessários? Cópia para todos os alunos a respeito das 
recomendações para reescrita, que constam da Atividade 4A.
  Qual é a duração? Duas aulas de 50 minutos. 
Encaminhamento
Parte A – 1a aula
  Converse com os alunos sobre o propósito da atividade e a maneira como ela 
será conduzida. 
  Desenvolva-a por partes, orientando os agrupamentos a cada vez. 
  Na primeira etapa, converse com toda a classe a respeito de alguma necessi-
dade coletiva que tenha observado quando fez a leitura dos textos.
  Oriente os alunos quanto ao que deverão revisar no texto, observando se fi ze-
ram uso do que já aprenderam, como pensar em diferentes modos de iniciar a 
narrativa, se usaram o discurso direto e indireto e se o fi zeram corretamente, 
se enriqueceram a lenda com descrições de personagens e ambientes, se uti-
lizaram expressões linguísticas e regionalismos de forma apropriada, se conse-
guiram provocar emoções e manter o interesse do leitor.
  Depois disso, devem verifi car e corrigir os trechos assinalados por você, que 
terá indicado questões de ortografi a, gramática e pontuação a serem corrigi-
das. Avise que trabalharão em duplas e indique quais são os parceiros consi-
derando a possibilidade de contribuição recíproca que apresentem.
  Devolva o texto para os alunos e solicite que as duplas o analisem consideran-
do os itens apontados no processo de planejamento – recuperar quadro orien-
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90 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
tador e planejamento – e as suas observações. Devem analisar um texto de 
cada parceiro da dupla separadamente, até terem revisto as duas lendas que 
foram reescritas.
Parte B – 2a aula
  Quando forem refazer, a atividade será individual. Explique que, tendo o texto 
corrigido e revisado, precisarão “passá-lo a limpo”, o que signifi ca copiá-lo já 
sem erros ou questões a resolver.
  Para isso, combinem se o farão escrevendo à mão ou digitando. Caso utilizem 
o computador como ferramenta de trabalho, solicite que coloquem o texto no 
padrão decidido: tamanho, tipo de letra, cor etc.
ETAPA 5: EDIÇÃO E PREPARAÇÃO FINAL 
DA COLETÂNEA
ATIVIDADE 5A: PRODUZINDO AS ILUSTRAÇÕES
Objetivo
  Preparar as ilustrações das lendas da coletânea.
Planejamento
  Como organizar os alunos? No início, a atividade será realizada coletivamente; 
depois será individual. 
  Quais os materiais necessários? Livros com várias ilustrações, diversos mate-
riais para a realização de desenhos, fotos de jornais e revistas, materiais para 
fazer colagem, tintas e pincéis.
  Qual é a duração? Cerca de duas aulas de 50 minutos. 
Encaminhamento 
Parte A – 1ª aula: Analisando ilustrações em livros diversos
  Para realizar as próprias ilustrações de suas lendas, os alunos precisam, pri-
meiro, conhecer diversas ilustrações de outros livros e materiais. Para subsi-
diá-los nessa tarefa, é importante selecionar previamente materiais com dife-
rentes tipos de ilustrações e analisá-las com eles, apontando:
 J Que estilos podem ser observados, com a utilização de que técnicas (nos 
livros em geral, podemos encontrar ilustrações mais ou menos estilizadas 
ou próximas de um desenho de observação, por exemplo. Também podemos 
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91Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
ver ilustrações que lembram pinturas, ou que são desenhos, ou ainda foto-
grafias e gravuras que utilizam técnicas diversas).
 J Ilustrações mais e menos detalhadas, em que se observam desenhos isola-
dos ou cenas completas.
 J Ilustrações coloridas e feitas em preto e branco.
  Chame a atenção deles para o modo como as ilustrações se relacionam com 
o contexto escrito da história, isto é, se apenas complementam a narrativa ou 
trazem para o leitor informações e detalhes que não estão descritos na histó-
ria, e por isso têm um papel fundamental na composição fi nal de um trabalho. 
  Além disso, a disposição espacial das ilustrações faz diferença, uma vez que 
podem estar vinculadas ao texto ou não, estar mais ou menos em evidência, 
ocupar uma página ou duas.
  Explique aos alunos que tanto a fi nalidade quanto a técnica de compor as ilus-
trações são escolhas que deverão fazer quando se dedicarem às ilustrações 
que realizarão sozinhos, e que poderão utilizar os materiais de referência para 
consultar durante o trabalho (por isso, deixe-os disponíveis). 
  Se for possível, providencie livros em que se possa comparar tipos de ilustra-
ções diferentes de uma mesma lenda.
  Quando tiverem terminado de analisar os recursos disponíveis, é hora de pre-
parar um ambiente propício e com materiais artísticos adequados para que os 
alunos comecem o processo de ilustração de suas próprias lendas.
Parte B – 2a aula: Ilustrando as lendas da coletânea
  Nesse momento, os alunos precisam escolher os materiais com que vão traba-
lhar e dispor-se a isso. No entanto, oriente-os para que façam um esboço de 
sua ilustração, considerando o que foi discutido a respeito. Essa é uma etapa 
importante, que pode ser alterada caso seja preciso, mas que os ajudará a se 
organizar, planejando suas ações.
  À medida que forem se sentindo prontos, podem iniciar o processo de ilus-
tração, contando com o auxílio do professor e colegas para aperfeiçoarem o 
trabalho.
ATIVIDADE 5B: ORGANIZANDO A COLETÂNEA
Objetivo
  Montar o livro-coletânea observando as partes que compõem um livro.
Planejamento
  Como organizar os alunos? A atividade será coletiva no início; depois, os alu-
nos trabalharão em pequenos grupos, por divisão de tarefas.
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92 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
  Quais os materiais necessários? Livros diversos para análise, folhas pautadas 
para organizar um rascunho, folhas para passar o rascunho a limpo ou compu-
tadores para digitação e edição final.
  Qual é a duração? Duas aulas de 50 minutos.
Encaminhamento
  Disponha livros diversos pela classe. Reúna os alunos em roda e oriente o tra-
balho. Explique que, para que possam eles mesmos organizar um livro, preci-
sam antes observar como os livros se apresentam, de que partes são compos-
tos. Para isso, peça que circulem pela sala e observem os materiais, anotando 
as seções ou partes que conseguirem identifi car nos livros expostos.
  Quando tiverem terminado, reúna-os novamente e faça um levantamento do 
que descobriram, anotando os itens na lousa. Essa será uma referência impor-
tante para que depois as tarefas possam ser distribuídas nos grupos.
  Lembre-se que algumas partes são essenciais e não poderão faltar, pois fa-
zem parte de todos os livros:
 J capa, considerando-se as informações que lhe são imprescindíveis: título, 
autor e ilustrador;
 J página de apresentação;
 J índice;
 J página de rosto.
  Vocês terão que decidir juntos sobre algumas seções que igualmente são co-
muns, mas não imprescindíveis:
 J página de apresentação (explicando o projeto, por exemplo);
 J dedicatória;
 J glossário.
  Também deverão combinar se o livro será paginado ou não, relacionando esse 
dado com o índice.
  Toda essa exploração e tomada de decisões deverá ocorrer na primeira aula 
desta atividade. Decidida a organização da coletâna, divida os alunos em gru-
pos e distribua as tarefas, solicitando que cada um se concentre num primeiro 
rascunho da parte que lhe cabe: quem fará a capa, o índice, a página de apre-
sentação, a indicação dos autores; se haverá ou não ilustrações além daque-
las feitas individualmente, por lenda, e quem a fará. Combinem também cores, 
fonte e tamanho de letra, tipo de material usado para confeccionar a capa, se 
o livro será encadernado ou espiralado.
  Nesse momento, circule pelos grupos, ajudando-os no que precisarem. Faça o 
mesmo na aula seguinte, em que deverão se dedicar a fazer o que foi combina-
do, até que o livro-coletânea esteja pronto.
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93Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
ATIVIDADE 5C: PREPARANDO A 
APRESENTAÇÃO ORAL DA LENDA
Objetivo
  Preparar a apresentação oral da lenda.
Planejamento
  Como organizar os alunos? A atividade será realizada coletivamente, em duplas
e individualmente. Coletivamente será organizada a apresentação; em du-
plas será realizado o estudo das lendas que serão apresentadas; individual-
mente serão apresentadas cada uma das lendas, em um ensaio de estudo.
  Quais os materiais necessários? Texto da lenda para estudo. Cartaz para orga-
nização do trabalho de preparação da apresentação oral.
  Qual é a duração? Cerca de duas aulas de 50 minutos. 
Encaminhamento
Parte 1 – Organizando a apresentação e compartilhando tarefas
  Para iniciar, discuta com os alunos como a apresentação será organizada, 
quais os materiais que serão necessários e quem será o responsável por cada 
trabalho.
  Organize em um cartaz um esquema da apresentação: ambientação, com os 
livros em exposição; abertura, com a fala de um responsável que explique o 
evento; apresentação de envolvidos (decidir quem fala o quê, por exemplo: alu-
nos que comentam o que foi o projeto para eles, seu envolvimento com as 
lendas etc.; professor que conta as questões envolvidas e as aprendizagens 
realizadas etc.); apresentação oral de algumas lendas; encerramento.
  Identifi que os materiais necessários para a organização da apresentação e 
quem será responsável pela organização de cada aspecto.
Parte 2 – Estudo do texto para apresentação oral
  Decida, junto com o grupo, quais serão as apresentações – não é bom que 
todos apresentem, pois a cerimônia fi caria muito longa. Assim, sorteie ou veja 
quem, espontaneamente, gostaria de recontar sua lenda. Lembre aos alunos 
que aqueles que não se apresentarem nesse momento serão contemplados 
pela leitura do livro-coletânea.
  Forme duplas de estudo: os alunos leem as lendas e, depois, estudam como 
melhor apresentá-las oralmente, considerando entonação, gestual, dicção etc. 
O que for apresentar estuda e o parceiro apoia, analisa, critica, ajuda a ade-
quar a fala.
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94 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
  Oriente-os para o fato de não ser preciso decorar o texto, mas apenas saber 
dizê-lo de maneira adequada e interessante para os convidados.
Parte 3 – Ensaio da apresentação
Depois do estudo, os que vão se apresentar ensaiam diante da classe. Quando 
um se apresenta, os demais analisam e auxiliam o colega a se preparar melhor para a 
apresentação, dando dicas etc.
ETAPA 6: AVALIAÇÃO FINAL DO TRABALHO 
DESENVOLVIDO
ATIVIDADE 6: AVALIAÇÃO FINAL DO TRABALHO
Objetivo
  Realizar uma avaliação colaborativa do trabalho desenvolvido, considerando os 
diferentes aspectos: a reescrita do texto; a participação nas atividades durante 
o desenvolvimento; a elaboração do produto fi nal.
Planejamento
  Como organizar os alunos? A atividade será individual. 
  Quais os materiais necessários? Pauta de autoavaliação.
  Qual é a duração? Cerca de 40 minutos. 
Encaminhamento
  Converse com os alunos sobre a fi nalidade da atividade e sobre a maneira 
como se desenvolverá. 
  Comente que preencherão uma pauta de autoavaliação que ajuda a refl etir a 
respeito do que deveriam aprender sobre as lendas. Contudo, explique que, 
nessa pauta, não há perguntas a respeito da atitude dos alunos durante o tra-
balho, e que essa avaliação será feita oralmente. Conversando com os alunos, 
levante questões sobre como foi trabalhar com o colega e depois sozinho, o 
que puderam aprender com seus parceiros, como foi a participação e atitu-
de de colaboração de cada um, como foi o processo de negociação de ideias 
quando tinham que decidir algo, como foi dividir tarefas e qual a responsabili-
dade com que cada um assumiu sua parte. 
  Feito isso, distribua as pautas de autoavaliação, leia-as com os alunos expli-
cando cada item e oriente-os sobre o que fazer. Cuide para que os alunos este-
jam, também, com seus textos em mãos.
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95Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
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96 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Para terminar, é importante que você avalie, também, a adequação das ativida-
des planejadas para os seus alunos às necessidades e possibilidades de aprendiza-
gem deles, verifi cando se há mudanças que são necessárias e de que natureza são. É 
essa avaliação que orientará os inevitáveis ajustes a serem feitos na ação docente e, 
dessa forma, garantirá a ela uma qualidade cada vez melhor.
PROJETO DIDÁTICO “UNIVERSO AO MEU REDOR”
Em Língua Portuguesa, quando se fala em estudar um tema se fala, necessaria-
mente, em desenvolver três habilidades básicas: LER, FALAR E ESCREVER. 
Nas séries fi nais do Ensino Fundamental é cada vez mais importante que se exi-
ja dos alunos ler, comunicar-se oralmente e escrever como instrumentos importantes 
para a aprendizagem de conteúdos de outras áreas. Daí a necessidade de incorpo-
rar os usos “acadêmicos” da leitura, da fala e da escrita. Isso poderá fazer com que 
os alunos tenham mais oportunidades para utilizar ferramentas que lhes permitam a 
aprendizagem de vários conteúdos.
Assim, este projeto propõe o estudo de um assunto em particular, o que permi-
te a realização de atividades em que os alunos precisam ler para se informar e com-
parar diferentes fontes de informação. Também têm a oportunidade de selecionar 
informações relevantes, escrever para registrar o que aprenderam, fazer resumos, 
produzir legendas, esquemas e textos informativos, bem como comunicar oralmente 
o que aprenderam, em forma de seminário, por exemplo. Considerando a natureza do 
tema escolhido e a necessidade de discussão a respeito dele, dentro do ambiente 
escolar, o seminário pode ser um evento interativo bastante adequado, já que se tra-
ta de uma situação didática que congrega pessoas para falar, discutir e apresentar 
ideias a respeito das mais diversas questões, além de ter que ler e registrar o que 
descobriram.
O seminário é uma reunião de pessoas – especialistas, de fato, ou não; es-
tando mais para estudiosos no assunto do que para especialistas, propriamente –, 
realizada para estudar determinado tema. É uma situação comunicativa que prevê 
várias exposições orais de aspectos diferenciados de um tema comum. Por isso, é 
uma situação privilegiada de estudo nas mais diversas áreas: História, Matemática, 
Geografi a, Educação Física, ou seja, presta-se ao trabalho com todas as áreas do 
currículo escolar.
No seminário, essas exposições orais são articuladas por um mediador, com a 
fi nalidade de buscar melhor compreensão por meio da troca de informações e refl exão 
sobre o tema.
As exposições podem ser sustentadas por recursos materiais diversos, como re-
troprojetor, slides, vídeo, Powerpoint, datashow, quadros sinóticos, músicas, fotogra-
fi as, apresentações musicais e de dança, ou seja, tudo o que for mais adequado para 
esclarecer a audiência sobre o tema, inclusive por esquema escrito que sintetize as 
principais ideias focalizadas.
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97Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
No trabalho proposto neste Guia, o foco estará na leitura e compreensão de tex-
tos informativos, no registro de informações e na preparação de uma exposição oral, 
neste caso um seminário. 
Em uma exposição oral, aspectos como altura e tom de voz, clareza na dicção, 
ritmo, gestual e atitude corporal são itens que precisam ser foco de ensino, pois impli-
cam a melhor compreensão dos ouvintes. Sua condição de discurso oral coloca, ainda, 
a possibilidade, ou mesmo a necessidade, de se elaborar material de apoio para a 
fala, como fi chas que funcionam como lembretes sobre os pontos relevantes dentro do 
assunto tratado.
A organização de um seminário e de cada umas das exposições orais que o com-
põem precisa dar-se em dois grandes eixos:
O da alimentação temática: situações de estudo e aprofundamento sobre o tema 
que será foco da exposição oral. Para tanto, esse projeto propõe o desenvolvimento de 
uma sequência de atividades de leitura inicial – ler para aprender –, sínteses (essencial 
para a constituição do caderno de resumos ou folders de divulgação), leituras de info-
gráfi cos, com a intenção de munir o aluno de material para a exposição oral.
O discursivo: que prevê a organização do evento comunicativo, que é o seminário 
e o planejamento da exposição oral, propriamente, considerando todos os aspectos ci-
tados. Para tanto, este projeto apresenta atividades que possibilitam a abordagem das 
características do seminário, bem como do processo de planejamento colaborativo do 
mesmo, assim como o estudo das características do gênero – exposição oral.
Quanto à relevância do tema proposto para estudo, consideramos que se trata de 
um tempo, quando parar e pensar a respeito das ações humanas que têm provocado 
prejuízos ao planeta é essencial e indispensável. E, sendo assim, nada mais pertinente 
do que criar um espaço de discussão a respeito de atitudes cotidianas responsáveis.
O estudo mais específi co do desmatamento da mata atlântica coloca em foco a 
análise das condições nas quais se encontra esse bioma brasileiro, o mais rico em 
biodiversidade e, também, o mais dizimado, sendo que apenas cerca de 8% de sua 
área original ainda se encontra preservada. Compreender, então, quais ações huma-
nas são responsáveis por essa condição parece fundamental para que se possa, por 
um lado, evitar a manutenção dessas ações e, por outro, compreendendo os efeitos 
das mesmas, procurar reverter o quadro atual em ações colaborativas e coletivas de 
recuperação e preservação do ecossistema.
Fica, assim, proposto o tema: “Mata atlântica, desmatamento e desenvolvimento 
sustentável”.
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98 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
ORGANIZAÇÃO GERAL DA SEQUÊNCIA DE ATIVIDADES
Etapa Atividade
1 Por onde andao universo? Atividade 1: Levantando conhecimentos prévios 
sobre o tema.
2 Compartilhando o projeto Atividade 2: Compartilhando o projeto e 
organizando o trabalho.
3 Estudando sobre meio 
ambiente, desmatamento e 
sustentabilidade
Atividade 3A: Desequilíbrios provocados pelo 
homem.
Atividade 3B: O desmatamento e sua infl uência 
em diferentes problemas ambientais.
Atividade 3C: O desmatamento no Brasil e no 
mundo.
Atividade 3D: A mata atlântica e sua história.
Atividade 3E: O símbolo dourado da mata 
atlântica.
Atividade 3F: A vida na mata.
Atividade 3G: Desmatamento e sustentabilidade.
4 Estudo e planejamento do 
seminário
Atividade 4: Planejando o seminário.
5 Estudo e planejamento da 
exposição oral
Atividade 5A: Investigando saberes dos alunos a 
respeito de uma exposição oral.
Atividade 5B: Analisando recursos da 
organização interna de uma exposição oral.
Atividade 5C: Planejando uma exposição oral.
6 Avaliação do trabalho 
desenvolvido
Atividade 6: Avaliação fi nal do trabalho.
ETAPA 1: POR ONDE ANDA O UNIVERSO?
ATIVIDADE 1: LEVANTANDO CONHECIMENTOS 
PRÉVIOS SOBRE O TEMA
Objetivos
  Recuperar os conhecimentos prévios sobre o tema, montando um mapa geral 
dos desequilíbrios do planeta provocados pelo homem, suas causas e suas 
consequências.
  Iniciar uma discussão a respeito das questões ambientais da atualidade. 
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99Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
  Relacionar as questões discutidas com o fator desmatamento, para que possa-
mos estabelecer, na próxima atividade de abordagem temática do projeto, uma re-
lação com o tema mata atlântica, desmatamento e desenvolvimento sustentável.
Planejamento
  Como organizar os alunos? A atividade será desenvolvida em grupos de quatro 
participantes, com exposições coletivas posteriores à discussão em grupo.
  Quais os materiais necessários? Textos que serão lidos – cópia para todos os 
alunos da folha de Atividade 1.
  Qual é a duração? Cerca de 50 minutos. 
Encaminhamento
  Converse com os alunos sobre o propósito da atividade e sobre como estarão 
organizados para desenvolvê-la.
  Oriente-os para que organizem grupos de quatro participantes para a realiza-
ção das atividades.
Nos itens 1, 2 e 3, oriente os alunos para que discutam com o grupo cada uma 
das questões apresentadas. Oriente-os para que estabeleçam relações entre 
“doenças da terra” e desequilíbrios no planeta provocados pela ação humana.
No item 3, deixe que expliquem da maneira como entenderem os problemas, 
suas causas, suas consequências, pois a intenção é realizar um levantamen-
to prévio de saberes dos alunos, uma vez que isso os auxiliará na refl exão 
orientada. 
ATIVIDADE 1: LEVANTANDO CONHECIMENTOS 
PRÉVIOS SOBRE O TEMA
NOME: __________________________________________________________________________
DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________
1. Reúna-se com seu grupo e leia o texto apresentado a seguir. Ele é a parte 
introdutória de um material publicado sobre meio ambiente. Observem as ex-
pressões dos animais: não parece que estão meio preocupados? E aquele 
cartaz do papagaio, o que vocês acham que signifi ca?
 Agora, respondam:
 Vocês consideram que a Terra está mesmo doente? 
 Se responderem sim, quais seriam as doenças da Terra? Expliquem. 
 Registrem as observações de vocês no caderno.
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100 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
TEXTO 1
A Terra está mesmo doente?
(Fonte: adaptado de Instituto Unibanco/Fundação Victor Civita. Meio ambiente conhecer 
para preservar – v. 1. Encarte da revista Escola, São Paulo, n. 161, p. 1A, abr. 2003.) 
2. Apresentem as observações para os demais colegas e discutam-nas com a 
classe e o professor.
3. Agora, leiam o texto 2 apresentado a seguir.
TEXTO 2
Áreas férteis transformadas em desertos, fl orestas devastadas, plantas e 
bichos ameaçados de extinção, rios, lagos e mares poluídos, substâncias 
tóxicas no ar que respiramos... uma diversidade de problemas decorrentes, 
unicamente, da falta de cuidado do homem com o planeta.
  Que relação vocês percebem entre esse texto e a atitude dos animais do 
primeiro texto? Expliquem.
  E entre esse texto e as “doenças da Terra”? Junto a seus colegas de grupo, 
tente explicar cada um dos tópicos apresentados nesse texto, identifi cando 
seus efeitos na vida das pessoas. Acrescentem a esses tópicos outros que 
você e a classe tenham identifi cado na refl exão coletiva. Registrem as suas 
refl exões no caderno.
ETAPA 2: COMPARTILHANDO O PROJETO 
ATIVIDADE 2: COMPARTILHANDO O PROJETO 
E ORGANIZANDO O TRABALHO
Objetivos
  Conhecer o projeto e a maneira pela qual o trabalho será desenvolvido na classe.
  Planejar as ações que serão realizadas. 
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101Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Planejamento
  Como organizar os alunos? A atividade será realizada coletivamente. 
  Quais os materiais necessários? Quadro com planejamento inicial do trabalho, 
organizado pelo professor. Quadro para serem registrados os aspectos que os 
alunos gostariam de investigar sobre o conteúdo. Os alunos farão anotações 
em seus cadernos.
  Qual é a duração? Cerca de 50 minutos. 
Encaminhamento
Após a escolha do tema e a eleição dos conteúdos a serem estudados pelos 
alunos e do texto que será produzido, é hora de compartilhar o objetivo do projeto e 
propor aos alunos a sua realização. É nessa etapa que se discutem os propósitos do 
trabalho e as possibilidades de produtos fi nais para destinatários reais (que permi-
tam, preferencialmente, criar laços com a comunidade). Neste caso, propomos como 
produto fi nal a realização de um seminário em que os alunos possam socializar o que 
aprenderam.
  Inicie uma roda de conversa retomando com os alunos os comentários sobre 
meio ambiente realizados na aula anterior, procurando envolvê-los no desenvol-
vimento do projeto.
  Pergunte se imaginam por que foi feita a pergunta sobre desmatamento de fl o-
restas na atividade anterior, entre tantas outras ações humanas que provocam 
problemas ambientais graves para o planeta. Explique que o desmatamento foi 
selecionado, pois o projeto aprofundará a discussão a respeito dele, focalizan-
do o que vem acontecendo com a mata atlântica, o bioma mais rico em diversi-
dade do planeta.
  Explique que para desenvolver o estudo a respeito de um tema é necessário 
fazê-lo em etapas e, para isso, precisam distinguir o que já sabem, que hipóte-
ses o grupo tem, para depois identifi carem o que ainda necessitam aprender. 
Também precisarão, durante o estudo, elencar quais são as informações mais 
relevantes e como serão organizadas para a confecção do produto fi nal. 
  Organize um cartaz para organização e consulta dessas questões, distinguindo 
o que já sabem e o que precisam saber (este item pode já ser redigido em for-
ma de perguntas). 
  A seguir, levante com os alunos possíveis fontes de informação em que pode-
rão encontrar respostas às suas dúvidas, como livros, revistas, enciclopédias, 
internet, textos jornalísticos, documentários. Além disso, poderão entrevistar 
especialistas e pessoas da comunidade. 
  Durante a pesquisa, propriamente, os alunos exercitarão importantes propó-
sitos da linguagem, que se referem a ler para aprender, para se apropriar das 
característicase da linguagem própria do texto informativo e também farão uso 
da escrita com função expositiva. Terão a oportunidade de coletar, selecionar, 
organizar e socializar informações, e é interessante combinar previamente de 
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102 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
que modo farão o registro do que forem aprendendo. Para isso, poderão usar 
o caderno, folhas avulsas ou ainda elaborar um pequeno portfólio, em que pos-
sam arquivar os materiais de estudo que levantarem.
  Informe que, ao fi nal dos estudos, a classe organizará um seminário a respeito 
da questão, o qual terá apresentação dirigida aos alunos da 3a série.
  Pergunte se sabem o que é um seminário e colete as informações que pos-
suem a respeito. Explique, de modo geral, o que vem a ser um seminário, 
adiantando aos alunos que estudarão o que é um seminário e como organizá-lo 
mais à frente.
  Ofereça-lhes informações gerais sobre o projeto e, a seguir, defi na o desenvol-
vimento das atividades.
O projeto
  Tema: “Universo ao meu redor”.
  Produto fi nal: seminário temático, que discutirá:
 J ações humanas que provocam problemas ambientais;
 J consequências dessas ações para a vida das pessoas; o desmatamento;
 J os biomas brasileiros principais e a biodiversidade;
 J a mata atlântica como um dos biomas mais ricos em diversidade do planeta;
 J sustentabilidade: o que é?;
 J ações que podem garantir a sustentabilidade da vida na Terra em relação ao 
desmatamento.
  Finalidade do seminário: informar e conscientizar os demais alunos sobre a im-
portância da sua ação para a organização de uma vida sustentável, perceben-
do as consequências da mesma para a qualidade da vida no planeta, de modo 
que se sintam incentivados a mudar suas atitudes. 
  Público: alunos de todas as 3as séries da escola.
Atividades que serão desenvolvidas no projeto
  Estudo dos temas que cada grupo apresentará. 
  Estudo sobre seminário. 
  Estudo sobre exposição oral e suas características. 
  Preparo da exposição oral que será realizada. 
  Organização fi nal do seminário. 
  Apresentação do seminário. 
  Avaliação do trabalho realizado. 
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103Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
ETAPA 3: ESTUDANDO SOBRE MEIO AMBIENTE, 
DESMATAMENTO E SUSTENTABILIDADE
ATIVIDADE 3A: DESEQUILÍBRIOS 
PROVOCADOS PELO HOMEM
Parte A – 1a aula
Nessa aula, os alunos tomarão contato com alguns verbetes e defi nições que se 
referem ao meio ambiente e esclarecem alguns dos danos causados pelo homem à 
natureza.
Objetivos
  Ampliar conhecimentos prévios sobre o tema, compreendendo as relações en-
tre homem e meio ambiente.
  Conhecer os verbetes, identifi cando características desse tipo textual.
  Ler e compreender textos informativos apresentados na forma de esquemas.
Planejamento
  Como organizar os alunos? A atividade será realizada em pequenos grupos e 
depois haverá uma discussão coletiva. 
  Quais os materiais necessários? Textos e quadro esquemático que constam na 
Atividade 3A. Os alunos farão anotações em seus cadernos.
  Qual é a duração? Duas aulas de 50 minutos. 
Encaminhamento
  Explique aos alunos que, para iniciar o estudo, farão uma primeira leitura de 
textos que os ajudarão a se familiarizar com o tema. 
  Comente que, durante a leitura, encontrarão textos com “palavras difíceis” com 
as quais é importante se familiarizar. Para compreendê-las, deverão guiar-se pelo 
contexto das frases, discutindo o que entenderam com os colegas do grupo.
  Oriente os alunos para que leiam e estudem os verbetes (veja informações adi-
cionais abaixo). Enquanto leem e conversam, passe pelos grupos e vá orientan-
do a leitura e a refl exão dos alunos, no sentido de que percebam: 
 J que as consequências não estão diretamente ligadas a nenhum problema 
porque se encontram ligadas a vários deles ao mesmo tempo; cada uma 
das consequências da ação humana acontece por uma combinação de fa-
tores, e não por um fator isolado. Para auxiliá-los nessa reflexão, recorra ao 
quadro “Desequilíbrios provocados pelo homem”;
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104 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
 J que o desmatamento é uma ação do homem que acarreta várias consequên-
cias para a vida dele.
  Oriente os alunos para que organizem os verbetes no caderno ou em uma pas-
ta, de maneira que possam constituir, de fato, um pequeno dicionário sobre o 
meio ambiente.
Parte B – 2a aula
  Concluída a leitura dos verbetes e a anotação de observações no caderno, 
inicie uma discussão coletiva, solicitando que cada pequeno grupo exponha o 
que entendeu a respeito de cada verbete. Esse é um importante momento de 
esclarecer dúvidas e ampliar a compreensão dos alunos, que talvez precisem 
de ajuda para estabelecer relação entre as defi nições apresentadas pelos 
textos.
  Aproveite para retomar, coletivamente, o quadro esquemático da página 107 
 (Desequilíbrios provocados pelo homem) e verifi que as relações de causa e 
consequência que o mesmo apresenta, garantindo que as crianças compreen-
deram as noções ali apresentadas.
  A seguir, oriente os alunos para que voltem ao quadro inicial de problemas am-
bientais levantados por eles, analisando de que maneira o estudo contribuiu 
para a ampliação e o aprofundamento da compreensão do assunto.
Para saber mais
Verbete é o nome que se dá a cada um dos artigos, também chamados entra-
das, de um dicionário, de uma enciclopédia ou de outro livro ou obra de refe-
rência que organiza informações dessa maneira. 
Os verbetes de dicionário são entradas, defi nições de palavras e explicações 
e notas sobre algo. 
Na organização de uma enciclopédia, os verbetes dão explicações e notas. 
Muitas vezes cada artigo de uma enciclopédia é chamado de verbete. Geral-
mente um verbete em uma enciclopédia pode dar uma maior explicação, nota, 
organização e melhoramento no texto enciclopédico.
(Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/verbete>.)
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105Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
ATIVIDADE 3A: DESEQUILÍBRIOS 
PROVOCADOS PELO HOMEM
NOME: __________________________________________________________________________
DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________
1. Leia com seus colegas de grupo os verbetes sobre o efeito estufa, chuvas áci-
das, desertifi cação, biodiversidade, ecossistema e erosão. Eles apresentam 
uma rela ção dos problemas ambientais da atualidade, suas causas e também 
suas consequências.
EFEITO ESTUFA 
A poluição do ar é uma das principais causas do aquecimento. A superfície 
terrestre refl ete uma parte dos raios solares, mandando-os de volta para o 
espaço. Uma camada de gases se concentra ao redor do planeta, formando 
a atmosfera, e alguns deles ajudam a reter o calor e a manter a temperatura 
adequada para garantir a vida por aqui.
Nas últimas décadas, muitos gases poluentes vêm se acumulando na atmos-
fera e produzindo uma espécie de capa que concentra cada vez mais calor 
perto da superfície da Terra, aumentando ainda mais a temperatura global. É 
o chamado efeito estufa.
Outro problema que afeta diretamente o clima é a devastação das matas, 
pois elas ajudam a manter a umidade e a temperatura do planeta.
Infelizmente, o desmatamento já eliminou quase metade da cobertura vege-
taldo mundo.
(Disponível em: <http://recreionline.abril.uol.com.br/fi que_dentro/ciencia/natureza.
conteudo_233685.shtml>. Data de acesso: 17 nov. 2007.)
CHUVA ÁCIDA 
Considerada um dos maiores problemas ambientais do mundo contemporâ-
neo. O termo designa genericamente a chuva, neve ou neblina com alta con-
centração de ácidos em sua composição. A principal medida para a redução 
desse tipo de fenômeno é o uso de combustíveis alternativos ou a utilização 
de carvão com menor teor de enxofre.
(Disponível em: <http://guiadoscuriosos.ig.com.br/index.php?cat_id=50655>. 
Acesso em: 17 nov. 2007.)
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106 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
DESERTIFICAÇÃO 
O fenômeno consiste na perda da produtividade biológica e econômica do 
solo de uma região. O uso de agrotóxicos, o desmatamento de fl orestas e o 
mau uso da terra são seus principais causadores. Um quarto do planeta está 
amea çado pela desertifi cação, e pesquisas mostram que 135 milhões de pes-
soas no mundo já tiveram que deixar o local onde moravam por causa dela.
(Disponível em: <http://planetasustentavel.abril.uol.com.br/glossario/b.shtml>. 
Acesso em: 17 nov. 2007.)
BIODIVERSIDADE 
O termo abrange toda a variedade das formas de vida, espécies e ecossiste-
mas em uma região ou em todo o planeta. Em todo o mundo, estima-se que 
existam pelo menos 14 milhões de espécies vivas. Como não é distribuída 
uniformemente pela Terra, ela é maior em ambientes com abundância de luz 
solar, água doce e clima mais estável. Segundo a Conservation International, 
o Brasil é considerado megabiodiverso, pois possui mais de 70% das espé-
cies vegetais e animais do planeta.
(Disponível em: <http://www.faber-castell.com.br/>. Acesso em: 17 nov. 2007.)
O QUE É ECOSSISTEMA? 
É o conjunto dos relacionamentos que a fauna, fl ora, micro-organismos e o 
ambiente, composto pelos elementos solo, água e atmosfera mantêm entre si.
Todos os elementos que compõem o ecossistema se relacionam com equilí-
brio e harmonia e estão ligados entre si. A alteração de um único elemento 
causa modifi cações em todo o sistema, podendo ocorrer a perda do equilíbrio 
existente. Se, por exemplo, uma grande área com mata nativa de determinada 
região for substituída pelo cultivo de um único tipo de vegetal, pode-se com-
prometer a cadeia alimentar dos animais que se alimentam de plantas, bem 
como daqueles que se alimentam desses animais.
(Disponível em: <http://www.faber-castell.com.br/>. Acesso em: 17 nov. 2007.)
O QUE É EROSÃO?
A erosão é um processo que faz com que as partículas do solo sejam des-
prendidas e transportadas pela água, vento ou pelas atividades do homem.
A erosão faz com que apareçam no terreno atingido sulcos, que são peque-
nos canais com profundidade de até 10 cm, ravinas, que têm profundidade de 
até 50 cm, ou voçorocas com mais de 50 cm de profundidade.
O controle da erosão é fundamental para a preservação do meio ambiente, 
pois o processo erosivo faz com que o solo perca suas propriedades nutriti-
vas, impossibilitando o crescimento de vegetação no terreno atingido e cau-
sando sério desequilíbrio ecológico.
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107Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
2. Quando terminarem a leitura, respondam:
  Quantas dessas consequências vocês acham que têm alguma ligação com 
desmatamento das fl orestas? Expliquem.
3. Depois de ter discutido o que entendeu junto a seu grupo, anote em seu cader-
no as informações mais importantes sobre cada um dos temas apresentados.
4. A seguir, apresente a refl exão do grupo para a classe e discutam-na coleti-
vamente.
ATIVIDADE 3B: O DESMATAMENTO E SUA 
INFLUÊNCIA EM DIFERENTES PROBLEMAS 
AMBIENTAIS
Objetivos
  Ampliar conhecimento prévio sobre o tema, focalizando as consequências do 
desmatamento para a vida do planeta.
  Utilizar procedimentos de estudo de textos de divulgação científi ca. 
DESEQUILÍBRIOS PROVOCADOS PELO HOMEM
PRINCIPAIS CAUSAS PROBLEMAS DECORRENTES CONSEQUÊNCIAS
AR-CONDICIONADO
REFRIGERADORES
SPRAYS AEROSSÓIS
PRODUÇÃO DE 
ESPUMA PLÁSTICA
SUPERPOPULAÇÃO,
CULTIVO E PASTAGENS
EM EXCESSO
CFC
CLORO-
FLUOR-
CARBONO
BURACO NA CAMADA
DE OZÔNIO
AQUECIMENTO GLOBAL
DIMINUIÇÃO DA
ÁGUA POTÁVEL
DIMINUIÇÃO DE
ALIMENTOS E
DESEQUILÍBRIO NA
CADEIA ALIMENTAR
MAIS DESERTOS E
MENOS OXIGÊNIO
DIMINUIÇÃO DA
BIODIVERSIDADE
DOENÇAS E FOME
EM MASSA
EXTINÇÃO DA VIDA
NA TERRA
EFEITO ESTUFA
CHUVA ÁCIDA
ENVENENAMENTO DA
VIDA AQUÁTICA E DA
PRODUÇÃO AGRÍCOLA
SOLOS MALNUTRIDOS
 E EROSÕES
DESERTIFICAÇÃO
EXTINÇÃO DE ESPÉCIES
POLUIÇÃO DO AR
FUMAÇA
LIXO
DESMATAMENTO
QUEIMADAS
MATAS E FLORESTAS
MATANÇA DE ANIMAIS
FÁBRICAS
QUEIMA DE COMBUSTÍVEL
FÓSSIL
PRODUTOS QUÍMICOS
NA AGRICULTURA
ESGOTO LANÇADO
NOS RIOS
ATERROS MUNICIPAIS
LIXO TÓXICO
USINA NUCLEAR
POLUIÇÃO DA ÁGUA
POLUIÇÃO DO SOLO
RADIOATIVIDADE
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108 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
  Articular informações de verbetes para resolver dúvidas de compreensão de 
texto.
  Identifi car aspectos principais em trechos de texto, de modo a elaborar sínte-
ses do mesmo.
Planejamento
  Como organizar os alunos? A atividade será realizada de duas maneiras: coleti-
vamente e em duplas.
  Quais os materiais necessários? Texto que será lido – folha de Atividade 3B.
  Qual é a duração? Duas aulas de 50 minutos. 
Encaminhamento
Parte A – 1a aula
  Converse com os alunos para apresentação dos propósitos da atividade e 
oriente-se quanto ao desenvolvimento do trabalho.
  Depois de anunciar que o texto trata de alguns problemas graves do planeta, 
leia com os alunos a primeira parte do texto “A escassez da água”, auxilian-
do-os a utilizar os procedimentos de estudo (ensine-os a fazer anotações na 
margem esquerda da folha, identifi cando do que trata o trecho do texto, grifar 
tópicos fundamentais para a compreensão do assunto e reescrever, com suas 
próprias palavras, o que entenderam de expressões ou termos que conside-
raram “difíceis” durante a leitura). Enquanto leem, comente o que diz o texto, 
certifi cando-se que os alunos compreenderam o que está escrito.
  Deixe que as duplas deem prosseguimento à atividade, realizando a leitura da 
segunda parte do texto. Oriente-os para que utilizem os mesmos procedimen-
tos de estudo empregados no texto inicial.
Parte B – 2a aula
  Depois do estudo em duplas, é hora de os alunos apresentarem o trabalho 
aos demais colegas. Peça às duplas que exponham as ideias que julgaram ser 
mais importantes, socializando o conteúdo dos demais textos. Certifi que-se 
que compreenderam o que dizem e ajude-os a identifi car as ideias principais, 
caso tenham difi culdade em tê-lo feito nas duplas.
  No processo de estudo, é importante ouvir os alunos a respeito dos aspectos 
que consideram importantes e, sempre que julgar que houve algum equívoco, 
problematize a questão, ouvindo outras indicações e estimulando-os a expor 
suas ideias. Mesmo que a resposta seja adequada, solicite que o aluno relate 
como chegou a ela, explique a sua posição e mostre os procedimentos utiliza-
dos para identifi car essa ou aquela informação.
  Para fi nalizar, retome a última questão, solicitando que os alunos identifi quem 
qual ação humana está presente como causa de todos os problemasapresen-
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109Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
tados no texto. Essa pergunta estabelece relação direta com um dos temas do 
projeto, que é o desmatamento.
ATIVIDADE 3B: O DESMATAMENTO E SUA 
INFLUÊNCIA EM DIFERENTES PROBLEMAS 
AMBIENTAIS
NOME: __________________________________________________________________________
DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________
1. Com seu parceiro de trabalho, leia os textos apresentados a seguir. Eles de-
monstram alguns dos problemas ambientais atuais, suas causas e conse-
quências para a vida do planeta. Em cada um, faça anotações nas margens 
do texto ou no caderno sobre o que considerar importante e identifi cando as 
ideias principais.
A ESCASSEZ DA ÁGUA
A água disponível na Terra só será sufi ciente para mais 20 anos. 
De todo o líquido hoje disponível no planeta, 97% é água salgada dos mares 
e oceanos e 2% corresponde à água doce não disponível por estar solidifi -
cada em geleiras e icebergs. Menos de 1% da água existente na superfície 
terrestre é potável.
Apesar de anunciada, essa crise é agravada por diferentes fatores.
O fator mais importante é o crescimento demográfi co acelerado. No ano 
2000, 6 bilhões de pessoas habitavam a Terra. Na época, essa era a me-
tade da população que, segundo os especialistas, a Terra poderia abrigar. 
Essa população mais do que duplicou em 50 anos, pois em 1950 viviam 2,5 
bilhões de pessoas na Terra. O crescimento, como se vê, é aceleradíssimo. 
Quando se considera, conforme informação da ONU, que hoje cerca de 1,3 
bilhão de pessoas não têm acesso à água potável, então só podemos con-
cluir que a situação fi cará mais grave.
Outro fator que interfere na escassez de água do planeta é o desfl oresta-
mento desenfreado, que compromete as áreas de nascentes e as matas que 
fi cam à beira dos cursos de água (matas ciliares).
Além desses, há também a ocupação irregular do espaço, que destrói as 
regiões dos mananciais e o avanço agrícola, que frequentemente causa as-
soreamento nos leitos dos rios.
(Fonte: adaptado de Instituto Unibanco/Fundação Victor Civita. Meio ambiente conhecer 
para preservar – v. 1. Encarte da revista Escola, São Paulo, n. 161, p. 1A, abr. 2003.) 
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110 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
OS DANOS À ATMOSFERA 
A atmosfera do nosso planeta funciona como uma capa protetora dele; uma 
capa que mantém a temperatura equilibrada tanto de noite como de dia, 
permitindo que não escape calor absorvido do Sol e mantendo o planeta 
aquecido para que a vida seja possível. É isso que se denomina de efeito 
estufa. 
Sem esse cobertor natural, a vida na Terra não seria possível, pois a tempera-
tura média do planeta seria de 17 ºC negativos e sua superfície permaneceria 
coberta de gelo.
O problema é que essa capa vem sendo agredida tanto pelo desfl orestamen-
to quanto pela queimada desenfreada de combustíveis fósseis, como petró-
leo e carvão, pois isso provoca o aumento de gás carbônico na atmosfera e, 
dessa maneira, o planeta fi ca mais quente. 
Os pesquisadores afi rmam que as maiores consequências desse aquecimen-
to são os invernos cada vez mais rigorosos; a ocorrência de chuvas torren-
ciais e outras perturbações meteorológicas; a diminuição da espessura da ca-
mada de gelo polar no verão. Além disso, também a temperatura dos oceanos 
tem aumentado, o que provoca enorme impacto na cadeia da vida marinha e 
outros problemas.
Outro problema da atmosfera terrestre é a destruição da camada de ozônio, 
que protege contra o câncer de pele e outros efeitos negativos da radiação 
ultravioleta emitida pelos raios solares. Segundo os cientistas, os gases emi-
tidos pelos refrigeradores e outros produtos industrializados – clorofl uorcarbo-
no (CFC) – têm destruído as moléculas desse escudo protetor, que é a cama-
da de ozônio, provocando o aparecimento de um gigantesco buraco que, em 
certas ocasiões, chega a atingir 31 milhões de quilômetros quadrados.
A AMEAÇA À BIODIVERSIDADE
A biodiversidade do planeta tem sido terrivelmente ameaçada nos últimos 
tempos, provocando a destruição de inúmeras espécies da fl ora e da fauna. 
No Brasil, campeão mundial em número de espécies, dois ecossistemas en-
contram-se em situação crítica: a mata atlântica e o cerrado, que fi guram na 
lista dos 25 ambientes mais ameaçados do mundo.
As causas dessa catástrofe são as seguintes: a exploração de madeira, o 
avanço das fronteiras agrícolas, a caça e a extração ilegais e a devastação 
das fl orestas.
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111Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
A LUTA PELA SUSTENTABILIDADE DO PLANETA
Hoje se tem consciência de que o planeta não é apenas a fauna e a fora 
excluindo-se delas o homem. O ser humano é uma das espécies que habita a 
Terra, relacionando-se com as demais de variadas maneiras. Portanto, meio 
ambiente não é algo que se situa fora do homem; ao contrário, o homem 
constitui o meio ambiente.
Por outro lado, o planeta não é de um, mas de todos. A natureza não é pro-
priedade de pessoas isoladas que habitam espaços defi nidos, mas patrimô-
nio da humanidade. Dessa forma, todos têm direito a ar puro, água, qualidade 
de vida. Essa compreensão pode estar ainda difusa para muitas pessoas, 
mas, a cada dia, fi ca mais evidente.
Junto com essa compreensão, também é necessário vir a consciência de que 
foi a ação de cada um que veio transformando o planeta ao longo dos sécu-
los. Assim, é a ação de cada um, também, que pode reverter esse quadro. É 
urgente, então, a mudança efetiva de hábitos e atitudes de todas as pessoas 
que habitam esse planeta, na direção de se construir a sustentabilidade da 
vida na Terra.
2. Depois de ter lido os textos, comentando-os com seu colega, socialize suas 
anotações com o restante da classe.
3. A seguir, responda: Qual é a ação humana apresentada como causa de todos 
os problemas de que o texto fala? Explique.
ATIVIDADE 3C: O DESMATAMENTO NO BRASIL 
E NO MUNDO
Objetivos
  Compreender o que são os hotspots.
  Reconhecer a importância dos critérios utilizados para a elaboração do conceito.
  Identifi car os hotspots brasileiros, caracterizando-os.
  Compreender a gravidade da ameaça que o desmatamento apresenta para o 
planeta.
  Ler infográfi cos articulando seus elementos verbais (legendas) e extraverbais 
(imagens, ícones, representação cartográfi ca) constitutivos, de modo a cons-
truir signifi cado.
  Sintetizar informações de textos lidos, elaborando resumos de estudo. 
Planejamento
  Como organizar os alunos? A atividade será realizada, inicialmente, no coletivo; 
depois em duplas e, por último, individualmente.
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112 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
  Quais os materiais necessários? Textos que serão lidos – cópia para todos os 
alunos da folha de Atividade 3C.
  Qual é a duração? Três aulas de 50 minutos.
Encaminhamento
Parte A – 1a aula
  Inicie essa aula com o grupo todo reunido. Faça a leitura compartilhada do 
enunciado da atividade, discutindo as questões que, na sua avaliação, preci-
sam de auxílio para que sejam compreendidas. Depois, peça que leiam o ver-
bete –sobre espécies endêmicas – e articule-o com o texto do enunciado, que 
esclarece a defi nição de hotspot.
  A seguir, faça, com os alunos, uma leitura do infográfi co, articulando com ele 
os textos-sínteses de cada hotspot. Leia antes a legenda, focalizando os íco-
nes apresentados e o seu sentido, pois é isso que possibilitará a interpretação 
correta dos textos com as informações de cada hotspot. Se for possível na sua 
escola, utilize os computadores do laboratório de informática e acesse o info-
gráfi co na sua versão eletrônica (endereço indicado em nota de rodapé).
  Durante a leitura, apresente questões como: 
 J Qual região conserva a menor área em relação à de origem?
 J Quais as ameaças mais frequentes às regiões?
 J Qual a área máxima que ainda resiste nas regiões apontadas?
 J Qual região tem mais espécies endêmicas ameaçadas?
  Oriente os alunos para que leiam o verbete sobre espécies endêmicas, de for-
ma a melhor compreenderem o conceito, articulando-o com o infográfi co.
  Focalize, na discussão, as características da mata atlântica, tema das próxi-
mas leituras e discussões.
Parte B – 2a aula
  Peça aos alunos que se reúnam em duplas e façam, no caderno, o que é pedido:
 J Copie do texto o trecho que define hotspot.
 J O infográfico que você leu mostra os dez hotspots mais críticos do planeta. 
Qual deles se encontra no Brasil? 
 J Qual é o hotspot que tem mais espécies endêmicas ameaçadas de extinção?
 J No infográfico, sublinhe a principal ameaça que assola as montanhas do Su-
deste chinês.
  Quando terminarem, socialize as respostas, pedindo que os alunos expliquem 
também que recursos utilizaram para encontrar as informações solicitadas. Essa 
é uma boa oportunidade de socializar procedimentos de localização de informa-
ções em infográfi cos, o que pode ajudar alunos que tenham alguma difi culdade.
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113Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Parte C – 3a aula
  O objetivo desta aula é que os alunos vivenciem diferentes maneiras de apre-
sentar uma mesma informação. Para isso, deverão reler o infográfi co e locali-
zar o hotspot 4, que aborda a ameaça à biodiversidade da costa leste africana.
  Coletivamente, os alunos deverão transformar as informações apresentadas 
num pequeno texto informativo, a ser redigido por todos, mas no qual você 
será o escriba. Oriente-os a refl etir sobre a necessidade de “dizer” as mesmas 
informações, porém de um modo mais elaborado. Chame a atenção deles para 
o fato de que, em um infográfi co, as informações são apresentadas de forma 
sucinta, com poucas palavras, e com imagens que funcionam como legendas. 
Esse é um modo de favorecer a leitura rápida da informação.
  Explique-lhes também que o mesmo pode ser dito sem tanta economia de pa-
lavras, por meio de um texto dissertativo, que explica as informações utilizan-
do frases completas.
  Para que possam compreender melhor, faça com eles o exercício de transfor-
mar o hotspot 4 em um pequeno texto informativo. Quando terminarem, peça 
que escolham outro hotspot e façam o mesmo, mas agora individualmente. De-
verão realizar essa tarefa no caderno de classe.
ATIVIDADE 3C: O DESMATAMENTO NO BRASIL 
E NO MUNDO
NOME: __________________________________________________________________________
DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________
1. Junto a seu professor e amigos, leia e discuta o texto abaixo. Depois, analise 
e comente com sua turma o infográfi co apresentado a seguir, que faz parte da 
reportagem “Onde a biodiversidade está mais ameaçada no planeta?”, publi-
cada no site Planeta Sustentável. 
Trata-se de material que apresenta – entre 34 pontos indicados por diversas 
organizações ambientais – os dez pontos mais críticos do planeta onde a bio-
diversidade se encontra ameaçada. 
Esses pontos são chamados de hotspots: são locais que possuem ao menos 
1.500 espécies de plantas endêmicas e já perderam 70% ou mais de suas 
áreas originais. Juntas, as 34 regiões ocupam menos de 3% da superfície do 
planeta, mas concentram 50% de todas as espécies vegetais e 42% de todos 
os vertebrados da Terra.
(Disponível em: <http://planetasustentavel.abril.uol.com.br/noticia/ambiente/
conteudo_239360.shtml>. Acesso em: 5 jan. 2008.)
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114 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Esse nome – hotspot – foi criado em 1988 pelo ambientalista britânico Nor-
man Myers para resolver um dos maiores dilemas dos cientistas preocupados 
com a conservação do planeta: quais os critérios para criar uma área de pre-
servação do ambiente, mantendo a riqueza de espécies na Terra?
“Ao observar que a biodiversidade não está igualmente distribuída pelo plane-
ta, Myers procurou identifi car as regiões que concentram, nesse quesito, os 
mais altos níveis, e se perguntou onde as ações de conservação seriam mais 
urgentes. Esses locais, os hotspots, são, então, um tipo de pronto-socorro 
das espécies, áreas de rica biodiversidade e ameaçadas no mais alto grau, 
portanto, prioritárias para os ambientalistas.”
(Disponível em: <http://revistaescola.abril.uol.com.br/online/sequenciadidatica/
PlanoAula_25383.shtml>. Acesso em: 5 jan. 2008.)
Analise os dez pontos indicados no mapa, articulando a ele os textos das legen-
das apresentados a seguir. Depois, descubra:
a. Que região compreende o hotspot brasileiro apontado nesse mapa?
b. O que é que faz dele um hotspot?
c. Qual a principal ameaça à região?
d. Quanto ainda resta da mata original?
e. Quantas espécies endêmicas encontram-se ameaçadas?
ESPÉCIES ENDÊMICAS
São as espécies que só são encontradas em determinadas regiões geográ-
fi cas específi cas (em geral, nas regiões de origem). Para alguns autores, é 
sinônimo de espécie nativa.
2. Reúna-se com seu colega de trabalho e responda, no caderno, as questões a 
seguir:
a. Copie do texto o trecho que defi ne hotspot.
b. O infográfi co que você leu mostra os dez hotspots mais críticos do planeta. 
Qual deles se encontra no Brasil? 
c. Qual é o hotspot que tem mais espécies endêmicas ameaçadas de extinção?
d. No infográfi co, sublinhe a principal ameaça que assola as montanhas do 
Sudoeste chinês.
e. Quando terminarem, contem aos demais o que descobriram e também 
como fi zeram para encontrar as informações solicitadas.
3. Escolha um dos hotspots do infográfi co e, em seu caderno, escreva um texto 
que explique as mesmas informações. Lembre-se de usar frases completas, e 
não legendas ou palavras-chave.
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115Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
HOTSPOT 1
MATA ATLÂNTICA
A fl oresta tropical que cobre grande parte da 
costa brasileira atinge também o território de 
nossos vizinhos Uruguai, Paraguai e Argentina.
 1.233.875 km2.
 99.944 km2 (8,1% da cobertura original).
 90.
 Ocupação humana.
HOTSPOT 2
CARIBE
Concentra diversos ecossistemas como 
fl orestas tropicais e regiões semiáridas.
 229.549 km2.
 22.955 km2 (10% da cobertura original).
 209.
 Desmatamento para a agricultura e 
inserção de espécies estrangeiras.
HOTSPOT 3
MADAGASCAR
A ilha africana tem grande diversidade de 
ecossistemas, como fl orestas tropicais e secas 
e um deserto.
 600.461 km2.
 60.046 km2 (10% da cobertura original).
 169.
 Erosão gerada pelo desmatamento.
HOTSPOT 4
FLORESTAS DA COSTA LESTE AFRICANAConcentram fl orestas secas e úmidas que 
abrigam uma grande variedade de primatas.
 291.250 km2.
 29.125 km2 (10% da cobertura original).
 12.
 Desmatamento para agricultura.
HOTSPOT 5
CHIFRES DA ÁFRICA
Região árida, é o hábitat da maioria das espécies 
de antílopes do mundo.
 1.659.363 km2.
 82.968 km2 (5% da cobertura original).
 18.
 Desmatamento para pastagem e extração 
mineral.
HOTSPOT 6
BACIA DO MEDITERRÂNEO
Originalmente apresentava uma fl ora quatro 
vezes maior que todo o continente europeu.
 2.085.292 km2.
 98.009 km2 (4,7% da cobertura original).
 34.
 Ocupação humana.
Legendas
Extensão Original
Extensão Atual
Espécies Endêmicas 
ameaçadas
Principal ameaça
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116 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
HOTSPOT 7
MONTANHAS DO SUDOESTE CHINÊS
Hábitat original de uma das mais ricas faunas 
de clima temperado, a região tem altitudes que 
podem chegar a 7.558 metros.
 262.446 km2.
 20.996 km2 (8% da cobertura original).
 8.
 Caça, extração de madeira e queimada para 
criação de pastos.
HOTSPOT 8
INDOCHINA
Coberta principalmente pelas fl orestas tropicais 
do Sudeste Asiático. Apesar da devastação, 
nos últimos doze anos, foram descobertas seis 
novas espécies de mamíferos.
 2.373.057 km2.
 118.653 km2 (5% da cobertura original).
 78.
 Desmatamento para agricultura e extração 
da madeira.
HOTSPOT 9
FILIPINAS
As mais de 7 mil ilhas que compõem o 
arquipélago eram compostas originalmente por 
extensas fl orestas tropicais.
 297.179 km2.
 220.803 km2 (7% da cobertura original).
 151.
 Extração de madeira.
HOTSPOT 10
SUNDALAND
A região, que cobre a Indonésia, a Malásia 
e outras ilhas do arquipélago do Sudeste 
Asiático, é dominada pelas fl orestas tropicais.
 1.501.063 km2.
 100.571 km2 (6,7% da cobertura original).
 162.
 Extração de madeira.
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117Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
ATIVIDADE 3D: A MATA ATLÂNTICA 
E SUA HISTÓRIA
Objetivos
  Ampliar o conhecimento a respeito das características da mata atlântica: sua 
extensão, estados que abrange, localização geográfi ca, paisagens, ações hu-
manas que provocam desmatamento.
  Identifi car razões para a preservação da mata. 
  Utilizar procedimentos de estudo de textos de divulgação científi ca.
  Identifi car aspectos principais em trechos de texto, de modo a elaborar sínte-
ses do mesmo.
  Comparar dois textos para estabelecer semelhanças e diferenças sobre o que 
dizem, ampliando as informações a respeito de um determinado tema.
  Utilizar defi nições para estabelecer relações e ampliar o conhecimento sobre a 
mata atlântica.
Planejamento
  Como organizar os alunos? A atividade será realizada em vários momentos, 
sendo uns de maneira coletiva e outros em duplas.
  Quais os materiais necessários? Cópia da Atividade 3D. 
  Qual é a duração? Cerca de quatro aulas de 40 minutos. 
Encaminhamento
Parte A – 1a aula
  Solicite que os alunos, em silêncio e individualmente, leiam o texto “Mata 
atlântica: da exuberância à devastação”. 
  A seguir, de maneira coletiva, oriente o estudo do texto. Durante o estudo, vá dis-
cutindo com os alunos, retomando conceitos, detalhando explicações e amplian-
do informações. Enquanto isso, recorra a um mapa com a divisão política do Bra-
sil e indique os estados em que se encontravam a mata atlântica original e atual.
  Lembre-se que os textos informativos têm termos próprios da linguagem cientí-
fi ca, na qual palavras se referem muitas vezes a conceitos. Frequentemente, é 
preciso auxiliar os alunos a compreenderem o que dizem, explicitando relações 
com informações que nem sempre, sozinhos, teriam condições de compreen-
der. Alguns exemplos são termos como fl oresta original, Produto Interno Bruto 
(PIB), relação predatória e supressão de fl orestas, entre outros.
  Depois disso, oriente-os para que se organizem em duplas (pense sempre em 
quem pode colaborar efetivamente com o outro – agrupamentos produtivos). 
Solicite que elaborem uma síntese que contemple as seguintes informações: 
 J desde quando a mata atlântica vem sendo devastada, por quem e como; 
 J extensão da mata atlântica original; 
 J motivos que têm provocado o desmatamento.
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118 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
  Na fi cha de atividades é solicitado aos alunos que elaborem uma síntese es-
quemática sobre o assunto. Antes de proceder a essa parte da atividade, con-
verse com eles, explique o que são os esquemas (ver abaixo) e oriente-os a 
respeito de como elaborar uma síntese esquemática.
Esquemas são representações gráfi cas sintéticas de ideias, fatos, conceitos, 
princípios, modelos, processos, entre outros conhecimentos. Visam eviden-
ciar e, assim, facilitar a compreensão e a comunicação das relações estru-
turais, hierárquicas ou de causalidade entre os diversos elementos que com-
põem essas informações.
(Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/esquema>.)
  Solicite que os alunos – mais uma vez em duplas – leiam o texto seguinte, bus-
cando complementar as informações do texto anterior.
Parte B – 2a aula
  Explique aos alunos que na atividade a seguir, em duplas, farão uma compa-
ração entre dois trechos do texto e que, nessa tarefa, é possível identifi car 
semelhanças e diferenças entre as informações quando se estabelece um pa-
ralelo entre elas. Mostre-lhes que, ao comparar dados, é comum usar termos 
como: Enquanto uns... outros...; ao mesmo tempo em que uns..., os demais...; 
para uns e para outros... ou ainda, Tanto para..., quanto para..., assim como 
palavras e expressões afi ns, que revelem que se estabelece um paralelismo 
entre as informações.
  A seguir, solicite a apresentação das ideias de cada dupla e discuta-as cole-
tivamente. Os alunos deverão, depois da discussão, retomar suas anotações 
para complementá-las.
Parte C – 3a aula
  Peça aos alunos que leiam as defi nições de BIOMA e ECOSSISTEMA e ajude-os 
a estabelecer relações entre os aspectos fundamentais entre elas. Aqui, vale 
destacar com eles que um bioma abrange diferentes ecossistemas, e que a 
fauna e a fl ora compõem as comunidades biológicas de um bioma. 
Parte D – 4a aula
  Para terminar a atividade, a ideia é discutir sobre a questão “Por que é neces-
sário preservar a mata atlântica?”. Os textos lidos até o momento oferecem 
referências sufi cientes para essa discussão. Se você considerar necessário, 
amplie a lista consultando as referências apresentadas.
  Leia o texto apresentado, evidenciando outros aspectos importantes sobre a 
preservação da mata. São questões que podem contribuir para a ampliação da 
síntese fi nal, a ser elaborada coletivamente, tendo você como escriba, e regis-
trada posteriormente pelos alunos, no caderno.
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119Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
ATIVIDADE 3D: A MATA ATLÂNTICA 
E SUA HISTÓRIA
NOME: __________________________________________________________________________
DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________
MATA ATLÂNTICA: DA EXUBERÂNCIA À DEVASTAÇÃO
Diogo Dreyer
A mata atlântica foi, muito provavelmente,uma das primeiras visões que a tri-
pulação de Cabral teve quando chegou ao Brasil. Nessa época, a exuberância 
da mata se estendia desde o Rio Grande do Norte até o Rio Grande do Sul e 
ocupava mais de 1 milhão de quilômetros quadrados. 
Os primeiros desbravadores das terras tupiniquins descreveram, durante 
anos, a mata atlântica como uma fl oresta intocada, de enorme riqueza natu-
ral, que levou muitos dos que aqui chegaram no início da colonização a acre-
ditar que o “paraíso na Terra” estava nas Américas.
A fl oresta era ocupada por grupos indígenas tupis relativamente numerosos, 
como os tupinambás, que já praticavam a agricultura, mas em perfeito estado 
de harmonia com a vida vegetal e animal.
Em contrapartida, a relação do colonizador com a fl oresta e seus recursos 
foi, desde o início, predatória. Os colonos não percebiam a importância dos 
benefícios ambientais que a cobertura fl orestal nativa trazia, além de serem 
motivados pela valorização da madeira e do lucro fácil. Esses fatores leva-
ram à supressão de enormes áreas da fl oresta para a expansão de lavouras 
e assentamentos urbanos e à adoção de práticas de exploração seletiva e 
exaustiva de espécies como o pau-brasil – o que aconteceu antes mesmo da 
exploração do ouro e das pedras preciosas. 
[...]
“Terra Brasilis”, como fi cou conhecida a nova colônia de Portugal, teve a ori-
gem de seu nome diretamente ligada à exploração do pau-brasil e, portanto, 
ao início da destruição da mata atlântica. Calcula-se que 70 milhões de árvo-
res foram levadas para a Europa. Atualmente, a espécie vive graças ao traba-
lho de grupos ambientalistas que fazem seu replantio.
Novo Mundo: sinônimo de riqueza fácil
A exploração predatória da mata atlântica não se limitou ao pau-brasil. Outras 
madeiras de alto valor para a construção naval, edifi cações, móveis e outros 
usos – como tapinhoã, canela, canjerana e jacarandá – foram intensamente 
exploradas. Segundo relatórios da virada do século XIX, em Iguape, cidade do 
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120 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
litoral sul do estado de São Paulo, não havia mais dessas árvores num raio 
de sessenta quilômetros da cidade. O mesmo se repetiu em praticamente 
toda a faixa de fl orestas costeiras do Brasil. A maioria das matas considera-
das “primárias” e hoje colocadas sob a proteção das unidades de conserva-
ção foram desfalcadas já há dois séculos.
[...]
Além da exploração dos recursos fl orestais, existia também um signifi cativo 
comércio exportador de couros e peles de onça (que chegaram ao valor de 
6 mil-réis, o equivalente ao preço de um boi na época), veado, lontra, cutia, 
paca, cobra, jacaré, anta e de outros animais; de penas e plumas e de cara-
paças de tartarugas. Não é à toa que quase todas esses animais estão em 
processo de extinção.
A esse modelo predatório de exploração dos recursos da fl ora e da fauna 
somou-se o sistema de concessão de sesmarias por parte de Portugal, favo-
recendo a combinação altamente destrutiva da mata atlântica. O proprietário 
recebia gratuitamente uma sesmaria e, após explorar toda a mata e consumir 
seus recursos, a passava adiante por um valor irrisório, solicitando outra ao 
governo; ou simplesmente invadia terras públicas. Firmava-se o conceito de 
que o solo era um recurso descartável, pois não fazia sentido manter uma 
propriedade e zelar por suas condições naturais e sua fertilidade, já que ela 
poderia ser substituída por outra sem custo. Destruir, passar a propriedade 
adiante e receber outra era um excelente negócio.
“Em se plantando, tudo dá.”
No mesmo período de extração do pau-brasil, as terras férteis do Nordeste do 
país e que estavam na mata atlântica eram utilizadas para a produção do açú-
car. A fl oresta ia sendo derrubada e, em seu lugar, surgiam imensos canaviais. 
A madeira ia para fornos a lenha, usados no processo de fabricação de açúcar, 
além de servir para fazer caixotes para o embarque do produto para a Europa.
Depois do século XVII, a fl oresta continuou sendo derrubada para outros usos 
da terra. No século XVIII, a descoberta do ouro em Minas Gerais abriu gran-
des feridas na mata, mas foi o Ciclo do Café que mais a devastou. O Ciclo co-
meçou a se expandir ainda naquele século e se arrastou até a metade do sé-
culo XIX, principalmente em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná.
Resultados catastrófi cos
A exploração madeireira da mata atlântica teve importância econômica nacio-
nal até muito recentemente. Segundo dados do IBGE, em meados de 1970, a 
mata atlântica ainda contribuía com 47% de toda a produção de madeira em 
tora no país, num total de 15 milhões de metros cúbicos – produção drasti-
camente reduzida para menos da metade (7,9 milhões) em 1988 devido ao 
esgotamento dos recursos ocasionado pela exploração não sustentável.
Atualmente, a mata atlântica sobrevive em cerca de 100 mil km2. Seus princi-
pais remanescentes concentram-se nos estados das regiões Sul e Sudeste, 
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121Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
recobrindo parte da Serra do Mar e da Serra da Mantiqueira, onde o processo 
de ocupação foi difi cultado pelo relevo acidentado e pela pouca infraestrutura 
de transporte.
Segundo estudos recentes – realizados pela Fundação SOS Mata Atlântica 
em parceria com o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e o Insti-
tuto Socioambiental e publicados em 1998 –, entre os anos de 1990 e 1995, 
mais de meio milhão de hectares de fl orestas foram destruídos em nove es-
tados nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, que concentram aproximada-
mente 90% do que resta da mata atlântica no país. Uma extensão equivalen-
te a mais de 714 mil campos de futebol foi literalmente eliminada do mapa 
em apenas cinco anos, a uma velocidade de um campo de futebol derruba-
do a cada quatro minutos. Essa destruição foi proporcionalmente três vezes 
maior do que a verifi cada na fl oresta amazônica no mesmo período. 
Se isso continuar a acontecer, em 50 anos, o que sobrou da mata atlântica 
fora dos parques e outras categorias de unidades de conservação ambien-
tais será eliminado completamente. Vale lembrar que esses desmatamentos 
não estão ocorrendo em regiões distantes e de difícil acesso. Ao contrário, 
derruba-se impunemente enormes áreas de fl orestas a poucos quilômetros 
de cidades como São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. 
Da mata atlântica original, sobraram 456 manchas verdes, irregularmente dis-
tribuídas pela costa atlântica brasileira. Embora isso represente apenas 7% da 
fl oresta original de 100 milhões de hectares praticamente contínuos, ainda é 
uma vasta área, equivalente aos territórios da França e da Espanha juntos.
Além disso, salvar a mata atlântica é uma questão de “sobrevivência econô-
mica”: em suas imediações, vivem hoje cerca de 100 milhões de pessoas e, 
pela sua delimitação geográfi ca, circulam 80% do Produto Interno Bruto nacio-
nal (PIB).
O que chamamos de mata atlântica são, na verdade, várias matas que têm em 
comum o fato de estarem próximas ao oceano Atlântico e em áreas de campos 
e mangues. São lugares bastante úmidos, onde chove muito durante todo o 
ano. Isso garante a permanência constante de rios e riachos e a imensa manu-
tenção da variedade de espécies vegetais e animais, a biodiversidade. 
Por causa das condições exclusivas que a fl oresta proporciona, muitos ani-
mais só são encontrados na mata atlântica, um refúgio para espécies que, 
fora dela, já teriam desaparecido.
(Disponível em: <http://www.educacional.com.br/reportagens/mataatlantica/default.asp>. Acesso em: 2 dez. 2009.)
1. Junto a seu colega, em seu caderno, elabore uma síntese – que pode ser es-
quemática – e que contenha:
 J desde quando a mata atlântica vem sendo devastada, por quem e como;
 J manifestações históricas que demonstraram preocupações com o meio am-
biente;
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122 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
 J extensão da mata atlântica original e atual; 
 J motivos que têm provocado o desmatamento.
2. Releia o trecho a seguir.
A fl oresta era ocupada por grupos indígenas tupis relativamente numerosos, 
como os tupinambás, que já praticavam a agricultura, mas em perfeito estado 
de harmonia com a vida vegetal e animal.
Em contrapartida, a relação do colonizador com a fl oresta e seus recursos 
foi, desde o início, predatória. Os colonos não percebiam a importância dos 
benefícios ambientais que a cobertura fl orestal nativa trazia, além de serem 
motivados pela valorização da madeira e do lucro fácil. Esses fatores levaram 
à supressão de enormes áreas da fl oresta para a expansão de lavouras e as-
sentamentos urbanos e à adoção de práticas de exploração seletiva.
3. Agora, junto com seu par de trabalho, façam uma comparação entre o modo 
como índios e portugueses lidavam com a fl oresta, estabelecendo semelhan-
ças e diferenças entre eles. Anotem suas ideias abaixo, para depois discutir 
com a turma.
4. Leia as defi nições de bioma e ecossistema, relacionando as informações que 
têm em comum ou aquelas que estão relacionadas. 
BIOMA
Bioma é um conjunto de diferentes ecossistemas. [...] são as comunidades 
biológicas, ou seja, as populações de organismos da fauna e da fl ora intera-
gindo entre si e interagindo também com o ambiente físico.
[...]
O Brasil tem seu território ocupado por seis biomas em terra fi rme e um bio-
ma marinho.
(Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Biomas_brasileiros>. 
Acesso em: 2 dez. 2009.)
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123Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
ECOSSISTEMA
Ecossistema é o conjunto dos relacionamentos que a fauna, a fl ora, micro-
-organismos e o ambiente, composto pelos elementos solo, água e atmosfe-
ra, mantêm entre si. 
Todos os elementos que compõem o ecossistema se relacionam com equilí-
brio e harmonia e estão ligados entre si. A alteração de um único elemento 
causa modifi cações em todo o sistema, podendo ocorrer a perda do equilíbrio 
existente. Se, por exemplo, uma grande área com mata nativa de determinada 
região for substituída pelo cultivo de um único tipo de vegetal, pode-se com-
prometer a cadeia alimentar dos animais que se alimentam de plantas, bem 
como daqueles que se alimentam destes animais. 
(Disponível em: <http://wiki.educartis.com/wiki/index.php?title=Ecossistema>. 
Acesso em: 2 dez. 2009.)
 Converse com seu professor e colegas e discutam: Por que a mata atlântica é 
um importante bioma brasileiro? 
5. Considerando o que foi lido até o momento sobre a mata atlântica, leia o texto 
abaixo e converse com a classe sobre o seguinte aspecto:
 J Por quais motivos é importante cuidar da mata atlântica, impedindo a sua 
devastação?
POR QUE SALVAR A MATA ATLÂNTICA?
Não faltam razões para salvar a mata atlântica. Seus mananciais abastecem 
as cidades e comunidades do interior.
Sua presença contribui para regular o clima, a temperatura, a umidade e as chu-
vas, proporcionando melhor qualidade de vida a 70% da população brasileira.
Além disso, a mata atlântica é campeã em biodiversidade de espécies ani-
mais e vegetais. E só esse aspecto justifi caria a preservação. 
Um hectare de fl oresta no Nordeste dos Estados Unidos contém dez espécies 
de árvores, enquanto um hectare da mata atlântica abriga 450 espécies.
(Adaptado de Instituto Unibanco/Fundação Victor Civita. Meio ambiente conhecer para 
preservar – v. 5. Encarte da Revista Escola, edição 161. São Paulo: Editora Abril, 2003.)
6. Para concluir este estudo, elabore, junto com seus colegas e professor, uma 
síntese sobre a necessidade de preservar a mata atlântica. Registre suas con-
clusões no espaço abaixo.
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124 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
ATIVIDADE 3E: O SÍMBOLO DOURADO 
DA MATA ATLÂNTICA
Objetivos
  Conhecer o animal símbolo da preservação da mata atlântica.
  Relacionar desmatamento e regeneração da mata.
  Utilizar procedimentos de estudo de textos informativos: fazer antecipações a 
partir do título, selecionar ideias relevantes, produzir uma fi cha técnica, elabo-
rar sínteses, levantar fontes de informação
Planejamento
  Como organizar os alunos? Eles trabalharão individualmente no início, depois 
em duplas e, por último, coletivamente.
  Quais os materiais necessários? Folhas da Atividade 3E para todos os alunos.
  Qual é a duração? Duas aulas de 40 minutos
Encaminhamento
Parte A – 1a aula
  Peça aos alunos que leiam o título do primeiro texto. Levante com eles possí-
veis antecipações a respeito do tema e do que será lido e o que imaginam que 
o texto trará de novas informações. Depois, peça que leiam o texto silenciosa-
mente para confi rmar ou não suas hipóteses. 
  Quando tiverem terminado, socialize o resultado: as antecipações foram corre-
tas? Que novas informações o material apresentou? De onde essas informa-
ções foram retiradas? Quem as organizou para que pudéssemos lê-las?
  Oriente-os a fazer um resumo para registrar o que aprenderam com a leitura, 
lembrando-os de não esquecerem o título e as informações principais tratadas 
no texto.
Parte B – 2a aula
  Agora que já sabem quem é o símbolo da mata atlântica, convide a turma a 
conhecer um pouco melhor esse animal. Peça que leiam, silenciosamente, o 
segundo texto e depois se reúnam em dupla para preencher a fi cha técnica 
desse animal e responder as perguntas.
  Antes, explique que a fi cha técnica apresenta as ideias principais de um tema 
ou estudo, como acontece no resumo. Mas, diferentemente deste, a fi cha se 
caracteriza pelo registro breve das informações, que são escritas em itens, por 
categorias ou subtemas. 
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125Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
  No caso do mico-leão, os recortes temáticos já estão defi nidos, e para preen-
cher essa fi cha, os alunos precisarão selecionar as informações no texto. 
  Depois, devem responder, no caderno, as questões cujas respostas também 
exigem seleção de informações.
ATIVIDADE 3E: O SÍMBOLO DOURADO 
DA MATA ATLÂNTICA
NOME: __________________________________________________________________________
DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________
1. Leia o texto abaixo e depois converse com seu professor e colegas a respeito 
das informações que ele traz. 
 Quando terminar, faça um resumo em seu caderno, lembrando-se de indicar o 
título e as ideias principais.
O MICO-LEÃO-DOURADO AJUDANDO 
NA PRESERVAÇÃO DA MATA
O mico-leão-dourado está para a mata atlântica assim como o semeador está 
para a plantação. A espécie é um importante dispersor de sementes e, ao de-
sempenhar esse papel, auxilia na regeneração da mata – cujo desmatamento 
é o principal problema associado a sua extinção. Além de ser um grande con-
sumidordos mais diversos tipos de frutos, esse pequeno primata espalha as 
sementes por onde passa, podendo ligar áreas isoladas de mata. 
Originário do Rio de Janeiro, o mico-leão-dourado habitava toda a baixada 
litorânea do estado, mas, atualmente, pode ser encontrado em apenas seis 
municípios. Para proteção da espécie foram criadas três unidades de con-
servação, e uma delas é a Reserva Biológica União. Ela foi transformada 
em reserva pelo Ibama em 1998 pelo fato de ter recebido seis grupos de 
mico-leões-dourados advindos de áreas isoladas e ameaçadas pela escas-
sez de mata. Hoje, já são mais de trinta grupos, com uma média de seis 
animais cada, contribuindo para manter e aumentar a variabilidade genética 
da espécie.
O consumo de grande quantidade e variedade de frutos faz do mico-leão-dou-
rado um importante dispersor. Após uma “refeição”, o mico-leão-dourado leva 
entre uma hora e uma hora e meia para defecar. Um intervalo curto como 
esse faz com que o animal se alimente várias vezes ao dia e defeque nos lo-
cais mais diversos. 
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126 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
O mico engole grande parte das sementes dos frutos, que saem intactas nas 
fezes e em condições de germinar. A outra parte é cuspida pelo animal e, 
mesmo dessa forma, a atuação do mico é benéfi ca, pois, ao ingerir a polpa, 
ele diminui os riscos de mortalidade da semente por fungos e predadores. 
Para as sementes, é importante que sejam depositadas longe da árvore-mãe 
para haver menor competição por espaço e menos chance de predação. O 
mico-leão-dourado costuma defecar em locais distantes daquele onde se ali-
mentou, numa média de 105 metros, podendo alcançar quase um quilômetro. 
“Apenas 5,8% das sementes foram depositadas até 10 metros do local de 
origem, enquanto 82,02% fi caram entre dez e duzentos metros, distância con-
siderada favorável para a germinação”, explica a pesquisadora Aline Moraes.
Além disso, ela comenta que os micos-leões-dourados alocam a grande maio-
ria das sementes em lugares adequados para a germinação. Ou seja, se o 
fruto é originário de uma região mais úmida, o mico costuma levar a semente 
para um local de condições semelhantes. Esse comportamento também favo-
rece a germinação. 
O mico-leão-dourado é um dos primatas mais ameaçados de extinção do 
mundo. Estudos sobre seu comportamento irão contribuir para a preservação 
da espécie, de seu hábitat, e da própria Reserva Biológica União, uma das 
poucas áreas remanescentes de mata atlântica.
(Texto adaptado de Agência USP de Notícias. Original disponível em: 
< http://www.usp.br/agen/bols/2006/rede1949.htm>.)
Agora que você já descobriu qual é o animal símbolo da mata atlântica, que tal 
saber um pouco mais sobre ele?
2. Leia o texto abaixo em silêncio. Junte-se a seu colega de trabalho e converse 
com ele sobre o que descobriu. 
MICO-LEÃO-DOURADO
O mico-leão-dourado é o símbolo da luta pela conservação da mata atlântica. 
Isso porque ele é um importante dispersor de sementes, o que auxilia na re-
generação das fl orestas.
Esse raríssimo primata é um animal pequeno, que mede cerca de sessenta 
centímetros. Possui um belo pelo dourado e uma juba em torno da cabeça, 
o que deu origem ao seu nome. Seus pelos são sedosos e, ao sol, adquirem 
um belíssimo brilho.
O mico-leão também é conhecido por sauí, sagui, sagui-piranga, sauí verme-
lho e mico. 
É um dos mais raros primatas do planeta, encontrado apenas em pequenas 
áreas fl orestais do Rio de Janeiro. Lá, vive nas copas das árvores, procurando 
seus alimentos preferidos. 
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127Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
O mico-leão-dourado gosta de viver em 
grupos de aproximadamente seis indi-
víduos, tem hábitos diurnos e é onívoro: 
come frutos, insetos, ovos, pequenos 
pássaros e lagartos. 
Quando o macho encontra uma fêmea, 
fi ca com ela por toda a vida. Entre os 
micos-leões, o recém-nascido não pas-
sa mais do que quatro dias pendurado à 
mãe. Depois disso, é o pai quem o car-
rega, cuida dele, o limpa e penteia. A 
mãe só se aproxima na hora da mamada. 
Cada fêmea dá à luz de um a três fi lhotes 
em cada gestação, que pode ocorrer até 
duas vezes por ano.
O mico-leão vive, em média, quinze anos. 
O tráfi co de animais fez com que fosse muito caçado para servir como animal 
de estimação e ser exibido em zoológicos. Por causa disso, e também pela 
destruição de seu hábitat, está ameaçado de extinção. Atualmente, ganhou 
uma área especial de proteção: a Reserva Biológica de Poço das Antas, no 
Rio de Janeiro.
(Fontes: Revista Recreio, v. 1, Mata atlântica – Coleção De Olho no Mundo 
e site www.saudeanimal.com.br.)
3. A seguir, completem a fi cha técnica do mico-leão-dourado e respondam as per-
guntas.
Corpo
Alimentação
Hábitat
Hábitos
Longevidade
a. Por que o mico-leão-dourado é o símbolo da preservação da mata atlântica?
b. Copie o trecho do texto que cita outros nomes pelos quais o mico-leão-
-dourado é conhecido.
c. Escreva uma informação que você ache interessante sobre a vida em fa-
mília desse animal.
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128 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
ATIVIDADE 3F: A VIDA NA MATA
Objetivos
  Conhecer a fauna e a fl ora da mata atlântica.
  Selecionar informações.
  Aprender a fazer uma pesquisa, em classe.
Planejamento
  Como organizar os alunos? Num primeiro momento, os alunos trabalharão indi-
vidualmente. Depois, em duplas
  Quais os materiais necessários? Texto descrito na página da Atividade 3F, li-
vros, revistas, computador e outros materiais para pesquisa.
  Qual é a duração? Duas aulas de 50 minutos
Encaminhamento
Parte A – 1a aula
  Peça aos alunos que abram seu livro na página em que se encontra a Atividade 
3F e oriente-os a ler o título do texto, levantando suposições a respeito de que 
tratará a aula. 
  Antes de procederem à leitura, propriamente, comente com eles que Ilha Grande 
é um município de Angra dos Reis, Rio de Janeiro, e tem praias maravilhosas. 
Seria interessante mostrar imagens da internet ou mapas e folders do lugar. 
  Converse com eles e procurem levantar, antes da leitura, que relações é possí-
vel estabelecer entre esse lugar e a mata atlântica. Explore com eles também 
o signifi cado das palavras fauna e fl ora.
  Quando tiverem concluído, peça que comecem a leitura do texto em silêncio. 
Ele deverá ser comentado coletivamente, antes do fi nal da aula.
  A seguir, peça que completem o quadro de fauna e fl ora, classifi cando os seres 
que aparecem segundo o conceito de fauna e fl ora.
Parte B – 2a aula
  Retome o assunto da aula anterior explicando aos alunos que nessa aula vo-
cês farão uma pesquisa para ampliar o conhecimento sobre a fauna e a fl ora 
da mata atlântica.
  Para isso, selecione previamente materiais diversos para pesquisa, como li-
vros, revistas científi cas, enciclopédias e álbuns de animais. Caso seja possí-
vel, providencie também um computador com internet, bom aliado no processo 
de busca de informações. 
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129Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
  Essa aula será destinada a ensiná-los a fazer pesquisa, a encontrar informa-
çõesespecífi cas, mais do que ampliar o repertório dos alunos a respeito da 
fl ora e da fauna. Para que isso aconteça, é necessário que você oriente os alu-
nos em relação à possibilidade de guiar-se pelo índice, índice remissivo, quan-
do houver, títulos e subtítulos, paginação, seções em revistas, uso de legen-
das, bem como ensinar a acessar a internet. 
  Sugerimos que inicialmente lembre os alunos a respeito dos objetivos da pes-
quisa, de forma que não percam de vista a intencionalidade da leitura. Tam-
bém pode fazer uma breve explanação sobre as fontes de pesquisa e como 
usá-las. De todo modo, ao longo do trabalho, é imprescindível que você circule 
entre as duplas e ajude os alunos nas dúvidas que apresentarem.
ATIVIDADE 3F: A VIDA NA MATA
NOME: __________________________________________________________________________
DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________
1. Leia o texto abaixo e conheça alguns importantes representantes da fauna e 
da fl ora brasileiras.
MATA ATLÂNTICA NA ILHA GRANDE
A Ilha Grande abriga rica fauna e fl ora representativas da região, muitas espé-
cies de aves – papagaio, pica-pau, tiés, sabiás, saracuras etc. Diferentes ma-
cacos, esquilos, tatus, pacas, ouriços, águas-vivas, cobras, lagartos etc. Algu-
mas espécies já ameaçadas de extinção, como é o caso do macaco bugio. A 
fauna endêmica é formada principalmente por anfíbios (grande variedade de 
anuros), mamíferos e aves. É uma área em que chove muito, por causa das 
elevações do planalto e das serras.
A variedade da fl ora da mata atlântica sempre despertou o interesse de via-
jantes, artistas, naturalistas e comerciantes estrangeiros. Na Ilha Grande, al-
gumas espécies da fl ora brasileira acabam se destacando, como os jequiti-
bás, por seu porte majestoso, o gravatá, as orquídeas e as bromélias, pelo 
vistoso e muitas vezes inesperado colorido, e as quaresmeiras, que, no prin-
cípio do ano, salpicam de um roxo muito vivo as encostas e vales. No caso do 
pau-brasil, no entanto, foram as razões históricas e econômicas que o coloca-
ram em destaque.
A Constituição Federal de 1988 coloca a mata atlântica como patrimônio nacio-
nal, junto com a fl oresta amazônica brasileira, a Serra do Mar, o Pantanal ma to-
-grossense e a zona costeira. A derrubada da mata secundária é regulamenta-
da por leis posteriores; já a derrubada da mata primária é proibida. ONGs e lide-
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130 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
ranças comunitárias vêm pressionando os órgãos públicos para que implemen-
tem medidas legais que deem à Ilha Grande um mínimo de sustentabilidade.
(Texto adaptado de: <http://www.ilhagrande.org/sys>.)
2. A partir do que leu, preencha o quadro abaixo.
FAUNA E FLORA DA MATA ATLÂNTICA
FAUNA FLORA
3. Agora, junto com seu professor e amigos, faça uma pesquisa e amplie o qua-
dro, completando-o com outros animais da mata atlântica que não aparecem 
no texto.
 Lembre-se de consultar o índice e os subtítulos presentes nos livros e revis-
tas. Você também pode fazer uma busca na internet. As legendas de fotos e 
imagens podem ajudá-lo.
ATIVIDADE 3G: DESMATAMENTO 
E SUSTENTABILIDADE
Objetivos
  Compreender as causas do desmatamento. 
  Relacionar desmatamento com sustentabilidade. 
  Identifi car ações que podem ser praticadas para garantir a sustentabilidade do 
planeta em relação à preservação da biodiversidade.
  Elaborar uma defi nição de sustentabilidade. 
  Utilizar procedimentos de estudo de textos de divulgação científi ca. 
  Articular informações de dois textos para construir um conceito. 
  Identifi car aspectos principais em trechos de texto, de modo a elaborar sínte-
ses do mesmo.
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131Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Planejamento
  Como organizar os alunos? A atividade será realizada em vários momentos: al-
guns de maneira coletiva e outros em duplas.
  Quais os materiais necessários? Folha da Atividade 3G para todos os alunos e 
caderno de classe. 
  Qual é a duração? Cerca de quatro aulas de 40 minutos. 
Encaminhamento
Parte A – 1a aula
  Solicite que os alunos leiam o texto “Algumas causas do desmatamento”. De-
pois da leitura, organize o estudo do texto, tal como previsto nas atividades 
anteriores, socializando o que descobriram com a leitura. Quando terminarem, 
solicite que registrem no caderno as principais ideias do texto.
Parte B – 2a aula
  Oriente a leitura dos excertos das falas de alguns dos conselheiros do movi-
mento Planeta Sustentável. Depois da leitura, coordene uma roda de conversa 
orientada pelas questões propostas na atividade. Você poderá assistir aos ví-
deos citados para ter ideia do todo das declarações. Caso sua escola tenha 
uma sala do ACESSA, você pode, também, levar os alunos para assistir esses 
vídeos. Esta é uma oportunidade interessante para promover a pesquisa em 
diversas fontes de informação.
Parte C – 3a aula
  Depois da conversa, faça a leitura compartilhada e o estudo do texto “Trilha da 
sustentabilidade”. Faça, primeiro, uma leitura integral do texto. Depois, comece 
a leitura de estudo, discutindo com os alunos aspectos importantes contidos 
em cada parágrafo.
Sugestão:
1o parágrafo: Elaboração do conceito de sustentabilidade: anos 1980. Aceita-
ção mundial.
2o parágrafo: ONU conclui que é preciso mudar padrões de produção e consu-
mo mundiais. Isso gera movimento mundial.
3o parágrafo: Filantropia, responsabilidade social e sustentabilidade. Sustenta-
bilidade: cuidar.
4o parágrafo: Sustentabilidade: compromisso com o futuro; caminho; prever im-
pactos da ação humana.
5o parágrafo: Sustentabilidade: exercício cotidiano de responsabilidade.
  Depois desse estudo, oriente os alunos para que, considerando o texto lido 
e as ideias que apresenta, assim como a análise das falas dos conselheiros, 
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132 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
elaborem uma defi nição de sustentabilidade. Organize-os em grupo com quatro 
participantes e determine o tempo que será utilizado para essa tarefa. Ao fi nal, 
solicite que apresentem a defi nição do grupo e consolide a refl exão de todos 
em uma única defi nição coletiva que contemple aspectos constitutivos das vá-
rias defi nições.
Parte D – 4a aula
  Ajude os alunos a identifi car, na vida cotidiana, situações em que podem con-
tribuir para uma relação sustentável com o mundo ao seu redor. 
  Reúna-os em quartetos e solicite que andem pela escola, pensando como po-
dem ajudar na sustentabilidade dentro da instituição. Algumas formas estão 
relacionadas com a coleta seletiva de lixo, com o reaproveitamento de papel, 
evitando desperdício, com o consumo cuidadoso de água e energia. Solicite 
que anotem suas ideias para depois socializarem com os colegas. A seguir, 
peça que façam o mesmo em sua casa e também compartilhem as ideias com 
a classe.
ATIVIDADE 3G: DESMATAMENTO 
E SUSTENTABILIDADE
NOME: __________________________________________________________________________
DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________
1. Temos conversado, até o momento, sobre o desmatamento e as ações hu-
manas que costumam provocá-lo. Neste momento, vamos estudar um pouco 
mais a esse respeito. Para tanto, leia o texto apresentado a seguir. Depois, 
anote as ideias principais decada subtema em seu caderno.
ALGUMAS CAUSAS DO DESMATAMENTO 
O modelo econômico adotado
Para sobreviver e desenvolver-se, os seres humanos, desde sua origem, pre-
cisaram produzir seus próprios meios de subsistência, transformando a na-
tureza ou intervindo nela. Isso começou a partir das economias primitivas 
baseadas na caça, na pesca e no extrativismo madeireiro. Prosseguiu com 
o desenvolvimento da agricultura pecuária, acentuando-se ainda mais com o 
processo de urbanização e industrialização.
O modelo de desenvolvimento econômico escolhido tem infl uência direta na 
forma e intensidade de utilização dos recursos naturais. O processo de indus-
trialização baseado na exploração de recursos como água, petróleo, madeira 
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133Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
e minerais, entre outros, bem como na concentração da população nos cen-
tros urbanos e na agropecuária predatória, provocou profundas mudanças no 
meio ambiente, caminhando para o esgotamento de recursos indispensáveis 
à própria sobrevivência da humanidade. [...] 
O modelo de desenvolvimento e as ações governamentais que favorecem a 
exploração desenfreada de recursos naturais contribuem para o aparecimen-
to de uma cultura de desrespeito ao meio ambiente, expressa em atitudes 
como jogar lixo nas ruas, praias e parques, na destruição de áreas verdes, 
frequentemente substituídas por cimento e azulejo nos imóveis e condomí-
nios residenciais, na pavimentação sem planejamento de ruas e estradas, no 
desperdício de água e energia elétrica.
Muitas coisas que compramos contribuem para a devastação da fl oresta tro-
pical. Madeiras nobres, como mogno, peroba e imbuia, são exemplos clás-
sicos. Plantações de frutas tropicais são frequentemente encontradas em 
 áreas onde no passado havia uma fl oresta tropical ou mata nativa.
O crescimento da população mundial
O crescimento da população mundial intensifi ca a necessidade de áreas cada 
vez maiores para a produção de alimentos e técnicas que aumentem a produ-
tividade da terra, o que diminui as fl orestas e amplia as áreas destinadas a 
lavouras de monocultura e criação de animais, com consequente diminuição 
da diversidade de espécies animais e vegetais.
A urbanização
A urbanização contribui para a diminuição das áreas fl orestadas na periferia 
das cidades, agravando o desequilíbrio do meio ambiente, principalmente quan-
do o desmatamento e a ocupação ocorrem em áreas de mananciais ou de ris-
co, poluindo e diminuindo a água potável disponível na região. A destruição da 
fl oresta decorre do desmatamento de encostas dos morros, assim como do 
incontrolável corte de madeira, da agricultura, da produção de carvão vegetal e 
da ocupação imobiliária desordenada. Algumas companhias estão ainda envol-
vidas em grandes projetos industriais que destroem a fl oresta tropical.
Algumas áreas da fl oresta tropical são ricas em metais preciosos, como o 
ouro e a prata. Grandes depósitos de alumínio, ferro, zinco e cobre também 
são encontrados. A exploração industrial de minérios e a afl uência de minei-
ros nas áreas de matas não exploradas resultam inevitavelmente em desfl o-
restamento. A contaminação pelo mercúrio (usado na extração de ouro) tam-
bém é comum. [...]
As queimadas
As queimadas, amplamente utilizadas para limpar o terreno na expansão das 
fronteiras agrícolas, visando à instalação de projetos agropecuários, geral-
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134 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
mente de monocultura, como a soja ou cana-de-açúcar, aceleram o processo 
de empobrecimento do solo. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espa-
ciais (Inpe), em 1991, a área devastada da Amazônia chega a 11.100 km2, ou 
seja, 0,3% da fl oresta. No Amapá e em Rondônia, a metade da área cultivável 
foi devastada. As queimadas, nesse ano, provocaram nuvens de fumaça que 
alcançaram a África e a Antártida. [...]
Rodovias e hidroelétricas
A construção de grandes hidroelétricas também causa a destruição de matas 
e produz profundas alterações no meio ambiente.
A abertura de grandes rodovias, como a Transamazônica, sem planejamento de 
preservação ambiental, favorece a instalação de projetos agropecuários e in-
dústrias de mineração industrial que provocam poluição e aumentam a deman-
da de carvão vegetal, ampliando, dessa forma, o desmatamento e a destruição 
da fauna e da fora. Estimula ainda a expansão do garimpo, que, por sua vez, 
contribui para a ocupação descontrolada e a devastação das fl orestas.
2. Agora, mais uma vez, junto a seu professor e demais colegas, você vai estudar 
o texto. Pegue lápis e o marca-texto e mãos à obra! Seu professor vai orientá-lo.
3. Leia, a seguir, o que pensam algumas autoridades no assunto sobre sustenta-
bilidade. Os textos que você vai ler foram transcritos de um vídeo dos conse-
lheiros do movimento Planeta Sustentável.
OPINIÕES DE ALGUNS CONSELHEIROS, AO RESPONDEREM 
SOBRE O QUE É SUSTENTABILIDADE:
“É você agir de forma ecologicamente correta, socialmente justa e economica-
mente viável. [...] Trata-se de uma solução para um problema que a gen-
te causou por não prestar atenção nisso. É a gente imaginar agora que a 
gente está construindo o futuro.”
(Caco de Paula – coordenador do Planeta Sustentável)
“É a gente perceber o nosso papel de habitantes provisórios do mundo [...] 
porque a gente tem que deixar pras próximas gerações um mundo um pouco 
melhor. [...] É respeito conosco, com nossos sonhos, com nossos desejos e 
com tudo que nos cerca, que nos diz respeito e que nos toca. É a natureza, o 
respeito urbano, é a gentileza, é separar lixo. É o maior tema da nossa época 
e o tema mais global que pode existir, porque diz respeito a nós mesmos e 
aos outros.”
(Leandro Sarmatz – redator-chefe de Vida Simples)
“É projeto conjunto, para ser construído em conjunto. [...] Todo mundo pensa 
que não tem nada a ver com essa palavra. E tem! Eu tenho a ver, você tem a 
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135Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
ver. A forma como eu consumo água, como eu consumo roupa, como eu con-
sumo energia elétrica, sapato, carro, tudo isso é sustentabilidade. É a forma 
como nós atuamos no mundo. Ou nós somos sustentáveis, ou não. Sustenta-
bilidade pra mim é isso. É você se colocar no mundo pensando em qual é o 
papel que você tem aqui.”
(Zulmira de Souza – Repórter Eco – TV Cultura)
4. Converse com seus colegas e professora:
a. De quais depoimentos você mais gostou? Por quê?
b. O que todos eles têm em comum? Explique.
c. Que recado você acredita que os conselheiros quiseram dar às pessoas 
com seus depoimentos?
d. Que relação você vê entre as causas do desmatamento e a ideia de susten-
tabilidade?
5. Você irá, agora, elaborar no seu caderno, junto com seus colegas de grupo, 
uma defi nição de sustentabilidade. Consulte, para tanto, o texto apresentado 
a seguir, que você deve estudar, orientado pelo professor.
TRILHA DA SUSTENTABILIDADE
Adalberto Wodianer Marcondes 
[...] Nos anos 80 a Organização das Nações Unidas (ONU) encomendou um 
estudo à então primeira-ministra da Noruega, Gro Brundtland. [...] Foi a pri-
meira vez que um conceito para sustentabilidade foi expresso e mundialmen-
te aceito. De acordo com o relatório, “ser sustentável é conseguir prover as 
necessidades das gerações presentes sem comprometera capacidade das 
gerações futuras em garantir suas próprias necessidades”. 
Foi também a primeira vez que um estudo patrocinado pela ONU chega à con-
clusão de que é preciso mudar os atuais padrões de produção e consumo 
adotados pelas diversas sociedades da Terra, de forma a preservar os recur-
sos e serviços ambientais necessários à sobrevivência humana. Desde en-
tão existe um grande movimento de governos, empresas e ONGs que buscam 
criar parâmetros para o desenvolvimento sustentável. [...]
Existe na Bíblia um antigo provérbio que muito bem se aplica na defi nição 
dos conceitos de Filantropia, Responsabilidade Social e Sustentabilidade: 
dar o peixe a quem tem fome é Filantropia, ensinar a pescar para garantir 
o alimento é Responsabilidade Social, no entanto, cuidar da qualidade da 
água do rio, preservar suas margens e suas nascentes, cuidar para que 
não seja poluído e nem assoreado, e que existam peixes para sempre, é 
Sustentabilidade. 
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136 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
A sustentabilidade é um compromisso com o futuro, não é uma meta que pos-
sa ser atingida, mas um caminho que [...] [se deve] trilhar em busca de melho-
res soluções para os problemas humanos, sejam eles econômicos, sociais ou 
ambientais. Este compromisso com o futuro se expressa de diversas manei-
ras e em distintos graus [...]. O fundamental é que esteja sempre permeando 
qualquer decisão [...]. Nenhuma ação humana [...] está isenta de impactos e 
todos eles devem estar previstos de forma a poderem ser neutralizados ou 
minimizados. 
Ser sustentável é, portanto, o exercício cotidiano da responsabilidade.
(Fonte: Jornal Envolverde. Disponível em: < http://rbb.org.br/portal pages/publico/
expandir/fbb>. Acesso em: 10 jan. 2008. O autor é diretor de redação da Agência 
Envolverde, recebeu em 2006 o Prêmio Ethos de Jornalismo.)
6. Para fi nalizar nossos estudos sobre o tema, reúna-se com seu grupo. Vocês 
circularão pela escola, procurando identifi car como podem contribuir para 
a sustentabilidade. Anotem as ideias no caderno para contribuir com sua 
turma.
ETAPA 4: ESTUDO E PLANEJAMENTO 
DO SEMINÁRIO
ATIVIDADE 4: PLANEJANDO O SEMINÁRIO
Objetivo
  Planejar, uma a uma, todas as tarefas do seminário, defi nindo os responsáveis.
Planejamento
  Como organizar os alunos? No início a atividade é coletiva; depois, os alunos 
serão divididos em grupos. 
  Quais os materiais necessários? Quadro com as características de um seminá-
rio (escrito na lousa ou em papel pardo); quadro para que sejam indicadas as 
tarefas e seus responsáveis (a ser afi xado na classe também).
  Qual é a duração? Cerca de 40 minutos. 
Encaminhamento
  Converse com os alunos a respeito do propósito da atividade e da maneira 
como será desenvolvida.
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137Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
  Para começar, retome as características do seminário, discutidas na Atividade 
2, e organize-as em um cartaz afi xado na classe. Retome, ainda, o quadro do 
projeto.
  Para explicar aos alunos o que é um seminário e como se organiza e apresen-
ta, aponte os seguintes aspectos:
 J Para iniciar os trabalhos, cada grupo deve reunir-se e elaborar um plano ge-
ral: que assuntos serão tratados (é interessante definir isso coletivamente, 
retomando com os alunos o que estudaram e acreditam ser interessante ex-
por para a 3a série), de quais fontes de pesquisa dispõem, como será feita 
a divisão de tarefas (eles precisam considerar quem redigirá a exposição por 
escrito, quem fará os cartazes; podem fazer também transparências, apre-
sentações de Power Point ou usar outros recursos audiovisuais), o que cada 
membro do grupo fará, quem responderá às perguntas dos alunos ouvintes).
 J Pode-se elaborar fichas-guia para a apresentação oral. Essas fichas contêm 
um esquema com os tópicos que serão abordados e não devem apresentar 
frases redigidas, uma vez que sua função é apenas servir de lembrete, de 
guia para a exposição oral. 
 J A exposição oral deverá ser “ensaiada” e cronometrada, para que o seminá-
rio seja bem apresentado e não ultrapasse o tempo disponível. 
 J Um membro apenas ou todos do grupo podem participar da exposição oral. 
No caso de todos os membros participarem da exposição, cada um “ensaia-
rá” sua parte, tendo o cuidado de não quebrar o encadeamento dos tópicos 
do Sumário.
  É importante fazer um roteiro inicial planejando essas questões, e você deve 
acompanhar os alunos nesse processo.
  Oriente-os para a elaboração de uma lista de tarefas que devem ser desen-
volvidas pela classe para a realização do seminário. A seguir, comece, com os 
alunos, a planejar o trabalho e defi nir responsabilidades.
  Comece pelos temas que serão tratados. Solicite que os alunos levantem te-
mas possíveis e vá anotando na lousa. Considerando o estudo feito, os seguin-
tes temas parecem adequados:
 J ações humanas que provocam problemas ambientais e as consequências 
dessas ações para a vida das pessoas;
 J o desmatamento como causa comum a muitos dos desequilíbrios provoca-
dos e o conceito de hotspot;
 J a mata atlântica: história, extensão, população, paisagens, causas do des-
matamento, fauna, flora e demais características;
 J desmatamento: causas gerais;
 J sustentabilidade.
  A seguir, divida a classe em seis grupos e peça para que cada integrante esco-
lha um tema. Juntos, defi nam, por fi m, um título para o seminário e iniciem o 
planejamento em pequenos grupos. 
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138 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
ETAPA 5: ESTUDO E PLANEJAMENTO 
DA EXPOSIÇÃO ORAL
ATIVIDADE 5A: INVESTIGANDO SABERES 
DOS ALUNOS A RESPEITO DE UMA 
EXPOSIÇÃO ORAL 
Objetivos
  Compreender como se organiza e realiza uma exposição oral. 
  Por meio de uma produção inicial – planejamento e apresentação de uma ex-
posição oral a respeito do tema do seminário que coube ao grupo –, tomar 
ciência do que já sabem sobre uma exposição oral e o que ainda precisam 
aprender.
Planejamento
  Como organizar os alunos? A atividade será realizada de duas maneiras: em gru-
po, para planejamento da exposição; no coletivo, para apresentação à classe. 
  Quais os materiais necessários? Textos estudados na sequência de atividades 
de leitura e anotações que os alunos fi zeram no decorrer do trabalho.
  Qual é a duração? Duas aulas de 50 minutos. 
Encaminhamento
  Solicite que os alunos se reúnam nos grupos defi nidos para o seminário e pla-
nejem a fala do grupo sobre o tema que lhes coube, considerando o tempo, os 
interlocutores (alunos da 3a série) e as fi nalidades do evento (exposição oral 
sobre o tema). 
  Oriente-os para que prevejam, inclusive, recursos extraverbais (cartazes, ima-
gens, vídeos, mapas, esquemas, entre outros) que usariam para apresentar. 
Defi na o tempo a ser utilizado para tanto.
  Solicite que resolvam de que maneira a apresentação acontecerá: se por um 
dos integrantes apenas, se por mais de um. Oriente-os para que utilizem recur-
sos de apoio para a fala (anotações esquemáticas, por exemplo).
  Esse momento é apenas de investigação a respeito do que os alunos já sabem 
sobre como realizar uma exposição oral. A sua função é investigar esses sabe-
res selecionando os aspectos que merecem mais atenção, mais investimento 
e, na medida do possível, colocá-los em evidência para os grupos. Serãoapre-
sentadas várias atividades com a intenção de trabalhar os diferentes aspec-
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139Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
tos que implicam a produção de uma exposição oral. No entanto, você não 
precisará trabalhar todas, apenas as que forem mais adequadas para atender 
às necessidades de aprendizagem de seus alunos. Assim, utilize a pauta de 
observação apresentada a seguir para identifi car os saberes já constituídos pe-
los seus alunos e as necessidades de aprendizagem em função dos objetivos 
colocados: realizar uma exposição oral.
EXPOSIÇÃO ORAL – PAUTA DE OBSERVAÇÃO
Aluno: 
ASPECTOS SIM NÃO ÀS VEZES
O expositor... 
... estabeleceu um bom contato com a 
audiência?
... procurou incentivar a audiência 
a ouvir sua exposição por meio de 
perguntas intrigantes, curiosas, exemplos 
incentivadores ou outros recursos?
... delimitou bem o tema, procurando 
esclarecer a audiência a esse respeito?
... apresentou em sua conclusão algum 
aspecto refl exivo para o interlocutor?
... utilizou recursos de apoio que o 
auxiliaram para não se perder na fala?
... ajustou a sua linguagem e recursos à 
audiência?
  Os alunos realizarão a exposição e você observará cada uma delas, a partir 
dessa pauta. Ao término das exposições (que podem ser seis, uma por grupo), 
você terá um mapa inicial da profi ciência da classe para o gênero, com uma re-
presentação interessante, posto que, ainda que apenas um integrante de cada 
grupo fale, os alunos trabalharam em grupo.
  De posse das observações, você analisará as informações e selecionará, entre 
as atividades propostas na sequência que virá a seguir, aquelas que conside-
rar mais apropriadas para trabalhar com seus alunos, em função das necessi-
dades de aprendizagem deles.
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RECOMENDAÇÕES AO EXPOSITOR
Aspectos que um expositor deve incorporar à sua fala:
  Quando iniciar a exposição, ser simpático, cativar o grupo. Isso fará com que 
prestem mais atenção;
  falar do tema que vai ser apresentado, colocando uma questão que provoque 
curiosidade nos ouvintes. Isso também fará com que fi quem atentos para o que 
vai ser apresentado, além de incentivar a refl exão sobre o tema;
  mostrar aos ouvintes, com clareza, o caminho que será percorrido durante a ex-
posição. Isso deixa a audiência preparada para o que vem e auxilia na hora de 
fazer as anotações sobre o que for exposto;
  apresentar o caminho utilizando esquemas de apoio, como um cartaz ou transpa-
rência que indique o que será tratado. É uma boa estratégia, pois deixa a fala do 
expositor mais clara;
  usar recursos gráfi cos, cartazes, imagens, vídeos e mapas, pois isso não só aju-
da a entender o tema como faz a audiência prestar mais atenção.
Aspectos que um expositor deve evitar:
  Entrar logo no assunto, sem explicar a maneira como a fala vai se organizar. Isso 
deixa o ouvinte sem saber o que vai acontecer, sem orientação para organizar as 
anotações sobre a fala;
  fi car muito preso aos esquemas de apoio, pois isso faz com que o expositor perca 
contato com o grupo, dispersando-o. Para que isso não aconteça, deve-se estudar 
muito bem o que vai ser dito, o que dá mais segurança no momento da exposição;
  fazer toda a exposição sem utilizar recursos extraverbais; 
  não prestar muita atenção aos ouvintes, para verifi car se estão com “cara de 
dúvida”. Esse procedimento permite ao expositor ajustar sua fala, replanejar ex-
plicações.
ATIVIDADE 5B: ANALISANDO RECURSOS 
DA ORGANIZAÇÃO INTERNA DE UMA 
EXPOSIÇÃO ORAL
Objetivos
  Estudar diferentes expressões que podem ser utilizadas para articular as diver-
sas partes de uma exposição oral, encadeando-as adequadamente para:
 J apresentar o tema;
 J apresentar o plano de exposição;
 J introduzir exemplo;
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141Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
 J introduzir explicações sobre termos difíceis;
 J sintetizar a exposição realizada e preparar para a conclusão;
 J concluir.
  Analisar o propósito das expressões nos diferentes enunciados, relacionando 
as escolhas feitas à fi nalidade e ao sentido produzido.
  Constituir um repertório de expressões que podem ser utilizadas no planeja-
mento da exposição oral.
Planejamento
  Como organizar os alunos? A atividade será realizada em duplas, com momen-
tos de discussão coletiva.
  Quais os materiais necessários? Cópia para todos os alunos da folha de Ativi-
dade 5B.
  Qual é a duração? Cerca de 50 minutos. 
Encaminhamento
  Converse com os alunos sobre o propósito da atividade e a maneira como se 
desenvolverá.
  Distribua a folha de atividades e solicite aos alunos que, em duplas, realizem 
cada uma das tarefas propostas. Vá orientando as duplas, passando pelas car-
teiras, problematizando aspectos que pareçam equivocados.
  Na discussão da ordem a ser estabelecida entre os trechos que contêm as 
expressões, solicite que cada dupla justifi que suas escolhas, explicando as fi -
nalidades de cada um.
ATIVIDADE 5B: ANALISANDO RECURSOS 
DE ORGANIZAÇÃO INTERNA DE UMA 
EXPOSIÇÃO ORAL
NOME: __________________________________________________________________________
DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________
1. Conversamos, em atividades anteriores, sobre a maneira pela qual uma expo-
sição oral se organiza.
 Considerando esse estudo, leia com seu colega as expressões apresentadas 
a seguir e numere-as na ordem em que devem aparecer na exposição oral.
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ORDEM EXPRESSÕES ARTICULADORAS DA FALA
Agradeço muito a atenção de vocês e espero que eu tenha 
contribuído para...
Hoje vou conversar com vocês sobre..., assunto muito importante 
para... 
Para tanto, vou começar falando de...; depois, vou abordar a 
questão de... e, para terminar, apresentarei a vocês...
Para terminar, gostaria ainda de dizer que... 
Então, vamos lá. Pra começar vamos falar de..., quer dizer... Um 
exemplo disso é...
Bom, eu poderia, então, resumir essa fala em três pontos: o 
primeiro... o segundo... o terceiro...
2. Agora, explique: com qual fi nalidade cada uma dessas expressões seria utili-
zada em uma exposição oral?
3. Analise os excertos de exposições orais apresentados a seguir.
Bom, a minha exposição será sobre as causas do desmatamento da mata 
atlântica, tema importante não só pra se compreender o que é que as 
 pessoas vêm fazendo que têm provocado esse efeito, mas também pra gente 
poder parar de continuar fazendo. Só assim esse cenário muda.
Então eu gostaria de dizer que a minha fala será sobre a mata atlântica. 
Sabe, afi nal, hoje ela só tem 8% da sua extensão original, e o prejuízo da sua 
destruição não só pro Brasil, mas pra humanidade, é muito grande.
Então... vocês já ouviram falar na mata atlântica, certo? Mas vocês sabiam 
que hoje só 8% dela ainda permanece? Sabiam que todo o resto já foi destruí-
do? Então... é sobre isso que vou falar hoje, sobre o desmatamento da mata 
atlântica.
Vou falar pra vocês de um assunto que me preocupa muito: o desmatamento 
da mata atlântica. Vocês sabiam que mais de 80% dela já foi destruído? Que-
rem saber como? Então, é exatamente sobreisso que vou falar hoje.
Agora, responda:
  Qual a fi nalidade de cada um desses trechos na exposição oral? 
  Qual maneira de falar você achou mais interessante? Por quê?
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4. Leia os trechos de fala apresentados a seguir. Analise para que serve cada um. 
“A mata atlântica é rica em espécies endêmicas, quer dizer, aquelas espécies 
que só existem na mata atlântica, entende? Em nenhum outro lugar mais.”
“A destruição das fl orestas provoca, também, a disseminação de doenças en-
dêmicas, isto é, aquelas doenças que só existiam em determinada região, 
que fi cavam restritas àquela parte da fl oresta, lá escondidas... Se a mata não 
existe mais, as doenças se alastram...”
“Os hotspots, entende, as regiões mais devastadas e, ao mesmo tempo, mais 
ricas em espécies endêmicas, entende, deixa eu falar, aquelas espécies que 
só existem naquele lugar mesmo, e não em outro...”
Responda:
  Qual a preocupação do expositor, em cada um? 
  Observe a expressões que foram utilizadas para introduzir o exemplo. Que ou-
tras você conhece que também poderiam ser utilizadas no mesmo lugar? Faça 
uma lista delas.
ATIVIDADE 5C: PLANEJANDO 
UMA EXPOSIÇÃO ORAL
Objetivo
  Planejar uma exposição oral, considerando todos os aspectos discutidos até o 
momento.
Planejamento
  Como organizar os alunos? A atividade será, inicialmente, coletiva e, depois, 
em grupos.
  Quais os materiais necessários? Todo o material utilizado no projeto. 
  Qual é a duração? Três aulas de 50 minutos. 
Encaminhamento
  Converse com os alunos sobre o propósito da atividade e sobre a maneira 
como se desenvolverá.
  Retome, com eles, todos os materiais que serão utilizados no planejamento da 
exposição, explicitando quais as contribuições de cada um para esse processo.
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  Ressalte a necessidade de retomarem o conteúdo estudado para que não co-
metam nenhuma incorreção sobre o tema.
  Estude o quadro apresentado a seguir e ofereça-lhes referências a respeito de 
como planejar.
PLANEJAMENTO DA EXPOSIÇÃO ORAL
Recursos necessários: retroprojetor, lâminas, cartazes, vídeo. 
ETAPA CONTEÚDO RECURSO
Introdução do 
tema
Apresentação do tema: ações humanas 
que provocam problemas ambientais e as 
consequências dessas ações para a vida 
das pessoas.
Lâmina de 
retroprojetor com o 
título e com imagens 
dos diferentes 
problemas.
Apresentação 
do plano da 
exposição
Apresentação das partes da exposição:
a. ____________________
b. ___________________
c. ____________________
Lâmina de 
retroprojetor com 
quadro contendo os 
tópicos.
Desenvolvimento 
do tema
Parte 1:
  Apresentar pergunta que problematize a 
primeira questão, do tipo: “O que aconte-
ce com o planeta quando você joga óleo 
de cozinha no ralo da pia? Você sabe?”.
  Explicar o que acontece. 
  Relacionar com o fato de que a cada 
ação nossa tem uma consequência para 
a vida do planeta.
  Apresentar esquema de desequilíbrios 
provocados pela ação humana.
  Falar sobre a relação entre ação, dese-
quilíbrio e problema ecológico. 
Lâmina com quadro 
esquemático.
(...) (...)
  Terminado o planejamento, oriente-os a tomarem as decisões a respeito de 
quem, no grupo, fi cará responsável por cada tarefa: solicitar recursos técnicos; 
elaborar cartazes, quadros; elaborar a síntese para conter no convite do even-
to; expor.
  Depois, é hora de ensaiar a fala: os alunos podem elaborar fi chas de apoio 
para a exposição e ensaiar, procurando articular a fala com recurso extraver-
bal, ainda que não o tenha em versão fi nal (é só imaginarem que estão apre-
sentando).
  Esse ensaio deve ser previsto em grupo e, depois, em classe, para análise e 
contribuição dos demais colegas.
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145Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
  No ensaio é importante estar atento para aspectos como: clareza na pronúncia 
das palavras, ritmo de fala, altura de voz, gestual e atitude corporal.
  A seguir, oriente os alunos para que respeitem os prazos de elaboração dos 
materiais e planejem um último ensaio.
  Não se esqueça de marcar as reuniões com os grupos, inclusive com o respon-
sável pela elaboração do convite. Providencie para que seja produzido e repro-
duzido com antecedência, de forma que os alunos possam se preparar para o 
estudo.
  Cuide para que a organização do seminário garanta que, nesse processo, os 
grupos consigam compartilhar saberes construídos por meio de recursos diver-
sos que contemplem as práticas de leitura, escrita e oralidade. 
ATIVIDADE 5C: PLANEJANDO UMA 
EXPOSIÇÃO ORAL
NOME: __________________________________________________________________________
DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________
1. Nesse momento, você e seu grupo planejarão a exposição oral que farão. Te-
nha em mãos todo o material utilizado no projeto.
2. Retome, com a ajuda de seu professor, um a um os materiais, analisando 
seus conteúdos e revendo de que maneira pode auxiliá-lo na tarefa de plane-
jar a exposição.
3. Estude, com o professor, o quadro de apoio para o planejamento.
4. Reúna-se com seu grupo e planeje a exposição oral. Nesse processo, considere:
a. a adequação da exposição às fi nalidades do projeto e às crianças para 
quem vão falar;
b. as características de uma exposição oral, que você já estudou com seu pro-
fessor e grupo classe;
c. os recursos extraverbais a serem utilizados (cartazes, fi tas de vídeo, esque-
mas etc.).
5. Uma vez planejada a fala com seu grupo, decidam quem fi cará responsável 
por cada uma das tarefas: solicitar recursos técnicos; elaborar cartazes, qua-
dros; elaborar a síntese para conter no folder do evento; expor.
6. Planejem a fala, elaborando fi chas que podem orientar o expositor.
7. Ensaiem a exposição, inicialmente no grupo (escolham um lugar tranquilo para 
fazê-lo) e, depois, na classe. No ensaio, estejam atentos para:
a. pronunciar as palavras com clareza;
b. não falar rápido ou lento demais;
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c. não falar alto demais ou baixo demais;
d. ter uma atitude de aproximação com a audiência, não fi cando muito distan-
te dela, atentando para suas expressões de compreensão ou não, de acei-
tação ou não das ideias expostas;
e. não gesticular demais nem de menos.
8. Lembrem-se de que é preciso seguir etapas durante o seminário:
a. introduzir o tema, comentando brevemente o assunto que será exposto;
b. apresentar um plano da exposição, o que pode ser feito por meio de esque-
mas, cartazes ou projeções;
c. desenvolver o tema, fazendo a exposição em si;
d. fazer uma síntese do que foi tratado, elaborando conclusões essenciais so-
bre o tema.
ETAPA 6: AVALIAÇÃO DO TRABALHO 
DESENVOLVIDO
ATIVIDADE 6: AVALIAÇÃO FINAL 
DO TRABALHO
Objetivo
  Realizar uma avaliação colaborativa do trabalho desenvolvido, considerando os 
diferentes aspectos: o estudo temático, o planejamento da exposição oral, o 
planejamento do seminário, considerando os diferentes grupos, a participaçãonas atividades durante o desenvolvimento, a elaboração do produto fi nal.
Planejamento
  Como organizar os alunos? A atividade será em grupo para a autoavaliação da 
exposição oral, e coletiva para a avaliação do processo de trabalho.
  Quais os materiais necessários? Pauta de autoavaliação e pauta de avaliação 
do desenvolvimento do trabalho, ambas apresentadas na atividade.
  Qual é a duração? Cerca de 40 minutos. 
Encaminhamento
  Distribua as pautas de autoavaliação (Atividade 6, do aluno), leia-as com os 
alunos explicando cada item e oriente-os sobre o que fazer. Certifi que-se de 
que os alunos também estejam com seus textos em mãos.
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  Para terminar, é importante que você também avalie a adequação das atividades 
planejadas aos seus alunos, às suas necessidades e possibilidades de aprendi-
zagem, verifi cando se há mudanças que são necessárias e de que natureza são. 
É essa avaliação que orientará os inevitáveis ajustes a serem feitos na ação do-
cente e, dessa forma, garantirão a ela uma qualidade cada vez melhor.
ATIVIDADE 6: AVALIAÇÃO FINAL 
DO TRABALHO
NOME: __________________________________________________________________________
DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________
Projeto “Universo ao meu redor”
Pauta de autoavaliação – Exposição oral
Grupo: Data: 
ASPECTOS SIM NÃO ÀS VEZES
O expositor:
Estabeleceu um bom contato com a 
audiência?
Procurou incentivar a audiência a ouvir sua 
exposição por meio de perguntas intrigantes, 
curiosas, exemplos incentivadores ou outros 
recursos?
Delimitou bem o tema, procurando esclarecer 
a audiência sobre isso?
A conclusão conseguiu mostrar a importância 
do tema e motivar os demais a refl etir sobre 
suas atitudes?
Utilizou bons recursos de apoio que o 
auxiliaram para não se perder na fala?
Ajustou a sua linguagem e recursos à 
audiência?
Observações
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Projeto “Universo ao meu redor”
Pauta de avaliação colaborativa
Processo de trabalho
Aluno: Data: 
ASPECTOS A SEREM OBSERVADOS SIM NÃO ÀS VEZES
Nos momentos de trabalho coletivo, a classe 
cooperou, realizando as tarefas propostas?
No trabalho em grupo houve disponibilidade 
para cooperar no cumprimento das tarefas?
Os grupos trabalharam a contento? 
(cumpriram suas tarefas, socializaram 
encaminhamentos)
O espaço para socialização de trabalho 
desenvolvido pelos diferentes grupos foi 
garantido?
No trabalho em duplas houve, de fato, 
colaboração com o colega?
Nos ensaios da exposição oral houve 
disponibilidade e empenho de todos em 
colaborar para que a apresentação do colega 
fosse a melhor possível?
Os produtos fi nais de cada grupo foram 
realizados de maneira satisfatória?
As tarefas individuais foram realizadas de 
maneira a não comprometer o trabalho do 
grupo?
Observações do professor
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SEQUÊNCIA DIDÁTICA DA LEITURA 
“CAMINHOS DO VERDE”
Esta sequência de atividades tem como propósito principal auxiliar os alunos na 
construção da competência para consultar materiais que forneçam informações sobre 
o planejamento de passeios.
Trata-se de uma profi ciência que implica a construção de procedimentos de bus-
ca de informações em material de leitura de diversas naturezas, como jornais, textos 
de divulgação científi ca, mapas e roteiros. Além disso, requer do aluno a utilização das 
informações em um planejamento efetivo das atividades, envolvendo, inclusive, avalia-
ção da viabilidade da mesma, considerando pertinência, adequação e custos.
As capacidades de leitura mobilizadas são várias: 
  localização de informações; 
  comparação de informações de diferentes textos (organizados em diferentes 
gêneros); 
  realização de redução de informação semântica e generalização; avaliação das 
propostas segundo critérios de viabilidade e condições pessoais; apreciação 
estética e afetiva; 
  de aspectos implicados no passeio, entre outras capacidades.
Além disso, requerem sempre a utilização de procedimentos de leitor de um grau 
de letramento signifi cativo. Uma leitura efetivamente cidadã.
Nas situações de análise de recomendações, roteiros e mapas de localização é 
importante chamar a atenção dos alunos para os portadores em que as informações 
se encontram, bem como para o modo como as apresentam, comparando recursos de 
linguagem similares ou não. Também é importante salientar os marcadores temporais 
e espaciais utilizados nos textos, bem como examinar, com eles, a presença de verbos 
de ação/deslocamento presentes.
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ORGANIZAÇÃO GERAL DA SEQUÊNCIA DE ATIVIDADES
Etapa Atividade
1 Atividades de lazer Atividade 1A: Pesquisar diversos portadores, buscando 
indicações de atividades de lazer.
Atividade 1B: Organizando dicas de lazer. 
Atividade 1C: Descobrindo o lazer em sua cidade.
2 Conhecer a mata 
atlântica
Atividade 2: Procurando indicações de passeios que 
incluam conhecer a mata atlântica (selecionar, entre os 
materiais disponíveis, locais que podem ser adequados 
para os propósitos colocados).
3 Passeio ao Jardim 
Botânico
Atividade 3: Estudando o passeio ao Jardim Botânico. 
Estudar material disponível no site do Jardim Botânico 
sobre:
a. localização geográfi ca do Jardim Botânico; 
b. história do mesmo; 
c. fi nalidades; 
d. projetos que desenvolve; 
e. visita possível e lugares previstos na visita; 
f. analisar o roteiro de visita disponível, estudando as 
especifi cidades de cada ponto de visita previsto e 
avaliando-os de acordo com critérios de preferência 
pessoal.
Planejar uma visita considerando:
a. localização do parque e endereço respectivo;
b. meios de transporte necessários para se chegar ao 
local;
c. custos com o passeio;
d. providências que precisam ser tomadas para a 
realização do passeio;
e. atitudes não recomendadas em Unidades de 
Conservação.
Organização de dossiê de visita
4 Reinvestindo o 
conhecimento 
aprendido
Atividade 4: Recomendações para outro passeio 
(elaborar um texto de recomendações para o 
planejamento de um outro passeio, recuperando os 
procedimentos utilizados nessas atividades).
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151Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
ETAPA 1: ATIVIDADES DE LAZER
ATIVIDADE 1A: PESQUISAR DIVERSOS 
PORTADORES, BUSCANDO INDICAÇÕES 
DE ATIVIDADES DE LAZER
Objetivos
  Conhecer meios e recursos para pesquisar sobre possibilidades de lazer colo-
cadas para o paulistano.
  Construir procedimentos de pesquisa de informações a partir de referências 
específi cas de conteúdo.
  Entrar em contato com portadores – e veículos – que podem ser fonte de infor-
mação a respeito do tema.
  Desenvolver capacidades de localizar, inferir e generalizar informações. 
  Desenvolver procedimentos de leitura inspecional.
LEITURA INSPECIONAL
Tem duas funções específi cas: primeira, prevenir para que a leituraposterior não 
nos surpreenda; segunda, para que tenhamos chance de escolher quais materiais lere-
mos, efetivamente. Trata-se, na verdade, de nossa primeira impressão sobre o livro. É 
a leitura que comumente desenvolvemos “nas livrarias”.
Planejamento
  Como organizar os alunos? A atividade é coletiva e os alunos podem fi car em 
círculo.
  Quais os materiais necessários? Jornais, suplementos de jornais que contêm 
dicas culturais, revistas e outros materiais nos quais seja possível encontrar 
dicas de lazer.
  Qual é a duração? Cerca de 40 minutos. 
Encaminhamento
  Converse com os alunos sobre o propósito da atividade e sobre como estarão 
organizados para desenvolvê-la. Oriente-os para que se organizem em círculo: 
trata-se de uma roda de leitura diferenciada, na qual pesquisarão materiais 
impressos que divulgam dicas de lazer. Antes de iniciar a leitura, converse com 
eles e levante o que fazem em seu tempo de lazer, o que conhecem a esse 
respeito. Observe como se orientam para fazer passeios e se já viram ou bus-
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152 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
caram, eles próprios, dicas de lazer em algum lugar. Caso isso não lhes seja 
familiar, leia alguns exemplos, comentando-os, para que saibam o que e onde 
podem procurar. 
  Solicite que escolham alguns dos materiais disponíveis no centro do círculo e 
procurem nos mesmos dicas de lazer: passeios (a parques de diversões, zooló-
gico, jardins), shows, peças de teatro, museus, fi lmes, espetáculos de dança, 
clubes, restaurantes, bares, entre outros.
  Explique que terão um tempo de 20 minutos para pesquisarem o material. A 
cada vez que encontrarem as informações procuradas, devem assinalar no ma-
terial – usando marca-texto, deixando aberto na página, dobrando o cantinho 
da página, colocando um post-it etc.
  Ao fi nal dos 20 minutos, os alunos compartilharão com a classe o que e onde 
encontraram. Nesse momento, oriente-os para que indiquem: o portador (livro, 
revista), o nome (Folha de S.Paulo, Jornal da Tarde, O Estado de S. Paulo, revista 
Veja, entre outros), o tipo de caderno (Cotidiano, Ilustrada, Guia da Folha, entre 
outros), a seção, guias de cidade. Eles podem, também, ler alguma das reco-
mendações que acharam interessantes. 
  Você deve fi nalizar a conversa procurando organizar, junto aos alunos, o tipo de
portador no qual as recomendações são publicadas; o tipo de seção; o tipo 
de atividade que é objeto de recomendação.
ATIVIDADE 1B: ORGANIZANDO DICAS 
DE LAZER
Objetivos
  Identifi car modos de se divertir na sua cidade. 
  Sistematizar possíveis fontes de informação de dicas de lazer.
Planejamento
  Como organizar os alunos? A atividade será realizada em duplas e, depois, 
 socializada coletivamente.
  Quais os materiais necessários? Materiais consultados na aula anterior.
  Qual é a duração? Cerca de 40 minutos. 
Encaminhamento
  Distribua entre os alunos, que estarão reunidos em duplas, os materiais con-
sultados na aula anterior. 
  Explique que deverão organizar as fontes, os portadores que têm em mãos e 
as dicas de lazer apontadas. Como exemplo, peça que leiam a seguinte anota-
ção feita por você, na lousa:
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153Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
ONDE O QUE (dicas de)
Jornal Filmes, parques, shows
  Oriente-os a registrarem as informações encontradas em seu caderno. Quando 
tiverem terminado, socialize as informações que encontrarem e monte, com 
eles, um painel coletivo a ser exposto na classe para posteriores consultas.
  É possível que algumas opções de lazer não apareçam (tais como exposições, 
ofi cinas, saraus, parques de diversão, parques temáticos, pontos turísticos/
históricos). Então, você poderá mencioná-las e pedir que, quando alguém en-
contrar alguma informação a respeito, traga para socializar com a turma. 
  Lembre-se que a internet também pode ser uma boa fonte de pesquisa quando 
os alunos são orientados a respeito do que e como buscar.
ATIVIDADE 1C: DESCOBRINDO O LAZER 
EM SUA CIDADE
Objetivos
  Conhecer melhor as opções de lazer dos paulistanos.
  Selecionar informações específi cas.
  Aprender a recomendar passeios.
Planejamento
  Como organizar os alunos? A atividade será realizada em duplas e depois, so-
cializada coletivamente.
  Quais os materiais necessários? Material que consta da Atividade 1C.
  Qual é a duração? Cerca de 40 minutos. 
Encaminhamento
  Peça aos alunos que se reúnam em duplas e leiam as dicas de lazer que cons-
tam da Atividade 1C. Quando terminarem, deverão responder às questões, se-
lecionando as informações e fazendo o que é solicitado.
  Antes de encerrar a aula, compartilhe as respostas das duplas, que deverão 
conferir o que fi zeram e fazer as devidas correções, caso necessário.
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154 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
ATIVIDADE 1C: DESCOBRINDO O LAZER 
EM SUA CIDADE
NOME: __________________________________________________________________________
DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________
Você vai ler agora as informações sobre três interessantes passeios que pode-
mos fazer em São Paulo. Após ler os textos, responda as perguntas em seu ca-
derno e faça o que se pede.
MUSEU DE ZOOLOGIA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
A exposição de longa duração apresenta a história dos animais na Terra e as 
atividades de pesquisa do Museu de Zoologia.
Além disto, o Museu organiza periodicamente uma nova exposição temporária.
Terça-feira a domingo – das 10 às 17 horas
Ingresso individual: R$ 4,00. 
MEIA ENTRADA
  estudantes e professores desacompanhados da escola, mediante apresen-
tação de comprovante: R$ 2,00;
  alunos de escolas particulares em grupo com visita agendada;
  alunos de escolas públicas e particulares em grupo com visita não agendada.
GRATUIDADE
  último domingo de cada mês (a partir de 2009); 
  idosos: acima de 60 anos; 
  crianças: até 6 anos; 
  alunos da rede pública com visita agendada; 
  acompanhantes de grupos (professores, guias, seguranças) com visita 
agendada.
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155Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
CIDADE DAS ABELHAS
A Cidade das Abelhas é um lugar diferente, próprio para quem aprecia a natu-
reza, localizada numa extensa área da mata atlântica. O passeio mostra toda 
a importância da vida das abelhas (considerada a mais útil das espécies no 
quadro dos insetos), aliado à ecologia e ao lazer. 
As atrações culturais são acompanhadas de escorregadores, pequena trilha 
ecológica e pula-pula (um brinquedo para crianças até 8 anos de idade com 
motivos de abelhinhas). As visitas não são monitoradas, mas temos todas as 
explicações bem visualizadas. Não é necessário agendar horário.
Estrada da Ressaca, km 7, Embu das Artes
Terça a domingo, das 8 às 17 horas
Ingressos R$ 15,00
Estacionamento gratuito 
CATEDRAL DA SÉ
Praça da Sé s/nº 
Das 8 às 19 horas. 
O meio de transporte mais prático é o metrô. O acesso à estação Sé é feito 
pelas linhas vermelha e azul.
Há visitas monitoradas das 9 às 11h30 e das 13 às 17h30 (seg. a sex.), das 
9 às 16h30 (sábado) e das 9 às 13 horas (domingo). R$ 4,00.
A Catedral Metropolitana de São Paulo, a Catedral da Sé, é a maior igreja da 
cidade.Inspirada nas igrejas medievais europeias, começou a ser construída 
em 1913, mas as últimas torres previstas no projeto original só foram ergui-
das na década de 1990. Desde 2002, após mais de dois anos de grandiosa 
restauração, pode ser vista praticamente como foi planejada pelo arquiteto 
alemão Maximillian Hehl. 
Um dos pontos altos do passeio é a cripta. Fica embaixo do altar e é uma ca-
pela subterrânea de 619 metros quadrados. Antes era aberta ao público, mas 
como os túmulos de bronze e esculturas foram pichados, agora só é possível 
entrar lá durante as visitas monitoradas.
Os vitrais dão um show. Quando tem sol, a luz os atravessa deixando o inte-
rior da igreja colorido.
1. Qual dos três passeios é o mais caro?
2. Em qual deles podemos conhecer melhor a vegetação da mata atlântica?
3. O que podemos aprender visitando cada um desses lugares?
4. Em que horário funciona o Museu de Zoologia da USP?
5. O que é preciso para entrar gratuitamente nesse museu?
6. Qual é o melhor meio de chegar à Catedral da Sé?
7. O que há embaixo do altar dessa igreja?
8. Qual é a idade-limite para brincar no pula-pula da Cidade das Abelhas?
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156 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
9. Qual desses passeios você gostaria de fazer?
10. Qual deles você recomendaria ao seu parceiro de trabalho da dupla? Justifi -
que sua resposta. 
ETAPA 2: CONHECER A MATA ATLÂNTICA
ATIVIDADE 2: PROCURANDO INDICAÇÕES 
DE PASSEIOS QUE INCLUAM CONHECER 
A MATA ATLÂNTICA
Objetivos
  Defi nir critérios de busca de indicações que incluam conhecer a mata atlântica.
  Identifi car nas indicações encontradas as que atendem ao critério defi nido.
  Ler as recomendações e selecionar um passeio para ser feito.
  Desenvolver procedimentos de leitura inspecional.
  Desenvolver capacidades de localizar, inferir e generalizar informações.
  Conhecer meios e recursos para pesquisar sobre possibilidades de lazer colo-
cadas para o paulistano.
  Construir procedimentos de pesquisa de informações a partir de referências 
específi cas de conteúdo.
Planejamento
  Como organizar os alunos? A atividade será realizada coletivamente e os alu-
nos poderão estar dispostos em círculo.
  Quais os materiais necessários? Material de leitura utilizado na Atividade 2.
  Qual é a duração? Cerca de 40 minutos. 
Encaminhamento
  Converse com os alunos para apresentação dos propósitos da atividade e de 
como se desenvolverá. Oriente-os para que retomem o material de leitura já 
investigado e procurem quais dessas indicações de passeios incluem conhecer 
a mata atlântica. Comece por solicitar-lhes que, considerando a lista de tipos 
de indicações e atividades de lazer encontradas em aula anterior, digam onde 
precisam procurar; na relação de quais tipos de passeios pode haver algum 
que inclua conhecer a mata atlântica. Espera-se que eles deduzam que precisa 
ser na parte em que estão relacionados passeios a parques.
  Em seguida, oriente-os a fazer a busca. Organize um círculo de leitura dos pas-
seios escolhidos e solicite que todos leiam as indicações que encontraram. 
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157Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Provavelmente encontrarão várias indicações de passeio a parques, mas sem 
referências sobre a possibilidade de se visitar a mata atlântica. Isso é preciso 
tematizar: pergunte aos alunos, depois de lerem a indicação, se é possível sa-
ber se o parque está em uma região de mata nativa. 
É possível que os alunos cheguem à conclusão de que os parques de São Pau-
lo terão, necessariamente, mata nativa, já que a cidade está numa região de 
mata atlântica. No entanto, é preciso problematizar essa questão: trazer à tona 
o fato de que nos parques pode ter havido refl orestamento, e esse pode incluir 
espécies vegetais não nativas. Além disso, é importante informá-los também 
que alguns parques e reservas ambientais abertas ao público conservam vege-
tação de mata secundária, e não nativa, pois o refl orestamento se fez neces-
sário para garantir a sobrevivência de espécies ameaçadas de extinção.
Assim, deve-se ter informações precisas a respeito da vegetação local. 
Terminada a leitura da indicação, é necessária uma pesquisa a esse respeito. 
Evidentemente, não se tomará para pesquisar qualquer das indicações lidas, 
mas apenas aquelas que tiverem pistas sobre a possibilidade de haver mata 
nativa no parque.
Aqui, você tem duas possibilidades: ou orienta os alunos para que eles mes-
mos façam a pesquisa ou você a realiza previamente e oferece o material para 
que eles analisem.
  Na primeira possibilidade, você pode proceder assim:
 J Selecione os parques mais prováveis e levante as formas de se realizar essa 
pesquisa. Possivelmente, as indicações recairão sobre Jardim Botânico, Pico 
do Jaraguá, Parque Estadual da Cantareira, Parque Ecológico do Guarapiranga, 
Parque Ecológico Tietê. Os mais citados nas indicações dos jornais e revistas 
costumam ser Jardim Botânico e Zoológico, com outras indicações sazonais.
 J Depois dessa seleção, oriente-os para que definam modos de se realizar a 
pesquisa. Alguns deles:
a. guia de São Paulo, impresso; 
b. sites eletrônicos;
c. visita à Secretaria de Turismo para coleta de informações. 
Os meios mais práticos, por não requererem saída da escola, são os dois 
primeiros. Assim, organize com os alunos uma pesquisa a esse respeito. 
 J Divida a classe em dois grupos de representantes, cada um com a incumbên-
cia de pesquisar em um suporte. O que for pesquisar na internet precisará 
contar com o apoio do professor orientador de informática educativa. O outro 
grupo precisará encontrar os guias para obter as informações. Cada grupo co-
leta as informações e traz para a classe para discussão, na aula seguinte.
 J Sugestão de sites:
a. http://www.saopaulo.sp.gov.br/saopaulo. Nesse endereço, entrar em 
“CONHEÇA SÃO PAULO” e, depois, em “TURISMO”. Nessa página, entrar 
em “PARQUES” e, depois, selecionar o parque sobre o qual deseja infor-
mações. Imprimir as informações sobre cada um dos parques selecio-
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158 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
nados e levar para classe para leitura. As informações disponíveis, no 
entanto, podem ser insufi cientes. 
b. http://ww2.prefeitura.sp.gov.br/mapa_verde/asp/home.asp. Nesse ende-
reço pode-se ter acesso a todos os parques da cidade de São Paulo. As 
informações, no geral, estão mais completas nesse endereço, mas só so-
bre os parques municipais. 
c. http://www.ibot.sp.gov.br/educ_ambiental/educar_conservar.htm. Esse é 
o endereço para realizar pesquisas sobre o Jardim Botânico. Site comple-
to, apresenta inclusive os projetos de ecologia e educação desenvolvidos.
 J Feita a pesquisa, os alunos representantes socializam as informações com 
os colegas e, depois, você orienta a escolha do melhor parque. Sugerimos 
o Jardim Botânico. Inicialmente, porque é uma unidade de conservação e, 
depois, dada a própria finalidade dos jardins botânicos. Você poderá, nesse 
momento, ler o texto que se encontra no site do parque a esse respeito:
O PAPEL DOS JARDINS BOTÂNICOS 
O contato com o mundo natural cada vez mais está menor, devido o crescen-
te processo de urbanização. Travar um contato direto com a beleza e a diver-
sidade encontradas na natureza é um dos meios efi cazes para aumentar o 
conhecimento e sensibilizar as pessoas na religação do ser humano com seu 
meio natural.Os jardins botânicos têm papel fundamental nesse processo educacional, 
cujo objetivo é ensinar a importância da vegetação, conservação da biodiver-
sidade, pesquisas científi cas e do desenvolvimento sustentável. 
Há mais de 1.600 jardins botânicos no mundo e, atualmente, 29 estão situa-
dos no território brasileiro, que juntos mantêm a maior coleção de espécies 
vegetais fora da natureza.
(Disponível em: <http://www.ibot.sp.gov.br/educ_ambiental/opapel.htm>. 
Acesso em: 9 jan. 2008.)
UNIDADE DE CONSERVAÇÃO
Áreas territorialmente defi nidas, criadas e regulamentadas legalmente (por 
meio de leis e decretos), que têm como um dos seus objetivos a conservação 
in situ da biodiversidade.
CONSERVAÇÃO IN SITU/EX-SITU
Conservação in situ – “a conservação de ecossistemas e hábitats e a manu-
tenção de populações viáveis de espécies em seus ambientes naturais e, no 
caso de espécies documentadas ou cultivadas, nas áreas onde elas desen-
volveram suas propriedades diferenciadoras”. Conservação ex-situ – signifi ca 
conservação de componentes da diversidade biológica fora de seus hábitats.
(Disponível em: <http://www.fepr.org.br/>.)
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159Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Além disso, há que se considerar que o Jardim Botânico desenvolve projetos 
educacionais relacionados com o trabalho de preservação do meio ambiente, 
inclusive com visitas monitoradas previstas.
  Depois disso, você anuncia que nas próximas aulas se aprofundarão no estudo 
do passeio.
  Na segunda possibilidade, você anuncia a sua escolha, informando que já efe-
tuou a pesquisa. Pode contar aos alunos como fez, por exemplo, onde pesqui-
sou, o que descobriu etc.
ETAPA 3: PASSEIO AO JARDIM BOTÂNICO
ATIVIDADE 3: ESTUDANDO O PASSEIO 
AO JARDIM BOTÂNICO
Objetivos
  Defi nir critérios de busca de indicações que incluam conhecer a mata atlântica. 
  Identifi car nas indicações encontradas as que atendem ao critério defi nido. 
  Ler as recomendações e selecionar um passeio para ser feito.
  Desenvolver procedimentos de leitura inspecional.
  Desenvolver capacidades de localizar, inferir e construir e generalizar informações.
  Conhecer meios e recursos para pesquisar sobre possibilidades de lazer colo-
cadas para o paulistano.
  Construir procedimentos de pesquisa de informações a partir de referências 
específi cas de conteúdo.
Planejamento
  Como organizar os alunos? A atividade será realizada ora em duplas, ora cole-
tivamente. 
  Quais os materiais necessários? Folha da Atividade 3 para todos os alunos.
  Qual é a duração? Quatro aulas de 40 minutos.
Encaminhamento
  Converse com os alunos para apresentação das fi nalidades da atividade e de 
como se desenvolverá. 
1a aula
Refere-se ao estudo do Jardim Botânico enquanto instituição; sua fi nalidade, seu 
envolvimento com a educação, sua localização geográfi ca. 
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  Peça aos alunos que leiam os textos 1 e 2, respectivamente “Histórico do Jar-
dim Botânico de São Paulo” e “Projetos desenvolvidos”.
  Leia com os alunos a primeira parte do texto, auxiliando-os a fazer uso dos pro-
cedimentos de estudo (anotações na margem esquerda da folha, identifi cando 
do que trata o trecho do texto, grifar tópicos fundamentais para a compreen-
são do assunto etc.). Deixe que as duplas deem continuidade à atividade de 
estudo do texto. 
  Defi na um tempo para a leitura e, ao fi nal, solicite que cada um apresente para 
a turma o que considerou importante no conteúdo do texto lido. 
2a aula
  Nessa aula, retome as informações da aula anterior lembrando a experiência 
constante no texto 2, em que foi relatada uma visita monitorada ao Jardim 
Botânico. Considere com os alunos a importância dessa zona de preservação 
da mata atlântica e proponha que sua turma também realize uma visita moni-
torada a esse lugar. Para encaminhar esse trabalho, converse com eles sobre 
o que é uma visita monitorada, já que é fundamental para que planejem uma 
possível visita.
  Para começar, proponha a leitura compartilhada do texto 3 (“Visitas monitora-
das”), chamando a atenção dos alunos para os aspectos práticos dessa visita-
ção, como horários, preços e outras informações.
  Depois, faça com eles um estudo do Roteiro de Visita, que inclui um mapa 
com todos os pontos previstos para visita. Faça a exploração desse mapa co-
letivamente, articulando o estudo do mesmo com as informações dos textos 
complementares. Chame a atenção dos alunos para as legendas, os pontos de 
referência, os possíveis trajetos, os nomes que aparecem em cada estação do 
passeio. Estude também com os alunos possíveis roteiros. 
  Quando terminarem, faça com eles uma lista das providências que devem ser 
tomadas para que o passeio seja possível.
3a aula
Nessa aula serão conhecidos melhor alguns pontos da visita.
  Proponha que os alunos se reúnam em duplas para ler os textos 1, 2, 3 e 4 
(respectivamente “Trilha da nascente do Jardim Botânico”, “Conjunto estrutural 
A paz e a liberdade”, “Museu Botânico Dr. João Barbosa Rodrigues” e o último, 
sem título), e peça que assinalem, com marca-texto, as informações que julga-
rem mais importantes em cada um.
  Quando terminarem, peça que conversem sobre as questões que seguem os tex-
tos, compartilhando suas ideias e opiniões posteriormente, com o grupo todo.
4a aula
Nessa aula os alunos descobrirão modos possíveis de chegar ao Jardim Botâni-
co. Ainda que exista a possibilidade de a turma fazer o passeio coletivamente, saindo 
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161Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
juntos da escola, é interessante que cada um pense em como ir ao Jardim Botânico a 
partir da sua residência, caso queira fazer o passeio com a família.
  Proponha a exploração do mapa de localização e as indicações de itinerários 
apontados na atividade. Esse momento será coletivo, mas depois as crianças 
poderão sentar-se em duplas para elaborar um possível roteiro de ida e volta, 
considerando alguns aspectos essenciais:
 J horário de saída de casa;
 J conduções que precisariam pegar, em sequência;
 J horário de chegada ao Jardim Botânico;
 J horário de saída do Jardim Botânico;
 J conduções que precisariam pegar para voltar para casa, em sequência;
 J horário provável em que chegariam em casa, de volta.
  Para fi nalizar, oriente a organização do dossiê do passeio, recomendando 
que estejam atentos para os horários de funcionamento do parque e, ainda, 
para o que não é permitido em uma Unidade de Conservação, como o Jardim 
Botânico.
ATIVIDADE 3: ESTUDANDO O PASSEIO 
AO JARDIM BOTÂNICO
NOME: __________________________________________________________________________
DATA: _____ /_______________ TURMA: ___________________________________________
1. Vamos conhecer melhor uma importante zona de preservação da mata atlânti-
ca. Faça a leitura silenciosa dos textos 1 e 2, lembrando-se de: 
a. ler cada um dos parágrafos e, usando seu lápis ou marca-texto, anotar, na 
margem esquerda do texto, palavras-chave que sintetizem o conteúdo;
b. quando terminar a leitura dos textos, circular, nas anotações da margem, 
aquelas que você considera como as mais importantes. Esse procedimento 
vai auxiliá-lo quando for apresentar para a classe;
c. conversar com sua turma sobre o conteúdo do seu texto, comentando o que 
mais lhe chamou a atenção. Ouça também as apreciações e, quando con-
siderar que são essenciaise você não as observou, faça anotações para 
complementar sua leitura.
Todos os textos que serão lidos foram retirados do site ofi cial do Jardim Botânico. 
(Disponível em: <http://www.ibot.sp.gov.br/educ_ambiental/>. Acesso em: 9 jan. 2008.) 
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162 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Texto 1
HISTÓRICO DO JARDIM BOTÂNICO DE SÃO PAULO
No fi nal do século 19 a área do Parque Estadual das Fontes do Ipiranga era 
uma vasta região com mata nativa, ocupada por sitiantes e chacareiros. 
Por ordem do governo as desapropriações na área vinham ocorrendo desde 
1893, visando à recuperação da fl oresta, à utilização dos recursos hídricos e 
à preservação das nascentes do Riacho do Ipiranga.
Em 1917 a região tornou-se propriedade do governo, passando a deno-
minar-se Parque do Estado. Até 1928, serviu para captação de águas, que 
abasteciam o bairro do Ipiranga. Nesse mesmo ano o naturalista Frederico 
Carlos Hoehne foi convidado para construir um Horto Botânico na região.
O Jardim Botânico de São Paulo foi ofi cializado em 1938 com a criação do 
Departamento de Botânica, na época órgão da Secretaria da Agricultura, In-
dústria e Comércio de São Paulo. Em 1969, o Parque do Estado, onde o Insti-
tuto de Botânica está localizado, passou a denominar-se Parque Estadual das 
Fontes do Ipiranga.
[...]
O Jardim Botânico de São Paulo pertence ao Instituto de Botânica que está 
inserido no Parque Estadual das Fontes do Ipiranga (PEF) situado na cidade 
de São Paulo, a 10 quilômetros do centro, fazendo divisa com o município de 
Diadema e outros bairros da capital.
O PEF abrange uma área de 526 hectares, dos quais cerca de 345 ha são 
ocupados por vegetação remanescente de mata atlântica e 36,3 ha em área 
de visitação do Jardim Botânico. 
Integra 24 nascentes de água, dois aquíferos e é considerada a terceira maior 
reserva do município de São Paulo.
Jardim de Lineu – Viveiro de plantas do Jardim Botânico
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163Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Sua fl ora contém espécies de grande importância científi ca, ornamental, me-
dicinal, econômica, assim como raras e endêmicas e em perigo de extinção.
A fauna é representada por muitas espécies de animais que, devido à preser-
vação da mata, encontram alimento e refúgio para sobreviverem.
Texto 2
PROJETOS DESENVOLVIDOS
Projeto Jardim Botânico vai à escola
O Jardim Botânico de São Paulo, administrado pelo Instituto de Botânica, da 
Secretaria de Estado do Meio Ambiente, foi contemplado no segundo semes-
tre de 2005, por intermédio da Rede Brasileira de Jardins Botânicos, com o 
projeto “Jardim Botânico vai à escola”, coordenado pela pesquisadora Tânia 
Maria Cerati, da área de educação ambiental.
Para participar do projeto foi selecionada a Escola Estadual “Valentim Gentil” 
de Ensino Fundamental (Ciclo I), que funciona nos períodos manhã e tarde, 
tem 29 professores, totaliza 900 alunos e está situada próxima ao Jardim 
Botânico de São Paulo.
O principal objetivo é estabelecer um processo educativo com a comunidade 
escolar por meio de ações de educação ambiental, de forma a divulgar o pa-
pel dos jardins botânicos na conservação da biodiversidade e na promoção 
da sustentabilidade socioambiental.
Com visitas monitoradas ao Jardim Botânico de São Paulo, os alunos recebe-
ram informações sobre a vegetação e o meio ambiente. Para a realização de 
subprojetos, os professores tiveram curso de capacitação com palestras e 
ofi cinas, além de material didático de apoio para que pudessem desenvolver 
o projeto com seus alunos.
Uma grande festa realizada no dia 25 de novembro de 2005 marcou o encerra-
mento do projeto “Jardim Botânico vai à escola” (nesta escola) com exposição 
de trabalhos produzidos pelos alunos, apresentação de danças, teatro, jogo 
da memória com tema ambiental, além do fi lme ecológico O Jardim Botânico. 
O projeto foi iniciado em agosto de 2005 e teve duração de um semestre.
De acordo com a bióloga, “as crianças passaram a ver o meio ambiente com 
outro olhar, os professores se sentiram muito satisfeitos com o projeto e 
acham que ele deve continuar”.
Sendo um projeto itinerante, tem como linhas principais o enfoque participa-
tivo, o reconhecimento do saber local, a interdisciplinaridade e a fl exibilidade 
para adaptações regionais.
Para dar continuidade ao projeto em 2007, estamos buscando parcerias com 
a iniciativa privada para a participação de outra escola do entorno.
Os interessados podem contatar a instituição, pelo telefone 5073-6300, 
ramais 229 e 252.
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164 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
2. Nesta aula você vai conhecer melhor o Jardim Botânico, explorando o mapa 
do lugar. Como você já sabe, é possível fazer visitas monitoradas, mas antes 
é preciso obter informações importantes a respeito do funcionamento do par-
que. Leia o texto e o mapa, e depois ajude seu professor e colegas a elabora-
rem uma lista de providências necessárias para fazer esse passeio.
Texto 3
VISITAS MONITORADAS
O Jardim Botânico de São Paulo oferece às escolas e grupos organizados visi-
tas monitoradas em toda sua área de visitação.
Alunos e professores recebem informações sobre: espécies da mata atlânti-
ca, plantas ameaçadas de extinção, plantas úteis para o homem, importância 
da conservação da biodiversidade e dos recursos hídricos.
A visita percorre importantes áreas como: Museu Botânico “Dr. João Barbosa 
Rodrigues”, estufas, Lago das Ninfeias, bosques e Jardim dos Sentidos.
Durante a visita o grupo tem um acompanhamento de monitores especializa-
dos, além de contar com segurança em toda a área do Jardim Botânico.
Horário de funcionamento:
Quarta a domingo, das 9 às 17 horas.
Fechado: Sexta-feira Santa, Natal e 1o de ano.
Horário das visitas monitoradas:
Período da manhã: iniciadas às 9h10.
Período da tarde: iniciadas às 14 horas.
Duração: de 1 a 2 horas, dependendo da faixa etária.
Ingressos:
Crianças até 10 anos e adultos acima de 65 anos e portadores de necessida-
des especiais mentais: isentos
Estudantes R$ 1,00
Público em geral R$ 3,00
Visitas monitoradas:
estudantes R$ 3,00 + valor do ingresso 
demais grupos R$ 6,00 + valor do ingresso
Estacionamento:
carro de passeio R$ 5,00
ônibus R$ 10,00
O pagamento é realizado na bilheteria do Jardim Botânico.
Procedimentos para visitas escolares (somente com agendamento)
Informações:
Os interessados em agendar uma visita deverão ligar para o telefone 
(11) 5073-6300, ramais 229/252, procedendo conforme as informações abaixo:
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165Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
1 - Estacionamento 16 - Portão histórico
2 - Entrada do Jardim Botânico de São Paulo 17 - Lago dos Sentidos
3 - Alameda Fernando Costa 18 - Bosque dos Xaxins, das Samambaias
4 - Lanchonete e sanitários e Lago do Bugio
5 - Espaço Cultural 19 - Conjunto Escultural A Paz e a Liberdade
6 - Área de Exposições e Serviços 20 - Bosque dos Passuarés
7 - Museu Botânico “Dr. João Barbosa Rodrigues” 21 - Brejo natural
8 - Escadarias 22 - Lago dasNascentes do Riacho do
9 - Jardim de Lineu e Espelho d’água Ipiranga e Obelisco
10 - Estufas Dr. Frederico Carlos Hoehne 23 - Bosque das Guaricangas
11 - Orquidário Dr. Frederico Carlos Hoehne 24 - Túnel de Bambu
12 - Palmeto histórico 25 - Trilha da Nascente
13 - Lago das Ninfeias 26 - Castelinho
14 - Sanitários 27 - Mirante
15 - Bosque das Imbuias 28 - Bosque do Pau-Brasil
Agendamento: 
A escola deverá enviar um ofício, via fax, para o agendamento da visita com 
antecedência de 15 dias. Esse ofício deverá ser em papel timbrado da esco-
la e conter: data da visita, período, número de alunos, série, telefone e fax 
para contato.
A escola poderá optar pela visita com monitoria ou sem monitoria.
Acompanhantes: 1 para cada 15 alunos (professor, pais, outros)
Termo de responsabilidade:
A Seção de Educação Ambiental enviará à escola, após o agendamento, um 
termo de responsabilidade que deverá ser assinado pelo diretor da unidade 
escolar e entregue na bilheteria do Jardim Botânico no dia da visita. Esse ter-
mo deverá ser enviado à escola, via fax, juntamente às demais informações 
de valor de ingresso e monitoria.
Todas as instituições devem apresentar o Termo de Responsabilidade, devida-
mente assinado, no momento da entrada do grupo.
3. Com seu professor, estude, ponto a ponto, todos os lugares pelos quais 
você passará se for realizar essa visita, desde quando entra no parque até 
quando sai.
 Para mais informações sobre alguns dos pontos pelos quais você passará, ob-
serve o mapa com atenção.
4. Agora que já conhece um pouco mais sobre o Jardim Botânico, os projetos 
que desenvolve e sobre a visita monitorada que se pode fazer, vamos conhe-
cer um possível roteiro de visitação. Após a leitura dos textos a seguir, respon-
da às questões correspondentes.
JARDIM BOTÂNICO DE SÃO PAULO
Roteiro de Visitação
ILUSTRAÇÃO: ANA MARIA V. A. MARTINEZ
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166 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Texto 1
TRILHA DA NASCENTE DO JARDIM BOTÂNICO
A trilha da nascente do Riacho do Ipi-
ranga, inaugurada no dia 4 de junho de 
2006, está instalada no Parque Esta-
dual das Fontes do Ipiranga (PEF), um 
dos últimos remanescentes de mata 
atlântica bem preservada na região me-
tropolitana de São Paulo.
Aberta no interior da reserva fl orestal, 
com 360 metros de extensão e três 
 áreas de observação, o visitante vai per-
correr inicialmente um trecho de mata 
em recuperação, seguindo para uma 
área com elevada diversidade de espé-
cies, como samambaias, bromélias e 
palmitos, além de árvores imensas. 
No fi nal do percurso, o visitante chega-
rá a uma das nascentes do Riacho do 
Ipiranga.
Com um deque de madeira apoiado em 
uma estrutura de eucalipto tratado, a 
trilha, utilizada anteriormente apenas 
para pesquisa científi ca, foi construída de forma a não causar impactos nega-
tivos na mata, pois é totalmente elevada, chegando a atingir quatro metros de 
altura em alguns trechos, o que evita contato dos visitantes com o solo, mas 
que propicia aos mesmos chegar bem próximo às copas das árvores.
Trata-se de uma trilha projetada obedecendo às normas de acessibilidade da 
ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas, permitindo o acesso a pes-
soas com mobilidade reduzida, como idosos, usuários de cadeira de rodas, 
entre outros. A duração do percurso é aproximadamente de 40 minutos. [...]
Texto 2
CONJUNTO ESCULTURAL “A PAZ E A LIBERDADE”
Dentro da área de visitação do Jardim Botânico de São Paulo e próximo aos 
lagos formados pela água das nascentes que formam o Riacho do Ipiranga e 
ao Bosque dos Passuarés, pode-se contemplar o belíssimo conjunto escultu-
ral “A paz e a liberdade”, do artista plástico Luiz Antônio Cesário.
As quatro esculturas representam os elementos da natureza: ar, fogo, terra, 
água, essenciais para a sobrevivência humana.
Vista aérea do Jardim Botânico
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167Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
O conjunto que desperta a atenção para a paz e a liberdade integra-se à pai-
sagem do Jardim Botânico de São Paulo, dando oportunidade ao público de 
apreciar a expressão da arte em meio à natureza.
Texto 3
MUSEU BOTÂNICO “DR. JOÃO BARBOSA RODRIGUES”
O contato com o mundo na-
tural está cada vez menor, 
devido ao crescente proces-
so de urbanização. Travar um 
contato direto com a beleza e 
a diversidade encontradas na 
natureza é um dos meios efi -
cazes para aumentar o conhe-
cimento e para sensibilizar as 
pessoas na religação do ser 
humano com seu meio natural.
Os jardins botânicos têm papel fundamental nesse processo educacional, 
cujo objetivo é ensinar a importância da vegetação, conservação da biodiver-
sidade, pesquisas científi cas e do desenvolvimento sustentável.
Há mais de 1.600 jardins botânicos no mundo e, atualmente, 29 estão situa-
dos no território brasileiro, que juntos mantêm a maior coleção de espécies 
vegetais fora da natureza.
Texto 4
No Museu Botânico encontram-se inúmeras amostras de plantas da fl ora bra-
sileira, uma coleção de produtos extraídos de plantas, fi bras, óleos, madei-
ras, sementes e também quadros e fotos representativos dos diversos ecos-
sistemas do Estado. No conjunto arquitetônico-cultural do Jardim Botânico 
destacam-se, além do museu, o Jardim de Lineu – inspirado no Jardim Botâni-
co de Uppsala, na Suécia –, as estufas históricas, o portão histórico de 1894 
e o marco das nascentes do Riacho Ipiranga.
(Disponível em: <http://www.saopaulo. sp.gov.br/saopaulo/
turismo/cap_parq_botan.htm>. Acesso em: 9 jan. 2008.) 
Converse com seus colegas:
a. O que você achou do roteiro? 
b. De que parte você não desistiria, de jeito nenhum? 
c. Se tivesse que priorizar alguns itens – por causa do tempo, por exemplo –, 
quais você priorizaria?
d. Você acha que conseguiria realizar a visita sozinho, sem monitoria? 
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168 Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
5. Agora, vamos descobrir como chegar até o Jardim Botânico.
 Estudem o mapa da localização do parque e, a seguir, as indicações de trans-
portes que podem ser utilizados para se chegar até ele.
Localizado na Av. Miguel Estéfano, 3.031 – Água Funda, próxima às Avenidas 
dos Bandeirantes e Ricardo Jafet (ao lado do zoológico)
CEP 04301-902 - São Paulo - SP - Brasil
Metrô:
Estação São Judas
Ônibus:
Ida – Jardim Clímax (4742)
sai da Estação São Judas do Metrô
Volta – Metrô São Judas (4742)
Ida – Jardim São Savério (475-C)
passa pela Praça da Árvore
Volta – Term. Pq. D. Pedro II (475-C)
Ida – Zoológico (4491)
Volta – Term. Pq. D. Pedro II (4491)
Metrô
São Judas
Metrô
Conceição
Metrô
Jabaquara
Parque Estadual
das Fontes do Ipiranga
Jardim Botânico
Av. M
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Bandeirantes
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169Guia de Planejamento e Orientações Didáticas para o Professor da 4a série – Ciclo I
Considerando onde você mora, se você não fosse com um veículo próprio da 
família, quantos ônibus, metrô ou trem teria que utilizar?

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