Resumo Orçamento na Constituição Federal
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Resumo Orçamento na Constituição Federal


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Coisas de prova
CUIDADO: Questão que pede atribuição da LDO/LOA SEMPRE ABRIR O OLHO ne ver se no enunciado ele pergunta \u201ccom relação a LRF\u201d ou \u201ccom relação com a CF\u201d.
CESPE já fez várias dessas pegadinhas, fala uma atribuição da LDO que está na LRF e pergunta \u201cde acordo com a CF\u201d.
Q874960 A jurisprudência atual do Supremo Tribunal Federal considera que as leis orçamentárias não podem ser objeto de controle de constitucionalidade em abstrato, dada a sua natureza jurídica material de ato administrativo concreto.
FALSO. Falaram que até 2008 não podia mesmo, mas agora a atual visão do STF É PODER SIM, já que as leis orçamentárias são lei em sentido FORMAL (aprovadas pelo legislativo), embora realmente tenham natureza jurídica de ato administrativo (pois não é lei em sentido material).
Q524986 O plano plurianual (PPA) e a lei de diretrizes orçamentárias (LDO) são importantes instrumentos de planejamento governamental, por meio dos quais são definidas as prioridades do governo para um período de quatro anos. 
FALSO. São dois instrumentos DIFERENTES:
I) O PPA define diretrizes, objetivos e METAS para 4 anos .
II) já a LDO define metas e PRIORIDADES, mas somente para o exercício subsequente. 
III) NÃO EXISTEM \u201cPRIORIDADES\u201d de 4 anos, o que existem são OBJETIVOS a serem perseguidas durante os 4 anos.
Q44858 STF: Caso sejam publicadas leis para conceder aumento / reajuste de remuneração para servidores, mas essa lei NÃO INDICAR os recursos que serão utilizados para fazer frente a essa despesa, a lei NÃO SERÁ dada inconstitucional, o que vai acontecer é somente que a lei não será executada no orçamento que não possuir o crédito, podendo valer a partir do momento em que indicar o crédito.
A ausência de dotação orçamentária prévia em legislação específica não autoriza a declaração de inconstitucionalidade da lei, impedindo tão somente a sua aplicação naquele exercício financeiro. 
Q330868 Uma notável modificação introduzida pela CF no processo orçamentário foi a integração entre plano e orçamento, por meio da criação do plano plurianual (PPA) e da lei de diretrizes orçamentárias (LDO).
CORRETO. Note a posição do CESPE (e vi uma galera comentando isso também)
I) Tanto o PPA quanto a LDO foram inovações da CF88 (Somente a LOA que não foi inovação , porquanto foi trazida já pela lei 4320/64)
COMPETÊNCIAS DE LEGISLAR
Q840794 Os estados-membros e o Distrito Federal estão impedidos de editar normas gerais acerca da elaboração dos seus orçamentos, porque a CF atribui tal competência legislativa à União
FALSO. É legislar concorrente. Por ser competência legislativa CONCORRENTE, temos aquela regra que se a União não editar as normas gerais sobre orçamento e finanças, os estados PODEM SIM assumir capacidade legislativa plena e eles mesmo legislarem sobre isso. 
Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre:
I \u2013 direito tributário, financeiro, penitenciário, econômico e urbanístico; 
II \u2013 orçamento;
§ 1º \u2013 No âmbito da legislação concorrente, a competência da União limitar-se-á a estabelecer normas gerais.
§ 2º \u2013 A competência da União para legislar sobre normas gerais não exclui a competência suplementar dos Estados.
Obs.: A norma geral sobre orçamento JÁ FOI EDITADA pela união (justamente a lei 4320). Só cabe aos Estados SUPLEMENTAR esta lei.
CUIDADO: A doutrina, EMBORA NÃO DE MODO PACÍFICO, tem aceito que existe competência também para os Municípios legislarem sobre orçamento (pois eles podem suplementar a legislação federal e estadual para assuntos locais). Mas SE PERGUNTAR SECO \u2013 Só Estados e DF, porque é o que diz o Art. 24 
Q110176 A legislação federal sobre orçamento aplica-se obrigatoriamente aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios.
FALSO. Por vários motivos: 
I) Legislar sobre orçamento é concorrente, então as legislações estaduais podem ter particularidades para o seu orçamento, portanto a lei federal não é NECESSARIAMENTE a mesma para os Estado.
II) Quando se diz \u201clegislação sobre orçamento\u201d estamos englobando também PPA/LDO/LOA, e certamente essas leis federais (PARA A UNIÃO) NÃO SÃO AS MESMAS para os estados.
OBS.: Cuidado que a questão diz leis Federais = Leis da União. Se dissessem leis NACIONAIS, ai sim, seria obrigatório a mesma lei PARA TODOS.
Q59785 No âmbito das normas aplicáveis ao processo orçamentário, se lei federal dispuser diferentemente do que já disponha lei estadual, o estado-membro onde esta tiver sido aprovada deverá observar as regras da lei federal.
Foi dada CORRETO. Examinador vacilou na interpretação. A CF diz que na superveniência de lei federal o estado deveria observar as regras da lei federal \u2013 o que não é verdade , ele deveria apenas observar as regras GERAIS que conflitassem com as suas \u2013 pois neste caso , o que tiver em conflito vai ter a eficácia suspensa.
I) Acredito que o examinador estava querendo dizer \u201cdispuser diferentemente\u201d = \u201cdispuser de maneria INCOMPATÍVEL\u201d. Aí sim , com toda certeza poderíamos afirmar que o estado deveria observar a regra da lei federal , pois legislar sobre orçamento é concorrente , e cabe à União estabelecer as normas gerais, e aos estados apenas complementá-las. 
CUIDADO com pegadinha: Quem elabora, Quem consolida , Quem dispõe, Quem executa? 
1- Elaborar a proposta orçamentária cabe a todo ente que possui autonomia financeira. Portanto não é somente o Executivo
2- Consolidar a proposta orçamentária e enviar o projeto ao Legislativo é competência privativa (exclusiva) do Executivo (MPOG)
Parte da doutrina chega a chamar essa competência de \u201ciniciativa legislativa vinculada\u201d , e também há doutrinadores que chamam de uma competência exclusiva (porque não pode ser delegada)
PDF: A iniciativa do orçamento é INDELEGÁVEL, somente o Executivo pode fazer isso. Assim, o Doutrinador Alexandre de Moraes, agora Ministro do STF, e portanto, \u201cprodutor\u201d de jurisprudência, prefere chamá-la de competência exclusiva. Registre que o fato de a iniciativa ser exclusiva do Presidente da República, no caso da União, entre outras características, faz com que a LOA seja uma lei ordinária especial.
3 - Se perguntar competência para DISPOR sobre orçamento, é exclusivo do Congresso nacional. A CMO vai analisar e emitir parecer, mas é o plenário do Congresso Nacional que vai \u201cdispor\u201d
Art. 48. Cabe ao Congresso Nacional, com a sanção do Presidente da República, não exigida esta para o especificado nos arts. 49, 51 e 52, DISPOR sobre TODAS as matérias de competência da União, especialmente sobre:
II -  plano plurianual, diretrizes orçamentárias, orçamento anual, operações de crédito, dívida pública e emissões de curso forçado;
XIII -  matéria financeira, cambial e monetária, instituições financeiras e suas operações;
4- Executar a proposta orçamentária cada unidade orçamentária executa a sua.
Lei seca \u2013 Art. 164
Art. 164. A competência da União para emitir moeda será exercida exclusivamente pelo Banco Central.	 
 § 1º - É vedado ao Banco Central conceder, direta ou indiretamente, empréstimos ao Tesouro Nacional e a qualquer órgão ou entidade que não seja instituição financeira.	
§ 2º - O Banco Central PODERÁ COMPRAR E VENDER títulos de emissão do Tesouro Nacional, com o objetivo de regular a oferta de moeda ou a taxa de juros.	 
§ 3º - As disponibilidades de caixa da União serão depositadas no Banco Central; 
As dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios e dos órgãos ou entidades do Poder Público e das empresas por ele controladas, em instituições financeiras oficiais, RESSALVADOS OS CASOS PREVISTOS EM LEI.
Q595854 Somente emenda constitucional poderia permitir que as disponibilidades de caixa das empresas controladas pelos estados-membros fossem depositadas em instituições financeiras não oficiais.
FALSO. Já são ressalvados outros casos previstos em LEI
Lei seca \u2013 Art. 165 iniciativa
Coisas de prova
Q862637 A LDO deve anteceder a edição da LOA, independentemente da esfera federativa,