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01/04/2018 Exame de Ordem OAB Segunda Fase Penal: Reposta à Acusação: Exercício Resolvido
http://oabsegundafase.blogspot.com.br/2014/05/reposta-acusacao-exercicio-resolvido.html#more 1/3
Exame de Ordem OAB Segunda Fase Penal
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sábado, 10 de maio de 2014
Reposta à Acusação: Exercício Resolvido
Esta é a ultima parte do artigo relacionado com Resposta à Acusação. 
 
EXERCÍCIO
 
A, nascido em 26/05/1990, foi denunciado como incurso nas sanções do art. 234 do CP,
porque, em data de 01/12/2008, após denúncia anônima, foi encontrado no interior de sua
residência uma grande quantidade de filmes pornográficos que segundo consta na denúncia,
eram destinados à venda.Contudo, já na delegacia diante da negativa de autoria, fez o
delegado por determinar a realização de perícia em todo o material coletado. 
Onde depois de terminado, pode se verificar pelos resultados que os DVDs apreendidos
estavam na verdade limpos (virgens), sem gravação nenhuma.ANTES DA CONCLUSÃO DA
CITADA PERÍCIA, bem com antes do oferecimento da denúncia, e por se tratar de infração
de menor potencial ofensivo, após a confecção do termo circunstanciado, foi feita a proposta
de transação penal, que foi rejeitada alegando o suspeito ser inocente.Quando do
oferecimento da denúncia, que se deu em 10/10/2010, o Ministério Público, deixou de
oferecer sursis processual ao então denunciado alegando que não fazia sentido oferecer a
suspensão, uma vez que ele havia rejeitado a proposta de transação. Em ato continuo, foi
então recebida a peça acusatória em 30/11/2010, pelo MM Juiz da 3º Vara Criminal. O
denunciado em 03/02/2011 (quinta-feira) foi citado para providenciar as medidas legais
cabíveis, e no prazo adequado.Depois de citado, o denunciado te procurou, e no momento
da consulta disse que nunca praticou crime algum, que não sabe o porquê de esta sendo
processado, que os DVDs realmente eram de sua propriedade e que eles eram virgens, e
que havia recebido de um amigo como pagamento de uma dívida, e fez questão de frisar
que os referidos materiais eram para uso pessoal.Considerando o caso hipotético acima
descrito, como advogado de A, elabore a peça cabível ao caso, a fim de solucionar a
situação de A, não criando fatos novos, e date o documento com o último dia para
protocolo.
 
(planeje para que a nome da sua peça fique na 15º linha do caderno de resposta - é uma
dica dada pelo professor Geovane Moraes e que achei bem plausível, já que a correção da
banca é de leitura dinâmica e acertar a peça te garante pontos e chama atenção do
corretor).
Resolução:
 
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA 3ª VARA CRIMINAL DA COMARCA
DE ________ - ESTADO.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Processo nº:
 
 A, já qualificado nos autos às folhas ( ),por meio de seu advogado e procurador que a
esta subscreve, conforme procuração em anexo, vem respeitosamente, a presença de Vossa
Excelência, com fundamento nos artigos 396 e 396-A do Código de Processo Penal (quando
for júri - artigo 406 CPP) apresentar a sua 
RESPOSTA À ACUSAÇÃO
pelos motivos de fato e de direito a seguir aduzidos.
 
I- DOS FATOS
 
 Segundo inquérito policial, na noite do dia 01 de dezembro de 2008, por meio de uma
denúncia anônima, a autoridade policial entrou na residência do acusado, e apreendeu
vários DVDs com suposto conteúdo pornográfico destinado à venda.
 
 Em razão disso, o Ministério Público ofertou denúncia em seu desfavor, com fulcro no artigo
234, do Código Penal. Desconsiderando, desta forma, o resultado do exame pericial (fl.), o
qual constatou que os DVDs apreendidos eram “virgens” e não apresentavam quaisquer
gravações de materiais pornográficos. 
Agravo em Execução
Apelação
Carta Testemunhável
Correição Parcial
Embargos de Declaração
Embargos Infringentes
Habeas Corpus
Memoriais
Prisão Provisória
Queixa-Crime
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Recurso Ordinário Constitucional
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01/04/2018 Exame de Ordem OAB Segunda Fase Penal: Reposta à Acusação: Exercício Resolvido
http://oabsegundafase.blogspot.com.br/2014/05/reposta-acusacao-exercicio-resolvido.html#more 2/3
 
II- DAS PRELIMINARES
 
a) Prescrição da pretensão punitiva
 
Preliminarmente, cabe ressaltar que a pretensão punitiva está prescrita com fulcro no artigo
109, inciso V cumulado com artigo 115, ambos do Código Penal, devendo ser declarada
assim, a extinção da punibilidade do acusado, com base no artigo 107, inciso IV, do Código
Penal, e consequente, ser decretada a absolvição sumária do acusado, com fundamento no
artigo 397, inciso IV, do Código de Processo Penal. 
 
 "A" foi denunciado pela suposta prática de crime de ultraje público ao pudor, de escrito ou
objetos obscenos, previsto no artigo 234 do Código Penal, crime este, que prevê pena de
detenção de seis meses a dois anos, ou multa. Assim, nos termos do artigo 109, inciso V do
Código Penal, o crime tem prescrição em quatros anos. 
 
 Todavia, na data do suposto crime, o denunciado contava com dezoito anos de idade,
condições que reduzem o prazo prescricional a metade, nos termos do artigo 115 do Código
Penal. Desta forma, a pretensão punitiva prescreve em dois anos. Ocorre que entre a data
do suposto crime, 01 de dezembro de 2008 (artigo 111, inciso I, do Código de Processo
Penal), e o recebimento da denúncia, 03 de fevereiro de 2011, transcorreram o prazo
prescricional de dois anos e três meses, ou seja, a pretensão punitiva está prescrita, nos
termos do artigo 107, inciso IV, do Código Penal, devendo ser declarada extinta punibilidade
do acusado, e, consequentemente sua absolvição sumária nos termos do artigo 397, inciso
IV do Código de Processo Penal.
 
b) Incompetência de Juízo 
 
 Cabe ainda, a título preliminar, alegar a incompetência de juízo com a decretação da
nulidade nos termos do artigo 564, inciso I do Código de Processo Penal, em razão
da violação do artigo 5º, inciso LIII da Constituição Federal e do artigos 60 e 61 da Lei
9.099/95, uma vez que o crime descrito na denúncia é de menor potencial ofensivo e tem
seu processamento perante o Juizado Especial Criminal. 
 
c) Ausência de proposta de suspensão condicional do processo 
 
 Cabe também, alegar preliminarmente, a ausência da proposta de suspensão condicional
do processo nos termos do artigo 89 da Lei 9099/95, o que conforme entendimento da
melhor doutrina e jurisprudencial, uma vez preenchido os requisitos para concessão do
benefício, é direito do acusado manifestar-se sobre a suspensão condicional da
pena, não cabendo mera faculdade para órgão ministerial. Desta forma, diante da ausência
da proposição do benefício supracitado, acarreta nulidade do feito, nos termos do artigo
564, inciso IV do Código de Processo Penal. 
 
 O acusado cumpri todos os requisitos do artigo 89 da Lei 9.099/95, sendo que é
primário,não está sendo processado por outro crime e não possui nenhum elemento
subjetivo que possa afastar a aplicaçao do benefício. 
 
a) Falta de condições e de justa causa para exercício da ação penal
 
 Ainda em preliminar, vale destacar que a nobre peça acusatória carece de condições
para exercício da ação penal, em razão da impossibilidade jurídica do pedido, devido
a atipicidade da conduta do acusado, devendo a peça acusatória ser rejeitada nos termos do
artigo 395, inciso II do Código de Processo Penal, assim como de justa causa, por ausência
de materialidade, nos termos do artigo 395, inciso III do Código de Processo Penal. 
 
 Há que ser reconhecida a falta de condição para exercício da ação penal, em razão da
impossibilidade jurídica do pedido, devido à atipicidade da conduta do denunciado, uma vez
que o não constituiu crime ter no interior da residencia, para uso pessoal, materiais com
conteúdos pornográfico, conforme restou provado durante a fase inquisitiva. 
 
 De outro modo, a ação policial foi motivada por uma denúncia anônima e não foi colhido
nos autos outros elementos que evidencie atividade de comercio de materiais pornográficos,
e ainda, não foi constatado existência de conteúdo pornográficos gravado nos DVDs
apreendidos na residência, conforme laudo pericial às folhas ( ). 
 
 Ante o exposto, há que ser rejeitada a peça acusatória como forma da mais lídima
justiça, nos termos do artigo 564 incisos II e/ou III do Código de Processo Penal. 
 
III - DO MÉRITO 
 
 De início cabe-nos argumentar que inexiste condição para exercício da ação penal, pela
impossibilidade jurídica do pedido, em razão da atipicidade da conduta do denunciado, uma
vez que a conduta imputada a ele não constitui evidentemente crime, devendo assim, ser
decretada a absolvição sumária, com fundamento no artigo 397, inciso III do Código de
Processo Penal. 
 
 Não há crime no simples fato do agente ter no interior de sua residência, para uso
NOTÍCIAS em 29/03/2018
Ex-assistente de conselho profissional é
condenado por estelionato por fingir ser
advogado
(http://www.jornaljurid.com.br/noticias/ex-
assistente-de-conselho-profissional-e-
condenado-por-estelionato-por-fingir-ser-
advogado)
Com novo enquadramento da denúncia, o acusado
teve a pena reduzida para 2 anos, 11 meses e 15
dias de reclusão. Na prática, porém, a pena
convertida manteve a prestação de serviços
comunitários e a prestação pecuniária no valor de
R$ 10 mil.
NOTÍCIAS em 29/03/2018
Supremo Tribunal Federal cassa decisão do
TJ MS i l ú l i l t
(http://www.jornaljurid.com.br)
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#stf
PIOR DO QUE AS MENTIRAS DE
É O #STF...TENTANDO SALVÁ-
 #LulaDay#1deabril
Cassiavel
@cassiavel
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01/04/2018 Exame de Ordem OAB Segunda Fase Penal: Reposta à Acusação: Exercício Resolvido
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às 13:22 
pessoal, materiais com conteúdos pornográfico, conforme restou provado durante a fase
inquisitiva. 
 
 O tipo penal narrada na denúncia é claro ao tipificar a venda, distribuição ou exposição
pública de objetos obscenos. O que não ocorreu. 
 
 A ação policial foi motivada por uma denúncia anônima e, assim, não foi colhido nos
autos de inquérito outros elementos que evidencie atividade de comercio de materiais
pornográficos, e ainda, não foi constatado existência de conteúdo pornográficos gravado nos
DVDs apreendidos na residência, conforme laudo pericial às folhas ( ). 
 
 Constata a atipicidade da conduta, é de direito e justiça que seja decretada a absolvição
sumária do acusado, no termos do artigo 397, inciso III do Código de Processo Penal. 
 
IV - DO PEDIDO 
 
 Diante do exposto, juntando nesta oportunidade o rol de testemunha, abaixo arroladas
e identificadas, requer-se a Vossa Excelência: 
 
a) a Absolvição Sumária do acusado, com base no artigo 397, inciso IV, do Código de
Processo Penal, em razão da extinção da punibilidade, pela prescrição da pretensão
punitiva; 
 
b) não entendendo pela prescrição, que seja decretado a Absolvição Sumária do acusado,
com fundamento no artigo 397, inciso III do Código de Processo Penal, uma vez que o fato
narrado evidentemente não constituir crime. 
 
c) Apenas por cautela, caso não acolha a tese de absolvição sumária, requer a declaração
da incompetência da Justiça comum para apurar o feito com respaldo nos artigos 5º, inciso
LIII e artigo 61 da Lei 9.099/95; 
 
d) A rejeição da denúncia com fundamento no artigo 395, inciso II do Código de Processo
Penal, dada a ausência de condição para exercício da ação penal; 
 
e) A rejeição da denúncia com fundamento no artigo 395, inciso III do Código de Processo
Penal, dada da falta de justa causa para o regular exercício da ação penal. 
 
 
 
 
 
 
Neste termos,
Pede deferimento.
 
Cidade, UF, Dia, mês, ano.
 
 
_____________________________
Advogado 
OAB/Estado, Nº ___
 
 
 
Rol de Testemunhas: 
Testemunha: ________ 
 
Testemunha: ________ 
 
STF
STJ
 343,075
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