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SERVIÇO SOCIAL TCC

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demais serviços sócios assistenciais e outras políticas públicas no intuito de estruturar uma rede efetiva de proteção social.
As mulheres violentadas o atendimento no CREAS é feito através de acompanhamento a ela e aos seus filhos, visando à garantia dos direitos, prevenção e enfrentamento da violência. O CREAS também tem como objetivo contribuir com ações de prevenção, atendimento integral e humanizado às mulheres em situação de violência; bem como com a articulação entre o Sistema Único de Assistência Social (SUAS).
 2.1 - A atuação do Assistente Social junto às vítimas da violência doméstica contra mulher. 
Desde a origem da profissão do Serviço social se observa que tanto o profissional quanto as conquistas dos movimentos feministas caminham juntos na busca de melhorias para as condições de vidas das mulheres sempre priorizando seu valor na sociedade, onde aos poucos foram conquistando seu espaço. É nesta linha de pensamento que até hoje os Assistentes Sociais trilham sua atuação e cada vez mais se atualizando frente às transformações da sociedade.
Diante disto a entrevista realizada com a Assistente Social do CREAS essa informou que em relação à violência contra a mulher o profissional orienta, discute estratégias e encaminhando as mulheres para onde possam receber atendimento eficiente e ter os seus direitos garantidos. O assistente social utiliza alguns instrumentos técnicos para uma melhor avaliação dos casos de violência contra a mulher. Pode-se citar a entrevista, que é feita com a mulher vítima da violência, onde se desenvolve através do processo de escuta e observação, sempre priorizando a atenção aos sentimentos expressos pela mulher. Também a visita domiciliar é utilizado para conhecer a realidade da qual a mulher vive. A reunião com grupos de mulheres que sofrem violência tem contribuído muito para retirá-las do processo de angústia e baixa estima onde elas acabam sendo inseridas depois da violência sofrida. A troca de informações entre elas é fundamental para a fortificação dos sentimentos e encorajamento para levarem adiante as denúncias.
As mulheres que estão em situação de violência doméstica contra mulher devem ter prioridades nos critérios de seleção para ela e seus filhos, devido à situação de vulnerabilidade social. É importante destacar que as melhorias na qualidade dos serviços oferecidos as mulheres em situação de violência bem como mudanças na legislação, a criação de novas leis que atendam a essa dificuldade, as campanhas, eventos, seminários e passeatas destinadas à defesa da mulher, tudo isso fez com que sensibilizasse a sociedade nesta luta pelos direitos das mulheres, contribuindo muito para as vitórias já alcançadas. 
Segundo Sarmento:
[..] o assistente social entra em contato com um cliente ele estabelece uma dada relação, a qual é sempre consequência das relações sociais de produção. O relacionamento é esta ação profissional intencional na relação, isto é, processo de mediação de relações sociais [...] (1994:264).
Os grandes desafios enfrentados pelo profissional são de auxiliar a vitima de violência doméstica contra mulher na questão de abrigá-la em local seguro no primeiro momento da violência ocorrida, logo após garantir que levando em frente o boletim ocorrência não mais sofrerá agressões. Outro desafio é a independência emocional e financeira que a vítima tem com o agressor, fazendo com que a mesma fique acorrentada ao sendo sujeitada a constantes humilhações. Sem este porto seguro a vítima volta para a mesma condição de vida, pois não tem nenhuma garantia de que estará segura ou que possa garantir segurança aos filhos.
CRONOGRAMA
	ETAPAS
	2019
	
	FEV
	MAR
	ABR
	MAI
	JUN
	Levantamento bibliográfico
	X
	
	
	
	
	Elaboração do pré-projeto
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	Coleta de dados
	
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	Análise dos dados
	
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	Revisão teórica
	
	
	X
	
	
	Elaboração e divulgação
	
	
	
	X 
	
	Avaliação do projeto
	
	
	
	
	X 
REFERÊNCIAS
AGUIAR, Cristina et al. Guia de serviços de atenção a pessoas em situação de violência. Salvador: Fórum Comunitário de Combate a Violência/Grupo de Trabalho Rede de Atenção, 2002.
MILLER, Mary Susan. Feridas invisíveis: abuso não-físico contra mulheres. Tradução Denise Maria Bolanho. São Paulo: Summus, 1999.
AZEVEDO, Maria Amélia. Violência física contra a mulher: dimensão possível da condição feminina, braço forte do machismo, face oculta da família patriarcal ou efeito perverso da educação diferenciada? Mulheres espancadas: a violência denunciada. São Paulo: Cortez, 1985. p. 45-75.
KASHANI, Javad H.; ALLAN, Wesley D. The impact of family violence on children and adolescents. Thousand Oaks, Ca: Sage,1998.
WALKER, Leonore E.A. The battered woman. New York: Harper and How, 1979. 
BRASIL. Lei nº 11.340/2006. Lei Maria da Penha: a luta fazendo a lei. Brasília, 2007.
SARMENTO, Helder Bosca. Instrumentos e Técnicas do Serviço Social. São Paulo: PUC, 1994. Dissertação de Mestrado.

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