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CAPÍTULO 2
A inclusão e o PPP dA escolA: 
AdAPtAções curriculAres, Procedimentos 
de ensino e AvAliAção
A partir da concepção do saber fazer, neste capítulo você terá os seguintes 
objetivos de aprendizagem:
 3 Compreender a importância da consonância entre o PPP da escola e a Legislação 
referente à Educação inclusiva. 
 3 Conhecer adaptações curriculares para propiciar a inclusão de crianças com 
deficiência física na escola. 
 3 Refletir acerca da avaliação nos processos de inclusão de crianças com 
necessidades especiais na escola a partir dos documentos norteadores das 
Práticas Pedagógicas. 
32
 Prática Pedagógica em Deficiência Física
33
A inclusão e o PPP dA escolA: AdAPtAções curriculAres, 
Procedimentos de ensino e AvAliAção Capítulo 2 
contextuAlizAção
Este capítulo abordará um tema muito importante no que tange às 
discussões e aos direcionamentos para a inclusão escolar de alunos com 
deficiência física: O Projeto Político Pedagógico (PPP) da Escola.
 
Sabe-se que a compreensão da legislação é um grande passo para 
pensar a escola inclusiva, no entanto isto não basta se o PPP das escolas não 
tiver convergência com o que a lei preconiza, se não existirem adaptações 
curriculares e discussão acerca da avaliação neste documento.
A partir de agora, discutiremos este entrelaçamento entre o PPP, a 
legislação, as adaptações curriculares e os processos de avaliação em busca 
da inclusão do deficiente físico nas escolas. 
QuAndo A legislAção e o PPP dA escolA se 
encontrAm
Escola Inclusiva significa educar todos os alunos em salas de aula 
comuns; isto significa que todos, sem exceção, recebem educação e 
frequentam as mesmas aulas. E, consequentemente, significa que todos 
recebem oportunidades educacionais adequadas, além disso, é necessário 
também que o aluno ou seu professor receba e busque também todo o auxílio 
que necessitar e para oferecer este ensino. Mas, além disto, a escola inclusiva 
é um local em que todos fazem parte, em que existe aceitação e cooperação 
entre seus membros.
A educação inclusiva concebe a escola como um espaço 
de todos, no qual os alunos constroem o conhecimento 
segundo suas capacidades, expressam suas idéias 
livremente, participam ativamente das tarefas de ensino e se 
desenvolvem como cidadãos, nas suas diferenças.
Nas escolas inclusivas, ninguém se conforma a padrões 
que identificam os alunos como especiais e normais, 
comuns. Todos se igualam pelas suas diferenças! 
(BRASIL, 2010, p.08)
Neste sentido, a inclusão escolar dispõe de algumas estratégias, a saber:
34
 Prática Pedagógica em Deficiência Física
É ingenuidade pensar 
que ações isoladas 
e individualizadas 
garantem a inclusão na 
escola. A inclusão na 
escola comum precisa 
ser pensada por todos, 
necessita ser discutida 
por todos e vivenciada 
por todos.
• Frequência de todos os alunos 
em sala de aula comum com a 
mesma faixa etária.
• Frequência do aluno com 
necessidades especiais 
em uma escola de sua 
comunidade.;
• O professor é responsável por 
todos os alunos, independente 
de suas peculiaridades;
• Inclusão do aluno na vida social 
da escola.
Figura 06 - Inclusão escolar
Fonte: Disponível em: <http://
eusouluzpazeamor.blogspot.com/>.
Acesso em: 10 abr. 2013.
Essas estratégias não devem ser pensadas de forma isolada e sim através 
do grupo de educadores das escolas a partir da legislação e da implementação 
nos documentos oficiais da escola, entre eles o PPP, como também da própria 
prática. “A escola comum se torna inclusiva quando reconhece as diferenças 
dos alunos diante do processo educativo e busca a participação e o progresso 
de todos, adotando novas práticas pedagógicas” (BRASIL, 2010, p.09). 
Segundo o documento “A escola Comum” do MEC: 
O Projeto Político Pedagógico é o instrumento por excelência 
para melhor desenvolver o plano de trabalho eleito e definido 
por um coletivo escolar; ele reflete a singularidade do grupo 
que o produziu, suas escolhas e especificidades. (BRASIL, 
2010, p.10)
Para os autores deste documento, é ingenuidade pensar que ações 
isoladas e individualizadas garantem a inclusão na escola. A inclusão na escola 
comum precisa ser pensada por todos, necessita ser discutida por todos e 
vivenciada por todos.
A organização do PPP da escola e as discussões acerca da inclusão 
escolar permitem um diálogo que trata das especificidades do ambiente, da 
35
A inclusão e o PPP dA escolA: AdAPtAções curriculAres, 
Procedimentos de ensino e AvAliAção Capítulo 2 
comunidade, enfim do contexto da escola! Essa discussão deverá alicerçar, 
normatizar e institucionalizar as ações a serem desenvolvidas por toda a 
comunidade escolar. Assim o PPP deverá abordar:
• O contexto da escola.
• A concepção de inclusão.
• A compreensão do Atendimento Educacional Especializado.
• As estratégias de integração e socialização dos alunos.
• Os recursos e materiais adaptados.
• As adaptações curriculares.
• As formas de registros e avaliação.
• A função social da escola e dos sujeitos envolvidos.
Figura 07- Construção coletiva
Fonte: Disponível em: <http://www.trxantoniocarlos.
seed.pr.gov.br>. Acesso em: 10 abr. 2013.
Para ampliar nosso conhecimento sobre o PPP da escola, 
sugerimos a leitura do texto da professora Maria Terezinha da 
Consolação Teixeira dos Santos.
36
 Prática Pedagógica em Deficiência Física
Este texto aponta aspectos fundamentais referentes ao PPP 
da Escola, bem como aspectos relacionados à inclusão escolar, 
dentro deste documento.
PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO
O PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO, AUTONOMIA 
E GESTÃO DEMOCRÁTICA
Autora - Maria Terezinha da Consolação Teixeira dos Santos
A constatação de que a realidade escolar é dinâmica e 
depende de todos dá força e sentido à elaboração do PPP, 
entendido não apenas como um mero documento exigido 
pela burocracia e administração escolar, mas como registro 
de significados a serem outorgados ao processo de ensino 
e de aprendizagem, que demanda tomada de decisões e 
acompanhamento de ações consequentes.
O PPP não pode ser um documento paralelo que não diz 
respeito, que não atravessa o cotidiano escolar e fica restrito à 
categoria de um arquivo ou de uma alegoria, de caráter residual. 
Ele altera a estrutura escolar e escrevê-lo e arquivá-lo nos registros 
da escola só serve para acomodar a consciência dos que não têm 
um verdadeiro compromisso com uma escola de todos, por todos 
e para todos.
Nossa legislação educacional é clara no que toca à exigência 
de a escola ter o seu PPP; ela não pode se furtar ao compromisso 
assumido com a sociedade de formação e de desenvolvimento 
do processo de educação, devidamente planejado. 
A exigência legal do PPP está expressa na LDBEN - Lei Nº. 
9.394/96 que, em seu artigo 12, define, entre as atribuições de 
uma escola, a tarefa de “[...] elaborar e executar sua proposta 
pedagógica”, deixando claro que ela precisa fundamentalmente 
saber o que quer e colocar em execução esse querer, não ficando 
apenas nas promessas ou nas intenções expostas no papel.
Ao sistematizar estas escolhas e decisões, o PPP, a 
partir de um estudo da demanda da realidade escolar cria as 
condições necessárias para a elaboração do planejamento e 
o desenvolvimento do trabalho da sua equipe e da avaliação 
processual das etapas e metas propostas.
37
A inclusão e o PPP dA escolA: AdAPtAções curriculAres, 
Procedimentos de ensino e AvAliAção Capítulo 2 
Para Gadotti e Romão (1997), o Projeto Político Pedagógico 
deve ser entendido como um horizonte de possibilidades para a 
escola. O Projeto imprime uma direção nos caminhos a serem 
percorridos pela escola. Ele se propõe a responder a um feixe 
de indagaçõesde seus membros, tais como: qual educação 
se quer e qual tipo de cidadão se deseja, para qual projeto de 
sociedade? O PPP propõe uma organização que se funda no 
entendimento compartilhado dos professores, alunos e demais 
interessados em educação. 
Todas as intenções da escola, reunidas no Projeto Político 
Pedagógico, conferem-lhe o caráter POLÍTICO, porque ele 
representa a escolha de prioridades de cidadania em função 
das demandas sociais. O PPP ganha status PEDAGÓGICO ao 
organizar e sistematizar essas intenções em ações educativas 
alinhadas com as prioridades estabelecidas.
O caráter coletivo e a necessidade de participação de todos 
é inerente ao PPP, pois ele não se resume a um mero plano ou 
projeto burocrático, que cumpre as exigências da lei ou do sistema 
de ensino. Trata-se de um documento norteador das ações da 
escola que, ao mesmo tempo, oportuniza um exercício reflexivo do 
processo para tomada de decisões no seu âmbito.
O professor, portanto, ao contribuir para a elaboração do 
PPP, bem como ao participar de sua execução no cotidiano da 
escola, tem a oportunidade de exercitar um ensino democrático, 
necessário para garantir acesso e permanência dos alunos nas 
escolas e para assegurar a inclusão, o ensino de qualidade e a 
consideração das diferenças dos alunos nas salas de aula. Exercer 
esse papel como um dos mentores do PPP não é uma obrigação 
formal, mas o resultado de um envolvimento pessoal do professor. 
Nesse sentido, vem antes a sua disposição de participar, porque 
contribuir é reconhecer a importância de sua colaboração para que 
o projeto se execute.
Nos textos legais, fica clara a ênfase dada ao Projeto Político 
Pedagógico de cada escola, bem como a reiteração de que a 
proposta seja construída e administrada à luz de uma gestão 
democrática. Evidencia-se na legislação o caráter da comunidade 
escolar participativa e ampliada para além dos muros escolares, 
com compromisso conjunto nos rumos da educação dos cidadãos. A 
gestão democrática ampliada nos contornos da comunidade ganha, 
por meio do texto legal, condições de ser exercida com autonomia.
38
 Prática Pedagógica em Deficiência Física
Embora a escola não seja independente de seu sistema de 
ensino, ela pode se articular e interagir com autonomia como parte 
desse sistema que a sustenta, tomando decisões próprias relativas 
às particularidades de seu estabelecimento de ensino e da sua 
comunidade. [...]
[...] Entretanto, mesmo outorgada por lei, a autonomia escolar 
é construída aos poucos e cotidianamente. Do ponto de vista 
cultural e educacional, encontram-se poucas experiências de 
construção da autonomia e do cultivo de hábitos democráticos. [...]
Os professores constroem a democracia no cotidiano escolar 
por meio de pequenos detalhes da organização da prática 
pedagógica. Nesse sentido, fazem a diferença: o modo de trabalhar 
os conteúdos com os alunos; a forma de sugerir a realização de 
atividades na sala de aula; o controle disciplinar; a interação dos 
alunos nas tarefas escolares; a sistematização do AEE no contra-
turno; a divisão do horário; a forma de planejar com os alunos; a 
avaliação da execução das atividades de forma interativa.
Embora já tenhamos uma Constituição, estatutos, legislação, 
políticas educacionais e decretos que propõem e viabilizam 
novas alternativas para a melhoria do ensino nas escolas, ainda 
atendemos a alunos em espaços escolares semi ou totalmente 
segregados, tais como as classes especiais, as turmas de 
aceleração, as escolas especiais, as aulas de reforço, entre outros. 
O salto da escola dos diferentes para a escola das diferenças 
demanda conhecimento, determinação, decisão. As propostas de 
mudança variam e dependerão de disposição, discussões, estudos, 
levantamento de dados e iniciativas a serem compartilhadas pelos 
seus membros, enfim, de gestões democráticas das escolas, que 
favoreçam essa mudança.
Muitas decisões precisam ser tomadas pelas escolas ao 
elaborarem seus Projetos Político Pedagógicos, entre as quais 
destacamos algumas, que estão diretamente relacionadas com 
as mudanças que se alinham aos propósitos da inclusão: fazer da 
aprendizagem o eixo das escolas, garantindo o tempo necessário 
para que todos possam aprender; reprovar a repetência; abrir 
espaço para que a cooperação, o diálogo, a solidariedade, 
a criatividade e o espírito crítico sejam praticados por seus 
professores, gestores, funcionários e alunos, pois essas são 
habilidades mínimas para o exercício da verdadeira cidadania; 
39
A inclusão e o PPP dA escolA: AdAPtAções curriculAres, 
Procedimentos de ensino e AvAliAção Capítulo 2 
Mesmo havendo 
um Projeto Político 
Pedagógico que 
oriente as ações 
educativas da 
escola, há que existir 
uma entrega, uma 
disposição individual 
ou grupal de sua 
equipe de se expor 
a uma experiência 
educacional diferente 
das que estão 
habituados a viver.
valorizar e formar continuamente o professor, para que ele possa 
atualizar-se e ministrar um ensino de qualidade.
No nível da sala de aula e das práticas de ensino, a 
mobilização do professor e/ou de uma equipe escolar em torno de 
uma mudança educacional como a inclusão não acontece de modo 
semelhante em todas as escolas. Mesmo havendo um Projeto 
Político Pedagógico que oriente as ações educativas da escola, há 
que existir uma entrega, uma disposição individual ou grupal de 
sua equipe de se expor a uma experiência educacional diferente 
das que estão habituados a viver. Para que qualquer transformação 
ou mudança seja verdadeira, as pessoas têm de ser tocadas pela 
experiência. Precisam ser receptivas, disponíveis e abertas a 
vivê-la, baixando suas guardas, submetendo-se, entregando-se à 
experiência [...] sem resistências, sem segurança, poder, firmeza, 
garantias (BONDÍA, 2002).
As mudanças não ocorrem pela mera adoção de práticas 
diferentes de ensinar. Elas dependem da elaboração dos 
professores sobre o que lhes acontece no decorrer da 
experiência educacional inclusiva que eles se propuseram a 
viver. O que vem dos livros e o que é transmitido aos professores 
nem sempre penetram em suas práticas. A experiência a que 
nos referimos não está relacionada com o tempo dedicado ao 
magistério, ao saber acumulado pela repetição de uma mesma 
atividade utilitária, instrumental. Estamos nos referindo ao saber 
da experiência, que é subjetivo, pessoal, relativo, adquirido nas 
ocasiões em que entendemos e atribuímos sentidos ao que 
nos acontece, ao que nos passa, ao que nos sucede ao viver a 
experiência (BONDÍA, 2002).
O reconhecimento de que os alunos aprendem segundo suas 
capacidades não surge de uma hora para a outra, só porque as 
teorias assim afirmam. Acolher as diferenças terá sentido para o 
professor e fará com que ele rompa com seus posicionamentos 
sobre o desempenho escolar padronizado e homogêneo dos 
alunos, se ele tiver percebido e compreendido por si mesmo essas 
variações, ao se submeter a uma experiência que lhe perpassa 
a existência. O professor, então, desempenhará o seu papel 
formador, que não se restringe a ensinar somente a uma parcela 
dos alunos que conseguem atingir o desempenho exemplar 
esperado pela escola. Ele ensina a todos, indistintamente.
40
 Prática Pedagógica em Deficiência Física
[...] Opor-se a inovações educacionais, resguardando-se 
no despreparo para adotá-las, resistir e refutá-las simplesmente, 
distancia o professor da possibilidade de se formar e de se 
transformar pela experiência. Oposições e contraposições à 
inclusão incondicional são freqüentes entre os professores e adiam 
projetos do ensino comum e especial focados na inserção das 
diferenças nas escolas.
É nos bancos escolares que se aprende a viver entre os nossos 
pares, a dividir as responsabilidades, a repartir tarefas.Nesses 
ambientes, desenvolvem-se a cooperação e a produção em grupo 
com base nas diferenças e talentos de cada um e na valorização 
da contribuição individual para a consecução de objetivos comuns 
de um mesmo grupo.
A interação entre colegas de turma, a aprendizagem 
colaborativa, a solidariedade entre alunos e entre estes e o 
professor devem ser estimuladas. Os professores, quando buscam 
obter o apoio dos alunos e propõem trabalhos diversificados e em 
grupo, desenvolvem formas de compartilhamento e difusão dos 
conhecimentos nas salas de aula.
A formação de turmas tidas como homogêneas é um dos 
argumentos de defesa dos professores, gestores e especialistas 
em favor da qualidade do ensino, que precisa ser refutado, porque 
se trata de uma ilusão que compromete o ensino e exclui alunos.
A avaliação de caráter classificatório, por meio de notas, provas 
e outros instrumentos similares, mantém a repetência e a exclusão 
nas escolas. A avaliação contínua e qualitativa da aprendizagem, 
com a participação do aluno, tendo, inclusive, a intenção de 
avaliar o ensino oferecido e torná-lo cada vez mais adequado à 
aprendizagem de todos os alunos conduz a outros resultados. A 
adoção desse modo de avaliar com base na qualidade do ensino 
e da aprendizagem já diminuiria substancialmente o número de 
alunos que são indevidamente avaliados e categorizados como 
deficientes nas escolas comuns.
Os professores em geral concordam com novas alternativas de 
se avaliar os processos de ensino e de aprendizagem e admitem 
que as turmas são naturalmente heterogêneas. 
Sentem-se, contudo, inseguros diante da possibilidade de 
fazer uso dessas alternativas em sala de aula e inovar as rotinas de 
trabalho, rompendo com a organização pedagógica pré-estabelecida.
41
A inclusão e o PPP dA escolA: AdAPtAções curriculAres, 
Procedimentos de ensino e AvAliAção Capítulo 2 
Ao contrário do que se pensa e se faz, as práticas escolares 
inclusivas não implicam um ensino adaptado para alguns alunos, 
mas sim um ensino diferente para todos, em que os alunos tenham 
condições de aprender, segundo suas próprias capacidades, sem 
discriminações e adaptações.
A ideia do currículo adaptado está associada à exclusão na 
inclusão dos alunos que não conseguem acompanhar o progresso 
dos demais colegas na aprendizagem. Currículos adaptados 
e ensino adaptado negam a aprendizagem diferenciada e 
individualizada. O ensino escolar é coletivo e deve ser o mesmo 
para todos, a partir de um único currículo. É o aluno que se adapta 
ao currículo, quando se admitem e se valorizam as diversas formas 
e os diferentes níveis de conhecimento de cada um.
[...] As propostas curriculares, quando contextualizadas, 
reconhecem e valorizam os alunos em suas peculiaridades de 
etnia, de gênero, de cultura. Elas partem das vidas e experiências 
dos alunos e vão sendo tramadas em redes de conhecimento, 
que superam a tão decantada sistematização do saber. O 
questionamento dessas peculiaridades e a visão crítica do 
multiculturalismo trazem uma perspectiva para o entendimento das 
diferenças, a qual foge da tolerância e da aceitação, atitudes estas 
tão carregadas de preconceito e desigualdade.
Essa concepção questiona a exclusão social e demais formas 
de privilégios e de hierarquias das sociedades contemporâneas, 
indagando sobre as diferenças e apoiando movimentos de 
resistência dos dominados.
Outras práticas educacionais inclusivas que derivam dos 
propósitos de se ensinar à turma toda, sem discriminações, 
por vezes são refutadas pelos professores ou aceitas com 
parcimônia, desconfiança e sob condições. Motivos não faltam 
para que eles se comportem desse modo. Muitos receberam sua 
própria formação dentro do modelo conservador, que foi sendo 
reforçado dentro das escolas. 
Fonte: Disponível em: <http://arivieiracet.blogspot.com.br/2011/01/
projeto-politico-pedagogico.html>. Acesso em: 10 abr. 2013.
42
 Prática Pedagógica em Deficiência Física
Atividade de Estudos: 
1) E você pós-graduando, já participou da elaboração do PPP da 
sua escola?
 Com base no texto da professora Maria Terezinha, escreva 
quais são os pontos mais comuns discutidos na elaboração dos 
PPP´s.
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A inclusão e o PPP dA escolA: AdAPtAções curriculAres, 
Procedimentos de ensino e AvAliAção Capítulo 2 
É importante lembrar 
que o PPP é um 
documento que deve 
ter sua construção 
alicerçada ao trabalho 
coletivo da escola, 
bem como deve estar 
em consonância com 
a legislação que o 
ampara.
A figura a seguir ilustra as bases para a construção de um PPP.
Figura 08 - PPP escolar
Fonte: Disponível em: <http://www.moodle.ufba.br/file.php/8854/
ACERVO/Mapa_PPP.jpg>. Acesso em: 10 abr. 2013.
É importante lembrar que o PPP é um documento que deve ter sua 
construção alicerçada ao trabalho coletivo da escola, bem como deve estar em 
consonância com a legislação que o ampara.
Participar da construção do PPP é um direito e uma obrigação de toda 
a comunidade escolar; torná-lo um documento que respeite e valorize as 
diferenças e institucionalizá-lo também é um dever de todos. 
AdAPtAções curriculAres PArA criAnçAs com 
deficiênciA físicA
As adaptações curriculares para crianças com deficiência física podem 
variar desde uma simples adaptação de material, como um engrossador 
44
 Prática Pedagógica em Deficiência Física
Indiferente às 
adaptações planejadas 
e organizadas, 
é necessário 
compreender as 
características das 
escolas inclusivas.
de lápis, até adaptações que envolvem a comunicação alternativa, por 
exemplo. Tais ações dependerão da deficiência física apresentada pela 
criança ou pelo adolescente.
Indiferente às adaptações planejadas e organizadas, é necessário 
compreender as características das escolas inclusivas, afinal será que todas 
as escolas apresentam tais características? Será que todas as comunidades 
escolares apresentam-se de forma inclusiva?
A seguir apresentaremos as principais características das escolas 
inclusivas segundo Sassaki (1997).
Figura 05 - Características das escolas inclusivas
1. Um senso de 
pertencer
Filosofia e visão de quetodas as crianças perten-
cem à escola e à comunidade e de que podem 
aprender juntas.
2. Liderança A equipe Gestora envolve-se ativamente com a escola 
toda no provimento de estratégias.
3. Padrão de 
excelência
Os altos resultados educacionais refletem as necessi-
dades individuais dos alunos.
4. Colaboração e 
cooperação
Envolvimento de alunos em estratégias de apoio 
mútuo (ensino de iguais, sistema de companheiro, 
aprendizado cooperativo, ensino em equipe, co-ensino, 
equipe de assistência aluno-professor etc.).
5. Novos papéis e 
responsabilidades
Os professores falam menos e assessoram mais, 
psicólogos atuam mais junto aos professores nas salas 
de aula, todo o pessoal da escola faz parte do proces-
so de aprendizagem.
6. Parceria 
com os pais
Os pais são parceiros igualmente essenciais na educa-
ção de seus filhos.
7. Acessibilidade Todos os ambientes físicos são tornados acessíveis e, 
quando necessário, é oferecida tecnologia assistiva.
8. Ambientes flexíveis 
de aprendizagem
Espera-se que os alunos se promovam de acordo com 
o estilo e ritmo individual de aprendizagem e não de 
uma única maneira para todos.
45
A inclusão e o PPP dA escolA: AdAPtAções curriculAres, 
Procedimentos de ensino e AvAliAção Capítulo 2 
9. Estratégias 
baseadas em 
pesquisas
Aprendizado cooperativo, adaptação curricular, ensino de 
iguais, instrução direta, ensino recíproco, treinamento em 
habilidades sociais, instrução assistida por computador, 
treinamento em habilidades de estudar etc.
10. Novas formas de 
avaliação escolar
Dependendo cada vez menos de testes padronizados, 
a escola usa novas formas para avaliar o progresso de 
cada aluno rumo aos respectivos objetivos.
11. Desenvolvimento 
profissional 
continuado
Aos professores são oferecidos cursos de aperfeiçoa-
mento contínuo visando a melhoria de seus conheci-
mentos e habilidades para melhor educar seus alunos.
Fonte: Disponível em: <http://www.inclusao.com.br/
projeto_textos_22.htm>. Acesso em: 10 abr. 2013.
Quando uma escola caracteriza-se como inclusiva, constantemente 
avança em busca de novas estratégias para garantir a inclusão escolar, 
discutindo, pesquisando e inovando nas práticas educacionais. As adaptações 
envolvem muito mais do que organização de materiais e espaços, elas 
envolvem pessoas de diferentes segmentos e, segundo o documento 
Adaptações Curriculares do MEC (BRASIL, 2000), tais adaptações podem ser 
classificadas como de pequeno ou grande porte. 
As Adaptações Curriculares de Pequeno Porte (Adaptações 
Não Significativas) são modificações promovidas no 
currículo, pelo professor de forma a permitir e promover 
a participação produtiva dos alunos que apresentam 
necessidades especiais no processo de ensino e 
aprendizagem, na escola regular, juntamente com seus 
parceiros coetâneos. São denominadas de Pequeno Porte 
(Não Significativas) porque sua implementação encontra-
se no âmbito de responsabilidade e de ação exclusivos do 
professor, não exigindo autorização, nem dependendo de 
ação de qualquer outra instância superior, nas áreas política, 
administrativa, e/ou técnica. (BRASIL, 2000, p.08)
São consideradas adaptações de Pequeno Porte:
ADAPTAÇÕES DE PEQUENO PORTE
•	Criar condições físicas, ambientais e materiais para a participação do aluno.
•	Favorecer os melhores níveis de comunicação e de interação.
46
 Prática Pedagógica em Deficiência Física
•	Favorecer a participação do aluno nas atividades escolares.
•	Atuar para a aquisição dos equipamentos, recursos e materiais específicos.
•	Adaptar materiais.
•	Adotar sistemas alternativos de comunicação.
•	Favorecer a eliminação de sentimentos de inferioridade.
•	Posicionar o aluno de forma a facilitar-lhe o deslocamento na sala de aula, 
especialmente no caso dos que utilizam cadeiras de rodas, bengalas, anda-
dores, etc..
•	Utilizar recursos ou equipamentos que favoreçam a realização das atividades 
propostas em sala de aula: pranchas para escrita, presilhas para fixar o papel 
na carteira, suporte para lápis (favorecendo a preensão), presilha de braço, 
cobertura de teclado, etc.
•	Utilizar os recursos ou equipamentos disponíveis que favoreçam a comuni-
cação dos que estiverem impedidos de falar: sistemas de símbolos (livro de 
signos, desenhos, elementos pictográficos, ideográficos e/ou outros, arbi-
trários, criados pelo próprio professor juntamente com o aluno, ou criado no 
ambiente familiar, etc.), auxílios físicos ou técnicos (tabuleiros de comunica-
ção, sinalizadores mecânicos, tecnologia de informática).
•	Utilizar textos escritos complementados por material em outras linguagens e 
sistemas de comunicação (desenhos, fala, etc.).
Fonte: Adaptado de BRASIL, 2000. Disponível em:
<http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/cartilha06.pdf>. 
Acesso em: 10 abr. 2013.
Figura 09 - Adaptações de pequeno por
te
Fonte: Disponível em: <http://oolhardoeducador.blogspot.com/2010/07/o-
uso-da-tecnologia-assistiva-no.html>. Acesso em 10 abr. 2013.
47
A inclusão e o PPP dA escolA: AdAPtAções curriculAres, 
Procedimentos de ensino e AvAliAção Capítulo 2 
Para realizar as 
adaptações de 
pequeno porte, o 
professor inicialmente 
precisa rever sua 
prática, avaliando 
conteúdos, métodos, 
organização 
metodológica e 
didática e contexto em 
que seus alunos estão 
inseridos.
Para realizar as adaptações de pequeno porte, o professor inicialmente 
precisa rever sua prática, avaliando conteúdos, métodos, organização 
metodológica e didática e contexto em que seus alunos estão inseridos.
Quais seriam então as adaptações de grande porte?
Adaptações Curriculares de Grande Porte são ajustes cuja 
implementação depende de decisões e de ações técnico-
político-administrativas, que extrapolam a área de ação 
específica do professor, e que são da competência formal 
de órgãos superiores da Administração Educacional Pública. 
(BRASIL, 2000, p.10)
ADAPTAÇÃO DE ACESSO 
AO CURRÍCULO
Adaptação do ambiente físico escolar.
Aquisição de mobiliário específico.
Aquisição dos equipamentos e recursos materiais 
específicos.
Adaptação de material de uso comum.
Capacitação continuada.
Efetivação de ações dos profissionais da área 
especial com o professor regular.
ADAPTAÇÃO DE OBJETIVOS Dentro da organização do PPP.
ADAPTAÇÃO DE CONTEÚDOS 
ESPECÍFICOS
Dentro da organização do PPP.
Participação da gestão na construção das práticas 
metodológicas.
ADAPTAÇÃO DO MÉTODO E 
ORGANIZAÇÃO DIDÁTICA
Organização diferenciada na sala de aula.
Número de alunos.
ADAPTAÇÃO DO SISTEMA DE 
AVALIAÇÃO
Sistematização dos resultados.
Reformulações nas certificações.
HOMOGENEIDADE ETÁRIA Organização de turmas.
ADAPTAÇÃO DE 
TEMPORALIDADE.
Reformulação do currículo escolar para atender às 
peculiaridades.
Fonte: Adaptado de BRASIL, 2000. Disponível em:
<http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/cartilha05.pdf>. Acesso em: 10 abr. 2013.
48
 Prática Pedagógica em Deficiência Física
Figura 10 - Adaptações de Grande Porte
Fonte: Disponível em: <www.deficienteciente.com.br>. Acesso em: 10 abr. 2013.
Em relação às adaptações para alunos com deficiência física, faz-se 
necessário:
Adaptação do edifício escolar: rampa simples com inclinação 
adequada, rampa deslizante, elevador, banheiro, pátio de 
recreio, barras de apoio, alargamento de portas, etc.
Aquisição de instrumentos e de equipamentos que favoreçam 
a comunicação e a participação do aluno nas atividades da 
vida escolar:
• mobiliário: cadeiras, mesas e carteiras adaptadas em 
função das características do aluno;
• material de apoio para locomoção: andador, colete, abdutor 
de pernas, faixas restritoras, etc.;
• material de apoio pedagógico: pranchas ou presilhas paraprender o papel na carteira, suporte para lápis, presilha de 
braço, tabuleiros de comunicação, sinalizadores mecânicos, 
tecnologia microeletrônica, sistemas aumentativos ou 
alternativos de comunicação (baseados em elementos 
representativos, em desenhos lineares, sistemas que 
combinam símbolos pictográficos, ideográficos e arbitrários, 
sistemas baseados na ortografia tradicional, de linguagem 
codificada, etc.),computadores que funcionam por contato, 
cobertura de teclado, etc. (BRASIL, 2000, p.15)
 As adaptações podem ser de pequeno ou grande porte, podem romper 
ou não com as barreiras atitudinais, podem propiciar ou não a inclusão; no 
entanto, as adaptações necessitam ser pensadas no coletivo da escola em 
busca da efetivação da inclusão escolar. A adequação do ambiente ou um 
49
A inclusão e o PPP dA escolA: AdAPtAções curriculAres, 
Procedimentos de ensino e AvAliAção Capítulo 2 
material adaptado por si só não garante a inclusão, são necessárias atitudes 
em prol da escola inclusiva, a escola de todos e para todos.
Atividade de Estudos: 
1) Agora que apresentamos as adaptações de pequeno e grande 
porte, perguntamos a você pós-graduando: quais dessas 
adaptações você já vivenciou em sua prática pedagógica?
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Para saber mais:
 
Fonte: Disponível em: <http://
portal.mec.gov.br/seesp/
arquivos/pdf/cartilha05.pdf>. 
Acesso em: 10 abr. 2013.
Fonte: Disponível em:
<http://portal.mec.gov.br/seesp/
arquivos/pdf/cartilha06.pdf>. 
Acesso em: 10 abr. 2013.
50
 Prática Pedagógica em Deficiência Física
AvAliAção e inclusão: um diálogo necessário 
Discutir avaliação não é uma especificidade da inclusão, mas sim 
da escola, da comunidade, da educação. É necessário refletir acerca 
de possibilidades, avanços e dificuldades de aprendizagem de todas as 
crianças; assim, acima de tudo, é importante indagar sobre alguns pontos 
principais que são:
• Quem avaliar?
• Como avaliar?
• Quando avaliar?
• O que avaliar?
Quando nos indagamos acerca dessas questões, pensamos na escola 
como um todo e respeitamos as diferenças.
Quem avaliar?
Implica em um olhar global que compreende que a avaliação vai além 
de instrumentos para verificar a aprendizagem dos alunos, levando em 
consideração as práticas dos professores e a própria filosofia da escola. É um 
constante repensar, reavaliar, criticar e potencializar.
Como avaliar?
Esta indagação implica em um olhar diferenciado que abrange as 
necessidades de todos os alunos. É este o momento de o professor pensar em 
estratégias que realmente apresentem um cenário sobre a aprendizagem dos 
alunos. 
Pensar em estratégias e instrumentos diferenciados para a avaliação dos 
alunos requer pesquisa acerca das necessidades, possibilidades e adaptações 
necessárias.
A avaliação de caráter classificatório, por meio de notas, 
provas e outros instrumentos similares, mantém a repetência 
e a exclusão nas escolas. A avaliação contínua e qualitativa 
da aprendizagem, com a participação do aluno, tendo, 
inclusive, a intenção de avaliar o ensino oferecido e torná-
lo cada vez mais adequado à aprendizagem de todos os 
alunos conduz a outros resultados. A adoção desse modo de 
avaliar com base na qualidade do ensino e da aprendizagem 
já diminuiria substancialmente o número de alunos que são 
indevidamente avaliados e categorizados como deficientes 
nas escolas comuns. (BRASIL, 2000, p.15)
51
A inclusão e o PPP dA escolA: AdAPtAções curriculAres, 
Procedimentos de ensino e AvAliAção Capítulo 2 
O olhar do 
professor deve 
estar voltado para 
a heterogeneidade, 
respeitando e 
valorizando a 
diversidade, e 
enriquecendo 
os processos de 
avaliação.
O olhar do professor deve estar voltado para a heterogeneidade, 
respeitando e valorizando a diversidade, e enriquecendo os processos de 
avaliação.
Figura 11 - O olhar do professor
Fonte: Disponível em: <http://www.ced.ufsc.br>. Acesso em: 10 abr. 2013.
Muitos alunos com necessidades especiais necessitam de avaliação 
adaptada, pois
abrir a possibilidade de se adaptar o sistema de avaliação 
para determinado aluno em função de suas necessidades 
educacionais especiais é uma das principais vias para 
se conseguir avaliar a aprendizagem desse aluno com 
responsabilidade e profissionalismo, e poder, então, 
promover os ajustes que se tornam necessários no processo 
de ensino para garantir seu desenvolvimento educacional. 
(BRASIL, 2000, p.23).
Assim, faz-se necessário também avaliar as necessidades individuais das 
crianças.
52
 Prática Pedagógica em Deficiência Física
Toda avaliação é 
circular, englobando 
todos os sujeitos 
envolvidos no 
processo de ensinar 
na escola.
O que e quando avaliar?
A avaliação deve acontecer de forma intensiva durante todo o processo 
de ensino e aprendizagem. O professor deve avaliar constantemente as 
ações pedagógicas, bem como o modo como os alunos manifestam sua 
aprendizagem diante de tais ações. É necessário refletir sobre os aspectos 
qualitativos, os avanços, e as necessidades de forma processual, qualificando 
o trabalho pedagógico.
A avaliação pedagógica como processo dinâmico 
considera tanto o conhecimento prévio e o nível atual de 
desenvolvimento do aluno quanto às possibilidades de 
aprendizagem futura, configurando uma ação pedagógica 
processual e formativa que analisa o desempenho do aluno 
em relação ao seu progresso individual, prevalecendo 
na avaliação os aspectos qualitativos que indiquem as 
intervenções pedagógicas do professor. No processo de 
avaliação, o professor deve criar estratégias considerando 
que alguns alunos podem demandar ampliação do tempo 
para a realização dos trabalhos e o uso da língua de sinais, 
de textos em Braille, de informática ou de tecnologia assistiva 
como uma prática cotidiana. (BRASIL, 2008, p.11)
Ou seja, devemos avaliar constantemente o processo de ensino e 
aprendizagem e todas as ações que envolvem este processo.
Toda avaliação é circular, englobando todos os sujeitos 
envolvidos no processo de ensinar na escola. Ninguém é ou 
deve se arvorar juiz do outro, porém é função dos professores 
assumirem plenamente sua posição de promotores da 
aprendizagem dos alunos, e, para isso analisar todos os 
fatores implicados no sucesso ou na dificuldade da sua 
aprendizagem, perguntando-se, constantemente: fiz o 
suficiente para que meus alunos aprendam? Qual minha cota 
de responsabilidade para seu sucesso ou fracasso escolar?
Somente desta maneira o educador estará praticando 
uma avaliação equilibrada e justa, em que se coloca como 
partícipe e também co-responsável pela aprendizagem dos 
alunos. (BEYER, 2006, p.102)
A partir do momento em que as ações convergem com os documentos 
norteadores da escola como o PPP, por exemplo, e o processo de avaliação 
engloba todos os envolvidos no processo de ensinar e aprender, levando em 
consideração as especificidades bem como as diferenças, então estaremos 
caminhando em busca da escola inclusiva...
53
A inclusão e o PPP dA escolA:AdAPtAções curriculAres, 
Procedimentos de ensino e AvAliAção Capítulo 2 
Através das 
adaptações de 
pequeno e grande 
porte, compreendemos 
o papel de cada um 
dos envolvidos no 
processo de ensinar 
e aprender em 
busca da inclusão, 
entendendo que este 
é um processo que 
necessita do auxílio do 
corpo administrativo e 
pedagógico da escola, 
bem como da família e 
da comunidade. 
AlgumAs considerAções
Neste capítulo refletimos sobre a importância de um documento 
fundamental para o bom andamento da escola: o Projeto Político Pedagógico 
(PPP).
Compreendemos que este documento deve apontar e dissertar sobre as 
adaptações necessárias para a construção de uma escola para todos. Entre 
essas adaptações, apontamos as de pequeno e grande porte, que buscam a 
inclusão das crianças com necessidades especiais.
Através das adaptações de pequeno e grande porte, compreendemos 
o papel de cada um dos envolvidos no processo de ensinar e aprender em 
busca da inclusão, entendendo que este é um processo que necessita do 
auxílio do corpo administrativo e pedagógico da escola, bem como da família 
e da comunidade. 
Refletimos sobre o processo de avaliação como uma ação conjunta que 
vai muito além de avaliar os conteúdos ministrados, pois avalia todo o processo 
de ensino e aprendizagem, bem como seus partícipes.
Os planejamentos, as ações, as adaptações e a avaliação necessária 
para a inclusão da criança com deficiência física não devem ser isolados e sim 
estar em convergência com a legislação e com os documentos norteadores da 
escola, organizados a partir de uma construção coletiva e contínua.
referênciAs
BEYER, Hugo Otto. Inclusão e Avaliação na escola. Porto Alegre: 
Mediação, 2006.
BRASIL. Referencial curricular nacional para a educação infantil. Brasília: 
MEC/SEF, 1998.
______. Adaptações Curriculares de grande porte. Brasília: MEC/SEESP, 
2000.
______. Portal de ajudas técnicas para educação: equipamento e material 
pedagógico para educação, capacitação e recreação da pessoa com 
deficiência física: recursos pedagógicos adaptados. Brasília: MEC: SEESP, 
2002, fascículo 1.
54
 Prática Pedagógica em Deficiência Física
______. A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar : a escola 
comum inclusiva. Brasília : MEC/ Universidade Federal do Ceará, 2010.
SASSAKI, Romeu Kazumi. Inclusão: Construindo uma sociedade para todos. 
Rio de Janeiro: WVA, 1997.

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