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AEROSSOLTERAPIA Profª MsC. Débora Dantas Definição O Aerossol (ar + solução) O Uso terapêutico de aerossóis diretamente no Sistema Respiratório que consistem em suspensões de partículas líquidas ou sólidas em um gás. O Possibilita efeito terapêutico máximo com pequenas dosagens medicamentosas. Aerossol O Aerossol – suspensão de partículas líquidas ou sólidas num gás. O Os aerossóis terapêuticos utilizam dispositivos que dispersam substâncias em pequenas partículas, mantendo-as em suspensão. O Aerossóis terapêuticos – soluções neutras ou medicamentosas Vantagens Objetivos O Depositar de fármacos diretamente no trato respiratório O Reduzir efeitos colaterais dos fármacos utilizados O Alterar a reologia do muco através da hidratação das secreções, facilitando assim a terapia de higiene brônquica O Utilizar como meio de diagnóstico (testes de broncoprovocação e cintilografia) Mecanismos físicos que afetam a deposição do aerossol O IMPACTAÇÃO INERCIAL O Quanto maior o fluxo aéreo, maior a tendência das partículas impactarem, principalmente as maiores (>8µm)* O SEDIMENTAÇÃO O As partículas se depositam nas pequenas VA e alvéolos. A pausa inspiratória 10 seg após a inalação favorece a sedimentação. Partículas de 2µm têm penetração de 70% e as de5µm 50%. O DIFUSÃO O Partículas de baixa massa chegam aos alvéolos e colidem com moléculas do gás transportador e depositam-se nas superfícies. Ocorre com partículas <3µm. As <de1µm ficam suspensas e são eliminadas na expiração. Outros fatores que afetam a deposição de aerossol O Anatomia da via aérea e mecânica respiratória do paciente=>obstrução=>distribuição heterogênia; O Inalação lenta e profunda com pausa inspiratória de 10 seg. favorecem a deposição mais periférica. O Inalação rápida maior probabilidade de impacto na orofaringe e vias aéreas centrais. O Via de entrada de ar=>Evitar via nasal; O Interface nasal reduz 50% da deposição=>preferir peças bucais; O Lactentes e crianças pequenas=>FR elevada, inspiração nasal e choro (insp. forçada) – deposição dificultada O Posicionamento do paciente=>inclinação para frente=> asmáticos/DPOC. Aparelhos geradores de aerossol O Nebulizadores à jato e ultrassônicos O Nebulímetros dosimetrados (“bombinhas”) O Nebulímetros liofilizados (“inaladores a pó”) Nebulizadores a jato O Mais utilizados, menor custo e eficácia clínica O Fluxo 5 a 7L/min(mais adequado)=>maior volume de produção aerossol. O Baratos e fácil manupulação O Nebuliza antibióticos O FUNCIONAMENTO: O O gás passa por orifício estreito=> fluxo de gás fragmenta o líquido em gotículas pequenas que serão inaladas. O Partículas maiores são impactadas no equipamento em estado líquido=>renebulizadas. Nebulizadores a jato Nebulizadores ultrassônicos O Mais caros e silenciosos O Gera aumento na temperatura (20°C)=> evitar drogas termossensíveis. O Cristal de quartzo pode modificar fármaco O Bons para umidificação vias aéreas O Reversão rápida do broncoespasmo/prevenção de crises recorrentes) O FUNCIONAMENTO: O A corrente elétrica do equipamento promove a vibração do cristal piezelétrico em alta frequência (de 1 a 3 MHz), gerando as vibrações ultrassônicas. A vibração é transmitida a superfície do líquido e produz o aerossol. Nebulizadores ultrassônicos Nebulizador de membrana- MESH O Vibrating mesh nebulizer (MESH) O Nebulizador de membrana O FUNCIONAMENTO: Membrana com pequenas perfurações=>vibrações do cristal=>efeito aerossol O VANTAGENS: O Portátil e Silencioso O Rápida administração do fármaco, maior aproveitamento da droga O Nebulizam com baixos volumes de solução O Não altera a temperatura, nebuliza fármacos sensíveis ao calor (antibióticos) O Operam com baixos fluxos O Maior percentual de partículas menores que 5 micras Nebulizador de membrana- MESH Nebulizador com peça bucal AeroEclipse – (Dornase-alfa) O Nebulizador de alta eficiência-partícula 2,8 micra Inaladores dosimetrados-MDI O “Bombinhas” O Cilindro metálico=>Câmara dosadora=>droga=> velocidade maior que 30Km/h=>inalação O DEPOSIÇÃO DEPENDE do fluxo inspiratório, duração da pausa pós-inspiratória, uso do espaçador e da presença ou não de obstrução. O VANTAGENS: O Pequenos e leves O Contêm múltiplas doses O Dose precisa O Boa relação custo/benefício Inaladores dosimetrados Agitar a solução=>Inspiração lenta e profunda (até CPT) Simultaneamente->disparar a medicação =>pausa pós- inspiratória (10segundos) => Aguardar de 30 a 60 seg. para o próximo disparo Espaçadores ESPAÇADORES • Reduzir a deposição orofaríngea • Atenuar o efeito cold-freon (frio do gás) • Sabor de certas medicações • Reduz problema de coordenação entre disparo e respiração=> maior penetração da droga • Facilitar a utilização nas crianças Em ventilação mecânica • Sistema utilizado para pctes ventilados mecanicamente ou manualmente • Câmara transparente • Conexão universal para TQT ou TOT • Pode ser usada conectado ao circuito do ventilador no momento ins. (Aerochamber) Em ventilação mecânica Em pacientes com traqueostomia (cânula plástica) Tipo de respiração durante a aerossolterapia O Uso de bucal evita deposição de drogas no globo ocular O Evitar via nasal durante a aerossolterapia (impactação das partículas), sensação de sufocação O Máscara indicado para doenças das VAS (sinisite, rinite) ou para pacientes que não conseguem respirar por via oral. O Peep + aerossolterpia= melhora a deposição do aerossol e promove a ventilação colateral. Epap + aerossolterpia Ventilação colateral Inaladores de pó seco-DPI O Nebulímetros liofilizados O Geração do aerossol=>dispersão do pó =>esforço inspiratório do paciente “energia” (maior que 30 a 60 L/min)=> não tem propelentes O DEPOSIÇÃO PULMONAR: inspiração profunda O Baixos fluxos=>deposição na boca e faringe Inaladores de pó seco O LIMITAÇÕES: O Estado de consciência inadequado para a técnica O Crianças pequenas e idosos O Pacientes podem inspirar na peça e dispersar o medicamento O Condensação do medicamento (umidade) O Disponíveis para poucas drogas O Preparo da dose dificulta o uso do dispositivo com capsula ou blister O Não ativar o sistema-perda do pó antes da inalação Inaladores de pó seco Riscos da inaloterapia O Efeito adversos das drogas (broncoespasmo/ edema de glote) O Efeitos sistêmicos decorrentes da deposição do aerossol nas VAS. Esteróides na boca e garganta=>candidíase O Aerossóis c/baixa temperatura=>hiperreatividade brônquica aumento da resistência nas VA (efeito cold-Freon). O Infecções nos dispositivos (má assepsia) (pseudomonas/ legionella) Considerações finais O Escolher meio fácil e simples de administração de medicamentos e aceitação pelo paciente. O Avaliar as possibilidades de continuidade do tratamento (financeiras). O Realizar a assepsia do dispositivo após cada nebulização O Uso pessoal O Em VM usar nebulímetros dosimetrados, evitar contaminações. Obrigada! deboradadiani@gmail.com