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UNIVERSIDADE PAULISTA 
INSTITUTO DE CIÊNCIAS JURÍDICAS - ICJ
CURSO DE DIREITO
PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO DO SISTEMA PRISIONAL NO BRASIL.
 MANAUS 
2018
JOSUÉ DE SOUZA MELO
PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO DO SISTEMA PRISIONAL NO BRASIL.
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao curso de Direito, da Faculdade de Ciências Jurídicas Universidade Paulista, como requisito para obtenção do grau de bacharel em Direito. 
Orientador (a): 
MANAUS 
 2018
Introdução
Este trabalho acadêmico tem como objetivo informar a prática punitiva das pessoas que passa constantemente por transformações, segundo a realidade política e econômica vigente, a qual aponta, através de estabelecer determinadas regras jurídicas, os movimentos deste sistema, ou seja, a vida neste ambiente se haverá é quando as autoridades investir em melhorias e adequar a realidade do momento.
O sistema penitenciário Brasileiro encontra-se com inúmeras dificuldades na atualidade, tendo em vista, o total abandono por parte das autoridades responsáveis, os quais serão palco de estudo.
Portanto será analisada a história das penitenciarias, em um conceito genérico dos estabelecimentos penitenciários, mostrando assim as diferenças entre prisões de alguns países até chegarmos aos principais problemas que paralisam o modelo adotado pelo nosso Estado.
Como segundo a abordagem, será discutido os maiores problemas enfrentados pelas casas de recuperação brasileiras, mostrando com bases estatísticas qual a visão da sociedade acerca do preso, da prisão e da aplicação de pena 
No qual pretende fazer uma breve reflexão acerca do modelo prisional adotado pelo estado Brasileiro, no pretende mostrar um perfil desde, com base na sua evolução e a atualidade fazendo comparação com os outros.
Para atingir este objetivo, ira ser abordado um breve histórico do sistema prisional, conceitos sobre os estabelecimentos prisionais assim também como as diferenças, entre ambos, no segundo capitulo ira ser feita uma análise dos maiores problemas dos sistemas dos sistemas prisionais brasileiro, pondo em questão a visão da sociedade brasileira e um relato sobre as garantias do preso e da dignidade da pessoa humana.
Vale ressaltar que em momento algum se busca neste trabalho, esgotar as questões referente ao assunto em foco. O interesse maior e apresentar uma breve abordagem, mesmo que sucinta sobre os temas abordados, com o apoio na doutrina, na legislação pertinentes e em entendimentos dos tribunais.
Objetivos
Objetivo Geral
Apresentar e comentar o processo de desenvolvimento do sistema prisional no Brasil, mostrando assim de que forma isso ocorreu. 
Objetivo especifico 
Identificar as posições doutrinarias, com intuito de estabelecer parâmetro logico
Estabelecer ligação entre a pratica e a teoria, para demonstrar as mudanças ocorridas durante longos séculos de existência.
Aprofundar o estudo na história e na conceituação servindo de parâmetro para o entendimento dos problemas e da alternativa para a realidade atual.
Mostrar de forma estatística a produção de informações sobre o processo de desenvolvimento do sistema prisional do Brasil. 
Justificativa 
No início do trabalho percebeu-se quanto era escasso a falta de conhecimento respeito dos estudos e pesquisas relacionados ao Processo de Desenvolvimento do Sistema Prisional no Brasil principalmente no que diz respeito as reflexões desenvolvidas e nível de pós-graduação esta que infelizmente encontra-se pouco divulgada.
Devido a necessidade de ampliar esse conhecimento, foi necessário realizar uma revisão bibliográfica com o intuito de mapear a produção acadêmica sobre o referido tema em diferentes áreas do conhecimento, opção essa fundamentada pelos desafios de conhecer o que já se produziu, identificar o que ainda não foi investigado assim também como propor melhorias para o Processo de Desenvolvimento do Sistema Prisional no Brasil. 
Fundamentação Teórica 
 
 
1 Histórico do sistema prisional 
Antigamente a justiça na terra era atribuída aos deuses, principalmente controlada pela igreja, onde o justo é elevado ao céu visto que a penitencia é entendida como uma volta ao seio do povo de Deus, daquele que cometeu um pecado, ou seja, uma passagem necessária para um retorno junto a sociedade, com arrependimento e purificação (BIBLIA, 1990, p. 1398-1399)
Portanto, o cumprimento de penas e o estabelecimento destas, eram atribuídas aos sacerdotes, que por sua vez, seriam os representantes de Deus na terra.
Nas palavras de Beccaria (1999, p. 3), a justiça humana tende a sofrer modificações, dependendo da força política preponderante a época e espaço, quando assim afirma:
A justiça divina e a justiça natural são, por sua essência, constantes e invariáveis, porque as relações existentes entre dois objetos da mesma natureza não podem mudar nunca. Mas, a justiça humana, ou, se quiser, a justiça política, não sendo mais do que uma relação estabelecida entre uma ação e o estado variável da sociedade, também pode variar, à medida que essa ação se torne vantajosa ou necessária ao estado social. Só se pode determinar bem a natureza dessa justiça examinando com atenção as relações complicadas das inconstantes combinações que governam os homens. 
Das palavras do autor, observa-se, portanto, que a justiça depende do homem e das diretrizes firmadas por ele, quando toma as decisões políticas, sendo nestas, é que se decide, punir ou não punir, determinadas condutas.
O mesmo autor ainda coloca que, o estado, devido à dimensão do poder a ele atribuído, decide fazer justiça, residindo na pessoa do legislador, esse poder, o qual, tende a tipificar as condutas proibidas em Lei, assim coloca:
Podem fixar as penas de cada delito e que o direito de fazer leis penais não pode residir senão na pessoa do legislador, que representa toda a sociedade unida por um contrato social. Ora, o magistrado, que também faz parte da sociedade, não pode com justiça infligir a outro membro dessa sociedade uma pena que não seja estatuída pela lei; e, do momento em que o juiz é mais severo do que a lei, ele é injusto, pois acrescenta um castigo novo ao que já está determinado. Segue-se que nenhum magistrado pode, mesmo sob o pretexto do bem público, aumentar a pena pronunciada contra o crime de um cidadão (BECCARIA 1999, p. 16)
Segundo o autor teve relevante papel no reconhecimento do direito da pessoa do preso e dos regimes impostos a este.
Durante vários séculos a prisão serviu de contenção nas civilizações mais antigas
(Egito, Pérsia, Babilônia, Grécia, etc.), a sua finalidade era: lugar de custódia e tortura, sendo a primeira instituição penal na antiguidade, foi o Hospício de San Michel, em Roma, a qual era destinada primeiramente a encarcerar &quot;meninos incorrigíveis&quot;, era denominada Casa de Correção (MAGNABOSCO, 1998).
Em Londres em 1872, por conseguinte, aponta que, realizaram-se congressos sobre o assunto, os quais já assumiam caráter internacional.
Assis (2007, p. 2) apresenta um julgamento do regime progressivo, o qual envolveu variantes de outros sistemas, assim observa:
No início do século XIX, surgiu a ideia de um sistema penitenciário progressivo, ou seja, diminuição da intensidade de penas em relação ao regime imposto, sua utilização generalizou-se através da Europa só depois da I Guerra Mundial. A essência desse regime consistia em distribuir o tempo de duração da condenação em períodos, ampliando-se em cada um deles os privilégios que o recluso poderia usurfruir, de acordo com sua boa conduta e do avanço alcançado pelo tratamento reformador. Outro aspecto importante era o fato de possibilitar ao recluso reincorporar-se à sociedade antes do término da condenação. Basicamente, o sistema progressivo tinha como fundamento dois princípios: estimular a boa conduta do recluso e obter sua reforma moral para uma futura vida em sociedade. O