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www.cers.com.br AUDITOR – FISCAL DA RECEITA FEDERAL Contabilidade Geral Avançada Sergio Adriano 1 AUDITOR FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL BALANÇO PATRIMONIAL 1. CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO DO ATIVO Os critérios de avaliação do Ativo tem por base os Princípios de Contabilidade, e a avaliação adotada varia de acordo com o grupo de contas, ou seja, se a conta sujeita a avaliada pertence ao grupo do AC, AÑC Realizável a Longo Prazo, AÑC Investimentos, AÑC Imobilizado ou ANC Intangível. 1.1 DEFINIÇÃO DE ATIVO O ativo é um recurso controlado pela entidade como resultado de eventos passados e do qual se espera que resultem futuros benefícios econômicos para a entidade. 1.1.1 DEFINIÇÃO DE CURTO E LONGO PRAZO Os bens e direitos que a companhia espere que sejam realizados até doze meses após a data do Balanço Patrimonial, são classificados no Ativo Circulante, e os demais com realização prevista acima de doze meses da data do Balanço Patrimonial, são classificados no AÑC Realizável a Longo Prazo. 1.1.2 ATIVO CIRCULANTE De acordo com o artigo 179 da lei n.º 6.404/76, no Ativo Circulante serão classificados as disponibilidades, os direitos realizáveis no curso do exercício social subsequente e as aplicações de recursos em despesas do exercício seguinte. 1.1.2.1 DISPONIBILIDADES As disponibilidades representam os bens numerários, que são as contas caixa, banco conta movimento, aplicações financeiras de liquidez imediata e os numerários em trânsito. 1.1.2.2 DIREITOS REALIZÁVEIS NO EXERCÍCIO SOCIAL SUBSEQUENTE Os direitos realizáveis no curso do exercício social subsequente são classificados no AC. 1.1.2.3 EXERCÍCIO SEGUINTE O exercício seguinte é o exercício imediatamente posterior a data do Balanço Patrimonial atual, e todos os direitos de uma empresa que estiverem dentro do exercício seguinte são classificados no Ativo Circulante. 1.1.2.4 APLICAÇÕES DE RECURSOS EM DESPESAS DO EXERCÍCIO SEGUINTE A aplicação de recursos em despesas do exercício seguinte é quando uma empresa realiza o pagamento no exercício atual, por exemplo, de um seguro, cujo período de cobertura corresponda ao exercício seguinte. No exercício seguinte, à medida que for ocorrendo o fato gerador, as despesas pagas antecipadamente, são apropriadas para o resultado do exercício. 1.1.2.5 ATIVO REALIZÁVEL A LONGO PRAZO www.cers.com.br AUDITOR – FISCAL DA RECEITA FEDERAL Contabilidade Geral Avançada Sergio Adriano 2 De acordo com o artigo 179, inciso II da lei n.º 6.404/76, são classificados no Ativo Realizável a Longo Prazo os direitos realizáveis após o término do exercício seguinte bem como os derivados de vendas, adiantamentos ou empréstimos a sociedades coligadas, controladas, diretores, acionistas ou participantes nos lucros da companhia, que não constituem negócios usuais na exploração do objeto da companhia. 2. AVALIAÇÃO DE ESTOQUES De acordo com o artigo 183, inciso II da Lei n.º 6.404/76, no Balanço Patrimonial, os direitos que tiverem por objeto mercadorias e produtos do comércio da companhia, assim como matérias-primas, produtos em fabricação e bens em almoxarifado, serão avaliados pelo custo de aquisição ou produção, deduzido de provisão para ajustá-lo ao valor de mercado, quando este for inferior. 2.1 CUSTO DE AQUISIÇÃO DOS ESTOQUES O custo de aquisição dos estoques compreende o preço de compra, os impostos de importação, as despesas aduaneiras, os tributos não recuperáveis, os seguros, os custos de fretes, as despesas de armazenagem e demais custos diretamente atribuíveis à aquisição de produtos acabados, materiais e serviços. Os tributos recuperáveis, descontos incondicionais obtidos ou descontos comerciais, os abatimentos sobre compras e outros itens semelhantes devem ser deduzidos na determinação do custo de aquisição. 01ª Questão (ACE MDIC 2012): Em conformidade com o pronunciamento CPC 16 R1, a empresa prestadora de serviços de informática Tchtotal S.A. deve considerar como custo dos estoques de serviços em andamento: a) a margem de lucro estabelecida pela empresa. b) as comissões de vendas pela comercialização dos softwares. c) os gastos de deslocamento dos consultores de sistemas até os clientes. d) o salário do pessoal de supervisão dos consultores de sistemas. e) as horas de mão de obra dos funcionários da administração dos contratos. 2.3 CRITÉRIOS DE VALORAÇÃO DOS ESTOQUES Dentre os critérios permitidos pela legislação fiscal de controle de estoques para grandes quantidades de itens, as empresas utilizam o critério Primeiro a Entrar, Primeiro a Sair (PEPS) ou o critério do Custo Médio Ponderado Móvel (CMPM). A entidade deve usar o mesmo critério de custeio para todos os estoques que tenham natureza e uso semelhantes para a entidade. Além desses critérios de controles de estoques, existe o critério Último a Entrar, Primeiro a Sair (UEPS) e o método do varejo. 2.3.1 MÉTODO PEPS O critério PEPS pressupõe que os itens de estoque que foram comprados ou produzidos primeiro sejam vendidos em primeiro lugar e, consequentemente, os itens que permanecerem em estoque no fim do período sejam os mais recentemente comprados ou produzidos. Portanto, nesse método o estoque final é avaliado pelo custo de aquisição das últimas mercadorias adquiridas e o CMV é avaliado pelo custo de aquisição das primeiras mercadorias adquiridas. 02ª Questão (AFTE PI 2001): A empresa Onça Maior contabilizou suas compras e vendas do mês como se as mercadorias fossem isentas da tributação de ICMS. Utilizando o critério PEPS para avaliação do estoque, dita empresa apresenta o seguinte resumo de sua ficha de controle de estoque referente ao mês de maio de 2001: www.cers.com.br AUDITOR – FISCAL DA RECEITA FEDERAL Contabilidade Geral Avançada Sergio Adriano 3 Estoque inicial 20 unidades a 25,00 Compras à vista 50 unidades a 30,00 Vendas a prazo 40 unidades a 28,00 Compras a prazo 100 unidades a 40,00 Vendas à vista 60 unidades a 38,00 Ao retificar a escrituração, contabilizando esses mesmos dados com a tributação de ICMS à alíquota de 10%, igual para compras e vendas, podemos dizer que o resultado com mercadorias será um lucro bruto no valor de: a) 520,00 b) 130,00 c) 470,00 d) 260,00 e) 180,00 2.3.2 MÉTODO DO CUSTO MÉDIO PONDERADO MÓVEL O critério do Custo Médio Ponderado, o custo de cada item é determinado a partir da média ponderada do custo de itens semelhantes no começo de um período e do custo dos mesmos itens comprados ou produzidos durante o período. A média pode ser determinada em base periódica ou à medida que cada lote seja recebido, dependendo das circunstâncias da entidade. 03ª Questão (AFC 2008): A livraria Alfa revende apostilas e livros didáticos isentos de ICMS e pratica o sistema de controle permanente na conta Estoque. Em 02/09 o estoque do item apostilas de Contabilidade era de 25 unidades ao custo unitário de 8,00. O movimento no mês de setembro foi o seguinte: Data Descrição Quantidade Custo Unitário 08/09 Vendas 15 unidades – 10/09 Compras 10 unidades 12,00 14/09 Vendas 15 unidades – 15/09 Compras 15 unidades 14,00 23/09 Vendas 10 unidades – Sabe-se que o proprietário da livraria vende cada apostila com uma margem de lucro de 30% sobre o custo médio das apostilas em estoque na época da venda. Com base nas informações acima o valor da receita bruta alcançada na venda do dia 23/09 foi de: a) 182,00 b) 169,00 c) 147,30 d) 137,80 e) 118,80 2.3.3 MÉTODO UEPS O critério UEPS pressupõe que os itens de estoque que foram comprados ou produzidos por último sejam vendidos em primeiro lugar e, consequentemente,os itens que permanecerem em estoque no fim do período sejam os mais antigos comprados ou produzidos. Portanto, nesse método o estoque www.cers.com.br AUDITOR – FISCAL DA RECEITA FEDERAL Contabilidade Geral Avançada Sergio Adriano 4 final é avaliado pelo custo de aquisição das primeiras mercadorias adquiridas e o CMV é avaliado pelo custo de aquisição das últimas mercadorias adquiridas. 04ª Questão (ISS Natal 2008): A empresa Maneira Simples S/A controla seus estoques em fichas de controle permanente e, durante o mês de abril de 2008, apresentou a seguinte movimentação em determinado item: estoque já existente de 80 unidades adquiridas ao custo unitário de 40,00; compras de 120 unidades a 45,00 cada uma; venda de metade das mercadorias disponíveis a 50,00 por unidade. Considerando que as operações não foram e nem estão sujeitas a nenhuma forma de tributação, pode-se dizer que o percentual de lucro alcançado calculado sobre as vendas foi de: a) 11% pelo critério UEPS b) 16% pelo critério PMP c) 18% pelo critério PEPS d) 20% pelo critério UEPS e) 22% pelo critério PEPS 3. AVALIAÇÃO DE DIREITOS De acordo com o artigo 183, inciso I, alínea b) da Lei n.º 6.404/76, no Balanço Patrimonial, os direitos e títulos de créditos, classificados no Ativo Circulante ou no AÑC Realizável a Longo Prazo serão avaliados pelo custo de aquisição ou valor de emissão, atualizado conforme disposições legais ou contratuais, ajustado ao valor provável de realização, quando este for inferior. 3.1 PERDAS ESTIMADAS PARA CRÉDITOS DE LIQUIDAÇÃO DUVIDOSA A constituição das perdas estimadas para créditos de liquidação duvidosa (PECLD) vai ao encontro do alinhamento das Normas Brasileiras de Contabilidade com as Normas Internacionais de Contabilidade, pois o conceito das PECLD é compatível com a estimativa de valor recuperável de Ativos em termos de benefícios econômicos futuros, ou seja, o valor contábil de um Ativo não pode estar registrado no Balanço Patrimonial por um valor superior àquilo que a entidade espera recuperar com o uso do Ativo. 3.1.1 CONSTITUIÇÃO DA PECLD COM BASE NA MÉDIA HISTÓRICA No encerramento do exercício social, a empresa deverá constituir a PECLD, tendo em vista o provável não recebimento de créditos de clientes no exercício seguinte, com base na taxa média histórica de perdas com clientes ocorridas nos últimos três anos de atividade da empresa. 05ª Questão (ISS Natal Adaptada 2008): A empresa Fastfood Ltda., com duplicatas a receber no valor de 800.000,00 em 31.12.2007, mandou constituir novas perdas estimadas baseada numa estimativa de perdas de 3,5%, igual às perdas efetivas ocorridas no recebimento de créditos nos últimos três exercícios. Feitos os lançamentos cabíveis, a empresa levará ao resultado do exercício uma despesa com perdas estimadas de: a) 11.000,00 b) 13.000,00 c) 15.000,00 d) 24.000,00 e) 28.000,00 3.1.2 CONSTITUIÇÃO DA PECLD COM BASE NO EXCESSO DE AJUSTE www.cers.com.br AUDITOR – FISCAL DA RECEITA FEDERAL Contabilidade Geral Avançada Sergio Adriano 5 No encerramento do exercício social, quando restar um saldo residual na conta PECLD, a empresa tem duas alternativas: ou reverte o saldo remanescente das PECLD e constitui uma nova PECLD ou complementa o saldo remanescente da PECLD até o montante das novas perdas calculadas com base na taxa média histórica dos últimos três anos. 06ª Questão (AFTE RN 2005): A firma Linhas de Comércio Ltda. tem no livro razão uma conta intitulada “Perdas Estimadas para Créditos de Liquidação Duvidosa” com saldo credor de 9.000,00, oriundo do balanço patrimonial de 2002, mas que permanece inalterado ao final do exercício de 2003. No balanço patrimonial, que será elaborado com data de 31.12.03, a empresa deverá demonstrar as contas “Duplicatas a Receber” e “Clientes”, com saldo devedor de 350.000,00 e 200.000,00, respectivamente. Considerando-se que está comprovada a expectativa de perda provável de 3% dos créditos a receber, a empresa deverá contabilizar perdas estimadas. Este fato, aliado às outras informações constantes do enunciado, fará com que o lucro da empresa, referente ao exercício de 2003, seja reduzido no valor de: a) 7.500,00 b) 9.000,00 c) 16.290,00 d) 16.500,00 e) 25.500,00 Gabarito: A 3.1.3 CONSTITUIÇÃO DA PECLD COM BASE NA INSUFICIÊNCIA DE AJUSTE No exercício social corrente em que a perda estimada efetiva for superior ao montante da PECLD constituída no encerramento do exercício social anterior, a empresa deverá dar baixa na conta PECLD até o montante nela existente, e a diferença entre a perda estimada efetiva e a PECLD será debitada na conta despesas com devedores insolventes ou despesas com perdas incobráveis e no encerramento do exercício social corrente a empresa constituirá nova PECLD. 07ª Questão (AFRE MG 2005): A empresa ACD Ltda., em 31/12/2004 tinha valores a receber com saldo no valor de 27.000,00 e mandou constituir PECLD no montante de 810,00. Durante o exercício de 2005 a empresa recebeu e deu quitação a 60% desses créditos e mandou dar baixa, por não recebimento, nos outros 40%. Ao findar o ano com novos saldos no valor de 42.000,00, a empresa adotou procedimento igual ao anterior, mandando constituir perdas estimadas de seus créditos para fins de balanço. Com base nessas informações, podemos dizer que a contabilização da PECLD, referente ao exercício de 2005, provocará na Demonstração do Resultado do Exercício uma redução do lucro final no valor de: a) 774,00 b) 1.746,00 c) 450,00 d) 1.260,00 e) 936,00 Gabarito: D 4. ATIVO NÃO CIRCULANTE IMOBILIZADO Os itens de um ativo imobilizado podem ser adquiridos por razões de segurança ou ambientais e a aquisição, embora não aumente diretamente os futuros benefícios econômicos de qualquer item específico já existente do ativo imobilizado, pode ser necessária para que a entidade obtenha os www.cers.com.br AUDITOR – FISCAL DA RECEITA FEDERAL Contabilidade Geral Avançada Sergio Adriano 6 benefícios econômicos futuros dos seus outros ativos. Esses itens qualificam-se para o reconhecimento como ativo porque permitem à entidade obter benefícios econômicos futuros dos ativos relacionados acima dos benefícios que obteria caso não tivesse adquirido esses itens. Por exemplo, uma indústria química pode instalar novos processos químicos de manuseamento a fim de atender às exigências ambientais para a produção e armazenamento de produtos químicos perigosos; os melhoramentos e as benfeitorias nas instalações são reconhecidos como ativo porque, sem eles, a entidade não estaria em condições de fabricar e vender tais produtos químicos. 5. ATIVO INTANGÍVEL Um ativo quando for cumulativamente identificado, controlado e gerador de benefício econômico futuro é considerado intangível e será registrado grupo do Ativo Não Circulante Intangível. 5.1 ATIVO IDENTIFICADO Um ativo intangível satisfaz o critério de identificação quando for separável, ou seja, puder ser separado da entidade e vendido, transferido, licenciado, alugado ou trocado, individualmente ou junto com um contrato, ativo ou passivo relacionado, independente da intenção de uso pela entidade, ou resultar de direitos contratuais, independentemente de tais direitos serem transferíveis ou separáveis da entidade ou de outros direitos e obrigações. 5.2 ATIVO CONTROLADO Um ativo intangível satisfaz o critério de controle quando a entidade detém o poder de obter benefícios econômicos futuros e a restrição de terceiros ao acesso desses benefícios. Geralmente, a capacidade de controle advém de direitos legais que possam ser exercidos num tribunal, mas apesar da ausência desses direitoslegais dificultar a comprovação do controle, não se tem esse fator como determinante, pois a entidade pode controlar um ativo de outra maneira que não pela via legal. 5.3 ATIVO GERADOR DE BENEFÍCIO ECONÔMICO FUTURO Um ativo intangível satisfaz o critério de gerador de benefício econômico futuro quando aumentar as receitas de vendas de produtos ou serviços ou reduzir custos para empresa. 6. PASSIVO O passivo é uma obrigação presente que resulta de transações passadas legalmente exigíveis em decorrência de um contrato ou de requisitos estatutários fazendo com que a entidade tenha o dever ou responsabilidade de agir na liquidação da obrigação presente, por meio de pagamento em dinheiro, transferência de outros ativos, prestação de serviços ou conversão da obrigação principal em capital. 6.1 PASSIVO CONTINGENTE O passivo contingente é uma obrigação possível que resulta de eventos passados e cuja existência será confirmada apenas pela ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros incertos não totalmente sob controle da entidade ou uma obrigação presente que resulta de eventos passados, mas que não é reconhecida porque não é provável que uma saída de recursos que incorporam benefícios econômicos seja exigida para liquidar a obrigação ou o valor da obrigação não pode ser mensurado com suficiente confiabilidade. 6.2 PASSIVO CIRCULANTE www.cers.com.br AUDITOR – FISCAL DA RECEITA FEDERAL Contabilidade Geral Avançada Sergio Adriano 7 De acordo com o artigo 180 da Lei n.º 6.404/76, serão classificados no passivo circulante as obrigações que vencerem até o término do exercício seguinte. 6.3 PROVISÃO A provisão é um passivo de prazo ou de valor incertos que podem ser distintas de outros passivos tais como contas a pagar e passivos derivados de apropriações por competência porque há incerteza sobre o prazo ou o valor do desembolso futuro necessário para a sua liquidação. Por contraste: 6.3.1 PROVISÃO PARA CONTINGÊNCIAS A provisão para contingências tem por finalidade dar cobertura a perdas ou despesas, cujo fato gerador já ocorreu, mas não tendo havido, ainda, o correspondente desembolso ou perda. Em atenção ao regime de competência, entretanto, há necessidade de se efetuar o registro contábil e deve ser constituída independentemente de a companhia apresentar, lucro ou prejuízo no exercício. 08ª Questão (Auditor do Tesouro Municipal de Natal 2008): Uma firma de auditoria, ao circularizar os escritórios de advocacia, prestadores de serviços da empresa auditada, recebeu a seguinte posição de contingências, relativa aos 3.000.000,00 em processos existentes: Processos prováveis de perda pela empresa.....................................30% Processos possíveis de perda por parte da empresa.........................45% Processos remotos de perdas por parte da empresa..........................25% Assim, segundo o CPC 25, deve a empresa constituir provisão para contingências no valor de: a) 750.000,00 b) 900.000,00 c) 1.650.000,00 d) 2.250.000,00 e) 3.000.000,00 7. PASSIVO NÃO CIRCULANTE De acordo com o artigo 180 da Lei n.º 6.404/76, serão classificados no passivo não circulante as obrigações que tiverem prazo de vencimento superior ao término do exercício seguinte. O extinto grupo Resultado de Exercícios Futuros passou a integrar o Passivo Não Circulante. 09ª Questão (AFRF Adaptada 2000): Considere os seguintes dados: Ativo Passivo Ativo Circulante Mercadorias.......................................................50,00 Duplicatas a Receber.........................................70,00 Caixa..................................................................10,00 Bancos...............................................................30,00 Outras contas.....................................................60,00 Matérias-Primas.................................................60,00 Máquinas..........................................................120,00 Passivo Circulante Impostos a Pagar............................................80,00 Salários a Pagar............................................120,00 Fornecedores................................................240,00 Empréstimos bancários................................180,00 Reservas de Lucros.......................................430,00 www.cers.com.br AUDITOR – FISCAL DA RECEITA FEDERAL Contabilidade Geral Avançada Sergio Adriano 8 A apresentação acima, de acordo com as disposições da Lei n.º 6.404/76, incorre em algumas impropriedades. Elas são em número de: a) 2 b) 1 c) 3 d) 5 e) 4 Ativo Intangível O artigo 179, inciso VI da Lei nº. 6.404/76 classificada um bem incorpóreo destinados à manutenção da companhia ou exercidos com essa finalidade no Ativo Não Circulante Intangível. De acordo com o artigo 183, inciso VII da Lei nº. 6.404/76 o Ativo Intangível de vida útil definida ou indefinida adquirido deve ser contabilizado pelo custo de aquisição, sendo que apenas o Ativo Intangível de vida útil definida deve ser deduzido da sua respectiva amortização acumulada. O artigo 183, § 3º, incisos I e II da Lei nº. 6.404/76 obriga as empresas a efetuarem periodicamente o teste de recuperabilidade nos Ativos Intangíveis de vida útil definida ou indefinida, sendo que apenas os Ativos Intangíveis com vida útil definida terão a sua amortização alterada em função do teste de recuperabilidade. 1. CONCEITO Ativo Intangível é um ativo não monetário identificável sem substância física (bem de existência abstrata ou bem intangível). 2. CLASSIFICAÇÃO COMO ATIVO INTANGÍVEL Um Ativo é classificado como Intangível quando atender cumulativamente a três requisitos: 1º Requisito: Ser Identificado 2º Requisito: Ser Controlado 3º Requisito: Ser Gerador de Benefício Econômico Futuro O Ativo Intangível gerado internamente ou adquirido que atender cumulativamente aos três requisitos, será classificado no Balanço Patrimonial, no Ativo Não Circulante Intangível. 2.1 ATIVO IDENTIFICADO Um Ativo Intangível satisfaz o critério de identificação quando: a) For Separável, ou seja, puder ser separado da entidade e vendido, transferido, licenciado, alugado ou trocado, individualmente ou junto com um contrato, ativo ou passivo relacionado, independente da intenção de uso pela entidade; ou b) Resultar de Direitos Contratuais ou Outros Direitos Legais, independentemente de tais direitos serem transferíveis ou separáveis da entidade ou de outros direitos e obrigações. 2.2 ATIVO CONTROLADO Um Ativo Intangível satisfaz o critério de controle quando a entidade detém o poder de obter benefícios econômicos futuros e a restrição de terceiros ao acesso desses benefícios. Geralmente, a capacidade de controle advém de direitos legais que possam ser exercidos num tribunal, mas apesar da ausência desses direitos legais dificultar a comprovação do controle, não se tem esse fator como determinante, pois a entidade pode controlar um ativo de outra maneira que não pela via legal. 2.3 ATIVO GERADOR DE BENEFÍCIO ECONÔMICO FUTURO Um Ativo Intangível satisfaz o critério de gerador de benefício econômico futuro quando aumentar as receitas de vendas de produtos ou serviços ou reduzir custos para empresa. O uso da propriedade intelectual em um processo de produção pode reduzir os custos de produção futuros em vez de aumentar as receitas futuras. www.cers.com.br AUDITOR – FISCAL DA RECEITA FEDERAL Contabilidade Geral Avançada Sergio Adriano 9 3. DEFINIÇÕES Valor contábil é o valor pelo qual um ativo é reconhecido no balanço patrimonial após a dedução da amortização acumulada eda perda por desvalorização. Custo é o montante de caixa ou equivalente de caixa pago ou o valor justo de qualquer outra remuneração dada para adquirir um ativo na data da sua aquisição ou construção, ou ainda, se for o caso, o valor atribuído ao ativo quando inicialmente reconhecido de acordo com as disposições específicas de outro Pronunciamento. Valor amortizável é o custo de um ativo ou outro valor que substitua o custo, menos o seu valor residual. Ativo intangível é um ativo não monetário identificável sem substância física. Ativo monetário é aquele representado por dinheiro ou por direitos a serem recebidos em dinheiro. Pesquisa é a investigação original e planejada realizada com a expectativa de adquirir novo conhecimento e entendimento científico ou técnico. Desenvolvimento é a aplicação dos resultados da pesquisa ou de outros conhecimentos em um plano ou projeto visando à produção de materiais, dispositivos, produtos, processos, sistemas ou serviços novos ou substancialmente aprimorados, antes do início da sua produção comercial ou do seu uso. Valor residual de um ativo intangível é o valor estimado que uma entidade obteria com a venda do ativo, após deduzir as despesas estimadas de venda, caso o ativo já tivesse a idade e a condição esperadas para o fim de sua vida útil. 4. ORIGEM DOS ATIVOS INTANGÍVEIS Os Ativos Intangíveis podem se originar de: - compra; - combinação de negócios; - contribuição do Governo; - troca de ativos; - gerados internamente. 5. ATIVO INTANGÍVEL GERADO INTERNAMENTE O ativo intangível gerado internamente é difícil de ser reconhecido devido às dificuldades: a) na identificação, ou seja, se o ativo identificável gerará benefícios econômicos futuros esperados; e b) na determinação com segurança do custo do ativo, pois em alguns casos não é possível separar o custo incorrido com a geração interna de ativo intangível do custo decorrente das operações regulares do dia a dia da entidade. Para avaliar se um ativo intangível gerado internamente atende aos critérios de reconhecimento, a entidade deve classificar a geração do ativo: a) na fase de pesquisa; e/ou b) na fase de desenvolvimento. Caso a entidade não consiga diferenciar a fase de pesquisa da fase de desenvolvimento de projeto interno de criação de ativo intangível, o gasto com o projeto deve ser tratado como incorrido apenas na fase de pesquisa. 6. FASE DE PESQUISA A fase de pesquisa de projeto interno por estar relacionada com a investigação inicial de obtenção de novos conhecimentos técnicos ou científicos, a entidade não tem condições de demonstrar que os gastos relacionados com as referidas pesquisas de projeto interno resultem em um ativo intangível que gerará benefícios econômicos futuros. Portanto, tais gastos são reconhecidos como despesa quando incorridos. São exemplos de atividades de pesquisa: a) atividades destinadas à obtenção de novo conhecimento; www.cers.com.br AUDITOR – FISCAL DA RECEITA FEDERAL Contabilidade Geral Avançada Sergio Adriano 10 b) busca, avaliação e seleção final das aplicações dos resultados de pesquisa ou outros conhecimentos; c) busca de alternativas para materiais, dispositivos, produtos, processos, sistemas ou serviços; e d) formulação, projeto, avaliação e seleção final de alternativas possíveis para materiais, dispositivos, produtos, processos, sistemas ou serviços novos ou aperfeiçoados. 7. FASE DE DESENVOLVIMENTO Os gastos incorridos na fase de desenvolvimento que resultar em um ativo intangível capaz de gerar prováveis benefícios econômicos futuros serão contabilizados como ativo intangível. Caso os gastos com desenvolvimento não sejam capazes de gerar prováveis benefícios econômicos futuros, os mesmos serão tratados como despesas do exercício. Assim, os gastos com desenvolvimento (ou da fase de desenvolvimento de projeto interno) devem ser reconhecidos como ativo intangível somente se a entidade demonstrar cumulativamente os seguintes aspectos: a) viabilidade técnica para concluir o ativo intangível de forma que ele seja disponibilizado para uso ou venda; b) intenção de concluir o ativo intangível e de usá-lo ou vendê-lo; c) capacidade para usar ou vender o ativo intangível; d) forma como o ativo intangível deve gerar benefícios econômicos futuros; e) disponibilidade de recursos técnicos, financeiros e outros recursos adequados para concluir seu desenvolvimento e usar ou vender o ativo intangível; e f) capacidade de mensurar com segurança os gastos atribuíveis ao ativo intangível durante seu desenvolvimento. São exemplos de atividades de desenvolvimento: a) projeto, construção e teste de protótipos e modelos pré-produção ou pré-utilização; b) projeto de ferramentas, gabaritos, moldes e matrizes que envolvam nova tecnologia; c) projeto, construção e operação de fábrica-piloto, desde que já não esteja em escala economicamente viável para produção comercial; e d) projeto, construção e teste da alternativa escolhida de materiais, dispositivos, produtos, processos, sistemas e serviços novos ou aperfeiçoados. 8. ATIVO INTANGÍVEL COM VIDA ÚTIL DEFINIDA O ativo intangível com vida útil definida está sujeito à amortização e ao teste de recuperabilidade, sendo a amortização de acordo com o padrão de consumo dos benefícios econômicos futuros esperados. A empresa deverá utilizar o método de amortização linear, caso não seja estabelecido o padrão de consumo com segurança de amortização do ativo intangível ao longo de sua vida útil estimada. A amortização é iniciada a partir do momento em que o ativo estiver disponível para uso, sendo encerrada na data em que o ativo for classificado como mantido para venda ou na data em que se verificar a sua baixa, o que ocorrer primeiro. Regra geral, a despesa de amortização de cada período deve ser reconhecida no resultado do exercício, de acordo com o princípio da Competência, a não ser que outra norma contábil exija a sua inclusão no valor contábil de um ativo. Por exemplo, o gasto de amortização de um ativo intangível fora da área de produção de uma indústria é classificado como despesa de amortização. Caso o referido gasto ocorra dentro da área de produção de uma indústria, o mesmo é classificado como custo de produção e integra o valor contábil dos estoques. Presume-se que o valor residual de um ativo intangível com vida útil definida é zero, a não ser que ao final da sua vida útil haja compromisso de terceiros em comprá-lo ou exista mercado ativo para ele, sendo que nessas situações o ativo intangível ainda possui uma vida econômica residual, sendo que a mesma pode ser aumentada, caso os seus benefícios econômicos futuros gerados aumentem. 9. ATIVO INTANGÍVEL COM VIDA ÚTIL INDEFINIDA www.cers.com.br AUDITOR – FISCAL DA RECEITA FEDERAL Contabilidade Geral Avançada Sergio Adriano 11 O ativo intangível com vida útil indefinida não sofre amortização, mas está sujeito ao teste de recuperabilidade anualmente ou sempre que existam indícios de que o ativo intangível possa ter perdido valor. Um ativo intangível adquirido com vida útil indefinida deve ser submetido ao teste de recuperabilidade periodicamente para avaliar se os eventos e as circunstâncias presentes na aquisição do ativo continuam existindo em termos de benefícios econômicos futuros esperados. Da realização do teste de recuperabilidade pode ocorrer duas situações: 10. GOODWILL O ágio derivado da expectativa de rentabilidade futura (Goodwill) gerado internamente não deve ser reconhecido como ativo intangível. QUESTÕES DE PROVAS 01ª Questão (AFRFB 2012): A empresa Highlith S.A. implantou nova unidade no norte do país. Os investimentos na unidade foram de 1.000.000,00, registrados no ativo imobilizado. No primeiro ano, a empresa contabilizouum ajuste de perda de valor recuperável de 15.000,00. No segundo ano, o valor da unidade, caso fosse vendida para o concorrente e único interessado na aquisição, seria de 950.000,00. Ao analisar o valor do fluxo de caixa descontado da unidade, apurou-se um valor de 980.000,00. Dessa forma, deve o contador da empresa: a) manter o valor do investimento, visto não haver perda de valor recuperável. b) reconhecer um complemento de perda de valor recuperável de 5.000,00. c) reverter parte da perda de valor recuperável no valor de 25.000,00. d) registrar um complemento de perda de valor recuperável de 15.000,00. e) estornar o total da perda de valor recuperável de 50.000,00. 02ª Questão (AFC STN Contábil 2013): A empresa Bastilha S.A. tem em seu imobilizado uma unidade geradora de caixa contabilizada com os seguintes valores: Contas Valores em 2011 Imobilizado – custo histórico 100.000,00 Depreciação (10% ao ano) 10.000,00 Perda de Valor Recuperável 15.000,00 O contador, ao avaliar a unidade geradora de caixa ao final de 2012, apurou os seguintes valores: Contas Valores em 2012 Valor Justo da unidade 50.000,00 Valor em Uso da unidade 64.500,00 Com base nos dados, deve o contador, em dezembro de 2012: a) estornar a perda de valor recuperável em 25.000,00. b) manter o valor contábil de 75.000,00. c) reverter parte da perda de valor recuperável em 10.500,00. d) constituir a perda de valor recuperável em 15.000,00. e) complementar a perda de valor recuperável em 500,00. 03ª Questão (AFRFB 2012): A Cia. Gráfica Firmamento adquire uma máquina copiadora, em 02/01/2008, pelo valor de 1,2 milhões de reais, com vida útil estimada na capacidade total de reprodução de 5 milhões de cópias. A expectativa é de que, após o uso total da máquina, a empresa obtenha por este bem o valor de 200.000,00, estabelecendo um prazo máximo de até 5 anos para www.cers.com.br AUDITOR – FISCAL DA RECEITA FEDERAL Contabilidade Geral Avançada Sergio Adriano 12 atingir a utilização integral da máquina. No período de 2008/2009, a empresa executou a reprodução de 2.500.000 das cópias esperadas e no decorrer de 2010 foram reproduzidas mais 1.300.000 cópias. Ao final de 2010, o Departamento de Gestão Patrimonial da empresa determina como valor recuperável desse ativo 440.000,00. Com base nos dados fornecidos, é possível afirmar que: a) o valor depreciável dessa máquina é de 1.000.000,00. b) o saldo da depreciação acumulada em 2010 é de 720.000,00. c) em 2010 a empresa deve registrar como despesa de depreciação o valor de 640.000,00. d) o valor líquido dessa máquina ao final de 2010 é 240.000,00. e) ao final de 2010 a empresa deve reconhecer uma perda estimada de 200.000,00. www.cers.com.br AUDITOR – FISCAL DA RECEITA FEDERAL Contabilidade Geral Avançada Sergio Adriano 13 GABARITO 1. D 2. B 3. B 4. C 5. C 6. A 7. D 8. B 9. E GABARITO (QUESTÕES DE PROVA) 1. B 2. E 3. A