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Material de Contabilidade Geral Avançada para Auditor-Fiscal da RFB sobre Balanço Patrimonial: critérios de avaliação do ativo (definição, curto/longo prazo, ativo circulante, disponibilidades, realizável a longo prazo), avaliação e custo de estoques, critérios de valoração e questão (CPC 16 R1).

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AUDITOR – FISCAL DA RECEITA FEDERAL 
Contabilidade Geral Avançada 
Sergio Adriano 
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AUDITOR FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL 
 
BALANÇO PATRIMONIAL 
 
1. CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO DO ATIVO 
 
Os critérios de avaliação do Ativo tem por base os Princípios de Contabilidade, e a avaliação adotada 
varia de acordo com o grupo de contas, ou seja, se a conta sujeita a avaliada pertence ao grupo do 
AC, AÑC Realizável a Longo Prazo, AÑC Investimentos, AÑC Imobilizado ou ANC Intangível. 
 
1.1 DEFINIÇÃO DE ATIVO 
 
O ativo é um recurso controlado pela entidade como resultado de eventos passados e do qual se 
espera que resultem futuros benefícios econômicos para a entidade. 
 
1.1.1 DEFINIÇÃO DE CURTO E LONGO PRAZO 
 
Os bens e direitos que a companhia espere que sejam realizados até doze meses após a data do 
Balanço Patrimonial, são classificados no Ativo Circulante, e os demais com realização prevista 
acima de doze meses da data do Balanço Patrimonial, são classificados no AÑC Realizável a 
Longo Prazo. 
 
1.1.2 ATIVO CIRCULANTE 
 
De acordo com o artigo 179 da lei n.º 6.404/76, no Ativo Circulante serão classificados as 
disponibilidades, os direitos realizáveis no curso do exercício social subsequente e as aplicações de 
recursos em despesas do exercício seguinte. 
 
1.1.2.1 DISPONIBILIDADES 
 
As disponibilidades representam os bens numerários, que são as contas caixa, banco conta 
movimento, aplicações financeiras de liquidez imediata e os numerários em trânsito. 
 
1.1.2.2 DIREITOS REALIZÁVEIS NO EXERCÍCIO SOCIAL SUBSEQUENTE 
 
Os direitos realizáveis no curso do exercício social subsequente são classificados no AC. 
 
1.1.2.3 EXERCÍCIO SEGUINTE 
 
O exercício seguinte é o exercício imediatamente posterior a data do Balanço Patrimonial atual, e 
todos os direitos de uma empresa que estiverem dentro do exercício seguinte são classificados no 
Ativo Circulante. 
 
1.1.2.4 APLICAÇÕES DE RECURSOS EM DESPESAS DO EXERCÍCIO SEGUINTE 
 
A aplicação de recursos em despesas do exercício seguinte é quando uma empresa realiza o 
pagamento no exercício atual, por exemplo, de um seguro, cujo período de cobertura corresponda ao 
exercício seguinte. No exercício seguinte, à medida que for ocorrendo o fato gerador, as despesas 
pagas antecipadamente, são apropriadas para o resultado do exercício. 
 
1.1.2.5 ATIVO REALIZÁVEL A LONGO PRAZO 
 
 
 
 
 
 
 
 
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De acordo com o artigo 179, inciso II da lei n.º 6.404/76, são classificados no Ativo Realizável a 
Longo Prazo os direitos realizáveis após o término do exercício seguinte bem como os derivados de 
vendas, adiantamentos ou empréstimos a sociedades coligadas, controladas, diretores, acionistas ou 
participantes nos lucros da companhia, que não constituem negócios usuais na exploração do objeto 
da companhia. 
 
2. AVALIAÇÃO DE ESTOQUES 
 
De acordo com o artigo 183, inciso II da Lei n.º 6.404/76, no Balanço Patrimonial, os direitos que 
tiverem por objeto mercadorias e produtos do comércio da companhia, assim como matérias-primas, 
produtos em fabricação e bens em almoxarifado, serão avaliados pelo custo de aquisição ou 
produção, deduzido de provisão para ajustá-lo ao valor de mercado, quando este for inferior. 
 
2.1 CUSTO DE AQUISIÇÃO DOS ESTOQUES 
 
O custo de aquisição dos estoques compreende o preço de compra, os impostos de importação, as 
despesas aduaneiras, os tributos não recuperáveis, os seguros, os custos de fretes, as despesas de 
armazenagem e demais custos diretamente atribuíveis à aquisição de produtos acabados, materiais 
e serviços. Os tributos recuperáveis, descontos incondicionais obtidos ou descontos comerciais, os 
abatimentos sobre compras e outros itens semelhantes devem ser deduzidos na determinação do 
custo de aquisição. 
 
01ª Questão (ACE MDIC 2012): Em conformidade com o pronunciamento CPC 16 R1, a empresa 
prestadora de serviços de informática Tchtotal S.A. deve considerar como custo dos estoques de 
serviços em andamento: 
 
a) a margem de lucro estabelecida pela empresa. 
b) as comissões de vendas pela comercialização dos softwares. 
c) os gastos de deslocamento dos consultores de sistemas até os clientes. 
d) o salário do pessoal de supervisão dos consultores de sistemas. 
e) as horas de mão de obra dos funcionários da administração dos contratos. 
 
2.3 CRITÉRIOS DE VALORAÇÃO DOS ESTOQUES 
 
Dentre os critérios permitidos pela legislação fiscal de controle de estoques para grandes 
quantidades de itens, as empresas utilizam o critério Primeiro a Entrar, Primeiro a Sair (PEPS) ou 
o critério do Custo Médio Ponderado Móvel (CMPM). A entidade deve usar o mesmo critério de 
custeio para todos os estoques que tenham natureza e uso semelhantes para a entidade. Além 
desses critérios de controles de estoques, existe o critério Último a Entrar, Primeiro a Sair (UEPS) 
e o método do varejo. 
 
2.3.1 MÉTODO PEPS 
 
O critério PEPS pressupõe que os itens de estoque que foram comprados ou produzidos primeiro 
sejam vendidos em primeiro lugar e, consequentemente, os itens que permanecerem em estoque no 
fim do período sejam os mais recentemente comprados ou produzidos. Portanto, nesse método o 
estoque final é avaliado pelo custo de aquisição das últimas mercadorias adquiridas e o CMV é 
avaliado pelo custo de aquisição das primeiras mercadorias adquiridas. 
 
02ª Questão (AFTE PI 2001): A empresa Onça Maior contabilizou suas compras e vendas do mês 
como se as mercadorias fossem isentas da tributação de ICMS. Utilizando o critério PEPS para 
avaliação do estoque, dita empresa apresenta o seguinte resumo de sua ficha de controle de 
estoque referente ao mês de maio de 2001: 
 
 
 
 
 
 
 
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Estoque inicial 20 unidades a 25,00 
Compras à vista 50 unidades a 30,00 
Vendas a prazo 40 unidades a 28,00 
Compras a prazo 100 unidades a 40,00 
Vendas à vista 60 unidades a 38,00 
 
Ao retificar a escrituração, contabilizando esses mesmos dados com a tributação de ICMS à alíquota 
de 10%, igual para compras e vendas, podemos dizer que o resultado com mercadorias será um 
lucro bruto no valor de: 
 
a) 520,00 
b) 130,00 
c) 470,00 
d) 260,00 
e) 180,00 
 
2.3.2 MÉTODO DO CUSTO MÉDIO PONDERADO MÓVEL 
 
O critério do Custo Médio Ponderado, o custo de cada item é determinado a partir da média 
ponderada do custo de itens semelhantes no começo de um período e do custo dos mesmos itens 
comprados ou produzidos durante o período. A média pode ser determinada em base periódica ou à 
medida que cada lote seja recebido, dependendo das circunstâncias da entidade. 
 
03ª Questão (AFC 2008): A livraria Alfa revende apostilas e livros didáticos isentos de ICMS e 
pratica o sistema de controle permanente na conta Estoque. Em 02/09 o estoque do item apostilas 
de Contabilidade era de 25 unidades ao custo unitário de 8,00. O movimento no mês de setembro foi 
o seguinte: 
 
 Data Descrição Quantidade Custo Unitário 
 08/09 Vendas 15 unidades – 
 10/09 Compras 10 unidades 12,00 
 14/09 Vendas 15 unidades – 
 15/09 Compras 15 unidades 14,00 
 23/09 Vendas 10 unidades – 
 
Sabe-se que o proprietário da livraria vende cada apostila com uma margem de lucro de 30% sobre o 
custo médio das apostilas em estoque na época da venda. Com base nas informações acima o valor 
da receita bruta alcançada na venda do dia 23/09 foi de: 
 
a) 182,00 
b) 169,00 
c) 147,30 
d) 137,80 
e) 118,80 
 
2.3.3 MÉTODO UEPS 
 
O critério UEPS pressupõe que os itens de estoque que foram comprados ou produzidos por último 
sejam vendidos em primeiro lugar e, consequentemente,os itens que permanecerem em estoque no 
fim do período sejam os mais antigos comprados ou produzidos. Portanto, nesse método o estoque 
 
 
 
 
 
 
 
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final é avaliado pelo custo de aquisição das primeiras mercadorias adquiridas e o CMV é avaliado 
pelo custo de aquisição das últimas mercadorias adquiridas. 
 
04ª Questão (ISS Natal 2008): A empresa Maneira Simples S/A controla seus estoques em fichas 
de controle permanente e, durante o mês de abril de 2008, apresentou a seguinte movimentação em 
determinado item: estoque já existente de 80 unidades adquiridas ao custo unitário de 40,00; 
compras de 120 unidades a 45,00 cada uma; venda de metade das mercadorias disponíveis a 50,00 
por unidade. Considerando que as operações não foram e nem estão sujeitas a nenhuma forma de 
tributação, pode-se dizer que o percentual de lucro alcançado calculado sobre as vendas foi de: 
 
a) 11% pelo critério UEPS 
b) 16% pelo critério PMP 
c) 18% pelo critério PEPS 
d) 20% pelo critério UEPS 
e) 22% pelo critério PEPS 
 
3. AVALIAÇÃO DE DIREITOS 
 
De acordo com o artigo 183, inciso I, alínea b) da Lei n.º 6.404/76, no Balanço Patrimonial, os 
direitos e títulos de créditos, classificados no Ativo Circulante ou no AÑC Realizável a Longo Prazo 
serão avaliados pelo custo de aquisição ou valor de emissão, atualizado conforme disposições 
legais ou contratuais, ajustado ao valor provável de realização, quando este for inferior. 
 
3.1 PERDAS ESTIMADAS PARA CRÉDITOS DE LIQUIDAÇÃO DUVIDOSA 
 
A constituição das perdas estimadas para créditos de liquidação duvidosa (PECLD) vai ao encontro 
do alinhamento das Normas Brasileiras de Contabilidade com as Normas Internacionais de 
Contabilidade, pois o conceito das PECLD é compatível com a estimativa de valor recuperável de 
Ativos em termos de benefícios econômicos futuros, ou seja, o valor contábil de um Ativo não pode 
estar registrado no Balanço Patrimonial por um valor superior àquilo que a entidade espera recuperar 
com o uso do Ativo. 
 
3.1.1 CONSTITUIÇÃO DA PECLD COM BASE NA MÉDIA HISTÓRICA 
 
No encerramento do exercício social, a empresa deverá constituir a PECLD, tendo em vista o 
provável não recebimento de créditos de clientes no exercício seguinte, com base na taxa média 
histórica de perdas com clientes ocorridas nos últimos três anos de atividade da empresa. 
 
05ª Questão (ISS Natal Adaptada 2008): A empresa Fastfood Ltda., com duplicatas a receber no 
valor de 800.000,00 em 31.12.2007, mandou constituir novas perdas estimadas baseada numa 
estimativa de perdas de 3,5%, igual às perdas efetivas ocorridas no recebimento de créditos nos 
últimos três exercícios. Feitos os lançamentos cabíveis, a empresa levará ao resultado do exercício 
uma despesa com perdas estimadas de: 
 
a) 11.000,00 
b) 13.000,00 
c) 15.000,00 
d) 24.000,00 
e) 28.000,00 
 
3.1.2 CONSTITUIÇÃO DA PECLD COM BASE NO EXCESSO DE AJUSTE 
 
 
 
 
 
 
 
 
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No encerramento do exercício social, quando restar um saldo residual na conta PECLD, a empresa 
tem duas alternativas: ou reverte o saldo remanescente das PECLD e constitui uma nova PECLD ou 
complementa o saldo remanescente da PECLD até o montante das novas perdas calculadas com 
base na taxa média histórica dos últimos três anos. 
 
06ª Questão (AFTE RN 2005): A firma Linhas de Comércio Ltda. tem no livro razão uma conta 
intitulada “Perdas Estimadas para Créditos de Liquidação Duvidosa” com saldo credor de 9.000,00, 
oriundo do balanço patrimonial de 2002, mas que permanece inalterado ao final do exercício de 
2003. No balanço patrimonial, que será elaborado com data de 31.12.03, a empresa deverá 
demonstrar as contas “Duplicatas a Receber” e “Clientes”, com saldo devedor de 350.000,00 e 
200.000,00, respectivamente. Considerando-se que está comprovada a expectativa de perda 
provável de 3% dos créditos a receber, a empresa deverá contabilizar perdas estimadas. Este fato, 
aliado às outras informações constantes do enunciado, fará com que o lucro da empresa, referente 
ao exercício de 2003, seja reduzido no valor de: 
 
a) 7.500,00 
b) 9.000,00 
c) 16.290,00 
d) 16.500,00 
e) 25.500,00 
 
Gabarito: A 
 
3.1.3 CONSTITUIÇÃO DA PECLD COM BASE NA INSUFICIÊNCIA DE AJUSTE 
 
No exercício social corrente em que a perda estimada efetiva for superior ao montante da PECLD 
constituída no encerramento do exercício social anterior, a empresa deverá dar baixa na conta 
PECLD até o montante nela existente, e a diferença entre a perda estimada efetiva e a PECLD será 
debitada na conta despesas com devedores insolventes ou despesas com perdas incobráveis e no 
encerramento do exercício social corrente a empresa constituirá nova PECLD. 
 
07ª Questão (AFRE MG 2005): A empresa ACD Ltda., em 31/12/2004 tinha valores a receber com 
saldo no valor de 27.000,00 e mandou constituir PECLD no montante de 810,00. Durante o exercício 
de 2005 a empresa recebeu e deu quitação a 60% desses créditos e mandou dar baixa, por não 
recebimento, nos outros 40%. Ao findar o ano com novos saldos no valor de 42.000,00, a empresa 
adotou procedimento igual ao anterior, mandando constituir perdas estimadas de seus créditos para 
fins de balanço. Com base nessas informações, podemos dizer que a contabilização da PECLD, 
referente ao exercício de 2005, provocará na Demonstração do Resultado do Exercício uma redução 
do lucro final no valor de: 
 
a) 774,00 
b) 1.746,00 
c) 450,00 
d) 1.260,00 
e) 936,00 
 
Gabarito: D 
 
4. ATIVO NÃO CIRCULANTE IMOBILIZADO 
 
Os itens de um ativo imobilizado podem ser adquiridos por razões de segurança ou ambientais e a 
aquisição, embora não aumente diretamente os futuros benefícios econômicos de qualquer item 
específico já existente do ativo imobilizado, pode ser necessária para que a entidade obtenha os 
 
 
 
 
 
 
 
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benefícios econômicos futuros dos seus outros ativos. Esses itens qualificam-se para o 
reconhecimento como ativo porque permitem à entidade obter benefícios econômicos futuros dos 
ativos relacionados acima dos benefícios que obteria caso não tivesse adquirido esses itens. Por 
exemplo, uma indústria química pode instalar novos processos químicos de manuseamento a fim de 
atender às exigências ambientais para a produção e armazenamento de produtos químicos 
perigosos; os melhoramentos e as benfeitorias nas instalações são reconhecidos como ativo porque, 
sem eles, a entidade não estaria em condições de fabricar e vender tais produtos químicos. 
 
5. ATIVO INTANGÍVEL 
 
Um ativo quando for cumulativamente identificado, controlado e gerador de benefício econômico 
futuro é considerado intangível e será registrado grupo do Ativo Não Circulante Intangível. 
 
5.1 ATIVO IDENTIFICADO 
 
Um ativo intangível satisfaz o critério de identificação quando for separável, ou seja, puder ser 
separado da entidade e vendido, transferido, licenciado, alugado ou trocado, individualmente ou junto 
com um contrato, ativo ou passivo relacionado, independente da intenção de uso pela entidade, ou 
resultar de direitos contratuais, independentemente de tais direitos serem transferíveis ou 
separáveis da entidade ou de outros direitos e obrigações. 
 
5.2 ATIVO CONTROLADO 
 
Um ativo intangível satisfaz o critério de controle quando a entidade detém o poder de obter 
benefícios econômicos futuros e a restrição de terceiros ao acesso desses benefícios. Geralmente, a 
capacidade de controle advém de direitos legais que possam ser exercidos num tribunal, mas apesar 
da ausência desses direitoslegais dificultar a comprovação do controle, não se tem esse fator como 
determinante, pois a entidade pode controlar um ativo de outra maneira que não pela via legal. 
 
5.3 ATIVO GERADOR DE BENEFÍCIO ECONÔMICO FUTURO 
 
Um ativo intangível satisfaz o critério de gerador de benefício econômico futuro quando 
aumentar as receitas de vendas de produtos ou serviços ou reduzir custos para empresa. 
 
6. PASSIVO 
 
O passivo é uma obrigação presente que resulta de transações passadas legalmente exigíveis em 
decorrência de um contrato ou de requisitos estatutários fazendo com que a entidade tenha o dever 
ou responsabilidade de agir na liquidação da obrigação presente, por meio de pagamento em 
dinheiro, transferência de outros ativos, prestação de serviços ou conversão da obrigação 
principal em capital. 
 
6.1 PASSIVO CONTINGENTE 
 
O passivo contingente é uma obrigação possível que resulta de eventos passados e cuja 
existência será confirmada apenas pela ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros incertos 
não totalmente sob controle da entidade ou uma obrigação presente que resulta de eventos 
passados, mas que não é reconhecida porque não é provável que uma saída de recursos que 
incorporam benefícios econômicos seja exigida para liquidar a obrigação ou o valor da obrigação 
não pode ser mensurado com suficiente confiabilidade. 
 
6.2 PASSIVO CIRCULANTE 
 
 
 
 
 
 
 
 
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De acordo com o artigo 180 da Lei n.º 6.404/76, serão classificados no passivo circulante as 
obrigações que vencerem até o término do exercício seguinte. 
 
6.3 PROVISÃO 
 
A provisão é um passivo de prazo ou de valor incertos que podem ser distintas de outros passivos 
tais como contas a pagar e passivos derivados de apropriações por competência porque há 
incerteza sobre o prazo ou o valor do desembolso futuro necessário para a sua liquidação. Por 
contraste: 
 
6.3.1 PROVISÃO PARA CONTINGÊNCIAS 
 
A provisão para contingências tem por finalidade dar cobertura a perdas ou despesas, cujo fato 
gerador já ocorreu, mas não tendo havido, ainda, o correspondente desembolso ou perda. Em 
atenção ao regime de competência, entretanto, há necessidade de se efetuar o registro contábil e 
deve ser constituída independentemente de a companhia apresentar, lucro ou prejuízo no exercício. 
 
08ª Questão (Auditor do Tesouro Municipal de Natal 2008): Uma firma de auditoria, ao circularizar 
os escritórios de advocacia, prestadores de serviços da empresa auditada, recebeu a seguinte 
posição de contingências, relativa aos 3.000.000,00 em processos existentes: 
 
Processos prováveis de perda pela empresa.....................................30% 
Processos possíveis de perda por parte da empresa.........................45% 
Processos remotos de perdas por parte da empresa..........................25% 
 
Assim, segundo o CPC 25, deve a empresa constituir provisão para contingências no valor de: 
 
a) 750.000,00 
b) 900.000,00 
c) 1.650.000,00 
d) 2.250.000,00 
e) 3.000.000,00 
 
7. PASSIVO NÃO CIRCULANTE 
 
De acordo com o artigo 180 da Lei n.º 6.404/76, serão classificados no passivo não circulante as 
obrigações que tiverem prazo de vencimento superior ao término do exercício seguinte. O extinto 
grupo Resultado de Exercícios Futuros passou a integrar o Passivo Não Circulante. 
 
09ª Questão (AFRF Adaptada 2000): Considere os seguintes dados: 
 
 
 Ativo Passivo 
Ativo Circulante 
Mercadorias.......................................................50,00 
Duplicatas a Receber.........................................70,00 
Caixa..................................................................10,00 
Bancos...............................................................30,00 
Outras contas.....................................................60,00 
Matérias-Primas.................................................60,00 
Máquinas..........................................................120,00 
Passivo Circulante 
Impostos a Pagar............................................80,00 
Salários a 
Pagar............................................120,00 
Fornecedores................................................240,00 
Empréstimos bancários................................180,00 
Reservas de 
Lucros.......................................430,00 
 
 
 
 
 
 
 
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A apresentação acima, de acordo com as disposições da Lei n.º 6.404/76, incorre em algumas 
impropriedades. Elas são em número de: 
 
a) 2 
b) 1 
c) 3 
d) 5 
e) 4 
 
Ativo Intangível 
O artigo 179, inciso VI da Lei nº. 6.404/76 classificada um bem incorpóreo destinados à manutenção 
da companhia ou exercidos com essa finalidade no Ativo Não Circulante Intangível. 
De acordo com o artigo 183, inciso VII da Lei nº. 6.404/76 o Ativo Intangível de vida útil definida ou 
indefinida adquirido deve ser contabilizado pelo custo de aquisição, sendo que apenas o Ativo 
Intangível de vida útil definida deve ser deduzido da sua respectiva amortização acumulada. 
O artigo 183, § 3º, incisos I e II da Lei nº. 6.404/76 obriga as empresas a efetuarem periodicamente o 
teste de recuperabilidade nos Ativos Intangíveis de vida útil definida ou indefinida, sendo que apenas 
os Ativos Intangíveis com vida útil definida terão a sua amortização alterada em função do teste de 
recuperabilidade. 
 
1. CONCEITO 
Ativo Intangível é um ativo não monetário identificável sem substância física (bem de existência 
abstrata ou bem intangível). 
 
2. CLASSIFICAÇÃO COMO ATIVO INTANGÍVEL 
Um Ativo é classificado como Intangível quando atender cumulativamente a três requisitos: 
1º Requisito: Ser Identificado 
2º Requisito: Ser Controlado 
3º Requisito: Ser Gerador de Benefício Econômico Futuro 
O Ativo Intangível gerado internamente ou adquirido que atender cumulativamente aos três 
requisitos, será classificado no Balanço Patrimonial, no Ativo Não Circulante Intangível. 
 
2.1 ATIVO IDENTIFICADO 
Um Ativo Intangível satisfaz o critério de identificação quando: 
a) For Separável, ou seja, puder ser separado da entidade e vendido, transferido, licenciado, alugado 
ou trocado, individualmente ou junto com um contrato, ativo ou passivo relacionado, independente da 
intenção de uso pela entidade; ou 
b) Resultar de Direitos Contratuais ou Outros Direitos Legais, independentemente de tais direitos 
serem transferíveis ou separáveis da entidade ou de outros direitos e obrigações. 
 
2.2 ATIVO CONTROLADO 
Um Ativo Intangível satisfaz o critério de controle quando a entidade detém o poder de obter 
benefícios econômicos futuros e a restrição de terceiros ao acesso desses benefícios. Geralmente, a 
capacidade de controle advém de direitos legais que possam ser exercidos num tribunal, mas apesar 
da ausência desses direitos legais dificultar a comprovação do controle, não se tem esse fator como 
determinante, pois a entidade pode controlar um ativo de outra maneira que não pela via legal. 
 
2.3 ATIVO GERADOR DE BENEFÍCIO ECONÔMICO FUTURO 
Um Ativo Intangível satisfaz o critério de gerador de benefício econômico futuro quando aumentar as 
receitas de vendas de produtos ou serviços ou reduzir custos para empresa. 
O uso da propriedade intelectual em um processo de produção pode reduzir os custos de produção 
futuros em vez de aumentar as receitas futuras. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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3. DEFINIÇÕES 
Valor contábil é o valor pelo qual um ativo é reconhecido no balanço patrimonial após a dedução da 
amortização acumulada eda perda por desvalorização. 
Custo é o montante de caixa ou equivalente de caixa pago ou o valor justo de qualquer outra 
remuneração dada para adquirir um ativo na data da sua aquisição ou construção, ou ainda, se for o 
caso, o valor atribuído ao ativo quando inicialmente reconhecido de acordo com as disposições 
específicas de outro Pronunciamento. 
Valor amortizável é o custo de um ativo ou outro valor que substitua o custo, menos o seu valor 
residual. 
Ativo intangível é um ativo não monetário identificável sem substância física. 
Ativo monetário é aquele representado por dinheiro ou por direitos a serem recebidos em dinheiro. 
Pesquisa é a investigação original e planejada realizada com a expectativa de adquirir novo 
conhecimento e entendimento científico ou técnico. 
Desenvolvimento é a aplicação dos resultados da pesquisa ou de outros conhecimentos em um 
plano ou projeto visando à produção de materiais, dispositivos, produtos, processos, sistemas ou 
serviços novos ou substancialmente aprimorados, antes do início da sua produção comercial ou do 
seu uso. 
Valor residual de um ativo intangível é o valor estimado que uma entidade obteria com a venda do 
ativo, após deduzir as despesas estimadas de venda, caso o ativo já tivesse a idade e a condição 
esperadas para o fim de sua vida útil. 
 
4. ORIGEM DOS ATIVOS INTANGÍVEIS 
Os Ativos Intangíveis podem se originar de: 
- compra; 
- combinação de negócios; 
- contribuição do Governo; 
- troca de ativos; 
- gerados internamente. 
 
5. ATIVO INTANGÍVEL GERADO INTERNAMENTE 
O ativo intangível gerado internamente é difícil de ser reconhecido devido às dificuldades: 
a) na identificação, ou seja, se o ativo identificável gerará benefícios econômicos futuros esperados; 
e 
b) na determinação com segurança do custo do ativo, pois em alguns casos não é possível separar o 
custo incorrido com a geração interna de ativo intangível do custo decorrente das operações 
regulares do dia a dia da entidade. 
Para avaliar se um ativo intangível gerado internamente atende aos critérios de reconhecimento, a 
entidade deve classificar a geração do ativo: 
a) na fase de pesquisa; e/ou 
b) na fase de desenvolvimento. 
 
Caso a entidade não consiga diferenciar a fase de pesquisa da fase de desenvolvimento de projeto 
interno de criação de ativo intangível, o gasto com o projeto deve ser tratado como incorrido apenas 
na fase de pesquisa. 
 
6. FASE DE PESQUISA 
A fase de pesquisa de projeto interno por estar relacionada com a investigação inicial de obtenção de 
novos conhecimentos técnicos ou científicos, a entidade não tem condições de demonstrar que os 
gastos relacionados com as referidas pesquisas de projeto interno resultem em um ativo intangível 
que gerará benefícios econômicos futuros. Portanto, tais gastos são reconhecidos como despesa 
quando incorridos. 
São exemplos de atividades de pesquisa: 
a) atividades destinadas à obtenção de novo conhecimento; 
 
 
 
 
 
 
 
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b) busca, avaliação e seleção final das aplicações dos resultados de pesquisa ou outros 
conhecimentos; 
c) busca de alternativas para materiais, dispositivos, produtos, processos, sistemas ou serviços; e 
d) formulação, projeto, avaliação e seleção final de alternativas possíveis para materiais, dispositivos, 
produtos, processos, sistemas ou serviços novos ou aperfeiçoados. 
 
7. FASE DE DESENVOLVIMENTO 
Os gastos incorridos na fase de desenvolvimento que resultar em um ativo intangível capaz de gerar 
prováveis benefícios econômicos futuros serão contabilizados como ativo intangível. Caso os gastos 
com desenvolvimento não sejam capazes de gerar prováveis benefícios econômicos futuros, os 
mesmos serão tratados como despesas do exercício. Assim, os gastos com desenvolvimento (ou da 
fase de desenvolvimento de projeto interno) devem ser reconhecidos como ativo intangível somente 
se a entidade demonstrar cumulativamente os seguintes aspectos: 
a) viabilidade técnica para concluir o ativo intangível de forma que ele seja disponibilizado para uso 
ou venda; 
b) intenção de concluir o ativo intangível e de usá-lo ou vendê-lo; 
c) capacidade para usar ou vender o ativo intangível; 
d) forma como o ativo intangível deve gerar benefícios econômicos futuros; 
e) disponibilidade de recursos técnicos, financeiros e outros recursos adequados para concluir seu 
desenvolvimento e usar ou vender o ativo intangível; e 
f) capacidade de mensurar com segurança os gastos atribuíveis ao ativo intangível durante seu 
desenvolvimento. 
São exemplos de atividades de desenvolvimento: 
a) projeto, construção e teste de protótipos e modelos pré-produção ou pré-utilização; 
b) projeto de ferramentas, gabaritos, moldes e matrizes que envolvam nova tecnologia; 
c) projeto, construção e operação de fábrica-piloto, desde que já não esteja em escala 
economicamente viável para produção comercial; e 
d) projeto, construção e teste da alternativa escolhida de materiais, dispositivos, produtos, processos, 
sistemas e serviços novos ou aperfeiçoados. 
 
8. ATIVO INTANGÍVEL COM VIDA ÚTIL DEFINIDA 
O ativo intangível com vida útil definida está sujeito à amortização e ao teste de recuperabilidade, 
sendo a amortização de acordo com o padrão de consumo dos benefícios econômicos futuros 
esperados. A empresa deverá utilizar o método de amortização linear, caso não seja estabelecido o 
padrão de consumo com segurança de amortização do ativo intangível ao longo de sua vida útil 
estimada. 
A amortização é iniciada a partir do momento em que o ativo estiver disponível para uso, sendo 
encerrada na data em que o ativo for classificado como mantido para venda ou na data em que se 
verificar a sua baixa, o que ocorrer primeiro. 
Regra geral, a despesa de amortização de cada período deve ser reconhecida no resultado do 
exercício, de acordo com o princípio da Competência, a não ser que outra norma contábil exija a sua 
inclusão no valor contábil de um ativo. 
Por exemplo, o gasto de amortização de um ativo intangível fora da área de produção de uma 
indústria é classificado como despesa de amortização. Caso o referido gasto ocorra dentro da área 
de produção de uma indústria, o mesmo é classificado como custo de produção e integra o valor 
contábil dos estoques. 
Presume-se que o valor residual de um ativo intangível com vida útil definida é zero, a não ser que 
ao final da sua vida útil haja compromisso de terceiros em comprá-lo ou exista mercado ativo para 
ele, sendo que nessas situações o ativo intangível ainda possui uma vida econômica residual, sendo 
que a mesma pode ser aumentada, caso os seus benefícios econômicos futuros gerados aumentem. 
 
9. ATIVO INTANGÍVEL COM VIDA ÚTIL INDEFINIDA 
 
 
 
 
 
 
 
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O ativo intangível com vida útil indefinida não sofre amortização, mas está sujeito ao teste de 
recuperabilidade anualmente ou sempre que existam indícios de que o ativo intangível possa ter 
perdido valor. Um ativo intangível adquirido com vida útil indefinida deve ser submetido ao teste de 
recuperabilidade periodicamente para avaliar se os eventos e as circunstâncias presentes na 
aquisição do ativo continuam existindo em termos de benefícios econômicos futuros esperados. Da 
realização do teste de recuperabilidade pode ocorrer duas situações: 
 
10. GOODWILL 
O ágio derivado da expectativa de rentabilidade futura (Goodwill) gerado internamente não deve ser 
reconhecido como ativo intangível. 
 
QUESTÕES DE PROVAS 
 
01ª Questão (AFRFB 2012): A empresa Highlith S.A. implantou nova unidade no norte do país. Os 
investimentos na unidade foram de 1.000.000,00, registrados no ativo imobilizado. No primeiro ano, a 
empresa contabilizouum ajuste de perda de valor recuperável de 15.000,00. No segundo ano, o 
valor da unidade, caso fosse vendida para o concorrente e único interessado na aquisição, seria de 
950.000,00. Ao analisar o valor do fluxo de caixa descontado da unidade, apurou-se um valor de 
980.000,00. Dessa forma, deve o contador da empresa: 
 
a) manter o valor do investimento, visto não haver perda de valor recuperável. 
b) reconhecer um complemento de perda de valor recuperável de 5.000,00. 
c) reverter parte da perda de valor recuperável no valor de 25.000,00. 
d) registrar um complemento de perda de valor recuperável de 15.000,00. 
e) estornar o total da perda de valor recuperável de 50.000,00. 
 
02ª Questão (AFC STN Contábil 2013): A empresa Bastilha S.A. tem em seu imobilizado uma 
unidade geradora de caixa contabilizada com os seguintes valores: 
 
Contas Valores em 2011 
Imobilizado – custo histórico 100.000,00 
Depreciação (10% ao ano) 10.000,00 
Perda de Valor Recuperável 15.000,00 
 
O contador, ao avaliar a unidade geradora de caixa ao final de 2012, apurou os seguintes valores: 
 
Contas Valores em 2012 
Valor Justo da unidade 50.000,00 
Valor em Uso da unidade 64.500,00 
 
Com base nos dados, deve o contador, em dezembro de 2012: 
 
a) estornar a perda de valor recuperável em 25.000,00. 
b) manter o valor contábil de 75.000,00. 
c) reverter parte da perda de valor recuperável em 10.500,00. 
d) constituir a perda de valor recuperável em 15.000,00. 
e) complementar a perda de valor recuperável em 500,00. 
 
03ª Questão (AFRFB 2012): A Cia. Gráfica Firmamento adquire uma máquina copiadora, em 
02/01/2008, pelo valor de 1,2 milhões de reais, com vida útil estimada na capacidade total de 
reprodução de 5 milhões de cópias. A expectativa é de que, após o uso total da máquina, a empresa 
obtenha por este bem o valor de 200.000,00, estabelecendo um prazo máximo de até 5 anos para 
 
 
 
 
 
 
 
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atingir a utilização integral da máquina. No período de 2008/2009, a empresa executou a reprodução 
de 2.500.000 das cópias esperadas e no decorrer de 2010 foram reproduzidas mais 1.300.000 
cópias. Ao final de 2010, o Departamento de Gestão Patrimonial da empresa determina como valor 
recuperável desse ativo 440.000,00. Com base nos dados fornecidos, é possível afirmar que: 
 
a) o valor depreciável dessa máquina é de 1.000.000,00. 
b) o saldo da depreciação acumulada em 2010 é de 720.000,00. 
c) em 2010 a empresa deve registrar como despesa de depreciação o valor de 640.000,00. 
d) o valor líquido dessa máquina ao final de 2010 é 240.000,00. 
e) ao final de 2010 a empresa deve reconhecer uma perda estimada de 200.000,00. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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GABARITO 
 
1. D 
2. B 
3. B 
4. C 
5. C 
6. A 
7. D 
8. B 
9. E 
 
GABARITO (QUESTÕES DE PROVA) 
 
1. B 
2. E 
3. A

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