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ELETROBRAS ELETRONUCLEAR S.A
Manual de Segurança do Trabalho e 
Saúde Ocupacional
Diretoria de Operação e Comercialização – DO
Superintendência de Coordenação da Operação – SC.O
Gerência de Monitoração – GMO.O
Divisão de Meio Ambiente e Segurança do Trabalho – DMAS.O
Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho – SESMT
Manual de Segurança do Trabalho e Saúde Ocupacional
REVISÕES
REVISÃO 01 EFETUADA EM: Agosto/2010
1. Revisão 01, revisado na totalidade
Elaborado por: 
Celso Pinto Coelho
Eng.º de Seg. do Trabalho
CREA 14.485/77
SSST/MTE - 18.183G
 
Kleber Caetano Antunes Malaquias
 Técnico de Segurança do Trabalho
 SSST/MTE 37/01203-0
Visto por:
 Carlos Elysio Alhanati Magno José de Oliveira
Divisão de Meio Ambiente e Gerência de Monitoração – GMO.O
Segurança do Trabalho – DMAS.O
Aprovado por:
João Carlos da Cunha Bastos
Superintendência de Coordenação da Operação – SC.O
Rev. 01_Agosto de 2010 2
Manual de Segurança do Trabalho e Saúde Ocupacional
 PÁGINA
1. APRESENTAÇÃO 7
2. INTRODUÇÃO GERAL 8
2.1. OBJETIVO 8
2.2. PREVENÇÃO DE ACIDENTES 9
2.3. DEFINIÇÕES 10
2.4. EFICIÊNCIA 10
2.5. CONDIÇÕES DE EMERGÊNCIA 11
2.6. DIREITOS E RESPONSABILIDADES
11
 
2.6.1. Superintendentes / Gerentes 11
2.6.2. Responsáveis pelas Unidades Organizacionais 11
2.6.3. Supervisores e Encarregados 11
2.6.4. Empregados em Geral 12
2.6.5. Coordenador do SESMT 12
2.6.6. Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do 13
Trabalho – SESMT
2.6.7. Saúde Ocupacional 14
2.7. EDUCAÇÃO, TREINAMENTO E DIVULGAÇÃO DE SEGURANÇA DO TRABALHO 
14
E SAÚDE OCUPACIONAL
2.8. COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES – CIPA
15
3. EXIGÊNCIAS GERAIS 16
 
3.1. PRÁTICAS GERAIS DE TRABALHO SEGURO 16
3.2. CLASSIFICAÇÃO DE ACIDENTES DO TRABALHO / REGISTRO DE ACIDENTES E 16
 INCIDENTES
Rev. 01_Agosto de 2010 3
3.2.1. Definição de Acidente do Trabalho (Conceito Previdenciário) 16
3.2.2. Comunicação e Registro de Acidentes do Trabalho 17
3.2.3. Incidentes 18
3.2.4. Emergência Convencional
18
3.2.5. Causas de Acidente 19
3.2.6. Diálogo Diário de Segurança – DDS
20
3.2.7. Exigência da Obediência de Instruções e Boas Práticas de Segurança 20
3.2.8. Conhecimento (Habilidade da Equipe) 20
3.2.9. Cuidado na Realização das Tarefas - Auto Verificação 20
3.2.10. Atitudes Impróprias 23
 
3.2.11. Qualificações para a Execução de Tarefa 23
3.2.12. Tóxicos e/ou Drogas 23
3.3. AVALIAÇÃO E CONTROLE DOS RISCOS PROFISSIONAIS 23
3.3.1. Licença de Trabalho – LT
23
3.4.REPORTANDO CONDIÇÕES DE RISCO 24
3.5. INCIDENTES / QUASE ACIDENTES 24
3.5.1. Definição 24
3.5.2. Relato de Incidentes / Quase Acidentes 24
3.5.3. Relatórios de Lesões 25
3.5.4. Investigação de Acidente - Princípios Gerais 25
3.5.5. Determinando o Tipo de Investigação 26
3.5.6. Processo de Investigações de Acidentes 27
3.5.7. Investigação de Acidentes nas Empresas Contratadas 27
3.5.7.1 . Trabalhos Contratados 28
3.5.7.2 . Serviços Contratados, Empreiteiras Independentes 28
Rev. 01_Agosto de 2010 4
4. EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL – EPI 28
4.1. PROTEÇÃO PARA A CABEÇA 29
4.2. PROTEÇÃO AUDITIVA 30
4.3. PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA 30
4.4. PROTEÇÃO PARA MEMBROS INFERIORES 30
4.5. PROTEÇÃO CONTRA QUEDAS COM DIFERENÇA DE NÍVEL 31
 
4.6. PROTEÇÃO DO TRONCO 31
4.7. PROTEÇÃO DA PELE 31
4.8. PROTEÇÃO DO CORPO INTEIRO 31
5. SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA 30
6. SEGURANÇA E HIGIENE NO TRABALHO EM INSTALAÇÕES ESPECÍFICAS 32
6.1. ESCRITÓRIO 32
6.2. OFICINAS 33
6.3. LABORATÓRIOS 34
6.4. ÁREAS DE ARMAZENAMENTO 35
6.5. SUBESTAÇÃO 36
6.6. SALA DE BATERIAS 36
6.7. ELEVADORES 37
7. SEGURANÇA E HIGIENE DO TRABALHO EM ATIVIDADES ESPECÍFICAS 37
7.1. TRABALHO EM INSTALAÇÕES ELÉTRICAS 37
7.1.1. Medidas Preventivas de Ordem Geral 37
7.1.2. Serviços no Interior de Equipamentos Metálicos 38
7.1.3. Aterramento Elétrico 39
7.2. TRABALHOS EM ESPAÇOS CONFINADOS 39
7.3. MANUSEIO DE MATERIAIS 39
 
7.4. ERGONOMIA NA INFORMÁTICA 40
7.5. TRÂNSITO NAS ÁREAS DE RESPONSABILIDADE DA 
Rev. 01_Agosto de 2010 5
 ELETROBRAS ELETRONUCLEAR 41
7.5.1. Bloqueio Temporário de Vias e Acessos 42
7.6. UTILIZAÇÃO DE EQUIPAMENTOS PARA MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS 43
7.7. MONTAGEM E UTILIZAÇÃO DE ANDAIMES 43
7.8. MANUSEIO DE PRODUTOS PERIGOSOS 44
7.8.1. Substâncias Químicas 44
7.8.2. Líquidos Inflamáveis e Combustíveis 45
7.8.3. Produtos Químicos Perigosos 45
7.9. USO DE AR COMPRIMIDO 45
7.10. FERRAMENTAS ELÉTRICAS PORTÁTEIS E LUMINÁRIAS 46
7.11 OPERAÇÕES DE MERGULHO SUBAQUÁTICO 46
7.12. PRÁTICAS DE LABORATÓRIO 47
7.13. CILINDROS DE GÁS COMPRIMIDO 47
7.14. ESCADAS PORTÁTEIS 48
7.15. PROTEÇÃO DAS ABERTURAS NOS PISOS
49
7.16. TAREFAS NÃO ROTINEIRAS 50
8. RADIAÇÃO IONIZANTE 
50
9. ARRUMAÇÃO E LIMPEZA (HOUSEKEEPING)
51
10. PREVENÇÃO DE INCÊNDIO
52
10.1. EMERGÊNCIA CONVENCIONAL DE INCÊNDIO 52
 
11. DESCARTE DE RESÍDUOS INDUSTRIAIS 
53
12. SERVIÇOS CONTRATADOS
53
13. OBRAS ESPECIAIS E CONTRATAÇÕES DE SERVIÇOS DE GRANDE VULTO 54
Rev. 01_Agosto de 2010 6
14. COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES – CIPA
54
15. COMUNICAÇÕES DE INCIDENTES E ACIDENTES
55
16. PRÁTICAS DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES DE TRABALHO 
56
17. INSPEÇÕES E AUDITORIAS DE SEGURANÇA 56
18. REVISÃO DO MANUAL DE SEGURANÇA DO TRABALHO E SAÚDE 
57
 OCUPACIONAL
 
19. ANEXOS (Formulários de Registros de Acidente-RAT e Incidentes-RO) 57
20. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
63
MANUAL DE SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO
1. APRESENTAÇÃO
 
 A política da ELETROBRAS ELETRONUCLEAR, em matéria de prevenção de 
acidentes, estabelece os seguintes princípios que deverão ser respeitados e acatados por 
todos os integrantes da empresa: 
a) A prevenção de acidentes industriais deve ser considerada objetivo prioritário, tal 
como a Segurança Nuclear, a Proteção Ambiental e a Proteção Radiológica, e 
também não pode ser comprometida por qualquer justificativa, contando sempre 
com o esforço comum de todos os empregados;
b) A atividade preventiva deve ser integrada com a produtiva, em todos os níveis 
hierárquicos, o que implica por parte destes a obrigação de assumir a prevenção 
dos riscos de acidentes como um elemento inerente de suas responsabilidades;
c) Para o efetivo sucesso de um a Programa de Segurança e Saúde é indispensável 
o apoio irrestrito das Gerências na execução de suas ações, transparecendo uma 
liderança no estabelecimento destes objetivos; 
d) É fundamental que cada empregado compreenda e assuma com responsabilidade 
sua própria função na prevenção de acidentes industriais, objetivando melhorias 
contínuas nas condições do trabalho.
e) Torna-se um compromisso a exigência diária da colaboração de cada empregado, 
em todos os níveis, prestar apoio incondicional para implementação das diretrizes 
Rev. 01_Agosto de 2010 7
deste Manual para integrá-las na cultura de segurança da empresa, através da 
sua atenção, seu conhecimento e sua ação cautelosa na aceitação da 
responsabilidade por sua própria segurança e a segurança dos outros.
f) A violação voluntária dos requisitos de segurança constitui em falta administrativa 
grave.
 
2. INTRODUÇÃO GERAL
2.1. OBJETIVO
O objetivo deste manual é estabelecer diretrizes básicas de segurança e higiene 
industriala fim de preservar a integridade física de pessoas e a segurança de 
equipamentos, instalações industriais e o meio ambiente, quando na operação ou 
execução dos seus projetos, serviços e obras nas áreas de responsabilidade da 
ELETROBRAS ELETRONUCLEAR.
É uma ferramenta que serve como um referencial para gerentes, supervisores, 
encarregados e colaboradores em geral na realização segura de suas tarefas com a 
eliminação ou prevenção de qualquer tipo acidentes. 
A ELETROBRAS ELETRONUCLEAR, na busca permanente da excelência de seu 
desempenho, se compromete a evitar acidentes industriais com base nos seguintes 
objetivos:
a) Salvaguardar a saúde e a segurança de todos seus empregados, contratados e 
prestadores de serviços na área de sua responsabilidade, proporcionando um 
ambiente de trabalho saudável e seguro;
b) Assegurar que suas atividades atendam plenamente à legislação e diretrizes vigentes 
de Segurança do Trabalho e Saúde Ocupacional;
c) Monitorar os resultados de Segurança do Trabalho e Saúde Ocupacional, 
implementando ações que visem melhorias contínuas dos processos;
Rev. 01_Agosto de 2010 8
d) Promover treinamentos e programas de conscientização a todos os empregados para 
que exerçam com excelência todas as suas atividades;
e) Harmonizar a Política de Segurança do Trabalho e Saúde Ocupacional com as outras 
Políticas da empresa.
f) Portanto, a Segurança do Trabalho e Saúde Ocupacional devem estar alinhadas com 
a produção, qualidade e custo, devendo receber consideração de prioridade nas 
tomadas de decisões. A Segurança do Trabalho e Saúde Ocupacional não pode ser 
comprometida por nenhuma justificativa, mesmo quando surgirem pressões 
relacionadas com outros objetivos.
g) Este Manual, consistentemente com a Política de Segurança da ELETROBRAS 
ELETRONUCLEAR, é aplicável a todos os empregados, sejam próprios, de 
contratadas ou de prestadoras de serviços.
h) A participação ativa de cada trabalhador com permanente atitude questionadora 
visando a segurança e, prevenindo acidentes e corrigindo os atos e as condições 
inseguras observadas, é um imperativo. 
i) Todos têm a obrigação de comunicar à sua chefia imediata as situações de risco que 
não puderem ser corrigidas de imediato. 
j) Se for necessária qualquer informação adicional relativa às exigências de segurança , 
contatar prontamente a chefia imediata ou ao SESMT – Serviço Especializado em 
Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho. 
k) Antes de se iniciar qualquer tipo de trabalho, deve-se assegurar que as condições 
necessárias para uma execução segura da tarefa são conhecidas e estão 
estabelecidas. 
Notas importantes: 
a) Este Manual não substitui quaisquer outros documentos específicos de segurança ou 
qualquer outra prática operacional das instalações devendo, no entanto, ser utilizado 
para assegurar a total segurança nas atividades.
b) Para quaisquer atividades especiais não consideradas ou detalhadas neste Manual, 
devem ser emitidas análises preliminares de riscos pela Segurança do Trabalho com 
recomendações e/ou procedimentos específicos conforme necessário.
c) Embora este Manual faça referência à Radioproteção, as atividades envolvendo 
radiação ionizante devem ser executadas em atendimento integral às exigências 
específicas da Proteção Radiológica.
2.2. PREVENÇÃO DE ACIDENTES
Rev. 01_Agosto de 2010 9
Nenhum aspecto de uma operação é de maior importância do que a prevenção de 
acidentes. O grau de segurança e os resultados obtidos são diretamente proporcionais 
aos esforços para controlar as condições, práticas e atitudes humanas que são 
responsáveis por acidentes.
Um acidente é definido como um evento não desejado que freqüentemente resulte, ou 
mesmo possa resultar, em danos (lesões pessoais, perda de material, equipamentos, 
ferramentas, instalações e/ou ao meio ambiente), e é invariavelmente precedido por um 
ato pessoal não seguro e/ou uma condição ambiental insegura.
Os acidentes são perdas desnecessárias tanto de nossos recursos humanos, quanto 
de nossos recursos econômicos, que trazem imensuráveis custos as organizações e a 
sociedade.
Embora alguns acidentes sejam resultantes de CONDIÇÕES INSEGURAS do 
ambiente, estas podem ser minimizadas com inspeções rotineiras nas frentes de trabalho, 
visando melhorias nos processos, nas atividades operacionais e de manutenções 
preventivas e corretivas.
Mas, os ATOS INSEGUROS representam mais de 90% de todos os acidentes, ou 
seja, são diretamente causados por atitudes comportamentais do trabalhador. 
É responsabilidade de todos os empregados a obediência aos padrões de Segurança 
e Saúde e a todas as regras que são aplicáveis em suas próprias ações e conduta. Para 
conseguir uma atuação extremamente segura, todos devem se comprometer a adotar a 
SEGURANÇA como um VALOR! Este valor é uma profunda crença pessoal que 
NUNCA PODE SER COMPROMETIDA.
Este Manual de Segurança e Saúde no Trabalho foi elaborado para a orientação e 
segurança de todos os empregados da Eletrobras Eletronuclear, contratados e 
prestadores de serviço nas áreas de responsabilidade da ELETROBRAS 
ELETRONUCLEAR. 
A aderência integral às regras de segurança é obrigatória. 
2.3. DEFINIÇÕES
 ACIDENTE: Evento não desejado que resulte em morte, doença, lesão, dano ou 
outras perdas.
 INCIDENTE (QUASE ACIDENTE): Evento que teve ou poderia ter o potencial de 
levar a uma situação de acidente.
 
 LT: Licença de Trabalho.
 RISCO IMINENTE: Risco de acidente com potencial para causar incapacidade 
permanente, perda de vida, parte do corpo ou dano material severo.
Rev. 01_Agosto de 2010 10
 SESMT: Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do 
Trabalho.
 EPI: Equipamentos de Proteção Individual.
 EPC: Equipamentos de Proteção Coletiva.
 CIPA: Comissão Interna de Prevenção de Acidentes.
 EAM: Encaminhamento para Atendimento Médico.
 RAT: Relatório de Acidente do Trabalho.
 CAT: Comunicação de Acidente do Trabalho.
 CNAAA: Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto.
2.4. EFICIÊNCIA
Este Manual de Segurança deverá ser eficiente em todas as atividades laborais. 
A integral aderência é obrigatória por todos os empregados e é uma condição de 
emprego.
2.5. CONDIÇÕES DE EMERGÊNCIA 
No caso de uma emergência envolvendo risco de acidente grave, o empregado, em 
nível de Superintendente ou o responsável técnico pelo SESMT, pode modificar ou 
suspender parte do Manual de Segurança e Saúde, se tal procedimento for justificado 
temporariamente e necessário para permitir a realização de ações apropriadas para que 
seja eliminada a situação de emergência ou evitar o seu agravamento.
2.6. DIREITOS E RESPONSABILIDADES
Todos os empregados possuem direitos e responsabilidades relativas à segurança e 
a saúde. 
 
2.6.1. Superintendentes / Gerentes 
a) Assegurar permanentemente que as atividades associadas com a ELETROBRAS 
ELETRONUCLEAR sejam realizadas com elevados padrões de segurança.
b) Assegurar que o Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do 
Trabalho - SESMT esteje consolidado, formado por uma equipe de profissionais de 
Segurança e Saúde Ocupacional, com irrestrito apoio a fim de atingir a missão 
global da ELETROBRAS ELETRONUCLEAR.
Rev. 01_Agosto de 2010 11
2.6.2. Responsáveis pelas Unidades Organizacionais
2
a) Pela implementação, divulgação e cumprimento integral da política de segurança nas 
suas áreas de responsabilidades, como princípio básico de suas atribuições.
2.6.3. Supervisores e Encarregados 
a) As chefias imediatasde cada área têm responsabilidade e autoridade delegada de 
exigir que seus subordinados executem as tarefas atendendo aos requisitos de 
segurança, propondo soluções de eliminação ou minimização dos riscos potenciais 
de qualquer tipo de acidente. 
b) Também são responsáveis pelas condições de segurança de sua equipe e do seu 
ambiente de trabalho, orientando a forma de executar trabalhos com segurança e 
mantendo os equipamentos, ferramentas e instalações em bom estado de 
conservação. 
c) Devem também certificar-se que suas equipes de trabalho utilizem todos os 
Equipamentos de Proteção Individual requeridos para as atividades.
2.6.4. Empregados em Geral
a) Cada empregado, individualmente, é responsável pelos seus atos, pela sua própria 
segurança, pela segurança dos demais colaboradores e, conseqüentemente, pela 
preservação do patrimônio da empresa e do meio ambiente. Também, pela 
utilização, zelo e confirmação da adequacidade dos equipamentos de proteção 
individual e coletiva definidos para o trabalho, bem como a obediência às normas que 
estabelecem os métodos corretos de trabalho. Para tal, torna-se básico e 
indispensável o conhecimento deste Manual e das demais Normas e Instruções de 
Segurança e Higiene do Trabalho, estabelecidas no âmbito da Empresa, com objetivo 
de evitar acidentes.
b) Todos são responsáveis por reportar e corrigir os riscos que forem observados. Caso 
não seja possível corrigir o risco pessoalmente e imediatamente, solicite orientação 
de sua supervisão ou do SESMT. 
c) Em caso da impossibilidade da eliminação total do risco, deve ser usada uma barreira 
de modo a isolar o risco ou uma sinalização indicativa deve ser afixada ao ambiente, 
à ferramenta ou a uma parte do equipamento que oferece risco de acidente ou dano à 
saúde.
d) Todo empregado tem o direito de recusar a realização de um trabalho que possa 
gerar um risco iminente de morte ou danos significativos, inclusive a terceiros, danos 
significativos ao patrimônio ou ao meio ambiente. 
e) Excetuando os casos de emergência, é proibida a remoção não autorizada de 
equipamentos de segurança ou de combate a incêndio nos locais a eles designados. 
Rev. 01_Agosto de 2010 12
f) Mantenha a sua chefia imediata informada sobre suas condições físicas e mentais 
que possam interferir no cumprimento seguro de suas tarefas. Caso existam 
restrições médicas, o empregado é responsável por comunicá-las e comportar-se de 
acordo com as restrições e limitações prescritas.
g) É proibido o uso ou a posse de bebidas alcoólicas e de drogas ilícitas. 
h) Nunca se apresente ao trabalho sob efeito de bebidas alcoólicas ou de medicamentos 
psicotrópicos que impeçam a sua plena capacidade de trabalhar com segurança.
i) Se houver algum impedimento de continuar desenvolvendo sua atividade com 
segurança, por causa de cansaço, indisposição momentânea, doença, ou alguma 
outra razão, o trabalho deve ser paralisado imediatamente e tal condição reportada à 
sua chefia imediata
2.6.5. COORDENADOR DO SESMT
a) Tem responsabilidade pela administração, organização e desenvolvimento do Setor 
de Segurança e Saúde do Trabalho na ELETROBRAS ELETRONUCLEAR, em 
conformidade com as Normas Regulamentadoras da Portaria 3.214 do MTE, e auxiliar 
as gerências a assegurar condições de trabalho seguras e saudáveis.
b) Tem a responsabilidade pela gerência dos programas de controle médico e de 
higiene industriais estabelecidos nos limites das diretrizes da ELETROBRAS 
ELETRONUCLEAR.
c) É responsável pela revisão e implementação do Manual de Segurança e Saúde no 
Trabalho.
d) Tem a responsabilidade na divulgação de informação sobre segurança tanto 
horizontalmente como verticalmente.
2.6.6. SERVIÇO ESPECIALIZADO EM ENGENHARIA DE SEGURANÇA E MEDICINA DO 
 TRABALHO - SESMT
 São de responsabilidades do SESMT, além das atribuições regulamentadas pela 
Portaria 3.214, as seguintes ações: 
a) Assessorar as gerências na elaboração de diretrizes, indicadores e procedimentos 
aplicáveis de Segurança do Trabalho e Saúde Ocupacional, bem como orientar e 
zelar pelo fiel cumprimento destas;
b) Executar inspeções periódicas em todas as áreas da ELETROBRAS 
ELETRONUCLEAR, com a finalidade de identificar irregularidades e condições 
inseguras de trabalho e recomendar e acompanhar medidas de prevenção e 
correção que forem necessárias;
Rev. 01_Agosto de 2010 13
c) Orientar e assessorar todos os empregados quanto às suas obrigações legais 
relativas à prevenção de acidentes, identificar os riscos e propor medidas de 
engenharia necessárias ao seu controle e/ou eliminação; 
d) Especificar e verificar a eficácia dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI); 
e) Manter as Gerências informadas a respeito da ocorrência de qualquer acidente 
envolvendo pessoas e/ou equipamentos nas suas áreas de responsabilidade;
f) Ministrar treinamento aos empregados da Empresa, com a finalidade de prover nível 
de conhecimento que possibilite execução dos trabalhos nos padrões definidos pela 
Área de Segurança do Trabalho;
g) Manter um arquivo com todos os acidentes pessoais reportáveis ocorridos;
h) Supervisionar e orientar os executores dos trabalhos, quanto a implementação das 
recomendações de segurança, análise e controle de riscos ou procedimentos 
específicos; 
i) Efetuar periodicamente estatísticas de acidentes pessoais ocorridos para efeito de 
estudo e minimização das causas; 
j) Classificar, delimitar e sinalizar as áreas de riscos nas diversas frentes de trabalho; 
k) Especificar os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e Coletiva (EPC) 
adequados à execução da tarefa. 
2.6.7. Saúde Ocupacional 
São de responsabilidades da Medicina do Trabalho, além das atribuições 
regulamentadas pela Portaria 3.214, as seguintes ações: 
a) A função da Medicina do Trabalho é promover, proteger e recuperar a saúde dos 
empregados, coordenando a aplicação de técnicas e métodos específicos na 
prevenção das doenças profissionais.
b) Em conjunto com a área de Segurança do Trabalho, atua na avaliação de locais e 
processos que possam oferecer riscos à integridade física e psíquica dos 
empregados, recomendando as correções necessárias.
c) Elaborar relatórios sobre as condições de saúde dos empregados, de acordo com as 
exigências do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional - PCMSO, além 
de promovidos programas, campanhas educativas e planos de ação para melhorar 
as condições de saúde em todos os níveis.
Rev. 01_Agosto de 2010 14
2.7. EDUCAÇÃO, TREINAMENTO E DIVULGAÇÃO DE SEGURANÇA DO 
TRABALHO E SAÚDE OCUPACIONAL
O desenvolvimento de treinamentos para os empregados em geral faz parte da 
atividade de capacitação profissional da ELETROBRAS ELETRONUCLEAR, de modo a 
assegurar que todos estejam instruídos e informados sobre as regras de segurança e suas 
aplicações.
 
a) Todo empregado, na sua fase admissional, deve receber treinamento geral 
(TEG) que contemple tópicos de Segurança do Trabalho e Saúde Ocupacional, 
planos de ação, métodos de trabalho e procedimentos para assegurar que os 
empregados sejam capazes de trabalhar de forma segura e respondam 
eficientemente à situações inesperadas ou de emergência. Além disso, deve existir 
um programa de retreinamento anual (REG), onde práticas prevencionistas devem ser 
abordadas com objetivo de desenvolver a capacitação técnica em cultura de 
segurança, além de treinamentos de qualificação específicos para o desenvolvimento 
da função.
b) Os programas dos treinamentos devem ser revistos periodicamentepara 
garantir uma visão atualizada dos tópicos nas atividades da ELETROBRAS 
ELETRONUCLEAR .
c) O treinamento deve incluir também os princípios de trabalho em equipe.
d) A informação relacionada a eventos na área de segurança e higiene no 
trabalho deve ser divulgada aos empregados, a exemplo da experiência operacional 
das Usinas.
e) Indicadores de performance e avaliações devem ser feitas e disponibilizadas 
para os empregados. 
f) As metas estabelecidas para melhoria na performance nessa área devem ser 
amplamente divulgadas e seguidas para corrigir desvios. Este tratamento também é 
estendido às Empresas contratadas.
g) Todos os profissionais designados para trabalhar na Central Nuclear 
Almirante Álvaro Alberto – CNAAA, inclusive contratados, devem completar no 
mínimo, um dos seguintes treinamentos a fim de satisfazer as exigências da Portaria 
3214/1978 do Ministério do Trabalho e Emprego, Norma CNEN e Procedimentos 
Administrativos da ELETROBRAS ELETRONUCLEAR:
 TEG -Treinamento dos Empregados em Geral (inicial Empregados da 
 ELETROBRA ELETRONUCLEAR);
 TI - Treinamento Inicial (inicial para Contratados);
 REG - Retreinamento dos Empregados em Geral (anual para todos Empregados 
e Contratados da ELETROBRAS ELETRONUCLEAR);
Rev. 01_Agosto de 2010 15
 Outros treinamentos específicos de segurança, de acordo com as atividades a 
serem executadas.
2.8. COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES - CIPA
a) A ELETROBRAS ELETRONUCLEAR mantém a CIPA - Comissão Interna de 
Prevenção de Acidente, em conformidade com a Norma Regulamentadora NR 5, 
proporcionando as condições essenciais para o seu bom funcionamento. 
b) A CIPA deverá promover permanentemente a prevenção dos acidentes em suas 
áreas de atuação e seus membros serão treinados para cumprir tal missão.
c) Anualmente a CIPA deve atualizar, com o apoio da Segurança do Trabalho, os Mapas 
de Risco de suas áreas de atuação envolvendo o maior número possível de 
trabalhadores.
d) A CIPA deverá coordenar a promoção da realização da Semana Interna de 
Prevenção de Acidentes do Trabalho - SIPAT, com apoio do SESMT da 
ELETROBRAS ELETRONUCLEAR e em conjunto com todas as empresas 
contratadas. 
3. EXIGÊNCIAS GERAIS
 
3.1. PRÁTICAS GERAIS DE TRABALHO SEGURO 
a) Nenhuma regra de segurança substitui inteiramente o bom senso, nem as 
regras de segurança podem ser projetadas para cada situação no trabalho. 
Por estas razões, o bom julgamento deve ser usado para cada situação.
b) Cada empregado é responsável, sem a notificação do encarregado ou 
empregado responsável, pelos seguintes tópicos:
c) Cada empregado deverá estudar cuidadosamente (não somente ler) as regras 
de segurança que se aplicam aos seus deveres. A aderência a estas regras de 
segurança é obrigatória, e é uma condição de emprego.
d) Se um empregado é convocado para realizar um trabalho que é considerado 
de risco, e ele não está com o Equipamento de Proteção Individual adequado para tal 
ação, ele deverá levar ao conhecimento de seu encarregado antes do início do 
trabalho. Se surgirem dúvidas, a interpretação final ficará a cargo do encarregado ou 
empregado responsável.
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3.2. CLASSIFICAÇÃO DE ACIDENTES DO TRABALHO / REGISTRO DE ACIDENTES E 
INCIDENTES
3.2.1. Definição de Acidente do Trabalho (Conceito Previdenciário)
 Acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho, a serviço da empresa, 
com o segurado empregado, trabalhador avulso, bem como com o segurado especial, 
enquanto no exercício de suas atividades, provocando lesão corporal ou perturbação 
funcional que cause a morte, a perda ou redução, temporária ou permanente, da 
capacidade para o trabalho. 
É considerado como acidente do trabalho:
a) Doença profissional, assim entendida a produzida ou desencadeada pelo exercício do 
trabalho peculiar a determinada atividade, constante da relação de que trata o 
anexo II do Regulamento da Previdência Social – RPS, aprovado pelo 
Decreto 3.048/99;
b) Doença do trabalho, assim entendida ou adquirida ou desencadeada em função de 
condições especiais em que o trabalho é realizado e com ele se relacione 
diretamente, desde que constante da relação de que trata o anexo II do Regulamento 
da Previdência Social – RPS, aprovado pelo Decreto 3.048/99;
c) Em caso excepcional, constatando-se que a doença não incluída na relação 
constante do anexo II do Regulamento da Previdência Social – RPS, aprovado pelo 
Decreto 3.048/99, resultou de condições especiais em que o trabalho é executado e 
com ele se relaciona diretamente, a Previdência Social (INSS) deve equipará-la a 
acidente do trabalho. 
Equiparam-se também a acidente do trabalho:
a) Acidente ligado ao trabalho que embora não tenha sido a causa única, haja 
contribuído diretamente para a morte do segurado, ou que tenha produzido lesão que 
exija atenção médica para a sua recuperação;
b) Acidente sofrido pelo segurado no local e horário de trabalho, em consequência de 
ato de agressão, sabotagem ou terrorismo praticado por terceiro ou companheiro de 
trabalho; 
c) Ofensa física intencional, inclusive de terceiro, por motivo de disputa relacionada com 
o trabalho; 
d) Ato de imprudência, de negligência ou imperícia de terceiro, ou de companheiro de 
trabalho;
e) Ato de pessoa privada do uso da razão; 
Rev. 01_Agosto de 2010 17
f) Desabamento, inundação, incêndio e outros casos fortuitos de correntes de força 
maior;
g) Doença proveniente de contaminação acidental do empregado no exercício de sua 
atividade;
h) Acidente sofrido pelo trabalhador, segurado, ainda que fora do local e horário de 
trabalho, na execução de ordem ou na realização de serviço sob a autoridade da 
empresa; na prestação espontânea de qualquer serviço à empresa para lhe evitar 
prejuízo ou proporcionar proveito; em viagem a serviço da empresa, inclusive para 
estudo, quando financiada por esta, dentro de seus planos para melhor capacitação 
da mão de obra, independente do meio de locomoção utilizado, inclusive veículo de 
propriedade do segurado; no percurso da residência para o local de trabalho ou deste 
para aquela, qualquer que seja o meio de locomoção, inclusive veículo de 
propriedade do segurado.
i) No período destinado à refeição ou descanso, ou por ocasião da satisfação de outras 
necessidades fisiológicas, no local do trabalho ou durante este, o empregado será 
considerado no exercício do trabalho. 
Obs.: Entende-se como percurso o trajeto da residência ou local de refeição para o 
trabalho ou deste para aqueles, independentemente do meio de locomoção, sem 
alteração ou interrupção voluntária do percurso habitualmente realizado pelo 
trabalhador, segurado. 
3.2.2. Comunicação e Registro de Acidentes do Trabalho 
 
Em caso de ocorrência de acidentes no trabalho, o fato dever ser relatado 
prontamente à sua chefia imediata. Seguir as instruções transmitidas e os procedimentos 
de relatório de sua área de trabalho.
Ações necessárias para efetuar o registro: 
A sistemática esperada em caso de acidentes, com ou sem perda de tempo, 
consiste em:
a) A comunicação imediata do evento;
b) O encaminhamento da vítima para atendimento e avaliação para a definição, 
pelo Médico do Trabalho, se o acidente exigirá ou não o afastamento do 
 acidentado da sua função, bem como os devidos registros pela emissão do 
 GAM (Guia para Atendimento Médico no Ambulatório);
c) O preenchimento completo (todos os campos) e criterioso do RAT (Relatório de 
 Acidentedo Trabalho) e da CAT (Comunicação de Acidente do Trabalho).
Rev. 01_Agosto de 2010 18
d)O GAM e o RAT serão preenchidos imediatamente pela chefia imediata. O RAT 
deve ser complementado com recomendações pela Segurança do Trabalho. 
e)De posse do RAT (formulário em anexo) :
f) Dirigir-se ao Departamento Pessoal da Empresa para o preenchimento da CAT 
 (até o primeiro dia útil após o acidente);
g)Retornar ao Ambulatório Médico para reavaliação e acompanhamento do 
Médico do Trabalho e processar os registros afins.
3.2.3. Incidentes
a) Todo incidente, em especial aqueles de potencial gravidade, deve ser 
comunicado imediatamente à chefia imediata e à Segurança do Trabalho. É de 
grande importância este registro de incidentes, pois a análise e determinação 
das causas possibilitam ações corretivas que visam a não repetição do evento. 
b) É obrigatório a efetiva e eficaz comunicação imediata de acidentes à 
Segurança do Trabalho da ELETROBRAS ELETRONUCLEAR pelas 
Contratadas e também o preenchimento do Relatório especifico de Incidente / 
Quase Acidente (formulário em anexo). 
3.2.4. Emergência Convencional
a) Em caso de emergência, manter a calma e evite o pânico.
b) Para a divulgação de qualquer situação de emergência convencional, tais como 
acidentes pessoais, incêndios, etc., deve ser utilizado o sistema de 
comunicação existente, que deve ser disponibilizado unicamente para este 
atendimento, até seu efetivo encerramento.
c) Está afixada, em cada aparelho telefônico da CNAAA, uma etiqueta indicativa 
dos principais ramais de emergência, tais como: 
• Sala de Controle - Angra 1 (8180 / 8181);
• Sala de Controle - Angra 2 (8280 / 8282); 
• Brigada de Incêndio da Central (8333); 
• Ambulatório Médico (8444); e 
• Segurança Física (8777).
d) Para um pronto atendimento a estas situações, as informações devem ser 
passadas da forma mais clara possível, com o maior nível de detalhamento 
disponível. É de fundamental importância manter a calma e identificar o local 
da ocorrência, o acesso preferencial e o nome e ramal do solicitante.
Rev. 01_Agosto de 2010 19
e) O uso inapropriado destes ramais constitui em “falta grave”, sujeita às sanções 
disciplinares administrativas.
3.2.5. Causas de Acidente 
 
Para manter uma operação segura é essencial que tratemos o problema de 
prevenção aos acidentes com determinação visando a prevenir todos os tipos de 
acidentes, sejam eles causadores, ou não de lesões. 
Acidentes são resultados indesejáveis causados por deficiências originárias de uma 
Condição Insegura do ambiente de trabalho ou, em mais de 90% dos casos, devido a 
uma ação ou conduta insegura praticada pelo trabalhador. 
São destacadas algumas das principais causas de acidentes:
• Falta de Planejamento;
• Falta de adesão a procedimentos;
• Falta do uso de equipamentos de proteção apropriados; 
• Desatenção aos detalhes;
• Planejamento impróprio;
• Excesso de confiança;
• Perda do Interesse;
• Falta de treinamento;
• Ferramentas impróprias;
• Métodos Impróprios; e
• Falhas em Projetos.
O melhor dispositivo de segurança ainda é um empregado atento, instruído 
apropriadamente, bem treinado e cuidadoso. 
3.2.6. Diálogo Diário de Segurança – DDS
a) Uma das formas de manter uma equipe de trabalho sempre ativa quanto aos 
aspectos de segurança, é a adoção da prática do DDS – Diálogo Diário de 
Segurança.
 
b) O DDS consiste de breves reuniões diárias da chefia imediata com seus 
subordinados, antes do início das atividades, onde devem ser abordados diversos 
tópicos prevencionistas, em especial aqueles relativos aos riscos das tarefas a serem 
desenvolvidas (a seqüência esperada dos principais passos, riscos associados com o 
serviço e os métodos usados para controlar ou eliminá-los, procedimentos de 
trabalho, precauções especiais, controle da fonte de energia e exigências do uso de 
equipamentos de proteção pessoal, e as lições aprendidas relacionadas a eventos 
industriais). 
c) Reuniões adicionais devem ser realizadas se ocorrerem, durante o curso do trabalho, 
mudanças consideráveis que possam afetar a segurança dos empregados ou se o 
Rev. 01_Agosto de 2010 20
trabalho é especial (não rotineiro ou, particularmente, em situações especiais de 
risco).
d) Nas aplicações do DDS devem ser registrados os assuntos abordados e os nomes 
 dos participantes.
e) Sempre que oportuno, deve ser solicitado o apoio e assessoramento da Segurança 
do Trabalho.
3.2.7. Exigência da Obediência de Instruções e Boas Práticas de Segurança
 
Os Supervisores, encarregados e todos os responsáveis por cargos de Liderança 
deverão exigir de todos os subordinados que atuam sob sua responsabilidade a 
obedecerem integralmente todas as instruções e práticas de segurança aplicáveis. 
3.2.8. Conhecimento (Habilidade da Equipe)
Cada empregado da ELETROBRAS ELETRONUCLEAR deverá ser obrigado a saber 
e entender as regras de segurança que se aplicam aos trabalhos que estão realizando.
3.2.9. Cuidado na Realização das Tarefas - Auto-Verificação
Cada empregado deverá ter cuidado na realização de suas tarefas e agir de tal 
maneira que assegure o máximo de segurança para si mesmo, seus colegas de trabalho 
e todos da empresa a todo e a qualquer momento.
a) A auto-verificação é uma prática importante da cultura de segurança. Trata-se de uma 
ferramenta de trabalho simples que visa reduzir a incidência de erros nas atividades 
operacionais e conseqüentes acidentes industriais. 
b) A auto-verificação consiste de uma verificação automática pelos próprios indivíduos 
executantes, para assegurar de modo positivo e deliberado que uma dada ação é 
apropriada e que o componente selecionado para ser trabalhado é o correto, antes 
que a ação seja implementada. 
c) Excesso de confiança, distrações e complacência são fatores que rotineiramente 
causam relaxamento na concentração, o que contribui para a ocorrência de erros.
d) A prática consistente de auto-verificação é uma barreira que pode reduzir a 
probabilidade de erros e contribui para uma performance segura e consistente.
e) Cada pessoa manipulando um componente ou alterando a configuração de um 
equipamento, é responsável por fazer a auto-verificação para saber se sua ação é 
apropriada. 
f) São exemplos de ações: posicionamento de chaves de controle, disjuntores ou 
válvulas; conexão de testes; remoção/instalação de fusíveis; etc...
g) A auto-verificação deve ser praticada independentemente da necessidade de uma 
verificação independente (dupla verificação). 
Rev. 01_Agosto de 2010 21
h) A auto-verificação não substitui ou altera a boa prática de verificação independente. 
i) O seguinte processo de auto-verificação deverá sempre ser usado pelo pessoal ao 
realizar suas tarefas: PARE; PENSE; AJA; e REVEJA.
PARE: 
a) Pare antes da execução de uma tarefa para aumentar o seu grau de atenção ao 
detalhe. 
b) Esta é a etapa mais importante da técnica de auto-verificação.
c) O simples ato de parar aumenta consideravelmente a probabilidade de executar 
corretamente a tarefa. 
d) Tente eliminar distrações presentes ou potenciais.
PENSE: 
a) Entenda especificamente o que deverá ser feito antes de alterar ou trabalhar em 
qualquer equipamento. 
b) Identifique o componente, trem, unidade, etc., antes de iniciar qualquer ação. 
c) Use todos os sentidos aplicáveis, tais como visão, audição e tato. 
d) Questione a situação tentando identificar todas as afirmações disponíveis e 
pertinentes ao trabalho. 
e) Determine se a tarefa é apropriada para as condições presentes. 
f) Considere a respostaesperada e indicações associadas com a ação a ser 
executado, tais como ruído de fluxo, ruído de disjuntor, indicadores, registradores, 
níveis de radiação, vibração.
g) Decida que ações (imediatas ou posteriores) deverão ser implementadas caso a 
resposta esperada não ocorra. 
h) Busque respostas para quaisquer questionamentos ou preocupações existentes.
ATENÇÃO: NÃO PROSSIGA EM CASO DE INCERTEZA
AJA: 
a) Inicialmente, e sem perder contato visual, toque fisicamente o componente sem, 
contudo atuá-lo. 
Rev. 01_Agosto de 2010 22
b) Certifique que o equipamento, trem ou unidade é o correto a ser trabalhado. 
Compare a identificação do equipamento com aquela de sua licença de trabalho, 
procedimento, desenho ou memória (se necessário). 
c) Dependendo da situação, pode ser útil pronunciar em voz alta o nome do 
equipamento, para alertar outros envolvidos, visando uma maior atenção quanto a 
certeza da tarefa.
d) Finalmente, execute efetivamente a ação sem perder o contato manual estabelecido 
anteriormente.
REVEJA: 
a) Verifique se a resposta obtida é aquela esperada.
b) Caso uma resposta inesperada ocorra, tome as ações previamente determinadas.
 
c) Assegure que tais ações sejam conservativas. 
d) Mantenha-se alerta para qualquer resposta inesperada. 
 
e) Assegure que a ação desejada foi implementada com sucesso.
f) Qualquer problema de identificação de componentes (divergência com informação do 
procedimento, ou que esteja ilegível, ou colocada em local impróprio), deverá ser 
notificado à sua chefia imediata. 
g) Como regra geral, se houver qualquer dúvida quanto a identificação do componente, 
a tarefa deverá ser suspensa até que uma identificação positiva possa ser feita.
3.2.10. Atitudes Impróprias
 
Os empregados não deverão se envolver na prática de brincadeiras, lutas, ou 
descontrole emocional. Estes comportamentos são indesejáveis e aumentam os riscos 
desnecessários nos ambientes de trabalho da empresa.
 
3.2.11. Qualificações para a Execução de Tarefa
a) Todo Supervisor ou encarregado deve avaliar permanentemente o estado emocional 
e físico dos empregados sob sua responsabilidade. 
b) Se suspeitar, com bases razoáveis, que um empregado esteja tanto emocionalmente 
ou fisicamente inapto para o trabalho designado, deverá proibir que o mesmo realize 
qualquer tarefa até que seu estado médico seja satisfatório ou exista outra evidência 
da sua plena forma para executar o trabalho com segurança.
3.2.12. Tóxicos e/ou Drogas 
Rev. 01_Agosto de 2010 23
a) É proibido o uso ou efeito de bebidas alcoólicas ou drogas ilícitas por qualquer 
empregado durante o horário de trabalho e qualquer violação serão consideradas 
como falta grave.
b) Qualquer Supervisor, encarregado ou líder responsável por uma equipe que tenha 
razões suficientes para suspeitar de empregados trabalhando sob a influência de 
bebidas alcoólicas ou drogas, deverá proibir tal empregado de trabalhar, até que seja 
obtido um parecer médico satisfatório.
 
3.3. AVALIAÇÃO E CONTROLE DOS RISCOS PROFISSIONAIS
Toda atividade a ser executada necessita, antecipadamente, de um planejamento 
bem executado de modo a se evitar qualquer situação imprevista ou necessidade de 
improvisos.
3.3.1. Licença de Trabalho - LT
a) Todas as atividades de trabalho que são executadas nas áreas operacionais das 
Usinas seguem as diretrizes estabelecidas em procedimentos, através da emissão 
da respectiva Licença de Trabalho – LT. Cada LT deve definir os métodos de 
planejamento, isolamento de equipamento (cartões de isolamento), interfaces de 
sistemas, e posterior normalização, entre outros, para a efetiva liberação da 
execução do serviço.
b) A Segurança do Trabalho participa na fase de planejamento, elaborando uma Análise 
Prévia dos Riscos - APR previsíveis das tarefas, tais como: índice de exposição ao 
calor, nível de ruído, risco de quedas, incêndios, trabalhos em ambiente confinado, 
entre outros. 
c) Já na fase de execução das atividades, o responsável deve verificar através de 
acompanhamento de campo, outras recomendações de segurança pertinente, além 
de certificar do isolamento realizado e se não há nenhuma interferência que possa 
trazer riscos adicionais ao seu trabalho, complementando e detalhando a análise 
preliminar de risco elaborada. Este resultado deve ser divulgado e discutido com os 
demais empregados envolvidos na tarefa, antes da sua execução. 
d) Estas recomendações, bem como os equipamentos de proteção individual e coletiva 
indispensáveis ao desenvolvimento da tarefa, fazem parte integrante da LT e suas 
violações constituem em uma falta grave.
3.4. REPORTANDO CONDIÇÕES DE RISCO
a) Quando os empregados observarem uma condição de risco que possa causar 
acidente ou dano ao patrimônio físico de propriedade da ELETROBRAS 
ELETRONUCLEAR, mesmo que não seja diretamente na sua área de trabalho, a 
mesma deverá ser relatada imediatamente ao seu supervisor ou encarregado.
Rev. 01_Agosto de 2010 24
b) Qualquer empregado que receber um relato de uma condição de risco deverá tentar 
obter o nome do relator, o local exato, tipo de problema e levar esta informação 
imediatamente ao seu supervisor ou encarregado e/ou ao SESMT.
c) As condições de risco devem ser relatadas a supervisão, ao encarregado e/ou ao 
SESMT imediatamente e uma ação corretiva, também, deve ser iniciada 
imediatamente. 
3.5. INCIDENTES / QUASE ACIDENTES
As causas dos eventos que ocasionam os incidentes/acidentes são também as 
mesmas que frequentemente ocasionam os acidentes industriais e estão diretamente 
relacionadas aos processos básicos inadequados de segurança. 
3.5.1. Definição 
Como definição de Incidente / Quase Acidente, deve ser considerado qualquer 
evento ocorrido que apresenta sério potencial para ocasionar dano pessoal, mas não 
resulta em lesão, e que é apresentado como uma experiência de aprendizado para 
sustentar nossa cultura de acidentes zero.
 
3.5.2. Relato de Incidentes / Quase Acidentes 
A importância de se reportar um incidente é encontrar as causas do problema e 
resolvê-las. Outro fator é aprender com estes acontecimentos e prevenir para que outro 
empregado não cometa erros similares.
As seguintes diretrizes devem ser consideradas para determinar a ocorrência de um 
incidente:
a) O evento poderia resultar em uma ocorrência que poderia causar lesões aos 
empregados ou danos sérios à propriedade da empresa?
b) No que se refere à notificação do acidente, podemos obter experiência ou 
conclusões com o resultado de uma investigação que possam evitar a sua 
repetição?
c) Os procedimentos / planos de ações / diretrizes, que são os efeitos referentes ao 
incidente não estão claros ou são deficientes?
d) Poderia ter existido uma falta de treinamento ou capacitação por parte dos 
empregados envolvidos?
e) Existem algumas circunstâncias envolvendo o incidente que não estão claras e 
podem ter contribuído com o ocorrido?
Rev. 01_Agosto de 2010 25
f) Alguém (contrariando as práticas de segurança) solicitou que um empregado 
fosse requisitado para realizar um trabalho que não estaria habilitado para ter 
feito?
g) As diretrizes necessárias para a plena execução da tarefa não estão 
disponíveis?
O Relatório de Incidentes é realizado como se segue:
a) Documentar o evento através de Relatório em formulário próprio (formulário em 
anexo) descrevendo o evento e as ações tomadas para prevenir a reincidência do 
ocorrido; 
b) Informar a todos os membros das equipes envolvidos; 
c) Informar as ações corretivas e divulgar como Experiência Operacional para outras 
equipes;d) Informar ao SESMT e a Superintendência da UO correspondente sobre o evento, e 
fornecer uma cópia do Relatório.
3.5.3. Relatórios de Lesões
a) Os empregados da ELETROBRAS ELETRONUCLEAR e contratados devem relatar 
todas as doenças e /ou lesões de trabalho ao seu encarregado ou supervisor 
imediato, mesmo sendo de grau secundário;
b) O serviço de Emergência Médica do Ambulatório Médico de Itaorna disponibiliza 
atendimento 24 horas por dia, podendo ser acionado através do ramal 9444;
c) Os supervisores ou os encarregados devem preencher o Relatório de Acidente de 
Trabalho – RAT (formulário em anexo);
d) Uma notificação verbal para a área de Segurança e Saúde no Trabalho deve ser feita 
imediatamente após os encarregados tomarem ciência da ocorrência do acidente.
NOTA: Imediatamente após atendimento médico ou hospitalização devido a lesão 
grave de qualquer empregado da ELETROBRAS ELETRONUCLEAR ou de 
empresa contratada, devido a acidente de trabalho, o supervisor ou 
encarregado do empregado afetado deverá reportar verbalmente o 
atendimento médico / hospitalização por telefone, ou pessoalmente à 
Gerência da UO, que imediatamente comunicará ao superintendente de sua 
UO, ao SESMT e a CIPA da empresa.
3.5.4. Investigação de Acidente - Princípios Gerais
a) Quaisquer acidentes de trabalho e/ou acidentes de veículos que resultarem em 
lesões aos empregados serão considerados sérios. Uma investigação detalhada 
Rev. 01_Agosto de 2010 26
deve ser feita para identificar as causas associadas como parte de um esforço global 
na prevenção repetição de acidentes.
b) Os empregados da ELETROBRAS ELETRONUCLEAR e contratados devem relatar 
todas as doenças e /ou lesões de trabalho ao seu encarregado ou supervisor 
imediato, mesmo sendo de grau aparentemente secundário. 
c) O serviço de Emergência Médica está disponível 24 horas por dia, através do 
ramal 9444.
d) O supervisor ou encarregado deve preencher um Relatório de Acidente de 
Trabalho – RAT.
e) Uma notificação verbal para a área de Segurança e Saúde no Trabalho deve ser feita 
imediatamente após os encarregados tomarem ciência da ocorrência do acidente.
NOTA: Imediatamente após atendimento médico ou hospitalização devido a lesão 
grave de qualquer empregado da ELETROBRAS ELETRONUCLEAR ou de 
empresa contratada, devido a acidente de trabalho, o supervisor ou 
encarregado do empregado afetado deverá reportar verbalmente o 
atendimento médico / hospitalização por telefone, ou pessoalmente à 
Gerência da UO, que imediatamente comunicará ao superintendente de sua 
UO, ao SESMT e a CIPA da empresa.
3.5.5. Determinando o Tipo de Investigação
a) Dentro do prazo de 24 horas da notificação do acidente, a UO do acidentado deverá 
certificar e complementar a informação inicial sobre cada acidente / incidente, e com a 
conformidade do responsável da Segurança de Saúde do Trabalho, determinar o 
nível da investigação exigida.
b) A investigação de acidente com maior gravidade deve ser conduzida com no mínimo 
a participação de dois empregados. Um dos empregados será da Segurança e 
Saúde do Trabalho e o segundo será o supervisor ou encarregado do acidentado. 
c) A investigação de acidente com menor gravidade deve ser realizada somente por um 
responsável da Segurança e Saúde do Trabalho.
3.5.6 Processo de Investigações de Acidentes 
a) Toda investigação é considerada de caráter reservado. Toda a documentação devera 
ser arquivada no processo de investigação do acidente.
b) A notificação inicial de Acidentes com lesão de um empregado deverá ser 
documentada no processo de investigação de acidentes, "Relatório de Acidente do 
Trabalho". Este formulário deve ser entregue ao responsável da Segurança e Saúde 
Rev. 01_Agosto de 2010 27
no Trabalho, não mais que 01 (um) dia após o registro de um acidente com um 
empregado.
c) O Responsável da Segurança e Saúde do Trabalho, juntamente com o supervisor ou 
encarregado Relator, deverão determinar o nível de investigação do acidente a ser 
realizada no prazo de 24 horas da notificação do incidente.
d) A conclusão da investigação do acidente deverá ser no prazo de 07 (sete) dias a 
partir da data da notificação do acidente. 
e) A análise de acidente grave deverá ser iniciada no período máximo de até 24 horas 
após a ocorrência, uma vez que, todos os fatos relacionados ao acidente tenham 
sido coletados. Esta reunião deverá ter a participação do empregado lesado (quando 
possível), o supervisor ou encarregado imediato, o investigador do acidente e outros 
empregados indicados empresa.
f) Após a realização de cada reunião de análise do acidente, a equipe de investigação 
deverá preencher um relatório parcial.
g) Todos os documentos da investigação deverão ser encaminhados ao supervisor da 
UO do acidentado que deverá certificar e revisar toda a documentação.
h) No prazo de até 03 (três) dias o supervisor da UO envolvido deverá submeter toda a 
documentação ao responsável pelo Setor da Segurança e Saúde no Trabalho para 
disposições apropriadas.
i) O Responsável pelo Setor de Segurança e Saúde no Trabalho deverá assegurar que 
o acidente, a investigação e as ações corretivas estão documentados formalmente 
em um relatório conclusivo.
3.5.7 Investigação de Acidentes nas Empresas Contratadas
3.5.7.1 Trabalhos Contratados
As investigações de acidentes envolvendo empregados de empreiteiras deverão ser 
conduzidas da mesma forma que as dos empregados da ELETROBRAS 
ELETRONUCLEAR no Processo de Investigação de Acidentes.
3.5.7.2 Serviços Contratados, Empreiteiras Independentes
a) A Investigação sobre acidentes envolvendo empregados de empresas contratadas 
prestadoras de serviço à Eletruclear será de responsabilidade da Empresa 
Contratante dos Serviços, quando constituído por exigência legal ou pelo próprio 
Serviço de Segurança e Saúde no Trabalho da ELETROBRAS ELETRONUCLEAR.
b) O Responsável pela Segurança e Saúde no Trabalho da Contratada produzirá um 
relatório de disposições de relatos das condições sugerindo a disposição com a ação 
Rev. 01_Agosto de 2010 28
recomendada, com um adendo à classificação da categoria do ocorrido que deverá 
ser submetido a aprovação do Serviço de Segurança e Saúde no Trabalho da 
ELETROBRAS ELETRONUCLEAR.
4. EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL - EPI
São todos os dispositivos ou produtos de proteção individual destinados a proteger a 
saúde e a integridade física do trabalhador.
Constitui obrigação da empresa em fornecer aos empregados, gratuitamente, EPI 
adequado ao risco, devendo estar em perfeito estado de conservação e funcionamento 
sempre que as medidas de ordem geral e proteção coletiva forem tecnicamente inviáveis, 
ou essas medidas não ofereçam completa proteção contra os riscos de acidente de 
trabalho e / ou doenças profissionais e para atender as situações emergenciais.
É de competência do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina 
do Trabalho – SESMT, a recomendação ao empregador, quanto ao EPI adequado ao 
risco existente em determinada atividade.
Constituem obrigações do Empregador:
a) Adquirir o tipo adequado de EPI à atividade do empregado;
b) Fornecer ao empregado somente EPI aprovado pelo Ministério do Trabalho e 
Emprego – MTE;
c) Treinar o trabalhador sobre seu uso adequado;
d) Tornar obrigatório seu uso;
e) Substituí-lo, imediatamente, quando estiver com a validade vencida, danificado ou 
extraviado;
f) Responsabilizar-se pela sua higienização e manutenção;
g) Garantir a utilização dos equipamentos de modo correto, através de treinamento 
adequado, supervisão e fiscalização.
Constituem obrigações do Empregado:a) Usá-lo apenas para a finalidade a que se destina;
b) Responsabilizar-se por sua guarda e conservação;
c) Comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio para o uso ou 
qualquer dúvida quanto à aplicação correta do equipamento.
Rev. 01_Agosto de 2010 29
Observações: Constitui ato faltoso do empregado a recusa injustificada do uso dos 
equipamentos de proteção individual fornecidos pelo empregador.
Caberá à chefia imediata:
a) a responsabilidade direta pela segurança dos empregados sob suas ordens, da 
 mesma forma pela qual é responsável pela execução do trabalho;
b) transmitir claramente aos empregados as boas práticas de prevenção de 
acidentes industriais, com base nos treinamentos recebidos;
c) advertir ou até mesmo afastar da função qualquer empregado sob sua chefia, 
quando deixar de cumprir as Normas de Segurança do Trabalho;
d) identificar os riscos do serviço sob sua orientação e alertar devidamente seus 
subordinados sobre os controles desses riscos;
e) antes de iniciar qualquer trabalho, assegurar-se de que os seus subordinados 
possuem treinamento específico, todo ferramental e equipamentos de segurança 
necessários ao serviço.
Os principais tipos de EPI são:
 
4.1. PROTEÇÃO PARA A CABEÇA
a) Protetores faciais destinados à proteção dos olhos e da face contra lesões 
ocasionadas por partículas, respingos, vapores de produtos químicos e radiações 
luminosas intensas;
b) Óculos de segurança para trabalhos que possam causar irritações ou ferimentos 
nos olhos, provenientes de impacto de partículas; de líquidos agressivos e metais 
em fusão; de poeiras; e de radiações perigosas;
c) Máscaras para soldadores nos trabalhos de soldagem e corte ao arco elétrico;
d) Capacetes de segurança para proteção do crânio nos trabalhos sujeitos a impactos 
contra interferências ou provenientes de queda e projeção de objetos, além de 
possíveis danos causados por queimaduras ou choque elétrico.
4.2. PROTEÇÃO AUDITIVA
Protetores auriculares e de inserção, para trabalhos realizados em locais em 
que o nível de ruído ou o tempo de exposição sejam superiores ao estabelecido 
na Norma Regulamentadora do Ministério do Trabalho e Emprego – NR 15.
4.3. PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA
Rev. 01_Agosto de 2010 30
Para exposições a agentes ambientais em concentrações prejudiciais à saúde 
do trabalhador, de acordo com os limites estabelecidos na Norma 
Regulamentadora do Ministério do Trabalho e Emprego – NR 15.
e) Respiradores para trabalhos que impliquem em produção de poeiras;
f) Máscaras para trabalhos de limpeza por abrasão, através de jateamento;
g) Respiradores e máscaras de filtro químico para exposição a agentes químicos 
prejudiciais à saúde;
h) Aparelhos de isolamento (autônomos ou de adução de ar), para locais de 
trabalho onde o teor de oxigênio seja inferior a 18% (dezoito por cento) em 
volume.
4.4. PROTEÇÃO PARA MEMBROS INFERIORES
a) Calçados de proteção para riscos de origem mecânica;
b) Calçados impermeáveis, para trabalhos realizados em lugares úmidos, 
lamacentos ou encharcados;
c) Calçados impermeáveis e resistentes a agentes químicos agressivos;
d) Calçados de proteção contra riscos de origem térmica ou elétrica; radiações 
perigosas; e agentes biológicos agressivos;
e) Perneiras de proteção contra riscos de origem mecânica ou térmica e 
contra radiações perigosas;
Observação: é proibido o uso de calçados abertos tipo sandálias e chinelos, e de 
tecido leve tipo tênis e alpargatas usados nas áreas industriais. 
4.5. PROTEÇÃO CONTRA QUEDAS COM DIFERENÇA DE NÍVEL 
a) Cinto de segurança para todos os trabalhos em altura superior a 2 (dois) 
metros em que haja risco de queda;
c) Cadeira suspensa para trabalho em altura em que haja necessidade de 
 deslocamento vertical, quando a natureza do trabalho assim indicar; 
d) Trava-queda de segurança acoplado ao cinto de segurança ligado a um 
cabo de segurança independente, para os trabalhos realizados com 
movimentação vertical em andaimes suspensos de qualquer tipo.
Rev. 01_Agosto de 2010 31
4.6. PROTEÇÃO DO TRONCO
 Aventais, jaquetas, macacões, capas e outras vestimentas especiais de 
proteção para trabalhos em que haja perigo de lesões provocadas por riscos 
de origem térmica; radioativa; mecânica; agentes químicos e meteorológicos; 
umidade proveniente de operações de lixamento a água ou outras operações de 
lavagem.
4.7. PROTEÇÃO DA PELE
 Cremes de proteção química contra agentes agressivos, como óleos, tintas, 
solventes e graxas, e protetor solar para atividades em ambientes externos.
4.8. PROTEÇÃO DO CORPO INTEIRO
 Aparelhos de isolamento (autônomos ou de adução de ar) para locais de 
trabalho onde haja exposição a agentes químicos ou radiológicos absorvíveis 
pela pele, pelas vias respiratórias e digestivas, prejudiciais à saúde.
5. SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA
a) Os principais meios de sinalização, utilizados para a proteção aos empregados e 
ao patrimônio da empresa são: as placas, etiquetas, setas, luzes, cartões, cordas, 
fitas, cavaletes, cones, correntes e grades.
b) Os empregados devem sempre acreditar e respeitar uma sinalização indicativa de 
risco, mesmo que este não esteja aparente.
c) É importante que os riscos sejam sempre sinalizados e delimitados pela utilização 
de placas e cores padronizadas, visando a prevenção de acidentes; a identificar os 
equipamentos de segurança; a delimitando áreas; a identificação de tubulações de 
líquidos e gases; e identificar e advertir acerca dos riscos existentes. 
d) Mantenha sempre atualizada a sinalização indicativa adequada à situação do 
risco. 
e) O empregado responsável pelo trabalho que estabeleça a necessidade de 
aplicação da sinalização deve fazer a sua retirada somente quando terminada a 
condição de risco. 
f) As instruções contidas na sinalização devem ser perfeitamente legíveis e 
identificáveis, e colocadas em local visível. 
g) A utilização do meio de sinalização, por si só, não dispensa o emprego de outras 
formas de prevenção de acidentes.
Rev. 01_Agosto de 2010 32
h) O uso de cores deverá ser o mais reduzido possível, a fim de não ocasionar 
distração, confusão e fadiga ao trabalhador.
6. SEGURANÇA E HIGIENE NO TRABALHO EM INSTALAÇÕES 
ESPECÍFICAS
6.1. ESCRITÓRIO
a) Uma boa arrumação e organização, assim como a colocação apropriada do 
mobiliário e equipamentos, são importantes na prevenção de acidentes.
b) Manter as gavetas dos arquivos, mesas de trabalhos e armários fechadas quando 
não estiver em uso. A disposição do peso deve garantir posição estável do móvel 
e do material guardado.
c) Utilizar os puxadores para abrir e fechar as gavetas. Abrir somente uma gaveta de 
arquivo ou armário de cada vez.
d) Guardar adequadamente os objetos afiados ou pontiagudos quando os mesmos 
não estiverem em uso. As lâminas de equipamentos cortantes devem ser 
guardadas separadamente. 
e) Manter longe de seu corpo os objetos cortantes que estiver utilizando. 
f) Não usar móveis, cadeiras ou banquetas como escada portátil.
g) Evite abrir mais de uma gaveta de um gabinete de arquivo ao mesmo tempo.
h) Permanecer afastado da área de movimentação das portas para evitar impactos 
com a sua abertura.
i) Não tranque portas que possam ser necessárias em caso de uma emergência.
j) Mantenha as passagens e corredores livres de todas as obstruções.
k) Manter as áreas de circulação desimpedidas, livres de materiais e outros objetos.
l) Use calçado apropriado ao ambiente industrial, com antiderrapantes para prevenir 
escorregões em pisos, ou tropeços em escadas.
m) Seja cauteloso ao transitar em pisos molhados, devido à possibilidade de 
escorregões.n) Não corra ao subir ou descer escadas ou ao atravessar corredores. Use os 
corrimãos apropriados e caminhe.
Rev. 01_Agosto de 2010 33
o) Não deixar cabos elétricos ou extensão na área de circulação e nunca devem ser 
colocados sob carpetes, tapetes e passadeiras.
p) Mantenha todos os cabos de extensão estão em boas condições. Substitua cabos 
com defeito ou tomadas quebradas.
q) Não armazenar líquidos nem excesso de material sólido ou líquido inflamáveis 
sem avaliação específica de risco e de contramedidas pertinentes, caso 
necessário. 
r) Embrulhar todos os vidros quebrados, lâminas cortantes e outros materiais 
pontiagudos ou afiados utilizando papel e fita adesiva antes de colocá-los nas 
latas de lixo.
s) Escolher produtos de limpeza adequados para pisos evitando que a superfície se 
torne escorregadia.
t) Manter os materiais de escritórios armazenados nas áreas adequadas, numa 
quantidade mínima e organizada de modo a evitar riscos e obstrução de saídas de 
emergência e acessos aos equipamentos de segurança.
u) Ao término do expediente desligue todos os equipamentos, condicionadores de ar 
e o sistema de iluminação, sempre que possível.
 
6.2. OFICINAS
a) As máquinas e ferramentas utilizadas nas oficinas devem ser operadas somente 
por empregado com a devida capacitação e autorização, devido a potencialidade 
dos riscos de acidentes e respectiva gravidade.
b) É de fundamental importância o pleno conhecimento prévio e detalhado dos 
equipamentos a serem utilizados.
c) Os dispositivos de proteção elétrica e mecânica existentes nos equipamentos 
devem ser bem mantidos e periodicamente inspecionados para que seu efeito 
protetor esteja assegurado. 
d) Desativar ou neutralizar qualquer um desses dispositivos de proteção constitui em 
falta grave.
e) Antes de se colocar o equipamento em operação, estes dispositivos devem ser 
verificados, em especial os relativos à proteção de partes móveis e ao aterramento 
elétrico.
Rev. 01_Agosto de 2010 34
f) Qualquer defeito ou anormalidade observada exige a imediata interrupção da 
atividade e um pronto comunicado para correção.
g) Manter sempre organizado e limpo o local de trabalho.
h) Desligar todos os equipamentos ao término do expediente.
i) A geração de farpas e pedaços de material que possam causar ferimentos deve 
ser antecipada e limitada. 
j) A remoção dessas farpas e pedaços deve ser feita freqüentemente, sempre que 
houver um intervalo no trabalho.
k) Os equipamentos de proteção tais como extintores de incêndio, chuveiro de 
emergência e lava-olhos, devem estar sempre operáveis e acessíveis.
l) O arranjo físico das oficinas deve garantir livre e segura circulação de pessoal e 
materiais.
m) Os EPI necessários ao desenvolvimento das atividades nas oficinas devem ser 
claramente sinalizados nessa área.
6.3. LABORATÓRIOS
a) Antes de começar qualquer trabalho, verificar as características dos produtos a 
serem manipulados.
b) Alguns equipamentos tais como extintores de incêndio, chuveiro de emergência e 
lava-olhos, devem estar operáveis e acessíveis.
c) Não succionar (puxar) nenhum tipo de produto com a boca.
d) Com relação ao espaço físico do laboratório, manter as bancadas sempre limpas e 
livres de materiais estranhos ao trabalho. 
e) O arranjo físico dos laboratórios deve garantir livre e segura circulação de pessoal 
e materiais.
f) Todos os reagentes devem possuir rótulos.
g) Em caso de derramamento de líquidos inflamáveis, produtos tóxicos ou corrosivos, 
interromper o trabalho; advertir as pessoas próximas sobre o ocorrido; e solicitar 
ou efetuar a limpeza imediata. Se a normalização da área não puder ser feita de 
imediato, promover a sinalização e isolamento da área de risco.
h) As capelas de exaustão de gases deverão ser adequadamente utilizadas. 
Certificar se o sistema de exaustão está funcionando adequadamente.
Rev. 01_Agosto de 2010 35
i) A segregação de produtos químicos e armazenagem adequada devem ser feitas 
de acordo com procedimentos específicos para evitar ignição, reações agressivas, 
etc.. 
j) Os EPI necessários nos laboratórios devem ser indicados claramente nessa área.
6.4. ÁREAS DE ARMAZENAMENTO
a) Nas áreas de armazenamento é de fundamental importância a ordem e a 
arrumação dos produtos, bem como uma sinalização eficiente. 
b) Os materiais devem ser empilhados adequadamente para evitar desmoronamento, 
obstrução de passagens, causar acidentes e/ou mesmo danificar-se.
c) Quando se lida com produtos de riscos especiais, como tóxicos, corrosivos, 
inflamáveis ou explosivos, devem ser tomados cuidados especiais na perfeita 
rotulagem de identificação dos produtos e riscos associados.
d) Devem ser respeitadas as características de armazenagem de cada produto e a 
compatibilidade entre eles. O limite de empilhamento em embalagens apropriadas 
deve ser estável.
e) As condições de ventilação do ambiente devem atender às necessidades 
requeridas para evitar o acúmulo de gases nocivos à saúde.
f) As instalações elétricas devem atender as peculiaridades exigidas para cada 
produto.
g) É proibida a manipulação de produtos na área destinada ao armazenamento.
h) É indispensável o uso de equipamentos proteção, tais como luvas, máscaras 
aventais, calçado e óculos de segurança para o manuseio de produtos químicos e, 
no caso de contacto com o corpo, lave o local atingido abundantemente com água 
e procure atendimento médico.
i) É terminantemente proibido fumar ou abrir chamas em área de armazenamento.
6.5. SUBESTAÇÃO
a) É terminantemente proibido o acesso de pessoas estranhas ao serviço nas 
subestações elétricas.
b) Toda a área deve ser devidamente cercada e as portas de acesso trancadas, com 
a respectiva sinalização de PERIGO – ALTA VOLTAGEM.
c) Deve existir em local bem visível um quadro com os diagramas de ligações 
elétricas, a fim de facilitar as manobras dos equipamentos.
Rev. 01_Agosto de 2010 36
d) Pensar bem antes de efetuar qualquer manobra, por mais simples que seja.
e) Procure concentrar sua atenção naquilo que vai ser feito e raciocine calmamente 
em cada seqüência da manobra. 
f) Certifique-se previamente que não existe nenhum risco de se causar acidentes 
pessoais ou materiais.
g) Antes de efetuar qualquer serviço de manutenção ou reparo nos equipamentos 
elétricos, desligar completamente as partes de alta e baixa tensão.
h) Usar os dispositivos de aterramento para proteção contra correntes de “retorno”.
i) Utilizar sempre os equipamentos de segurança requeridos para manobras tais 
como luvas e tapetes de borracha.
j) Redobrar os cuidados quando for trabalhar em quadros ou painéis elétricos, para 
não tocar com as ferramentas em parte energizadas.
6.6. SALA DE BATERIAS
a) As baterias industriais exigem manuseio cuidadoso para que sejam evitados 
acidentes.
b) Usar os equipamentos de proteção requeridos, com luvas, aventais, botas e 
óculos.
c) Para inspeções, utilize lanternas apropriadas e nunca permita a abertura de 
chamas, devido ao risco de explosão por acúmulo de gases do processo químico.
d) É terminantemente proibido fumar neste ambiente.
e) Tomar extremo cuidado com o eletrólito (solução de ácido sulfúrico com água).
f) Em caso de contato acidental com o corpo, a parte atingida deve ser 
abundantemente lavada com água. Deverá ser providenciado o atendimento 
médico.
g) Em caso de derramamento, esta solução deve ser quimicamente neutralizada e 
providenciada a limpeza do ambiente.
h) Nunca colocar ferramentas metálicas sobre baterias, pois pode ser provocado um 
curto-circuito.
i) Antes de efetuar qualquer serviçocom baterias industriais, desligar os circuitos de 
carga e de alimentação.
Rev. 01_Agosto de 2010 37
6.7. ELEVADORES
a) Em elevadores comuns não transportar pessoas e cargas, simultaneamente.
b) Não usar elevadores específicos para transporte de carga para uso de pessoal.
c) Não exceder a capacidade de carga especificada para o elevador. 
d) Ao abrir a porta, verificar sempre se o elevador se encontra no nível do piso, antes 
de entrar ou sair.
e) Só usar o interruptor de “parada de emergência” para situações reais.
f) Em caso de pane não forçar portas ou saia do elevador entre níveis de pisos. 
Solicitar e aguardar socorro.
g) Nunca usar o elevador em caso de incêndio. 
7. SEGURANÇA E HIGIENE DO TRABALHO EM ATIVIDADES 
 ESPECÍFICAS
7.1. TRABALHO EM INSTALAÇÕES ELÉTRICAS
Somente profissionais formalmente autorizados, em consonância com a NR 10, e 
que estiverem treinados e instruídos sobre as precauções relativas aos riscos de seu 
trabalho, primeiros socorros, prevenção e combate a incêndio e apresentarem estado de 
saúde compatível com as suas atividades, poderão realizar trabalhos em instalações 
elétricas e nas suas proximidades.
7.1.1. Medidas Preventivas de Ordem Geral
a) As instalações elétricas devem ser projetadas, executadas e utilizadas de modo 
que seja possível prevenir, por meios seguros, os perigos de choque elétrico e 
outros acidentes;
b) Planejar qualquer trabalho antes de realizá-lo;
c) Seguir sempre os procedimentos estabelecidos para a realização de trabalhos em 
instalações elétricas;
d) Desligar sempre e bloquear a chave geral ou disjuntor, sinalizar e, antes de fazer 
manutenção ou reparos na instalação elétrica, assegurando-se de que não venha 
a ser religada por engano durante a realização dos trabalhos;
e) Certificar-se de que as instalações não estejam energizadas. Antes de tocá-las, 
use aparelho de teste;
Rev. 01_Agosto de 2010 38
f) Usar sempre ferramentas com cabos isolados e devidamente aterrados;
g) Nunca tocar em instalações, aparelhos e equipamentos elétricos com as mãos, 
pés ou roupas molhadas;
h) Ao se deparar com fio elétrico solto, mantenha-se afastado do local, pois o mesmo 
poderá estar energizado. Isole a área e chame o pessoal da área elétrica, 
imediatamente;
i) Na construção ou manutenção predial próxima a rede elétrica ou equipamentos 
energizados, tomar muito cuidado mantendo sempre uma distância segura ao 
manobrar barras de ferro, tubos, arames, trilhos, suportes e outros materiais 
metálicos. 
j) Os equipamentos e outras ferramentas elétricas deverão ser do tipo com dupla 
isolação, na tensão de 110 Volts e deverão ser alimentadas através de quadros de 
distribuição conforme especificado no item anterior.
7.1.2 Serviços no Interior de Equipamentos Metálicos 
a) Atividades no interior de equipamentos metálicos, atendendo às normas vigentes, 
só deverão ser usadas equipamento elétrico com tensão de até 24 Volts e com 
potência máxima de 100 Watts.
b) Em casos excepcionais, os circuitos de tensão de 110 ou 220 Volts deverão ser 
protegidos com disjuntores com proteção a corrente Diferencial Residual 
(dispositivo DR) de alta sensibilidade, de corrente diferencial residual nominal igual 
ou inferior a 30 mAmperes (um disjuntor por circuito).
c) Os equipamentos e outras ferramentas de força motrizes deverão ser do tipo 
pneumático.
d) Todos os cabos elétricos usados para alimentar provisoriamente equipamentos 
elétricos, em especial no interior de equipamentos metálicos, devem ser 
encaminhados de modo ordenado e seguro, não devendo ficar jogados pelas 
passagens, escadas, plataformas e bocas de visita sem a devida proteção 
mecânica. Devem ser lançados preferencialmente de forma suspensa, presos na 
parte superior de estruturas.
7.1.3 Aterramento Elétrico.
Todo componente metálico que possa a vir serem energizadas acidentalmente, 
como luminárias, equipamentos elétricos de carcaça metálica como motores, bombas, 
sopradores, painéis, estruturas metálicas, andaimes, etc. devem ser conectados com 
condutor ligado diretamente a aterramento. 
Rev. 01_Agosto de 2010 39
As máquinas de solda elétrica devem ter o cabo terra ligado diretamente na peça ou 
estrutura a ser soldada, sendo proibido o uso da malha de terra como meio de 
aterramento.
 
7.2. TRABALHOS EM ESPAÇOS CONFINADOS
Espaço confinado é um local não projetado para ocupação contínua, geralmente 
com limitações de acesso e ventilação, onde é grande o potencial de acidente com 
fatalidade. 
a) Os trabalhos em espaços confinados apresentam vários riscos, tais como a 
deficiência de oxigênio, a presença de vapores tóxicos, gases explosivos, 
temperaturas elevadas, fluxo inadvertido de material perigoso, além dos riscos de 
choques elétricos, quedas e incêndios, que deverão ser previamente analisados.
b) A entrada em espaço confinado só é permitida para profissionais formalmente 
autorizados, em consonância com a Norma Regulamentadora do Ministério do 
Trabalho e Emprego – NR 33, e que estiverem treinados e instruídos após uma 
Permissão de Trabalho e Entrada - PET, com supervisão permanente. É exigida a 
monitoração da atmosfera e liberação específica para o trabalho, aprovada pelo 
pessoal da Segurança do Trabalho ou por profissional habilitado. 
c) Os requisitos de segurança constantes da permissão devem ser integralmente 
cumpridos.
d) Sempre que for designado a trabalhar em um ambiente que possa ser considerado 
como Espaço Confinado, comunicar previamente à sua chefia imediata.
7.3. MANUSEIO DE MATERIAIS
 
a) Antes de manusear qualquer material, certifique-se da sua capacidade e adequação 
física para a tarefa, evitando esforços excessivos que podem causar lombalgias ou 
outras doenças envolvendo a coluna vertebral. 
b) Na dúvida sobre a sua capacidade e recursos para movimentar determinado 
material, pedir ajuda ou obter o equipamento mecânico adequado ao manuseio. 
c) Ao levantar ou transportar uma carga, planejar antecipadamente o modo pelo qual 
esta tarefa será realizada. 
d) Escolher o trajeto que será utilizado e determinar o local no qual a carga deverá ser 
descarregada. 
e) Utilizar as seguintes diretrizes para levantamento de carga:
• posicionar-se próximo da carga com os pés afastados para um bom equilíbrio;
• dobrar os joelhos e segure firmemente a carga;
Rev. 01_Agosto de 2010 40
• manter as costas na posição vertical, mais reta possível;
• levantar a carga gradualmente, à medida que você se levantar, utilizando 
somente as pernas;
• Mantenha a carga próxima ao corpo;
• evitar movimentos bruscos, solavancos ou giros do corpo.
f) Para depositar objetos no chão, dobrar as pernas (nunca as costas) invertendo os 
passos do método de levantamento.
g) Caso seja necessária a utilização de equipamento mecânico para movimentação de 
carga, assegurar-se da capacidade e compatibilidade do mesmo para a operação. 
h) Não operar nenhum equipamento sem ser autorizado. Solicitar o apoio de 
profissional treinado e qualificado para esta atividade.
7.4. ERGONOMIA NA INFORMÁTICA
a) A Ergonomia é definida como o estudo do trabalho. Pode ter como definição 
adicional o meio de ajustar o trabalho à pessoa. 
b) O objetivo principal da ergonomia na reeducação postural é melhorar o desempenho 
e o bem-estar do trabalhador, através do estudo e da aplicação de princípios que 
governam a interação do homem ao seu ambiente de trabalho. 
c) Uma convivência insatisfatória pode causar um stress físico desnecessário ao 
trabalhador, causando um aumento do risco de lesões ou um aumento de erros. 
d) Os benefícios são a reduçãode lesões e doenças no trabalho; a melhoria na 
produtividade e melhor conforto do trabalhador.
e) Com o advento da informática, as situações das exigências dos postos de trabalho 
trouxeram registros freqüentes de dores por desconforto aos usuários. Por esta 
razão, algumas orientações básicas que, necessariamente devem ser praticadas:
f) Nas atividades de lançamento de dados, é uma boa prática que o trabalhador realize 
uma pausa de 10 minutos para descanso em cada hora trabalhada.
g) Para obter uma boa postura na cadeira, o trabalhador deverá:
• Manter a cabeça bem alinhada com o tronco;
• Modificar de vez em quando a inclinação do encosto para relaxar a coluna, 
Regulando a altura do apoio lombar e dorsal;
• Manter o quadril bem posicionado;
• Evitar compressão na região posterior das coxas, regulando altura da cadeira;
Rev. 01_Agosto de 2010 41
• Manter os pés bem apoiados, de preferência em suporte com inclinação 
regulável;
• Manter o braço e o antebraço com um ângulo maior ou igual à 90º;
• Sempre digitar com o punho neutro (alinhando os braços com as mãos), 
deixando os braços em suspenso ou use apoio apropriado de punho;
• Regular a altura do monitor, alinhando a sua parte superior com o nível dos 
olhos do usuário;
• Ajustar a inclinação da tela, de modo a obter um ângulo vertical de cerca de 
20º .
7.5. TRÂNSITO NAS ÁREAS DE RESPONSABILIDADE DA ELETROBRAS 
ELETRONUCLEAR
a) Ao operar veículos motorizados devem ser cumpridas integralmente as leis do 
Código Nacional de Trânsito e ser respeitadas as sinalizações existentes.
b) No interior das áreas da ELETROBRAS ELETRONUCLEAR, devem ser 
respeitados os limites de velocidade indicados nas placas de sinalização 
existentes e demais orientações de segurança.
c) É obrigatória a utilização de cintos de segurança pelo motorista e passageiro 
e de capacete para motociclistas, inclusive no trajeto entre a casa e o 
trabalho.
d) Sempre dar preferência para a travessia de pedestres.
e) Nunca fazer simultaneamente o transporte de pessoas com qualquer tipo de 
carga.
f) O motorista é o responsável por verificar se todos os passageiros estão 
assentados ou posicionados com segurança, antes de movimentar o veículo.
g) Equipamentos pesados como tratores, niveladoras, escavadeiras, 
compactadores e guindastes não devem ser utilizados para transportar 
empregados.
h) A circulação deve ser sempre executada com os faróis baixos acesos. Estes 
veículos devem ser equipados com sinalizadores sonoros de marcha à ré.
i) O transporte de empregados nas vias públicas e rodovias só é permitido se o 
veículo for especificamente indicado para este fim.
j) Os veículos devem ser estacionados de marcha ré, de forma a facilitar 
manobras e, se necessário, a saída dos mesmos em situações de 
emergência.
k) Adotar sempre as práticas de direção defensiva.
Rev. 01_Agosto de 2010 42
l) As exigências do Código Nacional de Trânsito deverão ser plenamente 
cumpridas; 
m) Obedeça rigorosamente às velocidades indicadas pelas placas de sinalização 
e locais de estacionamento; 
n) O cinto de segurança é obrigatório para todos os ocupantes de veículos, bem 
como o capacete para motociclista; 
o) O motorista deverá estacionar o veículo de ré e aplicar o freio de mão. 
p) Os pedestres, os ciclistas, as ambulâncias e os carros de combate a incêndio 
têm sempre preferência no trânsito; 
q) Em casos de emergência os veículos deverão estacionar imediatamente, 
onde houver espaço disponível, na via ou junto dela, de modo a permitir o 
livre trânsito para as viaturas de emergência;
r) Os acidentes de trânsito devem ser imediatamente notificados à Fiscalização 
e ao Serviço de Segurança Patrimonial;
s) Não será permitido o transporte de pessoas em locais impróprios dos veículos 
(carroceria) ou de maneira que ofereça possibilidade de quedas ou outros 
riscos;
7.5.1 Bloqueio Temporário de Vias e Acessos 
Sempre que o início de uma construção ou reparo que implique em interdições total 
ou parcial do trânsito em ruas ou acesso às áreas Industriais e adjacências, deverá ser 
previamente solicitada a devida interdição do local, através da supervisão dos serviços, 
aos órgãos envolvidos em atendimento a emergências (Proteção Física, Bombeiros e 
Área Médica), indicando detalhadamente:
• Trecho, áreas ou rua a ser interditado e as respectivas providências de 
sinalização;
• Modalidade do trabalho a ser executada; 
• Alternativas de acesso;
• Data e hora em que terá início o bloqueio e a previsão que deverá vigorar a 
interdição.
7.6. UTILIZAÇÃO DE EQUIPAMENTOS PARA MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS
a) Somente empregados qualificados e treinados são autorizados a operar e 
sinalizar a movimentação de cargas por gruas, guindastes, pontes rolantes, 
pórticos e empilhadeiras. 
Rev. 01_Agosto de 2010 43
b) Os equipamentos utilizados na movimentação de materiais, tais como 
elevadores de carga, guindastes, monta-carga, pontes-rolantes, talhas, 
empilhadeiras, guinchos, esteiras-rolantes, transportadores de diferentes 
tipos, deverão ser calculados e construídos de maneira que ofereçam as 
necessárias garantias de resistência e segurança e conservados em perfeitas 
condições de trabalho.
c) Especial atenção deverá ser dada aos cabos de aço, cintas, cordas, 
correntes, roldanas, ganchos e demais acessórios, que deverão ser 
inspecionados, permanentemente, substituindo-se as suas partes defeituosas.
d) Em todo o equipamento deverá ser indicado, em lugar visível, a carga máxima 
de trabalho permitida.
e) Nos equipamentos com força motriz própria, o operador deverá ter 
treinamento específico, que o habilitará nessa função.
f) Os operadores de equipamentos, bem como os responsáveis pelo apoio 
direto a operação (rigger), deverão ser habilitados e só poderão atuar se 
forem devidamente autorizados pela ELETROBRAS ELETRONUCLEAR, 
portando um cartão de identificação específico para a função, com o nome e 
fotografia, em lugar visível.
g) O cartão terá a validade de 1 (um) ano, salvo imprevisto, e, para a 
revalidação, o empregado deverá passar por exame de saúde completo, por 
conta do empregador.
h) Os equipamentos de transporte motorizados deverão possuir sinal de 
advertência sonora (buzina).
i) Não permitir a permanência de pessoas na área de ação da operação de 
movimentação, principalmente sob carga suspensa.
j) Isolar e sinalizar previamente a área de movimentação de carga.
 
7.7. MONTAGEM E UTILIZAÇÃO DE ANDAIMES 
a) Os andaimes devem ser construídos ou montados sempre que for necessário 
executar trabalhos em lugares elevados, onde eles não possam ser 
realizados com segurança a partir do piso, e cujo tempo de duração ou tipo de 
atividade não justifique o uso de escadas.
b) Os andaimes são normalmente utilizados em serviços de demolição, 
construção, pintura, limpeza e manutenção, e podem ser classificados como 
de suportes simplesmente apoiados (fixos ou móveis); de suportes em 
balanço; suspensos mecânicos pesados e suspensos mecânicos leves.
Rev. 01_Agosto de 2010 44
c) Os materiais utilizados na construção de andaimes devem ser de boa 
qualidade, não sendo permitido o uso de peças de madeira ou metal que 
apresentem sinais de deterioração, rachaduras, nós ou quaisquer outros 
defeitos que possam comprometer sua resistência.
d) A montagem e a manutenção de andaimes tubulares devem ser feitas 
unicamente por profissionais habilitados.
e) Durante a construção de andaimes, não deve ser permitida, no local, a 
presença de pessoas estranhas aosserviços.
f) Parafusos não devem ficar salientes em qualquer superfície de andaimes.
g) Os andaimes com estrados a mais de 2,00m (dois metros) de altura do piso, 
devem dispor de sistema de guarda-corpo, inclusive nas cabeceiras.
h) Não se deve retirar ou anular a ação de qualquer dispositivo de segurança 
dos andaimes.
i) Devem ser tomadas precauções especiais quando da montagem, 
movimentação e utilização de andaimes próximos a redes de energia elétrica.
j) Os andaimes não devem ser sobrecarregados além do limite previsto, sendo 
necessário manter a carga de trabalho distribuída no estrado, de maneira 
uniforme, sem obstruir o acesso e a circulação de pessoas.
7.8. MANUSEIO DE PRODUTOS PERIGOSOS
São destacadas algumas regras básicas para as substâncias químicas e 
inflamáveis:
7.8.1. Substâncias Químicas
a) Não trabalhar com substâncias químicas perigosas sem o pleno 
conhecimento dos riscos e controles exigidos.
b) Ler atentamente os rótulos, fichas técnicas e procedimentos para primeiros 
socorros dos materiais manipulados.
c) Utilizar todos os equipamentos de proteção individual apropriados. 
Dependendo do risco, devem ser usados óculos de proteção, proteção facial, 
vestimentas especiais, respiradores e luvas.
d) Em ambientes com substâncias químicas perigosas devem existir lava-olhos 
e chuveiros de emergência. 
Rev. 01_Agosto de 2010 45
e) Manter os produtos armazenados em quantidades mínimas, de uma forma 
organizada, identificada e sinalizada, bem como a compatibilidade exigida 
entre os produtos. 
 
7.8.2. Líquidos Inflamáveis e Combustíveis
a) É de responsabilidade do usuário de líquidos o armazenamento em áreas 
apropriadas para este fim.
b) Nas áreas de armazenamento e manuseio de inflamáveis, é proibido fumar, 
abrir chamas ou outras fontes de ignição. As vias e portas de acesso, deverão 
ter a sinalização de forma bem visível indicativa de “INFLAMÁVEL” e “NÃO 
FUME”.
c) As embalagens devem ter, no mínimo, a identificação do seu conteúdo.
d) O armazenamento de líquidos inflamáveis deve ser feito em local de risco 
isolado, separado de outros produtos e adequadamente ventilado.
7.8.3. Produtos Químicos Perigosos
a) O recebimento, a estocagem e a utilização de produtos químicos estão 
condicionados a prévia apresentação de suas respectivas Fichas de 
Informação de Segurança de Produtos Químicos - FISPQ e procedimentos 
específicos, para que os trabalhos sejam executados com segurança dentro 
dos padrões de higiene Industrial.
b) As embalagens contendo produtos químicos devem ser identificadas e 
sinalizadas com etiquetas de advertência.
c) Os produtos devem ser dispostos em locais ventilados e sinalizados, 
verificando a compatibilidade entre os materiais com os quais possam reagir.
d) Sobras de produtos químicos e as embalagens plásticas vazias devem ser 
encaminhadas para a destinação final como resíduos Industriais, obedecendo 
todas as normas ambientais vigentes.
7.9. USO DE AR COMPRIMIDO
Equipamentos com ar comprimido ou outra forma de energia armazenada devem ser 
operados somente por pessoas habilitadas, com uso dos EPI adequados.
a) Não usar ar comprimido para limpeza de ambiente ou de vestimentas.
b) Não dirigir ar comprimido a qualquer parte do corpo ou a qualquer outra 
pessoa.
Rev. 01_Agosto de 2010 46
e) Inspecionar a mangueira de ar e as ferramentas pneumáticas antes de 
usá-las.
7.10. FERRAMENTAS ELÉTRICAS PORTÁTEIS E LUMINÁRIAS 
a) Todas as ferramentas elétricas portáteis (exceto aquelas que forem 
duplamente isoladas) deverão ser aterradas.
b) As ferramentas elétricas manuais usadas em ambientes condutivos deverão 
ser fornecidas com dispositivos de interrupção de corrente quando houver 
falhas no aterramento.
c) Ferramentas elétricas portáteis a serem utilizadas em uma atmosfera 
potencialmente inflamável ou explosiva deverão ser certificadas quanto ao 
nível de proteção para a classe específica de atmosfera envolvida.
d) O cabo de serviço de ferramentas portáteis deverá ser desligado, antes de 
fazer ajustes ou trocas de acessórios.
e) Antes de usar uma extensão, inspecione-a para assegurar que o isolamento 
não esteja danificado e o dispositivo para soldar o fio de aterramento não 
tenha sido removido.
7.11. OPERAÇÕES DE MERGULHO SUBAQUÁTICO
a) As operações de mergulho somente poderão ser realizadas pelo pessoal 
previamente autorizado com os objetivos de instalação, inspeção, fotografia, 
limpeza, resgate, conserto ou substituição de componentes e sistemas 
subaquáticos.
b) Todos os mergulhadores devem estar com a documentação de certificação de 
mergulho atualizada e sem nenhuma restrição no momento do mergulho. 
c) Os mergulhadores deverão ter experiência e treinamento na modalidade do 
mergulho utilizado e no uso de ferramentas e equipamentos relevantes à 
tarefa designada. 
d) Deverão ter atestado médico aprovando sua boa forma para o mergulho 
através de um exame médico.
e) Deverão ter em número suficiente cilindros reservas para uso em emergência.
7.12. PRÁTICAS DE LABORATÓRIO
 
Rev. 01_Agosto de 2010 47
a) Todos os laboratórios devem ser mantidos na mais perfeita ordem, com todos 
seus componentes organizados e com bancadas, pisos, prateleiras mantidos 
livres de reagentes e materiais que não estão em uso.
b) Torneiras de água devem ser fechadas quando não estiverem em uso.
c) As conexões de mangueiras devem ser presas por braçadeiras.
d) Queimadores a gás deverão ser desligados quando não estiverem em uso.
e) Use pinças e/ou luvas de proteção quando recolher amostras de dispositivos 
aquecidos.
f) Linhas de gás e fontes de vácuo devem ser fechadas na válvula, quando não 
estiverem em uso.
g) Nunca deverá se usar a boca como auxílio na manipulação da pipeta.
h) Tenha cuidado ao manipular tubos e outros materiais de vidro.
i) Remova os vidros quebrados imediatamente e o descarte de forma 
adequada.
j) Verifique os tubos para detectar falhas ou quebras antes do uso.
k) Segure o vidro com uma toalha, gaze, ou luvas.
l) Descarte imediatamente vidros quebrados e agulhas hipodérmicas usadas em 
recipientes adequados, a prova de perfurações, para evitar lesões por 
laceração/ perfuração.
m) Não fume ou beba no laboratório.
n) As geladeiras de Laboratórios não devem ser usadas para armazenar 
alimentos.
7.13. CILINDROS DE GÁS COMPRIMIDO
a) Todos os cilindros, em especial os de Acetileno e GLP, devem possuir 
proteção de válvula e chave apropriada para bloqueio. Estas chaves deverão 
estar presas aos respectivos cilindros.
b) Os conjuntos oxi-corte deve ser montados em carrinhos apropriados para esse 
fim e mantidos presos ao carrinho através de correntes. As mangueiras devem 
possuir válvula 
c) de retenção e corta-fogo, de modo a impedir o “retrocesso” de chamas; (nas 
saídas dos cilindros e na extremidade da caneta).
Rev. 01_Agosto de 2010 48
d) Ao término das atividades, todos os registros dever permanecer fechados.
e) Quando fora de uso, os cilindros dever ser armazenados separadamente 
(cheio / vazio), verificando a compatibilidade dos gases, e mantido com os 
capacetes de proteção das válvulas e fixado por corretes.
7.14. ESCADAS PORTÁTEIS
a) Escadas retas portáteis, de extensão e de abrir deverão ser usadas como 
meios para alcançar locais que exigem inspeção ou atividades de trabalho de 
curta duração.
b) Verificar, sempre antes de usar, as condições de uso, a capacidade de carga, 
os degraus e as longarinas, as bases antiderrapantes, as correntes de 
sustentação, os parafusos e as sapatas.
c) Somente escadas construídas de materiais não condutivospodem ser 
utilizadas para os trabalhos sobre ou nas proximidades de equipamentos 
elétricos energizados, circuitos, cabos ou linhas elétricas energizadas, etc. e 
seguramente amarradas.
d) Se algum defeito ou dano for encontrado, a escada não deverá ser utilizada. 
Devolva a escada defeituosa à ferramentaria para substituição.
e) Escadas não deverão ser utilizadas como andaimes ou como suportes para 
bordas de andaimes.
f) Os três degraus superiores da escada de mão e os dois degraus superiores 
da escada de abrir não deverão ser usadas para ficar em pé, encostar ou 
sentar.
g) Nunca as escadas deverão ser colocadas em frente à portas que possam ser 
abertas na sua direção, a menos que a porta estiver aberta, trancada ou 
vigiada.
h) As escadas não deverão ser colocadas sobre caixas, barreiras, ou outras 
bases instáveis para se obter uma altura adicional.
i) Escadas portáteis deverão ser colocadas de forma que ambos os lados 
estejam seguros.
j) Uma base sólida sobre um piso macio poderá ser necessária como uma ação 
de prevenção, para que a escada não afunde.
k) A base da escada deverá ser colocada sobre uma base substancial e 
nivelada, não sobre objetos móveis.
Rev. 01_Agosto de 2010 49
l) Uma escada não deverá ser encostada contra lugares inseguros, tais como 
caixas soltas ou barreiras.
m) Uma escada reta ou de extensão deverá ser posicionada em um ângulo de 
aproximadamente 75 graus. Use a proporção quatro por um; isto é, posicione 
a escada de forma que sua base fique a um pé de distância do que ela estiver 
encostada, para cada quatro pés de altura para o ponto onde a escada 
repousa.
n) Uma escada reta ou de extensão deverá ser posicionada de forma que o topo 
prolongue-se pelo menos 3 pés acima do local do trabalho ,ou um corrimão 
com grampo de 3 pés de altura(altura máxima) deverá ser providenciado para 
auxiliar os empregados na montagem e desmontagem da escada.
o) Quando o trabalho necessariamente deve ser realizado com uma escada 
portátil, a escada deverá estar seguramente posicionada, presa, amarrada a 
um componente estrutural, quando a primeira pessoa alcançar o topo da 
escada. Uma segunda pessoa deverá apoiar a operação segurando a base 
da escada, enquanto a primeira pessoa estiver subindo ou medidas de 
segurança deverão ser tomadas para prevenir escorregões ou quedas.
p) É obrigatório o uso de ambas as mãos quando subir ou descer uma escada. 
Se algum material, ferramenta ou equipamento tiver que ser transportado, 
suba-o ou desça-o com uma corda.
q) Sempre suba ou desça a escada em posição voltada para a mesma.
r) Somente um empregado deverá trabalhar sobre uma escada por vez, a menos 
que a mesma seja específica para a utilização de mais que uma pessoa.
s) As escadas devem ser devolvidas e guardadas apropriadamente em áreas 
específicas para prevenir danos às mesmas.
t) Manter as escadas limpas e livres de sujeira e graxa, que poderiam ocultar 
possíveis defeitos.
NOTA: A menos que um dispositivo de segurança em escadas seja instalado, a 
proteção de quedas não é exigida durante o trabalho ou subindo escadas.
7.15. PROTEÇÃO DAS ABERTURAS NOS PISOS
a) As aberturas/passagens no piso para escadas deverão ser protegidas por 
grades, estruturas ou correntes padronizadas e protetoras exceto para a 
entrada da escada para que uma pessoa não possa caminhar diretamente 
pela abertura.
b) Aberturas de alçapões, entradas de inspeção ou poços deverão estar cobertas 
sempre que não estiverem em uso. Quando as tampas, aberturas ou orifício 
Rev. 01_Agosto de 2010 50
de alçapões forem removidos temporariamente, grades removíveis com 
dispositivos de segurança deverão ser instaladas.
c) As pequenas aberturas no piso criadas por maquinários, tubos ou outro 
equipamento deverão ter ser protegidas com uma cobertura ou equipamento 
de proteção para prevenir a queda de ferramentas, parafusos ou outros 
pequenos equipamentos.
7.16. TAREFAS NÃO ROTINEIRAS
a) Ocasionalmente, os empregados podem ser exigidos a realizar tarefas não 
rotineiras, ou seja, que não são partes das atividades normais de trabalho.
b) Além da necessidade de se realizar uma análise de risco especifica para a 
tarefa e respectiva permissão formal de trabalho, devem ser usados os 
seguintes procedimentos para notificar os empregados envolvidos sobre os 
riscos destas tarefas não rotineiras:
• Reuniões prévias ao trabalho;
• Acompanhamento do trabalho por equipes complementares;
• Treinamentos específicos exigidos relacionados ao trabalho;
• Emissão da Permissão especifica.
c) O encarregado responsável pelo trabalho deve assegurar que os empregados 
que estão envolvidos em tarefas não rotineiras estão apropriadamente 
treinados e em condições para realizar esta atividade.
8. RADIAÇÃO IONIZANTE
a) Além dos riscos inerentes às atividades industriais convencionais, nas 
instalações nucleares alguns procedimentos complementares devem ser 
integralmente cumpridos. 
b) A radiação ionizante não pode ser percebida por nenhum dos nossos sentidos. 
Assim, é importante obedecer rigorosamente aos sinais indicativos e avisos 
que fazem a advertência da presença do potencial risco. 
c) A exposição à radiação pode causar danos à saúde. Quanto menor for a sua 
exposição, mais baixo será o risco. 
d) Existem limites e regras que devem ser obedecidas integralmente nas 
instalações nucleares.
e) Como parte de um programa de segurança para a saúde do trabalhador, 
devem ser aplicados treinamentos teóricos e práticos de proteção radiológica. 
Rev. 01_Agosto de 2010 51
f) Também devem ser monitoradas e identificadas as áreas de risco radiológico e 
realizado um rigoroso controle de dose do trabalhador.
g) Para atendimento às regras e procedimentos de proteção radiológica, as 
atividade devem ser executadas mantendo a exposição ocupacional à radiação 
tão baixa quanto razoavelmente admissível (Princípio ALARA).
9. ARRUMAÇÃO E LIMPEZA (HOUSEKEEPING)
 
a) Manter limpas e organizadas as instalações permite a diminuição nos índices 
de acidentes e na redução dos riscos de incêndio.
b) A ordem e a limpeza dos ambientes de trabalho é uma exigência básica. 
Também, devem ser mantidas desobstruídas as passagens, corredores, 
escadas, rotas de fuga, saídas de emergências, e todas as vias de circulação. 
c) Não colocar ferramentas ou materiais onde existam riscos de esbarrões, 
tropeços ou onde elas possam cair, atingindo elevação inferior. 
d) Um trabalho não pode ser considerado terminado até que a limpeza e a 
organização do ambiente estejam restabelecidas.
e) Aplicar sempre medidas adequadas para corrigir os riscos de queda em pisos 
escorregadios. 
f) Não deixe ou coloque ferramentas ou materiais que possam causar riscos de 
tropeços ou onde elas possam cair e atingir pessoas no nível inferior.
d) Materiais combustíveis devem ser mantidos em recipientes de segurança 
aprovados. Estopas com óleo, lixo, restos de carpintaria, entulhos de 
embalagens, etc. não devem ser acumulados sobre bancos, escadas, 
passagens e pátios. 
e) Colocar os trapos utilizados em produtos inflamáveis (óleo, solventes, graxas e 
similares) em recipientes metálicos apropriados destinados para esta finalidade 
e descartá-los em locais previamente definidos e específicos para este fim, de 
modo a evitar riscos de incêndio e danos ambientais.
f) Todos os materiais cilíndricos como tubos, aços estruturais, postes e barras 
metálicas devem ser travados e bloqueados de modo a evitar o seu 
espalhamento ou queda.
Rev. 01_Agosto de 2010 52
10.PREVENÇÃO DE INCÊNDIO
a) O fogo pode pôr em risco sua própria vida bem como provocar danos 
irreversíveis nas instalações industriais.
b) Sua responsabilidade primária é prevenir qualquer início de incêndio. Você 
deve praticar prevenção:
• Observar as recomendações nas licenças para “trabalho à quente”;
• Mantendo íntegras as barreiras corta-fogo;
• Seguir procedimentos de armazenamento, não permitindo que 
materiais combustíveis desnecessários acumulem-se indevidamente;
• Cumprir integralmente todas as restrições contra o fumo e/ou 
acendimento de chamas;
• Fazer acondicionamento adequado de líquidos inflamáveis;
• Informar prontamente qualquer princípio de incêndio.
c) É proibido o uso de extintores, hidrantes e mangueiras de incêndio para 
quaisquer outras finalidades que não emergenciais. 
d) É proibido fumar nas áreas industriais;
e) É expressamente proibida a execução de atividades que envolvam a geração 
de calor ou chama aberta (centelhas, fagulhas) sem a emissão de uma 
Permissão de Trabalho;
f) Recipientes contendo líquidos ou gases combustíveis e inflamáveis devem ser 
identificados e sinalizados com etiquetas de advertência e dispostos em locais 
ventilados e sinalizados longe de fontes de ignição.
10.1. EMERGÊNCIA CONVENCIONAL DE INCÊNDIO 
a) Em caso de incêndio, todos os empregados devem evacuar o local e se reunir 
em uma área segura distante do sinistro.
b) Se você detectar fogo ou fumaça, providencie imediata comunicação de 
incêndio e relate o evento através ramal de emergência, informando sobre:
• O tipo de emergência existente (fumaça, fogo, alguma vítima ferida ou 
presa, etc.);
• O local exato de Emergência (prédio, elevação, sala, etc.). Mantenha-se ao 
telefone até que a informação seja confirmada.
c) Instrua e oriente o pessoal que ainda permanece no local a deixar o prédio 
imediatamente.
Rev. 01_Agosto de 2010 53
d) Permaneça em um local seguro para dar as informações a Brigada da Central 
ou ao Corpo de Bombeiros.
NOTA: NÃO USE OS ELEVADORES AO DEIXAR O PRÉDIO DURANTE A 
EVACUAÇÃO EM CASO DE INCÊNDIO.
11. DESCARTE DE RESÍDUOS INDUSTRIAIS
a) Todo resíduo gerado nos processos industriais só deve ser descartado 
atendendo a Legislação Ambiental pertinente.
b) Para isto, deve ser devidamente estocado, embalado, identificados e, na 
oportunidade do descarte, além da documentação administrativa (Nota Fiscal, 
Saída de Barreira, etc.), deve ser obrigatoriamente solicitada a emissão do 
respectivo Manifesto de Resíduos ao pessoal do Meio ambiente.
c) O Manifesto de Resíduos Industriais, é um documento de controle de 
descarte, do órgão fiscalizador ambiental onde são descriminadas 
informações sobre os responsáveis pela geração do resíduo (tipo de 
embalagem e quantidades envolvidas), dados do transportador (veículo 
utilizado, motorista, etc.), além dos dados relativos ao receptor final do 
produto.
12. SERVIÇOS CONTRATADOS
a) Os contratos da ELETROBRAS ELETRONUCLEAR com fornecedores de 
serviços devem conter cláusulas estabelecendo, com rigor, a obrigação de 
cumprir e fazer cumprir todas as Normas de Segurança e Saúde Ocupacional. 
b) Cabe aos responsáveis pelo contrato, em todos os níveis, assegurar que as 
normas de segurança legais e as da ELETROBRAS ELETRONUCLEAR 
estejam sendo cumpridas integralmente.
d) A contratada cabe acatar, além das recomendações estabelecidas, todas as 
prescrições legais de segurança e higiene relacionadas com os trabalhos sob 
sua responsabilidade, permitindo e facilitando uma ampla e total fiscalização.
e) Antes do inicio das atividades a Contratada deve apresentar ao SESMT da 
ELETROBRAS ELETRONUCLEAR um Plano de Segurança contendo, no 
mínimo, a análise de risco das atividades e respectivas medidas de controle 
para cada fase das atividades, além de encaminhar à contratante uma cópia 
de seu PPRA – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais e do PCMSO - 
Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional.
Rev. 01_Agosto de 2010 54
f) O não cumprimento de qualquer item destas instruções implicará na 
interrupção dos trabalhos, sem prejuízo das penalidades contratuais cabíveis. 
g) A ELETROBRAS ELETRONUCLEAR poderá suspender qualquer trabalho no 
qual se evidencie risco iminente, ameaçando a segurança de pessoas, 
instalações ou equipamentos.
h) A Contratada, obrigatoriamente, adotará as medidas de proteção previstas na 
Portaria 3214, do Ministério do Trabalho, que institui as Normas Reguladoras 
para aspectos de Segurança do Trabalho.
i) A contratada deverá manter o SESMT, dimensionado de acordo com o quadro 
II da NR-4, considerando seu quadro funcional e o grau de risco da atividade 
contratada (caso o grau de risco da contratante seja maior que o da 
ELETROBRAS ELETRONUCLEAR, prevalecerá o maior grau de risco).
j) A contratada que não se enquadra no quadro I da NR 5, deverá designar um 
responsável pelo cumprimento dos objetivos desta NR junto a CIPA da 
ELETROBRAS ELETRONUCLEAR.
k) Mensalmente, deve ocorrer uma reunião da ELETROBRAS 
ELETRONUCLEAR com os representantes das Contratadas (preposto e 
pessoal de Segurança do Trabalho) e respectivos Fiscais de Contratos, com 
objetivo de uniformizar as ações de Segurança e Medicina do Trabalho na 
CNAAA, acompanhar as atividades, verificar pendências e trocar experiência 
operacional entre as mesmas.
13. OBRAS ESPECIAIS E CONTRATAÇÕES DE SERVIÇOS DE GRANDE 
 VULTO
a) Para estas situações, o SESMT da ELETROBRAS ELETRONUCLEAR será 
adequado de modo a fazer a cobertura de todo o planejamento da atividade 
contratada e acompanhamento das atividades de campo, de modo a garantir 
os mesmos requisitos e padrões de segurança nas suas áreas de 
responsabilidade.
b) Nestas situações, deve ser constituído um Comitê de Segurança, coordenado 
pelo SESMT da ELETROBRAS ELETRONUCLEAR, com a participação de 
todas contratada representadas.
14. COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES - 
CIPA
a) A ELETROBRAS ELETRONUCLEAR mantém a CIPA - Comissão Interna de 
Prevenção de Acidente, em conformidade com a Norma Regulamentadora 
NR 5, proporcionando as condições essenciais para o seu bom funcionamento.
Rev. 01_Agosto de 2010 55
b) A CIPA deverá promover permanentemente a prevenção dos acidentes em 
suas áreas de atuação e seus membros serão treinados para cumprir tal 
missão.
c) Cada empresa Contratada deve ter representação nas Reuniões Ordinária da 
CIPA da ELETROBRAS ELETRONUCLEAR.
d) Anualmente a CIPA deve atualizar, com o apoio da Segurança do Trabalho, os 
Mapas de Risco de suas áreas de atuação envolvendo o maior número 
possível de trabalhadores.
e) A CIPA deverá coordenar a promoção da realização da Semana Interna de 
Prevenção de Acidentes do Trabalho - SIPAT, em conjunto com todas as 
empresas contratadas. 
15. COMUNICAÇÕES DE INCIDENTES E ACIDENTES
a) Todos os acidentes, os incidentes e as não conformidades deverão ser 
imediatamente comunicados à fiscalização e ao SESMT, da maneira mais 
detalhada possível.
b) Em caso de acidente do trabalho, com ou sem afastamento, ocorrido com 
empregados próprios ou de contratadas prestadoras de serviço, o acidentado 
deve ser encaminhado ao ambulatório médico que será realizado o primeiro 
atendimento.
c) Nos casos de acidente pessoal grave com afastamento além de cumprir os 
requisitos acima, gerencia responsável pelo empregado ou sua fiscalização 
deverá formar em no máximo 24 horas uma “Comissão de Investigação de 
Acidentes”, com a participação de representantes das áreas envolvidas e do 
SESMT, que iniciará o processoinvestigatório. Este deverá estar concluído em 
até 7 (sete) dias úteis.
d) Os Seguintes procedimentos operacionais devem ser adotados:
Ocorrendo acidente ou incidente com empregados ou contratado, além de 
providenciar o pronto atendimento médico do acidentado, o responsável pela atividade 
ou pelo local deverá: 
• Isolar e sinalizar o local da ocorrência preservando as evidências materiais;
• Informar imediatamente a Segurança Industrial e a sua Supervisão;
• Após as devidas análises, fazer os registros e, se necessário o 
preenchimento da CAT - Comunicação de Acidente de Trabalho para o 
INSS, conforme prazo legal de 24 horas;
Rev. 01_Agosto de 2010 56
• Apoiar a avaliação do Médico do Trabalho sobre a necessidade de 
limitações de atividades na função ou de afastamento decorrente de 
acidente de trabalho, bem como o retorno às atividades.
16. PRÁTICAS DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES DE TRABALHO 
a) Todo acidente pessoal e com veículos ou equipamentos que resultar em 
lesões/morte de empregado ou danos materiais graves deverão ser 
apropriadamente relatados e analisados, como parte de um esforço coletivo na 
prevenção da sua repetição ou acidentes similares. Além disso, todos os 
acidentes por contato elétrico serão investigados.
b) Um Relatório Estatístico deve ser elaborado, através dos registros do SESMT, 
para análise e acompanhamento de tendências. 
TODOS OS ACIDENTES PESSOAIS OU INCIDENTES INDUSTRIAIS PODEM SER 
PREVENIDOS.
Utilizando esta premissa, os acidentes podem ser prevenidos através do controle 
das exposições aos riscos no ambiente de trabalho que possam resultar em danos. 
Independentemente do nível de risco de exposição, uma proteção efetiva deve ser 
aplicada de modo a neutralizar as fontes de riscos. Onde isto não for possível ou prático, 
a supervisão deve adotar medidas, tais como: 
• Treinamento especial;
• Medidas de segurança;
• Equipamentos de Proteção Individual – EPI; e
• Equipamento de Proteção Coletiva - EPC.
17. INSPEÇÕES E AUDITORIAS DE SEGURANÇA
a) As inspeções com foco na de segurança proporcionam uma melhoria contínua 
das condições de Segurança e Saúde Ocupacional e apontam medidas 
práticas que permitem a identificação e a correção de qualquer deficiência de 
segurança ou de problemas específicos. 
b) Esta ferramenta deve ser utilizada pelas Gerências como uma ação imediata e 
corretiva de deficiências observadas nas suas áreas de responsabilidade e nas 
demais instalações da empresa.
c) Todas as causas de riscos de acidentes devem ser prontamente eliminadas ou 
controladas para que os ambientes permaneçam seguros e saudáveis, o que 
favorece a sedimentação da cultura de segurança corporativa. 
Rev. 01_Agosto de 2010 57
18. REVISÃO DO MANUAL DE SEGURANÇA DO TRABALHO E SAÚDE 
 OCUPACIONAL
A revisão deste Manual deverá ser feita com uma freqüência máxima de cinco anos, 
objetivando a sua atualização através da implementação de melhorias contínuas no 
sistema de gestão da segurança e saúde do trabalhador. 
19. ANEXOS 
19.1. FORMULÁRIOS
a) Relatório de Acidente do Trabalho – RAT;
b) Relatório de Quase Acidente - RQA;
Rev. 01_Agosto de 2010 58
Relatório de Acidente do Trabalho – RAT;
_________________________________________________________________________________
 
SERVIÇO ESPECIALIZADO EM ENGENHARIA DE SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO – SESMT
(Este Formulário deverá ser preenchido pela Chefia imediata e Segurança Industrial)
1. Empresa 2. Consecutivo
Nº ______ /____3. Endereço da Empresa
4. Nome do acidentado 5. Matrícula
6. Admissão
 / /
7. Órgão de lotação 8. Função 9. Cargo
10.Tempo na função 11. Data de Nasc.
/ /
12. Ocorrência
Data / / Hora : 
13. Jornada de trabalho
 Ÿ Normal 
 • Extra
  De turno 
14. Execução de serviço
 
  Programado
  Não programado
  N/A
15. Acidente no trajeto?
 
 “ Não
 “ Sim
16. Outros acidentados?
 
 ” Não
 
 ” Sim
Quantos?_____
17. Descrever o local exato do acidente
18. Descrição do serviço executado quando ocorreu o acidente
19. Descrição do acidente
20. Treinamento recebido Específico para função? ” Sim ” Não
20.1. De Segurança Industrial? “ Sim “ Não
21. O acidentado foi licenciado pelo médico do trabalho? “ Sim “ Não 
22. Ocorrência de morte do acidentado? “ Sim “ Não
22.1.De outras pessoas envolvidas no acidente? “ Sim “ Não
23. Utilizava ferramenta ou instrumento no momento do acidente? “ Não “ Sim, Qual?
24. Usava Equipamento de Proteção Individual recomendado para o tipo de trabalho? 
 “ Sim, Qual/Quais? 
 “ Não, Por quê?
Rev. 01_Agosto de 2010 59
RELATÓRIO DE ACIDENTE DO TRABALHO – RAT
Continuação - RAT
25. As condições do ambiente contribuíram para o acidente? “ Não “ Sim, de que maneira?
26. Outras pessoas contribuíram para o acidente? “ Não “ Sim, Como? 
27. Qual ou quais as partes do corpo atingidas?
28. Qual ou quais as causas do acidente?
29. Que outros fatores contribuíram para a causa do acidente? 
30. Havia normas, instruções ou recomendações de Segurança ou de Higiene Industrial especificadas para o 
serviço? “ Sim “ Não Estavam sendo cumpridas? “ Sim “ Não, Por quê?
31. Que medidas imediatas foram tomadas para evitar sua repetição?
32. Parecer do SESMT 
33. Houve danos materiais? • Não • Sim, Quais
 34. Testemunhas do acidente:
 34.1. Nome:
Data
 / /
Matrícula Rubrica
34.2. Nome: Data
 
 / /
Matrícula
 
Rubrica
 
 35. Nome do profissional do SESMT responsável pelo parecer 
(item 32)
 
Data
 
 / /
Matrícula
 
Rubrica
 
36. Nome da Chefia Imediata (Supervisor, Encarregado, etc.) 
 
Data
 / /
Matrícula Rubrica
37. Nome do Chefe (Gerência, Divisão ou Preposto) Data 
 
 / /
Matrícula Rubrica
Atenção: Todo acidentado do trabalho (Típico ou Trajeto) necessita receber atendimento médico imediatamente, 
e a caracterização do nexo causal será dada pelo médico do trabalho, e o registro do Acidente do Trabalho 
deverá ser obrigatoriamente, até o 1º dia útil após o a ocorrência. 
Anotação complementar: (Utilizar anexo se necessário) 
Rev. 01_Agosto de 2010 60
Continuação - RAT
ANEXO – RAT
ANOTAÇÃO COMPLEMENTAR
‘
Data: _____/_____/________
Assinatura
___________________________________________
Rev. 01_Agosto de 2010 61
RQA
Relatório de Quase Acidente - RQA;
_______________________________________________________________________________
SERVIÇO ESPECIALIZADO EM ENGENHARIA DE SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO – SESMT
(Este Formulário deverá ser preenchido pela Chefia imediata e Segurança Industrial)
1. Empresa:
 
2. Nome e matrícula do funcionário:
 
 
3. Consecutivo: _________ /____
3. Descrição do Equipamento:
 
5. Org. Responsável:
 
6. Data da Ocorrência:
 
7. Local da Ocorrência do incidente (descrever o local exato):
 
 Angra –1 Angra –2 Angra –3 Área externa 
 
8. Hora da Ocorrência:
 
9. Serviço:
 
 Programado
 
 Não programado
10. Descrição do serviço executado no momento da ocorrência:
11. Descrição da Ocorrência doincidente:
12. Recomendação de Segurança:
13. outras pessoas envolvidas? 
 Sim Não Descrever:
-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
14. As condições do ambiente contribuíram para a ocorrência do incidente?
 
 Sim Não De que maneira? Utilização inadequado de 
 15. Outras pessoas contribuíram para a ocorrência do incidente?
 
 Sim Não De que maneira? 
-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Rev. 01_Agosto de 2010 62
RELATÓRIO DE OCORRÊNCIA DE QUASE-ACIDENTES
Continuação - RQA
16. Qual a causa(s) do incidente?
17. Havia Licença de Trabalho, normas, procedimentos, instruções ou recomendações de Segurança Industrial 
especificadas para o serviço?
 Sim Não Estavam sendo cumpridas? Sim Não Por quê? 
 
---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
18. Que medidas imediatas foram tomadas para evitar sua repetição?
 
19. Houve danos materiais? 
 
 Sim Não Quais /estimar valores (R$)? 
----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
20. Responsável pela UO da ocorrência:
Nome: Matrícula: Empresa: 
Assinatura: _______________________________ Data: _____/____/________
21. Testemunhas:
Nome: Matrícula: Empresa:
Assinatura: _______________________________ Data: _____/____/________
Nome: Matrícula: Empresa:
Assinatura: _______________________________ Data: _____/____/________
22. Profissional do profissional do SESMT responsável pelas informações:
Nome: Matrícula: Empresa: 
Assinatura: _______________________________ Data: _____/____/______
23. Coordenador do SESMT da Eletronuclear:
Nome: Matrícula: Empresa: 
Assinatura: _______________________________ Data: _____/____/______
 
Rev. 01_Agosto de 2010 63
20. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
• Política de Segurança da ELETROBRAS ELETRONUCLEAR;
• Normas Regulamentadoras da Portaria 3214 do Ministério do Trabalho e 
Emprego;
• Manual de Segurança e Higiene Industrial de Furnas Centrais Elétricas;
• Programa de Segurança e Saúde no Trabalho da Estação de Geração Nuclear Palo 
Verde.
Rev. 01_Agosto de 2010 64
	2.6. DIREITOS E RESPONSABILIDADES								11
	2.7. EDUCAÇÃO, TREINAMENTO E DIVULGAÇÃO DE SEGURANÇA DO TRABALHO 	14
	E SAÚDE OCUPACIONAL
	2.8. COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES – CIPA				15
	3.2.3. Incidentes											18
	3.2.4. Emergência Convencional									18
	3.2.6. Diálogo Diário de Segurança – DDS								20
	3.3.1. Licença de Trabalho – LT									23
	4. EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL – EPI					28
	5. SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA								30
	6. SEGURANÇA E HIGIENE NO TRABALHO EM INSTALAÇÕES ESPECÍFICAS		32
	7. SEGURANÇA E HIGIENE DO TRABALHO EM ATIVIDADES ESPECÍFICAS		37
	7.15.	PROTEÇÃO DAS ABERTURAS NOS PISOS						49
	8. RADIAÇÃO IONIZANTE 										50
	9. ARRUMAÇÃO E LIMPEZA (HOUSEKEEPING)							51
	10. PREVENÇÃO DE INCÊNDIO									52
	11. DESCARTE DE RESÍDUOS INDUSTRIAIS						 53
	12. SERVIÇOS CONTRATADOS									53
	14. COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES – CIPA				54
	15. COMUNICAÇÕES DE INCIDENTES E ACIDENTES						55
	16. PRÁTICAS DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES DE TRABALHO 				56
	18. REVISÃO DO MANUAL DE SEGURANÇA DO TRABALHO E SAÚDE 			57
	 OCUPACIONAL
	20. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS								63
	2.6. DIREITOS E RESPONSABILIDADES
	2.6.7. Saúde Ocupacional 
	2.7. EDUCAÇÃO, TREINAMENTO E DIVULGAÇÃO DE SEGURANÇA DO TRABALHO E SAÚDE OCUPACIONAL
	2.8. COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES - CIPA
	3.2.3. Incidentes
	3.2.4. Emergência Convencional
	3.2.6. Diálogo Diário de Segurança – DDS
	3.3.1. Licença de Trabalho - LT
	4. EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL - EPI
	5. SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA
	6. SEGURANÇA E HIGIENE NO TRABALHO EM INSTALAÇÕES ESPECÍFICAS
	6.1. ESCRITÓRIO
	6.2. OFICINAS
	6.3. LABORATÓRIOS
	6.4. ÁREAS DE ARMAZENAMENTO
	6.5. SUBESTAÇÃO
	7.6. UTILIZAÇÃO DE EQUIPAMENTOS PARA MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS
	 
	7.7. MONTAGEM E UTILIZAÇÃO DE ANDAIMES 
	7.8. MANUSEIO DE PRODUTOS PERIGOSOS
	7.9. USO DE AR COMPRIMIDO
	7.10. FERRAMENTAS ELÉTRICAS PORTÁTEIS E LUMINÁRIAS 
	7.11. OPERAÇÕES DE MERGULHO SUBAQUÁTICO
	7.12. PRÁTICAS DE LABORATÓRIO
	7.15.	PROTEÇÃO DAS ABERTURAS NOS PISOS
	7.16. TAREFAS NÃO ROTINEIRAS
	14. COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES - CIPA
	15. COMUNICAÇÕES DE INCIDENTES E ACIDENTES

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