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Classificação das Micoses Micoses Superficiais: Acometem as camadas superficiais da pele e dos pelos Micoses Cutâneas ou Dermatofitoses: Acometem a epiderme mais profunda e invadem pelos e unhas Micoses Subcutâneas: Acometem a derme, tecido subcutâneo, músculos e fascias Micoses Sistêmicas: Acometem órgãos e sistemas internos Micoses Oportunistas: Acometem indivíduos debilitados MICOSES CUTÂNEAS Tineas ou Dermatofitoses Agentes: Dermatófitos, que são fungos que têm afinidade pela queratina madura da pele e anexos (unhas e cabelos). Trichophyton, Microsporum e Epidermophyton Habitat: Geofílicos (solo), Zoofílicos (animais) e Antropofílicos (homem) Distribuição geográfica: Variação de espécies por região. Mais freqüente em áreas tropicais: verão e outono Hospedeiro: Indivíduos expostos a alta carga de fungos e com abrasão da pele (pele úmida e quente – ambiente fechado) MICOSES CUTÂNEAS Tineas ou Dermatofitoses Classificação Por nicho ecológico: Geofílicos (solo) Zoofílicos (animais) Antropofílicos (homem) Por topografia das lesões: Tinea pedis Tinea corporis Tinea cruris Tinea capitis Tinea ungueum Classificação Topográfica e Ecológica das dermatofitoses Tinea capitis e Tinea corporis Tinea capitis, Tinea corporis, Tinea cruris, Tinea pedis, Tinea ungueum Tinea capitis, Tinea corporis, Tinea cruris, Tinea pedis, Tinea ungueum Tinea capitis e Tinea corporis Tinea capitis e Tinea corporis Tinea corporis, Tinea cruris, Tinea pedis Tinea capitis, Tinea corporis, Tinea cruris Tinea corporis Tinea corporis e Tinea barbae Tinea corporis Tinea capitis, Tinea corporis, Tinea cruris, Tinea pedis, Tinea ungueum Tinea corporis Tinea capitis e Tinea corporis Tinea corporis Tinea corporis T. verrucosum T. erinacei A,E,C W W A,E,U,AL A,I, OM W W W E,U E,NZ W W W W W * * África, Europa, Caribe, USA, América Latina, Índia, Oriente Médio, Nova Zelândia, Worldwide * = raro * * * * M Tineas ou Dermatofitoses Patogenicidade: fatores de virulência 1) Atividade de queratinases, elastases e sulfatases são importantes na implantação da micose. 2) Alguns lipídeos (10-12c) presentes no fungo são capazes de estimuar resposta alérgica enquanto mananas da parede celular têm efeito imuno-inibitório (IMC) 3) Lipases observadas em 75% das amostras de dermatófitos (auxiliam o fungo a superar os ácidos graxos protetores da pele). 4) Grupos genéticos e T. rubrum HLA-DQB1*06 susceptibilidade HLA-B14 resistente Patogenicidade: fatores de virulência Queratina = proteína insolúvel alcalinização do meio (proteases queratinolíticas) Invasão peptídeos alergênicos (IgE) Queratinócitos = barreira física contra microrganismos mediador de resposta imune (TGF, TNF-, IL-1, IL-6, IL-8) Fator quimiotático para neutrófilos e linfócitos Inflamação Tineas ou Dermatofitoses Tinea Capitis Prevalência: maior em crianças (epidemias escolares) Clínica: Couro cabeludo eritematoso e descamante (A) Queda dos cabelos com tonsura (B e C) Queda e destruição do folículo piloso (D) Processo inflamtório associado (Kerion Celsi) Etiologia: Microspórica (lesões grandes, delimitadas, poucas, ectothrix) Tricofítica (lesões pequenas, difusas, numerosas, endothrix) Tinea capitis tonsurante Lesão em couro cabeludo Quebra dos cabelos Alopecia temporária A Tinea capitis tonsurante A – Microspórica luz comum B – Microspórica luz de Wood C e D – Tricofítica C D Tinea favosa: Alopecia definitiva Trichophyton schoenleinii Kerion Celsi Alopecia definitiva Tinea barbae: Trichophyton verrucosum Tinea ungueum: Onicomicose Prevalência: maior em mulheres, na idade adulta Clínica: perda do brilho e da cor normal hiperceratose subungueal, onicólise início pela borda livre não acomete a matriz ungueal Etiologia: Trichophyton sp Epidermophyton floccosum Tinea ungueum Perda do brilho e cor Hiperceratose Onicólise Borda livre Tinea ungueum Compromotimento subungueal mas não de matriz Evolução crônica Paciente HIV+ Predisposição profissional Tinea pedis Prevalência: jovens; associação com o tipo de calçado (temperatura e umidade) Clínica: Forma interdigital – eritema e descamação com maceração, podendo fissurar. Muito pruriginosa. Forma vésico-bolhosa – caráter agudo, com vesículas e bolhas nos cavos plantares. Pruriginosa. Forma escamosa crônica – hiperceratose plantar e descamação crônica. Não pruriginosa. Agentes: Trichophyton rubrum Trichophyton mentagrophytes Epidermophyton floccosum Tinea pedis interdigital Tinea pedis vésico-bolhosa Tinea pedis escamosa crônica Hiperceratose Tinea cruris Prevalência: Maior em jovens do sexo masculino Região quente e úmida Clínica: Lesões eritematosas e descamantes Crescimento centrífugo Bordas ativas com vesículas Muito pruriginosas Etiologia: Trichopyton rubrum Trichophyton mentagrophytes Epidermophyton floccosum Microsporum canis Tinea cruris x Eritrasma Fatores Predisponentes Umidade Calor Obesidade Roupa Higiene Tinea Corporis Prevalência: associada aos fatores predisponentes umidade, clima, profissão, hospedeiro, exposição Clínica: Lesões eritematosas e descamantes Lesões circulares que confluem (aspecto circinado) Crescimento centrífugo com centro livre e bordas ativas (vesículas) Muito pruginosas e contagiosas Etiologia: Qualquer dermatófito Aspecto circinado Tinea manum Clínica: Lesões eritematosas e descamantes Crescimento centrífugo. Freqüências baixa Mícide Conceito: manifestação alérgica à distância, provocada por um foco de infecção fúngica bem inflamatório, geralmente por dermatófitos zoofilicos ou geofílicos. As mícides têm o mesmo aspecto clínico das Tineas, mas são desabitadas. Regridem com o tratamento do foco fúngico. Se localizam preferencialmente nas mãos, mas podem se manifestar em outros sítios do tegumento. Tinea manum e Mícide Tinea manum infectada Tinea profunda Forma vegetante e exuberante que se manifesta em indivíduos com deficit da imunidade celular (transplantados renais, HIV+, diabéticos, lupus eritematoso). Pode haver comprometimento sistêmico. Resposta inflamatória exagerada – Kerion Celsi da pele glabra. Agentes: Trichophyton rubrum Microsporum audouinii Tinea profunda Tinea Imbricata Sinonímia: Tokelau ou Chimberê Agente: Trichophyton concentricum Hospedeiro: populações indígenas da América Central, Pacífico e Norte do Brasil. Doença com influência genética Tratamentodas Dermatofitose Tópico: Lesões localizadas Sistêmico: Tinea capitis e Tinea ungueum Tratamento das dermatofitoses Medidas profiláticas contra as Dermatofitoses 1) Evitar a umidade, principalmente nas áreas intertriginosas 2) Evitar calçados plásticos ou fechados 3) Usar roupas de algodão (meias, roupas íntima) 4) Lavar e ferver roupas que tenham contato com as áreas afetadas Lençol, meias, camisetas, pente, escova de cabelo 5) Evitar contato com animais doentes 6) Exame obrigatório em locais públicos (creches, piscinas, quartéis) Diagnóstico laboratorial das Dermatofitoses 1) Coleta do material (recepiente, assepsia, tratamento) 2) Exame direto KOH 20% 3) Cultura em Sabouraud Exame micológico direto com KOH 20% Parasitismo pêlo ectothrix Parasitismo pêlo endothrix Escamas ou unhas Exame micológico direto com KOH 20% Identificação de Dermatófitos 1) Tempo de crescimento ágar-Sabouraud-dextrose com cloranfenicol 2) Características macroscópicas cor, aspecto, textura, bordos 3) Características microscópicas - Elementos vegetativos hifa em espiral, raquete, pectinada - Elementos reprodutivos: esporos (conídios) cor, tamanho, disposição Características macroscópicas dos dermatófitos Tempo de crescimento, pigmentação, textura Microcultivo em lâmina Características microscópicas dos dermatófitos T. rubrum T. entagrophytes E. floccosum Principais Dermatófitos no Brasil M. canis Perfuração de cabelo Urease Cultura Evolução clínica e cura expontânea da infecção por T.rubrum A = 2º dia, B = 6º dia, C = 10º dia , D = 12º dia Teste in vivo do desenvolvimento da imunidade específica contra dermatófitos. 0.1 ml de antígeno bruto de T. mentagrophytes – leitura da infiltração em 48 hs. Cobaias infectadas com M. canis, antes (B) e depois (A) do tratamento com terbinafine (T) e griseofulvina (G) T G Cobaias imunodeprimidas (1) e normais (2) infectadas com T. mentagrophytes e tratatadas por 24 dias com ketoconazole (K), griseofulvina (G) e terbinafine (T) Biologia celular em saprofitismo Biologia celular em parasitismo