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Doenças Microbianas
de Pele
Introdução
A pele é o maior órgão do corpo humano e atua como uma barreira física e imunológica essencial
contra agentes patogênicos. Apesar de sua função protetora, ela pode ser invadida por bactérias, vírus,
fungos e, em alguns casos, parasitas, especialmente quando há lesões, umidade excessiva, ou queda na
imunidade.
As doenças microbianas de pele se manifestam de formas variadas, dependendo do agente e da
profundidade da infecção. Muitas vezes, o padrão de lesão — se é vesicular, pustulosa, bolhosa, etc. —
ajuda a direcionar o diagnóstico clínico. As doenças microbianas da pele que causam bolhas são
infecções causadas por bactérias, vírus ou fungos, resultando em lesões preenchidas com líquido ou pus.
 
Lesões Elementares da Pele
Antes de estudar as doenças, é essencial compreender os tipos básicos
de lesões cutâneas, pois elas orientam a identificação do agente
infeccioso.
Vesícula
É uma pequena elevação da pele, com até 1 cm de diâmetro, contendo
líquido claro (soro).
Exemplo: lesões herpéticas e varicela.
Vesícula
Bolha
Semelhante à vesícula, porém maior que 1 cm e com
conteúdo seroso.
Exemplo: impetigo bolhoso e queimaduras.
Pústula
Elevação da pele com conteúdo purulento (pus),
resultante de infecção bacteriana.
Exemplo: foliculite e furúnculo.
Mácula
Área plana e circunscrita de alteração da cor da
pele, sem relevo nem conteúdo.
Exemplo: manchas do sarampo ou da rubéola.
Pápula
Pequena elevação sólida, firme, geralmente menor
que 1 cm.
Exemplo: lesões da acne e da escabiose.
Erisipela
Definição e Agente Etiológico
A erisipela é uma infecção bacteriana aguda da pele, atingindo a derme superficial e vasos linfáticos. O
agente principal é o Streptococcus pyogenes (grupo A), embora o Staphylococcus aureus possa estar
envolvido.
Transmissão e Fatores de Risco
A bactéria penetra por fissuras ou feridas, especialmente em pessoas com diabetes, insuficiência
venosa, feridas nos pés ou imunossupressão.
Manifestações Clínicas
Início súbito com febre alta e mal-estar.
Lesão cutânea bem delimitada, quente, avermelhada e
dolorosa.
Edema e aspecto brilhante da pele.
Geralmente afeta face e membros inferiores.
Diagnóstico e Tratamento
O diagnóstico é clínico. O tratamento é feito com penicilina
(ou cefalosporinas em casos alérgicos) e controle do foco de
entrada da infecção.
A erisipela é uma infecção microbiana da pele causada principalmente por bactérias do tipo
Streptococcus, como o Streptococcus pyogenes. Ela atinge as camadas mais superficiais da pele
(derme) e o tecido gorduroso (subcutâneo), podendo se espalhar pelos vasos linfáticos. A infecção é
perigosa e, se não tratada, pode levar a complicações sérias, incluindo infecção generalizada. 
Causas
A bactéria entra no corpo através de uma "porta de entrada", como: 
Micose entre os dedos (frieira).
Arranhões, picadas de inseto ou outros ferimentos.
Feridas de má circulação, como úlceras venosas. 
Alguns fatores aumentam o risco de desenvolver erisipela: 
Problemas circulatórios: Insuficiência venosa e linfática nas pernas.
Condições crônicas: Diabetes e obesidade.
Imunidade baixa: Problemas que diminuem a defesa do corpo.
Idade: Mais comum em idosos. 
Sintomas
Os sintomas iniciais podem se parecer com uma gripe, com: 
Mal-estar geral.
Febre e calafrios.
Dor de cabeça.
Em seguida, surgem os sintomas cutâneos na área afetada, que geralmente é uma perna: 
Mancha vermelha, brilhante e quente, com bordas bem definidas.
Inchaço e dor intensa.
Coceira e sensação de queimação.
Em casos mais graves, podem aparecer bolhas (erisipela bolhosa) e, raramente, áreas de necrose
(morte do tecido). 
Diagnóstico e tratamento
O diagnóstico é clínico, feito pelo médico a partir dos sintomas e da observação da lesão. O
tratamento é feito com antibióticos para combater a infecção. 
Antibióticos: O tipo e a forma de administração (via oral ou intravenosa) dependem da gravidade do
quadro. Casos mais graves podem exigir internação.
Cuidados locais: Compressas, repouso e elevação do membro afetado ajudam a reduzir o inchaço e
facilitam a circulação.
Tratamento das causas: É fundamental tratar a porta de entrada da bactéria, como micoses nos pés,
e controlar as condições de risco, como diabetes e obesidade. 
Prevenção
Prevenir a erisipela envolve evitar a entrada da bactéria na pele e controlar os fatores de risco: 
Higiene: Enxugar bem os pés, especialmente entre os dedos, para evitar micoses e frieiras.
Cuidados com a pele: Manter a pele hidratada para evitar rachaduras.
Tratamento de ferimentos: Limpar e tratar adequadamente arranhões e outras lesões.
Controle de doenças crônicas: Pacientes com diabetes ou obesidade devem manter suas condições
de saúde sob controle.
Acompanhamento médico: Usar meias elásticas para controlar o inchaço das pernas, sob
orientação médica. 
Impetigo Bolhoso
Definição e Agente Etiológico
É uma infecção superficial da epiderme causada por Staphylococcus aureus, que produz toxinas esfoliativas
responsáveis pela formação de bolhas.
Características Clínicas
Bolhas frágeis cheias de líquido claro, que se rompem facilmente.
Formação de crostas melicéricas (amareladas, lembrando mel).
Predomina em crianças pequenas e é altamente contagioso.
Pode aparecer em face, tronco e extremidades.
Diagnóstico e Tratamento
O diagnóstico é clínico e pode ser confirmado por cultura. O
tratamento inclui antibióticos tópicos (mupirocina) ou sistêmicos
(dicloxacilina, cefalexina).
O impetigo bolhoso é uma infecção microbiana da pele causada pela bactéria Staphylococcus aureus.
Diferente do tipo não bolhoso, ele é caracterizado pela formação de grandes bolhas na pele, que
contêm um líquido amarelado. A doença é altamente contagiosa e atinge principalmente bebês e
crianças. 
Causas
Bactéria: A principal causadora é a bactéria Staphylococcus aureus, que produz toxinas que
enfraquecem a adesão entre as camadas da pele, provocando a formação das bolhas.
Lesões na pele: A bactéria pode penetrar no organismo através de pequenas lesões na pele, como
arranhões, picadas de inseto ou feridas.
Contato direto: A transmissão ocorre pelo contato direto com as lesões ou objetos que tocaram a
pele infectada.
Contágio em recém-nascidos: Em bebês, o impetigo bolhoso é mais comum e pode ser perigoso,
principalmente se houver febre. 
Sintomas
Bolhas: Vesículas (bolhas pequenas) que aumentam de tamanho e se tornam bolhas grandes,
flácidas e cheias de líquido transparente ou amarelado.
Regiões afetadas: As bolhas podem se formar em qualquer parte do corpo, mas são mais frequentes
no tronco e nas dobras da pele.
Crostas: Após as bolhas se romperem, deixam uma área avermelhada que pode formar uma crosta.
Febre: Em recém-nascidos e casos graves, a febre pode ser um sintoma. 
Tratamento
O tratamento deve ser prescrito por um médico e, dependendo da gravidade e extensão da infecção,
pode incluir: 
Antibióticos tópicos: Pomadas como mupirocina são usadas para infecções localizadas.
Antibióticos orais: Em casos mais graves ou generalizados, podem ser necessários antibióticos por
via oral.
Cuidados com as lesões: É importante lavar as lesões com água e sabão neutro para remover
crostas e evitar que a infecção se espalhe.
Isolamento: A criança infectada deve ser mantida longe de outras crianças até que o tratamento
inicie e as bolhas sequem. 
Complicações
Embora menos comum, o impetigo bolhoso, se não for tratado corretamente, pode levar a complicações
sérias como a glomerulonefrite, uma inflamação dos rins que pode ser causada pelo tipo de bactéria
estreptococo. 
Prevenção
Boa higiene: Manter a pele limpa e seca ajuda a prevenir a infecção.
Cuidado com feridas: Limpar e cobrir cortes, arranhões ou picadas de insetos para evitar a entrada
de bactérias.
Evitar coçar: Reduz o risco de espalhar a infecção para outras partes do corpo. 
Manifestações Clínicas
Pústulas centradas em pelos, com halo eritematoso.
Pode causar prurido ou dor leve.
Quando causada por Pseudomonas, surge após banho de piscina
quente.
TratamentoCasos leves melhoram espontaneamente. Pode-se usar antissépticos
ou antibióticos tópicos. Casos extensos requerem antibióticos orais.
Foliculite
Definição
É uma inflamação ou infecção do folículo piloso, geralmente superficial.
Agente Etiológico
O mais comum é o Staphylococcus aureus, mas também pode ser
causada por Pseudomonas aeruginosa (em piscinas mal tratadas).
Furúnculo e Carbúnculo
Furúnculo
É a infecção profunda do folículo piloso com formação de abscesso, geralmente por Staphylococcus
aureus.
Lesão dolorosa, endurecida e com ponto central de pus.
Quando há múltiplos furúnculos interligados, forma-se o carbúnculo.
Carbúnculo
É uma infecção mais extensa, envolvendo vários folículos e o tecido subcutâneo.
Apresenta drenagem de pus por múltiplos orifícios.
É comum em diabéticos e imunocomprometidos.
Tratamento
Compressas mornas, drenagem cirúrgica e antibióticos sistêmicos.
O furúnculo e o carbúnculo são infecções microbianas da pele que afetam os folículos pilosos, causadas
principalmente pela bactéria Staphylococcus aureus. A principal diferença é a gravidade e o número de
folículos envolvidos. 
Furúnculo (abscesso da pele)
É uma infecção bacteriana profunda de um único folículo piloso e do tecido circundante.
Aparência: Começa como um nódulo vermelho, doloroso e endurecido, que rapidamente se enche
de pus. Com o tempo, forma uma ponta amarelada, também conhecida como "carnegão", que
eventualmente rompe para drenar o pus.
Localização: Pode ocorrer em qualquer lugar do corpo com pelos, sendo mais comum em áreas
sujeitas a suor e atrito, como rosto, pescoço, axilas, nádegas e coxas.
Sintomas: Além da lesão vermelha e dolorosa, pode haver inchaço e calor na área afetada. 
Carbúnculo
É uma infecção mais grave e mais profunda, que consiste em um aglomerado de vários furúnculos
interligados debaixo da pele.
Aparência: A lesão é maior e mais profunda que um furúnculo isolado. Possui várias pontas que
drenam pus, formando uma massa dolorosa.
Localização: Geralmente aparece em áreas com pele mais espessa, como a parte de trás do
pescoço, costas, ombros e coxas.
Sintomas: Por ser uma infecção mais grave, o carbúnculo pode causar sintomas sistêmicos, como
febre, calafrios, mal-estar e fadiga, além de dor intensa na área afetada. 
Causas e fatores de risco
Ambas as condições são causadas pela entrada de bactérias (mais comumente o Staphylococcus
aureus) através de lesões na pele, como arranhões, cortes ou picadas de insetos. Alguns fatores que
aumentam o risco de desenvolver essas infecções incluem: 
Higiene inadequada
Condições de pele preexistentes, como eczema
Sistema imunológico enfraquecido (por exemplo, em pessoas com diabetes, obesidade, HIV, ou que
usam medicamentos imunossupressores)
Atrito constante da pele
Climas quentes e úmidos 
Tratamento
O tratamento adequado é crucial para evitar complicações como a disseminação da infecção para a
corrente sanguínea (sepse). 
Tratamento caseiro: Pequenos furúnculos podem ser tratados com compressas mornas para aliviar a
dor e ajudar na drenagem do pus.
Drenagem médica: Furúnculos maiores e, especialmente, os carbúnculos, requerem drenagem por
um profissional de saúde. Ele faz uma incisão para permitir a saída do pus, aliviando a dor e
acelerando a cura.
Antibióticos: Em casos de infecções graves ou carbúnculos, podem ser necessários antibióticos
orais. Em casos mais raros ou graves, o antibiótico pode ser administrado por via intravenosa. 
É importante não espremer ou furar um furúnculo ou carbúnculo por conta própria, pois isso pode
espalhar a infecção. Se houver febre, se a infecção não melhorar ou se for recorrente, procure
atendimento médico. 
Dermatite Infecciosa
Definição
Refere-se a inflamações da pele causadas por infecções bacterianas, virais ou fúngicas. Um exemplo
importante é a dermatite infecciosa estafilocócica, observada em crianças, associada à toxina
esfoliativa do S. aureus.
Manifestações
Eritema, descamação, crostas e exsudação purulenta.
Tratamento
Antibióticos tópicos ou sistêmicos conforme o agente.
A dermatite infecciosa é um tipo de inflamação da pele que resulta de uma infecção por esses agentes. 
Principais agentes infecciosos e tipos de dermatite
Bactérias: Podem causar infecções como:
Impetigo: Infecção superficial comum, especialmente em crianças, que se manifesta com bolhas
que coçam e se transformam em crostas cor de mel. É causado principalmente por bactérias
Staphylococcus aureus e Streptococcus pyogenes.
Ectima: Uma forma mais profunda de impetigo, com lesões que penetram a derme. Afeta
frequentemente pessoas com sistema imunológico comprometido ou em condições de má
higiene.
Erisipela e Celulite Infecciosa: Infecções que atingem camadas mais profundas da pele e tecido
subcutâneo. Causam vermelhidão, inchaço, dor, febre e mal-estar. A erisipela é causada por um
tipo específico de estreptococo, enquanto a celulite pode ser causada por diversas bactérias.
Fungos: Infecções fúngicas da pele são chamadas de micoses. Podem causar coceira, vermelhidão
e descamação. Exemplos incluem infecções por Candida albicans, Malassezia e outros fungos que
podem causar dermatites.
Micobactérias não tuberculosas: Podem causar infecções cutâneas após procedimentos invasivos,
como os estéticos. Atingem as camadas da pele e apresentam desafios específicos de diagnóstico
e tratamento. 
Características e sintomas
Embora os sintomas variem conforme o tipo de microrganismo, a dermatite infecciosa geralmente se
manifesta com:
Inflamação, inchaço e vermelhidão na pele.
Coceira, por vezes intensa.
Bolhas, crostas e exsudação (produção de líquido).
Escamação.
Odor forte (em casos de dermatite fúngica).
Pústulas (espinhas com pus) (em casos de dermatite bacteriana). 
Fatores de risco
Alguns fatores podem aumentar a suscetibilidade a infecções cutâneas:
Pessoas com condições preexistentes na pele, como a dermatite atópica, são mais vulneráveis a
infecções secundárias, pois a barreira cutânea está comprometida.
Lesões de pele, como feridas, arranhões ou picadas de inseto, podem servir de porta de entrada
para microrganismos.
Sistemas imunológicos comprometidos aumentam a vulnerabilidade a infecções.
Higiene precária e condições ambientais como calor e umidade também favorecem o
desenvolvimento de infecções. 
Diagnóstico e tratamento
O diagnóstico é feito por um dermatologista, que analisa clinicamente as lesões. Em alguns casos,
pode ser necessária a realização de exames complementares.
O tratamento depende do tipo de infecção:
Infecções bacterianas: Geralmente requerem o uso de antibióticos, que podem ser tópicos (em
pomada) ou orais, dependendo da gravidade e extensão da infecção.
Infecções fúngicas (micoses): São tratadas com antifúngicos, que podem ser aplicados na forma
de cremes, loções ou shampoos, ou administrados por via oral.
Cuidados gerais: Incluem manter a higiene da pele, evitar coçar a região afetada e tomar
banhos mornos e rápidos, além de seguir as orientações médicas sobre produtos específicos. 
Agentes Etiológicos
Causadas por fungos dermatófitos dos gêneros Trichophyton, Microsporum e
Epidermophyton.
Tinea pedis (pé de atleta)
Infecção fúngica nos espaços interdigitais dos pés, comum em ambientes
úmidos.
Manifestações Clínicas
Descamação, fissuras, prurido e odor desagradável.
Pode evoluir para vesículas ou pústulas.
Tratamento
Antifúngicos tópicos (como cetoconazol, miconazol) ou orais em casos
graves.
Tíneas e Pé de Atleta (Micose Tinea pedis)
Tinea é o nome genérico para um grupo de infecções fúngicas da pele,
enquanto a Tinea pedis, conhecida como pé de atleta, é um tipo
específico de micose que afeta os pés. Essas doenças são causadas por
fungos chamados dermatófitos, que prosperam em ambientes quentes,
úmidos e abafados. 
Tíneas
As tíneas podem afetar diferentes partes do corpo, manifestando-se de diversas formas. 
Tinea corporis (micose corporal): Causa lesões avermelhadas e em forma de anel na pele, com
bordas ativas e coceira.
Tinea cruris (micose na virilha): Afeta a regiãoda virilha, causando coceira intensa, manchas
avermelhadas e descamação.
Tinea capitis (micose do couro cabeludo): É mais comum em crianças e pode causar manchas
avermelhadas e coceira, resultando em queda de cabelo e áreas calvas.
Tinea unguium (onicomicose): Infecção fúngica nas unhas, que podem ficar espessas, descoloridas e
deformadas. 
Pé de atleta (Tinea pedis)
O pé de atleta, ou Tinea pedis, é a micose mais comum, afetando a pele dos pés, principalmente entre
os dedos, nas solas e nas laterais. É prevalente em pessoas que suam muito nos pés ou usam calçados
fechados por longos períodos. 
Causas e fatores de risco:
Fungos dermatófitos: A infecção é causada por fungos que se alimentam da queratina presente na
pele.
Ambientes úmidos: Os fungos proliferam em locais quentes, úmidos e escuros, como vestiários,
piscinas e chuveiros públicos, onde o contágio pode ocorrer ao andar descalço.
Transpiração excessiva: O suor nos pés cria o ambiente ideal para o crescimento dos fungos.
Calçados apertados: Usar sapatos que não permitem a ventilação dos pés pode reter umidade,
favorecendo a infecção. 
Sintomas:
Coceira, ardência e queimação, principalmente entre os dedos.
Pele avermelhada, rachada, escamosa e descamando.
Pequenas bolhas cheias de líquido.
Mau odor. 
Tratamento
O tratamento para tíneas e pé de atleta geralmente envolve antifúngicos, que podem ser tópicos ou
orais. 
Medicamentos tópicos: Para casos leves, o tratamento com cremes, pomadas, pós ou sprays
antifúngicos, como miconazol, cetoconazol ou terbinafina, costuma ser eficaz.
Medicamentos orais: Em infecções mais graves ou persistentes, o médico pode prescrever
antifúngicos orais, como o itraconazol ou o fluconazol. 
Prevenção e cuidados
Mantenha os pés secos: Seque bem os pés, especialmente entre os dedos, após o banho. Expor os
pés ao sol por alguns minutos pode ajudar a diminuir a umidade.
Use meias adequadas: Prefira meias de algodão, que absorvem melhor a umidade, e troque-as
diariamente.
Utilize calçados arejados: Evite sapatos fechados e apertados e opte por calçados que permitam a
circulação de ar.
Evite andar descalço: Use sandálias ou chinelos em áreas públicas e úmidas, como vestiários,
piscinas e chuveiros.
Evite o contágio: Não compartilhe toalhas, sapatos ou meias com outras pessoas. 
Esporotricose
Definição e Agente
Micose subcutânea causada pelo fungo Sporothrix schenckii, encontrado em solo e vegetais (espinhos,
palha, madeira).
Transmissão
Ocorre por inoculação traumática do fungo na pele (frequente em jardineiros e floristas).
Manifestações Clínicas
Lesão inicial em forma de nódulo que
ulcera.
Formação de novos nódulos ao longo dos
vasos linfáticos (aspecto de "rosário").
Diagnóstico e Tratamento
Diagnóstico por cultura e exame micológico
direto.
 Tratamento com itraconazol ou iodeto de
potássio (formas cutâneas).
A esporotricose é uma micose (doença fúngica) de
pele causada por fungos do gênero Sporothrix, que
vivem no solo, na vegetação e em matéria orgânica
em decomposição. A infecção acontece pela
introdução traumática do fungo na pele, por meio de
arranhões, mordidas, espinhos ou farpas. 
O fungo Sporothrix brasiliensis é o principal causador
da epidemia de esporotricose no Brasil, e os gatos
são os principais transmissores da doença para os
humanos.
Transmissão
Contaminação ambiental: O fungo está presente
no solo e em materiais orgânicos. A infecção
ocorre ao tocar nessas superfícies e, em seguida,
sofrer um corte ou ferimento.
Transmissão por animais: O contato com gatos doentes, principalmente por meio de arranhões,
mordidas ou secreções das lesões, é a forma mais comum de contágio em humanos. Gatos
contaminados podem apresentar feridas profundas e que não cicatrizam no rosto, orelhas e patas. 
Sintomas em humanos
Após a contaminação, as lesões na pele podem levar de poucos dias a alguns meses para aparecer. A
esporotricose pode se apresentar de diferentes formas cutâneas: 
1. Cutâneo-linfática
É a forma mais frequente e costuma se manifestar com: 
Um nódulo (caroço) ulcerado (ferida) no local da inoculação, como o local de uma mordida ou
arranhão.
Ao longo dos vasos linfáticos, formam-se outros nódulos subcutâneos que podem ulcerar e liberar
pus.
2. Cutâneo-localizada ou fixa
Nesta forma, a infecção se restringe à área da pele onde o fungo entrou e é caracterizada por: 
Um nódulo avermelhado que pode ser duro ou ulcerado.
Pode atingir as mucosas, como olhos e boca. 
3. Cutâneo-disseminada
Mais comum em pessoas com o sistema imunológico comprometido (como portadores de HIV ou
doenças renais), o fungo se espalha por toda a pele. 
4. Formas extracutâneas
Embora raras, podem ocorrer quando o fungo afeta outros órgãos. Os sintomas variam de acordo
com a área afetada: 
Pulmões: Os sintomas podem ser parecidos com os da tuberculose, incluindo tosse, falta de ar e dor
ao respirar.
Ossos e articulações: Pode causar sintomas semelhantes aos de uma artrite infecciosa. 
Diagnóstico
O diagnóstico é feito por um médico, pois os sintomas da esporotricose podem ser confundidos com
outras doenças de pele.
Exames laboratoriais, como a cultura e a histopatologia, são usados para identificar o fungo.
O exame de sorologia, como o teste ELISA, também pode detectar anticorpos contra o fungo. 
Tratamento
O tratamento é feito com medicamentos antifúngicos, como o itraconazol, e deve ser prescrito por
um médico.
É importante seguir o tratamento até o fim, mesmo que as lesões pareçam ter melhorado, para
evitar que a doença volte.
Se você suspeita de infecção em um animal, ele também deve ser levado ao veterinário para
receber tratamento adequado. 
Prevenção
Tenha cuidado ao manusear materiais orgânicos, como terra e cascas de árvores.
Use luvas ao manipular animais doentes ou com suspeita da doença.
Mantenha os gatos dentro de casa e com as unhas aparadas para reduzir o risco de contágio.
Em caso de suspeita, procure um médico imediatamente para iniciar o tratamento e evitar a
disseminação. 
Doença Agente Principal Tipo de Lesão Características Tratamento
Erisipela Streptococcus pyogenes Placa eritematosa
Lesão quente, dolorosa e
delimitada
Penicilina
Impetigo bolhoso Staphylococcus aureus Bolhas e crostas
Lesões melicéricas
contagiosas
Mupirocina ou cefalexina
Foliculite S. aureus, Pseudomonas Pústulas
Ao redor de pelos, prurido
leve
Antissépticos ou
antibióticos
Furúnculo/Carbúnculo S. aureus Nódulo purulento Lesão profunda, dolorosa Drenagem + antibiótico
Dermatite infecciosa S. aureus ou mista Eritema e crostas Inflamação difusa
Antibiótico conforme
agente
Tínea / Pé de atleta
Trichophyton,
Epidermophyton
Descamação Prurido e fissuras Antifúngicos
Esporotricose Sporothrix schenckii Nódulos ulcerados Lesões em cadeia linfática Itraconazol

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