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História da língua de sinais no mundo PROF.:lindsey prado da s. fernandes GRUPO: ANNY CAROLINni, LARA MAYSA, MOISÉS, SABRINA, SAMARA Ciências biológicas – 6º Periodo. – uemg unidade carangola https://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0CAYQjB1qFQoTCKaH6M7bk8gCFQUMkAodk2sAAQ&url=http%3A%2F%2Fcinemaeaminhapraia.com.br%2F2015%2F06%2F03%2Fa-familia-belier-la-famille-belier-2014%2F&psig=AFQjCNHltBnl41KZiyweIDFmk4q7kKsWAg&ust=1443322992809366 Introdução Ao contrário que se pensa, a Língua de Sinais não é apenas um conjunto de gestos que explicam as línguas orais, são complexas e expressivas, permitindo aos seus usuários discutir sobre qualquer assunto, desde filosofia e política, até moda, poesia e teatro. Não são universais, pois existem a Língua de Sinais Americana, a Língua de Sinais Francesa, a Língua de Sinais Portuguesa e a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), dentre outras. É importante ressaltar que nem sempre houve a aceitação pelo uso da Língua de Sinais, que muitas foram às tentativas em torno da discussão sobre como educar os surdos, pois alguns se mostravam favoráveis ao método oralista (uso da fala). Assim como o povo ouvinte tem suas lutas e glórias em busca de liberdade, de uma sociedade democrática onde se possa viver bem e fazer uso de seus direitos, o povo surdo, que sempre esteve presente nesta mesma trajetória histórica, também faz parte da sociedade e, além disso, ainda teve que lutar uma luta desleal e quase solitária. Um pouco da História Antes de 1750, os surdos eram marginalizados, pois eram mal compreendidos, ficavam revoltados e frustrados. Eram forçados a fazer trabalhos desprezíveis, viviam isolados e eram considerados ineducáveis. Muitos surdos de famílias nobres eram forçados a ler e a falar para receber reconhecimento como pessoas da lei, conseguir títulos e herança e até então, não havia escolas especializadas para surdos. Na antiguidade, os Gregos viam os surdos como animais, pois para eles o pensamento se dava mediante a fala. Sem a audição os surdos na época ficavam fora dos ensinamentos e com isso, não adquiriam o conhecimento. Os Romanos privavam os surdos de direitos legais, eles não se casavam, não herdavam os bens da família e diante da religião, a igreja considerava os surdos sem salvação, ou seja, não iriam para o reino de Deus após a morte. Pode-se dizer que a condição do sujeito surdo era a mais miserável de todas, pois a sociedade os considerava como imbecis, anormais, incompetentes. A mudança começou a partir de um religioso surdo chamado Ponce de León, um monge beneditino, que vivia em uma cidade da Espanha. http://myhero.com/hero.asphero=C_LEpeednhs_US_2010 http://trabalhandocomsurdos.blogspot.com.br/ A Língua de Sinais Foi o abade francês Charles-Michel na metade do século XVIII, que desenvolveu um sistema de sinais para alfabetizar crianças surdas que serviu de base para o método usado até hoje. Na época, as crianças com deficiências auditivas e na fala não eram alfabetizadas. O abade fundou, em 1755, a primeira escola para surdos, ensinando o alfabeto a seus alunos com gestos manuais descrevendo letra por letra. Esse método foi, então, aperfeiçoado ao longo dos séculos nos vários países onde foi adotado. http://myhero.com/hero.asphero=C_LEpeednhs_US_2010 Em 1789 O Abade Charles Michel de L’Epée morre. Na ocasião de sua morte, ele já tinha fundado 21 escolas para surdos na França e na Europa. Charles-Michel de l’Épée, também era conhecido como o “Pai dos Surdos” http://myhero.com/hero.asp?hero=C_LEpeednhs_US_2010 Em 1864, é fundada a primeira instituição superior para surdos, a Gallaudet University em Washington nos Estados Unidos. Utilizavam o Método Combinado com uso da língua se sinais justificado para o ensino do surdo a escrever e a falar, o que não atende aos objetivos, pois os surdos não têm vontade de falar. Calcula-se que levava em média 10 anos para se oralizar um surdo. Em 1960 em que estudiosos, psicólogos e historiadores despertaram para o fracasso do oralismo, e logo foi criado a metodologia da comunicação total (sinais, leitura labial e fala). Atualmente é adotado o bilinguismo, a língua de sinais como primeira língua e língua da comunidade local como segunda língua. Em 1857, Já aqui no Brasil, durante o Império de D. Pedro II, o professor Hernest Huet fundou o Imperial Instituto para Surdos-Mudos no Rio de Janeiro , utilizava o Método Combinado. Na época, o Instituto funcionava como asilo, no qual só eram aceitas pessoas do sexo masculino que vinham de todos os lugares do país, muitas delas abandonadas pelas famílias. Os surdos brasileiros passaram a contar com uma escola especializada para sua educação e tiveram a oportunidade de criar a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), mistura da Língua de Sinais Francesa com os sistemas de comunicação já usados pelos surdos das mais diversas localidades. Robert Weitbrecht, surdo, cria o telefone de texto (TTY), um aparelho que permite aos surdos comunicar por escrito através de uma linha telefónica vulgar. (1964) http://myhero.com/hero.asphero=C_LEpeednhs_US_2010 Em 1966, o médico americano Orin Cornett deu uma importante contribuição a essa linguagem, unindo a utilização dos sinais com a leitura labial. Hoje, cada país tem sua própria linguagem de sinais para surdos. Todas elas derivam do alfabeto manual francês, mas podem apresentar pequenas variações em função da gramática local. http://www.laifi.com/laifi.php?id_laifi=2086&idC=42706# Durante um longo período de tempo, como se pode perceber, a linguagem de sinais e a forma oralista caminharam juntas no ensino dos surdos nas varias instituições especializadas que foram se espalhando pelo mundo, principalmente nos Estados unidos e na Europa, mas não deixando de enfrentar grandes dificuldades. Em 1880 surgiu o Congresso Internacional de Surdo-Mudez, em Milão – Itália, onde o método oral foi votado o mais adequado a ser adotado pelas escolas de surdos e a língua gestual foi proibida oficialmente alegando que a mesma destruía a capacidade da fala dos surdos, também argumentando que os surdos são “preguiçosos” para falar, preferindo a usar a língua de sinais. Na ocasião de votação, todos os professores surdos foram proibidos de votar e excluídos. Dos 164 representantes presentes ouvintes, apenas 5 dos Estados Unidos votaram contra o oralismo puro. Estas recomendações foram aceites pelas delegações alemã, italiana, francesa, inglesa, sueca e belga. Só o grupo americano, liderado por Edward Miner Gallaudet (1837-1917), se opõe. Dos 255 participantes, só três eram surdos. O método oral torna-se indiscutível. Para avaliar a situação da educação oralista cem anos após o Congresso de Milão, reuniu o simpósio internacional Oral Education Today and Tomorrow. O seu presidente, Van Uden, afirma na introdução das atas que a comunicação oral é a verdadeira opção para a pessoa surda. Bornstein elabora um sistema bimodal chamado Signed English (Assinado inglês), para utilizar simultaneamente com a palavra falada. Recupera os gestos da ASL e acrescenta catorze marcadores para indicar o tempo, o plural, etc. e organiza o discurso de acordo com a gramatica inglesa. Algumas Conquistas Aproximadamente, em 1990 o ministério da educação dinamarquês estabelece a possibilidade de todas as crianças surdas poderem estudar a língua gestual nas escolas como primeira língua. Na França, a lei estabelece pela primeira vez como um direito a liberdade de escolha entre uma educação bilingue ou uma educação oral. Em Portugal, o Decreto-Lei 319/91 vem instituir o Regime Educativo Especial, definindo uma orientação para todos os deficientes, que conduziu à integração generalizada dos surdos nas escolasregulares da sua área de residência. Foi fundada, em Lisboa, a Associação de Intérpretes de Língua Gestual Portuguesa - AILGP. Nos EUA é aprovado o Departamento da Educação que estabelece a Política de Inclusão, que garante a todas as crianças com incapacidade o direito a frequentar as escolas regulares locais. A Conferência Mundial sobre Necessidades Educativas afirma a importância da língua gestual como meio de comunicação entre os surdos e que deverá ser reconhecida e garantir-se-á que os surdos tenham acesso à educação na língua gestual do seu país. A Resolução 48 da ONU acentua a necessidade de prever a utilização da língua gestual na educação, no seio das famílias e das próprias comunidades e garantir a presença de intérpretes como mediadores da comunicação. A maioria das escolas tanto públicas quanto particulares ainda não está preparada para lidar com alunos que tenham algum tipo de deficiência. Essa imagem representa exatamente o despreparo dos educadores frente a isso. É uma iniciativa que deve partir dos órgãos responsáveis. educaespecial.spaceblog.com.br Referências https://www.portaleducacao.com.br/fonoaudiologia/artigos/61951/lingua-de-sinais-origem-e-historia https://diversidadeemcomunicar.wordpress.com/2013/08/06/um-pouco-da-historia-da-lingua-de-sinais-no-mundo-e-no-brasil/ http://www.uel.br/prograd/nucleo_acessibilidade/documentos/texto_libras.pdf (O)!!