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Etica,Priocessos decisorios e negociacao aplicada a gestao publica

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por exemplo. 
Caso alguém chegue ao poder sem eleições, isso significa que aquela sociedade 
não está vivendo uma democracia. Por isso a importância do sistema eleitoral.
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1. A história é narrada a partir de múltiplos atores sociais, em geral, do ponto de 
vista dos vencedores. A historiadora Emília Viotti da Costa ao escrever sobre as 
origens da república dá um novo olhar a essa análise. Sobre esse novo olhar 
analise as alternativas:
a) Descrever um acontecimento histórico é uma tarefa fácil, já que basta ter 
acesso aos documentos oficiais.
b) Analisar a história é uma tarefa difícil e envolve olhar a perspectiva dos der-
rotados.
c) Fatos políticos, econômicos ou sociais são fenômenos que apresentam difi-
culdades menos.
d) A história oficial deve ser contada pelo ponto de vista dos vencedores.
e) Os historiadores privilegiaram no decorrer das décadas a história dos ven-
cidos.
2. Em 1937, Getúlio Vargas que havia assumido o poder por meio do golpe de 
1930, apresentou uma nova constituição, a partir desse momento tem início 
um Estado novo. Sobre esse período podemos afirmar que:
I. Havia uma diversidade das forças aglutinadas em torno da Aliança Liberal, 
coligação de oposição ao governo que em 1929 lançou à candidatura de 
Getúlio Vargas à presidência.
II. Os aliancistas propunham várias reformas no sistema político e reivindica-
vam mudanças nos setores da sociedade.
III. O período foi marcado pela harmonia entre os setores público e privada.
IV. As disputas de interesses ocorreu entre imperialistas e republicanos.
É correto o que se afirma em:
a) I e II, apenas.
b) II e III, apenas.
c) III e IV, apenas.
d) I, II e IV, apenas.
e) I, II, III e IV.
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3. A Constituição federal de 1988 também representou um marco na inaugura-
ção dos direitos humanos. Por meio dela foram elaboradas leis que garantem 
juridicamente os direitos básicos como um direito de todos e dever do Estado 
assegurar isso à sociedade. A partir da Constituição foram elaborados:
a) A Leis de Diretrizes e Bases, o Plano Nacional de Educação, a Política Nacio-
nal do Meio Ambiente.
b) Foram criados órgãos que não possuem a finalidade de ampliar a aplicabili-
dade dos direitos em nossa sociedade.
c) Ações da sociedade civil e do Estado por meio que dificultam a elaboração 
de políticas públicas.
d) Órgãos que não fiscalizam o desenvolvimento de estratégias.
e) Elaborados planos que postergam ações para o cumprimento desses direi-
tos.
4. Um marco para a sociedade, para o Estado e as instituições públicas brasileiras, 
é o fim da ditadura militar e a volta da democracia, e também o retorno do 
federalismo. Esse período foi marcado pelo estabelecimento da democracia. 
Considerando essas informações podemos afirmar que a democracia no Brasil 
foi marcada pela:
a) Diretas Já de 1988.
b) Fim do partido MDB.
c) A conversão do militarismo.
d) A Constituição de 1988.
e) O golpe de 1964.
5. Nossa Constituição de 1988 foi chamada de “cidadã” pelo deputado Ulysses 
Guimarães. É considerada uma das constituições com maior ênfase nas ques-
tões sociais e na defesa aos direitos da população. Sendo assim podemos con-
siderar que ela foi uma marco para a história do Brasil e para a nossa democra-
cia. Com base nisso, elabore uma resposta dissertativa apontando algumas das 
contribuições da Constituição de 1988?
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O conceito de república não é unívoco e tem sido empregado no pensamento e na 
análise política para se referir a diferentes questões. Em termos bastante sintéticos, 
as duas acepções mais comumente relacionadas a esta ideia se referem, de um lado, 
a uma forma de governo instituída pela vontade da comunidade política – o que, no 
caso das experiências contemporâneas, se contrapõe aos governos monárquicos e se 
aproxima dos regimes democráticos – e, de outro, a uma forma de vida política fun-
dada na primazia do interesse comum – que requer o engajamento da comunidade 
na condução da coisa pública e se faz expressar de maneira especial nos princípios, 
nas práticas e nos procedimentos que conformam as instituições. Embora ambas as 
acepções não se oponham, e até se complementem, a discussão que se pretende 
fazer neste texto aborda a república a partir da segunda delas, interessando discutir 
especificamente o caráter republicano – ou não – das instituições constitutivas do Es-
tado brasileiro, entendido enquanto agência primordial da comunidade política para 
gestão do que é público. E por que recolocar em debate o tema republicano? Primei-
ramente, porque se reconhece que se trata de referência importante na reflexão polí-
tica atual. Nas últimas décadas, a república ressurgiu como referência importante nas 
reflexões sobre a política. Noções como virtude cívica, espaço público, bem comum, 
bom governo, comunidade política, “interesse bem compreendido”, entre outras per-
tencentes à gramática da res pública, têm sido mobilizadas tanto para tematizar a 
sociabilidade corriqueira nos diferentes contextos de interação política, quanto para 
abordar a questão do desempenho e do aprimoramento do Estado e das instituições 
democráticas. A retomada do referencial republicano acontece em um contexto mar-
cado por crises econômicas, de regulação estatal, de representação e de participação 
política – manifestas muitas vezes em escala mundial – que impulsionaram uma onda 
crítica endereçada aos vários aspectos da teoria política liberal e, em especial, às ins-
tituições e às práticas neoliberais. Remontando a uma longa tradição do pensamento 
político, o republicanismo contemporâneo propõe uma teoria da política que, em 
síntese, busca integrar as referências modernas de liberdade individual e garantia de 
direitos subjetivos na esfera privada com as noções de virtude cívica e bem comum 
ligadas à ação no espaço público. No Brasil, a eclosão desse movimento coincide com 
o período de redemocratização da vida política e de elaboração e vigência do marco 
jurídico institucional consubstanciado na Constituição Federal de 1988 (CF/88), que 
forneceu ao país um arcabouço, em grande medida, inovador em face da tradição 
nacional. O texto constitucional não apenas reafirmou que o Brasil constitui uma re-
pública, como também estabeleceu algumas das balizas que visam favorecer a cul-
tura republicana, ainda que não tenha delimitado completamente seus contornos. 
Alguns exemplos são a fixação do princípio da publicidade das contas e dos atos dos 
órgãos públicos; a incorporação da participação social na formulação de políticas em 
diversas áreas, bem como do controle do Estado pela sociedade; o reconhecimento 
de associações civis – como os partidos políticos e os sindicatos – como agentes do 
controle da constitucionalidade das leis; e a atribuição funcional de defesa da ordem 
jurídica, do regime democrático e dos interesses difusos ao Ministério Público (MP). 
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Ao lado dos direitos e dos deveres individuais e coletivos, essas e outras previsões 
constitucionais têm contribuído para o surgimento de instigantes experiências no 
espaço público – especialmente em torno do Estado – marcadas pela mobilização de 
diferentes atores para tratar dos mais variados assuntos de interesse da sociedade”.
Fonte: Ipea (2010, on-line)4.
MATERIAL COMPLEMENTAR
A onda
Ano: 2008
Sinopse: Rainer Wegner, professor de ensino médio, deve ensinar seus 
alunos sobre autocracia. Devido ao desinteresse deles, propõe um 
experimento que explique na prática os mecanismos do fascismo e do 
poder. Wegner se denomina o líder daquele grupo, escolhe o lema “força 
pela disciplina” e dá ao movimento o nome de A Onda. Em pouco tempo, 
os alunos começam a propagar o poder da unidade e ameaçar os outros. 
Quando o jogo fi ca sério, Wegner decide interrompê-lo. Mas é tarde demais, 
e A Onda já saiu de seu controle.
REFERÊNCIAS
COSTA, Emília Viotti da.