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Planejamento Urbano e Meio Ambiente

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um empreendimento imobiliário qualquer é essencial para possuir diferen-
cial em futuras negociações e planejamentos de empreendimentos imobiliários.
Com isso, chegamos ao fim de mais uma unidade, que novamente possui con-
teúdo necessário para o pleno entendimento das unidades sequentes, portanto 
é de extrema importância que o entendimento das informações aqui descritas 
fique bem consolidado para um aproveitamento sólido dessa disciplina. 
Nos encontramos na próxima unidade para novos assuntos e vínculos.
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A HISTÓRIA DE SIBI
Lembro-me de ter conhecido Sibi assim que ela nasceu. É sempre emocionante presen-
ciar um nascimento, mas o fato é que não só vi Sibi nascer como também vi ela crescer 
e se desenvolver.
Nasceu delicada e frágil, tendo ainda que enfrentar muitas dificuldades na infância. A 
alimentação era precária e tinha de ser dividida entre muitos. Faltavam também carinho 
e atenção. Mesmo com tudo que sofreu no início da vida, Sibi sempre foi cheia de boas 
ações.
Quando alcançou a idade de poder sair daquele lugar onde viveu por anos sob condi-
ções precárias, foi forçada a viver em um local pior ainda, diferente das terras paradisí-
acas onde moraram seus antepassados. Foi para uma grande cidade. Neste novo lar a 
vida não passava de uma subsistência solitária e cinzenta, sem prazeres nem futuro para 
seus filhos, onde o respeito por ela era pequeno e, mesmo que fizesse todo esforço para 
demonstrar seu sofrimento, acabava sempre passando despercebida.
Além de ser muitas vezes ignorada e sofrer maus tratos, preconceito, sede e fome, ti-
nha também que suportar críticas por pequenas peculiaridades de sua existência que 
incomodavam algumas pessoas. Estes vizinhos mal-humorados reclamavam do espaço 
que Sibi ocupava, do jeito que ela se enfeitava e diziam até que ela era perigosa. O mais 
absurdo disso tudo é que a função que Sibi exercia era importante. Ela beneficiava a 
todos que viviam por ali. Sofreu e mesmo assim quase tudo que proporcionou foram 
coisas boas.
Sinto-me mal, pois vi tudo isso acontecer e fiz pouco para ajudar. Quando Sibi morreu 
assassinada sorrateiramente porque estava atrapalhando a propaganda e marketing de 
uma empresa, fiquei decepcionado com as pessoas e comigo mesmo.
Um belo dia fui chamado para falar sobre minha amiga Sibipiruna (Poincianella pluviosa 
var. peltophoroides), para as mesmas pessoas que usaram e abusaram dela a vida inteira 
e pude ver que onde mais deveria se ter respeito é onde menos se tem. Relembrei a his-
tória daquela árvore que saiu dos viveiros municipais pouco estruturados e foi viver no 
meio urbano, onde não tinha espaço suficiente para criar nutrientes, onde faltava água 
e sobrava fumaça tóxica, onde suas sementes não tinham como germinar, onde injúrias 
físicas e vandalismos eram constantes, onde pessoas reclamavam da sujeira das folhas e 
dos frutos ao invés de enxergar os benefícios do verde e finalmente, onde foi anelada e 
morreu por que tampava o logotipo de uma loja. Ninguém chorou ou deu importância, 
mas isso é rotineiro em nossas cidades.
Fonte: SAMPAIO, A.C.F. (2016, online)6
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1. Considere as seguintes definições e termos:
I. Trata-se de uma ferramenta de investigação para prever o futuro e com essa 
previsão determinar ações para que exista um novo futuro, diferente do pre-
visto, melhorado. Um futuro que traga benefícios de longo prazo para a so-
ciedade, principalmente em qualidade de vida e sustentabilidade de recursos 
ambientais.
II. Instrumento básico, exigido por lei, de um processo de planejamento munici-
pal para a implantação de uma política de desenvolvimento urbano, nortean-
do a ação dos agentes públicos e privados.
III. Um conjunto de instrumentos, atividades, tarefas e funções que objetivam 
determinar um bom funcionamento de uma cidade. Deve responder às ne-
cessidades e demandas da população e dos vários agentes privados, públicos 
e comunitários de forma harmônica, mesmo havendo grandes conflitos de 
interesses.
A. Governança.
B. Gestão Urbana.
C. Planejamento Urbano.
D. Plano Diretor.
Assinale a alternativa que elenca corretamente as definições aos termos:
a. I – C; II – D e III -B.
b. I – A; II – D e III -B.
c. I – C; II – D e III -A.
d. I – D; II – C e III -B.
e. I – C; II – B e III - D.
2. Seguindo a didática e divisões salientadas por Duarte (2011) um planejamento 
urbano deve consistir em três etapas. Assinale a alternativa que elenca essas 
etapas:
a. Análise, Diagnóstico e Prognóstico.
b. Diagnóstico, Gestão e Planejamento.
c. Planejamento, Plano diretor e Gestão.
d. Análise, Propostas e Gestão.
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3. Duarte (2011) demonstra que o planejamento urbano e sua gestão urbana po-
dem ser divididos em várias dimensões de atuação. Não por coincidência grande 
parte dessas dimensões são também as dimensões da Sustentabilidade. Assina-
le a alternativa que elenca corretamente dimensões do planejamento urbano:
a. Ambiental, Social e Cultural.
b. Econômica, Infraestrutural e Estética.
c. Ambiental, Social, Econômica e Territorial.
d. Ecológica, Ambiental e Administrativa.
e. Econômica, Social e Industrial.
4. A humanidade está cada vez mais urbana e com isso o vínculo com áreas natu-
rais, com um entendimento e vivência maior com a natureza tende a se enfra-
quecer. A existência de áreas verdes urbanas acaba por tentar mitigar esse efeito 
de desconexão da humanidade com a natureza, trazendo para as áreas urbanas 
mais verde, mais vida. Assinale a alternativa que demonstre outros benefícios 
das áreas verdes urbanas:
a. Diminuição do preconceito.
b. Melhoras na desigualdade social.
c. Cura de transtornos mentais.
d. Diminuição de Poluição Atmosférica.
e. Diminuição de O2.
5. O SNUC agrupa as unidades de conservação em dois grupos, de acordo com 
seus objetivos de manejo e tipos de uso: Proteção Integral e Uso Sustentável. 
Assinale a alternativa que demonstra exemplos de unidades de conservação 
do grupo Proteção Integral:
a. RPPN e Estação Ecológica.
b. RESEX e RPPN. 
c. Parque Nacional e RESEX.
d. Refúgio da Vida Silvestre e Estação Ecológica.
Material Complementar
MATERIAL COMPLEMENTAR
Terra Prometida
Ano: 2012
Diretor: Gus Van Sant
Sinopse: Steve Butler (Matt Damon) trabalha numa 
empresa especializada em extração de gás. Um dia, lhe 
é solicitado que viaje até uma cidade do interior para 
convencer os moradores da região que eles não devem 
se opor à chegada da empresa extratora. Porém, ao lidar 
diariamente com as pessoas, Steve acaba questionando 
suas próprias convicções.
Para saber mais sobre como foi o processo de evolução para construção do Central Park em 
Nova York veja o vídeo indicado. Se trata da história da Conservação do Central Park (que nos 
espelhamos).
<https://www.youtube.com/watch?v=iKd4lJR9A2I>.
REFERÊNCIAS
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). NBR 1350 – Normas para 
elaboração de plano diretor. Rio de Janeiro: ABNT, 1991.
BANCO MUNDIAL. Governance and Development. The International Bank for Re-
construction and Development. New York: The world Bank, 1992.
CARVALHO, J. M. Cidadania no Brasil: o longo caminho. Rio de Janeiro: Civilização 
Brasileira, 2001. 
CAVALHEIRO, F. O Planejamento de espaços livres: o caos de São Paulo. In: Congres-
so Nacional sobre Essencias Nativas, campos do Jordão. Anais… v. 16(A-3), São Pau-
lo, 1982.
DROR, Y. The planning process: a facet design. In: FALUDI, A. (org.) A reader in plan-
ning theory. Oxford: Pergamon Press, 1973. 
DUARTE, F. Planejamento Urbano. Curitiba: Ibpex, 2011.
FORMAN, R. T. T.; GODRON, M. Landscape ecology. New York: John Wiley e Sons, 
1986. 
FREY, K. Deliberative Demokratie und städtische Nachhaltigkeit. Konzeptionelle 
Überlegungen und Erfahrungen aus der brasilianischen Kommunalpolitik. Lateina-
merika Analysen, n.1, p.83-113,