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Testes Especiais Fisioterapia 04

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a avaliação pela cabeça observamos se esta se apresenta 
anteriorizada ou posteriorizada. Neste plano sagital, as curvaturas da coluna ficam 
mais evidentes para uma avaliação mais criteriosa. Começando pela coluna cervical 
e sua lordose, que não poderá estar aumentada demais caracterizando uma 
hiperlordose ou com a curvatura diminuída evidenciando uma retificação. Ao avaliar 
o dorso, verifica-se se é plano ou é curva (cifótico), uma postura muito adotada por 
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Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores 
 
 
 
 
 
 
alguns jovens e pessoas que passam horas sentadas à frente do computador. 
Podemos ver na figura abaixo essa postura muito freqüente nos pacientes jovens. 
 
 
 
Fonte: (Gross, Fetto e Rosen, 2000) 
 
 
Na região lombar verificaremos o grau de lordose lombar. Se o exame da 
lordose lombar demonstrar uma anteroversão pélvica, examinaremos se a curva 
desaparece durante a flexão do quadril estando o paciente em decúbito dorsal. Caso 
a hiperlordose lombar desapareça com a flexão dos quadris (o paciente abraça os 
seus joelhos) será um sinal de compensação a um processo ascendente. Por outro 
lado, se a curvatura não desaparecer com a flexão do quadril será uma hiperlordose 
primária por um processo descendente. Se na avaliação, o paciente apresentar uma 
retificação da lordose lombar e uma retroversão pélvica, deve examinar se a 
retificação lombar desaparece com os membros em extensão, quando o paciente 
está em decúbito dorsal. Se isso ocorrer, será uma retificação compensatória por um 
processo ascendente. No caso da retificação permanecer, quando o paciente realiza 
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a extensão dos membros inferiores, será por um processo descendente, ou seja, 
uma retificação primária. 
Voltamos à atenção para o ombro e analisaremos se é anteriorizado, protuso 
(anteriorizado e para cima) ou retraído. O terapeuta também poderá notar a 
presença de um abdômen protuso ou uma ligeira ptose abdominal. 
Voltando a atenção para a pelve, verificar se ela está antevertida, 
retrovertida ou normal. Para isso posicione-se junto ao plano horizontal e coloque 
um dos dedos indicadores sobre a Espinha Ilíaca Ântero-superior (EIAS) e outro 
dedo indicador sobre a Espinha Ilíaca Postero-Inferior (EIPI) como demonstrado na 
figura abaixo: 
 
 
Fonte: (Santos, 2001) 
Posição para analisar o alinhamento da pelve. 
 
 
Essa linha imaginária entre as duas espinhas deverá descrever uma reta. 
Caso a EIAS esteja mais abaixo da EIPI é sinal de uma anteversão pélvica com 
tendência para o aumento da lordose lombar. Caso a EIAS esteja mais acima da 
EIPI é sinal de uma retroversão pélvica e uma tendência de retificação da lordose 
lombar. Essa disposição das espinhas ilíacas permite inferir o ângulo lombossacro 
de forma indireta, já que o ideal seria uma radiografia de perfil. Normalmente o 
ângulo sacral formado pela superfície superior do osso sacro forma com a linha 
horizontal um ângulo de cerca de 30 a 35 graus, conforme a figura abaixo. Assim, as 
posições do osso ilíaco condicionarão a posição do osso sacro. 
 
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Ângulo Lombossacral 
Fonte: (Santos, 2001) 
 
 
Ainda na região da pelve, podemos avaliar se o indivíduo apresenta 
antepulsão (tronco à frente do fio de prumo ou do eixo da gravidade) ou retropulsão 
(tronco posterior ao fio de prumo ou do eixo da gravidade). 
Na altura dos joelhos, veremos se esses apresentam “recurvatum”, 
geralmente causados por um encurtamento do músculo solear, fletidos em posição 
de contratura ou normais. 
Na região do tornozelo a atenção deverá ser dada ao ângulo tíbio-társico 
que poderá estar aumentado, em virtude de um encurtamento do músculo tríceps 
sural, limitando o movimento de dorsiflexão plantar. 
Verificar os bordos dos pés e a saliência do sustentáculo do Talo que, em 
caso de desabamento do arco longitudinal do pé. O sustentáculo estará em 
evidência e a linha de Feiss não apresentará uma linha retilínea. 
 
 
 
 
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Fonte: (Gross, Fetto e Rosen, 2000) 
 
 
A linha de Feiss é uma linha que une o maléolo medial até a primeira 
articulação metatarsofalângica e passa sobre a tuberosidade do navicular e pelo 
sustentáculo do Talus e determina a presença de um pé plano ou cavo. 
Caso o terapeuta tenha a sua disposição um podoscópio ou um aparelho de 
escanner plantar digital (por exemplo, um sistema f-scan) será possível analisar a 
distribuição da descarga plantar a fim de localizar as regiões que mais recebem 
pressão e também classificar o tipo de pé, como visto na figura abaixo: 
 
 
Fonte: (Santos, 2001) 
 
 
Analisando a figura observamos a distribuição de carga de um pé normal, pé 
plano e pé cavo respectivamente. 
 
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VISTA POSTERIOR 
 
 
Fonte: (Gross, Fetto e Rosen, 2000) 
 
 
Na vista posterior, a linha imaginária do eixo gravitacional parte da base 
occipital, segue a linha da coluna vertebral, passa entre os glúteos e termina entre 
os calcanhares. 
Iniciando a nossa avaliação pela cabeça do paciente, devem-se confrontar 
os achados póstero-anteriores com a avaliação realizada na vista ântero-posterior. 
Inclinações e rotações no plano frontal apontam desequilíbrios funcionais ou 
estruturais do pescoço. 
Verificar novamente a altura dos ombros e o triângulo de Talles. 
Na visão posterior, especial atenção deverá ser dispensada para a região da 
cintura escapular. 
Analisaremos a posição da escápula e veremos se há uma abdução 
(afastamento da coluna vertebral), adução (aproximação da coluna vertebral), 
rotação superior ou inferior e, ainda, se apresenta escápula alada decorrente de 
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uma fraqueza do músculo serrátil anterior ou paralisia do nervo torácico longo. 
Alterações na região escapular como atrofias poderão significar possíveis lesões nos 
músculos do manguito rotador. 
 
 
 
Escápula Alada 
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Fo ) 
 
m determinado momento da avaliação postural, tanto na vista anterior 
como n
nte: (Reider, 2001
 
E
a posterior, o terapeuta solicitará ao paciente que realize uma inclinação do 
tronco para frente, deixando seus braços pendentes (teste de Adams). Nesse 
momento o terapeuta deverá verificar o alinhamento dos processos espinhosos e 
determinar se há algum desvio lateral demonstrando uma escoliose. Para denominar 
a escoliose o terapeuta verifica o lado da gibosidade no teste de Adams, 
demonstrado na figura logo abaixo: 
 
 
 
 
 
 
 
Teste de Adams 
Fonte: (Reider, 2001) 
 
 
No teste de Adams, o terapeuta atrás do paciente se posiciona de forma a 
olhar o lado da giba, que é o mesmo lado da convexidade. Exemplo: se o lado direito 
da região torácica for mais saliente, a escoliose denomina-se: escoliose destro-
convexa, mas se for mais saliente do lado esquerdo será denominada de escoliose 
levo-convexa ou sinistro-convexa. 
Aproveitando esse momento da avaliação, o terapeuta poderá analisar