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outro poder de 
igual ou superior magnitude e tornando-se um país independente de qualquer 
outro no âmbito internacional) irá se manifestar apenas na pessoa da República 
Federativa do Brasil, entendida como a união de todos os entes internos, 
representando todo o povo brasileiro, povo este que é o verdadeiro titular da 
soberania. 
4- Nem mesmo o ente federativo "União" possui soberania, a União possui 
apenas autonomia tal como os Estados, Distrito Federal e Municípios. A 
República Federativa do Brasil é única soberana e que se manifesta 
internacionalmente como pessoa jurídica de direito internacional. 
 
Estados simples X Estados complexos: 
Um Estado pode se desenhar territorialmente com o reconhecimento ou não de 
autonomias regionais. Quando houver repartições regionais dotadas de 
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autonomia, estaremos diante de um Estado complexo ou composto. Quando 
não houver autonomias regionais com poder de se auto-organizarem, 
estaremos diante de um estado simples ou unitário. 
Os estados complexos são basicamente as federações e as confederações 
(embora existam outros tipos menos comuns como a União real ou União 
Pessoal). 
 
Estados simples centralizados, desconcentrados e descentralizados: 
Os estados, ainda que sejam simples, podem ser divididos em: 
o Centralizados ou puros – é aquele Estado onde todo o Poder Executivo, 
Legislativo e Judiciário encontra-se centralizado em uma única esfera, e não há 
qualquer delegação de funções ou atribuições às autoridades regionais. 
o Desconcentrados – Embora seja formado também por uma única esfera 
de Poder, centralizada, existe a presença de autoridades locais, que exercem 
poderes em nome do governo central, facilitando a resolução de conflitos e 
aproximando o poder central da população. 
o Descentralizados – Existe uma maior autonomia das regiões que serão 
inclusive dotadas de personalidade jurídica, não havendo, no entanto, a 
autonomia para legislar. 
 
Federação x Confederação: 
Em uma federação temos um Estado fracionado em unidades autônomas. Nas 
confederações as unidades não são simplesmente autônomas, elas são 
soberanas. Assim, a federação é uma união indissolúvel, ou seja, os entes não 
têm o direito de secessão. Já nas confederações, os Estados podem se separar 
do bloco. 
 
 
Características da nossa Federação: 
1) Indissolubilidade: isso ocorre pelo fato de os entes não possuírem o 
direito de secessão; 
2) Cláusula pétrea expressa: a Constituição protegeu expressamente a 
forma federativa de Estado como uma cláusula pétrea (art. 60, §4º), impedindo 
assim que uma emenda constitucional possa vir a dissolver a Federação ou 
ofender o pacto federativo (autonomia dos entes federados); 
3) Federação por segregação ou movimento centrífugo: 
diferentemente dos EUA, onde havia vários Estados que se “agregaram” 
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(movimento centrípeto) para formar um país, no Brasil tinha-se apenas um 
Estado que se desmembrou em outros. 
4) Federalismo de 2º grau (ou 3º grau, para alguns autores e 
CESPE): até a promulgação da Constituição Brasileira de 1988, os Municípios 
não possuíam autonomia, a federação então era formada apenas pelas esferas 
federal e estadual. Após a promulgação da Constituição vigente, o país passou a 
ter um federalismo que alguns autores chamam de 2º grau (outros de 3º grau), 
reconhecendo os Municípios como autônomos e, assim, adotando uma espécie 
bem peculiar de federação. 
Obs.: importante salientar que a Constituição de 1988 inovou ao prever os 
Municípios como integrantes da federação. Em provas de concursos, deve-se ter 
cuidado com isto, pois, para o Direito Constitucional Geral, a federação ocorre 
apenas entre Estados. Não existe a figura dos Municípios como entes 
autônomos integrantes do conceito de federação – uma particularidade do 
Brasil. 
5) Federalismo cooperativo: existe uma repartição de competências de 
forma que cada ente federativo contribuirá para a finalidade do Estado, 
havendo a previsão de competências que são comuns a todos, além de 
colaborações técnicas e financeiras para a prestação de alguns serviços públicos 
e repartição das receitas tributárias. Destacam-se nesse conceito as figuras dos 
consórcios públicos, convênios entre os entes federativos e a instituição pelos 
Estados das regiões metropolitanas para que possam articular um 
desenvolvimento igualitário de seus Municípios. 
6) Federalismo assimétrico: não existe uma homogeneidade entre os 
entes federativos, há uma clara disparidade entre os diversos estados da 
federação, criando diversas peculiaridades regionais. 
 
42. (ESAF/AFC-STN/2005) A divisão fundamental de formas de Estados 
dá-se entre Estado simples ou unitário e Estado composto ou complexo, sendo 
que o primeiro tanto pode ser Estado unitário centralizado como Estado unitário 
descentralizado ou regional. 
Comentários: 
Segundo a doutrina, os Estados se dividem territorialmente de duas maneiras: 
Estados simples ou unitários, que podem ser basicamente: 
o Centralizados ou puros; 
o Descentralizados; 
o Desconcentrados; 
Estados compostos ou complexos, que podem ser basicamente: 
o União pessoal; 
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o União Real; 
o Confederação; ou 
o Federação. 
Gabarito: Correto. 
 
43. (ESAF/AFTE-RN/2005)O Estado unitário distingue-se do Estado federal 
em razão da inexistência de repartição regional de poderes autônomos, o que 
não impede a existência, no Estado unitário, de uma descentralização 
administrativa do tipo autárquico. 
Comentários: 
A descentralização adminitrativa para se formar a administração indireta não 
rompe com o unitarismo do Estado, o qual só é prejudicado quando ocorre uma 
descentralização política formando-se entes federativos autônomos. 
Gabarito: Correto. 
 
44. (ESAF/AFTE-RN/2005)Em um Estado federal temos sempre presente 
uma entidade denominada União, que possui personalidade jurídica de direito 
público internacional, cabendo a ela a representação do Estado federal no plano 
internacional. 
Comentários: 
Entendemos que a existência de um poder central é imprescindível para se 
formar uma federação, já que é ele o responsável pela ponderação dos 
interesses dos diversos membros da federação. O erro da questão está em 
afirmar que a União é pessoa jurídica de direito internacional, quando na 
verdade é de direito público interno. 
Gabarito: Errado. 
 
45. (ESAF/AFC-CGU/2006)Não é elemento essencial do princípio federativo 
a existência de dois tipos de entidade - a União e as coletividades regionais 
autônomas. 
Comentários: 
A questão é um pouco mal formulada. Em síntese devemos observar que a 
federação é caracterizada por um poder central - a nossa União Federal – e os 
entes políticos regionais autônomos – Estados. Chamar o poder central de 
União é uma particularidade do ordenamento brasileiro, porém, nesta questão, 
a contrário sensu, podemos inferir que o pensamento ESAF é o seguinte: É 
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elemento essencial do princípio federativo a existência de dois tipos de entidade