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2011 Roteiro de Auditoria de Obras TCU

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documentada por fotografias e vídeos. Recomenda-se especial atenção aos registros 
documentais das instalações do canteiro de obras e dos equipamentos mobilizados. Sempre que 
possível, a equipe de auditoria deve documentar a dimensão das equipes da empreiteira e os 
respectivos equipamentos e insumos utilizados na execução dos principais serviços contratuais, em 
especial nos casos em que se constatou sobrepreço na análise do orçamento realizada na fase de 
planejamento da fiscalização. 
28. Havendo necessidade de maiores informações e esclarecimentos ao longo da fase de execução da 
auditoria, a equipe deve solicitar justificativas aos gestores sobre os indícios de irregularidades 
apurados em decorrência da análise documental ou da visita à obra. 
29. A equipe deve cadastrar os objetos no Fiscalis Execução, de acordo com o estágio em que se 
encontra a obra. Se não há licitação iniciada, cadastra-se somente o projeto básico. Se há licitação 
iniciada e não homologada, cadastra-se somente o edital. Se a licitação já foi finalizada e o contrato, 
assinado, cadastra-se somente o contrato. Nos casos de obras financiadas por transferência de 
recursos federais, deve-se sempre cadastrar o respectivo convênio ou contrato de repasse. 
30. De forma concomitante com o desenvolvimento dos trabalhos, a equipe deverá registrar, no Fiscalis 
Execução, os procedimentos de auditoria executados, justificando eventualmente a não execução de 
algum procedimento. 
31. Do mesmo modo, o preenchimento preliminar dos achados de auditoria no Fiscalis Execução 
deverá ser feito de forma concomitante com o andamento de auditoria. Após o término da fase de 
execução, todos os campos da Matriz de Achados deverão estar preenchidos. 
32. A equipe deverá apresentar os achados preliminares ao supervisor de fiscalização na medida em que 
sejam detectados. O acompanhamento da fiscalização pelo supervisor, entre outras funções, visa 
evitar trabalhos inúteis em achados que possam ser futuramente descaracterizados ou esclarecidos 
pelo gestor. Por isso, compete ao supervisor certificar-se de que: 
a) o escopo de fiscalização pré-estabelecido está sendo observado pela equipe de auditoria; 
b) os achados apontados estão devidamente fundamentados em evidências concretas; e 
c) os responsáveis pelas ocorrências apontadas estão corretamente identificados. 
33. Quanto ao preenchimento da Matriz de Achados: 
a) a ordem de apresentação dos achados no relatório deve ser decrescente em relação à 
importância: IG-P, IG-R, IG-C e OI; 
TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO 16 
Segedam – Secretaria-Geral de Administração BTCU ESPECIAL Brasília Ano xliv n. 19 22/ nov. 2011 
 
 
\\_sarq_prod\Sistemas\Btcu (Sede) - \\_sarq_an\Sistemas\Btcu (Asa Norte) - \\srv-UF\Sistemas\Btcu (Estaduais) 
b) o conteúdo do campo “Justificativa de enquadramento (ou não) no conceito de irregularidade 
grave da LDO” somente deve ser preenchido para os achados classificados como IG (nunca 
para OI), e deve fazer referência aos requisitos exigidos na LDO, de modo coerente com a 
gravidade do achado descrita no campo “Situação encontrada”; 
c) o campo "Medidas Corretivas" deve ser obrigatoriamente preenchido em casos de IG-P ou 
IG-R (não em achados do tipo IG-C ou OI), visto que o relatório não deverá ser encaminhado 
ao Congresso Nacional sem essa análise preliminar. 
34. A equipe deverá ser especialmente cuidadosa para reunir documentação suficiente para a 
responsabilização adequada de todos os gestores responsáveis por cada indício de irregularidade 
constatado. A equipe deve atentar para a devida caracterização do nexo de causalidade entre a 
conduta do responsável e a irregularidade observada. Além disso, deve buscar elementos suficientes 
para caracterizar a culpabilidade do agente. Por isso, a equipe deverá aprofundar os trabalhos de 
investigação, solicitando documentação adicional ao órgão/entidade, se necessário. 
35. A adequada responsabilização dos gestores necessita de sua correta e completa identificação. A 
equipe de auditoria deve obter dados de todos os gestores identificados como responsáveis pelas 
irregularidades apuradas nos trabalhos de campo, os quais devem contemplar: (i) nome completo; 
(ii) CPF; (iii) cargo; (iv) endereço;(v) período efetivo no exercício do cargo, seja como substituto, 
seja como titular; (vi) atribuições do cargo; e (vii) norma do órgão que especifica essas atribuições. 
36. No caso de pessoa jurídica de direito privado, a equipe de auditoria deve obter a razão social, o 
CNPJ e o endereço. No caso de obras executadas por consórcios, a equipe de auditoria deve obter as 
mesmas informações para cada uma das empresas integrantes do consórcio. Os critérios de 
responsabilização geralmente adotados em auditorias de obras estão elencados no Anexo IV do 
presente Roteiro de Auditoria. 
37. A Matriz de Responsabilização deve ser preenchida, observando-se atentamente a caracterização do 
nexo de causalidade entre a conduta do gestor e a irregularidade observada e as premissas 
apresentadas nas “Orientações para Auditoria de Conformidade”, aprovadas pela Portaria Adplan nº 
1/2010. 
38. A equipe deve ainda organizar e digitalizar todas as evidências que fundamentarão os achados de 
auditoria. 
39. A fase de execução será encerrada mediante reunião com os responsáveis pelo órgão/entidade 
auditado, quando serão apresentadas sucintamente as constatações preliminares da fiscalização. No 
caso de constatação de indícios de irregularidade do tipo “IG-P”, a equipe deverá orientar o gestor 
quanto à sua manifestação preliminar em relação ao relatório de auditoria, em especial quanto aos 
prazos a serem observados. Sempre que possível e relevante, o supervisor da fiscalização deverá 
participar da reunião de encerramento. 
III – FASE DE RELATÓRIO 
40. Cumpridas as atividades previstas para as fases de planejamento e de execução, a fase de relatório 
contemplará as seguintes atividades: 
a) a e quipe deve preencher os seguintes campos do Sistema Fiscalis: 
(i) resumo do relatório de auditoria, que deve fazer menção, obrigatoriamente, ao objetivo da 
auditoria, às questões de auditoria, à metodologia utilizada, aos achados de auditoria, ao 
volume de recursos fiscalizados, aos benefícios potenciais, às conclusões alcançadas e às 
propostas de encaminhamento mais importantes, não excedendo duas páginas; 
(ii) VRF; 
TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO 17 
Segedam – Secretaria-Geral de Administração BTCU ESPECIAL Brasília Ano xliv n. 19 22/ nov. 2011 
 
 
\\_sarq_prod\Sistemas\Btcu (Sede) - \\_sarq_an\Sistemas\Btcu (Asa Norte) - \\srv-UF\Sistemas\Btcu (Estaduais) 
(iii) classificar os achados de acordo com as disposições da LDO em vigor, preenchendo o 
campo “justificativa” sobre a conveniência de continuidade ou não da obra; e 
(iv) incluir os anexos (planilhas, fotografias etc.) no relatório de auditoria; 
b) a equipe deve fazer a “verificação de inconsistências” do Sistema Fiscalis, e realizar todos os 
ajustes possíveis; 
c) a equipe deve lançar no Sistema Benefícios os benefícios potenciais e efetivos da fiscalização, 
descrevendo e registrando adequadamente a memória de cálculo adotada para essa estimativa; 
d) a equipe deve preencher o campo “conclusão” e elaborar a proposta de encaminhamento da 
fiscalização; 
e) a equipe deverá apresentar propostas de encaminhamento para todos os achados apontados no 
relatório de fiscalização; 
f) no caso de achados que ensejem paralisação (IG-P), a equipe deve especificar as medidas 
corretivas necessárias para saneamento dos indícios de irregularidade, assinando prazo aos 
responsáveis para a operacionalização dessas medidas, nos termos do item 9.16 do Acórdão 
2.382/2011-TCU-Plenário; 
g) no