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Manual de Teologia   FINAL 1

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responsável, único e irrepetível. A possibilidade de pecado é fundamental 
para que o projecto de Deus acerca do homem seja bom e o ser humano seja livre de suas decisões. 
3.4.2. O pecado Original 
Chama-se pecado original à condição natural ou inata, na qual todo o ser humano nasce. O ser 
humano nasce numa condição marcada pelo pecado, enquanto ruptura da relação com Deus.O 
pecado original procura designar uma espécie de estrutura condicionante do homem em sociedade, 
um modelo colectivo do “pecado”, de alienação humana. Estado agravado incessantemente, pelos 
actos pecaminosos dos indivíduos de determinada comunidade ou sociedade. É estado natural do 
ser humano e não ruptura realizada (um acto) por uma colectividade em determinado momento de 
sua história. 
 
 
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CAPÍTULO IV: PENSAMENTO DA IGREJA 
CATÓLICA EM QUESTÕES DE BIOÉTICA 
 
4.1. Conceito 
A bioética é o estudo sistemático da conduta humana, no âmbito das ciências da vida e da saúde, 
considerada á luz de valores e de princípios morais. 
O âmbito das ciências da vida e da saúde compreende a consideração da biosfera para além da 
medicina. 
A bioética é a orientação que diz respeito às intervenções sobre a vida, entendida em sentido 
extensivo que deve compreender também as intervenções sobre a vida e saúde do homem. 
4.2. A vida humana 
4.2.1. O início da vida humana 
A - Reprodução natural 
O ser humano começa a existir quando no acto sexual o óvulo que sempre tem o cromossoma X 
fica fecundado pelo espermatozóide que tem ou cromossoma X ou Y, resultando numa menina -
XX, ou num rapaz -XY, dependendo do tipo de espermatozóide que fecunda o óvulo. 
4.2.2. Sexualidade Humana 
Conceito 
A regulamentação da sexualidade humana é firmemente radicada na carne e no sangue e toca um 
conjunto de factores: 
 
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1. Sexo cromossómico: depende da constituição genética que distingue cromossomas 
sexuais diferentes, XX na mulher e XY no homem. Essa fórmula preside todas as diferenciações 
ulteriores11. 
2. Sexo gonádico: distingue na mulher órgãos genitais do tipo feminino, os ovários, e no 
homem, os testículos, órgãos do tipo masculino. Nesse contexto, distingue-se também o sexo 
enzimático, isto é, a existência de substâncias químicas provenientes dos ganes que provocam as 
determinações gonádicas que aparecem no crescimento do indivíduo (Laversin, 755). 
3. Sexo endócrino: concerne as secreções hormonais das glândulas endócrinas que ficam 
derramadas directamente no sangue do indivíduo para permear todo o organismo. O sexo 
endócrino é essencialmente mas não unicamente relacionado as gônatas e determina o aspecto 
exterior do indivíduo (Laversin, 755). 
4. Sexo morfológico: concerne as características sexuais secundárias exteriores – órgãos 
genitais externos, estatura, abundância, disposição do pêlo, o tom da voz etc. Trata-se do sexo do 
estado civil (Laversin, 755). 
5. Sexo psicológico: constituído pelas características afectivas e intelectuais de cada sexo 
(Laversin, 755). 
6. Sexo funcional: toca o papel do indivíduo de realizar um acto sexual seguido ou não por 
procriação (Laversin, 756). 
7. Sexo social: refere à vida na sociedade, segundo o papel de cada sexo fora do acto sexual, 
por exemplo, na vida familiar, no campo profissional12. 
 
11de LAVERSIN, “I Fondamenti Sacridell’ Ordinedella Creazionenel Matrimonio Naturale”, p. 755. – A Santa 
Sé publicou dois documentos importantes sobre a Educação Sexual: SACRA CONGREGAZIONE PER 
L’EDUCAZIONE CATTOLICA, “Orientamenti Educativisull’ Amore Umano, Lineamentidi Educazione 
Sessuale”, Roma, 1 Novembre 1983, in Enchiridion Vaticanum, Documenti Ufficialidella Santa Sede, 1983-
1985, Vol. 9, Edizione Dehoniane, Bologna, Art. No. 417-530. 
PONTIFICIO CONSIGLIO PER LA FAMIGLIA, “Sessualità Umana: Verità e Significato, Orientamenti 
Educativi in Famiglia”, Cittàdel Vaticano, 8 Dicembre 1995, in Enchiridion Vaticanum, Documenti 
Ufficialidella Santa Sede, 1994-1995, Vol. 14, EdizioneDehoniane, Bologna, Art. No. 3344-3533. 
12de LAVERSIN, “I FondamentiSacridell’OrdinedellaCreazionenel Matrimonio Naturale”, p. 756. – BOTERO faz 
as observações seguintes: “Uomo e donna sono profondamenteuguali; sono complementari; però, conun tipo 
dicomplementarità reciproca, non statica ma dinamica, non soltantomatrimoniale-procreativa ma anchesociale” 
(Citando Guzzetti), p. 103. – Il sesso relazionaleèdunqueungiustorapportouomo-donna, ungiustorapportodi me conil 
mio prossimo; ungiustorapportoio-tu che comporta non tanto la negazione e la scomparsadell’io e del tu ma la 
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4.2.3. Desvios sexuais 
São considerados desvios sexuais todas as condutas sexuais contrárias às normas 
comummente estabelecidas numa determinada sociedade. 
a) Homossexualidade: Atracção erótica predominante e persistente entre pessoas do mesmo 
sexo. Os actos homossexuais são intrinsecamente uma desordem por falta de uma união 
sexual genuína com a parte unitiva e ou procriativa. 
b) Pederastia ou Pedofilia actividade sexual entre um(a) adulto(a) e um(a) menor (Peschke, 
1989, 454). 
c) Zoofilia – coito com um animal 
d) Sadismo – prazer sexual conseguido mediante crueldade exercida sobre o outro. 
e) Masoquismo – prazer sexual conseguido mediante suporte da crueldade e humilhação. 
4.2.4. Pecados de natureza sexual 
a) Prostituição – é a prática do acto sexual como moeda de comércio. 
b) Adultério – é a prática do acto sexual fora do matrimónio. Ele ofende a justiça, e a 
fidelidade (Peschke, 1989, 444). 
c) Violação – é a prática do acto sexual com uma pessoa contra a sua vontade. O violador 
usa a força física, e o engano ou busca uma pessoa sem o uso da razão. 
d) Incesto – prática sexual entre pessoas com afinidade de parentesco. 
e) Fornicação – toda a relação sexual fora do quadro social do matrimónio ou do 
casamento. 
 
negazione dell’egoismodell’io e l’affermazione della creatività, l’inventiva, la comparsa dellanovità (Citando 
Masellis), p. 104. 
 Lo stomacofunziona da solo, e lo stessoaccadeconaltriorgani ...; gliorganisessualiinvece, 
hannobisognodiunpartner, per il loro funzionamentoadeguato: anzi, l’attoconiugale non 
soltantocoinvolgegliorganigenitali ma richiedeanchel’accompagnamentodialtrigesti, qualicarezze, parole, baci, 
sguardi ...p. 105-106. 
 È la dimensione relazionalechedàil senso pienodellasessualità, in quanto mette in risalto la “convenzione” 
delmaschio e dellafemmina a formarel’uomointegrale - p. 107: See - BOTERO, EticaConiugale, Per 
unRinnovamentodellaMoraleMatrimoniale, p. 102-108. 
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f) Concubinato é o estado do homem e da mulher que vivem como cônjuges sem contrair 
o matrimónio cristão. 
 
4.3. Actos contra a vida Humana 
4.3.1. A Contracepção 
É o mecanismo de interferência no processo natural da fecundação. Esta pode ser preventiva, 
impedindo a fecundação, ou abortivo, impedindo o desenvolvimento do óvulo fecundado. 
4.3.2. Reprodução assistida 
Consiste na assistência médica do processo de reprodução humana. Existem várias técnicas de 
assistência de acordo com os motivos da necessidade da assistência. 
a) Inseminação artificial 
Consiste na colocação do esperma na vagina ou numa outra parte do aparelho reprodutivo 
feminino13 por meios artificiais. Este método é usado para responder à questões ligadas à 
esterilidade ou impotência masculina. Em princípio, esta prática não apresenta dificuldades morais 
quando o esperma provém do cônjuge. 
Quando por outras razões o esperma é de um doador, há dificuldade de manutenção dos princípios 
matrimoniais, ou seja, a unidade matrimonial, a dignidade dos cônjuges, a vocação dos pais de 
ficar

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